Vous êtes sur la page 1sur 23

14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010

1   mais    Próximo blog»

O TREINADOR
Diário de um curso de treinador

quinta­feira, 30 de dezembro de 2010 Pesquisar neste blogue

NUTRICIONISMO
Acerca de mim
Veja o trabalho da Nutrição no Santos FC João Nunes
Seguir

Ver o meu perfil comple

ARA

Publicada por João Nunes à(s) 17:43  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google


CONTACTO
Etiquetas: NUTRICIONISMO
Contacto

MEDICINA DESPORTIVA: NUTRICIONISMO
FUTSAL

29­12­2010 SANTA CRUZ
NUTRICIONISMO AFP
A ARTE DO FUTSAL
HISTÓRIA DO FUTSAL EM PORTUGA
FUTEBOLISTA
DESPORTUGAL

TÍTULO PROFISSIONAL

Assim como qualquer atleta, um jogador de futebol deve tomar muitos cuidados em relação à sua dieta e hábitos alimentares, pois,
é o que ele come no dia­a­dia que fará grande diferença para o rendimento nos treinos, recuperação do corpo e energia nos dias de Títulos Profissionais de Treinadores/as de
Desporto
jogo.
Muitos pensam que independente do que comer, terá a mesma performance, porém esse é um grande erro. Basicamente, o TÍTULO PROFISSIONAL
futebolista deve seguir as recomendações de alimentação saudável (reeducação alimentar) para melhorar sua saúde, sistema Lei n.º 40/2012 de 28 de agosto
imunológico, energia e recuperação, porém, existem alguns aspectos na dieta de um atleta que são diferentes do que de uma Portaria n.º 326/2013, de 1 de novemb
pessoa que não pratica o mesmo volume de exercícios do que ele.
FATURA/RECIBO
Se o jogador não se organizar em relação à sua dieta e suplementação, poderá perder força, rendimento e velocidade dentro do
campo.
A seguir, observe alguns tópicos da nutrição esportiva para o jogador de futebol: Carboidratos: esse nutriente em abundância é PORDATA
fundamental para o bom desempenho do jogador. 
É o carboidrato o responsável pela energia, força e reserva nos músculos.
Então, o jogador deve fazer cerca de 6 refeições ao dia e todas devem contar carboidratos. Fontes: pães, cereais, arroz, macarrão,
batata, mandioca, maltodextrina (usada pré e durante treinos), dextrose (usada após o treino ou jogo), biscoitos, massas, etc.
Proteínas: são elas que ajudam na reparação e manutenção da massa magra do jogador, muito importante, pois melhora a potência,
boa forma e peso do atleta.
Não deve haver exagero no consumo desse nutriente, pois senão, o consumo de carboidratos ficará menor. 
O ideal é o consumo de 1,4­1,6g de proteínas por kg de peso. Fontes: leite, queijos, carnes, aves, peixes e ovos.

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 1/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
Gorduras: todos os futebolistas necessitam de um pouco de gordura no cardápio, para uma adequada fabricação hormonal e um
pouco de reserva de energia.
Eles deverão preferir as gorduras boas: azeite, abacate e castanhas.
Vitaminas e Minerais: Muitos atletas pecam nesses nutrientes, pois não gostam muito de frutas, legumes e verduras. 
Tome cuidado, afinal, as vitaminas e os minerais são peças fundamentais no quebra­cabeça que é o metabolismo. Eles ajudam no
fornecimento de energia, mantém a saúde e equilíbrio do corpo, nutrem ossos, dentes e músculos e atuam como coadjuvantes na
fabricação de substâncias e hormônios importantes.
 Líquidos: Importantíssimos! Os futebolistas treinam intensamente todos os dias o que facilita a desidratação.
Um atleta desidratado é um atleta fracassado.
O ideal é ingerir líquidos durante o dia todo, em grandes quantidades, sejam eles: água mineral, água de coco, isotônicos e sucos
naturais. Evitar refrigerantes e álcool! Suplementos: os suplementos mais indicados para jogadores são: maltodextrina, dextrose,
hipercalóricos, BCAA, glutamina, creatina, whey protein e cafeína.
O uso de suplementos depende muito do objetivo e necessidade individual, então, só deverão ser usados sob prescrição de um
nutricionista.
MILHARES DE ESTATÍSTICAS SOBRE
Outro fato importante: idade. Como existem futebolistas com menos de 18 anos, é importante a suplementação sempre ser feita MUNICÍPIOS, PORTUGAL E A EUROPA
sob orientação.
 Com essas alterações no cardápio, o futebolista irá sentir grande diferença em seu rendimento nos treinos e jogos, tornando­se
assim, mais fácil ser um campeão! LEGISLAÇÃO

Despacho n.º 8363/2011, 17 de junho

Publicada por João Nunes à(s) 16:52  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: MEDICINA DESPORTIVA, NUTRICIONISMO TREINADOR NÍVEL II

RELATÓRIO: DOSSIER

MEDICINA DESPORTIVA
DIPLOMA

28­12­2010

CÉDULA DE TREINADOR

Publicada por João Nunes à(s) 16:51  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google CÉDULA DE TREINADOR

Etiquetas: MEDICINA DESPORTIVA
NÍVEL DOS TREINADORES

sábado, 25 de dezembro de 2010 NÍVEL DOS TREINADORES

GESTOS TÉCNICOS DO GUARDA­REDES TREINADORES

Proposta metodológica para a formação  RECUPERAÇÕES
PAPEL DOS TREINADORES
do jovem guarda­redes de futebol NÍVEL DOS TREINADORES
 
Universidade de Trás­os­Montes e Alto Douro  António Natalino Brasil   
 
(Portugal)  natalinobrasil@hotmail.com    O PAPEL DO TREINADOR
   
O PAPEL DO TREINADOR

Resumo

    Em Portugal, o Futebol assume, sem dúvida, o lugar de modalidade principal nos mais variados aspectos. Contudo, verifica­se que esta dimensão não é acompanhada DIPLOMA NÍVEL II
pela investigação, nomeadamente no que respeita à investigação sobre a formação e o treino do Guarda­redes.

    Nos dias de hoje o Guarda­redes não ocupa, apenas, aquele lugar entre os postes, e cuja única missão era deter os remates da equipa adversária. Com a evolução que o

jogo sofreu ao longo dos últimos anos, as responsabilidades do Guarda­redes tem sofrido algumas alterações.
LEITURA OBRIGATÓRIA

    No sentido de dar resposta a estas novas exigências impostas pelo jogo, torna­se fundamental dotar o Guarda­redes de capacidades que lhe permitam cumprir as suas

novas funções de uma forma eficaz.

    O Guarda­redes (Gr) continua a ser resultado quase de uma geração espontânea e a sua formação continua a ser feita através de exercícios isolados da restante equipa,
sendo apenas integrado quando a equipa realiza situações de jogo ou de "finalização".

    O meio de potencializar as capacidades no Guarda­redes é a sua formação desportiva. É este, pois, o objecto do nosso trabalho, a formação do Guarda­redes no Futebol

  moderno. Sabendo nós das dificuldade sentidas pelos clubes responsáveis por esta formação, nomeadamente a falta de pessoal especializado e equipas técnicas reduzidas   
em que raramente se disponibiliza alguém para este tipo de trabalho. Título: Futebol : da "rua" à competição.Au
Francisco Silveira Ramos.
    Este documento, inserido no contexto referido atrás, tem como um dos seus objectivos realçar a importância da formação específica do Gr de Futebol. Este realce surge

de  uma  revisão  bibliográfica  que  conduziu  à  (1)  caracterização  do  Gr  no  Futebol  moderno,  (2)  diferenças  entre  exercícios  específicos  e  especialização  precoce,  (3)
caracterização  do  treino  com  jovens,  (4)  intervenção  do  treinador,  (5)  definição  de  gestos  técnicos  de  base.  Estes  tópicos  são  fundamentais  para  a  contextualização  da FUTEBOL
formação ampla que se pretende dar e que vai de encontro ás novas exigências deste posto específico.

        Outros  dos  nossos  objectivos  é  de  propor  alguns  exercícios  que  permitam  integrar  a  formação  do  Gr  com  a  da  restante  equipa.  Estes  exercícios  não  pretendem  dar
respostas a todas as necessidades dos jovens praticantes, são apenas exemplos de operacionalização de uma metodologia, a nossa.

    Unitermos: Guarda­redes. Futebol. Treino.

Este trabalho foi realizado por António Natalino Brasil no âmbito da disciplina de Metodologia e Controlo do Treino, do quarto ano da Licenciatura em Educação Física e
Desporto da Universidade de Trás­os­Montes e Alto Douro, leccionada pela Doutor Jaime Sampaio.
 
 
http://www.efdeportes.com/ Revista Digital ­ Buenos Aires ­ Año 10 ­ N° 69 ­ Febrero de 2004 Futebol : a competição começa na rua"

TREINO: FASE PREPARATÓRIA: AQUECIM
http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 2/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
1 / 1  TREINO: FASE PREPARATÓRIA: AQUECIM
JOGOS PRÉ­DESPORTIVOS

I. Introdução JOGO DE FUTEVÓLEI
        "O  jogo  de  futebol  na  actualidade  é,  indiscutivelmente  a  modalidade  desportiva  de  maior  impacto  na  sociedade, JOGO DO FUTEBOL HUMANO
sendo  resultado  da  sua  popularidade  e  da  sua  universalidade.  Todavia,  é  importante  contrastar  que  a  literatura  do JOGO DO MATA
futebol,  quer  ao  nível  da  bibliografia,  quer  ao  nível  de  estudos  de  investigação  aplicada,  não  ocupa  um  lugar  tão JOGO DOS DEZ PASSES
primordial  dentro  do  contexto  desportivo,  como  o  que  é  conferido  ao  próprio  jogo.  Esta  constatação  deve­se
JOGO DA BOLA AO CAPITÃO
fundamentalmente ao abismo demasiado profundo entre a realidade actual do jogo e as fontes que procuram explicar a
sua lógica interna." (Castelo, 1996)
    Em Portugal, o Futebol assume, sem dúvida, o lugar de modalidade principal nos mais variados aspectos. Contudo, TREINO DE GUARDA­REDES
verifica­se que esta dimensão não é acompanhada pela investigação, nomeadamente no que respeita à investigação
REDES SEGURAS
sobre a formação e o treino do Guarda­redes.
ESCOLINHA GUARDA­REDES
        Assiste­se  em  Portugal,  a  uma  discussão  acesa  sobre  as  novas  metodologias  de  treino  que  são  empregues
nalgumas  das  principais  do  país,  e  aos  resultados,  que  estas  novas  metodologias  alcançam,  quando  em  confronto 4KEEPER
com as metodologias ditas tradicionais. GUARDA­METAS
    Este trabalho está direccionado para uma área do conhecimento muito pertinente, uma nova metodologia que visa ESCOLA NÚMERO UM
treino desportivo com jovens, nomeadamente numa função específica do jogo de Futebol que é o Guarda­redes. O PROCESSO DE TREINO DO GUAR
REDES
1.1 Delimitação do problema
    Quando se atenta e se envereda pela delimitação de um problema, qualquer que ele seja, procura­se, certamente, SCOUTING
isolá­lo  de  forma  clara,  simples  e  completa  a  partir  do  objecto  que  o  suscita.  É  alias  da  identificação  prévia  do
problema que depende a sua própria solução (Brito, 1995). SCOUTING
    Nos dias de hoje o Gr não ocupa, apenas, aquele lugar entre os postes, e cuja única missão era deter os remates OBSERVAÇÃO DE EQUIPAS
da equipa adversária. Com a evolução que o jogo sofreu ao longo dos últimos anos, as responsabilidades do Gr tem
sofrido algumas alterações.
CIÊNCIAS DO COMPORTAMENTO
        No  sentido  de  dar  resposta  a  estas  novas  exigências  impostas  pelo  jogo,  torna­se  fundamental  dotar  o  Gr  de
capacidades que lhe permitam cumprir as suas novas funções de uma forma eficaz. CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO
        O  meio  de  potencializar  as  capacidades  no  Gr  é  a  sua  formação  desportiva.  É  este,  pois,  o  objecto  do  nosso
trabalho, a formação do Gr no Futebol moderno. Sabendo nós das dificuldade sentidas pelos clubes responsáveis por
MEDICINA DESPORTIVA
esta  formação,  nomeadamente  a  falta  de  pessoal  especializado  e  equipas  técnicas  reduzidas  em  que  raramente  se
disponibiliza alguém para este tipo de trabalho. RECUPERAÇÕES E ALONGAMENTO
    O Gr continua a ser resultado quase de uma geração espontânea e a sua formação continua a ser feita através de MEDICINA DESPORTIVA
exercícios  isolados  da  restante  equipa,  sendo  apenas  integrado  quando  a  equipa  realiza  situações  de  jogo  ou  de
"finalização".
Gestos técnicos de base do guarda redes

