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CURSO ONLINE

PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 1 – Videoaula 1
Terapia Cognitivo-comportamental e
Modelo de Crenças em Saúde

Profª Marcela Salim Kotait


ESQUEMA DA AULA
 Terapia cognitivo-comportamental;
 Modelos de crenças em saúde;
 Modelo transteórico da mudança;
 Teoria da aprendizagem social;
 Características comportamentais do
paciente obeso;
 Investigação das alterações
comportamentais;
 Testes utilizados para auxiliar diagnóstico;
 Fome física x fome emocional;
 Gatilhos alimentares e emocionais;
 Comportamentos assertivos;
 Limite de cada paciente.
ESQUEMA DA AULA
 Imagem corporal;
 Técnicas de automonitorização;
 Instrumentos de aplicação para
mudanças de comportamento alimentar;
 Competência do nutricionista e do
psicólogo;
 Adesão alimentar;
 Transtornos alimentares;
 Anorexia nervosa;
 Bulimia nervosa;
 Transtorno da compulsão alimentar
(TCA);
 Síndrome alimentar noturna.
ESQUEMA DA AULA
 Tríade da Mulher Atleta;
 Transtornos da alimentação na infância (TAI);
 Comer restritivo;
 Comer seletivo;
 Recusa alimentar;
 Transtorno de evitação alimentar pós-
cirúrgica;
 "Neo” transtornos alimentares;
 Investigação das alterações comportamentais;
 Comer intuitivo;
 Comer consciente: dicas;
 Exemplos de estudos de caso;
 Prática clínica.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Ferramenta para trabalhar a mudança de
comportamento.

Princípio: emoções e comportamentos são


determinados pela forma que interpretamos
a realidade.

Nutricionista: não aprofunda a análise das


emoções

• Técnicas TCC adaptadas à nutrição;


• Parte do aconselhamento nutricional;
• Ajudar a resgatar os sinais internos de
fome, saciedade e o prazer em comer.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Bases Filosóficas
A Terapia Cognitiva desenvolvida por
Aaron Beck, na Universidade da
Pensilvânia no início da década de 60.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Bases Filosóficas

 Psicoterapia breve, estruturada,


orientada ao presente;

 Depressão;

 Direcionada a resolver problemas


atuais e a modificar os
pensamentos e comportamentos
disfuncionais.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Bases Filosóficas

Modelo cognitivo

- Pensamento distorcido ou disfuncional (que


influencia o humor e o comportamento);

- Comum a todos os distúrbios psicológicos;

- Avaliação realista e a modificação no pensamento


→ melhora no humor e comportamento;

A melhora duradoura resulta da modificação das


crenças disfuncionais básicas dos pacientes.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Bases Filosóficas

Qualquer processo psicoterápico é


definido e tratado individualmente.

Há princípios filosóficos por trás do modelo


teórico → influenciam e/ou determinam a
atitude do terapeuta.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Princípio 1
Se baseia em uma formulação em
contínuo desenvolvimento do paciente e
de seus problemas.

 Identificar o pensamento atual que ajuda a


manter a dor emocional;
 Comportamentos problemáticos;
 Fatores precipitantes;
 Eventos desenvolvimentais chaves;
 Padrões duradouros de interpretação.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Princípio 2
A terapia cognitiva requer uma
aliança terapêutica segura:

 Cordialidade;
 Empatia;
 Atenção;
 Respeito genuíno;
 Competência.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Princípio 3

Enfatiza a colaboração e a
participação ativa.

Encorajar o paciente a ver o


tratamento como um trabalho
em equipe.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Princípio 4
A terapia cognitiva é orientada
em meta e focalizada em
problemas.

Primeira sessão:
Enumerar os problemas e
estabelecer metas específicas.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Princípio 5
A terapia cognitiva inicialmente enfatiza o presente.

Exame de problemas no aqui-agora.

A atenção volta-se para o passado:

1. O paciente expressa uma forte predileção a fazer isso;

2. O trabalho em direção a problemas atuais produz pouca


ou nenhuma mudança;

3. O terapeuta julga importante entender como e quando as


ideias disfuncionais se originaram e como isso afeta o
paciente hoje.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Princípio 6
A terapia cognitiva:
 Educativa;
 Ensina o paciente a ser seu próprio terapeuta;
 Enfatiza a prevenção da recaída.

Educar sobre:

• Natureza e desenvolvimento do seu problema;


• Processo de tratamento;
• Modelo cognitivo;
• Registro de sua evolução – dificuldades e
estratégias.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Princípio 7

A terapia cognitiva visa a ter um


tempo limitado.

O tempo do tratamento é o tempo do


paciente.

Alguns pacientes resolvem seus


problemas em dois meses, outros
precisam de dois anos ou mais.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Princípio 8
As sessões de terapia cognitiva
são estruturadas.

• Não importa o diagnóstico ou estágio do tratamento


o terapeuta adere a uma estrutura em cada sessão.

Torna o processo de terapia mais compreensível →


facilitando a aprendizagem do papel de auto
terapeuta.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Princípio 9
Ensina os pacientes a identificar, avaliar
e responder a seus pensamentos e
crenças disfuncionais.

O terapeuta ajuda o paciente:

- Focalizar um problema específico;

- Identificar seu pensamento disfuncional;

- Avaliar a validade do seu pensamento e


projetar um plano de ação.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Três técnicas importantes são utilizadas para esse princípio:

1- Questionamento
Socrático

Perguntas contínuas sobre o


que o paciente pensa, levando-o
a novas descobertas sobre seus
próprios pensamentos.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Três técnicas importantes são utilizadas para esse princípio:

2- Empiricismo
Colaborativo

Experimentar o
comportamento para verificar
seus pensamentos e emoções.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Três técnicas importantes são utilizadas para esse princípio:

3- Descoberta Orientada

O terapeuta questiona o paciente sobre o


sentido dos seus pensamentos a fim de revelar
as crenças subjacentes que mantém em relação
a si mesmo, ao mundo e as outras pessoas.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Princípio 10
Utiliza técnicas para mudar o pensamento,
o humor e o comportamento.

O terapeuta seleciona técnicas com base em


sua formulação de caso e seus objetivos.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

Bases Metodológicas e
Conceituação Cognitiva

Baseia-se no modelo cognitivo:

• Hipótese de que as emoções e os


comportamentos das pessoas são
influenciados por sua percepção dos
eventos.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Não é uma situação que determina o que as
pessoas sentem, mas como elas interpretam
essa situação.

Ex.: A leitura de um livro, apreciação de um filme.

Cada indivíduo tem uma resposta emocional


diferente com base no que está passando por suas
cabeças naquele momento.

O modo como as pessoas se sentem está


associado ao modo como elas interpretam e
pensam sobre uma situação.
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Bases Metodológicas e
Conceituação Cognitiva

• A situação não determina como as pessoas se


sentem;
• A resposta emocional é intermediada por sua
percepção da situação;

O terapeuta está interessado nesses


pensamentos.

Pensamentos → rápidos e avaliativos → não


são decorrentes de deliberação ou raciocínio.
QUIZ
Sobre os princípios da Terapia Cognitivo -comportamental, relacione as colunas:

( ) A terapia cognitiva requer uma aliança terapêutica segura.


( ) Utiliza técnicas para mudar o pensamento, o humor e o comportamento.
A) Princípio 1
( ) Enfatiza a colaboração e a participação ativa.
B) Princípio 2
( ) A terapia cognitiva visa a ter um tempo limitado.
C) Princípio 3
( ) A terapia cognitiva é orientada em meta e focalizada em problemas.
D) Princípio 4
( ) As sessões de terapia cognitiva são estruturadas.
E) Princípio 5
( ) A terapia cognitiva inicialmente enfatiza o presente.
F) Princípio 6
( ) Ensina os pacientes a identificar, avaliar e responder a seus pensamentos
G) Princípio 7
e crenças disfuncionais.
H) Princípio 8
( ) A terapia cognitiva: Educativa; Ensina o paciente a ser seu próprio
I) Princípio 9
terapeuta; Enfatiza a prevenção da recaída.
J) Princípio 10
( ) Se baseia em uma formulação em contínuo desenvolvimento do paciente
e de seus problemas.
QUIZ
RESPOSTA: B; J; C; G; D; H; E; I; F; A

( ) A terapia cognitiva requer uma aliança terapêutica segura.


( ) Utiliza técnicas para mudar o pensamento, o humor e o comportamento.
A) Princípio 1
( ) Enfatiza a colaboração e a participação ativa.
B) Princípio 2
( ) A terapia cognitiva visa a ter um tempo limitado.
C) Princípio 3
( ) A terapia cognitiva é orientada em meta e focalizada em problemas.
D) Princípio 4
( ) As sessões de terapia cognitiva são estruturadas.
E) Princípio 5
( ) A terapia cognitiva inicialmente enfatiza o presente.
F) Princípio 6
( ) Ensina os pacientes a identificar, avaliar e responder a seus
G) Princípio 7
pensamentos e crenças disfuncionais.
H) Princípio 8
( ) A terapia cognitiva: Educativa; Ensina o paciente a ser seu próprio
I) Princípio 9
terapeuta; Enfatiza a prevenção da recaída.
J) Princípio 10
( ) Se baseia em uma formulação em contínuo desenvolvimento do paciente
e de seus problemas.
MODELO DE CRENÇAS EM SAÚDE

Modelo de Crenças em Saúde:


Health Belief Model – HBM

Desenvolvido nos anos 50 por psicólogos


sociais do serviço de saúde pública dos
Estados Unidos.

Modelo Cognitivo:

Um dos mais pesquisados para explicar


e predizer comportamentos de saúde.

(COLETA, 1999)
MODELO DE CRENÇAS EM SAÚDE

Susceptibilidade e
gravidade percebida na
doença.

Benefícios e barreiras percebidos com


relação aos comportamentos de
prevenção ou tratamento da doença.

(COLETA, 1999)
MODELO DE CRENÇAS EM SAÚDE
O HBM é composto das quatro
dimensões seguintes:
(ROSENSTOCK, 1974)

• Susceptibilidade percebida:
Percepção subjetiva do risco pessoal de
contrair uma doença.

• Gravidade percebida:
Avaliada pelo grau de perturbação emocional
criada ao pensar na doença, ou nas
consequências que a doença pode acarretar
(dor, morte, gasto material).

(COLETA, 1999)
MODELO DE CRENÇAS EM SAÚDE

• Benefícios percebidos:
Efetividade da ação e à percepção de suas
consequências positivas.

• Barreiras percebidas:
Análise do custo-benefício considerando
possíveis custos de tempo, dinheiro,
esforço, aborrecimentos, etc.

(COLETA, 1999)
MODELO DE CRENÇAS EM SAÚDE

Gravidade
percebida
Susceptibilidade Benefícios
à doença percebidos
Barreiras
percebidas

Além dessas 4 dimensões:


Fatores internos: sintoma.
Fatores externos: influência da família, amigos,
meios de comunicação.
(COLETA, 1999)
MODELO DE CRENÇAS EM SAÚDE

Percepções Fatores modificadores Probabilidade


individuais de ação
Variáveis demográficas
(idade, sexo, etnia) Benefícios
Variáveis psicossociais percebidos na ação
(personalidade, classe social, pressão social) preventiva
Variáveis estruturais
(conhecimento sobre a doença, contato anterior Barreira percebida
com a doença) na ação preventiva
Susceptibilidade
percebida à doença

Gravidade da doença Ameaça percebida Probabilidade de


da doença praticar a ação
preventiva

Estímulos para a ação:


Campanhas de comunicação de massa; Conselho de outros; Recomendações
médicas; Doença de membro da família ou de amigo; Artigo de revista ou jornal.

Modelo de crenças em saúde como preditor de comportamento preventivo (Roscnslock, 1974) adaptado Dela Coleta, 1999.
MODELO DE CRENÇAS EM SAÚDE

Intervenções que visem a mudança de


comportamentos:

Considerar a distinção entre comportamento


na saúde e na doença → crenças como a
susceptibilidade, a gravidade ou a
externalidade.

Outros são mais relevantes na


situação de doença, especialmente na
presença de sintomas.

(COLETA, 1999)
MODELO DE CRENÇAS EM SAÚDE
Intervenções que visem a mudança de
comportamentos:

A gravidade da doença e tipo de tratamento →


influencia as crenças e comportamentos.

Ex.: Indivíduos diagnosticados hipertensos:

Variam desde a prática de


exercícios até uma dieta rigorosa,
acompanhada de medicação.

É possível que não compreenda a gravidade de


seu estado de saúde ou avalie o tratamento
como ineficaz ou desnecessário.

(COLETA, 1999)
QUIZ
Sobre o modelo de crenças em saúde, assinale a alternativa que
contempla as 4 dimensões:

a) Gravidade Percebida/Susceptibilidade à doença/Barreiras


Percebidas/Benefícios percebidos
b) Gravidade Percebida/Susceptibilidade à doença/Barreiras
Invisíveis/Benefícios percebidos
c) Gravidade Percebida/Susceptibilidade à doença/Barreiras
Percebidas/Benefício próprio
d) Gravidade/Susceptibilidade à pressão psicológica/Barreiras
Percebidas/Benefícios percebidos
QUIZ
Resposta: A
Sobre o modelo de crenças em saúde, assinale a alternativa que
contempla as 4 dimensões:
a) Gravidade Percebida/Susceptibilidade à doença/Barreiras
Percebidas/Benefícios percebidos
b) Gravidade Percebida/Susceptibilidade à doença/Barreiras
Invisíveis/Benefícios percebidos
c) Gravidade Percebida/Susceptibilidade à doença/Barreiras
Percebidas/Benefício próprio
d) Gravidade/Susceptibilidade à pressão psicológica/Barreiras
Percebidas/Benefícios percebidos
Continua...

MÓDULO 1 – VIDEOAULA 2
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 1 – Videoaula 2
Modelo Transteórico de Mudança e
Teoria da Aprendizagem Social

Profª Marcela Salim Kotait


MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA
Terapia Transteórica: uma prática mais
integrada e compreensiva.

• Teoria de mudança que explique como as


pessoas mudam por si mesmas.

 Maioria - não faz terapia ou fazem por um breve


espaço de tempo;

 Parte da mudança ocorre nos intervalos entre as


sessões e uma mínima parte no decorrer delas;

 Melhoria da qualidade de vida em que não


envolvem processos psicopatológicos.

(YOSHIDA, 2002)
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

Processo de mudança:
Diferentes dimensões que devem ser
consideradas em conjunto.

“As atividades encobertas ou explícitas em


que as pessoas se engajam para alterar
afeto, pensamento, comportamento ou
relacionamento, relativo aos problemas
particulares ou padrões de vida”.
(PROCHASKA, 1995)

Estágios que refletem a consciência do problema


e a predisposição do sujeito para enfrentá-lo.
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

PRÉ-
CONTEMPLAÇÃO
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

PRÉ-CONTEMPLAÇÃO

• Indivíduo não pretende mudar em um


futuro próximo.

“A resistência em reconhecer ou modificar um


problema é a marca da pré-contemplação”.
(PROCHASKA, 1995)

Não aceita que precisa


mudar, embora os outros
ao seu redor procurem
alertar ou pressionar à
mudança.
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA
Exemplo:

Casos em que os outros começam a dizer:


– Olha, eu acho que você deveria parar de beber!
E a pessoa responde:
– Deixa comigo, eu sei o que estou fazendo... Eu paro
quando eu quiser!
Ou ainda:
– Não seria bom você fazer um regime?
E ela: – Para quê? Eu me sinto bem assim como
estou!

Situação relacional:
Vem enfrentando problemas no relacionamento
conjugal, mas se convence de que “esta” é só uma
fase. Vai passar. É só uma questão de tempo.
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

CONTEMPLAÇÃO
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA
CONTEMPLAÇÃO

• Começa a admitir que tem um problema e a


considerar a necessidade de enfrentar, mas sem
chegar a fazer.

PROCHASKA:
“Isto é contemplação: saber para onde você quer ir,
mas ainda sem estar preparado para ir para lá”.

Situações em que da intenção ao ato pode


demorar meses, anos, ou nunca se concretizar.
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

PREPARAÇÃO
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

Quando há alguma tentativa de mudança,


mas não chega a ser bem-sucedida ou a
persistir.

Exemplo:
O regime retomado toda segunda-
feira mas abandonado na quarta,
porque ficou nervoso, ou porque a
sobremesa era irrecusável.

A decisão de reservar os finais de semana para o


lazer e a família, mas acaba sendo preterida diante da
necessidade de entregar um relatório, ou de mais
trabalho do que o tempo disponível permite.
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

AÇÃO
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA
Tomar decisões e modificar os
comportamentos, atitudes ou padrões
relacionais.

Este é o estágio de ação.

Ponto de vista prático


Mudança bem-sucedida com a realização
de um objetivo e a evidência de que há um
esforço real para isto.
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

MANUTENÇÃO
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

Persistência dessas atitudes - esforço para


impedir recaídas e consolidar os ganhos obtidos.

Esforço para não retornar aos padrões de


comportamento anteriores.

O estágio de manutenção é visto como um


processo ativo de mudança.

Evidente em um relacionamento em que após a


superação de dificuldades, continua atento à
necessidade de cuidar para que não se deteriore e
não perca a qualidade do vínculo (re)conquistado.
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

TÉRMINO
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

Os padrões de conduta resultantes da


mudança encontram-se estáveis por não ter
motivo de recaída ou de retrocesso:
estágio de término.

São os tradicionais casos de “cura”.

Exemplo:
Não sente mais vontade de consumir
álcool ou outras drogas, ou quando um
conflito pessoal ou interpessoal foi
inteiramente superado.
MODELO TRANSTEÓRICO DE MUDANÇA

A prática mostra que a evolução não é


necessariamente linear, já que
inúmeros retrocessos podem ocorrer.

Dificilmente acompanha-se o
paciente até o estágio de término
de um processo de mudança.
TEORIA DA APRENDIZAGEM SOCIAL

Desenvolvida pelo psicólogo


social Albert Bandura.

