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a6 MALINOWSKI pequeno mas continuo € permanente de artigos entre uma aldeia © outra ¢ até ‘mesmo dentro de uma mesma aldeia. Nas segundas, uma enorme quantidade de objetos de valor, chegando a mais de 08 diversos grupos sande quantidade de do comércio subsididtio weletes € colares — movern- e suméria do Kula, Enume- icos, a8 regras mais notiveis, iento dos nativos. Isto de pessoa para pesioa, Reqientemente mudando. de dono indmeras ees! num percurso de algumas milhas imas constituem, de longe, a parte mais espe- iambém, um nimero maior de ceriménias piblic ‘Também requerem, & claro, maiores © atividades. pre portanto, muito mais coisas a {bre as expedigdes uldemarings do Kele ‘do que sobre as trocas internas. ‘Visto que 0s costumes e erengas gatudados em Boyowa, ou see, nas de vista desse distri canoas, procedendo fm seguida a ceriménia de seu langamento cas vistas de apreseniegso forsal das as, selecionaremos entdo a comunidade de Sinaketa e acompanharemos numa de suas viagens maritimas, a qual descreveremos em todos 0: remos entio em que aspectos ists expedigoes bes do Kula, pata iso iel desrever uma digio ‘proveniente de Dobu ¢ complementado com uma des de comércio associad itile que se segue eu Kula nas ihas Trobriand, tomega e Kitava. Esse relato serd ortanto, 908 estégios i ‘construcdo das canoas. CAPITULO IV As camoas e a navegacio 1 A canoa é elemento da cultura material e, como tal, pode ser descrita, fo- tografada e até mesmo fisicamente transportada para um museu. Contudo — e esta € uma verdade freqiientemente negligenciada — a realidade etnografica da ceanoa no poderia ser trans te dele um exemplar perf ‘A canoa € feita para determinado uso ¢ com uma finalidade especitica; constitu um meio para atingir determinado fim, © nds, que estudamos a no podemos inverter essa relacdo, fazer do objeto em si um fetiche estudo das finalidades econdmicas para as quais se corstr6i uma canoa e dos iversos usos a que ela & submetida, encontramos os primeiros elementos para ‘um estudo etnogrifico mais profundo. Dados sociolégicos suplementares, refe- rentes & sua posse, a especificacio das pessoas que a usam ¢ a descrigio de eterentes as cerimOnias e costumes de sua cons- da vida tipica de uma embarcagio nativa — mais da compreensao de tudo aquilo que @ afi 0 native. se aproxima da realidade mais canoa nativa, poi de fetro ou de aco, vive a vida de seus navegantes e, para 0 m Senta mais que um simples pedago de matéia moldada, Para 0 nos do que para o marinheiro braneo, 0 barco est envoko numa atmostera de Tomanee,costruda de tadgoes eexperincas pessoa um obsto de eat admiragéo, uma coisa viva que possi dade propria. IN6s, etcopeus — quer conhecanos a embareagde native por expériéncia ow através de deserigdes —, acostumados que estamos com 0s nossos mieios de \quedo infant de soluionar o problems da navepagdo que nbs outos i neira satisfatria.® Para on ‘sua pesida e desajeitada canoa guase miraculose, um objeto de rara be- 23, 40, 47 © $5), Ele a envolve de tradigées, adoma-a com 88 MALINOWSKI telezs. Para ele, a canoe repre- rnar-se senhor da natureza, = lumes, na sua conduta ¢ naquilo que eles palavras, encontra-se o mesmo am se dedicam as coisas vivas ¢ pess fem relacio a seu barco. iéncia do homer, no deve fir a0 esudo da pare de sua vida instinliva e emocional. que a canoa figue mais imersa que qualguer embarcacdo mari ¢ the dé também maior indice de flutuacdo. Na dgua, ela desliza na su- ‘mar adentro por uma especie de de maneira quase mégica, Por vezes, qi lataforma, a canoa — que de manejar — joga para com graciosa agilidade. Ao icar-se a vel ira dourad suas pregas pesadas rigidas, emt-se farfalhando e estalando, e a canoa comeca a abrit iando a agua corre velozmente por baixo da canoa, num a dourada resplandece em meio ao intenso azul do céu e do mar — é nesse momento que a aventura da navegacdo parece revelar-se gue ela tem de mai nativos e vivendo ent ges © procurar ente s, pereeberd que as pode amente. Logo aprenderd a perceber se © comportamento dos nativos esta em harmonia com o seu ou se,.como as vezes acontece, o seu diverge do deles. Neste caso, niio admiracdo que 0s 1 ferencas de veloc! do Sgua de bilidade de engano de interpretagio quanto ao prazer contagiante dos ARGONAUTAS DO PACIFICO OCIDENTAL ® Correm todos a seus postos ¢ ficam profundamente atentos aos movimentos da yuns se poem a cantar, © os mais jovens se debrucam para brincar com fais se cansam de discutir os pormenores referentes 2 qualidade de suas catioas e de analisar as diversas embarcagoes. Nas aldeias litorineas da Tagua os meninos e rapazes sam a freqlentes passeios nas canoas pequenas, apostam corrida, exploram os recantos menos conbecidos da laguna ¢, de ma- sem divide divertem-se com 0 passefo, como n6s 0 farfamos. 