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FACULDADE PITÁGORAS

ENGENHARIA ELÉTRICA - NOTURNO


FÍSICA GERAL E EXPERIMENTAL I

ESFERA NO PLANO INCLINADO COM ARDUINO

SÃO LUÍS / MA
2019
ANTONILTON SILVA RODRIGUES DE SOUSA
MATEUS HENRIQUE CÂMARA BARROSO
RODOLFO DE ASSIS DOS SANTOS
TALYSON ALEX DOS SANTOS S SILVA

ESFERA NO PLANO INCLINADO COM ARDUINO

Trabalho apresentado pelos alunos de


Engenharia Elétrica da Faculdade Pitágoras
– Turu, do terceiro período, ao professor
Raimundo Júnior, da disciplina Física Geral
e Experimental I, referente à atividade
experimental apresentada em 27 de maio de
2019, para obtenção de nota da segunda
avaliação parcial.

SÃO LUÍS / MA
2019
SUMÁRIO

1 OBJETIVO ............................................................................................................... 2
1.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ................................................................................. 2
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................................................. 2
2.1 ENERGIA MECÂNICA .......................................................................................... 2
2.2 O PLANO INCLINADO SEM ATRITO ................................................................... 3
2.3 PLANO INCLINADO COM ATRITO ...................................................................... 4
2.4 ARDUINO UNO ..................................................................................................... 4
3 MATERIAIS UTILIZADOS ....................................................................................... 5
4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ....................................................................... 5
5 RESULTADOS OBSERVADOS .............................................................................. 6
6 CONCLUSÃO .......................................................................................................... 8
REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 9
ANEXO I – CÓDIGO-FONTE DO PROGRAMA PARA ARDUINO®
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1 OBJETIVO

Demonstrar experimentalmente as características do movimento de uma


esfera no plano inclinado com atrito.

1.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Montar um plano inclinado com ângulo fixo e um sensor de passagem;


- Obter e analisar os dados através de um programa desenvolvido para placa de
desenvolvimento Arduino Uno;
- Comparar os dados experimentais com os dados ideais;
- Entender a diferença entre um corpo que desliza e um corpo que rola sobre o plano
inclinado;
- Elaborar relatório do experimento.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O plano inclinado é uma superfície plana que tem um de seus lados elevados
e forma um ângulo com o plano horizontal. A análise deve levar em consideração o
ângulo de inclinação, a força da gravidade, a existência ou não de forças dissipativas
como o atrito, e as energias envolvidas, como a energia potencial gravitacional e a
energia cinética do objeto.

2.1 ENERGIA MECÂNICA

Resumidamente, um corpo de massa m quando está em movimento (v ≠ 0),


apresenta energia cinética K e, ao mesmo tempo, se este corpo estiver em uma altura
y em relação ao solo, apresenta também uma energia potencial gravitacional Ug.
Quando sob ação de uma mola com deformação x e constante elástica k, o corpo
também apresenta a energia potencial elástica Uel. À soma das energias cinética,
potencial gravitacional e potencial elástica dá-se o nome de energia mecânica (E). As
fórmulas para obtenção dessas forças estão descritas na tabela-resumo a seguir.
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Tabela 1 – Energia Mecânica


Energia Cinética K = (m × v²) ÷ 2
Energia Potencial Gravitacional Ug = m × g × Δy
Energia Potencial Elástica Uel = (k × x²) ÷ 2
Energia Mecânica E = K + Ug + Uel

2.2 O PLANO INCLINADO SEM ATRITO

Figura 1 – Plano Inclinado Sem Atrito

Fonte: do autor.

No plano inclinado sem atrito, apenas a força da gravidade está agindo sobre
o corpo, sendo que devido à inclinação, a aceleração a desse corpo é obtida através
da componente horizontal da força peso Fgx = m.g.sen α, sendo que F = m.a, então
por semelhança podemos dizer que a = g.sen α. Podemos encontrar a velocidade do
corpo no após percorrer uma distância x no plano inclinado usando a equação de
Torricelli: v² = v0² + 2. a . Δx.
Outra forma de obter a velocidade é usando o conceito de energia mecânica.
Se um corpo é abandonado sobre o plano inclinado a uma altura y, desprezando-se a
energia potencial elástica, segundo o conceito de energia mecânica e como não há
atrito, temos que a energia mecânica do corpo no ponto mais alto do plano inclinado
é igual à energia mecânica no ponto mais baixo. Se no ponto mais alto, a velocidade
do corpo é igual a zero, e no ponto mais baixo a energia potencial gravitacional é zero,
então temos: E (inical) = E (final), então: m . g . Δy = (m . v²) ÷ 2. Substituindo os
valores já conhecidos obteremos a velocidade final do objeto quando chegar ao nível
do solo.
Vale ressaltar que esses cálculos são válidos somente para uma esfera em
um plano inclinado sem atrito, pois a mesma não iria rolar durante a descida.
4

2.3 PLANO INCLINADO COM ATRITO

Figura 2 – Plano Inclinado com Atrito

r
w V

Fonte: do autor.