1.2 Objectivos GUARDA­REDES
        Este  documento,  inserido  no  contexto  referido  atrás,  tem  como  um  dos  seus  objectivos  realçar  a  importância  da
formação  especifica  do  Gr  de  Futebol.  Este  realce  surge  de  uma  revisão  bibliográfica  que  conduziu  à  (1)
caracterização  do  Gr  no  futebol  moderno,  (2)  diferenças  entre  exercícios  específicos  e  especialização  precoce,  (3) SITES DE TREINADORES

caracterização  do  treino  com  jovens,  (4)  intervenção  do  treinador,  (5)  definição  de  gestos  técnicos  de  base.  Estes COACH CARLOS CARVALHAL
tópicos  são  fundamentais  para  a  contextualização  da  formação  ampla  que  se  pretende  dar  e  que  vai  de  encontro  ás
LUIS FREITAS LOBO
novas exigências deste posto especifico.
        Outros  dos  nossos  objectivos  é  de  propor  alguns  exercícios  que  permitam  integrar  a  formação  do  Gr  com  a  da
restante equipa. Estes exercícios não pretendem dar respostas a todas as necessidades dos jovens praticantes, são SITE DAS LEIS DE JOGO
apenas exemplos de operacionalização de uma metodologia, a nossa.
LEIS DO JOGO DE FUTEBOL 11 (LIGA
PORTUGUESA)
II. O Gr e o Futebol moderno REGRAS DE FUTEBOL 11 (FPF)
        Tal  como  a  sociedade,  o  Futebol  tem  evoluído  ao  longo  da  sua  história.  À  semelhança  das  outras  modalidades
LEIS DE JOGO DE FUTEBOL 11
desportivas colectivas, esta evolução atingiu, nos últimos anos, níveis muito acentuados devido ao desenvolvimento
REGRAS FUTEBOL 7
verificado nos diferentes factores que influenciam o rendimento no Futebol (Esteves, 2000).
    Para Cabezon (2001), um dos factores que mais influência o rendimento do Gr é o quadro regulamentar a que este
está sujeito, isto é, as leis do jogo. As alterações a que as leis de jogo, referentes ao Gr, tem sido sujeitas atribuíram CURSO DE TREINADORES DE FUTSAL
ao Gr mais responsabilidades e obrigações, contudo provocaram uma maior limitação na possibilidades de actuar do
NÍVEL I: 2004
Gr.
    O Futebol de hoje, o denominado "Futebol moderno", teve a sua origem em Inglaterra no ano de 1863, contudo só
em  1871  surge  no  código  das  leis  de  jogo  a  primeira  referência  ao  Gr,  sendo  que  durante  estes  anos  a  defesa  da CURSO DE TREINADOR DE BASQUETEBO
baliza era feita por qualquer dos jogadores intervenientes. A partir de 1912 o Gr deixou de poder jogar a bola com os
NÍVEL I
membros superiores fora da área de protecção dos atacantes (Esteves, 2000).
       A  regra  dos  quatros  passos  foi  implementada  mais  tarde,  por  volta  de  1991  (Cabezon,  2001).  Em  1997  o  Gr  foi
proibido de jogar a bola com as mãos quando esta é devolvida por algum dos companheiros com qualquer superfície MENSAGEM DO TREINADOR
corporal abaixo do joelho ou lançamento de linha lateral (Esteves, 2000)
    De acordo com Esteves (2000) estas alterações que o Futebol moderno sofreu, foram com o intuito de melhorar a
qualidade de jogo, através do incremento do ritmo que é disputado.
    Segundo Cabezon (1997), os problemas técnico ­ táctico que as novas regras de jogo impõem, exigem um tipo de
GR, em que a única missão não seja impedir o golo permanecendo entre os postes mas também que seja capaz de
intervir na fase de ataque.
    Cabezon (1997) refere ainda que, o Gr moderno está obrigado a intervir no plano técnico ­ táctica e na organização
geral da equipa quer no ataque, quer na defesa. Esta intervenção faz­se, por exemplo, com a solicitação frequente do
jogo  de  pés  (quando  os  seus  companheiros  se  encontram  pressionados  pelo  adversário)  ou  jogando  como  libero
(dando profundidade ao sector defensivo).
    Perante este cenário, o Gr moderno terá de se adaptar, alterando os seus hábitos e apostar numa formação que vá
de encontro às exigências das tarefas e funções que desempenha no Futebol moderno (Cabezon, 1997).

III. Diferença entre exercícios específicos e especialização precoce
        Cada  vez  mais  no  Futebol,  pelas  suas  características  e  evolução  constante  (quer  das  leis  de  jogo,  quer  das
distâncias  e  ritmo  do  jogo),  surge  a  necessidade  da  especificidade  do  trabalho  (exercício),  direccionado  para  as
diferentes funções tácticas e orientado pelos princípios que dão corpo ao modelo de jogo adoptado. Neste contexto, o
Gr assume um papel fundamental. É uma função táctica com exigências especificas e concretas necessitando, deste Seguidores
modo, de uma formação especifica e direccionada para as exigências que lhe são solicitadas pelo jogo.
Seguidores (1)
        Desde  o  momento  que  se  iniciam  na  prática  do  Futebol,  até  atingirem  um  nível  superior,  os  jovens  futebolistas
devem  passar  por  um  processo  de  formação  coerente  em  que  haja  uma  progressão  da  aprendizagem  distribuída  por
diferentes etapas, com objectivos, estratégias e conteúdos adequados ás suas diferentes fases de desenvolvimento.
(Pacheco, 2002) Seguir

3.1 Exercício especifico
        De  acordo  com  Castelo  e  colaboradores  (1996),  o  treino  é  todo  o  processo  que  a  ele  está  inerente,  e  que  visa, Etiquetas
pelos  seus  efeitos,  uma  adaptação  dos  praticantes  ás  condições  que  lhe  são  impostas  pela  competição,  de  modo  a

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 3/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
assegurar: 9 contra 11 (1)
Uma Eficiência máxima; APRESENTAÇÃO (1)

Com um dispêndio mínimo de energia; BOLAS PARADAS (1)
Capacidades Motoras (13)
Uma recuperação rápida.
CÉDULA DE TREINADOR (1)
    "O mais importante no treino é a selecção de exercícios e a execução dos que conduzem, sem falha, ao objectivo
CÉDULA DE TREINADOR/A DE DESP
desejado" (Ozolin citado por Castelo e colaboradores,1996, pg.37). (1)
        Assim  sendo,  exercício  é  em  última  análise,  a  estrutura  base  de  todo  o  processo  responsável  pela  elevação,
Ciências do Comportamento
manutenção  e  redução  do  rendimento  dos  praticantes.  O  seu  efeito  deve­se  fundamentar  numa  repetição  lógica,
CLASSIFICAÇÃO (1)
sistemática  e  organizada  que  permita  desencadear  e  orientar  uma  linha  de  actividade  especifica  (lógica  interna)  e
COORDENAÇÃO (1)
idêntica à modalidade desportiva que se quer aprender, aperfeiçoar e desenvolver (Castelo, 1996).
    Segundo Queiroz (1986) a especificidade do exercício provoca adaptações que são específicas ao tipo de exercício DEFESA (2)
efectuado  e  não  se  limitam  só  a  alterações  fisiológicas,  mas  também  implicações  precisas  dos  factores  técnicos, ESTRATÉGIA (1)
tácticos e psicológicos, e é o elemento principal requerido para obtenção do sucesso. EXERCÍCIO (1)
    Oliveira (1991) refere que a especificidade apenas faz sentido se houver uma permanente e constante relação entre FLEXIBILIDADE (1)
as  diferentes  componentes  psico  ­  cognitivas,  técnico  ­  tácticas,  físicas  e  coordenativas,  em  correlação  permanente FUTEBOL 7 (2)
com o modelo de jogo adoptado e os princípios que lhe dão corpo. JOGO PRÉ­DESPORTIVO (7)
    Ainda de acordo com o mesmo autor, a especificidade tem de passar a ser uma metodologia, uma forma de estar,
LEIS DE JOGO (41)
essencialmente  uma  filosofia  de  treino,  em  que  os  objectivos  e  os  conteúdos  não  basta  serem  situacionais,  têm  de
MARCAÇÃO (1)
que  estar  ligados  a  um  processo  em  espiral  que  forma  uma  realidade  muito  própria.  Assim  sendo,  não  devemos
MEDICINA DESPORTIVA (5)
encarar a especificidade como um fim em si mesmo, mas como uma forma de estruturação intimamente relacionada
com o modelo de jogo, neste caso modelo de formação. Metodologia do Treino (10)
    A importância do exercício especifico surge reforçada quando se pretende racionalizar o tempo de treino. Isto é, no MODELO DE JOGO (1)
sentido  de  maximizar  os  efeitos  do  treino,  dentro  dos  limites  temporais  do  processo  de  treino(quatro  a  cinco  horas MOMENTOS DO JOGO (1)
semanais),surge a necessidade de estimular capacidades especificas variadas, e para o efeito o exercício especifico NUTRICIONISMO (2)
apresenta­se como a solução mais favorável. ORGANISMOS DO FUTEBOL
    Neste sentido, é nossa convicção que na formação de um jovem para desempenhar a função de Gr é fundamental ORGANOGRAMA (1)
a  utilização  de  exercícios  específicos  de  modo  a  que  este  consiga  desenvolver  um  conjunto  de  capacidades
PALESTRA (3)
especificas que lhe permitam dar a melhor resposta perante o jogo.
PLANEAMENTO E PERIODIZAÇÃO D
       Apesar  da  aplicação  dos  exercícios  específicos  é  possível  que  o  seu  desenvolvimento  motor,  cognitivo  e  social TREINO (1)
seja abrangente, apenas lhe direcciona a sua formação para desempenhar uma função táctica especifica.
PSICOLOGIA DESPORTIVA
REGULAMENTO DO CURSO
3.2 Especialização Precoce
ROTATIVIDADE (1)
    No passado era frequente encontrar­mos situações em que eram aplicados modelos de treino a jovens praticantes
como  se  estes  se  tratassem  de  adultos,  com  o  objectivo  de  transformar  esses  jovens  em  pequenos  campeões SCOUTING (1)
colocando em risco o desenvolvimento harmonioso do seu corpo e de uma potencial carreira desportiva. Aqui verifica­ Técnica ­Táctica (10)
se  uma  clara  especialização  precoce  em  que  o  desenvolvimento  desportivo  do  jovem  não  acompanha  o  seu TRANSIÇÕES DEFENSIVAS
desenvolvimento biológico. TRANSIÇÕES OFENSIVAS 
        De  acordo  com  Marques  (1999)  este  tipo  de  especialização  desportiva  caracteriza­se  por  cargas  de  treino  muito TREINO DO GUARDA­REDES
intensas, que promovem rápidos desenvolvimentos da prestação desportiva nas fases iniciais, mas que levam a um
esgotamento  prematuro  da  capacidade  de  rendimento,  promovendo  aquilo  que  se  designa  por  barreiras  de
desenvolvimento. ASSOCIAÇÕES DE FUTEBOL

