Vous êtes sur la page 1sur 376

partí elemental par %ff.ЛЬ |Joiret.

TRADUCIDA AL CASTELLANO.
S-xi*

CONTINUADOR DEL DICCIONARIO DE BOTÁNICA DE LA ENCICLOPEDIA


METÓDICA.

TRADUCIDO DEL FRAKCE8 POR

Imprenta tle la V I U D A E HIJO de BOSCH.


Es propiedad de los traductores ^ quienes
perseguirán ante la lei al que lo reimpriman
sin su licencia.

Toa s a OISAKOIDOKI asa noaficn


.A.DTaOT3K
^S^fintaon U fa M a n i c a : ^Tan be <$U cura; uftííoab $

|face«.sb<f.<sítt'bw ¿sfa. cuneta^

X/L A M A S E p r o p i a m e n t e botánica l a p a r t e de l a h i s -
t o r i a natural q u e enseña el conocimiento de las p l a n t a s , los
diversos caracteres p o r q u e se distinguen, el l u g a r q u e c a d a
una ocupa en los distintos métodos establecidos p a r a su c l a -
sificación, los nombres con q u e h a n sido conocidas y el q u e
a h o r a se les dá.
E s t a ciencia c o m p r e n d e todos los fenómenos relativos á
la vejetacion, el conocimiento de todas las p a r t e s de las p l a n -
t a s , el de sus órganos e s t e m o s é i n t e r n o s , su nacimiento*
desarrollo, modo de r e p r o d u c i r s e , funciones v i t a l e s , y p o r
ú l t i m o las diversas épocas de su ecsistencia, su estado d e s a -
lud y de enfermedad, de fuerzas y d e desfallecimiento.
L a botánica se l i g a , 1 ° con la a g r i c u l t u r a , á la q u e
enriquece con el descubrimiento de nuevas especies de p l a n -
tas, q u e esplica con la esposicion de l a t e m p e r a t u r a y del
terreno p r o p i o p a r a c a d a una de e l l a s ; %.° con la economía,
p o r la serie de observaciones y esperimentos sobre los p r o -
ductos naturales ó artificiales q u e proporcionan los vejetales:
3 . ° con la medicina, p o r la acción de las p l a n t a s sobre la eco-
nomía animal t o m a d a s interiormente ó a p l i c a d a s a l e s -
terior.
L a botánica necesita 1 ? de la física, p a r a p o d e r esplicar
Jos fenómenos que presentan la organización de los v e j e t a -
les y sus funciones vitales: 2? de la química, p a r a la a n á l i -
sis de los p r i n c i p i o s que encierran las diferentes especies d e
p l a n t a s , su composición y descomposición: 3? de l a . m i n e r a -
lojia, p a r a d e t e r m i n a r la naturaleza de los terrenos en q u e
a q u e l l a s n a c e n , y l a c a l i d a d de las t i e r r a s q u e les con-
vienen. ^)
1
S i e m o r e se . ^ u s i d e r a d o la botánica como un estudio
II

a g r a d a b l e y curioso, sobre todo sino se ocupa m a s que de


los hermosos fenómenos de la vejetaeion, s e p a r a n d o de este
estudio todo lo que no le pertenece, es decir, las cualidades
ocultas i m a j i n a d a s por l a superstición, el e m p i r i s m o y la
m a s g r o s e r a ignorancia.. E s t e estudio goza m a s q u e n i n -
gún otro de atractivos p a r a las a l m a s amorosas y sensibles:
p a r e c e q u e l a dulzura de las costumbres está en armonía con
l a pacífica investigación de las plantas; por esto sin d u d a las
flores se h a n e m p l e a d o s i e m p r e como el e m b l e m a de los
sentimientos m a s delicados; han coronado las virtudes p a -
cíficas, sociales, y sirven de adorno en las fiestas e s t a b l e c i -
d a s p a r a la celebración de a q u e l l a s épocas m a s felices de
nuestra ecsistencia.
L a botánica es, pues, de todas las ciencias la m a s p r o p i a
p a r a adornar la imajinacion con ideas, s i e m p r e h a l a g ü e ñ a s ,
q u e no pueden entristecer como las que t r a e consigo el e s -
t u d i o de los a n i m a l e s , estudio i n s e p a r a b l e del de la a n a -
t o m í a , ciencia cruel c u a n d o se ejerce sobre los c u e r p o s v i -
vientes, y en medio de las convulsiones de un ser sensible.
A u n el estudio de la botánica tiene la ventaja de m o -
dificarse según l a e d a d y el s e c s o ; de p r e s t a r s e á todos los
gustos; l i m i tars e ó estenderse según las facultades ó los i n s -
tantes q u e p u e d a n consagrársele. D e s d e nuestra infancia
a m a m o s las ñores, y a p r e n d e m o s á buscarlas y conocerlas;
hacen ellas deliciosos nuestros paseos c a m p e s t r e s , y en c i e r -
t o m o d o se identifican con nuestras p r i m e r a s sensaciones, con
los mas dulces p l a c e r e s de la juventud; p l a c e r e s q u e se r e -
c u e r d a n s i e m p r e con tanto gozo como los objetos q u e los han
p r o p o r c i o n a d o : cuando estas flores se nos presentan las h a -
l a g a m o s con el p e n s a m i e n t o como á nuestras p r i m e r a s a m i -
g a s , y nuestro corazón nos dice no nos son indiferentes. En
u n a e d a d m a s avanzada p r o c u r a m o s e c s a m i n a r l a s , y su cul-
tivo nos ofrece nuevos p l a c e r e s . A l g u n o s vasos con flores
son suficientes p a r a distraernos a g r a d a b l e m e n t e , cuando
n u e s t r a s ocupaciones nos obligan á una v i d a s e d e n t a r i a .
¿ P o d e m o s c o n t e m p l a r sin interés las j ó v e n e s , q u e , r e u n i -
das en una sala de labor, se ejercitan en mezclar en sus o—
bras de costura , ó en hacer revivir sobre el p a p e l los e -
legantes contornos y los brillantes colores de esas flores
q u e tan fácilmente m u e r e n ó se m a r c h i t a n ? Con cuánto
gusto e s t a a m a b l e j u v e n t u d añáMIijigyilos encantos de sus
t a r e a s , si p u d i e s e , el estudio de las n f l s ™ ^ ¿ o r e < - r u v a s be-
IIF

l í a s formas p r o c u r a t r a z a r : estudio q u e g u s t a , cuando se


sabe p r e s e n t a r con todos los a t r a c t i v o s q u e l e a c o m p a ñ a n .
U n a sola p l a n t a , bien analizada, y descrita en todas sus p a r -
tes, p o d r á d a r una i d e a de esta ciencia.
P a s a n d o á e c s a m i n a r u n a s e g u n d a p l a n t a , no s e r á y a
entonces bastante el conocerla, sino el c o m p a r a r l a con la p r i -
m e r a , observar lo q u e tienen de común y los límites q u e las
s e p a r a n . E n breve sucederá el deseo de estudiar otras n u e -
v a s con igual deleite. E s t e deseo de investigar, e s t i m u l a d o
de la curiosidad, conducirá p o r un camino s e m b r a d o d e
goces al conocimiento de los elementos de u n a ciencia q u e
p o c o á poco se a d q u i e r e sin c a n s a r la imajinacion.
L a b o t á n i c a , a u n q u e j e n e r a l m e n t e c u l t i v a d a en el d i a ,
lo estaria t o d a v i a m a s , si fuese m a s conocida, sobre todo d e l
b e l l o s e c s o , tan á p r o p ó s i t o p a r a este e s t u d i o ; p e r o q u e s e
espanta á m e n u d o p o r lo á s p e r o de l a n o m e n c l a t u r a , y p o r
l a m u l t i t u d de términos q u e a b r a z a . ¡ C u a n p r e c i o s a es
l a adquisición de conocimientos q u e nos ofrece p a r a t o -
d a s las épocas d e n u e s t r a v i d a ! F á c i l e s p l a c e r e s , i n d e -
p e n d i e n t e s del c a p r i c h o de los h o m b r e s y acontecimien-
tos de la suerte^
L a edad m a d u r a llega, p e r o con ella no d e s a p a r e c e n c o -
m o s i m p l e s juegos p u e r i l e s estos recreos de nuestra p r i m e r a
j u v e n t u d , los q u e t o m a n insensiblemente una m a r c h a m a s
conforme con nuestras ideas. E l espectáculo de la n a t u r a l e -
za, q u e no se h a b i a considerado sino a i s l a d a m e n t e en a l g u n a
d e sus p r o d u c c i o n e s , se p r e s e n t a entonces con un carácter
de grandeza q u e eleva el a l m a , le d á nueva v i d a , y e s -
p a r c e sobre todos los objetos q u e nos rodean un interés q u e
j a m a s h u b i é r a m o s p r e v i s t o . H a i m a s ; el estudio de la na-
t u r a l e z a , es llevado á tal punto de ecsaltacion p o r ciertas
imajinaciones v e h e m e n t e s q u e convertido en noble p a s i ó n ,
llega á ser el solo objeto de sus contemplaciones ; e n -
tonces es cuando l a ciencia nos abre las p u e r t a s de su
santuario, ensena á g e n e r a l i z a r nuestras i d e a s , á considerar
en. el conjunto de los seres de la v e j e t a c i o n , las relaciones
q u e tienen entre sí, y su a r m o n í a con los otros seres de l a
creación; nos d a á conocer estas fuerzas secretas q u e les p r o -
porcionan el movimiento y la vida, los órganos interiores que*
se desarrollan p o r todas sus n a r t e s , los licores vivificantes q u e
las riegan, y p o r ú l t i m - ^do cuanto pertenece á las g r a a -
cfes f ú n c i o n p s d<- " vejetacion^
IV

C o m o y a se h a e s p r e s a d o , la botánica es en algún modo


l a ciencia de t o d a s las edades; no es m a s q u e un j u e g o en l a
infancia, u n a a g r a d a b l e distracción en la s e g u n d a e d a d , y
u n a m u l t i t u d d e recuerdos deliciosos en el resto de l a v i -
d a . A ñ a d a m o s q u e nos obliga á c o m p a r a r los objetos e n -
t r e s í , á considerarlos bajo t o d a s sus relaciones, unirlos
y j u n t a r l o s , y t a m b i é n nos invita á un método de o b s e r -
v a c i ó n , q u e , estendiéndose sobre todos los o b j e t o s , d e s -
a r r o l l a nuestras facultades intelectuales, m u l t i p l i c a n d o nues-
tras ideas.
¿ H a i en efecto medios m a s poderosos p a r a engrandecer
n u e s t r o ser que la adquisición de nuevos conocimientos? Hai
goces m a s r e a l e s , m a s independientes? L a s cualidades fí-
s i c a s , tan brillantes cual pudiesen ser, tienen un término, s e
a l t e r a n con la e d a d , y no pende de nosotros a u m e n t a r l a s ,
n i aun conservarlas; no así con las facultades intelectuales,
e s t a s son susceptibles de aumento y desarrollo hasta el fin
d e nuestra ecsistencia. D i a r i a m e n t e nuevas ideas se reúnen
con las anteriores, y en el h o m b r e que ha ejercitado sus p e n -
s a m i e n t o s , el t i e m p o q u e debilita las fuerzas físicas, a u m e n ^
t a l a s facultades m o r a l e s .
Colocados en m e d i o de las obras de la creación ¿ p o -
d r e m o s c e r r a r los ojos sobre tantos prodigios, ó limitarnos á
u n a s i m p l e a d m i r a c i ó n cuando todo nos invita á su e s t u -
d i o ? S i hubiese alguno q u e no pudiésemos alcanzar sino
con dificultad, s i e m p r e las p l a n t a s quedan á nuestra d i s p o s i -
ción; ellas están á nuestros pies, en nuestras manos, y nos a -
t r a e n p o r l a v a r i e d a d de sus formas, matices de sus colores,
d u l c e emanación de sus p e r f u m e s , y sobre todo p o r este s e n -
t i m i e n t o d e p l a c e r q u e escita en nosotros su c o n t e m p l a -
ción.
L a botánica no es solamente un estudio de e s p e c u l a -
ción y de recreo; nos conduce aun, sobre todo desde que h a
.estendido su dominio p o r todo el globo, á descubrimientos
p r e c i o s o s p a r a l a sociedad, p e r o q u e no se pueden obtener
s i n o p o r l a r g a s y penosas investigaciones, y p r i n c i p a l m e n t e
p o r viajes á p a i s e s h a s t a entonces poco o b s e r v a d o s . A s í es
c o m o desde un corto n ú m e r o de años nuestros bosques se han;
e m b e l l e c i d o con arbolitos graciosos y v a r i a d o s , como una m u l -
t i t u d de árboles ecsóticos han encontrado sitio en n u e s t r a s
s e l v a s , y c o m o los robles, p i n o i l ^ B ^ s . álamos , y muchos
o t r o s nacidos bajo un t e r r e n o estrano^*R(l¡i¿an hoi con los
V

de nuestro clima. E l hombre que ha vivido durante la p r i -


mera parte del último siglo, apenas podria reconocer hoi los
terrenos cubiertos de las bellas flores que le adornan. Con
qué brillo verian allí resplandecer las hortensas , los j e r a -
nios, los matorrales y todas esas plantas sustanciosas o-
riundas del Cabo de Buena Esperanza. ¡Qué de perfumes,
riquezas y preciosos colores d a n á las artes cuántos veje-
tales abundantes en substancia alimenticia se encuentran
en nuestras huertas y jardines! ¡Qué de resinas nueva-
mente descubiertas se emplean con buen écsito en medi-
cina, ó para adorno de nuestros edificios? ¡Cuántas p l a n -
tas han aumentado nuestros recursos de todo jénero. Pues
todos estos beneficios los debemos á viajeros activos é intré-
pidos cuyos trabajos y servicios han sido muchas veces poco
apreciados.
E l estudio de las plantas, que no es mas que un r e -
creo para la jente vulgar, es de absoluta necesidad al m é -
dico, que las emplea en el tratamiento de las enfermeda-
des; al farmacéutico que se encarga de sus preparaciones:
al herbolario que las recoje; al agricultor que necesita de
su estudio para elejir, según la naturaleza de cada p l a n -
ta, la especie de tierra mas propia para su cultivo ; al tin-
torero que encontrará muchas veces en la analojia de las
especies el medio de aumentar los recursos de su arte;
también al perfumista, al destilador, y á cuantos se dedi-
can á profesiones fundadas en el uso de las plantas. E n
verdad, el conocimiento jeneral de ellas no es necesario á
estas diferentes clases; suficiente es conozca bien cada una
los principios de la ciencia para no confundir una planta
con otra, y que solo se emplee en el conocimiento de las
especies relativas á la parte que cultiva; pero será tan agra-
dable cuanto fácil conocer al menos las plantas del pais que
uno habita. Este trabajo que se podria creer difícil, no o -
frece otras dificultades que el dirijir á tal objeto sus paseos,
que tendrán desde luego un interés particular, y nos ense-
narán á conocer que el hombre jamas está solo en la natu-
raleza cuando sabe estudiar sus producciones.
Antes de entrar en las descripciones que pertenecen «í
las plantas individualmente, he creído deber fijar la atención
sobre este vasto cuadro que, presenta en la superficie del
globo el conjunto de V P - \ .¿s, considerar á estas grandes f a -
milias distribuir1
a i los diferentes lugares de la tierra re-
VI

l a t i v a m e n t e al c l i m a , t e m p e r a t u r a , elevación de la tierra, á
l a naturaleza del s u e l o , buscar en seguida como se establece
insensiblemente l a vejetacion en t i e r r a s h a s t a entonces e s t é -
r i l e s ó de nueva formación; en seguida reconociendo en las
p l a n t a s el g r a n n ú m e r o de relaciones q u e tienen con los
otros seres d e la naturaleza, p r o c u r a r a c e r t a r el l u g a r q u e o -
c u p a n los vejetales entre los s e r e s d e la creación y e s p l i c a r
d e J a m a n e r a m a s evidente las funciones q u e ejecutan : t a l
es el modo con q u e contribuyen á l a a r m o n í a de este ¿universo
en q u e todo es tan a d m i r a b l e .
E s t e espectáculo j e n e r a l q u e l a n a t u r a l e z a nos p i n t a
en J a m a j e s t u o s i d a d de sus o b r a s forma la v e r d a d e r a c i e n -
cia ; cuando se unen descripciones sin las cuales ofrecería
p o c o interés, entonces J a v i d a la vemos p r o p a g a r s e con r a -
p i d e z sobre todas Jas p a r t e s del globo, p r e s e n t a r s e desde l u e -
g o en los vejetales , perfeccionarse en los a n i m a l e s , y r e c i -
b i r en el h o m b r e t o d a su p l e n i t u d . E s t a s consideraciones
nos enseñarán á no d e s p r e c i a r ninguna de las producciones
n a t u r a l e s p o r p e q u e ñ a s q u e s e a n , y encontraremos con a d -
m i r a c i ó n q u e los seres q u e p a r e c e n menos dignos de n u e s -
t r a atención, son t a l vez los q u e l a m e r e c e n m a s según el
orden de l a vejetacion.
Descendiendo á estas consideraciones v e r e m o s cuan inte-
resante es conocer con p a r t i c u l a r i d a d la constitución de estos
seres q u e ocupan en el orden de las cosas un l u g a r tan d i s -
tinguido ; p o r tanto nos oc upar e mos en estudiar sus ó r g a -
nos, sus f u n c i o n e s , y todos los fenómenos q u e pertenecen á
l a v i d a vejetativa.
Conocido t o d o lo q u e conviene á las p l a n t a s i n d i v i d u a l -
m e n t e , es necesario estudiar los m e d i o s establecidos p a r a f a -
cilitar al entendimiento el modo de s e p a r a r todas las p a r t e s
d e las p l a n t a s , de e s t u d i a r l a s a i s l a d a m e n t e , de distinguirlas y
d e conocer el l u g a r q u e c a d a u n a d e ellas ocupa en la l a r g a
serie de las especies. E l estudio de estos métodos d e b e o -
c u p a r n o s p o r l a r g o t i e m p o , sin q u e sean considerados c o m o
ciencia sino m a s bien como reglas q u e dirijen y aucsilian al
entendimiento h u m a n o , débil por sí solo p a r a abrazar el c o n -
j u n t o de s e r e s en sus descripciones.

c
Cou0tkrarioncs jenemks.
CAPITULO PRIMERO.
Cuadro de la vejetacion en la superficie del globo.

sj¡¡¡^h Supremo Hacedor no se conocer en esta obra sublime la


contentó solo con presentarnos omnipotencia del Hacedor de to-
el mundo con todo el lujo de l i - das las cosas, y la prodigalidad
na brillante vejetacion, sino que conque por todas partes espar-
la varió en cada lugar, diversifi- ce millares de flores, que absor-
cando sus formas ya en la dis- ven la atención del hombre, y
posición de su conjunto y tama- le humillan hasta confesar su in-
ño, ya en la armonía ó irregu- suficiencia.
laridad de todas sus partes. E - Todos los hombres pueden go-
legancia en su porte, riqueza en zar de este espectáculo; pero so-
sus colores, delicadeza en sus lo al instruido por la observa-
perfumes, tales son los atracti- ción le es permitido distinguir
vos conque se presentan á los o- y comprenderla singularidad de
jos del hombre estas numerosas y su orden : en medio de esta a-
variadas tlores , fruto precioso parente confusión conoce no se
de la primavera. ¿Qué po- nan arrojado por casualidad las
der , pues , cubre de vejeta- plantas en la superficie del glo-
les á la estéril roca y á pue- bo; que cada una ocupa un lugar
blos desiertos, estendiendo su do- fuera del cual varia su modo de
minio basta el fondo de los jrios, ser; que el encanto de las flores-
y al medio del océano? ¡Qué deli- tas, la variedad de los paisajes
cado pincel trazó nunca en sus desaparecerían como careciesen
obras estas bellas decoraciones de los adornos que les son pro-
que enriquecen la mansión del pios ; que las plantas de las ri-
hombre! No es posible, no, des- veras no prevalecerían en lai
montañas, mientras que las que suelo es húmedo ó seco, horna-
en estas se cultivan, si descen- guero ó gredoso, entonces la
diesen de la cima elevada á un masa de las plantas varia á ca-
terreno llano, dejarían de pro- da cambio de situación y de tem-
ducir su efecto: aquí perderían peratura.
Sus gracias naturales, la suavidad Si los distintos puntos de un
de sus perfumes ó la vivacidad mismo pais nos ofrecen plantas
de sus colores. Por brillantes rnui variadas, esta diversidad de
que veamos las flores en nues- carácter la hallaremos aun mas
tras casas no nos inspiran tanto marcada separándonos del me-
interés como cuando las obser- dio dia al norte, del levante al
vamos en el lugar propio para poniente, y sobre todo alejándo-
su cultivo. El orden simétri- nos de un continente hacia otro,
co , y el adorno que los da- bien sea para recorrer el abra-
mos podrán hacerlas mas es- sador clima de África, los dila-
timables que aquellas que sin tados desiertos del Asia , ó las
guardar esta armonía se presen- numerosas islas de América. En
tan en medio de los campos, es- estos sities la vejetacion es tan
parcidas en los bosques y en las abundante, tan variada en su for-
praderas. ma , y tan distinta de la que
En verdad, la vegetación no nosotros conocemos que apenas
presenta la misma brillantez en creeríamos á nuestros viajeros
todas partes; según los sitios que sino estuviese justificada la esae-
debe adornar toma caracteres títud de sus relaciones con la
que ligan bien con el aspec- observación de los mismos ob-
to de los lugares. E s placen- jetos de que nos hablan. Para
tera y risueña á la orilla de los formar una idea de la riqueza
arroyos, elegante y graciosa en y bella disposición que la natu-
los valles, rica y majestuosa en raleza ofrece en las plantas es
los llanos; mas no es la misma necesario verlas en su pais v lu-
cuando se presenta en la abra- gar natal. Prestemos atención
sadora roca, ó cuando lucha en á M. Humbolt, uno de los mas
los Alpes con la nieve y las es- célebres viajeros, en sus cuadros
carchas. Con esta admirable re- sobre la naturaleza.
partición de vejetales en la su- "Bajo la influencia de los ar-
perficie del globo ningún lugar dientes rayos del sol, dice este
carece de ellos; cada uno, sin es- sabio, es donde los vejetales pre-
ceptuar la tierra del desierto, es- sentan las formas mas majestuo-
tá cubierto de cuanto le es pro- sas. En vez del fichen y espe-
pio; veinte , treinta y aun mas sos musgos que revisten la cor-
leguas de terreno de un mismo teza de los árboles en el clima
contorno, y espuestos á las mis- del norte, en los trópicos al con-
masiníluencias, producen casi los trario, la olorosa vainilla, el cym-
mismos vejetales ; pero si estos bidium anima al tronco del ana-
terrenes están interrumpidos por cardium y de la higuera jigan-
selvas ó montes, rodeadoáde va- tesca; el débil color verde de Jas
lles , llenos de rocas, ó mon- hojas del pothos rivaliza con las
tañas regadas de arroyos, si el q
o r e s d e las orchideas cuyos ma-
3
tices son tan variados. Las bauhi- mas; la reunión de palmeras y
nias , las granadillas trepado- bananas producen unas formas
ras v las banislerias de llores de vejetales que parecen perte-
doradas cubren el tronco de los necer solamente á las rejiones
árboles en los bosques ; de las del norte. Ciureses, abetos y en-
raices del theobroma nacen d e - cinas, que tienen mucha seme-
licadas flores , y también de la janza con los nuestros, cubren las
espesa corteza de la calabacera montuosas comarcas del sur de
ercscencia v del gnstavia. En Méjico, y las cimas de las cordi-
medio de es!a abundancia de flo- lleras bajo el ecuador. En estas
res y de frutos, en medio de rejiones la naturaleza permite al
r*!a vejetacion tan rica, y de e s - hombre ver, sin que se separe de
ta .confusión de plantas, apenas su suelo natal, todas las formas
puede reconocer el naturalista de vejetales esparcidas sobre la
á q-ie tallo pertenecen las flores superficie de la tierra. Estos y
y las hojas. Un solo árbol, a- otros muchos goces naturales fal-
tlornado de paullinia bignonia y tan á los habitantes del norte
deudrobium, forma un grupo donde jamas se verán estas b e -
de vejetales, que aislados ocupa- llas constelaciones y variedad
rían un espacio considerable. de vejetales, como las palmeras
En la zona tórrida las plan- y bananas, las gramíneas y helé-
tas son mas abundantes en j u - chos arborescentes ; asi como
g o s , tienen un color verde mas tampoco las mimosas, cuyo folla-
lozano, y sus hojas son mas gran- ge está cortado con tanta deli-
des y brillantes que en los «li- cadeza. Por grande que sea el
mas del norte. Los vejetales, esmero con que se conserven
que forman familias, hacen mo- en nuestros invernáculos ciertas
nótonas las campiñas de Euro- plantas nunca presentan la ma-
pa, y no se encuentran en las rc- jestuosidad que tienen en la zona
iones del ecuador- Arboles do- tórrida.
Ides, mas elevados que nuestras «Aquel que de una mirada al-
encinas, se cubren allí de gran- cance á conocer la naturaleza, y
des y hermosas flores semejan- haga abstracción desús fenóme-
tes á nuestra lis. En las som- nos locales observará que desde
brías orillas del río de la Mag- el polo al ecuador, á medida que
dalena,en la Ame'rica meridional, se aumenta el calor vivificante,
hai una aristoloquia trepadora, la fuerza orgánica adquiere gra-
faristoloquia cordijlora KunthJ dualmente mas poder; y que por
cuyas flores tienen cuatro pies de medio de este acrecentamiento
«ircunferencia. gradual ó respectivo cada zona
" L a prodíjiosa altura á que se tiene sus bellezas propias y es-
elevan bajo los trópicos, no solo clusivas. En los climas del tró-
las aisladas montañas , sino los pico la variedad de forma y enor-
pueblos enteros, almismotiempo midad de los vejetales; en los del
que la temperatura fria de esta norte la fácil y abundante repro-
elevación proporcionan álos ha- ducción de estos al primer soplo
bitantes de la zona tórrida una del suave aire de primavera,
perspecti va estraordinaria. A y la encantadora perspectiva
4
de las praderas. A mas de las superficie de las demás hojas, y
ventajas propias de cada una de dan al coco un color verde m u -
las zonas, las plantas que en ellas cho mas claro que el de la pal-
se cultivan tienen entre sí su dis- ma. ¡Qué diferencia de pers-
tintivo particular. S i en cada pectiva ofrecen las pendientes
individuo organizado se recono- hojas de la palma de cobija de
ce una fisonomía determinada, Orinoco, y las del dátil (coco) las
también puede reconocerse la ramas de las del yagua y las de
que conviene á los vejctales, s e - perijao que se elevan al cielo!
gún la zona de donde procedan La naturaleza ha dado las mas
ó en que se cultiven. Especies bellas formas á la palma yagua
semejantes de plantas como los que tanto abunda en las húme-
pinos y las encinas cubren las das rocas de Atures y de Maipu-
montañas de la Succíay la parte res. Sus tallos delgados y lisos
mas meridional de Méjico ; mas tienen 160 á 170 pies de altura,
á pesar de esta correspondencia de suerte que, según la espresion
de formas, el conjunto de sus de Bernardin de Saint-Pierre se
grupos presenta un carácter en- eleva á modo de pórtico por en-
teramente distinto. cima de las selvas. Esta cima
«El tamaño de los órganos ve jé- aerea rivaliza de nna manera
tales y su desarrollo dependen sorprendente con el espeso fo-
del clima cuya influencia reci- llaje de los seibas y con las flores-
ben. No siendo posible pintar tas de laureles y de melastomas
con esactitud las plantas de la que tanto abundan. En las pal-
América, describiremos los ca- meras de hojas palmeadas el fron-
racteres por que mas se distin- doso follaje está confundido con
guen. Las palmeras entre todos hojas desecadas; lo que dá á los
los vejetales presentan la forma vejetales un carácter sombrío.
mas elevada y noble; á ellas de- «En todas las partes del mundo
ben ios pueblos el aprecio que la forma de las palmas es igual á
merecen por su belleza. Sus ta- la de las bananas. S u tallo es
llos son elevados, angostos, odo- mas bajo y suculento; casi her-
ríferos cubiertos de púas y ter- báceo y cubierto de hojas de una
minados por un follaje resplande- organización delicada; con ner-
ciente , ya de figura de alas, ya vios mui finos, y brillantes corno
á modo de abanico: su tronco es laseda. Losbosquecillosde ba-
liso y tiene una altura de cerca nanas forman el lujo de los can-
de 180 pies. El tamaño y la be- tones húmedos, su fruto sirve de
lleza de las palmeras disminuyen alimento á los habitantes de los
á m?dida que se apartan del e- trópicos. Silos vastos y mono-
cuador para aprocsimarse á la tonos campos cubiertos de c e -
zona templada. L a dirección reales que la cultura esparce en
de las hojas las hace de un ca- las comarcas septentrionales de
rácter distinto ó varia su aspecto la tierra apenas embellecen el
enteramente. Las bajas peque- aspecto de la naturaleza , en los
ñas de la palma y del coco, que trópicos, al contrario, sus habi-
están mui unidas, producen her- tantes multiplican, con las plan-
mosos reflejos de luz hacia la taciones de las bananas, una de
s
las formas de vejetales mas no- zona tórrida, por la vivacidad de
bles y magníficas. su color, la vainilla, cuyas hojas
«Las hojas finas y aladas de las son de un verde claro, müi sucu-
mimosas, acacias, tamarindos lentas, y sus flores amarillas j
&ÍC. tienen una forma particular dotadas de una organización sin-
que afectan los vejetales en los gular. Estas flores parecen s e -
trópicos; la misma se encuentra mejantes á un insecto alado ó al
también en los Estados Unidos picaílor pajarito que atrae el
de la America, donde la vejeta- perfume de los nectarios. L a
cion es mas variada y vigorosa vida entera de un pintor no bas-
que en Europa, aunque no tiene taria para imitar estas hermosas
una misma latitud. El color c e - orchideas, mui abundantes en los
leste oscuro del cielo, en la zona profundos valles que bañan las
tórrida, que penetra al través aguas del Perú.
del delicado follaje alado produ- «Las casuarinas, que no se en-
ce un efecto sumamente pin- cuentran sino en las Indias é I s -
toresco. las del gran Occeano, carecen de
" L o s cactos se ven esclusiva- hojas como el mayor número de
mente en América. S u forma los cactos; estos son árboles c u -
es esférica, ya articulada, ya ele- vas ramas están articuladas como
vada como tubos de órganos á la de la planta corondal con el
modo de largas colunas acanala- nombre de cola de caballo. E n
das. Este conjunto forma por otras partes se encuentran espe-
su csterior el contraste mas a- cies de este jénero mas raras que
gradable con las liliáceas y ba- agradables. Los pinos, los thu-
nanas, y hace parte de las plantas y a s , los cipreces pertenecen á
que Bernandin de Saint Pierre una forma septentrional, que es
llama con oportunidad fuentes poco conocida en la zona tórri-
vejetales del desierto. En los da. Tienen un verde fresco y
terrenos áridos de la América permanente , alegra los tristes
del sur los animales atormenta- paisajes del invierno , y anuncia
dos de sed buscan el melocactusj al mismo tiempo á los pueblos
vejetal esférico medio oculto en cercanos de los polos que, aun
la arena, cubierto de grandes cuando la nieve y las escarchas
púas, y cuyo interior abunda en cubren la tierra, Ja vida interior
jugos refrijerantes. Los tallos de las plantas, semejante al fue-
del cactus en coluna llegan á te- go de Prometeo, no se apaga en
ner hasta 30 pies de altura , y nuestro planeta.
forman especies de candeleros; «Los musgos y liqúenes, en
su fisonomia tiene una forma que nuestros climas septentrionales,
rivaliza con la de algunos eufor- y las aroideas bajo los trópicos
bias de África. son también parásitas como las
Eutre los cactus esparcidos orchideas, y viven en los tron-
por el desierto, entre las orchi- cos de los árboles viejos; sus ta-
deas que asoman por las hende- llos son carnosos y herbáceos,
duras de las altas rocas, y veje- hojas sajitadas, dijitadas ú oblon-
van sobre los troncos ennegreci- gas; pero con venas mui gruesas;
dos por el calor, sobresale en b las flores están en«erradas en e9-
6
patas. Estos vejetales pertene- las dos Indias paseos sombríos.
cen mas bien al nuevo continen- El tallo liso, encorbado y flo-
te que al antiguo. El caladium tante de las gramíneas en los
y el pothos no habitan sino en trópicos supera en altura á nues-
la zona tórrida. tras encinas.
«A esta forma que presentan «La forma de los heléchos no
las aroideas se junta la de los es menos noble que la de las
bejucosde organización fuerte en gramineas en los climas cálidos.
los contornos de la Ame'rica Me- Los heleohos adolescentes, con
ridional; tales son las paullinias, treinta y cinco píes de altura, se
las b anís terías, las bignonias, ote. asemejan á las palmeras ; pero
Nuestro lúpulo sarmentoso , v su tronco es mas alto y mas des-
nuestras viñas dan una idea de igual: su follaje es mas delica-
las elegantes formas de este gru- do , de una organización íloja,
po. En las orillas del Orino- trasparente, algo dentado en sus
co las ramas sin hojas de las bordes: estos heléchos jigantes-
bauhinias, tienen cerca de cua- cos son casi eselusivamente in-
renta pies de largo, algunas v e - di je nos de la zona tórrida; pero
ees caen perpendicularmente de prefieren al escesivo calor un cli-
la cima de los acayoibas, otras es- ma mas templado. Siendo una
tendidas diagonalmente de un la- consecuencia de la elevación del
do á otro como los cordeles de suelo la temperatura débil, pue-
un navio: la forma áspera de los de considerarse como el lugar
aloes azulados está en armonía mas propio de los heléchos las
con la delicada forma de los be- montañas elevadas de dos á tres
jucos sarmentosos, que son de un mil pies por encima del nivel
verde fresco y brillante: sus ta- del mar. Los heléchos son de
llos cuando ecsisten tienen pocas tallos altos en la América Meri-
divisiones, son nudosos , enros- dional ; este árbol benéfico cu-
cados sobre sí mismos como las ra la fiebre con la preparación
cepas, y coronados por su parte de su corteza ; el aspecto de es-
superior de hojas suculentas, te veje tal demuestra la hermo-
earnosas, terminadas por una sa rejion donde continuamente
larga punta, y dispuestas á modo se disfruta de los encantos de la
de rayos apretados. Los aloes primavera.,^
de tallo alto no forman grupos Después do 'haber observa-
como los vejetales que prefieren do con M. de Humboldt la rica
vivir en familias; crecen aislados vejetacion de las mas bellas co-
en los terrenos áridos, y he aquí marcas de la América, si nos di-
porque dan á las rejiones de los rijimos á las orillas salvajes y
trópicos un carácter particular desiertas de la Nueva Holanda con
de melancolía. Dureza é in- MM. de la Billardiere, Brown,
movilidad caracterizan la forma y Peyron, encontraremos según
de los aloes; una placentera 1Lje— en lo poco que se conoce de este
reza y una delicada movilidad á vasto continente, vejetales mui
las gramíneas , y en particular diferentes aun en el mismo gra-
las que sou arborescentes. Los do de latitud. Las que se han
bosques de Bambú forman en grecojido allí se parecen á las del.
7
nuevo continente ; las que sir- "Pero en medio de tanta des-
ven de nutrición al hombre son trucción y desorden, la natura-
tan raras allí, como comunes en leza por otra parte parece com-
América; así estas comarcas pa- placerse en derramar allí á ma-
recen casi desiertas, y sus habi- nos llenas ló mas sublime de la
tantes apenas están civilizados: creación. Por todas partes
tal es la poderosa influencia de brotan las hermosas mimosas,
los vejetales, tan útiles para la los elegantes metrosideros , Jas
multiplicación y perfección del correas , desconocidas no ha
jénero humano. Recomendan- mucho de nosotros , pero que
do al lector las obras publica- adornan ya nuestros bosques.
das sobre las plantas de la Nue- Desde las playas del Occéano
va Holanda por MM. Billardie- hasta la cima de las mas al-
re y Brown me limitaré solo á tas montañas levanta su cer-
contar aquí lo que M. Peyron viz el robusto eucalyptus, ese
dice acerca de la vejetacion en árbol jigantesco de los bosques
Van-diemen. australes, que el que menos tie-
" E l caminante, dice este sabio ne 160 á 180 pies de altura, y 25
naturalista, se llena de admira- á 30 ó 36 de circunferencia. Los
ción y entusiasmo al ver aquellas banksias de diversas especies, los
inmensas selvas hijas de la natu- proteas, los embotrios, \osloptos-
raleza y del tiempo, donde ¡amas permos , se desarrollan en abun-
resonaron los golpes del hacha, dancia al pie de los montes: en
donde la vejetacion , cada dia otra parte crece la casuarina
mas rica, cada vez mas fructífe- notable por su solidez: tan pre-
ra, vive, por decirlo a s í , sin te- ciosa por el jaspeado de su tallo:
mor, se desarrolla por todas par- el exocarpus estiende aquí y
tes sin obstáculos; su interés cre- allí sus ramas sin orden como las
ce al contemplar la admirable del ciprés: allí se ven los xantor-
organización, la variedad de los reas cuyo solitario tallo se lanza
frutos de aquellos vejetales: allí, á la altura de 12 á 15 pies sobre
bajo una sombra silenciosa, una una cepa escamosa y desmedra-
frescura sin límites,una humedad da, de donde sale en abundancia
penetrante, vacilan los vetustos una resina olorosa; en otros lu-
troncos agoviados por el peso de gares se representan los cycaSj
sus años, y, después de haber da- cuyas nueces cubiertas de un e -
do robustos vastagos, se des- pidermis escarlata , son tan en-
componen, y se cubren de mus- gañosas como deletéreas; donde
o s y liqúenes parásitos, llenán- quiera se ven bosquecillos de
ose de insectos ; obstruyen las melaleuca, de thesium, de co-
avenidas de las selvas, se cruzan chium, de evodia, interesantes
én sentidos diversos; hacinados por su aspecto halagüeño, mas
unos forman diques naturales de interesante aun por el verdor de
2 $ á 3 0 pies de elevación; caídos
su follaje y la singularidad de sus
otros sobre los torrentes, sobre
corolas y frutos. A vista de
los profundos valles, sirven como
tanto objeto desconocido, el al-
de puente á los moradores de a-
ma se estasia, y admira el incon-
quellas rejiones."
cebible poder de la naturaleza,
8
que suministra á los diferentes necientes á los mismos jeberos
climas producciones tan singu- que ecsisten en Europa, m e z -
lares, tan ricas y tan bellas." clándolas con otros propios de
Quizas en ninguna parte del este clima , y aun de la misma
globo ostenta la naturaleza con América. Este lugar de la tier-
mas abundancia las galas de la ra es el Cabo de Buena Esperan-
vejetaciou como en el delicioso za cuyas montuosas rocas están
clima de la India: civilizados al- cubiertas de plantas carnosas, de
tamente ya sus moradores las alves, de mesembryanthemo, sto-
plantas parecen haber salido pelia, crosuta, setragonias ¿kc.
también de su estado salvaje: Sus bosques en nada desmerecen
todas ofrecen formas elegantes, de los de Europa ó América: en
vivos coloridos, y ora reílejando ellos brillan las argentadas hojas
en sus matizadas corolas los tor- de las proteas. En los llanos
rentes de luz que vierte el astro pululan infinitas especiesde b r e -
del dia, ora perfumando el am- zos, las borbonias, las blcerias, y
biente con su aroma dan á aque- las peneas &с. Los zarzales, los
llas comarcas, embellecidas ade- sotos están Henos de arbustos
mas con la familia délas liliáceas, poco conocidos, bellas phylicas,
un aspecto risueño y encanta- paserina, myrsiue, tarchonantes,
dor: apenas se ven allí plantas authospermun, royena, halleria
europeas. En aquellas rejiones 6<c. al paso que en los prados se
crecen esos vejetales que sumi- ven nacer á porfía numerosos j e -
nistran al comercio las gomas, las ranios, ixias, espadillas, lobelias,
resinas olorosas, esas plantas me- hemauthos, selagos sta?be , in-
dicinales hasta ahora solo conoci- mortales Ócc. muchos de los
das por sus efectos, y cuyas cuales engalanan nuestros jardi-
denominaciones eran vagas é in- nes ó adornan nuestros inverna-
significantes: esos arbustos, esos deros. Poseemos en el dia tan-
otros vejetales que dan la made- tas especies que dudamos per-
ra de campeche, la de culebra, la tenezcan á una misma loca-
nuez vómica, las casias, los mira- lidad.
bolanos, los tamarindos, la cúr- Para conocer todo el poderío
cuma, la galanga, el gengibre, de la naturaleza en las produc-
cardamomo, zedoaria, la sangre ciones vejetales era preciso ob-
de drago &cc. En los prados, y en servarla en aquellos paises don-
las campiñas vejetan numerosas de la tiera aun no ha sido tras-
plantas, de las que algunas ador- tornada por la mano del hombre,
nan nuestros jardines, como los el cual, donde quiera que haya li-
hermosos clerondredos, justicias, jado su poder , ha sometido á su
achiranthes, cerbera, pon'ederia, mtelijencia todo loque podiacon-
eranthemos , gloriosa, crotón, tribuir á su bien estar, y á embe-
acalipha. llecer su morada: las fieras, losa-
Si hemos de perfeccionar este nimales todos se le humillan, la
cuadro jencral de la vejetacion tierra estéril, el vejetal silves-
no olvidemos otra parte del glo- tre fueron cultivados por él , y
bo donde la naturaleza ha reuni- loque antes era uu cuadro de
do infinidad de especies perte- Rusticidad y desorden, es ya uu

f
9
inmenso jardín creado por la in- dose entre sus menudas hojas;
dustria humana. El árbol mon- y sin embargo no pueden estos
taraz descendió á los llanos, árboles crecer mas de mil toe-
y la plauta ecsótica mas útil y sas; pero en su defecto , leños
agradable remplazó á la planta de arbustos y de abedules, de flo-
nociva ó sin utilidad para el restas, de avellanos y de sauces,
hombre. Lejos de la sociedad, cuna de rhododendros arros-
en tierras estrañas, vírjenes aun, tran allí el frió y la intempe-
es donde se puede estudiar la rie hasta la altura de doscien-
vejetacion, observar sus modifi- tas toesas. A mayor altura se
caciones sucesivas, y seguirla en divisan, pero muchos mas peque-
su desarrollo y progreso. E c - ños, una infinidad de vistosos ar-
sisten sin embargo terrenos en bustos como los daphnes, pase-
Europa, aun no cultivados ente- rinas, globularias, sauces rastre-
ramente por el hombre, pero a- ros y algunos cistos leñosos.
casono sean mas que algunos lu- Ya en la rejion del hielo don-
gares pedragosos, y la cima de los de si hai vejetales leñosos, son
Alpes, en los que, elevándose pigmeos abedules, ó alguno que
moutes sobre montes, se forman otro sauce sin medrar, se vé sa-
otras tantas gradas, que tienen lir todos los estíos por limitados
una vejetacion particular: en c- parajes un césped, ameno, fron-
sos lugares reinan ras tempera- doso, cargado de ílorecillas gra-
turas de los diversos climas, a- ciosas, á modo de ramillete y con
sí como muchos de los vejeta- raices vivaces;tambiencrecen allí
Íes propios á cada uno de es- sasifragas, vistosas prímulas, jen-
tos. cianas, ranúnculas y otra multi-
En las faldas de esas monta- tud de plantas de esta especie.
ñas vejetan plantas que nacen En la cima de estas montañas,
en los llanos, y una porción de árida como los polos mismos,
las que pertenecen á las rejio- solo se encuentran algunos li-
nes meridionales de Europa. qúenes.
Multitud de robles ocupan el En estos montes, pues, se es-
primer plano , ascienden, per- perimentan todos los grados de
diendo su vigor y hermosura, temperatura que hai desde los
por el espacio de ochocientas trópicos hasta los polos; en e -
toesas, en cuyo término sedes- llos se observan algunas de las
cubren las hayas; pero á cien plantas que crecen entre los 45
toesas mas arriba se advierten y 70° grados de latitud, esto es,
mezclados unos y otros árboles, en una estension de casi 800 l e -
que en la inmediata zona serian guas: fenómeno que acontece a -
maltratados por la impetuosidad sí en el antiguo como en el
de los yientos en razón de su a- nuevo continente (salvo algunas
bultada copa. No así el pino, modificaciones relativas al terre-
el tejo, el abeto, que teniendo no) como atestigua M. de Hum-
poco follaje, elevan libremente boldt; el cual, viajando por las
hasta las nubes su robusto y ca- rejiones equinociales y los mas
si desnudo tronco: la acción de elevados montes.de nuestro glo-
los vientos se debilita dividién- bo., ha visto que la vejetacion
2
10
hasta la altura de 500 toesas cia ; después de Suecia, y por
se correspondía esactamente en último ya en la cima crecen las
cuanto al orden gradual de las de la Laponia. Asi varía la na-
especies, las cuales, sin ser i- turaleza en cada clima las for-
dénticas á las europeas, se ase- mas de los vejetales. Las r e -
mejan algo en el aspecto , ta- jiones equinociales ó cualquiera
maño , v consistencia. Así la otra parte donde la temperatu-
zona ardiente comprendida en- ra sea siempre húmeda y cáli-
tre el nivel del mar y el dicho da, en que el sol vivifique con-
término de 500 toesas, gozan- tinuamente la tierra, y los rios,
do de una temperatura niui di- y los lagos la bañen , se con-
vei'sa de las de Europa, está ha- vierte esta en un foco de ema-
bitada, como hemos visto , por naciones nutritivas, la vejetacion
»almeras, plátanos, amonios, he- es vigorosa y corpulenta. Las
Íechos, y otros vejetales propios alternativas de las estaciones im-
de este clima: desde ai, sobre primen también en estas comar-
los montes de la zona tórrida, cas una forma particular á los
comienza un clima semejante al vejetales; es igual en las playas,
que reina en las faldas de los donde la temperatura es casi
Alpes, partiendo del nivel del siempre la misma , diversa en
mar; y desde ai principia asi- las altas montañas, donde soplan
mismo la zona de las plantas eu- con frecuencia vientos secos
ropeas. y frios; varía algo en las aguas
Tal aparece á nuestra vista dulces, en las saladas, porque
el espectáculo admirable, rico y en ese medio no se hallan las
sublime de la vejetaciou , que plantas tan espuestas á las in-
varia la naturaleza donde quie- temperies atmosféricas. Igual-
ra con solo someterla a! influ- mente modifican la figura de
jo de las temperaturas, y no de los vejetales, una luz tuerte y
ios climas , porque es muí co- duradera, unas noches largas y
mún observar unas mismas es- frias. L a naturaleza ademas ha
pecies vejetales en diferentes la- señalado á algunos de estos un
titudes, como acontece, por e- sitio tan fijo, tan inmutable,
jemplo , en la montaña de los que jamas descenderán de sus
paises meridionales de Europa, elevados puestos los sauces pa-
donde se encuentran plantas de ra hacer vida común con las
Suecia, Noruega, y aun de L a - mimbreras de nuestros riachue-
ponia y Spitzberg, debido esto los, ni las prímulas que adornan
sin duda á ciertas circunstan- la cabellera de los Alpes para
cias locales que desenvuelven los confundirse con las de nuestros
mismos grados de calor, irlo, prados.
humedad y sequedad que en es- Estas consideraciones sujirie-
tos paises; como sucede tam- ron la idea de hacer una jeogra-
bién en el Asia menor, donde, fia botánica, en la cual se distri-
según refiere Tournefort, al pie buyesen las plantas por familias;
del monte Ararat se ven plan- demarcando sus alturas respec-
tas de América, mas arriba de tivas, sus climas y límites: mu-
Italia y del medio-dia de F r a n - chos naturalistas han hecho estas
111
especies de observaciones, pero se observan en todas las partes
ninguno con la perfección de M. del globo como las gramíneas,
Humboldt , quien nos dice, en pero variables en su forma s e -
sus interesantes memorias sobre gún la temperatura. Unos r i -
este punto, que en los llanos de valizan en tamaño con las pal-
la zona tórrida desaparecen casi meras , como los bambúes, & c .
del todo las plantas cruciferas y otras forman un césped fron-
umbelíferas, y en su defecto se doso. Recomendamos al lector
ven palmeras , plátanos , gramí- las eruditas disertaciones de Lin-
neas y orchideas parásitas; que neo. Statíones et colonice plan-
en las zonas templadas crecen tarum, Teutamien historia; geo-
con abundancia las malvaceas, graphiae vegetabilium de profe-
las labiadas, compuestas, los ca- sor Strohmayer, y sobre todo
lophilos, poco comunes en el e- las Memorias de MM. de Hun-
cuador: que los conísfercs y un boldt y R.amond, si quiere sa-
sin número de otros árboles ber mas pormenores acerca de
pertenecen á las repones borea- este asunto.
les: en fin bai otras familias que

CAPITULO SEGUNDO.
Del orijen de la vejetacion.

•^¡I^CÜBAMOS de ver que la v e - inmensos en pantanos, estos en


jetacion cubre de verdor y de bosques ó tierra de labor? Tal
flores todas las partes de nues- era y es aun la superficie del
tro globo , la hemos visto pro- globo en todos los lugares pri-
pagarse también desde la pro- vados de vejetacion, ya en las
fundidad de los valles hasta los islas recientemente separadas
lugares mas elevados; resistir del seno de las aguas , ya en
en los llanos los abrasadores ra- los suelos revueltos por acci-
yos del sol, luchar en las mon- dentes particulares ó despoja-
tañas con las escarchas, salir en dos por otras circunstancias de
el estío por entre carámbanos su antiguo verdor: así la v e -
de nieve y detenerse en la zona mos, si levantamos la capa mas
helada , ¿mas como puede esta ó menos espesa que la reviste.
vejetacion cubrir á las desnudas Esta tierra es pues de nueva
rocas, fijar la movilidad de la formación así como los vejeta-
tierra, colocarse en las escavacio- Íes que nutre; ella no se ha for-
n
e s pedragosas, convertir lagos mado simultáneamente coa el
12
peñasco que la sostiene, ni con lugar que oenpaban en el siste-
la capa de arena que la cu- ma jeneral de la vejetacion, ha
bre. tomado un carácter de grande-
Esta importante observación za que ha hecho fijar la aten-
es desconocida del común de los ción del hombre. Necesitaría
hombres ; acostumbrados á ver tiex'ravejetal para vivir; por ;u
cada primavera reaparecer las descomposición produce una pe-
mismas flores y engalanarse las queña cantidad suficiente para
mismas praderas, apenas han r e - recibir plantas de un orden mas
fiecsionado sobre el oríjen de elevado y á los que á medida que
esta hermosa y abundante v e - la tierra vejetal aumenta, suce-
jetacion , refiriéVidola tal vez á den vejetales mucho mas vigo-
la ¿"poca de la creación jeneral rosos.
de los seres, pero que nos pa- Para comprender lo que nos
rece se pierde en la misteriosa queda que decir sobre este ob-
oscuridad de la formación del jeto es necesario detenernos un
mundo; y así pues, nos dispensa- instante en estas plantas que he
mos de indagar los medios de dicho ser la base de la vejeta-
que se valió la naturaleza para cion. Aunque muí común en
haber llegado á esparcir por es- todas partes, apenas son apre-
tas tierras preciosos frutos de ciadas del vulgo; cubren los
riquezas y de vida, y que sin muros , las rocas, los terrenos
embargo no son sino el resulta- húmedos, el tronco de los ár-
do de jeneraciones sobre jene- boles , se adhieren á cualquiera
raciones. Aquí se presenta una sustancia por poco que les sea
objeción que parece destruir en favorable. Los rayos del sol,
parte lo que acabamos de pro- los vientos secos y frios, les son
poner. S i se dice que la tierra tan contrarios, como propicias
vejetal es necesaria á la ecsis- la sombra y la humedad. E s -
tencia de las plantas, sin duda tas plantas tienen los nombres
deberia haber sido criada antes de conservas, byssuslichens, si-
que estas y solo recibir de ellas guen á estos los musgos, hepá-
lo que ya la tierra le habia pres- ticas hicopodiaceas, hongos & c .
tado. forman en el orden jeneral de
Tal ha sido el error que du- la vejetacion, una grande é im-
rante una larga serie de siglos portante familia que Linneo la
nos ha hecho desconocer una de ha llamado criptogamas voz grie-
las principales operaciones de la ga que significa ser casi desco-
naturaleza, y que no se nos ha nocido el modo de fecundación
ocultado, sino por la poca aten- que debe reproducirlas.
ción que hemos dado á un orden Los bysusson plantas que no
de plantas que .creímos des- se presentan sino bajo la forma
preciables á causa de su poco e s - de un tejido arenoso, cubierto
plendor , pequenez y simplici- de vello de distintos colores.
dad de su composición. L u e - S e adhieren particularmente á
go que el ojo perspicaz del jenio las sustancias húmedas, se d e -
conoció sus relaciones, y las fun- secan por la influencia de los
ciones que tenia que llenar y rayos de un sol abrasador, y
13
DO dejan mas restos de su ecsis- grandes funciones que la na-
tencia que manchas informes y turaleza las ha confiado para el
negruzcas. L a s conservas per- establecimiento de la vejeta-
tenecen á las aguas estancadas, cion.
y á los terrenos anegados, están Cuando se observa la dureza,
compuestas de filamentos capi- aridez, y desnudez de las ro-
lares, oblongos, simples ó articu- cas, apenas puede concebirse co-
lados. Los lichenes no son mu- mo las florestas puedan en al-
chas veces sino puntos salientes gún día coronar su ápice. Sin
y negruzcos esparcidos sobre un embargo; este grande trabajo
fondo verdoso ó ceniza; en otras se verifica diariamente á nues-
partes, como líneas simples ó ra- tra vista , y en nuestras mis-
mosas que parecen trazar ó ca- mas habitaciones. Admiremos
racteres alfabéticos, ó una espe- estos muros cubiertos de man-
cie de carta jeográfica situada chas verdosas que se acrecentan
en una membrana lisa, muí del- con la humedad-, y que la influen-
gada aplicada á la corteza de cia de la luz y del calor las con-
los árboles; otras especies se ad- vierten en manchas negras y
ineren á las rocas, formando permanentes; estos son otros tan-
placas de distintos colores, esca- tos bysus que llevan allí á la
mas leprosas, granujientas, fa- vejetacion, así como sobre las
rináceas ó bien mas desarrolla- estatuas y mármoles mejores la-
das se abren á modo de rosetas brados, imprimiendo el sello de
de aspecto foliáceo , recortadas ó la antigüedad en nuestros viejos
divididas en lóbulos: se ven o- castillos y sobre nuestros edifi-
tras salir de una corteza esca- cios góticos : en otras partes,
mosa, con tallos simples ó ra- particularmente en las piedras
mificarse eu pequeños arbustos escabrosas, se presentan á m o -
elegantes; otras ensacharse por do de anchas placas estos liche-
el ápice de sus ramas en p e - nes parecidos á las costras dar-
queños vasos simples ó prolífe- trosas qua corroen la piel de los
ros, guarnecidos en su fondo de animales, ellos escavan la super-
tubérculos fungosos, de color os- ficie de las rocas, depositando
curo , negruzco, ó de un her- en los vacíos que forman, la por-
moso rojo escarlata ; otras bajo ción de tierra que produce su
formas mui distintas caen de las destrucción. Aunque en p e -
ramas de los árboles en filamen- queña cantidad es suficiente pa-
tos largos, entrelazados, seme- ra dar lugar al desarrollo de li-
jantes á las crines délos caballos chenes de un orden mas eleva-
o á cabellos enmarañados, unos do. Sus despojos unidos á los
verde oscuro, otros de un color de los primeros, forman una p e -
amarillo dorado, naranjado ó queña capa de tierra, suficien-
cetrino. No me estenderé mas te para la ecsistencia de mus-
sobre esta clase de plantas pues gos de orden inferior á los que
tendremos ocasión de estudiarlas se suceden también especies mas
mas particularmente cuando tra- perpetuas. (1)
temos de las familias naturales.
Aquí vamos á seguirlas en las (1) Los que no se han dedicado al
n
Una Capa de césped cubre la por tapices de musgos, y des*'
altura de los muros, y la super- pues se estendió hasta producir
ficie de las rocas; aumenta de plantas herbáceas. Sus despo-
año en año por los despojos de jos reunidos han dado lugar á
los vejetales que alimenta; sus la formación de esta tierra aho-
partículas pulverulentas están ra bastante espesa para que los
contenidas en los tallos y raices árboles mas vigorosos puedan
apretados y llenos de musgos; implatar allí sus raíces. S i -
la humedad se conserva allí mas guiendo de este modo los pro-
largo tiempo, la tierra adquie- gresos de la vejetacion hemos
re mas espesor, y entonces gra- llegado á convencernos que la
míneas y otras plantas herbá- tierra vejetal no es sino el re-
ceas de tallos bajos, se establecen sultado de la descomposición a-
allí; tales como la yerba puntera, nual de los vejetales, que no
sasífragas, diente de león,algunos ecsistíría á no ser por las plantas
jeranios &c. E l suelo adquiere que la naturaleza sola y no la
mas fuerza á medida que las je- industria humana ha podido co-
neracioncs se suceden: con el locar en estas rocas, en estos an-
tiempo se transforma en ana tiguos muros, donde la hemos
pradería, morada de infinitos a- observado y cuya formación se
nimales. L a s plantas de tallo ha ejecutado á nuestra vista.
leñoso anuncian que este nuevo No abandonemos aun estas flo-
terreno está prócsímo á cubrir- restas cuya ecsistencia hemos
se de grandes árboles cuya mul- seguido desde la humilde g r a -
tiplicación permite establecer mínea y el mnsgo rastrero has-
inmensas florestas en un suelo ta la producción de los mas
que se había creído condenado grandes vejetales. -Qué abundan-
para siempre á la esterilidad. cia de abonos, y tierras produ-
Tal es el desarrollo de Ja v e - cen anualmente la caída de las»
jetacion en estas rocas áridas, hojas y los despojos de la veje-
que comenzó por simples bysus tacion! De este inmenso depó-
algunos licbeues, se propagó sito se sirve la naturaleza, como
de sustancias necesarias para fer-
estadio de la naturaleza se a d m i r a - tilizar los llanos y los valles;
rán tal vez al saber q u e todas estas el agua les sirve de vehículo
manchas negras ó verdosas que d e s -
figuran las estatuas y muros e s p u e s - para poder transportar estos ma-
tos á la humedad son verdaderas plan- teriales ya precipitándose de los
tas. E s t a s placas están formadas por torrentes, ó descendiendo á m o -
byssus q u e L . ha llamado byssus a n - do de cascadas desde la cima
tjfjiiitatis; las piedras que c o n s t a n t e -
mente están a la sombra y en sitios de los montes hasta los valles
húmedos se cubren de otro byssu d e mas profundos ; estas aguas ar-
un verde mas hermoso: este es el b y - rancan y llevan consigo los des-
su velutina. pojos de la vejetacion, cubren
Los liquenes que se encuentran con
mas frecuencia sobre los muros y las
con ellos los llanos muchas v e -
piedras son el calcarius, c e n t r i f u - ces estériles , gredosos , a r e -
gus & c . niscos ó pedragosos, y su ferti-
Los musgos que se e n c u e n t r a n en lidad á no ser por este medio
los antiguos muros son el minie un, hubiera costado á la naturale-
cespitilium & c .
1¿
la siglos enteros de trabajo. guas superabundantes depositan
Pero las plantas que deposi- en los terrenos que inundan
tan sobre las rocas los funda- un principio q u e , unido á la
mentos de la vejetacion, estando arena, produce una gran fer-
privadas de raices no podrían tilidad : en otra parte forman
ecsistir en las arenas áridas y mares, lagos, y estanques, que
movedizas, á no ser que un nue- fertilizan estas áridas comarcas.
vo orden de vejetales diese con- Otro nuevo orden de plan-
sistencia al suelo; así en vez tas se observa en las orillas y
da bysus, y liqúenes que necesi- cercanías de los lagos. Fácil es
tan una base firme y sólida se comprender que en estas no pue-
encuentran en primer lugar mu- den prevalecer las que la veje-
chas especies de gramíneas, cy- tacion ha colocado en terrenos?
peraceas, cuyas raices endebles y areniscos ó pedragosos. Tan lue-
flecsibles se entrelazan mutua- go como las aguas cubren un ter-
mente, se ocultan en la arena, reno*, se presenta la vejetacion
mezclan sus despojos y dispo- mas ó menos abundante, s e -
nen el suelo á recibir vejetales gún las circunstancias. S i e s -
conforme la temperatura de las tas aguas son corrientes como
localidades, con tal que las hu- las de los rios, ó ajiladas como
medezcan frecuentemente las las de los grandes lagos, enton-
lluvias. ces la vejetacion no se presen-
No ecsisten en todas partea ta mas que en las orillas; mas si
circunstancias que hagan some- estas aguas son pacíficas y p o -
ter la tierra al influjo de la v e - co profundas, entonces crece
jetacion ; hai vastas comarcas con abundancia y rapidez ; s&
donde parece está condenada á apodera primero de las super-
no ofrecer á sus habitantes sino ficies de las a g u a s , y ocupan
una superficie árida y abrasado- por su simple organización i -
ra: tales son esos inmensos lla- gual orden que las que na-
nos de África, comarcas de si- cen en las rocas: están compues-
lencio y de muerte , que atra- tas de filamentos sumamente fi-
viesa el hombre lleno de espan- nos , entrelazados, carecen de
t o , v que sin embargo la na- raices y de fructificación apa-
turaleza por circunstancias lo- rente; preceden al nacimiento
cales teme volver á un estado de los vejetales mas perfectos
de vida como lo ha hecho en y preparan el terreno que d e -
otros muchos lugares. E l m e - ben recibirlos: fenómenos que
dio mas eficaz y quizá el mas podemos observar aun sin salir
seguro es la presencia del agua. de nuestra habitación. Ecsa-
Sabemos pues que muchos y minemos los pantanos, y los
grandes rios la conducen á los estanques ó fuentes abandonadas
plantíos como el Nilo en Ejíp- y veremos á unos y otras cubier-
to, y el Niger en una parte de tos de una costra ó espuma verdo-
Zahara. Las arriadas al pa- sa que muchos por largo tiempo
so que las lluvias aumentan su han tenido por impurezas ar-
fuerza ocasionando cada año a- rojadas á la superficie del agua;
venidas considerable^. Estas a- mas si las observamos con aten-
3

1
clon , fácil será conocer perte- De este modo las aguas tanto
necen á individuos del reino ve- como las partes desnudas y p e -
'etal, yse conocencon los nom- trosas dpi globo se pueblan de
Í >res de conservas y de bysus. vejetales, las superficies líqui-
Lentejas de aguas, (lennea) ca- das sobre las que han flotado
litriches se juntan con ellas ó a- lanchas se convierten en lagu-
parecen después; estas tienen nas ó pantanos. Estas aguas
raices y su entrelazamiento for- conducen la fertilidad á aque-
ma una especie de césped flo- llos sitios en que la corrien-
tante, cuyos despojos se preci- te les permite estenderse , au-
pitan al fondo de las aguas para mentando de superficie y dismi-
formar el terreno destinado á nuyendo de profundidad. A
recibir plantas de un rango su- medida que ellas bajan vemos
perior; bien pronto el potamo- allí crecer plantas con caracte-
jeton, el myriofilo tapizan el in- res de acuáticas y terrestres por
terior de las fuentes y lagos, ejemplo, las grandes gramíneas,
formando por su estension verda- caña, carex., cirpos, juncos, ty-
deras praderías cubiertas cons- phas Scc.j pero ninguna planta
tantemente por las aguas, y re- contribuye al cambio de estos
servadas para alimentar y dar pantanos en praderas , como
vida á muchos animales acuá- estos musgos, sobre todo los
ticos. anuales que se elevan por ca*
A medida que el fondo vá ele- pasque se sobreponen acrecen-
vándose ó adquiriendo mas consis- tándose diariamente por esta
tencia, nuevas especies de plan- causa de espesor y estension,
tas mas vigorosas se presentan si estas aguas que absorven la
por cima de las aguas ; enton- fuerza de la vejetacion no se
ces desarrollan sus preciosas co- recuperase á proporción de sus
rolas, cuya hermosura compite pérdidas; este suelo pantanoso
con la de las flores de nuestros se desecará poco á poco y se
jardines. La superficie del agua cubrirá con el tiempo de pra-
se convierte en un plantío en- deras fértiles, árboles de todas
galanado por espesas renucu i l - especies y desde entonces podría
las flotantes, náyades, hydro- ofrecer la superficie una dis-
charis, valisnerias, que sobre- posición para el arado.
salen por sus anchos cálices ar- No envuelve conjetura nada
jentínos de oro d azul, nenú- de lo que acabamos de esponer
far engalanada con hojas an- sobre los adelantos sucesivos de
chas y lustrosas, mientras que la vejetacion , á cada momen-
las flechas da agua, las caüas to hallamos la prueba, ya en el
floridas, las meoyanthes, la hot- seno de la tierra como en su
toaia &c. forman sobre los bor- superficie, sobre todo en los ter-
des un encadenamiento que pro- renos que no han sido revuela
duce un efecto elegante y va- tos por las revoluciones moder-
riado ; se juntan también con nas; eu estos puntos encontra-
las hermosas verónicas , enan- mos bajo la capa de tierra v e -
thes phyllandres que sostienen á jetal algunos montones esten-
las bidente», eupatorias occ. didos sobre camas de arenas ó
17
conjunto de piedras rodaderas, fondo de los mares amontonan-
prueba nada equívoca de que do en las playas los despojos de
este suelo ha sido atravesado las rocas. Para luchar con obs-
en otro tiempo por las aguas táculos ían poderosos, era me-
de los rios ú ocupado por la de nester que las plantas marinas
los lagos. Los vastos pantanos tuviesen un modo de ecsistir
del Soma nos dan un ejemplo particular; la naturaleza les ha
entre mil. Muchas veces el sue- dado una base mas sólida que la
lo está cubierto, como lo ha ob- de una arena movible y con-
servado M. Girard, por una capa tinuamente azotada por los mo-
de tierra propia para la veje- vimientos impetuosos de las a-
tacion, de casi 2 pies en su ma- guas: ella ha fijado su asiento
yor espesor; la altura del ban- sobre los cuerpos mas duros, so-
co entre Amíens y Pecquígny bre las piedras y las rocas á las
es d e 6 á 16 pies; aumenta hasta cuales se adhieren por una em-
30 frente á la aldea de la E s - pastadura dé gran tenacidad
trella; separándonos de este pun- ó agarrándose por medio de
to disminuye mas y mas. L a manos ramosas mui diferentes
parte baja de la ciudad de A- de las raices que aparentan t e -
miens, según resulta de las ob- ner. Estos asideros no están
servaciones de M. Cellíer, es- destinados á estraer de un sue-
tá edificada sobre una capa lo que no pueden penetrar, jugos
de barro ó greda algunas veces alimenticios para conducirlos á
de 12 pies de espesor; reposa so- las partes superiores de estos
bre un banco d e marga soste- vejetales : sumerjidos entera-
nido al mismo tiempo por una mente en este abismo, ab-
torta de arena y guijarros, mez- sorven igualmente por toda su
clados de conchas marinas. E s - perficie los principios de su nu-
te vasto terreno ha sido ocu- trición ; y hasta entonces no se
pado largo tiempo por inmen- pudo conocer allí la ascensión de
sos lagos; asi lo prueba el des- ningún licor, tal como la savia
cubrimiento que se ha hecho de 6kc. Las plantas marinas tienen
lanchas y armas romanas, con- ademas otras hojas, ya planas,
servadas entre la greda á mayor ya divididas en filamentos de u-
ó menor profundidad. na consistencia blanda, coriácea,
l\o nos está concedido seguir membranosa, susceptible de pres-
en lo profundo del occeano el tarse á todos los movimientos
desarrollo de la vejetacion; p e - del agua sin sufrir alteración.
ro si las plantas marinas ec- Aunque su modo de fructifi-
sijíesen , como las terrestres ó car sea todavía poco conocido,
las d e las aguas dulces, estar o- parece que su semilla ó lo que
cultas en un suelo terreo ¿ f a n - la sustituye, es mui glutinosa,
goso, apenas podríamos com- que se adhiere indistintamente
prender su resistencia á la a c - á todos los cuerpos sólidos, y cu-
ción destructiva de estas a- bre las rocas de una vejetacion
guas mujientes, que sin cesar a r - tan abundante y no menos a-
rancan y arrastran con todo lo gradable que la de los céspe-
que les pone obstáculo; talan el des que tapizan nuestras mon-
18
tañas. En Terciad, ellas no pre- ticulares , destinadas para es-
sentan corolas brillantes ni em- tas tenebrosas moradas, tales
balsaman el aire con su aroma; como ciertas especies de byssus
pero ofrecen muchas vécese» su & c ; en fin no hai lugar, sea al ai-
forma, en la variedad de sus ma- re libre ó en sitios encerrados, es-
tices, y por su follaje un aspecto puestos á la luz, ó en sitios mas
seductor. oscuros, á la humedad ó seque-
Seria diíicil decir cuales son dad, que no estén cubiertos de
las circunstancias favorables ó plantas propias para estas dis-
nocivas á la vejetacion; pero si tintas localidades. Todas nues-
ecsaminamos las rocas que nos tras provisiones alimenticias se
es pex^mitido conocer, las encon- enmohecen ú ocsidan cuando
traremos casi todas cubiertas son mui abundantes y están en-
de una rica vejetacion. E s de cerradas en lugares húmedos;
creer que estas plantas, aunque numerosos hongos nacen á la
colocadas en un solo medio, es- sombra junto á plantas en pu-
tán igualmente sometidas como trefacion: los liqúenes y los
las terrestres á las influencias de musgos penetran la corteza a -
las localidades , profundidad y grietada de los árboles; una
temperatura; pero que no se multitud de animales de orden
iresentan sino en ciertos mares: inferior, como los insectos, g u -
Í as que se encuentran en el oc- sanos , moluscos, desnudos ó
con concha, arañas , vienen en
ceano no se hallan en el Medi-
terráneo, y las que se han des- tropel á establecer su morada
cubierto en los mares de las en medio de esta vejetacion
Indias, no ecsisten en los mares naciente ; allí depositan su pos-
glaciales del norte, ni en las a- teridad y viven en la abun-
guas templadas de los trópicos, dancia como nuestros ganados
o t e : otras nacen á tanta profun- en sus pastos , gozando de la
didad que las conocemos solo frescura y de la sombra co-
por sus fragmentos. mo los grandes animales en las
No seguiré mas lejos en sus selvas. Así se propaga la obra
grandes trabajos á la naturale- sublime de la creación en estos
za, que continuamente deposi- seres orgánicos que contribu-
ta en todas partes la base de la yen , durante su vida por sus
vejetacion; lo que he dicho es secreciones, y después de su
suficiente para comprender to- muerte por sus despojos al au-
dos los recursos que emplea á fin mento de la tierra ve je tal v de
de vencer los obstáculos y lle- otras muchas sustancias inorgá-
var por todas partes el movi- nicas, como tendremos ocasión
miento y la vida. La hemos de ver al describir el capítulo
visto en los llanos, en las mon- siguiente. En otra parte cuan-
tañas, en arenas movibles y hasta do trate de la semilla espondré
en el seno de las aguas: si des- los medios por los que la natu-
cendemos á aquellas cavida- raleza la dispersa en los terrenos
des donde la luz jamas pene- destinados á recibirla.
tra , encontraremos plantas par-
19

CAPITULO TERCERO.
Consideraciones acerca de la íntima relación que ecsis-
te entre los vejetales y su sustancia nutritiva.

