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SECRETARIA DE ADMNISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA

ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA


“Dr. Luiz Camargo Wolfmann”

PROCEDIMENTOS DO CENTRO INTEGRADO DE MOVIMENTAÇÕES E


INFORMAÇÕES CARCERÁRIAS – CIMIC

São Paulo

2016
SECRETARIA DE ADMNISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA
ESCOLA DE ADMINISTRAÇÃO PENITENCIÁRIA
“Dr. Luiz Camargo Wolfmann”

Centro Integrado de Movimentações e Informações Carcerárias

Coordenadoras EAP
KátiaCilene Salles
Renata Correia de Andrade

Confeccionadores
Anderson Dias da Silva
André Luiz Alves
Hilma Melo de Morais Ferreira
Jonathan Cirineo Franco
Michele Adriana de Gouvêa Gomes
Paulo Rogério Tafuri
Rubens Eliandro Goti

Revisão Gramatical
Flávia Lopes dos Reis Alves
Sumário

Apresentação 06
CAPÍTULO I – DAS INCLUSÕES 07
1 Modalidade de Inclusão 07
1.1. Inclusão Automática – Resoluções SAP 219/2010 e 258/10 07
1.2. Inclusão com autorização da rede SAP - Ordem de Transferência (DCEP
ou MSG) 07
CAPÍTULO II – DOCUMENTAÇÃO 07
2. Documentação necessária 07
2.1. Inclusão Automática 07
2.1.1. Prisão em Flagrante 08
2.1.2. Prisão Preventiva 08
2.1.3. Prisão por Recaptura 08
2.2. Outras formas de inclusão 08
2.2.1. Por condenação em regime fechado ou semiaberto 08
2.2.2. Por progressão ou regressão de regime 09
CAPÍTULO III – INCLUSÃO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 09
3. Cadastro nos sistemas 09
3.1. Sistema Prodesp/GSA 09
3.1.2. Pesquisas por parâmetros fixos 09
3.1.3. Pesquisas por parâmetros variáveis (Identificação Criminal) 11
3.1.4. Pesquisas por parâmetros variáveis (Dados provisório) 13
3.1.5. Criação de Matrícula SAP 15
3.1.6. Inclusão de preso com Matrícula SAP 20
3.1.7. Unificação de dados 21
3.2. Sistema GEPEN (Boletim Informativo) 22
3.3. Sistema de controle interno 22
CAPÍTULO IV – EXPEDIÇÃO DE OFÍCIOS E INFORMAÇÕES 23
4.1 Recapturado 23
4.2 Expedição e cumprimento de Mandado de Prisão 23
CAPÍTULO V – DO PRONTUÁRIO PENITENCIÁRIO 25
5.1. Dos elementos constitutivos, da sua sequência e da numeração 25
5.2. Da instrução 25
5.2.1. Da solicitação de certidões e documentos 26
5.2.2. Da atualização e arquivamento de documentos 28
5.2.3. Do acondicionamento e conservação 28
CAPÍTULO VI – DO CÁLCULO DE PENA 28
6.1. Progressão de regime 28
6.1.1. Progressão ao regime semiaberto 28
6.1.2. Progressão ao regime aberto 31
6.2. Livramento Condicional 33
6.3. Indulto e Comutação de Penas 34
6.5. Saída temporária 34
CAPÍTULO VII – ATRIBUIÇÕES ADMINISTRATIVAS 36
7. Organização e informações 36
CAPÍTULO VIII – SISTEMA GEPEN – BOLETIM INFORMATIVO 39
8.1. Lançamento 39
8.2. Atualização 45
CAPÍTULO IX – CUMPRIMENTO DE ORDENS JUDICIAIS E POLICIAIS 45
9.1. Mandado de Prisão 45
9.1.1. Mandado de Prisão Criminal 45
9.1.2. Mandado de Prisão Civil 46
9.1.3. Mandado de Prisão Temporária 47
9.2. Ordens de Soltura com impedimento 47
9.3. Das decisões de condenação e progressão ao regime semiaberto 48
9.4. Das apresentações externas 48
9.4.1. Das apresentações judiciais 48
9.4.2. Das apresentações e saídas policiais 50
9.4.3. Das saídas médicas 50
CAPÍTULO X – CÓDIGOS (GSA/SJ, GSA/ALMA, CI, etc.) 50
CAPÍTULO XI – CUMPRIMENTO DE ORDENS DE SOLTURA E
COMUNICAÇÕES 53
11.1. Alvará de Soltura e Contramandado 53
11.2. Alvará de Soltura com impedimento 57
11.3. Alvará de Soltura Clausulado, com Advertência ou Medidas Cautelares
57
11.4. Alvará de Soltura no Tribunal do Júri 59
11.5. Progressão ao Regime Aberto, Livramento Condicional, Graça e Indulto
59
CAPÍTULO XII – TRANSFERÊNCIAS 60
12.1. Para unidades de regime fechado 61
12.2. Para unidades de regime semiaberto 62
12.3. Transferência em trânsito 63
12.4. Transferência por aproximação processual ou familiar 64
12.5. Para Centro de Ressocialização 65
12.6. Para Regime Disciplinar Diferenciado – RDD 65
12.7. Para o HCTP 65
12.8. Recambiamento e remoções para fora da rede SAP 66
12.9. Óbitos de detentos 66
CAPÍTULO XIII – PRONTUÁRIOS PENITENCIÁRIOS – ENCERRAMENTO 67
13.1. Procedimento de encerramento 67
13.2. Arquivo morto 67
BIBLIOGRAFIA 69
Apresentação

Além de parte constituída legalmente pelos Decretos de Criação das unidades


prisionais, o Centro Integrado de Movimentaçõese Informações Carcerárias se firma
como parte imprescindível ao funcionamento da prisão.

As suas atribuições e competências estão atreladas ao registro, à atualização e


expedição de documentos e processos que digam respeito à situação processual da
pessoa presa. Destaca-se também como atribuição do CIMIC as providências
documentais necessárias quanto ao recebimento, à permanência e à saída da pessoa
presa, realizando as comunicações judiciais, sistêmicas e administrativas contidas em
lei ou regulamentos.

Optamos por relacionar no presente trabalho os temas mais relevantes para a


consulta dos profissionais que atuam diretamente nos setores de CIMIC, porém sem a
pretensão de esgotar o assunto.

O trabalho foi dividido em três momentos: inclusão, permanência e saída. Na


inclusão foram relacionados procedimentos a serem observados quando da entrada da
pessoa presa na unidade. Em segundo momento, trazemos os procedimentos a serem
observados quando da permanência do custodiado. E, por derradeiro, os procedimentos
imprescindíveis quando da saída da pessoa presa, seja por liberdade ou transferência.

Há que se destacar que o presente trabalho elenca situações teóricas e práticas


que podem ser utilizadas em qualquer regime de cumprimento de pena, com exceção
ao Regime Aberto.
CAPÍTULO I – DAS INCLUSÕES
1. Modalidade de Inclusão
1.1. Inclusão Automática - Resolução SAP – 219, de 21-9-2010 e
Resolução SAP – 258, de 27-10-2010
Será considerada inclusão automática o recebimento de presos oriundos
de Cadeias Públicas e de Distritos Policiais, diretamente nas unidades prisionais,
não havendo a necessidade da autorização de transferência.

Fica vedada a inclusão automática de presos condenados (seja em


regime fechado, semiaberto ou submetido à internação em medida de
segurança), por prisão temporária, prisão administrativa ou civil, salvo se por
determinação superior.

1.2. Inclusão por meio de autorização da rede SAP - Ordem de


Transferência (DCEP ou MSG)
A mensagem (ordem) de transferência consiste em uma autorização
emanada da Secretaria de Administração Penitenciária para que sejam incluídos
ou excluídos presos em suas unidades, em caráter definitivo ou provisório, e
quando não se tratar de hipótese de inclusão automática.

Sempre são expedidas duas guias, que são encaminhadas via Notes: a
primeira autorizando o estabelecimento a remover em transferência o preso
(RM). A segunda é encaminhada ao estabelecimento prisional, que deverá
receber o preso (RC). Dessa forma, referidas inclusões podem ser efetuadas
mediante agendamento, facilitando o trabalho dos envolvidos.

Nos casos de inclusão em virtude de progressão ou de regressão de


regime, a ordem de transferência também deve ser solicitada junto à respectiva
Coordenadoria, mesmo em se tratando de preso recolhido em unidade prisional
com mais de um tipo de regime, pois o preso só poderá ser removido para o
pavilhão condizente com sua nova situação processual após a autorização de
mudança de vaga pela Coordenadoria.

CAPÍTULO II – DOCUMENTAÇÃO
2. Documentação necessária
2.1.1. Inclusão Automática- Resolução SAP – 219, de 21-9-2010
2.1.1.1. Prisão em Flagrante– Nota de Culpa, Auto de Prisão em
Flagrante, Boletim de Ocorrência, Boletim de Informações Criminais (B.I.C.),
Exame de Corpo de Delito do Instituto Médico Legal (IML) do dia da inclusão,
DVC ou FA, Guia de encaminhamento do preso (ofício de apresentação
constando sua qualificação e principais características físicas), RG original ou
Planilha Datiloscópica do Preso (em duas cópias, devidamente preenchidas e
constando identificação de quem a elaborou e identificou o preso) ou cópia do
documento civil que identificou o preso para fins de flagrante (Lei 12.037, de 01-
10-2009, parágrafo 2º).

2.1.1.2. Prisão Preventiva – Mandado de Prisão devidamente cumprido,


Boletim de Ocorrência, Guia de encaminhamento do preso (ofício de
apresentação constando sua qualificação e principais características físicas),
Exame de Corpo de Delito do Instituto Médico Legal (IML) do dia da inclusão,
RG original ou Planilha Datiloscópica do Preso (em duas cópias, devidamente
preenchida e constando identificação de quem a elaborou e identificou o preso).

2.1.1.3. Prisão por Recaptura– Mandado de Prisão devidamente


cumprido, Boletim de Ocorrência, Guia de encaminhamento do preso (ofício de
apresentação constando sua qualificação e principais características físicas),
Exame de Corpo de Delito do Instituto Médico Legal (IML) do dia da inclusão,
RG original ou Planilha Datiloscópica do Preso (em duas cópias, devidamente
preenchida e constando identificação de quem a elaborou e identificou o preso).
Acrescentamos que poderá ocorrer a recaptura do preso sem a
expedição de mandado de prisão.

Art. 684 do CPP. A recaptura do réu evadido não depende de prévia ordem judicial e
poderá ser efetuada por qualquer pessoa.

2.2 Outras formas de inclusão


2.2.1. Por Condenação em regime fechado ou semiaberto –mandado de
prisão condenatório, atestado de permanência e conduta carcerária, Boletim
Informativo atualizado, Ordem de transferência e Ofício de apresentação,
quando o preso for proveniente de unidade da rede SAP.
Quando o preso for oriundo de Cadeia Pública – sentença de condenação,
Ordem de Transferência, ofício de apresentação constando sua qualificação e
principais características físicas, Exame de Corpo de Delito do Instituto Médico
Legal (IML) do dia da inclusão, RG original ou Planilha Datiloscópica do Preso
(em duas cópias, devidamente preenchida e constando identificação de quem a
elaborou e identificou o preso), ou cópia do documento civil que identificou o
preso para fins de flagrante.

2.2.2. Por progressão ou regressão de regime - Semelhante ao item anterior.


Contudo, em vez do mandado condenatório, deve-se ter a decisão da Autoridade
Judicial que determinou a regressão ou a progressão de regime.

III – DA INCLUSÃO EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO


3. Cadastro nos sistemas
3.1.1. Sistema PRODESP/GSA
Quando o preso é proveniente de Cadeia Pública, na maioria das vezes,
no Prontuário do mesmo, contém apenas os documentos obrigatórios. Dessa
forma, muitas vezes não há como se identificar de pronto se o preso já possui
matrícula SAP, motivo pelo qual se faz necessária uma pesquisa prévia do
mesmo para não corrermos o risco de criar uma segunda matrícula e
ambiguidade de informações, o que comprometeria nosso trabalho.

3.1.2. Pesquisas por parâmetros fixos


Vamos utilizar o Sistema Prodesp/GSA, utilizando o acesso SJ:

SJ_ _ _ _ _ _ _ _
Colocar a senha _ _ _ _ _ _ _ _ enter
CP01
CP08 e dê enter
Aparecerá uma tela com os seguintes dados:
Digite as quatro informações, lembrando que o mês e o ano devem ser
digitados sem ponto ou barra: Ex: 061981

e tecle enter

O sistema indicará: “NÃO HÁ OCORRÊNCIAS” ou “RESULTADO DA


PESQUISA: XXX OCORRÊNCIAS”.
Resultado da pesquisa igual a 01 digite CP15 enter para exibição
completa de dados pessoais de cada uma das ocorrências resultantes da
pesquisa.

Resultado da pesquisa maior que 01 digite CP16 enter para exibição


resumida (nome, pai, mãe) de até quatro ocorrências por tela.

