Vous êtes sur la page 1sur 10

Física Experimental 3 – 01/2019 – Turma C

Experimento 7 – Bobinas de Helmholtz e Razão e/m do Elétron


19/05/2019

Participantes:
Bárbara de Oliveira Taveira – 15/0006179
Isabela Mendes Calasans – 15/0079796
Isabella Maria Martins de Souza – 15/0012225

Introdução:

No estudo de grandezas que envolvem interações de campo, para efeitos de


análise, é de grande ajuda o uso de campos (magnéticos e elétricos) constantes. No
entanto, para efeitos práticos, a obtenção desses campos não é tão simples quando as
dimensões dos geradores de campo começam a ser da ordem de dezenas de centímetros.
Com campos magnéticos, para resolver este problema, o físico Hermann Von
Helmholtz propôs a criação de um conjunto onde duas bobinas idênticas são colocadas
frente a frente, a uma distância igual ao raio das bobinas. Usando este dispositivo, é
possível gerar um campo aproximadamente constante na região entre as bobinas e no eixo
que passa pelo centro das espiras.

Figura 1 - Bobinas de Helmholtz (Fonte: <http://www.uel.br>).

O campo magnético produzido por uma espira circular de raio R percorrida por
uma corrente I pode ser calculado a partir da Lei de Biot-Savart. A partir dessa lei,
deduziu-se o campo magnético produzido por uma bobina (de raio R com um número M
de espiras) num ponto localizado a uma distância X no eixo que passa pelo centro da
bobina (eixo Z). Esse campo magnético é dado por:
Equação 1

M 0 R ² I
B 3
2( R²  X ²) 2

Na região entre as bobinas, o campo magnético total é resultado da soma vetorial


das contribuições de cada uma das duas bobinas. O campo B, no ponto médio entre as
bobinas quando a separação das mesmas for igual ao raio médio delas, é dado por:

Equação 2

Onde “B” é o campo magnético (em Tesla) devido à corrente elétrica


“i” (em Ampéres), “N” o número de espiras em cada bobina, “R” o raio da espira (em
metros) e “µo” a constante de permeabilidade do vácuo (4π E-7 Wb/A.m).

São inúmeras as aplicações deste arranjo que ficou conhecido como Bobinas de
Helmholtz e o mesmo foi utilizado em 1897 por J. J. Thomson para determinar a razão
(e/m) do elétron. Se um elétron de massa mo é acelerado por uma diferença de potencial
U, sua energia cinética é dada por:
Equação 3

onde v corresponde a velocidade do elétron. Se o elétron penetrar uma região com campo
magnético de intensidade B, a força do campo sobre o elétron é dada por:
Equação 4

que é a força de Lorentz.

𝑚 𝑣2
Quando a força de Lorentz é igual à força centrípeta ( 0𝑟 ) a velocidade do
elétron é:
Equação 5
de onde podemos associar a equação 3 e 5 e obter:
Equação 6

Objetivo:

Criar campos magnéticos quase perfeitamente uniformes, utilizando a Bobina de


Helmholtz. Obter uma estimativa para a razão carga-massa do elétron, associando um
tubo de raios catódicos às bobinas de Helmholtz.

Materiais:

 1 tubo de raios catódicos;


 2 bobinas de Helmholtz;
 1 fonte dc 0..18V e fonte dc CONSTANTER 0..50V, 0..150V, 0..300V e 6,3V;
 1 teslâmetro digital com sonda Hall;
 1 multímetro;
 1 régua;
 Braçadeira de ângulo reto e base para suporte.
Procedimentos:

1. Campo magnético de uma bobina

Primeiramente, utilizando apenas uma bobina alimentada com corrente de 3A,


mediu-se o campo magnético ao longo de seu eixo “z” a partir do centro z=0. A partir de
uma análise gráfica, comparou-se esse resultado com o campo magnético obtido através
da equação 1.

2. Campo magnético das bobinas de Helmholtz

Figura 2 - Montagem para o procedimento 2 (Fonte: Roteiro do Experimento 7 de Física 3


Experimental, disponibilizado pela Rede AVAIF).

Utilizando a figura 2 acima como guia, montou-se o esquema nela ilustrado. As


bobinas foram dispostas a uma distância mútua igual ao raio médio delas.
As bobinas foram conectadas a uma fonte de corrente de modo que exatamente a
mesma corrente fosse percorrida em cada uma, observando a orientação das correntes de
forma que os campos das bobinas se somem. O amperímetro foi conectado na saída da
fonte.
Mediu-se o campo magnético no ponto equidistante das bobinas sobre o eixo
central para vários valores de corrente. A partir de uma análise gráfica, comparou-se o
resultado obtido com o resultado teórico dado pela equação 2.
Mediu-se o campo em função da distância ao longo do eixo de simetria (eixo Z) e
mediu-se o campo em função da direção perpendicular (eixo Y). Para análise, foram
elaborados gráficos.