.\S plantas ocupan en la De aquí las combinaciones, mez~


naturaleza el lugar mas distin­ cías y descomposiciones, que
guido; los animales viven de e- varían al infinito y á cada ins­
llas, y la tierra misma les debe tante las producciones de la na­
gran parte de su sustancia. Las turaleza. De este modo las plan­
plantas se apropian una porción tas forman en la larga serie de
de los fluidos sutiles que la tierra los seres el eslabón intermedio,
absorve, para formar con ellos u- que pone en relación á los ele­
na materia vejetal capaz de sos­ mentos mas sutiles con los cuer­
tener y nutrir á los animales. pos mas sólidos; constituyendo el
.Sin los vejetales el globo ter­ primer eslabón que encadena
restre seria una mansión silen­ á su ecsisten.cia todos los seres
ciosa compuesta de rocas este- orgánicos y vivientes; mientras
riles, cubiertas por las aguas, y que para sostener la suya no
con una superabundancia de flui­ necesitan mas que de fluidos y
dos deletéreos que correrían en elementos gaseosos; ninguna otra
la atmósfera. Estos fluidos entran cosa mas toman de los animales,
á la verdad como principios cons­ ni de los minerales, que un asien­
tituyentes en un gran número de to donde depositar después de su
cuerpos brutos ; pero muchos muerte innumerables semillas.
no- se encuentran allí sino des­ Estas consideraciones son
pués de haberse mezclado, fijado mui estensas para abrazarlas,
ó combinado por la acción vital poco conocidas para tratarlas
de los animales ó vejetales. (1) con esactitud; pero interesan­
tísimas para pasarlas en silen­
(1) E s bien conocido hoi y y a lo te por la cadena de los seres orgá­
hemos probado en el capítulo segundo nicos; de aquí el por qué la masa d e
que !a tierra vejetal, las turbas, el car­
bón de tierra, y un gran número de los fluidos tales como el agua &c.
eschitas & c . , deben su ecsistencia á disminuyen á medida q u e se p r o p a ­
los vejetales: que las sustancias c a l c a - gan los seres orgánicos y las sustan­
reas son el resultado de los despojos de cias minerales. Estas reflecsiones son­
los animales, y que los elementos que
de sumo interés y merecen toda la
componen estas distintas sustancias
minerales han pasado indudablemen- atención del lector.
20
ció. Si hubiésemos de referir- convertirlos en sustancia veje-
las en totalidad, menester seria tal; preparando así de este mo-
trazar de algún modo el cua- do , durante la vida , los ma-
dro jeneral del universo, es- teriales que deben aumentar la
poner las leyes que unen á los masa de la tierra, y por ella
seres entre sí, y descubrir estos estender á largas distancias las
infinitos eslabones que forman riquezas de la vejctacion; tales
un todo de tantos distintos se- son los grandes fenómenos que"
res. No pudiendo entrar en vamos á bosquejar.
estas descripciones me limitaré Los cuerpos brutos, inorgáni-
solo á presentar las relaciones cos, están formados por la agre-
jenerales de las plantas con los gación de partículas similares
fluidos que las nutren, y á la mui finas^ disueltas, ó suspen-
Vez convierten en materia veje- didas en un fluido , unidas en
tal, con los distintos productos masa y adheridas entre sí por
que prestan á la atmósfera me- una fuerza particular que nos
diante sus secreciones, y en fin es aun mui poco conocida.
con las sustancias salinas y ter- Estas masas inertes no cre-
reas que dan al descomponerse cen sino por la adición de otras
después de la muerte; opera- partes similares, ó, como se dice,
ción admirable, que consiste en por jusla-posicion. No suce-
convertir en cuerpos sólidos los de lo mismo con los cuerpos
mas sutiles, los mas tenaces ele- orgánicos: estos tienen un mo-
mentos. Cuando se considera do de ecsistír mui distinto; es-
poruña parte la naturaleza de tán dotados de un movimiento
estos elementos, la gran elastici- interior siempre activo, ejecu-
dad del aire y del agua reducida tado por órganos que se apro-
á vapor, esta fuerza de espansíon pian ciertas sustancias mui di-
que vence todos los obstáculos, ferentes al principio de la na-
la rapidez admirable de la luz turaleza individual; pero que en
mas sutil aun, este fuego elemen- virtud del dicho movimiento
tal que penetra y atraviesa to- llamado función vital, se iden-
dos los cuerpos sin detenerse tifican, se asimilan á las molé-
en ninguno ; cuando se ve por culas del ser organizado.
otra parte estos mismos ele- Estas sustancias pues dejando
mentos errantes en la atmósfera, de ser lo que eran antes cons-
mezclados pero no fijos, des- tituyen los vejetales. En los a-
tinados á entrar en la compo- nimales esta operación se ejecu-
sición de todos los cuerpos sóli- ta con alimentos brutos someti-
dos, entonces se pregunta con dos á las fuerzas dijestivas del
admiración ¿de qué medio se va- estómago; las plantas de una or-
le la naturaleza para vencer ganización mucho mas sencilla,
su elasticidad, combinarlos y so- sin estómago, solamente se nu-
lidificarlos? nosotros responde- tren con fluidos en estremo su-
mos: ella ha creado las plan- tiles; como los fluidos elásticos,
tasólas ha dotado de una fuer- que ciertamente son los mas á
za activa capaz de atraerse to- propósito para penetrar los po-
dos estos elementos, fijarlos y ros de los vejetales : por otra
21
parte , las plantas fijas en la tier­ esparcir en la atmósfera, m e ­
ra, careciendo de locomovilidad, diante sus secreciones y su
tienen que buscar su nutrición traspiración habitual , fluidos
de las partes que las rodean; gaseosos, que son, como d e ­
sus hojas la toman de la atmós­ muestra la esperiencia , el hi-'
fera , sus raices de la tierra. S i drójeno, gas ázoe, oxijeno, á-
algún obstáculo las separase de cido carbónico, & c , según las
esta acción, no tienen otro me­ circunstancias y la naturaleza de
dio para vencerlo que una es­ los vejetales. Estas emanacio­
pecie de movimiento de atrac­ nes proceden del residuo de los
ción, por el que parecen di- fluidos absorvidos y combinados
rijirsc hacia los elementos de su por Jas plantas; unos en nada va­
ecsisteucia; así las raices coloca­ rían su naturaleza, por ejemplo,
das en un terreno mui árido se el aire y el agua: otros se des-»
dirijen hacia otro mas fértil ó componen ; uno de sus princi­
nutritivo; las hojas y los tallos pios queda libre, mientras eso­
se encorvan , se inclinan, se ple- tro se combina con la sustancia
gan en distintos sentidos para vejeta!. Estos efluvios disper­
colocarse en una posición mas sos en la atmósfera dan oríjen
favorable si la que tenian les á otras sustancias, cuya enume­
interceptaba la acción de la luz ración pertenece al dominio de
y del aire; las flores medio se la química; por lo demás estas
entreabren á la presencia del grandes operaciones no las cono­
sol y algunas siguen la marcha cemos porque las efectúan cier­
de este astro para recibir su in­ tos ajentes casi inaccesibles á los
fluencia mas directamente. sentidos, y no podemos seguir­
Estas indicaciones y el estado las en sus numerosas modifica­
de desfallecimiento en que se ciones.
encuentran las plantas privadas No sucede así con las sus­
de aire , luz y agua, anuncian tancias que escretan los vejeta­
que estos elementos y los fluidos les, como las gomas, aceites esen­
que tienen en disolución son ne­ ciales ó concretos, resinas, áci­
cesarios para su ecsistencia; los dos, álcalis, sales neutras y o-
cuales son absorvidos por ellas tros que son producto esclusi-
convirtiéndolos en cuerpos sóli­ vo de aquellos durante su vi­
dos y haciendo por tanto perder da; después de la muerte estas
al aire su elasticidad, á la luz sustancias se encuentran mas ó
su tensidad y al fuego su v o ­ menos mezcladas ó combinadas
latilidad. Separados del gran r e - con esta masa terrea ó salina, de
servorio de la atmósfera y con­ naturaleza distinta, según los Ju­
vertidos en materia vejetal, es­ gares en los que se ha verificado
tos elementos no volverán á ser la descomposición de las plantas
lo que eran antes ni aun des­ ó el grado mas ó menos adelan­
pués de la destrucción de los tado de esta descomposición.
vejetales; debiendo aumentar Este tránsito de Ja vida á Ja
estos con sus despojos, como muerte, esta materia vejetal tan
ya lo hemos dicho, la masa activa, privada de su princi­
sólida del globo terrestre ó pio vital, trasforniándose en tier-
22
ra nos ofrece en este mismo he- con sa presencia el estado de
cho un ejemplo de la sublime la atmósfera, prestándole á mas
lei en virtud de la cual adquie- de aire y agua gas ácido carbó-
re vida lo que era antes muerte nico, hidró je no, ázoe & C . E s
y destrucción. A los ojos del mui verosimil que estas emana-
filosofo la descomposición de los ciones varíen según los jugos
cuerpos es una de las mas be- propios de cada planta, y que
llas operaciones de la natura- dependan en parte del estado de
leza; por ella varía á cada paso pureza ó insalubridad del aire
el espectáculo del universo; por que respiramos.
ella la materia sometida á me- Esta operación se verifica por
tamorfosis sucesivas vuelve á a- un asimple separación de par-
parecer bajo formas siempre tes, que produce en las plantas
nuevas; de ellas sacan los seres muertas la desecación; la aproc-
animados sustancias que los nu- simacion de las fibras, pero no
tran ; á ella debemos esas sua- la descomposición ; ella la p r e -
ves emanaciones que alhagau cede á veces con mucha anti-
nuestro olfato, esos sabores a- cipación principalmente en los
gradables de que gusta nuestro vejetales aislados; por esto las
paladar; en una palabra todo ser plantas privadas de su humedad
vive á favor de la descomposi- se conservan largo tiempo en
ción de otros seres, y e'l mismo los herbarios, y la madera, los
tarde ó temprano llega á des- troncos de los árboles no su-
truirse, á descomponerse. fren cuando están en una po-
Estas reflecsiones me condu- sición favorable, mas que una
cen naturalmente á tratar de la descomposición mui lenta; al
descomposición de los vejetales, paso que las plantas herbáceas
cuyos productos mas inmediatos se destruyen con rapidez.
vamos á considerar, con rela- L a descomposición es mucho
ción á los medios en que se en- mas complicada que esta pri-
cuentran, tales, como el fuego, mera operación; no es una sim-
el abre y el agua. Estos tres a- ple separación de partes, sino
jcntes tan poderosos para la des- una formación de sustancias nue-
composición de los cuerpos, for- vas no proecsistentes, una ver-
man sustancias mui diversas. dadera creación , cuyos mate-
Luego que una planta ha riales han preparado las plantas:
muerto, si permanece en pie co- pero no siempre esta creación
mo acontece ordinariamente y es resultado de una descompo-
con mas frecuencia en las plan- sición; muchas veces se separan
tas leñosas, se deseca, es decir, las partículas de un ve je tal sin
pierde por la evaporación la perder este mas que su forma,
parte de principios alimenticios como acontece, por ejemplo,
que las fuerzas vitales no pue- en aquel , cuyos polvos son
den contener porque no esta- mui á propósito para escri-
ban aun convertidas en materia bir. E s necesario para que es-
vejeta!. Estos principios entran tas plantas reciban influencia de
en la masa común bajo forma algún ájente esterior, que este
de fluidos elásticos y modifican uniéndose con la sustancia del
23
vejetal se junte con alguno de pero los químicos modernos, des-
sus principios, y resulte un nue- de que han llegado á conocer
vo compuesto; mientras que los que el aire se compone de dos
otros aislados y libres se com- fluidos, han creído poder esta-
binen con algún otro elemento, blecer la teoria de la combus-
y produzcan compuestos de un tión, diciendo que el aire, ó mas
nuevo orden. bien el ocsíjeno, combinándose
L a naturaleza de estas des- con las sustancias combustibles,
composiciones pende pues de los dejaba escapar los fluidos caló-
ajenies que las motivan: ya he rico y lumínico que lo tenian
tenido ocasión de decir que es- en disolución; y que á esta com-
tos ajentes eran, por lo común, binación del ocsíjeno era debi-
el fuego, el aire y el agua; vea- do el desprendimiento de luz y
mos los productos que resultan calórico que se verificaba en
de estos poderosos disolventes. las sustancias inflamables: no en-
L a naturaleza misma nos ad- traré ahora en los detalles de
vierte que todo cuanto nos ro- esta bella teoría; me ceñiré á
dea puede ser objeto de nuestra hablar de las principales sustan-
atención: así, aun la simple des- cias suministradas por los veje-
composición que se verifica en tales en medio de la combus-
el fuego de las chimeneas, su- tión.
jiere mil y mil reílecsiones á un A medida que las plantas se
espíritu contemplativo. queman, se desprende, comohe-
Aunque el calórico es el me- mos dicho, una gran cantidad de
dio que la naturaleza emplea calórico y lumínico,los cuales,
con mas frecuencia , para des- vueltos á su primitivo estado de
componer las plantas, por ser lijereza y elasticidad, combinán-
demasiado activo , sin embar- dose momentáneamente con o-
go volatilizando algunas partes tros cuerpos, desaparecen en la
constitutivas del vejetal forma atmósfera, se reúnen en el r e -
nuevos cuerpos que deben fi- servorio común , á fin de mante-
jar nuestra atención. ner e! equilibrio entre todos los
Hemos visto que los vejeta- elementos y disponerse á for-
Íes se componen en parte de luz mar nuevos compuestos luego
y calórico de cuyos elementos que sean solicitados por la acción
absorven una cantidad incalcu- de las fuerzas vitales.
lable , pues mientras viven es- Pero si esos fluidos, cuando
tán influenciados continuamen- están aun mezclados con estas
te por el sol y por su luz. Los partículas grasas, salinas, a-
abundantes rayos que este a s - ceitosasy en estado de vapor que
tro vierte, combinándose con los constituyen el humo, se ven o-
otros fluidos, constituyen todos bligados á atravesar un espacio
juntos la sustancia de los veje- estrecho, como por ejemplo los
tales. E s mui sabido que no tubos de nuestras chimeneas, en-
puede haber combustión con lla- tonces se condensan en parte
ma y luz sin el contacto del ai- y depositan á lo largo de las pa-
re ; muchos siglos han pasado redes una porción de principios
S l n
penetrar este gran misterio; aceitosos y salinos que traian con-
24
sigo: forman el hollín, sustancia tas por la combustión es rara en
combustible que contiene el a- la naturaleza ; sucede acciden-
ceite empireumático , el carbo- talmente ó cuando el hombre
no , el hierro y algunas partí- la verifica ecsprofeso: es di-
culas salinas y terreas: mien- ferente al aire libre ó en el a-
tras mas activa es, menos humo gua: sin ella no tendriamos ni
dá y por consecuencia suelta estiércol, ni tierra de labor, ni
mas calórico y lumínico; pero puntos de turbas, de carbón de
por mas actividad que parezca tierra. &c. La planta, al perecer,
tener la combustión de los vé- dejaría en vano las semillas que
jeteles, resulta siempre una ma- habían de perpetuar la especie,
sa sólida, salino-terrea, conocida si al mismo tiempo no les dejase
con el nombre de ceniza, sus- una materia apta para reci-
tancia seca, áspera, pulverulen- Jjírlas; así la naturaleza dá la
ta, algo disoluble en el agua y vida destruyendo, y nunca mul-
en los ácidos, compuesta de un tiplica mas los seres vivos que
gran número de sustancias di- cuando parece aniquilarlos; y la
versas , según la naturaleza de jeneracion que sobrevive es la
Jos ve jétales espuestós á la acción cuna, el jermen de otras jene-
del fuego, conteniendo gran can- raciones mas numerosas.
tidad de potasa ó de álcali veje- Huyamos la vista ya de estos
ta!, tierra calcárea, alumina, si- focos de destrucción donde vie-
lícea, magnesia, hierro que lo a- nen á aniquilarse esas grandio-
trae el imán y muchas sales neu- sas selvas, cuya creación ha cos-
tra; tales como el sulfato calca- tado tantos siglos á la naturale-
reo, sulfato de potasa, muriato za , y que el hombre, moderan-
de sosa, sulfato de sosa y tam- do sus goces, debería respetar
bién sulfurados alcalinos, ckc. mas, si se cuidara de la suerte de
La ceniza sometida á la acción su posteridad. Por una des-
de un fuego mui violento se con-
composición no tan rápida se
vierte en escoria vitrea.
forma este estiércol que debe
De la descomposición de las reproducir el céntuplo de las
plantas por el fuego resulta pa- plantas que en él se depositen.
ra la atmósfera una restitución Esta descomposición al aire li-
de calórico y de luz, una disi- bre ofrece en el curso de esta
pación, una absorción bastante operación resultados diferentes
considerable de aire atmosfé- según las circunstancias que la
rico; y para la superficie del acompañan.
globo, la formación del álcali Los vejetales se descomponen
vejetal, y de algunas otras sa- aisladamente , como sucede á los
les neutras, una masa salino- árboles largo tiempo en pie, ó
terrea poco considerable relati- bien están amontonados y r e -
vamente á la consumación de unidos en masa. En el pri-
los vejetales, pero que no ec- mer caso su descomposición es
sislia antes, y que todo es de- lenta , sobre todo en los paí-
bido á las plantas que han pre- ses donde las lluvias son escasas:
parado los materiales. comienzan por desecarse, por
La descomposición de las plan- ponerse mas lijeros, y algunaá
25
veces fosfbrecentes , durante la capan» y se pierden en la atmósfe-
noche, ¿Este fenómeno no po- ra: tales son la mayor parte de
dría atribuirse al lumínico, li- los Huidos gaseosos, el hidrójeno,
bre del estado de combinación? el ácido carbónico , los aromas,
E l resultado de esta destruc- el aceite esencial ¿ce. Pero hat
ción es un polvo, seco, íino, l i - otros principios mas fijos que
jero, de un moreno negruzco á JIO han podido reducirse al es-
medida que se envejece y ha sido tado de vapor: estos son parti-
humedecido por la lluvia: este cularmente la tierra de la ve-
es un estiércol mui puro ó me- jetacion, las sales fijas, ecsisten-
dianamente mezclado con algu- tes en los vejetales ó formadas
nas sustancias animales. en el momento de su descom-
. L a descomposición de las posición, alguna porción de a-
plantas, reunidas en montón y c c i t e de carbono, de fierro,
;

espuestas a l aire libre, es mucho cuyo conjunto forma el estiér-


mas rápida: el aire y el agua col : sustancia no inflamable,
que contienen en su estado na- jnui compuesta, cuya naturale-
tural, y que retardan en el pri- za varia según el grado de des-
mer caso la descomposición, pues .composición, según los jugos
se van evaporando insensible- propios de cada planta, y las
mente, la acelera en esta úl- materias animales que se mez-
tima circunstancia, porque no clan con ella.
pueden desembarazarse, con la Esta progresión dt la des-
misma libertad. Los esfuer- composición de los vejetales es
zos que hacen estos elemen- mui esencial el conocer cuando
tos por recuperar su estado nos entregamos al estudio inte-
.natural, los obstáculos que es- resante de.la formación de las
perimeutan , producen un mo- betas de nuestro globo. Se re-
vimiento interior que escita un conoce en los vejetales el orí-
.calor bastante fuerte y ocasiona jen de muchos elementos que
.una fermentación tumultuosa, «entran en la composición de los
•algunas veces quemante, que minerales: se ve que la tierra ve-
ataca toda la organización ve- jetal se altera insensiblemen-
jeta!, la destruye en un tiempo te , sobre todo cuando no está
mas ó menos.corto, y la r e - alimentada por los restos de u -
duce á una má*sa terrea, algo na vejetacion nueva, y que su-
grasa y variable. L a acción del ministra mucha silice, sustan-
agua, aire y sol es la principal cias salinas, metálicas e' inflama-
causa de esta descomjDosieion, bles.
de la cual deben resultar com- Dejo estas observaciones á los
puestos diversos, difíciles de jeólogos ; sintiendo con todo no
apreciar; pero que sin embargo poder estenderme mas en estas
se han reconocido algunos. Des- grandes operaciones , para dar
de que la fermentación se esta- á conocer con esactitud la im-
blece en medio de los montones, portancia de la vejetacion y sus
los elementos mas sutiles de los relaciones íntimas con los mine-
vejetales, disueltos, volatilizados rales. Hablemos ya de la descom-
por el calórico, se separan, se es- posición de las plantas en el a-
26
gua ; las cuales nos ofrecerán sos ó amoniacales ; sin embargo
productos diferentes, y sustan- es bueno notar que en los pri-
cias nuevas para los minerales. meros instantes de su descom-
He dicho mas arriba que las posición estos vejetales dejan
plantas descompuestas al aire li- escapar una gran cantidad de
• bre , esperimentan la acción al- gas hidrójeno que tanto abunda
ternativa de la humedad del ai- en los pantanos.
re y del sol; que del influjo El carbón de las turbas pan-
do estos ajentes resultaba una tanosas no proviene mas que de
fermentación mas ó menos a c - la descomposición de las plan-
tiva que separaba los elemen- tas tiernas, herbáceas , la mayor
tos mas sutiles ; que los princi- parte propias de las lagunas,
pios del carbono se convertían en estremo pulverulento, mas
en ácido carbónico; que los acei- ó menos mezclado con el bar-
tes se evaporizaban en estalo r o , porciones calcáreas, sulfu-
de gas hidrójeno; que las sales rosas, bituminosas, amoniacales,
se disolvian por las aguas llove- que son el resultado de los a-
dizas; pero no sucede igual fenó- nimales acuáticos y de las con-
meno cuando las plantas se des- chas confundidas con la tur-
componen en el agua: este flui- ba. Estas mezclas producen
do las resguarda del contacto in- las diferentes especies de tur-
mediato del aire y del sol; el a- bas conocidas bajo los nombres
gua es el principal ájente de su de turbas cenagosas y fangosas.
descomposición, de la que resul- Las que se llaman turbas fibro-
tan productos particulares mui sas no están compuestas mas
diferentes de la tierra vejetal, que de "musgos justa-puestos,
y á los cuales se les dá el nom- así como de la parte fibrosa y las
bre de turbas. raices de las plantas de natu-
E l carácter esencial de la tur- raleza seca, como las -gramíneas,
ha y que la distingue del es- rosaceas ckc. aun no descom-
tiércol es ser inflamable : esta puestas, las cuales se conservan
propiedad la debe particular- á veces erj este estado durante
mente al carbono de que abun- muchos áiglos (1). Ellas son por
da, y que la acción del aire no
ha podido convertir en ácido (1) Asombra sobremanera la d u -
carbónico. Se obtiene por so- ración de estas turbas fibrosas, impro-
focación un carbón muí pare- piamente llamadas turbas. M. F a n -
cido al que dan las maderas so- jas de S a i n t - F o u s me comunica una
metidas á la misma operación; bella muestra de la turba fibrosa t a -
lada en el valle de Sancey d e p a r t a -
pero el de las turbas es menos mento del Norte: tiene once pies d e
puro. Como los principios a- espesor y se encuentra á siete ú ocho
ceitosos han sido igualmente pies de profundidad : está c o m p u e s -
resguardados de la acción in- ta de una especie de musgo mui p a -
recido al hipnium aduncum L i ü . j e s -
mediata del aire , queda una tá casi sin mezcla y totalmente in-
parte de ellos en las turbas; y tacta que se distinguen los tallos,
producen cuando se queman un las ramificaciones y las hojas ; está
olor fétido, empirenmático, mez- dispuesta por pequeñas capas c o m -
m m i d a s , esponjiosas, elásticas, y mui
lado con los vapores sulfuro-
I ijeras. N o se puede dudar su anti-
lo regular mas resistentes que de materiales no han suministra-
las fangosas; prueba cierta que do las pian las á las sustancias
esta xíltima ha sido formada por minerales desde la creación del
plantas acuáticas, en lagos con- mundo: así es como la natu-
vertidos en seguida en mares, raleza establece sus relaciones,
que han producido plantas mas sus dependencias, entre unos y
duras, reducidas á turbas fi- otros seres, sosteniendo á la vez
brosas. el mas perfecto equilibrio entre
Las turbas leñosas, formadas estos elementos siempre en con-
por los troncos de los árboles y tacto. Los íluidos de la atmós-
sus ramas, ofrecen un aspecto fera, fuente alimenticia de las
diferente: su carbón no es pul- plantas, se convierten en mate-
verulento, y se leda el nombre ria vejetal con la que se nutren
de carbón de tierra. Ellas con- los animales , asimilándola á su
servan en cierto modo sus for- propia sustancia. De la des-
mas orgánicas, aunque alteradas trucción de los vejetales se for-
con el betún; cuando se les ma la superficie esterior del
quita este se señalan bien sus globo, aumentada sin cesar, por
capas circulares y anuales. El los despojos de todos los otros
orí jen de estas turbas, lo mis- seres orgánicos; cuyos princi-
mo que el de las que se lla- pios han sido tomados de este
man turbas pyritosas se pierde vasto reservorio, tan abundante
en los siglos mas remotos ; los en fluidos, que es menester pasen
montones enormes que J a tier- muchos siglos para, advertir sus
ra encierra en su seno nos dá perdidas. (2).
una prueba de la antigüedad
del globo terrestre, y de la in-
mensa cantidad de vejetales que
cubren su superficie. (1). Que

g ü e d a d evidentemente atestiguada
por su espesor y por las capas que
la cubren.
( I ) Véanse las diferentes m e m o - (2) Véase mi memoria sobre las
rias (pie be publicado sobre las t u l - causas de la disminución de las a -
lías eu el diario de Física é Historia guas del mar (Diario de Física é H i s -
natural, aíios 9 y 12. toria natural, ventóse año 18).
2b

CAPITULO CUARTO.
Relaciones entre los animales, y vej'étales*

APENAS Lai parte en la titud de insectos rompen sus


planta que no sea útil á los ani- huevos; el pájaro reaparece en
males. A unos presta asilo , á nuestras florestas y por último
otros nutrición, á otros propor- el animal, sumerjido hasta en-
ciona materiales para sus vesti- tonces en un profundo sueño,
dos; pero particularmente sirve despierta; por todas partes rei-
de morada á los insectos con los na el movimiento y la vida. E l
cuales se alimentan los pájaros, desarrollo de los seres orgáni-
que buscan también en los v e - cos se verifica en medio de esta
jétales donde construir sus nidos; reacción, de este desorden que
he aquí las primeras relaciones los relaciona.
entre Iosanimalesy vejetales. E s - L a naturaleza antes de dal-
to no es un efecto de la casua- la ecsistencia á los animales,
lidad sino una lei constante que prepara en el vejetal los prin-
se observa en la producción cipios nutritivos para su prime»
sucesiva de los seres. Para con- ra infancia y los que necesitan
vencernos de este orden admi- en una edad mas avanzada, así
rable , transportemos nuestra como el seno de una madre
imaginación á los deliciosos días contiene leche mas sustancial y
de primavera. abundante á medida que el ni-
El vulgo desea con ansia esta ño se aparta de su nacimien-
estación que auyenta los rigo- to; mas todos los animales en-
res del invierno y es la época cuentran en el seno de la que
brillante de la vuelta de las flo- le dio la vida, los principios
res; pero el observador vé en que deben nutrirlos. Luego
ella la imájen de la creación que los insectos se desarro-
primera de los seres. L a pri- llan completamente, deja de e e -
mavera corre en alas del cé- sistir Ja madre que les dio el
firo á las campiñas, donde toda ser. ¿La naturaleza abandona
la naturaleza se reanima ; la á los hijos postumos? No; pues
tierra fria y desnuda cobra su inspira á quienes los engendran
calor y su verdura ; los árboles el admirable instinto de depo-
se visten de nuevo follaje; mul- sitar el huevo en un punto de
29
la planta, para que tan luego co- mismaá plantas ; el nacimiento
mo se desarolle el animal en- de cada especie es dependiente
cuentre allí su nutrición. ¿ P e - del desarrollo de las hojas que
ro que sucede á estos huevos sí deben nutrirlos, y es mui pro-
como acontece muchas veces son bable que la temperatura que
depositados en el otoño y se necesita cada vejetal para poner
rompen en el momento en que en acción su savia sea la misma
las hojas desaparecen? O de o- que necesiten los huevecillos
tro modo: si la época de su para desarollarse : he aquí como
desarrollo no es hasta la pri- se multiplican las relaciones en-
mavera siguiente ¿quien los de- tre los seres sensibles y veje-
fiende de los rigores del invier- tales. Ya hemos visto suceder
no? L a naturaleza todo lo ha á la aparición de las hojas las
previsto; vela por la reproduc- de los insectos; estos también
ción de los seres, y todas sus le- están destinados para la con-
yes se dirijen á este objeto. servación de la vida de otros
Una materia pegajosa, resisten- muchos animales , y son el pri-
te y tenaz fija los huevos de mer alimento de los pájaros;
los insectos en aquellos puntos desde el principio de la prima-
donde se implantan. L a s llu- vera se construyen los nidos;
vias, los vientos, las tempesta- donde deben nacer, formados
des, nada puede desprender- de la suave pelusa que con-
los. Un leve plumage cubre tienen las precoces semillas de
a los mas delicados huevecillos, los sauces y álamos. Todos e s -
los resguarda de los fríes r i - tos trabajos preliminares está»
gorosos, y en este estado per- tan combinados , que en el
manecen hasta que nace la planta mismo instante que sale el p á -
que ha de nutrirlos. S i observa- jaro del huevo, destruye á los
mos las yemas folíferas que nos brugas, gusanos y larvas que
resentan la encina y el álamo en gran número se disputaban
lanco, las veremos poco antes de la destrucción de las hojas. Así
su desarrollo rodeadas de una el pajarillo nace cuando la na-
multitud de huevecillos; luego turaleza le ofrece alimentos que
que estas yemas se abren y que convengan á su tierna edad;
las hojitas que contienen se de aquí el porque la reproduc-
desplegan ,. los insectos conocí- ción de estos seres no aconte-
dos con los nombres de larvas, ce sino cuando ya la naturaleza
rompen la cascara que los en- ha construido los nidos para el
cerraba: estas hojitas tiernas y fruto de sus amores y prepara-
suculentas les prestan un ali- do una abundante nutrición pa-
mento relativo á la delicadeza ra la primera edad de su vida.
de su primera edad, y cuando
se hacen mas coriáceas y du- Si estendiendo mas estas con-
ras , entonces tiene el in- sideraciones fijamos la atención
secto mas fuerza para roerlas. en los grandes animales, vere-
mos que en aquellos que pacen,
Los insectos no nacen todos la época de la cópula, de la fe-
en una misma época; sin duda cundación, de la carnada y de
porque no se nutren de las # l a lactancia corresponde á una
30
estación en la. cual puede el cor- mavera ; inducciones que pare-
derillo, la cabra y el cervati- cen patentizar los monumentos
llo , comer la fresca yerva de antiguos de la naturaleza.
las praderas tan luego como de- En efecto si ecsarnínamos las
jan de nutrirse con leche; mien- capas eschitas ocultas en el s e -
tras que en los animales car- no de la tierra , descubriremos
nívoros, que no abandonan los vestijios de vejetales que per-
pezones de su madre sino cuan- miten conocer, sino la especie,
do ya pueden beber la sangre y al menos la familia á que per-
devorar las carnes , en estos la tenecen: en otros sitios mas par-
cópula no tiene tiempo deter- ticularmente en los bancos de
minado. Ejipto, se ven enterrados e s -
La renovación de los seres, á queletos de peces, quijadas,
cada primavera ; el orden su- vértebras , dientes, despojos de
cesivo de la reproducción, em- animales marinos, fluviales ó
pezando por los vejetales, pa- de los que viven de vejetales,
rece indicarnos el de su pri- colmillos, fémures de elefantes,
mera creación: todo nos in- de rinocerontes, cuernos de bú-
duce á creer que las plantas falos y siervos, &c. Entre es-
cubiian la superficie del globo tos restos ninguno bai perte-
mucho tiempo antes que estu- neciente á los animales carní-
viese poblada de animales. L a voros ni aun al hombre ; lo que
naturaleza preparaba en silen- hace presumir, que la creación
cio su vasta mansión, la proveia de este como la obra mas per-
de todo cuauto habia de ser ne- fecta de la naturaleza es mui
cesario para sostener la vida de posterior á la de los demás a-
los seres que iba á colocar en nimales.... Terminaré aquí es-
?lla ; asilos seguros , hermosas tas consideraciones, no sea que
florestas, materiales abundantes enajenado por ellas, traspase
nutritivos, nada faltaba á nin- los límites de mi principal ob-
gún ser desde el momento que jeto.
recibía su ecsistencia. Los gu- El hombre entre todos los
sanos, los insectos, los animales animales es el único que pue-
acuáticos fueron sin duda los de gozar del hermoso espectá-
primeros que vivieron; apare- culo de la naturaleza , compre-
cieron en seguida los pájaros,
der la admirable obra de la
que revoloteando por los aires
creación, estudiarla en particu-
interrumpían con sus cánticos
lar y en sn conjunto. La a-
el silencio de la naturaleza. Mu-
menidad de los prados, las ri-
cho tiempo antes que los anima-
les carnívoros, viven aquellos que sueñas márjenes de los rios , el
pastan apacible las yerbas de las verdor de los campos , han sido
praderas, sin temer el diente en- creados para él, pues solo él dis-
sangrentado del animal carnívo- fruta con su delicado olfato del
ro que le sucede en el oríjen suave aroma de las flores, con
de su vida; así Jo deducimos su vista de la elegancia de sus
al ver la aparición sucesiva de formas , de la variedad de sus
los seres animados en cada pri- colores. ¡Quién sino él se con-
mueve lleno de un sentimien-
31
to relijioso al aspecto de una an- hombre; el hombre, jefe de to-
tigua selva. Si la mariposa sal- dos los animales á quien todo se
ta de flor en flor en nuestros le humilladero que es mil veces
jardines no lo hace por go- mas desgraciado que la mayor
zar, admirando el esplendor de parte de seres sometidos á sü
esta variedad tan seductora de dominio.
colores y formas, sino por chu- Para compensar muchas veces
par el néctar y colocar allí su esta suerte del hombre social y
posteridad. Si la abeja se pre- distraerlo de sus vehementes
senta en los llanos lloridos, es pasiones, seria bastante que dis*
solo para recojer la cera y la frutase de los placeres puros y
miel; si el pájaro se alegra á simples de la naturaleza,enseñán-
la sombra de los árboles, es so- dole en ella esas secretas fuentes,
lo porque encuentra allí su se- encantos de las almas sensibles,
guridad , un asilo ó alimento. que convierten en reales senti-
¿Pero por q u é fatalidad aconte- mientos las primeras emociones
ce que el hombre á quien la que solo habían afectado sus sen-
naturaleza ha concedido los ma- tidos. ¡Qué dulzura se siente á la
yores bienes sea al parecer el vista de una simple rosa colocada
que goce menos? E s porque el en la frente de una joven ! Qué
animal se limita solo á satisfacer emociones producen las flores,
sus necesidades naturales. Di- aun las mas comunes, en cier-
choso el pájaro que en las flo- tas épocas de nuestra vida ! Qué
restas ó en la soledad de las recuerdos tan deliciosos nos pro-
selvas , respira un aire puro, porcionan estos paseos cam-
donde canta sus amores, y don- pestres que frecuentamos, ya
de se le oponen tal vez rivales, para gozar de un aire suave,
pero no leyes ; sus necesidades ya de la verdura ó de las flo-
son satisfechas tan pronto como res. ¡Qué placer al encontrar
sentidas; si peligros le amena- la blanca espina florida, al cojer
zan, los ignora; si se le presen- la rosa llena de órganos defensi-
tan, los evita; lo presente l e a - vos, y al sentir la fragancia de
legra, lo porvenir no le espan- la encantadora violeta! No hai
ta ; goza de libertad, de este planta que no nos recuerde un go-
gran beneficio de la naturaleza ce de nuestra primera edad; la
que e'l encuentra sin buscarlo, primavera vivifica los campos;
y el hombre lo busca y no lo la zarza con sus suculentas hojas,
encuentra. la fragante fresa, la sabrosa ave-
llana, la madre-selva confun-
Ignoramos hasta que punto
diendo sus floridas ramas con
los animales tienen conciencia
las del olmillo, la amapola y la
de sus goces; pero la viveza
coronilla compañera de las mie-
de sus movimientos, sus alegres
ses, todas llaman la atención del
juegos, su salud continua, ma-
joven, escitan la imajinacíon del
nifiestan mui bien que ellos sien-
poeta. En fin, las flores ora a-
ten tanto como su organización
dornan en elegantes festones las
se lo permite. No me atreve-
salas destinadas á una fiesta, ó
r á a comparar esta ecsistencía
se derraman con profusión en
apacible y tranquila con la del
32
nuestros banquetes , ora pen- cepas; otras calcula la época
den del seno de la vírjen , o- en que la hoz debe cortar la
ra ciñen la frente de los ven- espiga para recojer el grano.
cedores. Dichosa juventud jo- Estas ricas producciones qne
jalá sean ellas siempre el em- el jenio del hombre ha sabido a-
blema de vuestras victorias; lle- propiarse á sí mismo, le pro-
vadlas sin remordimiento • e - porcionan grandes goces; ¿ p e -
llas podrán habernos costado su- ro son tan puros, tan dulces c o -
dores pero nunca lágrimas ni mo aquellos otros sentimien-
sangre. tos? ¡Cuántas veces las pasio-
Las flores han adornado nues- nes humanas son las que figu-
tra cuna y cubrirán también ran! Para gozar completamen-
nuestra tumba, como si debieran te de los beneficios de la na-
por su esplendor encubrir el turaleza, seria necesario recibir-
horror de nuestra destrucción. los tal cual nos los presenta; ol-
Compañera de nuestra ecsisten- vidar todo bíteres para penetrar
cia participan en cierto modo de este modo la grandeza del
de nuestras afecciones; embelle- espectáculo del universo.
cen la primavera de nuestros Estas son pues las relaciones
dias y calman nuestro dolor, habituales y numerosas estable-
la guirnalda colocada en el ara cidas entre los goces, las nece-
del himeneo señala nuestra di- sidades del hombre y las plan-
cha: el negro ciprés anuncia el tas. U na admiración vaga y po-
término de uuestra ecsistencia. co jeneral se hace un tormen-
Tal es la causa de esta cal- to para el espíritu humano;
ma secreta y poderosa que nos un sentimiento inquieto de c u -
induce á gozar de los campos; riosidad-le induce bien pronto
tal es la relación qne ecsis- á querer conocer profundamen-
te entre el hombre y las plan- te el objeto de su admiración;
plantas ; otra hai aun mucho de aquí nació el estudio de la
mas interesante. Unas nos dan botánica. Como ella debe ser
alimentos, otras materiales para interesante en sus descripcio-
nuestros vestidos; suplen el calor nes, este estudio que se refiere
que el sol conduce á otros cli- á los grandes fenómenos del u-
mas; con ellas se fabrican nues- niverso, que se identifica con
tros edificios y gran número de nuestras mas dulces costumbres,
muebles, de instrumentos útiles nos conduce de belleza en b e -
y cómodos. lleza y nos transporta en cierto
Pero las plantas no siempre modo á un nuevo mundo que ha-
sirven de recreo al hombre , al- bitamos sin conocerlo, y que nos
guna vez cscitan su interés, ha- pesa conocerlo tan tarde! Si la
ciéndolas objetos de especulación senda que vamos á recorrer está
é industria ; ya cuenta cuan- algunas veces erizada de espinas;
tos árboles podrá derribar ca- si la antorcha que debe aclararla
da año; ya espera la época en alguna vez se oculta , acaso es
que debe podar los árboles; o- porque la naturaleza tiene mister
tras veces piensa derribar las rios que no quiere revelar.
tamas que se mezclan con las
33

CAPITULO QUINTO.

De los órganos estemos de los vejetales* Del tejido


celular y reticular.

S A P E R A S el hombre se ha- las distintas partes de los v e -


lla iniciado en los misterios de jetales. Cuanto dejamos es-
la naturaleza, mil objetos que puesto entra en la formación de
poco ha le eran indiferentes esci- los órganos primitivos de las plan-
tan sobre manera su curiosidad. tas, los cuales se hallan tan con-
Ye' una planta, y hasta la mas fundidos, que no nos es dable
pequeña p á r t e l e causa admira- descubrir á primera vista su for-
ción. ¡Que inagotable fuente ma y acción.
de sublimes ideas es el estudio Todo es misterio para el hom-
de esta ciencia que abraza ob- bre : y cuando quiere conocer
jetos tan admirables! Si fi- las causas de los fenómenos que
jamos la vista en la organización admira, se vé obligado las mas
de la madera, acaso preguntare- de las veces á suponerlas. De
mos: ¿qué son estas capas con- aquí nacen distintos sistemas y
céntricas delineadas sobre su multitud de opiniones que nos
corte horizontal; qué estos ra- apartan mucho de la verdad, so-
yos diverjentes saliendo de su bre todo cuando se trata de ob-
canal medular y confundiéndose servaciones delicadas que ecsijen
con las capas corticales de la el socorro de instrumentos óp-
circunferencia; qué este otro ticos. Para observar bien con
orden de capas parecidas á las estos es preciso que sean perfec-
hojas de un libro; qué ese liquido tos, que se bailan manejado con
y mucosidad que las baña; qué e- frecuencia, que los objetos, es-
sa membrana delgada y diáfana tén bien preparados ; y como
que las cubre y esa hermosa red tales circunstancias no son fá-
desenvuelta en medio de la subs- ciles de reunir siempre, es ne-
tancia blanda y verde de las ho- cesario atenerse al dicho de o-
jas? Todas estas cuestiones se tros observadores. Comprome-
desenvolverán en tratando de tido es liar ciegamente en su
6
34
autoridad de ellos; por esto no des, y. entonces conservan el
hablaremos sino de aquellas c o - nombre de vasos. (1) Estas
sas accesibles al sentido de la mismas fibras forman en el
arista, dejando á otros el cargo cuerpo de las hojas una red
de combatirlos sisjtcmas. de -mallas mui anchas; las mas
Los órganos de las plantas, gruesas tienen el nombre de
están compuestos de sólidos y nervios y las mas finas el de
líquidos. Los sólidos forman venas.
un tejido ^en el que se obser- Los órganos de la segunda
van dos modificaciones. L a pri- serie llenan ei intermedio entre
mera la constituyen filamentos las fibras y mallas : son vesí-
prolongados, que se cruzan in- culitas que tienen también el
distintamente, se entrelazan, ra- nombre de utrículos y células,
mifican y anastomosan forman- y el conjunto tejido celular, (ni.
do capas superpuestas, que se pa- 1 íig. 1, 2 , 3). Según el inje-
recen á una red de mallas mui níoso Grcw, aquel se parece, vis-
desiguales y mas ó menos apre- to con una lente, á la espuma
tadas; esta se llama tejido vas- jabonosa. Las paredes de las
cular ó reticular (pl. 2, fig. 7, 3 células están formadas de pelicu-
representan una hoja de enci- lillas, y se conocen con el nom-
na y el fruto de la datura e,s- .bre del tejido membranoso; u—
iramoiuum) : se encuentra en 4ias están vacias, y otras con-
Jas capas de la corteza de los -tienen una substancia blanda,
vejétales leñosos; las cuales se verdosa, blanca, amarilla ó roja
.separa u con facilidad en los .según la naturaleza de los ju-
troncos viejos ó en los que se gos propios; en las hojas forma
maceran. Los filamentos de -el parmquima y en los frutos la
esta especie pertenecientes aJ pulpa. S e cree que las pare-
tilo están destinados para hacer des esternas de este mismo te-
sogas; y los que tiene el cáña- jido dan oríjen al epidermis, mem-
mo y el lino para fabricar te- brana delgadísima que cubre
las y cordeles. El tejido vascu- ;el esterior de todas las partes
lar ecsiste en toda la madera, es de los ve jétales. Se cree que
mui apretado, duro y forma la médula contenida en el canal
las vetas que se vén cuando se central ó en otra parte de la
corta loujitudíualmente ; estos planta está formada de tejido
filamentos tienen el nombre .celular.
de fibras ve jétales, nombre mui Esto es cuanto la simple vista
impropio, pues ni su estructura, puede descubrir de la organi-
ni sus usos son semejantes á zación interna de los vejétales.
los de los animales. Estas su- ¿Pero, con estos descubrimientos
puestas fibras están compues- podremos juzgar con esactitud de
tas de una reunión de vasos las funciones vejétales? no por
tan finos, que á prirnera vis- cierto. S i , apesar de lo que he
ta parecen un solo filamento,
Romo en el cáñamo y lino; sin (1) Para no separai-se del lengua?
je admitido creo q u e debe conser-
embargo, muchas veces se sepa- varse el nombre de libras á los vasos
ran en uua de las estremida- reunidos en paquete».
í
35
dicho mas arriba, quisiésemos vencer; cuando únicamente o-
adquirir ideas mas estensas tcn- bra esta , entonces sus divi-
driamos que entrar por un ins- siones horizontales y vertica-
tante en esc mundo casi invisi- les afectan la forma de eesá-
ble , donde el ojo por sí solo gonos regulares , como los al-
nada puede alcanzar. Sírvan- veolos de las abejas; esto lo ve-
nos de guia las sabias lecciones mos comprobado con frecuen-
del profesor Mirbel, fundadas en cia en el centro de la médula,
observaciones repetidas y h e - en las raices y frutos carnosos
chas con el mayor cuidado. Yo ó pulposos.«
referiré aquí las espresíones del «Las paredes de las células
autor, que reúne á un buen es- son tan delgadas y trasparentes
píritu de observación, el talen- como el cristal,- tienen muchos
to de presentar sus ideas con ele- poros ( pl. 1 , fig. 1) cuyas a ver-
gancia y claridad. turas son mui peque ñas: otras ve-
«La substancia de los vejeta- ces presentan hendeduras trans-
Íes está compuesta dice M. versales ( pl. 1, fig. 2 ) tan mul-
Mirbel (1) de un te/ido mem- tiplicadas en algunas especies de
branoso, celular,y continuo mas plantas, que las células forman
ó- menos trasparente. L a mem- un verdadero tejido reticular,,
brana que forma el tejido mem- como la médula de JSelumbo.
branoso tiene un espesor que va- «Es de notar que en jeneral
ria según la naturaleza particu- los poros son muchos y coloca-
lar de las especies y la edad de dos transversalmente, cuando las
los individuos ; tiene unos po- células son muí oblongas; y por
ros visibles, y otros no, rodea- el contrario, son pocos y disper-
dos algunas veces de hacecillos sos cuando es corto el diámetro
espesos y callosos que se des- de las células, é igual en. todos-
prenden á la sombra.« sentidos. El tejido celular r e -
«Para demostrar con claridad cibe Huidos y los trasmite con
las distintas modificaciones del lentitud; el regular y poco po-
tejido membranoso , lo dividiré roso forma casi toda la médula
sistemáticamente en dos árganos y corteza; cesiste con abundan-
elementales: 1.° el tejido celu- cia en los dicotilcdones gruesos,
lar, 2.° el tejido vascular. E l en las raices carnosas, frutos
primero está compuesto de cé- pulposos & C . ; macerado enagua
lulas contiguas y cuyas paredes se altera y destruye fácilmente.
son comunes (pf. 1, fig. 1, 2, 3). «Las láminas leñosas de los
Estas células tiran á dilatarse dicotiledones y los filetes también
en todo •sentido, pero como es- leñosos de los monocotiledones
tán comprimidas por las adya- están formados en gran parte
centes, y muchas veces por las por el tejido celular , que es
partes sólidas del vejeta!, de a- mui prolongado , y representa
quí el que su forma depende tubitos paralelos entre sí; por lo
de la resistencia que tienen que que se llama tejido celular pro-
longado (pl. 1 fig- 4). Sus pa-
redes son gruesas, casi opacas,
• /"U Elementos de Fisiolojia véje-
la!, & c T o m . 1, p á j . 27. horadadas "de poros mui finos;
3G
Jas lamíais de los árboles viejos nes principales en los vasos de
a
tienen obstruidas sus cavidades; las plantas: 1. los vasos en for-
este tejido que forma la parte ma de rosario ó moniliformes:
a a
mas sólida de los vejétales no 2 . vasos porosos: 3 . vasos hen-
a
se disuelve en el agua. didos 6 falsas traqueas: 4 . tra-
a a
«Los rayos medulares que se queas : 5 . vasos mistos ? 6. va-
ven en el corte horizontal del sos propios.
tallo de los dicotiledones, están « 1.° Los vasos -en forma de
formados casi siempre por una rosario (ni. 1 fig. 13), son tu-
serie de células prolongadas del bos porosos, angostados de tre-
centro á la circunferencia, las cho en trecho y separados por
cuales se abocan con los vasos diafragmascribosos. S e encuen-
del tronco por medio de los po- tran con frecuencia en las rai-
ros. ces, en el arranque de las ra-
«El tejido celular regular, se mas v de las hojas; ellos condu-
dilacera fácilmente , lo que da cen la savia del tronco por los
lugar á espacios vacios mas ó gruesos vasos á las ramas.
monos grandes en el vejetal, que 2.° Los vasos porosos (pl. 1
se llaman lagunas (pl. 2. fig. 3): fig. 5, 6), están llenos de po-
ecsisten con especialidad en las ros colocados transversalmente;
plantas acuáticas, y dispuestas ecsisten en todas las partes del
con tal simetría, que losbotánicos vejetal en que circula la savia
poco hábiles las han considera- libremente, como en el cuerpo
do corno siendo la estructura de las raices, la madera de los
primitiva del vejetal. En la ty~ tallos, y de las ramas, en los
phea nymphxa ¿ c e , se ven con gruesos nervios de las hojas ¿ c e :
la simple vista ; por lo regular estos vasos no son continuos; se
no contienen sino aire , lo que separan, se ocultan, se reúnen,
puede ser mui útil para las plan- v por último terminan en te-
tas acuáticas, cuyo tejido se al- jido celular.
J
teraría con mas facilidad, mien- 3. Las falsas traqueas ( pl.
tras mas fuese la cantidad de a- 1, fig. 7, 8) , son tubos coii
gua que lo penetrase. hendeduras transversales ó con
«El tejido vascular está com— poros anchos; se diferencian
presto de tubos, ó vasos de las de los tubos porosos por un li-
plantas , que asía sloiuosándose, jero matiz ; ecsisten en la m a -
¿ O r i n a n una red. La cavidad es dera y con particularidad en la
cilindrica, oval, ó angulosa; lle- floja; son, como las traqueas lo?
va,i á todas lar, partes del veje- principales canales de la savia,
ta! ei aire y los otros fluidos ne- los cuales la conducen de una
cesarios para su vejetacion; sus estremidad del vejetal á otra y
paredes están afretadas v son la esparcen por los poros á todas
gruesas y poco transparentes; es- sus partes. Guando las hende-
te tejido tiene células mui lar- duras de las falsas traqueas son
gas, sembradas de aberturas la- mui prolongadas, cada uno de
terales que dan salida á los Hui- los vasos parece compuesto de
dos. una serie de anillos colocados
«о с conocen seis modificacio­ unos sobre otres.
37
« 4.° Las traqueas ( pl. 1, fig. nudo de la rama con el tallo,
9, 10) son láminas angostas, pla- el cual recorre en forma de tubo
teadas, elásticas , arrolladas en poroso, y se esparce hajo la de
espiral , cuyos bordes se tocan traquea, por los nervios de las
sin dejar espacio entre sí, y so- hojas, venas de los petalos y fi-
lo se adhieren por sus cstremi- lamentos de los estambres. Las
da&es; sin embargo, no son sino traqueas caminan casi siempre
modificaciones de las falsas tra- en linea recta; los otros tubos se
queas; ecsisten en los tallos di- encorban de un lado á otro; to-
eotiledones , al rededor de la dos terminan en sus estremida-
medula, y en los monocotiledo- des en tejido celular, de suerte
nes en el centro de los filetes que en el epidermis pierden al-
leñosos: jeneralmente se des- gunos la forma de vasos.«
a
arrollan en las partes tiernas, « 6 . Los vasos propios"(pl. 1,
cuvo crecimiento es rápido;con fig. 4 ) , en cuyas paredes no
la edad no desaparecen, pero se descubren poros , ni hen-
si se obstruyen por efecto de la deduras, contienen jugos acei-
nutrición: no ecsisten, ni en la tosos, resinosos , &c. propios á
-corteza ni en las capas anuales; y cada especie de plantas; ecsisten
en las raices rara vez. El medio en la corteza, en las hojas, en
mas sencillo para observarlas, las corolas & c : se conocen dos*'
es arrancar una rama tierna, especies; los solitarios que son
desgarrar una hoja ó un petalo simples reservorios de los j u -
sin esfuerzo, y como las tra- gos propios, y los fasciculares
queas se estienden , quedando formados por el conjunto de
adheridas por sus estremidades tubitos colocados paralelamen-
á cada una de las porciones te y diseminados en el teji-
que se han dividido, fácilmente do celular de la corteza (pl.
puede estudiarse su estructu- 2, fig. 1). Los vasos propios del
ra. Hai traqueas espirales,,do- cánamo y de la asclepias.siria-
bles, triples, cuádruples &tc. El ca son de esta especie. No to-
plátano tiene muchas traqueas das las plantas tienen vasos pro-
que se han tratado estraer para pios. Estos son visibles en los
fabricar telas. Se pueden ob- tallos tiernos pero desaparecen
servar mui bien en las hojas á medida que la madera a d -
del yanten, de la escaviosa &c. quiere consistencia.«
« 5.Í? Los vasos mistos (pl. 1, «A fin de conocer la disposi-
fig. 11) son alternativamente po- ción de estos órganos, que difí-
rosos, hendidos, arrollados en es- cilmente vemos con la simple
pira!, por lo que parecen par- vista, y de poder concebir sus
ticipar de las cuatro especies funciones , es necesario valerse
precedentes. Muchas veces un de las observaciones microscópi-
mismo tubo, presenta las dis- cas que han hecho célebres
tintas formas que hemos des- prácticos, los cuales han encon-
crito, según el órgano que re- trado estas dos clases de órga-
corre; así una traquea del tallo nos conocidas con el nombre
se hace en la raíz vaso á modo ,de tejido vascular y tejido ce-
de rosario, falsa traquea en el lular, que M. Mirbel, tan jui-
38
ciosamente ha considerada como del centro de la circulación. E s -
una simple modificación de tm te esperimento comprueba, q u e
solo órgano, el tejido membrano- la savia, absorvida por las raices
so, compuesto de células mui ó las hojas, se eleva ó descien-
pequeñas en el tejido celular, de por los tubos grandes, y se
prolongadas y en forma de va- esparce lateralmente por los po-
sos en el tejido vascular ( pl. 2, ros.»
fig. 1, cortada horizontalmente Antes de pasar mas adelante,
de la asclepias fructicosa; fig. 2 debemos decir aquí algo sobre
cortada verticalmente de una ra- una grande división de las plan-
ma tierna de la savia hispánica). tas en monocotiledoms y dicoti-
Estas dos clases de órganos no ledones, aun cuando lo haremos
parecen se diferencian sino por después con mas estension. S i
su forma. Sus paredes tienen luego de macerar e n a g u a por
una niisma naturaleza. Los va- algún tiempo la semilla de una
sos no son órganos aislados des- baba ó habichuela, separamos
tituidos de tejidos, sino forma- sus cubiertas , encontraremos
dos por él; sus paredes son co- dos cuerpos carnosos , fariná-
munes con las de las células ceos , aplicados el uno al otro,
que tienen en contacto; en l i - y unidos solamente por el pun-
na palabra , un vaso es una cé- to donde se encuentra el jér-
lula prolongada, tubulada y no men de la plantita, cuya parte
un vaso propiamente dicho, en inferior, la radícula ó el cuerpo
%Sk un verdadero tubo , espre- radicular, es saliente hacia fue-
sion que M. Mirbel sustituye á ra, mientras que la parte supe-
Ja de vaso* Las fibras son tu- rior , la yemecilla está encer-
J>os ó vasos obstruidos , que han rada en los dos cuerpos carno-
adquirido consistencia á favor sos ([iie se llaman lóbulos ó co-
de las moléculas alimenticias; tiledones. Las plantas cuyas s e -
las células comunican con los millas tienen estos dos lóbulo*
tubos, estos con las células por se llaman dicotiledonadas ó bilo-
medio de los poros, cuya exis- buladas; son las mas abundan-
tencia no puede negarse , pues tes. L a s q u e no tienen mas que
está probada la transfucion de uno se llaman monocotiledona das;
los Huidos colorados de una cé- ó unilobuladas como las semi-
lula en otra, y de los tubos en llas del trigo, avena & c , y en
las células. jcneral Ja de todas las gramí-
«Cuando se sumerje, dice M. neas, palmeras, y liliáceas.
Mirbel , una de las estremida - Estos lóbulos ó cotiledones tie-
des de una rama tierna cubier- nen tal influencia sobre todas
ta de hojas , en un líquido co- las partes del vejetal, que es f á -
loreado , es absorvido este y se cil, por solo el aspecto de una
ve pasar á la rama, por la co- planta , conocer si pertenece á
loración que toman los vasos; la clase de monocotiledones ó di—
también se observa, que el te- tilodones; cuando tratemos de la
jido vecino se colorea formando organización interna y de las-
una aureola, que va desapare- partes esternas de los vejétales,.
ciendo, á medida que se aparta presentaremos estas diferencias;.
39
aquí solo hablaremos de una ter- mas esteriores, obtendremos pri-
cera división, las acó tile donadas, mero lasque peí fenecen á la cor-
en las que se colocan las plan- teza , las cuales son delgadas, re-
tas privadas de cotiledones; es- ticulares:, siguen á estas otras
tas son las mas sencillas; se de mallas mas pequeñas y mu-
componen solamente de tejido cho mas en la albura. La ma-
celular, y parece no tienen va- dera en su corte vertical, no pre-
so* , por lo cual se las llama ve- senta sino venas prolongadas en
fetales celulares, cuya fructifi- distintos sentidos.
cación apenas se conoce : por De este modo se presentan los
este motivo las denomina L i n - vejétales leñosos cuando han lle-
neo Crisptogamas. Los hongos, gado á su perfección; pero an-
las plantas marinas, los liqúe- tes pasan por otros estados me-
nes, los musgos <Scc., pertenecen nos perfectos , que es necesario
á esta división. conocer también ; si analizamos
Siguiendo ecsaminando el una i ama completamente desar-
corte horizontal de la made- rollada, veremos en su corte ho-
ra (pl. 2, fig. 6 ) , veremos en rizontal cuanto dejamos espuesto
su centro un eje nías ó menos (pl. 2, íig. 1, 6), pero en un esta-
espeso, lleno de médula seca (íig. do tierno, aunque suficiente para
íi, d), al rededor círculos con- darnos una esplicacion de la or-
céntricos (íig. 6, b, c, d), atra- ganización interior alterada por
vesados por lineas díverjeutesque Ja vejez. La médula encerrada
nacen del centro v concluyen en en su canal medular ocupa el
su circunferencia (íig. 6, d). E s - centro, en seguida la albura y
tos círculos son mas duros y a- la madera perfecta, poco distin-
pretados mientras mas cerca es- tas en la primera edad; por úl-
tán del centro. timo , las capas corticales cu-
Si separamos verticalmente biertas por el epidermis. E c -
por una de las estremidades es- saminaremos aisladamente cada
tas capas, comenzando por las una de estas partes.
41

CAPITULO SESTO.

De la médula.

A médula, sustancia preciosa falsas traqueas, y vasos porosos,


A manantial de vida y desarro- que se cstienden paralelamente
llo, ocupa en un canal interior en toda la lonjitud de los ta-
el centro de los tallos y ramas en llos.
las plantas dicotiledones. Aun- Solamente en este estado go-
que mui diferente de la de los za la médula de toda su activi-
animales, debe su nombre á su dad, y se conserva verde por la
situación y enerjia en el acto impresión de la luz; pero des-
de la vejetcc'on: es una modifica- de el segundo año la médula,
ción del tejido celular, del que sin revestida de capas leñosas que
embargo debe distinguirse como le interceptan la acción de los
veremos después. L a médula se a- rayos luminosos, blanquea or-
semejaal tejido celular por la for- dinariamente, se deseca y pre-
ma de sus utrículos mui variables senta grandes vacios entre sus
en verdad, pero cuyo tipo prin- membranas delgadas, plateadas y
cipal es la figura hexagona, co- diáfanas: por lo demás la m é -
mo observó Ledemuller, citado dula no es siempre verde en su
p o r M . Sennebier (1), y que M. juventud ni blanca en la vejez;
Mirbel ha reconocido después los vacios que presenta son de
en el tejido de todas las partes grandor y formas diferentes, se-
de las plantas. Eesaminada con gún las especies. Por ejemplo,
atención, la médula es una sus- en los nogales es morena ó ber-
tancia mas ó menos floja, elás- meja, y á medida que los tallos
tica, celulosa, de color verde, ascienden , se divide en tabi-
húmeda y blanda en ciertas é- ques transversos bastante regu-
pocas del año , rodeada de li- lares; tapiza en líneas paralelas
na vaina compuesta de traqueas, la superficie interior de Jos ta-
•• (Vf.í) r f • V «ODgltaft r Ofllíp Í 0 | - $ $ [ llos huecos: ofrece en la ásele.-
pias syriaca, un conjunto de
( t ) Enciclopedia fisiolójica yeie- filetes blanquizcos semejantes é
páj. 132.
42
un algodón mui fino que revis- tificándose, otras hojas y botones
te la superficie interna del ta- que desde luego pueden nutrirse
llo, & c . de donde se deduce, co- á sí mismos por la abundancia de
mo observa juiciosamente M. su médula. La de los ramos que
Desfontaines, que si se estu- los han producido , ya inútil,
diase atentamente la organiza- se altera, deseca y queda casi
ción de la médula, se podrían sin actividad ; pero antes de se-
encontrar caracteres distintos carse habia trasmitido su poten-
las mas veces preferibles á los cia vital á los botones por m e -
descubiertos en las otras partes dio de los vasos que nacian de su
de las plantas. vaina y comunicaban con ellos.
En un cierto mímero de plan- Estas prolongaciones medulares
tas, la médula, reducida al es- no se terminan todas en el mismo
tado de sequedad, se conserva año, por la producción de un bo-
también en los tallos viejos; en tón, sino que continúan prolon-
otras parece desaparecer, pero gándose en la misma dirección
queda oculta por los depósitos de año en a ñ o , se deslizan á
concretos que llenan los vacíos: través de los intersticios del
el canal medular, obstruido en- plecsus, de que están compues-
teramente y casi confundido con tos el leño y capas corticales. Co-
las capas leñosas que lo r e - mo todos parten de la vaina, se
visten , se baila entonces con- separan á medida que se aproc-
vertido en un eje central de siman á la circunferencia y se
consistencia huesosa. presentan sobre el corte trans-
L a médula, observada y s e - versal del leño en rayos diver-
guida en sus funciones cuanto gentes, como es fácil de obser-
es posible hacerlo en una ma- varlo (pl. 2, figura 6, a, b, c, d).
teria tan oscura, e s , como he L a porción de estos rayos que
dicho, el principio del desarro- atraviesa el antiguo leño pier-
llo de todas las partes de las de su actividad, y participa
plantas. En los nuevos tallos ó de la sequedad de la médula;
ramos nacientes, casi todo es mé- pero la porción mas reciente
dula: esta ocupa toda la capacidad que atraviesa las capas cortica-
del canal central cubierto por les, vive mas bien á favor de
una capa leñosa y una cortical, los jugos nutritivos de la cor-
que pocoá poco toman mas con- teza, que de los de la médula
sistencia. Del canal medular central. En las prolongacio-
salen lateralmente traqueas y o- nes , dotadas siempre de la
tros vasos que llevan consigo una facultad de terminarse por b o -
porción de médula; atraviesan tones , no los producen sino
el joven leño y la corteza, y cuando pueden horadar la cor-
terminan en un botón alimen- teza; lo que acontece con mas
tado por la médula interrnr. E s - frecuencia en los ramos jóve-
te botón produce una hoja ó nes , porque la médula inter-
un ramo, y muchas veces ambas na se halla en todo su vigor.
cosas, sobre todo en los tallos le- E n los ramos antiguos y viejos
ñosos. Estos ramos se desarro- troncos, se requiere para el
llan y alargan, suministran, for- desarrollo de los botones, cir-
43
constancias particulares , tales efecto, se presentan como lí-
como heridas en la corteza ó la neas, mientras que, en el cor-
separación de las ramas nuevas; te vertical, forman láminas y no
operación que detiene la savia filetes.
en mayor abundancia en las Nuestros buenos observadores
ramas antiguas, y les da un vi- aseguran que no se descubre
gor que la edad Labia alte- rama alguna en la masa inter-
rado. na de la médula ; que los que
Antes de todo, debo determi- se encuentran algunas veces, co-
nar el sentido de estas espresio- mo acontece en el saúco han
nes poco esactas, prolongaciones, sido des[rrej.ulidos del canal y le
filetes y rayos medulares. Con- pertenecen. El cambio de di-
viene recordar, se dijo mas ar- rección de estos vasos destina-
;

riba, que estas prolongaciones dos á producir botones y ho-


estaban formadas mas bien por jas, ocasiona en la forma ele e s -
los vasos del estuche medular, te canal, una modificación fácil
que por la médula misma. Don- de observar cuando se le corta
de quiera que estos vasos fal- transversalmente. Esta modifi-
tan y no ecsiste sino médula, no cación es dependiente de la dis-
se forman botones, ni desarro- posición de los ramos y hojas,
llo de parte alguna nueva. como observó M. L . Febuner.
Estas flores que nacen sobre M. de Beauvois ha notado que
las hojas del ruscus y sobre las el corte transversal de la vai-
de otras muchas plantas , la na medular es oblongo en el
fructificación de los heléchos, fresno cuyas hojas están opues-
¿<c. se hallan constantemente tas dos á dos ; que es triangu-
colocadas sobre las nerviosida- lar en la adelfa en que las ho-
des, que no son otra cosa masque jas nacen tres á tres, en la mis-
la prolongación y división de es- ma altura al rededor del tallo;
tos vasos, los cuales vienen ori- que este corte es pentágono
ginariamente de la vaina medu- en la encina, donde las hojas
lar, y atraviesan los peciolos y pe- son alternas y en espiral, de m o -
dúnculos. La porción del tejido do que se requieren cinco ho-
celular ó la médula colocada en jas para hacer la vuelta com-
las mallas de laj redecillas de las pleta del tallo.
hojas, tallos y otros órganos, no Ahora reasumiendo todo lo que
produce botones estando sepa- he dicho sobre la médula, ecsa-
rada. Se deduce que esta es- minemos en qué difiere de este
presion de prolongaciones me- tejido celular que le debe su o-
didores es poco csacta, y pue- ríjen, y ocupa las demás partes
de inducir á error, pues que es- de las plantas. Si la considé-
tas prolongaciones traen su orí- relos separadamente, esto es, de
jen de los vasos de la vaina, su vaina, es indispensable con-
y uo únicamente de la médu- venir en que no hai diferencia
la central; se las nombra filetes alguna, y que las espresiones de
v rayos medulares cuando" se las tejido celular y médula son si-
considera sobre el corte hori- nónimas; pero reservando la úl-
zontal de un ramo, donde en tima espresion para la médula
44
central esclusivamente , la con- mar tendrán su oríjen , no en el
sideramos como una modifica- centro sino mas prócsimo á la
ción del tejido celular, que o- corteza: tales son estos botones
cupa , en los dicotyledones , el latens que no se desarrollan en
interior de una vaina central los troncos y gruesas ramas si-
compuesta de vasos porosos, tra- no en circunstancias particula-
queas, falsas traqueas, que tienen res, y cuvo oríjen se refiere á
con la medula paredes comunes; la médula central á pesar de su
veremos en seguida una parte de poca actividad en la porción le-
estos vasos cambiar de su direc- ñosa del vejetal.
ción vertical, prolongarse late- Reconocido que la ecsis-
ralmente hasta la corteza, llevan- tencia de los botones produci-
do consigo una porción de médu- dos en las antiguas ramas por
la, terminarse por rudimentos de las prolongaciones medulares es
botones, de los que solamente se independiente del estado de la
desarrollan mui pequeño núme- médula central y que basta
ro, mientras que los otros p a - la sabia de las capas corticales
recen estar reservados por la para alimentar estos botones, se
naturaleza para reparar la pér- concebirá sin trabajo como e c -
dida de los primeros. Estos va- sisten árboles gruesos cuyo in-
sos, no terminados en botones terior se halla completamente
desarrollados, continúan prolon- destruido, y del que no queda
gándose de año en año á través mas que una débil porción de
del leño y corteza, y forman las parte blanda y de las capas cor-
llamadas prolongaciones medu- ticales: es evidente que enton-
lares , cuya parte mas activa y ces las prolongaciones medula-
viviente es la corteza, mien- res, dimanadas del canal cen-
tras que la qué atraviesa el le- tral, conservarán en la corteza
ño se halla casi en el mismo su facultad productora, aunque
estado que la médula central; la médula y el leño estén des-
esto es desecada y sin activi- truidos desde largo tiempo.
dad. S i al cabo de algunos a- Ademas su posición en el cen-
ños estas prolongaciones vienen tro de los tallos, y adherencia
á producir un botón y por con- con los vasos particulares que
secuencia un nuevo ramo , se- la rodean, la médula propiamen-
rá fácil de reconocer sobre el te dicha es también caracteriza-
leño hendido en su lonjitud, la da de un modo mas particu-
época del nacimiento y oríjen lar por esta potencia activa, que,
de estas ramas. Las produci- con ayuda de las prolongacio-
das sobre un tallo ó rama de un nes medulares, produce y des-
año, parten inmediatamente del arrolla todas las demás partes de
centro del tronco con el que las plantas, de que un botón es
forman un ángulo mas ó me- siempre el oríjen. Entre estas
nos abierto; las capas leñosas diferentes partes, las mas son
que las cubren han tomado la susceptibles de un desarrollo en
misma dirección. Si los boto- algún modo indefinido, tales
nes se presentan sobre ramas son las raices, tallos, ramas, &cc.;
antiguas, las que habrán de for- las otras lo tienen determinado
45
determinado: en ellas se detie- no deba primitivamente su orí-
ne toda potencia espansiva de la jen á la médula central, cual-
vejetacion, no pueden desarro- quiera que sea el estado del ve-
llarse mas allá de los límites jetal?
que la naturaleza lia fijado pa- A la verdad , Linneo sospe-
ra su crecimiento. Una hoja chaba, según Haller, que las nue-
no produce otra , ni un cáliz vas capas de leño, que se for-
otro, i k c : estos órganos tienen man siempre por fuera de las
otro destino. Aunque en ellos antiguas, comprimiendo á aque-
se encuentra, como en los tallos, llas mas y m a s , apretaban al
un tejido celular , traqueas y mismo tiempo el canal medu-
falsas traqueas que forman las lar; que entonces la médula
nerviosidades, la naturaleza los procuraba escaparse por las ma-
ha privado, escepto en casos lias del leño, y que así se for-
SÜtili raros, de la facultad de pro- maban las prolongaciones me-
ducir botones. Las pretendidas dulares. Observaciones moder-
hojas de la higuera de Indias y nas han hecho desechar esta
muchas otras especie de cactus opinión. Estas ^prolongaciones se
no son, como se sabe, sino ta- deben, corno hemos visto mas
llo? aplanados. arriba, á los vasos que apartán-
La médula central es pues el dose de la vaina, toman una di-
¡manantial y primer oríjen de to- rección lateral y se terminan en
do el crecimiento del vejetal: la corteza: por otro lado, Kuight
sin ella no hai desarrollo ni v e - ha notado que el canal medular
jetacion. Algunos autores mo- no esperimentaba estrechamien-
dernos no están conformes con to alguno : que conservaba el
Linneo en considerar á la medu- mismo calibre aun en las ra-
la como el principio de lajuerza mas viejas: observación que des-
vital. Citan contra esto el ejem- pués ha sido confirmada por M.
plo de ciertos árboles que veje- du Petit-Thonars.
tan con vigor, aunque su tron- Para conocer la influencia de
co esté, por decirlo así, reduci- la médula en el desarrollo de las
do á la corteza; pero por ven- plantas, se la lia sacado de m u -
tura Linneo, a! considerar ia mé- chos árboles frutales: unos han
dula como principio de ¡a vida perecido en esta operación , o-
en el vejetal, quiso hablar de la tros han seguido viviendo; pero
médula antigua de los tallos y no se ha dicho cuales fueron las
ramas, seca ya enteramente y brancas privadas de médula. S i
casi sin influencia en la vejeta- eran las antiguas debía esta ha-
cion? Antes de perder su acti- llarse desecada, y por consiguien-
vidad, no la ha trasmitido á las te era inútil ; si eran las del
nuevas ramas? No dejó en las ca- año, debían perecer necesaria-
pas corticales la estremidad de
mente; en fin, sí era la médula
esas prolongaciones que alimen-
del tronco, este se hallaba en-
ta la savia , y que para suminis-
tonces en la misma situación que
trar botones, solo espera circuns-
aquellos árboles cuyos leños h e -
tancias favorables? En fin, hai
una sola parte en la planta que mos visto mas arriba destruidos
casi hasta la corteza. Estos es-
46
perimentos son poco satisfacto- tervalos están ocupados por la
rios y nada aclaran respecto á médula: estas fibras se hallan
la naturaleza y funciones de la tanto mas apretadas y duras,
mé*dula. cuanto mas próesimas están á
L o que hasta ahora he dicho la circunferencia; mientras que
sohre este órgano pertenece á las del centro son mas Hojas y
las plantas tlicotiledones; vamos ílecsibles en sentido contrario
ya á considerarlo en las mo- de las de los tallos dicotiledo-
nocotilcdones. Estas, tales como nes. L a médula de las palme-
las palmeras, no tienen canal ras endurecida y desecada entre
medular, capas concéntricas, ni las fibras esteriores, no goza de
rayos diverjentes sobre los cor- toda su fuerza sino en las fibras
tes transversos: la disposición del centro; se halla mezclada
de los órganos no es la misma; con traqueas mui numerosas, que
su desarrollo por tanto es dife- se elevan con ellas en una di-
rente. Ecsaminando estas plan- rección vertical, y se terminan
tas en su oríjen, nótase que solo por botones en el vértice de los
producen desde luego una multi- tallos. Estos botones producen
tud de hojas sin tallo; al siguiente las nuevas hojas y pedúnculos
año, aparecen nuevas hojas en el de las flores. Así, en las plan-
centro de las antiguas: estas últi- tas monocotiledones, la parte
mas repelidas hacia la circunfe- mas activa de la médula ecsiste
rencia, caen así que envejecen, constantemente en el centro de
pero su parte inferior persiste y los tallos, mientras que en las
forma un anillo leñoso, que cons- dicotiledones, en las capas cor-
tituye la base del tallo; las nue- ticales : por lo demás, cualquie-
vas hojas caen á su vez y dejan un ra que sea la posición de la mé-
segundo anillo de la misma di- dula, conserva siempre el carác-
mensión que el primero: así ter distintivo, que hemos vis-
escomo de anillo en anillo, siem- to, de prolongarse con las tra-
pre de un diámetro igual, se for- queas y producir botones en
ma el tallo de las palmeras, sin circunstancias favorables : o -
ramificaciones ni capas cortica- frece también algunas modifica-
les, pero siempre coronado por ciones particulares. En los ta-
un ramillete de hojas dispuestas llos fistulosos, tales como los
cireularmente. de las gramíneas, la parte a c -
Este desarrollo , mui diferen- tiva tapiza en líneas paralelas
te del de las plantas dicotile- y lonjitudinales las paredes in-
dones, debe producir una dis- ternas de estos tallos, y, como
posición diversa en los órga- se hallan entrecortadas por nu-
nos internos. E n efecto , un dos de trecho en trecho, se esca-
tronco de palmera cortado ho- 1
pan de ellos los filetes medulares
rizontalmente , solo presenta, que dan oríjen á las hojas ó algu-
en lugar de capas concéntricas, nas veces á otros tallos. L a m é -
la estremidad de un gran nú- dula de los juncos, juncias.y de
mero de vasos ó fibras leñosas la mayor parte de las liliáceas,
colocadas irregularmente unas merece también particular a -
al lado de las otras y cuyos in- tencion. Omito aqui muchos a -
47
tros detalles, pues solo he que- los primeros capítulos, estudiar la v e -
rido presentar en este artículo jetacion en sus grandes fenómenos,
sino también procurar adquirir las re-
lo que hallaba de mas intere- laciones que la encadenan á todos los
sante sobre la médula, sobre to- demás seres. Bajo este punto de vista,
do relativamente á su acción y esta obra podría titularse: Las plan-
grande iníluencia en el acto de tas consideradas en sí mismas y en
sus relaciones con ta economía de la
la vejetacion. (1). naturaleza. Razones particulares d e -
terminaron al editor á darle otro t í -
( 1 ) Mi objeto en esta obra no es tulo.
áoianiente, como se lia podido ver en

CAPITULO SÉPTIMO.