3.1.3. Pesquisas por parâmetros variáveis (Identificação Criminal)


Recomendada quando as demais formas de pesquisa não alcançaram o
objetivo esperado. Vamos utilizar o Sistema Prodesp/GSA, utilizando o acesso
SJ: SJ_ _ _ _ _ _ _ _

Colocar a senha _ _ _ _ _ _ _ _ enter


CP01
CP07 e dê enter
Aparecerá uma tela com os seguintes dados:
Digite as informações conhecidas, obedecendo-se as seguintes regras:
indicação do sexo é obrigatória, usar palavras menos comuns dos nomes (exceto
NETO, JUNIOR, SOBRINHO, FILHO)

e tecle enter

O sistema indicará: “RESULTADO DA PESQUISA: XXX OCORRÊNCIAS”


e “PESQUISA COM REFERÊNCIA XXXX”
A partir dessa tela você pode pesquisar os presos que estão cadastrados
na SAP, mas que ainda não possuem RG.

Você deve digitar CP60 e teclar enter para efetuar a pesquisa no criminal
e no cadastro provisório. O sistema indicará: “RESULTADO DA PESQUISA: XXX
OCORRÊNCIAS” e “PESQUISA COM REFERÊNCIA XXXX”.

Para exibição completa de uma a uma as ocorrências no criminal, digite


CP15 enter.

Digitar CP16 enter para exibição resumida de até quatro ocorrências por
vez.

Para exibição completa dos dados provisórios digite CP25 enter, ele
exibirá cada uma das ocorrências.

Ou, se preferir, você pode pesquisar o cadastro provisório conforme


descrito abaixo.

3.1.4. Pesquisas por parâmetros variáveis (Dados provisórios)


Esta pesquisa é utilizada quando a pesquisa no Sistema de Identificação
Criminal indicou SEM REGISTRO ou que o preso ainda não tem RG criminal.
Dessa forma, o preso está cadastrado provisoriamente no banco de dados.
Vamos utilizar o Sistema Prodesp/GSA, utilizando o acesso SJ:
SJ_ _ _ _ _ _ _ _
Colocar a senha _ _ _ _ _ _ _ _ enter
CP01
CP30 e dê enter
Aparecerá uma tela com os seguintes dados:

Digite as informações conhecidas, obedecendo-se as seguintes regras:


indicação do sexo é obrigatória, usar palavras menos comuns dos nomes (exceto
NETO, JUNIOR, SOBRINHO, FILHO) e tecle enter

O sistema indicará: “RESULTADO DA PESQUISA: XXX OCORRÊNCIAS”


e “PESQUISA COM REFERÊNCIA XXXX”.
Digitar CP25 enter para exibição completa de dados provisórios de cada
uma das ocorrências.

3.1.5. Criação de Matrícula SAP


Para gerar a matrícula, devemos utilizar o Sistema Prodesp/GSA,
primeiramente entrando no modo de pesquisa CI para consultarmos o RG do
preso.

CI000000_ _
Colocar a senha _ _ _ _ _ _ _ _ enter
CIHO enter
CINO primeiro nome, sobrenome, mês, ano, sexo
Exemplo: JOAQUIM,ALMEIDA,121974, M (lembrar de colocar as
vírgulas).
Pressione-enter:

Conferir as ocorrências, se aparecer somente o RG civil dar enter exibirá


um por um.

Para ver o RG criminal pressione F2, para resultado maior que 01 ou digite
EXRE, ao localizar a ocorrência digite EXIB + número da ocorrência, e para exibir
o resultado um a um pressione F4 ou digite EXIB01.

Se aparecer o RG criminal devemos anotar o número, sair do Sistema e


entrar novamente no Sistema utilizando o acesso SJ:

SJ_ _ _ _ _ _ _ _
Colocar a senha _ _ _ _ _ _ _ _ enter
CP01
CP09

Digite o número do RG e verifique se aparece o número de matrícula ou


se aparece SEM REGISTRO.

Se tiver matrícula, digitar CP33 para proceder com a inclusão do preso na


unidade.
Se aparecer SEM REGISTRO digitar: CP28 + RG criminal.

É necessário colocar o número do RG sem pontos, mas com hífen e dígito.


Contudo, o hífen tem que ser aquele do teclado alfanumérico, pois caso contrário
o sistema não reconhece. Se não obtiver êxito na consulta, digite o RG sem o
dígito.

Aparecerá uma tela com as seguintes informações:


Exemplo de preenchimento (lembrando que os códigos variam de acordo
com a necessidade da unidade prisional):
MATRÍCULA – deixe em branco(não preenche)
ACERVO – N(sempre N)
SITUAÇÃO PROCESSUAL – PR(provisório)
REGIME PRISÃO – FE(fechado)
DADOS MOVIMENTAÇÃO – M(movimentação)
DATA – coloque a data da inclusão
TIPO VAGA – FE(fechado)
MOTIVO – TRA(transferência)
DELEG. POL. – Se souber o código da delegacia preencher, senão discrimine
o nome da delegacia no campo ‘outra’
OUTRA – Cadeia P. Santa Branca (exemplo)
DESTINO – PEFII (colocar o código mnemônico da unidade prisional) enter

O sistema gerará a matrícula. Anotar o número. Para confirmar que a


matrícula foi gerada, digitar CP26 + MATRÍCULA COM DÍGITO e dar enter.
Deverão aparecer os dados completos do preso.

Se não tiver o número do RG criminal digitar: CP37 enter


Aparecerá uma tela com as seguintes informações:

Preencher os campos: NOME, PAI, MÃE, NASC (DDMMAAAA), SEXO(M ou F). Não
é necessário preencher o código da cidade ou do país (se for estrangeiro), só preencha
se souber, e dê enter
O sistema gerará a matrícula. Anotar o número. Para confirmar que a
matrícula foi gerada, digitar CP26 + MATRÍCULA COM DÍGITO e dar enter.
Deverão aparecer os dados completos do preso.

3.1.6. Inclusão de preso com Matrícula SAP


Quando temos conhecimento do número de matrícula do preso, podemos
proceder com a entrada do mesmo na Unidade através do Sistema GSA. Basta
digitar: CP33 + MATRÍCULA COM DÍGITO. Aparecerá uma tela com as
seguintes informações:

ATUALIZAÇÃO – M
TIPO DE MOVIMENTO –IN (quando procedente de Cadeia Pública)
DATA – coloque a data da inclusão
TIPO VAGA – FE
MOTIVO – TRA
PROCEDÊNCIA – Cadeia P. Santa Branca (exemplo)
DESTINO – PEFII (colocar o código mnemônico da unidade prisional) enter
Quando a inclusão se dá por transferência de estabelecimento prisional:
CP33 + MATRÍCULA COM DÍGITO

ATUALIZAÇÃO – M
TIPO DE MOVIMENTO –IR(quando procedente unidade prisional, significa Inclusão por remoção)
DATA – coloque a data da inclusão
TIPO VAGA – FE
MOTIVO – TRA
PROCEDÊNCIA – deixe em branco
DESTINO – PEFII (colocar o código mnemônico da unidade prisional) enter

Os códigos referentes aos tipos de movimentação, etc, podem ser obtidos


através de uma relação fornecida pelo próprio sistema. Basta digitar CP46 e
imprimi-la, pois é bom tê-la sempre à mão.

É extremamente importante anotar (pode ser em caderno próprio ou outro


meio que achar mais conveniente) todas as inclusões (e exclusões) ocorridas no
dia, pois ao seu término é obrigatória a atualização do Sistema Prodesp/GSB.

3.1.7. Unificação de dados


Para efetuar a unificação de matrícula com dados provisórios e RG
Criminal digitar CP68 + MATRÍCULA COM DÍGITO. Aparecerá uma tela com as
seguintes informações:

Digite o RG Criminal e dê enter


Verifique se as informações são as mesmas. Em caso positivo, dê enter
para unificá-las.

3.2. Sistema GEPEN (Boletim Informativo)


Cadastro no GEPEN (BI) – Após a inclusão do preso no Sistema
Prodesp/GSA, é preciso efetuar o cadastro do mesmo na Gestão Penitenciária
(GEPEN), sendo que as informações do sistema GSA migram para o Gepen.

O importante é inserir os dados processuais do preso no Boletim


Informativo tão logo se efetue o levantamento processual do mesmo, de modo a
manter o B.I. atualizado.

3.3. Sistema de controle interno


Sistema interno (caso existam) – Também se recomenda fazer um
controle da população carcerária para uso do setor de CIMIC, objetivando o
acesso mais rápido a determinados tipos de informações.

O controle pode ser feito através de planilhas eletrônicas, sendo o Excel


muito conveniente para esse tipo de atividade, uma vez que permite a filtragem
de informações. Dessa forma, podem-se inserir vários dados em referida
planilha, como por exemplo: procedência, data da inclusão, número de matrícula,
número de RG, primariedade ou reincidência, idade, regime de cumprimento de
pena, total da condenação, cútis, etc., e filtrar as informações sempre que
solicitado, lembrando que o setor de CIMIC rotineiramente deve prestar
informações sobre a população carcerária e que, muitas vezes, essas
informações devem ser oferecidas em um curto espaço de tempo, o que
demanda grande trabalho, motivo pelo qual se sugere a utilização de referidas
planilhas, que devem ser atualizadas quando da inclusão do preso. Sugere-se,
também, que quando da exclusão do preso, os dados do mesmo sejam excluídos
da primeira planilha e lançados em uma segunda planilha semelhante à primeira,
com o acréscimo da data e do motivo da exclusão. Pode-se ser adotado um
arquivo com duas abas, uma referente às inclusões e outra referente às
exclusões. Entendemos relevante manter a planilha de exclusões em caso de
necessidade de consulta.

Algumas unidades possuem sistemas internos de controle, cada qual com


a sua especificidade, o que também é de salutar importância.

IV – EXPEDIÇÃO DE OFÍCIOS E INFORMAÇÕES


4.1. Recapturado
Quando a unidade prisional receber preso por motivo de recaptura, é
necessária uma pesquisa junto ao Sistema GSA a fim de se verificar o
estabelecimento prisional do qual o mesmo se evadiu ou abandonou.
No âmbito administrativo, munido da informação, deverá ser solicitada a
remessa do prontuário penitenciário e o procedimento de apuração disciplinar
referente à falta disciplinar cometida pelo preso.
Já no âmbito judicial, deverá ser oficiada à Vara de Execuções onde se
encontrar seu processo de execução quanto à recaptura do detento, e os demais
ofícios criminais nos quais ele possua processos em andamento, comunicando
da sua prisão.

4.2. Expedição e cumprimento de Mandado de Prisão


Ao receber o Mandado de Prisão, o C.I.M.I.C. deverá verificar se foi
expedido em desfavor de preso do regime fechado ou semiaberto, averiguando
se eventualmente já consta no prontuário o mesmo mandado devidamente
cumprido.
a) Regime fechado: deverão ser efetuadas as anotações e atualizações
pertinentes em seu prontuário;
b) Regime semiaberto: deverão ser efetuadas as anotações e atualizações
pertinentes em seu prontuário, verificando se o Mandado altera a situação
processual do preso. Havendo alteração, deverão ser adotados os
procedimentos a seguir, conforme o caso:
 Nova Condenação em regime semiaberto: a Unidade deverá informar
imediatamente a VEC, por meio de Ofício ou via correio eletrônico, para
conhecimento e providências que julgar necessárias, tendo em vista que o preso
deverá permanecer em regime semiaberto até determinação judicial em
contrário;
 Nova Condenação em regime fechado: inicialmente, deverá informar
o Centro de Segurança para que isole o detento. Ato contínuo, deverá informar
a VEC, por meio de Ofício ou via correio eletrônico, para conhecimento e
providências que julgar necessárias. Por fim, deverá solicitar através do setor
competente à coordenadoria regional a expedição de MSG de remoção para
uma unidade prisional destinada a presos de regime fechado.
 Nova Prisão Temporária/Preventiva/Pronúncia: inicialmente, deverá
informar o Centro de Segurança para que isole o detento. Ato contínuo, deverá
informar a VEC, por meio de Ofício ou via correio eletrônico, para conhecimento
e providências que julgar necessárias. Por fim, deverá solicitar através do setor
competente à coordenadoria regional a expedição de MSG de remoção para
uma unidade prisional destinada a presos de regime fechado.
No verso do mandado deverá ser impressa certidão de cumprimento,
devendo em seguida colher assinatura do preso e dos servidores constantes da
certidão. Diante da recusa por parte do preso, deve-se certificar a ocorrência,
fazendo constar assinatura de duas testemunhas - o servidor que cumpriu o
Mandado e outro funcionário que testemunhou o ocorrido, nos termos do artigo
286 do CPP. Caso o preso não saiba escrever, deverá ser colhida a sua
impressão datiloscópica, constando a informação no corpo da certidão de
cumprimento.
Após o devido cumprimento, efetuar atualização no sistema informatizado
(GSA-ALMA).
Depois de cumpridas as formalidades, efetuar as devoluções/os
encaminhamentos para:
 Vara de Execuções Criminais;
 Vara de Origem do Processo;
 I.I.R.G.D;
 Prontuário Penitenciário (Arquivo);

No caso de Mandados de Prisão cadastrados com divergência, deverá ser


enviada 01 (uma) via do Mandado de Prisão ao I.I.R.G.D. sem o devido
cumprimento, juntamente com 01 (uma) ficha datiloscópica (não pode ser cópia),
para fins de verificação.
Diante da impossibilidade de cumprimento imediato do mandado ou da
atualização da grade processual, orientamos deixar uma cópia no corpo do
prontuário penitenciário logo após a sua chegada.