1a de fora, depois que entendemos sua construcio e, através da expe- essoal, percebemos sua adequacdo as suas finalidades, a canoa nio é ‘menos atraente nem tem menos personalidade do que quando a vemos de den- tro, Quando, numa expedi¢do comercial ou numa visita social, uma frota de no esplendor do branco, vermelho e preto de sua pintura recente, com suas de proa admiravelmente desenhadas ¢ com suas fiadas de grandes con- chas brancas a retinir (veja fig. 49 € $5) — € entio que se compreende bem ‘admiragio e o amor que fazem com que 0 nativo dispense todos esses cuidados a decoracdo de sua canca. "Mesmo quando nio esti sendo usada e repousa solitéria ma praia de uma da vide da aldeia. As canoas muito grandes so, em alguns fem enormes abrigos (veja fiz. 22), que superam em tamanho qi bertas simplesmente com folhas de-palmeira (veja fig. 1 5: contra 0 sol, € 0s natives muitas vezes vém sentar-se em su conversar, masear as nozes de bétel e contemplar o mar. As canoas menores, 0 prontas a serem lan- ‘recurvado e sua complicada ‘unr dos aspectos mais tipi- armacio de varas ¢ sarrafos, as canoas constit cos da aldeia nativa Titortnea. 1 = Algumas palavras devem agora ser ditas sobre as caracteristicas tecnolégi- cas fundamentais da canoa, Também fem vez disso, de que maneira os construtores navais nativos solucionaram of problemas que se Thes apresentaram fornecide aos nativos por um tonto escavado, Esse tronco ivamente pesadas, pois a madeira é leve © 0 espago 0co 0 MALINOWSKI auxilia a flutuagdo. Nao possui, contudo, estab se pode observar. A sepio eno de gavidade no cio a cao, ol Mi , ndo afeta © equilibrio, mas qualquer peso” colocads dos, aged Indcam as sets A ou By, de Tnodo a gear um aso (ou seja, forga de rotagio),ird lazer com que'a canoe Vie ie de abe para bao nn SS St com que cx Se, m0 entanto, como mostra a fig.23-A (2), ‘menor, sido (C), haverd sos um lado (A)’ para ba tix forma que seu outro lado (B) se ergue (ig. 23-A) (3). 0 tron tare da égua, ¢ seu peso produzied um momentum (forga de rotasKo) propor- sional & deslocagfo, ea canoa ficard erm equiv. Esse momentum es repe- no ira, pela seta K. Dese forma congue se grande ex ade sobre 0 lado A. Qualquer forca de press sobre © ldo B far com que 0 toneo © faut sebmeto, mb fesiténcia devido 2 sua capacidade os esempenba papel de grande inportanca na. teica Ga navegapio, Dessa forma, como veretiom, a canou sempre aj cont fate. Sor extrno (C) voli para o vento, A pressio exec pel fom que @ cana se elie v lad A & forgado pare dent Fim erpuidos: nessa posigio ees se tormam ext a forea do Vento. S, no entanto, 2 cao ARGONAUTAS DO PACIFICO OCIDENTAL on © (3) também nos mostra que a estabilidade da can canoa rasa, de pequeno bordo livre, pode cada para dentro da ‘gua; além disso, se for usada em tempo tempestuoso, as ondas iro quebrar-se sachendo-a de 4 do tronco twoncos escavados. Sua capaci atinge rapidamente. Contudo, se aumentarmos varias tibuas extras, como se vé ng fig. 23 3. Visto que © momentum de ‘e do peso do flutuador externo C, € evidente, incia, tanto maior © momentum. Uma distine { comprimento total da canoa, Nas grandes eanoas mariimss, se espago € Sempre coberto por uma plataforna, Em alguns outros datos, @ distancia € em maior, © as\canoestém um outro po de ara. tamanho do tronco (C) que forma 0 Mlatuador extemo — Es co, nas canous marinas, € geraimente de. dimensbes consideraveis. C Sto que um pedago de madera maciga fia pesado a0 cncharcarse tim tronco mut espesso ndo seria apropriada ‘Sto estes 0s principos bésics da constrgio de uma eanoa, vstos sob 0 aspecto funciona, © que into tomar mais ears noses eg 5 ea navegaglo, sre a consirugdo ¢ dso das canoas, Pos, com efits, em- fs tenha afirmado que os pormenores téenicos sto de importinca secun- .¢ Govio que, sem compreensétos,nio poderemos entender as referencias Sobre o manejo e apestamento da (Os nativos de Trobrian mente 4 que se faz ma lag