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O império dos estilos ‘ma das mais curiosas obsess6es no meio cultural [ J € artistico do século 19 diz respeito a busea de um estilo que traduzisse de modo adequado o senso de fervilhamento e modernidade da época. Diversos criticos e pensadores dediearam argumentos apaixonados a esse assunto, principalmente com respeito 4 arquite- tura, advogando a adogio desse ou daquele estilo como uma questio fundamental para o bem-estar politico, social e moral de suas respectivas nagées. Alguns defendiam o retorno a estilos do passado, sugerindo que se tentasse recuperar as maiores glérias de outras épocas ou de outros poves: © equilibrio da Grécia antiga; a grandeza do Renascimento italian \ualidade do gético medie~ 8 esp val; 0 exotismo de um pagode chinés, Todas esas iendéncias chamadas histor cistas inham em comum uma conviegio de que a ruptura com a tradigao imposta pela modernidade industrial havia suscitado uma crise, minando valores impor~ tantesou, no minimo, conduzindo 1 1 Soe o Outros argumentavam que era preciso saber abragar e até mesmo celebrar essa combinando of melhores aspectos dos diversos estilos disponiveis em tum Eeletiemo que tirasse pactido da justaposigio e do equilibrio das partes como indicios da suprema superioridade do presente. Para esses. a modernidade con- sista justamente em nio se prender a uma Ginica visio de mundo mas em se posi- cionar como culminagio de todas, tirando sabio proveito apenas das vantagens de cada uma, Havie ainda outros que sofriam com a constatagio de que a moderni- dade ni havie gerado um estilo préprio ¢ que buseavam ativamente uma raptura com as formas do passedo. Esse argumento, que foi ganhando forga com indastria ¢ 0 consumider moderae, 1850-1930 consti so fal da décads de 1830,» palacota da the Fecal, no Ra de Jane, atsias com cnicas conetutvas modemas, valores lea do sical +9. ‘ aproximagio do século 20, efirmava que a sociedade industrial precisava de um | 87 eilo novo, condizente com o progresse teenolégico da époce ¢ i altura dos gran- des feitos de uma engenharia que produzia locomotivas, navios a vapor e pode rosis estruturas de ferro e aco. Por vezes, todas essas tendéncias se combinavam na visdo de individuos extraordinarios como o arquiteto francés Viollet-le-Duc, (0 qual nio hesitava em juntar técnicas construtivas as mais modernas com ume predilecio pelo estilo neo-gotico e ainda uma liberdade eclétiea em combinar materiais ¢ alterar escalas e proporyoes. Muitos edificios do séeulo 19 transini GGEEEEED. 0 gu! acabou ficando conhecido. com justiga poética, como ‘Ad Noweau (arte nova). O surgimento ea popularizagio do Ar Noweaurefletem todas as deliciosas contradigies que caracterinam a ers modern stando-se claramente como novo e atual 88 por volta de 1900, a formagio do Art Noweau pode ser tragada s indimeras fontes no século 19, incluindo toda uma gama de historicismos ¢ ecletismos, além da influéncia imediata do Art end Crafs¢ de movimentos artsticos como 0 Simbolismo € 0 Esteticismo (ser mansen, 1979). Embora posicionendo-se deliberadamente como um estilo internacional ¢ moderno, as diversas manifestagbes do Art Nowvea possuiam diferencas fundamentais de um lugar para outro, atuando inclusive como forgas nacionalistas e anti-progressistas em alguns contextos, como na Franga onde 0 novo estilo foi claramente invocado como reagao a mecanizagao (siuverian, 1989; r16r, 1991: «1-52). Embora imortalizado pelo virtuosismo artesanal ¢ artistico de alguns dos seus maiores expoentes ~ tais quais Aubrey Beardsley ¢ Charles Rennie Mackintosh na Gra-Bretanha: Victor Horta e Henry van de Velde na Bélgica: Eugene Grasset, Paul Berthon, René Lalique, Emile Gallé © Louis Majorelle na Franga: Josef Maria Olbrich, Otto Wagner e Gustav Klimt na Austria; Alphonse Maria Mucha na Tehecoeslovéquia: Antoni Gaudi na Expanha; Louis Comfort Tiffany e William Bradley nos Fstados Unidos ~ © Art Nouveau acsbou por se tornar o primeiro estilo divulgado em escala maciga, suscitando uma reprodugio industrial intensiva das suas formas em artigos de todos as espécies. Porém, a prépria validade do nome para descrever mani- festagies tio variedas vem sendo questionada ns literatura recente, em prol de uma evaliagdo mais hibrida (ver wowaxn, 19%). Quais seriam as caracteristicas formais do Art Nouveau? Geralmente, 0 estilo esta associado na imaginago popular com a sinuosidade de formas boranicas estilizadas, ‘com uma profusio de motivos florais¢ femininos em curvas assimétricas € cores vivas, com a exuberancia vegetal de formas que brotam de uma base ténue, se impul- sionam verticalmente, se entrelegam ¢ irrompem em uma plenitude redonda e orga- nica: culminando. tipicamente, em flores douradas, asas de libélula ou penas de pavao. Porém, o Art Nouveau também abrange a austeridade de formas geométricas fe angulares, a contengio de linhas de contorno pronunciadas, a severidade de planos retos e delgados. Em muitas das suas manifestages, o Art Noweau acabs se confun- dindo com os motivos eas formas do Art Dico, seu sueessor como estilo decorativo. Embora se estabelega geralmente um contraste entre um ¢ outro estilo— com 1 An Décocaracterizado como menos ornamentado ¢ mais construtive, menos floral ‘¢ mais gcométrico, menos ©! mais mecinico, menos um entrelagamento de linhas ¢ mais uma sobreposigio de planos — na verdade, existe uma continui- dade muito grande em termos formais, um didlogo mais do que ume disputa,