CAPÍTULO V – DO PRONTUÁRIO PENITENCIÁRIO

5.1 Dos elementos constitutivos, da sua sequência e da numeração

a) Presos procedentes da Secretaria de Segurança Pública: termo de


abertura; ficha qualificativa; mensagem de transferência (fechado e semiaberto),
se não for caso de inclusão automática; ofício de apresentação; atestado de
conduta e permanência carcerária; nota de culpa ou mandado de prisão
cumprido; boletim de ocorrência; auto de prisão em flagrante; auto de
qualificação; informações da vida pregressa; exame de corpo de delito do IML
(do dia); planilhas de identificação datiloscópica; DVC ou FA, obedecendo esta
ordem cronológica de montagem.

b) Presos procedentes da Secretaria de Administração Penitenciária:


termo de reabertura; ficha qualificativa; ordem de transferência; ofício de
apresentação e ficha datiloscópica.

5.2 Da Instrução.

A instrução do Prontuário Penitenciário deve ocorrer por ordem


cronológica, iniciando com a inclusão do preso na unidade prisional. A instrução
procederá com informações extraídas de DVC atualizado e/ou Folha de
Antecedentes, as movimentações carcerárias do preso, incluindo as externas à
rede SAP, e da verificação do próprio prontuário penitenciário.

Os dados da qualificação, inclusão e procedência dos presos deverão


ser registrados na Capa do Prontuário (inclusive com foto, se disponível).

Acreditamos também ser imprescindível, para controle e agilidade,


transcrever as informações constantes da FA e do prontuário penitenciário em
uma grade processual ou mapa processual, de forma padronizada e de fácil
compreensão, devendo ser arquivado nos autos do prontuário quando da
remoção do preso. A medida visa auxiliar o CIMIC da unidade de destino, bem
como evitar o retrabalho.

As páginas deverão ser numeradas e rubricadas, tendo em vista o


fácil acesso às informações diversas contidas no prontuário. Todavia, é
necessário que todos os volumes estejam presentes. Por outro lado, visando
facilitar o controle e manuseio, quando da ausência de volumes, recomendamos
a numeração provisória do prontuário a lápis.

Na juntada dos documentos, sempre extrair os grampos, retirar os


clipes e reproduzir as folhas de fax em papel ofício. Recomendamos evitar
encerrar o volume com menos ou mais de 300 (trezentas) folhas, salvo para
impedir cisão de peças processuais, sendo o termo de encerramento a última
folha.

5.2.1 Da solicitação de certidões e documentos

Após o término do levantamento processual, deverá ser verificado se


há a necessidade ou não de maiores informações ou complementações a
respeito de processos, movimentações e quanto à situação prisional ou
processual do custodiado.

Inicialmente, recomendamos a solicitação de outros volumes de


prontuários e atestados de permanência e conduta carcerárias às unidades onde
já esteve preso, via notes.
Havendo a presença de inquérito pendente de informação, a
solicitação deverá ser encaminhada ao cartório distribuidor da comarca de
registro do inquérito.

Já no caso de mandado de prisão pendente de cumprimento, deverá


ser solicitada ao IIRGD, Divisão de Capturas ou à própria Vara Criminal ou Civil,
no caso de pensão alimentícia.

Art. 420 do PCM. Os mandados e contramandados de prisão serão remetidos pelo juízo
expedidor, em 3 (três) vias, diretamente ao IIRGD, que incumbirá da remessa aos
demais órgãos competentes para o cumprimento. No interior, mais 2 (duas) vias serão
encaminhadas à autoridade policial.

Se o réu já estiver preso em decorrência de prisão em flagrante ou


prisão preventiva, não há a necessidade da expedição de mandado de prisão
em caso de condenação.

§1º do art. 431 do PCM. Estando o réu preso por força de prisão em flagrante ou
preventiva, será expedida recomendação, por ofício ou meio idôneo de comunicação,
ao estabelecimento em que se encontra recolhido, sendo desnecessária a expedição
de mandado de prisão.

Havendo processos sem informação, deverá ser solicitada a


expedição de Certidão de Breve Relato (CBR) à Vara responsável pelo processo.

Vale destacar que as informações constantes nos sites dos tribunais


possuem valor jurídico e podem ser utilizadas para instruir o prontuário
penitenciário do preso, devendo constar a data e os dados do responsável pela
pesquisa.

STJ. As informações veiculadas pelos tribunais em suas páginas de andamento


processual na internet, após o advento da lei 11.419/06, devem ser consideradas
oficiais, e eventual equívoco ou omissão não pode prejudicar a parte.

Podem compor o prontuário penitenciário do preso, além dos documentos


obrigatórios constantes da inclusão: certidão de breve relato; mandado de
prisão; guias de recolhimento provisória ou definitiva; sentença; acórdão;
atestado de permanência e conduta carcerária; sindicância e demais
documentos que julgar necessários à sua instrução.

Alertamos que os prontuários penitenciários não são “arquivos”, e por isso


não deve constar em meios a seus assentos documentos de rol de visitas,
pecúlio, etc.
5.2.2 Da atualização e arquivamento de documentos

A atualização e o arquivamento de documentos no prontuário


penitenciário são de suma importância para o controle da situação prisional do
custodiado e para a organização do próprio setor, e visam, principalmente, evitar
a ocorrência de falhas.

Todos os documentos possuem relevante importância. Entretanto, alguns


são prioritários, tais como: sentenças; guias de recolhimento; mandados de
prisão; sindicâncias; decisões de deferimento ou indeferimento de benefícios,
etc. Diante do arquivamento e da atualização do levantamento processual,
deverão ser colocados os documentos informados no interior do prontuário para
que sejam verificados quando necessário.

5.2.3 Do Acondicionamento e conservação

Os Prontuários Penitenciários devem ser acondicionados em prateleiras


abertas por ordem de matrícula ou alfabética, contendo nas lombadas de suas
capas o número de matrícula/nome do preso, com a indicação dos respectivos
volumes, com as lombadas viradas para fora, facilitando dessa forma sua
identificação e localização.

A capa deve ser confeccionada com uma gramatura que suporte o


manuseio e tenha durabilidade.

CAPITULO VI – DO CÁLCULO DE PENA

6.1. Progressão de regime

6.1.1. Progressão ao regime semiaberto

a) 1/6 da pena (crimes comuns – primários ou reincidentes) – art. 112 da


LEP.

Ex. pena de 6 anos


Início de cumprimento: 10/01/2015
1º) dividir a pena total por 6:

6 ano ÷ 6

6 1 ano

2º) somar o quociente com a data do início de cumprimento da pena:

10/01/2015 +
1a
___________
10/01/2016 (lapso para progressão ao regime semiaberto)

b) 2/5 da pena (crimes hediondos – primários) – crimes a partir de 29/03/07


(Lei 11.464/07).

Ex. pena de 6 anos

Início de cumprimento: 10/01/2015

1º) dividir a pena total por 5:

6 ano 12 mês 60 dias ÷ 5

5 10 m 0 1 a2 m 12 d

1 2m

2º) multiplicar o quociente por 2:

1 a 2 m 12 d

x 2

2 a 4 m 24 d

Obs. A multiplicação deverá ter início pelo dia.

3º) o produto (resultado) produto da multiplicação deverá ser somado a data do início
do cumprimento da pena:

04

34 01

10/ 01 / 2015

24d 4m 2a

04 /06 / 2017 (lapso para progressão ao regime semiaberto)

c) 3/5 da pena (crimes hediondos – reincidentes) – crimes a partir de


29/03/07 (Lei 11.464/07).

Ex. pena de 6 anos


Início de cumprimento: 10/01/2015

1º) dividir a pena total por 5:

6 ano 12 mês 60 dias ÷ 5

5 10 m 0 1 a2 m 12 d

1 2m

2º) multiplicar o quociente por 2:

06

1 36

1 a 2 m 12 d

x 3

3 a 7 m 06 d

Obs. A multiplicação deverá ter início pelo dia.

3º) o produto (resultado) produto da multiplicação deverá ser somado a data do início
do cumprimento da pena:

10/ 01 / 2015

06 d7m 3a

16/ 08 / 2018 (lapso para progressão ao regime semiaberto)

Obs.1: Se o crime hediondo foi praticado antes da vigência da Lei 11.464/07 (até
28/03/07), o requisito objetivo a ser observado é a fração de 1/6 da pena (art.
112 da LEP), conforme Súmula Vinculante 26 (STF) e Súmula 471 (STJ);

Obs.2: Na hipótese de crime hediondo + crime comum, deve-se calcular a fração


do crime hediondo a partir de sua prisão (2/5 - primário ou 3/5 - reincidente) + a
fração do crime comum (1/6 - primário ou reincidente);

Ex:

Início de cumprimento da pena: 10/01/2015

Crime hediondo (121, §2 c/c 14, II): 6 anos (primário)

Crime comum (157): 6 anos

1º) Verificar o lapso necessário para cada tipo de crime cometido, somando os
produtos (resultado da multiplicação):

Crime hediondo: 2/5 de 6 anos = 2 a 4 m 24 d

Crime comum: 1/6 de 6 anos = 1 a_______


3 a 4 m 24 d

2º) Somar o total com a data do início do cumprimento da pena:

04

34 01

10/ 01 / 2015

24d 4 m 3a

04/ 06 / 2018 (lapso para progressão ao regime semiaberto)

Obs.3: Havendo falta grave ou novo delito/nova prisão, deve-se considerar 1/6,
2/5 ou 3/5 do remanescente, conforme o caso, a partir da data da falta ou da
data da prisão/recaptura (entendimento jurisprudencial);

Obs.4: Em caso de condenação superior a trinta anos, a progressão se dará com


base na pena total imposta judicialmente, e não na pena unificada, conforme o
art. 75 do CP.

Obs.5. Os crimes envolvendo entorpecentes contidos na lei 11.343/06 não são


considerados hediondos por falta de previsão expressa. Por outro lado, a
progressão de regime para alguns crimes contidos na lei ocorrerão com o
cumprimento de 2/5 ou 3/5 das penas.

STJ - HABEAS CORPUS HC 264541 SP 2013/0034496-6 (STJ)


Data de publicação: 28/05/2013
Ementa: HABEAS CORPUS. REINCIDÊNCIA NA PRÁTICA DE CRIMES
EQUIPARADOS A HEDIONDOS (TRÁFICO DE DROGAS). PEDIDO DE QUE,
RELATIVAMENTE À PRIMEIRA CONDENAÇÃO - QUANDO O EXECUTANDO AINDA
NÃO ERA REINCIDENTE -, POSSA A PROGRESSÃO DE REGIME OCORRER
APÓS CUMPRIMENTO DE 2/5 DA PENA. PRETENSÃO CONTRÁRIA À
INTELIGÊNCIA DA REGRA PREVISTA NO ART. 2.º , § 2.º , DA LEI N.º 8.072 /90
(REDAÇÃO DADA PELA LEI N.º 11.464 , DE 28/03/2007). ORDEM DE HABEAS
CORPUS DENEGADA. 1. A interpretação que se pode conferir ao art. 2.º , § 2.º , da Lei
n.º 8.072 /90 (redação dada pela Lei n.º 11.464 , de 28/03/2007)é a de que, no caso de
condenação por crime hediondo ou equiparado, exige-se, para a progressão de regime
prisional, o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da reprimenda reclusiva se o apenado
for primário, e de 3/5 (três quintos) do total da pena unificada, se reincidente. 2. Ordem
de habeas corpus denegada.

6.1.2. Progressão ao regime aberto

a) 1/6 da pena (crimes comuns – primários ou reincidentes) – art. 112 da


LEP.
b) 2/5 da pena (crimes hediondos – primários) – crimes a partir de 29/03/07
(Lei 11.464/07).

c) 3/5 da pena (crimes hediondos – reincidentes) – crimes a partir de


29/03/07 (Lei 11.464/07).

Obs.1: Nos crimes comuns: data da sentença de progressão ou do início de


cumprimento da pena (condenação direta no regime semiaberto) + fração do
restante da pena.

Ex.

Data da prisão: 07/07/2012

Pena: 6 anos

Término da pena: 06/07/2018

Sentença de progressão: 06/07/2014

1º) Calcular a pena restante tendo como data base a data da progressão de regime:

06/07/ 2018 (término da pena)

06/07/ 2014 (data da sentença de progressão)

0000 04 anos (restante a cumprir)

2º) Calcular 1/6 da pena restante:

48m

4a ÷ 6

8 m (lapso para progressão ao regime aberto)

3º) Somar o lapso de progressão ao regime aberto a data base (sentença de progressão
de regime ou de condenação):

3+ 12 1a

15 +

06/07 /2014

__ _8______

06/03 /2015 (lapso para progressão ao regime aberto)

Obs.2: Nos Crimes hediondos: data da sentença de progressão ou do início de


cumprimento da pena (condenação direta no regime semiaberto) + fração do
restante da pena.
Obs.3: Havendo crimes hediondos e crimes comuns: data da sentença de
progressão ou do início de cumprimento da pena (condenação direta no regime
semiaberto) + a fração do crime hediondo, se houver sobra + fração do restante
da pena do crime comum.

