Vous êtes sur la page 1sur 31

UNIVERSIDADE POTIGUAR

CAMPUS MOSSORÓ

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA

PLANEJAMENTO EXECUÇÃO DE OBRAS VIÁRIAS

Prof. ANTÔNIO TOMAZ AQUINO DE ALBUQUERQUE

DETERMINAÇÃO, PLANEJAMENTO E
ORÇAMENTO DE SITEMA DE DRENAGEM E
MEIO FIO A SEREM ADOTADOS PARA UM
TRECHO DA RN-011 EM EXECUÇÃO NO
MUNICIPIO DE SERRA DO MEL.
DISCENTES:

GILMAR GUILHERME DA SILVA

MATHEUS TAVARES B.C DA NÓBREGA

THALITA ALVES DE ALMEIDA

NALISSON REBOUÇAS DA SILVA

ATOS RAFAEL

MOSSORÓ

30 DE ABRIL DE 2019
GILMAR GUILHERME DA SILVA

MATHEUS TAVARES B.C DA NÓBREGA

THALITA ALVES DE ALMEIDA

NALISSON REBOUÇAS DA SILVA

ATOS RAFAEL

DETERMINAÇÃO, PLANEJAMENTO E
ORÇAMENTO DE SITEMA DE DRENAGEM E
MEIO FIO A SEREM ADOTADOS PARA UM
TRECHO DA RN-011 EM EXECUÇÃO NO
MUNICIPIO DE SERRA DO MEL.

Trabalho referente à primeira nota da


disciplina de Planejamento e execução de
Obras Viárias, da universidade potiguar- UNP
ministrada pelo.

Prof.: Antônio Tomaz Aquino de Albuquerque

MOSSORÓ

30 DE ABRIL DE 2019

2
Sumário
1.0 RESUMO ................................................................................................................... 5

1.2 INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 6

1.3 OBJETIVOS GERAIS ................................................................................................... 8

1.4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .......................................................................................... 8

2.0 REVISÕES DE LITERATURA ....................................................................................... 9

2.1. RODOVIAS ............................................................................................................... 9

2.2 CLASSIFICAÇÃO ........................................................................................................ 9

2.2.1 RADIAIS ................................................................................................................. 9

2.2.2 LONGITUDINAIS .................................................................................................... 9

2.2.3 TRANSVERSAIS ...................................................................................................... 9

2.2.4 DIAGONAIS PARES: ............................................................................................. 10

2.2.5 DIAGONAIS ÍMPARES: ......................................................................................... 10

2.2.6 LIGAÇÕES: ........................................................................................................... 10

3.0 HIDROLOGIA .......................................................................................................... 10

3.1. Ciclo hidrológico ................................................................................................... 10

3.2 PLUVIOSIDADE ....................................................................................................... 11

3.2.1 CUMULOS NIMBOS ............................................................................................. 11

4.0 EROSÃO .................................................................................................................. 12

4.0.1 VENTO ................................................................................................................. 12

4.0.2 TEMPERATURA.................................................................................................... 12

4.0.3 RIOS..................................................................................................................... 12

4.0.4 CHUVA................................................................................................................. 12

4.1 VOÇOROCAS E RAVINAS ........................................................................................ 12

4.1 DRENAGEM ............................................................................................................ 15

5.0 DESEMVOLVIMENTO ............................................................................................. 16

5.1 LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO ................................................................... 17

5.2 INTERPRETAÇÃO DO PROJETO GEOMÉTRICO ....................................................... 18

3
5.3 ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO QUANTITATIVO DE MATERIAL ........................... 20

5.3.1 DETERMINAÇÃO DO TALUDE .............................................................................. 21

5.3.2 QUANTIDADE DE MATERIAL ............................................................................... 22

5.4 CUSTOS DOS SERVIÇOS DE DRENAGEM E PRAZOS DE EXECUÇÃO ........................ 22

5.5 MEIO-FIO................................................................................................................ 23

6.0 RESULTADOS E DISCUSSÕES .................................................................................. 25

6.1 SOLUÇÃO ALTERNATIVA ........................................................................................ 25

7.0 CONCLUSÃO ........................................................................................................... 26

