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Metodologias de simulação para Planos Diretores de Drenagem Urbana

Adolfo O. N. Villanueva e Carlos E. M. Tucci

Introdução

O desenvolvimento da infra-estrutura urbana tem sido realizada de forma


inadequada, o que tem provocado impactos significativos na qualidade de vida da
população. A drenagem urbana tem sido um dos principais veículos de
deteriorização deste ambiente, devido a ações externas como a própria concepção
da drenagem, a produção de resíduos sólidos e a disposição urbana. Contudo as
soluções adotadas para a própria drenagem no âmbito de engenharia também
têm produzido mais danos do que benefícios ao ambiente.
A busca de soluções adequadas e viáveis dentro da realidade sócio-
econômica das cidades necessitam de ferramentas de apoio que permitam uma
avaliação adequada dos diferentes impactos envolvidos.
Os elementos principais que envolvem o gerenciamento da drenagem
urbana são:

• Condicionantes de ocupação urbana definidos geralmente no Plano


Diretor das cidades;
• Sistema de Tratamento e Esgotamento Sanitário;
• Mananciais de abastecimento de água;
• Avaliação e controle da vazão líquida no sistema de drenagem
existente e/ou projetado;
• A produção de sedimentos e material sólido, o seu transporte na rede e
controle;
• Determinação da qualidade da água devido a drenagem urbana e a sua
redução de impacto poluente nos sistema hidrológico de jusante: água
subterrânea e superficiais;
• Avaliação econômica das alternativas de controle.

Os três primeiros representam as externalidades do sistema de drenagem.


Urbonas (1993) definiu BMP (Best Management Practices) como uma variedade
de técnicas utilizadas para reduzir a freqüência das inundações e a poluição
devido a drenagem urbana. O planejamento dos dispositivos de controle do
conjunto da BMP, envolve a definição de alternativas baseadas em elementos
econômicos, institucionais, sociais e políticos. Para a tomada de decisão é
necessário que os diferentes cenários sejam simulados por modelos que
representem estas realidades com o mínimo de incertezas.
Os componentes principais na simulação envolvem:

• Controle quantitativo dos impactos;


• Controle da qualidade da água pluvial;
• Controle dos resíduos sólidos.
Neste artigo é apresentado somente os modelos utilizados para o
gerenciamento quantitativo dos impactos.

Planejamento e controle quantitativos

Os cenários de análise quantitativos de uma bacia urbana envolvem o seguinte:

1. Capacidade do sistema existente: este é o cenário em que o sistema existente é


analisado para enchentes com o risco de Planejamento para os cenários de
ocupação atual, curto prazo e com futura ocupação do Plano Diretor
urbano;
2. Estudo de alternativas de controle: neste cenário são pesquisadas as condições
combinadas de controle do sistema para os horizontes de planejamento
com base nas medidas de controle na fonte e de aumento de capacidade de
escoamento;
3. Cenário de Verificação: no estágio anterior a simulação e a análise é realizada
de forma simplificada na busca otimizada da solução. Na verificação são
realizadas com modelos completos que analisam o seguinte: (a) as solução
otimizada; (b) o funcionamento do sistema para riscos acima do de
Planejamento.

Os modelos relacionados com os cenários

O modelos utilizados em bacias urbanas geralmente possuem dois módulos:


(a) módulo bacia: que calcula a partir da precipitação a vazão resultante que
entram nas galerias e canais; (b) módulo de rios, canais, galerias e reservatórios:
que transporta o escoamento através de canais, galerias e detenções.
Geralmente os algoritmos utilizados variam com o grau de detalhamento da bacia
e suas características e com os efeitos representados do fluxo.

Capacidade existente: a capacidade existente pode ser determinada com base


nas equações de movimento uniforme, onde se avalia a capacidade em cada
seção independente dos efeitos de jusante.

Cenário atual: Neste cenário deseja-se conhecer os locais onde existem


inundações ou condições críticas nos diferentes cenários de planejamento.
Dois tipos de modelos podem ser utilizados:

(i) modelo hidrológico: neste caso pode somente possuir o módulo bacia ou também
o módulo canal. O módulo bacia é representado por funções hidrológicas de
determinação do escoamento que chega nos condutos da macrodrenagem através
de algoritmos como: perdas iniciais, infiltração e a propagação do escoamento
superficial. Alguns exemplos de modelos que tratam somente deste módulo são
IPH II (Tucci et al., 1981); SCS (SCS, 1975).
No módulo galeria o fluxo é transportado por equações do tipo Armazenamento
como Muskingun ou modificações desta como Muskingun-Cunge. Nas detenções
é utilizado o método de Pulz.
Este tipo de modelo identifica os locais de inundação pelas cotas, ou por vazões
superiores a capacidade de escoamento

(ii) modelos hidrológicos-hidráulicos: Geralmente este tipo de modelo é utilizado


nesta fase somente para representar alguns trechos de detalhe do sistema,
onde condições de remanso e escoamento sob-pressão ocorrem, produzindo
inundações em diferentes pontos, que necessitam de soluções específicas.
Neste caso o módulo galeria é representado pela equações dinâmicas (Saint
Venant) para superfície livre ou para escoamento sob-pressão com a sua
adaptação com fenda de Preissman.

Planejamento: Nesta situação o sistema deve buscar uma combinação de


intervenções no sistema de drenagem visando eliminar as enchentes para um
risco T relacionado com a precipitação e um cenário de ocupação urbana.
Para determinar esta combinação ótima o planejador poderá verificar as
alternativas disponíveis;

(a) redução do escoamento superficial através de medidas na fonte


(geralmente para futuros cenários);
(b) detenções em locais que existem áreas disponíveis ou mesmo em locais
enterrados quando não existirem;
(c) ampliação da capacidade de escoamento do sistema.

Escolhido o lay-out com as medidas de controle é necessário buscar a


combinação de modificações físicas que produzam o menor custo. Isto pode
ser realizado através de tentativa, variando algumas combinações ou através
de um modelo de otimização em combinação com um modelo hidrológico. Um
modelo deste tipo é descrito no item seguinte.

Verificação: Após a determinação da alternativa com modelo simplificado, a


mesma é simulada com o modelo hidrodinâmico verificando o atendimento
das condições de projetos. Os riscos superiores ao de projeto também são
simulados para verificar os impactos que podem provocar e, neste cenários
quais as providências preventivas que são recomendadas.