6.2. Livramento Condicional

a) 1/3 da pena (crimes comuns – primários) – art. 83, I, do CP.

Pena: 6 anos

Início do cumprimento da pena: 10/01/2015

1º) Dividir o total da pena por 6:

6a ÷ 3

2a

2º) Somar o quociente com o a data do início do cumprimento da pena:

10/01/2015

2a

10/01/2017 (lapso para livramento condicional)

b) 1/2 da pena (crimes comuns – reincidentes) – art. 83, II, do CP.

c) 2/3 da pena (crimes hediondos – primários ou reincidentes) – art. 83, V,


do CP.

O total da pena deverá ser divido por dois e multiplicado por três, sendo
somado o quociente (resultado) à data do início do cumprimento da pena.

Obs.1: Não cabe Livramento Condicional para pena inferior a 02 anos (art. 83,
“caput”, do CP) e para reincidentes específicos em crimes hediondos ou
equiparados (art. 83, V, do CP);

Obs.2: Na hipótese de crime hediondo + crime comum, deve-se calcular 2/3 da


pena do crime hediondo a partir de sua prisão + a fração correspondente ao
crime comum (1/3 se primário ou 1/2 se reincidente);

Obs.3: No caso de Livramento Condicional, revogado por infração penal anterior


à vigência do benefício, deve-se computar o período de prova como pena
cumprida, somando as duas penas para concessão de novo Livramento (art. 141
da LEP);

Obs.4: No caso de Livramento Condicional revogado por outro motivo, não se


concederá novo Livramento em relação à mesma pena, sendo que o tempo em
que esteve solto não será considerado como pena cumprida, devendo esta pena
ser integralmente cumprida, elaborando-se novo cálculo a partir da data de início
do cumprimento da nova pena (art. 142 da LEP c.c. art. 88 do CP).

Obs.5: Os crimes envolvendo entorpecentes contidos na lei 11.343/06 não são


considerados hediondos por falta de previsão expressa. Por outro lado, o
livramento condicional para alguns crimes contidos na lei ocorrerão com o
cumprimento de 2/3 (dois terços) das penas.

Art. 44 da Lei 11343/06. Os crimes previstos nos arts. 33, capute §1º, e 34 a 37 desta
Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis, graça, indulto, anistia e liberdade
provisória, vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos.

Parágrafo único. Nos crimes previstos no caput deste artigo, dar-se-á o livramento
condicional após o cumprimento de 2/3 (dois terços) da pena, vedada sua concessão
ao reincidente específico.

Obs.6: A falta grave não interrompe o prazo para a obtenção do livramento


condicional (Súmula 441 do STJ).

6.3. Indulto e Comutação de Penas

A Presidência da República, no exercício da competência privativa que


lhe confere o art. 84, caput, inciso XII, da Constituição, tendo em vista a
manifestação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária,
acolhida pelo Ministro de Estado da Justiça, e considerando a tradição, por
ocasião das festividades comemorativas do Natal, de conceder indulto às
pessoas condenadas ou submetidas a medidas de segurança, e de comutar
penas de pessoas condenadas.

Dessa forma, os requisitos deverão ser analisados em consonância com a


publicação do Decreto.

6.4. Saída temporária


Os presos condenados ou progredidos em regime semiaberto têm direito
à saída temporária, desde que tenham cumprido os requisitos objetivo e
subjetivo contidos nos artigos 123 e 124 da LEP, conforme veremos a seguir:

Art. 123. A autorização será concedida por ato motivado do Juiz da execução, ouvidos
o Ministério Público e a administração penitenciária, e dependerá da satisfação dos
seguintes requisitos:

I - comportamento adequado;

II - cumprimento mínimo de 1/6 (um sexto) da pena, se o condenado for primário, e 1/4
(um quarto), se reincidente;

III - compatibilidade do benefício com os objetivos da pena.

Art. 124. A autorização será concedida por prazo não superior a 7 (sete) dias, podendo
ser renovada por mais 4 (quatro) vezes durante o ano.

§ 1o Ao conceder a saída temporária, o juiz imporá ao beneficiário as seguintes


condições, entre outras que entender compatíveis com as circunstâncias do caso e a
situação pessoal do condenado.

I - fornecimento do endereço onde reside a família a ser visitada ou onde poderá ser
encontrado durante o gozo do benefício;

II - recolhimento à residência visitada, no período noturno;

III - proibição de frequentar bares, casas noturnas e estabelecimentos congêneres;

Os Juízes das Varas das Execuções editam Portarias baseadas nas


determinações constantes da Lei de Execução Penal, podendo, caso queiram,
inserir outros requisitos necessários para que o sentenciado possa usufruir da
benesse.

De acordo com os ditames da LEP e da Portaria do Juízo, o CIMIC,


sempre com antecedência, providenciará lista de todos os sentenciados que
possuem os requisitos para saída temporária e a encaminhará ao Juiz das
execuções para análise, conforme determina o artigo 123 da LEP.

Após o deferimento, será elaborado o Salvo Conduto (ou carteirinha)


de todos os sentenciados autorizados, devendo portá-lo no período em que
estiverem no gozo da saída temporária.

TABELA PARA CÁLCULO DE LAPSOS


1/2 1/3 1/4 1/5 1/6 2/3 2/5 3/5
PENA A M A M A M A M D A M A M A M D A M D
ANOS
01 - 06 - 04 - 03 - 02 12 - 02 - 08 - 04 24 - 07 06
02 01 - - 08 - 06 - 04 24 - 04 01 04 - 09 18 01 02 12
03 01 06 01 - - 09 - 07 06 - 06 02 - 01 02 12 01 09 18
04 02 - 01 04 01 - - 09 18 - 08 02 08 01 07 06 02 04 24
05 02 06 01 08 01 03 01 - - - 10 03 04 02 - - 03 - -
06 03 - 02 - 01 06 01 02 12 01 - 04 - 02 04 24 03 07 06
07 03 06 02 04 01 09 01 04 24 01 02 04 08 02 09 18 04 02 12
08 04 - 02 08 02 - 01 07 06 01 04 05 04 03 02 12 04 09 18
09 04 06 03 - 02 03 01 09 18 01 06 06 - 03 07 06 05 04 24
10 05 - 03 04 02 06 02 - - 01 08 06 08 04 - - 06 - -
11 05 06 03 08 02 09 02 02 12 01 10 07 04 04 04 24 06 07 06
12 06 - 04 - 03 - 02 04 24 02 - 08 - 04 09 18 07 02 12
13 06 06 04 04 03 03 02 07 06 02 02 08 08 05 02 12 07 09 18
14 07 - 04 08 03 06 02 09 18 02 04 09 04 05 07 06 08 04 24
15 07 06 05 - 03 09 03 - - 02 06 10 - 06 - - 09 - -
16 08 - 05 04 04 - 03 02 12 02 08 10 08 06 04 24 09 07 06
17 08 06 05 08 04 03 03 04 24 02 10 11 04 06 09 18 10 02 12
18 09 - 06 - 04 06 03 07 06 03 - 12 - 07 02 12 10 09 18
19 09 06 06 04 04 09 03 09 18 03 02 12 08 07 07 06 11 04 24
20 10 - 06 08 05 - 04 - - 03 04 13 04 08 - - 12 - -
21 10 06 07 - 05 03 04 02 12 03 06 14 - 08 04 24 12 07 06
22 11 - 07 04 05 06 04 04 24 03 08 14 08 08 09 18 13 02 12
23 11 06 07 08 05 09 04 07 06 03 10 15 04 09 02 12 13 09 18
24 12 - 08 - 06 - 04 09 18 04 - 16 - 09 07 06 14 04 24
25 12 06 08 04 06 03 05 - - 04 02 16 08 10 - - 15 - -
26 13 - 08 08 06 06 05 02 12 04 04 17 04 10 04 24 15 07 06
27 13 06 09 - 06 09 05 04 24 04 06 18 - 10 09 18 16 02 12
28 14 - 09 04 07 - 05 07 06 04 08 18 08 11 02 12 16 09 18
29 14 06 09 08 07 03 05 09 18 04 10 19 04 11 7 06 17 04 24
30 15 - 10 - 07 06 06 - - 05 - 20 - 12 - - 18 - -
MÊS M D M D M D A M D M D M D A M D A M D
01 - 15 - 10 - 07 - - 06 - 05 - 20 - - 12 - - 18
02 01 - - 20 - 15 - - 12 - 10 01 10 - - 24 - 01 06
03 01 15 01 - - 22 - - 18 - 15 02 - - 01 06 - 01 24
04 02 - 01 10 01 - - - 24 - 20 02 20 - 01 18 - 02 12
05 02 15 01 20 01 07 - 01 - - 25 03 10 - 02 - - 03 -
06 03 - 02 - 01 15 - 01 06 01 - 04 - - 02 12 - 03 18
07 03 15 02 10 01 22 - 01 12 01 05 04 20 - 02 24 - 04 06
08 04 - 02 20 02 - - 01 18 01 10 05 10 - 03 06 - 04 24
09 04 15 03 - 02 07 - 01 24 01 15 06 - - 03 18 - 05 12
10 05 - 03 10 02 15 - 02 - 01 20 06 20 - 04 - - 06 -
11 05 15 03 20 02 22 - 02 06 01 25 07 10 - 04 12 06 18

CAPÍTULO VII – ATRIBUIÇÕES ADMINISTRATIVAS

7. Organização e informações
As atribuições específicas de cada Centro Integrado de Movimentações e
Informações Carcerárias estão contidas nos decretos de criação/organização de
cada unidade prisional. De forma exemplificativa, trazemos o decreto
49642/2005:

Art. 16 - Os Centros Integrados de Movimentações e Informações Carcerárias têm as


seguintes atribuições (Art 16, nº Decreto 49642/05):

I - receber, registrar, distribuir e expedir papéis e processos;


II - organizar e manter atualizados:
a) os prontuários penitenciários dos presos;
b) arquivo de cópias dos textos digitados;
III - providenciar para que constem no prontuário todos os elementos que contribuam
para o estudo da situação processual do preso;
IV - verificar a compatibilidade dos alvarás de soltura com os elementos constantes do
prontuário penitenciário e outras informações disponíveis;
V - fornecer, mediante autorização do dirigente do estabelecimento penal, informações
e certidões relativas à situação processual e carcerária do preso;
VI - prestar ou solicitar informações, quando for o caso, à unidade incumbida de manter
os prontuários criminológicos;
VII - manter a guarda e conservar os prontuários penitenciários e os cartões de
identificação;
VIII - requerer e organizar as requisições para apresentação dos presos, comunicando
o Centro de Segurança e Disciplina;
IX - providenciar a comunicação de inclusões e exclusões dos presos aos órgãos
requisitantes, especialmente às varas das execuções criminais e outras varas judiciais
nas quais possuam processos pendentes;
X - providenciar a documentação para as apresentações dos presos, bem como
justificativa do não comparecimento;
XI - verificar a autenticidade dos documentos a serem inseridos nos prontuários
penitenciários;
XII - providenciar concomitantemente o encaminhamento do preso e de seus
prontuários, quando de sua movimentação para outro estabelecimento penal;
XIII - preparar a solicitação, às Polícias Militar, Civil ou Federal, de escolta quando das
movimentações externas de presos.
Os Centros Integrados de Movimentações e Informações Carcerárias
devem prestar informações a diversas áreas da prisão, a outros órgãos da
própria SAP e a órgãos externos, tais como: Polícias Civil, Militar e Federal;
Poder Judiciário; Ministério Público; Defensoria Pública, dentre outros. Podemos
destacar como informações a serem prestadas:

 Atualização dos Quadros de População Carcerária (FE + SA);


 Atualização do Sistema GSA/PRODESP (FE + SA);
 Atualização dos Livros de Registros (FE + SA);
 Transmissão da População Carcerária – Sistema GSB/PRODESP (FE +
SA);
 Ofícios p/ VEC informando sobre as Inclusões e Exclusões de presos (FE
+ SA);
 Elaboração de Certidão de Recolhimento Prisional – Auxílio Reclusão (FE
+ SA);
 Elaboração de Atestados de Permanência e Conduta Carcerária –
Transferência (FE + SA);
 Apresentações Judiciais e Policiais (FE + SA);
 Apresentações de Saúde Agendadas e Emergenciais (FE + SA);
 Instrução de Prontuários Penitenciários - Mapa Processual e
Movimentações (FE + SA);
 Elaboração de Boletins Informativos – Benefícios e Requisições Judiciais
(FE + SA);
 Elaboração de Extratos de Boletins Informativos – Presos (FE + SA);
 Cadastramento de presos colocados em liberdade no Programa Pró-
Egresso (FE + SA);
 Prestação de informações às diversas áreas da unidade, SAP,
Coordenadorias, bem como a órgãos externos (Polícias Civil, Militar e Federal,
Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, etc);.
 Relação de liberdades CRSC – (FE + SA);
 Quantitativo de Presos Provisórios s/Condenação e Presos p/Crimes
Contra os Costumes;

 Disponibilização de Vagas ao regime semiaberto;

 Relatório de Exclusões de Presos VEC – (FE + SA);

 Relatórios e Controles (Crimes Sexuais / Medidas de Segurança / Penas


a Vencer / Presos Estrangeiros / Processos da Justiça Federal / Presos
Provisórios / Processos de Outros Estados / Atendimentos Assistência Judiciária
/ B.I.’s Expedidos / Documentos Protocolados / Fluxo de Movimentação
Carcerária / Saídas Temporárias).
Destacamos que algumas informações dependem da autorização de
instâncias superiores da Secretaria de Administração Penitenciaria e só podem
ser prestadas após a devida consulta.

