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Sumário

0 Introdução
0 Aplicações da Entomologia Forense
 Estimativa do Intervalo Pós-Morte (IPM)
 Métodos tradicionais
 Métodos entomológicos
 Entomotoxicologia
 Insetos e a detecção de toxinas em cadáveres
 Efeitos de toxinas na estimativa de IPM
 Outras aplicações
0 Estrelas entomológicas do CSI BR
0 Conclusão
Introdução
0 1ª aplicação da entomologia forense:
 Sung Tz’u  China (1235)
Introdução
0 Entomologia Forense: ciência que aplica o estudo de insetos a
procedimentos legais (Oliveira-Costa, 2008)
 Pode ser dividida em 3 áreas de atuação (Lord e Stevenson, 1986):

Entomologia Forense

Entomologia Entomologia Entomologia de


Urbana Médico-Legal produtos estocados
Introdução
0 Fauna cadavérica (Keh, 1985)
 Necrófagos: aqueles cujos adultos e/ou imaturos alimentam-se dos
tecidos dos corpos decompostos;
 Omnívoros: aqueles que se alimentam tanto dos corpos quanto da
fauna associada;
 Parasitas e predadores: aqueles que utilizam as reservas dos
colonizadores normais do cadáver para seu próprio desenvolvimento,
e aqueles que se alimentam dos estágios imaturos dos insetos
necrófagos, respectivamente;
 Acidentais: aqueles que se encontram no cadáver por acaso, como
extensão de seu habitat natural;
Sarcophaga ruficornis Cephalotes clypeatus Chrysomya megacephala Porcellius sp
Aplicações da Entomologia Forense
Estimativa de Intervalo Pós-Morte (IPM)
Métodos tradicionais

Rigidez cadavérica Livor cadavérico Resfriamento do corpo

Fase fresca Fase gasosa Fase coliquativa Fase de esqueletização


Evolução das fases de decomposição
Estimativa de Intervalo Pós-Morte (IPM)
Métodos entomológicos
0 Grau-dia acumulado (GDA)
 Relaciona a intensidade de temperatura que o inseto requer
para completar seu desenvolvimento com a sua idade;
 Compara dados da evolução do desenvolvimento de espécies
criadas em condições de laboratório com as condições
ambientais que a mesma espécie estaria exposta no cadáver

No caso de 1os instares larvais


No caso de últimos instares larvais
No caso de 1os instares larvas
maduras e pupas coletadas no solo

Higley e Peterson, 1994;Higley e Haskell, 2001


Estimativa de Intervalo Pós-Morte (IPM)
Métodos entomológicos
0 Cadáver
encontrado na
floresta
Cochliomyia macellaria
Entomotoxicologia
0 Dois objetivos (Introna, Campobasso e Goff, 2001):
 Identificar drogas e toxinas em um tecido por meio de análise
de insetos necrófagos;
 Estudar os efeitos de drogas e toxinas no desenvolvimento de
artrópodes (ajuda na estimativa de IPM).
0 Geralmente empregada quando não há elementos necessários
para a realização de análise toxicológica e/ou cadáver se encontra
em avançado estágio de decomposição
Lucilia sp. Chrysomya megacephala
Entomotoxicologia
Identificação de drogas/toxinas

Coleta de material Análise de resultados

Homogeneização Cromatografia gasosa e espectrometria de massa


Entomotoxicologia
Drogas e desenvolvimento
Lucilia sericata

Aceleração do desenvolvimento

Diferença de 1 dia na estimativa


de IPM

Bourel et al., 1999


Entomotoxicologia
Drogas e desenvolvimento
Sarcophaga peregrina Sarcophaga peregrina Sarcophaga ruficornis

Adiantamento de 24h Adiantamento de 29h Adiantamento de mais de


na estimativa de IPM na estimativa de IPM 77h na estimativa de IPM

Goff et al., 1989 Goff et al., 1991 Goff e Omori, 1992


Outras aplicações
0 Determinação do local da morte
0 Utilização dos estudos de biogeografia dos insetos para saber aonde o corpo
esteve antes de ser encontrado
0 Região geográfica, ambiente urbano ou rural, lugar aberto ou fechado, etc
Hemilucilia semidiaphana

Indicador forense para região


florestada (Carvalho e Linhares.,
2001)

0 Identificação da vítima
0 Teste de DNA com o tecido do cadáver ingerido no pelos insetos necrófagos
(Dadour et al., 2003) Aedes aegygypti

0 Sequestros: Teste de DNA com o sangue no trato


digestivo de fêmeas de Culicidae para comparação
em sequestros (Kreike e Kamper, 1999; Hawley e
Bodowle, 2000)
Estrelas entomológicas do CSI BR
Díptera
Ophyra chalcogaster Chrysomya megacephala Hemilucilia segmentaria Lucilia cuprina

