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Neste primeiro e-book do Projeto


Conteúdo - Design made in Italy -
apresentamos a origem do termo “Made
in Italy”, as contribuições da Escola de
Bauhaus e as fases e estratégias das
indústrias italianas ligadas ao mobiliário.

Falaremos sobre os móveis que marcaram


a época na história do design de móveis,
como o exemplo que ilustra a capa, a
estante CARLTON, do Grupo Memphis, do
Ettore Sottsass um dos grandes nomes do
design italiano. A criação foi um divisor de
águas na história do design industrial na
década de 1980.

Reservamos um capítulo exclusivo para


falar sobre a cultura do design em Milão e
os designers italianos de maior destaque.

Boa leitura!
1. O DESIGN

2. O MADE IN ITALY

3. O PATRIMÔNIO
ARTÍSTICO-CULTURAL
ITALIANO COMO DRIVER
CRIATIVO

4. AS FASES DO DESIGN
INDUSTRIAL ITALIANO

5. A ATUALIDADE E AS
PERSPECTIVAS FUTURAS
DO DESIGN ITALIANO
6. A CULTURA DO
DESIGN EM MILÃO

7. ESTRATÉGIAS DE
DESIGN NA INDÚSTRIA
MOVELEIRA ITALIANA
Cases Artemide, Kartell, Cassina, Moroso, Lago,
Alessi e B&B Italia

8. DESIGNERS ITALIANOS
DE DESTAQUE

9.1 REVESTIMENTOS DA
CIPATEX® ALIAM
CONFORTO E BELEZA

9.2 A EVOLUÇÃO DO DESIGN


NO MERCADO MOVELEIRO
BRASILEIRO E A DURATEX
Patrocínio

O DESIGN

Realização
O Design nasceu com a modernidade em
sintonia com os movimentos artísticos do
início do século XX alinhado com a chamada
Arte Aplicada. Conjugava a produção
industrial com as vanguardas, a exemplo da
Escola de Bauhaus.

A Bauhaus não foi apenas uma importante


escola de Arte e Arquitetura, mas o berço do
conceito atual de design. Tornou-se célebre
graças ao seu eficiente departamento
gráfico-publicitário que funcionava como
catalisador de atenção dos fatos do mundo
externo. A cadeira Barcelona – criada em
1929 pelo designer Mies Van Der Rohe para

Bauhaus
Escola de Design fundada em Weimar, na
Alemanha, por Walter Gropius antecedida pela
A sede da escola
escola de Ulm ("Hochschule für Gestaltung").
em Weimar
Sua origem, no início do século XIX, tem
influência nas realizações de
obras de engenharia inglesa e
francesa (o Royal Pavillon,
localizado em Brighton, na
Inglaterra, redesenhado por John
Nash em 1818) onde, pela
O DESIGN

primeira vez, foram intuídas as


possibilidades estéticas dos
novos sistemas de produção.
7
ser exibida no pavilhão alemão na World Arts
Fair de Barcelona - é o ícone de design original da
Bauhaus e o objeto de Design mais popular
gerado pela escola. A peça – hoje,
propriedade de Kartell, mas copiada em todo o
mundo - une design e funcionalidade.

O movimento inglês Arts & Crafts, de William


Morris, ao reconhecer o valor artístico daquilo
que era produzido em série, protagoniza o Cadeira
início do Design. Seguido por Henry van de Barcelona
Velde, Hector Guimard, E. Gallèe, Josef
Hoffmann, Karl Moser, uma importante fase
do desenvolvimento e a difusão do que
começou a ser chamado de Industrial Design
teve início em 1919 quando Walter Gropius
assumiu a direção da Bauhaus que representou,
no período entre guerras, a primeira
verdadeira escola de industrial design.
O DESIGN

8
Esta é a base do que se conhece hoje por
Design Italiano ou Design Made in Italy . A
razão de sucesso, em comparação com
outros países e culturas, reside no fato de
misturar os conhecimentos e as experiências
dessas escolas com a tradição artesanal e a
cultura produtiva nacional italiana.

Origem do
estilo Art Déco
O nome advém da Exposition e a Moda, com os costureiros
Internationale des Arts Décoratifs franceses Poiret, Patou e Chanel
et Industriels Modernes realizada que interpretaram o estilo.
em Paris em 1925. Na ocasião foi
apresentada a histórica coleção Os materiais recorrentes
do ebanista francês Jacques Émile da Art Déco são:
Ruhlmann que criou muita polêmica madeiras preciosas, entalhes
e os precedentes do Design evidentes, superfícies lacadas
em mix com metais como o
Industrial. O trabalho de Ruhlmann
cobre e prata, revestimentos
é marcado pela linha suntuosa, em pele galuchat vidros com
plena de geometria e linhas grandes espessuras.
curvas alargadas bem diversas
do estilo precedente, a Art Nouveau. Severos, fascinantes e elegantes,
o mobiliário, os complementos e
O Art Déco teve como precedentes a arquitetura, originais ou em
as obras dos arquitetos, o belga reedição, no estilo Art Déco,
O DESIGN

Van de Velde e o vienese, Joseph muito procurados atualmente,


Hoffmann. Inspiram o movimento, tiveram seu momento de glória
a Pintura, com Picasso e Braque nos anos 1940.
9
Em função disso, o Design Made in Italy não
acontece apenas para resolver questões
funcionais, mas para falar uma linguagem
tão expressiva e tão simbólica que é em grau
de transformar um objeto em uma
experiência estética, permitindo a expressão
da personalização, mesmo que se trate de
um processo industrial do tipo serial.

3
O DESIGN

10
2

Nas imagens, a mesa de


Colombostile em palissandro com
entalhes em acero (1); da
Morelato, o espelho em madeira
de ciliegio (2); o candelabro
Fléche, desenhado por Gio Ponti
produzido em edição limitada
pela Christofle (3); a poltrona e o
pouf Claire de Armani/Casa em
madeira de acero curvado e
revestimento em veludo e a
mesa Decodieci com estrutura
O DESIGN

em madeira makassar e acero,


1 com plano em ebano e entalhes
em acero, da Colombostile.(4)
11
Nos Estados Unidos, depois da grande crise
de 1929, nasceu o styling, tendência que
considera essencial o

Leia
melhoramento estético
do produto prescindindo
do aprimoramento das
suas efetivas qualidades
Mais!
Site da Escola de
funcionais. Bauhaus

Depois da Segunda Site da Escola de


Guerra Mundial, a esfera Design HfG Ulm
de interesses do Design
Blog Fah Maioli -
se alargou, encontrando Bauhaus: nem o
aplicações em campos nazismo destruiu suas
diversos como o gráfico, o ideias
visual e o arquitetônico.
Blog Fah Maioli - Craft
Making & Industrial
Thinking
O DESIGN

12
Patrocínio

Realização
O MADE
IN ITALY
Foto histórica do grupo de
modelos com Giorgio

Fora do âmbito da Moda, existem duas outras hipóteses para


o surgimento do Made in Italy.

1 - Uma o considera um 2 - Outra, o enquadra em uma


fenômeno relativamente recente, perspectiva longa da tradição e
dos últimos 50 anos, da cultura italiana. Nessa
desenvolvido por uma série de leitura, o “Made in Italy” vem de
coincidências fortuitas: fatores muito longe e é fruto de uma
como baixo custo do trabalho, longa e fértil cooperação e cross
O MADE IN ITALY

emergente classe empresarial, fertilisation entre Cultura, Arte,


florescimento de estilistas e Artesanato, Habilidade de
designers, vontade de crescimento Manufatura, Território e
do povo italiano do pós-guerra etc. Memórias Históricas.