        Segundo  Añó  (1997)  a  especialização  precoce  define  a  prática  intensa,  sistematizada  e  regular  de  crianças  e ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE BRAG
jovens  antes  das  idades  consideradas  normais.  Este  autor  refere  a  especialização  precoce  como  resultado  da ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE LISB
aplicação de sistemas de treino não adequados ou a utilização literal dos sistemas de treino dos adultos com crianças
ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DO POR
ou  jovens.  Ainda  de  acordo  com  este  autor  os  períodos  pubertário  e  pós­pubertário  são  indicados  como  as  idades
próprias para a especialização desportiva.
SITE DA ARBITRAGEM
IV. Características metodológicas do treino com jovens
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ÁRB
    O treino com crianças e jovens é algo não consensual dentro do mundo do desporto. Desde as idades de iniciação DE FUTEBOL
da prática desportiva nas diferentes modalidades, passando pelos chamados "períodos óptimos" para a estimulação e
desenvolvimento das diversas capacidades ( coordenativas e condicionais), verifica­se que a opinião de vários autores
não é consensual (Añó, 1997). SINDICATOS
       Assim,  neste  capitulo  pretendemos,  caracterizar  alguns  aspectos  de  índole  geral,  sobre  a  conveniência  do  treino SINDICATO DOS JOGADORES
com  crianças  e  jovens,  algo  necessário  tanto  do  ponto  vista  da  criação  de  um  hábito  desportivo  próprio,  como  das PROFISSIONAIS DE FUTEBOL
idades de iniciação do treino e sobre as vantagens e desvantagens (riscos) do treino com crianças.

ORGANISMOS DE FUTEBOL
4.1 A idade de iniciação do treino com jovens
        De  forma  um  pouco  geral  é  necessário,  em  primeiro  lugar,  por  a  descoberto  as  dúvidas  existentes  no  que  diz LIGA PORTUGUESA DE FUTEBOL
respeito à idade de iniciação ou começo do treino de crianças. Este aspecto, segundo Añó (1997),"marcará a duração FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUT
da vida desportiva da pessoa em questão e condicionará também, os conteúdos da planificação".
UEFA: FUTEBOL EUROPEU
    Esta controvérsia é em parte motivada pelas diferenças entre uns desportos e outros; pelas próprias concepções
FIFA: FUTEBOL INTERNACIONAL
do  que  deve  ser  o  treino  com  jovens,  segundo  o  campo  profissional  em  que  se  movem  uns  e  outros,
fundamentalmente pedagogos e/ou treinadores.
ORGANISMOS DO DESPORTO
4.2 Necessidade de um treino adequado
CONFEDERAÇÃO DO DESPORTO DE
        De  acordo  com  Añó  (1997),  o  treino  é  absolutamente  necessário  nos  jovens.  Os  responsáveis  pelo  treino  com PORTUGAL
jovens não podem ignorar a escassez de prática desportiva oficial disponível nas escolas, isto é, a Educação Física
COMITÉ OLÍMPICO DE PORTUGAL
não proporciona aos jovens uma actividade física regular em qualidade e quantidade suficientes para desenvolver nos
COMITÉ OLÍMPICO INTERNACIONAL
jovens o hábito de prática desportiva, a efectividade da aprendizagem e para a resolução dos problemas motores.
SOCIEDADE PORTUGUESA DE MED
        Deste  modo,  torna­se  necessário  prolongar  a  prática  desportiva  para  horários  extra  lectivos  (clubes),  através  do
PORTUGUESA
treino, no sentido de se detectar possíveis talentos desportivos, que através de um planeamento de treino consigam
atingir o alto nível pelo desenvolvimento harmonioso das capacidades de rendimento especificas de cada modalidade
(Añó,  1997).  Assim,  é  de  extrema  importância  que  os  jovens  iniciem  a  actividade  física  nas  idades  apropriadas  de Planeta do Futebol
acordo  com  os  períodos  sensíveis  de  cada  capacidade  de  rendimento,  sem  contudo  arriscar  uma  especialização
precoce que de algum modo possa anular a capacidade de progressão posterior.
    Segundo Añó (1997) o treino deve estar de acordo com a faixa etária dos jovens, isto é, o treino com jovens deve
ser generalizado e multidisciplinar de forma a maximizar as aprendizagens motoras resultantes.

4.3 O treino de crianças deve­se planificar a longo prazo
    De acordo com Añó (1997), o treino com crianças deve planificar­se a longo prazo, porque as crianças não podem
alcançar o máximo rendimento em pouco tempo. O período de aprendizagem é demorado, inclusive nos desportos de
alto rendimento com crianças (Ginástica).
    Buceta (2001) refere como absolutamente conveniente definir o tempo que queremos dedicar a cada um dos blocos
de exercícios, ao longo de cada época, no microciclo ou mesmo na sessão de treino.
    Navarro, citado por Añó (1997), indica que se necessita de 6 a 10 anos para alcançar o alto rendimento desportivo,
o que motiva que o treino com crianças se deva fazer tendo em conta esta perspectiva.

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 4/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
    Cuesta (2001), diz­nos que um dos erros mais comuns é o de dividir a prática dos adultos em fatias e ir ensinando­
as progressivamente, juntando em cada etapa um novo pedaço, na expectativa que no final o jogo seja reproduzido e
os jogadores saibam jogar correctamente. Este autor refere que a solução adequada é pegar na globalidade do jogo e
adapta­la às diferentes idades do processo de formação do jovem.
        Cuesta  (2001)  propõe  os  seguintes  elementos  com  determinantes  para  um  modelo  de  planificação  de  treino  com
jovens, sendo fundamental que o treinador esteja consciente de que não existe uma solução única e universal e que
se pode programar correctamente de várias maneiras :
Determinar  etapas  e  fases  que  se  adaptem  ao  momento  evolutivo  e  que  conduzam  ao  domínio  do  jogo
através da obtenção de êxitos sucessivos;
Propor objectivos e conteúdos para cada fase;
Definir o momento de aplicação e a respectiva duração;
Seleccionar os métodos adequados;
Eleger as formas de avaliação;
Luis Freitas Lobo ­ Planeta do Futebol
Prever mecanismos de correcção e adaptação do processo.
        Segundo  Añó  (1997),  a  planificação  a  longo  prazo  não  se  operacionaliza  facilmente  porque  normalmente  os
Coach Carlos Carvalhal
treinadores não passam mais de dois anos com as mesmas crianças, ao contrário do que por vezes acontece com os
adultos, perdendo­se então a perspectiva de longo prazo do treino com jovens.

V. Intervenção do treinador
        Quem  trabalha  com  jovens  nunca  se  deve  esquecer  que  eles  estão  a  viver  um  processo  de  maturação  física  e
mental,  atravessando  um  momento  importante  da  sua  formação  pessoal,  não  só  desportiva  como  humana.  Deste
modo, o treinador de jovens tem de assumir um comportamento profissional, mesmo que não o seja, desenvolvendo
um  estilo  de  trabalho  e  de  comportamento  próprios  e  assumir  as  suas  responsabilidades  particulares.  Não  tem  de
imitar o treinador de atletas seniores ou de elite (Buceta, 2001).
    As tarefas do treinador de jovens são um desafio permanente, aliciante e ao mesmo tempo recompensador. Trata­
se de uma oportunidade de moldar as vidas de muitos jovens dos quais alguns poderão vir a chegar a ser campeões
mas muitos nunca conseguiram viver esse momento (Campbell, 1998). Deste modo, temos que ter consciência que,
de  todos  os  jovens  que  treinamos  quando  somos  treinadores  de  formação,  poucos  chegaram  a  pertencer  à  elite  do
desporto, daí que seja bastante importante utilizar a prática desportiva também como meio de socialização e formador
de Homens
    Outro aspecto importante para quem treina os jovens é o de compreender que cada atleta tem o seu próprio ritmo
de progressão, pelo que o treinador tem de compreender bem o que está acontecer com cada um e aquilo que cada
atleta precisa. Portanto é o treinador que tem de se adaptar aos atletas e não ao contrário (Buceta, 2001).
    O treinador tem de possuir uma motivação equilibrada, tem de ter paixão pelo trabalho que realiza, mas essa paixão
tem de ser controlada. O treinador não é um adepto mas sim um especialista, um conhecedor profundo do que deve
ser feito (Buceta, 2001).
    De acordo com Buceta (2001) a atitude construtiva dos treinadores de jovens deve reflectir­se em aspectos como
Coach Carlos Carvalhal
os seguintes:
Criar  um  clima  de  trabalho  agradável,  em  que  predominem  os  desafios  atractivos  e  realizáveis  e  os
PORTAL REMATE
comentários positivos;
Admitir que os praticantes não são perfeitos e que, portanto, cometem erros, erros esses que fazem parte
do seu processo formativo;
Assumir que não basta uma ou algumas explicações para que os atletas passem a fazer o que se pretende
(as  demonstrações  são  fundamentais),  para  além  disso,  é  necessário  um  período  de  treino  por  vezes
alargado para que os atletas assimilem a informação que recebem;
Compreender que cada atleta tem o seu próprio ritmo de aprendizagem e respeitar esse ritmo, ajudando­os
a todos, sem menosprezar os que aprendem mais devagar ou com maior dificuldades;
Ter sempre uma perspectiva realista do que se pode e deve exigir aos atletas (não pedir mais do que eles
podem fazer);
Dar valor e assinalar o esforço feito pelos atletas, mais do que os resultados que conseguiram obter;
Concentrar­se nos progressos dos atletas mais do que nos defeitos que ainda possuem e destacar sempre
essa melhoria, em vez de recriminar os pontos fracos; BRAGAFUT
Ter  paciência  quando  as  coisas  não  forem  realizadas  como  se  esperava  e  dar  ânimo  aos  atletas  para
tentem de novo;
Analisar objectivamente os erros dos atletas e as situações difíceis do processo de treino, sempre com o
objectivo de alcançar conclusões produtivas; os erros e as situações difíceis são excelentes oportunidades
para  saber  como  estão  as  coisas,  que  aspectos  se  devem  trabalhar  mais  ou  que  pormenores  devem  ser
alterados;
Aconteça o que acontecer, tratar sempre os atletas com respeito e carinho.
    De acordo com outro autor, Styliano (1999) refere que o treinador deve estar ao serviço dos jovens e nunca servir­
se deles para os seus intentos ou vaidades pessoais. Assim o autor sugere alguns pressupostos que devem orientar o
treino com crianças ou jovens:
Formação, aprendizagem, paciência;
Respeito pela situação concreta de desenvolvimento de cada um;
Conduta exemplar, digna, para poder ser imitada pelos jovens;
Detecção de conflitos do jovem e procura de soluções correctas;
Estruturação dos exercícios a partir de situações iniciais mais simples para outras mais complexas;
Controlo  da  aprendizagem/progressão  para  saber  sempre  se  está  a  ser  devidamente  compreendido,
FUTEBOL TÁTICO
assimilado;
Apelar  para  a  criatividade  individual,  deixar  desenvolver  o  talento,  por  isso,  nunca  procurar  a
especialização precoce, antes porém, ir fazendo vários testes e registando as conclusões;
Os jovens devem ter sempre a cabeça levantada e procurarem corrigir falhas evidentes;
Todas as situações têm de ser apresentadas em forma de jogo/competição;
Criar uma ordem rigorosa, mas aceite com alegria (antes do jogador está o jovem como pessoa).
        Para  além  destas  preocupações  gerais  para  toda  a  equipa,  à  que  dedicar  uma  atenção  especial  ao  Gr,  isto  é,  à
forma  como  o  treinador  intervêm  especificamente  junto  do  Gr,  dos  momentos  de  feedback  e  sobre  que  aspectos
incide esse feedback.
        A  informação  é  transmitida  sempre  no  inicio  do  exercício,  através  de  2  ou  3  critérios  de  êxito  que  serão  a
referência, não só para orientar o desempenho do jovem mas também a observação do treinador.