Sarcophaga ruficornis
Chrysomya albiceps

Lucilia eximia

Musca domestica

São Paulo Rio de Janeiro

Famílias importantes: Calliphoridae, Sarcophagidae, Muscidae


Carvalho et al., 2000; Oliveira-Costa, 2005
Coleoptera
Eurysternus parallelus Deltochilum brasiliensis Dermestes maculatus

Necrobia rufipes

São Paulo Rio de Janeiro

Famílias importantes: Cleridae, Dermestidae, Scarabaeidae

Carvalho et al., 2000; Oliveira-Costa, 2005


Conclusão
0 Entomologia Forense
0 Usos
0 Estimativa de Intervalo Pós-Morte (IPM)
0 Identificação de drogas em cadáveres
0 Identificação do local do crime
0 Identificação da vítima
0 Principais insetos utilizados como indicadores
forenses
0 Diptera: Calliphoridae, Sarcophagidae, Muscidae
0 Coleoptera: Cleridae, Dermestidae, Scarabaeidae
Referências
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Bourel, B.; Fleurisse, L.; Hedouin, V.; Cailliez, J. C.; Creusy, C.; Goff, M. L.; Gosset, D. Immunohistochemical contribution to the study of morphic metabolism in
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Goff, M. L.; Brown, W. A.; Hewdikaram, K. A.; Omori, A. I. 1991. Effect of heroin in decomposing tissues on the development rate of Boettcherisca
peregrina(Diptera: Sarcophagidae) and implications the estimation of postmortem intervals using arthropod developmental patterns. Journal of Forensic Science. 36(2),
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Goff, M. L.; Omori, A. I. Preliminary observations of the effect of methamphetamine in decomposing tissues on the development rate of Boettcherisca
peregrina(Diptera: Sarcophagidae) and implications to this effect to estimation of portmortem intervals. Journal of Forensic Science. 37, p.867-872, 1992.
Hawley; Bodowle. Amplified fragment length polymorphism (Amplps) in mosquito blood meals used to identify individual hosts and detect multiple feedings.
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Higley, L. G.; Peterson, R. K. D. Initiating sampling programs. In L. P. Pedigo e G. D. Buntin (Eds), Handbook of sampling methods for arthropods in agriculture,
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Introna, F. Jr.; Campobasso, C. P.; Goff, M. L. Entomotoxicology. Forensic Sciences International. 120, p.42-47, 2001.
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Oliveira-Costa, J. Entomologia Forense: quando os insetos são vestígios. 2ª ed. São Paulo. Millennium Editora Ltda. 2008. 420p.
Shean, B. S. L.; Messinger L.; Papworth, M. Observations of differential decomposition on sun exposed vs. shaded pig carrion in coastal Washington State. J
Forensic Sci 38:938–949, 1993.
Smith, K. G. V. A manual of forensic entomology. British Museum, London. 1986.
Imagens: google.com
Perguntas!
1) Como é realizada a identificação dos
insetos coletados no cadáver?
Identificação dos insetos no cadáver

Identificação molecular Identificação morfológica

Coleta de insetos necrófagos

Testes com o DNA Chaves de identificação

Entomólogos
2) Que fatores influenciam a colonização
de um corpo pelos insetos?
Fatores de influência na colonização
0 Clima
0 Temperatura e umidade
0 Moscas necrófagas exigem temperatura mínima entre 4,4ºC e 16,6ºC para colonizar um corpo
(Deonier, 1940)
0 Ambiente
0 Tempo de exposição ao sol (Smith, 1986; Shean et al., 1993; Erzinçlioglu, 1996)
0 Ambiente fechado (Amendt, Krettek e Zehner, 2004)
0 Condições do corpo
0 Enterro: insetos encontrados em cadáveres enterrados ou porque a postura é realizada antes do
enterro ou porque o inseto penetra no solo e o alcança. Maioria dos diptera não coloniza corpos
enterrados a mais de 30cm de profundidade (Introna and Campobasso 2000; Campobasso e Introna,
2001)
0 Cobertura: cadáver exposto por 4 dias até ser descoberto. Invasão de insetos necrófagos foi tardia,
pois o corpo estava coberto por camadas de tecido (Erzinçlioglu, 1985)
0 Pedaços de fígado levemente chamuscados pela chama do bico de bunsen não são atrativos para
ovoposição (a superfície da carne deve estar úmida, bem como as proteínas que a compões não
podem estar desnaturadas pela ação do calor)
0 Efeito de toxinas