“Nós não aprendemos exclusivamente pelos nossos


mecanismos reflexos, nem pelas consequências que
esperamos dos comportamentos. Em situações
sociais, aprendemos especialmente através da
imitação, observação e reprodução do
comportamento dos outros, ou seja, grande parte
das nossas aprendizagens efetuam-se através da
observação dos modelos sociais existentes e com os
quais contatamos. É possível aprender uma extensa
gama de comportamentos sem que tenhamos de
experimentá-los, bastando observá-los.”
TEORIA DA APRENDIZAGEM SOCIAL
• A aprendizagem social traduz-se na capacidade de
reproduzir um comportamento observado;

• Distingue-se por assentar na imitação e no fato de


que sem ela tais comportamentos dificilmente
seriam aprendidos.

"O aprendizado seria excessivamente trabalhoso,


para não mencionar perigoso, se as pessoas
dependessem somente dos efeitos de suas próprias
ações para informá-las sobre o que fazer. Por sorte, a
maior parte do comportamento humano é aprendido
pela observação através da modelagem. Pela
observação dos outros, uma pessoa forma uma ideia
de como novos comportamentos são executados e,
em ocasiões posteriores, esta informação codificada
serve como um guia para a ação." (Bandura, 1977).
TEORIA DA APRENDIZAGEM SOCIAL
Aprendizagem ativa:
Aprender, fazendo (experimentando as
consequências da ação).
Aprendizagem indireta:
Aprender, observando os outros.

3 pressupostos

Aprendizagem Auto eficácia


social Determinismo
recíproco
TEORIA DA APRENDIZAGEM SOCIAL

1º pressuposto:
Aprendizagem por observação

Por intermédio de reforço indireto:

 Recompensa ou punição de outro;


 Expectativa de ser reforçado pelo
domínio;
 Identificação com o modelo admirado
ou de status elevado.
TEORIA DA APRENDIZAGEM SOCIAL
Aprendizagem por observação

1. Atenção: Eventos apresentados (clareza, valência


afetiva, complexidade, frequência) e as características
do observador (capacidades sensoriais, nível de
atenção despertada, conjunto de percepção).

2. Retenção: Incluindo codificação simbólica,


organização cognitiva, ensaio simbólico, ensaio
motor).

3. Reprodução motora: Incluindo capacidades físicas,


auto-observação da reprodução, exatidão do retorno.

4. Motivação: Incluindo reforço externo, indireto e


próprio controle dos próprios reforçadores.
TEORIA DA APRENDIZAGEM SOCIAL

2º pressuposto:
Determinismo Recíproco

Determina que as pessoas,


comportamentos e ambientes interagem
reciprocamente.

• Interação entre os fatores pessoais,


comportamentais e ambientais, além da
interdependência entre os mesmos.
TEORIA DA APRENDIZAGEM SOCIAL
3º pressuposto:
Auto Eficácia

Senso de uma pessoa ser capaz de lidar


efetivamente com uma tarefa.

• Diretamente através da prática ou


indiretamente através da observação ou
persuasão.

Regulam o comportamento dos indivíduos


estabelecendo as tarefas que escolhem, o
esforço e a persistência.
QUIZ
Sobre o modelo transtéorico de mudança, relacione as colunas:
A) Pré-contemplação ( ) Esforço para não retornar aos padrões de
B) Contemplação comportamento anteriores.
C) Preparação ( ) Indivíduo não pretende mudar em um futuro
próximo.
D) Ação
( ) Quando há alguma tentativa de mudança,
E) Manutenção
mas não chega a ser bem-sucedida ou a
F) Término persistir.
( ) Os padrões de conduta resultantes da
mudança encontram-se estáveis por não ter
motivo de recaída ou de retrocesso.
( ) Começa a admitir que tem um problema e
a considerar a necessidade de enfrentar, mas
sem chegar a fazer.
( ) Tomar decisões e modificar os
comportamentos, atitudes ou padrões
relacionais.
QUIZ
Sobre o modelo transtéorico de mudança, relacione as colunas:

A) Pré contemplação (E) Esforço para não retornar aos padrões de


B) Contemplação comportamento anteriores.
C) Preparação (A) Indivíduo não pretende mudar em um futuro
D) Ação próximo.
E) Manutenção
(C) Quando há alguma tentativa de mudança,
F) Término
mas não chega a ser bem-sucedida ou a
persistir.
(F) Os padrões de conduta resultantes da
Resposta: E; A; C; F; B; D mudança encontram-se estáveis por não ter
motivo de recaída ou de retrocesso.
(B) Começa a admitir que tem um problema e a
considerar a necessidade de enfrentar, mas sem
chegar a fazer.
(D) Tomar decisões e modificar os
comportamentos, atitudes ou padrões
relacionais.
Continua...

MÓDULO 1 – VIDEOAULA 3
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 1 – Videoaula 3
Características Comportamentais do Paciente Obeso

Profª Marcela Salim Kotait


OBESIDADE
Obesidade não é um Transtorno
Alimentar - pode estar associada a
outras doenças psiquiátricas:

Depressão:
• 5,3 – 7,4 % em obesos não graves;
• 15,5 % em obesos grau II;
• 19,3 % em obesos grau III.

Transtornos Alimentares
mais associados a
obesidade:

 Transtorno da Compulsão Alimentar (TCA);


 Síndrome da Alimentação Noturna (SAN)
OBESIDADE
Desordem da composição corporal

Excesso relativo ou absoluto de


gordura corporal → desequilíbrio
nutricional associado ou não a
distúrbios genéticos ou
endócrino-metabólicos.

Homens
 Maior prevalência no meio urbano e região Sul;
 Menor no Nordeste;
 Aumenta com a renda.
Mulheres
 Maior prevalência no meio rural (exceto
Nordeste) e região Sul;
 Menor no nordeste;
 Maior em classes intermediárias de renda.
OBESIDADE
• EUA (população adulta):
Obesidade: 22,9% (1988-1994) vs. 30,5% (1999-2000)
(FLEGAL ET AL. 2002)

• Portugal (população adulta da cidade do Porto):


Obesidade: 26,1 % das mulheres e 13,9% dos homens
(SANTOS & BARROS. 2003)

• Taiwan (população adulta):


21,1 % de sobrepeso e 4% de obesidade
(LIN ET AL. 2003)

• Turquia (população adulta):


Obesidade: 27,4% das mulheres e 10,7% dos homens
(EREM ET AL. 2001)
OBESIDADE
Distribuição da Gordura:
• Dobras cutâneas;
• Bioimpedância;
• US/TC/RNM;
• Relação circunferência
abdominal/ quadril;
• Circunferência Abdominal.

Risco de complicações Homem Mulher


metabólicas
Aumentado ≥ 94 cm ≥ 80 cm
Aumentado ≥ 102 cm ≥ 88 cm
substancialmente

(NHLBI, 2001)
OBESIDADE

IMC (kg/m2) Risco de desenvolver doenças*


Gênero e Homens (≤ 102 cm) Homens (> 102 cm)
circunferência da
cintura Mulheres (≤ 88 cm) Mulheres (> 88 cm)
<18,5 --- ---
18,5 - 24,9 --- ---
25 - 29,9 Aumentado Alto
30 - 34,9 Alto Muito Alto
35 - 39,9 Muito Alto Muito Alto
≥40 Extremamente alto Extremamente alto
*: risco para diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

NHLBI, 2001
OBESIDADE
Estigma – atributo que é desacreditado e
que desqualifica uma pessoa da completa
aceitação social.
(GOFFMAN, 1963)

Televisão:
 Obesos são objetos de piadas;
 Menos chance de representar protagonistas
de relacionamentos românticos;
 Frequentemente mostrados comendo fora de
controle.

(GREENBERG ET AL, 2003)


OBESIDADE
Estigma: Consequências

 Associaram figuras de crianças obesas: menos


amigos; menos amadas por seus pais; piores na
escola; infelizes com suas aparências; querem ser
mais magras (HILL & SILVER, 1995).

 Fotos de crianças obesas, ou com deficiência


física, desfiguradas, cegas → fotos dos obesos são
as mais rejeitadas (GIANCOLI & NIEIMEYER,
1983).

 2001: Aumento de 41% na rejeição aos obesos


(LATNER & STUNKARD, 2003).
OBESIDADE
Estigma: Consequências

 Obesos = sem força de vontade, preguiçosos,


descuidados, incompetentes, emocionalmente
instáveis, e até defeituosos (PUHL ET AL,
2004).

 Menos aceitos nas faculdades e recebem


menos bolsas de estudo (CRANDALL 1994;
CANNING & MAYER, 1966; CRANDALL
1991).

 Mais rejeitados em entrevistas de emprego


(Larkin & Pines, 1979; Rothblum et al., 1990).

 Quando empregados recebem menores


salários e menos promoções (Averett &
Korenman, 1996).
OBESIDADE

“É notável que nos últimos anos


medidas legais e normas sociais
tenham diminuído a estigmatização
de grupos raciais, religiosos ou de
gênero, enquanto que o preconceito
contra obesos continua sendo
tolerado e até socialmente aceito.”

(STUNKARD & SOBAL, 1995)


OBESIDADE
Visão do nutricionista
sobre pessoas com
sobrepeso e obesidade.

→ 187 nutricionistas inglesas:

 Obesos seriam piores trabalhadores;


 As pessoas se sentiriam desconfortáveis em se
associar a obesos;
 Não poderiam levar uma vida normal;
 São responsáveis pelo seu estado;
 Principais causas: sedentarismo, comer
alimentos errados, mudanças de humor que
levam ao exagero alimentar, prática de dietas;
 Falta de força de vontade.
HARVEY ET AL, 2002
OBESIDADE
Visão do nutricionista sobre pessoas
com sobrepeso e obesidade.

Quanto menos o nutricionista aceitava a


obesidade:

 Menor era o tempo


utilizado para dar
conselhos sobre aspectos
sociais e psicológicos e
para desenvolver uma
boa relação com o
paciente.
HARVEY ET AL, 2002
OBESIDADE
Os nutricionistas que mais acreditavam que a
prática de dietas causava a obesidade:

 Mais aconselhavam sobre atividade física e


aspectos sociais e psicológicos;
 Mais valorizavam a atualização científica;

 Mais confiantes nas


suas capacidades de
aconselhamento e menos
prescreviam dietas.

Conclusão: preconceito pode também


atrapalhar o tratamento nutricional!
HARVEY ET AL, 2002
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Genética

Fatores Fatores
emocionais neuroendócrinos

Sedentarismo
Ambiente
e Alimentação
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO Genética

• Poligênica: + de 127 polimorfismos identificados

• Risco de Obesidade:
→ Nenhum dos pais obeso: 9% Pai: 40%
→ Um dos pais obeso: 50% Mãe: 60%
→ Ambos pais obesos: 80%

• 40% a 70% da diferença de peso pode ser


explicada pela carga genética;
• Entre 15 e 40% da variação de padrão alimentar
também pode ser justificada por influências
genéticas.

Síndrome de Prader Willi e a de Bardet-Biedl


(VAN DEN BREE et al., 1999)
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Fatores
Neuroendócrinos
• Insulina/Glucagon;
• Grelina/Obestatina;
• Leptina;
• α-MSH (hormônio melanocítico estimulante-
gene agouti);
• PYY;
• Oxintomodulina;
• PP (polipeptídeo pancreático);
• Amilina;
• GLP1 – GLP2 (receptores do glucagon);
• Somatostatina (SMT);
• NPY, AgRP, CART, CRH, TRH;
• Sistema endocanabinoide;
• Receptores de histamina H3.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Ambiente

Ambiente “obesogênico” em indivíduos geneticamente predispostos.

• Índios Pima: > obesidade e DM;


• Aborígenes australianos: > obesidade, DM e hipertrigliceridemia.

IMC
Obesidade genética
Forte predisposição genética

Ambiente “obesogênico” Leve predisposição genética


Resistência genética
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Ambiente
Estresse
Hiperatividade do eixo hipotálamo-hipófise
adrenal → progressivo desequilíbrio →
associado ao ↑ acúmulo de gordura visceral
(MATOS et al., 2003; ROSMOND et al, 1998).

Medicamentos
Benzodiazepínicos, corticosteroides,
antipsicóticos, antidepressivos tricíclicos,
antiepiléticos, sulfoniluréias, insulina (CHESKIN
et al., 1999).

Abandono do tabagismo
(JORENBY et al., 1999)
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
DETERMINANTES DO
DESEQUILÍBRIO ENERGÉTICO

AUMENTO DA DIMINUIÇÃO DO
INGESTÃO GASTO
ALIMENTAR ENERGÉTICO

MAIOR
OXIDAÇÃO DE
CAPACIDADE
GORDURAS
DE ESTOCAR
DEFICIENTE
GORDURA
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Sedentarismo e
Alimentação

AUMENTO DA INGESTÃO ALIMENTAR

Fisiológicos:
• Sensação de fome;
• Sensação de prazer;
• Sensação de saciação;
• Sensação de saciedade.

Satisfação ≠ Saciedade
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Sedentarismo e
Alimentação

CAUSAS PRÉ DEGLUTIÇÃO

Papel do Inconsciente

Pipoca velha
• Balde grande > 173 kcal
• 53% a mais que o balde médio.
(WANSINK, 2004)

Vinho Dakota do Norte


• Californiano + 11% da refeição
• 10 minutos a + à mesa.
(WANSINK et al., 1998)
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Sedentarismo e
Alimentação

CAUSAS PRÉ DEGLUTIÇÃO

Não guardamos com precisão o que


comemos (BOOTH & FREEMAN, 1995; LOWE,
2005).

31% das pessoas que saem de um


restaurante italiano não lembram qual
quantidade de pão comeram;

12% dos comedores de pão negam ter


comido um único pedaço.

(LINDER & WANSINK, 2003)


CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Sedentarismo e
Alimentação

CAUSAS PRÉ DEGLUTIÇÃO

Não somos capazes de estimar o tamanho


das refeições.
(LANSKY E BROWNELL, 1982; BARBARA et al.,
2003; TOOZZE et al., 2004)

Eutróficos → estimaram 20% menos


Obesos → 30 a 40% menos
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Sedentarismo e
Alimentação

CAUSAS PRÉ DEGLUTIÇÃO

As pessoas não ingerem calorias,


ingerem volume.
(ROLLS B, 2005)

Estudo mostrou que indivíduos eutróficos


ou obesos, subestimam os níveis
calóricos com previsibilidade matemática.
(CHANDON E WANSINK, 2007)

Alimentos pequenos (300kcal) → subestimavam 10%


Alimentos maiores (900kcal) → subestimavam 40%
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Sedentarismo e
Alimentação

TOPOGRAFIA DA MESA

É o “tamanho da refeição” que


determina a precisão com que
estimamos quanto comemos, e
não o “tamanho da pessoa”.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Sedentarismo e
Alimentação

Papel do Tamanho das


Porções Alimentares
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
20 ANOS ATRÁS HOJE
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Outros fatores:
Relação horas de TV,
carros por domicílio e
% da média para todos os pontos

Tendência secular da obesidade obesidade.

Horas de TV / semana Carros por domicílio

(JEBB, S.A. British med Bull. 1997;53(2):264-285)


CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Papel do Tamanho das Porções Alimentares

Porções cada vez maiores - alimentos ricos em


lipídios, açúcares e, consequentemente, energia.

Aspecto cultural: satisfação dos clientes com


“mais comida por menos dinheiro”.
(YOUNG & NESTLÉ, 2002)

PAPEL DO MARKETING E DAS INDÚSTRIAS DE ALIMENTOS.


CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Papel do Tamanho das Porções Alimentares

EUA em 2000: consumo calórico diário


12% maior que em 1985 (300kcal/dia):

• 46% grãos refinados;


• 24% gorduras;
• 23% açúcares;
• 8% frutas e vegetais;
• Redução 1 % carnes e laticínios.

↑8 kcal/dia acima do GET → 10kg em 30 anos


CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Papel da Frequência de Ingestão Alimentar

Crença popular:
Comer entre as
refeições engorda?

Cuidado → lanches entre refeições  “beliscar”.

Estudos têm demonstrado relação inversa


(Drummond et al., 1996) ou falta de relação (Summerbell et
al., 1996; Crawley & Summerbell, 1997) entre frequência
alimentar e peso corporal.
CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO
PACIENTE OBESO
Papel da Frequência de Ingestão Alimentar

→ Efeito de acrescentar ou omitir uma refeição na


alimentação de pessoas que ingeriam três e quatro
refeições diariamente.
(CHAPELOT et al., 2006)

 3 refeições diárias: + 1 refeição vespertina →


sem efeito.
 4 refeições diárias: - 1 refeição vespertina →
aumento de massa gorda (possível causa: maior
consumo de gordura nas outras refeições).
SAIBA MAIS
Você sabia que existem técnicas que podem ajudar seu paciente a
controlar o desejo por comida?

Os desejos normalmente têm seu ponto alto durante as


primeiras semanas de dieta. Na medida que a pessoa restringe ou para
de comer alimentos que lhe causam desejo, o desejo por estes
alimentos vão diminuindo de maneira significativa. Os desejos
começam a diminuir quando decidir que não vai, absolutamente,
desistir da dieta.

Clique aqui para ter acesso à uma lista de


técnicas cognitivas e comportamentais que
seu paciente pode utilizar.
Continua...

MÓDULO 2 – VIDEOAULA 1
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 2 – Videoaula 1
Investigação das Alterações Comportamentais

Profª Marcela Salim Kotait


INVESTIGAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
COMPORTAMENTAIS
Boa avaliação nutricional: individualidade;

A elucidação dos padrões dietéticos tem


implicações no tratamento e conhecimento da
variabilidade clínica dos indivíduos.

Instrumentos padronizados X Entrevistas


clínicas: não é necessário usar instrumentos
prontos.

→ É melhor desenvolver sua própria anamnese.

ESCUTA
INVESTIGAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
COMPORTAMENTAIS
• Dados básicos:
Idade, estado civil, filhos, escolaridade, profissão,
com quem mora e como, indicação para
tratamento.

• Dados antropométricos:
Peso e altura (IMC), peso desejado/habitual/
mínimo/máximo, circunferências, dobras cutâneas,
bioimpedância, etc.