BIBLBIOGRAFIA CONSULTADA ..................................................................................... 27

ANEXOS ........................................................................................................................ 28

4
1.0 RESUMO
O planejamento e execução de obras de infraestrutura-viária constitui
um dos ramos da engenharia civil, que trata desde o levantamento topográfico
e estudo prévio, até a elaboração de projeto e construção de rodovias. Sejam
elas federais, estaduais, ou municipais. As quais constituem a malha rodoviária
do país. Nesse aspecto, o engenheiro civil aliado a outros profissionais, torna-
se um dos responsáveis pela realização e execução da obra, visando garantir
economia, qualidade e sustentabilidade. Nesse trabalho, foi realizada a
determinação do tipo de meio fio e sistema de drenagem a serem utilizados,
para o trecho localizado entre as estacas 1295 – 1400, da RN-011, no
município de Serra do Mel, o qual está em execução, no intuito de buscar um
sistema eficiente de escoamento para a água das chuvas acumulada sobre a
rodovia. Foi realizado também o orçamento e levantamento quantitativo de
material e a previsão dos prazos de execução do serviço. Foram utilizados
dados topográficos e pluviométricos da região, assim como fotos e dados
coletados para inferir nas justificativas de projeto, buscando dessa forma
garantir a escolha de um sistema que provenha o escoamento das águas e
mantenha a integridade da rodovia.

Palavras-chave: Engenharia Civil, Planejamento de Obras viárias;


Rodovias; Sistema de Drenagem; Erosão; Voçorocas; Serra do Mel; Sarjetas
de escoamento; Descida de aguas rápidas; clima; chuva; Lâmina de água.

5
1.2 INTRODUÇÃO
A malha rodoviária brasileira se estende ao longo de todo país, sendo
considerada uma das maiores do mundo, tendo em vista o tamanho do
território do país. No entanto Uma pesquisa realizada pela Confederação
Nacional do Transporte apontou que apenas 12% da malha rodoviária nacional
é pavimentada. Entre as rodovias pavimentadas, 44,7% apresentam desgastes
e 19,1% exibem trincas e remendos. Para o estudo, foram percorridos quase
100 mil quilômetros. Deste total, apenas 32,4% apresentavam perfeitas
condições. “O problema da malha rodoviária brasileira”. Bloglogistica, 2014.
Disponível em: <https://www.bloglogistica.com.br/mercado/o-problema-da-
malha-rodoviaria-brasileira/>. Acesso em: 25 de abr. de 2019.

No entanto, a maioria dos desgastes é causada por intemperismo


aliado a falta de manutenção, e algumas vezes por falhas na execução do
projeto inicial. A negligência de fatores básicos como o clima de uma região,
pode comprometer a integridade da rodovia e acarretar em um enorme prejuízo
financeiro devido a destruição ou degradação da rodovia, e/ou pessoal para
terceiros, tendo em vista que muitos dos acidentes em estradas são causados
pelas más condições da mesma.

Um dos fatores climáticos causadores de estragos em rodovias e


estradas é a chuva. Com clima tropical, o Brasil possui um período de verão
quente e chuvoso na maioria do seu território. No Rio Grande do Norte
localizado na região nordeste as médias pluviométricas são variáveis de cidade
para cidade. A RN-011 localizada na cidade de Serra do Mel, cidade satélite a
leste de Mossoró, está em uma área de considerável precipitação
pluviométrica. A média pluviométrica para a cidade é de aproximadamente 700
mm, distribuídos entre os meses de Janeiro a Junho, com o período de maior
pluviosidade entre Fevereiro e Maio, como mostra o gráfico. (VER TABELA 1.0
ANEXO). Além disso, a temperatura durante o verão, que caracteriza o período
chuvoso, se mantém alta durante todo período como mostra o gráfico (VER
TABELA 1.1. ANEXO). O que facilita a formação de nuvens de chuva do tipo
cúmulos e cúmulos-nimbos. No entanto há variações na própria cidade, já que
esta é formada por 23 vilas rurais, como mostra a figura (VER FIGURA 1.0

6
ANEXO) distribuída em linhas. E as médias pluviométricas geralmente são
variáveis, inclusive para o mesmo alinhamento de vilas.