3. Razão e/m do elétron

Figura 3 - Montagem para o procedimento 3 (Fonte: Roteiro do Experimento 7 de Física 3


Experimental, disponibilizado pela Rede AVAIF).

Primeiramente, foi feita a montagem do arranjo experimental da figura 3 acima.


Preferencialmente, este procedimento deve ser realizado com as luzes apagadas. Em
seguida, as tensões de aceleração e de enrolamento foram ajustadas até que se obtivesse
uma forma visível no tubo.
Depois, girou-se o tubo em torno do seu próprio eixo cilíndrico até que uma curva
fechada fosse obtida. Variou-se então a corrente de enrolamento e a tensão de aceleração
para que fosse observado o que ocorreria.
Mais tarde, mantendo constante a tensão de aceleração, variou-se a corrente de
enrolamento, de forma que circunferências de diferentes raios fossem encontradas. Para
cada um desses casos, anotou-se a corrente e, através da equação 2, o valor do campo
magnético foi determinado.
Por fim, utilizando a equação 6, encontrou-se a razão carga/massa do elétron para
cada um desses casos, que foram comparados com os valores tabelados de e/m.
Resultados e Análises:

1. Campo magnético de uma bobina

A tabela e o gráfico a seguir retratam a medição do campo magnético de uma


única bobina de raio 20 cm, que possui 154 espiras, com a corrente ligada a ela de 3A,
variando-se a distância ao longo do seu eixo central (z).

Tabela 1 - Campo mágnetico ao longo do eixo Z para uma bobina

Distancia (z) (m) B experimental (mT) B teórico (mT)


-0,2 0,50 0,51
-0,15 0,72 0,74
-0,1 1,02 1,04
-0,05 1,30 1,33
0 1,44 1,45
0,05 1,33 1,33
0,1 1,06 1,04
0,15 0,77 0,74
0,2 0,54 0,51

Campo magnético (mT) x Distância ao longo de z (m)


1 bobina, corrente= 3A
1,60

1,40
Campo magnético (mT)

1,20

1,00

0,80

0,60

0,40
experimental
0,20 teórico
0,00
-0,25 -0,2 -0,15 -0,1 -0,05 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25
Distância ao longo de z (m)

Figura 4 - Campo magnético ao longo do eixo Z para uma bobina sobre corrente de 3A.

Como era de se esperar, o maior valor de campo magnético foi encontrado no


centro da bobina e o mesmo foi decrescendo, de forma ligeiramente simétrica, à medida
que se distanciou desse ponto, tanto a caminho da direita, onde o campo era positivo,
como a caminho da esquerda, onde o campo era negativo.
Notou-se também que os valores experimentais encontrados foram extremamente
próximos dos valores teóricos calculados, o que confirma a eficiência da formulação da
equação 1, advinda da Lei de Biot-Savart.

2. Campo magnético das bobinas de Helmholtz

Dessa vez, as tabelas e gráficos advém do arranjo experimental das bobinas de


Helmholtz, espaçadas no valor do raio delas (20 cm), garantindo-se que elas estejam com
o campo magnético na mesma direção, para que estes se somem, não se anulem.
Para a tabela 2 e figura 5, medindo-se o campo magnético no ponto médio entre
duas bobinas e variando corrente, pode-se comprovar que as mesmas são grandezas
diretamente proporcionais, com tendência linear. Os valores experimentais, mais uma
vez, se mostraram extremamente próximos aos valores teóricos.

Tabela 2 - Campo mágnetico no ponto médio entre duas bobinas variando corrente

Corrente B experimental
B teórico (mT)
(A) (mT)
4,957 3,49 3,43
3,997 2,80 2,77
2,972 2,11 2,06
1,985 1,41 1,38
1,005 0,74 0,70
0,006 0,06 0,00

Campo magnético (mT) x Corrente (A)


experimental teórico
4
Campo magnético (mT)

3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
0 1 2 3 4 5
Corrente (A)

Figura 5 - Campo magnético (mT) x Corrente (A) medido no ponto médio entre as duas bobinas
A tabela 3 e a figura 6 retratam a medição do campo magnético, para uma corrente
constante de 3A, variando-se a distância ao longo do eixo Z (axial à bobina), sendo o z=0
medido no ponto equidistante às bobinas. Analogamente, a tabela 4 e figura 7 se referem
à variação da distância ao longo do eixo Y (na vertical, perpendicular ao eixo Z), para
y=0 no centro da bobina.