• Dados de saúde:
Doenças pregressas e atual, tratamentos
realizados ou em andamento, medicamentos,
suplementos, qualidade do sono.
→ Exame físico.
INVESTIGAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
COMPORTAMENTAIS
• Histórico do peso e da alimentação:
 Não são indicadas anamneses estruturadas
(perguntas fechadas) → chance para o
paciente contar sua história e questões únicas
e particulares;

 Não faça perguntas diretas → Iniciar com


perguntas indiretas:

“Como era sua alimentação e peso na infância?”


INVESTIGAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
COMPORTAMENTAIS
• Histórico do peso e da alimentação:
 Anotar os dados atentando para momentos
importantes;

 Levantar o histórico (infância,


adolescência, reação às mudanças
corporais da puberdade e gestações,
mudanças do padrão ou consumo
alimentar, etc.);

 Avaliação clínica, bioquímica e exames


complementares.
INVESTIGAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
COMPORTAMENTAIS
• Aspectos atuais:
 História alimentar simplificada → o que o
paciente costuma comer normalmente;

 R24h não é recomendado → variação de


consumo de um dia para o outro;

 Alimentação habitual durante semana e finais


de semana;

 Métodos inadequados para controle de peso;

 Aversões e preferências alimentares;

 TA.
INVESTIGAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
COMPORTAMENTAIS

Pensamentos Comportamento

Atitudes Alimentares

Sentimentos Crenças
INVESTIGAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
COMPORTAMENTAIS
• Atitudes Alimentares:
 Ingestão alimentar que independe dos estados
de fome e saciedade → não atende às
necessidades fisiológicas;

 Regulado pelo inconsciente, irracional e


emoções;

 Sabor, cheiro, textura e aparência;

 Difere da nutrição, ou comportamento


nutricional, enquanto esta é racional, cognitiva;

 Adequação quantitativa e qualitativa da


alimentação.
INVESTIGAÇÃO DAS ALTERAÇÕES
COMPORTAMENTAIS
TESTES UTILIZADOS PARA AUXILIAR
DIAGNÓSTICO
• Instrumento e Escalas: forma de
compreender, avaliar e diferenciar
características de pessoas.

• DIAGNÓSTICO MÉDICO!

• Manuais diagnósticos.
TESTES UTILIZADOS PARA AUXILIAR
DIAGNÓSTICO
→ Diversos instrumentos;

• Especificar qual; que se quer medir;


tipo de estudo e objetivo;

• Privilegiar instrumentos que tenham


suas propriedades psicométricas
testadas.

Instrumentos devem
complementar, e não
substituir a escuta na
prática clínica.
TESTES UTILIZADOS PARA AUXILIAR
DIAGNÓSTICO
Dividem-se em:
1) Instrumentos autoaplicáveis
2) Entrevistas clínicas padronizadas

1) Instrumentos autoaplicáveis:
 Entrevistas clínicas padronizadas;
 Mais precisa que questionários autoaplicáveis;
 Tempo de avaliação e necessidade de entrevistador
treinado;
 Maioria validada originalmente em inglês;
 Maior parte é apenas uma sessão de outro
instrumento diagnóstico de transtornos psiquiátricos
mais amplos.
TESTES UTILIZADOS PARA AUXILIAR
DIAGNÓSTICO

• EDE: Diag e psicopatologia de Tas. Avalia restrição


dietética e episódios bulímicos, grande riqueza de
detalhes (ep bulim objs, subjs, hiperalim. Objs, subjs).
Cooper et al., 1989.
• EAT: Rastreamento de TA, Gross et al., 1986.
• ChEAT: Rastreamento de TA em crianças, Maloney et al.,
1988.
• BITE: Rastreamento de BN, avalia C. Alim. Henderson e
Freeman, 1987.
• BES: Rastreamento de TCA, avalia C. Alim. Gormally et
al., 1982.
• QEWP-R: Rastreamento de TCA na pop geral. Spitzer et
al., 1993.
TESTES UTILIZADOS PARA AUXILIAR
DIAGNÓSTICO
• BSQ: Avalia distúrbios de Imagem Corporal. Cooper et al.,
1987.
• Escala de Figuras de Stunkard: Avalia distúrbios de
Imagem Corporal. Stunkard et al., 1983.
• BAQ: Avalia distúrbios de Imagem Corporal. Ben-Tovin e
Wlaker, 1991.
• TFEQ: Avalia controle sobre o C. Alim. Stunkard e
Messick, 1985.
• RS: Avalia C. Alim. Herman e Mack, 1975.
• NKS: Avalia conhecimentos sobre a importância da
alimentação para a saúde. Harnack et al., 1997.
• DEAS: Avalia atitudes alimentares. Alvarenga et al., 2010.
• EEICA: Avalia distúrbios de imagem corporal. Conti et al.,
2009.
Continua...

MÓDULO 2 – VIDEOAULA 2
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 2 – Videoaula 2
Fome física X Fome Emocional: Gatilhos Alimentares e
Emocionais e Comportamentos Assertivos

Profª Marcela Salim Kotait


FOME FÍSICA X FOME EMOCIONAL
GATILHOS ALIMENTARES E EMOCIONAIS
Situar a alimentação em
contexto puramente científico e
nutricional é um erro!

O QUE NOS LEVA A COMER


ALÉM DA FOME?

 Relações com algo ou alguém;


 Lembranças;
 Simbolismos;
 Prazer.
RELAÇÃO ENTRE ALIMENTO E CORPO: ALIMENTO É RESPONSÁVEL DIRETO
PELA MANUTENÇÃO DO CORPO.

CONTEXTO ATUAL

VALORIZAÇÃO DA MAGREZA COMO SÍMBOLO DE


BELEZA, ATRATIVIDADE, PODER E SUCESSO

+
ENORME DISPONIBILIDADE DE ALIMENTOS/
AUMENTO DA OBESIDADE/ TRANSIÇÃO NUTRICIONAL

ALIMENTO = “AMEAÇA”

AUMENTO DA INCIDÊNCIA DE TRANSTORNOS ALIMENTARES


FOME FÍSICA X FOME EMOCIONAL
GATILHOS ALIMENTARES E EMOCIONAIS
Comer apenas com fome.

De que maneira? Como fazer? Como saber?


Fome ou Vontade? Fome física ou emocional?

• A alimentação é uma atividade central e


necessária;
• Extrema complexidade → aspectos
psicológicos, fisiológicos e socioculturais.

As atitudes em relação à comida se iniciam bem cedo;


Envolve uma rotina de aprendizado no reforço positivo
e na satisfação frente aos comportamentos.
(Kotait, 2010)
FOME FÍSICA X FOME EMOCIONAL
GATILHOS ALIMENTARES E EMOCIONAIS

“Você tem fome de quê?” / “A gente não


quer só comer, a gente quer prazer para
aliviar a dor.”
(Titãs)
FOME FÍSICA X FOME EMOCIONAL
GATILHOS ALIMENTARES E EMOCIONAIS
As informações sobre Nutrição e
Alimentação são divulgadas não só por
profissionais capacitados.

Restrições alimentares: “única” opção para


quem quer se alimentar melhor e alterar o
peso.
Comer X Prazer
FOME FÍSICA X FOME EMOCIONAL
GATILHOS ALIMENTARES E EMOCIONAIS
Dieta é gatilho?

Dieta para perda de peso:

→ Pensamentos obsessivos com os


alimentos e peso corporal;
→ Não melhoram a autoestima e nem
significam disciplina ou autocontrole;
→ Irritabilidade, letargia e mau humor.
FOME FÍSICA X FOME EMOCIONAL
GATILHOS ALIMENTARES E EMOCIONAIS
Dieta é gatilho?

→ Levam ao reganho de peso;

→ A restrição diminui o metabolismo e o


organismo é obrigado a funcionar com
menos energia;

→ Podem desencadear episódios de


descontrole e compulsão.
FOME FÍSICA X FOME EMOCIONAL
GATILHOS ALIMENTARES E EMOCIONAIS
Experiências adversas são gatilho?
 Abuso sexual
 Trauma
 Estímulos negativos

Recebidos ao longo do desenvolvimento


podem ser fatores importantes.

NUNES et al., 2006


FOME FÍSICA X FOME EMOCIONAL
GATILHOS ALIMENTARES E EMOCIONAIS
Fatores socioculturais são gatilho?

• Mudanças na disponibilidade e no
significado dos alimentos;

• Mudanças no conceito de beleza e


supervalorização da magreza.
FOME FÍSICA X FOME EMOCIONAL
GATILHOS ALIMENTARES E EMOCIONAIS
Sinais físicos, graduação, especificidade,
momento, frequência, planejamento, sentimento.

Fome física Fome emocional

Vontade Social Sentimento


Fome
Genuína Emoção
Prazer
FOME FÍSICA X FOME EMOCIONAL
GATILHOS ALIMENTARES E EMOCIONAIS
FOME FÍSICA X FOME EMOCIONAL
GATILHOS ALIMENTARES E EMOCIONAIS
SAIBA MAIS
Você sabia que existem técnicas que podem ajudar seu paciente a
diferenciar fome da vontade de comer?

“Absolutamente todas as pessoas que tem problemas de peso comem


por razões emocionais, pelo menos de vez em quando. É possível que
você se acalme com a comida porque não gosta de se sentir aflito ou
chateado. A comida pode ser, de fato, uma distração ou um calmante
eficaz – mas temporariamente”.

Clique aqui para ter acesso à uma


lista de técnicas.
COMPORTAMENTOS ASSERTIVOS
• Habilidades Sociais:

Considera um contexto social;


Padrões de comunicação social que variam
em diferentes e dentro de uma mesma
cultura:
→ Sexo, classe social, idade e educação.

• Pessoa hábil socialmente é eficaz


para:

 Atingir seus objetivos;


 Manter ou melhorar relações;
 Avaliação de seu comportamento.
COMPORTAMENTOS ASSERTIVOS

Capaz de se comportar de forma a aumentar


o acesso a reforçadores positivos e diminuir
a coerção e seus efeitos colaterais.

Considerar o conteúdo daquele


comportamento e as consequências de tais
comportamentos.

(CABALLO, 1986)
COMPORTAMENTOS ASSERTIVOS
Assertivo Agressivo Passivo
Avalia a situação e Sempre exige que Aceita sempre os
seleciona o melhor seus objetivos objetivos dos
comportamento a sejam realizados, outros, colocando
ser emitido, independentemente os seus em
considerando seus da situação e dos segundo plano
objetivos e o dos objetivos dos outros
outros
Nem sempre o Nem sempre agride Normalmente
assertivo o outro diretamente seus objetivos
consegue o que não são
quer alcançados
Nem sempre o Agressão: ignorar
assertivo mostra os objetivos dos
seus objetivos outros sempre
“Meio termo” entre
agressividade e
passividade
COMPORTAMENTOS ASSERTIVOS
Comportamento Assertivo Comportamento Agressivo Comportamento Assertivo

O Emissor O Emissor O Emissor


Valoriza-se Valoriza-se às custas dos Nega a si próprio
Expressa-se outros Fica inibido
Sente-se bem consigo Expressa-se Fica magoado e ansioso
mesmo Deprecia os outros Permite que os outros escolham
Escolhe por si Escolhe para os outros para ele
Pode atingir os objetivos Atinge os objetivos desejados Não atinge os objetivos
desejados ferindo os outros desejados
O Receptor O Receptor O Receptor
Valoriza-se Repudia-se Sente culpa ou raiva
Pode atingir os objetivos Sente-se ferido, humilhado e Deprecia o emissor
desejados na defensiva Atinge os objetivos às custas do
Não atinge os objetivos emissor
desejados

(ALBERTINI; EMMONS, 1978, p. 27 - adaptada)


COMPORTAMENTOS ASSERTIVOS

Treino de HS

Objetivos:
Modelar e ampliar o repertório social do
indivíduo para que altere os controles
antecedentes e consequentes de seu
comportamento.

 Focaliza:
Déficits comportamentais → não emite
comportamentos requeridos em uma
situação ou as tentativas não alcançam os
efeitos pretendidos.
COMPORTAMENTOS ASSERTIVOS
 Excessos comportamentais:
Ultrapassam o que é requerido para
situação.

 Contexto situacional e cultural:


Caracterizar os interlocutores do cliente, os
valores e normas, as situações e interações
significativas e as consequências para
diferentes desempenhos interpessoais.

 Objetivos ou metas:
Levando em consideração o repertório
inicial de cada indivíduo.
Continua...

MÓDULO 2 – VIDEOAULA 3
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 2 – Videoaula 3
Limite de cada Paciente

Profª Marcela Salim Kotait


LIMITE DE CADA PACIENTE

Interação de diversos fatores


LIMITE DE CADA PACIENTE

Presença de Comorbidades
Dois ou mais transtornos em um mesmo indivíduo.

Comorbidades psiquiátricas são comuns em


pacientes com transtornos alimentares e obesidade.

Quase 50% dos pacientes psiquiátricos


recebem mais de um diagnóstico.
(ANDRADE, 1988)

Estudo com 2.436 pacientes com TA:


incidência de 94% de comorbidades
psiquiátricas.
LIMITE DE CADA PACIENTE

Em pacientes obesos:

Comorbidades psiquiátricas:
Indivíduos que buscam tratamento para
perda de peso.

Hipótese: sofrem com a associação do


quadro de obesidade X transtornos
psiquiátricos e buscam ajuda.

Podem dificultar o diagnóstico e


alterar o curso natural da doença e
sua abordagem terapêutica.
LIMITE DE CADA PACIENTE

→ São necessárias estratégias de


tratamento diferenciadas e profissionais
da área da saúde que conheçam estas
comorbidades.

Comorbidades
Clínicas
LIMITE DE CADA PACIENTE
Comorbidades mais frequentes nos TAs e na Obesidade:
Anorexia
Doenças Bulimia Nervosa TCA Obesidade
Nervosa
Transtornos de
Depressão Depressão Depressão Depressão atípica
Humor
Transtornos TOC, fobias e
TOC Ansiedade Ansiedade
Ansiosos síndrome pânico
Álcool,
Abuso de Álcool, maconha,
maconha,
Substâncias cocaína e
cocaína e
Psicoativas anfetamina
anfetamina
Trans.
Trans. Trans.
emocionalmente
emocionalmente emocionalmente
Transtornos de instável e
Anancástico instável e instável e
Personalidade borderline,
borderline, borderline,
histriônico
histriônico histriônico

(SASSI JR e SASSI, 2010)


LIMITE DE CADA PACIENTE

• A comorbidade não pode ser ignorada


pelo nutricionista, sob o risco da não
obtenção de resultados.

• Pacientes com transtorno alimentar


com comorbidades tem complicações
clínicas que devem ser identificadas
ao longo do tratamento.

• O curso do TA comórbido difere do TA


isolado, os indivíduos com
comorbidades, são mais resistentes.
LIMITE DE CADA PACIENTE
Habilidade interpessoal melhora a
resposta ao tratamento:

 Contato visual – preste atenção à resposta de seu


paciente ao contato visual e responda
apropriadamente;
 Demonstre empatia;
 Não adote postura julgadora – o que você diria se
seu paciente dissesse: “Eu comi três sundaes
ontem!”?
 Fale devagar, cuidado com o excesso de
informações;
 Não interromper o paciente;
 Faça uma pergunta por vez e espere a resposta -
não coloque palavras na boca de seu paciente.
LIMITE DE CADA PACIENTE
Ouvir não só com os ouvidos,
mas também com os olhos. Saber
ouvir é requisito para a empatia.

Requer:
- Abertura: física e psicológica
- Postura: tensa vs. relaxada
- Concentração
LIMITE DE CADA PACIENTE

→ Dizer o nome de seu paciente tende a chamar


sua atenção;
→ Usar para reforçar novos bons comportamentos;

Cuidados:
- Não use demais;
- Pacientes tímidos → gatilho para sentimentos de
julgamento: preste atenção à resposta do
paciente.

Pense nas vezes em que outras pessoas usaram


seu nome e veja que efeito isso teve sobre você.
LIMITE DE CADA PACIENTE
Como devo reagir às demonstrações
emotivas do meu paciente?

Observações sobre sentimentos:


 4 emoções: raiva, medo, alegria, tristeza;

Expressas de formas diferentes:


Pessoa com medo pode variar de hesitante a
apavorada, ou pode sentir-se vulnerável e
agir como se estivesse com raiva.
LIMITE DE CADA PACIENTE
→ SENTIMENTOS:
Não são escolhidos, controlados
ou passíveis de interrupção por
vontade própria. Simplesmente
“aparecem”.

→ PENSAMENTOS:
Podemos escolher interrompê-
los, redirecioná-los ou adicionar
novos pensamentos a eles.

→ COMPORTAMENTOS:
Podemos escolher.
LIMITE DE CADA PACIENTE
Como devo reagir às demonstrações
emotivas do meu paciente?

• O paciente que expresse fortes sentimentos


durante as sessões pode se beneficiar de
terapia;

• Está em terapia - conversar com o terapeuta


sobre a melhor forma de lidar com o
paciente naquele momento;

• Alguns pacientes estão trabalhando para


expressar seus sentimentos. Ter empatia
mas não perca o foco.
LIMITE DE CADA PACIENTE
Como devo reagir às demonstrações
emotivas do meu paciente?

Procure responder, não reagir (reagir é um


reflexo emocional, responder requer
pensamento, consciência).

Foque nos sentimentos e então pergunte o


que ele(a) gostaria de fazer em seguida:

“Você está bastante frustrado, não está? Você está se


esforçando em comer menos há meses e seu peso não têm
diminuído... O que você gostaria da minha parte agora?”

→ Às vezes precisarão de um tempo “para respirar”.


LIMITE DE CADA PACIENTE
Como devo reagir às demonstrações
emotivas do meu paciente?

Pense no que é possível ser feito. Procure cuidar-se


(relaxar, desabafar de um paciente para o outro).

Quando um paciente “desaba”:


→ Não significa que você é o culpado;
→ Não significa que você deva “tratar” aqueles
sentimentos;
→ Não “desabe” junto com seu paciente -
permaneça calmo, sereno, dê apoio;
→ Quando estiver mais calmo procure conversar
sobre o que houve e, se for o caso, sugira
procurar terapia.
LIMITE DE CADA PACIENTE
Porque alguns pacientes não retornam?