O trecho abordado neste trabalho (E1295 – E1400) está localizado nas


proximidades da Vila Goiás, aonde a pluviosidade para o ano de 2019,
segundo Ivanildo morador da Vila Goiás casa Nº 21, já chega aos 700 mm.

Esse volume de chuva é considerado pelos os moradores da vila,


favorável a produção de castanha de caju e lavoura, pois caracteriza um
volume bastante elevado de chuva. Uma das características das chuvas da
região de Serra do mel, é que geralmente se formam no período da tarde entre
13h00minh e 17h00minh (treze e dezessete) horas, e algumas vezes no
período noturno, e são de caráter torrencial de grande intensidade e curta
duração, variando de 30 (trinta) minutos a algumas horas de chuva,
características das nuvens cúmulos-nimbos do período.

Essas características, embora positivas para os agricultores, são


extremamente cruciais para serem consideradas em um projeto de rodovia a
ser executado na região. Pois devido às características do solo da região que é
de caráter argiloso (Latossolo), caso não haja um bom estudo de drenagem,
pode levar a formação de voçorocas laterais e até mesmo rompimento do
asfalto e de toda a base e sub-base na falta de dreno nas passagens de agua.

O objetivo deste trabalho é apresentar um possível sistema de


drenagem e meio fio para o trecho de estudo, que seja capaz de escoar o
volume de água acumulada sobre a rodovia, sem causar dano a sua
integridade estrutural e respeitando o fluxo natural de escoamento da água
afim de evitar danos ambientais.

7
1.3 OBJETIVOS GERAIS
Determinar, planejar e orçar o tipo de sistema de drenagem e meio fio,
a serem adotados em um trecho da RN-011 localizada na cidade de Serra do
Mel, que seja eficiente, garantindo o escoamento da lâmina de agua superficial
formada sobre a rodovia de forma segura, e evitando danos a integridade da
mesma.

1.4 OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Efetuar o estudo e levantamento planialtimétrico do trecho.

Efetuar a interpretação de um projeto de drenagem, com base no


levantamento planialtimétrico.

Elaborar o orçamento quantitativo de material para o trecho.

Efetuar o cálculo dos custos do serviço de drenagem para o trecho.

Efetuar o cálculo do prazo de execução dos serviços.

Realizar o planejamento dos serviços de drenagem.

Realizar todas as etapas citadas acima tanto para o projeto de


drenagem quanto para meio fio.

8
2.0 REVISÕES DE LITERATURA

2.1. RODOVIAS
O setor de transporte movimenta grande parte do capital brasileiro na
forma de matéria prima de origem mineral ou vegetal ou animal através das
estradas e rodovias do país. Os principias veículos utilizados são desde
caminhões de pequeno porte até veículos de grande porte com mais de 30m
(carretas, locomotivas etc.). Diante disso o sistema viário terrestre de um país
desempenha um papel importante no seu desenvolvimento econômico e
elevação de receitas. Para isso as boas condições das rodovias e da malha
viária são importantes.

De acordo com CTB (código de trânsito brasileiro), rodovia é qualquer


estrada rural, que corresponde a uma via de rodagem de alta velocidade de
transporte interurbano.

2.2 CLASSIFICAÇÃO
As rodovias e ferrovias são identificadas por três algarismos, onde o
primeiro é característico da posição da via em território nacional sempre com
referência a Brasília. E os outros dois indicam a direção da via Norte-Sul,
Leste-Oeste.

Podem ser:

2.2.1 RADIAIS: Partindo de Brasília em qualquer direção, ligando


cidade, capitais ou pontos periféricos importantes. O primeiro algarismo
caracterizado por 0 (zero), e os outros dois variando de 05 a 95.segundo
orientação horária.

2.2.2 LONGITUDINAIS: Se orientam na direção Norte-Sul, com o


primeiro algarismo identificado por 1 (um) e os outros dois de 00 a 95, com 50
localizado na capital do país.

