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Direitos Humanos

Direitos Humanos, globalização e fluxos migratórios

Alexandre Pinho, Gustavo Perhat, 12º B

Professor: Prof. Américo Santos

Colégio Internato Claret

Abril de 2019
Índice

Índice............................................................................................................................................... 2

1 Introdução................................................................................................................................ 3

2 Direitos Humanos..................................................................................................................... 4

3 Globalização............................................................................................................................. 6

4 Movimentos migratórios...........................................................................................................9

5 Migrantes e Refugiados.......................................................................................................... 12

6 Globalização e Migrações......................................................................................................16

7 Conclusão.............................................................................................................................. 18

Bibliografia..................................................................................................................................... 19

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1 Introdução

Com este trabalho pretende-se abordar as temáticas dos Direitos Humanos, da globalização e a
sua inter-relação com os fluxos migratórios.

Neste âmbito, torna-se importante referir que não é possível falar da globalização sem mencionar
a importância da aprovação de leis que deram privilégios e direitos ao Homem. A globalização e
os Direitos Humanos estão intimamente relacionados na medida em que o mundo está cada vez
mais próximo, onde todas as culturas se aproximam e se fundem.

A eliminação das fronteiras físicas e a redução das distâncias entre os países devido, em grande
parte, às novas tecnologias e ao desenvolvimento dos transportes vieram contribuir para essa
aproximação.

Uma das características fundamentais da globalização é a mobilidade populacional, o que


permitiu o incremento dos movimentos migratórios e o crescimento do turismo.

Como referido anteriormente, torna-se importante evidenciar a relação entre Direitos Humanos e
globalização. Se os direitos do Homem não estivessem consagrados, as migrações seriam muito
mais restringidas, dificultadas, o que consistiria num obstáculo à globalização.

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2 Direitos Humanos

Os Direitos humanos são direitos fundamentais inerentes a todos os seres humanos,


independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra
condição.

Os direitos humanos incluem o direito à vida e à liberdade, à liberdade de opinião e de expressão,


o direito ao trabalho e à educação, entre muitos outros. Todos merecem estes direitos, sem
discriminação. Neste sentido são um conjunto de leis, vantagens e prerrogativas que devem ser
reconhecidas como essenciais pelo indivíduo para que este possa ter uma vida digna.

Deste modo, a função dos direitos humanos é proteger os indivíduos das arbitrariedades, do
autoritarismo, da prepotência e dos abusos de poder. Representam a liberdade dos seres
humanos.

A Segunda Guerra Mundial foi um acontecimento que levou à criação da Organização das
Nações Unidas (ONU), cujo objetivo era estabelecer a paz entre as nações, e nesse âmbito à
Declaração Universal dos Direitos do Homem, que foi promulgada pela Assembleia Geral das
Nações Unidas no dia 10 de dezembro de 1948. De acordo com esta declaração: “Todos os seres
humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e consciência
devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”.

Para tal são estabelecidos 3 artigos que estão diretamente relacionados com este tópico:

Artigo 13.º

1. Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no


interior de um Estado.
2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o
seu, e o direito de regressar ao seu país.
Artigo 14.º

1. Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de


asilo em outros países.
2. Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente
existente por crime de direito comum ou por actividades contrárias aos fins e aos
princípios das Nações Unidas.
Artigo 15.º

1. Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade.


2. Ninguém pode ser arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito
de mudar de nacionalidade

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.
Desta forma, os direitos humanos estão expressos em Tratados a nível do direito internacional,
limitando a ação dos Estados sobre os indivíduos.

Algumas das características mais importantes dos direitos humanos são:

 Os direitos humanos são fundados sobre o respeito pela dignidade e o valor de cada
pessoa;
 Os direitos humanos são universais, o que quer dizer que são aplicados de forma igual e
sem discriminação a todas as pessoas;
 Os direitos humanos são inalienáveis, e ninguém pode ser privado de seus direitos
humanos; eles podem ser limitados em situações específicas. Por exemplo, o direito à
liberdade pode ser restringido se uma pessoa é considerada culpada de um crime diante
de um tribunal e com o devido processo legal;
 Os direitos humanos são indivisíveis, inter-relacionados e interdependentes, já que é
insuficiente respeitar alguns direitos humanos e outros não. Na prática, a violação de um
direito vai afetar o respeito por muitos outros;
 Todos os direitos humanos devem, portanto, ser vistos como de igual importância, sendo
igualmente essencial respeitar a dignidade e o valor de cada pessoa.