• Não estão prontos para as mudanças sugeridas;


• Negação de que exista uma condição que deva
ser tratada;
• Está evitando o desconforto e ansiedade que
acredita que as mudanças trarão;
• Seu companheiro acredita que é perda de tempo
ou dinheiro;
• Não tem recursos financeiros para o tratamento
e estão embaraçados em lhe dizer;
• O vizinho deu um livro de dietas e ele resolveu
seguir ao invés de continuar indo ao seu
consultório;
• Etc...
LIMITE DE CADA PACIENTE
Porque alguns pacientes não retornam?

Devo ir atrás do paciente?

Se o viu uma vez ou duas talvez não


tenha havido mesmo as condições para
a criação de um vínculo;

Se tinha um acordo o qual o paciente


pagou adiantado por um número de
sessões, é recomendável entrar em
contato.
LIMITE DE CADA PACIENTE
Porque alguns pacientes não retornam?

Se o acordo era trabalhar até que


objetivos fossem atingidos, e não
foram, é recomendável entrar em
contato;

Se há razões médicas para que o


paciente continue em tratamento e/ou o
paciente nega a gravidade de sua
situação, é recomendável que você
coloque a situação claramente.
Continua...

MÓDULO 3 – VIDEOAULA 1
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 3 – Videoaula 1
Imagem Corporal

Profª Marcela Salim Kotait


IMAGEM CORPORAL
“Figura que temos em nossas mentes
do tamanho e forma dos nossos corpos,
e os nossos sentimentos associados a
tais características e às partes que
constituem nosso corpo”.

Não é apenas a forma como


um indivíduo vê seu corpo.
IMAGEM CORPORAL

Componentes da Imagem Corporal (IC)

Imagem
Corporal

Componente Componente
Perceptivo Atitudinal

Pensamentos Sentimentos Ações


IMAGEM CORPORAL
• Componente perceptivo  como a pessoa vê
seu corpo.

• Componente atitudinal  sentimentos sobre a


imagem, importância da aparência física,
satisfação corporal, depreciação do corpo,
preocupação com o corpo.

Distúrbio de imagem corporal:


Perturbação séria e persistente em
qualquer um dos componentes da
imagem corporal.
IMAGEM CORPORAL
Exemplos de distúrbios de IC:

Se vê de forma
diferente do que ela é:
Distúrbio no
componente perceptual
da imagem corporal ou
distorção de imagem
corporal.

É insatisfeita com seu corpo ou dá muita


importância à aparência física: Distúrbio no
componente atitudinal da imagem corporal.
IMAGEM CORPORAL

Distúrbios de IC em BN:

Nem todas as pacientes com BN


superestimam seu tamanho corporal.

Pacientes com BN:

 Têm profunda insatisfação e


depreciação com seus corpos;
 São mais insatisfeitas do que
anoréxicas;
 O peso tem importância central na
vida.
IMAGEM CORPORAL

→ Insatisfação corporal prediz a


persistência dos sintomas bulímicos
ao longo da vida;

Brasil: fatores que prediziam pior resposta


ao tratamento:

 Insatisfação corporal;
 Depreciação corporal;
 Importância pessoal do peso e das
formas corporais.
IMAGEM CORPORAL
IMAGEM CORPORAL
IMAGEM CORPORAL
Distúrbios de IC em BN:
Mais comuns:

 Pavor de ganhar peso e hipervalorização da aparência


física;
 Distorção da imagem corporal;

• Índices elevados de depressão, ansiedade,


introversão e pior prognóstico;
• Distorção instável e intermitente → emoções
negativas - comeu muito ou imagens de mulheres
magras;

 Ideal de corpo magro e rígido;


 Menor insatisfação – já se encontram em seu peso
“ideal”.
IMAGEM CORPORAL
IMAGEM CORPORAL
IMAGEM CORPORAL
IMAGEM CORPORAL

O acompanhamento pode ser feito por meio


de escalas e questionários:

→ BSQ (Body Shape Questionnaire):


Avalia preocupação com peso e formas
corporais, “sentir-se gordo”.
(COOPER et al., 1987; DI PIETRO e SILVEIRA, 2008; CONTI et al., 2009)

→ Escala de Figuras de Stunkard:


Avalia percepção do tamanho corporal e
insatisfação corporal.
(STUNKARD et al., 1983. SCAGLIUSI et al., 2006)
IMAGEM CORPORAL

→ BAQ (Body Attitudes


Questionnaire):
Avalia sentimentos relacionados a
adiposidade corporal, depreciação
corporal, relevância do peso e forma
corporal.
(BEN-TOVIM e WALKER, 1991. SCAGLIUSI et al., 2005)

→ EEICA (Escala de Evaluación de


Insatisfación Corporal):
Avalia insatisfação corporal.
(CONTI et al., 2009)
IMAGEM CORPORAL

Escala de Silhuetas – STUNKARD


Eu, saudável, ideal
IMAGEM CORPORAL
Escala de Silhuetas – KAKESHITA
Brasil
IMAGEM CORPORAL
Importante → sensibilidade e coerência.

• Os pacientes reconhecem quando o


terapeuta possui questões próprias de IC;
(HERRIN, 2003)

• Conhecer seus limites, boa vivência corporal


(teatro, dança, ioga, circo, etc.);

Técnicas de tratamento:
→ Psicoeducação;
→ TCC;
→ Dança;
→ Teatro;
→ Bioenergética;
→ Arteterapia;
→ Eutonia...
IMAGEM CORPORAL

Técnicas (aplicadas pela equipe


interdisciplinar):

Verbais e não verbais, originalmente


dos trabalhos de Lowen (1982),
Alexander (1991), e Cash (2008), a
seguir adaptadas e testadas na
prática clínica.
IMAGEM CORPORAL
Intervenções não verbais

1. Representações Mentais:

Arte em vez da fala para expressar como o


paciente percebe seu corpo.

Constatar quais partes corporais são mais


chamativas e pedir para que o paciente as
explique.
IMAGEM CORPORAL

Modelagem do próprio
corpo feita por uma
paciente com anorexia
nervosa de 16 anos:

• Representação de deformidades nas


regiões da barriga e quadris;

• Segundo a paciente, sua barriga


assemelha-se a “barriga de um bebê”
(redonda) e seu quadril largo deixa-a
pouco delicada.
IMAGEM CORPORAL

Modelagem feita por


paciente de 36 anos,
diabética tipo 1, com
peso normal e
diagnóstico de BN.

Cega em função do mau uso proposital


da insulina com intuito de perda de peso.

Como não enxerga


ela se aperta
checando a barriga,
quadril e coxas.
IMAGEM CORPORAL
2. Sensibilização:

O paciente sinta seu corpo e conheça-o


melhor.

Ex.: massagem, automassagem,


relaxamento e exercícios de respiração.

Uso de objetos que


intermedeiem o contato
como bolas de tênis.
IMAGEM CORPORAL
3. Espaço

Tratar distorção, a referência do tamanho


corporal está fora do corpo.

Ex.: paciente deve definir o espaço entre


duas varas estando diante das mesmas,
para passar, sem faltar ou sobrar espaço.

Espaço seja maior que o


necessário → mostrar a
maneira distorcida que
ele se vê.
IMAGEM CORPORAL

4. Carimbo

Tratar distorção, a
referência do tamanho
corporal está fora do
corpo.

Silhueta desenhada pela paciente

Contorno feito pela equipe


IMAGEM CORPORAL
5. Esquema Corporal
Baseado na Percepção Corporal, componente dimensão corporal.

IMAGEM COMPONENTE
CORPORAL ATITUDINAL
PERCEPÇÃO CORPORAL (emocional)
ESQUEMA COMPONENTE
CORPORAL PERCEPTUAL
(percepção dimensão
corporal)

(VALTOLINA, 1998; SKRZYPEK et al., 2001; SEPÚLVEDA et al., 2002; VINGNEMONT, 2010).
IMAGEM CORPORAL
IMAGEM CORPORAL
5. Esquema Corporal
Atividades que produzem estímulos que
respeitem a construção neurológica da
percepção da dimensão corporal.

→ Melhor contato do sujeito com o próprio corpo;

→ Aumenta a tolerância para sensações motoras


e sensoriais;

→ A interação psicomotora é treinada através de


funções e movimentos do corpo;

→ Melhora a capacidade de percepção da relação


do corpo com os espaços.
IMAGEM CORPORAL

IPC: medida percebida / medida real X 100

Classificação:

Hipoesquematia: <99,4%
Adequado: 99,5% - 112,3%
Hiperesquematia: >112,4%

(LAUTENBACHER et al., 1993; SEGHETO, 2009)


IMAGEM CORPORAL
Intervenções verbais

1. Atividades Educativas
Terapeutas Nutricionais - realizar com esmero.

Peso Saudável X Peso Desejável X Peso Real

→ Cuidado ao abordar o conceito de peso saudável:


desconstrução do corpo ideal e inatingível;

→ Estrutura corporal, genética, hereditariedade;

Não deixar os pensamentos e sentimentos


negativos sobre o corpo determinarem as ações.
IMAGEM CORPORAL
2. Debates

Importante questão para que se reduza a


pressão sociocultural pela magreza.

→ Debater com argumentos científicos -


estudos antropológicos, filosóficos e
sociológicos.

Evitar explicações simplistas


Ex. “Homens não gostam de mulheres
magras”, “estilistas escolhem mulheres
magras porque devem parecer cabides”.
IMAGEM CORPORAL
3. Técnicas cognitivo-comportamentais

Embora abordagem seja psicológica, Cash


(2008) adaptou para serem utilizadas em seu
programa de autoajuda.

Espelho:
- Baseada em técnicas que trabalham fobias;
- Exposição ao objeto que causa desconforto;
- Exercícios reais e imaginação.

→ Diário de IC: registro de atividades diárias,


pensamentos, sentimentos e sensações.
IMAGEM CORPORAL
Para pensar....

VOCÊ SABE O TAMANHO DO SEU


CORPO???

Dinâmica das Cadeiras


Dinâmica do Barbante
SAIBA MAIS

Leia o artigo:

Motivos e prevalência de insatisfação com a imagem


corporal em adolescentes.

Clique aqui para ler na íntegra


Continua...

MÓDULO 3 – VIDEOAULA 2
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 3 – Videoaula 2
Técnicas de Automonitorização

Profª Marcela Salim Kotait


TÉCNICAS DE AUTOMONITORIZAÇÃO
→ Registro da ocorrência de algum comportamento.

Diário alimentar - principal técnica


de automonitoramento.

Objetivos:
 Elucidar pensamentos e comportamentos;
 Avaliação durante o processo;
 Clarificação do diagnóstico;
 Condução do rumo da consulta;
 Delimitação dos objetivos da intervenção;
 Planejamento de metas;
 Intervenção e avaliação do progresso;
 Resultado final.
TÉCNICAS DE AUTOMONITORIZAÇÃO

Efeito: redução na frequência dos


comportamentos inadequados e aumento
dos adequados.

Maior o tempo de monitoramento


Maior a tendência à mudança

• Registro: favorece a mudança e auxilia


na motivação;
• Reforço do desempenho positivo;
• Focar na mudança de comportamentos
e não na ingestão calórica ou peso.
TÉCNICAS DE AUTOMONITORIZAÇÃO
TÉCNICAS DE AUTOMONITORIZAÇÃO
Diário Alimentar:  Boa ferramenta para acompanhar a ingestão;
 Episódios Compulsivos;
 Símbolo da relação entre o terapeuta nutricional e o paciente;
 Informações para o paciente e nutricionista.

Hora Alimento/ Duração Compulsão Purgação Fome Saciedade Onde/ Sentimentos


Quantidade s/n s/n e qual 0-10 0-10 Com e
quem Pensamentos

Hora Alimento/ Duração Compulsão Planejado Fome Saciedade Onde/ Sentimentos


Quantidade s/n ? 0-10 0-10 Com e
quem Pensamentos
TÉCNICAS DE AUTOMONITORIZAÇÃO
Nutricionista

Necessidade do preenchimento correto


do DA → ressaltar a importância desse
instrumento no tratamento nutricional.

• Instrumento de registro para aspectos


referentes à alimentação;
• Indispensável para as orientações e
evoluções.
TÉCNICAS DE AUTOMONITORIZAÇÃO

O diário alimentar deve ser preenchido


logo após cada refeição:

Carregar uma folha do diário.

Anotar todos os alimentos ingeridos:

 Cafés;
 Balas;
 Lanches rápidos;
 Beliscadas;
 “Degustadas”.
TÉCNICAS DE AUTOMONITORIZAÇÃO

Diário Alimentar
Hora Alimento e Comp? Fome Saciedade Planej. Duração Sentimento
Quantidade
8:00 1 pão com Não 2 10 Sim 10’ Calma
queijo
Arroz, feijão,
13:00 salada, farofa Não 2 10 Sim 5’ Agitada
e frango;
Coca Cola
15:00 Muitos Sim 0 0 Não 2’ Normal
chocolates
18:00 1 fruta Sim 10 10 Sim 5’ Idem
20:00 1 prato de
macarrão; Não 10 7 Sim 20’ Fiquei brava
Refrigerante
Diário Alimentar
Hora Alimento e Quantidade Comp? Fome Saciedade Planej. Duração Sentimento
1 copo de leite desnatado com 1
colher de chá de Nescau, 1fatia de
8:00
pão integral com 2 fatias finas de Não 2 10 Sim 15’ Calma
queijo branco
½ prato de salada de alface, rúcula
e tomate temperado com 1 colher
de chá de azeite, sal e limão, 3 col.
de sopa de arroz, 1 concha pequena
13:15
de feijão, 1 col. de sopa de farofa, 1
Não 8 10 Sim 5’ Agitada
coxa de frango cozida, 1 copo de
Coca-Cola light
5 bombons Sonho de Valsa, 3 Alegria,
16:05 barras de Galak pequeno, 5 Raiva,
Sim 0 0 Não
brigadeiros pequenos Chateada
Triste,
18:20 5 fatias grossas de melancia Sim 10 10 Sim 5’
Frustrada
Fiquei brava
2 pegadores pequenos de porque não
espaguete com molho de tomate, 1 tinha a
20:10 Não 10 5 Sim 20’
col. de chá de queijo ralado, 1 copo comida que
de guaraná eu queria
comer
TÉCNICAS DE AUTOMONITORIZAÇÃO

 Ressaltar a importância da honestidade


nos registros.

 Mesmo que ocorram excessos,


escolhas inadequadas de alimentos, etc.

 Mostrar empatia e postura de não


julgamento com a presença do diário.
OUTRAS FORMAS DE MONITORAR
1 2 3 4 5 6 7
Frutas

Exercício

Compulsão
OUTRAS FORMAS DE MONITORAR
MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO ALIMENTAR

Mudanças não Identificação de


baseadas na perda de sentimentos relacionados
peso ou em dietas à comida e ao comer.
restritivas. A perda de
peso seria algo natural. Relação com os
alimentos

Comportamento
Alimentar

Mudanças no comportamento alimentar:


Identificar questões relacionadas; Conduzir alimentação de maneira mais eficaz e saudável.
MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO ALIMENTAR

Mindfullness
Intuitive Atitudes
Eating Alimentares

Comportamento
Alimentar
MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO ALIMENTAR
O que difere?

Modelo tradicional Nutrição Nutrição Comportamental

Foco em nutrientes,
Foco em como o paciente
alimentos - o que o paciente
come
come

Intervenções de curto prazo; Intervenções de longo prazo;


primariamente educativas educação é um componente

Relacionamento mínimo Relacionamento significativo

Plano de ação
Plano de ação rapidamente,
individualizado, que evolui
nos primeiros contatos
com o tempo
Continua...

MÓDULO 3 – VIDEOAULA 3
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 3 – Videoaula 3
Competência do Nutricionista e do Psicólogo

Profª Marcela Salim Kotait


COMPETÊNCIA DO NUTRICIONISTA E DO
PSICÓLOGO
QUAL O LIMITE ÉTICO?

QUAL PAPEL DO NUTRICIONISTA?

É UMA LUTA CONTRA O PSICÓLOGO?


COMPETÊNCIA DO NUTRICIONISTA E DO
PSICÓLOGO
PSICÓLOGO

→ Diferentes abordagens;

→ Psicólogos Comportamentais

→ Participam ativamente do processo


terapêutico;

Perguntas, comentários, atividades – levam


a compreender seu problema e estratégias
para superá-lo.
COMPETÊNCIA DO NUTRICIONISTA E DO
PSICÓLOGO
PSICÓLOGO

• Intervenção - análise cuidadosa do que o


levou a procurar ajuda.

• Autonomia da pessoa → capaz de


identificar fatores desencadeadores de
problemas e eliminá-los evitando recaídas.
COMPETÊNCIA DO NUTRICIONISTA E DO
PSICÓLOGO
Terapia Cognitivo-comportamental no
tratamento nutricional:

1. Apresentação da diferença entre perda e


manutenção de peso;

2. Abordagem na fase de emagrecimento -


obstáculos para a aceitação da manutenção
de peso;

3. Ajudar a adquirirem e praticarem as


habilidades comportamentais e respostas
cognitivas.
COMPETÊNCIA DO NUTRICIONISTA E DO
PSICÓLOGO
NUTRICIONISTA

Atributos mais importantes:

 Conhecimento da ciência da Nutrição;

 Habilidade no aconselhamento educacional


e comportamental;

 Atitude empática e de não julgamento.


COMPETÊNCIA DO NUTRICIONISTA E DO
PSICÓLOGO
Papéis do Terapeuta Nutricional:

 Reconhecer os sintomas dos pacientes;


 Avaliar os aspectos alimentares do paciente;
 Determinar uma meta de peso apropriada;
 Ajudar o paciente a normalizar sua atitude
alimentar;
 Dar suporte enquanto ele tenta novas atitudes
alimentares;
 Ajudar a entender a conexão entre as emoções e
atitudes alimentares;
 Ensinar como manter um peso corporal saudável;
 Trabalhar com os outros profissionais no tratamento.
COMPETÊNCIA DO NUTRICIONISTA E DO
PSICÓLOGO
Os conceitos psicoterapêuticos são
pouco ou não são abordados nos cursos
de graduação em nutrição;

Terapeuta nutricional - aprofundar os


conhecimentos de psicologia, psiquiatria
e das técnicas.