2.2.3 TRANSVERSAIS: Orientadas na direção Leste-Oeste, com


primeiro algarismo 2 ( dois) e os outros variando de 200 a 299, sendo 250 na
capital do país.

9
2.2.4 DIAGONAIS PARES: Se orientam na direção NO-SE, com
numeração segundo números pares que vão de 300 no extremo NE, até 398
no extremo SO, com 350 em Brasília.

2.2.5 DIAGONAIS ÍMPARES: As que se orientam na direção NE-SO,


organizadas em números ímpares, com 301 no extremo NO, e 399 no extremo,
SE e 351 na capital do país.

2.2.6 LIGAÇÕES: Estas rodovias apresentam-se em qualquer direção,


geralmente ligando rodovias federais, ou pelo menos uma rodovia federal a
cidades ou pontos importantes ou ainda a nossas fronteiras internacionais .

3.0 HIDROLOGIA

3.1. Ciclo hidrológico


A hidrologia trata do estudo da água em seu aspecto mais amplo e da
sua influência no dia a dia da humanidade.

O ciclo hidrológico pode ser definido como o circuito que a água na


atmosfera, passando por todos os seus estados físicos e retornando ao
oceano, como mostra afigura abaixo. (VER FIGURA 2)

FIGURA 2

10
3.2 PLUVIOSIDADE
A Pluviosidade é tida como a quantidade de chuva que ocorre em uma
área ou região. A medida é feita em milímetros (mm) e corresponde ao volume
de chuva em m³ (metros cúbicos),quando multiplicado pela área do local. Isso
significa que se choveu 10 mm em determinada área, equivale a 10 litros por
metro quadrado, ou 0,1 m³ ou ainda 100 litros. A fórmula abaixo mostra como
proceder.

𝑉 = (𝑚𝑚)𝑥 (𝑚2 )
Compreender a pluviosidade de um local é um fator importante na
engenharia. Pois significa melhor planejamento do tempo e do projeto.

3.2.1 CUMULOS NIMBOS


Cumulo-nimbos é o nome tradicional dado às nuvens de tempestade
que possuem aspecto aterrorizante. São as nuvens de alta atmosfera que
possuem grande quantidade de energia potencia acumulada é geralmente
possuem formato de bigorna, como mostra a figura abaixo.

FIGURA 3

Possuem uma altitude que varia de 8 km a 20 km de altura. Sua


presença indica aproximação de chuva pesada com presença de raios e
ventos.

11
4.0 EROSÃO
Erosão é dito na geologia como o processo natural de desgaste
superficial da crosta terrestre, que remove material de um local e o deposita em
outro. A erosão ocorre devido ao intemperismo causados por agentes naturais.
Dentre os quais estão:

4.0.1 VENTO – Quando ocorre este tipo de erosão é chamada de


erosão eólica.

4.0.2 TEMPERATURA- Quando ocorre devido a temperatura e


chamada de erosão térmica.

4.0.3 RIOS- Nesse tipo de erosão o material localizado no leito dos rios
é carreado pela agua para outros locais, é a erosão fluvial.

4.0.4 CHUVA- No que se refere às ações da natureza, podemos citar


as chuvas como principal causadora da erosão. Ao atingir o solo, em grande
quantidade, provoca deslizamentos, infiltrações e mudanças na consistência do
terreno. Desta forma, provoca o deslocamento de terra. Além disso, em
terrenos inclinados e descobertos causa a aparição de ravinas e voçorocas,
muito comum em encostas e taludes de rodovias. Esse tipo de agente
causador, aliado as mudanças provocadas pelo homem na paisagem, pode ser
devastador.

Além disso, outros tipos de fatores como gelo, gravidade e ação


humana, são causadores de erosão.

4.1 VOÇOROCAS E RAVINAS


As voçorocas e ravinas são causadas pela ação da agua das chuvas
que caem com grande rapidez e intensidade, carreando material (solo), e
formando a abertura de fissuras. Geralmente sua presença é mais acentuada
em solos descobertos e inclinados, como taludes de rodovias e outras
formações. A falta de sistemas adequados de drenagem é um dos fatores
causadores. As imagens abaixo foram retiradas da RN-011, objeto de estudo,

12
mais especificamente do trecho localizado entre as estacas 1295 – 1400,
próximo a Vila Goiás em Serra do Mel, e mostram a formação de voçorocas na
recém-executada rodovia, que, no entanto não possui sistema de drenagem.