16
O nascimento do Made in Italy ocorreu no
primeiro desfile de Moda, em Firenze, na casa
de Giovanni Battista Giorgini em 12 de
fevereiro de 1951. Nessa data foram
apresentados cerca de 180 modelos de roupas
provenientes das mais célebres casas de
costura italianas. Após o desfile, os
compradores americanos presentes não
Mostra do
apenas deram seu consenso positivo ao
Design Italiano,
com foco carros conjunto mostrado em passarela, mas
do pós-guerra também noticiaram o evento mundo afora
em Milão em como o nascimento do estilo Made in Italy.
2012

O MADE IN ITALY

17
A origem do conceito coincidiu com um
país dividido em duas partes: o estado
italiano - uma criatura recente, que
sofreu com duas guerras mundiais,
ditadura, quase 20 anos de um governo
falido, muita inflação e tantos outros
problemas.

A civilização italiana - um povo milenar,


generoso e universal. Retirada a
opressão do Estado, a cultura italiana é
Projeto e Peça
uma das mais universais do mundo.
Ciclomotor
Assim, os produtos que representam o Ciao, realizado
Made in Italy não são fruto do acaso, pela Piaggio
mas, sim, dessa civilização. em 1967.
O MADE IN ITALY

18
O MADE IN ITALY

Patente do sapato de Salvatore Patente e modelo da garrafa de


Ferragamo Camparisoda realizada pelo
artista Fortunato Depero.

19
O que quer dizer
Made in Italy, afinal?
O Made in Italy é uma espécie de etiqueta que
identifica genericamente um objeto fabricado
na Itália. Essa, que é hoje uma marca global,
pode ser aplicada a quatro setores, que tenham
como características distintivas a criatividade,
o pragmatismo e a flexibilidade. São os
chamados de 4A: Arredamento (Mobiliário),
Automazione (Tecnologia), Agricoltura
(Gastronomia) e Abbigliamento (Moda).

O termo é, inclusive,
utilizado de forma legal,
Leia
Mais!
através do decreto de Lei
nº 135 de 2009 (art.16
denominado Made in Italy e
prodotti interamente A verdadeira origem
italiani). Não é apenas do Made in Italy
uma escolha de
Apenas ter o Italian
qualidade e status Sounding não basta
symbol que certifica que
o produto é “100% Made Cozinhas Made in
Italy: detalhes das
O MADE IN ITALY

in Italy“, mas um
trendsetters
indispensável ato de
comunicação.

20
Patrocínio

Realização
PATRIMÔNIO
ARTÍSTICO-CULTURAL
COMO DRIVER CRIATIVO
O Made in Italy abraça setores como
Arquitetura, Design Industrial, Moda e até Botticelli - e
sua obra mais
Gastronomia. Sua origem é clara: o centro do
famosa com a
vasto império romano de onde derivou um Vênus.
enorme patrimônio arqueológico, cultural e
literário. A península italiana foi o berço o
Humanismo Medieval e do Renascimento.

O elenco dos artistas é vasto e inclui nomes


como Giotto, Botticelli, Leonardo, Michelangelo,
Tintoretto e Caravaggio, além de músicos
como Verdi e Puccini e o regente Federico
Fellini. Personalidades do calibre de Machiavelli,
Dante, Leonardo e Galileo, contribuíram para
forjar o pensamento político, as filosofias e as
artes na Europa.
O PATRIMÔNIO ARTÍSTICO-CULTURAL

Giotto - e o
detalhe de sua
obra mais
conhecida, que
já retratava os
interiores das
casas nobres
italianas da
idade Medieval

24
A Arte, a Música, o Design e a Moda são,
hoje, seguramente, os âmbitos de excelência
da cultura italiana mais famosos no mundo. A
longa história do país e os numerosos

O PATRIMÔNIO ARTÍSTICO-CULTURAL
períodos de riqueza atravessados deixaram
como herança exemplos artísticos de notável
beleza e prestígio. Isso rendeu à Itália o
maior número de locais declarados como
patrimônio da humanidade pela Organização
das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura (Unesco). São 47 locais
que representam 60% dos bens culturais do
mundo e contribuem para que a Itália esteja
entre o quinto país mais visitado do mundo.

25
Patrocínio

Realização
AS FASES DO DESIGN
INDUSTRIAL ITALIANO
O design italiano nasceu após a Segunda
Guerra Mundial. Segundo o arquiteto,
designer e teórico do Design, Andrea Branzi,
originou-se da estranha aliança determinada
entre intelectuais e pequenos e médios
empreendedores, historicamente a parte e
descontentes com o governo central.

Segundo ele, esse grupo estabeleceu em


determinadas áreas geográficas como Milão,
uma espécie de aliança cooperativa, que A radio cubo
pretendia iniciar subitamente - a partir da desenhada em
1964 por
produção industrial - aquela transformação da
Marco Zanuso
sociedade e das estruturas que Roma retardava e Richard
a programar. A aliança tática nasceu da confiança Sapper, para
que no país real existisse uma demanda Brionvega

intensa de modernidade que se podia responder


AS FA SES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

com bons resultados, inclusive econômicos.

O Design Made in Italy passa por três fases


distintas:

1) De 1945 a 1965, fase


definida como o “design italiano
da reconstrução”
No pós-guerra, a Itália encontra a supremacia
americana no mercado mundial. O dólar
torna-se a moeda de referência e o lifestyle
americano desejado por todos.
28
Nesse ponto, o Design Italiano começa a
tomar forma e projeção por meio das mostras
propostas pela jovem Triennale di Milano. Em
1946 seus diretores organizaram a Mostra RIMA
(Riunione italiana per le mostre di arredamento).
Pela primeira vez, os jovens arquitetos
empenhados no projeto das casas e interiores
italianas foram convidados a expor seus projetos.

Participaram Ignazio Gardella, Carlo De Carli, o


jovem Vico Magistretti e Gabriele Mucchi, que
apresentaram um repertório de mobiliário
produzido em série e pensado para casas pequenas
com espaços internos racionais e flexíveis.

Para reforçar a fama do Design Italiano, são


inauguradas em Londres, em 1955 e em 1958,

AS FASES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO


duas exposições sobre este tema, enquanto
que em 1959 uma outra foi organizada em
Chicago do Illinois Institute of Technology.

Nessas ocasiões, o design italiano


foi exaustivamente apresentado
em todos os seus aspectos, das
motos aos automóveis até os
elementos metálicos das torres de
transmissão de alta tensão de
energia da Edison.

29
A Triennale di Milano
como catalisadora das
mentes criativas italianas
Em 1947, ano da VIII Triennale di Milano, foi
inaugurada a primeira Mostra apenas de
mobiliário, dirigida por Piero Bottoni, que
apresentou ao mundo a criatividade de
Ettore Sottsass, (criador da icônica Valentine)
e muitos outros.

Em 1948, o Design Made in Italy começa a


conhecer o seu sucesso a nível internacional,
principalmente com a fama alcançada pelas
Vespa V98
ideias inovadoras da motorização de massa, da Piaggio
como, por exemplo, a Vespa V98 da Piaggio modelo mais
contemporaneo
AS FASES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

do genial engenheiro Corradino D’Ascanio,


que, depois, concorreu no mercado com a
Lambretta, que inaugura o início do sucesso
do que hoje chamamos de scooter,
nascido da necessidade do pós-guerra em
oferecer um novo e econômico meio de
transporte para breves e médias distâncias.

Depois da mobilidade, o Design Italiano


começa a oferecer o conforto dos
eletrodomésticos, como as máquinas de
lavar, as máquinas de costura, as máquinas
30
Ettore Sottsass

de escrever, os aspiradores de pó, as


calculadoras e a televisão. Na época, marcas
como Olivetti e designers como irmãos

AS FASES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO


Castiglioni, Marco Zanuso e
Bruno Munari, alcançam
prestígio internacional.