No plano inclinado com atrito, o coeficiente de atrito µ entre o corpo e o plano


passa a ser considerado e surge a força de atrito. Entretanto, para certo ângulo α, em
um modelo experimental real, a esfera desce rolando sobre o plano, desse modo o
cálculo passa a envolver também a rotação da esfera e seu momento angular. Como
a esfera não desliza, a força dissipativa que age sobre a mesma é o atrito estático.
Resumidamente, podemos dizer que uma esfera rolando tem um momento de
inércia I, determinado pelo produto da massa com o quadrado do raio da esfera, u
seja, I = m . r². Segundo SILVA (2002), a aceleração da esfera descendo o plano
inclinado é determinado por: a = Fgx ÷ [ m+ ( I ÷ r² )]. A partir da aceleração, conhecido
o deslocamento x, aplicamos a equação de Torricelli para encontrar a velocidade no
final do plano inclinado, e sua energia cinética pode ser calculada por Kr = 0,7 . m . v².

Tabela 2 – Fórmulas do Movimento da Esfera


Momento de Inércia I = m . r²
Aceleração do Centro de Gravidade a = Fgx ÷ [ m+ ( I ÷ r² )]
Velocidade final no deslocamento V =√2. . Δ (saindo do repouso)
Energia Cinética Kr = 0,7 . m . v²

2.4 ARDUINO UNO

O Arduino Uno é basicamente uma placa de desenvolvimento de baixo custo


baseada em microcontrolador. Possui, entre outras características, 14 pinos para
entradas e saídas analógicas e digitais, um processador de instruções e memória para
armazenamento e execução de programas. Através da programação adequada da
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placa, pode-se utilizar os sinais de entradas e saídas para analisar dados e fazer
cálculos, automatizar operações, monitorar sensores e exibir resultados em uma tela
de cristal líquido ou através de sua conexão serial, bluetooth ou wi-fi.
Neste projeto será utilizada uma placa Arduino Uno R3. Através do programa,
serão calculados e exibidos os valores da energia potencial gravitacional, tempo do
deslocamento, velocidade final, aceleração, energia cinética no fim do deslocamento
e a diferença entre a energia potencial gravitacional e a energia cinética final, para
obter estimativa da energia dissipada. O código-fonte da programação está em anexo,
e os dados serão exibidos na tela de um smartphone conectado pela entrada USB.

3 MATERIAIS UTILIZADOS

-Plano inclinado de madeira com ângulo de 15° e contatos elétricos;


-Esfera metálica de raio 0,45 cm e massa 0,0033 kg;
-Placa Arduino Uno R3 com fonte de alimentação;
-Fios para conexões;
-Cabo USB com adaptador para smartphone;
-Smartphone com sistema Android e monitor serial para exibição dos resultados.

4 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

- Conectar os fios nos devidos pinos, ligar o celular na porta USB e ligar a fonte de
alimentação da placa Arduino;
- Posicionar a esfera no contato metálico na parte mais alta do plano inclinado e
imediatamente soltá-la;
-Observar os resultados dos cálculos da tela do celular e repetir o experimento
algumas vezes para comparar os resultados.
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Figura 3: Modelo Experimental Pronto

Fonte: do autor.

5 RESULTADOS OBSERVADOS

A partir dos resultados exibidos na tela do celular, pode ser feita uma
comparação com os valores ideais, e adicionalmente, evidencia-se a diferença em
relação aos valores ideais esperados caso a esfera estivesse deslizando e não
rolando sobre o plano.

Figura 3: Resultados na Tela

Fonte: do autor

A tabela a seguir mostra as diferenças entre os valores experimentais e os


valores ideais para este experimento, dispensando-se os cálculos.
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Tabela 3 – Comparação de dados experimentais


VALOR VALOR
ESPERADO ESPERADO VALOR MÉDIO
DADOS
PARA PLANO PARA PLANO OBSERVADO
SEM ATRITO COM ATRITO
Tempo 0,568 s 0,804 s 0,841 s
Velocidade Final 1,433 m/s 1,019 m/s 0,965 m/s
Aceleração 2,536 m/s² 1,268 m/s² 1,146 m/s²
Energia Cinética 3,3.10-3 J 3,3.10-3 J (ideal) 2,1. 10-3 J

Exibindo o gráfico da velocidade da esfera em função do tempo, podemos


observar que a reta que mais se aproxima do valor experimental é justamente a reta
que representa os valores calculados através das equações que descrevem o
movimento onde há rolamento, diferentemente do que ocorreria se a velocidade fosse
calculada para um corpo que desceria o plano inclinado deslizando. Durante a descida
da rampa, a esfera adquire energia cinética rotacional, o que faz com que a velocidade
do seu centro de gravidade seja menor do que a de um corpo deslizante para um
mesmo intervalo de tempo. Pelo princípio da conservação de energia mecânica, a
energia cinética que faltaria em razão da menor velocidade final está armazenada em
forma de energia rotacional do corpo esférico, sendo que ao final da descida, em
condições ideais, a soma da energia cinética de rotação e a energia cinética de
translação seriam iguais à energia potencial gravitacional na parte mais alta do plano.