De las capas corticales y leñosas.

.'^PBSERVACIOIÍES interesantes y estableció teorías , pero sü d e -


curiosas han sido hechas sobre mostración no es aun mas que
l a formación d e estas capas con- un problema sin solución. No
céntricas que en los tallos le- puedo entrar en la discusión de
ñosos se ven rodear la vaina las opiniones que dividen á los
medular, y q u e se distinguen, fisiólogos sobre el oríjen y for-
según su antigüedad y solidez, mación tanto de las capas leño-
en leño, albura y capas corti- sas como de las corticales: diré
cales. Remontándose á su oríjen, solamente los hechos mas im-
se reconoce que estas capas no portantes que han sido obser-
son sino modificaciones del te- vados.
ido Orgánico (reticular y celu- Así ciñéndonos á los prime-
a r ) que reviste estas formas ros desarrollos de un tallo ó r a -
por medios que no es dado mo , distinguiremos, desde el
al hombre conocer, cualesquie- primer año, y á medióla que el
ra que sean los esfuerzos que vejetal se fortifica, dos capas al
baya hecho para conseguirlo. rededor de la vaina medular, u-
Observó los hechos, pero las na interior, destinada para con-
causas le serán desconocidas; vertirse en leño, y otra esterior
48
que forma la corteza. Al ca- folia al aire y se renueva; penetra
bo de dos años, habrá dos ca- en las capas corticales, de donde
pas de lefio y dos de corteza; a- toma su oríjen ; pero á medida
nualmente se producen otras ca- que se introduce, no recibiendo
pas entre esta y el leño, y á me- mas inmediatamente la acción de
dida que el tallo engruesa, las la luz, su color verde se debilita
antiguas canas leñosas, compri- y aun desaparece enteramente
midas por las nuevas, se aprie- entre las hojas mas próesimas de
tan, endurecen y forman esta la albura.
masa compacta á que se ha dado L a reunión de las paredes rnas
mas particularmente el nombre esteriores de los utrículos que
de leño: se halla rodeada de ca- componen la cubierta herbácea,
pas mas modernas que forman forma el epidermis , membrana
la albura,, y de un tejido mas mui delgada, sin color y tras-
flojo, casi semejante al leño de parente cuando se la separa sola;
que forma parte, y del que no y si parece ,verde , ó de otro
se puede distinguir desde que color , es á causa del de las
con la edad adquirió dureza. El sustancias contenidas en el t e -
leño v albura son pues la misma jido celular. El epidermis se
sustancia: la distinción estable- destruye en los tallos viejos, cae
cida no sirve mas que para s e - como polvo, y se desprende por
ñalar el leño antiguo y el mo- láminas y pedazos; en los ramos
derno ; nadie duda su iden- jóvenes se renueva jirontamen-
tidad. No sucede lo mismo con te , continúa reproduciéndose, y
las capas corticales, que llevan toda vez que la cubierta herbá-
también el nombre de líber, y cea se destruye en los troncos
en las que se reconcentra la viejos: por lo demás , cualquie-
fuerza vital de las plantas á me- ra que sea la alteración de es-
dida que la parte inferior se so- ta cubierta ó de las capas cor-
lidifica. Guando el líber se halla ticales, la observación nos d e -
humedecido, se divide en lámi- muestra que se restablecen aun
nas delgadas, reticulares, casi cuando el leño se desnude, so-
como las hojas de un libro, com- bre todo si estos accidentes tie-
puesto de vasos dilatados, sobre- nen lugar en la época de la gran
puestos unos á otros y forman- abundancia de la savia.
do una red cuyos intersticios
están llenos de tejido celular. El epidermis no se halla siem-
pre compuesto de una sola mem-
L a capa mas esteríor del líber brana: con frecuencia se ven
está revestida de una cubierta muchas aplicadas las unas sobre
herbácea que forma la parte su- las otras, como en el álamo blan-
perficial de los tallos: es un te- co; se ha considerado también
jido celular cuyas vesículas es- el corcho como un verdadero
tán llenas de una materia verde, epidermis espesado por la reu-
resinosa, la misma que ocupa los nión de una multitud de capas
vacíos del tejido reticular en las celulares. Aunque hasta ahora
hojas v que rodea igualmente no se haya podido distinguir
los tallos, ramas y ramos. Esta poro alguno en el epidermis, es
cubierta herbácea se gasta, se es- de creer se ocultan á la debili-
49
dad de nuestros ojos é instru- interiormente entre el liber y
mentos, estando demostrado que el leño; de donde se sigue que
el epidermis, tanto el de las ho- multiplicándose, fuerzan la red
jas como el de los ramos, deja es- de las capas corticales esterio-
capar materias "viscosas, y que res y mas antiguas para alargar
á través de esta membrana pe- sus mallas, que acaban también
netran en las hojas los fluidos por desgarrarse, y ocasionan las
gaseosos que absorven y los que profundas grietas que se hallan
ecsalan. en el tronco de los árboles vie-
He hablado mas arriba de la jos, mientras que las capas cor-
diferencia que ecsistia entre los ticales mas modernas é interio-
tallos leñosos dicotiledones y los res tienen sus mallas mucho mas
monocotiledones: estos últimos apretadas; lo contrario tiene lu-
no tienen corteza; su epider- gar en las capas leñosas. L a s
mis se destruye mui rápidamen- nuevas, ó de la albura, se esta-
te y no puede renovarse; el in- blecen al esterior del cuerpo le-
terior de estos tallos no está di- ñoso, esto es, entre la corteza y
vidido por capas, sino compues- lá albura. Aumentando el es-
to de fibras en manojos y entre- pesor del leño contribuyen tam-
mezcladas de médula. Como las bién al ensanchamiento de la
hojas salen siempre del cen- red de las capas corticales, y si
tro del árbol y de su vértice, sus esfuerzos obran sobre el
no se abren paso sino compri- cuerpo leñoso lo aprietan hacia
miendo las fibras antiguas, que el centro.
se amontonan en la circunferen- E s de notar que las capas de
cia, y forman muchas veces un que hablamos son anuales, y
leño bastante claro y compac- que solo se distinguen cuan-
to por la obliteración de la m é - do se interrumpe la vejetacion
dula, mientras que las fibras en el invierno: estas capas e s -
del centro son mas flojas, la m é - tán compuestas de otras mu-
dula es mas activa. chas mui delgadas producidas
L o s tallos de las plantas her- durante el estio ; pero de tal
báceas están organizados del modo adheridas, que no se per-
mismo modo que los leñosos; cibe entre ellas ningún pun-
pero no viven lo suficiente pa- to de separación , siendo tam-
ra que sus capas interiores pue- bién difícil separarlas por el ar-
da n convertirse en leño ; todos te. Si la vejetacion fuese in-
están provistos de un canal me- terrumpida muchas veces y vuel-
dular, de capas internas que se ta á continuar otras tantas en el
harían leñosas si durasen mas, año, es de creer que al cabo se
V <le una capa cortical con un encontrarian tantas capas como
tejido celular mas ó menos a- interrupciones hubiese habido.
bundante colocado bajo el epi- La formación de las nuevas
dermis. capas es una operación sobre la
En cuanto á la producción que aun no están de acuerdo los
délas capas leñosas y corticales, fisiolojistas: la mayor parte han
la esperiencia nos ha demostra- pensado según los esperimentos
do que unas y otras se forman de Duhamel, que Jas capas cor-
50
ticales se convertían en leño. E s Tal es pues , en jeneral la
posible que tengan esta propie- constitución de los tallos l e -
dad; pero observando los resul- ñosos, formados, como he di-
tados de esta operación, parece cho, por las modificaciones de
que el cambium, esta materia un solo órgano primitivo, el te-
viscosa de que hablaremos mas jido orgánico, cuyo desarrollo y
abajo y que se muestra por fue- formas diversas hemos estudia-
ra de la albura espesándose en su do desde la médula hasta el e-
superficie , forma una capa le- pidermis. Para mavor claridad
ñosa, mientras que otra porción voi á referir en sentido inver-
del cambium que trasuda de la so las diferentes partes que cons-
superficie de las capas m a s in- tituyen el tronco y ramas de
teriores del liber, da oríjen á los vejetales leñosos.
una nueva capa cortical; estan- La mas esterior es el epi-
do demostrado como ya he di- dermis que cubre todas las o-
cho, que todos los años se for- tras partes de las plantas, ta-
m a en los vejetales leñosos u- llos, hojas, flores y frutos, que
na capa de leño y una de li- se destruye, renueva y desapare-
ber. ¿Cual seria pues la capa ce muchas veces casi completa-
de liber que se convertiría en mente en los troncos viejos; vie>-
leño? utia de las antiguas no ne en seguida la cubierta her-
puede ser , pues que son espc- bácea ó cehdar, verde, tierna,
lídas hacia fuera por las nuevas; suculenta, algunas veces mui
de las últimas tampoco, pues que delgada, que so mira con razón
se distinguen las que se han c o m o una producción de la mé-
formado en el transcurso del dula central , ó el último tér-
año; pero aquí se presenta otra mino d e estas prolongaciones me-
dificultad. En un gran número
dulares d e que se trató mas
de árboles, las capas corticales
arriba: unos autores le dan e s -
son mucho menos numerosas
clusivamcnte el nombre de cor-
que las leñosas, aun en las ra-
teza, distinguiendo en seguida,
m a s en que la corteza no pa-
rece haber esperimentado al- bajo el nombre de capas corti-
teración. S e seguiría de aquí cales, ó liber, estas láminas del-
que no se forma constantemen- gadas aplicadas unas á otras,
te una capa de liber todos los que se observan inmediatamente
años , ó bieu que se forman mas y separan con bastante facilidad
de leño , ó en fin que las ea- en ciertos árboles , principal-
pas corticales se conviertan real- mente en las ramas jóvenes, en
mente en leño? Los esperi- la época de la mas fuerte v e -
mentos de Duhamel inducen á jetacion. Las capas leñosas son
creerlo: otras consideraciones ha- bien distintas de las corticales
cen dudarlo. Estoi lejos de de- por su masa y dureza : las mas
cidirme en esta; cuestiones d e - jóvenes toman el nombre de
licadas: remito al l e c t o r a los es- albura; las mas interiores, a-
perimentos hechos por Duhamel, pretadas y compactas, el de le-
Ruight, du Petit-Tiionars, Mir- ño, en cuyo centro se encuen-
bel, iSce. tra el estuche medular , varia-
ble en sus dimensiones y forma,
51
mui notable por su magnitud pétalos.
en ciertas especies, como en el No ecsiste una sola parte de
saúco, mui pequeño en otras, y las plantas que no pueda dar
aun algunas veces difícil de dis- oríjen a otros individuos. L a
tinguir. estremidad de una rama pues-
Tal es el mecanismo, su- ta en tierra produce raíces y
blime , sencillo, admirable en por consiguiente una nueva plan-
sus resultados , que la natu- ta; las mismas hojas, sobre t o -
raleza ha colocado en éste t e - do Jas grasas y espesas, son sus-
jido membranoso , y órgano ceptibles de arraigarse. El ar-
único, cuyas modificaciones dan te ha sabido aprovecharse de
lugar al desarrollo de las diver- estas disposiciones; pero las cir-
sas partes de los vejetales, que cunstancias que acarrean esta
se comprime ó dilata , reblan- superabundancia de vejetacion
dece ú osifica , toma todas las son raras en la naturaleza : es
formas que ecsijen las diver- preciso para producirlas, la p a -
sas partes del vejetal y recibe ciencia, destreza y esperiencia
las varias impresiones de los de los cultivadores , que se a-
medios en que se encuentra. provechan de esta propiedad j e -
Casi indiferente á todas las for- neradora para multiplicar una
mas puede hacerse raiz ó rama, parte á espensas de otra, según
hojas ó barbas según las cir- la utilidad que pueden sacar de
cunstancias. ella. Ellos impiden en los árJjo-
Este tejido orgánico tiene tal les de nuestros verjeles, la d e -
fuerza vital, que si su desarrollo masiada multiplicación de las
no fuese moderado por la impre- ramas y hojas para obtener m a -
yor número de frutos , ó bien
sión de los elementos, si no fue-
suprimen estos últimos cuando
se dirijido por una potencia se-
las hojas son el objeto principal
creta según las miras incompren-
de su cultivo, como en la ma-
sibles de la naturaleza , si la
yor parte de nuestras plantas
rapidez de su vejetacion no fue- bortalizas. Estas operaciones son
se detenida y determinada, se una nueva prueba de que el t e -
vería una fecundidad en cierto jido orgánico puede producir
modo monstruosa, la cual ocasio- casi indiferentemente todas Jas
naría por la demasiada multiplica- partes de las plantas; pero la
ción de algunas partes, el naci- naturaleza se ha opuesto á e s -
miento de otras mas esenciales. te desorden, estableciendo una
Si todas las prolongaciones me- justa proporción en los diversos
dulares produjesen botones, c o - desarrollos de la vejetacion; ella
mo tienen facultad para ello ; si deseca en los antiguos estuches
los ramos se prolongasen cuanto la médula fecundante ; osifica
pudiesen , en fin si Jas hojas se en Jos árboles las capas herbá-
hiciesen numerosas, no podia ceas de los anteriores, y no r e -
esto suceder sino á espensas de serva para el mantenimiento
Jas (lores y ñutos: así es como esencial del vejetal, sino Jas
desaparecen ó quedan estériles capas corticales y la estremidad
los oréanos secsuales por la de- de Jas prolongaciones medulares
masiada multiplicación de Jos
52
embebidas en la corteza por la un estado de inercia; hemos
presencia de los jugos nutriti- procurado reconocer sus mo-
vos; allí tiene en reserva una dificaciones, atributos y posi-
multitud de botones, á los que ción; es necesario verlos en ac-
no permite aparecer hasta que tividad; tenernos que investigar
hai grandes pe'rdidas que re- los principios que mantienen sus
parar; ella ha determinado en funciones y contribuyen á su
cada especie el grandor y d e - desarrollo ; no podemos encon-
mas dimensiones que podrían trarlos al menos como causa se-
ser llevadas casi al infinito. cundaria, sino en los fluidos que
Pero hasta aquí no hemos con- los riegan.
siderado estos órganos sino en

CAPITULO OCTAVO.

De los fluidos de los vejelales, de la savia y de los


jugos propios,

>~~ rr~ fli-B~ frr -—^_

ARA concebir la formación ceptibles de desarrollarse por


de los fluidos y su distribución yemas, forman indistintamente
en los vejetales, es necesario te- raices ó ramas, según esté ya
ner presente que estos viven en debajo de la influencia del aire,
dos distintos medios , la tierra ya de la tierra. La yema aerea
y el aire. Así la raiz como el desarrolla ramas y hojas, si es-
tallo, ramas, hojas, &cc. tienen tá espuesta al aire; pero si se co-
unos mismos órganos internos, loca debajo de la tierra, enton-
es decir tejido celular v vasos ces produce por su parte infe-
destinados á nutrir toda la plan- rior raices, v por la superior
ta. Estos órganos se modifican tallos y ramas. Modificados pues
según el medio e n que v i v e n . A los órganos internos, como h e -
escepcion de la plan ti ta , donde mos dicho, por la influencia del
se señala la parte subterránea medio en que están, deben c-
radícula y la aerea plumula, to- jercer funciones diferentes aun
das las demás partes que cre- cuando su objeto final sea pro-
cen sobre la planta, y son sus- porcionar á la planta los flui-
53
dos necesarios para su creci- solares; de aquí se deduce que
miento. para vivir las raices, no nece-
Ecsisten en los vejetales dos sitan la acción inmediata del
fluidos, la savia y los jugos pro- aire y de la l u z ; la humedad
pios: ¿estos fluidos son realmen- y el calor moderado son los dos
te diferentes, ó los segundos son ajentes indispensables para sn
modificaciones del primero? ¿Ec- conservación : por esto las me-
sisten ambos indistintamente en jores tierras son en jeneral las
los mismos órganos, ó los vasos que tienen ambos ajentes. E s -
saviosos difieren de los que con- tos puntos esponjiosos absor-
tienen los jugos propios? ¿O ven continuamente la hume-
en fin estos últimos se forman dad , y llevándola á todas las
en vasos ocupados antes por la partes de la planta^ se convierte
savia? Cuestiones son estas en en una agua clara, casi sin sa-
verdad tan delicadas que yo no bor, que se llama savia; ascien-
me atrevo á resolverlas: con todo de en abundancia por las capas
haré algunas observaciones. corticales y estuche medular,
L a naturaleza de los fluidos derramándose en los órganos
vejetales depende de dos cau- vejetales sin unirse á los jugos
a
sas: 1 . de la cualidad de los propios ; estos se forman desde
a
elementos nutritivos; 2 . de los que las hojas comienzan á des-
órganos destinados á la absor- arrollarse,
ción. Ya hemos visto que la raiz, Los órganos de la parte aerea
las ramas y las hojas tienen dis- de las plantas, colocada en dis-
tintas formas, y que la primera tinto medio que Jas raices, tie-
está colocada en diverso medio nen modificaciones notables. L a s
que las otras, lo que nos hace fibrillas radiculares ecsisten en
creer que los principios alimen- las hojas con el nombre de ner-
ticios que absorven estos órga- vios, formando una r e d , cuyas
nos son diferentes : estudiemos mallas están llenas de tejido ce-
esta función en la raiz , ramas lular. L a s hojas colocadas en
y hojas. el fluido aereo, tienen una su-
Las raices que se dividen y perficie ancha y plana, horada-
subdividen al infinito , termi- da de infinitos poros, para v e -
nan en filetes capilares , cuyas rificar fácilmente la absorción;
estremidades están llenas de el aire las rodea por todas par-
poros: estas divisiones están com- tes y el sol les presta caló-
;

puestas de vasos y de tejido c e - rico y luz ; otros muchos flui-


lular; son libres y separadas, dos que están en la atmósfera
absorven por sus esponjiolas mas fluyen también de las plantas,
que por su superficie los fluidos y entran á componer parte de
alimenticios. su sustancia: si se les privase
Esta función se verifica en de la acción del aire y de la luz
perecerían. Las hojas soportan
el seno de la tierra donde a-
la sequedad, mientras las raices
penas penetra el aire, y es nu-
están húmedas ; pero estas mue-
la la influencia de la luz, v don-
ren tan luego como se las priva
de se encuentra una porcíon de
de este ájente: también perecen
calórico escitado por los rayos
54
cuando s e esponen por mucho dejen las raices de producir sa-
tiempo á la influencia del aire, via, sino porque al llegar esta
y del sol: por eso buscan la oscu- á las hojas y corteza s-c convier-
ridad y el agua. Lo dicho es te en jugo propio; entonces la
bastante para convencernos de savia propiamente dicha se con-
la gran diferencia que hai en centra en el cuerpo leñoso; si
los principios elementales que se horada el tronco de un árbol
absorven estas dos divisiones de hasta llegar al canal medular, se
los vejetales. verá salir este fluido y con él
Los principios que dan la luz unas burbugitas de aire que d e -
y los otros fluidos atmosféricos, tonan fuertemente.
no dan oríjen á la savia, pero La savia tiene un movimien-
uniéndose con ella forman ju- to por el cual se eleva de la
gos mas espesos, mas compues- raiz á la estremidad superior
tos, que se les llaman jugos pro- del árbol, caminando principal-
pios, porque difieren según las mente por los vasos leñosos del
especies: solo ecsisten en las ho- estuché medular. Esto se com-
jas, y en las capas corticales dc- prueba sumerjiendo en un líqui-
cicnden hasta las raices ; no se do coloreado de negro una rar-
encuentran en el cuerpo leño- ma de árbol : y veremos que
so ni en los vasos del estuche solo los referidos vasos, ó cuando
medular. mas una porción de la madera
Parece según los fenómenos inmediata, se tiñe de negro; sin
que anteceden á la formación de embargo algunas veces notamos
estos dos fluidos, que no pueden igual fenómeno en las traqueas
ecsistir separados; que los jugos verdaderas y falsas que están en
propios son modificaciones de la los nociólos de las hojas y en
savia, que pierde su primitiva las yemas: esta particularidad no
simplicidad por la adición de los puede atribuirse á la estrechez
fluidos que absorven las hojas. de las aberturas de estos vasos,
También parece que estas pro- por donde consiguientemente no
ducen savia, debido á la fuerza les es dable pasará las partículas
con que aspiran la humedad; p e - negras , pues está probado, por
ro no será tan pura, pues al mis- otra p a r t e , que la savia pasa
mo tiempo que ella, absorven del centro de las ramas á la
también otros fluidos atmosfé- corteza y hojas. S i las mis-
ricos. No se obtiene savia pu- mas ramas se sumerjen en sen-
ra sino del corazón de los ár- tido opuesto, el líquido ne-
boles , y de las ramas tiernas gro penetrará por los .mismos
antes que se desarrollen las canales. (1) ha savia pues camina
hojas. L a savia corre con a- de las raices á las hojas y de
bundancia en primavera, cuando estas á aquellas; también se «. -
los árboles no han recobrado
aun su verdor; disminuye luego ( 1 ) Sin embargo es necesario con-
que comienzan á abrirse las y e - venir á pesar de este esperimento qu
mas, y cesa cuando las hojas es- la savia penetra de fas raices á la cor
teza como sucede en los árboles: v. }
tán completamente desenvuel- los sauces viejos que no tienen mas qu
tas: no porque en esta época la corteza del tronco.
55
parce en las ramas tiernas desde ches son frescas, ó hai abundan­
el centro á la circunferencia por te rocío, las hojas absorven la
las prolongaciones medulares, y humedad, y la savia queda es­
algunos dicen que vuelve á b a ­ tacionaria ó refluye á la corte­
jar por la corteza, pero cargada za, de donde baja con el nom­
de jugos propios que lleva á las bre de savia descendente. Los
raices. Estos pues descienden: que quieran nociones mas esten­
si se hace una incisión horizon­ sas, consulten los esperimentos
tal en la corteza de una rama que acerca de esta materia han
tierna, se verá que el labio su­ hecho los fisiólogos modernos.
perior de la herida es mucho mas La savia nunca es pura, pues
espesoá causa de que se detienen ademas del ázoe, ocsíjeno, un po­
en e'l los jugos propios, y que el co de ácido carbónico, sales mi­
inferior es mas delgado porque nerales <Scc. que se encuentran
tales jugos no vienen de la raiz sueltos en la tierra, es mui pro­
á las ramas. S e podrá pues de­ bable que al pasar al cuerpo del
cir que la raices dan la savia pu­ vejetal, se mezcle con algunos
ra ó ascendente, y las hojas los jugos propios: por eso se dife­
jugos propios ó savia descen­ rencia algo en cada especie de
dente. planta , pero sin dejar de ser
De lo dicho se infiere que es siempre el agua la base.
inadmisible la opinión de aque­ Los jugos propios son mui di­
llos naturalistas que comparan ferentes: varían por su color, y
la circulación de la savia á la de mucho mas por su sabor; e s ­
Jas venas en los animales; su mo­ tán contenidos en los vasos de
vimiento es mas bien oscilatorio las capas corticales y en algu­
que circulatorio propiamente di­ nos de la madera: son acres, u -
cho. Cuando la traspiración de rentesy lechosos en las euforbias,
los órganos es muí activa hai adormideras, apocineas & c : a-
mucha pérdida de savia , y en­ margosen las chieoraceas: ama­
tonces la acción de Jas raices rillo en la Celedonias: resinosos
es mas enérjica y se repara con en los pinos: azucarados en los
facilidad; por el contrario si la arces: naranjados en el alcaucil:
traspiración es corta, como su­ de color de sangre en el rumex
cede cuando hai neblina, lasno- sanguineus, (Lin.), & c .
56

CAPITULO NOVENO.

De las secreciones* escreciones. Del cambium*

A aparición sucesiva de la los; las gomas y resinas especía-


savia, la formación de otras m u - les; las diversas materias azuca-
chas y distintas substancias de radas, como el maná, ¿kc. las
los jugos propios, y la materia cuales pueden en verdad con-
vejetal, son efectos de las fun- fundirse con los jugos propios,
ciones particulares que se c o - pero se distinguen bien, porque
nocen con los nombres de s e - se encuentran en órganos par-
creción y escrecion. L a obser- ticulares. De todas las secreciones
vación demuestra que las plan- la mas esencial es el cambium.
tas, como los animales, e c - El cambium es una substancia
salan insensiblemente una parte mucilajinosa, trasparente, sin co-
superflua de los principios ali- lor, ni olor, su sabor es pareci-
menticios; que escretan otra flui- do al de la goma, y abunda en
da ó concreta; y que ademas la corteza y madera en la esta-
segregan otras propias á cada ción del estío. Parece que se
especie de planta. transforma en materia vejetal,
S e llaman secreciones todas las pues á é"l se atribuye la reno-
sustancias particulares que se di- vación de la corteza y- albura.
ferencian de la savia y de los Al principio es fluido, poco á po-
jugos propios; pero deben con- co adquiere consistencia, has-
siderarse como producciones de ta que llega al fin á convertirse
estos dos ¿Luidos y de algún o- en membrana: esta es la opinión
tro que se una á ellos. Así pues de muchos fisiólogos, y en par-
se cuentan entre las sustancias ticular de Duhamel, que ha visto
segregadas el aceite esencial con- el cambium en gotas mucilaji-
tenido en las vesículas coloca- nosas rejenerando la corteza en
das sobre las hojas y corteza de el cuerpo leñoso de un guindo.
los tallos y frutos ; los líquidos La naturaleza suministra á los
melosos de los nectarios; el po- vejetales tan gran cantidad de ju-
len de las anteras; los distintos gos nutricios , que, si no ecsis-
jugos de las glándulas y los p e - tiesen en la corteza, tallos y ho-
57
fas órganos por donde se ecsa- Pertenece también á la clase
íascn las sustancias superfluas, de sustancia escretada el polvo
el esceso de ellos ocasionarla verde que cubre la superficie de
en las plantas los mismos estra- Las hojas , tallos y frutos de al-
gos que el de los humores en el gunas plantas: es fino y adquiere
cuerpo de Jos animales. Esta hasta la consistencia de cera: se
función se Ilama,escrecion; los disuelve en espíritu de vino, p e -
cuerpos escretados ya son líqui- ro no en agua. L a naturaleza de
dos ó concretos, j a gaseosos ó este polvo según M. Decandolle,
vaporosos. es mui variable: el de las c i -
«Los productos escreíorios, ruelas renace á poco tiempo de
dice M. Mirbe.l, son sustancias quitarlo: no sucede así al de la
mas ó menos espesas ó (luidas, cacaba. Hai hojas como las del
de naturaleza semejante á las re- frambueso que son verdes por
sinas, aceites, maná, azúcar ¿ ce- eslar su superficie cubierta de
-ra cke.: laptelea trifolio ta esore- pelitos, que solo se perciben con
ía granitos.de resina, rompiendo .el microscopio. Estos pelitos con-
por ciertos puntos el epidermis; tienen al rededor burbugitas de
el rosal y la drosera da jugos vis- aire ; de modo que cuando se
cosos por la estremidad -de los «umerje la hoja en agua, no se
pelos; la mimosa glandulosa des- moja su superficie verde. E s ve-
tila diversos líquidos por las rosímil que este polvo sirva p a -
•glándulas del peciolo; el alerce, ra defender de la humedad y de
¿do, sauce arce
y , la higuera, el la putrefacion á las hojas y fru-
-c/iVo ikc. échala por los poros tos carnosos, que lo tienen en
invisibles de sus hojas, sustancias abundancia.
viscosas y encarnadas, poco di- L a escrecion mas habitual es
ferentes del maná que cubre las la traspiración acuosa formada
hojas del fresno. Las glándu- de agua en estado de vapor y de
las ó poros escretorios de in- -algunos principios inmediatos que
finidad de flores segregan humo- se evaporan con facilidad median-
res , cuyas propiedades varían te el calórico. ¿Quién no ha visto
tanto como sus especies : en el en las mañanas de primavera las
fondo del tubo del jazmin se d e - brillantes gotas de líquido que
posita un licor azucarado; otro penden de las hojas de casi t o -
-mucho mas abundante, y grato das las plantas. E n esta época
sobremanera al paladar, baña la aparece lodos los dias una sola
corola de la gesnenia tomentosa. gotita en el vértice de las hojas
^EXmelianto se llama así por con- de las gramíneas ; se observan
-tener un jugo meloso en una de cinco colgando de las nerviosi-
las divisiones de su cáliz. E n dades de las hojas de la capuchi-
la base de cada uno de los seis na; se ve cierta cantidad de a-
-pétalos de la imperial hai una gua cubriendo la superficie de
concavidad que hace veces de las hojas de la col, adormidera,
Undula escretoria, la cual pro- & c . Musscbenbroeck ha demos-
uce un líquido de olor como el trado que estos licores no pro-
de ajo, y de sabor dulce, aunque venían del roció como creyóse
algo nauseativo.« en otro tiempo, sino de la tras-
10
piracion condensada por el fres- esperimento hace algunos años
cor de la noche. MM. Desfontaines y Mirbel, y
L a traspiración se efectúa por obtuvieron casi los mismos r e -
los poros corticales; es mas a- sultados. M. Senebier dedujo
bundante en las yerbas, que en de sus esperimentos, que el agua
]os árboles; en las hojas mem- ahsorvida estaba en jeneral con
branosas , que en las carno- la ecsalada en razón de 3 á 2:
sas; en los árboles de hojas ca- habiendo querido comparar a-
ducas, que en las de siempre ver* demas la naturaleza de ambos lí-
des: en jeneral, las plantas trans- quidos , sumerjió algunas ramas
piran mas en un lugar caliente en una infusión de cochinilla: y
y seco, que en otro frió y hú- vio que el agua espirada era per*
medo; traspiran mucho mas cuan- fectamente trasparente: iutro-
do están espuestas á la luz, que dujo también otras plantas en
cuando á la oscuridad. M. S e - una disolución acuosa de ácido
nebier ha observado , que si muriático y sulfúrico, y el lí-
se espone una planta á la o s - quido espirado tenia un poco de
curidad, cesa de pronto la tras- ácido.
piración, pero continúa algún La traspiración insensible pro-
tiempo absorviendo ; de suerte duce ya gas carbónico, ya ocsi-
que entonces aumenta un poco jeno , según las circunstancias
su peso: lo mismo acontece en las concomítautesde esta operación.
primeras horas de la noche. L a Hánse hecho numerosos espe-
influencia de la luz sobre este fe- rimentos sobre el oríjen de es-
nómeno es tan cierta, que la tas sustancias aeriformes, y so-
simple interposición de un papel bre las causas que determinan
entre el sol y la planta dismi- su desprendimiento. Los lími-
nuye la traspiración. tes de esta obra no me permi-
Si se pone, como ha hecho el ten referirlos todos: el que de-
doctor Halle, en un recipiente see pormenores acerca de la
de vidrio una rama cortada, dis- materia consulte las memorias
minuye el peso de esta, y aquel de MM. Lugen, Housse, Saus-
se cubre de gotas de agua, que sure , Senebier , ¿kc. Solo in-
equivalen al peso que perdió la dicaré aquí las observaciones mas
rama. Halle ha medido esta tras- importantes. Ademas de los flui-
piración con mucha esactitud: dos aeriformes precitados, cuén-
colocó un helianthus, de cerca tase entre las escreciones ga-
de trespiés de altura, en un va- seosas el vapor que se escapa
so cuyo orificio estaba cenado de las flores de la fraxinela al
por una lámina horadada de dos fin del estío, y se inflama rápi-
agujeros; uno daba paso al ta- damente cuando se le aprocsima
llo, otro servia para regarlo. Pe- una luz; cuéntanse también las
só esactamente durante quince que producen los diferentes olo-
dias el aparato por la noche y res vejetales.
por la mañana , y dedujo que Todas estas emanaciones no
la traspiración media de la plan- dejan de íufluir en la atmósfe-
ta habia sido de veinte onzas ra, y principalmente en la salud
por dia. Repitieron el mismo del hombre. Mientras que las ho-
59
jas y plantas verdes, heridas por te esencial, las cuales suelen con-
el sol, vierten en la atmósfera servarse aun después de morir
puros torrentes de gas ocsijeno, la planta. Los olores de las flo-
las tlores vician el aire con sus res cesan ordinariamente cuan-
perfumes. Nicholson ha notado do concluye la época de la fe-
que solo el olor penetrante de cundación, y esta es una de las
las corolas tiene efectos señala- ventajas de Jas flores dobles,
damente espasmódicos y muchas pues como no son fecundas, sus
veces peligrosos, pues el de las perfumes son duraderos. [Véase
demás partes del vejetal apenas Mirbel Elementos de fisiolojia
obra sobre el sistema nervioso. vejetal; Decandolle, Flora fran-
Los olores de los tallos, corte- cesa ; las diversas obras de Du-
zas y hojas suministran vesícu- hamel, Saussure, Lugessonse,
las glandulosas, llenas de accí- Senebier, ¿kc.)

CAPITULO DECIMO.
Órganos estertores. Las raices.

(JERA de un corto nú- las cebollas de las tilaceas, & c .


hiero de vejetales, todos tienen, por hallarse introducidas en Ja
como hemos dicho ya, dos par- tierra. Hai también raíces ae-
tes mui distintas, una que se e- reas que hacen asiento en la
leva en la atmósfera , y forma corteza de los árboles, en las
el tallo ó la planta aerea; otra que hendiduras de las rocas ó de los
se introduce en la tierra y forma muros: algunas veces crecen en
la raíz ó la planta subterránea. medio de la atmósfera sobre to-
Consideranse como raices toda la do cuando están favorecidas por
porción de vejetal que se haya la sombra y humedad ; pero se
por debajo del punto de sepa- secan y perecen cuando espe-
ración de estas dos partes: pun- rimentan largo tiempo el con-
to que se denomina cuello de la tacto inmediato del aire y la
raíz, ó mejor, nudo vital. Como luz. La clusia roscea, árl)ol pa-
no siempre es este apreclable á rásito de la América Meridional,
los sentidos, algunos botánicos desprende de sus ramas largas
han caido en error, conside- raices que van á implantarse en
rando como raices ciertos tallos, la tierra (lám. 3, fig. 13).
60
Cuando comienza á desarro- rudimentos de un gran numero
llarse el embrión, la raiz tiene de yemas invisibles, de las que
entonces el nombre de radícula; pocas llegan á desarrollar. Ca-
se presenta bajo la la forma de da una de estas yemas está d o -
un pequeño nabo sin division al- tada de la facultad de produdr
guna. Este nabo persiste en un raices y tallos. En tanto que
gran número de plantas, sobre estas yemas permanecen en el
todo en los árboles dicotylédo- aire, solo se desenvuelven en
nes ; engruesa, forma un tallo ellas los órganos destinados á
descendiente, por lo común se ra- formar ramas; los que represen-
mifica y parten de él numero- tan las raices no se desarrollan
sas fibrillas, á cuyo conjunto se porque no están en un medio
ha dado el nombre de cabellera. conveniente (1); lo contrario su-
Este desaparece en ciertas e s - cede cuando estas, yemas crecen
pecies, principalmente en las en el interior de la tierra: echan
dantas monocotyledones; en su raices y aun tallos sino se h a -
f ugar hai manojos de fibras que
salen de la parte inferior del
yan mui profundas. Las raices
colocadas en medio del aire, e s -
nudo vital. tán igualmente cargadas de ye-
L a dirección constante de las mas , destinadas á producir nue-
raices hacia el centro de la vas plantas con tallosy raices, pe-
tierra, la de los tallos hacia el ro i|osuministran mas que ramas:
cielo, la marcha diametralmen- el cuerpo antiguo, de las raices
te opuesta de estos órganos par- persiste con sus ramificaciones;
tiendo ambos del nudo vital, son las fibrillas perecen; las ramas y
fenómenos que merecen fijar las hojas que componen la nue-
un instante nuestra atención. va capa del árbol son entonces
producidas por las yemas r a -
S i suponemos que son efecto
dicales, y las nuevas raices por
de la atracción del aire y la tier-
las yemas aereas. (2).
ra ¿ por qué el tallo oculto
en ía época de la jerminacion
en el seno de la tierra , se e s - ( t ) N o es esta ta opiniou de M.
fuerza en salir de ella, y bus- d u P e t i t - T h o n a r s ; pero, habiéndome
car el aire y la luz, aun cuando propuesto- no entrar en ninguna d i s c u -
sión sistemática, rae limito á p r e s e n -
se coloque en sentido inverso? tar lo (jue creo mas probable y c o n -
E s pues indispensable que tenga forme á la observación; por lo d e m á s ,
la radícula y plumilla una dis- el lector' podrá consultar los escritos
posición orgánica particular, que de M . du Petit-Thonars, y adoptar
la opiniou roas justa y razonable.
las obligue á tomar un camino ( 2 ) Según las observaciones de M .
diametralmente opuesto. Nada Mirbel, n o ecsisten verdaderas tra-
puede hacerlas variar de direc- queas en las raices, al paso que se e n -
ción: otro tanto decimos de las cuentran siempre en el centro de lo*
tallos, en el anillo que rodea la m é -
plantas que deben su ecsistencia dula, las raices no contienen sino tu-
no á las semillas, sino à los bul- bos porosos y falsas traqueas que p a r -
bos , amugronamiento, yemas, t e n todos de su cuello, y cemunican
¿ce. con otros por su base y marchan en
sentido contrario, descendiendo unas
Las plantas tienen en casi en las r a i c e s , subiendo otras á lo»
todas sus partes los jermenes ó talloj; y y a n siempre disminuyendo
61
En tanto que las hermosas bós órganos,' destinados á-absor-
hojas, pendientes de las ramas, ver los principios nutritivos, se
hacen en medio del aire el pa- modifican según el medio que
pel de órganos alimenticios, la ocupan. Las raices tienen en
tosca y desarreglada raiz, ocul- la estremidad de cada ramifica-
ta en la tierra, ejerce sin em- ción capilar unas especies de
bargo funciones no menos im- chupadores, por donde los flui-
portantes. Parece que el Cria- dos suben á todas las partes del
dor se complace en embellecer vejetal: las hojas están dotadas
cuanto pone de manifiesto á nues- de poros , siempre abiertos, por
tros ojos, y en negar la hermo- donde aspiran en él aire utía
sura y elegancia á todo lo que parte de los principios que las
esconde en el seno de la tierra. raices sacan de la tierra. Así,
En efecto, ¡qué diferencia entre las hojas y raices encargadas
la verde y florida copa de un de las mismas funciones se ase-
árbol y la masa grosera de sus mejan necesariamente en su or-
raices, divididas en ramos tor- ganización : no tienen mas dife-
tuosos y cargados de una infor- rencia que la de vivir en dis-
me cabellera! Apesar de la di- tintos medios. E s fácil presu-
ferencia que presenta la parte mir que las raices corresponden
subterránea y la aerea de la mis- en parte á las nerviosidades de
ma planta, se encuentran en e- las hojas: la naturaleza nos s u -
llas, si se ecsaminan con aten- ministra pruebas inequívocas de
ción , relaciones y oposiciones, estas relaciones, dando á las ho-
que no debe pasar por alto el jas apariencia de barbillas ó ca-
verdadero observador de la na- belleras en un sin número de
turaleza. En las raices, como plantas acuáticas. Las hojas in-
en los tallos, ecsiste jeneralmcn- feriores de muchas de estas
te un tronco principal, que se plantas están divididas en nu-
divide en ramas y ramos. Estos merosos filamentos capilares, al
ramos, si pertenecen al tallo, sos- paso que las superiores son flo-
tienen en medio de la atmosfe- tantes y planas. Cuando las se-
ra un gran número de hojas, y si millas de estos vejetales caen
á las raices, dan oríjen á una in- en un terreno desprovisto na-
finidad de menudas ramificacio- tural ú accidentalmente de agua,
nes capilares á las que se ha da- el nuevo ser presenta mui pocas
do el nombre de cabellera. Am- ó acaso ninguna de estas hojas
capilares. Notase este fenómeno
hácia su vértice. E l mismo observa-
con particularidad en la ranúncu-
dor ha descubierto también en las lo, acuática, de la que sin razón
raices largas células divididas por dia- han formado algunos autores
fragmas, llenas de poros, y cuya e s - muchas especies, tan diferentes
tructura participa del tejido celular
y vascular; ha visto también los m i s - en verdad según las circunstan-
mos tubos y células en la base de las cias locales.
ramas y hojas, asi como en los ha- • Las raices tienen también con
ecsillos y yemas; lo cpie ««plica por-
que, según las circunstancias, sale de los tallos v las ramas relaciones
raices de estas diferentes p a r - mui notables: su grosor y fuerza
1
tes. corresponden jcncialmcntc-á los
de los tallos, y sn dependencia un gran número de especies, se
es tal, que las unas no pueden pueden formar nuevos indivi-
alterarse ó debilitarse, sin que duos , separándolas de la planta
las otras dejen de esperlnieutar madre. Las raices tienen igual-
los mismos accidentes. Cuando mente sus yemas, pero con for-
las raices están colocadas en ter- mas y nombres diferentes. L a
renos que se oponen á su desar- mayor parte de ellas están pro-
rollo, entonces los tallos son d é - vistas de nudos, bulbos, tube-
biles, delgados y poco ramosos; rosidades, ókc, destinadas, cóma-
y sí estos últimos se deterioran, los botones, para producir nue-
mutilan ó privan de aire, las raí- vas plantas: los bulbos Se en-
ces se debilitan también y se a- cuentran también en los tallos,
delgazan. Cuando se despoja de en el ácsila de las hojas, y aun
sus hojas una planta herbácea, en las flores de muchas plantas;
perecen por lo común sus raices: en fin, hai pocas partes en los-
prueba indudable de la comuni- vejetales que no produzcan rai-
cación recíproca de sus jugos ces, ya naturalmente, como en
nutritivos» la yedra <S:c., ya por medio del
Las raices sin embargo no cultivo, ó en circunstancias par-
ofrecen constantemente la dis- ticulares.
posición simétrica y regular de Las raices ofrecen formas muí
Jas ramas y hojas; pero esto de- variables que se espondran al
pende de los obstáculos que tie- final de este artículo: estas for-
nen aquellas que vencer en el mas no son efecto de la casuali-
seno de la tierra: las segundas dad; antes tienden al fin jeneral
pueden estenderse y desarrollar- de la naturaleza: esto es, cu-
se Con toda libertad , mientras brir de vejetales todas las partes
que las primeras no pueden ad- del globo terrestre, cuyas cua-
quirir á veces toda su lonjitud, lidades varían según los lugares.
grosor, & c . ; á causa de la resis- Allí el terreno es duro 6 petro-
tencia del medio en que viven. so, líjero ó arenoso; aquí es se-
Llama la atención verlas ven- co ó húmedo; acá está espues-
cer unos obstáculos que se c r e - to á los ardores del sol, ó azo-
erían insuperables, como soca- tado en las alturas por la vio-
var una piedra, destruir una lencia de los vientos, por los
porción de muro, replegarse so- huracanes y tempestades: en otra
bre sí misma, ramificarse al in- parte se haya al abrigo de estos
finito, ó bien dejar una tierra accidentes. Estas circunstan-
estéril para dirijirse á otra mas cias particulares influyen de tal
fértil: en fin variar de forma, s e - modo en la vejetacion, que es-
gún que la tierra es mas ó me- ta no podría vivir sin que se mo-
nos dura ó lijera , seca ó hú- dificase su organismo según las
meda , arenosa ó petrosa. localidades. Así las plantas des-
No debemos olvidar otra pro- tinadas á crecer en las rocas, en-
piedad común á las raices y ra- tre las piedras, en los sitios e-
mas: la de producir yemas. S e levados, deben estar provistas
sabe cuan abundantes son en los de raices duras, leñosas., dividi-
árboles, y con que facilidad, en das de manera que sus ramifi-
63
caciones puedan penetrar á tra- se detiene ordinariamente en el
vés de las hendeduras de las ro- cuello de la raiz, y no ecsiste en
cas, amontonarse allí con una esta última, ó no se manifiesta
fuerza capaz de resistir á los hu- sino bajo formas y atributos
a
racanes y tempestades. A los ve- diferentes. 2. L a s raices no
jetales que han de vivir sobre toman jamas el color verde de
tierras duras y profundas les los tallos y hojas , aun cuan-
convienen raices rectas y poco do estén al aire ; espucstas á
ramosas. Esta especie de raiz la luz. 3.° El jugo propio de
es perjudicial á las plantas de las raices es muchas veces di-
tierras compactas , cubiertas de ferente del de los tallos; sus pro-
césped y poco profundas, pues piedades son también muí di-
entonces es superficial y no ha- versas. Se conócela raiz purgan-
ce mas que delinearse. En las te de la jalapa , la raiz azucara-
tierras débiles, arenosas, las da de la remolacha y de la chi-
raices son espesas, carnosas, tu- rivia,la acritud de la brionia,pro-
berosas ó bulbosas; en los ter- piedades que no se encuentran
renos húmedos se cargan de in- en las otras parles de estas plan-
finitas barbillas. Estas conside- tas. 4.° En las raices, el teji*
raciones son mui importantes do celular forma al rededor de
para el agricultor que quiere sus ramificaciones, una c a p a e s -
propagar con écsito plantas de pesa, apretada, medular; en las
diferentes especies ó escojcr hojas está estendido entre las
las que convienen mejor á la nerviosidades y las venas, don-
naturaleza de la tierra que cul- de toma el nombre de paren-
tiva. quima.
Después de haber espuesto los Las raices presentan en su
puntos de contacto mas nota- forma, sustancia y duración, di-
bles entre la planta subterránea ferencias interesantes: son car-
y la aerea , señalaremos ahora nosas , fibrosas, leñosas ckc:
sus principales diferencias. En carnosas, cuando son espesas,
una y otra el objeto es el mis- suculentas, compuestas en gran
mo, como va he dicho: contri- parte de tejido celular. Las
huir á la nutrición y desarrollo unas se asemejan por su forma
del vejeta!; pero los medios p a - á un nabo ó á un huso (lám.
ra hacer esto son algo diferen- 3, fig. 1); otras redondeadas, c o -
tes : ademas las raices tienen mo el nabo (lám. 3 , fig. 3); o-
también otro destino, el de fi- tras tuberosas (lám. 4 , fig. 1);
jar la planta en el suelo en que esto e s , compuestas de masas
crece y mantenerla firme para espesas, carnosas; enteras como
que pueda resistir á la impetuo- en el orchis latifolia (lám. 3,
sidad de los vientos y tormen- fig. 9); fasciculadas, cuando for-
tas. Las modificaciones parti- man un paquete de tubérculos
culares que distinguen los ta- oblongos, asphodelus ramosus
llos de las raices, son principal- (lám. *3, fig. 11); grumosas, reu-
mente: 1.° un canal medular nidas en una masa de pequeños
que ocupa el centro de los fallos tubérculos aglomerados , como
en las plantas dicotyledones, que las del monolropa uniflora (lám.
6 4

3, fig. 12); granosas 6 granula- peradas de una masa carnosa,


das, las libras llevan pequeños suculenta, ya llena, sólida; tu-
tubérculos esparcidos ordinaria- berosas , como en el cólquico,
mente, de forma redondeada, azafrán, espadaña, <Scc. (lám. 4,
saxífragagranulata (lám. 3, lig. fig. 1) ; escamosas ó cubiertas
7). Son simples, cuando no tie- de escamas apretadas, corno en
nen división alguna (l;ím.3, fig. la lis (lám. 4, tig. 3); tunicadas
1 y 3); ramosas ó divididas en ó compuestas únicamente de lá-
ramas y ramos, como las de los minas carnosas, sobrepuestas c o -
árboles y arbolillos (lám. 3, fig. mo en la cebolla (lám. 4, fig. 2
2); fibrosas, compuestas de un y 3). Estas producciones, s e -
gran número de filamentos sim- paradas, de las raices propiamen-
ples ó ramificados (lám. 3 , fig. te dichas por un cuerpo comun-
5). Estos filamentos se llaman mente delgado, llamado corona,
capilares , cuando son casi tan contienen las partes superiores
finos como un cabello (lám. 3, de la planta, Las hojas, tallos y
fig. 4.) Son truncadas, como la llores; es un verdadero botou
escabiosa ( íám. 3, fig. 6 ) ; ar- -colocado en el nudo vital. Ea
ticuladas, cuando salen de una otras muchas plantas, se ven es-
cepa nudosa, por lo regular ram- parcidos sobre las raices boto-
ue
pante, y < i de cada nudo se e- nes aun mas pequeños llamados
levan otros tantos tallos, tales •turiones. Las cepas rampantes,
como los de muchas especies nudosas ó articuladas que son
de gramineas, del sello de S a - verdaderos tallos, están cargadas
lomón, & c . (lám. 3, fig. 10): s e - •también de turioms, en especial
gún su dirección, son perpendi- sobre los nudos: de aquí les vie>-
culares, horizontales, según su ne el nombre de raices otolonife-
duración, anuales, bisanuales, ras. Los tallos nacientes que
vivaces. se elevan de estas toman la de-
He dicho al principio de este
nominación de s ierpee illa s_, re-
nuevos, hijuelos; y cuando estos
artículo, que algunos autores en-
han echado raices independien-
gañados por apariencias habían
tes de las que los han produ-
considerado como parte de la
cido, se llama entonces planta en
raíz toda porción del vejetal in- racimo. Estas producciones ene
troducida en la tierra: así se tran en la teoría de los botones
han denominado raices bulbosas de que se tratará luego.
6 de cebolleta las que están su-
65

CAPITULO UNDÉCIMO.

De los tallos* ramas y ramos.

^H||Li tallo es la parte de la gún las funciones que debe ejer­


planta que sale del cuello de la cer el tallo ó según la atmós­
raiz, se eleva, desarrolla y sirve fera que conviene á la planta;
de sosten á las brancas, ramas, asi este debe ser unas veces lar­
hojas y flores; es el conductor go ó corto , otras recto ó ras­
de los jugos nutritivos que la trero.
raiz absorve de la tierra, y el que Los tallos tienen cierta forma
determina la situación que mas particular agradable á la vista:
conviene á cada especie de plan­ los hai lisos, cilindricos, pirami­
ta. Si estas necesitan un a i ­ dales; otros huecos, con profun­
re vivo, elevan considerable­ das canales ó torneados, angulo­
mente su copa por medio del tallo; sos, cuadrangulares; dos dividi­
si necesitan un aire mas húmedo ó dos por anillos y nudos dispues­
mas denso, entonces aquel se e- tos convenientemente. Algunos
leva poco, ó se inclina hacia la ostentando una enorme robus­
tierra; si deben cubrir las rocas, tez permanecen ilesos contra los
rodear los árboles ó pender de vientos y tempestades; otros en­
sus ramas, entonces los tallos son teramente flecsibles doblan su
delgados, flecsibles, débiles, for­ cerviz al menor impulso. Las a r ­
mados de modo que sus circun­ tes, la arquitectura encuentra en
voluciones rodean el tronco de casi todos el modelo y el mate­
los grandes árboles á los que se a- rial para construir los mas r i ­
garran por zarcillos ó raices que cos ornamentos , los mas útiles
salen de sus articulaciones. Hai artefactos para el bien y como­
plantas destinadas á serpear sobre didad de la vida humana. Los
la tierra y á enredarse entre la pámpanos de la vid adornan á
broza: los tallos de estas son lar­ modo de guirnaldas los cor­
gos, flecsibles, tortuosos, rastre­ nisamentos: las anchas hojas del
ros y siempre adheridos al suelo acantus, algunas veces las del dá­
que los nutre. De este modo til coronan las bellas columnas
llena la naturaleza su objeto se­ del orden corintio. Así se per-
66
fcccíona el arte, y se enriquece con el tiempo al estado leñoso.
observando y aprovechándose de (1). Estas nuevas producciones
las producciones de la natura- se forman por una sustancia mu-
leza. cilajinosa, el cambium, que tra-
Antes de dar á conocer las dis- suda entre el líber y la albura,
tintas formas de los tallos y sus á favor de las cuales va engro-
caracteres distintivos, me deten- sando el tallo: el cual iria au-
dré' algo en los tallos leñosos de mentando continuamente de v o -
los dicotiledones (lám. 4, fig. 6) lumen si el invierno no suspen-
tan interesantes bajo todos con- diese la vejetacion.
ceptos. Los tallos de losvejetales En esta época , es decir en
leñosos destinados á sostener u- el momento en que para el des-
na copa ancha y frondosa, deben arrollo en el primer año, el ta-
estar necesariamente dotados de llo se cubre de una capa leño-
una fuerza suficiente para resistir sa, que termina por una yema,
á la impetuosidad de los vientos. la cual debe desarrollándose pro-
L a naturaleza dispuso su organi- longarlo al siguiente año. Queda
zación coneste objeto, y lasdotó pues el tallo estacionarlo durante
de una dureza, de una solidez todo el invierno; pero luego que
admirable, agregándole anual- vuelve la primavera, la vejeta-
mente capas sobre capas, apre- cion recobra su actividad, el r e -
tándolas y consolidándolas mas toño terminal del año preceden-
y mas á medida que el vejetal te aumenta solo en grosor por
se eleva. una nueva capa de liber y albura,
Para comprender esta opera- que se foiuna igualmente en la ye-
ción es menester ecsaminar el ma á medida que ee prolonga pa-
acrecentamiento anual de los ta- ra formar un segundo brote; pe-
llos tanto en grueso como en ro este nuevo brote solo tiene
lonjitud. Si ecsaminamos la plan- una sola capa de liber y albura,
ta desde su oríjen, es decir, des- al paso que tiene dos el del a-
de el momento en que el tal li- ño anterior; al siguiente año ten-
to sale de la tierra, y comien- drá tres, el segundo brote dos, el
za á elevarse en el aire; vemos último uno solo, siempre con una
un tejido celular ó una médula yema terminal, y así sucesiva-
mui abundante, rodeada de tra- mente de año en año (2) de don-
queas, falsas traqueas, &cc; pri-
meros vestijios del estuche me- (1) V é a s e la nota siguiente.
dular. S u desarrollo se verifica ( 2 ) Al decir que los tallos no p r o -
con bastante rapidez, y bien pron- ducen c a d a año mas que una c a p a
de liber y a l b u r a , bien se dejará e n -
to se observa la primera concha tender que hablo de las que pueden
de líber, que se estiende, se pro- verse con la simple vista; pues es sabi-
longa y se fortifica poco á poco, do que c a d a una de estas capas e s -
mientras que la concha mas in- tá compuesta de otras muchas que se
terior forma la albura. Nuevas forman en el mismo año, pero tan del-
g a d a s que es casi imposible separarlas.
capas se unen á las primeras, las L a interrupción anual de la vejetacion
cubren , otras les suceden y se nos hace conocer la sucesión periódi-
prolongan en las mismas propor- ca d e las c a p a s , mucho mas estando
ciones; la albura antigua pasa separadas visiblemente por u n a tinta
mas ó menos subida.
67
de se signe qne el tallo crece a- los árboles ostentan toda su her-
nuaimente en lonjitud por la mosura y lozanía, cargándose de
yema terminal, y en grosor por ramas, ramos y hojas. En vista de
las capas corticales y leñosas. De loque acaba de esponerse sobre
lo dicho se infiere que la edad el reconocimiento de los tallos, y
de la planta se sabrá esactamen- lo que he dicho sobre las yemas,
te contando las capas de la base poco tengo que hablar de las ra-
del tronco, y no las del vértice mas, cuyo crecimiento es esac-
porque aquí no son tan nume- tamcnte el mismo que el del tron-
rosas. co: lo que hai de mas notable,
Tal es la idea que tenemos es su disposición y dirección
acerca del crecimiento así en lon- constantes y regulares. Unas
jitud como en grosor de los ve- son alternas, otras opuestas, es-
jetales leñosos: estos crecen con parcidas ó anulosas: el mismo
mas ó menos prontitud según orden guardan por lo regular
la naturaleza de los árboles, las en los ramos. No siempre su-
cualidades y circunstancias del cede lo mismo respecto á su di-
terreno, las variedades de la tem- rección: algunas veces las ra-
peratura, la diferencia de los cli- mas son horizontales ó casi ver-
mas, & c . Estos árboles crece- ticales, al paso que los ramos
rían al infinito si la naturaleza están pendientes ó vueltos, sepa-
no hubiese señalado á cada es- rados ó mui unidos, en tiu la dis-
pecie una elevación relativa á posición y dirección de las ra-
su constitución. En llegando el mas es tal, que de bien lejos ad-
tronco á la altura que debe te- vertimos las diferentes especies
ner, no produce mas yema ter- de árboles que hai en una vas-
minal, ó la que había queda es- ta campiña. ¿Quién podría en
téril: los jugos propios que d e - efecto desconocer por su fron-
bían desarrollarla, se esparcen dosa, piramidal y elegante copa
entonces por las ramas y ramos, el álamo blanco de Italia, ó por
los cuales se manifiestan en to- sus Üecsibles, colgantes y nume-
do su vigor solamente en d e -
terminada altura del tronco; las de una organización especial que d e -
ramas inferiores, que impedirían termina y fija su desarrollo? E s t a s
con su desarrollo el que se ele- cuestiones no han podido aun resolver-
vase suficientemente el tronco, le por mas que la esperiencia nos e n -
señe que es asequible al arte i as m a s
se secan y perecen ; los jugos veces el modificar las proporciones n a -
nutritivos ¡as dejan para diríjir- turales de las plantas leñosas. Con e -
se en abundancia á las ramas su- fecto, el cultivador convierte en p i g -
periores (1): entonces es cuaudo meos los mas altos árboles frutales,
ó bien hace que se eleven considera-
blemente cortando las ramas i n f e r i e -
res, cuyas operaciones, si bien d e s n a -
(1) Cuál es pues la causa oculta y turalizan al individuo, dánle sin e m -
desconocida del crecimiento en unos bargo aptitud conveniente para el o b -
árboles, basta la altura de 15 ó 20 pies, jeto ó uso á que se le destina. H a i
V en otros hasta la de 100 y mas? Con- también en la naturaleza una m u l t i t u d
sistirá esto en que la abundancia y de circunstancias que cambian el por-
fuerza de la savia varia en p r o p o r - te de las plantas, hasta el punto, a l -
ción de la altura qne el árbol debe t e - gunas veces d e desfigurarlas c o m p l e t a -
ner, d bien en que la planta está dotada mente.
68
rosos ramos el sa'icc llorón? Al- moros, la dulcamara (solanum
gunos árboles, v. g. el cedro del dulcamara): leñosos, cuando su
Líbano , presentan horizontal- parte herbácea se convierte en le-
mente sus robustas ramas, como ño de un año al otro. Cuando
otros tantos árboles implantados se elevan poco y dan ramas d e s -
sobre un tronco jigantesco; otros de súbase, se llaman arbustos; si
tienen prolongadas ramas que estos se elevan mas y tienen mas
forman con el eje vertical án- fuerza se denominan arbolillos.
gulos mas ó menos abiertos. Cuando duran muchos años,
El doble crecimiento de los ta- se elevan mucho y no se divide
llos leñosos en lonjitucl y grosor en ramas, sino á cierta altura,
puede "igualmente aplicarse á los son árboles; su tallo lleva el nom-
tallos herbáceos ; con la dife- bre de tronco. Estas tres espe-
rencia, que estos crecen con cies de tallos leñosos pasan de la
mas rapidez, pues tienen que r e - una á la otra por cambios tan
correr en el corto espacio de u- insensibles, que es casi imposible
na misma estación todoj los pe- caracterizarlos bien. S e distin-
riodos de su ecsistencia. Corno gue el tallo sólido ó lleno, del
no hai interrupción en su des- fistuloso en que este es hueco, ó
arrollo, no tienen ni pueden te- tubulado en su interior: esespon-
ner mas que una sola capa , un jioso cuando está lleno de una
tejido celular mas abundante. Sí sustancia mui porosa, ó está re-
estas plantas durasen muchos a- vestido de una corteza blanda,
ños , estas capas pasarian, como flecsible , elástica , como la del
en los árboles, al estado leñoso, alcornoque.
así como acontece eaefecto á los 2.° En razón de su dirección,
arbolillos y serni-arbolillos. los tallos son verticales ó dere-
Los tallos ofrecen entre sí di- chos, cuando se elevan perpendi-
ferencias importantes con las cua- cularmente sobre el plano del ho-
les pueden caracterizarse las es- rizonte: oblicuos, cuando se sepa-
pecies y aun muchas grandes ran de la línea perpendicular; in-
familias naturales como las de la clinados, encorvados cuando for-
plantas monocotiledoues y dico- ma una corvadura ó un arco mas
tiledones. Estas diferencias de- ó menos notable; doblados cuan-
penden: 1.° de su consistencia y do su cima se inclina hacia la
duración; 2.° de su dirección; 3.° tierra ; ascendentes, cuando ,en-
de su forma ; 4 . ° de su compo- corvados en su base, vuelven á
sición. levantarse hacia el cielo; acos-
1.° En razón de su consisten- tados, cuando se hallan estendi-
cia, se llaman herbáceos, cuando dos sobre la tierra sin echar rai-
son tiernos y no duran mas de ces, rastreros, cuando estendidos
un año (plantas anuales): la ador- en la tierra echan raíces; estalo-
midera y al si na ; semillenosos, níferos , cuando echan aquí y allí
cuando su base subsiste durante renuevos, que se arraigan y pro-
el invierno, lleva yemas, y el res- ducen nuevos tallos; enredadores,
to del tallo, así como las ramas cuando, mui débiles para soste-
perece en el año: las plantas bis- nerse por sí mismos, buscan un
anuales vivaces: el alelí de los apoyo., y se elevan á lo largo de
69
los cuerpos inmediatos : estos son muí débil: bifurcado, cuando se
radicosos, cuando se unen á los divide en su copa en dos ramas
cuerpos por raices (la yedra); en- simples; dicotomo ó muchas v e -
roscados cuando se dirijen en ces bifurcado, cuando sus dos pri-
espiral sobre los cuerpos que le meras divisiones se dividen una
sirven de apoyo; rectos, cuando, ó muchas veces.
cualquiera que sea su dirección, Las ramas y ramos se dife-
se alargan en línea recta; flec- rencian en parte por los mismos
sibles, cuando están encorvados caracteres que los que acabamos
en forma de eses; tortuosos, de esponer para los tallos; se dis-
cuando se bailan encorvados ir- tinguen también por su atadura
regularmente en diferentes di- y dirección sobre estos mismos
recciones. tallos. S e hallan esparcidos , sin
3.° Los tallos presentan en su orden determinado ; opuestos,
forma un gran número de carac- cuando nacen por pares de los dos
teres, la mayor parte fáciles de puntos opuestos; alternos, situa-
distinguir, sin que sea necesario dos el uno por encima del otro,
definirlos; citaré solamente a- á distancias casi iguales; distica-
quellos que ofrezcan algunas di- dos ó colocados en dos series o-
ficultades. Los tallos son gruesos, puestas; cruzados f secussati J,
medianos, delgados, afilados,fi- cuando hallándose opuestos, los
liformes, capilares, cilindricos, pares se cruzan en ángulos r e c -
comprimidos , medio cilindricos, tos; anulosos, cuando forman por
angulosos , con dos filos ó dos su inserción un anillo al rededor
ángulos opuestos, triangulares, del tallo.
cuadragulares ó tetrágonos; de En razón de su dirección con
cinco, seis ó mas ángulos; sones- el tallo, los ramos son copados
triados 6 rayados, cuando están Cfastigiati, appressij, cuando es-
marcados por pequeñas líneas lon- tán aplicados contra el tallo , y
Jitudinalesj poco profundas; a- llegan casi todos á la misma al-
canalados ó surcados, cuando tura ; algunas veces afectan una
estas líneas son mucho mas pro- forma piramidal; derechos cuan-
fundas y anchas; son lisos ó igual- do se separan algo; abiertos, mui
mente unidos por todas partes; abiertos, diverfentes, cuando for-
ásperos, cargados de puntas á s - man un ángulo casi recto con
peras, salientes, punzantes, ve- el tallo ; ensanchados cuando so
lludos, cuando están cubiertos de separan en diferentes sentidos,
pelos algo duros; pubescentes, y difusos, cuando no tienen di-
cuando estos pelos son débiles, rección determinada: en fin re-
cortos y blandos; marchitos ó to- flejados ó encorvados , cuando
mentosos, cuando los pelos son forman una curva mas ó menos
finos, entrelazados y de un a s - grande ; pendientes, cuando caen
pecto blanquizco. perpendicularmente sobre la tier-
4.° La composición de los ta- ra. En algunas especies, los r a -
líos versa particularmente sobre mos terminan en una espina en
sus divisiones en ramas y ramos. vez de una yema.
El tallo es simple, cuando no Hemos observado en los tallos
tiene ramificación alguna, ó es de las plantas monocotiledones u-
70
na organización diferente de la los dicotiledones; ellos anmentan
de los dicotiledones. Algunos en lonjitud y grueso, se ramifi-
tienen nombres particulares; el can y cubren de una corteza.
tallo de las gramíneas se llama ¡Cuántas vanas teorías se han in-
rastrojo (pl. 4. fig. 5 ) : es un ventado para probar que estas
largo conducto hueco ó lleno de especies de tallos pueden refe-
modula en su centro, con nudos rirse á la clase de los monoco-
espesos, sólidos , á iguales dis- tíledones! Pero la naturaleza
tancias , de cada uno de los cua- no siempre se presta á nuestras
les sale una hoja que lo cubre divisiones sistemáticas, antes bien
por su parte inferior. E l in- se burla á cada paso del rigo-
tervalo de un nudo á otro se rismo de los métodos de clasifi-
llama entrenado. Estos rastro- cación. Recomiendo al lector las
"os son simples ó ramificados: sabias disertaciones que se han
Í os ramos son axilares y tienen publicado sobre este asunto.
el mismo punto de inserción que Aun mas difícil es formarse u-
las hojas. En la mayor parte na cabal idea del bohordo. Ocupa
de las cisperoides, los rastro- al parecer, el término medio entre
jos están desprovistos de nu- el pedúnculo y el tallo: se dife-
dos. rencia del primero, en que par-
El tallo de las palmeras (1), que te inmediatamente del cuello de
se designa vulgarmente bajo el la raiz, y del segundo, en que care-
nombre de tronco, porque tie- ce de hojas. Algunos botánicos lo
ne por lo común las proporcio- refieren esclusivamente á las plan-
nes de los árboles dicotiledones tas monocotiledones. E s fácil de
mas vigorosos, se denomina pro- conocer en el jacinto , tulipán,
piamente astil ó estipa, cuya ve ¡e- narciso., lirio, ¿kc. Se ha pretendi-
tacion ofrece caracteres especia- do verlo en el banano, porque
les, (véase páj. 46). El tallo de los se observa que el tallo de esta
y ucea, aloes y dracena toma tam- hermosa planta está formado por
bién el nombre de estipa, aunque las bases ensanchadas de las ho-
su organización difiere de las de jas, que se enrollan sobre sí mis-
las palmeras. Ademas de su cre- mas y atravesado interiormente
cimiento en lonjitud por las fi- por un largo pedúnculo que par-
bras centrales, crece también en tiendo desde el cuello de la raiz
grosor por el desarrollo de las de asoma por el vértice del tallo y
la circunferencia según las ob- cae entre las hojas, terminándose
servaciones de M. Petit-Tho- por un racimo de flores. (Véase
nars. Los tallos de los smilax, pl. 4, fig. 4, en la cual se ve este
tamus y dioscorea, aunque per- pedúnculo despojado de las ho-
jas que lo rodean). S e citatam-
tenecen á las plantas monoco-
íúen para ejemplo del bohordo el
tiledones, se asemejan á las de
llantén, diente de león, íkc; otros
no admiten esta esplicacion p r e -
(f) Véase pl. 4, fig. 7 tronco de tendiendo que estas plan tas tie nen
una palmera de América, rodeado por
el tallo de una enredadera cpie se un verdadero tallo, y que de
cree ser una hauliinia. Se halla coloca- él y no del cuello de la raíz, par-
d a sobre la escalera de la galería b o - te este bohordo. Dejo estas d i s-
tánica en el j a r d í n del rei.
71
-elisiones que me separan dema- te, que, bajo la forma de una c e -
siado de mi objeto principal, bolla ó bulbo, dan las hojas v flo-
persuadido, de que cualquiera res (pl. 4 , fig.2, 3 , 9 ) ; ¿ pero no
que sea el nombre que se de á es abusar de los términos el s e -
los sostenes de la¿ flores, no será ñalar como tallo esta porción de
menos fácil de reconocerlos. la planta, que las mas veces no
.Creo poder dar el nombre de tiene mas espesor que el de una
cepa á las pretendidas raices a- hoja de papel, mientras que la
largadas y casi leñosas de los he- planta entera se eleva á la al-
léchos : ellas son verdaderos ta- tura de muchos pies ? entonces
llos arraigados que serpentean el tallo de lis, tan guarnecido
por debajo de la tierra , sumi- de hojas en toda su lonjitud, no
nistran renovaciones anuales, y se será mas que un bohordo, y la
desarrollan por su estremidad an- corona que sostiene la cebolla
terior , de donde se elevan ho- el verdadero tallo. En este ca-
jas sentadas ó pecioladas, (pl. 4 so, para probar la ecsistencia del
fi. 8 ) . bohordo que no debe cubrirse de
Se encuentran en la America hojas, se dirá sin duda que e s -
meridional heléchos, que, en lu- tas no son mas que escamas fo-
gar de una cepa ó tallo subter- liáceas, bracteasó espatas, ó bien
ráneo ofrecen un tallo vertical, se recurrirá á los abortos. Así
arborescente y mui semejante á todo se allana, todo se clasifica
la estipa de las palmeras: parece según el sistema que se adopta-
formado por la reunión de los nu- Pero ¡cuan lejos están las mas
merosos peciolos cuyas fibras se veces estas clasificaciones de la
dirijen hacia las hojas: presen- verosimilitud que requieren. No
ta, en su conjunto, masas de le- molestaré mas la atención del lec-
ños compactas, ó láminas leño- tor, á quien presento estasreflec-
sas admirablemente contornea- siones para demostrarle que las
das (pl. 2 , fig. 4 ) . sutilezas y el abuso en las pala-
Algunos autores han conside- bras no hacen mas que crear di-
rado también como tallo en las ficultades y entorpecimientos en
liliáceas, & c . la -corona orbicu- el estudio de las producciones de
lar y subterránea que separa las la naturaleza.
verdaderas raices de l a o t r a p a r -

12
\
72

CAPITULO DUODECIMO.