Porém, o ponto de referimento


para o Design Italiano ainda é
a Triennale di Milano, que em
1954 chega na sua décima
edição e institui o famoso
prêmio Compasso d’Oro ADI.

31
O prêmio, inicialmente, promovido pela loja
la Rinascente que teve entre seus primeiros
designers premiados, o italiano Bruno
Munari com o seu boneco de pano Zizi
fabricado pela Pigomma, Marcello Nizzoli com
as máquinas de costura BU supernova feitas
pela Necchi e a máquina de escrever
portátil, avó dos computadores pessoais, a
Lettera 22 da Olivetti.

Nessa mesma época, Lucio Fontana convida


o jovem industrial do Dino Gavina para
participar na Triennale e, é aí, que ele
encontra os jovens Pier Giacomo e Achille
Castiglioni e Carlo Scarpa, com os quais vai
produzir alguns entre os mais importantes
peças da história do Design Italiano.
AS FASES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

Na 11ª Triennale di Milano em 1957, a


Mostra internazionale dell'industrial design,
patrocinada pela Associazione per il Disegno
Industriale (ADI), mostrando como estava se
desenvolvendo em Itália o design industrial
italiano também nos interiores das casas.

Zizi de Bruno
Munari

32
2) De 1965 a 1985, fase
definida como “a época de ouro
do Design Made in Italy”

Os anos sessenta marcam o pleno


desenvolvimento do design italiano pela
novidade da introdução de novos materiais
Fábrica como o poliuretano (sintetizado em 1941)
Gufram e que foi primordial para que a Gufram criasse
seu célebre
e seu célebre Pratone
Pratone

AS FA SES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

33
Os plásticos (foi nessa época que o italiano
Lâmpada
Giulio Natta ganhou o Prêmio Nobel em Química,
Chimera, da
juntamente com um colega alemão em razão Artemide
de suas pesquisas para os novos polímeros)
permitiram que fossem inventadas uma série
de novas tipologias de mobiliário. Como essa
maximização de produção deveria ser mostrada,
em 1961 aconteceu a primeira edição do
Salone Internazionale del Mobile a Milano.

Datam desse período

a Putrella - de Enzo Mari - fabricada pela


Dainese,
a lâmpada Chimera - de Ernesto Gismondi
fabricada pela Artemide,
a livraria – de Grifo de Enzo Mari -
AS FASES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

fabricada pela Gavina,

o computador Elea,

a máquina de escrever Tecne 3

a Valentine - de Ettore Sotssass - para Olivetti,


a poltrona Soriana - de Afra e Tobia Scarpa
que venceu em 1970 o Compasso D’oro.

34
AS FA SES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO
Putrella de Em 1971, Cino Boeri desenha o sofá
Enzo Mari Serpentone para Arflex, que depois vem a
Inspirada no
somar com a cadeira de cristal chamada Ghost,
trilho de trem
desenhada com Tomu Katayangi para a Fiam.

O designer Joe Colombo apresenta a


microcozinha Carrellone, o Rotoliving, a cama
Cabriolet, a cadeira Tubo e a mítica Total
Furnishing Unit proposta até hoje pela Boffi
que, pela primeira vez, propõe o tema da
habitação compacta, que foi copiada depois e
ainda é muito utilizada nos nossos dias.

35
Bruno
Munari

Bruno Munari, em 1948 junto a Gillo Dorfles


criou a lâmpada Cubica, o porta-cinzas Cubo
AS FA SES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

e o Abitacolo.

Em 1972, Emilio Ambasz organizou no MoMa


de New York a mostra “Italy: The New
Domestic Landscape. Achievements and
Problems of Italian Design”, na qual foram
expostos todos os produtos com design
nacional, desde móveis até lâmpadas.

O evento leva definitivamente ao mundo o


que é Design Italiano determinando o fim do
design italiano policêntrico (várias tipologias

36
de produtos) que se afirmar
de forma quase perfeita no
mundo do mobiliário e passa
a ser identificado como
furniture italian design.

Foi aí que nasceu a


Kar-a-sutra de Mario Bellini,
que se tornou, depois, o
protótipo de todas as
sucessivas monovolumes.

Como consequência, há o
surgimento ou a consolidação
Campanha de de grandes empresas como B&B Italia,
Olivetti para Cassina, Flexform, FLOS, Molteni, Magis,
Valentine de
Scavolini, Zanotta, Dada, Cappellini, Kartell,

AS FA SES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO


Sottsass
entre outras.

Projeto da
designer Cini
Boeri do sofá
Serpentone
para Arflex

37
Studio Alchymia e
Memphis Group
Adriana e Alessandro Guerriero fundam o
famoso Studio Alchymia, onde irão trabalhar
os geniais Ettore Sottssas, Alessandro
Mendini, Lapo Binzaai, Franco Raggi e Michele
De Lucchi, e o Memphis Group, fundado por
Sotssas. onde aderiram Matteo Thun, Michele
De Lucchi, Andrea Branzi, Marco Zanini, Aldo
Cibic, George Snowden e Natalie du Pasquier.
AS FASES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

Este é o período de ouro da Alessi, fundada


em 1921 e que em 1980 tem como
presidente Alberto Alessi, que chama para Produtos da
Alessi
sua equipe Alessandro Mendini. Nasce assim
a coleção Tea & Coffee Piazza e é criada a
marca Officina Alessi que inaugura nesse

38
setor as edições especiais e séries limitadas
de produtos, mas também produtos
experimentais. São desenhados 11 serviços
A poltrono de chá e café pensados como pequenos
icônica que edifícios ao interno de cidades, com os
representa o desenhos de vários designers pelo mundo.
Studio Alchymia
Esta empresa torna-se o ninho do que
chamamos hoje de design pós-moderno.

AS FA SES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

39
Nasce o Radical
design
Com a XIV Triennale di Milano em 1968
emergem, pela primeira vez na história do
design italiano, composições projetuais de
vanguarda definidas pelos analistas como
Radical Design (Germano Celant foi o criador
desta expressão).

Nesse movimento, foram protagonistas Ufo,


Archizoom Associati, Ugo La Pietra, Franco
Ragi, Gaetano Pesce e tantos outros. Este
movimento mostrava o que chamava de
contra-design como prática teórica e projetual
em grau de superar os discursos disciplinares
do mesmo, ou seja, como diziam na Mostra “a
AS FASES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

recomposição das contradições a nível formal,


destruindo a habitual imagem do produto”.

Dream Bed da
Archizoom
Associati

40
3) De 1985 aos nossos dias,
definida como o “design do dia a dia”

No início da década de 1980, a estrutura


territorial da indústria italiana sofreu
diversas modificações em função da grave
crise do petróleo. O eixo industrial, que tinha
Milão como centro, deu lugar para as
Lâmpada pequenas e médias realidades de origem
Eclisse artesanal, principalmente nas regiões de
Grande
Marche, Toscana, Emilia Romagna e
Triveneto. Isso converteu a Moda, o Design e
a Gastronomia italiana em objetos de desejo.

AS FA SES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

41
Os anos 1980 assinalaram a onda
consumista. A Itália teve que enfrentar a
liderança em Design vinda da Espanha, do
Imagem de
Japão, dos EUA e da França com novas Colors de
ideias, que levaram a uma grande Oliviero Toscani
mudança.

Aponta-se então, o início de um sentimento


pós-moderno que cancelou praticamente a Juicy, o mais
distinção entre o que era entendido como conhecido
design de
cultura elevada e cultura de massa,
Alessi, projeto
acompanhando esta nova condição de Philipe
humana que Bauman definiu como líquida, Starck
em função de sua constante mudança e
ausência de referimentos estáveis.

