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30/09/2017 Além do Físico: Mediunidade e Bruxaria

Mediunidade e Bruxaria
Postado por Hudson

Estou entrando num campo ideológico extremamente delicado ao tentar abordar estes dois temas em conjunto, já
posso prever as críticas, veladas ou explícitas, de muitos bruxos mais conservadores; mas este blog é destinado a todos
os assuntos esotéricos e por isso tenho espaço para tal. (Os links redirecionam para outras postagens do Além do
Físico).

Mediunidade pode ser definida como a capacidade psíquica de intermediar contato com o plano espiritual e seus
habitantes através de quaisquer sentidos, com seu campo de percepção ampliado. Pode se dar através da clarividência,
clariaudiência, telepatia, empatia, intuição, sonhos, visões do futuro, ou o meio mais comum, incorporação (ou
canalização). É necessário aqui esclarecer esse termo, que é muito mal interpretado: incorporação. Nenhum espírito,
ser ou inteligência pode 'entrar' no corpo de ninguém, pois dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, na
mesma frequência. O espírito se liga ao(s) chakra(s) e/ou corpo(s) sutil(is) do médium que lhe proporciona maior
afinidade para a manifestação. Ele criacordões psíquicos  temporários, através dos quais influencia diretamente nos
órgãos dos sentidos do médium. O mais comum é que o espírito se ligue através do plexo solar, chakra esplênico ou
chakra sexual - o que proporciona uma manifestação mais rudimentar, bem física. Ligações com os chakras superiores,
como o laríngeo e o terceiro olho, proporcionam visões, audições ou comunicação mais a nível telepático.
Resumindo, cada chakra está ligado a um tipo de mediunidade.
Pois bem, o trabalho mágico de um bruxo concentra-se em desenvolver os seus chakras para consequentemente
desenvolver os dons intrínsecos a eles. Um bruxo deve ser capaz de ver espíritos, energia, chakras e outros elementos
da dimensão astral, deve ouvir vozes de conselheiros ou entidades da Presença Oculta, deve receber e transmitir
pensamentos por telepatia, deve sentir impressões psíquicas de objetos, pessoas e lugares, e entre outras coisas, um
bruxo deve ser capaz de entrar em transe e intermediar contato com quaisquer seres do astral. Alguns têm aptidão
especial para um dom, mas os outros podem ser desenvolvidos através do treinamento até um patamar razoável. Um
dos facilitadores do desenvolvimento mediúnico é o vegetarianismo, que refina as energias das auras das impurezas
densas contidas na carne.
Pois bem, qual é a diferença entre um bruxo e um médium? Bem poucas... mas vamos analisá-las.

A palavra médium tem significados bem diversos no Brasil e na Europa e EUA. Lá, médium é sinônimo de uma pessoa
com habilidades parapsíquicas, sem conotação religiosa ou espiritual necessariamente implicadas. Por isso não é
estranho autores estrangeiros utilizarem os termos "transe mediúnico", "habilidades mediunicas", etc. num livro de
bruxaria.
Mas no Brasil, médium é uma pessoa que tem mediunidade, mas para desenvolvê-la precisa ser de uma religião que
trabalhe nesse campo, como o Espiritismo, a Umbanda, o Candomblé, etc. E a habilidade mediúnica é necessariamente
relacionada com espíritos.
No estudo espírita, as habilidades de um bruxo seriam denominadas anímicas, porque são próprias de seu espírito, não
dependem de fatores externos.
Além disso, há dois tipos de médium: o natural e o de prova. O primeiro e mais raro é aquele que tem a mediunidade
como resultado natural de sua evolução, tem a percepção ampliada porque ao longo de muitas vidas a desenvolveu. O
segundo tipo, que representa a grande maioria, é aquele indivíduo que recebeu a habilidade mediúnica (temporária)
como meio de resgate kármico.
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30/09/2017 Além do Físico: Mediunidade e Bruxaria

Mesmo nessas definições, percebe-se grande semelhança entre um bruxo e um médium natural. Com dogmas e
limitações religiosas a parte, um bruxo é um médium natural! Na maioria da vezes, quem é bruxo nessa vida, já o foi
muitas vezes em outras épocas, pois o Caminho é muitíssimo antigo.
Nas formas mais antigas e/ou tradicionais da Arte, desenvolvia-se a mediunidade do mesmo modo como se desenvolve
os outros dons. Por exemplo, num ritual fechado, de um coven bem estruturado, há o que se chama "dar Voz aos
deuses". O Alto Sacerdote ou mais comumente a Alta Sacerdotisa, invoca o Deus ou a Deusa para se manifestar através
de seus sentidos, e assim inspirado, a mensagem divina é transmitida. No Samhain, se o grupo dispor de um médium de
incorporação (canalização), os espíritos ancestrais podem ser convidados a se manifestar (vide "Oito Sabás para
Bruxas", casal Farrar). É óbvio que se trata de um fenômeno que acontece através dos mesmos mecanismos ocultos que
explicam as manifestações em um centro espírita ou gira de Umbanda.

Na Antiguidade Clássica, as pitonisas gregas eram médiuns de incorporação ou de efeitos físicos, pois canalizavam as
mensagens e previsões divinas através do transe ou permitiam o fenômeno da voz direta (em que um espírito, ser ou no
caso, deus, pode materializar a sua voz de forma a ser audível por todos).
Xamãs e druidas igualmente eram capazes de incorporar espíritos e deuses, se e quando necessário.
Na mitologia grega, Hécate é um dos psicopompos (ente cuja função é guiar ou conduzir a percepção de um ser
humano entre dois ou mais eventos significantes - o plano físico e o plano astral), a deusa que representa a
mediunidade.
Eu particularmente, sou um bruxo (inclusive de vidas passadas) e tenho mediunidade (como dito por vários médiuns
que já consultei), que embora não desenvolvida, manifesta-se de forma considerável. Na minha prática, os limites
entre minhas habilidades desenvolvidas através do treinamento mágico e a sensibilidade mediúnica, se existem, são
tão sutis que não pude perceber. Acho perfeitamente conciliável as duas coisas, embora me confunda as vezes de qual
fonte está vindo a informação.
Como deixei claro no início, esta é a minha visão pessoal do tema. Estou aberto à discussões e perguntas. Até mais,
caros leitores!

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