De las yemas.

A S T A aquí solamente he- ga serie de siglos, y dar origen


mos estudiado la organización es- á una posteridad incalculable.
tertor de los troncos, ramas y Hemos dicho mas arriba que
ramos vejetales: vengamos ya las yemas eran producidas por
á los órganos accesorios, tratan- las prolongaciones medulares que
do en primer lugar de las yemas se dirigían del centro del tallo
como primordial oríjen de estos. á la corteza, donde conservan to-
Las yemas, pues, que sustitu- da su fuerza vital, aunque obli-
yen á las hojas en la época de la teradas en la parte leñosa que
esfoliacion , contienen los rudi- atraviesan. Todo es yema en
mentos de esos apéndices mem- las plantas; quiero decir, que ca-
braniformes que revisten de her- da una de sus partes puede pro-
mosura y de verdor los ramos. ducirlas cuando se hallau en fa-
L a yema es la cuna de una nue- vorables circunstancias; ellas sa-
va planta: sí se arrancase de un len de todos los puntos de la
árbol y se pusiese en circunstan- corteza, así como de las hojas;
cias favorables produciría un in- se encuentran también en las
dividuo vejetal. Ella nutre, des- flores bajo el nombre de bulbos,
arrolla y fortiíica la planta has- de los que he hablado en otra
ta formarse parte integrante de la parte. En las plantas, cuyo des-
misma. En efecto sin las y e - arrollo no halla obstáculo nin-
mas el árbol mas robusto no guno, las yemas tienen un Ingar
tardaría en perecer, pues están determinado: crecen ordinaria-
destinadas á suplir todos los a- mente en la estremidad de los
ños las pérdidas que en los an- ramos y en el axila de las hojas.
teriores hubo de sufrir el veje- Aunque todas las yemas, que
tal. L a yema, aunque parezca contienen asi como la semilla el
vieja y marchita, recobra todos embrión de una nueva planta,
los años su fuerza y vigor, pu- son semejantes en su organiza-
diendo así conservar la ecsisten- ción interior; sin embargo algu-
cia de las plantas por una lar- nas veces no se desarrollan todas
73
sus partes. Las mas de las y e - bierta escamosa de estructura y
mas solo producen hojas; otras forma diferentes. Las escamas es-
ramos, hojas y por consiguiente teriores son ordinariamente du-
flores; otras en fin parecen r e - ras, secas, lucientes, como em-
serradas únicamente para la pro- barnizadas, cubiertas de jugos r e -
ducción de flores y frutos. Tal sinosos, y de tal modo sobre-
es el orden ordinario de la na- puestas por sus bordes, que la
turaleza; pero llega á trastornar- humedad no las penetra; las es-
lo la mano del cultivador, y camas interiores son blandas, su-
entonces sucede que la yema culentas, muchas veces vellosas
que hubiera debido suministrar y cubiertas de una pelusa fina.
un ramo no da sino hojas, la Las yemas laterales destina-
que flores hojas y ramos y reci- das á formar nuevas ramas, están
procamente. También acontece colocadas en el axila de las ho-
que separada una yema de la jas, son por lo regular mucho
planta madre, echa raices y da mas pequeñas que las anteriores,
nacimiento á un individuo . ve- y apenas visibles en ciertas es-
jeta!. pecies de plantas, donde per-
En el orden natural se dis- manecen encerradas en la sus-
tinguen tres especies de yemas; tancia misma de la rama y c u -
las del tronco que producen ra- biertas por la rama ó el peciolo,
mas y hojas, las de hojas, que como acontece en el plátano, la
solo producen hojas; en fin las ptelea, & c .
de flores ó fruto , que solo dan Las yemas de flores tienen tan-
flores desnudas ó acompañadas tas relaciones con las preceden-
de algunas hojas. E s preciso tes, que no necesitan mas que
no confundir estas yemas con de ciertas circunstancias para
las que se llaman yemas de flo- producir hojas aunque pocas, sos-
res: esto se dice de una flor que tenidas por un tallo cortísimo
está próesima á abrirse, como y sin prolongación, como se o b -
or ejemplo, la yema del clavel, serva en la mayor parte de nues-
S e la rosa, ócc. E s también esen-
cial distinguir la yema terminal
tros árboles frutales.
El ojo esperto del cultivador
y las laterales. L a primera co- distingue fácilmente las yemas
mo hemos visto, prolonga el ta- de flores que son gruesas, r e -
llo ó ramos antiguos; las otras dondeadas y oblicuas en su vér-
deben suministrar nuevas ra- tice, de las de leño y hojas que
mas. son mas pequeñas, oblongas y
L a yema terminal ocupa la puntiagudas. Las yemas no se
estremidad de los tallos y ramos; desarrollan sino lentamente y
sirve únicamente para prolon- por lo regular de un año á otro;
garlos; y se forma del estuche horadan y desgarran la corte-
medular estendido por la m é - za que forma en su base un p e -
dula interior hinchada, cuyo des- queño rodete anular. E n el
arrollo se ha detenido momentá- principio de su desarrollo, las
neamente. Entonces delinean flama el cultivadoro/o: engruesan
los rudimentos de las hojas y los durante el estío y se hacen ye-
principios del tallo, bajo una cu- mas propiamente dichas; persis-
74
ten después de la caída de las mas, no ha querido crear hojas,
hojas, pasan el Invierno al abri- aunque pueda acontecer algu-
go del frió y la humedad bajo nas veces que, por una vejeta-
su acorchada cubierta y esca- cion mui abundante ú otra cir-
mas coriáceas. No aguardan, pa- cunstancia,, estas escamas pro-
ra, desarrollarse , mas que las duzcan; hojas.
influencias de la primavera, en En las plantas herbáceas, no
cuya época toman entonces el ecsisten yemas propiamente di-
nombre de pimpollos (pl. 5, fig. chas , ó mas bieiv escamas que
24); bien pronto se entreabre, las cubran. El. brote de estas
y entonces es cuando se ejecuta; plantas, no, esperimenta inter-
la brotación acto mui semejante rupción; así es que desde que
al de la jerminacion; la parte la yema aparece se convierte
inferior de la yema se hincha;, al momento en ramos tí ho-
las escamas se separan ; el aire jas; las otras son yemas de
y la luz penetra en su interior; flores. L a s yemas que crecen en
las hojas jóvenes se desplegan, las raices se llaman turiones. De
enverdecen y fortifican; las e s - ellos hablé cuando de las raices.
camas, estertores se desecan y Antes de- acabar con las y e -
caen : las, interiores persisten, masj detengámonos un instante
mucho mas tiempo, porque aun en considerar saestado en la épo-
pueden protejer á las tiernas y ca de la jerminacion. Si penetra-
pequeñas hojas, á quienes sue- mos en su interior, veremos las
len, acompañar toda la vida bajo, hojas jóvenes prontas á desar-
el nombre de estípulas. rollarse, ofrecernos una disposi-
Las yernas no siempre se ha- ción mui notable y variada s e -
llan formadas corno acabo de gún las especies que Linneo ha
decir; hai algunas que no tienen nombrado vernalio ó foliado: es-
escamas) que continúan vejetan- tén enrolladas sobre sí ó diver-
do sin interrupción, y producen samente colocadas. En el álamo
hojas y ramos; así sucede en las blanco y en el espino los bordes
de los árboles de los países c á - de las hojas se enrollan hacia
lidos, cuya vejetacion es mui r á - dentro; en la adelfa y romero
pida y vigorosa. Sucede lo mis- hacia fuera; los lados de una mis-
mo con los ramos que se han ma hoja plegada en dos se unen
acortado mucho en la época de paralelamente en el cerezo, tilo,
la poda, pues salen de ellos nue- almendro; ó bien la hoja está
vas; ramas producidas por y e - muchas veces plegada y reple-
mas sin escamas; en otros, la gada, como en el abedul. Cada
yema está protejida simplemen- hoja en el banano, se enrolla
te por la base de los peciolos sobre sí misma, de tal modo que
(pl.. 5, fig. 26); por las estípu- uno de sus bordes representa un
las (pl. 5 , fig. 2 5 ) ; pero esta- eje en cuyo derredor el resto
blecer como principio que las del limbo describe una espiral;
dos escamas esteriores no son en los heléchos las. hojas, están
mas que un aborto de otras par- enrolladas desde el vértice has-
tes, es abusar de las espresiones. ta su base en espiral ó báculo;
Guando la naturaleza crea esca- finalmente se hallan plegadas en
75
forma de abanico, esto es, en so. tras muchas sobre las yemas mui
lonjitud; tales son las de la gro- interesantes, de las que no d e -
sella, viña; en el acónito, (cycla- bo hacer mención aquí porque
men), están plegadas de arriba son del dominio de la agricul-
abajo.. Considerando la posición tura.. Así, Linneo, consideran-
de las. hojas entre, sí, se encuen- do que el mismo grado de ca-
tran como en el haya plegadas lor necesario para la jermina-
por medio y aplicadas por sus cion de algunas especies de ár-
lados. E n el lychius dioica, y boles, lo era igualmente para la
la saponaria, los bordes de una de muchas semillas, imajinó mui
hoja están comprimidos alterna- injeniosamente formar, bajo el
tivamente entre los de la opues- nombre de Calendario de Flora,
ta; en los lirios y gladiolos, las, un cuadro en el que dio para
hojas se cubren de manera que el clima de S necia la lista de los
los bordes de la interna están a- granos cuya jerminacion tenia lu-
brazados por los de la esterior; gar en la misma época que la de
en el ligustro, las hojas opues- ciertos árboles, para que confor-
tas y plegadas mitad sobre mitad me á estas observaciones hiciese
se tocan por sus bordes sin abra- el agricultor sus trabajos. De e s -
zarse; están de frente., te modo demostró, por ejemplo,
Estas observaciones pueden su- que el tiempo mas favorable para
ministrar mui buenos caracteres sembrar la cebada era, en Sue--
naturales aun para la distinción cia, el de la jerminacion del a*
de las familias. Hai ademas o- bedul.

CAPITULO DECIMOTERCIO.

De las hojas*

SfgfeNTRE abiertas las yemas,, frondosas copas. Con efecto así


prócsimas á salir las hojas co- que la planta despierta de su
mienza la savia á reanimarse y sueño invernal, cúbrese de nu-
los árboles a recobrar bajo la in- merosas hojas: esta renovación,
fluencia de una temperatura hú- es quizá uno de los fenómenos,
meda y suave toda la hermosu- que mas influencia tienen en to-
ra y esplendor de las verdes y dos los seres animados, el que
76
mas se desea, porque con él tor- desarrollo de las prolongaciones
nan los templados días, los blan- medulares, pues es producida por
dos céfiros, las brillantes flores, tina yema, que debe á ellas mis-
los sabrosos frutos; porque con mas su oríjen: su base es un ma-
él en fin se renueva la natura- nojo fibroso, ya en forma de lá-
leza entera, que por todas par- mina delgada y plana desde sr*
tes ofrece al hombre un grandio- principio (en este caso la hoja
so V sublime espectáculo. Si las es sentada); ó ya, y es lo mas
hojas no tienen el colorido se- común, en forma de cola, (en-
ductor y el perfume de las flo- tonces la hoja es peñolada). Las
res, tienen al menos la cualidad fibras, mui unidas en el peciolo,
de ser mas duraderas, mas nu- se separan en su vértice, y for-
merosas y de conservar por mas man poi» su separación y divisio-
tiempo su hermoso color ver- nes, el esqueleto de la hoja (pl.
de que tan dulce y agradable 2 , fig. 7 ) . Se ha dado el nombre
es de mirar ; sostenidas la ma- de nerviosidades y venas á sus nu-
yor parte por un cabo delgado merosas ramificaciones: á medi-
lijero y flccsible, blandamente se da que se estienden el tejido
mecen en el aire que aspiran pa- celular, comprimido entre las fi-
ra purificarlo y que ecsalan pa- bras, se aumenta, dilata y toma
ra renovarlo: mas las hojas no sir- el nombre deparenquima. La su-
ven solamente para adornar nues- perficie esterior de las células
tros bosques, para darnos su b e - que lo componen se seca al aire,
néfica sombra ó recrear nuestra y forma, tanto por encima c o -
vista; sino ademas para ejer- mo por debajo, el epidermis de
cer otras funciones mas im- la hoja, películo de una estrema
portantes en el acto de la ve- finura, horadado de una multi-
jetacion. Veamos cuales son tud de poros corticales. Así or-
estas. ganizadas, no quedaba mas sino
1.° Atributos y funciones de dar á las hojas la posición mas
las hojas. ventajosa para qué puedan en-
Las hojas pueden ser consi- cargarse con facilidad de sus im-
deradas como las últimas divi- portantes funciones: bajo este
siones de los ramos, ó mas bien nuevo aspecto, nos ofrecerán he-
como espansiones particulares de chos infinitamente interesantes
su corteza: una vez desarrolladas que ha espuesto Bounet con su-
no crecen mas en lonjitud ni ma discreción. Las hojas, colo-
espesor, pero están dispuestas cadas la mayor parte en una po-
de modo, que en conjunto pre- sición horizontal, presentan al ai-
sentan al aire una superficie es- re libre su superficie superior,
teusa. Tienen un gran número y á la tierra la inferior. Esta
de poros, destinados unos á ab- posición es tan esencial, que si se
sorver de aquel fluido los ele- encorvan los ramos de una plan-
mentos que perfeccionan la sa- ta cualquiera de modo que la ca-
via ( véase cap. 8 , páj. 7 7 ) , y ra inferior de las hojas se vuel-
destinados otros á dar paso á las va hacia el cielo, bien prouto
materias traspiradas. todas estas hojas volverán á to-
mar su primera situación. Si se
La hoja no es otra cosa que el
11
colocan en una cueva 6 un g a - el ejercicio de sus funciones; ora
binete pequeñas ramas guarneci- se encuentran alternativamente
das de hojas, cuyas estremidades en dos líneas opuestas y parale-
este'n sumerjidas en vasos llenos las , ora distribuidas por pares
de agua, las hojas presentarán que se cruzan en ángulos r e c -
su cara superior á las ventanas tos; otras veces, suben á lo lar-
y lumbreras. go del tallo ó de las ramas for-
En muchas especies de plan- mando una ó muchas espirales;
tas herbáceas, tales como las mal- en fin, la superficie inferior de
vas, las hojas siguen el curso del las hojas, sobre las de los árbo-
sol: por la mañana dirijen su ca- les, es ordinariamente menos li-
ra superior hacia el oriente , al sa y lustrosa , de un color mas
medio dia hacia el septentrión, bajo que la superficie opuesta,
y á la tarde hacia poniente. Du- se halla cubierta de asperezas,
rante la noche ó en un tiempo ó guarnecida de pelos, con ner-
lluvioso , estas hojas se vuelven viosidades mas marcadas, y pro-
horizontales: su cara inferior mi- pías para detener los vapores y
ra á la tierra. S i observamos favorecer la absorción, mientras
las hojas de la acacia, veremos que la superficie superior, lisa,
también que, cuando el sol las embarnizada, sin nerviosidades
calienta, todas sus hojuelas tien- salientes, parece estar destinada
den á unirse por su cara supe- especialmente para las escrecio-
rior ; entonces forman una espe- nes, y para absorver el calórico
cie de gotiera vuelta hacia el sol. y lumínico.
Durante la noche, ó en un tiem- Bounet con esperiencias pro-
po húmedo, estas mismas hojue- pias confirmó parte de estas con-
las se vuelven en sentido contra- jeturas. En efecto observó, que
rio, y se unen por su cara infe- hojas ¡guales y semejantes, co-
rior ; entonces forman una g o - jidas en un mismo árbol, y co-
tiera vuelta hacia la tierra. locadas por su superficie infe-
Aunque todavía ignoremos el rior en vasos llenos de agua, se
mecanismo de estos movimien- conservaban verdes semanas y
tos su tin principal es bien c o - au« meses enteros , mientras
nocido. Las hojas están desti- que las colocadas por su super-
nadas, como las raices, para la ficie superior perecían en pocos
nutrición de las plantas; toman días. No bien se acerca la no-
de la atmósfera jugos nutritivos, che, la superficie inferior de
que trasmiten a las demás par- las hojas comienza á ejercer u-
tes del vejetal: el roció que se na de sus principales funciones,
eleva de la tierra parece ser el esto es la de recibir por sus po-
fundamento principal de esta nu- ros los principios nutritivos que
trición aerea, las hojas le pre- han de reparar las pérdidas que
sentan su superficie inferior do- el vejetal sufre durante la acción
tada de pequeños conductos ah- del astro luminoso, las cuales c s -
sorventes, y están colocadas en ceden sin duda á lo que el mis-
las ramas con tal arte que no se mo vejetal puede adquirir por
cubren unas á otras con el fin la noche. Durante el dia pues
sin duda de no perjudicarse en escretan las hojas bien por su su-
78
•perficie superior únicamente c o - mantenimiento de nuestra salud.
mo han pretendido algunos, bien 2.° Vijiliay sueño de las ho-
también por su superficie infe- jas. Fenómenos particulares en
rior como prueban ,con esperi- .algunas.
mentos otros. Las 'hojas, durante su vida,
Constantemente fijas en la presentan la mayor parte un fe-
tierra las plantas perecerían, nómeno particular que no se ha
así como los anímales, si queda- ocultado al jenio observador de
sen inmóviles: su vida no se sos- Linneo; ha notado que tomaban
tiene, ni fortifica mas que por durante la noche, algunas veces
la alternativa del movimiento y también á la sombra y en tiem-
reposo. Las hojas, siempre aji- pos lluviosos ó húmedos, una
tadas por el aire , son también posición diferente de la que a-
los órganos del movimiento: así fectan en el dia; ha considerado
para ejecutarlo con mas facili- esta posición como un estado
dad, están la mayor parte unidas de lacsitud, y comparándolo á
á los tallos por largos cabos del- las actitudes particulares que to-
gados y flecsibles. La esperien- man los anímales cuando al de-
cia demuestra que Jas plantas clinar el día quieren entregarse
adquieren tanta mas solidez y al reposo, lo nombró sueño de.
fuerza, cuanto m a s violento es las plantas: al declinar el dia en
esta especie de ejercicio. L a s medio de la noche, y sobre to-
plantas de los Alpes, espuestas do cuando el tiempo está n e -
á la acción continua de los vien- buloso; nos ofrecen las hojas e s -
tos, las del Cabo de Buena E s p e - te espectáculo interesante. L i n -
ranza, donde las tempestades son neo lo vio por primera vez en
tan frecuentes, tienen mas firme- el lotus ormithopodio'ides; y cre-
za y solidez. yendo que no seria este el solo
E n fin las hojas, tan útiles pa- hecho, se afana por descubrir o-
ra la conservación de las plan- tros, se priva del sueño, visita
tas, lo son también para la de sus jardines en el silencio de la
nuestra propia ecsístencia. Mien- noche , y cada paso que da le
tras que el aire atmosférico se descubre una multitud de ma-
baila continuamente alterado y ravillas desconocidas hasta en-
viciado por nuestra respiración, tonces.
por las descomposiciones pútri- De este modo logró ver que
das y los vapores que se elevan la posición de las hojas, durante
de la tierra, y que llevan en los la noche .cambia el aspecto es-
órganos de la vida la destrucción terior de algunas plantas hasta el
y la muerte., las hojas de los ár- punto de parecer enteramente
boles lo purifican, lo hacen mas otras: las hojas estaban contrai-
salubre , absorviendo todas sus das , y esta contracción era mas
partes no respírablcs, descom- notable en las plantas jóvenes
poniendo y dejando escapar de que en las adultas. Las obser-
sus poros, sobre todo cuando e s - vaciones le pusieron en el caso
tán bañadas por el sol, wna su- de demostrar que la ausencia de
perabundancia de aire vital ü la luz mas bien que el frió era
¿ocsijeno tan precioso para el la causa principal de este fenó-
79
meno, pues que las hojas se tiernas, las tres hojuelas se vuel-
contraen durante la noche así ven y reúnen solamente en su vér-
en las tierras cálidas, como en tice, forman entre sí una cavi-
medio del aire; esta contracción d a d , y dejan entre su base un
hacia tomar á las hojas posicio- intervalo , una especie de cuna
nes diferentes, según que eran que oculta y abriga las flores,
simples ó compuestas, y por úl- como en el trébol; 3.° diverjentes,
timo que el objeto de la natu- cuando en las hojas tiernas, las
raleza al dar este movimiento hojillas están reunidas en su b a -
á las hojas no era otro que el se, abiertas ó separadas en su ver-
a
defender el tierno retoño de las tice, como en la coronilla; 4 .
injurias del aire. pendientes, cuando las hojillas se
Linneo distingue cuatro po- vuelven ó encorvau para resguar-
siciones diferentes en las hojas dar las yemas ó las flores, como
simples: 1.° son conniventes, 6 en el altramuz; 5." vueltas, cuan -
duermen cara á cara, cuando, do el peciolo común se vuelve
siendo opuestas, se aplican tan- un poco, y las hojillas se bajan
to por su cara superior, que pa- volviéndose sobre si mismas, de
recen una sola hoja, como en el modo que se aplican una sobre
arroche de los jardines ; 2.° son otra por su cara superior, aun-
envolvientes , cuando , siendo al- que se inclinen hacíala tierra, co-
ternas, se aplican contra el ta- mo en la cañatistola: esta vuel-
llo, como para resguardar la ye- ta es tanto mas singular, cuan-
ma de su axila v. g. las de la sida to que en vano nos empeñariamos
malvavisco ; 3.° rodeantes ó en e n dársela arti íicial meo te d ura n te
forma de embudo, cuando esten- el dia sin correr el riesgo de rom-
didas horizontalmcnte se estre- per los vasos de los peciolos par-
chan y arrollan en forma de cor- ticulares; 6.° imbricadas, cuando
nete, rodean los renuevos j ó - las hojillas se aplican á lo largo
venes y las yemas, como en la del peciolo común, lo ocultan
malva del Perú ; 4 . ° cubrientes enteramente y se cubren tam-
o protectoras, cuando sosteni- bién entre sí, como las tejas de un
das por largos peciolos, se in- tejado, tales son las de la sensiti-
clinan , y caen hacia la tierra y va; 7.° en fin son alternas cuando
forman una especie de cubierta las hojillas son imbricadas en sen-
por encima de las flores inferio- tido inverso de las precedentes,
res , como en el impatiens no- dirijiendo su vértice hacia la ba-
li tangere. se del peciolo común como en la
Las hojas aladas ó compuestas galega caribcea.
son mucho mas susceptibles de Así las plantas ya se nos pre-
cambiar de posición: Linneo les senten con todo su brillo y ver-
da los caracteres siguientes: 1.° dor durante el dia, ya replega-
son derechas ó afrontadas cuan- das sobre sí mismas durante la
do sus hojuelas se vuelven , y noche, siempre y de cualquier
aplican dos á dos una sobre otra, modo nos interesan, nos admi-
corno las hojas de un libro, ta- ran, nos convidan á su útil y
les son las del espantalobos; 2 . ° ameno estudio. ¡Cuan deleitoso
en
- forma de cuna, cuando siendo es visitar después de puesto el
80
so! esos jardines poblarlos de No solo durante la noche to-
plantas de todos los climas; al man las hojas posiciones diferen-
ver aquí hojas pendientes, allí tes, sino también durante el dia,
tlores cerradas ó vueltas, creemos aun cuando el sol se halle en su
que esperimeutan, como todos mayor fuerza y el tiempo sea se-
los seres sensibles y activos, la co y cálido: estos movimientos
necesidad de descansar. Mas no parecen algunas veces indepen-
es así; pues ya hemos dicho que dientes del estado de la atmós-
esta disposición no era sino una fera y son debidos tal vez á una
precaución tomada por la natu- especie de irritabilidad. Todo
raleza para preservar los renue- el mundo sabe que basta aproe-
vos del frió y humedad de las si mar la mano á la sensitiva pa-
noches. ra que incline todas sus hojas á la
Entre las plantas de hojas tierra ; ecsisten otras muchas
compuestas ninguna esperimen- plantas dotadas de movimientos
ta un cambio de posición mas rá- particulares. Las hojuelas la-
pido v marcado que la sensiti- terales del hedysarum gyrans (o-
va: no está limitado á las hoji- riiinario de Bengala y aclimatada
llas; se observa igualmente en los en nuestras sierras) sostenidas
peciolos y ramos jóvenes; y el por un peciolo articulado, tienen
tacto solo basta en todo tiem- un movimiento de torsión r e -
po para operarlo. M. Decandolle pentino é irregular, jiran conti-
ha llegado á cambiar la hora del nuamente sobre su ¡untura y se
sueño de esta planta, colocándo- mueven al mismo lieuwo de ar-
la en una cueva oscura que a- riba abajo aprocsimáudose ó a-
lumbraba con lámparas por la no- partáridose de la hojiila interme-
che. Las hojas, engañadas, por dia que es mas grande: algunas
decirlo así, con esta luz artificial, veces solo se pone en movimien-
se estendian en la oscuridad to una de las dos hojas laterales.
corno se estienden bajo el influ- M. Mirbel dice que esta irritabi-
jo solar, y colocadas durante el lidad es independiente de la plan-
dia , se cerraban como acostum- ta madre, pues la hoja disfruta
bran hacerlo por la noche; pero de ella aun desprendida del ta-
algunos físicos han observado que llo; que cada hojiila fijada por
esta sensitiva, colocada en un su pedúnculo sobre la pirata de
lugar mui oscuro, vela y duerme una aguja se balancea también,
muchas veces á las mismas horas y en ¡fin que el peciolo aislado
que cuando está en su estado na- goza de alguna irritabilidad. El
tural.; M. Decandolle hizo con la mismo movimiento pero no tan
mimosa leucocephala, el oxalis in- sensible se observa en el hedysa-
camata y oxalis striatae\ mismo rum vespertilionis, cuando s'is ho-
espcrimento que con la sensiti- jas tienen tres hojillas, lo q u e a-
va, pero no obtuvo iguales re- conteco algunas veces.
sultados: de donde se colije que Nuestros rosolis de Europa
no solamente es la falta de luz (drosera rotundifolia et angust ¡jo-
la causa del sueño de las plantas; lia, pequeñas plantas que cre-
puesto que bastaría siempre es- cen en los terrenos hornagueros,
ta circunstancia para producirlo. tienen sus hojas redondeadas ú
81
ovales, cargadas de pelos glan- y se consume mas de la mitad
dulosos: cuando se irritan estos del líquido: esta pérdida se re-
pelos se encorvan y la hoja to- cupera durante la noche, v al
ma la forma de una bolsa, ti- siguiente dia vuélvese á llenar y
na planta de la América S e p - cerrare! embudo. Las sarracenias
tentrional conocida bajo el nom- de América presentan casi los
bre vulgar de papamosca fdio- mismos fenómenos (lám. 1 2 , fig.
ncea muscipula Lin.J (lám. 12, 6): sus hojas tienen ia íoriua de
fig. 7 ) ejecuta un movimien- un largo tubo cónico , las mas
to mui parecido al de los ro- veces lleno de agua, cubierto de
solis, aunque mucho mas nota- una ancha tapa levantado-*) aba-
ble á causa de la constitución tidovsegun las circunstancias at-
de sus hojas: estas se hallan di- mosféricas. E n las flores se ob-
vididas en su vértice en dos ló- servan movimientos análogos, de
bulos reunidos por una juntura á los cuales hablaré cuando trate
lo largo de la nerviosidad media. de ellas.
Cuando un cuerpo cualesquiera, 3." Duración y caida de las
tal como un insecto por ejem- hojas.
plo, toca la cara superior d e e s - Si las hojas hubiesen sido crea-
tos lóbulos , se aprocsiman al das tan solo para ornamento de
punto, cruzan los pelos que los la naturaleza y recreo de la espe-
rodean y de este modo aprisiona cie humana, no llegarían jamas á
el insecto. Mientras mas hichay desprenderse de sus árboles: mas
se remueve este por recobrar su por desgracia desaparecen la ma-
libertad , mas se irritan y cier- yor parte de ellas durante seis
ran los lóbulos: primero se d e - meses. ¡Cuan triste es entonces
jarían romper que abrirse. E s - el espectáculo de la naturaleza
to último no sucede basta que campestre! el colorido de las ho-
el insecto se cansa y deja de mo- jas es mas variado; son de un ro-
verse. jo brillante en el zumaque, cor-
Las Indias nos ofrecen una no & c ; de un hermoso amari-
planta mas maravillosa aun, el llo en muchas especies de arces,
nepetühes (lám. 12,íig. 8 ) . L a ner- matizadas en otras, de un ama-
viosidad media de las hojas se rillo bajo en la mayor parte de
prolonga mucho mas allá del vér- plantas. E l verde, si es que p e r -
tice en forma de zarcillo, se con- siste en algunas hojas, se oscurece,
tornea , se endereza y termina se pone casi negro; las del nogal se
por un embudo de tres ó cuatro vuelven pardas; las de la madre
pulgadas de largo y sobre cerca selva azulean. Mas á pesar de
de: una de diámetro, cubierto esta variedad de colores, que pa-
de una tapadera elástica que rece debieran ser agradables á
la vista, reina en torno de los
se abre y cierra en diferentes
vejetales cierta tristeza y melan-
e'pocas según el estado de la at-
colía que anuncia la próesima
mósfera. Este embudóse llena de
desaparición de esos últimos a-
Un agua dulce y clara que destila
dornos de las plantas y la en/ra-
la pared interna del vaso; el em-
da de una estación llena de con-
budo se cierra entonces por lo
tinuas lluvias, de densas nieblas
regular; se abre durante el dia,
82
r
de helados vientos. Todas las época de la caída de las hojas;
Ííojas pierden su frescor, su lo- muchas veces, sobre todo cuan-
zanía y su graciosa posición: se do estos maduran temprano c o -
descoloran, se arrugan; sus lim- mo sucede en el olmo, las ho-
bos se abaten, sus centros se e- jas persisten mas tiempo, por-
levan y sus peciolos se inclinan. que el vejetal aun necesita de
Marchitas ya y encorvadas hacia ellas para continuar su des-
la tierra, el viento mas sutil las arrollo hasta el otoño ; pero no
desprende, y el frió y la hume- creo que se pueda citar un e -
dad aceleran su destrucción. P e - jemplo de árbol que se despoje
ro , ¡oh prodijio! la yema se ha- de sus hojas antes de la madu-
lla al lado de la hoja descolori- rez , al menos mucho antes de
d a , y la tierra ha recibido en sus frutos. Esta observación
su seno las semillas de las plan- no podria servir para esplicar,
tas. Después de haber nutrido al menos en parte , la persisten-
los frutos hasta el momento de cia de las hojas en los árboles
su madurez, las hojas se precipi- que se han llamado árboles ver-
tan con ellos, á la tierra, para des. E s raro que sus frutos
cubrirlos aun con sus restos, pro- maduren en la misma estación:
tejer las tiernas yemas y aumen- se sabe que en los naranjos que-
tar en seguida con su completa dan mas de un año en el árbol;
descomposición la fertilidad del que los frutos de los pinos, & c .
suelo en que yacen. Así esta no dan sus semillas sino al s e -
aparente destrucción es en el gundo año. Estas plantas tie-
orden de las cosas un nuevo ma- nen pues necesidad durante mu-
nantial de fecundidad. cho tiempo del servicio de las
hojas.
L a naturaleza tuvo otro obje-
to mas importante en la crea- A la verdad haí plantas cuyas
ción de las hojas; el que sumi- {lores se presentan antes del des-
nistrasen á las flores y frutos, arrollo de las hojas; pero nin-
así como á toda la planta, los ju- guna, según mis observaciones,
gos necesarios para su nutrición. da frutos antes de producir hojas:
S i estos llegan á faltar en la é- por lo demás todo lo que acaba
poca de la floración , ó antes de de decirse sobre la caida y na-
ia madurez del fruto, el vejetal cimiento de las hojas no puede
se debilita y aquel se seca y cae; aplicarse sinoá la de losvejetales
mas cuando los frutos han lle- leñosos. En cuanto á las hojas de
gado al momento de la madurez, las plantas herbáceas, se sabe que
sobre todo si es en otoño , las perecen con la planta, y q u e es-
hojas pierden entonces sus atri- ta no muere sino después d e ha-
butos , sus poros se comprimen ber producido sus frutos; la épo-
y obstruyen, sus funcioues se e- ca de su madurez y de la dise-
jecutan mal, su nutrición se de- minación de los granos deter-
tiene porque la savia no llega mina la de la duración del ve-
hasta ellas, y por último perecen jetal.
porque ya no son necesarias. Por J
4 . Formas , disposiciones y
lo demás, la madurez de los fru- otros caracteres de las hojas.
tos no coincide siempre con la Las hojas, por su admirable
83
variedad ofrecen al botánico ti­ horizontales , cuando se separan
na multitud de caracteres que sir­ masó menos del tallo; realzadas,
ven para diferenciar las especies cuando siendo casi horizontales
de plantas: estos caracteres se ó inclinadas, se elevan en su par­
deducen de la inserción^ forma, te superior ; las hai también
consistencia, duración , disposi­ inclinadas, ó encorvadas hacia
ción, estructura, v demás atri­ fuera; se denominan pendientes
butos de las referidas hojas. cuando miran enteramente á la
1.° Estas, consideradas según tierra; nadadoras, cuando se sos­
su inserción, disposición y direc­ tienen en el agua ; sumerjídas,
ción, son radicales, cuando s a ­ cuando se encuentran en el in­
len inmediatamente del cuello terior del agua.
de la raiz (lám. 6, íig. 1); cau- Según su inserción, las hojas
linares, cuando se insertan en el son pecioladas, es decir, soste­
tallo y ramos (lám. 6, fig. 2, 3, nidas por una cola que se nom­
4, Scc); alternas, cuando están bra peciolo (lám. 7, fig. 12, 18):
colocadas una á una por escalo­ sentadas, esto es , privadas de
nes al rededor del tallo (lám. 6, peciolo é insertas inmediatamen­
fig. 4, 5); esparcidas, cuando son te sobre el tallo (lám. 6, fig. 6,
mui numerosas y dispuestas sin 10), umbilicadas ó insertas en
orden alrededor del tallo (lám. el pecíolo, no por su borde, sino
6 , fig. 3 ) ; disticadas , cuando, por un punto las mas veces in­
siendo alternas, están colocadas mediato al centro de su disco
sobre dos lados opuestos del ta­ (lám. 8, fig. 3, 8): conjuntas, ó
llo (lám. 6, fig. 6); imbricadas, unidas por su base (comiataj,
cuando están esparcidas y se cu­ cuando se sueldan por este punto
bren en parte unas á otras como pero en dirección diametralmen­
las tejas entre sí (lám. 6, fig. 2;; te opuesta (lám. 8, fig. 10); d e -
fasciculadas, cuando se insertan currentes, ó de base prolongada
muchas juntas sobre un mismo sobre el tallo ó sobre los ramos
punto (lámina 6, fig. 11); opues­ (lám. 8, fig. 6); amplexicaules,
tas , colocadas por pares sobre ó que siendo sentadas abrazan
dos puntos diametralmente o- el tallo por su base (lám. 8, fig.
puestos (lám. 6, fig. 7); cruza­ 8); se llaman perfoliadas cuando
das, cuando, siendo opuestas, los el tallo atraviesa su disco, (lám.
pares se cruzan en ángulos rec­ 8, fig. 11); envainadoras ó vaji-
tos, como en algunas especies de nales, cuando su base forma u -
verónica, euforbia & c ; veriici- na especie de vaina que rodea
ladas, dispuestas en anillo al r e ­ el tallo , tales como las de las
dedor del tallo, y formando una gramineas (lam. 7, fig. 9 ) .
especie de estrella, siendo mas
de dos en cada verticilo (lám. 2." Las hojas, consideradas
6, fig. 8, 9, 10, 11). según su estructura y su figura,
se denominan orbiculares ó r e ­
En cuanto á su dirección, se dondas, si su contorno se ase­
llaman derechas cuando forman meja á la forma de un círculo
con el tallo un ángulo mui agu­ (lám. 8, fig. 1, 9); redondeadas,
do; aplicadas, cuando están aun si no son esactamente redondas
mas próesimas á aquel; abiertas, (lám. 8, fig. 9); oblongas, sisón
84
un poco mas largas que anchas, en los dos bordes , mui agudas
como las del carlina vulgaris; en el vértice (lám. 7, fig. 7); a-
elípticas, si tienen doble ionji- cinaciformes ó en forma de sa-
tud que anchura y están redon- ble, aplanadas, uno de sus bor-
deadas en las dos estremídades, des espeso, el otro delgado, cor-
como en el convallaria mcüalis; tante, encorvado hacia atrás; en
ovales, si son mas anchas en su doladera, carnosas, casi cilindri-
base que en su vértice (lám. 7, cas en la base, planas en el vér-
fig. 15); en óvalo vuelto, cuan- tice, uno de los bordes espeso y
do son mas anchas en el vérti- rectilineo , el otro ensanchado,
ce que en la base (lám. 7, fig. circular y cortante, como e\me-
11); parabólicas, cuando se e s - sembrianthemum dolabri for m e;
trechan insensiblemente hacia el en forma de lengua, oblongas,
vértice, y se terminan por un convecsas por debajo, obtusas
borde redondeado (lám. 7, fig. en el vértice ; encorvadas, car-
17); cuneiformes, esto es, estre- nosas , tuberculosas en sus dos
chas por súbase, anchas y obtu- caras, como en el crassula co-
sas por su vértice (lám. 10, fig. tiledón; deltoideas , c o r t a s , de
1); espatuladas, anchas y redon- tres c a r a s , adelgazadas en los
deadas en el vértice, oblongas dos estreñios (lám. 7 , fig. 6 ) ;
y estrechas hacia su base (lám. trígonas ó de forma prismática
10); lanceoladas, oblongas y e s - triangular, como el junco llori-
trechas hacia el vértice (lám. 7. do (butomus umbcllatus); tetrá-
fig. 12); lineares, estrechas, o- gonas, ó de forma prismática cua-
blongas, y casi iguales en toda dra ngu lar.
su lonjitud (lám. 7, fig. 5); su- En cuanto á la figura de las
buladas ó en forma de alesna, bases de las hojas , se dividen
lineares y sumamente agudas por estas en acorazonadas, las cua-
el vértice (lám. 7, fig. 4) ; aci- les son mas largas que anchas,
culares ó á manera de alfiler, y están divididas en su base en
las cuales son menudas , ríjidas, dos lóbulos redondeados (lám. 7,
agudas, como la de muchos pi- fig. 16, 17, 18); acorazonadas o-
nos ; capilares , menudas y muí blicuamente (lám. 8, fig. 12); a-
íJecsibles, como las del espárra- riñoñadas, cuando los lóbulos son
go; filiformes, seíaceas , según anchos y muí separados, asarum
su grado de finura. europceum; cruzadas ó semilu-
Segun su forma, la* hojas son nares, cuando los lóbulos son
cilindricas, oblongas, y redon- mui estrechos, y la ho'a nncho
deadas en toda su lonjitud, co- mas ancha que larga (hydrotyle
mo las de la sosa cultivada; se- lunata); á manera de flecha ó sa-
mi-cil huiricas, como las del pi- jitadas, cuando se prolongan en
no salvaje; fistulosas, huecas, co- dos lóbulos agudos, poco separa-
mo las del ajo, cebollas (lám. 7, dos (lám. 9 , fig. 2); achujadas,
fig. 6); comprimidas, aplanadas cuando los lóbulos están mui se-
lateralmente , siendo mas grue- parados , y echados hacia fuera
sas que anchas, como muchos (lám. 9, fig. 1).
mesembrianthemum ; ensiformes, Consideradas en cuanto á su
ó en forma de espada, cortantes vértice , las hojas son obtusas,
85
redondeadas en el vértice (lám. sas, cuando el borde forma lí-
7, fig. 17); remas ó terminadas jeras sinuosidades, especies de
en una escotadura ancha y poco ondulaciones (lám. 8, fig. 1, 9);
profunda (tám. 10 , fig. 4); es- angulosas, cuando sus bordes tie-
cotadas (lám. 10, íig. 1); trunca- nen muchos ángulos salientes
das , terminadas de pronto por (lám, 9 , fig. 3 ) ; panduriformes
una línea transversa! (lám 9, fig. ó en forma de violin, cuando sien-
3); dentadas, ó que terminan en do oblongas, tienen hacia la mi-
una línea irregular, como si tad de cada lado una escota-
el vértice se hubiese cortado con dura redondeada, rurnex. pulcher;
los dientes Ccaryota urensj; agu- pestañosas, rodeadas de pelos co-
das ó que terminan en punta sin mo las pestañas de los párpa-
prolongación (lám. 7, fig. 14); se dos, j'uncus pilosus, callosas, ro-
les da el nombre de acuminadas deadas de pequeñas callosidades
cuando la punta está formada por (saxífraga cotyledon); cartilaji-
el estrechamiento prolongado de nosas, cuando su borde se dis-
la hoja hacia el vértice (lám. 7, tingue por uua sustancia mas du-
fig. 15); el de cuspidadas, cuan- ra y seca que la de la hoja, como
do terminan por una punta dura en muchas crásulas y sacsifra-
ó punzante (lám. 7, fig. 4 y lám. gas; espinosas , cuando su borde
6 , fig. 1 2 ) ; el de mucronadas está guarnecido de puntas duras
cuando están superadas de una y punzantes, como los cardos, los
punta delgada y libre (lám. 7, fig. acebos ; desgarradas , cuando su
5); el de unciformes cuando ter- borde está dividido por dos escota-
minan por una punta en forma duras desiguales y diformes (lá-
de gancho, statice mucronata: mina 9 , figura 6) ; corroídas,
tridentadas ó terminadas por tres cuando siendo sinuosas, las sinuo-
dientes, algunas veces por cua- sidades tienen otras mas pequeñas
tro 6 cinco; acorazonadas por la y desiguales como se observa en el
unta, divididas en su vértice en beleño dorado; en forma de lira,
os lóbulos redondeados, óxalis cuando los lóbulos laterales son pe-
acetosella. queños en comparación del lóbulo
Consideradas en cuanto á la terminal, que es mui ancho (lám.
forma de su limbo las hojas son 9 íig. 7); lobuladas, las incisio-
enteras ó mui enteras cuando su nes penetran casi ha^ta la mitad
borde ó circunferencia no pre- del disco ó mas, y forman como
senta incisión alguna (lám. 7 , fig. digitaciones: son bilobuladas, tri-
13, 1 7 ) ; recortadas, cuando su lobuladas, de dos ó trps lóbulos,
horde está dividido en dientes, &c. (lám. 9, fig. 9, 10 y 11). S e
redondeados y obtusos (lám. 8, les llama hendidas cuando los
fig. 9 ) ; dentadas, cuando estos lóbulos son mui estrechos; pin-
mismos dientes son agudos v rec- uadas, cuando sus digitaciones
tos (lám. 7, fig. 18); son aserra- son mui profundas, algo estre-
das cuando estos dientes dirijen chas, lanceoladas y que se es-
su punta hacia el vértice de la tienden en forma de ala ( lám.
hoja (lám. 7 , fig. 12); denticula- 9, fig. 8).
das, cuando los dientes son mui J
3 . Las hojas, consideradas
cortos (lactuca virosa J; sinuo- según su composición son sim-
86
pies cuando el peciolo se ter- Sucede también que el pe-
mina por una sola hoja (en las ciolo común se divide en su vér-
láminas 7 , 8 , y 9 todas las ho- tice ó lateralmente en otros
jas son simples); compuestas, muchos peciolitos los cuales sos-
cuando el mismo peciolo lleva tienen las hojillas; entonces se
muchas hojas, mui distintas, á les da á las hojas el nombre de
las que se ha dado el nombre de recompuestas, como la ruda de
hojillas (láminas 10 y 11, las ho- los jardines. Cuando los pecio-
jas son compuestas). En estas los parciales son terminales, las
especies de hojas, las hojillas son hojas se llaman bijeminadas, si el
dijitadas cuando terminan el p e - peciolo se bifurca, y si cada pe-
ciolo común, como otras tantas ciolo parcial sostiene un par de
dijitacionej , en lugar de estar hojillas, como son las de la acacia
colocadas sobre sus dos lados (lám. uña de gato; biternadas, cuando
10, íig. 5) en este caso, son bina- el peciolo común se divide en o -
das, temadas, cuaternadas, &cc. tros tres, parciales y terminales
Según el número de hojillas cada uno con tres hojillas, tales
que lleva el peciolo en su estre- son también las del epimedium
midad (lám. 11, fig. 6, 7 y lám. alpinum; pero cuando los pecio-
10, íig. 1, 5); se llaman conju- los parciales parten no del vér-
gadas cuando su peciolo, mui tice sino de los lados del peciolo
simple, sostiene un solo par de común, las hojas son bipinnadas,
hojillas opuestas (lám. 11, fig. ó dos veces aladas si los peciolos
6); biconjugadas, triconjugadas, parciales llevan hojillas dispues-
cuadriconjugadas, cuando tienen tas en dos órdenes (lám 12, fig.
dos, tres ó cuatro pares de ho- 1); en fin las hojas son sobre
jillas opuestas (lám 10, fig. 4 ho- compuestas, ó mas de dos veces
ja biconjugada); pediarias, cuan- compuestas (lám 12, fig. 2); tri-
do el peciolo se divide en dos pinnadas, ó tres veces aladas, ta-
en su estremidad, y nacen mu- les como las del aralia spinosa.
chas hojillas en el lado inter- Las hojas tienen dos caras, una
no de sus divisiones, como en superior vuelta hacia el ciclo, y
el ele'boro negro; aladas ó pinna- otra inferior que mira á la tierra.
das, cuando están colocadas un Bajo este aspecto se llaman des-
sin número de hojillas sobre los nudas y lisas cuando su superfi-
lados de un peciolo común for- cie es uniforme, y no tienen des-
mando como las barbas de una igualdades, pelos ni glándulas;
pluma (lám. 10, fig. 2, 3, в , 7); coloreadas, cuando no son ver-
aladas con una impar, termina­ des ; nerviosas , cuando tienen
das por una hojilla impar (lám. costillas ó nerviosidades salientes
Ю , fig. 6 ) ; aladas sin impar, que se estienden de la base al
terminadas por dos hojillas o- vértice sin ramificarse, como las
puesías sin impar; (lám. 10, fig. del llantén, cornizola, & c ; ve-
3); aladas con peciolo en forma de nosas, cuando tienen nerviosida-
zarcillo (lám. 10, fig. 2j; aladas des pequeñas mui ramificadas,
con interrupción, las hojillas son como las del arándano; surcadas,
alternativamente grandes y pe- cuando tienen pequeñas escava-
queñas como en la filipéndula. ciones numerosas y paralelas; ar-
87
Hígadas, cuando las porciones de hojas; hai pocas que ofrezcan e-
su superficie contenidas entre saclamente Jas mismas firmas;
las ramificaciones de las nervio- pues ellas se diferencian mas ó úse-
sidades son salientes y forman nos aun en una misma especie.
arrugas, la prímula, la salvia ; on- E s pues imposible caracterizarlas
deadas cuando las arrugas son con una precisión matemática:
cóncavas por debajo como la así, cuando se dice que las ho-
albahaca santa ; punteadas, sem- jas son ovales, lanceoladas, or-
bradas de pequeños puntos cón- biculares, ¿Ve, solamente se quie-
cavos ó salientes ; el hipcrí- re indicar la figura que comun-
con , el diosma ; mameloua- mente afectan. Cuando parecen
das, cargadasde puntos vesiculo- participar de dos caracteres dis-
sos, carnosos, ó tubérculos nume- tintos, esto se indica por una
rosos, la glacial; glandulosas ó car- doble espresion; como ova!es-o-
gadas de glándulas en su base, blongas, ovales-lanceoladas, ¿Ve:
en sus dentellones, ó en el dorso, muchas veces también se em-
como en el sauce el viburno; vis- plea la palabra de casi (sub), casi
cosas ó pegajosas, como las de la en corazón, casi ovales, ckc. cuan-
yerba cana viscosa; pubescentes, do estas formas no son mui pro-
cubiertas de una capa fina, corta, nunciadas.
algo floja, el serbal: vellosas, Todo lo que acaba de espo-
cuando los pelos que las cubren nerse sobre las hojas no se refie-
son numerosos y están mui juntos, re mas que á su lámina, salvo
la betónica vellosa; pilosas cuando lo que respecta á su situación
estos pelos son largos y flojos; se- y dirección. He dicho ya que
dosas, cuando estos pelos son sua- se distinguían dos partes en las
ves, cortos, lucientes y qu3 dan hojas , el peciolo que falta al-
á la boja el aspecto de un te- gunas veces, y la lámina, que
jido de seda , la potentila; to- es la espansion. El peciolo ó
mentosas cargadas de pelos a - cola de la hoja encierra bajo
blindantes entrelazados unos con una cubierta de tejido celular
otros; lanujinosas, cuando los traqueas, falsas traqueas, vasos
pelos entrelazados no son tan porosos, reunidos bajo la forma
suaves ni tan blancos; (como los de un fascículo de libras com-
gordolobos] rudas, escabrosas, ás- primidas , mui apretadas , que
peras, cuando su superficie es- enseguida se estienden, dividen
tá sembrada de asperezas ; b e - y constituyen la lámina ó la ho-
rizadas, cubiertas de pelos fuer- ja propiamente dicha; estas mis-
tes , separados , rudos al tacto, mas fibras mui estendidas son las
la viperina & e . que forman en la hoja las ner-
Las hojas suministran también viosidades y venas, así como to-
otros nanclíos caracteres de que das las pequeñas ramificaciones
no he hablado , pero que basta que aparentan la forma de una
nombrar para comprenderlos. red. Los caracteres del pecio-
Por lo demás, debo prevenir que lo son importantes para distin-
no es preciso dar un sentido mui guir las especies. Los peciolos
rigoroso á las definiciones de las son simples ó compuestos, c i -
formas y otros caracteres de las lindricos ó hinchados; tubulados,
88
cuaado ofrecen un tubo conti- de atadura ó en sus divisiones
nuo que envaina ei tallo, como un reborde ó nudo úotra señal
en las ciperáceas; envainados, cualquiera, que les da la apa-
cuando su vaina esta abierta la- riencia de piezas soldadas unas á
teralmente en toda su lonjitud, otras, robinia pseudoacacia; cirri-
corno las gramíneas &c. (lám. 7, formes , contorneadas en forma
fií*. 9); guarnecidosóalados, cuan- de zarcillo, clemaüs orientalis;
do están rodeados lateralmente de cirríferos, que llevan zarcillos,
espansionesfoliaceas mas ó menos smilax hórrida: estipuliferos, car-
anchas* (lám. 11, íig. 5); articu- gados de estípulas ; glandulífe-
lados, cuando ofrecen en su punto ros, de glándulas.

CAPITULO DÉCIMO CUARTO.

Órganos accesorios. Las estípulas* zarcillos, espinas,


aguijones, pelos y glándulas.

«Ijy^OS órganos accesorios na- compañan en su cuna, las rodean


cen en las ramas y ramosy entre en la yema, y las preservan del
las hojas, de quienes suelen for- contacto del aire; se desarrollan
mar parte : eslos órganos son las y salen con ellas , pero su ecsis-
estípulas, espinas, aguijones, pe- tencia es ordinariamente de cor-
los, zarcillos y glándulas. ta duración, pues luego que cum-
plen su destino, perecen. Lashai
l.° Las estípulas. sin embargo que viven mucho
mas tiempo: es de creer que aun
Las estípulas son semejables á entonces son útiles al teje tal,
las hojas en su organización, pero porque ya sirven para cubrir y
se diferencian de estas en que alimentar las nuevas yemas colo-
son mas pequeñas, guardan otra cadas en su ácsila, ya para ejercer
posición , tienen á veces otra fi- las mismas funciones que las ho-
gura y ejercen diversas funcio- jas, á las que reemplazan algu-
nes: son pequeñas hojas ó apén- nas veces, como en el lathyrus
dices foliáceos. Gomo órganos aphaca. Solo se observan en
protectores de las hojas, las a- las plantas dícotyledones, y ra-
89
ra vez en las monocotyledo- 14); mar/males, cuando son de-
nes (1). curren tes ó se deslizan á lo lar-
Las estípulas ofrecen en su go de cada lado del peciolo, del
estructura y forma los mismos que se separan en su vértice,
caractereá que las hojas: se las sin reunirse á la lámina de la
distingue también por su posi- hoja, como en la del rosal (lám.
ción ó punto de atadura. Son 6, fig. 16); intermediarias, cuan-
caulinarias, cuando están coloca- do nacen en el tallo entre hojas
das en el tallo , y se adhieren opuestas, como en las rubiáceas.
á las hojas por un punto ape- Si forman parte de un verticilo,
nas sensible : se les ha nombra- se consideran por algunos auto-
do también ecstrafoliaceas > ó res como hojas abortadas; por
fuera de la inserción de las ho- lo demás , es de notar que no
jas (lám. o, fig. 13). Son latera- se miran en jeneral como estí-
les, cuando están colocadas á los pulas verdaderas, mas que aque-
dos lados del tallo en la base del llas que se hallan inserías en
peciolo (lám, 6, fig. 15); tubula- el tallo ó ramo, y como estipu-
das, cuando forman al rededor del las falsas las insertas en el pe-
tallo un tubo que se termina mu- ciolo. Como los demás caracteres
chas veces en un limbo plano, en- de las estípulas se espresan con los
sanchado, como en la mayor par- mismos nombres que las hojas,
te de los polygonus (lám. 6, fig. no me estenderé mas en este ar-
17) ; peciolarcs, cuando están tículo.
junto al peciolo (lám. 6, íig.
a
2. Zarcillos, manos.
(1) Como es un principio ya e s -
tablecido que las plantas monocotile- Los zarcillos ó manos (lám.
dones no deben tener estípulas, se i m a - 5, fig. 2 1 , y lám. 8 , fig. 1 0 ) ;
ginó por llevar á cabo los sistemas son también órganos accesorios
de clasificación , que la pequeña es- que tienen grandes relaciones
típula escamosa del brusco (ruscus) c o -
locad-i en la base estertor de la hoja, e- con las hojas, señalad amenté n i
ra en esta planta la verdadera hoja, y punto á su organización. No i
que el órgano tomado hasta entonces todas las plantas les es dable
por ella no era mas que un ramo diríjirse hacia el cicio: algunas
transformado sobre el que nacian m u -
chas veces flores, como se ve en el brus- arrastran su ecsistencia sobre la
co. Pura hacer conocer este feliz d e s c u - tierra por no tener medios para
brimiento se ha figurado (lám. 6, fig. elevarse : otras , demasiado d é -
12) un ramo d e esta planta bajo la biles para conservar una posición
apariencia de una hoja saliendo de
su axila. La ocasñm era mui bella vertical, están dotadas de órga-
para no d a r á este gran fenóme- nos con cuva ayuda llegan á ve-
no un nombre particuiar ; así se le ces á rivalizar ó sobrepujar en
llamó phillode. S e ha dicho t a m - altura á la misma planta que les
bién que las estípulas escamosas del
espárrago, otra planta monocotiledon, sirve de apoyo. Esto es debido
de cuyas axilas salen las hojas, r e p r e - al particular impulso que la na-
sentaban evidentemente las e n v a i n a - turaleza da al desarrollo de los
doras d e los rnonocotiledones, y que peciolos de estas plantas enre-
los manojos de filetes q u e se creían ser
hojas, no eran otra cosa que ramos daderas , los cuales en vez de
afectando un aspecto foliáceo. ensancharse para formar la hoja
90
propiamente dicha, se prolongan cepa. Sus zarcillos se dividen en
a modo de (llameritos contornea- dos partes, de las cuales se ar-
dos en espiral.- Por este medio rolla con frecuencia una en un
se agarra la planta á los cuerpos sentido y otra en otro, lo que su-
inmediatos, se eleva gradualmen- cede principalmente cuando una
te y llega hasta una altura bien rama, un rodrigón ó sarmiento
superior á sus débiles fuerzas. sólido se baila por casualidad co-
Esta modificación del peciolo locado en la bifurcación de un
en zarcillo no escluye siempre zarcillo. Esta doble dirección
su desarrollo en hoja, como se parece ser determinada por el
ve en la clematida cuyos pecio- cuerpo que se encuentra entre
los arrollados en zarcillos se las dos ramas del zarcillo , lo
estienden en seguida formando cual confirma la influencia que
una hoja alada; en otras plantas el los cuerpos estraños tienen en
peciolo atraviesa la hoja en toda este cambio de dirección.
su lonjitud bajo la forma de una Por lo espuesto vemos que el
gruesa nerviosidad, y se termi- zarcillo es el resultado de una
na en zarcillo, sobre todo en las modificación del desarrollo de
hojas aladas, como en los o- los peciolos, que en vez de di-
robios occ. (lám. 10, fig. 2, los latarse para formar las hojas,
pedúnculos mismos hacen en cier- se prolonga, se adelgaza y ter-
tas especies las veces de zarcillos, mina por filamentos espirales.
como en la cepa &cc. Estos pe- De notar es que semejante f e -
dúnculos, por la fuerza de la v e - nómeno se verifica solo en las
jetacion, producen algunas veces plantas de tallo débil porque de
llores y aun frutos abortados; en otro modo no podrían tener una
fin lo¿ tallos ó ramos, sino son posición vertical ¿Pero cuál es
verdaderos zarcillos, los suplen la potencia invisible que varía
en muchas plantas, como en la así la marcha del desarrollo de
campanilla, por la facultad que los peciolos ? Por simple que
tienen de asirse á los cuerpos in- parezca esta modificación su cau-
mediatos ó entre sí, cruzándose sa es y será quizá siempre un ar-
y sosteniéndose recíprocamente cano incomprensible.
á punto de subir todos reunidos
á una altura desmesurada. 3.° Las espinas y aguijones.
Los zarcillos son simples, bí-
fidos ó ramosos; son peciolares, Cuando vemos unas flores tan
cuando están formados por los brillantes como las rosas, unos fru-
peciolos; pedunculares, cuando tos tan sabrosos como las fram-
por los pedúnculos; foliares, cuan- buesas herir con sus agudas es-
do por la prolongación de un pe- pinas la mano temeraria que lie-
ciolo que atraviesa la hoja en su ga á cojerlos, pudiérase creer que
lonjitud; acsiiares, cuando salen la naturaleza había querido res-
del ácsila de las hojas: ó bien guardarlos de las tentativas del
son opuestos á estas , como en hombre. Tal era la idea de L i n -
la cepa ; arrollados hacia den- neo, que en medio de sus in-
tro ó afuera. Esta dirección pue- jeniosas concepciones se estra-
de variar, como acontece en la vió mas de una vez en el inson-
91
dable caos de las primeras can- espinas, como en el acebo; en es-
sas. Aunque estos órganos tengan te caso la espina no será un ór-
en cierto modo un uso defensi- gano particular, sino solamente
vo, es de creer ejercen funcio- la estremidad aguda y endureci-
nes mas importantes en la eco- da de otro órgano. S i no se desar-
nomía vejetal. Opinan algunos, rollan completamente estos ramos
que ciertas especies de plantas toman la apariencia de una sim-
no pueden sufrir sin alterarse el ple espina, las mas veces dere-
que se las despoje de intento de cha, desnuda ó provista de ho-
sus defensas naturales. Esto no es jas: de aquí viene el decir que la
cierto, porque todos los dias ve- espina se convierte en rama, y
mos eaerse estas espontáneamen- que no es mas que un ramo abor-
te sin que sobrevenga accidente tado.
alguno al vejetal. Las espinas son simples cuando
Las espinas y aguijones tienen no se ramifican (lám. 5 , fig. 1 5 ) :
algunas veces una semejanza tal ramosas (lám. 5 , fig. 16):fasci-
que sería casi imposible diferen- culadas (lám. S, fig. 17): estipula-
ciarlos sino atendiésemos á su in- res (lám. 5, fig. 19 y 20): subula-
serción y naturaleza. Las espinas das ó en forma de alesna; aci-
nacen del cuerpo leñoso, y no culares , delgadas, mui agudas,
pueden arrancarse sin desgar- afiladas, como agujas, encorvadas
rar visiblemente este tejido. El o torcidas & c : en los aguijones
aguijón , por el contrario, es u- se encuentran casi los mismos ca-
na producción cortical que se ar- racteres diferenciales que en las
ranca fácilmente sin dejar señal espinas: son rectos, encorvados
alguna en el leño. La espina es hacia adentro ó afuera; cónicos,
leñosa y tiene muchas relaciones subulados setaceos & c . (ve'ase
con los ramos; el aguijón es her- lám. 5 , fig. 1 0 , 1 1 , 1 2 , 1 3 , 1 4 ) .
báceo aunque duro, compuesto de
tejido celular mui compacto; se a- 4.° Los pelos.
semeja mucho á los pelos: sin em-
bargo estos dos órganos se con- E l tránsito de los aguijones á
funden muchas veces, sobre todo los pelos es tan insensible que es
cuando las espinas están coloca- mui difícil determinar sus lími-
das en las partes herbáceas, tales tes. Los pelos largos de la borra-
como los peciolos, pedúnculos, ja apenas se diferencian de cier-
pericarpios, &cc. Hairamosy tam- tos aguijones; en jeneral sus p e -
bién peciolos y pedúnculos que los son mucho mas blandos, deli-
terminan por fuertes puntas es- cados y flecsibles ; es mui pro-
pinosas mui duras y punzantes; bable que ejerzan las funciones
no se si deberán considerarse co- de vasos escretorios; muchos^
mo espiruis propiamente dichas ó quizás todos, son huecos y dan
mas bien como la estremidad en- paso á licores particulares, de
durecida y obliterada de estos naturaleza diferente, viscosa, á-
diferentes órganos. Otro tanto cida, cáustica, 6cc. El dolor que
decimos de las gruesas nerviosi- produce la picadura de la ortiga
dades que se prolongan fuera no es efecto de la punta acerada
del limbo de las hojas y forman de los pelos, sino del licor uren-
14
92
te que vierte en la herida. rinos, & c : cada uno de estos co-
Los pelos tienen formas mui lores tiene matices diferentes;
variadas; la mayor parte están ya es sombrío y brillante, ya a-
colocados en una glándula en for- marillo, naranjado, pajizo ó au-
ma de mamelón; otros son glan- rífero, ya blanco lechoso ó neva-
dulososensu vértice (lám. 5, fig. do & c . Aquí nos ofrece la na-
5). A1 g u n o s s o n s imple s, cilüidric o s turaleza una planta rústica toda
ó cónicos (lám. 5 , fig. 2); otros erizada de largos pelos cenicien-
son articulados, moniliformes, tos; allí arbolillos con follaje se-
(lám. 5, fig. 3); lo» hai ramosos doso plateado , & c . Los pelos
(lám. 5 , fig. 1 y 5) ; estrellados se ven mas particularmente en
(lám. 5, íig. 4), los hai también las plantas que crecen en tos sue-
á modo de pincel, maza, &cc. los áridos, en las altas montañas
Los pelos se encuentran sobre y climas cálidos. Hai pelos que
la planta ó separados ó entrela- desaparecen del vejetal cuando
zados. Los primeros se dividen envejece ó se cultiva, al paso que
en pelos suaves, blandos, esparci- otros persisten aun cuando se tras-
dos, finísimos; si son mui suaves, lade la planta á otro suelo y se so-
cortos y están mui juntos, forman meta á diversa temperatura. P r e -
lo que se denomina en botánica guntamos ahora; ¿estos órganos
borrilla ; si son duros y algo segregan ó escretan algún humor
ílecsibles se les dá el nombre de particular? Están destinados pa-
celdas. Dícese que una parte es ra resguardar la planta del esce-
sedosa , cuando se halla reves- sivo frió, de! calor intenso? Difí-
tida de pelos finos, lucientes y cil es por cierto resolver en el
suaves al tacto. Los pelos entre- estado de la ciencia cuestiones tan
lazados son jeneralmente suaves, importantes.
finos y cortos, y se les llaman
lacios; cuando son largos, pero
no tan finos se llaman lanujino- 5.° Las glándulas.
sos; cuando son mas gruesos, to-
mentosos; cuando tienen la apa- • Las glándulas (lám. 5 , fig. 6
riencia de terciopelo, felposos, r 1) parecen ser lo mismo que
cuando están reunidos en eopi-
tos, coposos, como vemos en mu-
Í os pelos aunque algo modifica-
das, liemos vi->to ya que del cen-
chos molcnes (verbascum); cuan- tro de muchas nacian pelos, y por
do son largos y cruzados, como el contrario que algunos de estos
los hilos de una tela de araña terminaban en glándulas; pero
aracnoideos (sempervivumarach-
ordinariamente se presentan ba-
noideum). También se ven pelos
jo la forma de pequeños cuerpos
en las plantas parecidos á las
globulosos destinados á segregar
pestañas de los animales y se lla-
ciertos licores particulares, según
man pestañosos.
la naturaleza de cada vejetal. Las
Los pelos constituyen el ador- glándulas tienen, como en las ho-
no de las hojas sobre las cua- jas del mirto, naranjo, & c . una
les brillan con agradables y va- transparencia tal que vistas á tra-
riados colores ; se ven blancos, vés del sol parecen horadadas de
grises, negros, amarillos, purpu- una infinidad de agujeritos. El a-
93
ceite aromático é* inflamable lla- mis sino por un punto, y forman
mado zest que ecshala la corteza un polvillo brillante sobre el
de los naranjos y limones es pro- cáliz, la corola y anteras de m u -
veniente de sus numerosas glán- chas labiadas & c . 3.° las utri-
dulas. Se han confundido algunas culares ó en ampollas; que tienen
veces con las glándulas ciertas la figura de pequeñas ampollas
producciones de naturaleza dife- formadas por la dilatación del
rente. Así las gUnduhsescamosas epidermis y llenas de una linfa
de Guettard esparcidas por las ho- sin color, como las de la glacial.
jas de la fongera son los tegumen- 4.° las papilares ó en mamelón
tos de su fructificación , según que cubren ordinariamente, dice
la observación de M. Desfon- M. Mirbel, la superficie inferior
taines las glándulas miliares del de las hojas de las labiadas, tienen
mismo Guettard fueron recono- un olor picante y están situadas
cidas por Decandolle como poros en unas fositas particulares, por
corticales. Hai otras secrecio- lo que Kroker las compara á las
nes sólidas en forma de tnbércu- papilas de la lengua del hombre;
los ó glóbulos esparcidas en están compuestas de células co-
las hojas de las labiadas ¿ce. que locadas circularmente. Según
son sin disputa diferentes de las creo, añade M. Mirbel, es nece-
glándulas, pero cuya naturaleza sario referir á esta especie de
aun no está conocida. Nadie co- glándula los mamelones que bri-
mo Guettard ha observado y es- llan como puntas de diamantes
tudiado detenidamente las glán- sobre las dos caras de las hojas
a
dulas. Por su escelente trabajo del rhododendrumpunctatum. 5.
publicado sobre este asunto, ve- las lenticulares, que son pequeñas
mos que ciertas hojas, vistas con manchas oblongas ó redondea-
la lente, presentan un sin núme- das, esparcidas en la superficie
ro de puntos de hermoso color de la corteza de muchas plan-
de oro, ámbar ó azufre; que o- tas; tales como las de la psolarta
tras ofrecen cuerpos globulosos glandulosa, & c . 6 . ° las urceolaret
con estos mismos colores ó los ó á modo de dedal, las cuales es-
del nácar ú ópalo; que otras tán formadas de pequeños tu-
en fin están sembradas de vesícu- bérculos carnosos, huecos en su
las amontonadas, tirando algo al centro, de donde destila muchas
color de ópalo. veces un licor viscoso; se en-
Entre las glándulas clasificadas cuentran en la base de las ho-
metódicamente por Guettard, jas del álamo blanco y en los p e -
citaré ias mas notables, como; 1." ciolos de muchos árboles frutales
las vesiculares, las cuales están & c . 7.° lasfloralesnectaníferas ó
lie ñas de un aceite esencial, y nectarios, que aparecen en las
colocadas en el tejido de la cu- flores, depositan un licor meloso
bierta herbácea ó del parenqui- y forman parte del órgano que
wia; son transparentes en los na- Linneo llamó nectario. Trata-
1
ranjos, mirtos &c. 2. * las globu- remos de esto cuando hablemos
lares, que son enteramente esfé- de las flores.
ricas, no se adhieren al epider-
94

CAPITULO DÉCIMO QUINTO.