O Design foi atingido em cheio. Ficou mais


AS FASES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

teatral, mais “à moda”, tendo que


responder a um clima cultural muito
poliédrico, que começava e terminava
com muita rapidez. Ele inicia aqui o mix
entre tradição e cultura, imitação e
inovação, evolução e revolução. O
passado não foi cancelado como foi nos
anos 60 e 70, porém, torna-se uma
reserva de elementos a resgatar e
remodelar. Essa dimensão gera uma nova
forma de trabalho para os designers,
muito mais criativa e livre.

42
Realizar bons produtos não bastava, então o
Design tomou emprestado da Moda italiana

AS FA SES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO


a espetacularização da imagem empresarial.
Assim, nasceram os catálogos e as
publicidades, em grande parte baseadas na
incrível Colors, realizada pelo mestre italiano
Oliviero Toscani.

Em 1985, Enrico Baleri (designer, colaborador


de Dino Gavina e que atuou em Flos, Knoll
International e fundou a empresa Alias)
apresentou ao mundo o até, então
desconhecido designer francês Philippe
Starck a empresas como Driade, Flos e Kartell.
43
Inicia-se então uma nova época no design
Made in Italy. A Driade é a primeira
empresa italiana, do mobiliário, junto a
Cerruti Baleri a dar um caráter internacional
ao design italiano, graças às contribuições e
parcerias com designers de todo o mundo. Na imagem, a
Estante Carlton
São de autoria de Philippe Starck, a
de Ettore
lâmpada Ara, de 1988, criada para Flos e a Sottsass
escova de dente, de 1989, para Fluorcaril
que serviram como o trampolim de seu
sucesso mundial na década de 1990.
AS FASES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

44
Total Furnishing
Unit proposta
até hoje pela
Boffi

AS FA SES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO


Dezenas de arquitetos internacionais
empenharam-se nesse período na criação de
produtos com as características Made in
Italy para empresas italianas. Integram o
movimento, Borek Sipek, Jasper Morrisson,
Hans Hollein, Patricia Urquiola, os irmãos
Campana. Arquitetos como Zaha Hadid, Jean
Nouvel, Frank Gehry, Mario Botta
contribuíram com empresas que vão da Flos,
Alessi até a Artemide.

45
Outra empresa italiana que buscou nos
designers internacionais boas ideias de projetos
foi a Cappellini, que incluiu em seu portfólio
obras de Marc Newson e
Tom Dixon.

A Driade, até hoje é uma ditadora de tendência,


também apostou na nova fase e, quando ainda
era dirigida pelo
simpático casal Adelaide
Leia
Mais!
e Enrico Astori Così -
teve entre seus
designers contratados, Biografia de Andrea
Borek Sipek, Toyo Ito, Branzi
Ron Arad e Philippe Triennale di Milano
Starck. São dessa época, Biografia de Vico
AS FA SES DO DESIGN INDUSTRIAL ITALIANO

os icônicos produtos Magistretti


Costanza, de Luceplan e Biografia de Ettore
o kit de talheres Nuova Sottsass
Milano, de Sottsass, Prêmio Compasso d’Oro
ADI
desenhado para Alessi.
Loja la Rinascente
Associazione per il
Disegno Industriale
Memphis Group

46
A ATUALIDADE E
PERSPECTIVAS FUTURAS
DO DESIGN ITALIANO
A ATUALIDADE E PERSPECTIVAS FUTURAS DO DESIGN ITALIANO

Em âmbito internacional, o design italiano


atual se confronta com as, ainda Anselmo Bucci
foi um dos
revolucionárias, inovações iniciadas pelos principais
grandes designers do chamado “novecento expoentes do
italiano” para então superá-las, novecento
italiano.
conjugando-as com alta tecnologia e
Obra: Sorelle
materiais naturais/artificiais a uma Brianzole (1932)
pluralidade de funções e linguagens formais.

A respeito da complexidade do panorama


mais recente, evidenciam-se duas tendências
fundamentais no projeto de produtos Made in
50
Italy: uma de matriz funcionalista - que é
aplicada a todos os setores da produção
industrial e a outra de matriz humanista
tecnológica - que dá importância aos 4 E:
ética, estética, ecologia e experiência
(seja tátil, olfativa, emocional etc), e que nos
Volto, de seduz de forma arrebatadora.
Pompeo Borra
(1972), obra de Com a crescente globalização da economia
um dos
principais
de mercado, o produto com design Made in
nomes do Italy assumiu um papel relevante ao permitir
novecento

A ATUALIDADE E PERSPECTIVAS FUTURAS DO DESIGN ITALIANO


a seus produtores de encontrar mercados
italiano
diversos, sempre oferecendo objetos mais
competitivos e cativantes.

Dessa forma, o design italiano


hoje voltou a compreender
uma gama de produtos
desenvolvidos com uma alma
tecnológica, respeitosos ao
ambiente, que, muitas vezes,
acabam condicionando a
nossa experiência de mundo
e nossa percepção sobre o
ambiente que nos circunda.

Os designers italianos têm a


capacidade de intuir as
necessidades escondidas das

51
pessoas e trabalham, sobretudo, para
melhorar a qualidade de vida destas, através
do projeto de soluções inovadoras, que
transcendem não apenas a natureza destes
projetos, mas as formas tradicionais que nos
acompanharam por decênios. E o design atual
Made in Italy apresenta tipologias novas e
originais: é cada vez mais numeroso o
mobiliário multifuncional e transformável,
com caráter ecofriendly e de longa duração -
ideal para o nomadismo e aconchego de
nosso dia a dia:
A ATUALIDADE E PERSPECTIVAS FUTURAS DO DESIGN ITALIANO

- novas tipologias híbridas capazes


de fornecer inúmeras funções
mesmo que seja um único objeto.

Novos materiais e
tecnologias inovadoras

A matéria-prima continua sendo, juntamente


com a bagagem histórico-cultural e a
formação de network de expertises, uma das
principais razões da contínua inovação que
caracteriza o design italiano dos últimos anos.
Estão disponíveis, os materiais originais da
pesquisa científica com seus progressos,
inovações tecnológico-produtivas, de ordem
também formal e funcional que oferecem
52
A ATUALIDADE E PERSPECTIVAS FUTURAS DO DESIGN ITALIANO
Lâmpadas da
Blackbody desde o básico conhecido até materiais com
criadas por Bruno características tão diferenciadas que podem,
Dussert-Vidalet
e Alessandro
inclusive, desorientar a nossa percepção,
Dolcetta usam como, por exemplo, as cerâmicas flexíveis,
Oled e são os plásticos em grau de emitir luz e ainda o
100%
cimento ou mesmo metais que podem
recicláveis
flutuar na água.

53
A complexidade do trabalho de projeto, no
percurso da ideia até a produção, acompanha
de uma oferta vasta de tecnologias
sofisticadas e de materiais que consentem a
realização de produtos com características
originais e criativas. Exemplos como o LED
(Light Emitting Diode), ou tradicionais como
madeira, ráfia, junco, metais, papel e
madeira também podem ser trabalhados e
empregados de forma muito inovadora pelo
maquinários que evoluíram como nunca.
A ATUALIDADE E PERSPECTIVAS FUTURAS DO DESIGN ITALIANO

Dos materiais, cito alguns que abriram a


estrada para muitos projetos, todos de
origem italiana e utilizados por grandes
empresas do setor de mobiliário, como o
coverflex estrutural (painéis de madeira fresados
e curvados de forma suave para obter
diversos elementos de mobiliário), a madeira
termoformada, os tecidos de pedra, a
vitrocerâmica termoformada, o Mater B e o
Alcantara.

Lâmpadas da Exnovo são


repletas de tecnologia, mas
têm um aspecto mais artesanal
que tecnológico. A Notte
Hanging foi desenhada pelo
designer Selvaggia Armani.