13
14
4.1 DRENAGEM
O planeta terra é um local extremamente dinâmico, podendo ser
considerado um organismo vivo, devido aos ciclos naturais que possui.

Dentre esses ciclos o hidrológico é o mais importante, pois se trata do


processo de manutenção da agua no planeta. Conforme o homem provoca
mudanças na paisagem, algumas dessas modificações podem acabar
interrompendo ou alterando o “caminho” das aguas dentro do ciclo. Isso gera
transtornos como alagamentos, inundações, alteração do lençol freático etc.

Devido a esses possíveis problemas é coerente realizar a previsão de


um sistema que garanta o percurso normal da água ou minimize ao máximo
sua alteração dentro do seu ciclo.

Esses sistemas são chamados de sistemas de drenagem. Que é o


nome que se dá a uma série de estruturas que são instalados em um
determinado local com o intuito de reter, tratar e transpor águas pluviais (que
nada mais são que as águas da chuva). Tais sistemas podem ser públicos, na
forma de bocas de lobo e sarjetas, por exemplo, podem ser instalados em
residências, como casas e apartamentos, ou mesmo em edifícios comerciais,
como fábricas e lojas, podendo ter uma estrutura simples, que concentra
apenas o básico, ou complexa, que é capaz de coletar, tratar e distribuir a água
para diversos pontos distintos.

15
5.0 DESEMVOLVIMENTO
A figura abaixo representa um corte transversal da RN-011, objeto de
análise, e a partir dela e dos dados fornecidos por ela e pelo estudo de
terraplenagem inicial, calcularemos e dimensionaremos o sistema de drenagem
adequado para o trecho utilizado.

FIGURA 4

CORTE TRASNVERSAL DA RODOVIA RN-011

Da imagem podem-se extrair os seguintes dados destacados

B – Sub-Base da rodovia.

C.V - Cota vermelha no trecho.

h - Altura considerada de base, imprimação e CBUQ.= 0,25m

X – Tamanho calculado do talude para cada Estaca a ser considerada


no trecho.

16
5.1 LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO
Primeiramente é necessário realizar um estudo prévio da topografia do
treco, para determinar as possíveis localizações dos dispositivos de drenagem,
sejam sarjetas ou descidas rápidas. Para isso foi utilizado o auxilio do Google
Earth, onde foi traçado o perfil de elevação do trecho como mostra a figura.

FIGURA 5

17
5.2 INTERPRETAÇÃO DO PROJETO GEOMÉTRICO
De posse do perfil de elevação do trecho indicado na figura 5, é
possível inferir de maneira intuitiva as possíveis localizações dos dispositivos
de drenagem.

As linhas de chamada indicadas pela letra “S” seguido do seu


respectivo número indicam a localização das sarjetas conforme o estudo
planialtimétrico.

Com a localização de cada sarjeta no perfil, identificou-se a posição


exata de cada uma, utilizando-se os dados da estaca inicial e do tamanho do
trecho. A estaca inicial é a 1295 e o tamanho do trecho é de 2,1km ou 2100m

Dessa forma ao colocar o mouse em cima da localização das sarjetas


descriminada na figura 5, irá se obter um valor em metros o qual será somado
a estaca inicial. Isso dará origem a uma nova estaca inteira ou intermediária.
Abaixo é mostrado de forma clara o cálculo que foi feito para cada um dos 6
dispositivos do trecho para encontrar sua localização e distancia em relação a
estaca inicial.

SARJETA 1

E1295 + 200m

200m/20 = 10m +1295 = 1305.

Logo a a sarjeta 1 está na estaca E1305.

