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UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES

Graduação em Educação Física

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR- BNCC


BNCC e aspectos pedagógicos na educação física escolar

Mogi das Cruzes- SP


2019
UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES
Graduação em Educação Física

Humberto Gabriel Gonçalves, RGM: 11181502070


João Vitor Cardoso, RGM: 11181502378
Luana Shigueyama, RGM: 11181502116
Matheus Alves Rodrigues da Silva, RGM: 1181502609
Matheus Stollemberger Rodrigues, RGM:11181502106
Naoki Shinohara Oshino, RGM: 11181502433
Simone Gomes M. A. Pereira, Rgm:11171101341
Wilson Alexandre Loesch, RGM: 11181502569

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR- BNCC


BNCC e aspectos pedagógicos na educação física escolar

Trabalho de Didática apresentado ao 3º


semestre do curso de Educação Física da
Universidade de Mogi das Cruzes- UMC
orientado pela Professora Maria de Fátima,
como requisito parcial para obtenção de nota.

Mogi das Cruzes- SP


2019
SUMARIO

Introdução-------------------------------------------------------------------------------------------4
A história e desenvolvimento da BNCC ------------------------------------------------------5
Como funciona a BNCC? ------------------------------------------------------------------------6
Concepção da BNCC em relação à educação física ----------------------------------------6
As abordagens pedagógicas da educação física ---------------------------------------------7
A relação entre as abordagens pedagógicas da educação física e a BNCC ------------8
Referencias ------------------------------------------------------------------------------------------9
Introdução

A Base Nacional Curricular Comum (BNCC) é um documento que define o conteúdo


essencial apresentado de forma orgânica e progressiva, ao longo das etapas e modalidades
da educação básica. Possui um caráter normativo. Ela designa o que deve ser apresentado
nos sistemas e redes de ensino Federativas e as propostas pedagógicas de todas as escolas
do Brasil a partir da educação infantil até o ensino médio. A BNCC estabelece o que se
deve aprender, ou seja, ela indica parte do conteúdo necessário, abordando todo
conhecimento, competência e habilidade que se é esperado que um aluno desenvolva ao
longo dos anos. Esse conteúdo é baseado e elaborado com base na situação cultural,
política e social do Brasil, com o objetivo de se tornar uma ferramenta de equidade para
a sociedade. Embora a BNCC demande conteúdo específico, a aprendizagem não será
dependente somente dela. De acordo com o Folha de São Paulo, sessenta por cento (60
%) do conteúdo abordado em sala de aula é baseado na BNCC do MEC, e o restante do
conteúdo é dividido e determinado pelas redes estaduais e municipais e pelas escolas. Ou
seja, quase a metade do conteúdo ainda será específico da própria região e terá em base
os costumes sociais e culturais da sociedade naquele local.
A BNCC foi criada para que todos os alunos do Brasil aprendam o mesmo conteúdo do
mesmo ano (incluindo os que dizem respeito a sociedade, e não os conteúdos específicos).
De acordo com o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), é mostrado
que houve um grande desiquilíbrio entre os estados, pelos resultados de reprovação e da
Prova Brasil, em 2015. A expectativa é que mais de 49 milhões de alunos sejam afetados
por todas essas mudanças.
A base também é orientada por características da ética, política e estéticas, que são
traçadas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Com isso, a
premissa é que a base unifique seu conteúdo específico com os propósitos para direcionar
a educação brasileira para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e
inclusiva.
A Educação Física também sofreu reformas com a criação da BNCC. O conteúdo incluso
na base não só moldava o teórico desse componente, mas como o prático também. Quais
habilidades e conhecimentos da educação física são necessário? Tudo isso estava
encaixado dentro deste documento. Contudo, vários pedagogos responsáveis pela
educação física não conseguiram aceitar muito bem as mudanças, devido as alterações
das abordagens pedagógicas direcionadas para a Educação Física. A seleção ficou bem
mais específica devido ao conteúdo. Isso criou uma crítica e análise construída por
RUFINO e NETO, que diziam que, embora o conteúdo educacional proposto para a
educação física no BNCC fosse de fato, importante, preenchia apenas os saberes,
conduzindo a uma falta de outras diversas informações importantes.
Com base nisso, nosso trabalho busca entender e explicar o funcionamento e história da
BNCC, junto com suas características e as discussões sobre autores e pedagogos sobre
como a BNCC pode influenciar positivamente e negativamente, além de seus aspectos
específicos na educação física.