54
No campo da influência das novas
tecnologias informáticas, seja o CAD
(Computer Aided Design) ou o
CAM (Computer Aided
Manufacturing), consentiram
a criação de objetos
altamente inovadores,
multifuncionais, de formas
altamente complexas e ainda,
minituarizados. Tais
tecnologias permitiram a

A ATUALIDADE E PERSPECTIVAS FUTURAS DO DESIGN ITALIANO


automatização do percurso
que conduzia da ideia ao
protótipo gerando a industrial
rapid prototyping (RP) ou
prototipagem rápida, que hoje
evoluiu para a impressão 3D.

Lâmpadas da Blackbody criadas por Bruno


Dussert-Vidalet e Alessandro Dolcetta usam Oled
e são 100% recicláveis

55
Alguns designers italianos, frente a esse
panorama, estão promovendo o uso de
tecnologia para finalizar a realização de
objetos que encontrem apenas as reais
necessidades humanas e que consigam, por
isso, uma grande duração. Isso é feito com
foco no uso de materiais naturais e processos
produtivos de baixo impacto ambiental.

Os projetos atuais das maiores indústrias de


mobiliário estão apostando no que
chamamos de ‘design sistêmico sustentável’,
A ATUALIDADE E PERSPECTIVAS FUTURAS DO DESIGN ITALIANO

ou seja, um sistema de design a 180 graus


que enfrenta a temática ambiental com

56
racionalidade teórica e fantasia imaginativa,
buscando um empenho duradouro e coletivo
que traz para este pensamento ecológico
todos os “atores” do design, desde o produtor
da matéria-prima até o responsável pela
coleta de descartes urbanos.

Este se sobrepõe ao extinto modelo linear


(projeto-processo-distribuição-uso-fim de
vida) que da empresa obtinha atenção apenas
Bicicleta
sustentável aos primeiros três elementos.
A mensagem é clara: as indústrias de

A ATUALIDADE E PERSPECTIVAS FUTURAS DO DESIGN ITALIANO


possui bateria
de lítio 24v mobiliário que querem permanecer
competitivas e sobreviver no futuro devem
responder aos desejos dessa
sociedade sustentável e aos
renovados requisitos de
mercado. Isso implica em
atender aos sistemas
integrados que superam o
conceito de estratégia e core
business (voltados
geralmente ao centro da
empresa e profit e não ao
social) deixando não apenas
seus processos, mas todo o seu
pensamento estratégico mais
perto dos ciclos da natureza.

57
A realidade das guerras e dos ciclos das
estações bem definidas aqui na Europa,
talvez tenha dado esse input à indústria
italiana: que é propriamente a natureza,
capaz de agir sempre com eficiência e
qualidade, autorregulando-se
constantemente, que vira o ponto de
referência e de inspiração do novo modelo
produtivo. Se, ao observar nos seus
fenômenos, as leis invisíveis que a regulam e
nas ações consequentes, será fácil deduzir
processos e materiais “naturalmente”
A ATUALIDADE E PERSPECTIVAS FUTURAS DO DESIGN ITALIANO

pensados para o design.

Dessa intuição, também surge uma ética do


design, que, provavelmente, influencie, junto
com esse pensamento “natural”, todo o
futuro dos projetos industriais.

O designer e consumidor
do futuro

O designer, nesse panorama, será chamado a


andar além do desenvolvimento de produtos
eco compatíveis e vai oferecer objetos que
requerem comportamentos de uso
sustentável tornando-se na verdade um

58
projetista de relações. Sim, pois o respeito ao
ambiente e pelo próximo, fatores que
pertencem à definição de desenvolvimento
sustentável, transitam, de fato, através dos
conceitos de colaboração e
compartilhamento, que fazem ambos
Móveis da referência à capacidade de relacionar-se com
Zona Tortona o próximo (entendido aqui também como a
utilizam próxima geração).
madeira
rústica

A ATUALIDADE E PERSPECTIVAS FUTURAS DO DESIGN ITALIANO


reciclada e O consumidor adquire relevância porque
cordas de começa solicitar produtos éticos e que
embarcações
respeitem o ecossistema e seus habitantes.

59
Esta evolução - já em ação: do “consumo
pelo consumo” ao “consumo consciente”
está ocasionando grandes repercussões
sobre o mercado e consequentemente,
ajustes da parte de empresários italianos e
projetistas.

Sem essas pressões, o papel do designer


poderia resultar menos relevante, até ser
definitivamente
esquecido ou virar,
A ATUALIDADE E PERSPECTIVAS FUTURAS DO DESIGN ITALIANO

como é em algumas Leia


realidades que
conhecemos, um mero Mais!
“copiador de produtos
O futuro do Design
que deram certo e que entre Artesanato e 3D
são orientados apenas
para o lucro da empresa O design sistêmico
sustentável
que os vendem”.
Mater B

Alcantara

A ética é a nova
estética?

60
A CULTURA DO
DESIGN EM MILÃO
Sendo o design uma disciplina transversal que
se alimenta - dentre tantas coisas - das
qualidades intrínsecas de um território, é
normal que Milão seja a Capital Mundial do
Design, graças à sua capacidade de conjugar
tecnologia e fantasia, técnica e paixão,
vanguarda e tradição, comuns nesse local
historicamente tão cheio de inputs criativos.

O empresariado italiano, notadamente o


milanês, distingue-se, desde o início, pela
respeito à cultura e às origens, pelo
refinamento, elegância e sensibilidade em
direção à inovação.

Na primeira parte deste e-book nota-se a


relação próxima e inteligente, de verdadeira
colaboração e não “abuso de poder” entre
designers e industriais italianos. Essa proposta
surgida inicialmente em Milão, continua
gerando novas propostas que se afirmam em
todo o mundo e tornam-se verdadeiros símbolos
de um estilo inconfundível.
Salone del Mobile leva ao
público as tendências do
design
A partir dessa constatação aprende-se que o
designer tem um grande poder nas mãos: ele é
um profissional em grau de influenciar modos e
estilos de vida de uma imensa e importante
coletividade. Lembremos das lâmpadas de
Castiglioni, das poltronas de Zanuso, das
cadeiras e cerâmicas de Giò Ponti, milaneses
que contribuíram a difundir no mundo a
imagem de uma cidade particularmente atenta
à Estética e ao Gosto como fatores de
melhoramento de vida.

A cultura do design em Milão é sempre mais


uma cultura cosmopolita que funciona como
farol para muitos projetistas estrangeiros.
Nesse grande laboratório, no qual se cruzam
diversas competências, muitos projetistas
estrangeiros, vieram e continuam a vir “dar
uma olhadinha” nos eventos e centros
produtivos operantes no território milanês.
A CULTURA DO DESIGN EM MILÃO

Os eventos mais importantes, que ocorrem


todos os anos, fazem com que a cidade celebre
a sua indústria criativa do design.

Poltrona
criada por
Marco Zanuso
para a Arflex,
em 1964

64
Na lista estão:
- Compasso d’Oro - Prêmio - Salone del Mobile - o mais
criado por Giò Ponti com a importante evento mundial
curadoria e organização da para o design, e como
Associazione del Disegno lembra o jornal francês Le
Industriale. Monde este ano: “É em Milão
que as reputações se criam
e se destroem”.

Segundo Philippe Starck, que


colabora há mais de vinte anos
com dezenas de empresas
trendsetters italianas, este país
lidera, há 20 ou 25 anos, o

A CULTURA DO DESIGN EM MILÃO


setor, porque “Na Itália, o
Design é Cultura e Paixão, muito
antes de ser um negócio”.