Órganos de la reproducción. Las flores,' inflores-


cencia.

^ ODO el aparato de órganos bre y demás animales! nacientes


que acaba de ecsaminarsc, las rai- céspedes, verdes prados, fres-
ces informes ocultas en el seno cos, sombríos y silenciosos bos-
de la tierra, las ramas y ramos ques, abundantes pastos para los
destinados á colocar el vejetal en ganados, numerosas plantas y
medio de los fluidos alimenticios, raices suculentas para satisfacer
las hojas, órganos de absorción y las necesidades del hombre, lo-
secreción, los millares de poros zanía, frescura y juventud por to-
absorventes, la multitud de tu- da la haz de la tierra: he aquí
bos, células, utrículos por donde los preciosos bienes que nos pro-
circulan los fluidos jeneradores, porciona la nueva vejetacion. En
los atributos en fin maravillosos la plenitud de su dicha el hom-
que desarrollan, mantienen y bre se contentaria con estos be-
conservan la vejetacion, nos han neficios sino supiese que la mano
hecho conoeer toda la grandeza del Criador le preparaba otros
de una potencia creadora. mayores. Todas las partes de
Pero por maravillosa que nos la vejetacion que ya hemos ec-
parezcan estas operaciones, no saminado fueron criadas para
son sino el preludio de otras mas desarrollar y sostener las que van
sublimes y magestuosas. Antes hacer ahora objeto de nuestra
de ocuparnos de ellas, contem- consideración; en una palabra,
plemos un instante estos prime- las hojas nacieron para las flo-
ros productos de la vejetacion, res, estas para los frutos, y estos
este gracioso mecanismo que de- para las semillas, ¡raudal inagota-
be poner en juego nuevos órga- ble de abundancia y reproduc-
nos bajo la formas mas bri- ción!
Hantes. Ya el aire que respiramos es
Aun cuando la vejetacion se mas puro, la luz del cielo mas apa-
limitara aquí ;cuántas y cuantas cible, nuestros sentidos, están mas
ventajas no ofrecería ya al hom- activos : en época tan brillante
95
sorprende nuestra vista un fe­ duda que la esencia de la flor
nómeno májico cuanto seduc­ consiste en los órganos secsuales,
tor , la aparición de las flores: designados para los machos con
las flores....!! que á ningún o- el nombre de estambres, para las
tro ser creado se parecen, р е ю hembras con el de pistilo. S i
que son no obstante el tipo y el estos preciosos órganos se ha-
punto de comparación de todo llan reunidos en la misma flor;
lo que es gracioso, elegante y be- se la llama entonces herma-
llo. Al ver la hermosura de las frodita; otras veces los machos
flores diriamos que la naturaleza están colocados en una flor y las
parece complacerse en embelle- hembras en otra sobre un mis-
cer los órganos mientras mas mo individuo; estas se llaman flo-
importantes son las funciones que res monoicas; ó sobre individuos
desempeñan. « L a naturaleza, di- separados, entonces son dioicas.
ce el elocuente Philibert, derra- Por lo regular la naturaleza ha
ma todo su fausto y brillo en los protejido estos órganos con una
órganos reproductores de los ve- doble cubierta, una esterior que
jetaies: vivos colores, suaves per- lleva el nombre de cáliz ; otra
fumes , elegantes contornos, de- interior, el de corola; pero suce-
licados tejidos, graciosas formas; de algunas veces que una de las
tales son los atributos con que dos y aun ambas faltan en ciertas
se presentan las flores en la é - especies; de donde se sigue que
poca de la jeneracion de las plan- la flor es completa ó incompleta;
tas, e'poca la mas brillante de su completa cuando está provista
vida.« de un cáliz, corola, estambres y
El nombre de flores dado á pistilos; incompleta cuando una
estas producciones del reino vé- de estas partes falta. Pero an-
jela! se ha usado por largo tiem- tes de dar a conocer los caracte-
po en un sentido mui indeter- res de estos diferentes órganos,
minado. Sin detenernos en dar es preciso considerar la posición
aquí una definición rigorosa de de las flores en las plantas que
las flores, cosa que hasta ahora las producen, así como algunos
se ha ensayado inútilmente, nos otros órganos accesorios que las
bastará dar á conocer sus partes acompañan. Esto se llama inflo-
tanto esenciales, como accesorias. rescencia.
El vulgo dá particularmente el
nombre de flores á los pétalos. De la inflorescencia.
Si estos faltan, no hai flor para
el vulgo: idea bastante errónea, La inflorescencia es pues la dis-
puestoque todas las plantas produ- posición de las flores en el v e -
cen flores, quiero decir órganos jetal. Estas flores están ó sen-
iropios para la rejeneracion de tadas, esto es, colocadas inmedia-
Í os individuos; es necesario es- tamente sobre los tallos, ramos
ceptuar muchas criptogamas, ta- ó su estremidad, ó bien están
les como \asbyssusy hongos, & c . sostenidas por una prolongación
cuyo modo de fecundación aun no á que se ha dado el nombre de
está perfectamente conocido: en pedúnculo. Como la florescencia
cuanto á las demás plantas no hai depende en parte de este órgano,
96
es necesario primeramente c o ­ loso del nectario & c . No pue­
nocerlo, asi como sus partes ac­ de haber identidad de órganos en
cesorias. las partes de las plantas que su­
E l pedúnculo es la' cola de las ministran productos diferentes;
flores y por consiguiente de ios pero la modificación de estos ór­
frutos, así como el peciolo es de ganos apenas perceptible se esca­
las hojas: pero decir que el pedún­ pará siempre á nuestros sentidos
culo es á las flores, lo que el aun ayudados de los mejores ins­
peciolo á las hojas, es indicar trumentos de óptica. S e sigue
solo la forma esterior de un ór­ de estas consideraciones que aun­
gano mui diferente de aquel que el pedúnculo no sea siem­
con que se compara: en efecto pre aparente como en las flores
el peciolo, como hemos visto, es sentadas, su ecsistencia no es me­
un manojo de fibras mui apre­ nos real, y parece entonces con­
tadas mezcladas de tejido celular. fundirse con el receptáculo de
Estas libras se separan en la es- la flor.
tremidad del peciolo, se dividen El pedúnculo varia por su for­
en ramificaciones que se han lla­ ma ; es eilíndrico , acanalado ó
mado nerviosidades y venas; el anguloso, trígono ó tetrágono, fi­
tejido celular mas dilatado ocu­ liforme ó capilar, hinchado ó a-
pa el intervalo. Así se forma delgazado hacia su vértice , ge­
la lámina ó la hoja propiamente niculado, duro o jlecsiblc, inclina­
dicha, que no es en realidad mas do ó pendiente: es espiral como
que la dilatación de la estremidad el de la vallisneria; muilargo, me­
del peciolo. No sucede lo mis­ diano 6 corto, simple , compues­
mo con el pedúnculo; este dá orí- to, dicotomo de muchas divisio­
'en á órganos mui diferentes; se nes: los primeros se llaman pe­
Í talla por lo regular mas ó m e ­ dúnculos parciales ; los últimos
nos ensanchado ó abultado en su que terminan por una fler, pe-
vértice; este ensanchamiento es dunculillos, cuando el pedúnculo
un receptáculo de donde salen parte inmediatamente de la raiz
las partes de la fructificación, lleva el nombre de bohordo; se
alimentadas por los jugos de los habló de él en los tallos. L a
vasos del pedúnculo. Estos j u ­ parte del pedúnculo que sostiene
gos no pueden ser los mismos las flores sentadas ó pediceladas
que los que circulan en los p e ­ se llama eje, y espádice cuando
ciolos, ó si lo son, es mui proba­ está rodeado de una espala, c o ­
ble que cambien de naturaleza mo en el arum. La situación
desde que llegan al receptáculo; y dirección de los pedúnculos
de aquí penetran en los órganos constituyen la inflorescencia, que
de la fructificación, donde se en­ ecsije detalles particulares.
cuentran sustancias de una natu­ La colocación de las flores que
raleza particular, y que regu­ áprimera vista nos parecerá en
larmente no ecsisten en las de­ algunas plantas casual ó insigni­
más partes de las plantas, tales ficante es quizá la mas favora­
corno el polen de las anteras, ble para cumplir el objeto de la
la pulpa de los frutos, el aro­ creación, tanto mas cuanto estoi
ma de los pétalos, licor me­ persuadido que la distribución de
97
los pedúnculos y las ramificacio- escamas ó brácteas que hacen las
nes es tal que no podrá ser de o- veces de cáliz, y á las cuales se
tro modo en cada especie sin per- adaptan á menudo las flores. S e
judicar á su desarrrollo. En va- dá también el nombre de amento
no queremos averiguar la causa á las flores de los pinos (lám. 14,
de la variada colocación de los fig. 2) aunque halla diferencias
pedúnculos formando racimoSj muí notables como diré tratan-
espigas , ramilletes , guirnaldas, do de las familias naturales: en
pirámides , & c . : cuando mas no las flores en que los secsos es-
es dado imitar estas formas por tán separados, el amento de las
el arte, que nunca hubiera podi- flores masculinas es con frecuen-
do imajinarlas á no haber en- cia diferente del de las femeni-
contrado el tipo en los vejeta- nas ; es mucho mas corto y r e -
Íes. Difícilmente hallaremos tér- cojidoen estas últimas, mas del-
minos adecuados para espresar gado y dilatado en las masculi-
con rigor todas las variaciones nas (lám. 14, fig. 5 y 6 ) . El a -
de la intlorcsccncia y el trán- mento es simple ó compuesto, de
sito apenas notable de unas á ramificaciones mui cortas, soli-
otras, por tanto no me lisonjeo de tario ú aglomerado , esférico,
poder definirlas con toda la e - oval, cilindrico, delgado , e s -
sactitud que la materia ecsije. peso , compacto, es interrum-
Las dores son sentadas ó p e - pido cuando las flores están
dunculadas, solitarias ó jemina- reunidas por pequeños grupos se-
das, terminales ckc. agregadas parados y distantes. Véanse las
cuando están reunidas en pa- flores del abedul, sauce, avella-
quetes; se las llama también a- no y las de la mayor parte de
glomeradas: son alternas ú opues- nuestros árboles indijenos.
tas ; unilaterales cuando todas 2.a
L a espiga (lám. 14, fig.
están colocadas en un mismo la- 4, 6). L a s flores son casi ó del
do: distícadas, esto es colocadas todo sentadas , dispuestas á lo
en dos órdenes opuestos; radian- largo de un eje común, ordina-
tes, caulinares, terminales, es- riamente notable por suposición
parcidas , acsilares, inclinadas, vertical: la espiga es simple ó r a -
pendientes & c . todos estos tér- mificada ; los ramos ordinaria-
minos rio necesitan definición, y mente ^nui cortos, mui unidos
la mayor parte han sido ya es- al eje común, cargados de flores
plicados. Esta disposición de las sentadas. L a espiga es díjitada
flores forma la inflorescencia cuando se divide hasta su base
simple. en ramos simples ; estos ramos
E n la inflorescencia compuesta ó están separados ó reunidos en
se distingue: 1.° el amento (1. 44, manojos, interrumpidos y dis-
fig. 1). (1) Las flores están colo- puestos en verticilos al rededor
cadas á lo largo de un eje co- del eje común ; como se ve en el
mún, separadas unas de otras por llantén, trigo & c .
3." El racimo (lám. 14, fig.
( f ) He seguido en la clasificación 3 y 10) poco diferente de la es-
de las diferentes especies de inflores-
cencia el método a d o p t a d o por M . piga, se distingue por las flores
Mirbel. todas pediceladas, reunidas en un
16
98
eje ó pedúnculo común fiecsible, la ciento en rama; cuantiólas flo-
puco ramificado, muchas Teces res se elevan esactamente á la
inclinado ó pendiente; las flo- misma altura y forman un plano
res están solitarias en la estre- horizontal se las llama fasti-
midad de cada pedunculillo, c o - jiadas.
mo vemos en él prunus padus, 7.° La cima (lám. 15, fig. 3).
el cytisus laburnum &cc. Las flores están á modo de cima
4.° El tirso (larri 15, fig. 1) cuando las divisiones del pedún-
cuando el racimo está media- culo común parten todas del
namente ramificado. Sus rami- mismo punto, como en las um-
ficaciones son cortas, y las (lores belas, y las divisiones secunda-
están reunidas en pequeños gru- rias parlen de puntos diferentes,
pos distintos, que forman por su y llegan casi á l<a misma altura,
conjunto una especie de pirámi- como en el cornizo y el sanco.
de mas bien levantada que pen- 8.° El hacecillo (lám. 15, fig.
diente, como en el castaño de 5). Las flores están de tal mo-
Indias. do unidas, los pedúnculos son tan
5." El panículo (lám. 1 5 , fig. cortos que parecen agrupadas en
7 ) mui semejante al tirso o- cabeza aunque lo estén en efec-
frece en sus ramificaciones, que to á modo de cima , corimbo
son mas prolongadas, divisiones ó panículo, como el clavel bar*
mas ó menos numerosas, á ve- hiedo.
ces mui manifiestas, variables a
9. L a umbela (lám. 15, fig.
en su conjunto; son flecsibles 4). Los pedúnculos parten to-
cuando las ramificaciones están dos del mismo punto, llegan á
distantes unas de otras ; abier- una altura igual, diverjeny se se-
tas cuando se separan en to- paran como los rayos de un quita-
dos sentidos y forman ángulos sol abierto. L a umbela es simple
mui abiertos ; apretadas cuando cuando está formada de un so-
lo están contra el eje; hojadas, lo orden de rayos ; compuesta
cuando están mezcladas con ho- cuando cada rayo lleva en su
jas: ejemplo de esto tenemos en vértice pequeñas umbelas; senta-
la mayor parte de las gramíneas, da cuando las flores no están sos-
la romaza rkc. tenidas por pedúnculos, como en
El corimbo (lám. 1 5 , fig. 2). el eryngium. E ! conjunto de to-
L a s ramificaciones del pedúncu- das las partes de una umbela
lo parten de diferentes puntos, y compuesta forma la universal ó
llegan todas casi á la misma al- 'eneral: la umbela parcial ó um-
tura. El corimbo es simple cuan- Í lelilla está formada por los pe-
do los pedúnculos sin ramifica- dunculillos ó segundos rayos colo-
ciones parten inmediatamente cados en la estremidad de los pri-
del pedúnculo común difiere meros. L a umbela es radiada ó
entonces mui poco del racimo; se irregular cuando las flores de la
asemeja al panículo cuando es circunferencia son diferentes de
compuesto, esto es cuando los pe- las del centro ordinariamente
duuculillüs se dividen en ramifi- mayores, irregulares, de pétalos
caciones dispuestas en el mismo desiguales como en el cilan-
orden que los pedúnculos, como tro.
99
Las umbelas y umbelillas se Corola ; las flores agregadas ó
bailan con frecuencia rodeadas falsas compuestas (lám. 16. fig.
en su base de pequeñas bojillas 2 ) se distinguen porque los es-
ó brácteas á las que se lia dado tambres no están reunidos en ci-
el nombre de involucro ó de lindro y por otros caracteres, co-
gorgnera; las que acompañan á mo la escaviosa.
las urnbelillas se llaman involu- Hai también algunas inflores-
crillos. Las umbelas son desnu- cencias notables, tales como las
das cuando no tienen involucros. de la higuera, (lám. 1 6 , fig. 5)
Se ha dado el nombre de cuyas flores numerosas están c o -
umbeladas ó falsas umbelas á locadas á lo largo de las paredes
las llores cuya disposición se a- internas de un receptáculo co-
semeja a las de las verdaderas, mún casi enteramente cerrado ú
pero que no tienen los domas ombilicado en su vértice. L a
caracteres; tales como el junco misma disposición se advierte en
florido. las flores del dorsteria (lám. 16,
10.° El verticilo (lám. 15, fig. fig. 6 ) pero su receptáculo es
6). Las flores en el verticilo es^ plano, un poco cóncavo, abier-
táu dispuestas en anillo al rede- to; en otra plantas las flores e s -
dor de un eje común como en la tán colocadas en el disco de las
mayor parle de las labiadas; son hojas ó en sus bordes como en
semi-verticiladas cuando no x*o- el xilophilla (lám. 16, fig, 7). E n
dean sino una notad del eje que los heléchos los órganos de la
las sostiene como en el rumex reproducción nacen en paque-
acetosa, Linn. tes, en el dorso de las hojas, á
Se llama también flores capi- lo largo de las nerviosidades ó
tadas cuando forman una espe- en su estremidad (lám. 16, fig.
cie de cabeza ó esfera, están sen- 8): estos mismos órganos tienen
tadasy provistas de pedunculillos en los musgos otro carácter del
mui cortos (lám. 1 6 , íig. 1) a- que hablaremos en lugar opor-
fectan la figura de una pequeña tuno (lám 16, fig. 9 ) .
espiga. Son aglomeradas cuan- L a inflorescencia esperimenta
do estas cabezas se dividen en algunas veces accidentes que tras-
muchos grupitos reunidos. tornan la disposición ó cambian
Las flores se llaman compues- la forma de las corolas, los cua-
tas cuando se juntan en su r e - les son ocasionados por circuns-
ceptáculo común, y están rodea- tancias locales, como la supera-
das de un involucro que Linneo bundancia, y es lo mas común,
nombró cáliz común. Hai flores de los jugos nutritivos, que dan
propiamente compuestas y a- lugar á flores prolíferas, semi-
gregadas, las primeras (lana. 16, dobles, dobles ó llenas. Una flor
fig. 3 y 4 ) son notables por la es prolíferá cuando de su centro
disposición de sus anteras que se nace una segunda flor semejan-
reúnen en forma de vaina ó ci- te á la primera , ó una yema
lindro por en medio de la cual guarnecida de hojas: el clavel, la
pasa el pistilo: estas flores s e d e - rosa, y la anemona ofrecen ejem-
nominan florones ó se mi-florones: plos. Esta prolificacion se ve-
de esto se hablará en_el artíeulo rifica ordinariamente enelpisti-
100
lo, en las flores simples; en las a- polipétala, ó bien dos ó tres c o -
grcgadas se observa en el recep- rolas una dentro de otra cuando
táculo. Lo mismo sucede en al- es monopétala, lo cual es bien ra-
gunas flores compuestas como en ro: su pistilo se conserva como
la margarita, maravilla y algunas también algunos estambres per-
hiracium &c. En las umbelíferas fectos.
nacen del centro de la umbe- La ílor doble ó llena contiene
liIlas otras pequeñas umbelas. S e mayor número de pétalos que
Te algunas veces en los árboles la precedente; no tiene estam-
frutales pequeñas ramas guarne- bres fértiles; la mayor parte de
cidas de hojas y yemas que pro- los filamentos están convertidos
ducen una pera imperfecta sin se- en pétalos ó no tienen anteras.
millas ; se ha visto, igualmente, Estas flores tan brillantes en
dice M. Durande, salir de un nuestros jardines son monstruos,
grueso grano de uva otro pequeño verdaderos eunucos que no ad-
el cual desenvolvió una rama que quieren hermosura sino á es-
sostenía una hoja. Las flores pensa de su posteridad. S e d e -
de la escrofularia acuática nre- signan también con el nombre
sentan algunas veces estambres de flores dobles las compuestas
abortados y un pistilo que sirve radiadas cuando todos los floro-
de sosten á un manojito de ho- nes se transforman en semi-flo-
jas: muchos de estos acciden- rones ó estos en aquellos; pero
tes son debidos á picaduras de esta denominación es impropia
insectos que han variado el cur- como dice muí juiciosamente M.
so de la savia ó descompuesto la Mirfeel: las corolas no hacen mas
organización interior. que cambiar de forma sin mul-
La flor semi-doble ofrece mu- tiplicarse.
chos órdenes de pétalos si es /
101

CAPITULO DÉCIMO SESTO.

El receptáculo, los nectarios, bracteas, involucros, cú­


pula espata.

1.° Del receptáculo.

L pedúnculo se termina ción de los jéneros. Consideran­


en un órgano particular, llama­ do el fondo del cáliz como cons­
do receptáculo, al cual no se le tituyendo él solo el receptáculo,
lia dado toda la importancia que se ha dicho que el cáliz era in­
merece, pues algunos lo han con­ ferior y el ovario superior cuan­
siderado solamente como el pun­ do el pistilo estaba unido alrecep-
to donde se insertan las partes táculo y no adherente al tubo del
interiores de la flor, y bajo este cáliz; que el ovario era inferior
aspecto dan al cáliz una estension y el cáliz superior cuando aquel
que no tiene siempre. Esta idea se hallaba coronado por el lim­
hace dividir el receptáculo en bo del cáliz. E n el primer caso
completo é incompleto. E s com­ el ovario es libre porque no for­
pleto cuando sostiene inmediata­ ma cuerpo con el cáliz; en el se­
mente todas las partes de la ílor gundo es adherente por la razón
contenidas en el cáliz: incomple­ contraria, y porque se confunde
to cuando no soporta mas que el con el pericarpio; en este senti­
ovario y por consiguiente el fru­ do dijo Fournefort que enton­
to: las otras partes de la flor, ta­ ces el cáliz venia á ser fruto.
les como la corola y estambres Esta distinción es importante;
se insertan entonces en el ova­ tratemos ya de las funciones del
rio (ó mas bien en el orificio del cáliz y del receptáculo.
receptáculo) como en el espino, E l cáliz no tiene esencialmen­
peral, ókc.: de donde la distin­ te otra que resguardar la coro­
ción de receptáculo del fruto y la, prolejer al par que esta los
receptáculo de la flor. órganos de la fecundación y pre­
Esta diferencia mas aparente servarla antes de su desarrollo
que real en la inserción de las de las intemperies de la atmós­
partes interiores de las flores ha fera. Pero mas grandes, mas
suministrado divisiones sistemá­ importantes son las funciones del
ticas y caracteres para la forma­ receptáculo: en él terminan los
102
jagos nutritivos que complemen- funciones del receptáculo, y le
tan la vejetacion , produciendo pertenecen: esta parte es un-
las flores y los frutos; en e'l a- tuosa, cubierta de glándulas en
parccerán sucesivamente los ór- su interior; alimenta á los estam-
ganos secsuales destinados á fe- bres y petalos.
cundar las semillas, las cuales so- La figura del receptáculo va-
ló aguardan para convertirse en ria considerablemente, ya. es pla-
verdaderos frutos, la maravillosa no, estrecho, ensanchado , ya a-
influencia del licor prolíüco; por penas variable; otras veces es
último se perfeccionan y madu- espeso y pulposo, conveeso ó cón-
ran los frutos alimentados sin cavo y hueco y cerrado como en
cesar por el seno de donde salie- los ambo ras; ancho y aplanado co-
ron. E s necesario pues diferen- mo en los dorsteria; replegado
ciar bien el cáliz, cubierta or- y casi vuelto como en los arcto-
dinariamente seca , árida,, mu- carpus-. también es campanula-
chas veces de poca duración, do, pero libre, desprendido del o-
del receptáculo , que es en un vario, que sostiene en su parte
gran número de plantas espe- superior y glandulosa los estam-
so, carnoso, viscoso, tapizado de bres y petalos ; esta porción se
glándulas numerosas, verdadero diseca algunas veces y cae con
foco de calor y vida: de donde el cáliz en estado ya de aridez
se sigue que convendría referir al y por tanto difícil de reconocer,
receptáculo las pretendidas por- como sucede en el albarieoque,
ciones del cáliz á las que están ciruelo, ócc: otras veces el recep-
unidas en muchas familias los táculo es adherente, forma cuer-
estambres y pe'talos. (Véase c á -
po con el ovario y pasa al estado
liz).
de fruto. Algunos autores han
Por haber desconocido las fun- dado al receptáculo prominente
ciones y límites de estos dos ór- el nombre de gynoforo conside-
ganos se ha pretendido que en rándolo por esta espresion como
Hinchas plantas, como en la fa- un órgano particular, cuando no
milia de las rosaceas, los estam- es en efecto mas que una sim-
bres y la corola estaban inser- ple modificación , un desarrollo
tados en el cáliz : pueden estar del mismo órgano, destinado á las
en parte (tomando por cáliz la mismas funciones, como en la fre-
porción del receptáculo); pero sa, camuesa, ¿kc.
su base entra necesariamente en Se ha dado el nombre impro-
el receptáculo , que solo puede pio de podogymo al pedicelo de
alimentarlos. Cuando se ha dicho un ovario estrechado en su b a -
que en los ovarios inferiores el se. De esto tratare en otro lu-
cáliz estaba adherente al ova- gar.
r i o , se le ha confundido con
una porción del receptáculo; aquí 2.° De los nectarios.
como en las otras especies , el
cáliz está siempre libre, entero Hablando del receptáculo di
ó gubdividido. L a parte que se particularmente á conocer sus
ha mirado como su tubo ejerce funciones como que de ellas d e -
en estos ovarios adherentes las pende la modificación de un ó r -
103
gano cuyo desarrollo limitan y Los nectarios Son pues cuerpos
cuya organización determinan. carnosos, glandulosos, por lo r e -
A la verdad, la organización e s - gular colocados en el receptácu-
tá las mas veces fuera del alcan- lo, pero que se encuentran tam-
ce de nuestros sentidos y demás bién en las otras partes de las
•medios de investigación: ¿ p e - flores, y que destilan jugos di-
ro no podria conocerse aquella ferentes de los segregados por
por las modificaciones que e s - las glándulas de los peciolos y
perimontan los líquidos que pro- hojas.
duce el órgano, ó por las partes L a forma de los nectarios es
que este mismo desarrolla? E s - mui variable; ordinariamente son
tas dos condiciones se encuen- glándulas, separadas y colocadas
tran en el receptáculo: de él sa- entre los filamentos de los es-
len los órganos que deben com- tambres, como en las cruciferas
pletar la obra de la fecundación, & c , ó reunidas en forma de a-
como los estambres , pistilos y nillo en la base del ovario, como
la corola que los proteje; de él sa- en las personadas ckc. El nec-
leu los licores que forman el po- tario se presenta , en las rosa-
len fecundante, la pulpa sabrosa ceas, bajo la forma de una lá-
de ios frutos, el aroma de los mina espesa, carnosa, untuosa,
pélalos, ókc.: por lo mismo estas que en el momento de la flora-
son las partes mas abundantes ción tapiza la superficie interior
en glándulas escretorias, las cua- del receptáculo. Los nectarios
les comprueban la variedad de de la elegante parnassia forman
funciones que ejerce el receptá- un ramillete de glándulas dividi-
culo y la superabundancia de los das en cinco grandes escamas pe-
jugos nutritivos. S e han deno- taliformes, que á la vez se di-
minado estas glándulas nectarios viden en seis ó doce finas laci-
á cuya palabra dio Linneo un sen- nias sobre cada una de las cua-
tido demasiado lato, pues com- les se ve una glándula: algunas
prendía sin razón bajo de ella veces los nectarios son simples
ciertos apéndices de la corola, y poros ocupados por un jugo me-
filamentos de estambres abor- loso, ó bien diversos apéndices
tados. cóncavos que tiene la corola,
como tubos, espolones, en cuyo
Todo nos induce á creer que
fondo se encuentra una glándu-
en estos cuerpos nectaríferos a-
la , como en la fumaria bulbo-
caban de perfeccionarse los j u -
sa & c .
gos suministrados por el recep-
táculo que han de servir para Estudiando las funciones de
desarrollar las partes de la fruc- estas glándulas nectaríferas, me
tificación. M. de Clairville ha parece que hemos descubierto el
dado ideas mui luminosas sobre orijen fecundo del suave perfu-
la estructura de estos órganos me de nuestros frutos. Desde
basta ahora poco conocidos. (1) el instante que los tiernos em-
briones son fecundados no dejan
(1) E l Botánico sin maestro, p á j . de recibir incesantemente estos
f36, obra bien concebida y escrita
a consecuencia de las Cartas de J . J . jugos alimenticios, cuya parte su-
Rouseau sobre la botánica. perflua sale al esterior acumulan-

\
104
dose en pequeñas cavidades, en estrema abundancia de estos ju-
poros, ranuras, ckc. bajo la for- gos si millares de insectos no es-
ma de un licor dulce, azucarado tuviesen continuamente ocupa-
y sabroso. Mas cómo pudiera el dos en estraerlos de sus reservó-
hombre convertir estos jugosen nos para subvenir al inmenso
beneficio y provecho suyo? qué consumo que de ellos se hace to-
instrumentos inventaria para es- dos los dias. (1).
traer estas partecillas apenas per-
ceptibles? como llegar, aun por
medio de reactivos químicos, á
mezclarlas y elaborarlas hasta (1) Querer esplicarlo todo por las
convertirlas en una sustancia ho- causas finales es sustituir las mas veces
mojenea? L o que el hombre no al objeto de la naturaleza los desvarios
ha podido alcanzar, consigúelo d e una imajinacion exaltada por la gran-
deza de los fenómenos de la creación;
fácilmente el mas débil insecto, es separarnos de la v e r d a d e r a via de l a
la mas simple mosca: á estos a- observación para introducirnos en el
nimales parece abandonar la na- vasto campo de las conjeturas. A l
turaleza la porción superflua de ecsaminar los órganos de las plantas
deben llamar señaladamente nuestra
los jugos nutritivos del fruto; atención las funciones que ejecutan,
por tanto les ha dotado de ór- y en segundo lugar las relaciones de
ganos propios para chupar los los productos con los demás seres de
espresados jugos, de trompas su- la naturaleza. E s t a s últimas conside-
raciones no se refieren d i r e c t a m e n t e
mamente delicadas para penetrar al estudio de los vejetales , pero lo
en los mas sutiles repliegues de hacen mas a g r a d a b l e , y le d a n un
las flores, y de un estómago para ínteres mayor. E s necesario pues ser
elaborar esta mezcla de jugos di- mui cauto en la aplicación que se
hace de estas relaciones al uso q u e
versos y reducirlos á una sus- el hombre ha sabido hacer d e los
tancia homojenea; les ha dado vejetales ó sus productos. Por e j e m -
también la facultad de deglutir- do, no es ecsajerado pretender q u e
los y depositarlos en los alveolos Í a cepa solo ha sido creada para p r o -
porcionarnos una bebida a g r a d a b l e ,
para alimentar la larva, ó la a- el trigo para suministrarnos un a l i -
bejilla próesima á salir del hue- mento diario, la quina para curar la
vo , al paso que toda la indus- fiebre & c . A la v e r d a d , la industria
tria del hombre está aquí limi- h u m a n a ha sabido sacar partido de
todas las producciones naturales, p e -
tada á separar y apropiarse en ro la mayor parte no tienen con el
medio de los aguijones que le a- hombre una relación tan inmediata
raenazan los productos de estos que deje d e ecsistir si le falta a l g u -
laboriosos insectos. na de ellas. No sucede lo mismo
con la a b e j a de que acabo de h a -
Acabamos de ver cuan im- blar : es muí probable que sin el
portantes son estas glándulas al néctar de las flores , ni él polen d e
parecer tan simples: en otro lu- las anteras, este insecto perecer/a, por-
que los instrumentos de que está d o -
gar Jas vimos nutriendo con sus t a d o , así como su organización , son
jugos el parenquima del fruto, y relativos á ios actos de su vida. C o -
ahora encontramos en ellas un mo la naturaleza vejetal es mui a -
manantial de sustancia azucara- b u n d a n t e en sus producciones puede
dejar la parte superflua á beneficio
da tan agradable que los anti- d e los animales , pues a u n le q u e d a
guos le daban un orí jen celes- b a s t a n t e para continuar ejerciendo sus
te. No se podría concebir la funciones y reproducir las especies.
105
эЬ ími'tilum спи ээо-Ло fetejev cómo las sentadas, solitarias, ac-
3.° De las bracteas^involucros, silares, ¿ c e , las últimas hojas
cápsulas y de la espala. compañeras de las flores, llenan
«.SBIJO поэ esfieq РПГШ ЭЪ r,ijolfin£ por lo regalar, antes del desar-
L a conservación de las flores rollo de las yemas florales las
es tan importante, los órganos mismas funciones que las brac-
[ixe contienen tan esenciales, que teas.
fa naturaleza les ha dado un
crecido número de defensas pa-
Se distinguen lasbracteas, co-
mo las hojas , según su forma,
ra preservarse de los acciden- situación, número, duración, co-
tes á que están espuestas: tal lor, ¿ce.: son imbricadas cuan-
sin duda ha sitio el objeto en do están colocadas entre las flo-
la formación de \asbractcas, pe- res formando una espiga ó c a -
queñas hojas particulares colo- beza como en la brunella, ore-
cadas en la base de los pedún- gano, ¿Ve. Son á modo de ca-
eulosy pedunculillos, ya casi in- bellera cuando colocadas en la
mediatamente debajo del cáliz, estremidad de una espiga de
ya á !o largo de los primeros. flores, forman una especie de
Algunas veces se diferencian, corona ó cabellera como en el
las bracteas de las hojas, solamen* espliego, la albahaca, las ana-
te por la pequenez; con frecuencia nas ¿ce.
afeetan una forma particular. Las S e dice que las braeteas son co-
bracteas cubren las flores antes loreadas cuando están manchadas
de su completo desarrollo, así ó no son verdes, como se ve en el
como las estípulas á las hojas si ormino, trigo silvestre ¿ c e ; el co-
son muchas y están colocadas al- lor de algunas es tan vivo que á
ternativamente; si se separan á veces se confunden con las flo-
medida que el pedúnculo se pro- res. Se ve este color con bastante
longa, sustituyen entonces á las frecuencia en los pedúnculos r a -
hojas y ejercen las funciones de mificados , bracteas generales y
estas, cuya misma organización particulares ; estas últimas p o -
tienen. En este easo son ver- drían llamarse bractillas.
daderas hojas, pero diferentes de Las bracteas toman el nom-
las otras por su situación y á me- bre de involucros cuando están
nudo por su forma; se les da al- dispuestas en forma de vestici-
gunas veces el nombre de hojillas lo ó anillo, ora inmediatamen-
jhrales. te bajo las flores , ora á alguna
Se pueden distinguir en je- distancia al rededor del pedún-
neral tres especies de bracteas: culo ; tal es el involucro del
1.° las bracteas propiamente di- clematis calycina, el de la ane-
clias;2.° los involucros; 3.° las mone pulsativa , nemorosa ¿ce.
ctípulas. la cubierta de la flor de la pas-
Las bracteas propiamente di- siflora (lám. 13, fig. 6): el c á -
chas (lám. 13, fig. 8) son las que liz común de las flores compues-
se asemejan mas á las hojas y se tas es también un verdadero in-
considerarían como tales á no ser volucro (lám. 13 , fig. 7). A l -
por la situación que guardan. En gunas veces el involucro pare-
las flores que no tienen bracteas ce formar parte del cáliz á cuya
17
106
baso se adhiere, y por esto se le vejetal ofrece una multitud de
dio el nombre de calicillo ó s e - transformaciones semejantes que
gundo cáliz, como en la mayor hacen siempre difícil hallar la
parte de las malvas. El cáliz analojíade unas partes con otras.»
es caliculado en el clavel, en Estas observaciones son sabias;
razón de las pequeñas escamas pero según lo que he dicho del
que rodean su base. Los invo- receptáculo, y que diré después
lucros mas notables son los de del cáliz , no considero la c ú -
las flores umbeladas, están si- pula sino como una modificación
tuados en la base de los pedún- particular del receptáculo. (Véa-
culos y pedunculillos: toman con se cáliz).
particularidad el nombre de r o - Por consecuencia de estas
dete (lám. 13, fig. 9 y 10). transformaciones, de estas rela-
E n fin se han colocado en ciones sucesivas, se han coloca-
seguida de las bracteas y como do también entre las bracteas
pertenecientes á ellas, las cúpu- las escamas calicinales de las flo-
las que muchos autores había» res á modo de engarse y las cu-
considerado desde luego como biertas particulares de las plan-
cálices : son ordinariamente de tas monocotiledones que, bajo
una sola pieza, contienen una ó la forma de una hoja membra-
muchas flores femeninas y per- nosa arrollada, contienen una ó
sisten en el fruto; tal es la cú- muchas flores , así como se ve
pula de la bellota: (lám. 3 , fig. en los narcisos , palmeras, &C.
1 ) , la del ciruelo: (lám. 13, fig. ( l á m . 1 3 , fig. 4 y 5 ) se les
2^, la del castaño: (lám. 13, fig. habia dado el nombre de espa-
3). oPudie'rase estrañar á pri- ta-, Linneola había comparado al
mera vista dice M. Mirbel ver cáliz.
colocada entre las hojas florales L a espata e s , ya de una sola
la cúpula, que en jeneral no tie- pieza, univalva, como en el dá-
ne semejanza alguna con ellas; til, el arum; ya de dos, bivalva,
pero es fácil comprobar esta u- como en muchas especies de ajo;
nion. L o que llamamos cúpu- de muchas piezas, muítivalva, c o -
la en el ciruelo, es mui seme- mo el caryota; algunas veces se
jante á dos hojas unidas por sus desgarra en lugar de abrirse r e -
bordes. L a cúpula de la enci- gularmente, como en muchas es-
na está compuesta de pequeñas pecies de narciso.
escamas ó bracteas adheridas por La espata se parece á una ho-
su parte inferior; no difiere mu- ja prolongada, arrollada en su
cho de ciertos involucros. En base, ó á un cornete oblicuamen-
Ja ephedra las vainas colocadas te ensanchado; algunas veces á u-
en cada articulación y que son una oreja de asno, á una espe-
evidentemente hojas opuestas* cie de bolsa, á un pequeño sa-
conjuntas se unen en la inme- co &cc.
diación del fruto y componen li- L a vaya de las gramíneas (lám.
na serie de cúpulas encajadas u- 13, fig» 1 1 , 1 2 , 1 3 ) ha sido igual-
nas en otras; así pudiéramos se- mente asociada á las espatas, á la
guir analizando hasta la cúpula que se parece mucho; pero corno
del pino, del abeto ócc. E l reino las vayas que la componen tie-
107
nen mas inmediatamente las fun- remos de ellas en otro logar,
ciones de cáliz y corola, habla-

CAPITULO DÉCIMO SÉPTIMO.

De las cubiertas florales.

El cáliz.

ÓMO definir el cáliz cubier­ refiere al cáliz ó á la corola? e s ­


ta esteriorde las flores, prolon­ to es pues eludir la dificultad y
gación de la corteza , destinada no resolverla; esto es reunir y
á protejer la corola y órganos confundir bajo una misma de­
secsuales? Si el cáliz presentase nominación dos órganos que de­
constantemente los mismos ca­ ben estar separados. También
racteres , y si la corola ecsístíe- se han designado, aunque sin
se en todas las flores, la defini­ fundamentos, con distintos nom­
ción seria clara y se reconocería bres, las modificaciones del p e ­
con facilidad ; pero hai muchas riancio, conservemos pues la d e ­
flores que carecen de corola y nominación de cáliz, con los a-
en este caso t í o ecsiste mas que tributos que le fueron asignados
una sola cubierta: se denomina­ por Linneo, al que solamente
rá esta cáliz ó corola? L a cues­ llamó este célebre botánico pe­
tión es tanto mas difícil de r e ­ riancio. Linneo pues creyó de­
solver, cuanto que estos dos ór­ ber unir al cáliz, el involucro
ganos parecen encargados de las de las umbelas, la espata de las
mismas funciones. Bajo este as­ flores monocotiledones, las e s ­
pecto se podrán comprender con camas, de las flores, en forma de
el nombre de cubierta esterior engarse, las de las gramíneas,
e interior , como se ha hecho y la vaya de los hongos. E s ­
posteriormente y según la geo- tos órganos , aunque destina­
sologia botánica con la palabra dos en parte á ejecutar las
pengono; periancio simple y pe- mismas funciones que el c á ­
riancio doble. Cuando el perian­ liz, tienen en particular los tres
primeros, notables relaciones
tio es doble, consta de cáliz y
con las bracteas y los otros
corola, pero cuando es simple se
103
con cierto orden de plantas que go frío, la niebla húmeda ó los
después mencionaremos. Espon- rayos del sol la perjudicaría has-
dré luego que trate de la corola ta desorganizarla. Si quitáse-
las diferencias que ecsisten entre mos á estas flores el involucro
ellas y el cáliz propiamente di- en el momento de su aparición
cho. pronto se alterarían y perecerían
Los cálices no tienen la figu- al fin.
ra agradable y variados atracti- El involucro está colocado en
vos de las corolas; son ordina- el pedúnculo, muchas veces ha-
riamente toscas cubiertas ó sim- cia su vértice, pero es su espan-
ples espansiones de la corteza de síon terminal: no forma parte
la estremidaddel pedúnculo, que del receptáculo como el cáliz.
muchas veces se divide en va- Desde que la yema floral ad-
rios segmentos. Con todo no quiere consistencia; el involucro
deja de tener su influencia la for- se separa, cesan sus funciones;
ma grosera del cáliz en el ejer- si persiste es como un aucsiliar
cicio de sus funciones, proteje de las hojas, de las que es solo
y defiende los órganos de la j e - una modificación. En las flores
neracion por su solidez y resis- que se abren y cierran según el
tencia, y no por la elegancia ó el estado de la atmósfera el in-
atractivo de su figura. Como volucro en jeneral no participa
cubierta esterior de la flor, el de estos movimientos mientras
cáliz debe ofrecer mas resisten- que el cáliz se pliega sobre la
cia á los cuerpos esteriores, su corola. El cáliz es una parte in-
estructura corresponde á su uso; tegrante de la flor; la proteje en
se encuentran sin embargo al- su desarrollo, la aucsilia en tan-
gunos que rivalizan en elegancia to que de él necesita, y á veces
y hermosura con la corola, y acompaña al fruto; termina siem-
que aun algunas veces llaman pre el pedúnculo, rodea mu-
solo la atención, tal es el de nues- chas veces el receptáculo por
tra bella ortensa, & c . súbase ó parece también formar
E s abusar de los términos, parte de él como ya he dicho.
dar casi indiferentemente á las Según lo espucsto déjase ver
cubiertas esteriores de ciertas flo- fácilmente que es confundir las
r e s , el nombre de cáliz ó in- espresiones y barajar las ideas
volucro, sobre todo cuando es el dar el nombre de involucro
doble como en la mayor parte al cáliz común de las compues-
de las malvaceas, ó que envuel- tas y al doble cáliz de las mal-
ve á muchas flores como en las vaceas; como también el de ho-
compuestas. S e evitará este er- jas abortivas é involucros ó brac-
ror observando con cuidado las teas a l a s vallas, glumas ó esca-
funciones y atributos de estos mas de las flores de las gramí-
órganos al parecer tan semejan- neas. Estas escamas llenan evi-
tes. El involucro es una cu- dentemente las funciones de cá-
bierta destinada á protejer la flor liz y corola; no abandonan las
en yema, cuando todas sus par- flores antes de su espansion, per-
tes se hallan todavía en un esta- sisten mucho mas tiempo que las
do-de debilidad tal, que el aire al- cubiertas de las demás flores.
109
En cuántas especies de plantas señala visiblemente los límites
uo vemos dos escamas interiores, que separan el receptáculo d e i
que representan la corola, acom- cáliz; pero es cierto que cada
pañar á la semilla y formar á su órgano ejerce su función parti-
al rededor una especie de peri- cular; el uno sostiene y nutre;
carpio? Estascúpulas que acom- el otro defiende y proteje: bas-
pañan los frutos del ciruelo, ta qae conozca esto el obser-
castaño, 6<c. me parecen per- vador.
tenecer mas bien al receptácu- El cáliz esmonosépalo ó de una
lo que á los involucros, entre sola pieza, cuando sus divisiones
los cuales se han colocado. no se estienden hasta la base., c o -
Pero se dirá, por que el invo- mo en el del clavel ( lám. 2 1 ,
lucro, este órgano protector de fig. 4), la bellorita y en las flo-
las yemas no ecsiste en todas las res labiadas (lám. 19, fig. 8): es
llores? preguntare' á mi vez ¿por- polisépálo ó compuesto de mu-
que bai flores privadas de cáliz chas piezas ú hojillas, cuando
ó corola , y algunas veces de sus divisiones se estienden hasta
ambos órganos? Un buen o b - la base, ó el receptáculo con el
servador no debe hacer jamas que se halla muchas veces con-
esta pregunta porque hallará la fundido , como he dicho mas
respuesta en la misma naturale- arriba, y en este caso el cáliz
za: verá que ella da un protec- parecía menosépalo. Entre los ca-
tor á las partes mas débiles; llees polisépalos unos no tienen si-
que abandona á sí mismas á las no dos hojillas , como el de la
que desde su nacimiento dio adormidera, la fumaria , la bal-
fuerza y vigor; que en una pa- samina; otros tres, como el del
labra puede variar sus procede- ahima; otros cuatro, como el del
res á lo infinito. nabo y e l d e todas las cruciferas (1.
Los términos con que se espresan 19, fig. 6): se encuentran cinco
las diferentes formas del cáliz so- en el lino, las renunculaceas occ.
bre ser fáciles de entender fue- E l cáliz es entero cuando no
ron ya la mayor parte esplicados: ofrece en su limbo división
así recordaréahora solamente que alguna , ni lóbulos , ni den-
la porción de ciertos cálices so- tellones , como el de la fi-
bre la cual se insertan los e s - silia : él es partido, cuando
tambres y corola, pertenecien- el borde es desigual, denta-
te , como ya he dicho , al r e - do , incindido , buido , trífi-
ceptáculo, es considerada por ca-
do , & c .
si todos los autores como la par-
Se llaman cáYices propios aque-
te inferior y tubulada de estos
llos que no tienen mas que una
mismos cálices: de donde provie-
flor:, simples cuando constan de u-
ne la espresion de cáliz supe-
rior y cáliz inferior; pero según na sola cubierta; doble, cuando o-
lo dicho mas arriba estas es- frecen dos ó muchas cubiertas,
presiones deben abolirse y apli- todas distintas de la corola, co-
carse solamente á la corola en el mo los cálices del mayor núme-
mismo sentido, así eomo al ova- ro de las malváceas: algunos colo-
rio. No siempre la naturaleza can la cubierta esterior de estos
entre lasbracteas ó los involucros.
18
na bien sabido que el cáliz es una
E l cáliz común considerado boi cubierta floral cuya posición,
como un involucro contiene mu- figura y funciones están bien
chas llores, todas colocadas en el determinadas, y no puede ser
mismo receptáculo, como el de la una hoja incompletamente des-
escabiosa &ÍC; es simple cuando arrollada ; lo mismo que el pie
consta de una sola pieza, como no es una mano abortada á pe-
el del clavel de la India (Taje- sar de las grandes relaciones que
tes) ó de un solo orden de es- ecsisten entre estos dos órganos;
camas, pero que no se cubren veremos las bayas de las grami-'
unas á otras, como en el de la neas convertidas igualmente en
escorzonera. Este cáliz es ca- bracteas abortadas , ¿kc. Y las
liculaclo cuando está guarnecido bracteas que serán?... sin duda
en su base de algunas pequeñas hojas abortadas. En fin ha s i -
escamas cortas. S e llama cá- do tal el abuso que se ha he-
liz imbricado el que está com- cho de las palabras, que después'
puesto de escamas ú hojillas dis- de haber considerado algunos
puestas en muchos órdenes cu- como hojas abortadas á los cá-
briéndose entre sí; como el de lices , rehusan por no incurrir
la alcachofa. en una contradicción notable,
Debo prevenir, terminado es- dar el nombre de hojillas á las.
te artículo, que boi dia el c á - divisiones profundas y separadas
liz no es mas que una hoja a- que ordinariamente presentan a-
quellos órganos: y se han visto
bortada y como detenida en su
en la necesidad de llamarlas sé-
desarrollo; se me preguntará qué
palos. Así hai cálices ú hojas
causas ó accidentes detienen el
abortadas, monosépalos, bisépa-
crecimiento de esta hoja, y que
los, trisépalos, polisépalos, & e :
se entiende por aborto. He creí- espresiones que al menos tienen
do siempre que esta espresion la ventaja de poner en aimouía
se aplicaba á todo órgano que los sépalos con los pétalos..
p.or un accidente cualquiera no
era lo que debia ser; pero es

.Hoioolorri
Ill

CAPITULO DECIMO OCTAVO,

La corola.

^ Í T A es sin duda la parte á presentar algunas observacio-


mas brillante y seductora de las nes que probarán que estos dos
ílores por su viraz y esplen- órganos sobre ser distintos pue-
dente colorido, por su graciosa den diferenciarse cuando en la
y elegante figura: pero no debe flor no ecsiste mas que uno. Ven-
llamar tanto la atención del bo- gamos á nuestro propósito- ¿qué
tánico que en ella no ve en rea- es pues un cáliz? Según hemos
lidad sino la cubierta inmediata dicho es una cubierta produci-
de otros órganos mas útiles. Con da por la prolongación de la
todo, su destino en la vejetacion corteza. El cáliz es tan seme-
no deja de ser importante; des- jante á las hojas, que algunas v e -
pués de babor protejido en la ces afecta casi enteramente sus
yema los órganos secsuales, la formas de donde se sigue una
corola se entreabre, se descoje y observación mui importante, á
forma como el ornamento del saber que en las flores dobles en
tálamo nupcial hasta que se con- las cuales parece trastornarse,
suma la admirable obra de la confundirsey desnaturalizarse to-
feeundaeion , por que luego se das las partes, el cáliz perma-
marchita y desaparece; si al- nece simple , no se transforma
guna vez persevera , es por po- nunca en pe'talos, pues todo lo mas
co tiempo y con el fin , pare- que sucede es ensancharse sus
ce , de concentrar ó reflejar en divisiones ó prolongarse á ma-
lo interior de sus pulidos pe'- nera de hojillas, pero conservan-
talos un considerable número do siempre su color verde y su
de rayos luminosos que acele- rudeza.
ran mas y mas el desarrollo de La corola ofreciéndose al ob-
los ovarios fecundados. servador bajo formas mui agra-
Algunos autores han llegado dables, bajo caracteres mui dis-
á creer que el cáliz y la coro- tintos, no puede nunca confun-
la no son mas que modificacio- dirse con el cáliz aun cuando se
nes de un mismo órgano ; pero haga abstracción de su brillante
no siendo yo de este parecer voi colorido, de su suave aroma y de
ai 2
su testura mas delicada. Estos truosidades pero solo en las c o -
atributos no se encuentran sino rolas. Estas particularidades
u
i n i rara vez eu.los cálices, pues me parecen bien notables pa-
so" peculiares á la naturaleza ra damos á conocer en un»
de los pétalos , y nada anuncia gran número de flores de una
que tengan estos órganos rela­ sola cubierta la naturaleza d e
ción alguna con los cálices, c u ­ ella., ya por la. multiplicación de
yas divisiones así no pueden con­ los pétalos en las flores aborta-
vertirse en pétalos, como ni los das, ya por analojia en las no a -
pétalos en hojas; vemf»s por el bortadas. Suponiendo que et
contrario que en las flores dobles,, lirio jomas multiplica sus pétalos,
los estambres y pistilos toman se le negaría por esto una corola
la forma de pétalos y algunos cuando se vea su lado al tulipán
en esta metamorfosis, llevan aun y jacinto que 1a multiplican?"
en su vértice una antera estéril: Diréque la anemona no tiene co-
encontramos otra prueba en las rola porque encuentro en lugas
ffores de-las malvaceas., cuyos de cinco piezas una soberbia ro-
filamentos soldados en un tubo sa, compuesta de infinitos péla-
cilindrico al rededor del pistilo los formaudo zonas de los mas
hacen cuerpo con la corola y vivos colores?
no son mas que una prolonga­ La posición, respectiva de los
ción de su base; finalmente e s ­ estambres es alterna con la.de los
tos filamentos están adheridos á pétalos , ó bien están colocados
los pétalos y jamas al cáliz. En enfrente de ellos. Sabemos que
Jps alelíes y claveles, rosales de esta disposición es constante en
dobles flores , б е с , los cálices muchas familias, y que cuando
se presentan únicamente con sus tos estambres alternan con los
divisionesmientras que los pé- pétalos, estos alternan ¡t;uahnen.-
talos se multiplican al infinito te con las divisiones del cáliz, y
á espensas de los estambres. que entonces los estambres se en-
Así sucede á la cubierta flo- cuentran en oposición con las divi-
ral del tulipán , narcisos , ja- siones calicinal es. Estas indicacio-
cintos & c . y. á caú todas las de nes engañan rara vez, sobre todo
la familias de las monocotile- cuando se estudia» las plantas se-
dones, cuyas ffores, á pesar da gún sus relaciones naturales; pero
su brillantez, han sido colo- no son aplicables sino á las que
cadas por muchos autores en- tienen una figura determinada.
tre los cálices. En estas mis- No hablo de otros muchos sig-
mas flores y en muchas otras, nos que me detendrían en mi-
los nectarios y apéndices parti- nuciosos detalles, inútiles por o-
culares dependientes de lus p é - tra parte cuando será fácil desr
talos, se multiplican.como ellos; cubrirlos con una constante ob-
la aguileña nos ofrece un cor- servación.. A s í , reuniendo to-
nete espolonado compuesto de das las observaciones antece-
otros muchos encerrados unos dentes convendrá á pesar de la
en otros. Esta superabundan- oposición de los estambres con
cia de vejetacion produce fre- los pétalos admitir como coro-
cuentemente singulares mons- la en la familia de las protá-
ceas la cubierta década flor, pues Este modo de ver de T o u r -
que por una parte esta cubierta nefort parecerá quizás contra-
lleva el estambre, y por otra se dictorio ó al menos mui inec-
baila inserta en el receptáculo sacto al que se deje llevar de
estando fácilmente rodeadas to- merasapariencias. ¿Cómo se d i -
das estas flores de una cubierta rá que un mismo órgano puede
floral, á la que se dá el nombre ser al mismo tiempo cáliz y c o -
de cáliz, común ó de involucro rola, cáliz en su base y corola
según el sistema que se quiera en la parte que domina el ova-
adoptar. Diré otro tanto de la rio? Si la base de esta cubier-
familia de las lauríneas cuyos ta se considera como un cáliz
estambres están soldados á la ba- adherente ¿la parte superior y li-
se de cada pétalo , así como el bre de esta cubierta no es el
de las plantagíneas cuya corola limbo? y puede recibir otra
monopétala se adhiere por su denominación?
base á los filamentos de los e s - En esta cubierta única ha no-
tambres; coloquemos también en tado Tournefort dos partes bien
esta clase á las nictajiueas y distintas que reunidas llenan
plumajiueas. La cubierta de dos funciones diferentes; esta es
las poltroneas, atripliceas y ama- la interpretación que me atrevo
rantaceas es un verdadero c á - d a r á la idea de este célebre bo-
liz según los principios que es- tánico y que resulta naturalmen-
puse mas arriba. Tournefort te de sus principios.
estableció que el cáliz estaba La parte inferior destinada
destinado para la conservación para la conservación del ovario
del ovario, ya para cubrirlo sin persiste, aumenta y se desarro-
adherirse á él ó ya para formar lla con él hasta formar el p e -
un cuerpo con él, constituyen- ricarpio, la parte superior, re-
do el pericarpio : de esta distin- servada mas especialmente para
ción hizo varias subdivisiones la defensa de los órganos sec-
en muchas de sus clases. En suales se deseca y perece poco
consecuencia daba á todas las cu- después de la fecundación ; la
biertas simples que se adhieren al primera llena pues la función
ovario el nombre de cáliz, de cáliz en el sentido de Tour-
resultando pues que en-la fa- nefort, y la segunda la de co-
milia de las liliáceas la bri- rola. Debian por tanto llamar-
llante cubierta de las flores, lle- se de distinto modo así como es
vaba el nombre de cáJiz ó de co- diferente su posición , duración
rola según que era ó no adhe- y destino; forman pues en rea-
rente al ovario. Seducido tam- lidad dos órganos bajo la apa-
bién por las consecuencias de riencia de uno solo. S e ha vis-
este principio distinguió dos par- to que mi opinión es mui seme-
tes en las cubiertas adherentes: jante á la de Tournefort, y que
la inferior que hacia cuerpo solo difiero en que miro comí
con el ovario, y denominaba cá- porción del receptáculo la qu«
liz, y la superior que llamaba él toma por cáliz. La atencio:.:
corola aunque no fuese m a s q u e que es preciso dar á las forma.
la continuación del mismo órgano. de la corola para distinguir la .
114
plantas es quizas lo que hai de limbo que es la parte que se ea-
mas atractivo en un estudio tan tiende desde el orificio hasta el
ameno. Tournefort escojiendo borde.
la corola como base de su sis- L a s corolas regulares se divi-
tema ba hecho quizas mas b e - den según su figura 1.° en cam-
neficiosa la ciencia que los mas punuladas que son aquellas que
sabios botánicos en sus vastas dilatándose progresivamente des-
investigaciones. Si separarnos de su base hasta el borde repre-
todas las piezas que forman la sentan la figura de una campana
corola, nuestra vista no podrá como la de la campánula, la del
apartarse de la contemplación de corregüela & c . (lám. 19, fig. 4 ,
J
las figuras y colores tan varia- 5). 2. En infundibuliforines ó
dos y graciosos: y cuando en me- á manera de embudo, las cuales
dio de goces tan agradables lle- tienen un tubo estrecho, é i n -
gamos á conocer la función y sensiblemente dilatado y el lim-
destino de las diferentes partes bo es casi campanulado , como
de la corola, penetrase entonces la del tabaco, &c. (lám. 21, fig.
nuestra alma de aquella profun- 15). 3.* En hypocrateriformcs
da admiración que nos causan ó á manera de corona las cua-
todas las grandes obras de la les tienen el tubo estrecho, mas
omnipotencia. Ecsaminemosdes- б menos prolongado y su orifi­
de luego la corola mas simple y cio muí ancho ; el limbo es pla­
veremos que su figura contribuye no ó un poco cóncavo , como
1
á la función que ha de ejecutar. la del jazmín, & c . 4 . ° En rue­
La corola es monopétala (de das , el tubo de estas corolas
una sola pieza) ó polipétala (de es mui corto, el limbo con mu­
muchas piezas ó pétalos), regu- chas divisiones ó muchos l ó ­
lar, cuando todas sus divisiones bulos como la del moral, la
ó pétalos son semejantes ; irre- del solanum &cc. Cuando las
gular, cuando una ó muchas de divisiones del limbo son p r o ­
sus divisiones ó pétalos no se pa- longadas , agudas, se dice que
recen. La corola es monopé- la corola está á modo de espite.'
tala, cualquiera que sea la pro- la como en la borraja , ó en
fundidad de sus divisiones cuan- forma de estrecha como en el
do están en un solo cuerpo, alium: en fin la corola es tubu­
aunque no se toquen mas que lada cuando está constituida
por su base: la corola de la mal- por un tubo prolongado, cilindri­
va aunque dividida casi has- co, terminado por un limbo muí
ta su base, es tan monopétala corto, casi imperceptible.
como la de la corregüela que es Las corolas monopétalas, ir­
entera en toda s u lonjitud. regulares se diriden: 1.° en la­
S e distinguen dos partes en la biadas: el tubo se va prolongan­
corola monopétala : 1.° el tubo, do hasta terminar eu un limbo
que es su parte inferior , unas irregular, dividido en dos partes
veces estreñidamente corto, o- desemejantes, separadas y coloca­
tras mu i prolongado se da el das una encima ftk otra, laseuales
nombre de orificio ó garganta se denominan labios: el supe­
á su abertura superior; 2.* el rior imita muchas veces á un
115
cáseo; á el inferior se le tía el en la rosa de flores simples, el
nombre de barba-, la separación fresal, las renunculaceas, & c . (I.
de estos dos labios es la aber- 2 0 , fig. 2 ) . 3.° Cariofilada 1

tura (rictus); el ensanchamiento cuando estos cinco pétalos regu-


del tubo es la garganta: la emi- lares están provistos de uñas
nencia que se encuentra algunas mui largas, encerradas en un cá-
veces en este sitio se llama pa- liz tubulado: el clavel, colleja,
ladar (\. 19, f.8). 2." En persona- &c. (1. 15, fig. 5). 4. a
Papilo-
das ó enmascaradas el orificio del nacea cuya corola está compues-
tubo de estas corolas es ancho y a- ta de cinco pétalos mui irregula-
bultado; los dos labios unidos res; cada uno de los cuales ha
en su base, están cerrados por recibido una denominación par-
una dilatación proeminente, co- ticular (lám. 20, fig. 4): el p é -
mo en el antirrhinum; algunas talosuperior, ordinariamente ma-
veces el tubo está provisto de vor y levantado, se llama es-
una prolongación semejante á tandarte ó pabellón, los dos la-
un espolón de gallo ó á un a - terales las alas; los dos infe-
guijon. riores separados ó soldados por
Las piezas que componen la su borde anterior llevan el nom-
corola polipétala se llaman pé- bre de quilla cuya forma tie-
talos. En cada pétalo se dis- nen : tales son las llores de las
tingue la uña, que es la parte hortalizas y de la mayor parte
por la que el pétalo se adhiere de las leguminosas.
inmediatamente á la flor; por Se pueden añadir también á
lo regular los pétalos están mas estas formas la corola ligulada 6
ó menos estrechados en su ba- el semi-floron, compuesto de un
se. En este caso , se dice que tubo delgado, mui corto, cuyo
el pétalo es unguiculado: cuan- limbo se prolonga de un solo
do este estrechamiento es casi lado en especie de lengüeta, c o -
imperceptible, el pétalo es sen- mo en la chicoria &c. (lám.
tado; pero aun en este caso, 1 9 , fig. 1). El florón es una
tiene su uña constituida por su corola monopétala, regular, in-
punto de atadura: La parte su- fundibuliforme, que tiene cinco
perior y por lo regular la mas divisiones en su limbo (lám. 19,
ensanchada del pétalo se llama fig. 2): no toma este nombre si-
lámina: corresponde al limbo de no cuando pertenece á las flo-
la corola monopétala. res compuestas , sinjenesias, así
La corola polipétala toma un como el semi-lloron: de donde
nombre particular según la for- viene el que estas especies de flo-
ma y disposición de los pétalos: res, reunidas en un cáliz común,
J
l . se la llama cruciforme cuan- se llamen Jlosculosas cuando es-
do está compuesta de cuatro pé- tán compuestas únicamente de
talos regulares, colocados en for- florones (lám. 16, fig. 3); semi-
ro a de cruz, como en el alelí, floculosas, cuando no tienen mas
&c. (lámina 19. íig. 6). Rosa- que sem i -florones ; radiadas,
cea cuando los pélalos en núme- cuando su disco ó centro está
ro de cinco, tienen uñas muí ocupado por florones y su cir-
cortas, y están dispuestas como cunferencia por semi-florones
116
( lámina 1 6 , figura 4 ). dices particulares que en nada
Tales son las formas mas ge- alteran su figura, son las escamas
nerales de la corola, cutre las colocadas en el orificio de las flo-
que liai muchas intermedias que res, como las de la borraja; las lá-
no pueden designarse rigorosa- minas dentadas y salientes que
mente sino por descripciones guarnecen ladel laurel, rosa; el tu-
particulares: Tourncfort añade bo en forma de corona que ocupa
las llores liliáceas , monopétalas, el centro de las divisiones en la
de seis divisiones, ó compuestas flor del narciso: en otras corolas
de seis pe'talos, que tienen c á - se ven fositas, cavidades en for-
liz: casi todas pertenecen á los ma de cuchara ó de concha,
monocotiledones, tales como el surcos como se observan en los
lis, iris, &c (lám. 21 , fig. 6); pétalos de la lis, &tc. Cuando
las otras corolas, tanto monopé- estas especies de cavidades e s -
talas como polipétalas, que no tán llenas de un licor particular,
pueden clasificarse ni asemejar- toman el nombre de nectarios;
se á las formas que acabamos y deben distinguirse de los a-
de indicar, son anómalas, tales péndlces propiamente dichos.
como la viólela, capuchina, &cc. La disposición de la corola en
(lám. 20, fig. 8 ) . la yema ó la manera como e s -
L a corola, considerada según tán colocados los pétalos, así c o -
su inserción, puede estar colocada mo las demás partes de la flor
bajo el ovario: entonces es hipogi- antes de su espansion , merece
na como la del corregüela, &cc. uu eesámen particular. Los p é -
al rededor del ovario, perigina, talos están replegados en el g r a -
sobre la pared interna del c á - nado, adormidera, & c , arrolla-
liz (del tubo del receptáculo, á dos en espiral en el oxalis, la
mi parecer) como en el mirto, hermania, & c . , imbricados en
rosal, campánula: está colocada la rosa, & c . En las flores l e -
en el vértice del ovario, epigina co- guminosas hai pétalos que abra-
mo en las umbelíferas, rubiáceas, zan todos los demás ; la corola
y en todas las flores sinjenecias. del corregüela está plegada. E c -
Estas diferentes inserciones, csaminando el desarrollo de la
combinándolas con las de los flor del cobaea , he notado que
estambres, han suministrado á la corola en la yema era apenas
M. de Jussieu, caracteres jene- sensible, que se presentaba b a -
rales para distinguir las familias jo la forma de un anillo mui
naturales y para establecer las corto, mientras que los filamen-
relaciones entre estas mismas fa- tos se hallaban ya mui salientes,
milias. Se puede admitir, como las anteras mui gruesas y com-
un principio jeueral , que los pletamente desarrolladas; el c á -
filamentos de los estambres es- liz de una sola pieza y una pul-
tán soldados por su parte in- gada de largo, las cinco hojillas
ferior en la corolas monopétalas, que lo componen no llegan á
al paso que es mui raro ver co- separarse hasta que la corola
rolas polipétalas que tengan es- está desarrollada. Los filamen-
tambres en los pétalos. tos tienen al principio una for-
ma cilindrica, están mui eucor-
L a corola tiene á veces apén-
117
radas en el vértice, después se la anemona patens de flores blan-
enderezan, se prolongan, se ar- cas, azules ó amarillas. E s pre-
rollan en espiral teniendo en- ciso confesar sin embargo que es-
tonces sus anteras vacilantes y tos cambios son bastantes raros
marchitas; el estilo es mui cor- y que ecsisten numerosas espe-
to, las divisiones del estigma po- cies en que el color es invaria-
co aparentes; mas á medida que ble. Por tanto nos parece lícito
los filamentos se arrollan, aquel emplear esta cualidad como c a -
se prolonga proporcionalmente, rácter distintivo de las flores
y el estigma se presenta con sus puesto que la observación nos
tres grandes divisiones: enton- confirma su permanencia; al m e -
ces las anteras han lanzado ya nos será siempre bueno citarlo.
su polen: pocas flores hai que Mientras que es constantemen-
como las del colea presenten te amarillo en las ínulas de los
mas variedades en su desarro- Alpes, es blanca en el lis, cicu-
llo ; el pedúnculo es al princi- tarza & c . ; en fin hai un gran
pio recto y corto , se prolonga número de plantas cultivadas ó
y encorva fuertemente cuando silvestres en las-que no se ha
la flor se abre, se endereza des- notado jamas alteración alguna
pués de la fecundación, se vuel- en los colores; otras nos ofre-
ve á encorvar y forma una s e - cen en sus cambios fenómenos
mi-espiral después de la caida bastante curiosos/ algunas reces
de la corola; así queda pendien- la misma planta cambia el c o -
te hasta la madurez y caida de lor de sus flores á medida que
los frutos. Esta variedad de m o - estas se desarrollan ó que se a -
vimientos y posiciones tiene un procsirnan al término de su e c -
objeto bien determinado que no sistencia. El cáliz colorado de
dejará de alcanzar el ojo de un la hortensia es desde luego de
esperto observador. un verde claro, pasa en segui-
Gomo quiera que el colorido da al rosa, al azulj después se
de las flores esperimenta algu- tiñe de violeta y termina por
nas veces cambios mui notables un blanco anacarado ; el color
en los individuos de una misma rojo del lathyrus sylvestris y
especie^ Linneo ha escluido casi de muchas borrajineas pasa del
jeneralmente esta cualidad del rojo al azul. El hecho mas no-
numero de los caracteres espe- table en esta variación de c o -
cíficos. En efecto, todos los lores es el citado por Andrews
dias vemos en nuestros jardines y que observó en el gladiolus
la variedad de colores que ofre- versicolor. L a flor de esta plan-
cen unas mismas corolas; y c o - ta tiene por la mañana un c o -
mo esto no depende del culti- lor oscuro que se va alterando
vador sino de ciertas circunstan- durante el dia hasta quedar de
cias que aun nos son desconoci- un azul claro por la noche: du-
das, se ha deducido con sobrada rante esta recobra su color o s -
razón que el mismo fenómeno curo y continúa la flor con es-
podría suceder en la natutaleza tas alternativas ocho ó diez dias
inculta. Pallas, herborizando en que es el tiempo ordinario de
las orillas del Yolga encontró su ecsistencia, escepto hacia el
19
118
fin en que no pierde el color toma el color y brillo que uña
oscuro. vez perdiera. (1)
Este ejemplo es quizá el úni-
co que tenemos de una flor que. (1) Mirbel. -Etem..