→ Boa comunicação com os demais


profissionais da equipe multiprofissional.
COMPETÊNCIA DO NUTRICIONISTA E DO
PSICÓLOGO
Nutricionista – questões de alimentação e
peso;

Terapeuta Nutricional – questões que


perpetuam o problema alimentar e interferem
com os esforços do paciente para mudar
seus comportamentos;

→ Inclui imagem corporal, falta de motivação


e pessimismo em relação ao tratamento;

→ Exclui relacionamentos, fantasias, abuso


sexual, memórias, ideias suicidas, mutilação,
delírios e medicações.
(ADA, 2006)
COMPETÊNCIA DO NUTRICIONISTA E DO
PSICÓLOGO

O terapeuta nutricional precisa


desenvolver algumas habilidades
psicoterapêuticas e, em algum
nível, ignorar a filosofia
tradicional da sua profissão.
Continua...

MÓDULO 3 – VIDEOAULA 4
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 3 – Videoaula 4
Adesão Alimentar

Profª Marcela Salim Kotait


NUTRICIONISTA
ADESÃO ALIMENTAR
 Não se prender a regras rígidas;

 Estabelecer com o paciente metas


individuais de acordo com a necessidade;

 Metas → atender às necessidades mais


urgentes do paciente - levar em conta a
capacidade de alcançá-la;

 Passo que o paciente possa acompanhar -


evitando sentimentos de frustração e
incapacidade;

 Contagem de calorias ou pesagem dos


alimentos devem ser desencorajadas.
ADESÃO ALIMENTAR
Peso ideal  amplitude da variação de
adequação, compleição física e histórico de peso;

Determinar em função da saúde e não de padrões


de beleza ou exigência pessoal.

Peso “ideal” alcançado naturalmente → suspensão


das práticas compulsivas, purgativas e restritivas.

(MILLER, et al., 2001)


ADESÃO ALIMENTAR

Expressar empatia: mostrar que está


entendendo o ponto de vista do paciente -
Não julgar;

Evitar confronto: discussões são


contraproducentes, suscitam defesa e
resistência - Mostrar aceitação e
entendimento;

Promover auto eficácia: crença da própria


pessoa na sua habilidade de executar uma
tarefa.

(MILLER, et al., 2001)


ADESÃO ALIMENTAR
• Explorar metas do paciente;

• “Olhar para frente e para trás”: Como você


era sem a doença? Daqui a alguns anos
como você quer estar?

• 90% das pessoas reganhará o peso perdido


quando abandonar a restrição;

• Dos 50 milhões de brasileiros que fazem


dieta, apenas 2% consegue manter o peso.

(MILLER, et al., 2001)


TRANSTORNOS ALIMENTARES
PADRÃO DE BELEZA

Representação feminina na antiguidade →


amuletos relacionados com o culto à fertilidade.

Estátuas encontradas na
Alemanha.
Representação da mulher de
40 mil anos atrás.

Destaque:
Vênus de Willendorf (Áustria)
TRANSTORNOS ALIMENTARES

Século XII

Século XVI
Pintura renascentista

Século XVII
Vênus no espelho
TRANSTORNOS ALIMENTARES

Flappers, 1920
Século XIX

Brasil - Anos 1970


Anos 1950 e 60 Vera Fischer
TRANSTORNOS ALIMENTARES
TRANSTORNOS ALIMENTARES
TRANSTORNOS ALIMENTARES
TRANSTORNOS ALIMENTARES

Twiggy

Uma das primeiras supermodelos do mundo, sua


imagem quase andrógina, magérrima, pequena e com
cabelos loiros muito curtos, a tornaram um ícone da
moda e de estilo dos anos 60.
TRANSTORNOS ALIMENTARES

Gisele Bündchen
Anos 2000
TRANSTORNOS ALIMENTARES

Supermodelos
Anos 1980 e 90
TRANSTORNOS ALIMENTARES
Anos 2010
TRANSTORNOS ALIMENTARES

1954
Martha Rocha
1,71 m
1963 59 Kg
Ieda Vargas IMC = 20
1,68 m
57 Kg
IMC = 20

2000
Gisele Bündchen
1,79 m
52 Kg
IMC = 16
CONSEQUÊNCIAS DO NOVO PADRÃO DE BELEZA

Índice de Massa Corporal (IMC):


Medida de risco associado ao peso, controlado pela altura.

18,5 kg/m2 24,9 kg/m2 29,9 kg/m2 34,9 kg/m2 39,9 kg/m2

Baixo Peso Eutrofia Sobrepeso Obesidade Obesidade Obesidade


(desnutrição) (classe I) (classe II) (classe III)
CONSEQUÊNCIAS DO NOVO PADRÃO DE BELEZA
CONSEQUÊNCIAS DO NOVO PADRÃO DE BELEZA
CONSEQUÊNCIAS DO NOVO PADRÃO DE BELEZA
Os Vingadores 1978 e 2014
CONSEQUÊNCIAS DO NOVO PADRÃO DE BELEZA

(POPE, 1998)
CONSEQUÊNCIAS DO NOVO PADRÃO DE BELEZA

(POPE, 1998)
CONSEQUÊNCIAS DO NOVO PADRÃO DE BELEZA

(POPE, 1998)
CONSEQUÊNCIAS DO NOVO PADRÃO DE BELEZA
TRANSTORNOS ALIMENTARES

Consequência do padrão de Beleza


Crença de que o corpo é tão maleável
como se desejaria...
TRANSTORNOS ALIMENTARES
Na alimentação:
“Hoje, quando se fala de culpa
vergonha e castigo, sei que estão
falando de comida, e não de sexo
(STERNHELL, 1994).”

Comer se tornou o pecado da nossa era!


TRANSTORNOS ALIMENTARES

O normal passou a ser visto como


excessivo e o desnutrido como normal.
Continua...

MÓDULO 3 – VIDEOAULA 5
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 3 – Videoaula 5
Etiologia e Epidemiologia

Profª Marcela Salim Kotait


ETIOLOGIA

→ Doenças psiquiátricas que se


caracterizam por alterações no
comportamento alimentar e nos
comportamentos que visam controle
de peso e forma corporal, levando o
organismo a um funcionamento
debilitado e inúmeras complicações.

(ASSUMPÇÃO & CABRAL, 2002; CORDÁS et al., 2004)


ETIOLOGIA
Etiologia multifatorial

a) Genéticos
b) Biológicos
c) Socioculturais
d) Familiares
e) Psicológicos
ETIOLOGIA
a) Fatores genéticos:

Maior prevalência de transtornos alimentares


em algumas famílias - agregação familiar com
possibilidade de um fator genético associado.

Estudos com gêmeos monozigóticos e


dizigóticos: apontam a genética como possível
participante dos transtornos alimentares.
ETIOLOGIA

b) Fatores biológicos:

Alterações nos neurotransmissores


moduladores da fome e da saciedade como
a noradrenalina, serotonina, colecistoquinina
e diferentes neuropeptídios têm sido
postuladas como predisponentes para os
transtornos alimentares.
ETIOLOGIA
c) Fatores socioculturais:

A obsessão em ter um corpo magro e


perfeito é reforçada no dia-a-dia da
sociedade ocidental.

Valorização de atrizes e modelos -


geralmente abaixo do peso- em oposição
ao escárnio sofrido pelos obesos.
ETIOLOGIA

d) Fatores familiares:

Dificuldades de comunicação entre os


membros da família, interações
tempestuosas e conflitantes podem ser
consideradas mantenedoras dos
transtornos alimentares.
ETIOLOGIA

e) Fatores psicológicos:

Algumas alterações características como


baixa autoestima, rigidez no comportamento,
distorções cognitivas, necessidade de
manter controle completo sobre sua vida,
falta de confiança podem anteceder o
desenvolvimento do quadro clínico.
ETIOLOGIA
FATORES
PREDISPONENTES

• Sexo feminino;
• História familiar de TA;
• Baixa autoestima;
• Perfeccionismo;
• Dificuldade em expressar emoções.
ETIOLOGIA

FATORES
PRECIPITANTES

• Dieta;
• Separação, perda;
• Alterações na dinâmica familiar;
• Expectativas irreais (escola,
profissão, pessoal);
• Menarca (AN).
ETIOLOGIA

FATORES
MANTENEDORES

• Alterações neuroendócrinas;
• Distorção da imagem corporal;
• Distorções cognitivas;
• Práticas purgativas.
ETIOLOGIA
ETIOLOGIA
Interação de diversos fatores de risco - prática
de dieta não desencadeia um TA.
(MORGAN, et al., 2002)

Nem toda dieta resulta em transtorno


alimentar, mas todo transtorno alimentar
começa com uma dieta.
(ADA, 2006; PHILLIPI, 2004; POLIVY, 1985)

Risco Relativo de desenvolver um Transtorno Alimentar:

Dietas restritivas  em 18X


Dietas moderadas  em 5X
(HETHERINGTON, 2000)
EPIDEMIOLOGIA
PREVALÊNCIA ANOREXIA NERVOSA:

→ MENINAS JOVENS: 0,4% (APA, 2013)

→ MULHERES:
Europa e América do Norte: 0,3%
(HOEK VAN e HOEKEN, 2003; FAVARO, et al., 2004)
EUA: 0,5% (WALTERS e KENDLER, 1995)
Canadá: 0,5% - 6%
(WALTERS e KENDLER, 1995; GARFINKEL, et al., 1996)

→ HOMENS:
Canadá: 0,1% (GARFINKEL, et al., 1996)
População pareada
3M:1H EUA: 0,6% (KESLLER, 2007)
EPIDEMIOLOGIA
PREVALÊNCIA BULIMIA NERVOSA:

→ MULHERES
Nova Zelândia, EUA e Canadá: 1,1% -2,8%
(BUSHNELL et al., 1990; KENDLER et al., 1991; GARFINKEL et al.,1995)

→ HOMENS
Canadá: 0,1% (GARFINKEL et al.,1995)
Nova Zelândia: 0,2% (GARFINKEL et al., 1995)
Áustria: 0,5% (KINZL et al., 1999)
População pareada
EUA: 1% (KESLLER, 2007)

→ JOVENS ADULTOS
3M:1H
1 – 1,5% (APA, 2013)
EPIDEMIOLOGIA

PREVALÊNCIA TRANSTORNO DA
COMPULSÃO ALIMENTAR:

População pareada

Adultos Americanos com 18 anos ou mais:


1,6% de casos entre mulheres
0,8% em homens

Prevalência de 30% a 40% em obesos grau III

1M:1H
(APA, 2013)
EPIDEMIOLOGIA

Incidência:

AN:
Mulher: 8 por 100 mil indivíduos;
Homem: 0,5 por 100 mil indivíduos;

BN:
População pareada:
13 por 100 mil indivíduos.
EPIDEMIOLOGIA
GRUPOS DE RISCO

Prevalência aumentada em certos grupos:

→ Estudantes de nutrição e nutricionistas;


→ Estudantes de educação física e educadores físicos;
→ Atletas competitivos;
→ Ginastas, jóqueis, boxers, lutadores;
→ Bailarinas, dançarinas, ginastas;
→ Modelos;
→ Atores.

DM tipo 1: maior incidência de AN e BN


DM tipo 2: maior incidência de TCA
Continua...

MÓDULO 3 – VIDEOAULA 6
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 3 – Videoaula 6
Fisiopatologia da Anorexia Nervosa

Profª Marcela Salim Kotait


FISIOPATOLOGIA
ANOREXIA NERVOSA

Mortalidade:

• 0,56% em 1 ano → (54% complicações


AN, 27% suicídio, 19% outras);

• 15-20% longo prazo → (20 anos);

• Complicações clínicas  decorrência


da desnutrição proteico-calórica.
FISIOPATOLOGIA
ANOREXIA NERVOSA

Amenorreia:

 Concomitante ou preceder à perda de


peso, pode resistir após a recuperação
de peso;
 Regressão dos ovários, do tamanho
mamário, redução útero, infertilidade;
 Dificuldade para engravidar.

Osteopenia e osteoporose
FISIOPATOLOGIA
ANOREXIA NERVOSA

↓ Testosterona: em pacientes do sexo


masculino;

↓ T3 e T4: mecanismo adaptativo à


desnutrição:

- Sintomas de hipotireoidismo:
constipação, intolerância ao frio,
bradicardia, etc.

 Hipercolesterolemia.
FISIOPATOLOGIA
ANOREXIA NERVOSA
Pele e fâneros:
• Queda de cabelos;
• Lanugo → Redução da atividade
da enzima 5-alfa redutase e/ou do
hipotireoidismo.

Alterações hidroeletrolíticas:
• Hiponatremia → Grande ingestão de água ou
de flutuações do ADH;
• Hipofosfatemia → Desnutrição ou da
síndrome de realimentação;
• Hipocalemia: K<3,5mmol/L → decorrência de
métodos compensatórios - vômito, diuréticos e
laxantes →  risco de arritmia.
FISIOPATOLOGIA
ANOREXIA NERVOSA

Hipotensão arterial: até 85% dos pacientes:


• Tontura e desmaios → reposição hídrica;
• Atrofia do músculo cardíaco: consequência da
desnutrição.

Retardo no esvaziamento gástrico:


• Pacientes queixam-se de sensação de plenitude
pós-prandial e distensão abdominal;
• Pacientes queixam-se de dor → limita volume de
alimentos a serem ingeridos e atrapalha a terapia
nutricional.
FISIOPATOLOGIA
ANOREXIA NERVOSA
• Mortalidade: 3%

• Grande variação de peso;

• Práticas de restrição e purgação (abuso de


laxantes e diuréticos) → estado hipovolêmico
→ estímulo do sistema renina-angiotensina-
aldosterona → estímulo à retenção de fluidos;

• Condição persiste temporariamente mesmo


após a cessação das práticas purgativas →
edema.

• Lesão do dorso da mão: “Sinal de Russell”


FISIOPATOLOGIA
BULIMIA NERVOSA
Alterações hidroeletrolíticas:
• Hipocalemia → Causas: vômito, desnutrição,
diuréticos e laxantes;
• Fraqueza, confusão, náusea, palpitações, arritmias
cardíaca, poliúria, dor abdominal e constipação.

Alterações cardíacas:
• Arritmias cardíacas → risco de morte súbita,
especialmente no caso de hipocalemia → causa
mais comum de morte;

Alterações renais:
• Nefropatia por abuso de diuréticos.
FISIOPATOLOGIA
BULIMIA NERVOSA
Alterações gastrointestinais:

• Vômitos frequentes - relaxamento do esfíncter


esofagiano inferior;

• Esofagite: comum na BN e na AN subtipo purgativo;


Branda a grave, herniações, ou até risco de morte;

• Constipação: uso de laxantes → danos irreversíveis


ao cólon intestinal e perda da função peristáltica;

• Abusam de laxantes - gradativamente,


concomitantemente ao aumento do consumo de
fibras e água.
FISIOPATOLOGIA
BULIMIA NERVOSA
Alterações dentárias e bucais:

• Erosão do esmalte dentário;


• ↑ Cáries;
• Perda de dentes;
• Hipertrofia bilateral das parótidas: achado físico
indicativo de BN;
• Consumo excessivo de carboidratos: ↑ amilase;
• Regurgitação do conteúdo ácido do estômago.
FISIOPATOLOGIA
TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR
- Sobrepeso e obesidade (SALZANO & CORDÁS, 2004) *indivíduos eutróficos
- Síndrome Metabólica e outras condições clínicas associadas à obesidade:

Complicações Psicológicas
Estigma Social AVC
Dermatites Hipertensão
Apneia do sono Diabetes
Resistência à Insulina
Câncer de mama Hiperlipidemia
Doenças Doença coronariana
pulmonares Insuficiência vascular
Câncer de intestino Problemas
Litíase biliar gastrointestinais
Gota Aterosclerose

Incontinência Urinária Osteoartrose

Varizes
FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA

 DSM V: Manual de Diagnóstico e Estatística das


Perturbações Mentais

 APA: Associação Americana de Psiquiatria

 CID 10: Classificação Estatística Internacional de


Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde

 OMS: Organização Mundial de Saúde * 11ª edição


DIAGNÓSTICOS
ANOREXIA NERVOSA
Características diagnósticas:

A) Restrição persistente da ingesta calórica →


peso corporal baixo no contexto de idade,
gênero, trajetória do desenvolvimento e saúde
física;

B) Medo intenso de ganhar peso ou


comportamento que interfere no ganho de peso;

C) Perturbação na percepção do próprio peso ou


da própria forma;
DIAGNÓSTICOS
ANOREXIA NERVOSA
Subtipos:
 Restritiva
 Purgativa

Gravidade Adultos:

• Leve: IMC ≥ 17 kg/m2


• Moderada: IMC 16-16,99 kg/m2
• Grave: IMC 15-15,99 kg/m2
• Extrema: IMC < 15 kg/m2

Crianças e adolescentes:

• Percentis do IMC correspondentes


devem ser usados.
ANOREXIA NERVOSA

“AN”= Deficiência
“OREXIS”= Apetite

 Esse termo não é utilizado em seu sentido


etimológico - não apresentam real perda do
apetite;

 Se recusam a comer com objetivo de perder


peso ou por medo de ganhar peso.

(CORDÁS e CLAUDINO, 2002)


ANOREXIA NERVOSA

Anorexia e Anorexia
Nervosa:

AN não ocorre perda


real do apetite → estágio
inicial da doença.

• Primeira descrição de alteração do


comportamento alimentar → século XX;

• Pioneira a ser classificada e ter critérios


reconhecidos nos anos 70.
ANOREXIA NERVOSA

 Busca incansável pela magreza;

 Recusa manter peso normal;

 Medo mórbido de ganhar peso;

 Distúrbio de imagem corporal;

 Alterações do ciclo menstrual.


ANOREXIA NERVOSA
Características alimentares:

– Restrição auto imposta → padrão


alimentar “bizarro” e acentuada perda de
peso;
– Início jejum progressivo → alimentos
calóricos, estendendo a outros tipos de
alimentos.