CAPÍTULO VIII – SISTEMA GEPEN – BOLETIM INFORMATIVO

8.1. Lançamento

Boletim Informativo: trata-se do histórico processual e carcerário do


preso e deverá ser alimentado e atualizado de acordo com informações contidas
nas folhas de antecedentes criminais, no prontuário penitenciário do preso e
informações pertinentes as sindicâncias (faltas disciplinares), tendo como guia a
grade processual.

A necessidade do boletim informativo e os procedimentos a serem


empregados são trazidos pelo Regimento Interno Padrão Paulista, artigo
144/2010.

Artigo 91 - para fins de instrução de pedido de progressão de regime, concessão de


livramento condicional, indulto ou comutação de penas, o diretor da unidade prisional
deve encaminhar à autoridade judicial competente, à época do pedido do benefício, em
formulário padronizado, o Boletim Informativo do preso, com classificação final do
comportamento e o registro de todas as etapas e ocorrências que ensejaram a avaliação
definitiva. Parágrafo único - no Boletim Informativo deve constar, obrigatoriamente, o
histórico de todas as faltas disciplinares anotadas no prontuário do preso, com a
discriminação de data, local dos fatos, descrição e tipificação da falta, sanção disciplinar
aplicada ou absolvição, e a respectiva reabilitação administrativa do comportamento.

Artigo 92 - Os advogados, com poderes conferidos por procuração, que necessitarem


de Boletim Informativo para instruir petição para requerimento de benefício ao seu
cliente, devem encaminhar pedido ao diretor da unidade, mencionando o fim a que se
destina.

§1º - Quando do recebimento do pedido, a unidade prisional deve providenciar a


documentação requerida, no prazo máximo de 20 (vinte) dias, e entregá-la, mediante
comprovante, ficando vedada sua retirada por terceiros.

§2º - Os comprovantes devem ficar devidamente arquivados no prontuário do preso. §3º


- Caso os profissionais a que se refere o caput deste artigo venham a fazer uso diverso
dessas informações, ou se eventualmente venham a alterar os dados delas constantes,
devem responder pelo ilícito nas esferas competentes.

O artigo 22, inciso XL, a necessidade da entrega do extrato do boletim


informativo ao detento de tempos em tempos.

Artigo 22 - Constituem direitos básicos e comuns dos presos provisórios, condenados e


internados [...]
XL- extrato de boletim informativo, obedecida a seguinte periodicidade: a) 90 (noventa)
dias a contar da data da inclusão na unidade prisional; b) 90 (noventa) dias a contar da
juntada de algum documento que altere a situação informada anteriormente; c) até o
último dia do mês de fevereiro de cada ano, para os que se encontram em cumprimento
de pena privativa de liberdade, em regimes fechado e semiaberto.

O histórico processual é composto:

a) Básico:

Deverão ser preenchidos os campos básicos, com a observância para o


campo primário ou reincidente.

Matéria de grande confusão, a primariedade ou a reincidência deverá ser


verificada levando-se em conta os mandamentos dos artigos 63 e 64 do Código
Penal:

Art. 63. Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois de
transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha condenado por
crime anterior.
Art. 64. Para efeitos da reincidência: I – não prevalece a condenação anterior, se entre
a data do cumprimento ou extinção da pena e a infração posterior tiver decorrido período
de tempo superior a 5 (cinco) anos, computado o período de prova de suspensão ou do
livramento condicional, se não ocorrer revogação; II – não se consideram os crimes
militares próprios e políticos.

De acordo com o art. 63 do CP, o réu só será considerado reincidente


quando cometer um novo crime (ou contravenção penal), no Brasil ou no
estrangeiro, depois do trânsito em julgado da sentença penal condenatória.

b) Boletim:

 Situação processual: onde deverá constar a data do início de


cumprimento da pena e o motivo da prisão.

 Novo cáculo: deverá ser utilizado quando o detento possuir interrupções


de pena ou falta disciplinar.

Se o perfil processual e prisional do detento não forem compatíveis com


as ferramentas contidas no “novo cálculo”, o cálculo deverá ser lançado e
justificado nas “observações sobre cálculo de pena”.
 Movimentação carcerária: deverão constar na movimentação todas as
passagens do recluso, incluídas as em delegacias de polícia e em outros locais
externos à rede SAP, incluindo as condutas.

 Histórico de Movimentações – exclusões e inclusões no sistema prisional:


deverão ser lançadas todas as entradas e saídas nas prisões, não havendo a
necessidade de constar as movimentações entre elas.

 Situação anterior/outras penas que não privativas de liberdade: deverão


ser lançados neste campo os processos já extintos, absolvidos ou arquivados,
sendo que os processos ainda pendentes ou que poderão ter sua condição
modificada pela Vara de Execução deverão estar lançados dentre os processos
atuais.
 Situação atual/processos em andamento: deverão estar lançados
todos os processos em andamento, seja em julgamento ou em fase de execução,
além dos processos pendentes de informação. As pendências e demais
situações que não puderem ser inseridas nos campos já existentes, deverão ser
lançadas no campo “observações”. Destacamos a importância do lançamento
dos campos crime hediondo e trânsito em julgado, por repercutirem diretamente
no cômputo do lapso de pena do detento.

 As informações referentes a faltas disciplinares, trabalho, estudo, remição


de pena, perda de dias remidos, interrupções de pena e saída temporária,
benefícios e medida de segurança, deverão ser lançadas com todas as
informações disponíveis, respeitando as atribuições de cada área para o
lançamento.
O campo ‘observação geral’ é de suma importância, tendo em vista que
servirá de guia a todas as pessoas que tiverem contato com o boletim informativo
do preso.

Informações como: data de atualizações; entrega do boletim informativo


para advogados ou encaminhamento à vara de execuções criminais, etc.,
deverão estar devidamente lançadas nas observações gerais.
8.2 Atualização

O Boletim Informativo deverá ser atualizado sempre que houver


mudanças no histórico carcerário e processual do preso, seja referente à
alteração de condenação, início de cumprimento de pena, redução de pena
(acórdãos, comutação, extinção), acúmulos de faltas disciplinares, etc.

As atualizações deverão ocorrer de forma que todas as pessoas que


tenham acesso ao sistema possam continuar seus lançamentos sem a
necessidade do realizarem todo o procedimento novamente. Por isso, as
informações devem ser lançadas com precisão e riqueza de detalhes.

CAPÍTULO IX – CUMPRIMENTO DE ORDENS JUDICIAIS E POLICIAIS

9.1. Mandado de Prisão

Analisar se há mandado de Prisão em aberto. Em caso positivo, solicitar


cópia diretamente ao Cartório da Policia Civil de São Paulo, IIRGD, Vara de
Condenação ou, se for de regressão, diretamente à Vara das Execuções
Criminais.

Art. 285 do CPP. A autoridade que ordenar a prisão fará expedir o respectivo mandado.

(...)

e) será dirigido a quem tiver qualidade para dar-lhe execução.

Art. 288 do CPP. Ninguém será recolhido à prisão, sem que seja exibido o mandado ao
respectivo diretor ou carcereiro, a quem será entregue cópia assinada pelo executor ou
apresentada a guia expedida pela autoridade competente, devendo ser passado recibo
de entrega do preso, com declaração de dia e hora.

O mandado pode acompanhar a documentação do preso quando de sua


inclusão. Nesse caso, já cumprido pela autoridade policial, ou pode ser
encaminhado para que a unidade prisional execute o cumprimento.

9.1.1. Mandado de Prisão Criminal

Nos casos de mandado de prisão criminal, observar sempre o regime,


uma vez que as penas serão unificadas, observando os critérios a cada regime.
(artigo 111 da LEP)
9.1.2. Mandado de Prisão Civil

O mandado de prisão civil é decretado quando do descumprimento do


pagamento de pensão alimentícia, e o local de cumprimento deverá ser
observado conforme o entendimento do juiz responsável pela vara de execução.

Verificando a existência de mandado de prisão civil, deverá ser dado


cumprimento a ele e informado o juiz expedidor, adotando os seguintes
procedimentos:

a) Preso provisório ou condenado em regime fechado:


 Sem pendência criminal (término da pena ou solto pelo processo criminal):
deverá ser solicitada vaga de remoção junto à Coordenadoria Regional para a
remoção do detento para uma cadeia pública, devendo o detento ficar separado
dos demais presos.
 Com pendência criminal: o detento poderá ser mantido nos pavilhões
habitacionais e, em regra, o tempo da prisão civil deverá ser informado à
execução criminal para a inclusão no cálculo de pena.
b) Preso condenado em regime semiaberto:
 Sem pendência criminal (término da pena): deverá ser solicitada vaga de
remoção junto à Coordenadoria Regional para a remoção do detento para uma
cadeia pública, devendo o detento ficar separado dos demais presos.
 Com pendência criminal: deverá ser solicitada vaga de remoção junto à
Coordenadoria Regional para a remoção do detento para uma cadeia pública,
devendo o detento ficar separado dos demais presos. Após o cumprimento da
prisão civil, o detento deverá retornar para a unidade prisional para o
cumprimento do restante da pena no regime intermediário, e informado o juiz da
execução para a inclusão do período no cálculo da pena. 1

Art. 428 do PCM. Expirado o prazo da prisão civil ou temporária, o preso será colocado
imediatamente em liberdade, independentemente da expedição de alvará de soltura,
ressalvada, no último caso, a decretação de sua prisão preventiva, circunstância que
impedirá sua liberação.

1
A forma de se calcular o acréscimo do tempo de prisão civil na execução do detento deverá se atentar
ao posicionamento do juiz da execução criminal.
O regime de cumprimento da prisão civil será sempre o regime fechado,
por força do artigo 528, §4º da Lei 13.105 de 16 de março de 2015:

Art. 528, §4. A prisão será cumprida em regime fechado, devendo o preso ficar separado
dos presos comuns.

9.1.3. Mandado de Prisão Temporária

Ao recebermos o mandado de prisão temporária, observar o período


estabelecido, e, esgotado o prazo, não havendo prorrogação ou decretação de
prisão preventiva, o recluso deverá ser colocado em liberdade
independentemente da expedição de alvará de soltura.

A doutrina atribui natureza tríplice ao mandado de prisão temporária, pois


determina a prisão, autoriza a saída do detento para submissão a exame pericial
junto ao IML, e, quanto de seu término, autoriza a colocação do preso em
liberdade independentemente de ordem de soltura.

Art. 428 do PCM. Expirado o prazo da prisão civil ou temporária, o preso será colocado
imediatamente em liberdade, independentemente da expedição de alvará de soltura,
ressalvada, no último caso, a decretação de sua prisão preventiva, circunstância que
impedirá sua liberação.

9.2. Ordens de Soltura com impedimento

Nos casos de Alvará de Soltura, deverá ser confirmada a autenticidade


com o órgão expedidor, colhendo nome completo, cargo e matrícula do
funcionário (Of.Circ.SAP/GS-3/2004), ou ainda por meio de sistema
informatizado.
Conferir situação processual do preso, por meio de pesquisas nos
sistemas informatizados (VEC/GSA), bem como nos documentos existentes no
prontuário penitenciário, onde se verifica a existência de eventual impedimento.
Existindo qualquer processo criminal em aberto, pesquisar/verificar
informações atualizadas acerca de eventuais impedimentos à soltura do preso.
No caso de dúvida, solicitar informações à VEC, à Vara de Origem ou ao cartório
distribuidor.
Havendo impedimento legal em caso de Alvará de Soltura, ele deverá ser
cumprido com impedimento e devolvido à vara expedidora.
Nos casos de LC ou RA, em havendo condenação ou prática de falta
disciplinar, o juiz da execução deverá ser consultado. Já no caso de prisão
preventiva ou flagrante, informado. Em ambas as hipóteses, o detento deverá
aguardar a decisão preso.