É neste sentido que a Declaração Universal dos Direitos Humanos é promulgada pela Assembleia
Geral das Nações Unidas a 10 de dezembro de 1948.

Figura 0 – Declaração Universal dos Direitos Humanos

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3 Globalização

A globalização é compreendida como um processo de integração internacional associado a um


mundo sem fronteiras, que possibilita uma economia global e uma aproximação entre as nações,
promovendo a prosperidade, o desenvolvimento e a comunicação.

Hoje mais do que nunca as pessoas interagem num mundo sem fronteiras devido à facilidade de
comunicação e ao fator tecnológico.

Figura 0 – Globalização

A globalização mudou radicalmente a vida de toda a humanidade, do ponto de vista dos direitos
humanos, esta constitui uma vantagem ao despertar a consciência quer cívica quer política a
nível internacional. Várias situações de violações dos direitos humanos são hoje resolvidas devido
à denúncia dos meios de comunicação a nível mundial. Neste seguimento, a comunicação social
tem um papel de pressão quer a nível governamental quer ao nível de intervenção em situações
onde os direitos humanos estão a ser ameaçados.

Este fenómeno consiste, numa visão mais generalista, na expansão dos valores e cultura dos
povos e não deve ser vista apenas de um ponto de vista económico, representando a verdadeira
eliminação das fronteiras nacionais com fluxos de capitais, de tecnologias, de bens de consumo e
de serviços, atingindo todas as atividades humanas, sendo a tecnologia o principal motor da
globalização nos tempos atuais.

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De facto, as novas tecnologias de informação e comunicação vieram não só contribuir para uma
maior facilidade e rapidez na circulação de bens, serviços e capitais pela via da informatização,
como também possibilitar a difusão à escala global de valores, produtos culturais e modos de vida
contribuindo assim para a chamada “aldeia global”.

A eliminação das fronteiras físicas e a redução das distâncias entre países, também elas fruto da
globalização, vieram pôr em contacto povos com valores e símbolos culturais diversos. Esta
aproximação levou à assimilação de culturas, processo designado por aculturação, originando
revoluções sociais e culturais que resultaram numa cultura global caracterizada pela liberdade de
escolha.

Um outro especto da globalização cultural prende-se com a massificação dos consumos, isto é,
com a utilização e adoção de bens e de comportamentos globais. Milhões de bens idênticos são
consumidos por milhões de pessoas do mundo, da mesma forma que milhões de consumidores
espalhados pelo mundo viajam para os mesmos destinos, assistem aos mesmos concertos de
música e têm comportamentos idênticos, independentemente do país em que vivam.

Figura 0 – Multinacionais

Assim, é importante realçar que os direitos humanos estão diretamente ligados à globalização,
porque sem eles a globalização não seria possível, visto que, o Homem não seria livre e a maioria
dos países mundiais não teriam governos democráticos e liberais. A tecnologia também foi

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fundamental para a globalização, pois ela não evoluiria sem a liberdade de criação dada pelos
direitos humanos.

A globalização é um processo de interação e integração entre as pessoas, empresas e governos


de diferentes nações. Processo este impulsionado pelo comércio e investimento internacionais,
com o auxílio da tecnologia de informação. Este processo está por trás de mudanças sociais,
políticas, económicas que estão a alterar e modificar a sociedade mundial.

Perante isto, é possível afirmar que a globalização apresenta uma nova fase da História mundial,
em que o Estado Nação se torna obsoleto no panorama da economia mundial em prol de um
mercado global, caracterizado pela concorrência mundial como fonte de desenvolvimento e
desnacionalização das economias através da criação de redes de produção, comércio e
financiamento transnacionais. Um resultado da referida evolução foi o grande crescimento de
empresas multinacionais capazes de vender e publicitar os seus produtos virtualmente em
qualquer parte do mundo.