Os grandes grupos industriais


encontram nesta cidade muitos
studios de design Lâmpada Taccia, de Achille
pluridisciplinares, Castiglioni, produzida pela Flos
continuamente prontos a captar em 1962

65
novidades, a oferecer inputs ao mundo
produtivo para realizar gamas de novos
produtos para novos consumidores.
Deste breve reflexão, surge uma primeira dica
do DNA histórico do design italiano, nascido
aqui e que surgiu da pesquisa livre e criativa
unida às grandes visões de caráter ideológico e
cultural, e da outra, aquele espírito de
EM MILÃO
MILÃO

reconstrução empresarial que nos casos de


DESIGN EM

maior sucesso jamais separaram o artesanato


DO DESIGN

da indústria, e o deixaram evoluir de forma


orgânica, sempre num clima de grande
respeito e valorização.
CULTURA DO
A CULTURA

Design pós-moderno e ícones da


cultura italiana se encontram no
Salone del Mobile
A

66
Os números,
Milão é a capital da região da Lombardia, e,
segundo a Camera di Commercio di Milano no
Belpaese, uma em cada quatro empresas de
Moda e Design estão nesta região, contribuindo
com 24,5% do total nacional, contando com
3.991 empresas das quais 1.587 estão na
cidade.
Em 2012, embora a crise ainda causasse
muitos danos, vieram a somar mais 404
empresas, no que parece então ser realmente
um terreno fértil. O Design encontra nos
Edição de 2013 campos técnico, industrial e moda os setores
do Salone del
Mobile mais adeptos. Apenas em Torino (na região do
teve mais de Piemonte), são 1.164 empresas, Milão segue
2.500
expositores com o segundo lugar. Na Lombardia, as cidades
de Milão, Como, Brescia e Bergamo são as
mais importantes para o eixo design-moda
italiano e mundial.

A CULTURA DO DESIGN EM MILÃO

67
Patrocínio

Realização
ESTRATÉGIAS
DE DESIGN
NA INDÚSTRIA
MOVELEIRA ITALIANA
Caso de sucesso da Artemide, Driade, Kartell,
Cassina, Moroso, Lago, Alessi e B&B Italia
Segundo minha observação e conhecimento de
várias instalações industriais italianas do setor de
Design, especificamente de mobiliário, para este
industrial, o designer deve ser um projetista - não
apenas de mobiliário, mas sim de uma gama de
objetos (característica de base do Design Made in
Italy, aliás) que tenha, necessariamente, uma
graduação em arquitetura ou claro, “disegno
industriale” (design industrial).

Existem muitos exemplos de designers de sucesso


que são artesãos e definem-se designers, mas isto
em um país onde a “artesania” é valorizada e,
ultimamente, preferida à formação racionalista,
não é um problema relevante.

As grande empresas contratam o designer


industrial para idealizar projetos nos quais elabora
formas em relação à função, estudando novas
soluções de caráter técnico, experimentando
novos materiais e métodos produtivos,
geralmente com um staff de colaboradores como
ESTRATÉGIAS DE DESIGN

assistentes projetistas, desenhistas executivos,


prototipistas, técnicos especializados e
engenheiros para consultorias especificas. E
adicionamos experts em marketing e pesquisa e
análise de tendências para definir direções atuais
e futuras.

70
Tal trabalho de equipe é necessário para
atingir o melhor êxito funcional, estético e
comercial, contendo os custos da melhor
forma possível e favorecendo assim que o
objeto final possa ser experenciado pelo
maior número de pessoas possível - a menos
que esteja no briefing a obtenção de um
produto de elite destinado a mercados de
luxo.

O processo de Design em uma empresa


italiana inicia no conceito. Nasce da
observação atenta da realidade e do
conhecimento de múltiplos fatores que
contribuem para a realização do projeto. De
fato, já que o designer pode exprimir-se
livremente - através de escolhas formais,
matéricas e técnicas – diferencia-se de um
artista por ter em mente numerosos vínculos
e colocar em primeiro plano a funcionalidade,
a escolha de materiais mais idôneos em
relação às tecnologias disponíveis para a
ESTRATÉGIAS DE DESIGN

produção e montagem, os custos, os


aspectos ecológicos, tudo com base nas
exigências de seu solicitante e dos futuros
consumidores.

71
Aqui cada objeto nasce apenas uma profunda
análise do que já existe (e conhecer o
passado histórico projetual então é
fundamental) e das novas possibilidades
solicitadas pelo mercado, com um constante
atualização relativa às pesquisas já em ato
nos diversos âmbitos inerentes ao
desenvolvimento do projeto.

A relação das empresas


italianas com o Design

“Um dia fui a uma fábrica de meias para ver se


podiam me fazer uma lâmpada. - Nós não fazemos
lâmpadas, senhor. - Verão que as farão. E assim foi”
(Bruno Munari, sobre a lâmpada Falkland)
ESTRATÉGIAS DE DESIGN

O design italiano, neste século, está


mudando, passando da disciplina que se
ocupava da estética dos objetos, a fonte de
inspiração para as empresas. Os produtos - a
sua utilidade e o seu significado social -
envelhecem rapidamente e as empresas

72
devem propor sempre novos, antecipando - e
criando - os desejos dos clientes. É o que
chamamos por aqui de design push, onde a
inovação do produto faz toda a diferença.

Empresas como Artemide, Kartell, Cassina ou


Moroso, mas também muito jovens como a
Lago têm em seu DNA esta mentalidade que
se diferencia muito do approach tradicional
technology push, onde os melhoramentos
tecnológicos determinam as modificações ao
produto e do market pull, onde a empresa
deixa que seja o mercado a ditar as linhas
assegurando as solicitações dos
consumidores.

Alguns objetos
icônicos de
Cassina
Moroso e seu
Design Award de
2013

Os objetos se substituem não porque deixam de


funcionar, mas porque deixam de significar, e isso
acontece quando não estimulam mais o imaginário
ESTRATÉGIAS DE DESIGN

das pessoas. A necessidade de um management


baseado sobre Design nasce próprio do fato que o
comportamento do público não é mais linear! Os
velhos modelos de management baseavam-se sobre
o fato de que se ontem você comprou uma sofá
amarelo, amanhã você o comprará de novo, mas
não é bem assim.
74
O ato do consumo caracteriza a inteira vida
do homem moderno e a mentalidade de
compra tende sempre a ser projetada no
futuro, valorizando nos produtos não tanto
aquilo que sou, mas aquilo que poderei ser e
significar. Se vive orientado ao amanhã: é a
mesma estrutura de vida a pedir ao mercado
não tanto respostas aos próprios desejos,
quanto propostas para afirmar ir de encontro
a aquilo que se é.

Neste cenário, onde além de toda a


complexidade existe o encolhimento ou
mesmo inexistência das estruturas familiares,
religiosas, políticas e sociais de outrora, o
consumidor de mobiliário tem a brand
community (comunidade da marca) como
referimento, e é esta que o deve ajudar a
aparecer como uma pessoa única, bem
definida, em primeiro lugar a si mesmo e
depois à comunidade a qual pertence. ESTRATÉGIAS DE DESIGN

Por essa razão, as empresas de design devem


andar em direção ao futuro, dê preferência,
antecipando.-se O design é a resposta, porque
também pode ser chamado como “o
pensamento do possível”.

75
As estratégias empresariais
do Design Made in Italy

Um bom exemplo é a marca Alessi, famosa no


mundo por seus produtos para casa sempre
lúdicos e antropomorfos. Já nos anos 90
organizou um centro de estudos coordenado por
um expert em semiótica que desenvolvia
pesquisa “metaprogettuale”(meta projetual), ou
seja, quais seriam os novos significados para dar
aos produtos, confiando em novos designers que
eram capazes de acender nos objetos uma
faísca de vida como Alessandro
Mendini, Stefano Giovannoni e
Philippe Starck. Os objetos não
deveriam limitar-se a ser belos
ou úteis, mas sim, inspirarem
as pessoas.