9.3.Das decisões de condenação e progressão ao regime semiaberto

Conferir situação processual do preso antes de solicitar a vaga, por meio


de pesquisas nos sistemas informatizados (VEC/GSA), bem como nos
documentos existentes no prontuário penitenciário, onde se verifica eventual
impedimento.
Existindo qualquer processo criminal em aberto, pesquisar/verificar
informações atualizadas acerca de eventuais impedimentos ao pedido de vaga
para regime semiaberto. Persistindo qualquer dúvida, solicitar informações à
VEC, Vara de Origem, etc;
Nos casos de progressão de regime, a VEC expedirá Guia ou despacho
decisão para remoção ao regime semiaberto.
Solicitada a vaga (Lista Única GEPEN) ou remoção imediata (condenação
em regime semiaberto), a Unidade receberá a ordem para remoção do
sentenciado ao regime intermediário, por meio de Guia de Transferência da
Coordenadoria ou DCEP (Ordem de Remoção/Recebimento), devendo ser
agendada data para a remoção e efetuadas novamente todas as conferências
de praxe na véspera da transferência.

9.4.Das Apresentações externas

9.4.1.Das Apresentações judiciais

Para realizar as apresentações judiciais/policiais, deverão ser observados


os procedimentos a seguir:

 Ao receber a requisição judicial/policial, o C.I.M.I.C. irá confirmar se o


sentenciado se encontra recolhido na Unidade em regime fechado ou
semiaberto. Se o preso não estiver recolhido na Unidade, a autoridade
requisitante deverá ser imediatamente informada, esclarecendo, se
possível, onde a pessoa possa ser encontrada (endereço declarado ou
prisão onde esteja recolhido).
 Estando o sentenciado recolhido na Unidade, a requisição judicial/policial
deverá ser, imediatamente cadastrada/alterada nos sistemas
GSA(PRODESP) .
 Toda vez que um preso for colocado em liberdade ou for removido,
deverão ser consultados os sistemas informatizados no sentido de
verificar se há alguma apresentação a ser realizada, para que a
autoridade requisitante seja imediatamente informada, e, no caso de
remoção, para que a Unidade Prisional de destino também seja
devidamente informada.
 Após a realização do cadastramento, a requisição judicial/policial deverá
ser arquivada em pasta própria para que seja providenciada a diligência
em momento oportuno.
 Semanalmente, deverão ser providenciados os pedidos de escolta à
Policia Militar/GRAEVP para as apresentações dos sentenciados do
regime fechado, sem prejuízo daquelas que eventualmente sejam
protocoladas em datas próximas à apresentação, observados os
procedimentos e prazos estabelecidos, conforme Resolução SSP
231/09, 14/14 e Normas do TJ-SP (Provimentos CSM 740/00, 1179/06,
1224/06 e Provimentos CGJ 34/00, 02/01, 08/10).
 Deverá ser solicitado no pedido de escolta que estas sejam
confirmadas ou negadas por escrito (via Ofício ou correio eletrônico);
 As requisições judiciais protocoladas na Unidade sem o devido tempo
hábil deverão ser imediatamente justificadas, com prévia anuência da
Diretoria Geral.
 Em caso de cancelamento de apresentação judicial, à qual já tenha sido
solicitada escolta, deverá ser informado por escrito ou via correio
eletrônico o cancelamento;
 Nas audiências do Júri, observar todos os processos no qual o preso
responde, bem como os mandado ativos para que, em caso de soltura
no Júri, o preso não seja solto indevidamente. Ao comunicar o juízo sobre
a apresentação, informar que o preso possui outros processos (de
preferência, encaminhar um BI).
9.4.2. Das Apresentações e saídas policiais

Nas apresentações policiais efetuadas pela própria prisão, deverão ser


realizados os mesmos procedimentos que quando das saídas para
apresentação judicial.

Quando a retirada do preso for efetuada pela própria polícia, deverão ser
confirmados a ordem judicial e os policiais que efetuarão a retirada, assim
como a viatura a ser utilizada.

9.4.3.Das Saídas médicas

Para realizar as apresentações para tratamento de saúde, deverão ser


observados os procedimentos a seguir:

 Após as confirmações de praxe, a requisição médica deverá ser


arquivada em pasta própria, desde que devidamente assinada por
profissional da D.C.R.A.S. e autorizada pelo D.T.III;
 Semanalmente, deverão ser providenciados os pedidos de escolta à
Policia Militar/GRAEVP para as apresentações dos sentenciados do
regime fechado, sem prejuízo daquelas que eventualmente sejam
solicitadas em datas próximas à apresentação, bem como das
apresentações de urgência/emergência, observados os procedimentos
de praxe (requisição médica/autorização do D.T.III);
 Deverá ser solicitado no pedido de escolta que os mesmos sejam
confirmados ou negados por escrito (via Ofício ou correio eletrônico);

CAPÍTULO X- CÓDIGOS(GSA/SJ, GSA/ALMA e CI)

CÓDIGO “SJ” – FA/DVC

CP01 = HABILITA OPERADOR

CP02 = DESABILITA OPERADOR

CP03 = TRANSFERE OPERADOR

CP07 = PESQUISA FONÉTICA (nome, pai, mãe, vulgo, idade aproximada)

CP08 = PESQUISA PARÂMETROS FIXOS (primeiro nome,últimonome,mês e ano de


nascimento)
CP09 = PESQUISA PARÂMETROS NUMÉRICOS (rg, matrícula, nº interno ou
execução)

CP 10 = EXIBE MOVIMENTAÇÕES

CP 15 = VERIFICA 1 OCORRÊNCIA(no resultado das pesquisas)

CP16 = VERIFICA + DE 1 OCORRÊNCIA(no resultado das pesquisas)

CP17 = PESQUISA ALIASES (outros nomes, rgs, endereços, etc.)

CP18 = PESQUISA POR INQUÉRITOS

CP19 = PESQUISA DE PROCESSOS

CP20 = PESQUISA DE MANDADOS

CP21 = PESQUISA DA VEC (cálculo de pena)

CP22 = PESQUISA DUPLICIDADES

CP25 = EXIBE A OCORRÊNCIA DA PESQUISA EM DADOS PROVISÓRIOS

CP26 + MATRÍCULA = INCLUI PRESOS COM DADOS PROVISÓRIOS NA UNIDADE

CP28 + RG = INCLUI PRESOS PRIMÁRIOS NA REDE SAP (que já possuam RG)

CP30 = PESQUISA PRESOS COM DADOS PROVISÓRIOS (CP07)

CP33 + MATRÍCULA = INCLUI OU MOVIMENTA PRESOS QUE JÁ POSSUEM


MATRÍCULA

CP37 = CADASTRA O PRESO NO BANCO DE PROVISÓRIOS (sem rg ou matrícula)

CP38 + MATRÍCULA = ALTERA O CADASTRO DA CP37

CP43 + Nº DA OCORRÊNCIA = VERIFICA ALIASES A PARTIR DA CP16

CP44 + MATRÍCULA = ALTERA SITUAÇÃO PROCESSUAL E CADASTRA Nº


INTERNO

CP46 = EMITE TABELAS

CP50 = CADASTRA MOVIMENTAÇÃO ANTERIOR A PRIMEIRA INCLUSÃO

CP51 = ALTERA A CP50

CP56 = PESQUISA DE PRESOS DA UNIDADE

CP60 = PESQUISA DE PRESOS COM DADOS PROVISÓRIOS, JUNTAMENTE COM


A CP07

CP62 = EXIBIÇÃO DA CP56

CP63 + MATRÍCULA = ALTERA ÚLTIMA MOVIMENTAÇÃO

CP65 = PESQUISA DE UNIDADES

CP68 + MATRÍCULA = UNIFICA DADOS PROVISÓRIOS COM DADOS CRIMINAIS

CP70 + MATRÍCULA,DDMMAA,HORA = CADASTRA REQUISIÇÃO JUDICIAL


CP71 + MATRÍCULA,DDMMAA,HORA = ALTERA A CP70

CP72 = CANCELA REQUISIÇÃO JUDICIAL

CP76 = PESQUISA REQUISIÇÕES JUDICIAIS

CP78 + CÓDIGO DA UNIDADE = EXIBE REQUISIÇÕES JUDICIAIS PENDENTES

CP92 = CONSULTA DE BENEFÍCIOS

CP93 + SEQÜÊNCIA = CONSULTA DE ANDAMENTO DE BENEFÍCIOS

CP98 = EMITE FOLHA DE ANTECEDENTES

CPA1 + MATRÍCULA = EXCLUÍ MATRÍCULA DO BANCO

CPA3 = RETORNA A TELA DE QUALIFICAÇÃO

CPD3 = EXIBE DADOS EM CAPTURAS

CPD4 = VERIFICA TERMO CIRCUNSTANCIADO (TC)

CPD5 = VERIFICA PROCESSOS DO JUÍZADO ESPECIAL CRIMINAL (PJEC)

CPD7 + MATRÍCULA,DATA,DATA = MANDA REQUISIÇÕES PARA IMPRESSORA

CPD8 + MATRÍCULA = CANCELA AS MOVIMENTAÇÕES DEIXANDO SOMENTE A


PRIMEIRA

CPC4 + MATRÍCULA = CADASTRA FALTA DISCIPLINAR

CPC5 + MATRÍCULA + SEQÜÊNCIA = ALTERA FALTA DISCIPLINAR

CPE7 = VERIFICA FALTAS DISCIPLINARES A PARTIR DA QUALIFICAÇÃO

CÓDIGO “SM” – ALMA BAIXA DE MANDADOS DE PRISÃO E ATUALIZAÇÃO DE


ENDEREÇOS

INCL E CP01 = HABILITA OPERADOR/ EXCL – CP02 – EXCLUE OPERADOR use


EXCL preferenciamente*

DIGITE ALMA + RG - (com digito) ,(VIRGULA) SEQÜÊNCIA DO MANDADO ENTER

CÓDIGOS PARA BAIXA

12 = CUMPRIDO SAP 16= PROGRESSÃO AO REGIME


ABERTO

13 = TÊM ALVARÁ DE SOLTURA 17 = INDULTO

15 = LIVRAMENTO CONDICIONAL 18 = PAD

OS MAIS UTILIZADOS SÃO O CÓDIGO 12 DE BAIXA DO PROPRIO MANDADO E


CÓDIGO 13 QUANDO O MANDADO ESTÁ EM ABERTO, VOCÊ NÃO POSSUI O
MANDADO, PORÉM, POSSUI O ALVARÁ DO MESMO PROCESSO.
ALEN + RG = INCLUSÃO OU ALTERAÇÃO DE ENDEREÇO

CÓDIGO “CI” – CIVIL

CIEO = DESABILITA OPERADOR

CIHO = HABILITA OPERADOR

CINO + NOME,ÚLTIMO NOME, MMAAAA,SEXO = PESQUISA POR NOME

CIRG + RG = PESQUISA POR RG CIVIL

CITO = TRANSFERE OPERADOR

COMP = EXIBE COMPARSAS

EMIT + RG = EMITE FOLHA DE ANTECEDENTES

EXIB OU F4 = EXIB 1 OCORRÊNCIA

EXRE OU F2 = EXIBE + DE 1 OCORRÊNCIA

EXRG + RG = PESQUISA POR RG CRIMINAL

PESP = PESQUISA POR Nº DE PROCESSO

PINQ = PESQUISA POR Nº DE INQUERITO

ALIA = EXIBE ALIASES

INQT = EXIBE INQUÉRITOS

PROC = EXIBE PROCESSOS

COES = EXIB MOVIMENTAÇÃO

PVEC = EXIBE DADOS DA VEC

CAPT = EXIBE DADOS EM CAPTURAS

EXTC = EXIBE TERMO CIRCUNSTANCIADO

MAND = EXIBE MANDADO

TLOD = PESQUISA POR NOME (CP07) SÓ CRIMINAL

BLRG + RG = PESQUISA O MOTIVO DO BLOQUEIO DO RG

CAPÍTULO XI – CUMPRIMENTO DE ORDENS DE SOLTURA E


COMUNICAÇÕES

11.1.1. Alvará de Soltura e Contramandado


Art. 555 do Provimento do Conselho da Magistratura, ou Normas de Serviço do
Tribunal de Justiça. Não será permitida a saída ou soltura de preso, senão mediante
alvará ou ordem escrita da autoridade competente.2

O Alvará judicial de soltura é o documento expedido por um juiz de direito


que determina a colocação de uma pessoa presa em liberdade. Já
Contramandado de prisão, em regra, é expedido quando o réu não está preso
pelo processo que ensejou a contra ordem, ou seja, ou está em liberdade ou está
preso por outro processo.

A resolução nº 108 de 06/04/2010 do CNJ, disciplina:

Art. 1º. O juízo competente para decidir a respeito da liberdade ao preso provisório ou
condenado será também responsável pela expedição e cumprimento do respectivo
alvará de soltura, no prazo máximo de vinte e quatro horas.

(...)

§3º. O preso em favor do qual for expedido o alvará de soltura será colocado
imediatamente em liberdade, salvo se estiver preso em flagrante por outro crime ou
houver mandado de prisão expedido em seu desfavor, após consulta ao sistema de
informação criminal do respectivo tribunal e ao sistema nacional.

Não entraremos no mérito a respeito dos motivos que podem ensejar a


expedição de alvará de soltura, sendo importante destacar que ele pode ser
deferido a qualquer tempo do inquérito ou do processo.

O encaminhamento do alvará de soltura pode ocorrer de várias formas,


dentre as quais: oficial de justiça; fac-símile; e-mail institucional ou qualquer outro
meio idôneo.