CAPITULO DECIMO NOVENO..

Órganos secsuales..

s^jM.Q todos los fenómenos bas- tos animales que no están d o -


ta aquí observados en la natu- tados de aparato secsual: se cre-
raleza vejetal, ninguno mas sor- ería que gozaban de alguna sen-
prendente que el de la fecun- sibilidad, de movimientos v o -
dación, de los ovarios. Menester luntarios, de los primeros des-
lian sido repetidas observacio- tellos del sentimiento: rico a-
nes y esperiencias para conven- sunto para los grandiosos cua-
cernos de este hecho, que tal dros de la poesía descriptiva;
vez se creeria ficticio ó parto de mas no nos es lícito pintar la
poéticas fantasías. La ecsisten- naturaleza sino como ella es, lim-
cia de los seesos en el reino ve- pia de los adornos seductores de
jetal . enjendra en el espíritu u- la imajinacion. Comencemos por
na multitud de reflecsiones que conocer los órganos reproduc-
pudieran estraviarlo en su e n - tores para después tratar de sus
tusiasmo : órganos jeneradores interesantes funciones. E n la
fáciles de reconocer, las circuns- mayor parte de las flores se ven
tancia que acompañan á sus f u n - ' en lo interior de la corola y al
ciones, la especie de' atracción rededor de su eje central mu-
que entre sí tienen los seesos, chos filamentos de un blanco
los movimientos que se ejecutan marmóreo, los cuales sostienen
en- el momento de la fecunda- en su vértice un pequeño saqui-
ción, ensanchan mucho el cír- to ó cápsula de color amarillo,
culo de ideas que se tenia for- fija ó vacilante, llamada antera;
mado acerca de la vejetacion. estas dos partes reunidas llevan
Las plantas adquieren entre el nombre de estambres (lám.
los seres vivos una importancia 22, fig. 4, 2): he aquí el órgano
que parece elevarlas sobre cier- masculino {le las plantas. E l e -
119
je central eme rodean los es- órdenes son tan semejantes, que
tambres es el órgano femenino; hemos visto , en las flores d o -
se llama pistilo (lám. 22., fig. bles, tomar los .filamentos la for-
9) y (lám. 24, fig. 1 , 2 , 3 , 4 , 5 , 6 , ma y color de los petalos, tenien-
7, 8, & c ) : se halla compuesto do por otra parte la misma delica-
por lo regular de tres partes, li- deza y consistencia; añadiremos
na inferior colocada inmediata- que muchas veces los filamen-
mente sobre el receptáculo y que tos hacen también el oficio de
se denomina ovario (lám. 24, cubierta protectora , sobre todo
fig. 1, a); de este se eleva un.fi- del ovario , órgano tan esencial
lete recto que es el estilo (lám. para la propagación de las espe-
24, fig. 1 b), el cual sostiene otro cies. Está en la primera edad
cuerpecito llamado estigma (lám. rodeado por los filamentos, que
24, fig. 1 c ) : algunas veces ape- á la vez se hallan defendidos por
nas se distingue del estilo, sobre la corola, y esta por el cáliz. Con
todo cuando se presenta como este fin dio sin duda la natura-
una pequeña punta ó un po- leza á algunos filamentos mas
ro terminal: tal es el aparato de anchura en su base, como en la
los órganos seesuales. ornitogal, ó lo hizo ahuecado 6
en forma de escama cóncava, co-
l.° Los estambres. mo en la campánula., tkc. E n
otras plantas, ha reunido los fi-
El órgano masculino está com- lamentos en un solo cuerpo, les
puesto de dos partes, el filamen- ha dado una membrana, una es-
to y la antera. L a principal fun- pecie de estuche que rodea el
ción del filamento es sostener ovario en totalidad, como en las
la antera y acercarle al estigma malvaceas, leguminosas & C (l.
en las flores hermafroditas, ó sa- 22, fig. 11); en otras especies,
carlas de las cubiertas florales no están reunidos sino en su
y presentarla á la acción de los base.
vientos en las unisecsuales á fin L a forma del filamento no es
de que el polen fecundante pue- pues indiferente para el obser-
da esparcirse con mas facilidad vador: en ella reconocerá un o b -
y transportarse á los estigmas. jeto particular relativo á la po-
Los filamentos se hallan tam- sición de las demás partes de la
bién encargados de abrir paso á flor, particularmente á la del
los fluidos que deben contribuir pistilo; esta forma podrá sumi-
á la formación del polen, pre- nistrar mui buenos caracteres y
pararlos y arrojarlos. Bajo es- estoi persuadido que en la mis-
te aspecto es necesario que ha- ma especie no se encontrarán
ya diferencia entre los filamentos individuos con filamentos ensan-
y los pe'talos. chados en su base, y otros con
M. Mirbel dice, que se ob- filamentos cilindricos en toda sú
serya comunmente un fascícu- lonjitud: esta sola diferencia bas-
lo de traqueas >en el centro de taría para caracterizar y dife-
los primeros, que algunas veces renciar dos especies, cualquiera
«están huecos, como los del tuli- que sea por otra parte su s e -
pán: aunque asi s e a , estos dos mejanza.
120
El filamento es cilindrico-, és- La antera se presenta al este-
to es igual en toda su lonjitud; rtor bajo la apariencia de una pe-
esta es la forma mas común; ca- queña cápsula por lo regular de
pilar, ó de la finura de un cabe- dos cavidades ó dos lóbulos, ora
llo , como en las gramíneasókc; fuertemente unidos sin cuerpo
nudoso, ó interceptado por d e - alguno intermedio, ora separa-
presiones de distancia en distan- dos por un cuerpo espeso, carno-
cia, el sparmannia ; jeniculado ó so, mui corto, algunas veces de
codeado, plegado- en forma de una lonjitud notable, como en el
rodilla, el mahernia pinnata: a- sauce: M. Richard le ha dado; el
canalado , ó que presenta en sil nombre de connetivo. Cada ló-
interior surcos transversales for- bulo ó celdilla; es un saco mem-
mando canales, la ortiga ; es- branoso, dividido interiormente
tos canales, según observación por un. tabique medio y marca-
de Mr. Mirbel, sirven para re- do en su superficie por una su-
tener los filetes, que están en- tura correspondiente al tabique.
corvados en forma de resorte E n la época de la fecundación,
antes de la espansion; en espiral los dos lóbulos se abren por dos
ó de tirabuzón, la hirtella ; cu- válvulas, y dejan escapar el po-
neiforme, en forma de cuña, t i len bajo la forma de una peque-
talictro; subulado ó en forma de ;
ña nube pulverulenta (lám. 22,
alesna, el erablo , tulipán; gla- fig. 15). Algunos hechos parti-
diado con dos filos, el caña.~cor- culares observados y citados por
ro , plano en el ajo; en forma de M. Mirbel, tanto sobre la antera
pe'ta lo ; ahorquillado como en como sobre el polen que ella con-
muchas especies de ajos; agudo tiene, darán sobre este órgano
en su vértice; obtuso, escotado ideas mas estensas que una sim-
bitridentado &c. ple definición: voi á presentar
L a antera es el atributo esen- los mas dignos de observarse.
cial del estambre, el filamento »Las anteras del tuya, ciprés
no sirve mas que para sostener- & c , son notables por su estrema
la (lám. 22, fig. 1, a b y fig. 2): simplicidad: consisten en peque-
en la antera reside el polen f e - ños sacos membranosos redon-
cundante; cuando falta el ovario deados, simples, que se des-
queda este'HI. Si la antera pu- garran antes que abrirse. La
diera ofrecerse á nuestra vista mayor parte de estas anteras es-
como se la ve oon el microsco- tán privadas de filamentos.»
pio, y si este instrumento pudie- «Las anteras de la calabaza y
se triplicar y aun cuadriplicar obras especies de la familia de
la fuerza de la vista quizá des- las cucurbitáceas son lineares, re-
cubriríamos el misterio de la fe- plegadas en si mismas como una
cundación ; veríamos sin duda Pí cuyas piernas estuviesen, uni-
órganos de formas mui variadas, das (lám. 22,-fig. 10).»
y tal vez hasta su modo dé obrar; «Las anteras de Jos solanos, de
pero la simple vista nos demues- la cañan'; tola & c , no se abren
tra pocas cosas , y sin embar- en su lonjitud, pero se horadan
go esto poco nos admira cuando en su vértice (lám. 22, fig. 3).«
sabemos observarlo. »Las anteras de las lauríneas,
121
del espino & c , se abren por p e - y algunos jéneros de la familia de
queñas porciones que se levan- las orcliideas.»
tan como válvulas (lám. 22, íi- »El scrapias longifolia tiene
gura 4).» una sola antera recta, móvil, cu-
»En las malvaceas, el eplicgo ya superficie contiene un polen
o c c , la antera toma la forma de húmedo y pulverulento, se halla
un riñon por la reunión y con- aplicada contra la parte poste-
fluencia de los dos lóbulos*» rior del estilo en una cavidad
»En el lis, la datura occ, el particular. Esta antera tiene dos
connetivo tiene las dos celdillas celdillas, bien marcadas, y cada
aprocsimadas pero no unidas, (1. una está dividida lonjitudinal-
22, figura 2).» mente por un tabique, sin apar-
»E1 connetivo se relaja por de- tarse mucho de la forma ordina-
cirlo asi en el thymus patavinus, ria de este órgano.»
y permite á las celdillas alejarse »El limodorum purpureum tie-
una de otra. Un relajamiento a- ne una antera pendiente y mó-
nálogo pero mucho mas pronun- vil, cuya cara, engastada en u-
ciado se observa en el sauce : el na cavidad que hai anteriormen-
connetivo mui prolongado, está u- te en la parte superior del estilo,
nido al través sobre el filamento, está dividida en dos espacios c a -
y lleva una celdilla en cada es- da uno con cuatro fositas. El po-
treñí ¡dad (lám. 22, íig. &}. L a len es una masa clástica, dividi-
forma estraña de los estambres da en ocho lóbulos; cada uno e s -
de los melastomas proviene tam- tá alojado en una de las fositas
bién del desarrollo considerable de la antera: esta organización a -
que adquiere el connetivo. penas tiene semejanza con la de
»En la acedera , anana o c c , las demás anteras (lám. 23, fi-
las celdillas están unidas á lo lar- gura 12 y 13).»
go de los lados del filamento, que »E1 orchis manchado tiene u -
hace entonces las veces de con- na antera recta, oval, fija en el
netivo. En jeneral la cara ante- vértice del estigma: está dividida
rior de las anteras mira al centro en dos celdillas y cada uno tie-
de la flor; sin embargo las ante- ne una cavidad y dos válvulas.
ras de Ja herrnania occ-, vuelve En el fondo de cada cavidad hai
el dorso al pistilo.» un polen de una estructura par-
»Las anteras, en las plantas de ticular: es un hilo elástico, car-
una misma familia, tienen una gado de pequeños cuerpos pira-
forma y organización análogas; midales, que aprocsimándose u-
esto se puede reconocer estu- nos á otros por la contracción
diando las rosáceas, cucurbitá- del hilo, ofrecen una masa ovoi-
ceas, malvaceas, gramíneas-, occ. dea. Este hilo, en el momento
Con todo eso , ecsisten familias en que la antera se abre, salta or-
perfectamente naturales en las dinariamente como un resorte, y
que las anteras sufren modifica- se sale fuera de la cavidad. Hai
ciones tan considerables, que a- poca semejanza entre esta ante-
penas se pueden encontrar indi- ra y las dos precedentes, y si se-
cios de un tipo primitivo. T o - guimos el eesámen de los órga-
mo por ejemplo el limodoro, nos masculinos en las orchideas,
122
cada jénero nos ofrecerá modi- cuatro anteras del melanpirun OT*
ficaciones no menos notables.» veuse forman también un tubo,
«Sucede lo mismo con la fami- pero cerrado por su parte supe-
lia de las apócimas. .Citaré lá rior y no recibe el estilo. El a«
vincapervinca , el laurel-rosa y borto de la antera ó una de sus
asclepias ,&c. L a s cinco anteras celdillas, y el desarrollo irregu-
de la primera no se apartan de lar del connetivo, son caracteres
la forma habitual (lám. 22 , fig. constantes en ciertas especies, y
7 ) : las cinco de la segunda se a- á esto es preciso atribuir muchas
semejan también, bajo muchos veces la estraña figura -de algu-
aspeetos, al tipo ordinario; pe- nas anteras, véase, por ejemplo,
ro tienen de particular, que ca- la cornelina ¿ x c , (lám. 22, figu-
da una está superada de un a- ra 5).»
péndice barbudo, y fija al vér- Los detalles serian infinitos si
tice y base del estigma por dos quisiéramos recorrer la larga se-
puntos diferentes. rie de las especies : pertenecen
«Las cinco anteras del asclepias al estudio particular de cada plan-
difieren bastante del tipo ordi- ta. Demostraremos ahora las in-
nario; son anchas, secas, aplica- vestigaciones microscópicas de
das á cada una de las caras de M. Mirbel sobre la naturaleza y
un estigma pentágono, y soste- caracteres del polen.
nidas todas por un androforo (un «Cuando las celdillas de las an-
filamento) en forma de anillo: es- teras se abren, el polen se espar-
tas anteras tienen dos .cavidades ce háeia fuera: está compuesto
culterías. E l polen está com- de una innumerable cantidad de
puesto de diez pequeñas masas cuerpecillos organizados, por lo
oblongas, adelgazadas hasta pa- regular amarillos, algunas veces
recer filamentosas en su parte su- blancos, rojos, azules, violetas,
perior, y suspendidas dos á dos verdosos & c . , que se asemejan á
por cinco cuerpecillos duros, ne- un polvo mui fino. Estos p e -
gros y brillantes, en los cinco án- queños cuerpos difieren muchas
gulos del estigma. Cada peque- vecesen las diversas especies. Pa-
ña masa se dirije á la cavidad ra observarlos bien, conviene po-
mas inmediata déla antera, de nerlos en agua.- la humedad, di-
modo que las dos masas suspen- latándolos, hace aparecer su ver-
didas en cada ángulo, están alo- dadera forma.»
jadasseparadamenteen las dos an- «Son oblongos en las umbelí-
teras contiguas (1. 23, f. 11 y 16). feras; globulosos en las cucurbí'
»Hemos visto los estambres reu- taceas, malvaceas &cc; en la o -
nidos por sus filamentos; otros lo nagra se aprocsiman mas ó me-
están también por sus anteras: las nos á la forma piramidal, trian-
cinco del lobelia y las de la ma- gular. S u superficie es mui li-
yor parte de las tlores de la fa- sa en un gran número de espe-
milia numerosa de las synante- cies; está llena de pequeñas pun-
reas (compuestas) están solda- tas en las compuestas, las malva-
das unas á otras, por sus lados, ceas & c . ; están unidos unos á
en un tubo que atraviesa el esti- otros por tubos de una finura es-
lo (lám. 23, fig. 3, 4, 5 y 6): las trema en el rhododendrum la a-
123
zalea, la balsamina ¿<c.» pende la indehiseencia de sus
«Cada cuerpecillo puesto en a- válvulas, así como su unión al fi-
gua, se híntla, dilata, y aliueca. lamento , siempre relativa á la
Se ve salir entonces por la aber- posición del pistilo. Estas rela-
tura un chorro de materia lí- ciones de posición son mui nume-
quida que serpentea ( lámina rosas para que hayamos de refe-
22, fig. 15) , y se esparce bien rirlas todas/ no se escaparán á los
pronto como una lijera nube en que estén habituados á observar-
la superficie del agua : esta sus- las. Veremos algo de esto cuan-
tancia parece ser de la naturale- do hablemos de la fecundación.
za de los aceites; tiene mas ó me- La antera, considerada en su
nos consistencia, según las espe- punto de atadura con el filamen-
cies. La que se escapa del polen to, se denomina adnata cuando
de la calabaza y passiflora ser- se halla fija á él en toda su lon-
rata ofrece una multitud de pe- jitud, y no tiene connetivo pro-
queños granos colocados unos al pio, como en las rendneulas; la-
lado de los otros: se mantiene en teral cuando está unida tan solo
este estado bastante tiempo; pe- por un lado del filamento, el ca-
ro al fin los pequeños granos des- ña-corro; terminal, si está situa-
aparecen, como si se fundieran; da en la estremidad del filamen-
muchas veces, cuando los cuer- to, la datura <Scc. En los iris y
pecitos se han Tacíado entera- las compuestas, la antera está u -
mente, disminuyen de volumen, nida por una de sus estremida-
se aplanan, cambian, de aspecto d e S j que se considera como su
y se hacen mas transparentes. base, ó bien está unida por el me-
»E1 polen de muchos vejetales dio, corno en el iris; es inmóvil
arde con una viva luz cuando se cuando se halla en el filamento
le arroja sobre un cuerpo inlla- de manera que no puede ejecutar
mado : da por la análisis quími- movimiento alguno, como en las
ca una cantidad notable de áci- compuestas, los orchis: en el sen-
do fosfórico, lo que establece u- tido contrario, es móvil, el lis; va-
na relación singular entre este cilante , el tulipán, amarilis,' lis
polvo y la secreción animal con Scc. En cuanto á su dehiscencia
que naturalmente se compara: la hemos visto ya que la antera s e a -
analojia parece aun mas admira- bria en jeneral por hendiduras
ble si se atiende al olor particu- lonjitudinales: se abre por uno ó
lar qne ecsala al tiempo de la muchos poros terminales en la pi-
fecundación el polen del casta- rolayerb amo ra & c., p o r una tapa-
ño, del aylanthus, del dátil, & c . dera en el brosimum; por válvulas
y quizá el polen da todas las en. el espino;, la leontina ¿Ve: la
plantas.» abertura tiene lugar ordinaria-
mente de arriba abajo, rara vez
Según los hechos que acabo de abajo arriba. Para conocer la
de-referir se concibe cuan esen- verdadera forma de la antera,
cial es considerar la antera bajo conviene observarla antes de la
todos sus aspectos,.especiaImente fecundación y aun en yema, por-
bajo el de la fecundación del.ova- que algunas se abren mui tem-
l
* o> que verifica lanzando el po- prano: entonces se ve disforme
sobre el estigma: de aquí de-
124
con las válvulas en una posición nidas por uno de stís lados, las
relativa á modo de dehiscencia. compuestas (I. 23, fig. 3, 4 y 5 ) .
La inserción, disposición y pro- Los estambres son iguales en
porción de los estambres entre lonjitud ó desiguales. S e les lla-
si, su conecsion y número son o- ma didynanios cuando siendo erí
tras tantas consideraciones im- número de cuatro, dos son maí
portantes que suministrando mui largos ; las labiadas : tetradyna-
buenos caracteres, nos demues- mos; cuando son en número d(
tran mas y mas como la natu- seis, y cuatro mas largos que loi
raleza, tendiendo constantemen- otros dos como se observa en las
te á su solo objeto, la propaga- cruciferas.
ción de la especie, supo variar á Los estambres son en núme-
lo infinito sus medios para con- ro determinado ó constantemente
seguirlo. L a modificación de l i - igual en los individuos de u -
no de los órganos secsualcs en su na misma especie; cuando faltan
posición y forma, es casi siempre es efecto de un aborto. Este nú-
el indicio de otra modificación re- mero llega hasta diez, ó según
lativa en los demás órganos. otros, hasta doce: mas allá se con-
Considerados en cuanto á su sidera el número indeterminado.
inserción, los estambres se dicen Encuéntranse sobre este asunto
hypogynos cuando están coloca- observaciones mui juiciosas pre-
dos sobre el receptáculo, al ni- sentadas por M. de Clairville en su
vel de la base del ovario, ó mas Manual de herborización en Sui-
abajo, tales como en las crucife- za y Valais.
ras & c ; perigynos cuando tie- «Los estambres, dice este au-
nen su punto de inserción por tor, corresponden por lo regular
cima del ovario, los mirta-rosos al número de los petalos, ó de las
eos, & c , ; epigynosj cuando e s - divisiones de la corola monipeta-
tán insertos en el pistilo, las or- la, ó bien están duplicador. S e -
chideas, aristoloquias ckc. gún este principio, si observa-
Los estambres son Ubres cuan- mos una flor que peca por el nú-
do no están reunidos por sus fi- mero de estambres, como en la
lamentos, ni por sus anteras: el ahina media que ya tiene tres,
lirio, las ranunculáceas &cc.;mo- cinco ó siete, ¿cuál es el mime'
nadelfas , cuando los filamentos ro verdadero que debe tener?
forman un solo cuerpo, las mal- Esta flor tiene cinco pétalos; le
vaceas: diadelfas, cuando los fi- corresponden pues cinco ó die?
lamentos están separados en dos estambres. E n las flores que nc
cuerpos, como en la mayor par- bai masque cinco, estos alternar
te de las leguminosas (I. 22, tíg. siempre con los pétalos ; si de-
11), en que se ve un filamento ben encontrarse diez, los otro;
libre , los otros nueve reunidos cinco están colocados frente á lí
en una membrana que rodea el base de los pétalos. Según estí
pistilo; polyadelfas, cuando los fi- regla , una flor de ahina media
lamentos forman muchos paque- que no tuviese mas que tres es-
tes que pasan de dos, el hiperi- tambres , con tal que uno estt
con &cc., (1. 22, fig. 11): sinjene- enfrente de un pétalo, y los o-
sias cuando las anteras están u- tros dos alternos, es una razón
125
suficiente para concluir que e s - Estas cubiertas florales per-
ta ílor debe tener diez estam- manecen en tanto que son ne-
bres. En el caso en que los tres cesarias; después de la fecunda-
ó cineo estambres se encontra- ción, desaparecen á medida que
sen alternando con los pétalos, el ovario se forklfica.
convendría entonces consultar la El pistilo, órgano femenino de
finalojia, y como los otros miem- las plantas, está compuesto de
bros de esta familia tienen diez tres partes, ovario, estilo y estig-
estambres, se presume con ra- ma. El estilo falta algunas ve-
zón que la ahina media debe te- ces, pero el ovario y estigma no
ner también diez estambres. Mas pueden faltar : ellos son la e-
seguro es contar los. estambres sencia del pistilo.
estériles ó imperfectos , y los E l ovario es la parte mas in-
que se bailan completamente ferior del pistilo , y al mismo
desarrollados. En jeneral, los tiempo la mas espesa; ya es libre
estambres pecan rara vez por ó Jo que es lo mismo, está uni-
esceso, pero muchas por defec- do solamente por su base al r e -
to : esto puede aplicarse igual- ceptáculo; ya es adhérente ó se-
mente á las labiadas.» mi-adhérente, es decir, se halla
en parte ó del todo rodeado por
a
2. El pistüo* la porción prolongada del r e -
-Bd m sb eouoJor.onith*-!' ?,aí loq ceptáculo, que se considera j e -
Guanto mas adelantamos nues- neralmente como la que forma
tras investigaciones sobre los ór- el tubo del cáliz. En un gran
ganos de la reproducción, tanto número de plantas , no ecsiste
mas vemos á la naturaleza, en me- sino un solo ovario para cada
dio de sus maravillosas operacio- flor, como las leguminosas, cru-
nes , marchar constantemente ciferas &cc; en otras, se encuen-
hacia su objeto, la propagación tran muchos en una misma flor,
y multiplicación de las especies. como en las labiadas & c . El o-
Tal ha sido el objeto de todo vario contiene los embriones de
este conjunto de funciones y ór- las semillas, que llevan el nombre
ganos que hemos hasta ahora de huevecillos , y mientras no
ecsaminado. Henos ya aquí en son fecundados están unidos á
el mas importante, el pistilo, ór- las paredes internas del ovario,
gano precioso que contiene to- ora inmediatamente , ora por
dos los jérnienes , y para cuya medio de un filete ó pequeño
conservación concurren todas las engruísamiento llamado cordon
demás partes de la ílor. umbilical; la parte á que se ad-
Colocado en su centro, y aun hieren los huevecillos se deno-
algunas veces oculto en el r e - mina placenta. El ovario con-
ceptáculo, está defendido este- serva su furnia esterior da á me-
riormente por los filamentos de dida que el fruto crece: en uno
los estambres , y aun también y otro caso forma la parte del
por escamas ú otros apéndices fruto conocida por pericarpio.
protectores: la corola y el c á - E l interior del ovario es simple,
liz lo resguardan aun mas de las esto es , no está dividido por
injurias esteriores. tabique alguno: ecsiste un solo
20
126
espacio ó celdilla ó bien se di- dación de los huevos? Cuando
vide en muchos: cada uno con- falta.el estilo, ó.no está aparen-
tiene una ó varias celdillas; pe- te, estos vasos se dirijen inme-
ro acontece á menudo que á diatamente del ovario al estigma.
medida que el ovario engruesa, Algunas veces ecsiste un esti-
se destruyen los tabiques, abor- lo y un estigma simple ; otras se
tan los huevecillos y, no se en- cuentan tantos estilos como es--
cuentran en los frutos el mismo pacios hai y semillas, y otras por
número de espacios y. semillas último no vemos esta correspon-
que ecsistian en el ovario: por dencia numérica sino en los ló-
lo,que es indispensable estudiar bulos del estigma ó en las divi-
el número de partes en que se siones del estilo, cuya parte in-
divide el ovario para no confun- ferior forma un solo cuerpo. Mu-
dir los frutos en.que tienen iu-. chos ovarios en la misma ílor
gar semejantes abortos.. tienen por lo regular otros tan-
'EAestilo se halla colocado por lo tos estilos ; algunas veces tam-
regular en el centro de algunos bién se ve un solo estilo común
estambres á manera de un eje; á muchos ovarios. En este ca-
sostiene el estigma y lo pone so, el estilo está colocado en el
en relación con estos , de mo- receptáculo, en el centro de los
do que pueda recibir el p o - ovarios, y penetra en cada, uno
len. Esta consideración es im- por las ramificaciones de su ba-
portante porque por ella apre- se, corno en la borraja, labiadas
ciamos muchas veces la causa Scc. En la vincapervinca y o-
de ciertas posiciones particula- tras apocineas se eleva un s o -
res que nos parecen estraordi- lo estilo de dos ovarios distintos,
narias como veremos en ano de ó mas bien los dos estilos están
los capítulos siguientes. formando uno solo ; finalmente,
E l estilo pone en comunicación muchos estilos coronan un solo
el estigma con el ovario; ordi- ovario, como en el clavel & c .
nariamente termina á este último El estigma es el órgano desti-
del que parece prolongación. nado para recibir el polen lan-
Por medio del estilo suben los zado por la antera: se encuentra
jugos nutritivos del ovario ó r e - horadado. S e ignora si en él se
ceptáculo al estigma ; por él verifica alguna elaboración par-
también desciende el polen s o - ticular: pero lo que no se puede
bre los huevecillos atravesando poner en duda es que jamas pe-
unos vasitos cuya finura no al- netra el polen en el estila sin
canza nuestra vista , pero cuya estigma , y que si se le quita
ecsistencia es indudable. E s de antes de la fecundación, esta que-
creer también que el estilo no da sin efecto. Ecsiste pues en
es mas que la reunión de una el estigma una propiedad parti-
multitud de pequeños vasos que cular que debe influir en el po-
partiendo de cada buevccillo se len; quizá consista en dilatar to-
reúnen formaudo un cuerpo en dos los pequeños granos pulve-
el vértice del ovario y así se di- rulentos del polen, en inflarlos
rijen al estigma. ¿Cómo sin es- y hacerlos crecer, apoderándo-
to podríamos concebir la fecun- se del licor prolifico que contie-
127
nen , el cual desciende p o r el c a m p á n u l a : subulada en el c a s -
estilo á los ovarios para f e c u n - taño : filiforme ó capilar en el
darlos. E l estigma no llega á maiz,casuarina:globulosa, en for-
su estado de perfección sino en m a de cabeza, en la ipomea: se-
el m o m e n t o mismo en que las mi-esférica en el beleño: en f o r -
anteras deben lanzar su polvo: ma de maza en el epilobium:
entonces está h ú m e d o , algo v i s - sajitada en el talictro : angulo-
coso, m u c h a s veces c u b i e r t o de sa en el tulipán: orbicular en el
p e q u e ñ a s a s p e r e z a s ó mamelones espino: estrellada en el a s a r u m :
y perforado en su orificio : des- cruzada en la fumaria amarilla:
p u é s de la fecundación se d e - en f o r m a de cruz en el b r e z o :
seca y p e r e c e . cóncava en el colchico, de t r e s
L a forma del estigma es mui lóbulos en el lirio, en forma de
v a r i a b l e : lineal en el clavel, pétalos en el iris, ékc.

CAPITULO VIGÉSIMO.

De la fecundación de las plantas y ¿fenómenos que


la acompañan.

^ g P b s e r v c m o s á la flor en la ingeniosa idea de L i n . en el r e -


brillante época de su j u v e n t u d , c e p t á c u l o está p r e p a r a d o el le-
cuando ostentando toda su g r a - c h o nupcial ; la corola f o r m a
cia y h e r m o s u r a e n t r e a b r e su la c u b i e r t a ; la a n t e r a d o r a d a ,
seno para p r e p a r a r s e á c o n - tal como un joven esposo, b r i -
sumar el sublime acto de la lla en ^1 vértice de su c o l u m n a
generación ( 1 ) . Y a según la d e a l a b a s t r o : solo espera q u e
el pistilo eleve su estigma h ú -
m e d o . A p a r e c e , y de r e p e n t e la
(1) N o olvidemos á las abejas; en
esta época celebran también sus b o -
das ; la naturaleza parece invitarlas a tos propios para recojerlo y trabajar-
ello. L a s dejamoscargándose de néc- lo. Se creía que formaban la cera p a -
tar, para acumularlo e n sus vastos do- ra construir sus alveolos; mas hace po-
minios: nueva provision les ofrece a - co se le h a descubierto otro destino.
hora lo superfluo del polvo fecundan- Se puede consultar sobre este objeto
te: ellas están dotadas de instrumen- las bellas observaciones de M . Huber,
128
antera entreabre sus- válvulas; E n muchas especies de'lis, tales
el soplo de la vida se escapa ba- como el lilium superbum, lasantes-
jo la. forma de una I¡jera nube; ras, antes de abrirse, están rijas á
el, aire se carga de los princi- lo largo de los ligamentos, parale-
pios de la fecundación; caen so- lamente al estilo, del que están
bre el estigma, lo penetra a,, des- distantes como cinco á seis lí-
cienden basta el ovario y se dis- neas. Desde el momento en que
tribuyen en. cada uno de los el polvo comienza á salir de las
jérmenes ó huevecillos. Sin es- celdillas, estas mismas anteras se
tá admirable función, no se des- ha cén movibles sobre la estreñí i-
envolverían, aunque á ellos, van dad de los filamentos que las
en abudancia jugos nutritivos. sostienen ; se aprocsiman sensi-
De dónde pues dimana esa iner- blemente al estigma una después
cia, esa inactividad en los hue- de otra, y se alejan.al momento
vecillos así como en el ovario que han esparcido su polvo fe-
mismo, en esta parte que debe cundante en este órgano. Un,
formar el pericarpio? Que' obs- fenómeno mui curioso y algo
táculo se opone á su desarro- diferente del anterior se presen-
llo? De dónde proviene , que ta en el amaryolis formosissi-
destinados para perpetuar las es- ma (lis de Santiago), en el pan-
pecies sea inútil toda la fuerza cratium maritimiim et illyricum.
de la vejetacion sino reciben Las anteras de estas plantas e s -
antes un nuevo soplo de vida? tán, antes de la fecundación, co-
Aunque este misterio sea- para mo las del lis, tijas á lo largo
nosotros inesplicable, lo conoce- de sus filamentos, paralelamen-
mos bastante sin haberlo des- te al estilo. Desde que las cel-
cubierto ; hemos visto que los dillas comienzan á abrirse, estas
vejetales, así como el gran nú- anteras toman una situación ho-
mero de los demás seres v i - rizontal, y se vuelven alguna
vientes, no podían reproducirse vez sobre la estremidad del fila-
sino por Ja via de la jenera- mento para presentar al estigma:
cion; hemos visto esta preciosa el punto por donde el polvo fe-
facultad en órganos vejetales que cundante comieuza á escaparse.
apenas se habian notado. Ecsiste también una irritación
mas sensible en los estambres del
He descrito las principales fun-
fritiüaria pérsica: los estambres
ciones: no será menos interesan-
están separados del estilo á dis-
te investigar como las ejecutan,
tancia de cuatro ó cinco líneas
sea por la posición que ocupan,
antes de la fecundación ; pero
ó por los movimientos particula-
esta situación pambia en poco
res que se le. imprimen. Este
tiempo: se les ve casi en el mo-
objeto interesante, ha sido trata-
mento de la espansiou de la flor
do por M. Desfontaines en una
aprocsimarse alternativamente al
memoria presentada á la Acade-
estilo, y, aplicar inmediatamente
mia de ciencias en 1782 : r e -
sus anteras contra el estigma: se
feriré' los hechos mas curiosos;
alejan después de la emisión del
versan sobre la posición y mo-
polen, y van por lo regular en
vimientos de los órganos siéc*
el orden conque se aprocsima-
suales.
ron , á ocupar el lugar que t e - rá venir á presentar sus antera;
nían antes. en el vértice del estigma. Los
No se observa ninguna falta -estambres del dictamnus albus- e-
en los órganos seesuales de la • frecen también una observación
corona imperial y de la fritila- curiosa: antes de la fecundación
ria: pero estas dos plantas nos los filamentos están inclinados
hacen conocer en su fecunda- hacia la tierra, de manera que
ción un fenómeno de otro jéne- tocan, por decirlo asi, los pétalos
ro ,. y que no es menos intere- inferiores. Asi que las bolsas es-
sante que los ya espuestos. Sus tán prontas á abrirse , y que la
estambres se hallan inmediatos acción del pistilo irrita los es-
al estilo, y el estigma los escede tambres,, sus filamentos se en-
en lonjitud ; parecía pues inútil corvan en arco bácia el estilo
que la naturaleza les diese un unos después de otros: por este
movimiento particular: también movimiento, las anteras vienen
se ha servido de otro medio pa- á colocarse inmediatamente por
ra favorecer la fecundación de encima del estigma , y el polen
estas plantas. Sus ñores que- seminal no puede dejar de caer
dan pendientes hasta que el po- sobre este órgano y fecundarlo.
len haya salido de las celdillas, á Si se ven los estambres de
fin de que , en esta situación, las capuchinas cuando los espa-
puedan fácilmente caer sobre el cios están á punto de abrirse, se
estigma y fecundarlo. En el mo- percibirá fácilmente que la e s -
mento en que se verifica la fe- tremidad de cada filamento seí
cundación el pedúnculo , que encorva en arco y dirije su an-
sostiene la flor, se endereza, y tera hacia el costado del estilo;
el ovario queda vertical. en fin, los jeranium fuscum, al-
Ecsamiuando los estambres de pinumrejlexum, nos harán tam-
larudcij antes de la emisión del bién conocer un fenómeno aná-
polen , se ve que forman todos logo á los que acabamos de r e -
un ángulo recto con el pistilo^ y ferir, y que no debe pasarse en
que están contenidos dos á dos silencio. L o s estambres de e s -
en la concavidad de cada pétalo. tas plantas, antes de la abertura
Guando llega el instante favora- de las anteras, están todos encor-
ble de la fecundación se ende- vados, de manera, que su vértice
rezan solos , ó dos á dos, y aun mira al centro de la corola. Des-
tres á tres , describen un arco de el instante en que los espa-
de circulo entero , aprocsiman cios comienzan á abrirse, los fi-
sus anteras contra el estigma, y lamentos que los sostienen se e—
después de haberlos fecundado, levan hacia el estilo, y cada e s -
*e alejan , se inclinan, y algunas tambre viene por lo regular á*
veces se encierran en la conca- tocar el estigma que le corres-
vidad de los pétalos. ponde: los de la agudeña, se en-
Se han notado movimientos corvan casi del mismo modo po-
bastante semejantes en los es- co tiempo después de la espan-
tambres del zygophyllum faba- sion de la flor: inmediatamente
gvi ellos se alargan uno después después de la abertura de la c o -
<•* otro fuera de la corola, p a - rola, IOJ estambres de los sasi-
130
fragas están separados del esti- cularmente sobre el estigma: e s -
lo á distancia de algunas líneas; to se ve muí bien en la verónica
se .aprocsiman en seguida ordi- arvensis, agrestis.
nariamente dos á dos, y se ale- Los (¡lamentos de los estam-
jan en el mismo orden después bres de las .valerianas son rectos
que el polen ha salido de los e s - y unidos al estilo durante la e~
pacios de las anteras. misión del polen: desde que ba ;

¿Los estambres de muchas plan- salido de las celdillas, estos fila-


tas de la familia de las cariofila- .mentos se encorvan hacía abajo,
das, entre otras de las :stellaria, como en el seherardia arvensis.
ahina media &C., dejan percibir Los estambres del kalmia per-
movimientos rnu i distintos hacia manecen en una situación hori-
el pistilo: los del polygonum ta- zontal, enmedio de un igual nú-
taricum pensylvanicum, y de la mero de fositas que hai en la
mayor parte de las otras espe- parte de la corola en que el vér-
cies que componen este numero- tice de cada antera se halla in-
so jénero , tienen movimientos troducido: cuando las celdillas
casi semejantes á los de las sasi- deben abrirse , se ven los fila-
fragas; difieren solamente en que mentos encorvarse en arco con
sus estambres no se aprocsiman esfuerzo para que la antera pue-
á los estilos sino tinos después da vencer el obstáculo que la re-
de otros. S e encuentra la mis tiene, y venir á esparcir su p o -
ma contracción en las del swer- len sobre el estilo. Los estam-
tia pcrennis. Los estambres del bres del delphinium, acónitos,
parnassia palustris se alargan garidella, antes y en la fecunda-
prontamente ; sus filamentos se ción están encorvados y apre-
encorvan también de modo que tados contra los estilos: se ende-
cada antera viene á colocarse in- rezan en seguida, y alejan del
mediatamente por encima de los pistilo á medida que dejan esca-
estigmas, y después de fecun- par el polen.
darlos, se apartan é inclinan ha- En los stachyis, los dos e s -
cia la tierra. tambres, mas cortos, tienen tam-
Si se dirije la vista sobre la bién una especie de .movimiento
flor del scherardia arvensis des- muí marcado , y que parece te*
pués que abrió, se percibirá tam- ner relación con el que acaba-
bién que los cuatro estambres mos de ver en el delphinium.
de esta planta van unos después Antes de la abertura de las an-
de otros, á echar su polen sobre teras, estas se hallan contenidas
el estigma, y que no solamente en la concavidad del labio su-
se separan al cabo de algunos perior de la corola , y colocada
dias, sino que se encorvan tam- lateralmente contra el estilo: des-
bién, y abaten describiendo una pués de la emisión del polen- se
semicircunferencia de círculo: separan uno á derecha y otro a
los de muchas verónicas, se a- izquierda, de modo que la estre-
precsiman sensiblemente del cen- midad del filamento sobresale
tro d é l a s corolas inmediatamen- mucho de las paredes laterales de
te por encima del estilo; de mo- la flor: el mismo fenómeno se ob-
do que el poleu cae perpendb». serva en algunas especies de car*
131
iliacas. El movimiento de los es­ separan é inclinan todos á la vez
tambres de los asarurn merece hacia los e s t a m b r e s ; de manera
referirse: son en número de doce que cada estigma toca la antera
en cada llor, y el estilo es un ci­ que le corresponde : después de
lindro coronado de seis estigmas. la fecundación se apartan de una
Cuando la corola se abre nueva­ manera sensible.
mente, los filamentos de los es­ Los de los nigeila tienen tam­
tambres están plegados en dos, bién un movimiento casi, seme­
de modo que el vértice de cada jante, y aun mas marcado. A n o ­
antera está colocado sobre el re­ tes de la fecundación sus es­
ceptáculo de la flor. Llegado el tilos están rectos, como los de
tiempo de la fecundación, estos las granadillas, y reunidos en un
mismos Íilamentos se enderezan paquete en medio de la flor; asi
por lo regular dos á dos; las an­ que las anteras empiezan á des­
teras se hacen verticales, y van prender, el polen, los estilos se
á; tocar el estigma que le corres­ encorvan, se abaten y presen­
ponde: en fin, los cíe la escrofu- tan su estigma á los estambres
laria dan también signos mui sen­ que están situados por debajo de
sibles de irritabilidad. Todas las ellos; se enderezan en seguida,
flores de este jénero contienen v toman la misma situación ver-,
cuatro estambres cuyos filamen­ tical que tenian antes. Estos
tos están arrollados sobre sí mis­ movimientos son mui fáciles de
mos en lo interior de la corola percibir.
antes de la fecundación: se des­ El estilo del lilium superbum
arrollan en seguida , se endere­ se encorva hacia los estambres;
zan unosdespues.de otros, y a- después de fecundado se sepa­
procsiman sus anteras al estigma. ra.- El mismo fenómeno tiene
Los mismos movimientos que lugar en.las escrofularias: el es­
se observan en los órganos sec- tilo se inclina sobre el labio in­
suales masculinos de las plantas ferior de la corola, y se encor­
se ven también en los estilos y va., hacia abajo poco tiempo des­
estigmas , pero menos jenerales pués de haber,recibido el polen
y aparentes que los de los es­ seminal : el del epilobium an-
tambres: se puede sin embargo gustifolium et spicatum se h a ­
establecer por principio jeneral, lla inclinado perpendicularmen-
que si los estambres igualan al te hacia la tierra, entre los dos
pistilo en lonjitud, entonces se pétalos inferiores, de modo que
mueven hacia este órgano; si, forma un ángulo de cerca de
por el contrario, están fijos por 90° con los estambres cuando
debajo de los estilos, estos se in­ la flor se halla nuevamente a-
clinan mas ó menos sensiblemen­ bierta;; pero poco tiempo des­
te hacia los estambres. Si se ob­ pués comienza á elevarse hacia
servan los estilos de las grana­ los estambres, y cuando ha lle­
dillas en el momento en que la gado á su nivel, sus cuatro es­
flor se halla abierta, se ven que tigmas que habían estado uni­
están rectos é inmediatos unos dos hasta entonees se separan y
a otros en el centro de la coro­ encorvan en forma de cuerno
la; al cabo de algunas horas, se de macho hacia las anteras.
132
Esta tendencia del estilo hacía se endereza, si es mas corto. El
los estambres es tan considera- movimiento del aire concurre
ble en las dos especies de epilo- con estas circunstancias, ú otras
bium , que no impiden en su ele- semejantes, á que se dirije el
vación los cuerpecillos estraños polen hacia el estigma: la me-
que suelen adherirse á ellos. Los nor partecilla basta para el é e -
tres estigmas del tulipán de los sito de la operación.
jardines están mui dilatados antes No sería inútil recordar lo que
de la fecundación, y después se ya hemos dicho del servicio que
estrechan sensiblemente. á los órganos secsuales prestan
Tales son los principales fe- el cáliz y corola, los cuales se
nómenos que nos ofreeen los ór- cierran al acercarse la noche ó
ganos secsuales en la época de la el tiempo húmedo para protejer
fecundación. Cuando la flor es- el aeto de la fecundación ; pero
tá abierta, ó también en el ins- cu las flores que no gozan de
tante en que se verifica su aper- esta facultad la naturaleza ha
tura, tiene lugar esta importante dispuesto otros medios de d e -
función. Al rayar el dia pode- fensa. Las flores cuya corola
mos observarla en la parietaria está saliente, tales como la del lis,
donde se verifica por un movi- corona imperial, tulipán, & c ,
miento elástico mui notable de encorvan su pedúnculo, se incli-
los órganos secsuales; ó igual- nan y presentan por esta situa-
mente podemos procurarnos i- ción un techo sólido, bajo el
gual espectáculo , irritando li- que se resguardan las partes fe-
jeramente con la punta de u- cundantes ; en otras , como en
na aguja la base de los fila- las labiadas, papilionaceas, & c . ,
mentos en la ruda, ortiga, pa- los estambres y pistilos están con-
rietaria, &e. , siempre que las tenidos en uno de los pétalos,
flores aun no hayan verificado cuya forma es de casco ó capucha;
su fecundación. Como la repro- en otras en fin, cuya corola per-
ducción de las especies depende, manece siempre abierta sin cam-
en gran parte , de estos órganos biar de posición (tales como en
tan delicados , no podemos sin los iris), los estambres acostados
dejar de admirarnos observar sobre los pétalos, están cubier-
las precauciones qne la natura- tos por estigmas q u e , en estas
leza ha empleado para asegurar especies de plantas, son mui
anchos, y toman la forma de
el resultado: ellas se manifiestan
un pétalo: sin embargo todo es-
ya en el número y posición de
to no carece de escepcion , y
los estambres, que se hallan en-
estas escepciones pertenecen á
corvados hacia el pistilo, o q u e
causas particulares que aun no
por un movimiento particular han sido observadas, ó á otras
se aproesiman á la vez ó suce- formas muí variables que sería
sivamente; ya en la situación de mui largo enumerar.
la misma flor, que se cuelga pa-
ra facilitar la comunicación del Las plantas acuáticas presen-
polen fecundante con el pistilo, tan en el acto de la fecunda-
si este último es mas largo que ción particularidades demasiado
los estambres, ó también la flor interesantes para echarlas en ol-
133
do. Estas plantas tienen ordi- chaha. S e hablan descubierto en
nariamente sus flores ocultas en las flores los estambres y pisti-
el agua hasta el tiempo de la fe- los ; pero se ignoraba su uso: no
cundación, en cuya época la ma- se hacia caso de estos órganos, por
yor parte vienen á nadar en la su pequenez algunas veces estre-
superficie: se abren , fecundan, mada ; cuando mas se conside-
y algunas vuelven al fondo del raban como destinados para al-
agua, donde maduran sus frutos. gunas secreciones particulares.
Tal es el fenómeno que ofre- Sería difícil averiguar el prime-
ce en particular la vallisneriax ro que descubrió la ecsistencia
sus flores son dioicas: las flores de los dos secsos; repetidas y
machos están sostenidas por un numerosas observaciones de po-
pedúnculo mui corto, y que no co valor al principio han con-
puede alargarse, mientras que el ducido poco á poco á este gran
de las flores femeninas es largo, descubrimiento.
arrollado en espiral. Cuando los «Hacia el fin del penúltimo
estambres están para lanzar su siglo, dice Ventenat, se sospe-
polen , cada flor macho se d e s - chó la verdadera función de los
prende, se eleva á la superficie estambres y pistilos, y se comen-
del agua, y alli flota libremente, zó á creer que estos órganos e -
se ensancha y llevada por la cor- ran realmente las partes secsua-
riente, parece querer buscar la les de los vejetales.» Vemos, á
flor hembra, la que en la misma la verdad, las plantas distingui-
época desarrolla su espiral, que das por los antiguos en mascu-
se alarga ó acorta á medida que linas y femeninas: pero esta dis-
el agua sube ó baja, sosteniéndose tinción no está fundada sobre
en su superficie hasta que r e - disposición alguna relativa á los
cibe el polen de las flores ma- secsos, y se limitaba á mirar c o -
chos. Concluida la fecundación, mo plantas femeninas las que
la espiral se encoje ; su flor en- son mas delicadas y de pequeña
tra en el seno de las aguas, v a - talla, y como masculinas las mas
11 í maduran las semillas fecun- altas y vigorosas.
dadas. Aunque Teofrasto distinguie-
La grande obra de la fecunda- se las palmeras-dátiles en mas-
ción nos suministra también o- culinas y femeninas, porque u -
tros muchos hechos particula- nas llevan frutos, y otras son
res según las diferentes especies estériles ; aunque diga espresa-
de plantas, que su estudio hará mente que los frutos del dátil fal-
conocer. JNo podemos esplicar tarían sino se tuviese cuidado
lo que pasa en los huevos fecun- de sacudir sobre los embriones el
dados: esta operación se oculta polen de los estambres, sin e m -
a nuestra vista por un velo mis- bargo este autor abusa de la dis-
terioso, aunque la ecsistencia de tinción de que hemos hablado.
les secsos esté hoi dia perfecta- Llama masculinos ó femeninos
mente probada. Durante mu- árboles que son incontestable-
cho tiempo fué uno de aquellos mente hermafroditas: lo mismo
secretos de la naturaleza , cuya sucede con Plinio, Dioscorides,
posibilidad ni siquiera se sospe- Galeno y sus comentadores,
21
m
GreW refiere eñ la, Anatomía, lluvias se llevan- el polen semi-
de. las plantas,, que Millington, nal , y se oponea á la fecunda-
profesor de botánica de Oxford, le ción, de los jérmenes : es pues
dijo, hablando de la manera como, necesario, preservar las plantas á
que se dedica un. cuidado es-
las plantas se fecundaban, que e'l
pecial, sobre todo cuando están
pensaba, que en. el momento en
en, flores.. L a misma esterilidad
que las anteras se abrían,, el po-
tiene lugar para las plantas dioi-
leu que contienen caia en los
cas cuando los individuos feme-
pistilos y embriones, y que fe- ninos están privados de mascu-
cundaban los frutos, no introdu- linos, ó que estos se hallan mui
çie'ndose en_las semillas,.sino por distantes: de aquí proviene que,
la comunicación, de una exhala- en Levante y Berbería, se fecun-
ción: sutil y vivificante. Rai a- da sacudiendo las flores con e s -
doptó esta opinion; Camerarius tambres sobre las flores con pis-
procuró probar en. un discurso
:
tilos. S e cita la historia de dos
sobre la jeneracion de las plan- dátiles, uno femenino, nacido
tas, que se efectuaba por medios en las inmediaciones de Otran-
semejantes á los. que producen te; el otro masculino, cultivado
la jeneracion de los animales; en Brindes, quince leguas de dis-
pero Tournefort y otros muchos tancia uno de otro. El dátil fe-
botánicos no consideraron los es- menino dio durante muchos a-
tambres y pistilos sino como ór- ños, un gran número de flores,
ganos escretorips. Geoffroy, por pero sin fruto, hasta que por úl-
otro lado, admite la. ecsistencia timo se le vio todo cargado: se
de los secsos en las plantas, y supo que en esta e'poca el dátil
"Maillant, en. su discurso, sobre la de Brindes había floreado por la
estructura de las flores, alegó primera vez, y contando desde
muchas pruebas en favor de es- este momento, el dátil femeni-
ta verdad.. no se cubrió todos los años de
Estaba reservado á Linneo, frutos. Se obtienen algunas-ve-
sino dar á este descubrimiento ces mui bellas especies fecun-
toda la, evidencia de que es sus- dando el pistilo de una especie
ceptible , establecer sobre es- por los estambres de otra. Ha
ta; base uno de los sistemas mas resultado de esta mezcla razas
injeniosos que hasta ahora se han mistas, por lo regular semejan-
imajinado. En, vano Ponte'dc- tes á la madre por los órganos
ra , Spallanzani y Alston trata- de la jeneracion, y al padre por
ron de combatir este interesan- las hojas y partes accesorias; pe-
te descubrimiento.. ra es preciso que haya como en
S e siguen de todo cuanto acaba, los, animales grandes relaciones
de esponerse sobre la fecunda- de organización entre el mascu-
ción de las plantas consecuen- lino y femenino, para que se ve-
cias interesantes para el cultivo: rifique. S e ha dado á estas plan-
ellas nos. hacen conocer la cau- tas el nombre de hybrides. con
sa de la,mediocridad de las reco- razas cruzadas, que se perpetúan
lecciones cuando las lluvias han con el cultivo , pero que no se
sillo mui largas ó abundantes en reproducen constantemente las
í&época de la floración*. Estas
135
m i s m a s por las semillas. T i - campos, en que las plantas e s -
na detenida observación ha d e - t á n mui separadas , p e r o m a s á
m o s t r a d o q u e este fenómeno t e - m e n u d o en los jardines, en que
mía lugar a u n q u e r a r a v e z en los están m a s inmediatas.

CAPITULO VIGÉSIMO PRIMERO.

Los frutos*-pericarpioy semillas.

^ J u g a z es la vida de la flor; rides reemplazan á las aromáti-


desaparece tan luego como se cas flores del naranjo. ¿Quién
verifica la fecundación quedan- no se ha estasiado mil veces á la
do solo de ella el ovario, á no ne- vista del colorido del-albérchi-
cesitar de su socorro por ser es- go, de la púrpura de la cereza, de
te mni débil y frájil. Risueña la monstruosidad de los frutos
por demás y encantadora es aun de las cucurbitáceas? En medio
esta época de la caida de las flo- de este rico y grande espectáculo
res: parecen que se regocijan de se manifiesta toda la munificencia
la sublime función que acaban de la pródiga y sabia naturaleza;
de ejercer: su -desaparición no vése en la carne espesa y sucu-
nos inspira la melancolía que en lenta de algunos frutos, en las
nuestro ánimo produce la caida almendras sabrosas, en la sustan-
de las hojas. Los pétalos m e - cia harinosa y nutritiva de las
cidos por el blando céfiro, la leguminosas, en los racimos de 1
tierra cubierta aquí y allí de los uva & c . Desapareció la agra-
marchitos despojos de las flores dable verdura de nuestras mie-
producen todavía en nuestra al- ses; pero ¡qué de riquezas nos
ma emociones agradables. L a s propociona en seguida esas cas-
flores no ecsisten; pero ¡qué nue- carillas amarillentas, esas espi-
vo espectáculo nos admira! ¡qué gas encorvadas al peso de los
escena sucede á la desfloracion! granos! Todo anuncia fertili-
Los serbales, los nísperos, el es- dad y abundancia. ¡Qué manan-
pino-serval, despojándose de sus tial de goces para la mayor par-
corolas, ostentan sus brillantes te de los animales! Con la ma-
frutos de color rojo escarlata; las durez de los frutos llega el
doradas manzanas de las Hespé- momento del reposo, de los
w
136
placeres y dé la salad. pero bajo formas bien distintas,
Mientras que el hombre recoje y algunas veces algo diferentes,
estos ricos productos de la natu- los principales órganos que he-
raleza, los,demás animales bur- mos observado en el ovario, la
lando su vi jilancia se aprovechan misma situación en los granos
también de algunos de ellos. aunque convertidos en semillas,
Los insectos, pájaros y otros a - las divisiones en las celdillas que
nimaleS nocivos, forman en la las contienen; pero el número no
primavera una nueva jenera- es siempre el mismo. Algunas ve-
cion ; abandonan sus nidos, por- ces muchos- granos son infecun-
que apagado el fuego de su a- dos y se destruyen, celdillas que
mor , cumplidos los deberes que estaban vacias se aprietan v a-
la naturaleza les impuso , es- plican contra otras de tal mane-
ta recompensa sus cuidados o- ra, que es mui difícil poder dis-
freeiéndoles escesiva cantidad de tinguirlas: de donde se sigue que
alimentos para reparar sus fuer- es importante estudiar los c a -
zas abatidas. racteres del ovario , para ase-
Fecundado el ovario , todo gurarse de las partes que se en-
coadyuva á acelerar su madurez; cuentran abortadas en el fruto,
los jugos nutritivos, casi única- y poder calcular el número pri-
mente destinados para él, cesan mitivo de celdillas ó semillas, o-
de alimentar las partes de las peracion que es esencial para el
plantas ya inútiles; entonces se conocimiento de las familias na-
secan los órganos secsuales; en- turales.
tonces desaparecen las cubiertas
florales; las mismas hojas se a l - a
1 . ' El pericarpio.
teran poco á poco. Esta es la
época del ano en que la luz es Los frutos se componen de
mas activa, mas continua, el ca- dos partes bien distintas ; de las
lor mas intenso; estos fuegos de semillas, y de la cubierta jene-
los dias caniculares, que abrasan ral que las contiene, y se nom-
la atmósfera, son para la madu- bra pericarpio. Consideradas
rez de los frutos lo que han si- tanto en su forma esterior co-
do para el desarrollo de los jér- mo en sus divisiones interio-
menes. los vientos del sur y la res , igualmente que en la dis-
temperatura húmeda y suave en posición de las semillas , los
la primavera. Con que rapidez frutos ofrecen muchas mas difi-
engruesan y toman color los o- cultades para su clasificación que
Tarios. ¡Qué cambio se veri tica las flores. En vano se ha ensa-
en los jugos que contienen! ¿Cuál yado distribuirlas con método.
es este alambique destilatoria En cada sección se encuentran
que ablanda la carne de los fru- multitud de divisiones interme-
tos pulposos, y convierte en un dias que alteran el orden de la
ácido dulce y azucarado su sus- clasificación; necesitaríamos mul-
tancia acerba?. tiplicar á lo infinito las subdivi-
El fruto no es otra cosa que siones, y esto produciria confu-
el ovario fecundado, grueso y sión. Como el trabajo mejor
maduro. E n él encontramos. hecho y concebido deja siempre
137
dificultades inevitables, al p u n t o donde se insinúa en la semilla,
se trata de reformar : cualquier hilo, cicatriz ú ombligo esterno:
m u d a n z a en las divisiones pro- él determina la base.
duce variación en los térmi- El pericarpio ecsiste en el ma-
nos ; cada reformador inventa yor número de frutos de tal
nuevos., y se van multiplicando modo, que es imposible desco-
de tal modo ; que echamos mas nocerlo; pero algunas veces se
tiempo en aprenderlos, que en halla reducido á una película tan
observar la naturaleza. delgada, tan tenue, y adheren-
Creo pues, según estas consi- te á las semillas, que se ha dado
deraciones, que es preciso limi- á estas el nombre de grano* des-
tarse á colocar los frutos en sec- nudos: tales son las de las gra-
ciones, reservándose iudicar, en míneas, cuyo pericarpio se con-
cada jénero, las modificaciones funde con el tegumento propio
que esperimcntan , siempre que del grano (I. 25, fig. 5, y 6). M.
se separan en algunos puntos de Richard lo llama eariopse: nom-
los caracteres particulares á ca- bra akene á la cubierta ordi-
da grupo. Parece que Linneo nariamente membranosa y mui
conoció todas estas dificultades adherente de las semillas de las
pues indica tan solo ocho especies compuestas (I. 25, íig. 10 y 11).
de frutos: voi desde luego a dar- El fruto de las Jiorrajineas y o -
los á conocer , añadiendo algu- tros que Linneo designa Jjajo el
nos otros fáciles de adquirir; nos nombre de cuatro granos desnu-
ocuparemos en seguida de la na- dos en el fondo del cáliz (I. 2 5 ,
turaleza del pericarpio y de las fig. 7, y 8), lleva el de nuez, s e -
semillas. Los que deseen es- gún muchos botánicos. Gaer-
tender mas sus conocimientos tnerda el nombre de utriculon £
en este asunto podrán consul- los frutos monospermas de los a-
tar los autores modernos, par- marantos ókc, no adberentes coa
ticularmente los Elementos de el cáliz, y cuyo pericarpio es po-
botánica de M. Mirbel, y el A- co sensible: otros los han con-
nálisis del fruto de M. Richard. siderado como cápsulas. Este-
El pericarpio es á las semillas mismo autor designa bajo el nom-
lo que las cubiertas florales á los bre de samaro todo fruto mem-
órganos secsuales; los alimenta branoso, comprimido, indchis-
y proteje. Bajo este abrigo lle- cente, guarnecido muchas veces
ga á su estado de perfección; de de un ala membranosa , de una,
los jugos abundantes del peri- y rara vez de dos celdillas: tales
carpio se nutren las semillas, son los frutos del álamo, encina
que tienen comunicación con es- & c , (I. 2 5 , fig. 13), que otros
te órgano por un filete mas ó colocan entre los frutos capsula-,
menos sensible , que se ha lla- res. Según estas observaciones,
mado cordón umbilical. Pene- distinguiremos , con Linneo, en
tra en Ja semilla, se ramifica , y los frutos:
le lleva su nutrición hasta la é - i . " La cápsula (1. 27, mucha*
poea de la madurez. S u punto especies de cápsulas), que es un
de atadura en el pericarpio se pericarpio seco y hueco, una e s -
llama placenta, y el sitio por pecie de caja de forma mui va-
jíiajjle, algunas veces índehíscen- pacios. En loS frutof simples
|íe?y-aVuna caridad (el samare-, no hai mas que una sola cápsula;
«•G.aerto;): -.por ;4o .regular se abre los frutos compuestos contienen
en muchas válvulas d aberturas muchos, ordinariamente reuni-
(1. 27, fig. 1), ó bien por poros, dos por su base.
como los antirrhimimo por otras L a cápsula considerada en s a
aberturas particulares (las ador- forma, ofrece la de una silicua
mideras & c ) ; rara vez en dos en la fumaria bulbosa, la gran
piezas hemisféricas , que se s e - Celedonia &cc.: es torulosa en el
paran transversalmente como ti- hypecoum; turbinada en el lis
na caja de savoneta (1. 31, fig. 5, martagón : comprimida en mu-
6,"7 y 8), (laverdolaga, anaga- chas verónicas: trígona, tetrago-
lida &e.) En el mayor numero na ¿kc., radiada ó con muchos
las cápsulas se dividen en mu- lóbulos dispuestos en forma de
chas válvulas reunidas por.sus rayos en el illicium anisatum & c ,
bordes antes de la madurez (I. elíptica, orbicular en forma de
27, fig. 5 y 6 ) . Las cavidades cruz & c , guarnecida de un ala
que contienen las semillas se membranosa en su contorno ó
nombran celdillas: estos espacios vértice. Los demás caracteres
están ordinariamente separados de la cápsula establecidos según
por otras tantas membranas ó ta- su dehiscencia: el número de las
biques , que se reúnen muchas válvulas, celdillas y semilIas, son
s

veces por su borde esterior á un fáciles de reconocer.