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A história e desenvolvimento da BNCC

De acordo com a UNCME, a BNCC faz parte de um momento histórico. É a primeira vez
que o Brasil tem uma base que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos
os estudantes do brasil precisam e devem ter, seja de ensino público ou privado. O início
do desenvolvimento da BNCC ocorreu em 1988, na Constituição Federal, onde foi criado
o artigo 210 que iniciou todo o projeto. Segundo o artigo 210 da Constituição Federal
(1988), “Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a
assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais
e regionais.” E em 1996 foi criada a LDB (Lei de Diretrizes e Bases), onde em seu artigo
26 houve uma inclusão social e histórica. De acordo com o Artigo 26 da LDB (1996),
“Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados,
torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.” E então,
além do conteúdo específico, também era criado um método de reciclagem cultural. Para
finalizar, de 1997 a 2013 foram criadas as Diretrizes Curriculares, o DCN (Diretrizes
Curricular Nacional), e os PCNs (Parâmetro Curricular Nacional). O objetivo do DCN
era sistematizar as diretrizes da LDB e transformar em orientações que contribuíam para
assegurar a educação básica, estimular a reflexão crítica e prepositiva e auxiliar o curso
de educação inicial e continuada dos docentes e demais profissionais. Já os objetivos dos
PCNs, eram incluir o que se deve aprender em cada componente e em cada faixa etária,
caracterizando as habilidades e conhecimentos básicos. Em 2014 já estavam estabelecidas
todas as leis que asseguravam a criação da BNCC, e, já eram iniciadas diversas discussões
sobre o assunto.
Em 2015, o MEC institui um grupo de redatores, junto com a Consed e a UNDIME
(União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação). Este grupo era responsável
pela primeira versão da BNCC. Em junho são mostrados os primeiros redatores, e em
julho, a construção já estava em foco. Em setembro, saí a primeira versão da BNCC. Ao
ser lançado, é iniciado uma consulta sobre o conteúdo da BNCC e também são dadas
várias contribuições ao projeto. Em março de 2016 é finalizada a consulta e entre março
e maio são sistematizadas todas as contribuições, resultando a saída da segunda versão,
redigida pelas contribuições públicas, no final de maio. Em 2017, o MEC entrega a
terceira versão para o CNE (Conselho Nacional da Educação), com o conteúdo de toda a
educação infantil e fundamental. De junho a setembro, foram feitas diversas audiências a
fim de ouvir a sociedade a respeito da BNCC e promover discussões de melhoria para o
mesmo. Em agosto, é lançado o guia de implementação da BNCC, com dicas e sugestões,
e assim, a BNCC foi homologada.
Esse desenvolvimento foi atualizando e otimizando os aspectos anteriores. Por exemplo,
na constituição de 1988, a educação era visada para o desenvolvimento pessoal, para o
mercado de trabalho e para contribuição com a sociedade. Já com a LDB, o que o pacto
Inter federativo propunha era o sistema de equidade, e também já se estabeleciam as
competências e diretrizes. Em 2014, o plano nacional de educação visava criar uma base,
e assim foi sendo moldada a BNCC até a que conhecemos hoje.

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Como funciona a BNCC?

O BNCC vem em forma de planilha. No site do MEC, é possível verificar que para cada
etapa de ensino, existem planilhas diferentes.
Por exemplo, para a educação infantil, existem cinco temas, e cada tema é aplicado de
uma forma diferente em 3 idades específicas. Os temas servem de adaptação para a
criança começar a desenvolver as habilidades básicas. Dentre os temas, temos por
exemplo a fala, escuta, quantidades, tempos, relações, corpos, movimentos, cores, sons e
etc.
Já no ensino fundamental, são divididas em cinco grandes áreas, e em cada área, a sua
matéria/componente específico. Por exemplo, na área de linguagens, temos a educação
física. E na educação física, é possível verificar as competências específicas do
componente, as unidades temáticas, os objetos de conhecimento e as habilidades. Assim
como no ensino infantil, também é divido, mas neste, é por etapa escolar (primeiro e
segundo anos, por exemplo).
No ensino médio, entretanto, a tabela é dividida em 4 áreas, onde são englobados todas
os componentes anteriores, de acordo com a área. Por exemplo, na área de linguagem e
suas tecnologias, o conteúdo que se pede não é só sobre língua portuguesa. É pedido,
também, habilidades sobre o inglês, educação física e etc. Porém, na tabela de ensino
médio do BNCC, todos os anos do ensino médio são englobados, e ao invés de designar
os temas específicos, ele foca em designar as habilidades.