Art. 410 do PCM. Os alvarás serão enviados à autoridade responsável pela custódia, da
maneira mais célere e eficaz possível, por correio eletrônico institucional (e-mail),
aparelhos de fac-símile ou oficiais de justiça.

§1º O ofício de justiça confirmará, via telefônica, o recebimento do alvará pela autoridade
destinatária e anotará na via encartada aos autos, o nome e o cargo de quem
recepcionou a ordem, bem como a data e horário da ligação.

(...)

§3º. Se o preso estiver recolhido em estabelecimento de outra unidade da Federação,


o alvará, endereçado ao juiz corregedor da cadeia ou presídio, será enviado por carta
precatória, por correio eletrônico institucional (e-mail) ou aparelho fac-símile.

2
Quando nos referirmos às normas de serviço ou Provimento do Conselho da Magistratura utilizaremos
a abreviatura “PCM”.
O Ofício Circular nº 23/2008 – SAP elenca a obrigatoriedade de que todas
as unidades prisionais possuam aparelho de fac-símile para atender solicitações
do poder judiciário no período noturno e nos finais de semana.

Ao receber o alvará de soltura, inicialmente, deverão ser tomadas as


seguintes providências:

1º. Verificar a autenticidade do documento: se o Alvará for digital, a


conferência pode ocorrer no próprio site do tribunal expedidor, com a impressão
da folha de pesquisa. Em não sendo digital, deverá ser verificado por meio
telefônico ou outro meio, com a indicação do nome e matrícula do responsável
pela informação. Obs.: não deverá ser efetuada a conferência através do site ou
telefone que constar no Alvará de Soltura.

Art. 411 do PCM. Na hipótese de dúvida quanto à autenticidade ou ao comprimento do


alvará de soltura encaminhado, o responsável pelo estabelecimento prisional
comunicar-se-á imediatamente com o juiz que determinou a soltura, para certificar-se
de sua lidimidade ou solicitar-lhe instruções.

Mesma orientação persiste quanto ao contramandado de prisão:

Art. 564 do PCM. Em caso de divergência ou dúvida quanto à autenticidade do


contramandado de prisão, a autoridade policial entrará em contato com o juízo
expedidor para a devida confirmação.

Se não for possível a conferência com a Vara Expedidora, por se tratar de


final de semana ou período de recesso do poder judiciário, ela deverá ocorrer no
plantão judiciário. O mesmo em havendo dúvida de processo em andamento, em
que deverá ser solicitado apoio ao plantão judicial quanto à soltura ou
manutenção do réu preso.

Art. 416. Os alvarás de soltura expedidos no fim do expediente, às sextas-feiras, ou


véspera de dia feriado, serão encaminhados ao plantão judiciário, no dia imediato, para
o devido e pronto cumprimento.

2º. Imprimir CP09 e efetuar o confronto da qualificação com as do Alvará de


Soltura.

3º. Imprimir uma FA (CP98) e verificar se há impedimento por outro processo.


É imprescindível também o confronto com o Prontuário Penitenciário do recluso.

4º. Recomendamos também a pesquisa junto ao Cadastro Nacional de


Mandados, pelo site:www.cnj.jus.br/bnmp/#/pesquisar.
5º. Quando da soltura, deverão ser observados os seguintes comandos do
GSA para pesquisa: CP98; CP07; CP08; CP09; CPD3 e CP30.

6º. Em não havendo impedimento, deverá ser informado o Centro de


Segurança e Disciplina para que providencie a separação do detento.

7º. Se constar informação de processos em andamento na FA ou no


prontuário penitenciário, recomenda-se entrar em contato com o Ofício Criminal
responsável por meio telefônico, ofício ou email solicitando certidão atualizada.
Se ocorrer por meio telefônico, deverá ser anotado o nome e matrícula da pessoa
responsável pela informação.

8º. Providenciar a impressão da Certidão de Cumprimento no verso do Alvará


de Soltura.

9º. Após a confecção de todos os documentos, o Alvará de Soltura com o


prontuário do preso deverá ser enviado ao setor competente para efetuar a
soltura.

Art. 415 do PCM. O preso em favor do qual for expedido o alvará de soltura será
colocado imediatamente em liberdade, após consulta ao sistema de informação
criminal, salvo se estiver preso em flagrante por outro crime ou houver mandado de
prisão expedido em seu desfavor.

10º. Após a soltura, com a maior brevidade possível, o juiz expedidor deverá
ser informado do cumprimento com o envio de uma cópia do documento.
Recomendamos a comunicação do cumprimento de Alvará no primeiro dia útil
subsequente à soltura do preso.

Art. 412 do PCM. A autoridade responsável pelo estabelecimento onde se encontrava


recolhido o preso comunicará o efetivo cumprimento da ordem, de forma célere, eficaz
e nunca além do dia útil seguinte ao recebimento do alvará.

Acrescentamos que poderá ocorrer impossibilidade da comunicação ao


juiz expedidor no prazo estipulado por razão, por exemplo, de pendências de
outros processos. Recomendamos que, neste caso, o juiz seja informado do
motivo do não cumprimento por ofício, e, imediatamente após a soltura, que seja
cientificado do cumprimento.

Outro caso que poderá ensejar impossibilidade da comunicação é o


recesso forense. No caso do recesso, entretanto, os prazos ficarão suspensos,
devendo o juiz ser informado do cumprimento no dia do retorno dos trabalhos.
11.1.2. Alvará de Soltura com impedimento

Se verificada a presença de impedimento em razão da existência de


mandado de prisão por outro processo, o Alvará deverá ser cumprido com
impedimento, permanecendo o preso custodiado na unidade.

Art. 415 do PCM. O preso em favor do qual for expedido o alvará de soltura será
colocado imediatamente em liberdade, após consulta ao sistema de informação
criminal, salvo se estiver preso em flagrante por outro crime ou houver mandado de
prisão expedido em seu desfavor.

Os trâmites empregados quanto à conferência e ao cumprimento do


Alvará deverão ser equiparados ao do Alvará sem impedimento, devendo
constar na certidão de cumprimento o processo pelo qual permanecerá
custodiado e a informação “COM IMPEDIMENTO”, permanecendo o detento no
cárcere.

11.1.3. Alvará de Soltura Clausulado, com Advertência ou Medidas


Cautelares

O termo clausulado é empregado quando o juiz expedidor fizer constar no


corpo do Alvará a informação de que ele possui uma cláusula condicionando a
colocação do réu em liberdade se não estiver preso por outro juízo. Já a
advertência refere-se à necessidade de advertir o agraciado com a soltura de
que deverá comparecer em juízo.

Art. 408 do PCM. Além dos requisitos gerais, nos alvarás de soltura serão consignados
ainda:

(...)

IV – a cláusula “se por ai não estiver preso”;

V – a advertência de que o preso deverá ser cientificado da necessidade de


comparecimento ao juízo do processo, no primeiro dia útil seguinte à sua soltura, para:

a) a audiência de advertência das condições ou medidas cautelares, se impostas


na decisão que concedeu a liberdade provisória, na forma do Código de Processo Penal,
ou;

b) ter conhecimento dos termos da sentença, oportunidade em que deverá


manifestar interesse na renúncia ou interposição de recurso.

Poderá o juiz, quando da soltura, estipular medidas cautelares a serem


impostas ao réu.
Art. 321 do CPP. Ausentes os requisitos que autorizam a decretação de prisão
preventiva, o juiz deverá conceder liberdade provisória, impondo, se for o caso, as
medidas cautelares previstas no art. 319 deste Código e observados os critérios
constantes do art. 282 deste Código.

Art. 319 do CPP. São medidas cautelares diversas da prisão:


(...)

VII – internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência
ou grave ameaça, quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável e
houver risco de reiteração;

(...)

IX – monitoramento eletrônico;

Destacamos os requisitos acima diante de possuírem algumas


peculiaridades.

O inciso VII elenca a possibilidade de o juiz determinar que o réu seja


apresentado em casa de custódia ou em outro local condizente. Em havendo a
aplicação da medida cautelar, o alvará de soltura deverá ser cumprido sem
impedimento, devendo por outro lado o réu ser entregue à casa de internação
indicada, com o recibo da entrega do detento.

Nos casos de internação em hospital de custódia, o juiz responsável


deverá ser comunicado para a liberação de vaga, sendo hipótese diversa da
mencionada no instituto já citado.

Pode ocorrer de o juiz determinar que o preso seja entregue em sua


residência, passado recibo. Se não houver pessoas no local, o réu deverá lá ser
deixado e a informação constar no prontuário penitenciário e ser informado ao
juiz.

O juiz poderá determinar também a colocação de monitoramento


eletrônico, conforme inciso IX. A Secretaria de Administração Penitenciária não
dispõe de contrato de monitoramento para presos em liberdade, sendo que a
medida não poderá ser acatada. O preso deverá ser colocado em liberdade,
fazendo constar do corpo a impossibilidade do cumprimento da medida cautelar.
Nesse caso, orientamos a unidade a consultar a Coordenadoria responsável
sobre o monitoramento, que responderá negativamente.
11.1.4. Alvará de soltura no Tribunal do Júri

Art. 492 do CPP. Em seguida, o presidente proferirá sentença que:

(...)

II – no caso de absolvição:

a) Mandará colocar em liberdade o acusado se por outro processo não estiver


preso;

O preso poderá ser colocado em liberdade diretamente pelo juiz


responsável pelo plenário, sendo que, neste caso, será dele a responsabilidade
pela soltura, cabendo à unidade prisional tão somente instruir o prontuário do
preso com a cópia do alvará de soltura e atualizar os sistemas existentes.

Pode ocorrer que o juiz, na própria requisição de apresentação do detento


em audiência, solicite o encaminhamento de boletim informativo ou certidão
onde mencione a situação processual do detento para instruir uma possível
liberdade diretamente do plenário.

11.1.5. Progressão ao Regime Aberto, Livramento Condicional, Graça


e Indulto

Art. 112 da LEP. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva,
com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o
preso tiver cumprido ao menos 1/6 (um sexto) da pena no regime anterior e ostentar
bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento,
respeitadas as normas que vedam a progressão.

§1º A decisão será sempre motivada e precedida de manifestação do Ministério Público


e do defensor.

§2º Idêntico procedimento será adotado na concessão de livramento condicional, indulto


e comutação de penas, respeitados os prazos previstos nas normas vigentes.

Quando se tratar de crime hediondo:

Art. 2º, § 2o da Lei nº. 8.072/1990. A progressão de regime, no caso dos condenados
aos crimes previstos neste artigo, dar-se-á após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da
pena, se o apenado for primário, e de 3/5 (três quintos), se reincidente. (Redação dada
pela Lei nº 11.464, de 28 de março de 2007)

Após a decisão de deferimento do regime aberto, o juiz da execução


expede um termo de advertência, no qual deverá ser dado cumprimento nos
mesmos termos do alvará de soltura, com a exceção que deverá constar do
documento as condições impostas pela progressão.

Há locais em que o juiz da execução expede uma espécie de carteirinha,


tanto para o regime aberto quanto para o livramento condicional.

Art. 136 da LEP. Concedido o benefício, será expedida a carta de livramento com a
cópia integral da sentença em duas vias, remetendo-se uma à autoridade administrativa
incumbida da execução e outra ao Conselho Penitenciário.

Art. 138 da LEP. Ao sair o liberado do estabelecimento penal, ser-lhe-á entregue, além
do saldo de seu pecúlio e do que lhe pertencer, uma caderneta, que exibirá à autoridade
judiciária ou administrativa sempre que lhe for exigida.

O procedimento de conferência e cumprimento do livramento condicional


deverá ocorrer nos mesmos moldes do alvará de soltura, com a exceção das
cláusulas próprias.

Diversamente do que ocorre quando da soltura de um alvará


convencional, quando do livramento condicional e do regime aberto certamente
haverá penas a cumprir.

Além da verificação a respeito da inexistência da prisão por outro


processo, deverá ser levado em conta se na decisão de progressão ao regime
aberto ou livramento condicional constam todos os processos que estiverem em
execução. Diante da ausência de processos, antes da soltura, o juiz da execução
deverá ser consultado.

Quanto à Anistia:

Art. 187 da LEP. Concedida a anistia, o juiz, de ofício, a requerimento do interessado ou


do Ministério Público, por proposta da autoridade administrativa ou do Conselho
Penitenciário, declarará extinta a punibilidade.

Já o Indulto:

Art. 192 da LEP. Concedido o indulto e anexada aos autos cópia do decreto, o juiz
declarará extinta a pena ou ajustará a execução aos termos do decreto, no caso de
comutação.

Em ambos os casos deverá ser observado o mesmo procedimento


empregado quando da conferência do alvará de soltura.

CAPÍTULO XII – TRANSFERÊNCIAS


A transferência é o encaminhamento de presos de uma unidade prisional
para outra, seja pertencente à rede SAP ou a outro local, desde que devidamente
autorizados pelas autoridades administrativas e judiciárias competentes.

Art. 555 da PCM. Não será permitida a saída ou soltura de preso, senão mediante alvará
ou ordem escrita da autoridade competente.