Pode haver: atividade


física excessiva e
utilização de métodos
purgativos.
ANOREXIA NERVOSA
Padrão alimentar
Horários/Regularidade/Frequência

• Refeições irregulares (< 3 refeições/dia);


• Hábito de jejuar;
• Duração maior das refeições;
• Maior número de pausas durante a
refeição;
• Regras individuais de horários e ordem
particular de se alimentar.
ANOREXIA NERVOSA

Consumo alimentar

• Baixo valor calórico - variação na ingestão


de macronutrientes;
• Baixo consumo de cálcio = Osteoporose;
• Excesso de carotenoides;
• Alimentação restrita - baixo consumo de
vitaminas → deficiências são raras.

HIPÓTESES: ↓ das necessidades pelo estado


catabólico, hipovolemia ou uso de suplementação
que pode mascarar deficiências.
ANOREXIA NERVOSA
Consumo alimentar

Alimentos mais consumidos:

Frutas e hortaliças;
Produtos diet e light.

Alimentos menos consumidos:

Carnes;
Doces e sobremesas;
Massas, pães, arroz;
Gorduras de adição.
ANOREXIA NERVOSA
ANOREXIA NERVOSA
ANOREXIA NERVOSA
ANOREXIA NERVOSA
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Anorexia Nervosa
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MÓDULO 3 – VIDEOAULA 7
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 3 – Videoaula 7
Diagnósticos da Bulimia Nervosa

Profª Marcela Salim Kotait


DIAGNÓSTICOS
BULIMIA NERVOSA
Características diagnósticas:

A. Episódios recorrentes de compulsão


alimentar;

B. Comportamentos inapropriados recorrentes


para impedir o ganho de peso;

C. Compulsão alimentar e os comportamentos


inapropriados devem ocorrer uma vez por
semana, por três meses;

D. Auto avaliação influenciada pela forma e


pelo peso corporais.
DIAGNÓSTICOS
BULIMIA NERVOSA

→ Leve: Média de 1 a 3 episódios de


comportamentos compensatórios
por semana;

→ Moderada: Média de 4 a 7
episódios de comportamentos
compensatórios por semana;

→ Grave: Média de 8 a 13 episódios


de comportamentos
compensatórios por semana;

→ Extrema: Média de 14 ou mais


comportamentos compensatórios
por semana.
BULIMIA NERVOSA
→ Descrita por Gerald Russell em 1979.

Criado a partir de termos


gregos boul (grande
quantidade) ou bou (boi)
com lemos (fome).

Características alimentares:

 Grande variação de peso;


 Compulsão X Restrição Alimentar;
 Hábito de fazer dietas;
 Dificuldades → escolha e consumo;
 Classificação: proibidos e permitidos.
BULIMIA NERVOSA

 Ciclo
BULIMIA NERVOSA
Padrão alimentar
• “Caótico/bizarro” ou “desordenado/estranho”;
• Frequência irregular;
• Horários não definidos;

Consumo alimentar
• Padrão cíclico  variedade de valores
calóricos, sendo diferentes na fase compulsiva
ou na fase restritiva;

Consumo e atitudes alimentares


• Restrição tem papel fundamental no início e
perpetuação do quadro;
• Compulsão desencadeada por restrição e
fatores emocionais.
BULIMIA NERVOSA
Atitudes alimentares

• Cognições errôneas sobre conceitos


nutricionais;
• Mitos e crenças sobre alimentos;
• Preocupação permanente com o peso;
• Dificuldade em escolher os alimentos;
• Busca do alimento para resolver
problemas e compensar frustrações;
• Ódio em sentir fome;
• Sensação de culpa.
BULIMIA NERVOSA

6036 Kcal → 13% PTN, 44% LIP, 43% CHO

www.mskotait.com.br
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Bulimia Nervosa
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MÓDULO 4 – VIDEOAULA 1
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 4 – Videoaula 1
Transtorno da Compulsão Alimentar

Profª Marcela Salim Kotait


DIAGNÓSTICOS:
TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR
Características diagnósticas:

 Episódios de compulsão
alimentar que devem
ocorrer, ao menos uma
vez por semana
durante três meses.

Compulsão Alimentar:
Ingestão em um período de tempo
determinado de uma quantidade de alimento
maior → Sensação de falta de controle.
DIAGNÓSTICOS
TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR

• Leve: 1 a 3 episódios de compulsão


alimentar por semana;
• Moderada: 4 a 7 episódios de
compulsão alimentar por semana;
• Grave: 8 a 13 episódios de compulsão
por semana;
• Extrema: 14 ou mais episódios de
compulsão alimentar por semana.
TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR

• 1950, Stunkard → Obesos apresentavam um


tipo de perturbação do comportamento
alimentar → Ataques bulímicos;

• Década 80 → Estudos com pacientes que


procuravam emagrecer → Síndrome da
hiperalimentação patológica.
TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR

→ TA menos conhecido:
Definição recente, falta de conhecimento,
preconceito;

→ TA mais comum:
5 x mais comum que AN e 2 x mais que BN;

→ TCAP.
TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR
• 8% entre obesos;
• 15 a 25 % entre obesos que buscam tratamento;
• 30 a 50% entre obesos grau III.
(FAIURBURN, COOPER, DOLL et al., 2000)

Diagnóstico Errado

Tratamento Inespecífico
Frustração

Sensação de fracasso

Reforço do mito de que o obeso é preguiçoso,


relaxado e não tem força de vontade.
TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR
OBESIDADE X TCA

Considerações:

‒ Medicação para perder peso: Não trata TCA;


‒ O motivador da busca por tratamento é a
obesidade;
‒ O tratamento só é buscado depois de alguns
anos;
‒ Quando tratado o TCA → bom diagnóstico com
remissão dos sintomas e sem períodos de
recorrência;
‒ TCA não adequadamente tratado 
Cronificação.
TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR

Características alimentares:

- Ingestão excessiva X Ingestão insuficiente;


- ↑ Sobremesas, fast-foods;
- CHO, porém adequada %
- Alimentos de ↑ palatabilidade; facilmente ingeríveis;
- ↑ Consumo de proteínas;
- ↓ Consumo de fibras, vitaminas e minerais;
- ↑ Alimentos diet/light;
- ↑ Gorduras (saturadas e trans);
- Tamanho episódios?
- Hipercalórico;
- 1000 kcal + que obesos sem TCA.
TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR

marcela.ambulim@gmail.com
TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR

marcela.ambulim@gmail.com
OBESIDADE, TCA E CIRURGIA
PRÉ CIRURGIA:

→ 52% dos pacientes relatavam episódios de


compulsão alimentar; 16% preenchiam
critério para TCA (POWERS, et al., 1999);

→ Kalarchian e cols. descrevem que cerca de


40% de 64 obesos mórbidos candidatos à
cirurgia de bypass gástrico apresentavam
episódios bulímicos.
OBESIDADE, TCA E CIRURGIA

→ A prevalência de TCA entre pacientes que


realizaram a cirurgia bariátrica varia de 27 a
47% (WALDDEN, 2001; SMITH, 1998).

Maio de 2005 - Obrigatório psiquiatra em


equipe de cirurgia bariátrica.
OBESIDADE, TCA E CIRURGIA

PÓS CIRURGIA:

• Cirurgia bariátrica - NÃO CURA TCA;


• Comum: remissão temporária dos sintomas;
• Falha nos estudos: tempo curto de follow-
up;
• Estudos com follow-up com duração > 1
ano:
Mudança de compulsões alimentares para
grazing.
OBESIDADE, TCA E CIRURGIA
PÓS CIRURGIA:

Grazing modalidade de compulsão


alimentar → Consumo de pequenas
quantidades de alimentos
continuadamente ao longo do dia.

Não consigam lidar com grandes quantidades de


alimentos, “beliscam” ao longo do dia - Sensação
de falta de controle.

(SAUNDERS, 2001)
OBESIDADE, TCA E CIRURGIA
TRANSTORNO DE EVITAÇÃO ALIMENTAR
PÓS-CIRÚRGICA

Síndrome alimentar em indivíduos


obesos que se submeteram a uma
intervenção cirúrgica anti-obesidade.

“Postsurgical eating avoidance disorder”


ou
Transtorno de Evitação Alimentar Pós -cirúrgica:

• Comportamento alimentar
inadequado;
• Não preenchem critérios
para os TA.
OBESIDADE, TCA E CIRURGIA
TRANSTORNO DE EVITAÇÃO ALIMENTAR
PÓS-CIRÚRGICA

Rápida perda de peso pós-cirúrgica


determinada por:

 Restrição alimentar voluntária;


 Comportamento purgativo;
 Intenso medo de reganho do peso perdido;
 Importante insatisfação com a imagem
corporal;
 Sintomas ansiosos;
→ Medo de reganho de peso.
OBESIDADE, TCA E CIRURGIA
TRANSTORNO DE EVITAÇÃO ALIMENTAR
PÓS-CIRÚRGICA

 Apresentam sintomas de desnutrição e


não apresentam crítica adequada sobre
sua morbidez;

Diferem-se da BN por não apresentarem


episódios claros de compulsão alimentar.
SÍNDROME ALIMENTAR NOTURNA

 SAN;
O conceito foi elaborado por Stunkard como
um transtorno com três componentes
principais:
 Hiperfagia vespertina ou noturna;
 Anorexia matutina;
 Insônia.

1,5% população geral;

10% obesos não graves que


procuram tratamento;

27% obesos grau III.


SÍNDROME ALIMENTAR NOTURNA
Características:

• Mais de 50% das calorias consumidas no dia são


ingeridas após às 19h;

• Ingestões mesmo sem fome - pode ou não ter


compulsão alimentar;

• Despertares acompanhados de ingestão de


lanches;

• Não há preocupação com dieta e imagem


corporal;

• A alimentação é geralmente normal durante o dia.


(STUNKARD, 1996; BIRKETVEDT, 1999; RAND, 1997)
SÍNDROME ALIMENTAR NOTURNA
SÍNDROME ALIMENTAR NOTURNA
VOCÊ SABIA?
Estima-se que a prevalência de SAN é de 1,5% da população geral, podendo atingir
taxas mais elevadas em população de obesos, sendo que estas taxas podem atingir
27% em obesos grau III.

Pouco se sabe sobre a etiologia da SAN. A relação


entre o sono e apetite sugere que uma atenção
especial deve ser dada ao hipotálamo, não apenas
em razão dos efeitos na alimentação, mediado por
receptores no núcleo paraventricular ou outros
núcleos hipotalâmicos, mas especialmente em
função das propriedades cronobiológicas intrínsecas
dessa estrutura.

(In: Alvaregna, M.; Scagliusi, F. B.; Philippi, S. T. Nutrição e Transtornos


Alimentares: Avaliação e Tratamento, 1 ed., p. 91, 2011).
Continua...

MÓDULO 4 – VIDEOAULA 2
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 4 – Videoaula 2
Transtornos Alimentares Não Especificados
e na Infância

Profª Marcela Salim Kotait


TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
TA EM DIABÉTICOS
O diabetes mellitus (DM) é uma doença
crônica caracterizada por um difícil controle
do organismo em manter a glicemia dentro
dos limites considerados normais, levando a
hiperglicemia.

DM tipo 1 ou insulino-dependente
DM tipo 2 ou não insulino-dependente

Tipo 1: Aumento na incidência → 3% ao ano

BORNSTEIN; PISTROSCH, 2009; LEITE et al., 2008


TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS

A ocorrência de TA em portadores de
DM tem crescido nas últimas décadas →
sérios problemas médicos.

Prevalência em mulheres jovens portadoras de


diabetes tipo 1:

→ 5 a 15%, chegando a 10% e 15% para


depressão.

(FAIRBURN; TAKII, 2008)


TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS

Exigências e o rígido controle alimentar

+
Controle de peso

Aparecimento de sintomas
característicos dos TA.

Tratamento convencional:

Paciente foca sua


atenção no peso e deve
seguir esquema dietético
com grande rigidez.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS

Neumark-Sztainer:
 27% adolescentes com DM1 confessam
práticas purgativas;
 24% restringem a alimentação com
objetivo de perder peso.

Manipulação da insulina para perda de peso:

Diminuição ou omissão da dose → Não


aproveitamento de parte das calorias ingeridas.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
DIABULIMIA

Estudos relacionando a presença de RD em


mulheres portadoras de DM1 e TA → risco
de 33%, segundo Nielson.

Rydall: 86% dos portadores de DM1 e TA


desenvolveram RD quando comparadas a
24% dos não portadores de TA.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
DIABULIMIA
DM:
→ Risco de desenvolver Transtorno Alimentar: BN, AN,
TCA.
→ Classificação dos alimentos como perigosos ou
proibidos, comportamentos de controle sobre a
alimentação e o peso: comum aos portadores de TA.

Herpertz et al.:
Prevalência de 10 a 14% de TA em DM 1 e 2.

Termo:
‒ Diabetes tipo 1
‒ Bulimia Nervosa
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
DIABULIMIA

• Diagnóstico
‒ CID 10 (especificações):

Item B  Comportamentos para compensar as


consequências da ingestão alimentar
altamente calórica;

“quando a bulimia ocorre em pacientes


diabéticos, eles podem escolher negligenciar
seu tratamento insulínico”.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
• Diagnóstico
DSM IV → DSM V

AN:

BN:
SAIBA MAIS
Abordagem Nutricional na Diabulimia
Atualmente, pacientes com DM recebem
A abordagem nutricional neste caso instruções sobre alimentação saudável de
deve ser realista e flexível. As antigas forma que todos os alimentos sejam
recomendações restritivas não são permitidos. O foco pode ser na contagem
mais utilizadas pois eram muito de carboidratos em conjunto com
semelhantes ao raciocínio de um TA. medicamentos e orientações sobre
atividade física.

A recomendação da ADA (2007) é que se considere a


alimentação como um todo, com foco em um padrão alimentar
saudável, no qual todos os alimentos sejam permitidos, se
consumidos de forma moderada, equilibrada e com porções
adequadas.
(In: Alvaregna, M.; Scagliusi, F. B.; Philippi, S. T. Nutrição e Transtornos
Alimentares: Avaliação e Tratamento, 1 ed., p. 91, 2011).
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
VIGOREXIA

 Dependência ao Exercício Físico, Dismorfia Muscular,


Síndrome de Adonis, Anorexia Reversa, Overtraining.

 Pope (1993)  Primeira descrição.


TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
VIGOREXIA

Fisiculturistas:

• 8,3% se descreveram como indivíduos muito fracos e


pequenos;
• Relataram uso de esteroides anabolizantes e dois
tinham histórico de AN.

→ Anorexia Reversa

1997: Revisão e descrição de novos casos:


Dismorfia Muscular
Não reconhecido como transtorno alimentar.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
Outros achados científicos importantes:

- Pope e col. (1993):


Fisiculturistas: 44,5% indivíduos com dismorfia
muscular → após o uso de esteroides anabolizantes;

- Schwerin e col. (1996):


Indivíduos que usam esteroides anabolizantes
apresentam maior distorção de imagem corporal;

- Olivardia e col. (2000):


Frequentadores de academias que faziam levantamento
de peso → uso de esteroides anabolizantes em
indivíduos com dismorfia muscular.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS

Realização de práticas esportivas de maneira


contínua, como um fanatismo, sem se
importar com eventuais consequências.

Incidência:
1 milhão de norte-americanos acometidos
pela Vigorexia entre os 9 milhões de adeptos
à musculação.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
→ Primordialmente em homens;
→ Corpo pequeno e franzino quando na verdade é
muito musculoso;
→ Dietas hiperproteicas e uso de suplementos
alimentares à base de aminoácidos ou
substâncias para aumentar o rendimento físico;

Prática de atividade
física excessiva 
Hipertrofia.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS

• Atividades aeróbicas são evitadas 


não ocorra perda de massa muscular;

• Prejuízos no funcionamento social,


ocupacional e recreativo do indivíduo;

• Pensamentos de que são fracos e que


precisam tornar-se fortes  ocupam
horas do dia e influenciam a autoestima e
a concentração;

• Possíveis ganhos musculares são


checados repetidas vezes.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
ORTOREXIA
• Termo  grego: orthos (correto) e orexis
(apetite);

• Bratman (1997): Pessoas obcecadas por


seguir uma alimentação saudável;

→Diagnóstico: Não
reconhecido como
transtorno alimentar;
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
ORTOREXIA

• Fixação em alimentação “saudável”;


• Definição rígida do que é saudável  varia
de acordo com as crenças nutricionais do
individuo;

O que é saudável?
 Macrobiótica, “comida crua”, vegetarianismo,
dietas  lipídeos.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
→ Não há preocupação com o peso;
→ Desejo de prevenir ou eliminar sintomas
físicos ou de ser puro, natural.

O que e quanto comer passa a


dominar o cotidiano da pessoa.

Lapsos são punidos com jejuns e dietas mais


restritivas.

Resistir às tentações, se congratular pelas


restrições e desprezar os que comem junk food.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
→ Cotidiano se torna limitado;
→ Isolamento social;
→ Elaboração de listas de restrições 
pode aumentar com o tempo;
→ Tentativa de “catequização” dos demais;
→ Não come nada além do que tenha
cultivado pessoalmente ou que não
saiba exatamente a origem.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
DRUNKOREXIA

→ Não reconhecido como transtorno alimentar.

Combinação de três sintomas:

 Restrição alimentar;
 Consumo abusivo de bebidas alcoólicas;
 Indução de vômitos.

(NATIONAL CENTER ON ADDICITION AND SUBSTANCE ABUSE AT COLUMBIA UNIVERSITY, 2003; BREWER, 2005)
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
DRUNKOREXIA

“Binge drinking”: 5 doses para homens e 4


doses para mulheres em uma só ocasião.

 Restringem a ingestão alimentar para


consumir as calorias das bebidas alcoólicas
 Induzem o vômito para tentar purgar as
mesmas calorias.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
DRUNKOREXIA
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas →
gatilho para compulsões alimentares → vômitos
auto induzidos.