Em suma, a globalização é um processo de integração internacional que engloba aspetos


económicos, sociais, políticos, culturais e de mobilidade entre os diferentes países. Assim, os
padrões de consumo e estilos universalizam-se, atingindo uma dimensão global.

Desta forma, este fenómeno possibilitou entre outros aspetos o aumento dos movimentos da
população, quer sejam estes migrações ou fluxos de turismo.

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4 Movimentos migratórios

Um dos aspetos fundamentais da globalização é, sem dúvida, a mobilidade populacional não só


para mudar de residência, mas também para viajar, fazer intercâmbios, negócios, etc.

A procura de melhores condições de vida, de refúgio, asilo ou segurança constituem os principais


fatores explicativos dos movimentos da população.

Neste sentido surge o incremento dos movimentos populacionais que podem revestir a forma de
migrações ou fluxos de turismo. Um dos fenómenos mais relevantes do século XX foi o aumento
da deslocação de pessoas em viagens internacionais com carácter de lazer. As receitas e os
fluxos de turistas a nível mundial continuam a aumentar, tornando o turismo um sector de
importância estratégica em vários países.

Vários fatores estão na origem do crescimento do turismo: o aumento do poder de compra das
famílias, o direito a férias, a melhoria dos transportes e vias de comunicação, os preços
acessíveis das viagens.

O turismo representa uma importante atividade económica geradora de empregos, lucros e de


desenvolvimento das infraestruturas, é também um meio de aproximação dos povos e das
culturas, favorecendo a capacidade compreensão e aceitação das diferenças e,
consequentemente, gerando um menor etnocentrismo. O turismo é uma atividade própria dos
países desenvolvidos e das camadas sociais que têm rendimentos suficientes para gastar em
viagens e lazer.

Os fluxos turísticos desenvolvem-se, principalmente, entre os países desenvolvidos do hemisfério


Norte e são motivados pela procura de lazer, por motivos culturais ou religiosos.

As projeções de fluxos de turistas para 2020, segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT),
apontam para 1,56 mil milhões de turistas anualmente, sendo 75% das deslocações
intrarregionais. A Europa continua a ser um principal destino turístico e irão reforçar-se novos
destinos turísticos como a China, Malásia, Tailândia, etc.).

Os fluxos de turismo são motivados pela procura de lazer, por motivos culturais ou religiosos.

Relativamente às migrações internacionais, estas correspondem à saída de população de um


país para outro, consistindo, assim na deslocação ou movimento de indivíduos ou de sociedades
humanas de um local para outro, podendo ser originadas por diversos fatores: guerras, conflitos
armados, desastres naturais, perseguições políticas, religiosas ou étnicas, epidemias, estagnação
económica, condições climáticas adversas, entre outras.

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Os movimentos migratórios estão muito associados ao mercado de trabalho e às condições de
vida. Na história do processo de mundialização, de que a Europa foi protagonista, a expansão do
comércio internacional foi mais tarde acompanhada (segunda metade do século XIX) da saída
maciça de populações europeias em direção às antigas colónias.

Figura 0 – Migrações de populações dos países menos desenvolvidos

Na segunda metade do século XX e início do século XXI, os movimentos migratórios têm-se


caracterizado pela saída de populações dos países em desenvolvimento em direção aos países
desenvolvidos, à procura de melhores condições de vida. Estes trabalhadores são muitas vezes
ilegais, e vão ocupar, na maioria dos casos, postos de trabalho menos qualificados e com baixas
renumerações, mas que lhes proporcionam maiores possibilidades de futuro, comparativamente
com os seus países de origem.

Mais recentemente, tem-se verificado um fluxo migratório de trabalhadores mais qualificados,


provenientes de países desenvolvidos (onde a criação de emprego não tem sido suficiente para
compensar o aumento do desemprego) para países cujas economias têm registado maiores taxas
de crescimento, e que oferecem renumerações elevadas e boas condições de vida.