eje central. 2.° L a silicua (1. 20, fig. 8,
Hai cápsulas uni-válvulas, de 9) está compuesta de dos válvulas
una ó muebas celdillas; los cla- reunidas por dos suturas lonjitu-
veles, saponarias & c : las hai de dinales, por lo regular separadas
muehas válvulas: su separación, por un tabique, siempre parale-
en la época de la madurez, se e- lo á las válvulas, aunque parezca
fectua de muchas maneras ; las opuesta á ellas cuando las válvu-
unas se abren en el vértice mas las están comprimidas ó ahueca-
ó menos profundamente ; otras das como en la planta llamada
quedan reunidas por arriba, y bolsa de pastor (tldaspi bursa
Se separan en su base. Las hai pastoris) : se divide interior-
que se abren lateralmente, sin mente en dos celdillas: las semi-
separarse en el vértice ni en la llas están unidas á una y otra su-
base , como en las campánulas: tura, colocadas en dos series o-
otras quedan cerradas, sobre to- puestas. Cuando la silicua es
do las uni-válvulas: ellas no se corta, y que es casi mas ancha
abren sino en su vértice por al- que larga , toma el nombre de
gunos dientes, ó sobre el dorso, suicida (I. 2 6 , fig. 9 ) . L a sili-
por agujeros para la salida de las cua caracteriza la familia de las
semillas, como en ¡a linaria. Las cruciferas: hai algunas que no
válvulas, ó están reunidas por se abren; otras que solo tienen
sus bordes al esterior, ó reple- una ó dos semillas. S e distin-
gadas hacia dentro de la cápsu- gue la silicua por formas bastan-
la, y allí forman tabiques que te fáciles de conocer: son linea-
dividen su cavidad en muchos es- íes , cilindricas , subuladas , te-
139
a
tragonas, torulosas, comprimi- 4. 'El foliado (1.26, fig. 2,
das terminadas en forma de pi- 3 ) especie de cápsula formada
co por una prolongación del ta- por una sola válvula plegada en
bique, como en la mostaza blan- su lonjitud, abriéndose por una
ca; didimas ó de dos lóbulos en hendidura lonjitudinal de un so-
la biscutella didima; infladas en lo lado. Esta válvula manifiesta
el alyssum utriculatum; aladas y aplanada se asemeja muchas,
en el bttnias erucago ; articula- veces á una pequeña, hoja ; las
das en el myagrum perenne. semillas imbricadas, están in-
&S La vaina (I. 26, fig. 1, sertadas sobre una placenta que
4, 5, 6, 7) ó legumbre mui s e - se desprende ordinariamente de
mejante á la silicua por la for- la sutura y se hace libre. E s -
ma y reunión de sus dos válvu- te fruto conviene particularmen-
las difiere por la disposición de te á las apocinadas : está ordi-
sus semillas unidas solamente á nariamente compuesto de dos
una de las suturas que reúnen folículos rectos ó diverjentes, fu-
las dos válvulas: ellas están co- siformes ó cilindricos, inflados ó
locadas alternativamente sobre ventrudos.
una y otra válvula.. La vaina El nombre de cascara es muy
tan solo tiene una celdilla, y ra- vago é indeterminado. Algunos
ra vez ofrece un tabique lon- autores lo emplean como sinónimo
jitudinal; pero las hai que tie- de folículo: entonces es un peri-
nen tabiques transversales y se carpio hinchado por el aire que
dividen en muchas celdillas por en él se dilata, ú ocupado por
nudos, articulaciones, que mu- una pulpa que rodea las semi-
chas se desunen sin abrirse; en llas : según otros, es un pericar-
fin frutos leguminosos entera- pio formado de dos ó muchos
mente indehiscentes , que tie- lóbulos secos, elásticos, que se
nen una sola celdilla y una sola separan espontáneamente en la
semilla; en los otros las válvu- época de la madurez de los fru-
las se separan en sus dos sutu- tos , como en la euforbia , la
ras cuando las semillas están ma- mercurial. &c. Parece debe con-
duras; pero la vaina que tan so- servarse en este último sentido
lo tiene una válvula, queda cer- (1,27, fig. 2 , 3 , 4 ) .
rada, y su cavidad está dividi- 5.° L a drupa (1. 28, fig. 1,
da por tabiques transversales.
2, 3, 4), nombrado también fru-
La forma de las vainas es mui
to con hueso, es un pericarpio
variadas: las hai oblongas, li-
compuesto de dos sustancias de-
neales, cilindricas, comprimidas,
diferente naturaleza: la parte es-
hinchadas, arqueadas , en for-
ma de cruz, encorvadas en for- terior pulposa , carnosa mas ó
ma de sable, en espíralo ar- menos suculenta ó coriácea; la
rolladas como caracol ; la del interior leñosa, conocida bajo
hippocrepis, es notable por las el nombre de hueso ó nuez (1)
escotaduras profundas de uno de con, una ó muchas celdillas: la¡
sus bordes; la del coronilla es-
ta dividida por diversas estran- (1) M r . Ricard distingue estas dos
gulaciones, &c. sustancias del pericarpio por Jos n o m -
bres de pannexterno y paninterno.
140
semilla, contenida en cada espa- »TJn níspero dividido en cinco
cio , se llama almendra. Los segmentos perpendiculares á su
albaricoques, cerezas, 6cc. son o- base, representaría mui bien, en
tras tantas drupas, así como la cuanto á los rasgos esenciales,
nuez , cuya parte esterior y car- cinco cerezas dispuestas simétri-
nosa se llama cascara. camente en un receptáculo , de
6.° El fruto de pepinos ó la manera que el surco lonjitudi-
manzana (1. 2 8 , fig. 8, 9) es un nal de cada una de ellas mira
pericarpio carnoso, coronado por á un eje central imajinario. El
el limbo del cáliz , dividido en níspero, la cereza y la ciruela son
su centro en -muchos espacios; frutos de rosaceas; en fin, y para
cada espacio contiene una ó reunir bajo el mismo punto de
muchas semillas que llevan el vista los principales cambios que
nombre de pepinos. Estos es- modifican los diversos frutos de
pacios son membranosos, elásti- esta familia, amontonemos peque-
cos , como los de las peras y ñas cerezas en un receptáculo, y
manzanas, ó bien son espesos, supongamos que estas drupas se
leñosos^ como en el níspero (I- entrecruzan/ veríamos en gran-
3 2 , figura 1, 2 ) : se dice en de la imájen esacta de un etaí-
tonces, en este último caso, que rion (de un fruto compuesto de
cada celdilla forma un huevo ó muchas cápsulas bi-váívulas) se-
nuez. Las semillas están unidas; mejante á la frambuesa, otro
esta especie de pericarpio es fruto de la familia de Jas r o -
particularmente el de las rosa- saceas.
ceas (I. 32, fig. 3, 4 y 5). «Estas ideas no deben mirarse
M. Mirbel tratando de este como ilusorias, pues la naturale-
pericarpio, que el llamapyridion, za misma las realiza en la se'rie
hace observaciones que merecen de las especies. Nada mas c u -
meditarse: «Ninguna familia, di- rioso, y que toque mas al estu-
ce, presenta mas variedades en dio de las producciones natura-
la figura de sus frutos, que las les, que estas estructuras tan sim-
rosaceas, y es cierto que la or- ples y variadas. Una vez cono-
ganización es casi siempre la cidos los primeros eslabones de
misma. Admitamos por hipóte- esta bella cadena de hechos, se
sis, que, en la manzana, ó me- marcha de descubrimiento en
jor aun en el membrillo, el te- descubrimiento , estrañaudo ha-
jido celular ó suculento, que se ber podido ignorar por tanto
halla interpuesto entre la lámi- tiempo la admirable industria de
na calicinal y las celdillas, llega la naturaleza. (1)»
á desvanecerse, y que sucede lo Linneo colocó entre los frutos
mismo con el tejido que une las de pepinos los de las cucurbitá-
celdillas unas á otras , entonces: ceas, tales como los melones, ca-
tendremos un fruto etairionario, labazas (I. 1, fig. 1 , 2, 3 y 4):
(esto es, compuesto de muchas Gcertuerlos ha considerado como
cápsulas bi-válvulas) , entera- un je'nero de frutos particulares,
mente semejante al fruto del
spircea. El spircea pertenece á (1) Eli'm. de fuioloj. véj. Mirbel.
las rosaceas. tom. 1, p á j . 343.
14Í
bajo el nombre de peponidos con por tabiques mui finos (1. 3 1 , f.
frutos carnosos, regulares , que 9 y 13). Cuando las bayas son
hacen cuerpo con el cáliz y con- pequeñas, dispuestas en racimos,
. tienen muchas semillas. La par- espigas &c. , cada una tomada
te interior del receptáculo es separadamente,, toma el nombre
pulposa, la esterior seca , coriá- de grano, como en la grosella,
cea, elástica: lo interior de estos uva, & c . Los frutos del espino
frutos está dividido en muchos y moral (1.32, ílg. 12 y 13) son
espacios por una placenta radia- considerados como compuestos
da, cuyos lóbulos adelgazados en de muchas pequeñas bayas reu-
tabiques están rodeados de pe- nidas en un receptáculo común:
queños cordones umbilicales que ellas forman una baya compues-
tienen las semillas de uno y otro ta. En el fresal (I. 32, fig. 8 y
lado; de manera que en cada es- 9), el receptáculo común es pul-
pacio hai dos órdenes de semi- poso, y las semillas están coloca-
llas que pertenecen á dos lóbu- das en su superficie.
los de la placenta. Algunas ve- La baya es globulosa ó esféri-
ces las celdillas están divididas ca en el madroño, uvas & с ; dis-
cada una por un tabique pulpo- coidea en la phytolacca; turbina­
so: las semillas tienen una cu- da, en la psidium pyrijerum; co­
bierta crustácea , de la consis- ronada por el limbo del cáliz,
tencia del cuero. El tejido ce- en la grosella, por el estigma en
lular del centro de esta clase de el nenúfar; adherente con el tu-
frutos se destruye muchas veces bo de la corola, en el banano;
al tiempo de la madurez, y en- libre en el esparrago, encerrada
tonces los pericarpios ofrecen u- en el cáliz hinchado y membra-
ua sola celdilla , en la que las noso del physalis; corticosa, ro-
divisiones de la placenta forman deada de una corteza firme, e s -
salidas de la circunferencia al pesa , medianamente suculenta,
cenfcro (Mirbel) en el naranjo: contiene huesos ó
a
7 . La baya (I. 28, fig. 6, 7, nuez en la uva, acebo, phitolacca
30 y l l j comprende frutos car- &c. El higo, cuyo receptáculo
nosos, muchas veces de natura- común parece formar al esterior
leza mui diferente: de donde pro- una especie de baya simple, con-
viene que esta clase es difí- tiene interiormente un gran nú-
cd de caracterizar bien. Se pue- mero de pequeñas bayas parti-
de decir en jeneral, que consis- culares, producidas por las s e -
te en un fruto blando en la é - millas rodeada de una sustancia
poca de la madurez, contenien- pulposa. S e ve por estos ejem-
do una ó muchas semillas enine- plos, que se ha dado una gran es-
d¡o una de pulpa suculenta, ora tension á la baya aplicándola á
" a apariencia alguna de celdilla, muchos frutos carnosos diferen-
como en la grosella, uva, (I. 28, tes entre si.
^' fiy 7), ora con celdillas, como 8.° El cono ó pina (1. 32, fig.
en los solanos (1. 28, fig. 10 11), 10 y 1 1 ) , no es un fruto ni un
los physalis, atropo & c . L a na- pericarpio propiamente dicho, si-
ranja está dividida en un gran no un compuesto de escamas l e -
numero d e espacios separados ñosas, ó mas bien una reunión
22
142
de bracteas d pedúnculos consi- miento tienen un solo objeto
derablemente aumentados , cu- final: producir, resguardar, ma-
. briéndose unos y otros, fijados durar el fruto, cuya parte mas
por su base en un eje ó receptá- preciosa y esencial es la semilla.
culo común. Bajo cada una de Luego que esta se produce, todo
estas escamas se encuentran u- perece: ella sola sobrevive á la
no ó dos frutos indehiscentes destrucción del vejeta!; á ella está
guarnecidos las mas veces de l i - confiada la importante función
na hoja saliente ó una especie de de la reproducción de las espe-
•ala como en el pino, 6cc. L i n - cies: de ella espera la tierra el
neo las considera como semillas hermoso verdor que cubrirá su
desnudas. El cono apiña es o - desnudez, v el oríjen de su fer-
blongo y de forma cónica. En tilidad. ¿Quie'n podría creer, si
el cipre'sj las bracteas se ensan- la esperiencia no nos lo probase
chan y se aprietan en sus bor- todos los dias, que bajo las cu-
des, y toman por su reunión la biertas de una semilla, inapre-
apariencia de un fruto redondea- ciable á veces, están contenidas
do; en el enebro las bracteas se todas las partes, de un vejeta!;
hacen suculentas, se unen unas que en el embrión de la bello-
á otras, y ofrecen el aspecto de ta ecsiste en miniatura el mayor
una baya en el cedro, pino & c ; de los árboles de nuestros bos-
los pedúnculos, dispuestos en es- ques? Se concibe el lugar im-
piral alrededor de un eje co- portante que ocupa la semilla en
mún, le ensanchan formando es- la vejetacion, y que ventajas re-
camas leñosas , inclinadas , mui sultarían á la fisiolojia veje-
apretadas, y aparentan la figu- tai del perfecto conocimiento
ra de un cono, según los jéne- de todas las partes que la com-
ros ó especies.. Los frutos de ponen; de ella dependen, bajo
la encina nogal & c , & c , (I. 29, un punto apenas perceptible, la
variedad de las formas vejetales;
fig, 1 y 6), rodeados de una cú-
pero cuan lejos estamos de te-
pula , se asemejan, á los prece-
ner sobre esta materia las luces
dentes: este froto en la enoina
que podríamos desear! Pero no
toma el nombre de bellota (lám.
todo lo alcanzan nuestros senti-
29, fig. 7. y 8 ) . dos. Sin querer penetrar en lo
que no es dado al hombre cono-
2.° La semilla. cer, nos limitaremos á esponer
lo que los mejores observadores
Los grandes fenómenos que han podido descubrir.
presenta la vejetacion, la rique-
za de las flores, la belleza y for- Hemos visto ya que la semi-
mas variadas de las corolas, todo lla estaba colocada inmediata-
lo que los estambres y pistilos o» mente sobre una parte cualquiera
frecen de curioso, todo lo quo del pericarpio, ó que se adhería-
los órganos de las. plantas tienen por un filete designado bajo el
de admirable en sus funciones, nombre de cordón umbilical, de-
los principios alimenticios espar- nominación que espresa en efec-
eidos en todas las partes de los to la función de este órgano des-
vejetaLeSj su, desarrollo y creci- tinado á transmitir á la se mili*
143
los jugos nutritivos. Su punto S e ve, según estos ejemplos, que
de adherencia forma sobre la el arilo varía mucho en su sus-
cubierta esterior de la semilla^ tancia, forma, dimensiones, co-
una especie de cicatriz, que se lor, y que no presenta carácter
ha nomhrado por lá misma ra- alguno determinado.
zón ombligo esterno: se denomi- 2.° La túnica propia ecsiste
na jeneralmcnte hoi dia hile. en todas las semillas: es la mas
Ora es su punto como en las esterior cuando la otra falta, co-
cruciferas, ó una línea estrecha mo suele suceder. Gcertner le ha
con lados paralelos, como en la dado el nombre de testa, y M.
haba, ora una ancha placa con- Mirbel el de lorico. E s frd-
vecsa , orbicular , como en el jil y crustácea en el ricino, (lám.
castaño, en forma de corazón en 33, fig. 1 y 2), amapola de O-
el cardios pe-rmum ; cóncava en riente: huesosa en el banano, ne-
el cyclamen; elíptica en la habi- núfar; fungosa en el lis, tulipán;
chuela. pulposa en el granado; vesicular
en el syringa fphiladelphus): lle-
Tegumentos de la semilla. va el nombre de vaina en las ha-
bas (I. 34, fig. 11 y 12): no tie-
S e distribuyen tres cubiertas ne válvulas ni suturas. S e ha
en la semilla: pero ordinariamen- descubierto en la superficie de
te no ecsisten mas que dos: 1.° la túnica propia, en muchas es-
el arilo, ecsistente en un pequeño pecies, un pequeño agujero que
número de plantas, es una cu- atraviesa esta cubierta de estre-
bierta membranosa ó carnosa, mo á estremo: ha sido nombra-
que ordinariamente se despren- do microfilo; su uso no es bien,
den, en totalidad ó en parte, de las conocido. Se ha sospechado que
semillas en estado de madurez: se el fluido fecundante podria in-
cree que no es otra cosa mas que troducirse en el grano por esta
una espansion del cordón umbi- abertura.
lical. El arilo cubre la semilla 3 . ° Bajo la túnica propia ec-
entera en el jazmín; y solo una siste el tegumento ó cubierta in-
parte en el celastrus; es pulpo- terna (tegmen) : está aplicado in-
so, cerrado por todas partes, y mediatamente sobre la almen-
de un color naranjado en el bo- dra: muchas veces se confunde
netero de hojas anchas (I. 33, f. con la túnica propia ; entonces
11 y 12); se abre y cstravasa en ecsiste una sola compuesta de dos
una cápsula irregular en el bo- láminas unidas entre sí. El te-
netero galeoso: es laciniado en el gumento es muchas veces mem-
almizcle, donde toma el nom- branoso, algunas coriáceo, crus-
bre de macis (I. 33, fig. 9 y 10): táceo S c c ; los vasos que parten
delgado, elástico y blanquecino, del ombligo corren por su s u -
en el oxalis: se rompe cuando
perficie esterior: sus últimas r a -
el grano está maduro. En la
mificaciones penetran insensi-
polygala común (1. 3 3 , fig. 3 y
blemente en su sustancia, y lle-
4 ) , el arilo se divide en tres ló-
gan así hasta la almendra. E l
bulos, y forma una pequeña c o -
rona al rededor del ombligo & c . punto en que se reúnen las ra-
mificaciones de los vasos es lia-
144
mado ombligo estenio ó chalaza, está simplemente contigua y no
por Gcertner: es una pequeña adherentc al embrión; por lo re-
mancha coloreada, ó un peque- gular lo rodea: sin embargo al-
ño tubérculo esponjioso ó callo- gunas veces es rodeado: ocupa
so , formado por la estremidad entonces el centro de la semilla,
de los vasos umbilicales inter- como en la salgada, amarantos,
nos que se ven en la membrana las cariofiladas Ócc. E s harino-
esterior. La chalaza se encuen- so en las gramíneas: corneo en
tra en diversas semillas, en opo- el café (I. 33, fig. 18 y 19) y d e -
sición con el ombligo estenio. mas rubiáceas: casi leñoso en las
Gcertner llamó embriotego y palmeras (I. 34, fig. 8); amiláceo
M. Mirbel operado , á una hin- én la bella noche mirabilisj; o-
chazón en forma de calota, si- leajinoso y carnoso en las eufor-
tuada á cualquiera distancia del bias; mucilajinoso en la corregüe-
ombligo, que se nota en la su- la; membranoso ó formado de ti-
perficie de algunas semillas, c o - na lámina delgada en el ciruelo,
mo en el espárrago, dátil (I. 34, almendro, y la mayor parte d e
tig. 7, 8), &c. Esta calota cor- las labiadas; coriáceo en las o m -
responde á la radícula: se des- belas: transparente en el arroz;
prende durante la jerminanion, muigrande, espeso en las ombe-
j ofrece una salida al embrión. las,.reuunculas, euforbias, gra-
míneas, palmeras & c : delgado
Almendra de la semilla. El pe— en el torvisco, labiadas, ¿ k c ;
risperma y embrión. hueca en el almizcle, el coco ¿<c.
El perisperma parece formar-
Los tegumentos ó cubiertas de se en la época de la madurez d e
la semilla contienen su almendra, las semillas ; entonces es insolu-
nombre con que designan los mo- ble en el agua: pero, durante el
dernos el embrión y el perisper- curso de la jerminacion, parece
mo. Este ultimo es en cierto cambiar de naturaleza y se hace
modo un órgano accesorio, pues soluble: se convierte en una es-
que falta en muchas especies; se pecie de licor ó mucílago propio
puede decir otro tanto de las cu- para servir de primer alimento
biertas. En las semillas, la par- al embrión. Gcertner, según
te verdaderamente esencial es el Grew, lo ha llamado albumen,
embrión: pero es raro que ecsis- comparándolo con la clara de
ta solo, y en este caso, hai al me- huevo, á que se asemeja por su
nos alguna cubierta accesoria. consistencia, color y uso; el mis-
E s difícil dar tina esacta defi- mo autor dio el nombre de vite-
nición del perispermo; tanto va- llus , relativo á la yema del
ría su sustancia , forma y posi- huevo, á un cuerpo menos cono-
ción: es un cuerpo particular mas cido que el perisperma, menos fá-
ó menos carnoso, lleno de fécula cil de distinguir, y menos fre-
milacea, que se encuentra en cuente en las semillas. Está co-
las semillas de un gran numero locado ordinariamente entre el
de vejetales cuando se han qui- perisperma y el embrión: rodea
tado sus cubiertas, es diferente este u l t i m o , y á él se adhiere;
c a r á c t e r q u e le distingue del p e -
de la cubierta interior la. que
145
íisperma que está simplemente de ¡algunas veces, y parece for-
contiguo ai embrión. Su forma mar por su desarrollo otras tan-
esmui variada; en las gramíneas, tas radiculas, como en la ceba-
en que es mas fácil de observar, d a , el trigo & e . Malpighi es el
se asemeja á una escama. primero que ha visto en ciertas
Separando del embrión el pe- plantas que la radicóla estaba o-
risperma, que solo ecsiste en un culla en una especie de bolsa
corto número de plantas, lo que carnosa cerrada por todas partes,
nos queda que ecsaminar se en- llamada por los modernos coleó*
cuentra en todas las semillas, es- lizar el cual, así como la radícu-
cepto en la de un gran número la que contiene, no puede a d -
de cfyptogamas poco conocidas, vertirse bien, sino en el momen-
y tan pequeñas que no han po>- to de la jerminacion.
dido ccsaminarse. Desprendido Este carácter es sobre todo
del perisperma, cuando este ec- particular á los monocótiledo-*
siste, el embrión ofrece desde nes: se le encuentra sin embar-
luego dos partes fáciles de dis- go en la capuchina. S e dice
tinguir: la plantita y el cotiledón. que la radícula está desnuda
La plantita, conocida vulgar-l cuando, está privada de esteatri-
mente con el nombre de jérmen, buto: entonces se halla por lo
que los botánicos modernos han regular saliente en forma de p e -
llamado¿/rts/o, csel verdaderofe- queño pico cónico, prolongando?
tus ve je tal: es la planta en minia- se por debajo del punto de ata-
tura. No le falta para desar- dura de los cotiledones; algunas
rollarse mas que humedad, ca- veces también se halla oeulta
lor y un medio conveniente, que por estos mismos cotiledones que
por lo regular es el seno de la se prolongan mas bajo que su
tierra. Sus partes no están muí punto de atadura sobre la plan-
visibles sino en el momento de tila. E s importante observar
la jerminacion: antes de esta é- la forma, situación, relativamen-
poca se necesita muchas veces te á las otras partes de la semi-
del aucsilio del microscopio para lla ; detalles , á la verdad , mui
distinguirlas, y aun con todo no numerosos, pero-interesantes pa-
siempre se puede percibir en su ra el estudio de la fisiolopa veje-
integridad ; pero como esperi- tai. Se puede consultar sobre
mentan algún cambio cuando lle- este asunto la iumortal obra de
gan á desarrollarse, es bueno co- Gcertner.
nocer lo que se ha podido ob- La plumula es la parte de la
servar de mas interesante en su plantita que debe desarrollarse
estado de inacción. al aire y lá luz , dirijirse hacia
La plantita (I. 33, fig. 2 , 6, el ciclo, y formar el tallo y ra-
12, 16 y 18) está compuesta de mos (I. 34, Hg. 14 y 15): algunas
dos partes esencialmente distin- está invisible en el embrión , y
tas: la radícula y la plumula. no puede percibirse sino en la
La primera es el rudimento jerminacion; mas á menudo se
de la raiz: ella es la que desde presenta bajo la forma de un
luego, sale de las cubiertas de la pequeño botón de hojas aplica-
«emula.. Aunque simple, se divi- das unas á otras. E n un gran
146
número de especies, la plumula mente la parte mas considerable
-esta desnuda: en otras, oculta del embrión (I. 34, fig, 13 y 14):
en una caridad del cotiledón, en las plantas dicotiledones, son
que forma á su alrededor, una (hablaré mas abajo de las mono-
especie de vaina que se ha lla- cotiledones) dos cuerpos carno-
mado coleoptilo, como en las li- sos aplicados uno á otro, mui fá-
liáceas, aliscuas &c. L a de las ciles de reconocer en la baba, a-
gramíneas y cipiraceas está cu- vena & c : adheridos á la unión
bierta enteramente por nna ho- de la plumula con el cuello ó nu-
ja esterior primordial que tiene do vital, de tal modo que no se
la forma de un apagador: los mo- puede percibir lá plumula sino
dernos dánle el nombre de pi- separando los dos lóbulos de los
lcólo: en fin, la plumula es so- cotiledones, mientras que en j e -
portada por un tallito apenas vi- neral la radicula está saliente en
sible, ó colocada ¡nmediatamen- forma de pequeño pico* Los co-
sobre el nudo vital que la sepa- tiledones están considerados co-
ra de la radíenla , y que no es mo las primeras hojas de la plan-
muchas veces mas, que un pun- lita, destinados para suministrar-
to difícil de percibir, y cuya ec- le durante la jerminacion, el ali-
sistencia se concibe mas bien que mento tierno y propio de la pri-
se manifiesta: solo con los pro- mera edad: esta es la leche de la
gresos de la jerminacion se ha- planta joven. Cuando carece de
cen sensibles estas partes. esta nutrición, raro es que pue-?
S e concibe, según lo que aca- da desarrollarse : mui luego se
ba de esponerse, que la radicu- debilita y muere. Bonnct cortó
la v la plumula tienen un desti- los cotiledones al embrión de al-
no mui diferente: ella es tal, que gunos albaricoques, quesumerjió
si se planta una semilla en tier- en agua por muchos días; con-
ra, de manera que la radicula es- siguió que creciesen estos em-
te hacia arriba y la plumula ha- briones mutilados; pero no obtu-
cia abajo, no tardarán en tomar vo sino vejetales débiles, mui pe-
una y otra la dirección que debe queños, v por decirlo así, plan-
tener. Sin esta admirable pre- tas en miniatura. S e perciben
caución de la naturaleza , mu- con ayuda del microscopio li-
chas semillas no se'desarrollarían ncamientos vasculares mui deli-
por no hallarse en posición con- cados, que parten del nudo vital,
veniente; de todas las que se de- y se distribuyen en los colitedo-
positan en el seno de la tierra ues, la radicula y la plumula:
hai pocas cuya plumula este d ¡ - Bonuet los considera como va-
rijida hacia su superficie; pero sos mamarios: luego que la jó-?
en el -momento de la jermina- ven planta se halla bastante fuer-
cion, cuando su situación no es te para nutrirse á espensas de
favorable , las plurnulas se r e - los jugos de la tierra, los cotile-
pliegan verticalmente hacia ar- dones se secan y caen. Quedan
riba para buscar el aire, y la ra- durante la jerminacion ocultos
dícula cu sentido opuesto para en la tierra, como los del casta-
introducirse en la tierra. ño ó se elevan sobre la superfi-
Los colitedoues son ordinaria- cie del suelo, como los de la ha-
147
ha-, unos soú carnosos como en en seguida, y forrrían, por su re-
el almendro y el albérchigo ; o- unión, un cuerpo que imita un
tros foliáceos, como los del tilo, solo cotiledón .-• esto es lo que se
la dama de noche ; mui grandes sospechaba hace largo tiempo,
en la encina, haya; mui peque- y lo que M. Augusto de Saint-
ños en el rhododendrum ; me- Hilaire ha demostrado en su es-
dianos en el pino, el poligonum; célente memoria sobre la capu-
-largos, estrechos en la sosa ¿ce. china. Una anomalía mas no-
En cuanto á su disposición parti- table aun es la que ofrece el gra-
cular, son constantemente opues- no del nopal descripta por M . d u
tos en los dicotiledones; verti- Petit-Thonarss: el cuerpo coti-
cidades cuando nacen mas de ledonarioj compuesto quizá como
dos, como en el pino, cedro el de la capuchina, de dos coti-
& c ; contiguos en las legumino- ledones entrecruzados , tiene la
sas, rosaceas; diverjentes, en el forma de un bonete frijiano, y
acónito de los Pirineos ; arro- cubre absolutamente Ja prísnm-
-llandos en espiral sobre sí mis- Ja, Ja que no aparece sino cuan-
mos , en el granado ; condupli- do el blastemo se ha despren-
cados, cuando estando aplicados dido y separado de este cuerpo,
cara contra cara, están aun ple- que queda bajo las cubierta del
gados en dos según su Ion jitud,co- grano (Mirbel).
mo en la avicennia; plegados en Creo deber referir aquí, para
forma de abanico en el haya, los que quieran hacer uso del
en la salvia & e . ; están divididos microscopio, algunas observacio-
en muchos lóbulos, como en el nes presentadas por M. Mirbel
nogal, pinnatijidos; en muchos je- sobre los embriones monocotile-
ranios enteros en el mayor dones. El embrión monocotile-
número. don, dice este hábil observador,
Aunque en las plantas que se ofrece algunas veces una masa
han colocado en la gran división carnosa, en la que los diver-
de los dicotiledones , el mayor sos órganos están confundidos;
número está provisto de dos di- y la inspección de su superfi-
cotiledones , se encuentran sin cie solo no basta para determi-
embargo algunas que tienen mas nar su naturaleza , es preciso
de dos.- se encuentran tres en el también de la anatomía y aun
cupressus pendida; cuatro en el algunas veces de la jerminacion..
pinus inops y ceratophillum de- La radícula es un simple mame-
mersum; cinco en ei pino laricio; lón esterno situado en una de
seis en el ciprés distico fschu- las estremidades de la masa del
bertia disticha, Mirb.) , siete en embrión en la cebolla común,,
el pino marítimo; ocho en el el jacinto tardío, la ornitogala
pinus strobus ; en fin, dice M. de largas bracteas, &c.;es igual-
Mirbel , se cuentan hasta doce mente terminal en el caña-cor-
en el pinus pinea. Otras veces ro, cornelina, & c . pero aquí se
acontece también que los cotile- halla cubierta de una coleorhi-
dones , distintos para el anató- za (de una bolsa carnosa) que
mico antes de la perfecta ma- hace cuerpo con ella en tanto
durez del grano, se entrecruzan que se halla en estado de reposo,,
148
y se desprende por láminas crian- lámina carnosa. L a pequenez
do el grano llega á jerminar. Es- del lóbulo es la causa de que
tá situado lateralmente con r e - pocos botánicos hayan notado
lación á la masa del embrión, y este órgano: representa imper-
rodeada de una coleorhiza una fectamente una segunda hoja co-
cubierta en las gramineas; tiledonaria. T-tOseyeas y zamias,
L a plumula está desnuda y que bajo el nombre de cicadeas
mas ó menos saliente en un forman una pequeña familia se-
gran número de ciperáceas, y mejante á las palmeras, tienen
en todas las gramíneas, escep- constantemente dos cotiledones.
to en el arroz; en los otros mo- La situación del embrión en
nocotiledones, la plumula está la semilla , tanto en los mono-
colesopttilacla (introducida en u- cotiledones como en los dicoti-
na cavidad del cotiledón) por con- ledones, es mui digna de aten-
siguiente invisible al esterior. ción : de esto resultan mui bue-
L a s plúmulas desnudas están nos caracteres de familia. E l
compuestas de muchos rudimen- embrión de las coniferas atra-
tos de pequeñas hojas engasta- viesa como un eje el perisper-
das unas en otras: la mas este- ma; el de las atriplicadas lo ro-
rior (pilcólo) forma un estuche dea, como un anillo : el de las
hueco por todas partes. El c o - rnetajineas encorvándose sobre
tiledón está siempre lateral con sí mismo, lo rodea por todas par-
relación á la plantita: constitu- tes: el del cy clamen, poligonum
ye la mayor parte de la masa se dirijo por un solo lado de las
de los embriones cuya radícula semillas; el de las palmeras, ha»
y plumula son contiguos, como nanos, nenúfar, renúnculos, om-
en el caña-corro; su forma está belas, &cc. está situado en una
sujeta á muchas variaciones. El cavidad enteramente escentri-
embrión se halla algunas veces ca: el de las convolvuláceas r e -
provisto de un pequeño lóbulo, cibe en sus numerosas sinuosi-
rudimento de una hoja que se dades los pliegues de un peris-
desarrolla del lado opuesto al co- perma delgado y mucilajinoso
tiledón , bajo la forma de una (Mirbel),
149

CAPITULO VIGÉSIMO SEGUNDO.

De la jerminacwn.

a hemos estudiado las partes puestos por los ajenies esterio-


esenciales del vejetal, su estruc- r e s ; como podrá resistir á su
tura , disposición y funciones: influencia? Cómo este embrión
vengamos ya al último termino tan tierno, penetrado de lico-
de la vejetacion. conviene á sa- res tan sutiles, se librará de u-
ber, la madurez de las semillas. na descomposición , y deseca-
En lo interior de sus cubiertas miento próesimo? Quién lo sos-
hemos visto los elementos de tendrá en su estado de frescor
la nueva planta: no nos q u e - hasta que reciba el estímulo de
da mas que seguir sus primeros la vida? De dónde le viene la
desarrollos en la jerminación, fe- admirable facultad de conser-
nómenono menos admirable que varse sin alteración, algunas ve-
cuantos hasta aquí fijaron nues- ces durante años y aun siglos
tra atención; pero, antes de to- sin perder el principio vital que
d o , detengámonos un instante contiene? Aquí se echa de ver,
en la semilla separada de la plan- como hemos visto con frecuen-
ta madre. Su ecsistencia es a c - cia, el cuidado portentoso de la
tualmente independiente: tiene naturaleza en todo lo que pue-
todo lo necesario para producir de asegurar la reproducción de
un nuevo individuo ; pero lo pro- las especies.
ducirá cuando este colocada en Las semillas no maduran en
circunstancias necesarias para sa- jeneral sino hasta fin del estío ó
lir de su inacción. Pero mien- durante el otoño. Sí el prin-
tras no se halle bajo el indujo cipio vital de que están dota-
de tales circunstancias ¿qué se- das no se suspendiese durante
rá de la semilla? Dotada de ór- un tiempo mas ó menos largo;
ganos estremamente delicados, y si entrase en actividad al punto
susceptibles, como todoslos cuer- que la semilla es separada de
pos organizados cuando sus fun- la planta madre, sucedería: l.*
ciones vitales no están en jue- que todas las semillas que no
go, de ser atacados y descom- estuviesen en tierra se deten-
23
150
drian en su desarrollo y p e - sino son sembradas desde que es-
recerían infaliblemente: 2.° que tán maduras, aunque no jermi-
las que fueren recibidas por la nen algunas veces, sino mucho
tierra, llegando á jerminar en tiempo después: tales son en j e -
otoño , se encontrarían espues- neral las semillas aceitosas, c o -
tas, desde la edad mas tierna, mo el roble, haya, lino & c , que
á todas las influencias de la ma- se rancian y deterioran cuando
la estación ; que sucumbirían quedan largo tiempo espuestas
casi al nacer ó durante, el in- al aire; pero hai otras, sobre to-
vierno. do las harinosas, como la mayor
Esta observación, que no con- parte de las leguminosas, cebada
viene sin embargo aplicar á to- y trigo, que guardan durante a-
das las semillas, tiene lugar en ños y aun siglos, su principio de
el mayor numero. Las hai vida. Girardinha hecho jermi-
ciertamente que jerminan en nar, hai pocos años , legumbres
otoño, tales como muchas gra- sacadas del herbario de Tourne-
míneas , ¿kc., pero aquellas fort; semillas de cebada recojv-
crecen desde luego rápidamen- das hacia mas de ciento cuarenta
te : se fortifican, durante es- años fueron sembradas con écsi-
ta estación , cuanto es necesa- to por Home ; en fin se tienen
rio para no tener que temer los muchos ejemplos de semillas s a -
rigores del invierno, tiempo cadas de Matamoros, que algu-
durante el cual se halla casi nos siglos durante se habían con-
enteramente suspendido su des- servadosínalteracion. Se han vis-
arrollo ; pero otras muchas po- to muchas veces terrenos , r e -
drían someterse á una prueba movidos y trabajados después de
semejante sin perecer? Que mucho tiempo de abandono, r e -
sean introducidas en el seno de producir plantas que habian ec-
la tierra., ó queden espuestas al sistido otras veces en ellos de
aire, su virtud jerminativa no las que no se encontraba ras-
entra por lo regular en activi- tro alguno. Esta conservación
dad sino en la estación favora- no puede tener lugar sino cuan-
ble; las hai mas delicadas, que do las semillas se encuentren en
esparcidas en la superficie del lugares secosy bajo una tempera-
globo, están preservadas ó por tura poco elevada; pues el calor
una membrana espesa ó por la y humedad les son contrarios.
capa de las hojas que cayeron de
Reconociendo esta suspensión
los árboles en otoño. Así la na-
de vida en las semillas colocadas
turaleza ha variado sus precau-
fuera del seno de la tierra, pa-
ciones según la delicadeza ó fuer-
recería que, desde que ellas son
za particular de las diferentes es-
recojidas, deberían todas casi en
pecies de plantas.
el mismo espacio de tiempo en-
La conservación del principio trar en jerminacion, pero no es
vital y suspensión de su desarro- asi. Aunque hay circunstancias
llo tienen también un tiempo de- en que la industria humana puede
terminado mas ó menos largo. influir mucho en el espacio de
Hai semillas que pierden pron- tiempo necesario para la jermi-
tamente su facultad jerminativa, nacion después de sembrados los
151
granos, es sin embargo constan- se presenta y se dirlje hacia el
temente mas lenta ó mas activa, centro de la tierra (I. 35, fig. 13,
según las especies. S e sabe que 14 y 15); bien pronto desarrolla
las semillas de las gramíneas jer- algunas fibrillas, y se encuentra
•minan mui pronto: veinte y cua- en estado de suministrar socorros
tro horas bastan para las del mi- alimenticios á la plumilla: áesta la
jo; cerca de treinta y seis para resguardan y nutren por algún
las del trigo; tres ó cuatro dias tiempo aunque |corto, pues mui
para las habichuelas; un poco mas luego busca la luz con tanta avi-
para el rnelon ; nueve para la dez como la radicula el seno de la
verdolaga; diez para \a col; trein- tierra, obedeciendo ambas al im-
ta para el hisopo; según las ob- pulso irresistible e' inesplicable
servaciones de Adanson; cuaren- que las hace marchar en sentido
ta ó cincuenta para el perejil; u- contrario, sin que obstáculo algu-
no ó dos años para las semillas no se les oponga. Bastantes veces
del castaño, rosal; dos anos para la plumula no presenta á la super-
el nogal, blanca espino ckc. E s - ficie de la tierra mas que un pe-
ta variedad, en las diversas épo- queño tallo desnudo, encorvado,
cas de la jerminacion , depende teniendo su parte superior en
de causas que sería tan importan- tierra y encerrada en los cotile-
te como curioso conocer. Has- dones : después se alarga y en-
t a ahora no han sido investigadas. dereza. Algunas llevan en su
En fin,.la tierra ofrece á las se- vértice los dos cotiledones c o -
millas un seno fecundante ; el mo una éjida protectora: otras se
embrión vejeta!, hasta ahora sin presentan con las dos hojas semi-
movimiento, sin acción, no tarda nales desembarazadas de los c o -
en romper sus cubiertas. Ablan- tiledones que quedan en tierra u-
dadas y dilatadas por la hume- nidos al nudo vital. E n todos
dad , y por el suave calor que los casos, desde que la tierna
las penetra , reciben las semi- planta se fortifica á punto de no
llas al mismo tiempo fluidos necesitar ya de los cotiledones,
aeriformes, sutiles y vivificantes, bien para nutrirse , bien para
que estendiéndose por todas par- resguardarse de las injurias e s -
tes de la planlita, la sacan de sa teriores, se secan y perecen: hai
estado de inercia y le imprimen también hojas seminales que s o -
los primeros movimientos de la lo tienen un uso momentáneo.
vida; los cotiledones se humede- Por lo demás , la jerminacion
cen e' hinchan ; sus cubiertas se presenta, en el desarrollo de las
rompen ; su sustancia amilácea diferentes partes del embrión,
humedecida y convertida en un fenómenos particulares que cor-
licor lechoso, emulsivo, transmi- responden á la diferencia de las
ten á la plantita su primer ali- especies, y cuyos curiosos porme-
mento. Ya brilla en la tierna nores, no permiten establecer l e -
planta la llama de la vida, que yes jenerales: no se puede sin
no se apagará hasta no haber re- embargo desconocer que ecsiste
corrido aquella todos los perio- entre la jerminacion de las plan-
dos de su ccsistencia. tas monocotiledones y dicotile-
dones una diferencia^ que distin-
L a radicula es la primera que
152
gue bastante bien estas dos gran- las judias los cotiledones con-
des clases. servan su mismo espesor sin au-
S e puede decir en jeneral que, mento alguno, y acompañan la
en las semillas de un salo coti- pldmula.
ledón (1. 35, fig. 8 y 12), este Desde que la tierna planta ve
queda en tierra, y no abando- la luz, la jerminacion concluye;
na el cuello de la raiz ; que la todas las partes del embrión,
planta no se anuncia jamas sino hasta entonces apenas visibles, se
por una sola hoja fuera de la presentan ahora bajo formas mui
tierra, mientras que las de dos aparentes y la planta desarrolla
cotiledones se presentan con dos sucesivamente todas las psartes
hojas seminales ó con sus dos que hemos recorrido desde la
cotiledones (1. 3 6 , tig. 1 y 2). raiz hasta la producción de los
E s de notar que estas dos hojas frutos. Nos queda que seguir-
seminales son algunas veces los la en los diferentes periodos de
mismos cotiledones que, apare- su ecsistencia, y en los fenóme-
ciendo en la superficie de la tier- nos particulares que la acompa-
ra , adquieren un gran creci- ñan; pero antes de tratar este a-
miento, se adelgazan y estien- sunto, detengámonos un instan-
den en forma de hojas, como en te sobre los medios empleados
la col, rábano &c. ; y en este por la naturaleza para la disemi-
caso la pldmula aparece algunos nación de los granos y multipli-
dias después, mientras q u e , en cación de las especies.
Í53

CAPITULO VIGÉSIMO TERCERO.

De la diseminación y demás medios de la multi-


plicación.

4gj¡j& einos
visto en el segundo las caracterizan, reconocemos,
capítulo de esta obra los medios que la naturaleza ha dado al ma-
que la naturaleza emplea para yor número condiciones favora-
preparar el suelo á los vejetales, bles para que se trasladen á lar-
según conviene á cada especie; gas distancias. ¿Quién podría
hemos visto progresivamente las decir, por ejemplo, donde se de-
primeras plantas que han forma- tendrán estos lijeros vilanos que
do y aumentado con sus despo- coronan las semillas de la mayor
jos anuales la tierra vejetal; pe- parte de las flores compuestas?
ro no he dicho como han llega- Las del cardo ¿ k c , se elevan en
do á hacer esto las diversas plan- los aires con tal rapidez, que
tas que cubren al cabo de un desaparecen en pocos instantes.
cierto número de años los ter- ¿Quién podría seguir con la vista
renos de nueva formación: sin las semillas membranosas del ála-
embargo, convendría antes de mo negro, que caminan en alas
entregarnos á estas investigacio- del viento hasta los sitios mas
nes conocer bien la naturaleza remotos? ¿Con qué facilidad los
de los vejetales, y sobre todo la frutos alados de los pinos, de los
de las semillas que deben repro- arces y fresnos corren á impul-
ducirlos. Por tanto ocuparémo- sos de un torbellino impetuoso:
nos en primer lugar de su dise- otras semillas de una finura casi
minación imperceptible están continua-
Parece, á primera vista, que la mente suspendidas en la atmós-
*nayo parte de ellas deben a-
r
fera; las de los musgos, liquens
' parlarse poco del lugar de su na- &ÍC-, se escapan á nuestra vis-
cimiento; pero atendiendo á las ta , y flotan invisibles en los ai-
diversas formas y atributos que res? ¿Qué de frutos encerra-
154
•dos en cajas leñosas fogan largo dijestíon de su estómago á los es-
tiempo y sin peligro llevados crementos, y se propagan en los
por los torrentes, rios, á distan- sitios frecuentados por estos a-
cias muí considerables? Asi es nimales. S e han visto muchas
como se han visto llegar á las islas volverse á poblar de árbo-
costas de Noruega diversos fru- les de nuez noscada por medio
tos de la America: las trupas del de los pájaros, después de la des-
coco, la nuez del anacardo, las trucción completa que los holan-
largas vainas de la mimosa scan- deses habían hecho de estos ár-
dens y muchas otras. ¿Para que boles para hacer esclusivo un
sino ha dotado la naturaleza á comercio de este frulo.
ciertos pericarpios, tales como Estos pormenores, y otros mu-
los de la balsamina, moncordica, chos que podría añadir , son
elaterium, los del hura crepitans mas que suficientes para dar una
t\c, de una elasticidad que des- •idea de los medios infinitos que
pide á lo lejos los granos que la naturaleza ha empleado para
contienen? esparcir por todas partes la v e -
Los animales contribuyen tam- jetaciou ; agreguemos á esto la
bién mui eficazmente á la dis- incalculable fecundación de las
persión de las semillas: unos plantas. Según Dordat, un ála-
llevan á sus casas los frutos de mo puede suministrar en un so-
la bandana, sanícula arma- lo año 523.000 granos; Rai ha
dos de puntas encorvadas en for- contado 32.000 en un pie del pá-
ma de anzuelo; otros tales como paver; 36.000 en uno de cotigna
los loros, ratones, marmotas, tabacum. S i todas estas semi-
transportan á su habitación sub- llas faltasen , serían suficientes
terránea los granos de que se algunas jeneraciones y un cor-
nutren, y forman de ellos alma- to número de años para cu-
cenes: una parte de estos granos, brir de vejetales toda la superfi-
olvidados ií abandonados, jermi- cie del globo habitable; pero se
nan á la vuelta de la primavera, sabe que la mayor parte se
en lugares adonde no hubieran pierde por no colocarse en los
podido llegar. Los golosos ó ar- sitios convenientes: los animales,
dillas de las semillas de los pi- por otro lado, hacen de ellos
nos ocultan las pinas , las depo- un gran consumo. Tal ha sido
sitan en las alturas, levantan las también el objeto de la natura-
escamas y dispersan los granos: leza en esta inmensa profusión.
un gran número de pájaros se Pero suministrando la subsis-
nutren de las bayas, dijieren la tencia á los animales, ecsije de
pulpa, y el grano queda intac- ellos un trabajo relativo á sus
to. S e atribuye á los tordos y fuerzas; quiere que cultiven y
otros muchos pájaros el trans- paguen al suelo que los nutre:
porte de las semillas del muérda- es necesario que sea dividido,
go á los árboles, lugar donde tan preparado para recibir y hacer
solo pueden jerrninar. Muchas jerrninar las semillas. Este coi"
semillas se escapan igualmente dado está confiado á los anima-
de los cuadrúpedos granívoros: les que la hahitan : una tierra
ellas pasan sin alteración de la nueva se halia apenas cubierta
155
J e vejetales, cuando una multi- animales rumiantes pastan la
tud de pequeños animales vie- yerba de los prados. Anima-
nen á buscar en ella un asilo, les mas terribles vienen á tur-
alimentos, tales como gusanos de bar esta morada de abundan-
toda especie, moluscos desnudos cia y delicia: el gavilán cae s o -
ó con conchas, julos, escolopen- bre la tierna curruca , la zorra
dras: el elegante íbrbicino, el es- v lobo sobre el animal rumiante:
pantoso escorpión , el poderoso está nueva tierra se tme con Ja
topo-grillo y otros miles de in- sangre de sus primeros habitan-
sectos con cuyos desechos se va tes. L a naturaleza ha estable-
aumentando el suelo, graban sur- cido en sus obras tal armonía, y
cos, galerias , canales subterrá- en sus producciones tal munifi-
neos, salida para las aguas llu- cencia, que su esceso perjudica-
viosas & c . Estos primeros o- ría al fin á los demás individuos.
breros bastan para un suelo poco Crecería yerba sobre yerba; al-
espeso; lo benefician con sus es- gunas especies no podrían des-
crementos; lo fertilizan con sus envolverse completamente si los
destrozos. Diversos reptiles ras- animales no consumiesen los v e -
trean por él, tales como los la- jetales superfluos: los insectos,
gartos, serpientes, culebras & c , los pájaros harían desaparecer
haciendo grietasy aberturas: esta- casi todos la vejetacion. No se
blecen allí su morada y dejan sus puede calcular hasta que punto
despojos. A medida que el ter- se multiplicarían á espensas de
reno se beneficia y eleva y que los vejetales las liebres y cone-
los alimentos se hacen mas abun- jos, así como otros cuadrúpedos
dantes, vienen á habitarlo peque- hervíboros sino hubiese anima-
ños cuadrúpedos como ratas, ra- les carnívoros.
tones; las liebres, marmotas 6 Í C , Así la naturaleza, encadenando
cavan por todas partes la tierra unos seres con otros, en recipro-
para formar sus obscuras madri- ca dependencia y equilibrio man-
gueras. Cuando el suelo se en- tiene este espectáculo de des-
durece á punto de necesitar o- trucción, de restauración, de a-
breros para su remoción, la na- taque y defensa , ordenado por
turaleza hace acudir á él al topo ella misma ; que multiplicó el
musculoso, que abre anchas y pro- número de los pequeños aníma-
fundas grietas , como asimismo les para dar la subsistencia á los
al robusto jabalí, el cual ejecuta mayores, y disminuyó el de estos
sobre la superficie de la tierra para impedir la total destrucción
trabajos mas penosos. He visto de aquellos. S e dirá que hai a-
en Berbería terrenos vastos, s e - si grandes sociedades entre los
cos y duros removidos por estos hombres ; pero esta es obra de
animales que acuden en tropel ellos y no de la naturaleza. ¿Les
para buscar los bulbos del gamón. ha ordenado como al tigre, que
La multiplicación de los in- beban la sangre de sus semejan-
sectos, así como la de los frutos, tes? No la beben; se contentan
atraen bien pronto á estos luga- con derramarla; numeran sus víc-
res multitud de pájaros de to- timas , y en su goce feroz se
especies; mientras que los creen héroes! Pero dejemos
m
al hombre, y volvamos al seno 1.° Los renuevos (surculis):
de la naturaleza, que sola ella pue- son ramas que nacen del cuello
de distraernos cuando disensiones de la raiz, se elevan desde que
desgraciadas turban el orden so- salen de la tierra, y son suscep-
cial, y arman al hombre contra tibles de ser separadas con una
el hombre. porción de la raiz, y formar nue-
No conviene olvidar, como he vos individuos.
a
dicho muchas veces, que solo en 2. Los vastagos (stolones):
una tierra inculta se puede c e - rama 6 tallo secundario, que sa-
sa minar esta sucesión de seres le del cuello de la raiz, fuera de
orgánicos , tanto vejetales como la tierra, cayendo y tocando a-
animales: pero así que el hom- q u í y allí, por un lado con raices
bre llega con sus numerosos r e - y por otro con hojas, tal corno
baños, sus instrumentos de la- la pelosiüa.
bor, el hierro y el fuego en las 3.° Las bardascas (fragellaj:
manos, desaparece este orden de estos son tallos que carecen de
la naturaleza: una llama devora- hojas y raices en un espacio de-
dora se lanza en medio de los terminado, y que, en sitios fijos
bosques ; los árboles caen bajo el arrojan multitud de hojas y rai-
afilado corte del hacba; el seno ces como el fresas. Tournefort
de la tierra ábrese á la reja del los llamaba viticulce.
arado; la yerba de los prados es 4.° Los mugrones (propacida
devorada por los carneros ; el Link): especie de renuevo ter-
hombre deja crecer la que le minado por una yema con ho-
conviene: renuncia,, por el a- jas, susceptible de formar raiz
fán de multiplicar las plantas, á cuando se separa de la planta
la marcha lenta y graduada de madre, tal como las siempre-
la naturaleza. vivas.
Ademas las semillas, y plantas, 5.° Los bulbos 6 bulbillos
como hemos visto, tienen tam- (bulbi bulbilli): pequeños tubér-
bién otros medios de multiplica- culos bulbiformes, separables de
ción de que usa con frecuncia el la planta madre y susceptibles de
cultivador, ora para apresurar producir nuevos individuos. Se
su desarrollo, ora para perpetuar les nombra vulgarmente bulbos:
especies desconocidas, cuyos fru- están situados sobre el tallo en
tos no pueden llegar á una com- el lis bulbífero, v entonces M.
pleta madurez en nuestros cli- Link los llama propagos: sobre
mas. Aunque se haya hablado la base de la ombela, en losrt/í'
de ellos en los primeros capítu- sos, en la cápsula de muchos a-
los de la obra, quiero recordar- marilis; v entonces algunos auto-
los aquí en pocas palabras, cua- res les han dado el nombre de
les han sido presentados por bacillus: en fin, sobre las fibri-
M. Decandolle, con los diversos llas de la raiz en la sasifraga
nombres que los dan á conocer. granosa.
La multiplicación de las plan- Los medios artificiales de mul-
tas, que no sea por la semilla, se tiplicación son, ademas de los
opera naturalmente por diversos anteriores, que también se pue-
medios, á saber: den emplear á voluntad, los que
157
sigaen. de sinuosidad que pueda echar
1.° La aguja Ctalea): peque- raices.
ña rama que, cortada é introdu- 4.° La púa (jnsertio, inocu-
cida en la tierra húmeda, echa lado/: operación por la que se
raices y forma un nuevo indi- pone la yema de un árbol en
viduo. contacto con el liber de otro, con
2.° El majuelo (malleolus) ? el que se une y desarrolla. E l
nuevo corte hecho en la hase de árbol sobre que se coloca la y e -
un tronco viejo , y susceptible ma lleva el nombre de sujeto, y
devolver á echar raiz cuando se la rama injerida, que ha nacido
le pone en tierra. de la yema, el de la púa.
3.° El acodo (circumpositio): Se le da el nombre de prove-
rama dependiente aun de la nas (1. 35, fig. 1 y 7 ) , {gongyli,
planta madre, que injerida ó a- sporce) á los glóbulos reproduc-
costada en la tierra, echa raices, tores de las plantas, en las que
sea que se la haya dejado intac- la fecundación no está demos-
ta, que se haya entallado su cor- trada, y que algunos consideran
teza ó leño, ó bien hecho en la como verdaderos granos, y otros
corteza una ligadura ó sección como especies de bulbos (Decan-,
para determinar allí una especie dolle, Teoría ciernen, de bot.)
- o FÍÍI •JOT? é'iíiííioiiJTs obaiif ¡ui¡jft<k
,

l m

24
153

CAPITULO VIGÉSIMO CUARTO.


vn
^«¿¿.sUoolop- 92 o a p -^cío^íodífi ob siaìKt s» njiypd^tj Wty$Mf

Consideraciones sobre las formas y diferentes posi-


ciones de un mismo órgano en las flores y de la re
lacwn ae Los órganos entre si.
- O ü l x n q y » eo
o u p 2fil il'J <

cfiíaojínoa .eonwgJfi D«p * .


soiJo \ .eonangao^ljGp'io*/ orneo
tca^Q) 80i!!ü4 í>b «aiasnae orno»
t ilustrado el hombre por las ar-
t e s , guiado por el buen gusto,
procuró tanto en los grandes mo-
bellas formas que por db quiera
le ofrece la naturaleza ; pero la:
variedad de esta tiene mui dis-
numentos como en los objetos
tinto objeto. No hai forma en
bellos variar las formas y poner-
los órganos ve jétales, por elegan-
las en armonía ú oposición de te, variada y caprichosa que sea
modo que afectasen agradable- que no tenga una utilidad direc-
mente su fantasía; pero solo con- ta en las funciones que ellos mis-
sigue crear obras grandiosas y mos desempeñan. Estas rela-
sublimes cuando no se aparta ciones no llegan á descubrirse si-
un ápice de la bella naturaleza. no á fuerza de repetida obser-
Esta tendencia del hombre á vación y minuciosas investiga-
imitar lo bello no tiene las mas ciones. Estas investigaciones
veces otra utilidad que linson- constituyen uno de los encantos
jear el gusto y escitar la admira- mas seductores del estudio de
ción: una bóveda sostenida por las plantas; diré' mas, es el objeto
elegantes columnas no estaría principal, harto descuidado por
tan firme ni ofrecería quizá mas dcsgacia en las obras sistemáti-
solidez, que si estribase sobre u - cas. Por ellas llegamos á cono-
na masa de informes piedras; cer las relaciones de los órganos
pero entonces la morada del pri- entre sí, las causas que hacen va-
riar la forma á tal y tal órgano
mer ser de la creación no sería
de las plantas de una misma es-
mas que una tosca cantera ar-
pecie; la razón del por que una
rancada del seno de la tierra y
corola por ejemplo es campanu-
elevada sobre su superficie. E l lada en esta flor, papilionacea ó
jenio del hombre es muí subli- labiada en la otra; las relaciones
me y activo para no dar á su ha- que ecsisten. entre la posición,
bitación todas, las comodidades y
159
lonjitnd respectiva de los estam- chos que observar. Entre las cu-
bres y pistilos, entre la situaoiou biertas florales, el cáliz tubula-
de las anteras y la del estigma; do ó campanulado, entero ó d i -
sabemos en fin por que aquí los vidido, regular ó desigual, c a -
filamentos son libres, allí están duco ó persistente & c , nos o -
reunidos en un solo cuerpo, & c . frece en estas diferentes formas
Así pues, limitarse á la sola des- otras tantas modificaciones r e -
cripción de las formas sin otra lativas á las demás partes de la
consideración es como si se r e - flor: procuremos ecsamínar al-
dujese el estudio de la jeometria gunas. Sin la consistencia c o -
á saber distinguir un triángulo, riácea, sin la forma oblonga y
un cuadrilátero, pentágono ¿ k c , tubulada del cáliz en el clavel,
sin examinar sus propiedades; pa- en las silenadas y mayor parte
ra este je'nero de estudio solo se de las cariofiladas ¿cómo podrían
requieren ojos y alguna costum- sostenerse sus pétalos provistos
bre. La causa de que tengamos de largas uñas y adheridos a l
tantos nomenclátores y tan pocos receptáculo solo por la punta
botánicos verdaderos, es que mu- estrecha de su base? No tene-
chos no estudian mas que con sus mos todos los dias la prueba d e
ojosjpero el ojo del jenio apliqúese su utilidad en estos hermosos cla-
á investigarcual han sido en estas veles dobles, cuyos pétalos mui
formas tan variadas el designio numerosos ocasionan el desgar-
de la naturaleza, cual su objeto, ramiento del cáliz: estos pétalos
reconocerá que ninguna forma esparramados y caídos abrevian
es arbitraria ai indiferente y que la hermosura de la flor, á no ser
todas las partes de una misma que remediemos este accidente
flor influyen necesariamente unas con sostenes artificíales.
en otras, y que, para cambiar la El cáliz de las corolas mono-
disposición de un solo órgano, pétalas es jeneralmente corto, y
convendría que todo lo que á poco dividido , ó bien es de la
él corresponden variase también. lonjitud del tubo cuando este es
Nos convencimos de esto al tra- delgado, débil, incapaz de sos-
tar de los órganos separadamen- tenerse por sí mismo: mas divi-
te; pero esta convicción se au- dido en las corolas polipétalas y
mentará , recordando aquí los de cortas uñas el cáliz nos ofre-
rasgos mas sobresalientes , con ce sus divisiones casi alternas con
algunos pormenores en que no sus pétalos. ¿De donde proviene
pude entrar entonces. esta disposición? En estas espe-
Hemos visto que la dirección cies de flores, los estambres a l -
de los tallos y sus dimensiones, ternan igualmente con los péta-
así como las de los ramos, su los, y están en oposición con las
consistencia herbácea ó leñosa, divisiones del cáliz, que se apli-
no eran efecto de la casuali- can á la línea de unión de dos
dad, lo mismo que la disposición pétalos.
y forma de las hojas; pasamos á Por otro lado, hai flores que
las flores q u e , por la importan- la naturaleza parece no haber
cia de sus funciones y número de protejido tanto, tales como las a-
sus órganos, nos ofrecen mas he- dormideras, la mayor parte de
160
las cruciferas & c , cuyo cáliz y bren, separan y dejan á la coro-
corolas, estreraamente caducos, la libre, para que pueda ser in-
caen casi después de su espan- fluenciada por los ra vos del sol.
sion; pero cuando las flores se a- Al acercarse la noche ó Ja hu-
l>ren ya se ha verificado la jer- medad, todo se cierra, y el cáliz
minacion; entonces presentan sus toma su primera posición; la fe-
anteras marchitas. Una vez a- cundación se efectúa, las corolas
biertas, no se cierran mas, como se secan y caen, pero el cáliz
hacen otras muchas, particular- persiste: resguarda a las flores, y
mente las compuestas., resguardará también á lassemillas
He dicho mas arriba que, en hasta su perfecta madurez. E s -
las floresmonopetalas, el cáliz e- tas se hallan de'hilmente unidas
ra corto, poco dividido: no r o - al receptáculo: se separarían á la
dea mas que la parte inferior de menor sacudida, sino tuviesen a-
la corola, y la proteje débilmen- brigo. E.l cáliz se cierra pues
te; pero, en este caso , la natu- de nuevo y no se abre: queda en
raleza ha fortificado la parte es- esta posición, cualquiera que sea
terior de esta corola, cuyo limbo el estado de la atmosfera , fuer-
antes de la apertura, se haya temente aplicado á las semillas
plegado en forma de abanico: la hasta que estén perfectamente
parte interior es tierna, bastan- maduras : entonces se separa, y
te delgada, mientras que la e s - para facilitar su diseminación,
terior, ó el dorso de cada plie— mantiene sus hojuelas vueltas ha-
g a e , es mucho mas espeso, algu- cia el pedúnculo: el receptáculo
nas veces verdoso^ mas reforza- saliente hacia fuera toma una
do, porque está mas espuesto á forma convecsa, y se presenta
las influencias de la atmósfera. cargado de semillas, adornadas
Protejida de esta manera antes de un penacho, ydispucstas en li-
de abrirse completamente la flor, na linda cabeza globulosa y de
se verifica la jerminacion.. una suavidad tal, que al menor
El cáliz común de las flores soplo vuelan las semillas por loa
compuestas merece toda nues- aires. Solo queda de esta intere-
tra atención. Veamos el de sante flor el receptáculo desnu-
esta planta tan conocida de todo do, ofreciendo al observador su
el mundo, como notable por su superficie sembrada de pequeños
fertilidad y hermosura ; hablo alveolos, en los que las semillas
del amargón y escojo este e- están insertadas por su base.
j e m p l o , porque gusto de lla- A la verdad , en tanto que la
mar la atención sobre las espe- planta se halla en flor , está
cies mas comunes , que á veces espuesta por su cambio de situa-
el vulgo mismo desecha. ción, á las impresiones de la hu-
medad ó sequedad, de la luz ú
Antes de la floración el cáliz
obscuridad; pero por que causa
bajo sus hojuelas , casi imbrica-
este cáliz deja de esperimentar la
d a s , mamtiene á las flores al a-
influencia de estos ajen tes des-
brigo de las variaciones de la
pués de la fecundación? Porque
atmósfera; pero llegado el mo-
queda constantemente cerrado
mento de la abertura, y el tiem-
sobre los granos? ¿Quéfuerzades?
po, favorable, las hojuelas se a -
161
conocida lo retiene en esta posi- fiende por otros medios. En
ción, cualquiera que sea el estado ciertas flores, los estambres son
de la atmósfera? Qué poder le ha- cortos, y no se elevan de la por-
ce abatir en seguida todas sus ho- ción entera de la corola, como
juelas después de la madurez de en muchas liliáceas; en otras, h\
las semillas? No busquemos o- corola se inclina hacia la tierra,
tra causa que la acción vital. Los y tiene los bordes de su limbo
hermosos fenómenos que acabo formando una gotiera, preser-
de esponer sobre la flor del amar- vando así los estambres de la.
gón se encuentran en un gran lluvia.
número de otras, muchas veces L a mayor parte de las flores
cou modificaciones que las hacen hionopetalas regulares tienen
mas interesantes. De intento es- los filamentos de los estambres
cojí la flor mas común, para pro- soldados en parte á la corola. E s -
bar que ninguna debe despre- ta se cierra en jeneral al acer-
ciarse. ¿Qué de hermosos hechos carse la noche y tiempos húme-
tendríamos que observar en las dos, mientras que las corolas rao-
solas plantas que nos rodean, en nopetalas irregulares, tales como
nuestras yerbas potajeras, en las labiadas, y personadas, no se
nuestros árboles frutales, en las c"íerfan jamas; pero sus estam-
flores de nuestros jardines, en bres colocados bajo el labio su-
las plañías que componen los pas- perior, cóncavo, y en forma de
tos y praderas? bóveda, están en todo tiempo al
La corola,^ encargada mas par- abrigo de las influencias de la
ticularmente de protejer las par- atmósfera. Sucede lo propio
tes secsuales, tiene también for- con las flores polipétalas irregu-
mas mucho mas variadas que lares, tales como las arvejas, los
el cáliz: ellas dependen de la si- guisantes, uvas, y en jeneral la
tuación de los estambres. Basta mayor parte de las papilionaceas:
alguna atención para conocer las su pétalo superior , profunda-
relaciones de posición y configu- mente cóncavo , contiene en su
ración que ecsisten entre estos concavidad el paquete de los
dos órganos. Hemos visto en las estambres: en fin, en otras mu-
flores de doble cubierta, esto es, chas corolas, los apéndices de que
provistas de cáliz y corola, como están provistas, diferentes de los
protejen las divisiones del cáliz nectarios, tales como pliegues,
los estambres colocados entre la fositas, escamas & c . , están des-
línea de separación de cada péta- tinados casi siempre para la d e -
lo, mientras que, en las flores de fensa de los órganos secsuales.
tina sola cubierta, pero con mu- Los tres estambres de los iris
chas divisiones, los estambres, ca- podrían difícilmente conservarse
reciendo de otro protector mas sin accidente, si los estigmas, e s -
<£ue la corola, están por lo re- trechados en forma de pétalos,
ular colocados frente por frente
no los cubriesen en totalidad.
e sus divisiones. Si estos es-
En las flores compuestas, los
tambres fuesen alternos, carece-
se mi-florones, que en las radia-
rían de abrigo ; cuando sucede
das están colocados en la cir-
de otro modo , la corola los de-
cunferencia, parecen haberse es-
162
tablecido así para coadyugar á por los egipcios en el hermoso
la defensa de los florones del nenúfar del Nilo: probablemente
centro, de donde salen los órga- de resultas de esta observación,
nos secsuales. Cuando la flor se se ha hecho esta flor para ellos
cierra, los senai-florones se r e - el emblema del sol , porque la
pliegan sobre los florones, y son veian introducirse por la tarde
ellos mismos cubiertos por las en las aguas del mar, y salir por
hojuelas del cáliz. En muchas las mañanas tan radiante como
flosculosas, tales como las centa- la víspera.
reas de grandes flores , muchas Los diversos movimientos que
veces estériles y diformes, ro- ejecutan el cáliz y corola, y aun
dean los florones del centro y pa- la flor entera, son la mayor par-
recen abrigarlos: se sabe que, en te relativos á la fecundación, co-
estas especies de flores, los cinco mo hemos observado ya: hai
estambres están reunidos por sus también otros fenómenos que
anteras bajo la forma de un tu- tienden al mismo objeto. S e sa-
bo que atraviesa el pistilo. Har- be que las labiadas están provis-
>vin, en sus Amores de las plan- tas de cuatro estambres, dos de
tas , cita esperimentos hechos ellos mas cortos: sucede en cier-
por Dosdley en alcachofas , car- tas especies, que los dos estam-
do, centaureas & c . , de los cuales bres inferiores son los primeros
resulta q u e , cuando se toca el que lanzan el polen ; después de
vértice de los florones, los ciueo esta operación, se separan y he-
filamentos libres que soportan dían á un lado: muchas veces s a -
el cilindro de las anteras, se con- len de la corola, mientras que el
traen y enderezan en seguida. pistilo continúa elevándose para
F o r e s t e movimiento alternativo recibir el polen de las anteras
el polen fecundante se escapa, y superiores.
precipita sobre los estigmas : los Según lo espuesto en el capí-
filamentos, separados de los flo- tulo diez y nueve, poco me que-
rones, conserran aun, por algu- da que decir ya sobre los órga-
nos momentos, su irritabilidad, nos secsuales. No me cansaré nun-
como las fibras musculares de ca de recomendar mucho al lec-
los animales. tor estudie detenidamente la dis-
Las grandes y hermosas flo- posición de ellos en la flor, y sus
res de nenúfar, paseando por relaciones con las figuras de las
la superficie de las aguas sus do- corolas. En las flores herma-
radas ó blancas corolas, están pro- froditas lá reunión de dos secsos
vistas de numerosos estambres, en la misma flor da mucha fa-
que sepresentan amanera de es- cilidad para la fecundación; p e -
trella á los rayos activos del a s - ro, en las flores en que los ma-
tro del dia sin órgano protector chos están separados de las hem-
de ninguna especie; pero, al po- bras, cual se ve en las plantas mo-
nerse el sol, estas flores se cier- noicas y dioicas, como los secsos
ran é introducen en el agua, sa- se encuentra entonces mas ó me-
len por la mañana y se abren nos distantes, se sigue que la dis-
de nuevo con la vuelta de la luz. posición y forma de los órganos,
Éste fenómeno fué observado deben ofrecer diferencias parti-
163
eulares, según las relaciones de tes de ta aparición de fas hojasí,
situación de uno y otro secso. á tin de que el polen de los es-
Aquí, como en las demás par- tambres, que flota en el aire,
tes, se conoce la previsión de la pueda llegar sin obstáculo á las
naturaleza ; y si,, en jeneral, las flores femeninas.
flores de secsos separados no tie- Se encuentra en Plenk (Fisio*-
nen el mismo brillo que las her- tojia de las plantas, páj. 89, tra-
mafroditas, veremos que las co- ducción francesa) una nota im-
rolas de estas últimas encuentran portante con respecto á las plan-
en las plantas unisecsuales un obs- tas unisecsuales: »un jugo melo-
táculo para la fecundación. so, d i c e , empapa la superficie
En las flores monoicas, esto del estigma: sale de todas las par-
es, en aquellas en que los estam- tes del pistilo, pero particular-
bres están separados de los pisti- mente del ovario. Parece que
los, pero en los mismos indivi- es de tal manera necesario para
duos, casi siempre las flores m a - la fecundación, que si por medio
chos están colocadas por encima del calor artificial se resecase
de las hembras, ona en el mismo enteramente, el ovario no podría
racimo , como en el typho (la ser fecundado por el polen. L a s
maceta de agua), el spceogamiut/i flores machos no segregan , en
(cinta de agua), & c , ora en ra- jeneral, ningún jugo meloso.»
cimos ó sobre receptáculos dis- Este hecho , que merece obser-
tintos, como en el nogal, maíz varse, me parece confirmar lo
ccc. E s de notar también que, que he dicho en el capítulo d é -
en estas plantas, sobre todo en cimo sesto, tratando de lasglán-
las flores dioicas, tales como las las nectarifefas , que consideré
sosas, chopos ckc, los estambres no solamente como destinadasf
son por lo regular mas numero- para la nutrición del ovario sino
sos, mui salientes, muchas veces también para la perfección y ma-
sin otra cubierta floral mas que durez de los frutos.
una pequeña escama ; rara vez A estos hechos interesantes po-
provistos de corola, ó si acaso dría añadir otros muchos: los
son anchas, mui abiertas, a fin que acabo de presentar bastan
de no impedir la dispersión del para trazar al naturalista la mar-
polen fecundante. Sin duda por
cha que debe seguir en el estu-
esta razón no conocemos planta
dio de los vejetales , y hacerle
alguna de secsos distintos entre
ver bajo que relaciones debe ob-
las flores labiadas ó papilíona-
servarlos. Tengo la convicción
eeas, que tienen las anteras en-
cerradas en la concavidad de sus de que no ecsiste, en las partes
petalos. Las flores machos es- de las plantas , posición alguna
tán sostenidas por receptáculos ni forma arbitrarías; y si no des-
Movibles, flojos, pendientes que cubrimos siempre el objeto de la
a
]ita el menor soplo, mientras naturaleza, es porque se nos es-
que las flores femeninas son me- capa: basta para convencernos,
nos numerosas; su pedúnculo rec- haberlo percibido ó sospechado
fo, mas corto y fijo. Muí en en ciertas especies. A fuerza de
Jeneral se abren estas, flores an- observaciones podremos hacer
nuevos descubrimientos ¡ p e -
164
ro, repito, no olvidemos qne no mente por la misma rason, estas
conviene limitarse á considerar flores, como he dicho, no se
un órgano separadamente ; que cierran, mientras que lo contra-
es necesario estudiarlo en su for- rio tiene lugar para la mayor
ma y posición, en todas sus r e - parte de las flores cuyos órganos
laciones con los demás órganos, secsuales no tienen abrigo alga-»
en las funciones que ejerce junta- no, en tanto que su corola queda
mente con ellos. Por ejemplo, si abierta esta se cierra cuando a-
considero la posición de este her- menaza un daño cualquiera.
moso y ancho pe'talo inferior, Si algunas de las esplicaciones
que lleva el nombre de están- que hemos hecho de la diferen-
darte en las flores papilonaceas te posición de los órganos son
me parece ver un espejo reflec- tal vez atrevidas , al menos
tor, destinado para enviar la luz nos ponen en la senda de los
: calor hacia los órganos secsua- descubrimientos y pueden ser
Íes, que, encerrados en la barqui- rectificadas por otras observacio-
lla colocada por encima, no pue- nes. A fuerza de multiplicar-
den ser heridos inmediatamen- las se podrá llegar á adquirir el
te por los rayos del sol; consi- secreto de la naturaleza en la
derando en seguida este pe'talo configuración y demás atributos
superior y buscando sus relacio- de los cuerpos orgánicos. Estos
nes con los estambres y pistilos, conocimientos son tan agrada-
descubro que estos, reunidos en bles, tan fáciles de adquirir, y
un solo paquete en la concavidad al mismo tiempo tan importan-
del pétalo, permanecen al abrigo tes , que no titubeo en propo-
de las influencias de la atmósfe- nerlos como una de las partes e-
ra; veo también que, probable- seuciales del estudio de las plantas
165

C A P I T U L O V I G É S I M O Q U I N T O .

De la vida de las plantas, fenómenos que


dependen de ella.