Concepção da BNCC em relação à educação física

A BNCC compreende a Educação Física como um componente curricular de suma


importância ao possibilitar às novas gerações a preservação e a reconstrução crítica de
toda a herança cultural acumulada historicamente pela humanidade, a partir de
conhecimentos sistematizados. Tem-se o esforço de alinhar os pressupostos pedagógicos
desse componente curricular aos propósitos republicanos que regem a educação básica
brasileira.
Nessa perspectiva, é responsabilidade da Educação Física tratar
das práticas corporais em suas diversas formas de codificação e
significação social, entendidas como manifestações das
possibilidades expressivas dos sujeitos, por meio da gestualidade
e do patrimônio cultural da humanidade, produzidas por diversos
grupos sociais no decorrer da história. Nas aulas, tais práticas
devem ser abordadas como um fenômeno cultural dinâmico,
diversificado, pluridimensional, singular e contraditório,
assegurando a construção e a reconstrução de um conjunto de
conhecimentos necessários à formação do cidadão, que permitam
a participação dos/as estudantes de forma confiante e autoral na
sociedade, bem como a ampliação dos recursos para o cuidado de
si e dos outros (BRASIL, 20016, p. 99).

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Concepções antigas em relação a BNCC, reforçam a ideia da educação física vinculada
as práticas corporais, vistas como cultura corporal de movimento, valorizando o acesso a
esse conjunto de práticas, bem como o desenvolvimento de sentidos e significados dos
alunos para com elas. Por isso se faz necessário a sistematização para cada nível de
ensino, com diversificação de conteúdo.
Reconhece-se tanto a importância da formulação de sentidos para a educação física
escolar, quanto a necessidade de organização dos conhecimentos que este componente
curricular e responsável. Sendo de fundamental importância para o documento fomentar
o diálogo com o conhecimento produzidos pelas demais áreas e elaborar estratégias para
o ensino e avaliação da disciplina de educação física.
(...) os objetivos apontados como base curricular indicam que o/a
estudante tem direito a aprender determinados conhecimentos em
cada etapa. Isso não impede que os projetos escolares do
componente antecipem, ou aprofundem, posteriormente, as
aprendizagens previstas para determinada fase. Apenas está
sendo sinalizada a necessidade de que esses conhecimentos sejam
efetivamente trabalhados até o final do ciclo indicado (BRASIL,
2016, p. 107).
Indicações como conceitos e diretrizes devem ser abordados durante práticas pedagógicas
e que permitem a tematização das práticas como saberes escolares, sedo assim, são
elencados oito elementos: reflexão sobre a ação, construção de valores, experimentação,
analise, reflexão sobre a ação, uso e apropriação, protagonismo comunitário e
compreensão (BRASIL, 2016). Em seu conjunto, tais aspectos são abordados tendo em
vista valorizar e favorecer a vivência das atividades corporais, bem como a reflexão
crítica sobre elas e também sobre os potenciais valores e condutas éticas delas
desenvolvidos, ou seja, valorizam a dimensão do saber proveniente das práticas corporais,
bem como do fazer/ realizar e do conjunto de valores possíveis de serem abordados.
No documento da BNCC destaca-se, na área da educação física e a diversificação das
práticas corporais, tendo em mente objetivos concretos da aprendizagem, valorizando
regionalidades, tendo em mente aspectos como pessoas com deficiência em alguns
momentos do texto. Assim a BNCC salienta que as práticas dentro de cada contexto
devem ser aprendidas com maior nível de proficiência. Entretanto as práticas tematizadas
na perspectiva de experimentar privilegiam a diversidade de conteúdos e a vivência por
meio de ampliação das oportunidades de prática. Assim certa flexibilidade e a
possibilidade de diversificação de parte dos conteúdos, bem como de aprofundamento de
outros tantos.