Outro caso interessante é B&B


ESTRATÉGIAS DE DESIGN

Italia, que investe mais de 3%


do seu faturamento em um
centro de P&D (pesquisa e

76
desenvolvimento) para transformar os projetos
inovadores em soluções tecnológicas praticáveis. Um
designer que quer propor um produto a ela, revelou-me
o diretor deste centro, Federico Busnelli, não deve
apresentar um projeto, nem ter desenhos prontos,
porque aquilo que é desenhado já está pronto.

Deve, ao invés, propor ideias, pois será o centro de


desenvolvimento (com milhares de informações
projetuais no acervo, centenas de ligações com
materiotecas, indústrias de TI e por aí vai) que dará vida
ao projeto em estreita colaboração com esse criativo.

O best seller Sofá


ESTRATÉGIAS DE DESIGN

Charles da B&B Italia

77
O design torna-se assim o eixo em torno a que roda a
inteira estratégia empresarial, chamada a confronto
com um consumidor exigente, habituado a viver em
uma constante variação de escolhas e consumos. Nos
produtos não deve haver o reconhecimento social,
nem uma adesão totalizante a um estilo de vida, mas
partes de si mesmo para tecer em modo autônomo o
fio da própria biografia. Para dialogar com ele não
serve então uma gestão introspectiva baseada sobre
o produto, nem uma de “respostas” aos desejos
identificados pelo marketing e pelas pesquisas de
mercado. Ocorre ao invés disso um gerenciamento
prospectivo, capaz de oferecer ao consumidor
propostas de significado que possam ser englobadas
na própria evolução da vida, feita de uma alquimia de
sentido e desejos- sempre originais.

Somente assim, explica-se o sucesso de uma marca


original como Moooi (que hoje pertence em parte à
B&B Italia). O seu mobiliário e acessórios para a casa
não teriam mais nascido dos desenvolvimentos
ESTRATÉGIAS DE DESIGN

funcionais do produto, nem do registro dos desejos


dos consumidores, mas somente da capacidade
visionária de seus fundadores, Marcel Wanders e
Casper Vissers, de interceptar o gosto que o
consumidor não sabia ainda que teria. Exatamente
como fez Steve Jobs na Apple.

78
No fim dos anos 50, as lâmpadas existentes no
mercado não satisfaziam o desejo de surpresa do
designer e empresário Ernesto Gismondi (x - história
no blog), por isso decidiu, juntamente a Sergio Mazza,
desenhar aparelhos de iluminação capazes de obter
este efeito e que apresentassem também um perfeito
equilíbrio entre design, inovação, funcionalidade e
eficiência.

Ernesto Gismondi,
presidente de
Artemide ESTRATÉGIAS DE DESIGN

Esta vontade tornou-se o núcleo central em 1960, do


qual ele criou a Artemide e é ainda hoje a sua missão.
Nos últimos anos do século passado, ele sentiu a
necessidade de dar a empresa uma forte conotação

79
ética, para que a missão inicial fosse reforçada, e toda a
empresa passou por uma renovação que visava acima
de tudo reafirmar a centralidade do homem, da sua
vida, dos seus desejos, como referimento de cada
desenvolvimento projetual e assim nasceu “The Human
Light”, a filosofia que guia todo o percurso atual.

Para complementar, em 1996 nasceu Metamorfosi, uma


tecnologia inovadora utilizada para criar sensações
cromáticas que podem ser adaptadas a diversos
estados de ânimo, às características do ambiente e da
atmosfera física e mental de cada individuo. A “The
Human Light” assina as campanhas publicitárias da
empresa, sintetizando a forte vontade de fazer da luz
um elemento que contribui a melhorar a
vida do homem, criando soluções capazes
de responder aos seus desejos e ao seu
benessere.

Já da Driade, fundada em 1968 por Enrico


Astori, Antonia Astori e Adelaide Acerbi
ESTRATÉGIAS DE DESIGN

pertencem ao grupo de empresários do


Made in Italy que oferecem um design
baseavam na intuição e no sonho de um
mundo melhor onde não devem existir
desigualdades. Ela é considerada um
grande laboratório onde se antecipam as
tendências e aqui colaboram as ideias e
80
visões de Philippe Starck, Ron Arad, passando por
Tokujin Yoshioka e Borek Sipeck. Para entender esta
empresa e a sua estratégia de sucesso, é necessário
visitar a sua sede em Fossadello, no que podemos
definir como um laboratório estético que desenvolve
uma pesquisa constante sobre o tema do habitar na sua
globalidade: mobiliário, complementos, objetos.

A sua característica principal é a de pesquisar a


criatividade que tem origem na cultura. Aliás, penso que
o fator cultural em Driade não é apenas um instrumento
para produzir, mas a razão única de produção.
Caracterizada pelo seu ecletismo, a sua contrariedade,
o conjunto de culturas no mix de produtos, a
curiosidade e a surpresa, que representam o sentido
verdadeiro e real de
nossa época. Driade, na
verdade, é especialista
em registrar o espírito
do tempo, que
chamamos de Zeigeist.
ESTRATÉGIAS DE DESIGN

Imagem do
showroom da Driade

81
DESIGNERS
ITALIANOS EM
DESTAQUE
Uma característica de muitos dos
personagens que tratamos até aqui, é o que
os italianos chamam de poliédrica
multidisciplinarietà (multidisciplinaridade
poliédrica) que é apenas italiana, original dos
interesses profissionais e das competências
individuais ou como definir Ponti designer
quando foi arquiteto, escritor, cenógrafo?
Como fazer a chamar Munari designer e não
artista, pedagogo ou designer gráfico? Por
que privilegiar a genialidade de Scarpa no
design e não nas artes decorativas, onde ele
foi um grande mestre?

Toda essa história começa


efetivamente com Gio Ponti
(Milão - 1891), que é hoje
reconhecido como o
verdadeiro pai do design
DESIGNERS ITALIANOS EM DESTAQUE

italiano, e vai até os


3
designers nascidos nos anos
1980. No meio dessa
criativa corrente
encontramos ao menos três
1
gerações de mestres, todas
conhecidas.
Na primeira, teremos os pioneiros Albini
(1905), Scarpa (1906), Munari (1907).
Na segunda, vemos os Zanuso (1916),

84
Sottsass (1917), Castiglioni (1918), Castelli
Ferrieri (1920), Magistretti (1920),
Mangiarotti (1921), Cini Boeri (1924), Aulenti
(1927).

Na terceira, tivemos Joe


Colombo (1930), Mendini
(1931), Mari (1932), Bellini
(1935), Tobia Scarpa (1935),
Pesce (1939) e seguiram a
estes os parceiros ou
companheiros de estrada 5
2
como Alberto Meda (1945), Antonio Citterio
(1950), Denis Santachiara (1950), Michele De
Lucchi (1951), Piero Lissoni (1956), Riccardo
Blumer (1959) e Paolo Ulian (1961).