GRÁFICO: IDEAL X OBSERVADO


Ideal com Deslizamento Ideal com Rolamento Observado

25

20
VELOCIDADE (M/S)

15

10

0
0,10 1,10 2,10 3,10 4,10 5,10 6,10 7,10 8,10 9,10
TEMPO(S)

Fonte: do autor

A diferença entre os valores ideais e o valor real do experimento deve-se


principalmente a perdas com vibrações e com a rugosidade do material da rampa,
atrito da esfera com o ar e pequenos erros de medição no tempo de descida.
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6 CONCLUSÃO

O movimento de um corpo no plano inclinado pode ser descrito por equações


básicas envolvendo energia mecânica ou aceleração simples. Entretanto, no caso de
uma esfera maciça, há de ser considerada também a rotação dessa esfera, o que gera
um momento angular e uma rotação que faz com que parte da energia cinética de
translação do corpo fique “armazenada” em forma de energia cinética rotacional.
Demonstrou-se que há diferenças entre um movimento de deslizamento e um
rolamento no plano inclinado, e através dos cálculos do programa no Arduino,
observa-se que a realização de um experimento fora das condições ideais gera perdas
de energia relativamente grandes, se for levada em consideração a ordem de
grandeza dos valores observados e as diferenças encontradas em relação ao valor
ideal.
Observa-se, portanto, que utilizar uma placa de desenvolvimento como a
placa Arduino é uma forma de se criar experimentos de baixo custo para
demonstração experimental, entre outros, de modelos físicos, contribuindo para a
compreensão dos mesmos.
REFERÊNCIAS

SILVA, Romero T. Notas de Aula de Física – Rolamento, Torque e Momento


Angular. 2012. Disponível em:
<http://www.fisica.ufpb.br/~romero/pdf/12_rolamento_torque_e_momento_angular.p
df>. Acesso em: 21 de maio de 2019.

SAS, Wojciech. Inclined Plane Calculator. Disponível em:


< https://www.omnicalculator.com/physics/inclined-plane>. Acesso em: 21 de maio de
2019.

HAPONIUK, Bogna. Rotational Kinetic Energy Calculator Disponível em:<


https://www.omnicalculator.com/physics/rotational-kinetic-energy>. Acesso em 23 de
maio de 2019.
ANEXO I – CÓDIGO-FONTE DO PROGRAMA PARA ARDUINO®

//Código-fonte para programa do experimento de Física I - Parcial 2 - 27/05/2019


byte s1 = 2; //contatos nos pinos 2 e 3
byte s2 = 3;
double t1; //variáveis: tempo zero
double t2; //tempo final
double dt; //delta t
double ds; //delta x
double v; //vel. final
double kr; //E cinetica rotacional
byte contando;
void setup()
{
pinMode (s1, INPUT_PULLUP); //inicializa os pinos
pinMode (s2, INPUT_PULLUP); //dos sensores
Serial.begin(19200); //inicializa a comunicação serial
ds=0.405; //comprimento "x" da rampa
Serial.println("Pronto!"); //pronto para executar
}
void loop(){
if (contando == 0 && digitalRead(s1) == LOW){ //contato 1
t1 = micros(); //se passar no primeiro sensor, anota tempo 1
Serial.println(" ");
contando = 1;
}
if (contando == 1 && digitalRead(s2) == LOW){ //contato2
t2 = micros(); //se passar no segundo sensor, anota tempo 2
contando = 0; //prepara para a proxima rodada
dt = ((t2 - t1)/1000000); //delta t
v = (ds/dt * 2); //vel final
kr = 0.7*0.003333*(v*v); //E cinetica rotacional
Serial.println (" "); //Impressão dos dados com 4 casas decimais:
Serial.println ("Epg = 0.0033 J."); //E pot. gravitacional
Serial.print ("t = ");
Serial.print (dt, 4);
Serial.println (" s.");
Serial.print ("Vf = ");
Serial.print (v, 4); //imprime a velocidade
Serial.println (" m/s.");
Serial.print ("a = ");
Serial.print ((2*ds)/(dt*dt)); //imprime acel. em função do tempo
Serial.println (" m/s^2.");
Serial.print ("Kr = ");
Serial.print (kr, 4); //imprime energia cinetica com rotacao da esfera
Serial.println(" J.");
Serial.print ("deltaE:");
Serial.print (0.003333-kr, 4); //tira a diferença de energia mecanica
Serial.print (" J.");
delay(1000);
}
}