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Deme ncias

Definição: Não é uma doença, e sim um termo utilizado para descrever um grupo de sintomas que podem acompanhar certas
doenças ou condições. É um estado clínico produzido por diversas causas, caracterizado por um declínio cognitivo a partir de um
determinado nível intelectual sustentado. Temos demências reversíveis e irreversíveis.
[Demência pode ser definida como uma progressiva alteração da memória e de pelo menos uma outra função cognitiva,
representando um declínio em relação ao nível de funcionamento prévio, com impacto no dia-a-dia. Frequentemente a
demência é acompanhada por alterações do comportamento. Esta definição inclui as principais características das demências:
(1) caráter progressivo; (2) declínio em relação ao nível prévio de funcionamento, qualquer que tenha sido este; (3) impacto no
dia-a-dia, isto é, prejuízo à capacidade funcional].

Sintomas: Deterioração significativa da memória e de uma ou mais das funções cognitivas tais como:
 A linguagem,
 Orientação temporoespacial,
 Julgamento e pensamento abstrato;
 Evolui com confusão mental, alteração da personalidade e humor com comprometimento intelectual.

Diagnóstico: A importância diagnóstica é identificar:


 Demência provocada por condições reversíveis
 Demência não reversível
 Alterações clínicas que interferem na demência
 Realizar diagnóstico precoce; para tratamento das causas reversíveis e planejamento precoce com resposta mais efetiva
nas irreversíveis.

O que está envolvido?:


 Problema médico social em crescimento;
 Pode ocorrer em todas as idades, mais aumenta com seu avanço;
 Taxa mais elevada na população acima de 75 anos;
 Interfere com a dignidade e independência da pessoa;
 Sofrimento de familiares, amigos e cuidadores;
 Gastos assustadores;
 Diagnóstico definitivo é o anatomopatológico.

Quadro Clínico:
 Inicio insidioso e piora progressiva  Perde-se na própria vizinhança
 Esquecimento mínimo, inquietação ou apatia  Não reconhece familiares
 Tendência crescente de colocar coisas em lugares  Inversão o ciclo do sono
errados  Pode ocorrer alucinações, ilusões,ou comportamento
 Inconsistência em tarefas do dia-a-dia paranóide
 Repetição de palavras ou ações  Alteração do comportamento/ personalidade
 Erros e falhas no trabalho

