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Ministério da Educação

Universidade Tecnológica Federal do Paraná


Câmpus Cornélio Procópio
Departamento de Engenharia Elétrica - DAELE
Engenharia Eletrônica - COELE

RELATÓRIO DE ATIVIDADES PRÁTICAS DE

TEORIA DE CIRCUITOS ELÉTRICOS 1 – ET33S

Prof.: Francisco de Assis Scannavino Junior

EXPERIMENTO # 07

POTENCIA MONOFÁSICA

DISCENTES:

CAIO HENRIQUE CAVINATTO


DENIS JUN KASAI
FERNANDA GUIMARÃES DE SOUSA
LARISSA AYUMI TOKUHARA

Cornélio Procópio, 18 de maio de 2016


1. INTRODUÇÃO – Fundamentos Teóricos

Potência Complexa

Quando se torna necessário o conhecimento a respeito da potência


absorvida por uma carga específica, podemos recorrer a potência complexa,
pois ela contém todas as informações necessárias a essa análise de potência.

Para a calcularmos a potência complexa absorvida por uma carga em


regime AC, precisamos fazer o produto do fasor de tensão ( V ) e do
conjugado complexo do fasor de corrente ( I ¿ ), sendo que se utilizarmos os
valores em RMS, basta multiplicarmos por ½, assim como expressa a equação
(1), onde a potência complexa é descrita pela letra S e sua unidade é VA (volt-
àmpere) :

1
S= V I ¿
2

Podemos reescrever a potência complexa (S) em função dos valores


RMS e da impedância de carga (Z) conforme a equação (2):

2
2 V rms ¿
S=I rms Z= ¿ =V rms I rms
Z

A potência complexa (S) na forma retangular é expressa conforme a


equação (3):
2
S=I rms ( R+ jX ) =P+ jQ

Onde:
2
P=ℜ ( S )=I rms R
2
Q=ℑ ( S )=I rms X

P significa a potência ativa dada em Watts (W) e Q é a potência reativa


dada em (VAR) que significa volt-ampère-reativo.
É comum nos circuitos a presença de elementos armazenadores de
energia. Estes por sua vez, não dissipam nem absorvem energia somente, mas
trocam energia, ou seja, ora, recebendo-a do restante do circuito e, ora
fornecendo-a para o restante do circuito.

Existem 3 casos para a potência reativa (Q) em um circuito:

1º caso: Se Q = 0, há predominância de cargas resistivas (FP unitário);


2º caso: Se Q < 0, existe predominância de cargas capacitivas (FP adiantado);
3º caso: Se Q > 0, a predominância é de cargas indutivas (FP atrasado);

Fator de Potência de cargas monofásicas

O fator de potência (FP) é uma grandeza adimensional, sendo obtida


pela a razão entre a potência média (P) e a potência aparente (S), resultando
apenas no cosseno da diferença de fase entre tensão e corrente, assim como
expressa a equação (4):
P
FP= =cos ⁡( θv −θ i)
S

É importante salientar que o valor do FP varia entre 0 e 1. Além disso,


para uma carga puramente resistiva o FP = 1, para uma carga puramente
reativa o FP = 0, pois θv −θ i=± 90 ° .

Também podemos classificar o FP pelos termos atrasado ou adiantado.


Se o FP é atrasado, significa que a corrente está atrasada em relação à
tensão, implicando em uma carga de predominância indutiva. Caso contrário,
isto é, se o FP é adiantado a corrente está adiantada em relação à tensão,
implicando em uma carga de predominância capacitiva. O fator de potência
afeta as contas pagas pelos consumidores de energia elétrica às
concessionárias.
2. PROCEDIMENTO

O experimento foi realizado com base no circuito presente na Figura 1,


aplicando-se uma tensão de 45V e variando apenas as condições de carga
para cinco situações diferentes.

Figura 1:

Primeiramente, analisou-se um circuito com apenas uma carga resistiva


de 45Ω e mediram-se, com a ajuda de um voltímetro e um wattímetro, a
corrente e a potência ativa.
Posteriormente, alterou-se as condições de carga do circuito para
diferentes casos: uma carga resistiva em paralelo com uma capacitiva, uma
carga resistiva em paralelo com uma indutiva, as cargas capacitiva, resistiva e
indutiva em paralelo entre si e uma carga resistiva em série com a indutiva,
sendo que a carga indutiva possui, como valor nominal, 171mH e a capacitiva
41,1µF. Assim, foram medidas a corrente e a potência ativa para cada situação.

3. RESULTADOS

Pelos procedimentos descritos na seção (2) realizam-se as seguintes


medidas

Tensao (V) I (A) P(W)


Caso A = R4 0,976 40
Caso B = R4//L3 1,034 42
45
Caso C = R4//C3 1,208 42
Caso D = R4//L3//C3 1,122 44
Caso E = R4+L3 0,228 2
A partir dos dados obtidos calcula-se os seguintes fatores de potência e
as potencias reativas
S Fp Q (VAR)
Caso A 43,92 0,000 0,000
Caso B 46,53 0,445 20,026
Caso C 54,36 0,688 34,511
Caso D 50,49 0,513 24,764
Caso E 10,26 1,375 10,063

Tomando os resultados do Fator de potência e da potência reativa é


possível descrever a potência complexa do sistema
|S|
Caso A 40 + 0,000
Caso B 42 + j20,026
Caso C 42 + j34,511
Caso D 44 + j24,764
Caso E 2 + j10,063

4. CONCLUSÕES

Visto que a ligação de capacitores e indutores sobre o circuito provoca


uma alteração da impedância da carga, é possível observar uma mudança na
potência resultante do circuito.

5. QUESTÕES

1) Justifique a diferença dos resultados encontrados nos caso B e E.

No caso B, observa-se uma potência superior, em relação ao caso E. Tal fato


ocorre pelo indutor apresentar uma impedância alta com uma frequência
elevada que, ao ser ligado em série com a carga, conduzirá uma corrente
inferior.

2) Justifique os resultados encontrados no caso D.


3)
No caso D, são ligados um resistor, um capacitor e um indutor em paralelo, tal
associação faz com que a impedância reativa resultante seja inferior a somente
um dos elementos. A potência reativa é reduzida.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] ALEXANDER,C.K.; SADIKU, M.N.O.; Fundamentos de circuitos elétricos.


Bookman, 5ª ed., 2013.