Notou-se que o campo magnético é ligeiramente constante quanto mais se


aproxima do ponto médio entre as bobinas, para o deslocamento em Z. Para o
deslocamento em Y, quanto mais do centro da própria bobina se aproxima, mais uniforme
se torna o campo magnético. O que se encontra bem de acordo com a literatura.

Tabela 3 - Campo magnético ao longo do eixo Z para duas bobinas

Distancia eixo z (m) B (mT)


-0,09 2,05
-0,06 2,12
-0,03 2,14
0,00 2,14
0,03 2,14
0,06 2,12
0,09 2,08

Campo magnético (mT) x Distância ao longo de z (m)


2,50
Campo magnético (mT)

2,00

1,50

1,00

0,50

0,00
-0,10 -0,05 0,00 0,05 0,10
Distância ao longo de z (m)

Figura 6 - Campo magnético ao longo do eixo Z para as duas bobinas


Tabela 4 - Campo magnético ao longo do eixo Y para duas bobinas

Distancia eixo y (m) B (mT)


-0,20 0,76
-0,15 1,68
-0,10 2,05
-0,05 2,14
0,00 2,14
0,05 2,14
0,10 2,10
0,15 1,77
0,20 0,94

Campo magnético (mT) x Distância ao longo de y (m)


2,50

2,00
Campo magnético (mT)

1,50

1,00

0,50

0,00
-0,30 -0,20 -0,10 0,00 0,10 0,20 0,30
Distância ao longo de y (m)

Figura 7 - Campo magnético ao longo do eixo Y para as duas bobinas

3. Razão e/m do elétron

Nesse procedimento, a força magnética é aplicada de forma perpendicular aos


feixes de elétrons, assim ela varia a direção do vetor velocidade dos feixes, sem variar
seu módulo, o que resulta em um feixe de elétrons de circunferência fechada.
Assim, quanto maior a força magnética, maior será a deflexão, formando
circunferências com menores diâmetros.
Quando aumentamos a corrente no enrolamento, o diâmetro da curva fechada
encontrada diminui. Isso ocorre, porque a corrente é diretamente proporcional à força
magnética, e quanto maior a força, maior a deflexão.
Quando giramos o tubo de raios catódicos em torno de seu eixo, obtemos um feixe
em espiral, visto que o vetor de velocidade será decomposto em duas componentes. A
componente perpendicular ao campo magnético é responsável pela deflexão do feixe de
elétrons. A componente paralela é constante, visto que o campo magnético não gera força
resultante nessa direção, assim ela é responsável pelo deslocamento do feixe na
horizontal. Logo, a composição dos deslocamentos nas duas gerações forma um feixe em
espiral.
Tendo como base a tabela abaixo, pode-se notar que as razões carga/massa para o
elétron encontradas experimentalmente estão suficientemente próximas, ou seja, na mesma
ordem de grandeza, do valor teórico tabelado de 1,75E-11 C/kg, demonstrando a execução do
experimento de J.J. Thomson.

Tabela 5 - Razão carga/massa do elétron a partir das bobinas e dos tubos de raios catídicos

Corrente (A) B (T) Diâmetro (m) e/m (C/Kg) e/m tabelada (C/Kg)
1,3 0,90 0,10 1,95E+11
1,64 1,14 0,08 1,91E+11
1,75E-11
2,23 1,54 0,06 1,84E+11
3,46 2,40 0,04 1,72E+11

Conclusão:

Nesse experimento observou-se uma grande fidelidade dos valores encontrados


experimentalmente com aqueles previstos por meio das formulações teóricas expostas na
introdução. Pode-se notar, também, com o procedimento 2 realizado, que as Bobinas de
Helmholtz criam, de fato, um campo magnético entre elas aproximadamente uniforme.

Além disso, a aplicação dada por J.J. Thomson a esse arranjo experimental se
mostrou muito interessante, pois com um experimento simples, de formulação teórica não
complexa, pode-se se estimar a razão carga/massa do elétron, algo que à primeira vista
parece muito complicado de se medir. Os valores encontrados foram razoavelmente
próximos do valor tabelado. A pouca diferença notada acredita-se que esteja relacionada
com a tensão de aceleração do elétron, que influencia, conforme a equação 6, na razão
carga/massa.

Bibliografia:

Walker, H. R. (1996). Fundamentos de Física 3 - Eletromagnetismo. Rio de Janeiro, RJ:


Livros Técnicos e Cientificos Editora S.A.