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 5/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
        Em  cada  momento  de  reorganização  do  exercício  realiza­se  um  reforço  ou  uma  redefinição  dos  critérios  de  êxito
caso os primeiros estejam a ser atingidos com facilidade.
    No final do exercício realiza­se uma avaliação sobre o desempenho e uma ligação do exercício com o próprio jogo.

VI. Definição dos gestos técnicos de base do Guarda­redes de Futebol
Posição básica
    Para Ocaña (1997) o principal objectivo do Gr consiste em evitar que a bola ultrapasse a linha de golo. Para isso
ele intervêm sobre a bola mediante a realização de acções técnicas especificas. Todas as acções técnicas tem o seu
inicio  numa  posição  fundamental  assumida  pelo  Gr,  e  sem  a  qual  seria  muito  difícil  executar  as  acções  técnicas  de
forma correcta.
    Para este autor a posição básica pode ser definida como a forma corporal assumida pelo Gr no sentido de facilitar a
execução das acções técnicas posteriores com a máxima eficácia.
    É fundamental que a execução correcta da posição básica seja feita a partir de um correcto tónus muscular. Assim
a  cabeça  deve  encontrar­se  erguida  de  forma  a  acompanhar  a  bola  com  o  olhar,  o  tronco  ligeiramente  inclinado  à
frente,  braços  ligeiramente  flectidos  e  à  frente  com  as  mãos  à  altura  dos  joelhos,  pernas  semiflectidas  e  afastadas
CLUBES TRANSMONTANOS
formando uma boa base de sustentação, os pés podem assumir duas posições: (a) com toda a superfície plantar em
contacto com o solo; (b) apenas a parte anterior contacta com o solo.(Ocaña, 1997)  ARA: ASSOCIAÇÃO RECREATIVA
ALFANDEGUENSE
CENTRO CULTURAL E DESPORTIVO
ARGOZELO
CLUBE ATLÉTICO MACEDO DE
CAVALEIROS
FUTEBOL CLUBE MOGADOURENSE
GRUPO DESPORTIVO DE BRAGANÇ
GRUPO DESPORTIVO DE POIARES
GRUPO DESPORTIVO DE SENDIM
GRUPO DESPORTIVO DE TORRE DE
MONCORVO
GRUPO DESPORTIVO MIRANDÊS
SPORT CLUBE MIRANDELA
VILA FLOR SPORT CLUBE

SITES TREINADORES

Fig. 1 ­ Superfície plantar para a adopção de uma correcta posição básica (adaptado de Ocaña, 1997). SITE OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO NAC
DOS TREINADORES DE FUTEBOL
Recepção CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DA
        Ocaña  (1997)  refere  a  recepção  como  a  utilização  dos  membros  superiores  de  modo  a  facilitar  a  posse  ou  o ASSOCIAÇÔES DE TREINADORES
controlo da bola com as mãos ou os braços, reduzindo parcial ou totalmente a velocidade da bola.
    A recepção é classificada de acordo com a posição do Gr em relação à trajectória da bola, assim a recepção pode A minha lista de sites
ser:
PLANETA DO FUTEBOL
Recepção alta ZEROZERO
        Realizada  acima  da  linha  dos  ombros,  sempre  à  frente  ou  sobre  o  eixo  longitudinal  corporal,  e  com  os  braços RELVADO
estendidos (Ocaña, 1997). Esta acção técnica pode ser executada em salto ou em apoio e sempre com os polegares GOLO
juntos (mãos em forma de concha).  FUTEBOL 365
MAIS FUTEBOL
FUTEBOL PORTUGAL
TREINADORES DE FUTEBOL
TREINO FUTEBOL
FUTEBOLIS
DESPORTO NO SAPO
TREINO FUTEBOL NET
FUTBOLON
COACH HELPER
FOOTNET
Fig. 2 ­ Posição das mãos para a recepção alta (adaptado de Ocaña, 1997). COERVER COACHING
SOCCER COACHING
Recepção média SITE DA ARA
    Realizada entre a linha dos ombros e a linha da cintura, as mãos situam­se no plano frontal de forma a que o corpo
constitua uma segunda barreira entre a bola e a baliza (Ocaña, 1997). 
A minha Lista de blogues

Futebol Formação
Ação de Formação "Os primeiros socorr
nas lesões do futebol"
Há 1 mês

ARA
ÉPOCA 2004/2005: IZEDA x ARA: 8/05/
Há 4 meses

Preparador Físico Futebol Profissio
RODRIGO POLETTO
TF ­ Mumbai City FC
Há 7 meses

Futebol Tático
O Jogo de Posição e o Counter Pressing
Fig. 3 ­ Proteger sempre a bola com o corpo (adaptado de Ocaña, 1997). Há 1 ano

Gilterlan Ferreira
Recepção baixa Exercício
        Segundo  Ocaña  (1997)  esta  acção  técnica  é  realizada  entre  a  linha  da  cintura  e  solo,  com  um  joelho  flectido  e Há 4 anos
apoiado no chão, o tronco flectido à frente e com os braços estendidos(procura juntar os antebraços). 
Fábio Fernandes ­ Treino de Guarda
Redes
Acompanhe também a nossa Escola na
página do Facebook
Há 4 anos

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 6/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
Mestres do Futebol ­ Aqui só respira
futebol
Adeus definitivo
Há 7 anos

Formação Futebolística, Futebol de 
VITÓRIAS NEM SEMPRE SÃO O MAIS
IMPORTANTE
Há 7 anos

­­­­­ Periodização Tática ­­­­­ "Ningu
tem necessidade daquilo que
desconhece..."

Dicas « Associação Escolinha de
Guarda Redes de Futebol Luís
Fig. 4 ­ Proteger sempre a bola com o corpo (adaptado de Ocaña, 1997). Rodrigues Associação Escolinha de
Guarda Redes de Futebol Luís
Rodrigues
Recepção em queda
        Realizada,  com  qualquer  superfície  corporal  em  contacto  com  o  solo  (queda  lateral)  à  excepção  dos  apoios PRANCHETA DO TÉCNICO ­ Anális
plantares.  Com  os  braços  estendidos,  flexão  e  abdução  da  perna  que  entra  em  contacto  com  o  solo  e  dedos  das Tática ­ desde 10/02/09
mãos afastados (Ocaña, 1997). Para maior segurança, no final da acção técnica, levar a bola ao peito pressionando­a
Desporto
com os braços, antebraços e mãos. 
<< ZONA DE PRESSÃO >>

Coach­Helper.Com

SITES ESTATAIS DO DESPORTO

PRODESPORTO
SECRETARIA DE ESTADO DA JUVEN
DO DESPORTO
INSTITUTO DO DESPORTO DE PORT
Fig. 5 ­ Braços estendidos no prolongamento do corpo (adaptado de Ocaña, 1997).
PORTAL DA JUVENTUDE
Recepção com encaixe DESPORTO ESCOLAR
    Para Ocaña (1997) a recepção com encaixe pode ser definido como a acção técnica que possibilita ao Gr a posse
da  bola  através  de  uma  única  acção,  reduzindo  totalmente  a  velocidade  da  bola  através  do  contacto  desta  contra  o
CLUBES NACIONAIS
peito e a simultânea pressão realizada pelos antebraços e mãos contra o corpo do Gr. 
SPORTING CLUBE DE ESPINHO
FUTEBOL CLUBE DO PORTO
SPORT LISBOA E BENFICA
SPORTING CLUBE DE PORTUGAL

JORNALISMO DESPORTIVO

ASSOCIAÇÃO DOS JORNALISTAS DE
DESPORTO
A BOLA
O JOGO
RECORD
MARCA (ESPANHA)
AS (ESPANHA)
SPORT (ESPANHA)
LA GAZZETTA DELLO SPORT (ITÁLIA
SPORT BBC (INGLATERRA)
Fig. 6 ­ É importante que a acção dos braços e antebraços seja coordenada com o impacto da bola no peito(adaptado
L´ÉQUIPE (FRANÇA)
de Ocaña, 1997).
SPORT (FRANÇA)
    A recepção com encaixe diferencia­se das outras acções técnicas por utilizar o peito como superfície corporal de
na realização do gesto técnico.
    Esta acção técnica é classificada como: MULTIMÉDIA: TELEVISÃO

PONTAPÉ DE SAÍDA
Recepção com encaixe médio 
LIGA DOS ÚLTIMOS

TELEVISÃO

SPORT TV
EUROSPORT
TVI
RTP
SIC

Arquivo do blogue

►  2013 (1)
►  2011 (17)
▼  2010 (84)
▼  Dezembro (66)
NUTRICIONISMO
Fig. 7 ­ Encaixe médio (adaptado de Ocaña, 1997).
MEDICINA DESPORTIVA:
NUTRICIONISMO
Recepção com encaixe em queda 
MEDICINA DESPORTIVA
GESTOS TÉCNICOS DO GUARDA­
MEDICINA DESPORTIVA:LESÕES 
FUTEBOL
MEDICINA DESPORTIVA

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 7/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
PALESTRA
METODOLOGIA DE TREINO: TREIN
GUARDA­REDES
METODOLOGIA DE TREINO: TREIN
GUARDA­REDES
CAPACIDADES MOTORAS:
PLANEAMENTO E PERIODIZAÇ
CAPACIDADES MOTORAS:
COORDENAÇÃO
Fig. 8 ­ Encaixe em queda (adaptado de Ocaña, 1997). CAPACIDADES MOTORAS:FLEXIB
METODOLOGIA DE TREINO/TÉCN
Desvios TÁCTICA
        De  acordo  com  Ocaña  (1997)  os  desvios  são  acções  técnicas  que  consistem  em  modificar  a  trajectória  e/ou  o
LEIS DE JOGO
sentido da bola, dando­lhe uma direcção determinada com propósito defensivo.
    Os desvios podem ser classificados de acordo com a superfície de contacto com a bola, deste modo temos: TRINCO OU PIVOT DEFENSIVO: C
CARVALHAL
Desvios  com  a  mão  ­  realiza­se  quando  a  bola  descreve  uma  trajectória  área,  o  contacto  com  a  bola  é
ESTRATÉGIA: CARLOS CARVALHA
precedido de um deslocamento frontal e nunca deve ser efectuado em apoio. Esta acção técnica deve ser
utilizada quando a recepção da bola seja inadequada ou quando a sua posse não seja garantida. MOMENTO DE TRANSIÇÃO DEFEN
CARLOS CARVALHAL
Desvios com o pé ­ com o novo quadro de regulamentos esta acção técnica foi valorizada.
BOLAS PARADAS: MARCAÇÃO:CA
    Alguns dos erros mais comuns são desviar a bola para as zonas centrais e desviar a bola sem contudo a tirar do CARVALHAL
centro do jogo. CAPACIDADES MOTORAS:FORÇA
CAPACIDADES MOTORAS: RESIST
Colocação e orientação
    Para Cabezón (2001) a colocação do Gr é fundamental para o correcto desempenho da sua função táctica. O Gr TÉCNICO­TÁCTICA
deve modificar a sua colocação em função da direcção da bola, dos seus companheiros e dos seus adversários. METODOLOGIA DO TREINO
        O  conceito  de  orientação  do  Gr  surge  quando  este  se  desloca  no  terreno  com  o  objectivo  de  intervir  no  jogo.
REGRAS DE FUTEBOL 7
Cabezón (2001) refere como pontos de referência para a orientação do Gr as esquinas da grande área, o semi­circulo
da grande área e a marca da grande penalidade. MODELO DE JOGO SEGUNDO CA
CARVALHAL
    Ocaña (1997) refere que a colocação e orientação do Gr quando a equipa se encontra em posse de bola deve ter
em atenção: FALTA DEPOIS DE JOGAR A BOLA