Doenças Demenciantes:
1) Afetam o cérebro e produzem demência: 2) Podem ou não produzir demência:
 D. Alzheimer,  Doença hepática;
 D. Huntington,  Alterações metabólicas (hipotireoidismo);
 D. Parkinson  Sífilis ou SIDA;
transmissão autossômica dominante, e é
Doenças que causam demência: multifatorial.
1) D. Alzheimer:  Fatores envolvidos:
 De 50 a 60% das demências em idosos 1- IDADE: quanto mais avançada a idade, maior a
 Sua etiologia ainda não é totalmente conhecida, porcentagem de idosos com demência. Aos 65
associa-se fatores genéticos importantes com anos, a cifra é de 2-3% dos idosos, chegando à 40%,
quando se chega acima de 85-90 anos.
2- IDADE MATERNA: filhos que nasceram de mães facilidade, tendência a fugir ou perambular
com mais de 40 anos, podem ter mais tendência à pela casa; inicia perda do controle da bexiga
problemas demenciais na terceira idade.  Já na FASE AVANÇADA observa-se que: a fala
3- HERANÇA GENÉTICA: já se aceita, mais torna-se monossilábica e, mais tarde,
concretamente, que seja uma doença desaparece; continua delirando; transtornos
geneticamente determinada, não necessariamente emocionais e de comportamento; perda do
hereditária (transmissão entre familiares). controle da bexiga e do intestino; piora da
4- TRAUMATISMO CRANIANO: nota-se que idosos marcha, tendendo a ficar mais assentado ou
que sofreram traumatismos cranianos mais sérios, no leito; enrijecimento das articulações;
podem futuramente desenvolver demência. Não dificuldade para engolir alimentos, evoluindo
está provado. para uso de sonda enteral ou gastrostomia
5- ESCOLARIDADE: O nível de escolaridade pode (sonda do estômago); morte.
influir na tendência a ter Alzheimer. 
6- TEORIA TÓXICA: principalmente pela 2) D. de Pick (demência fronto-temporal)
contaminação pelo alumínio. Nada provado.  Inicio em idade mais precoce,
 É uma doença de início insidioso com deterioração  Confundida com dist. psiquiátricas.
progressiva, caracterizado por diagnóstico clínico e  Rara 1%.
patológico combinado que só pode ser atingido  É um quadro degenerativo cerebral, onde os
definitivamente preenchendo critérios clínicos e sintomas estão associados à atrofia cerebral do
biópsia cerebral com alterações histopatológicas lobo temporal esquerdo ou lobos fronto-temporal.
própria da doença, inúmeras placas neuríticas e É um tipo raro de demência, com menos de 5% de
emaranhados neurofibrilares no hipocampo e todos os casos de demência. É raríssimo após a
neocortex. idade de 70-75 anos. Ocorre mais em pessoas entre
 O quadro clínico cursa com: Distúrbio de memória, 45-65 anos de idade.
Alteração da personalidade, Perda do interesse,  No quadro clínico percebe-se que: há Alterações da
apatia, Déficit de julgamento, raciocínio abstrato, personalidade e comportamental ( torna-se
cálculo e habilidades visuoespaciais; Afasia; desinibido, faz comentários inadequados em
Agnosia, apraxia; Alteração do ciclo sono/vigília; público, rude ou impaciente); Pode-se tornar
Episódios de irritação e agitação; Perda da apático e parecer deprimido; Pode haver
capacidade de atender suas necessidades pessoais; superalimentação; Queda da flexibilidade mental
No final surge déficit motor como: rigidez, com raciocínio e julgamento comprometido, que
Convulsões; O quadro se fecha com uma sobressai no déficit da memória. E pode ser de dois
incapacidade de andar, falar ou atender as suas tipos:
necessidades pessoais  Comprometimento frontal: paciente falante,
 Evolui entre 2 e 20 anos inquieto, despreocupado, com pouca
 É composta por três fases: iniciativa, apresentando mudança de
 A FASE INICIAL é marcada por: distração; personalidade e alterações de linguagem (fala
dificuldade de lembrar nomes e palavras; vazia, sem nexo ou repetitiva).
esquecimento crescente; dificuldade para  Comprometimento fronto-temporal: apatia,
aprender novas informações; desorientação sexualidade exacerbada, mudança de hábito
em ambientes familiares; lapsos pequenos, alimentar. Também pode apresentar uma
mas não característicos de julgamento e afasia de entendimento e de expressão ( não
comportamento; redução das atividades se entende o que se vê ou o que se fala).
sociais dentro e fora de casa. 3) D. Vascular:
 Na FASE INTERMEDIÁRIA percebe-se: perda  Demência multi-infarto
marcante da memória e da atividade  É a terceira causa em países desenvolvidos, porém
cognitiva; deterioração das habilidades em idosos é a segunda causa mais frequente.
verbais, diminuição do conteúdo e da variação 4) D. de corpos de Lewy (DCL)
da fala; apresenta mais alterações de  De 15 a 25% das demências
comportamento: frustração, impaciência,  Inicio entre 60-80 anos
inquietação, agressão verbal e física;  Mais comum no homem
alucinações e delírios; incapacidade para  Progressiva, rápida, flutuante ( duração média de 6
convívio social autônomo; perde-se com anos)
 Diagnóstico padrão-ouro pela necropsia (surgem na na realização de cálculos, que irão piorando
coloração os corpos de LEWY no tronco cerebral) progressivamente. Também ocorrem em fases
 O quadro clínico é marcado por: Déficit cognitivo mais iniciais os distúrbios de ordem psiquiátricos,
flutuante, com episódio de delirium; Sintomas tais como a depressão, a agressividade, a
psiquiátricos proeminentes, com alucinação visual; esquizofrenia e o alcoolismo. Existem casos
Sintomas extrapiramidais: rigidez e lentidão; relatados de suicídio. Não existem exames
Quedas repetidas, síncope, perda transitória da diagnósticos de certeza, sendo o diagnóstico feito
consciência. Apresenta três estágios: pelo exame clínico do médico.
 Estágio 1: dura de 1 a 3 anos, caracterizado 6) D. de Parkinson: Sabidamente conhecida por todos,
por esquecimento leve, alguns episódios, apresentando 4 características principais, que são:
alguns períodos rápidos de delírios e falta de  Os tremores de extremidades,
iniciativa no dia-a-dia.  A dificuldade de andar,
 Estágio 2: ocorre a piora das funções cerebrais  A instabilidade postural (perder o equilíbrio) e
cognitivas (memória, linguagem, orientação  A rigidez dos membros e do corpo.
no tempo e no espaço). Piora dos delírios, com
alucinações auditivas e visuais (ouve e vê *Essas são doenças que causam demência degenerativa
coisas). É muito comum haver quedas (cair no progressiva (com exceção das D. vascular)
chão).
 Estágio 3 (fase avançada): com distúrbios Classificação:
psiquiátricos tipo psicose, agitação e confusão 1) Quanto a evolução:
mental. Não toleram o uso de neurolépticos ( a. Progressiva (D.Alzheimer)
Haldol, Neozine, Melleril...) b. Fixo-estática (encefalopatia hipoxia-
5) D. de Huntington: É uma Doença neurológica com 3 isquêmica, pós PCR)
características principais: 2) Quanto ao tipo:
 é hereditária, a. Interrompida (hematoma subdural crônico)
 evolui para demência b. Revertida (mixedema)
 e ocorria na fase adulta (e não na 3ª. idade). Pode c. Não interrompíveis (D.Alzheimer)
ocorrer entre 25 a 50 anos, principalmente por d. Irreversíveis (AVE)
volta dos 40 anos. *As demências reversíveis são: as causadas por Drogas, as
 O quadro clínico inicia-se com movimentos Emocionais, as Endócrino-Metabólicas, as Nutricionais, as
involuntários na face, nos ombros e nas mãos, que Cardiovasculares, as Infecciosas, a casada pela
se chama coréia. Depois, aparecem falhas em Aterosclerose e as Sensoriais.
relação à memória, alterações na fluência verbal e
A partir da suspeita clínica:
 Vitamina B1 (tiamina), B3 ( Niacina )  Lupus Eritematoso Disseminado
 Punção Lombar e Análise do Líquor  (Anticorpos Anti-Nucleares e
 Screening de metais pesados complemento)
 (zinco,cobre,mercúrio,manganês)  Marcadores Neoplásicos
 Infecção Terciária por Borélia –D.Lyme  Eletroencefalograma
 Biópsia Cerebral