As migrações consistem na deslocação ou movimento de indivíduos ou de sociedades humanas


de um local para outro, podendo ser originadas por diversos fatores: guerras, conflitos armados,
desastres naturais, perseguições políticas, religiosas ou étnicas, epidemias, estagnação
económica, condições climáticas adversas, entre outras.

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Figura 0 – Principais fluxos migratórios no final do século XX e início do século XXI
(Enciclopédia do Estudante: Geografia Geral, 2008)

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5 Migrantes e Refugiados

Embora muitas vezes utilizados como sinónimos, estes dois termos têm significados
completamente diferentes.

Em primeiro lugar, existe uma distinção em relação à lei. De facto, em relação aos migrantes é
necessário ter em conta a legislação interna do país de destino, enquanto que com os refugiados,
os países regem-se pela legislação nacional e internacional.

Os refugiados são pessoas que fogem de conflitos armados ou perseguições políticas, religiosas
ou étnicas e estão protegidos pela Convenção sobre o Estatuto dos Refugiados de 1951 e o
Protocolo sobre os Estatutos dos Refugiados de 1967, devendo ser-lhes salvaguardada a
segurança até ser encontrada uma solução.

Relativamente à mobilidade dos migrantes, esta não é forçada por ameaças, mas sim pela
procura de melhores condições de vida e por motivações económicas como a procura de
emprego, uma melhor educação, melhores condições de trabalho, entre outros fatores.

A problemática dos refugiados não é um fenómeno recente apesar de, atualmente, assumir uma
grande dimensão. Guerras, regimes ditatoriais, ajustes territoriais, crises ambientais têm obrigado
milhares de pessoas a fugir das suas casas.

A questão dos refugiados começou a ser tratada de uma forma mais séria após a Segunda
Guerra Mundial, altura em que a Assembleia Geral das Nações Unidas decide criar um organismo
especializado para tratar do problema, o ACNUR, ou seja, Alto Comissariado das Nações Unidas
para os Refugiados.

Este organismo nasceu em finais de 1950 com competências para gerir todas as ações
internacionais que visem proteger e encontrar soluções e respostas para as pessoas deslocadas
em todo o mundo, salvaguardando os seus direitos e o seu bem-estar.

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Figura 0 – Definição de refugiado (excerto) segundo a
Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados

Figura 0 – Artigo de “Não devolução” da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados

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Um dos princípios fundamentais do Estatuto dos Refugiados é a chamada “não devolução”,
segundo o qual os países não devem expulsar ou devolver ao país de origem um refugiado contra
a vontade deste (salvo raras exceções como por exemplo uma pessoa que tenha praticado
crimes de guerra ou violado direitos humanos).

Em suma, os refugiados, no país onde estão a viver têm direito a um emprego remunerado,
assistência média, a habitação, a aceder à justiça, à liberdade de circulação, entre outros.

Neste contexto, os países com maior número de refugiados são a Síria, Afeganistão, Somália,
Sudão, entre outros.

Figura 0 – Assinatura da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados

Figura 0 – Migração Líquida em África e no Médio Oriente

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Através da análise do gráfico é possível constatar a evolução das migrações tanto no Médio
Oriente como na África Subsariana desde 1960 até 2010. Em relação à África Subsariana, esta
evolução tem sido relativamente constante, enquanto que no Norte de África e no Médio Oriente
se tem verificado oscilações ao longo dos anos. Apesar disto, é possível evidenciar que a partir
dos anos 90 do século XX as migrações provenientes destes países têm vindo a aumentar
continuamente, motivadas pela fuga aos conflitos armados e aos fundamentalismos religiosos – a
crise dos refugiados.

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6 Globalização e Migrações

A globalização pode ser perspetivada como um fenómeno facilitador de fluxos de bens, serviços e
capitais, levando ao aumento de fluxos migratórios. Contudo, o aumento de fenómenos
migratórios estimula a diversidade cultural nos países de destino, colocando em causa o conceito
de Estado Nação. O declínio do Estado Nação pode ser também associado a uma transferência
de poder do Estado para organizações internacionais e grandes multinacionais que, ao estimular
o desenvolvimento económico, incentiva o aumento de fluxos migratórios.