Evitar abandonar as zonas centrais da grande área; UM JOGADOR QUE QUEBRA A BA
DE CANTO
Situar­se no semi­circulo da sua grande área, com o objectivo de dar profundidade à sua linha defensiva.
ARBITRO DÁ CONTINUIDADE AO 
DE JOGO
Saídas FORA DE JOGO
        Esta  acção  técnica  é  realizada  pelo  Gr  quando  saí  da  sua  área  de  protecção  no  sentido  intervir  sobre  a  bola
POSIÇÃO DE FORA DE JOGO
utilizando para tal um gesto técnico especifico (recepção ou desvios).
    A execução técnica da saída divide­se em dois momentos distintos, (a) o deslocamento e (b) a intervenção sobre a SAÍDA DO JOGADOR DO JOGO
bola. A bola encontra­se na posse do adversário que a conduz na direcção da baliza. Na acção de condução de bola, APLICAÇÃO DA LEI DA VANTAGEM
diferencia­se dois momentos, (1) um em que a bola se encontra fora do controlo motor do atacante (2) e outro em que O JOGADOR SUPLENTE QUER FA
o jogador está em contacto com a bola. É pois, no primeiro momento (1) que o Gr deve intervir sobre a bola, de forma LANÇAMENTO
rápida e decidida. 
O GUARDA­REDES AGARRA A BO
COM AS MÃOS DO PASSE ...
FALTA SOBRE O GUARDA­REDES
SIMULAÇÃO
EXPULSÃO DE UM JOGADOR
SUBSTITUIDO
NÃO RESPEITAR A DISTÂNCIA
REGULAMENTAR
FALTA PRÓXIMA DA ÁREA DE
PENALIDADE
SIMULAÇÃO DE UMA LESÃO
CELEBRAÇÃO DE UM GOLO
GANHAR VANTAGEM DA SUA POS
JOGADOR COM A CHUTEIRA NA M
O quarto Árbitro
Fig. 9 ­ Momento da intervenção do Gr sobre a bola (adaptado de Ocaña, 1997).
       As  saídas,  com  orientação  defensiva,  classificam­se  de  acordo  com  o  tipo  de  deslocamento  feito  pelo  Gr,  assim A Área Técnica
temos: Procedimentos para encontrar o ve
de um jogo...
Saída frontal ­ deslocamento frontal.
LEIS DE JOGO: Lei 17 ­ Pontapé de
Saída lateral ­ deslocamento lateral.
LEIS DE JOGO: Lei 16 ­ Pontapé de

Reposição de bola em jogo LEIS DE JOGO: Lei 15 ­ Lançament
    Ocaña (1997) define­a como a acção realizada pelo Gr em posse de bola com o objectivo de dar continuidade ao LEIS DE JOGO: Lei 14 ­ Pontapé de
jogo. Em função da superfície corporal utilizada para a realização do gesto técnico, pode­se classificar a reposição de penalidad...
bola em jogo como reposição com o pé e reposição com a mão. Leis do Jogo:Lei 13 ­ Pontapés­livre
Lei 12 ­ Faltas e incorrecções
Reposição com o pé
Lei 11 ­ Fora­de­jogo
        Para  uma  correcta  execução  deste  tipo  de  reposição  é  fundamental  que  o  Gr  realize  em  simultâneo  um
deslocamento frontal e uma extensão completa do braço que lança a bola para o pé.  Lei 10 ­ Marcação de golos
LEIS DE JOGO: Lei 9 ­ Bola em jogo
fora
LEIS DE JOGO:Lei 8 ­ Pontapé de s
recomeço d...
LEIS DE JOGO:
LEIS DE JOGO:Lei 6 ­ Os Árbitros
Assistentes
LEIS DE JOGO:Lei 5 ­ O Árbitro
LEIS DE JOGO:Lei 4 ­ Equipamento
Jogadores
LEIS DE JOGO:Lei 3 ­ Número de
jogadores

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 8/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
LEIS DE JOGO:Lei 2 ­ A bola
LEIS DE JOGO: Lei 1 ­ O Terreno de
CAPACIDADES MOTORAS: VELOC
CAPACIDADES MOTORAS
LEIS DE JOGO
CAPACIDADES MOTORAS

►  Novembro (15)
►  Outubro (3)

Número total de visualizações de página

Fig. 10 ­ Deslocamento frontal e extensão completa do braço que lança a bola para o pé (adaptado de Ocaña, 1997). 3 0 8 4 0
    Alguns dos erros mais comuns na realização da reposição de bola com o pé são:
Flectir o braço que lança a bola;
Executar a reposição para fora do terreno de jogo;
Realizar o gesto técnico a partir de uma posição estática.

Reposição com a mão
    Como critérios de execução para este gesto técnico o autor refere a extensão completa do braço e o olhar dirigido
para a zona alvo. 

Fig. 11 ­ Extensão completa do braço e olhar dirigido para a zona alvo (adaptado de Ocaña, 1997).
    Alguns dos erros mais comuns na realização da reposição de bola com a mão são:
Flectir o braço que executa;
Realizar um lançamento de precisão em que a bola contacta com o solo antes de contactar com o jogador.

VII. Proposta metodológica de exercícios para os gestos técnicos de base.
Exercício 1 

Forma ­ fundamental III
Numero ­ Gr + 1 + (J) x 1 + Gr
Espaço ­ 35 x 20 metros
Preocupações ­ Saídas, recepções, colocação e orientação.
Descrição ­ jogo reduzido no sector central (35 x 20 metros) em que a equipa em posse de bola e em superioridade
numérica, após realizar 5 passes consecutivos invade a área atacante adversária, e sem oposição tenta finalizar.

Exercício 2 

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 9/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010

Forma ­ fundamental III
Numero ­ Gr + 1 (J) x 1 + Gr
Espaço ­ 35 x 20 metros
Preocupações ­ Saídas, recepções, colocação e orientação.
Descrição  jogo  reduzido  no  sector  central  (35  x  20  metros)  em  que  a  equipa  em  posse  de  bola  e  em  superioridade
numérica procura o golo com remates de fora da área tracejada.

Exercício 3 

Forma ­ fundamental III
Numero ­ Gr + 2 + (J) x 2 + Gr
Espaço ­ 30 x 30 metros
Preocupações ­ Saídas, recepções, colocação e orientação.
Descrição ­ jogo reduzido, em que não existe oposição nas faixas laterais, sendo obrigatório que o jogador em posse
de bola e que nelas se encontre fazer cruzamento das zonas demarcadas. A equipa em posse de bola encontra­se em
superioridade numérica.

Nota
    Estes exercícios são apenas um exemplo de uma metodologia de integração do treino de Gr no processo de treino
de uma equipa de futebol. Não resolvem todos os problemas, mas puderam dar uma orientação ao trabalho realizado
na formação do jovem Gr de Futebol.

Bibliografia
Añó, V. (1997); Planificación y Organización del Entrenamiento Juvenil; Editorial Gymnos; Madrid.
Brito,  J.  (1995);  "A  Decisão  Técnico­Táctica  no  Jogador  de  Futebol,  Estudo  comparativo  dos  processos
perceptivo­cognitivos inerentes à decisão técnico­táctica em sujeitos dos 12 aos 18 anos, federados e não
federados em futebol", Monografia da Lic. em Ed. Física e desporto. UTAD, Vila Real.
Buceta,  J.  (2001),  Comportamento  do  Treinador  de  Jovens  no  Treino;  Seminário  internacional  Treino  de
Jovens "Melhores treinadores para uma melhor prática"; edições CEFD; Lisboa.
Cabezón,  J.  M.  (2001),  Proposta  de  un  modelo  de  entrenamiento  del  portero  de  fútbol
moderno; http://www.efdeportes.com/ Revista Digital Efdeportes ­ Buenos Aires ­ Año 7 ­ N° 38 ­ Julio de
2001
Campbell,  S.  (Junho,  1998);  A  função  do  treinador  no  desenvolvimento  do  jovem  atleta;  Revista  Treino
Desportivo Ano I, Nº 3, 3ª série.
Castelo, J. (1996); Futebol, a organização do jogo; edição do autor; Lisboa.
Castelo, J. e colaboradores (1998); Metodologia do Treino Desportivo; edições FMH; Lisboa.
Cuesta, J. G. (2001); Processos de aprendizagem ­ da iniciação à alta competição; seminário  Internacional
| "melhores treinadores para uma melhor prática"; Edições CEFD; Lisboa
Esteves, A. (2000); A importância do treino especifico no guarda­redes de futebol; Tese monográfica, Utad,
Vila Real
Marques,  A.  (1999);  Crianças  e  Adolescentes  Atletas:  entre  a  Escola  e  os  Centro  de  Treino...entre  os
Centro de Treino e a Escola!; Seminário Internacional Treino com Jovens; edições CEFD; Lisboa.
Oliveira,  J.  (1991):  Especificidade,  o  Pós  ­  Futebol  de  Pré  ­  Futebol.  Um  factor  condicionante  do  alto
rendimento desportivo.; Tese monográfica, FCDEF, Porto
Pacheco, R. (2002); Ensino do Futebol, Etapas a Percorrer; Revista Training nº 7; pag. 22 ­ 25.
Queiroz, C. (1986); Estrutura e Organização de Exercícios de Treino em Futebol; Federação Portuguesa de
Futebol; Lisboa.

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 10/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
Styliano,  A.  (1999);  Futebol  juvenil  ­  um  diálogo,  uma  necessidade  ou  uma  exigência  do  futuro?;  Revista
Training 0/bis/99

1ª fase: Saída curta ou em profundidade 

 A saída de bola pode ser feita em construção (saída curta), com a equipa a abrir em largura e em profundidade em linhas
transversais e longitudinais.
A finalidade é sair a jogar para a bola entrar no meio­campo de forma a se poder preparar o jogo. Neste caso, temos um exemplo de
saída curta com o guarda­redes, que pode endossar a bola aos defesas­centrais, laterais ou ao médio­defensivo que baixa para
receber entre os centrais.
Pede­se aos companheiros de equipa que criem possibilidades de recepção para se manter a posse de bola.
Os passes directos entre laterais são desaconselhados por representarem linhas de perigo.
Os passes diagonais entre centrais e laterais representam uma linha segura.
A saída de bola pode também ser feita em profundidade.
Pode­se sair a jogar, através da defesa, de forma a que a bola entre directamente no ataque ou o próprio guarda­redes pode bater a
bola longa, em zonas estratégicas (por exemplo: sobre a ala ou no ponta­de­lança).