• Adolescentes preocupadas com o peso têm


maior chance de consumirem bebidas alcoólicas
em excesso;

• Adolescentes que costumam ficar alcoolizadas


→ Comportamento purgativo.

• Quanto mais severa for a dieta, maior é a


probabilidade de consumir bebidas alcoólicas.

(NATIONAL CENTER ON ADDICITION AND SUBSTANCE ABUSE AT COLUMBIA UNIVERSITY, 2003; BREWER, 2005)
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS

PREGOREXIA
→ Não reconhecido como transtorno
alimentar.

Preocupação excessiva em controlar o ganho


de peso na gestação → dietas radicais,
exercícios físicos intensos e uso de laxantes;

Risco da desnutrição → afeta a mãe e bebê


que está sujeito a inúmeras complicações →
possibilidade de aborto.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
TA EM ATLETAS
O risco de desenvolver um TA é aumentado entre atletas
competitivos. Mulheres atletas de modalidades que
enfatizam a magreza como ginastas, patinadoras,
corredoras de longa distância e bailarinas são
especialmente vulneráveis, assim como homens atletas
em esportes como lutas e fisiculturismo. (APA, 2006)

Enquanto entre mulheres jovens ocidentais, a


prevalência de AN varia entre 0,3 a 3,7 % e de BN varia
de 1 a 4,2%, entre mulheres atletas, a prevalência de
transtornos alimentares é relatada entre 15 e 62%.

(ROSEN e HOUGH, 1988; NATTIV et al., 1994; DUMMER et al., 1987; ROSEN et al, 1986)
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
Tripla pressão: obrigação profissional, imagem
feminina e símbolo de beleza.
(LENSKYJ, 1991)
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS

A TRÍADE DA MULHER ATLETA

Síndrome composta por:


amenorreia, osteoporose e transtornos
alimentares

(BEALS, 2007; OLIVEIRA et al., 2003)


TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS

Restrição alimentar + Treinamento intenso + Estresse



Baixo peso e/ou % de gordura corporal

Diminuição na produção de estrógeno e progesterona

Amenorreia

Diminuição da massa óssea

Osteoporose
TRANSTORNOS ALIMENTARES NÃO
ESPECIFICADOS

A TRÍADE DA MULHER ATLETA

American College of Sports Medicine:


As mulheres que apresentarem um dos componentes
da tríade deve ser avaliada.

→ Atenção: amenorreia não deve ser considerada


“normal”.

Os profissionais envolvidos com mulheres e


meninas fisicamente ativas devem ser instruídos
sobre a tríade da mulher atleta.

(OTIS et al., 1997)


TRANSTORNOS DA ALIMENTAÇÃO NA INFÂNCIA

TAi

Transtornos da Alimentação da Primeira Infância


(Pica, Transtorno de Ruminação);

Bryan Lask (2000) elaborou uma classificação:


• Comer restritivo;
• Comer seletivo;
• Disfagia funcional;
• Outros.

As consequências dos TA em crianças e


adolescentes assemelham-se às dos adultos.

(WEINBERG, 2008)
TRANSTORNOS DA ALIMENTAÇÃO NA INFÂNCIA
Complicações podem ser irreversíveis:

 Crescimento;
 Densidade óssea;
 Desenvolvimento ovariano e cerebral.

O tratamento na infância e adolescência deve


ocorrer mesmo nos casos com síndromes
parciais e sem perdas de peso significativas.

A abordagem familiar é crucial para o sucesso


do tratamento nessa faixa etária.
TRANSTORNOS DA ALIMENTAÇÃO NA INFÂNCIA
Comer restritivo

Consumo reduzido nas quantidades →


desinteresse ou desprazer pela comida.

• Comprometimento no crescimento ou peso


baixo;

• A restrição se dá pela baixa quantidade


ingerida;

• Não apresentam problemas com peso


e imagem corporal.

(BRYAN LASK, 2000)


TRANSTORNOS DA ALIMENTAÇÃO NA INFÂNCIA
Recusa alimentar

Comum em pré-escolares.

• Recusam alimentos que não gostam mas não


deixam de consumir seus alimentos preferidos;

• Podem recusar numa refeição mas consumir


em outro dia;

• Ligada a pessoas ou situações específicas;

• Associado a uma dificuldade em expressar


emoções e preocupações → frequente em
crianças menores.

(BRYAN LASK, 2000)


TRANSTORNOS DA ALIMENTAÇÃO NA INFÂNCIA
Comer seletivo
Limitação da ingestão alimentar a um grupo muito
seleto de alimentos.

• A ampliação de alimentos é um processo lento


e de resistência;

• Não há comprometimento no crescimento e no


peso;

• Não há preocupação com a forma corporal ou


peso;

• Preferência por carboidratos

• Mais frequente em meninos;

(BRYAN LASK, 2000)


TRANSTORNOS DA ALIMENTAÇÃO NA INFÂNCIA

Disfagia funcional

Recusa alimentar associada a alimentos de um


mesmo tipo ou textura.

• As crianças podem sentir medo de engasgar,


vomitar ou de engolir → recusam o alimento;

• Pode ter havido uma experiência ou evento


precipitante;

• Não apresentam medo de engordar ou


distorção da imagem corporal.

(BRYAN LASK, 2000)


Continua...

MÓDULO 4 – VIDEOAULA 3
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 4 – Videoaula 3
Tratamento dos Transtornos Alimentares

Profª Marcela Salim Kotait


TRATAMENTO DOS TAS

Tratamento interdisciplinar → Psiquiatra,


nutricionista e terapeuta;
Outros → Enfermeiro, profissional de educação
física, terapeuta ocupacional e assistente social.

É essencial:
 Tratamento interdisciplinar;
 Treinamento na área de transtornos alimentares;
 Boa comunicação entre os membros da equipe.

Necessário supervisão por um profissional


mais experiente.
TRATAMENTO

AN → Ganho de peso até IMC >19

OBJETIVOS → Regularização do padrão alimentar com


BN
PRINCIPAIS suspensão das práticas purgativas e restritivas.

→ Redução dos episódios bulímicos, a redução


TCA do peso corporal.

 Melhora da psicopatologia associada (sintomas depressivos e ansiosos).


TRATAMENTO

Terapia Nutricional  2 Etapas:


• Educacional: avaliação, educação
alimentar e dietoterapia;
• Experimental: aconselhamento e terapia
nutricional.

- Separar comportamentos relacionados aos


alimentos dos sentimentos e questões
psicológicas;
- Mudanças de atitude alimentar;
- Aumentar ou diminuir o peso;
- Desmistificar crenças distorcidas;
- Trabalhar questões da imagem corporal.
TRATAMENTO
FASE EDUCACIONAL
• Coleta da história alimentar do paciente;
• Relação de colaboração;

Definição de princípios e conceitos:


 Alimentos e nutrientes;
 Fome;
 Saciedade e apetite;
 Efeitos da restrição alimentar e práticas
purgativas;
 Ingestão e gasto energético;

→ Orientação básica para a família.


(ADA, 1994)
TRATAMENTO
FASE EXPERIMENTAL
• Comportamentos relacionados aos alimentos e
ao peso de sentimentos e questões psicológicas;
• Mudanças de atitude alimentar;
• Aumentar ou diminuir o peso;
• Manutenção de um peso adequado;
• Comportamento com o alimento em ocasiões
sociais;
• Imagem corporal.

→ Fase baseada no aconselhamento e terapia


nutricional.

(ADA, 1994)
Continua...

MÓDULO 4 – VIDEOAULA 4
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 4 – Videoaula 4
Tratamento: Ambulatorial e Aspectos Gerais

Profª Marcela Salim Kotait


TRATAMENTO AMBULATORIAL
BN
• Realizar refeições estruturadas e planejadas;
• Reduzir a restrição alimentar auto imposta;
• Reduzir e, se possível, cessar os episódios
bulímicos;
• Incrementar a variedade de alimentos
consumidos;
• Melhorar a estrutura, consumo e atitudes
alimentares;
• Normalizar as funções do trato gastrintestinal;
• Diminuir ou eliminar os distúrbios de imagem
corporal.

→ ALTA OCORRE QUANDO OS OBJETIVOS SÃO


ATINGIDOS!
(APA 2006)
TRATAMENTO AMBULATORIAL
AN
• Reestabelecer um peso saudável;
• Melhorar a estrutura, consumo e atitudes
alimentares;
• Normalizar a percepção de fome e saciedade;
• Cessar as práticas para perda de peso;
• Corrigir sequelas físicas e psicológicas;
• Diminuir ou eliminar os distúrbios de imagem
corporal.

 A recuperação do peso não deve ser indicador


isolado de recuperação;
 Ganho de peso sem o suporte e
aconselhamento psicológico é contraindicado.

→ ALTA OCORRE QUANDO OS OBJETIVOS SÃO


ATINGIDOS!
(APA, 2006; ADA 2001)
TRATAMENTO AMBULATORIAL
TCA
• Cessar os episódios de compulsão alimentar;
• Melhorar a estrutura, consumo e atitudes
alimentares;
• Melhorar relação com os alimentos;
• Auxiliar a perda de peso, se necessário;
• Diminuir ou eliminar os distúrbios de imagem
corporal.

→ ALTA OCORRE QUANDO OS OBJETIVOS SÃO


ATINGIDOS!
TRATAMENTO
ASPECTOS GERAIS
 O que faz o nutricionista?

Dietoterapia, educação alimentar, orientação


alimentar, aconselhamento nutricional, terapia
nutricional/alimentar?

ADA (1994, 2001) – é o profissional habilitado


para trabalhar as questões relativas à alimentação
e peso.

O nutricionista que trabalha com


Transtornos Alimentares deve relacionar
aspectos psicológicos e nutricionais 
TERAPEUTA NUTRICIONAL
TRATAMENTO:
ASPECTOS GERAIS
• TN  Propor modificações do consumo,
estrutura e atitudes alimentares;

• Desinformação X Crença disfuncional ou


distorcida;

 Educação nutricional não basta!

Atributos mais importantes:

 Conhecimento da ciência da nutrição;


 Habilidade no aconselhamento educacional
e comportamental;
 Atitude empática e de não julgamento.

(ROCK & CURRAN-CELENTANO,1996)


TRATAMENTO
ASPECTOS GERAIS
Continua...

MÓDULO 4 – VIDEOAULA 5
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 4 – Videoaula 5
Tratamento: Hospitalização

Profª Marcela Salim Kotait


TRATAMENTO: HOSPITALIZAÇÃO

Modelo AMBULIM IPq HC FMUSP

• Quando a internação é indicada?

• Principalmente: AN e BN

 Falha de tratamento ambulatorial ou em


hospital-dia;
 Ideação suicida;
 Agressividade;
 Quadro psicóticos concomitante;
 Alterações clínicas importantes:
k <2,5mEq/L, arritmia cardíaca, IMC < 15.
TRATAMENTO: HOSPITALIZAÇÃO

Pontos importantes a respeito da internação:

- Fatores limitantes: tempo de permanência,


custo do tratamento;
- Equipe treinada;
- Supervisão constante;
- Repouso pós-refeições;
- Uso monitorado do banheiro;
- Controle de atividade física;
- Acompanhamento das refeições.
TRATAMENTO: HOSPITALIZAÇÃO

Fases do Tratamento no regime de internação:

A avaliação inicial e o acompanhamento da


evolução é realizada através de:

 Medição antropométrica;
 Exame físico;
 Dados laboratoriais;
 Registros de dados em prontuário para o
acompanhamento da evolução clínica.

Atendimento hospitalar realizado no Ambulim


é composto por cinco fases.
TRATAMENTO: HOSPITALIZAÇÃO
→ Fase 0:
• Mobilização do paciente para o tratamento
por meio de uma relação colaborativa;
• A alimentação nessa fase cobre as
necessidades metabólicas basais;
• Toda dieta oferecida para o paciente deve
ser ingerida;

→ Fase 1:
• Modificações dietéticas com aumento
gradual de peso para o paciente atingir
85% do IMC 19.
TRATAMENTO: HOSPITALIZAÇÃO

→ Fase 2:
• Introduzir diferentes tipos de preparações
culinárias e aumento de calorias para
promover o ganho de 100% do peso alvo;

→ Fase 3:
• Fornecer parâmetros dietéticos para a auto
seleção (porcionamento sob supervisão) e
manutenção do peso.
TRATAMENTO: HOSPITALIZAÇÃO

→ Fase 4:
• Refeições em restaurantes self-service
acompanhada do nutricionista e manutenção
do peso;
• Três licenças aos finais de semana, com
manutenção de peso e preenchimento de
diário alimentar;

→ Fase 5:
• Sucesso nas licenças → Encaminhamento
para o Ambulatório ou Hospital Dia do
Ambulim.
TRATAMENTO: HOSPITALIZAÇÃO
AN
Iniciar com Gasto Energético Basal e aumentar
progressivamente o Valor Calórico Total da
dieta;

O consumo energético diário: 30 a 40


Kcal/Kg/dia;

É recomendado um ganho de 900g a 1,3Kg por


semana para pacientes de enfermaria e 250g a
450g para pacientes ambulatoriais;

A energia (Kcal) necessária para ganho de peso


ou manutenção aumenta conforme o peso.
(APA, 2000)
TRATAMENTO: HOSPITALIZAÇÃO
AN

Preferir trabalhar com alimento real;

Progredir de acordo com a aceitação do paciente;

Respeitar preferências do paciente, se possível;

Trabalhar escolhas e opções alimentares;

A nutrição enteral e parenteral é necessária em


raras condições → riscos associados:
hipofosfatemia, edema, falência cardíaca,
aspiração da fórmula enteral e morte.

(ADA, 2001)
TRATAMENTO AMBULATORIAL

PARTE 1 PARTE 2
PARTE 3
Obrigatória Obrigatória
Conforme
25 semanas 25 semanas
Necessidade
FASE FASE
Sem duração
EDUCACIONAL: EXPERIMENTAL:
fixa
Palestra 30 min Dinâmicas 30 min
+ +
Orientação
Orientação Orientação
grupo
individual individual
TRATAMENTO AMBULATORIAL
FASE EDUCACIONAL

 Tratamento nutricional: métodos e importância;


 O que é BN;
 Restrição Alimentar;
 Definição dos nutrientes: o que são e para que
servem;
 Vitaminas e minerais: fontes e importância;
 A roda dos alimentos: por que preciso de todos os
nutrientes;
 Pirâmide dos alimentos;
TRATAMENTO AMBULATORIAL

 Como variar a alimentação;


 Conceito de fome/ apetite e saciedade;
 Fibras, água e funcionamento do intestino;
 Necessidades energéticas e metabolismo basal;
 Gasto energético e atividade física;
 Digestão e absorção dos alimentos;
 Dietas da moda;
 Peso ideal, IMC e compleição física;
 Alimentos diet e light;
 Como comer fora;
 Avaliação do período.
Continua...

MÓDULO 5 – VIDEOAULA 1
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 5 – Videoaula 1
Comer Consciente

Profª Marcela Salim Kotait


COMER CONSCIENTE
MINDFUL EATING

Prestar atenção, sem julgamentos, no momento atual;

O comer consciente abrange ambos os processos


internos e ambientes externos;

É estar atento aos seus


pensamentos, emoções, sensações
físicas no momento atual;
COMER CONSCIENTE

Possibilidade de libertar-se dos padrões reativos,


habituais de pensar, sentir e agir;

Promove o equilíbrio, a
escolha, a sabedoria e a
aceitação do que é;

Tornar-se ciente do positivo e nutrir as


oportunidades que estão disponíveis através da
seleção de alimentos e preparação, respeitando
a sua própria sabedoria interior.
COMER CONSCIENTE
MINDFUL EATING

→ Usando todos os seus sentidos na escolha para


comer comida que seja satisfatória para você e nutritivo
para o seu corpo;

→ Reconhecendo respostas para alimentos sem


julgamento;

→ Conscientizando das indicações de fome e saciedade


físicas para orientar suas decisões para começar e
terminar de comer.
COMER CONSCIENTE
COMER CONSCIENTE
PRINCÍPIOS DO COMER CONSCIENTE
Aquele que come de forma consciente:

 Não há maneira certa ou errada para comer mas


diferentes graus de consciência em torno da
experiência de comida;

 Aceita que suas experiências alimentares são


únicas.
COMER CONSCIENTE
→ Direciona sua atenção para comer em
uma base de momento a momento;

→ Consciência de como podem fazer


escolhas que suporte a saúde e bem
estar;

→ Interligação da terra, seres vivos e as


práticas culturais - impacto de suas
escolhas alimentares.
COMER INTUITIVO

INTUITIVE EATING

Intuição: Conhecimento imediato e claro,


sem recorrer ao raciocínio.

 Sinais costumam ser ignorados;


 Interpretar sinais físicos e trazer
consequência ao escutar nosso corpo;
 Autoconhecimento: extremamente
importante na mudança do comportamento
alimentar.

(TYLKA, 2006; BACON, et al., 2005)


COMER INTUITIVO
As pessoas que seguiram os
princípios do Comer Intuitivo:

 Menor IMC;
 Maior sensação de bem estar;
 Conseguiram manter o peso e as
mudanças de comportamento por
mais tempo.
COMER INTUITIVO
COMER INTUITIVO

PRINCÍPIOS DO COMER INTUITIVO

1. Rejeite a mentalidade de dieta:

→ Jogue fora seus livros de dieta e artigos de


revista que te ofereçam a falsa esperança de perda
de peso rápida, fácil e permanente;

→ Fique furioso com as mentiras que fazem você


se sentir como se fosse um fracassado toda a vez
que você interrompe uma nova dieta e que
recupera todo o peso perdido.

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COMER INTUITIVO

2. Honre sua fome:

→ Mantenha seu corpo alimentado com energia


suficiente. Caso contrário, você poderá começar a
comer em excesso;

→ Uma vez que você atinge o ponto máximo da


fome, todas as tentativas de moderar e comer
conscientemente se tornam passageiras e
ineficazes.
COMER INTUITIVO
3. Faça as pazes com a comida:

Dê uma trégua, pare de brigar com a comida!


Permita-se comer incondicionalmente.