O fenómeno da globalização possibilitou entre outros aspetos o aumento dos movimentos da


população, quer sejam estes migrações ou fluxos de turismo. Deste modo, a globalização está
intimamente ligada à facilidade de comunicação e à interligação mundial bem como à facilidade
de informação necessária para atrair mais pessoas à migração.

Figura 0 – Transportes como facilitadores dos movimentos populacionais

Atualmente, as migrações estão mais relacionadas com fatores económicos, nomeadamente a


procura de emprego, de salários mais atrativos, de uma educação ou formação mais adequada,
melhores condições de vida e ainda situações de procura de asilo, refúgio e segurança
relativamente a questões políticas ou fundamentalismos religiosos, como é o caso dos refugiados.

Na segunda metade do seculo XX e inícios do seculo XXI, os movimentos migratórios têm sido
caracterizados pela saída de populações dos países em desenvolvimento em direção aos mais
desenvolvidos.

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A evolução tecnológica no contexto do mundo globalizado intensificou a dinâmica migratória
devido às desigualdades socioeconómicas e o desemprego. Entre os acontecimentos que
estimularam as migrações estão à recessão econômica, as politicas económicas e os conflitos
existentes no mundo.

Figura 0 – Tecnologias como facilitadores da globalização

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7 Conclusão

Com este trabalho pode-se concluir que a globalização é compreendida como um processo de
integração internacional associado a um mundo sem fronteiras que possibilita uma economia
global e uma aproximação entre as nações, promovendo a prosperidade, o desenvolvimento e a
comunicação. Hoje mais do que nunca as pessoas interagem num mundo sem fronteiras devido à
facilidade de comunicação e ao fator tecnológico.

Esta interação mudou radicalmente a vida de toda a humanidade, e do ponto de vista dos direitos
humanos constitui uma vantagem ao despertar a consciência quer cívica quer política a nível
internacional. Várias situações de violações dos direitos humanos são hoje resolvidas devido à
denúncia mediática.

Do ponto de vista dos direitos humanos, um especto positivo é a força de comunicação global.
Muitos dos casos de violação dos direitos humanos são hoje resolvidos graças à denúncia
mediática. A comunicação social tem, aqui, um lugar de relevo, pois pode ser o facto de maior
pressão a nível governamental na tentativa de correção ou intervenção em situações de ameaça
desses mesmos direitos.

Uma das principais características do mundo globalizado é do direito à livre circulação, contudo
não se pode simplesmente conferir o direito a entrar e circular livremente no território de
determinado Estado, sem que paralelamente se criem condições dignas para as pessoas que o
venham a exercer.

De facto, a globalização está intimamente ligada à facilidade de comunicação e à interligação


mundial bem como à facilidade de informação fundamental para atrair mais pessoas à migração.
Possibilitou ainda o aumento dos movimentos da população, quer sejam migrações ou fluxos de
turismo.

Relativamente aos direitos humanos, se estes não estivessem consagrados, as migrações


sofriam mais restrições, o que consistiria num entrave à globalização.

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Bibliografia

“O Mundo em Perspetiva | Economia C 12º ano”, Helena Pedrosa, Sónia Roxo, Porto Editora,
2017

“A Europa e os migrantes no séc. XXI”, Sofia Machado, FEUC, 2012

“Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados”, http://gddc.ministeriopublico.pt/sites/default/


files/documentos/instrumentos/convencao_relativa_estatuto_refugiados.pdf

Declaração Universal dos Direitos Humanos, https://dre.pt/declaracao-universal-dos-direitos-


humanos

Universal Declaration of Human Rights, https://www.un.org/en/universal-declaration-human-rights/

A Convenção de 1951, https://www.unhcr.org/1951-refugee-convention.html

“Globalização das Migrações”, João Francisco Andrade Prelhaz, ISCTE-IUL, 2012

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