2ª fase: Circulação de bola 

– criação de espaços
 O objectivo é criar abertura de espaços na estrutura defensiva adversária e tirar partido dessa desorganização defensiva para
colocar a bola.
Neste momento, pede­se compactação ofensiva, ocupação espacial (campo grande), ocupar os corredores laterais e centrais,
valorização da posse de bola, aparecimento de linhas de passe, triângulos, retirar a bola da zona de pressão, circulação da bola na
horizontal, paciência, sem ansiedade, sem forçar o passe e, sempre exploração do lado fraco do adversário, executar o jogo vertical
no momento adequado, buscar as diagonais, fazer o jogo posicional entre os jogadores. Seguem alguns exemplos:
 Os médios devem posicionar­se de forma a criar espaços (neste caso, avançam e arrastam os médios contrários, permitindo ao
médio­defensivo receber sem marcação e virar­se de frente para o jogo; mas há muitas outras movimentações possíveis):

Publicada por João Nunes à(s) 20:02  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: TREINO DO GUARDA­REDES

MEDICINA DESPORTIVA:LESÕES NO FUTEBOL
LESÕES
­Fraturas;
­Pubalgia;
­Roturas musculares;
­Roturas dos ligamentos do joelho;
­Entorses;
­Estiramentos e distenções

Fratura Exposta

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 11/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010

O que é uma fratura exposta?
Geralmente vemos as pessoas leigas contarem que alguém sofreu uma fratura exposta, relacionando­a a um caso muito grave, ou
quando ocorre uma deformidade muito grande do membro afetado. Na verdade, a fratura é considerada exposta quando o osso ao
quebrar perfura a pele, entra em contato com o ambiente (podendo entrar em contato com terra, grama, asfalto, dependendo do local
em que a pessoa estava ao fraturar o osso), restando um ferimento na pele, de tamanho variável, com ou sem osso exposto. Isto
porque muitas vezes o osso perfura a pele e volta para seu envólucro tecidual, confundindo quem atende a urgência, que pode
pensar tratar­se de um simples ferimento, bastando suturá­lo, quando o mais correto seria operar a fratura, abrindo, limpando toda a
sujeira encontrada, desde a abertura da pele até o osso, e fixando, se possível, o osso.
A fratura exposta é classificada em vários graus, desde um pequeno ferimento na pele de menos de 1 cm, até o caso mais grave,
com ruptura de vasos e nervos do membro afetado.
O que mais importa para o traumatologista (e para qualquer pessoa que atender uma fratura exposta) é o grau de lesão dos tecidos
moles (vasos, nervos, músculos, pele) pois nada adianta termos na frente uma fratura simples, fácil de fixar na teoria, se a pele
estiver macerada, ou se houver perda de cobertura muscular, ou ainda se um ou mais nervos responsáveis pelo comando motor
e/ou sensibilidade do membro estiver roto, ou até mesmo se uma lesão da artéria principal (que nutre o membro) tiver ocorrido.
Estes fatores é que na verdade vão predizer a gravidade e o potencial de recuperação do membro comprometido.
Quando presenciarmos um caso destes, após chamarmos uma equipe de socorro, caso vejamos uma ferida com grande
sangramento, não devemos garrotear o membro e sim fazer compressão no ferimento para tentar estancar o sangramento. Depois a
equipe especializada em resgate fará o resto.

A pubalgia é uma lesão frequente na prática de qualquer actividade desportiva.
 
 Esta lesão origina­se na zona abdominal e é caracterizada por dores intensas após a
actividade física. 
O osso da púbis é um dos ossos da bacia pélvica que oferece sustentação aos órgãos
abdominais. A dor originada na púbis tem diversas causas, como por exemplo, o treino
intenso o que provoca inflamação e dor. 
A Prevenção envolve programação dos treinos por especialistas dando atenção
especial ao equilíbrio articular e muscular da pelve. 
O Tratamento baseia­se no repouso, anti­inflamatórios e fisioterapia. 
 
Distensões  
 
As distensões ocorrem, normalmente, em situações de grande esforço muscular
explosivo, em curtos períodos de tempo. 
Quando a força sobre o músculo excede a sua resistência natural pode haver ruptura, como em casos
de sobrecarga durante a tracção muscular excêntrica. 
As distensões costumam ocorrer nos músculos que movimentam duas articulações, como os músculos
posteriores da coxa, que flexionam o joelho e estendem a articulação dos quadris. 
Podem ser classificadas de acordo com o grau da ruptura: o primeiro e segundo graus envolvem ruptura
parcial, e o terceiro refere­se a rupturas completas ou separação. 
­Sintomas 
1.Dor aguda no momento da lesão e durante a contracção do músculo. 
2.Em rupturas parciais, a dor resultante pode inibir a contracção muscular. Em rupturas completas, os
músculos são incapazes de se contrair por questões mecânicas. 
3.Em rupturas parciais, algumas vezes é possível palpar o defeito muscular durante o exame. Em
rupturas completas, o defeito pode ser palpado ao longo de todo o ventre muscular (semelhante a um
pequeno tumor). 
4.Sensibilidade e inchaço localizados são frequentes na região afectada. 
 
­Cicatrização 
 
Quando um músculo é excessivamente distendido, as fibras musculares e os vasos sanguíneos
rompem­se. As extremidades rompidas retraem­se, e a área lesada é preenchida por sangue.
No inicio, haverá inflamação e, em seguida, reabsorção do sangue. O reparo envolve a
formação de novas fibras musculares (regeneração) e, simultaneamente, produção de tecido
cicatricial (tecido de granulação). 
Deste modo, é importante que, após a lesão, o paciente siga um programa de reabilitação a
longo prazo. 
 
 
 
 
Entorse do Tornozelo ­ Prevenção e Tratamento 
As entorses do tornozelo constituem das lesões
desportivas mais comuns no futebol, sendo
entendidas como uma rotura dos ligamentos (o tecido
elástico resistente que liga os ossos entre si).
Costumam ocorrer quando o pé roda para fora,
fazendo com que a planta do pé fique virada para o
outro pé, sendo a mais comum a entorse externa, em
grande parte devido à anatomia óssea. Como
principais factores de risco temos os ligamentos
frouxos no tornozelo, músculos fracos, as lesões dos
nervos da perna, o terreno em mau estado e condições do calçado (por exemplo pitons das
botas gastos), constituindo um aumento do risco de entorse. 

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 12/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
A gravidade da entorse depende do grau de estiramento ou de rotura dos ligamentos. Numa
entorse ligeira (grau 1), os ligamentos podem estirar­se, mas de facto não se dilaceram, não
costuma doer ou inchar em demasia, contudo, uma torção ligeira aumenta o risco de uma
lesão recorrente. Numa entorse moderada (grau 2), os ligamentos rompem­se parcialmente. A
inflamação e os hematomas são frequentes. Em geral, é dolorosa e torna­se difícil andar. Na
entorse grave (grau 3), os ligamentos dilaceram­se completamente, causando inchaço e por
vezes hemorragia sob a pele e fractura óssea.
O tratamento depende da gravidade da entorse. Em geral, as torções ligeiras tratam­se
envolvendo o tornozelo e o pé com uma ligadura elástica, aplicação de gelo na zona, elevando
o tornozelo(método RICE), à medida que os ligamentos se curam, aumenta­se de forma
gradual o número de exercícios de elasticidade e reforço muscular. Nas entorses moderadas
usa­se habitualmente um apoio/tala de gesso que imobiliza a parte inferior da perna. Nas
lesões graves, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica, mas existe controvérsia sobre
este tipo de cirurgia, pois a reconstrução cirúrgica não é mais eficaz que o tratamento sem cirurgia. Numa fase posterior é
necessário elaborar um plano de tratamentos por forma restabelecer o movimento, fortalecer os músculos e melhorar o equilíbrio e
resposta neuro­muscular, antes de voltar à actividade desportiva. 
Os atletas cujos tornozelos se torcem com facilidade, o melhor tratamento é a prevenção, pois podem evitar as lesões a fazendo
sempre um bom aquecimento e acima de tudo utilizando ligaduras funcionais/pés elásticos, sendo ainda fundamental a minimização
dos factores de risco.

Tragédias no Futebol - Lesões e Mortes

Publicada por João Nunes à(s) 17:38  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: MEDICINA DESPORTIVA

MEDICINA DESPORTIVA
22/12/2010
PRIMEIROS SOCORROS

ENB Escola Nacional de Bombeiros Video Posição Lateral de Segurança

Posição Lateral de Segurança 

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 13/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010

Excepto nos casos de suspeita de fractura da coluna vertebral ou do pescoço, vire o corpo da vítima inconsciente, mas ainda a
respirar, para a posição lateral de segurança, o que impedirá que sangue, saliva ou a língua obstruam as vias respiratórias. 
­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
Como colocar uma vítima na posição lateral de segurança

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
1.Ajolhe­se ao lado da vítima, volte­lhe a cabeça para si e incline­a para trás para lhe abrir as vias respiratórias.
­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
2.Estenda ao longo do corpo da vítima o braço que ficar mais perto de si. cruze o outro braço sobre o peito. Cruze a perna mais
afastada sobre a que está mais próxima. 

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
3.Ampare a cabeça da vítima com uma das mãos e com a outra agarre­a pela anca mais afastada. 

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
4.Vire a vítima de bruços, puxando­a rapidamente para si e amparando­a com os joelhos. 

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
5.Puxe a testa da vítima para trás, de modo a que a garganta fique direita. Assim, as vias respiratórias manter­se­ão desimpedidas,
o que permite que a vítima respire livremente..

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
6.Dobre o braço que fica mais próximo de si para lhe sustentar o tronco. Dobre a perna mais próxima para servir de apoio ao
abdómen. Retire o outro braço de debaixo do corpo. 

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
7.Telefone para providenciar uma ambulância. (112) 

­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­

Se a vítima for pesada
­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
Agarre­a pela roupa à altura das ancas com ambas as mãos e vire­lhe o corpo contra os seus joelhos. Se possível peça ajuda a
uma segunda pessoa para que ampare a cabeça da vítima enquanto faz rolar o corpo. 
­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­

Quando há fractura de um braço ou de uma perna
­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­
Quando há fractura de um braço ou de uma perna ou por qualquer motivo esse membro não puder ser utilizado como apoio da
vítima na posição lateral de segurança, coloque um cobertor enrolado debaixo do lado ileso da vítima, o que elevará o corpo desse
lado e deixará as vias respiratórias desimpedidas.

Publicada por João Nunes à(s) 16:18  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: MEDICINA DESPORTIVA

PALESTRA
20/12/2010

PALESTRA 
VITOR FRADE: F.C.PORTO 

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 14/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010

VITOR FRADE

Publicada por João Nunes à(s) 16:17  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google


Etiquetas: PALESTRA

METODOLOGIA DE TREINO: TREINO DO GUARDA­REDES

Treinamento de goleiro - reportagem globoesporte

St. Louis Goalkeeping Academy elite training

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 15/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010

34 Soccer Goalie Drills

Treino de Guarda Redes - Seminário S.L.Ben ca (Parte 1)

Publicada por João Nunes à(s) 16:13  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: TREINO DO GUARDA­REDES

METODOLOGIA DE TREINO: TREINO DE GUARDA­REDES
18/12/2010

TREINADORES DOS GUARDA­REDES DO F.C.PORTO 
WIL COORT: FCP Equipa Principal 
DANIEL CORREIA FCP Camadas Jovens FCP
ATRASO DE BOLA AO GUARDA­REDES 

TREINO DE GUARDA-REDES

2 TIPOS DE GUARDA­REDES
1º GUARDA­REDES REACÇÃO
2º GUARDA­REDES ANTECIPAÇÃO 

Posicionamento lateral: Quando a jogada se desenrola pela lateral

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 16/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010

No Remate o Guarda­Redes deve dar um pequeno passe à frente para defender

Publicada por João Nunes à(s) 15:56  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: TREINO DO GUARDA­REDES

quarta­feira, 15 de dezembro de 2010

CAPACIDADES MOTORAS: PLANEAMENTO E PERIODIZAÇÃO DO
TREINO
Planeamento e periodização do treino
Pressupostos do planeamento:
­ Avaliação prévia 
­ Avaliação dos jogadores e da equipa 
­ Informações sobre as condições de treino
­ Definição dos objectivos específicos
­ Calendário competitivo
Periodização do treino
­ Períodos (Objectivos)
­ Duração (anual; periódica; semanal; diária)
Planeamento e periodização do treino
Pressupostos do planeamento:
­ Avaliação prévia 
­ Diagnóstico
­ prognóstico 
­ Avaliação dos jogadores e da equipa 
Características dos jogadores: 
­ quem são? 
­ Como são? 
­ como estão? 
­ quantos são? 
Planeamento e periodização do treino 
Pressupostos do planeamento: 
Informações sobre as condições de treino: 
Recursos materiais; 
Recursos humanos; 
Apoio logístico; 
Recursos económicos; 
Tempo de preparação 
Definição dos objectivos específicos:
Objectivos; (grandes metas, objectivos intermédios; hierarquização dos objectivos)
Caracterização dos adversários.
­ Calendário competitivo:
Caracterização do quadro competitivo;
Planeamento e periodização do treino
Periodização do treino
­ Períodos (Objectivos)

