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Carta para Darwin

Eduarda Fernandes dos Reis

Em biolgia, nada tem sentido, exceto à luz da evolução.

Theodosius Dobzhansky

30 de agosto de 2016

Querido Charles Darwin:

Com minha máquina do tempo lhe envio minha carta a seguinte data: 24 de novembro
de 1859. Momento em que publicaste a sua excelentíssima teoria da evolução “sobre a
origem das espécies através da seleção natural”, contrapondo-se a versão cristã da
criação do mundo, quebrando com um paradigma.

Posso te dizer que até o ano em que nos encontramos, em 2016, sua teoria estás
presente. Ainda nos perguntamos “Por que algumas espécies conseguem viver em
determinados lugares e outras não?” ou “Por que o cacto é ADAPTADO a viver na
seca?” Devido a sua teoria podemos concluir que é porque o cacto possui características
que lhe possibilitam viver neste ambiente. E também podemos saber como estas
características foram adquiridas.

Já sabemos que é através do fator ambiental que as características de determinada


espécie predominam. Fator este que estabelece forças naturais de seleção – a seleção
natural – e que afetam a vida ancestral da espécie, moldando a espécie que hoje então
nos deparamos. Se as espécies foram moldadas por ambientes passados, então as
características são reflexos do sucesso ou fracasso da espécie em determinados
ambientes ao longo do tempo. Logo, a seleção natural é dinâmica, não fixa.

Sabemos que após sua teoria surgiram muitos contemporâneos autores, como Alfred
Russel Wallace - seguidor de suas ideias, que fez várias afirmações. Primeiramente que
em uma população os indivíduos não são idênticos, apesar de se pareceram e terem
muita semelhança. Ele acreditava que parte dessa variação é hereditária, as
características de um indivíduo são determinadas, em parte, por sua constituição
genética e compartilham esse DNA com seus novos decendentes. Se não houvesse
seleção natural, os indivíduos de uma espécie poderiam povoar todo o mundo e, graças
a adaptação ao ambiente, somente alguns sobrevivem. Consequentemente, sobrevive o
que se encontra mais apto a se garantir em determinado ambiente.

Já sabemos que o alvo da seleção natural, de sua renomada teoria, diz respeito a
variabilidade das espécies, que é utilizada até hoje pra explicar o evolucionismo. O que
você não sabia explicar é como surgiu essa variabilidade. Por que existe variabilidade
entre indivíduos de uma mesma espécie? Como essas características favoráveis eram
passadas a decendentes? Lembramos que em sua época os mecanismos de
hereditariedade, os genes (genética) não tinham ainda sido descobertos. Mais tarde, com
as teorias de Mendel é que essas perguntas puderam ser respondidas.

As suas ideias, Darwin, com o complemento dos novos conhecimentos de genética


foram indispensáveis para a criação de uma nova teoria – a teoria sintética da evolução.
Esta teoria considera três fatores principais: primeiro diz respeito a origem da
variabilidade. O que gera a variabilidade genética é a mutação. A mutação gera novos
alelos e, com isso, aumenta a variabilidade genética. Outro fator é a recombinação, que
provoca uma mistura entre os alelos. Isso acontece durante a reprodução sexuada -
durante a meiose - com a segregação independente dos cromossomos homólogos e com
ocrossing over. Esses dois fatores só foram descobertos após o surgimento da genética,
após a descoberta dos genes e eles respondem como a variabilidade é gerada.

Mas, como as características favoráveis são transmitidas? Devido ao DNA, que é uma
molécula relacionada com a hereditariedade. Outro fator importante é a seleção natural.
E o alvo da seleção natural é a variabilidade que existe entre os indivíduos de uma
mesma espécie.

Dado tudo isso, percebemos o quão importante foi sua teoria para nossa presente
realidade. Espero ter esclarecido o quão atual é sua teoria, que faz parta da luz dos
nossos tempos.

Agradeço, Darwin

Carinhosamente,

Eduarda

* As diferenças entre populações que se adquire com a seleção natural é chamada


ecótipo.