→Se disser que “não pode” ou que “não deve” comer


determinado alimento: intensificar os seus
sentimentos de privação e gerar vontades;
→Leva às compulsões alimentares;
→Se livra da ideia de que existem alimentos
proibidos: ato de comer pode ser vivenciado com
maior intensidade, e isso normalmente resulta no
término dos exageros alimentares.

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COMER INTUITIVO

4. Desafie o “policial da comida”:

→ Diga “NÃO” aos pensamentos que falam


que você é “bom” quando come o mínimo
de calorias ou “ruim” porque você comeu
um pedaço de torta de chocolate;

→ Espantar o “policial da comida” é um


importante passo para se reconectar com o
comer intuitivo.

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COMER INTUITIVO
5. Respeite sua saciedade:

→Escute quando os sinais do seu corpo disserem


que você ainda não está satisfeito;

→ Perceba quando os sinais mostrarem que você


já está confortavelmente cheio;

→ Pare na metade da refeição e se pergunte qual


é o sabor da comida e como anda o seu nível de
saciedade.

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COMER INTUITIVO
6. Descubra um momento de satisfação:

→Negligenciamos um dos mais básicos presentes da


existência: prazer e satisfação encontrados no ato de
se alimentar;

→Quando come o que realmente quer em um


ambiente convidativo → satisfação → saciedade e
contentamento;

→Perceberá que precisa pegar menos comida do


que quando você decide racionalmente parar porque
acha que já comeu o suficiente.

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COMER INTUITIVO
7. Honre seus sentimentos sem utilizar-se
da comida:

→Encontre maneiras de alívio, estímulo e distração;


→Ansiedade, solidão, tédio, raiva são emoções que
todos nós vivenciamos ;
→A comida não consertará nenhum destes
sentimentos - poderá confortar por um período,
distrair a dor, ou causar um entorpecimento;
→Comer por “fome emocional” só fará você se sentir
pior.

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COMER INTUITIVO
8. Respeite seu corpo e aceite sua
genética:

→Uma pessoa que calça 37 não esperaria “entrar”


em um sapato de número 35, é igualmente inútil ter
a mesma expectativa com o tamanho do seu corpo;

→Respeite-o e você poderá sentir-se melhor


consigo mesmo;

→Difícil rejeitar a mentalidade de dieta se você tem


expectativas fantasiosas e é crítico com relação à
sua forma corporal.

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COMER INTUITIVO

9. Exercite-se:

Seja ativo e sinta a diferença.

→Como você se sente movendo o seu corpo;

→Fazer a diferença entre levantar da cama pela


manhã para uma caminhada ou odiar o barulho do
seu despertador;

→Se a sua única meta é perder peso: não costuma


ser motivação suficiente naquele determinado
momento.

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COMER INTUITIVO
10. Honre sua saúde:

→Usar os conhecimentos nutricionais: permite fazer


escolhas alimentares que honrem sua saúde;

→Não precisa uma dieta perfeita para ser saudável:


não ficará com alguma deficiência nutricional, ou
ganhará peso em um único lanche, em uma única
refeição, ou em um único dia alimentar.

É o que você come


conscientemente que importa.
Progresso (e não perfeição) é o que
conta!

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MÓDULO 5 – VIDEOAULA 2
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 5 – Videoaula 2
Prevenção

Profª Marcela Salim Kotait


PREVENÇÃO

Indivíduos podem receber mensagens


muito confusas e conflitivas sobre
alimento e peso:

 Da família e da sociedade;
 Encorajados a manter um corpo magro e
ao mesmo tempo expostos à inúmeras
oportunidades de comer em excesso.

Irving & Neumark-Sztainer. Integrating the prevention of eating


disorders and obesity: feasible or futile? Preventive Medicine, 2002.
PREVENÇÃO

Transtornos Alimentares e Obesidade →


parte de um espectro de problemas
relacionados ao alimento e ao peso:

“Sintomas de um contexto natural tóxico que inibe o


desenvolvimento de padrões saudáveis de
alimentação e exercício e desencoraja o respeito pela
diversidade de pesos e formas”.

Irving & Neumark-Sztainer. Integrating the prevention of eating


disorders and obesity: feasible or futile? Preventive Medicine, 2002.
PREVENÇÃO

Para prevenir transtornos alimentares


e obesidade, as mensagens de
nutrição devem ser centradas na
perspectiva da saúde e não na
perspectiva do peso.

(ADA, 2006; GOLAN & CROW, 2004)


CONSIDERAÇÕES FINAIS

O excesso de peso acarreta em


prejuízos à saúde?
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apenas o dado de IMC é


suficiente para atendermos a
relação obesidade-saúde?
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Devemos considerar:
 Idade;
 Raça;
 Alimentação;
 Atividade física;
 Distribuição da gordura;
 Antecedentes familiares;
 Estrutura corporal;
 Efeito sanfona;
 Práticas não saudáveis de controle de peso;
 Cuidados médicos;
 Fatores psicológicos e socioculturais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

É possível ser saudável


independente do peso?
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Há diferença entre alguém


que é “naturalmente” mais
pesado ou alguém que cujo o
excesso de peso foi induzido
pelo estilo de vida?
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma pessoa com sobrepeso deve tentar


reduzir ou manter seu peso?
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Somos “policiais da comida” ou
auxiliadores de novos processos?
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS:
• Philippi ST, Alvarenga M. Transtornos alimentares: uma visão nutricional. Barueri: Manole, 2004.
• Cordás, T. A.; Kachani, A. T.. (Org.). Nutrição em Psiquiatria. 1ed.Porto Alegre: Artmed, 2010.
• Tratado de Nutrição e Transtornos Alimentares.. Barueri: Manole, 2010.
• Fairburn CG, Brownell KD. Eating disorders and obesity: a comprehensive handbook. 2a. Edição. Nova Iorque:
Guilford, 2002.
• Brownell KD, Foreyt JP. Handbook of eating disorders: physiology, psychology, and treatment of obesity,
anorexia and bulimia. Nova Iorque: Basic Books, 1986.
• Kaplan HI, Sadock BJ. Tratado de Psiquiatria. Porto Alegre: Artmed, 1999.
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação Geral da Política de Alimentação e
Nutrição. Manual de atendimento da criança com desnutrição grave em nível hospitalar / Ministério da Saúde,
Secretaria de Atenção à Saúde, Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição – Brasília:
Ministério da Saúde, 2005.
• (Schomer E.Z. O papel da família nos transtornos alimentares. In: Bucaretchi. Anorexia e Bulimia Nervosa.
Uma visão multidisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003).
• Assumpção CL, Cabral MD. Complicações clínicas da anorexia nervosa e bulimia nervosa. Rev Bras Psiquiatr
2002;24(Supl III):29-33.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS:
• Claudino AM, Borges MBF. Critérios diagnósticos para os transtornos alimentares: conceitos em evolução. Rev
Bras Psiquiatr 2002;24(Supl III):7-12.
• Hay PJ. Epidemiologia dos transtornos alimentares: estado atual e desenvolvimentos futuros Rev Bras
Psiquiatr 2002;24(Supl III):13-7.
• Morgan CM, Vecchiatti IR , Negrão AB. Etiologia dos transtornos alimentares: aspectos biológicos,
psicológicos e sócio sócio-culturais. Rev Bras Psiquiatr 2002;24(Supl III):18-23.
• Cordas TA, Claudino AM. Transtornos alimentares: fundamentos históricos Rev Bras Psiquiatr 2002;24(Supl
III):3-6.
• Saikali, C.J.; Soubhia, C.S.; Scalfaro, B.M.; Cordás, T.A. Imagem corporal nos transtornos alimentares. Rev.
Psiq. Clin. 31 (4); 164-166, 2004.
• Freitas S, Gorenstein C, Appolinario JC. Instrumentos para a avaliação dos transtornos alimentares. Rev Bras
Psiquiatr 2002;24(Supl III):34-8.
• Alvarenga M, Larino MA. Terapia nutricional na anorexia e bulimia nervosas. Rev Bras Psiquiatr 2002;24(Supl
III):39-43.
• Cordas TA, Claudino AM. Transtornos alimentares: fundamentos Appolinario JC, Bacaltchuk J Tratamento
farmacológico dos transtornos alimentares. Rev Bras Psiquiatr 2002;24(Supl III):54-9.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BÁSICAS:
• Duchesne M, Almeida PEM. Terapia erapia cognitivo cognitivo-comportamental dos transtornos alimentares.
Rev Bras Psiquiatr 2002;24(Supl III):49-53.
• Melin P, Araújo AM. Transtornos alimentares em homens: um desafio diagnóstico. Rev Bras Psiquiatr
2002;24(Supl III):73-6.
• Franca, CRN, Silva APM. Evitando a Síndrome de Realimentação. Rev Bras Nutr Clin 2006; 21(2):138-43.
• Curry KR, Jaffe A. Nutrition Counseling & Communication Skils. Philadelphia: WB Saunders Company, 1998.
• Kellog M. Counseling Tips for Nutrition Therapists. Philadelphia: KG Press, 2006.
• Snetselaar LG. Nutrition couseling skills – for medical nutrition therapy. Maryland: Aspen Publishers, 1997.
• Wansink B. Porque comemos tanto? Não é apenas a nossa fome que determina o que comemos. Campus,
2006.
• APA (American Psychiatric Association). Treatment of Patients With Eating Disorders. 2006.
• de Azevedo, A.P.; dos Santos, C.C.; da Fonseca, D.C. Transtorno da compulsão alimentar periódica. Rev.
Psiq. Clin. 31 (4); 170-172, 2004.
Continua...

MÓDULO 6 – VIDEOAULA 1
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 6 – Videoaula 1
Casos Clínicos

Profª Marcela Salim Kotait


CASO CLÍNICO 1
Identificação:
LBA, sexo feminino, 33 anos, brasileira, desempregada, solteira.;
Mora com a mãe, tio e irmão;

Queixa e Duração:
 Desde os 6 anos de idade, quando o DM foi diagnosticado busca atendimentos espaçados
com endocrinologistas para “controlar” a glicemia;
 16 anos inicia o uso irregular da insulina → Perda de peso;
 17 anos inicia uso de laxantes;
 22 anos inicia uso de diuréticos e vômitos auto induzidos;
 26 anos → Retinopatia Diabética → Fundação para deficientes visuais;
 32 anos é encaminhada ao Ambulim;

Antecedentes Pessoais:
CA de tireoide em 2000, hipotireoidismo total;

Antecedentes Familiares:
Pai: IAM, DM? Mãe: osteoporose, HAS. Irmãos saudáveis.
CASO CLÍNICO 1

Queixa inicial:

 “Não me alimento direito há 16 anos, pois tenho medo de engordar.”;


 Medo intenso de ganhar peso;
 Peso “ideal” 50kg → IMC ≈ 18kg/m²;
 Metas de controle de peso → roupas, medida do punho e joelho como
parâmetros;
 Quadril, coxas, barriga e braços a incomodam;
 Sente culpa quando “come a mais” → sopa, verduras;
 Laxantes → “não come fibras” (sic.);
 Diuréticos → controla o volume de líquido para não “inchar” (sic.).
CASO CLÍNICO 1

Diagnóstico Principal:
Bulimia Nervosa
Dificuldade no diagnóstico

DSM IV → Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais


DSM V

Outros Diagnósticos:
• DM tipo 1;
• Retinopatia Diabética;
• Catarata;
• Skin Picking;
• Hipotireoidismo.
CASO CLÍNICO 1

Diário Alimentar: como fazer?


Mãe??
Gravador??
CASO CLÍNICO 1

Objetivos do tratamento nutricional:

 Regularizar o padrão alimentar;


 Suspender as práticas purgativas;
 L, D e uso regular da insulina;
 Minimizar as práticas restritivas;
 Estabelecer práticas de alimentação
saudáveis.
CASO CLÍNICO 1

Observações e
considerações.
CASO CLÍNICO 2
P.S.S.
• Sexo feminino, data de nascimento: 04/08/1976.
• Idade: 34 anos, profissão: do lar, casada, mora com esposo e 1 filha de 6 anos.
• Peso (início do tratamento): 105,6kg
• Altura: 1,58cm
• IMC: 42,3 kg/m²
• Cintura: 120cm

 Paciente procurou o ambulatório para tratar das compulsões alimentares frequentes.


Refere que desde que iniciou o Diário Alimentar, consegue controlar melhor as escolhas
alimentares e a quantidade de doces (ela comia quase o dobro de quantidade,
principalmente de doces, nas compulsões).
CASO CLÍNICO 2

Observações e
considerações.
CASO CLÍNICO 3
Sexo feminino, 23 anos, solteira, sem filhos.

 Peso: 62,6Kg Altura: 1,60m


 Mora com os pais. Tem uma irmã mais velha que não mora
em casa. Pais acham que ela não tem bulimia nervosa
porque ela não vomita. Acreditam que o que ela tem é
frescura (“se tivesse mais o que fazer não estaria tão
preocupada com o corpo”).

 Ela acha a mãe gorda (barriguda) e não quer ficar assim.


Namora há quase 3 anos. O namorado já terminou com
ela uma vez devido à bulimia nervosa, mas agora está
disposto a ajudá-la.

 Iniciou dieta aos 10 anos porque pesava 78kg. Teve a


menarca aos 11 anos.
CASO CLÍNICO 3

• Com 13 para 14 anos as pessoas a chamavam de gordinha, foi quando começou a usar
laxante para emagrecer. Aos 15 anos começou a utilizar anfetamina (parou ao iniciar
tratamento no Ambulim). Aos 17 anos procurou tratamento psicológico para bulimia
nervosa. Os pais não apoiaram (ela mesma pagou o tratamento). Os pais aceitaram
(tiveram que assinar autorização por ela ser menor de idade), mas acharam que era um
desperdício de dinheiro. Procurou atendimento nutricional, mas as nutricionistas se
recusaram a atendê-la por ter bulimia nervosa;

• Apresenta compulsão principalmente por doces. Diz não conseguir vomitar. Utiliza laxante
apenas nos finais de semana (quando está em casa) sendo sempre 1 vidro de gutalax e 10
ducolax. Às vezes utiliza diuréticos (lasix);

• Padrão alimentar bastante desorganizado. Faz restrição qualitativa e quantitativa. Passa


horas sem comer nada e troca um almoço por uma bomba de chocolate.
CASO CLÍNICO 3

Observações e
considerações.
Continua...

MÓDULO 6 – VIDEOAULA 2
CURSO ONLINE
PSICOLOGIA NA NUTRIÇÃO

Módulo 6 – Videoaula 2
Casos Clínicos

Profª Marcela Salim Kotait


CASO CLÍNICO 4
18 anos, solteiro, sexo masculino.

 Altura: 1,80m Peso atual: 58Kg;


 Histórico de obesidade na infância e adolescência;
 Histórico de dietas na adolescência e muita pressão do
médico para perder peso;
 Recebeu orientações do médico para não misturar arroz
com feijão nem arroz com batata, cortar todas as “massas”,
tudo que tivesse farinha, refrigerantes e frituras;
 Iniciou dieta em 03/2003 e em 5 meses perdeu 40Kg.
Desde então oscila entre 55 e 60kg;
 Alterna semanas de restrição com semanas repleta de
compulsões. Utiliza laxantes com frequência, mesmo após
alimentação “normal” (não-compulsiva);
 Faz poucas refeições por dia e vomita diariamente.
CASO CLÍNICO 4

Observações e
considerações.
CASO CLÍNICO 5
Sexo feminino, 26 anos, solteira, sem filhos. Mineira.
 Mora com 2 tias + marido de uma tia;
 Peso: 49,7kg; Altura: 1,70m;
 Atividade física: 400 abdominais/dia;
 Consumo de líquidos: 500ml ou menos;
 Ciclo menstrual: irregular, última 26/05, ficou 6 meses sem menstruar;
 Alterações no cabelo (espessura, volume, quantidade, ressecamento): queda cabelo;
 TGI: constipação/dor/incômodo (usa aprox. 5 cp laxante 4 a 5x por semana –
lactopurga/ducolax);
 Saúde bucal: já perdeu 3 dentes. Vai colocar aparelho ortodôntico. Mau hálito só quando
fica em jejum;
 Tem 4 irmãos, é filha do meio;
 Refere não ter muitas lembranças da infância. Na 4° série começou a fazer dieta, pois os
colegas de classe a chamavam de gorda e era sempre a última a ser escolhida nas
atividades esportivas. Não sabe o quanto pesava na época;
 Até a adolescência sempre fazendo dietas mas não purgava. Aos 13 anos comprou o
primeiro remédio para perda de peso (sem receita).
CASO CLÍNICO 5
• Aos 16 anos teve virose e viu que havia perdido peso com os vômitos. Passou a vomitar com
frequência;

• Há 2 anos usando laxante, aprox. 3x/dia;

• Refere que o peso máximo na adolescência foi de 69kg. Com as restrições + métodos
purgativos chegou a 53/54kg e manteve por um tempo;

• Com 24 anos (após uso de laxantes), teve desmaio e parada cardíaca (em MGis). Só então
teve diagnóstico de TA. Até então, os pais percebiam o baixo peso mas achavam que era
frescura. Chegaram a levar a médicos, que também não fizeram diagnóstico de TA;

• Chegou a 27kg. Foi internada e saiu de lá com 32kg. Foi trazida para São Paulo para avaliação
no Instituto de Psiquiatria. Após 2 semanas, estava com 36kg e foi internada no AMBULIM.
Saiu da internação com 50kg;
CASO CLÍNICO 5
• Atualmente usa laxante aprox. 4 x/sem (5cp lactopurga ou ducolax) + remédios para perda
de peso (anfepramona) + vômitos (mesmo quando não come). Diz que inchou e por isso
aumentou a restrição;

• No café da manhã, café com leite, Almoço: 1 col sopa arroz + 1 col sopa feijão + 1 pdç
pequeno carne, Lanche: 1 copo de leite, Não janta;

• Refere não gostar de salada e legumes. Na internação engolia;

• Nas compulsões come doces, tortas doce, doces com amendoim, massas, salgados.
Episódios de compulsão alimentar geralmente á tarde (depois do almoço): exemplo: 5
esfihas + 3 pedaços de torta doce.
CASO CLÍNICO 5

Observações e
considerações.
OBRIGADA!