alzheimer
Geralmente, o primeiro sintoma da DA é a perda de memória episódica para eventos recentes. O déficit de memória evolui
insidiosamente e progride lentamente ao longo do tempo, comprometendo também a memória semântica (vocabulário, por
exemplo) e a memória de trabalho ou operacional (de um número de telefone, por exemplo), as quais estavam inicialmente
preservadas
O declínio de outras funções cognitivas pode surgir concomitantemente ou posteriormente à amnésia.
O comprometimento da linguagem tende a ocorrer precocemente ao longo da evolução da doença.
Inicialmente com afasia motora, a qual se manifesta por anomia (incapacidade em nomear pessoas e obje-tos que são
corretamente percebidos) circunlocuções (tentativas em lembrar a palavra que termina em descrições ou associações
relacionadas) e parafrasias (substituição de fonemas ou palavras), progride para afasia sensitiva, gerando dificuldades na
compreen-são e nas habilidades visuo-espaciais (manifestada inicialmente pela dificuldade de deambular em am-bientes não
familiares). Em contrapartida, o declínio da função executiva (manifesto por pobre julgamento e planejamento e franca
dificuldade em completar tarefas), a apraxia (dificuldade em realizar tarefas motoras aprendidas) e as manifestações
psiquiátricas, surgem tardiamente.

Na DA, a neuroimagem revela lesões de substância branca e atrofias focais ou generalizadas. No entanto, esses achados são
inespecíficos. Estudos demonstram que a redução do volume do hipocampo está relacionada à DA.
DA caracteriza-se histopatologicamente por duas lesões principais, os depósitos extracelulares de proteína beta-amilóide (placas
neuríticas ou senis) e os emaranhados neurofibrilares intracelulares de proteína tau hiperfosforilada.18