DISTÂNCIA DA ORIGEM

[(1305-1295)*20]=200m

18
SARJETA 2

E1295 + 890m

890m/20 = 44,5m

0,5m *20 = 10m

(1295 +44) +10

Logo sarjeta 2 esta na estaca E1339 +10m

DISTÂNCIA DA ORIGEM

[(1339-1295)*20+10]=890m

SARJETA 3

E1295 + 1200 m

1200m/20 = 60 m

Logo a sarjeta 3 está na estaca E1355

DISTÃNCIA DA ORIGEM

[(1355-1295)*20]=1200m

SARJETA 4

E1295 + 1350m

1350m/20 = 67,5m

0,5m *20 = 10m

(1295 +67) +10

Logo sarjeta 4 está na estaca E1362 +10m

DISTÃNCIA DA ORIGEM

[(1362-1295)*20+10]= 1350m

SARJETA 5

19
E1295 + 1730m

1730m/20 = 86,5m

0,5m *20 = 10m

(1295 +86) +10

Logo sarjeta 5 está na estaca E1381 +10m.

DISTÂNCIA DA ORIGEM

[(1381-1295)*20+10] =1730m

SARJETA 6

E1295 + 1880

1880m/20 = 94 m

1295 + 94 =1389

Logo a sarjeta 6 está localizada na estaca E1389.

DISTANCIA DA ORIGEM

[(1389-1295)*20] = 1880m

5.3 ELABORAÇÃO DO ORÇAMENTO QUANTITATIVO DE


MATERIAL
Para levantamento da quantidade de material a ser utilizados nos
dispositivos, foi utilizado o álbum de projetos para dispositivos de drenagem,
ano 2006, disponibilizado pelo DNIT. Onde há a descrição em planta e corte do
tipo de sistema de drenagem e o quantitativo de material empregado em sua
construção, para 1 (um) dispositivo.

O tipo de dispositivo adotado para este trabalho foi o DAD 01/02,


(Descida de Aguas de Aterros em Degraus) adaptável em meio-fio. A tabela

20
(VER TABELA 1.2 ANEXO) extraída do álbum do DNIT mostra os consumos
unitários para um dispositivo.

Para efetuar o cálculo é necessário calcular o tamanho do talude do


trecho da rodovia onde está localizado o dispositivo de drenagem. Para isso é
necessário saber a cota vermelha do local, que será obtida dos dados iniciais
de terraplenagem e será baseada de acordo com distância das estacas
calculadas em 5.0.2. Em caso de estacas com valores intermediários adotou-se
a cota vermelha da estaca imediatamente posterior.

5.3.1 DETERMINAÇÃO DO TALUDE


A figura abaixo representa o esquema do talude da rodovia RN-011, e
pode ser comparado com a figura 4.

Onde:

𝐻 = 𝐶. 𝑉 + 0,25

𝐻∗3
𝐵=
2

√(𝐵)2 + (𝐻)2

*Todos os valores calculados em metro linear.

21
5.3.2 QUANTIDADE DE MATERIAL
Depois de calculado o talude, deve-se multiplica o valor encontrado em
metros lineares pelos respectivos valores da tabela extraída do álbum do DNIT
(ANEXO). Assim serão encontrados os quantitativos de material para o
dispositivo. Ao final é necessário multiplicar esse valor por 2 (dois), já que a
sarjeta localiza-se nas duas margens da rodovia, esquerda e direita. A tabela
1.3 em anexo trás os valores encontrados de material para cada sarjeta

5.4 CUSTOS DOS SERVIÇOS DE DRENAGEM E PRAZOS DE


EXECUÇÃO
Para determina o custo dos serviços de drenagem foram utilizados os
relatórios analítico e sintético de composição de custo de serviços, fornecidos
pelo DNIT. Para o dispositivo DAD 01/02 foram encontradas as seguintes
composições;

RELATÓRIO SINTÉTICO

Descida d'água de aterros em degraus - DAD 02 - areia extraída e brita


produzida

CODIGO = 2003406

RELATÓRIO ANALÍTICO

Produção por equipe: 1,00000m

Custo unitário total: R$ 136,29

22
A tabela abaixo mostra os valores encontrados para o custo das
sarjetas e os respectivos prazos de execução em horas

Tabela 1.4

* Valores multiplicado por 2 (dois), considerando margens esquerda e direita.