As abordagens pedagógicas da educação física

Para entendermos melhor a proposta do BNCC na educação física, é necessário entender


quais são e como funcionam as abordagens pedagógicas.
As abordagens pedagógicas servem para ensinar o aluno, além do conhecimento do
conteúdo que ele está aprendendo no momento. Elas servem para mostrar o motivo desse

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aprendizado e sua aplicabilidade na vida real. Na educação física, temos diversas
abordagens diferentes, sendo elas:
Abordagem Desenvolvimentista

Nesta abordagem, o movimento é o principal meio da Educação Física. Essa abordagem


foca em ensinar o aluno sobre a coordenação motora, visando em desenvolver o
movimento com uma interação entre a diversidade e a complexidade de movimentos.
Abordagem Construtivista-Interacionista

Conduz o aluno através da educação física com o objetivo de que ele consiga alcançar o
desenvolvimento cognitivo. O movimento é uma ferramenta para ensinar conteúdos com
aspectos cognitivos, como leitura, escrita, raciocínio lógico etc.
Abordagem Crítico-Superadora

Reflete em um aprendizado onde o instrumento principal é a justiça social. Nessa


abordagem, é levado em consideração o interesse, esforço e aprendizado. Também é
considerado um projeto político-pedagógico, já que suas ações dirigem propostas de
intervenção e também a reflexão sobre a ação.

Abordagem Sistêmica

Mostra ao aluno sobre a cultura corporal, a partir do conteúdo oferecido nas escolas.
Funciona para mostrar que o aluno influência e é influenciado pelo sistema, no caso, a
sociedade.

A relação entre as abordagens pedagógicas da educação física e a


BNCC
Ao ser implantado, a BNCC acaba controlando as abordagens pedagógicas pelos
professores de educação física. Como dito anteriormente, a BNCC direciona os estudos
para um meio cultural, político e social, como ferramenta para equidade. Neste caso, a
BNCC acaba por excluir certas abordagens pedagógicas. Por exemplo, a abordagem dos
jogos cooperativos e da saúde renovada acabam sendo deixadas de lado, já que nas bases
o foco de aprendizagem e características na educação física, é diferente. Além do mais,
anteriormente o professor podia usar qualquer abordagem pedagógica da educação física,
dependendo da necessidade da região/escola, e hoje, a BNCC explicita o que professor
deve ensinar e como ensinar, fazendo então, restrição aos métodos pedagógicos (que até
então, podia ser usados dentro do PCN e DCN).
Embora tenha o aspecto de controle, a BNCC não designa todo o conteúdo do professor
de educação física. Ele tem quase metade do conteúdo disponível a ser trabalhado, que é
organizado e solicitado pela escola ou munícipio. E com esse conteúdo, ainda é possível
trabalhar nos diferentes aspectos e abordagens pedagógicas.

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Referencias

BRASIL, Ministério da Educação. base nacional Comum Curricular. Proposta


Preliminar. Segunda Versão – Revista. Brasília: Secretaria da Educação Básica, 2016.
BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. – Site BNCC,
2019. Disponível em <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/> acesso em: 26 março
2019.
DARIDO Suraya, Educação física na escola questões e reflexões. Editora Guanabara
Koogan, Rio de Janeiro,2003. Disponivel em <
file:///C:/Users/elian/Downloads/20.%2520EF%2520na%2520Escola%2520quest%25F
5es%2520e%2520reflex%25F5es(1).pdf> acesso em: 23 março 2019.
RIGHETTI Sabine, Entenda a base comum curricular, que deve mudar o ensino em todo
o país. Jornal folha de São Paulo, 2017. Disponível em <
https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/04/1873047-entenda-a-base-comum-
curricular-que-deve-mudar-o-ensino-em-todo-o-pais.shtml> acesso em: 25 de março de
2019
RUFINO Luiz, NETO Samuel, Saberes docentes e formação de professores de Educação
Física: análise da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na perspectiva da
Profissionalização do Ensino, Motrivivência v.28, São Paulo, 2016. Disponível em: <
file:///C:/Users/elian/Downloads/bncc%20perspectiva%20edf.pdf> acesso em 23 marco
2019
SENADO, Senado Federal. Art. 210, 2016. Disponível em: <
https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/con1988_15.12.2016/art_210_.asp>
acesso em: 25 de março de 2019
SILVA Angélica, FERNANDES Camila, DEBIEN Jurema, CANTANHEDE Aroldo,
Conhecimento sobre as abordagens pedagógicas da Educação Física: escola estadual x
escola particular. Revista digital EFDeportes.com, Minas Gerais, 2010. Disponível em: <
https://www.efdeportes.com/efd151/conhecimento-sobre-as-abordagens-pedagogicas-
da-educacao-fisica.htm> acesso em: 26 março 2019