­ Duração (anual; periódica; semanal; diária)

PLANIFICAÇÃO DO TREINO A LONGO PRAZO

Passos para confeccionar um plano a longo prazo
1­Umas linhas breves sobre os aspectos mais significativos do rendimento no
desporto e qualquer outra informação relevante. 
2­Objectivos gerais do plano claramente especificados. 
3­Objectivos específicos das diferentes etapas de treino que compõem o plano. 
4­Determinar as características qualitativas básicas de treino em cada etapa. 
5­Determinar as características quantitativas do treino em cada etapa. 
6­Apresentar um modelo de periodização característica por cada etapa de treino. 
7­Apresentar os testes e controles de cada etapa que permitirão controlar o
desenrolar do plano. 
8­Planificar o tipo e frequência do controle médico. 
Determinação das etapas (PLP) 
O número e a duração das etapas deve ser planeado de acordo com: 
­ critérios de maturação 
­ evolução do rendimento segundo a idade
­ características da especialidade
Cada etapa deve ter objectivos específicos e características de treino próprias
As idades das diferentes etapas dependem dos factores de rendimento da especialidade
Planeamento e periodização do treino
Periodização do treino
Raul Oliveira: Como opção a este tipo de periodização convencional surgiu, principalmente, na última década um tipo de
periodização que considero mais pertinente e mais adaptada aos reais problemas e necessidades do futebol, esta é apelidada de
"periodização táctica" e segundo Carvalhal (2003) a mesma destaca­se por: Dar primado é a contextualização.
A componente táctica surge como o núcleo central de preparação.
O Modelo de Jogo Adoptado impõe uma coordenatividade muito própria, estando subjugada à dimensão táctica as restantes
dimensões, técnica ,física e psicológica.
O princípio da Especificidade é quem dirige a Periodização Táctica.
O meio de operacionalizar o Modelo de Jogo são os exercícios Específicos. Exercícios desenvolvidos com Intensidade em
concentração, de acordo com o Modelo de Jogo Adoptado, estes, serão o meio mais eficaz para adquirir uma forte relação entre
mente e hábito.
A operacionalizaçãodo do treino reclama a utilização de exercícios Específicos desde o primeiro dia.

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 17/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
Planeamento e periodização do treino
Periodização do treino
Impõe­se uma inversão no binómio Volume­Intensidade, a Intensidade é quem "comanda", e o Volume, é o somatório de fracções
de máxima intensidade (Volume da qualidade) de acordo com o Modelo de Jogo Adoptado. 
Esta periodização reclama o Princípio da Estabilização, de forma a permitir os Patamares de Rendibilidade
A Estabilização da Forma Desportiva consegue­se com base na estruturação de um determinado microciclo, onde o grau de
desgaste semanal seja similar de semana para semana.
A estrutura básica do microciclo deve manter­se (os momentos de treino, a duração, etc), o que leva a uma estabilização de
rendimento.
Faz sentido falar em forma desportiva colectiva. Esta, está ligada ao jogar (bem) de acordo com o Modelo de Jogo Adoptado, a
referência que serve como indicador é "jogar melhor".
São várias as diferenças que separam a periodização convencional da periodização táctica, como poderemos confirmar através dos
gráficos seguintes:
Planeamento e periodização do treino
São várias as diferenças que separam a periodização convencional da periodização táctica, como poderemos confirmar através dos
gráficos seguintes:

Unidade de treino
Época____________ Escalão_________ Sessão____________ Data___________
Local_________________ hora________________

Objectivo (dominante): _______________________________________________________________________
Recursos materiais:
________________________________________________________________________

MICROCICLO

MACROCICLO

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 18/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010

PLANO ANUAL:

MACROCICLO
 
MESOCICLO 

MICROCICLO

SISTEMA:

Publicada por João Nunes à(s) 15:34  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: Capacidades Motoras, PLANEAMENTO E PERIODIZAÇÃO DO TREINO

CAPACIDADES MOTORAS: COORDENAÇÃO
CAPACIDADES COORDENATIVAS 

IMPORTÂNCIA DAS CAPACIDADES COORDENATIVAS 

O jogo de futebol e naturalmente cada um dos jogadores são confrontados com uma grande diversidade de informações e
complexidade de situações com ou sem bola que justificam uma interacção entre o sistema perceptivo e a velocidade de reacção
ou resposta motora. Assim, toma­se cada vez mais importante o trabalho a desenvolver no domínio da velocidade de reacção, na
selecção e tratamento das informações e no controlo dos deslocamentos.
O jogador de elevada capacidade revela­se, cada vez mais, através da sua capacidade de antecipar as decisões, na capacidade de
orientação face à movimentação dos adversários ou à trajectória da bola ou na condução rápida da bola à custa de um elevado grau
de automatismos (não sendo por isso necessário olhar para ela). Estas capacidades que designamos por coordenativas podem e
devem ser desenvolvidas no futebol, contribuindo, desta forma, para uma maior disponibilidade do jogador do ponto de vista mental,
cognitivo, consubstanciada numa maior velocidade de reacção, de execução e, mesmo, eficácia

CAPACIDADES COORDENATIVAS 
Em termos globais, são capacidades que permitem coordenar os gestos motores mais complexos, utilizar racionalmente as
habilidades motoras adquiridas e adaptá­las rapidamente às novas situações. Estas capacidades permitem executar movimentos de
forma coordenada, eficaz e precisa, de acordo com tarefas e objectivos propostos, tanto em situações previsíveis como
imprevisíveis. Podemos, também, relacionar as capacidades coordenativas com uma maior facilidade e rapidez na aprendizagem
motora ou, ainda, na regulação eficaz da tensão muscular quer no tempo, quer no espaço. 
Carvalho (1987), ao abordar o conceito de capacidades coordenativas afirmava o seguinte: "As capacidades , coordenativas são
essencialmente determinadas pelas componentes onde predominam os processos de condução do sistema nervoso central 
CAPACIDADES COORDENATIVAS 
O domínio técnico de qualquer gesto ou movimento específico de uma modalidade desportiva implica um certo nível de
aperfeiçoamento, sendo condicionado por factores como a percepção, a tomada de decisão até à execução propriamente dita. Aqui,
entram as capacidades coordenativas já que permitem ao jogador realizar movimentos ou acções com maior precisão, economia e
eficácia. As capacidades coordenativas assumem três funções fundamentais: 
­Como um elemento que condiciona a vida em geral; 
­Como um factor condicionante da aprendizagem motora; 
­Como um factor determinante do alto rendimento desportivo. 
Em termos gerais, qualquer praticante desportivo que se apresente com um nível de capacidades coordenativas desenvolvidas,
responderá bem melhor às condições de treino ou de competição, adaptando­se às situações inesperadas impostas pelos
adversários, pelos companheiros ou mesmo pelas condições materiais e ambientais. 
CAPACIDADES COORDENATIVAS 

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 19/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010

Capacidade de Diferenciação 
Segundo Sanchez Banuelos et al (1995) pode definir­se como" a capacidade de se atingir uma coordenação muita fina na realização
de acções motoras, manifestando­se com grande exactidão e economia no movimento global. 
É uma capacidade extremamente importante nas disciplinas técnicas mas, igualmente importante para o futebol, na medida em que
permite uma maior precisão nas acções motoras específicas do jogo, bem como, na execução dos gestos técnicos. É, portanto, a
faculdade de controlar as informações provenientes dos músculos, de seleccionar as mais importantes e dosear a força a aplicar. 
CAPACIDADES COORDENATIVAS 

Capacidade de Orientação 
É a faculdade do jogador se aperceber das modificações espaciais em função de acções decorrentes do jogo, permitindo determinar
a posição e os movimentos do corpo no espaço e no tempo relativamente a um campo de acção e/ou um objecto (bola) em
movimento. 
São muitos os exemplos que encontramos durante o jogo de futebol e que permitem evidenciar a importância desta capacidade:
desde a movimentação dos companheiros de equipa, dos adversários e da circulação da bola, a decisão sobre o momento óptimo
para rematar à baliza, uma saída do guarda­redes ao encontro da bola ou do adversário, a posição dos companheiros e adversários
nas situações de bola parada até à ocupação racional do espaço de jogo. 
CAPACIDADES COORDENATIVAS 

Capacidade de Reacção 
É a capacidade de analisar qualquer situação e de reagir rápida e correctamente a determinados estímulos, permitindo realizar
acções motoras em resposta a um sinal pré­determinado ou mesmo imprevisível, de forma rápida e oportuna. 
No futebol predominam as reacções complexas, associadas a movimentações repentinas dos companheiros ou adversários a um
sinal do treinador etc. Por isso, esta capacidade está muito associada à velocidade de reacção. 
CAPACIDADES COORDENATIVAS 

Capacidade de Ritmo 
Relaciona­se com a faculdade de imprimir uma certa cadência na realização de determinados movimentos ou exercícios ou de
interiorizar essa cadência (ritmo). Para Manno, é "a capacidade de organizar cronologicamente as prestações musculares em
relação ao espaço e ao tempo". .A ritmização dos movimentos implica, assim, uma organização temporal, uma determinada ordem,
duração e sucessão das acções, relacionando­se com a sincronização do processo neuromuscular.  
Quando existe ritmo as acções realizadas pelos jogadores tomam­se harmoniosas, aparentemente fáceis, realçando os aspectos
estéticos da prática. Por outro lado, o ritmo é um elemento a considerar como forma de estimulação e regulação individual. A
marcação do penalty e o livre directo, por exemplo, permitem exteriorizar uma cadência ou ritmo próprios. 
O conceito de ritmo nos desportos colectivos e, particularmente, no futebol está associado à dinâmica da equipa, ou seja,
consoante a dinâmica de jogo da equipa e a especificidade e predominância das suas acções, assim podemos caracterizar o ritmo
de jogo em certos períodos, durante uma parte ou mesmo o jogo na sua globalidade. 
CAPACIDADES COORDENATIVAS 

Capacidade de Antecipação 
Relaciona­se com a capacidade de prever o desenvolvimento e o resultado de uma acção ou situação e antecipar a resposta que se
segue. A importância da antecipação consiste na possibilidade de resolução dos problemas colocados pelo jogo, ganhando tempo
para intervir. Desta forma, um jogador pode prever o desenvolvimento de determinado lance do jogo e antecipar a decisão.  
No futebol existem várias acções/movimentos que são determinadas por uma acção rápida de antecipação perante os adversários
ou a trajectória da bola. Por isso, um jogador, ainda, que menos rápido que outro pode chegar primeiro à bola ou ganhar uma
posição vantajosa relativamente ao adversário directo. 
CAPACIDADES COORDENATIVAS 

Capacidade de Coordenação Motora 
Permite assegurar uma adequada combinação de movimentos que se desenrolam ao mesmo tempo ou de forma sequencial.
Em termos práticos, esta capacidade tem grande importância, já que, é possível conjugar ou incluir vários tipos de movimentos ou
habilidades na mesma unidade ou resposta motora. No futebol, assiste­se frequentemente à realização de acções combinadas que
implicam nomeadamente: 
­Um drible, corrida com bola e seguida de finalização;
­Remate após recepção com o peito e corrida rápida;
­Acções específicas dos guarda redes.
CAPACIDADES COORDENATIVAS 

Capacidade de Equilíbrio 
Está relacionada com a faculdade de manter uma determinada posição ou de a recuperar rapidamente (quando se tiver perdido),
parado ou em movimento devido a condições adversas. A importância do equilíbrio na prática desportiva varia consoante as
características da modalidade desportiva. Em termos gerais, podemos afirmar que se mantém o equilíbrio quando o centro de
gravidade está dentro da base de sustentação, 
­Estável ­O corpo regressa à posição inicial independentemente dos movimentos realizados;
­Pouco Estável O corpo regressa à posição inicial mas, dentro de certos limites;
­Instável Quando perante a mínima oscilação provoca o desequilíbrio do corpo. 
Sabemos que na locomoção (marcha ou corrida), há um reequilibro contínuo, sucessivo, permitindo manter a posição inicial.
Todavia, as circunstâncias que se verificam durante um jogo de futebol, fruto das acções de oposição, do estado do terreno e das
dificuldades criadas pelo domínio e posse da bola colocam problemas acrescidos de equilíbrio e que os jogadores têm de resolver
em cada momento.