E, finalmente, a contemporânea geração, que


aprenderam com todos os mestres acima e

DESIGNERS ITALIANOS EM DESTAQUE


que estão fazendo muito sucesso pelo mundo,
como Iacchetti (1966), Novembre (1966),
Gamper (1971) e Damiani (1972)

1-) Giò Ponti (1891-1979) atuou na arquitetura,


no design e na arte; 2-) Irmãos Castiglioni,
criando juntos; 3-) Vico Magistretti; 4-) Marco
Zanuso designer e arquiteto italiano; 5-) Gae
Aulenti (1927–2012) foi mais conhecida por
seus diversos projetos de museus
4
85
Escada em espiral, projetada por Franco Albini
para o Palazzo Rosso
Vico Magistretti desenhou a Móvel de 1969 assinado por
cadeira Carimate em 1959 Joe Colombo é um sistema
para a Cassina portátil de armazenamento

Uma das quatro "esculturas inúteis", de


Bruno Munari
REVESTIMENTOS
DA CIPATEX®
ALIAM CONFORTO
E BELEZA

As linhas de revestimentos sintéticos


Corano® e Facto® da Cipatex® oferecem
grande variedade de cores, estampas e
texturas, que atendem com versatilidade os
setores, moveleiro e de decoração. Os
produtos permitem ao designer liberdade de
criação, na composição de ambientes
residenciais e corporativos com estilo,
qualidade, inovação e conforto.
Os laminados para revestimentos de sofás,
poltronas, cadeiras e outros estofados
apresentam tonalidades e texturas que Revestimentos
da coleção
transitam entre as clássicas e as modernas.
Camaleão
A Cipatex® sempre procura lançar produtos permitem
que acompanham tendências mundiais, como inúmeras
a coleção Camaleão, com um mix selecionado a composições

partir de pesquisas realizadas em Milão, na


Itália. A cartela de cores foi planejada para
harmonizar composições multicoloridas e as
estampas, apesar de muito diferentes,
REVESTIMENTOS CIPATEX

conversam bem entre si. Entre as tonalidades,


estão o grupo dos naturais, que começa com o
café e vai se desenvolvendo até a cor bruma,
passando por brownie, sépia, savana e trufa,
além dos rosados, violáceos e azulados. Entre
os coloridos vibrantes aparecem o turquesa,
madressilva e amarelo.
90
Outra coleção da Cipatex® que permite
inúmeras combinações é a Etnias, a mais
recente lançada pela empresa. Inspiradas nas
belezas naturais brasileiras, as estampas e
cores identificam e mostram as diferentes
faces do nosso território. Um aspecto
valorizado nesta coleção é o toque e a superfície
dos materiais. Na linha Facto®, o destaque de
suavidade e elegância encontra-se no
Expresso, uma textura cuidadosamente
elaborada para propiciar conforto e valor aos
estofados. A coleção traz ainda duas estampas
étnicas o Listras Folk e Zig Zag Folk, ideais
para compor com cores sólidas, como
vermelho, amarelo, verde e branco.

Estampa Zig
Zag Folk da
coleção Etnias

REVESTIMENTOS CIPATEX

91
Seguindo a tendência de efeitos metálicos na
decoração, a Cipatex® também oferece os
revestimentos da linha Facto® Kaviar.
Segundo Luis Spezzotto, gerente de produtos 
do setor moveleiro da empresa, os materiais
têm chamado a atenção devido à qualidade e
REVESTIMENTOS CIPATEX

efeito inovador que proporcionam à


decoração. “Os produtos permitem criar um
ambiente moderno, com toque de sofisticação
e estilo”, acrescenta. Os revestimentos têm
grande variedade de cores, entre eles o azul,
verde, laranja e dourado.

92
Sobre o Grupo
Cipatex®
Há 49 anos o Grupo Cipatex® oferece ao
mercado soluções confiáveis e inovadoras
em revestimentos sintéticos e não-tecidos,
buscando sempre uma posição de
vanguarda, com responsabilidade social e
Revestimento
Facto® Kaviar ambiental. Criada em 1964, a companhia se
conta com diversificou constantemente e hoje conta
variedade de com uma linha de produtos que atende aos
cores
setores de calçados, piscinas, bolsas e
acessórios, utilidades domésticas, REVESTIMENTOS CIPATEX
construção, móveis, vestuário, automóveis,
esporte e lazer, brindes, material escolar e
comunicação visual. Por essa dedicação
tornou-se líder na fabricação de laminados
sintéticos. Ao todo, o grupo conta com mais
de 1.400 colaboradores distribuídos em cinco
plantas industriais.
93
A EVOLUÇÃO
DO DESIGN
NO MERCADO
MOVELEIRO
BRASILEIRO
E A DURATEX
A Itália é o berço do design mundial e realiza
a Design Week, mais importante feira do
segmento que movimenta todos os anos
bilhões de euros. O país surge como cenário e
fonte de inspiração para os principais nomes
do design e empresas do segmento. Além
disso, a União Europeia responde por grande
parte da produção de móveis do mundo e por
conta dessa força, é comum que dite
tendências em âmbito global. A eficiência no
uso de tecnologias de produto, processo,
gestão e análise de tais tendências, está
diretamente relacionada à competitividade de
empresas, cadeias produtivas, regiões e
nações.
Em âmbito nacional, nos últimos anos têm-se
aproveitado a ampliação dos mercados e
polos moveleiros, que desenvolveram a
capacidade de produção e aperfeiçoaram a
qualidade de seus produtos, por meio de
tecnologias avançadas, matérias-primas
sofisticadas e adaptações no design. Com
base nas visitas às feiras internacionais e
pesquisa, as empresas do segmento buscam
atender todos os mercados de forma
eficiente. Além disso, a procura pelo design e
A EVOLUÇÃO DO DESIGN

produtos brasileiros tem crescido, levando a


uma inversão de valores, na qual os olhos
europeus estão cada vez mais voltados para
o talento nacional, fazendo com que os
empresários comecem a prestar mais
atenção também.

96
A Duratex completou 62 anos e é a maior
produtora de painéis de madeira
industrializada do Hemisfério Sul e líder de
mercado no segmento de painéis para
revestimentos mobiliários e construção civil.
A empresa, sempre se antecipando às
tendências, tornou-se referência na
fabricação desse tipo de material, visando
investimos atender à demanda da indústria de uma
em design, forma sustentável e trazendo materiais que
pesquisas e agreguem valor ao produto final. Para isso,
inovação investimos em design, pesquisas e inovação
de produtos constantemente.

A EVOLUÇÃO DO DESIGN

97
Nas visitas as mais recentes feiras do
segmento, percebemos, cada vez mais, uma
volta ao tradicional, por meio de padrões
sóbrios e duradouros. Foi possível perceber
que os padrões e desenhos mais clássicos,
texturas mais profundas e sincronizadas
vieram com força total. Também apareceram
muitos tons de azul e algumas tonalidades de
verde. Há uma tendência em 2013, que é a
reciclagem de peças e projetos já existentes. 
Em termos de estética, cresce a aposta em
materiais naturais.
Muitos dos lançamentos da Duratex
apresentados na Fimma 2013 também foram
apresentados ao mundo durante a Design
Week de Milão. Esse é um exemplo claro do
comprometimento da Duratex, que busca se
antecipar e, em função disso, está sempre
alinhada às tendências internacionais de
decoração.
A EVOLUÇÃO DO DESIGN

Em termos
de estética,
cresce a
aposta em
materiais
naturais

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A EVOLUÇÃO DO DESIGN

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BIBLIOGRAFIA
CONSULTADA

- Good design
Bruno Munari. Ed.Scheiwiller

- Design e comunicazione visiva


Bruno Munari. Ed. Laterza

- Artista e designer
Bruno Munari. Ed. Laterza

- Da cosa nasce cosa


Bruno Munari. Ed. Laterza

- Introduzione al design italiano - Una


modernità incompleta
Andrea Branzi. Ed. Baldini & Castaldi,
Milano

- Design and the elastic mind


Paola Antonelli. Ed. MoMA, New York

- Capolavori del Design Italiano


Ed. White Star, Milano

- Process
Jennifer Hudson. Ed. Laurence King
Publishing, London

- Grande atlante del Design


Enrico Morteo. Ed. Electa, Milano
- Design in Italia
Revista Ottagono, Milano

- Design una storia italiana


Marco Romanelli. Ed. Skira, Milano

- Made in Italy. Storia del design


italiano
Renato de Fusco. Ed. Laterza, Milano

- Progetto e oggetto. Scritti sul design


Giulio C. Argan. Ed. Medusa, Milano
Acompanhe as próximas edições:
Outubro: Edição 02
Democratização do Design.

Novembro: Edição 03
Tendências para 2014.

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