Constam do provimento do conselho da magistratura outros


procedimentos a serem observados quando da transferência de presos,
principalmente referentes à comunicação ao juiz corregedor de todos os casos
de transferências de presos. A maioria dos artigos foi incluída no provimento no
ano de 1994, e devido ao gritante crescimento do sistema prisional, sua
aplicação prática se tornou impraticável. Por outro lado, recomendamos que seja
verificado com cada juiz corregedor a respeito da necessidade ou não do
atendimento (arts. 555 a 563).

Dos procedimentos que ainda se encontram em voga, destacamos:

§3º, do artigo 558 do PCM. Nenhuma transferência de preso será realizada no período
de 7 (sete) dias úteis anteriores à audiência designada, salvo necessidade urgente,
comunicando-se, de imediato e por escrito, ao juiz, à ordem de quem o preso estiver
recolhido.... .

A resolução 52/2003 é a principal normativa a tratar do assunto na seara


administrativa da SAP. Porém, há outras resoluções e normativas próprias de
cada coordenadoria que também disciplinam o assunto.

Nos casos de vencimento de pena, salvo se emergencialmente, os presos


não deverão ser transferidos quando estiverem com a pena a vencer no prazo
de 30 (trinta) dias.

É importante destacar, também, que em caso de transferência de preso


com processos em andamento, os ofícios criminais responsáveis deverão ser
informados, por ofício, do local de transferência do detento.

12.1.1. Para unidades de regime fechado

Quando a transferência ocorrer dentro de uma mesma Coordenadoria


Regional, a autorização deverá partir do Coordenador Regional através de MSG
de transferência. Já quando a transferência ocorrer para uma unidade prisional
de Coordenadoria diversa, deverá haver a autorização de ambos os
Coordenadores. Poderá haver casos em que as transferências ocorram por meio
de mensagem DCEP, seja dentro de uma mesma regional ou para fora dela.

Documentos necessários:

a) MSG de remoção ou DCEP;


b) Ofício de apresentação;
c) Atestado de Permanência e Conduta Carcerária atualizado;
d) Prontuário Penitenciário, devidamente encerrado;
e) Cópia do rol de visitas ou atualização doSistema GPU;
f) Outros, dependendo da especificidade de cada unidade;

12.1.2. Para unidades de regime semiaberto

A forma de autorização é a mesma que a empregada nas unidades de


regime fechado.

O preso poderá ser transferido com processos pendentes (em


andamento), desde que não esteja preso pelos referidos processos.
Entretanto, deverá estar acostada no prontuário penitenciário do preso, de
preferência, Certidão de Breve Relato (CBR) atualizada expedida pelo
cartório responsável.

Acrescentamos que, devido à demora na expedição de certidão por


alguns ofícios criminais, e visando o cumprimento da transferência
determinada judicialmente, a informação poderá ser obtida por meio
telefônico diretamente no cartório criminal, devendo, porém, ser
confeccionada uma declaração pelo diretor do CIMIC dando conta da
situação do processo e dos dados do servidor do poder judiciário responsável
pela confirmação, devidamente assinada.

Documentos necessários:

a) MSG de remoção ou DCEP;


b) Ofício de apresentação;
c) Atestado de Permanência e Conduta Carcerário atualizado;
Entendemos que a falta disciplinar de natureza média, mesmo pendente
de reabilitação administrativa, não seja óbice à não transferência do detento
devido à sua conduta ser regular e a falta com essa natureza não ensejar em
regressão de regime.
Quanto à falta disciplinar de natureza grave, em regra, deverá constar
manifestação do juiz da execução a respeito da regressão ou não de regime.
Existe o entendimento que, quando a prática disciplinar de natureza grave
for cometida antes da sentença de condenação ao regime semiaberto, não se
faz necessário o questionamento ao juiz, tendo em vista que, quando do
cometimento da falta, o detento estava no regime fechado, devendo ser levada
em conta a data do fato, não havendo regressão para regime pior.

Se o condenado que praticar falta grave estiver no regime fechado, não se podendo
fazê-lo regredir para o regime mais severo, inexistente, além de ser submetido à sanção
disciplinar está sujeito ao efeito secundário da regressão, ou seja, terá interrompido o
tempo de cumprimento da pena para efeito de progressão, devendo cumprir mais um
sexto do restante a partir da falta grave para obtê-la.3

Existe também o entendimento de que, no caso apresentado, a Vara de


Execuções deverá ser consultada.
d) Prontuário Penitenciário, devidamente encerrado;
e) Cópia do rol de visitas ou atualizado no sistema GPU;
f) Cópia da decisão judicial ou sentença de condenação ou progressão;
g) DVC atualizado;
h) BI atualizado;
i) Outros, dependendo da especificidade de cada unidade;

12.1.3. Transferência em trânsito

A transferência em caráter transitório ocorre em virtude de situação


emergencial (segurança), médica, judicial, policial, ou outros casos devidamente
autorizados.

Assim como ocorre na transferência em definitivo, em regra, a remoção


em trânsito também carece da expedição de mensagem de remoção. Caso o
detento necessite da utilização de linhas de trânsito de Coordenadorias diversas,
deverá constar a autorização de cada ente.

3
MIRABETE, Julio Fabbrini. Execução Penal: comentários à Lei 7.210, de 11-7-1984/ Julio
Fabbrini Mirabete. – 11. ed. – Revista e atualizada – 8. reimpr: - São Paulo: Atlas, 2008, pg.
486.
Excepcionalmente, poderá ocorrer a transferência em trânsito
emergencial sem a expedição de mensagem de remoção em casos
emergenciais que envolvam a segurança da unidade e do próprio detento, desde
que na mesma regional e para prisões destinadas ao mesmo regime, precedida
de regularização da Coordenadoria responsável no prazo de até 30 (trinta) dias.

Nas transferências em trânsito, ordinariamente, os presos são


encaminhados desacompanhados de seus prontuários de saúde e penitenciário,
devendo ser enviados:

a) MSG de remoção ou DECEP;


b) Ofício de apresentação;
c) Ficha qualificativa, com foto;
d) Prontuário de Saúde (nos casos de encaminhamento para tratamento de
saúde – CHSP, etc.);
e) Cópia do rol de visitas ou atualizado no sistema GPU;
f) Outros, dependendo da especificidade de cada unidade;

12.1.4. Transferência por aproximação processual e aproximação familiar.

A aproximação processual poderá ocorrer quando o detento constar


somente com processos de outras comarcas. Na Coordenadoria da Capital, em
razão da Portaria COREMETRO 251/2013, deverá ser instruído um processo de
transferência, devendo constar:

a) Folha líder;
b) Despacho Assinado pelo Diretor ou pedido do Defensor (FUNAP,
advogado constituído, Defensoria, etc.;
c) Boletim Informativo;
d) Relatório de Enfermagem;

Após a instrução, o processo deverá ser enviado à Coordenadoria


Regional para prosseguimento. O procedimento pode diferenciar de regional
para regional.
Já a aproximação familiar é regida pelo ofício circular 15/2000, e
acreditamos que o mesmo deverá ser instruído por outro departamento diverso
do CIMIC.

12.1.5. Para Centro de Ressocialização

A documentação necessária para a transferência de preso para CR é a


mesma de outras prisões da rede SAP, respeitadas as peculiaridades de cada
regime.

Não entraremos no tema quanto aos procedimentos necessários para a


solicitação de inclusão de presos em CR.

12.1.6. Para Regime Disciplinar Diferenciado – RDD

A documentação necessária para a transferência de preso para RDD é a


mesma da utilizada para outras prisões de regime fechado pertencentes à SAP,
com observância da decisão que determinou a internação do recluso no regime
diferenciado.

12.1.7. Para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP)

Deverão ser observados os mesmos procedimentos que quando da


transferência do detento para outra unidade da rede SAP, com o acréscimo da
MSG de remoção e/ou autorização da Coordenadoria de Saúde do Sistema
Prisional e da decisão judicial que determinou a transferência do detento no
regime.

É imprescindível o envio do prontuário penitenciário do preso.

Quando a remoção ocorrer através de unidades de trânsito, deverá ser


solicitada à coordenadoria regional a autorização para a utilização das unidades
e linhas envolvidas.
12.1.8. Recambiamento e remoções para fora da rede SAP

No caso de recambiamento para presídios Estaduais, carecerá de


autorização da SAP através da expedição de MSG DCEP, e autorização do juiz
responsável pela execução da unidade prisional.

Embora exigido, quando da solicitação de autorização de transferência,


as normas existentes não menciona ser indispensável a autorização do juiz da
execução do presídio de destino do preso.

Atualmente, os recambiamentos estão sendo executados por AEVPs


pertencentes ao polo de escolta da capital, podendo ocorrer por outras polícias,
até mesmo dos próprios Estados de destino final do detento. Deverão ser
confirmadas as informações referentes aos agentes ou policiais com as suas
instituições, bem como das determinações judiciais junto aos órgãos
expedidores.

Quando a transferência ocorrer em trânsito, não deverá ser enviado o


prontuário do detento. Já em sendo definitiva, o prontuário penitenciário e de
saúde deverão acompanhar o preso. Porém, recomenda-se que permaneça uma
cópia na unidade ou que se envie a cópia.

Quando a remoção ocorrer no Estado de São Paulo, deverão ser


observadas as mesmas cautelas, havendo a necessidade da autorização do
órgão envolvido e do juiz competente.

Notadamente, ocorrerá a transferência nos casos de prisão civil ou


temporária, ou por possuir nível superior, etc. Nesses casos, a unidade deverá
solicitar junto à coordenadoria regional que interceda junto ao DCEP para a
expedição da autorização e contato com o outro órgão.

Acrescento que há uma recomendação do secretário da pasta para que,


quando do encaminhamento do detento, seja enviado o seu prontuário, devendo
ainda ser submetido a exame de corpo de delito, se solicitado.

12.1.9. Óbito de detento


Várias áreas da prisão deverão prestar informações a órgãos internos e
externos quando ocorrer morte de detento no interior da prisão.

Ao CIMIC caberá informar o juiz corregedor, enviando cópia do atestado


de óbito ou documento equivalente. Bem como, em havendo processo em
andamento, informar também os juízes competentes.

A ocorrência deverá ser registrada do livro de óbitos da unidade, e


atualizada a movimentação do sistema GSA Prodesp, devendo ainda o seu
prontuário penitenciário ser encerrado e arquivado, com uma cópia da certidão
de óbito ou documento equivalente.

CAPÍTULO XIII– PRONTUÁRIOS PENITENCIÁRIOS – ENCERRAMENTO

13.1 Procedimento de encerramento

O prontuário penitenciário deverá ser encerrado sempre que o detento


deixar a unidade prisional em definitivo devido a ordem de soltura, transferência,
óbito, etc.

Quando ainda continuar preso (transferência, etc.), o prontuário deverá


ser remetido para a outra prisão, com o termo de encerramento como documento
final, sendo reaberto pela unidade de destino.

Já no caso de soltura ou óbito, após o encerramento, o prontuário deverá


ser arquivado no arquivo morto do setor de cimic ou no geral da unidade
prisional, variando de unidade para unidade.

13.2 Arquivo morto

O local deverá ser organizado de forma que seja possível a localização


de prontuários e documentos com agilidade, devendo sempre estar limpo e
organizado.

Recomenda-se a utilização de caixas de arquivo para guardar os


documentos, devendo estar separadas por ano, número ou qualquer outro meio
eficiente.
Outra maneira empregada é a do controle do acervo das caixas com a
utilização de tabelas, planilhas ou sistemas, visando a fácil localização dos
documentos.

Outra recomendação que fazemos é a verificação corriqueira dos


prontuários penitenciários do acervo, visando verificar se o detento foi preso
novamente. Caso ocorra, o prontuário deverá ser enviado à sua unidade atual,
mesmo se o detento já tenha sido colocado em liberdade daquele local. Os
prontuários de um mesmo detento deverão estar na última unidade onde o
mesmo registrou passagens, em definitivo.
BIBIOGRAFIA

Código Penal, Código de Processo Penal, Constituição Federal, Legislação


Penal e Processo Penal. Obra coletiva de autoria da Editora Revista dos
Tribunais. 17. ed. rev., ampl. e atual. – São Paulo: Editora Revista dos Tribunais,
2015.

KUEHNE, Maurício. Lei de Execução Penal anotada. 9. ed. – Curitiba: Juruá,


2011.

MESQUITA JÚNIOR, Sidio Rosa de. Execução criminal: teoria e prática:


doutrina, jurisprudência, modelos. 5. ed. – São Paulo: Atlas, 2007

MIRABETE, Julio Fabbrini. Execução Penal: comentários à Lei 7.210, de 11-7-


1984/ Julio Fabbrini Mirabete. – 11. ed. – Revista e atualizada – 8. reimpr: - São
Paulo: Atlas, 2008.

MORAES, Alexandre de. Direito Constitucional. 24. ed. – São Paulo: Atlas, 2009.

NUCCI. Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 12. ed. São Paulo: RT,
2012.

Provimento nº 50/1989 e 30/2013 da Corregedoria Geral da Justiça de São Paulo


– Normas de Serviço.

Regimento Interno Padrão das Unidades Prisionais do Estado de São Paulo,


Resolução SAP 144/2010.