Publicada por João Nunes à(s) 15:30  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: Capacidades Motoras, COORDENAÇÃO

terça­feira, 14 de dezembro de 2010

CAPACIDADES MOTORAS:FLEXIBILIDADE
13/12/2010
FLEXIBILIDADE
A flexibilidade é uma capacidade física indispensável a todas as performances de alto nível, independentemente da modalidade
desportiva. No Futebol, esta capacidade assume grande importância, nomeadamente, nos seguintes aspectos:
No nível de prestação de outras capacidades, como, por exemplo, a velocidade e as capacidades coordenativas;
Na realização de acções técnicas que implicam movimentos ou situações de grande amplitude (desarme, intercepções, remates,
etc.);

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 20/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
No processo de aprendizagem técnico, evitando uma limitação excessiva dos movimentos do jogador;
Na redução do risco de lesões, contribuindo, desta forma, para uma diminuição do encurtamento muscular. 
FLEXIBILIDADE
CONCEITO DE FLEXIBILIDADE 
Na generalidade, podemos definir flexibilidade como a capacidade do indivíduo executar movimentos de grande amplitude articular,
por si só ou sob influência de forças exteriores, através da mobilidade articular e da elasticidade muscular. Esta capacidade pem1ite
obter um nível de alongamento muscular óptimo com vista à realização dos movimentos específicos do futebol (fundamentalmente
acções técnicas) de grande amplitude.
Todavia, este conceito é demasiado genérico dado que, por exemplo, diferentes articulações do mesmo indivíduo apresentam níveis
de flexibilidade distintos. A flexibilidade é, assim, uma aptidão específica que valia de um segmento para o outro e de indivíduo para
indivíduo, sendo possível existir uma grande amplitude de movimentos no ombro direito e fracos níveis de flexibilidade na anca ou
no ombro do lado contrário
FLEXIBILIDADE
FORMAS DE MANIFESTAÇÃO 
Quanto à Origem do Movimento ou Acção
Activa: o jogador participa activamente, através de contracção voluntária na realização do estiramento muscular. 
Passiva: representa a amplitude máxima a nível de uma articulação com recurso a uma força externa (companheiro, gravidade,
peso do corpo etc.), não havendo, portanto, participação activa do jogador. 
A flexibilidade passiva é maior do que a flexibilidade activa, já que representa a amplitude máxima a nível de uma articulação.
FLEXIBILIDADE
MÉTODOS DE TREINO 
Método Dinâmico
O Método dinâmico tem por objectivo o desenvolvimento da flexibilidade dinâmica, pretendendo­se atingir o limite da amplitude
ar1icular e de alongamento muscular, através de pequenos movimentos ritmados, dinâmicos, (balanços, insistências) com uma
duração aproximada de 30". Para definir este método, são também utilizados frequentemente, os termos balístico, cinético,
isotónico e alongamentos rápidos (fast stretching) .
É um método muito utilizado no Futebol devido às características da modalidade. Como foi dito anteriormente fundamenta­se nos
alongamentos dinâmicos através de movimentos de insistências e balanços.
Movimentos de Insistência
1°­ Colocar o corpo numa posição correcta e alongar os músculos que se pretendem trabalhar. 2° ­Realizar pequenas insistências
com o objectivo de atingir progressivamente o máximo
alongamento dos músculos.
3° ­Efectuar de 10 a 30 insistências e 3 a 5 séries.
.Movimentos de Balanço
1° ­Seleccionar os grupos musculares e a articulação a mobilizar. 
I 2° ­Realizar balanços (repetidos) tentando atingir, progressivamente, o máximo alongamento Idos grupos musculares
seleccionados.
3° ­Efectuar 10 a 30 balanços, realizando­se 2 a 4 séries. 1.6.2.
FLEXIBILIDADE
MÉTODOS DE TREINO 
Método Estático (Activo)
Tem por objectivo o desenvolvimento da flexibilidade estática (exercícios estáticos), ou seja, 
baseia­se na manutenção de uma determinada posição de alongamento, durante um certo tempo \ 1" de forma controlada e lenta
(slow stretching).
Neste método os alongamentos são executados de forma mais lenta e controlada e os efeitos são conseguidos à custa do
estiramento passivo dos músculos durante cerca de 20'. e em condições de algum desconfor1o.
A aplicação deste método é caracterizado pelas seguintes fases:
­1a Fase ­Tensão/Contracção: Contrair o músculo ou grupos musculares que pretendemos alongar com a maior intensidade
possível, sem que haja movimento e a contracção deve manter­se durante 10 a 30".
­2ª Fase ­Relaxação: Manter o segmento ou a zona corporal implicada no alongamento em estado de repouso, na mesma posição
utilizada na contracção. Manter esta relaxação durante 2 a 3".
­3a Fase ­Alongamento: Alongar o músculo lentamente até ao máximo sem que exista dor, mantendo esta posição durante 10 a 30".
Devem ser efectuadas 3 repetições por grupo muscular (1 série).

Publicada por João Nunes à(s) 11:22  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: Capacidades Motoras, FLEXIBILIDADE

domingo, 12 de dezembro de 2010

METODOLOGIA DE TREINO/TÉCNICO­TÁCTICA
11/12/2010 
Aula Prática: Manhã e Tarde 

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 21/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010

CURSO DE TREINADORES NÍVEL I e II

Publicada por João Nunes à(s) 20:50  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: Metodologia do Treino, Técnica ­Táctica

LEIS DE JOGO
10/12/2010

Publicada por João Nunes à(s) 20:49  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: LEIS DE JOGO

quarta­feira, 8 de dezembro de 2010

TRINCO OU PIVOT DEFENSIVO: CARLOS CARVALHAL
"Trinco"ou Pivot defensivo! 
Um olhar por dentro do campo...
Como é que as características de um jogador na mesma posição no campo revelam a ideia de jogo do treinador?
Fiz quase toda a minha carreira futebolística como defesa central! Esporadicamente joguei como defesa direito e fiz metade de uma
época como “trinco”.
Pelo facto de experimentar esta posição tenho uma ideia muito clara sobre as dificuldades que sente um defesa central a
desempenhar essa função! Sente­se cómodo no processo defensivo. Tal como na sua posição de base, está na maioria do tempo
de frente para o jogo, podendo assim ter uma visão global, que lhe permite estabelecer com facilidade relação defensiva com os
seus colegas do meio campo e ataque. O seu habitat é também no corredor central, percebendo por isso a importância que a
ocupação deste espaço tem, para que não surjam adversários neste local, especialmente com bola controlada e de frente para os
defesas centrais (não pode abandonar este espaço sem ter quem faça essa compensação espacial)
No processo ofensivo, posiciona­se à frente dos defesas centrais e numa linha mais baixa relativamente aos outros médios. Por
não ter hábitos relativos ao desempenho desta função táctica (posição), tem dificuldades em fazer recepções da bola orientadas
para a baliza adversária e como tem também constrangimentos na recepção com adversários nas suas costas, a tendência é jogar
muito perto da linha defensiva para que receba a bola sem qualquer tipo de pressão e de frente para o jogo. Procura jogar simples, a
um ou dois toques, entregando a construção do jogo aos outros médios, ou escolhe a linha de passe mais fácil, para os defesas
laterais ou centrais. No fundo está mais preocupado com o momento da perda da bola e com os equilíbrios do que com a
construção do jogo.
Esta última ideia marca toda a diferença! O pivot defensivo pode­se caracterizar por ser um construtor de jogo! Para além disso,
deve ser um jogador que se quer bem posicionado defensivamente, solidário e que faça os devidos equilíbrios e compensações
espaciais.
Tenho a noção exacta que este tipo de escolha tem muito a ver com os jogadores que temos à nossa disposição e com os
equilíbrios que pretendemos para a nossa equipa, mas também com a ideia de concepção de jogo do treinador. No entanto,
interessa reflectir sobre a evolução do futebol, e esta é uma posição central numa determinada forma de ver e “sentir”o jogo! Há uns
anos a presença de um “trinco” era vista como imprescindível, penso que esta escolha esteve sempre relacionada com a visão
“física” do jogo! Alguém forte fisicamente que acima de tudo destruísse o jogo adversário e que assegurasse as compensações
defensivas. No fundo mais um defesa, só que a jogar no meio campo.
Numa perspectiva mais evoluída de jogo vemos este jogador em equipas que são muito ofensivas, nas quais os seus defesas
laterais são importantíssimos na dinâmica ofensiva, assumindo assim ( o "trinco") um papel de “equilibrador” do jogo. Numa
perspectiva mais redutora, em equipas de menor nível, vemos este jogador como mais um para procurar destruir o jogo adversário,
ou seja um “destruidor” de jogo.
Vão perceber porque comecei este artigo por expor as minhas dificuldades ao passar de defesa central para trinco! É que temos
assistido a um fenómeno, na minha opinião evolutivo, de “transformação ” das características dos jogadores desta posição! É que
na falta de jogadores com características de base para esta função, começam os médios de transição a desempenhar esta posição
de pivot defensivo. Evidentemente que nem todos os médios de transição o podem fazer, até porque exige um conjunto de
características específicas: sentido posicional, visão de jogo, solidariedade, facilidade de fazer recepções orientadas, capacidade
de mudança de centro de jogo com passe curto e longo, entre outras.
Lembra­se das dificuldades sentidas pelo “trinco”? O pivot defensivo resolve­as com facilidade! Não se encosta à linha defensiva na
construção porque está habituado a fazer recepções orientadas e a conviver com a pressão de adversários por perto! Desmarca­se
para poder receber a bola ou larga o espaço para que outro colega a possa receber nesse local! Se tem espaço faz condução em
segurança em direcção à baliza contrária para atrair adversários e assim abrir linhas de passe! Pelo hábito, joga mais para a frente,
procurando linhas de passe nos extremos e avançados, para que os seus parceiros do meio campo possam receber a bola de frente
vinda daquele, etc.
No fundo estamos a falar de dinâmica posicional, que é tanto maior, quanto melhores a capacidade e as características do jogador
que ocupa esta posição. Pedro Mendes é um jogador que se enquadra naquilo que referimos atrás. Foi muito tempo médio de

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 22/23
14/05/2017 O TREINADOR: Dezembro 2010
transição, neste momento é para mim, talvez o melhor pivot defensivo português. No último jogo da selecção Portuguesa muitos
levantaram a questão: Pepe (trinco) ou Raul Meireles (pivot defensivo)? Nunca tive grandes duvidas na escolha de Paulo Bento
para estes jogos, é que Paulo Bento foi… um verdadeiro pivot defensivo!
Por isso afirmo, diz­me com quem jogas a 6, digo­te como pensas o futebol…

William Carvalho

Publicada por João Nunes à(s) 16:55  Sem comentários:  Recomendar este URL no Google

Etiquetas: Técnica ­Táctica

Mensagens mais recentes Página inicial Mensagens antigas

Subscrever: Mensagens (Atom)

ALFÂNDEGA DA FÉ: CENTRO DE FORMAÇÃO DESPORT…

Tema Simples. Com tecnologia do Blogger.

http://treinadorjoaonunes.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html 23/23