5.5 MEIO-FIO
Para o meio-fio, foram adotados o tipo MFC03 (Meio-fio de concreto
tipo 03) para a margem esquerda do trecho em estudo e MFC04 (Meio-fio de
concreto tipo 04) para a margem direita. O método de execução adotado foi por
meio de extrusora mecânica.

Utilizando-se dos relatórios analítico e sintético de composição de


custos da base de dados do DNIT obteve-se:

MFC03

RELATÓRIO SINTÉTICO

Meio fio de concreto - MFC 03 moldado no local com extrusora e


concreto usinado - areia extraída e brita produzida.

CÓDIGO: 2003944

RELATÓRIO ANALÍTICO

Produção por equipe: 74,02m

23
Custo unitário total: R$ 17,93

MFC04

RELATÓRIO SINTÉTICO

Meio fio de concreto - MFC 04 moldado no local com extrusora e


concreto usinado - areia extraída e brita produzida.

CÓDIGO: 2003946

RELATÓRIO ANALÍTICO

Produção por equipe: 100,73m

Custo unitário total: R$ 11,94

A tabela abaixo mostra os valores calculados de consumo de materiais,


custo de serviços e prazos de execução para meio-fio.

TABELA 1.5

24
6.0 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Diante do projeto efetuado e dos levantamentos realizados obteve-se
os seguintes resultados de custo, e execução para a implantação dos
dispositivos de drenagem e meio-fio, mostrados na tabela.

TABELA 1.6.

Pode-se verificar que o custo para as sarjetas de drenagem é inferior


aos serviços de meio-fio, assim também quando se comparam os prazos de
execução. Dessa forma, e levando em conta a importância da drenagem em
rodovias verifica-se que torna-se viável a execução do projeto.

6.1 SOLUÇÃO ALTERNATIVA


Tendo-se em vista que a obra executada na RN-011 é uma obra
pública, nem sempre são adotados todas as recomendações de projeto afim de
se economizar. Nesse caso as sarjetas de drenagem e meio-fio não sejam
executadas, uma possível solução para se evita a erosão seria a implantação e
manutenção de área verde nos taludes, podendo-se adotar espécies
gramíneas ou da própria caatinga que possuam médio porte e de caráter
arbustivo, pois além de garantir a integridade do solo, evitando seu
carreamento, garantem a infiltração da agua.

25
7.0 CONCLUSÃO
Pode-se concluir que o projeto de sarjetas de drenagem e meio fio para
o trecho localizado entre as estacas E1295 e E1400 da RN-011, próximo a Vila
Goiás localizado no município de Serra do Mel, é viável conforme os valores
apresentados, e necessário conforme os dados apresentados, pois já se
encontram pequenas e médias formações de ravinas e voçorocas que não
tardam a chegar na base asfáltica.

26
BIBLBIOGRAFIA CONSULTADA

CLIMA

https://pt.climate-data.org/america-do-sul/brasil/rio-grande-do-
norte/serra-do-mel-312334/#climate-graph

RODOVIAS

http://www.dnit.gov.br/rodovias/rodovias-federais/nomeclatura-das-
rodovias-federais

CICLO HIDROLÓGICO

https://capacitacao.ead.unesp.br/dspace/bitstream/ana/66/2/Unidade_1
.pdf

https://www.google.com/search?q=CICLO+HIDROLOGICO&source=ln
ms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiLrc2f6fPhAhVDLbkGHT7mChsQ_AUIDig
B&biw=1366&bih=657

CUMULOS NIMBOS

https://nabaseshop.com.br/wpcontent/uploads/2018/07/cumulonimbus1.
jpg

EROSÃO

https://www.suapesquisa.com/geografia/erosao.htm

https://brasilescola.uol.com.br/geografia/tipos-erosao.htm

SISTEMA DE DRENAGEM

https://www.higitec.com.br/blog/o-que-e-um-sistema-de-drenagem/

27
ANEXOS
TABELA 1

28
TABELA 1.1

TABELA 1.2

29
TABELA 1.3

30
FIGURA 1

31