S i basta para pertenecer á la vierte en su propia sustancia. De'-


clase de los seres vivientes el estar bil en la primera edad, adornada
dotado de cierta actividad y exis- en la edad adulta de todas las gra-
tencia, el estar provisto de órga- cias de la juventud, presenta bajo
nos que ejerzan funciones, no po- las formas mas seductoras, nuevos
demos menos de conceder este su- órganos, los de la reproducción,
blime privilegio á las plantas. Pero dos secsos distintos como en los ani-
estas corresponden á la idea grande males ; un polen fecundante, un
y maravillosa que tenemos de la ovario fecundado : en fin termina
vida? Vive por cierto el ser que su esistencia por la madurez de los
no tiene conciencia de su ecsisten- frutos.
cia, ni voluntad propia, el que no Este conjunto maravilloso de
siente placer ni dolor , el que no operaciones nos hace reconocer en
obra sino como la aguja que seña- los vejetales, una ecsistencia vital;
la en su esfera los minutos y las pero la vida es una espresion va-
horas? ga tan imposible difinir como com-
A la verdad las plantas ejercen prender : procuremos al menos en-
funciones orgánicas muy semejan- tendernos y averiguar que especie
tes á la de los animales : como ellos de vida es la de la planta compa-
se halla toda entera encerrada en rándola con la de los seres de otro
la semilla, tal como el fetus en el orden que también disfrutan de
seno de su madre , ofrece , en el ella ; pero antes las pondremos en
embrión , los rudimentos de todos paralelo con las sustancias inorgá-
los órganos que debe producir su- nicas : esta comparación nos dará
cesivamente. Desde que se halla una idea mas esacta de la vida en
animada por este movimiento inte- los vejetales.
rior que cesa cuando muere el ve- Sin este aparato orgánico por el
jetal, desarrolla poco á poco todas que las plantas crecen y acumulan
las partes necesarias á su sustento la sustancia vejetal, sin esta repro-
y crecimiento ; recibe y absorve ducción maravillosa de los indivi-
alimentos , se los apropia y con- duos por las semillas , las plantas,
23
166
consideradas en su forma esterior débil arbolillo de dos ó tres pies,
podrían casi asemejarse á las for­ no se hará jamas un árbol de mu­
mas cristalinas de los minerales. cha altura; nunca el humilde brezo
Ellas no se diferencian por el sen­ rivalizará en grandor cou el roble;
timiento , pues nada nos prueba hay pues una causa secreta que li­
que sean susceptibles de dolor ó mita el crecimiento en los vejetales:
placer : tan poco se mueven á im­ el de los minerales no tiene límites.
pulsos de voluntad alguna determi­ El movimiento es casi habitual
nada ; sino por una simple atrac­ en el interior de los vejetales: por
ción como diré luego. Las plantas ellos circula la savia, nuevas par­
han sido colocadas entre los seres tes hacen continuamente esfuer­
vivientes solo por su modo de crecer. zos por salir al esterior; desgar­
Los minerales , como ya hemos ran la corteza, se presentan y de­
dicho, crecen por juxta posición, sarrollan ; en fin la planta , desde
esto es por la adición de partes si­ su origen hasta su muerte , reco­
milares por la agregación de molé­ rre todos los periodos de la vida.
culas en virtud de una fuerza que No busquemos ninguno de estos fe­
á un nos es desconocida, de donde nómenos en los minerales. Las plan­
resultan masas de un grosor inde­ tas difieren pues por su modo de
finido. Estas masas inertes no con­ crecimiento , por su grandor de­
tienen en si principio alguno de al­ terminado según las especies , por
teración ; pueden ser separadas, pe­ sus movimientos , por el término
ro no destruidas; aunque se divi­ fijo para su ecsistencia , por los
dieren á lo infinito , serian siem­ principios de destrucción que tienen
pre el mismo mineral; solo se dife­ en si, por los nuevos productos que
rencian por su volumen, á no venir han creado en su duración, por
otra fu erza á disolverlas haciéndolas los que suministra su descomposi­
un nuevo estado de combinación. No ción después de la muerte, y que
ecsiste, en estas masas inactivas movi­ se depositan en la tierra. Lo que
miento alguno particular, ni acto que asemeja los vejetales á los minera­
pertenezca á la vitalidad; ninguna les es que la planta , en medio de
reproducción ni destrucción nece­ sus funciones, no tiene mas sensi­
saria, sino acarreada, solamente por- bilidad que la piedra bruta : es u-
causas accidentales. Estas masas du­ na máquina cuyas operaciones nos
rarían eternamente, si sus principios maravillan, pero vina máquina per­
constitutivos no estuviesen separa­ fectamente organizada. Este gran
dos por esta fuerza poderosa de la fenómeno de la vida no se ma­
atracción electiva. nifiesta en las plantas sino á los
No sucede así con las plantas. ojos del ser pensador que sabe
Estas no reciben partes similares: observarlo: parece que la natu­
la forman medíante la absorción ha­ raleza creando los vejetales quiso
bitual de los fluidos alimenticios que en algún modo bosquejar los pri­
las rodean y mediante la potencia meros rudimentos de los seres vi­
desconocida que se ha llamado fuer­ vientes, ensayar la forma de los ór­
za vital. Su dimensión se encuen­ ganos , imprimirles el movimiento,
tra limitada según las especies: un ponerlos en juego para llegar en
167
seguida á crear otros susceptibles dinacion de los seres, en el transí
de recibir sensaciones, sentirlas, y to de la materia bruta á la orga
dirijir sus movimientos á voluntad' nizada; con los fluidos sutiles de
Continuando así sus ensayos, pa- que se compone nuestra atmósfera
sando de los vejetales á los anima- ha querido la naturaleza crear to-
les ha llegado por cambios gradua- dos los cuerpos, tanto brutos co-
dos en la larga serie de los seres, á mo orgánicos; pero para someter
desarrollar en el hombre el supre- estos elementos que vagan en la in-
mo grado de la ecsistencia. En él mensidad del espacio, para suge-
la vida no consiste únicamente en tarlos á sus operaciones, le fué pre-
estos órganos, en estos movimien- ciso crear una potencia desconoci-
tos involuntarios , en esta in- da, que apoderándose de ellos, los
fluencia de las causas físicas que- fija, los combina , en una palabra
producen y mantienen todas las los convierte en una materia sóli-
funciones vitales. En el hombre la da : pero la esperiencia nos de-
verdadera vida estriba toda en su muestra, que aunque sin cesar en
pensamiento, en esta facultad inte- contacto, no hay ninguna atracción
lectual que nos da la conciencia de electiva propia que los reúna, y for-
nuestra ecsistencia, en esta volun- me cuerpos brutos ú orgánicos.
tad que nos hace dueños de nues- Si ahora consideramos en las plan-
tras acciones; tal es la vida por es- tas, los órganos propios de esta ma-
celencia, el mayor, el mas profun- ravillosa operación, veremos que
do é inesplicable de todos los mis- tienen el grado de consistencia que
terios. La vida que nos hace gozar les conviene. Destinadas para ab-
de nosotros mismos, de todo lo que sorver los fluidos de la atmósfera,
nos rodea, de la naturaleza entera; no tienen necesidad de los órganos
de las delicias de ese mundo inte- digestivos que observamos en los
lectual , como dotadas en el hom- animales; constantemente rodeados
bre de la facultad de adquirir i- de los elementos de su nutrición,
deas, de conservarlas, de combi- provistas de poros para absorver-
narlas, de abrazar con la velo- los, la variación de lugar les era ente-
cidad del rayo, en instante admi- ramente inútil, así como el senti-
rable, el conjunto de ambos mun- miento de su ecsistencia para bus-
dos, la vasta estension del univer- car alimento. Se trata de la fecun-
so hasta perderse en lo infinito. dación : la naturaleza ha retiñido
Esta graduación en el orden déla los secsos, los ha encerrado en la
vida, según los diferentes seres, es misma flor , ó cuando están se-
sin duda muy notable; pero la na- parados, ha encargado al ayre el
turaleza no necesita de ensayos pa- transportar á las flores femeninas
ra la perfección de sus obras: sa- el polen fecundante de las mascu-
len de sus manos lo mas perfectas linas. No sucede ni puede ser lo
posibles; de la diversidad de los mismo con los animales, unos se
atributos graduados de las produc- nutren de vegetales, otros de a m a -
ciones resulta el admirable espec- males. Es necesario que busquen,
táculo que nos ofrece en la cons- que elijan los alimentos que les con-
titución de los mundos, en la coor- vienen ; estos no son fluidos, son
168
sustancias sólidas las que tiene que mentar el sentimiento interior. Su
partir, contundir, quemar: para inteligencia mas desarollada se ma-
esto están dotados de un sistema de nifiesta en la adquisición de su ali-
órganos á propósito, de su instinto mento , en el sentimiento de su
particular para ver y sentir, dis- propia conservación, atacando y de-
tinguir y apreciar los alimentos fendiéndose á vista del peligro, en
convenientes. Muchas veces les es la cópula y elección del lugar conve-
preciso adquirirlos con riesgo de niente para depositar sus huevos:
su propia vida; para esto les dio pero que estension no adquiere es-
la naturaleza órganos ofensivos y ta inteligencia en los pájaros y ma-
defensivos, y el sentimiento interior míferos, no solo para buscar y ele-
que les hace huir del peligro y gir sus alimentos, sino también en
combatir y destruir á sus enemigos. sus combates, en la construcción
La naturaleza por tanto les dio u- de sus nidos, sobre todo en el acto
na vida muy superior á la de de la cópula y en la educación de
los vegetales , la conciencia de su sus hijuelos? Cuantos mas cuidados
ecsisteucia, haciéndolos dueños has- ecsijen estos, tanta mas estension
ta cierto punto de sus movimientos adquiere el sentimiento de la ecsis-
y acciones. Este modo de ecsistir tencia. En los insectos y reptiles, to-
sigue gradualmente mas perfecto da su previcion se limita á deposi-
desde el pólipo hasta el hombre, tar los huevos eu el lugar que me-
gradación admirable que quisiéra- jor conviene á los recien-nacidos,
mos ecsaminar ahora si nos fuese para que tengan una temperatura
permitido salir de nuestro asunto. y alimentos adecuados : hecho esto,
Limitémonos á notar que el gra- los abandonan á los cuidados de la
do de perfección en la vida depen- naturaleza. No sucede lo mismo con
de de la estension del sentimiento los pájaros y cuadrúpedos; los pe-
interior por consecuencia del gra- queños después de su nacimiento,
do de la inteligencia ; que esta; por aun tienen necesidad durante mas
otra parte, es relativa ala organi- ó menos tiempo del socorro de a-
zación, y por consiguiente á las fun- quellos á quienes deben la vida: de
ciones que deben llenar cada espe- aquí la reunión momentánea de
cie de animal. Encontramos el pó- estos últimos. Esta reunión acarrea
lipo, animal que se asemeja mas á deberes, trabajos, cuidados, que
los vejetales, siu canal dijestivo; los animales libres é independien-
pero tiene una acción casi esponta- tes no tendrían jamas, sino fuesen
nea para apoderarse de la presa que estimulados por un movimiento in-
debe nutrirlo, una verdadera di- terior, irresistible y recíproco, por
jestion. Si en esta función el ani- una especie de conformidad y con-
mal esperimenta algunas sensacio- veniencia : para esto ha sido nece-
nes como es de presumir, es nece- sario que hiciesen uua elección, que
sario confesar que son bien débiles, se uniesen por el atractivo del pla-
casi nulas: la sensación es mas fuer- cer i en fuerza del cual permanece
te en los moluscos, mas en los in- el macho unido á la hembra duran-
sectos, gusanos y reptiles, cuyas te la incubación ó lactación. Aque-
numerosas operaciones seben au- lla necesita, Ínterin llena sus dulces
169
funciones,tle un proveedor, de un ellos. Mientras que el animal pace
defensor y compañero con quien la yerba de los campos, el hombre
comparta sus fatigas, para hacer solo estudia la organización ; mien-
mas ileva'dero el fastidio de su cau- tras que el tigre se sacia de sangre,
tividad. Luego que termina la pri- el hombre no penetra en los órganos
mera educion de los tiernos hijos, de la vida sino para descubrir sus
cada uno recobra la libertad, la so- elementos. Si su razón es insuficien-
ciedad se disuelve, y se cstingeu to- te para demostrarle lo que hace
das las afecciones. el pensamiento después de la des-
Espuestos los caracteres de la trucción de su cuerpo, pretende
ecsistencia vital en los vejetales, de- creer que no deciende con el á la
mostrado que, apesar de la simplici- tumba. La luz de la inmortalidad
dad de sus órganos, desprovistos de brilla á sus ojos y le conduce al seno
sentimiento, eran tan perfectos como del eterno!
debían serlo relativamente al objeto Si estasrefleciones,inspiradas por
para que los destinó la naturaleza; y la grandeza del objeto que tratamos,
después de haber visto la graduada nos han separado de el un instante,
perfección tle la ecsistencia en los nos conducen á ello por el interés
demás seres vivientes y sensibles, es que dan al estudio de las relaciones
evidente , que solo en los animales, establecidas entre todos los seres de
y sobre todo en el hombre la vida la creación. Así, después de haber
se presenta en toda su plenitud. Es seguido los vejetales en el desarrollo,
admirable, según esto, que el hom- la naturaleza y funciones de sus di-
bre , iluminado por el estudio y re- versos órganos, y reconocido su ec-
fleccion , elevándose por el pensa- sistencia vital; nos queda que con-
miento, sobre todos los objetos de la siderarlos en los diferentes perio-
creación, penetrado de la grandeza dos de esta ecsistencia; e" ;
cre-
de su ser, no pudiendo compararse cimiento , grandeza, y é racit ; en
á ningún otro que le sea superior, r
los movimientos dep uientes t su
baya llevado sus altas pretensiones vitalidad; en fin , i i sus eníen -
basta creer que todo lo que contie- dades, y en las C3' ,sas que acarr
ne el universo haya sido creado pa- r
su destrucción. ,omo una parte ti
ra él ? Si ios animales participan con lo que tendíamos que decir sobre
el hombre los beneficios de la natu- estos grandes objetos ha sido ya
raleza , el solo está dotado de una presentada en los capítulos prece-
alma para sentirlos, de una inteli- dentes, nos limitaremos aquí á algu-
jencia para comprehenderlos , de nas observaciones jenerales.
un corazón para adorar al autor de
170
I
f| i,-
10j5 , : . > • ; ! ! wha5ÍlZ''.ko#? tur 'oH.hdhy'rro-v.r Btror>,8bíiQbiif^

C A P I T U L O V I G É S I M O S E S T O .

De la edad de las plantas> su duración y tama'


ño y de sorollo de sus diferentes partes.
Espansion de las flores.

U n a de las ocupaciones mas agra- tiledones ; veríamos los vastagos jó-


dables para un solitario, y en j e - venes del lis, narciso, y sobre todo
neral, para todo hombre observa- del espárrago, que, al salir de la
dor, es la de seguir el desarrollo de tierra, tienen ya todo el grosor que
las plantas, desde el momento en pueden adquirir; los veremos cu-
que comienzan á salir de la tierra biertos de estas yemas que deben
hasta la madurez de los frutos. No producir las ramas y las hojas.
hay persona que desconozca cuan Comparándolas con las de la capu-
agradable es la distracción del que china &c. que no adquieren gro-
se entrega al cultivo de algunas flo- sor sino á medida que se elevan,
res. ¡Con que impaciente curiosi- esta simple inspección nos demos-
dad espiamos el momento en que la traría, que las primeras pertenecen
joven planta, desgarrando las cu- á los monoeotiledones, las segun-
biertas que la encadenan en la se- das á los dicotiledones, aplicándo-
milla , horada la tierra que la cu- les los caracteres que hemos pre-
bre , y se presenta á la luz del dia! sentado de estas dos grandes divi-
¡Con que placer vemos aparecer las siones : la continuación de su desar-
primeras hojas, las que les suceden, rollo nos daria nuevas pruebas.
los tallos en su crecimiento, el folla- Estos conocimientos prelimina-
je con que se adornan, y en fin las res , dirijidos por la observación,
flores, su mas bello»ornamento! Si completan nuestros goces. No repeti-
este hermoso fenómeno, tan mara- ré aquí lo que he dicho sobre la apa-
villoso, fuese estudiado con un es- rición sucesiva de las diferentes
píritu algo ejercitado en la observa- partes de las plantas, que forman
ción , reconoceríamos y a , en los sus diferentes edades; pero trataré
primeros desarrollos de una planta, de la espansion de las flores que
estos caracteres tan notables, esta- constituye la brillante edad de su
blecidos por la naturaleza entre las juventud.
plantas monoeotiledones y las dico- L a yema se haya entre abierta,
171
¿ cada instante del dia vemos sos capítulo duodécimo.
progresos, en seguida se desarro- La espasion de las yemas con flo-
lla : al rayar el dia se ofrece ya á res se ejecuta como la de las yemas
nuestra vista una fresca flor, bri- con hojas y leño; sin embargo se
llante como los primeros albores ha dicho y repetido que la espan-
de la mañana , purificando con su sion de las yemas con flores seguía
aroma el ambiente, como comple- una marcha inversa del desarrollo
tando la pureza de un hermoso de las yemas con hojas. En estas
dia é influyendo en nuestras facul- ultimas, las yemas superiores son
tades morales. Al contemplar este las primeras en desarrollarse, mien-
nuevo ser, salido de las manos de la tras que, en las flores, son por el
naturaleza, parece que hemos par- contrario las inferiores las prime-
ticipado de sus trabajos y nos re- ras : así es que esceptuando algu-
gocija , nos deleita. Estos dulces nas, la espiga, racimo, panículo
y puros goces, esta tranquilidad &c. florecen de abajo arriba. Es
del alma solo la sienten los que pa- evidente que, en este aserto, se
san la vida en ocupaciones dulces y han confundido las yemas de cada
apacibles; no se hicieron para los flor separada (1) con las que con-
que anciosos de fortuna y ambi- tienen el racimo ó panículo ente-
ción, traen una vida inquieta y bor- ramente: estas últimas son las que
rascosa. es necesario poner en relación con
Todas las plantas no florecen en las yemas con hojas; desde enton-
la misma época , aun cuando se ces se verá que, en unas y otras,
hayan sembrado y aparezcan en la las yemas superiores son casi siem-
misma estación; durante los her- pre las primeras que se abren : si
mosos meses del año aparecen en en seguida las yemas con flores
primer lugar les eléboros, campa- producen una espiga ó racimo, se-
nillas y daphncs, que son remplaza- rá lícito decir, que las flores que
dos por la violeta y primavera; componen la espiga ó racimo se
después de estos se presentan la abren de abajo arriba; ¿pero no su-
hepática , el alelí amarillo, lilas, cede lo mismo con las hojas en las
y así sucesivamente hasta que el col- yemas del tronco? ¿Las inferiores no
chico en los campos, y la Reina son también las primeras en desar-
Margarita en nuestros jardines, rollarse? De donde se sigue que,
nos anuncian el final de la bella para hacer la comparación esacta,
estación. Las hay también que es necesario comparar la yema del
osan luchar contra los primeros tronco con la yema con flores (y no
hielos ; y ya la tierra se cubre de con la yema de flores); después el
nieve, y aun se ven la bella crisan- orden del desarrollo de las hojas
tema de las indias conservar, en sobre el joven ramo con el de las
nuestros jardines, sus gruesas ca- flores ^sobre los pedúnculos multi-
bezas de flores panaceadas. Linneo
ha compuesto, según la aparición ( i ) Esto es la yema de flores, que
sucesiva de las flores y desarrollo es necesario distinguir bien de la yema
de las yemas, su calendario de Flo- con flores : la primera está aplicada h la
flor antes de su espansion , tal corro una
ra, de que se ha hablado en el yema de rosa clavel &c. (Véase pág. 1 0 6 ) .
172
s e
flores reconocerá entonces ganos tan delicados, destinados pa-
que en jeneral la espansion sigue ra la reproducción de las especies,
el mismo orden en unas como en de las impresiones variadas de la a-
otras, y se verá, según la progre- mosfera; pero estas horas de vijilia
sión del desarrollo de los vastagos y de sueño varían mucho, por la
jóvenes, que no puede ser de otro temperatura de los diferentes cli-
modo. Si sucede lo contrario en al- mas, ó en el mismo, por el estado
gunas especies, será bastante íácil de la atmosfera, húmeda ó seca, fria
encontrar la razón. ó caliente, lluviosa ó iluminada del
Muchos fenómenos particulares sol, otras tantas circunstancias que
se notan en la espansion de las flo- cambian casi siempre la hora de la
res : ademas de las diferentes épocas espansion y sueño de las flores. Las
de su aparición, es necesario también flores semi-flosculosa; tales como el
distinguir la.s diversas horas del dia amargón salsifí &c. se abren por
en que se abren y cierran alterna- la mañana y se cierran después de
tivamente, escepto algunas que se mediodía; las malvas se abren antes
mantienen constantemente en el mis- del medio-dia; algunas ficoides (me-
mo estado. Se han compuesto, se- senbrian themun Lin.) la caléndu-
gún Liuneo, en diferentes países, la de los campos, eu el medio del
bajo el nombre de relojes de Flora dia, y se cierran entre cuatro y
cuadros que indican la hora á que ciucodela tarde; hacia el fiu del dia
cada especie de flor se abre y cier» se abren la bella de noche (mirabi-
ra. lis jalapa , Liu.), el silene noctíflora^
Linneo ha llamado: 1.° flores me- el cactus grandiflorus, occ. se cier-
teóricas aquellas cuya hora de es- ran por la mañana á la vuelta del
pansion varia en razón de la som- sol.
bra, humedad, sequedad, presión Nadie ignora lá diferencia que
mayor ó menor de la ainosíéra: la cosiste en la duración y grandor de
granadilla, que se abre á medio dia los vejetales, 6 e g u n las especies: el
cuando el cielo esta sereno, no lo musgo membranoso vive algunas
verifica su espansion sino á las tres horas: muchas campiñas apenas tie-
cuando está nebuloso; 2.°'flores tro- nen un dia de ecsistencia, otras han:
picales, las que se abren por la maña- recorrido en algunas se manas el cír-
na, y se cierran por la tarde; pero la culo entero de la vida. Entre las
horádela espansion adelanta ó atra- plantas dichas anuales, mas nacen
sa, según que los días aumentan ó dis- y mueren en una sola estación, o-
minuyen; 5.° en ñu,flores equinocia- tras se presentan á la vuelta de la
les, las que se abren á una hora primavera, unas dejan de vivir al a-
fija y determinada, y las mas veces cercarse el estío, otras prolongan su
se cierran á la misma hora. ccsistencU hasta el otoño; las que
Estos cuadros, indicándonos las nacen en esta estación, pueden vivir
diversas situaciones de las flores, un año.
que Linneo llama su estado de vi- Las plantas bisanuales necesitan
jilia y sueño, nos anuncian mas y dos años antes de poder reprodu-
mas los cuidados que ha tomado la cirse por sus semillas: no florecen ni
naturaleza para garantir estos ór- fructifican sino al año segundo; pe-
173
ro á o árboles particularmente ha c
tulo 44) i * a u n
cierto mímero de
concedido la naturaleza la mayor ec- árboles todos notables por su gran
sistencia. Entre los individuos de la antigüedad. A estas notas añade M.
misma especie unos viven cien años, Adanson que ha encontrado en las
otros menos, otros muchos siglos.) islas de la Magdalena, cerca del
algunos tienen una duración que es- cabo verde, muchos baobales sobre
panta. Se cita, y he visto, en el bos- los que había inscripciones de nom-
que de Montmorenci un cornizo al bres holandeses, tales como el de
que se le atribuye una ecsistencia Rew, y muchos nombres franceses
de mas de mil años : indicaba, se- de los cuales unos datan del siglo
gún antiguas cartas, la separación catorce y otros del quince. Estos
de los bosques del ducado de Mont- árboles, aunque de muchos cente-
morenci de los del priorato de San- nares de años , eran aun muy jóve-
ta Radegonda. nes, teniendo entonces tan solo cer-
"El árbol llamado en China siennich ca de seis pies de diámetro. Adan-
dice Adanson, esto es, árbol de mil son ha observado otros muchos
años, prueba bien que se conocían en que tenian desde veinte y cinco has-
este pais, árboles de una duración ta veinte y siete pies de diámetro y
incalculable; también en este mismo que no parecían viejos.
pais, cuyos pueblos parecen los mas Estas últimas observaciones nos
antiguos del mundo conocido, y que dan igualmente la idea del grosor
por consiguiente pueden conservar y altura á que pueden llegar los
mas tradiciones sobre la antigüedad, troncos de ciertos árboles : referi-
crecen los árboles mas gruesos ci- ré también, sobreesté asunto, he-
tados hasta aquí, tales como de chos citados por Adanson según
ciento y treinta pies de diámetro. testimonio de autores célebres. Pli-
Adanson, refiriéndose á Rai, se es- nio , en su Historia natural, ha-
fuerza en probar que el peral y man- bla de una encina verde, que
zano, que no ecsisten en su vigor de una sola poda , produjo diez
sino trescientos años, deben vivir tallos, cada uno de doce pies de
novecientos. Las encinas no conser- diámetro : el mismo autor dice que
van su fuerza sino como doscientos hahia en Alemania árboles, que no
años, y se sabe que los árboles en nombra, tan gruesos, que su tronco
jenerai se mantienen en el mismo ahuecado formaba canoas en que
estado, al menos tanto tiempo cuan- cabían á sus anchas treinta hombres.
to han echado en adquirir su ente- Pero que son estos árboles, dice
ro crecimiento, y que permanecen Adanson, en comparación de los
asi hasta perecer i de modo que la ceibas ó bombax (1) de la costa de
encina debe al menos durar tres- África , desde el Senegal hasta el
cientos años. Joseph refiere (libro Congo, de los que se hacen piraguas
V. capítulo 51 de la Guerra délos
Judíos) que se veia en su tiempo, á ( i ) ¿Seria el bombax ceiba L i a , 6
seis estadios de la villa de Ebran, un mas bien el bombax heptnpligllun? Este
terebinto que ecsistia, dice, desde ultimo crece en las dos indias: su tron-
la creación ; Pimío (en el libro diez co de cincuenta pies de alto tiem; a'gu-
nas veces seis pies de diámetro en su
y seis de su Historia natural-, capí- base.
26
174
de oclio á doce pies de ancho , so- monstruosos, de los que unos ser-
bre cincuenta asésenla de largona- vian de cindadela, y otros tenia
paces de llevar doscientos hombres, treinta pies de diámetro, sobre
y del porte ordinario de veinte y ciento treinta de altura. Se han vis-
cinco toneladas ó cincuenta mil pe- to sauces huecos que tenían al me-
sas? nos nueve pies de diámetro. Se ci-
Rai habla, según Evelin, de un ta el famoso peral de Oxford, en
tilo medido en Inglaterra, que, so- Inglaterra, que con referencia á
bre treinta pies de tallo, tenia al Evelin, tenia niasdeseis pies de diá-
menos diez y seis de diámetro, y metro y daba anualmente siete
sobrepujaba infinitamente al famo- moyos de peras.
so tilo del ducado de VYirtemberg, La altura de ciertos árboles no
que había hecho dar á la villa de es menos maravillosa que las di-
Neustat el nombre de Nieustat an- mensiones de su grosor. Adanson
der grossen Lindera: este último te- nota que los mayores no se en-
nia cerca de nueve pies de diáme- cuentran comunmente en los países
tro ; el contorno de su cabeza te- mas fríos ó mejor cultivados ó mas
nia cuatrocientos tres pies, sobre poblados, sino en los climas cáli-
una anchura de ciento cuarenta y dos, en las tierras baldías é incul-
cinco. tas ó en los montes. Plinio cita un
Rai dice también, haber visto en mástil de cedro de la isla de Chi-
Inglaterra muchos álamos de tres pre de ciento cuarenta pies de lar-
pies de diámetro, con una longi- go , sobre ciuco de diámetro ó mas:
tud de mas de cuarenta ; refiérese Matthiolo refiere igualmente que
también que un álamo con hojas hay en esta misma isla, árboles de
lisas de diez y siete pies de diámetro, ciento cuarenta y cuatro pies de
sobre cei'ca de ciento y veinte de tallo; Raj cuenta en la historia ge-
diámetro en su cabeza , fué cortado, neral de las plantas que había, en
y esta sola produjo cuarenta y ocho Wesfalia robles de ciento treinta
carros de leña para quemar, y el pies de altura. Se ve también en
tronco, cortado ademas en diez y Plinio un alerce de ciento veinte
seis tajos suministró ocho mil seis- pies de tallo , sin contar la fecha,
cientos sesenta pies de láminas. Se ha guarnecido de sus ramas , que
visto en el mismo pais un álamo hue- tenían también cien pies de lon-
co , casi de la misma talla, que gitud. M. de Humbolcdt en sus
sirvió largo tiempo de habitación cuadros de la naturaleza, refiere
á una pobre muger refugiada allí que los tallos inclinados y lisos de
para parir. Plot, en su historia la palmera jagua, llegan á una al-
natural de Oxford hace mención tura de ciento sesenta á ciento se-
de un roble cuyas ramas, de cin- tenta pies. Peyron atribuye á al-
cuenta y cuatro pies de longitud, gunos encahptus de la Nueva Ho-
medidas desde el tronco, podían landa eiento sesenta á ciento ochen-
dar sombra á trescientos cuatro gi- ta pies de altura, sobre una cir-
netes ó cuatro mil trescientos se- cunferencia de veinte y cinco á trein-
tenta infantes. Cuenta Rai que se han ta ó treinta y seis pies. Si de es-
yisto en Wesfalia, muchos robles tos árboles de grandes dimensiones
175
descendemos hasta los mas peque- que existe entre la duración de los
ñ o s , veremos á los vegetales dis- véjeteles v el objeto ulterior á que
minuir , por cambios succcsivos la naturaleza los ha destinado.
de grandor, dureza, blandura Filos A las plantas herbáceas y ani-
•y llegaremos hasta individuos que males confió particularmente el cui-
apenas tienen una media linea, ta- dado de preparar con sus destro-
les como muchas especies de ecci- zos este terreno que debe por con-
dium y muchas otras, todas plan- secuencia recibir los vejetales leño-
tas parásitas que se manifiestan en sos. Si estas plantas tuviesen una
los tallos y hojas de las demás, co- ecsistencia muy prolongada, se re-
mo otros tantos puntos ó pequeñas novarían con menos frecuencia; sin
pústulas, que se han desconocido destrozos, esperados largo tiempo,
largo tiempo, y que apenas parecen ó suministrados en muy pequeña
;
merecer el nombre de plantas. • cantidad, detendrían por mucho
Esta gran desigualdad en las di- tiempo la aparición de los grandes
mensiones y sobre todo en la du- vejetales: los terrenos* nuevos, las
ración , pertenece á causas que la islas recientemente salidas del seno
física puede esplicar hasta cierto de las aguas, estarían privadas del
punto; pero estas mismas causas mas bello ornamento de nuestro
dependen, ora durante la vida de globo, de estos grandes y vastos
las plantas, ora después de su muer- bosques , indispensables para el
te, de un objeto mas general en el mantenimiento de la vegetación:
orden de la naturaleza. Recorde- también cuando la naturaleza quie-
mos que un gran número de plan- re fertilizar un suelo hasta enton-
tas favorocen , durante su vida, la ces infecundo, después de haber
vegetación de otras muchas, que colocado los fundamentos de la ve-
protejen, defienden y abrigan; sir- jetacion por una rápida sucesión
ven de nutrición, y albergan así un de liqúenes y de byssus, no hace cre-
gran número de animales, (pie sin cer sino plantas, la mayor parte
ellas dejarían de ecsistir, y su mis- anuales, que renovándose muchas
ma raza desaparecería. Sus despo- veces, forman en pocos años una
jos son una fuente de jeneraciou y capa de terreno suficiente para re-
tierra vejetü; enriquecen la super- cibir las plantas leñosas.
ficie del globo de sustancias mine- Pero hay otras plantas de un
rales , gases, fluidos, sales concre- orden inferior, que sin embargo
tas, aceite, &te. que ellas mismas duran mucho tiempo, y parecen
por otras combinaciones, y con los contradecir estos grandes objetos:
productos de los animales entran estáis son los musgos, producciones
como principios en un gran núme- maravillosas por la tenacidad de su
ro de sustancias minerales. No me vejetacion. No pudiendo ecsistir
detendré aquí en desarrollar las con- sino en la sombra y humedad,
secuencias interesantes que resul- se marchitan y desecan en los tiem-
tan de estas consideraciones, y de pos muy secos, ó cuando el sol las
que ya he hablado, pero que es hierre con sus rayos : aparecen eu-
necesario recordar aquí: me limi- touces atacadas de muerte cuando
taré á dar á conocer la relación las demás plantas en esta época se
176
presentan en todo su vigor y her- dan casi los mismos servicios á las
mosura, pero á la vuelta de las plantas adultas y vivaceas; en el
lluvias, ó en los tiempos húmedos Norte las defienden del frío; re-
y frios, estos campos marchitos se visten eu ivierno á un gran nú-
reaniman de sus antiguas ramas, mero de arboles : también ios mus-
salen otras cargadas de hojas y fruc- gos son mas abundantes en los paí-
tificación. ¿Cuál pues, puede ser el ses fríos.
designio de la naturaleza en esta es- Pero en fin aparecen en este
pecie de resurrección que da á los mismo suelo estos vejetales leño-
musgos cuando los demás vejetales sos destinados á vivir siglos. To-
se hallan casi todos en un estado de do fué preparado para ellos: tam-
muerte? poco tardan en dar con profusión
Esta aparente contradicion con bienes á las demás plantas los resulta-
sus propias leyes no cosiste sin cau- dos que ellos han recibido: aquellos
sa ; y si los musgos tienen el pri- los han protejido en su desarrollo, e-
vilegio de volver á adquirir su ac- llos las protejerán á su vez duran te su
ción vital, cuando cesa para las de- ecsistencia. ¡Qué de plantas que no
mas, no es tanto por ellas, cuanto podrían crecer en otra parte, se
por los servicios que van á pres- refugian aquí, y van á compo-
tar á la vejetacion : ellas cubren el ner ó embellecer terrenos delicio-
nuevo suelo donde comienza á es- sos, que conservan á favor de la
tablecerse un poco de tierra veje- humedad y la sombra su frescor
tai. Si esta quedase descubierta, primero! ¡Qué sitios mas ricos en
bien pronto se dispersaría, seria vejetales, que el interior de los
alterada ó descompuesta por los bosques y los terrenos inmediatos!
vientos, la lluvia, y el sol en la é- Pero los árlxdes, como las demás
poca en que la vejetacion queda plantas, tienen también que llenar
como adormecida: las que cubren funciones mucho mas generales,
el terreno se oponen á esta altera- habituales y estensas; su cima ele-
ción, lo conservan casi intacto, y vándose hasta el cielo, ajitada por los
aumentan la masa por sus destro- vientos, atrae y fija las nubes,
zos. Las semillas depositadas en es- que se esparcen á lo lejos en llu-
te suelo, por lo regular al final vias fecundas sobre los otros veje-
del estío ó en otoño, difícilmente tales. Por todas partes en que fal-
conservarían su virtud jerminativa tan los árboles, donde la ignoran-
hasta la vuelta de la primavera; ó cia ó la codicia los hace caer bajo
bien la planta presentada de nue- el hacha, la tierra en pocos años
vo, tierna y débil, no podría re- queda estéril; las plantas perecen,
sistir á las intemperies de la esta- el sol las seca y las lluvias menos
ción , sí, como ya he dicho, ocul- frecuentes, no bastan sobre todo
ta en parte en el espesor de los para los vejetales herbáceos; pero
musgos, participando de la hume- como requieren los árboles una lar-
dad que estos tienen no encontrase ga serie de años para llegar á su
en su seno, un abrigo y frescor estado de perfección, si pereciesen
que asegurasen el éxito desudesa- cuando llegan á él, su ecsistencia
rollo. Agreguemos que los musgos sería muy corta para los servicios
T77
habituales que tienen que prestar. ciones naturales; al par que tenien­
Así todos los seres de la naturale­ do cada objeto muy distante, no
za se hallan, con respecto unos á vemos sus relaciones, y sus mas
otros, en una constante y mutua hermosos fenómenos, que perde­
dependencia ; considerados así, des­ rían entonces su interés ó se nos
cubrimos el camino que debemos escaparían del todo.
seguir en el estudio de las produ-

C A P I T U L O V I G É S I M O S É P T I M O .

Movimientos de las plantas.


oh

F i j a s las plantas en la tierra por duda una de las materias mas im­
sus raices , ó adherentes á otros portantes de la fisiología vegetal.
cuerpos, no pueden trasladarse de No intentaré por cierto tratar este
un lugar á otro ni moverse volun­ asunto en toda sn ostensión, pues
tariamente , pues están privadas seria preciso haber observado mu­
de sensibilidad: sin embargo el mo­ cho , y tener profundos conoci­
vimiento es necesario á su ecsis- mientos de la organización vegetal:
tencia como á la de todos los seré* me reduciré á examinar los movi­
orgánicos : sin él, no hay funcio­ mientos mas esenciales eme son re­
nes vitales, ni desarrollo. Ecsiste lativos al desarrollo, dirección, e-
pues en los vegetales un movimien­ lasticidad de las plantas y otros
to general, habitual y uniforme, producidos por las influencias at­
que afecta igualmente todas sus mosféricas , llamadas rnetereoló-
partes; ecsisten movimientos par­ gicas.
ticulares, relativos á la constitu­ l.° El movimiento de desarrollo
ción y funciones de cada órgano: es el primer acto de la vida de los
otros son debidos á las impresio­ vegetales: acaba con su muerte. Es
nes variables de la atmósfera, ó promovido por los principios ali­
bien á las diversas ecsigencias del menticios que absorve la planta y
vegetal: estos últimos son momen­ sostenido por los fluidos y otros
táneos, pero necesarios cuando son principios constitutivos de la vege­
relativos á una función esencial: ac­ tación ; consiste eu el balanceamien-
cidentales cuando únicamente de­ to de la savia, jugos propios, y su
penden del estado de la atmósfera. distribución en los diversos órga­
Estos diversos movimientos y la nos; consiste también en las secre­
investigación de sus causas es sin ciones y escreciones mediante las
178
cuales arrojan aquellas al esterlor mantenimiento y desarrollo de una
todos los materiales superfluos. Ese ecsistencia dividida en diferentes
movimiento tiene pues por objeto periodos hasta que haya llegado á
el crecimiento de las plantas; por la producción y madurez de los fru-
causa inmediata las fuerzas vitales tos. Esta variedad de dirección es
y organización- vegetal, dispuesta tan constante en cada parte, que no
de manera que las tres principales puede translornar.se ó detenerse si-
funciones de los seres vivientes pue- no por la fuerza particular de cada
den ejecutarse siu obstáculo, á sa- especie, y tan característica de todas,
ber : la nutrición, secreción y con- que basta para distinguirlas. Tendré
versión de los alimentos en sustan- que esponer algunos hechos ya sa-
cia vejeta!. bidos pero necesarios para la inte-
Este movimiento es habitual, aun- ligencia de lo que sigue.
que muy leuto y casi nulo en cier- El fenómeno mas notable que
tas estaciones del año : al retorno tiene lugar al primer desarrollo de
de la primavera principalmente se una planta es que luego que el em-
ejecuta con mas vigor cuando la brión ha recibido el movimiento sa-
vejet\cion recibe su influencia de len del nudo vital dos partes esencia-
un sol activo. Aunque muy lento en les, que toman dos caminos diame-
la apariencia y casi fuera del al- tralmente opuestos, se prolongan
cance de nuestros sentidos, se efec- en dos medios diferentes, y consti-
túa sin embargo con tal rapidez, tuyen lo que hemos llamado tallo
que nos maravillan sus progresos: descendente ó raíz , y tallo ascen-
tal es la aguja horaria, que apesar dente. Uno y otro tienen una direc-
de su movimiento imperceptible, ción que les es propia, y que no es
señala en su marcha rápida las ho- la misma en todas las plantas.
ras , dias, años y siglos. Esta dirección en sus modifica-
Así es como el movimiento se nos ciones tiene un objeto determina-
escapa, pero vemos sus efectos á do, que es imposible desconocer: es-
cada instante; las yemas se hinchan, te es, como ya he dicho, colocar
las escamas se entreabren , las ho- las plantas en una fovorabie posi-
jas se estienden, nuevos ramos se ción para que pueda absorver los
lanzan al ayre i nuevo verdor cu- fluidos que deben nutrirlas. Aunque
bre la desnudez de la tierra. el origen de los principios alimen-
a
2 . El movimiento de direcciones ticios de las plantas se encuentrae-
una secuela necesaria del prece- videntemente en el agua, ayre, se-
dente : pero ofrece fenómenos tan no de la tierra, calor, luz, como
variados é importantes que merecen también en muchos fluidos elásti-
observarse en todas sus modifica- cos-, está por otra parte bien reco-
ciones. Cada parte del vejetal está nocido que el mismo ayre, la misma
sometida á un movimiento de di- cantidad de agua, el misino grado
rección que le es propio, y que va- de calor, y la misma tierra no con-
ria según las espacies, como se pue- vienen á todas: que es mas probable
de notar en los tallos, raices , ho- quesos órganos no están todosdis-
jas, runos, fittbt órganos de un p ues tos para absorver rigorosamen-
ser viviente, están destinados al te los mismos principios. El ayre y la
T79
luztan favorable á los tallos y las ho- mente hacia el seno dé la tierra,
jas , hacen perecer las raíces: la pero no siempre en la misma di-
oscuridad y un terreno mas ó me- rección : las mas se introducen ver-
nos húmedo, tan convenientes á ticaimente, otras oblicua; otras se
estas últimas, son casi siempre per- estienden horizontalmcnte su su-
judiciales á las primeras : de don- perficie en largos trozos. Las hay
de se sigue la dirección opuesta que se estrechan en forma de rosi-
del tallo ascendente y descenden- ta, sin ser, rastreras, ni verticales,
te y las modificaciones de esta di- se introducen poco, y no quieren es-
rección en las raices, así como en tar cubiertas sino de una lijeracapa
la disposición de los ramos y las de tierra; su fuerza y con-figuración
hojas. son bastante jen oralmente relativas
Aqui se presenta una cuestión fi- al tallo que tienen que sostener, y
siológica, que á mi modo de ver su dirección, mas ó menos profun-
aun no está bien resuelta. Es bien da , á la naturaleza de los jugos que
cierto que no ecsiste en las plantas debennntrirlos, y que se encuen-
movimiento alguno determinado por tran, ora en la superficie de la tier-
una voluntad especial; que este ac- ra, ora mas adentro.
to de vitalidad no pertenece mas Estas direcciones no son constan-
que á los seres sensibles: la direc- tes sino cuando las raices no espe-
ción de su movimiento es pues pu- rimentan obstáculos, ó que no se
ramente mecánica, y la naturale- ven obligadas á buscar por otra parte
za debe haber suplido á ellas por los alimentos que les convienen.
Otros medios esta voluntad que Hay un hecho observado hace lar-
guia á los animales hacia los obje- go tiempo relativamente á las plan-
tos que han de nutrirlos. Estos se tas nacidas en un terreno de me-
distinguen por la vista, el olfato ó diana calidad: si no lejos de estos
el gusto: aquellos solo tienen para se encuentra una tierra que les sea
apoderarse de los principios nutri- mas conveniente, entonces las rai-
tivos el movimiento de dirección ces, abandonando su dirección na-
desús diferentes partes: movimien- tural , se dirijan hacia el suelo de
to que no dependiendo de la volun- mejor calidad: muchas veces tam-
tad, puede ser producido por o- bién para llegar á él sobrepujan to-
tra causa. dos los obstáculos, se abren paso á
¿Cuál es esta causa? A mi ver, través de los muros, se deslizan en-
no 'puede encontrarse sino en la tre las heudiduras de las rocas, ó
influencia ejercida por los princi- entre los terrenos petrosos que en-
pios alimenticios en ios órganos de cuentran, y á lo largo hienden las
las plantas; influencia que ios atrae piedras, horadan la toba y der-
y obliga á dirijirse hacia el lugar riban los muros mas sólidos. ¿De
en que estos principios son mas a- donde viene esta desviación, estos
hundantes j es pues una especie de esfuerzos constantemente opuestos
atracción evidentemente indicada á los obstáculos, sino de la atrac-
por un gran número de hechos. Me ción poderosa que ejercen los ele-
limitaré á decir los siguentes. mentos de la nutrición sobre las rai-
Las raices se dirijeu constante- ces que deben absorverlos?
Esta variedad de dirección q u e ó se enroscan al rededor de los
hemos notado en las raices se en- cuerpos immediatos. El movimien-
cuentra igualmente en los tallos; la to de su dirección se halla talmen-
mayor parte dirijen su cima hacia te determinado por los cuerpos ve-
el cielo: los hay sin embargo in- cinos, que cuando una de estas plan-
clinados ó acostados en la tierra; o- tas está separada, y que tan solo
tros no se elevan sino enroscándo- tiene un apoyo en su immediacion,
se al rededor de las demás plantas sus tallos se dirijen hacia el; fenó-
que les sirven de apoyo, ó se des- meno muy notable, eme confirma
lizan por la tierra cuando no en- lo que acabo de decir, y que he
cuentran sosten: los hay que se a- observado en la naturaleza. E l
garran á otros cuerpos, ora por s u s mismo fenómeno ecsiste para los
zarcillos ó manos, ora por peque- zarcillos: todos se dirijen hacia los
ñas raices que salen de sus articu- cuerpos que pueden recibirlos, y
laeioaes. en un sentido opuesto al costado
Seria muy difícil sin duda dar de la planta herida por la luz; va-
razón de estas diferentes direccio- nan de dirección tantas veces cuan-
nes: no dudo que la mayor parte tas varíen los cuerpos opacos que
sean relativas al modo de absorción ellas buscan si no pueden alcanzar-
ó á la naturaleza de los fluidos eme los; se encorvan hacia la tierra, y se
deben absorver. Se puede pues enrollan al rededor del tallo ó de
presumir razonablemente como ya, los ramos de la planta en forma de
he dicho, que los vejetales de ta- espiral.
llo rastrero necesitan vapores mas La anomalía en la dirección de
groseros, que apenas se elevan de las raices se encuentra también
la superficie de la tierra; que los en los tallos. Según la necesidad
otros, encontrándose mejor en un habitual que tienen del ayre y la
avre mas lijero, se elevan en la at- luz, las hemos visto abandonar su
mosfera, y son atraidos á un me- dirección natural, para procurar-
dio mas rarefacto. Hay también se el goce de estos dos elementos.
plantas provistas de zarcillos ó agar- Las circunstancias locales determi-
raderas , que necesitan apoyo: nan sus diferentes direcciones; pe-
no lo solicitan sino por alguna cau- ro la mayor parte de estas, siendo
sa particxilar que las ponen en una entonces forzadas y contra natura-
posición mas favorable para reci- les , alteran la constitución de las
bir los principios alimenticios. He plantas, ocasionan diformidades y
hecho ver que no se podia atri- muchas veces las hacen perecer.
buir esta manera de ser ala debi- En otro caso, esto es cuando
lidad de los tallos, pues que hay los tallos se encuentran en libertad
muchos mas delicados, tiernos y en el medio que les conviene, no
herbáceos, que conservan sin em- se puede llegar á cambiar su di-
bargo toda su vida una posición rección sino á la fuerza ; es ne-
vertical , sin necesidad de sosten, cesario que á ello se sometan
mientras que un gran número de por los lazos de la esclavitud : si el
plantas de tallo muy duro, y aun ojo del cultivador las abandona , si
leñoso rastrean constantemente., estos lazos se rompen, sus esfuerzos
181
tienden al panto á volver adquirir nos de la naturaleza, encontrare-
su dirección natural. Según estos mos en esta fuerza particular de
hechos he procurado establecer atracción de las hojas la causa del
con fundamento , que ecsistia entre porque las nubes se reúnen con
las plantas y sus principios alimenr preferencia sobre los grandes bos-
ticios una especie de atracción, que ques, y huyen ál parecer de los lla-
determinaba su dirección, y la ha-r nos áridos. Algunos físicos han pre-
cia variable según las circunstan- tendido que el movimiento de los
cias. árboles determinaba la dirección
Los principios que acabo de es- de las nubes sobre los bosques ; pa-
poner para la dirección de los tallos rece mucho mas natural creer que
son igualmente aplicables á las ramas los millares de poros absorventes
y ramos; pero es necesario agregar- que estos veje tales tienen sin cesar
les otra causa determinante, la de abiertos obligan á las nubes á de-
la situación de las hojas, que están tenerse por encima de ellos, y por
encargados de sostener los ramos. su acumulación convertirse en llu-
Las hojas estendiendo su superfi- vias fecundas.
cie por- su espancion, absorven una 3.° Los movimientos-que Uamo
mayor cantidad de vapores nutriti- meteorices son variables y - diarios,
vos: también la vejetacion es maá diferenciándose de los ' de dirección
vigorosa cuando las hojas se encuen- en que estos son constantes y ha-
tran en la posición mas favorable bituales : aquellos son ocasionados
para absorver los fluidos y desechar por la influencia del frío ó calor,
lo superflup. Tratando de las hojas de la humedad ó sequedad , de la
espuse el orden en que están colo- luz Ó tinieblas,y muy probablemente
cadas en los ramos, según las fun- por la acción de otros fluidos par-r
ciones que tienen que llenar: creo ticulares que no podemos observar.
así mismo que la dirección de los La atracción que determina la
ramos tiene la misma dependencia. dirección de las plantas no me pa»
He atribuido jeneralmente á una rece obrar, ó no obra sino débil-
atracción particular la dirección mente en los movimientos meteó-
de las raices y tallos, atracción se- ricos, que consisten en el cambio
gún la cual estos órganos se dirijen momentáneo de la situación de las
hacia las sustancias nutritivas que hojas y flores, muy rara vez en el
les convienen; pero las hojas, fijas de los tallos y ramos. Estos movi-
en sus ramos, y de un tamaño de- mientos son mucho mas sensibles
terminado, solo débilmente pueden que los que hasta ahora nos han
seguir esta atracción; á las ramas y ocupado : parecen ser puramente
tallos corresponden por su dirección, mecánicos, y depender del estado
colocarlas en la parte de la atmosfera de la atmósfera. Seria difícil asig-
mas favorable á la constitución d e nar el grado de influencia que
cada vejetal. Las hojas entonces no ejerce sobre la situación de las
van á buscar, sino atraen los flui- hojas y las flores la presencia ó
dos alimenticios ,acuosos y aerifor- ausencia de la luz , asi corno la se-
mes: quiza también, llevando nues- quedad ó humedad del ayre, y
tra atención á los grandes llenóme* hasta que punto obran, ora en con-
Ti
junto ó separadamente sobre el es- damento, que la diferente situa-
tado de las plantas. Por lo demás, ción de las hojas y las flores du-
Se sabe que todas no se afectan y rante el dia ó eu la oseuridad dé
que la mayor parte de las que es- la noche es relativa á sus funcio-
perimentan la acción no toman to- nes , tanto para la absorción de los
das la misma posición. fluidos, cuanto para las secrecio-
Aunque asi sea, la esplicacion nes , y conservación de los órga-
mas natural de este fenómeno me nosque están destinados á la repro-
parece consistir en la acción imme- ducción. El influjo poderoso de la-
diata de los fluidos de la atmósfe- luz y calor puede ser perjudicial á
ra sobre ciertos órganos de las estas, favorable á aquellas ; unas
plantas; otros han creído encontrar quieren mas humedad que seque-
la causa , ora en la aceleración ó dad, otras al contrario: de donde
animación del movimiento de la dimana que ciertas flores se abren
savia ora en la supresión de la
?
á la aproesiniacion de la noche,
transpiración acuosa, en la ausen- y se cierran al volver el sol á
cia de la luz, mas bien que en la nuestro horizonte. El ayre carga-
del calor, ora en fin en las alter- do de electricidad ó de mucha hu-
nativas de sequedad y humedad. medad influye igualmente en las
Cada una de estas opiniones se en- hojas ó flores de ciertas plantas;
cuentra apoyada eu hechos, des- otras se hacen de tal modo higro-
truidas por otros hechos : ¿ no es metrícas, tales como los heléchos
mas probable que todas estas cau- que conservan, aun después de su
sas contribuyan mas ó menos á muerte, esta notable propiedad.
ello, según la naturaleza de las plan- Poseo en mi herbario muchas es-
tas , sin que se pueda designar el pecies de trichoíiiane de la isla de
grado de su influencia ? Madagascar que no puedo disecar
Para tener una idea de este fe- sino contrabajo desde que el tiem-
nómeno , que Linneo observó pri- po está un poco húmedo, es impo-
mero , se puede consultar lo que sible negar la influencia de la at-
este célebre naturalista dijo en su mósfera sobre tales plantas. Si se bus-
disertación sobre el sueño de las ca la causa de estos fenómenos en su
plantas, y lo que he referido al organización, será poco satisfactorio
tratar de las hojas. La mayor par- el resultado de las observaciones:
te de las hojas y las flores que pre- hay que notar sin embargo queen
sentan este fenómeno maravilloso un gran número de plantas some-
tienen una posición diferente ; y, tidas al sueño , los peciolos y pe-
para servirme de la injeniosa idea dúnculos y aun algunas veces los'
de Linneo, todas no duermen del ramos y tallos están articulados
mismo modo. Seria sin duda una por un estrechamiento , donde se
investigación tan curiosa como di- ejecuta, por un movimiento.de ro-
fícil asegurarse por una serie de tación el ranversamiento de las ho-
observaciones de 'las causas que jas.
originan esta variedad de posi- Algunas otras plantas ofrecen
ciones: á falta de pormenores, creo particularidades de lasque se ha pro-
se puede sospechar, con alguu fun- curado dar una esplicacion diferen-.
IS3
te: tal es la sensitiva, que Basta to- mientos , sobre todo entre los es-
car con la mano para que se con- tambres y pistilos, no sea entera-
traigan sus hojuelas, y abatan sus pe- mentó igual á la de los movimien-
ciolos;'fenómeno' que depende natu- tos de dirección: no tienen él mismo
ralmente de la influencia de los flui- objeto. He dicho que las plantas
dos atmosféricos; tal es también la iban por una especie de atracción
araña mosca (dionaea muse/pula, á huscar en cierto modo los medios
Lin.) cuyos dos lóbulos de las hojas que mas abundan en fluidos ali-
se unen con rapidez luego que un menticios : los movimientos de
insecto, ó cualquier otro cuerpo los ^yrganos secsuales, por el con-
4

estraño,las toca: se creía casi en- trario , se ejecutan por otra es-
contrar en esto una especie de mo- pecie de atracción , que asegura
vimiento de vitalida'd: tal es en la fecundación de las semillas. A-
fin el hedj sarun gyrans, mas ad- traidos por el estigma, hacia él se
mirable aun por el movimiento de dirigen esas nubes pulverulentas
oscilación que tienen dos desús ho- escapadas de las cápsulas de la an-
juelas, mientras que la tercera per- tera; y cuando los filamentos de los
manece inmóvil. Según estos ejem- estambres son susceptibles de elas-
plos, y otros muchos se deduce pues ticidad, aplican sobre el estigma
que la influencia de los fluidos at- sus anteras muchas veces movibles,
mosféricos escita movimientos dife- y las retiran después de la fecun-
rentes en los órganos délas plantas, dación. Basta observar los movimien-
movimientos relativos á su modo tos admirables que se ejecutan en-
particular de cesistiryalas funcio- tre los estambres y pistilos para
nes vitales que tienen que llenar: al- convencerse de la atracción que ec-
.gunas veces se ha llegado á creer que siste entre estos órganos fecunda-
la fuerza de atracción se encuentra dores. En cuanto á los movimientos
• reunida al influjo de la atmósfera, elásticos que se verifican ora en las
cual sucede por ejemplo, en las flo- válvulas del pericarpio, como en la
res, sobre todo en las que siguen la balsamina y en muchas legumino-
marcha del sol, que tienen á todas sas, ora en los cordones umbilicales
las horas del dia su corola vuelta ha- de las semillas, estos movimientos,
cia este astro como para absorver en la 'época de la diseminación de
mas fácilmente la luz y calor. los granos, anuncian mas bien el
4-° Movimientojde elasticidad. Es- término de la vejetacion, que una
- tos movimientos que parecen casi acción vital.
espontáneos, sobre todo en las par- Este es el momento en que el fru-
tes secsuales de las plantas, son to , llegado á su madurez no reci-
muy diferentes de los que nos han be sustancia alguna alimenticia; se
ocupado hasta ahora: han sido es- seca; sus válvulas, fuertemente com-
puestos en el capitulo vigésimo so- primidas , se separan de pronto en
bre la fecundación de las plantas: fuerza de su elasticidad, arrojando
solamente haré notar aquí que la á lo lejos las semillas.
causa deque estas especies de movi-
181

C A P I T U L O V I G É S I M O O C T A V O .
Oíl : « ! > ) •
íip Oítoníonm
rfti

Enfermedades , muerte de los vejétales.


fuir ttfy UfiMiUUft gj:ív; Óiip i-.; ¡ V i l C i d ind.vi WtiJ <soVï/

I-'as plantas por último esperi- débil, perece; pero si escapa de


mentan la suerte de todos los seres estos accidentes durante el cursó
vivos: desde que cumplieron -su de su ecsistencia, no puede, en sn
destino , ó más bien desde que de- vejez, por prolongada que sea, evi-
jaron de ecsistir como seres or- tar la imperiosa ley de la naturale-
gánicos, sufren un cambio que las za ,que somete á la muerte á todos
hace pasar del rey no de los vejeta- los seres vivos; acontece de dos
Íes al de ios minerales. Brillaron maneras, accidentalmente ó por
un instante, embellecieron nuestra consecuencia del ejercicio de los
morada; todo lo que nos ofrece la órganos, después que el individuo
imagen de la destrucción, aun en- ha recorrido todos los periodos de
tre los seres insensibles, afecta en su ecsistencia.
gran manera nuestra alma. Con que Apesar de las precauciones em-
pesar no vemos marchitarse estas pleadas por la naturaleza para pre-
flores, objetos de tantos cuidados, servar á las plantas de los acciden-
esperadas con tanta impaciencia tes numerosos que las amenazan: no
y contempladas con tanto pla- ha podido ponerlas constantemen-
cer: Pero en fin todo ser orgá- te al abrigo de las influencias per-
nico lleva consigo los principios judiciales de la atmosfera. Fríos
de su destrucción, acarreada por muy prolongados en la primavera,
los mismos elementos que sostienen muy precoces en otoño; largas llu-
su ecsistencia. Encadenados por la vias, una humedad fría, el grani-
fuerza de la acción vital, estos eie- zo, vientos, sequedad, largos ca-
• mentos combaten sin cesar contra lores, un terreno empobrecido, son
ella, para volver á su primer esta- otras tantas causas que acarrean
do ; si esta acción se debilita, si es las enfermedades de los vejetales
alterada por alguna causa estraña, tienen también mucho que sufrir
estos fluidos, casi inertes, se esfuer- de las plantas parásitas; el muérda-
zan por recobrar su elasticidad: se go, los orobanques &c. agotan los
establece una lucha entre la vida y jugos nutritivos; los lignenes, los
la muerte; el desorden reyna en los musgos &c. perjudican también á
órganos; elvejetaldecae. Es joven y la corteza de los árboles por su a-
vigoroso, sobrepuja al peligro; muy pretamiento, impiden su traspira-
185
:
eioti y *Mntienettuna huTriedad f u - turalezá, dulcifica la -amargura ó
nesta; las plantas enredadorasque acritud de la achicoria, ¿ce. priván-
j
comprimen y rodean los demás v e dolas de ayre y luz. La aridez del
jétales, detienen sus progresos, los suelo produce lo que se llama la
desfiguran, y losprivan muchas ve- colaña, el demasiado frió, la hela*-
ces d e ayre y luz; millares de i n - da : cuando este sucede á la hu*-
sectos devoran las yemas jóvenes, medad, y trae en pos de si escar-
o colocan en la sustancia de las ho- chas; si las plantas jóvenes se hallan
jas ó en el seno de las flores, y s o - cubiertas de ella, y sobreviene un
bre todo en el ovario aun tierno, sol sin nubes, el tejido vejetal se de-
esas hambrientas larvas que devo- sorganiza, las plantas anuales; las
ran los frutos antes de su madurez. yemas de las hojas en las leñosas se
Pero aqui estos destrozos, como ya oscurecen, desecan y caen á mane-
hemos dicho , dependen en cierto ra de polvo : esta enfermedad se
•modo del orden de la naturaleza: nombra quemadura. El cáncer^ él
contribuyen á mantener el número blanco fungoso, el meloso, eltison,
delasplantas en una proporción con- las grietas son otras tantas enfer-
veniente ; por otra parte, dan lu- medades diferentes, que oeasionan
gar á especies de monstruosidades, á menudo la destrucción de los in-
á escresencias carnosas y protube- dividuos. Nos vemos obligados para
rancias , tales como la agalla del contenernos en los límites de este
•roble, la del junco, &c. trabajo á recomendar el estudio de
Las enfermedades de las plantas las obras de agricultura, donde se
"Son parciales cuando solo afectan encuentran todos los pormenores
"algunas partes separadas, como las relativos á estas enfermedades, á
ramas, hojas, órganos secsuales, &cc: sus causas y curación.
'estos accidentes son con frecuencia Cuando la muerte de las plantas
"bien fáciles de reparar por la am- es consecuencia de las enfermeda-
putación ó-algún otro medio. Hay des que las atacan en el curso de
en la masa del vejeta I recursos su eesistencía, es solo accidental:
suficientes para producir otras ho- y pudiera evitarse: no sucede lo
jas y otras yemas; pero sí el indi- mismo con su destrucción acarrea-
viduo es muy débil para reparar da por la vejez; esta es inevitable.
sus pérdidas decae y muere. Largo tiempo antes de destruirse
Las enfermedades son umversales- del todo , el vejetal pierde su-
si atacan todas las partes del Veje- cesivamente muchos de sus órga-
tai, tales como la aUdación, qite se'' nos : unos desaparecen y retoñan;
verifica cuando las plantas están otros perecen y no vuelven; otros
privadas de la cantidad de ayre y aparecen tan solo en ciertas épocas
de luz que les es necesaria : toda la -del desarrollo del Individuo, y pe-
plauta queda en un estado de lan- recen con él, mientras que algunos
guidez y molicie que la Impide de- sobreviven. Este fenómeno, depen-
sarrollarse; los ju gos propios pier- diente délas causas físicas, corres-
den su actividad : entonces el in- ponde también á esta ley jeneral
dustrioso cultivador, aprovechándo- de la naturaleza, que todo órgano
"Se hasta de los desórdenes de la na- deja de ecsislir desde que no es útil
m
al individuo, y el ' individuo mis- dolc una nutrición mas abundante:
mo perece cuando deja de ser i'uil caen en otoño después de la ma-
d la especie: esta es la sola que no durez de los frutos, porque la plan-
se halla sujeta á la ley jeueral de ta no tiene que producir en el in-
la destrucción ; sin cesar se renue- vierno; tiempo de reposo para la
va; todos los fenómenos veje tales vejetacion. Si persisten en algunas
se dirijea á asegurar la duración espeeies parece que deben este pri-
.de las especies: algunas desaparecen vilegio á los frutos cuya madurez
de la superficie del globo; como es mas tardía : vemos también las
se lia creído observar, esta pérdi- estipulas y bracteas, órganos acce-
da es consecueucia de algún acon- sorios , que solo tienen una ecsis-
tecimiento particular, y no causado teneia momentánea; las flores mis-
por las leyes de la naturaleza. mas viven un instante ; pierden
Asi vemos perecer sucesivamen- sucesivamente su cáliz , petalos»
te muchos de los órganos de los estambres después de la fecunda-
yejetales desde que han llenado las ción, asi como el estilo y estigma;
funciones á que estaban destina- en fin, la planta entera, si es anual,
dos: los cotiledones se marchitan y perece con la diseminación de las
mueren cuando la planta joven pue- semillas ; las raices, ó una porción
de nutrirse de alimentos mas sóli- del tallo, persisten solas en las plan-
dos; las escamas, después de haber tas bisanuales, las leñosas conser-
preservado las yemas de los rigo- van su leño y ramos cargados de
res del invierno, se entreabren y yemas; todo el resto deja de ecsis-
.caen en la primavera desde que la tir; en fin, el árbol entero,por lar-
savia mas activa da al ramo uacien- ga que sea su ecsistencia, encuen-
te fuerza para romper sus cubier- tra el término después de haber
tas; las hojas aparecen en esta mis- gozado por muchos siglos de una
ma época como otros tantos aspira- fuerza Yejetativa que habría podi-
dores , para dar mas euer jia y der- do hacer creer su immortalidad.
.ea.rrollo al individuo, suministran*-

B E C A P I T U L A C I O N .
ooiu^d ojyifvl .utrnitti v"'

E s t a sublime armonía que admi- versos órganos que componen su


ramos en los grandes cuerpos del ecsistencia individual, así como sus
universo, acabamos de encontrar- maravillosas operaciones. A medi-
la eu la relación de los vejetales con da que avanzamos en nuestros des-*
los demás sérrs de la naturaleza, cubrimientos, todo lo que nos ro-
en las relaciones de una especie con dea cambia de aspecto á nuestros
otra, eu fiu en el juego de los di- ojos, y se presenta con un carác-
187
ter de grandeza, que se reconoce res de la naturaleza'. Pero todas»
aun en la yerba en apariencia la estas grandes maravillas pierden lo*
mas despreciable. Cuando respira- mas poderoso de sus atractivos
mos el ayre perfumado de los bos- enando el corazón no toma parte:
ques y admiramos la magestad de sin el, el estudio;de la-• naturaleza'
los árboles que nos cubren con su no es mas que una curiosidad Iría
sombra, cuando reposamos sobre y estéril, estimulada tan solo por
sofaees de musgos en medio de los la vana gloria y amor á la inmor-
brezos purpúreos, fijos los ojos so- talidad. El corazón es el foco del
bre la variedad de flores que nos verdadero gozo:'á él deben referir-
admiran con su hermosura; cuan- se todos nuestros descubrimientos
do en medio de este espectáculo sobre las leyes inmutables que rigen
nuestro enternecido corazón se en- á los seres ; el es el que ha
tregaba á las dulces impresiones transportado en todos tiempos al
de este cuadro alhagüeño, estába- hombre sensible en medio del lujo
mos lejos de pensar en esas yerbas imponente de la vejetacion ¡ Cuan-
y flores que pisan nuestros pies, to me encanta la brillante imajina-
manantiales de goces, que debían eion de-los griegos, que,poblaban
elevar nuestra alma sobre los pla- la naturaleza campestre de ninfas,
ceres de los sentidos, y transpor- dríadas y silvanos. Para espresar
tarnos á un inundo de maravillas su entusiasmo y pintarlo alegórica-
propias para hacernos olvidar en mente, se requieren tenas divini-
el seno de la tierra el tumulto de zados y no mortales , escojidos en-
la sociedad y las pasiones bajas y tre el secso mas seductor, y reves-
rastreras que menoscaban la dig- tirlos con las gracias de una juven-
nidad del hombre. tud inalterable.
• Tres medios concurren á la per- ¿Estas fiestas y bailes institui-
fección y complemento de este es- das en su honor no eran otras
tudio de la naturaleza: los ojos, tantas pruebas de los sentimientos
el entendimiento y el corazón.Por de su reconocimiento hacia el gran
los ojos juzgamos tle las formas; con autor de tantas maravillas? JVo pro-
el entendimiento adquirimos las re- clamaban su poder en estas divini-
laciones y el objeto \ y en el cora- dades alegóricas? Ellas han desapa-
ron se reúnen esas dulces emocio- recido: la observación ha puesto
nes escitadas por la contemplación en sn lugar el descubrimiento de
de las obras del Todo-poderoso. estos grandes fenómenos.
Estos tres medios separados so- En efecto, si reflecsionamos so-
lo nos dan goces imperfectos ; si- bre todo cuanto hemos espuesto en
no vemos mas que formas, lo que los capítulos precedentes, que admi-
es mas jeneral, ellas nos conducen rable simplicidad hemos descubier-
sino á frías distinciones, á una s e - to en las leyes de la naturaleza!
ca nomenclatura á u n simple sistema; ¡Que grandeza en todos sus traba-
es necesario también buscar en estas jos! ¡Que variedad en los resul-
formas, su objeto, las causas de tados! La vemos por todas partes
sus modificaciones, y las relaciones liberal en sus efectos, como eco-
que guardan con los demás sé- nómica en sus medios. Para con-
188
!
cjebir cuanto hay de sublime en la finitamente pequeñas, todas las par-*
obra de la creación , supongamos tes de una planta, las deposita en
un bombee que viese por la pri- el seno de la tierra, y abandona el
mera vez un árbol cargado de flo- cuidado de su desarrollo á la
ues y frutos, y que creyera había humedad, al calor y demás flui-*
sido producto de la industria hu- dos de la atmósfera^ convertidos
maaaj se admiraría como el hom- por la fuerza de la vida en sustancia-
bre habia podido encontrar tantos vejetaL Terminada esta operación
iftaieriaJes diversos: buscaria con sigue ei individuo viviendo hasta
ansia, ¡el genio que lo había guiado que perece pero antes ha comunica-
para formar tantos órganos y dar- do la ecsistencia á una numerosa pos-
les acción: buscaria cuales han ¡sido teridad, destinada á embellecprcons-
los moldes que hau dado á las flores tantemente la superficie del globo.
fnrmas tan seductoras; que pale- No es un estudio estéril como ei
ta ha suministrado á las coro- de la botánica: ademas que aclara-
las sus brillantes coloridos; que alam- nuestras facultades intelectuales,
biques ha destilado olores tan sua- da al alma una dulce serenidad que
ves : porque vias secretas han lle- desvia al hombre de los vicios. Que
gado á los frutos esos jugos tan lección de moral mas patética que
deliciosos. Que de instrumentos, que la que recibe nuestro corazón en
de máquinas, que de matariales la soledad de los campos, en me-
distintos ha debido emplear el au- dio de las produciones mas bellas
tor de una producción tan mara- de la naturaleza! Si la botánica
villosa! Sin duda se ha rodeado de no llena este objeto, no es mas que
cuantos recursos pueden suminis- un estudio vano, uua ciencia de os-
trar las artes, la mecánica y quími- tentación , que puede decirse que
ca. Suponiendo posible la ejecución nos dará tal vez gloria y honor pe-
de tal portento, por medios mecá- ro á espensas siempre de los goces
nicos , cómo daría el hombre á los del corazón y de la paz del alma.
órganos secsuales la facultad de la ICrT.IIOSK'ÍOO f > / OJU'.miHbnOJIIO i ' j
fecundación, y á las semillas la de no;j ;¿iun'h>¡ ?.iiíí»b r';crri/.$xjqeo(0 üOl
reproducion? Recordemos lo que
hace aqiii la naturaleza: ella reú- FIN.
ne en las semidas, bajo formas in- ;
M>R>omo áci'_»bíb 'írtsaj aoiiuvi M nos c

floiosloriiJJUOO ;ú ion; auLfiJiofco aon


M É T O D O S , C L A S E S Y O R D E N E S

Cuando recordamos los tiempos mas fácil de guardar, cuanto que


de ignorancia y fanatismo en que este medio contribuía poderosamen-
las plantas eran designadas tan so- te á estender el respeto y dignidad
lo por sus propiedades medicas y inseparables de estas asociaciones.
por las virtudes ocultas que se les Al fin, algunos escritores hicieron
atribulan: cuando se les daban públicos los secretos de la medicina;
nombres bárbaros y se hallaban dis- recojieron las recetas, indicaron las
tribuidas en los libros que tratan de plantas que las componían ; p e -
ellas según algunas vagas semejanzas ro no dieron á conocer mas que sus
en su porte, ó relativamente ásus nombres vulgares sin hacer ninguna
usos, llama la atención que una buena descripción. Durante una lar-
ciencia tan seductora haya perma- ga serie de siglos se atuvieron á es-
necido largo tiempo sin principios tos vanos conocimientos: todo lo
y en una oscuridad casi misteriosa. que entonces se publicó sobre las
Muchas causas han concurrido á plantas, constantemente limitado á
multiplicar los obstáculos que se sus propiedades medicas, no pudo
oponian á sus progresos. El pue- inspirar otro deseo cpie el de cono,
blo , no viendo en las plantas sino cerlaspara uso de la •medicina. ESA
alimentos ó remedios, ha procura- te conocimiento, desde lingo muy
do cultivar y aumentar los prime- imperfecto, era tan solamente posei-
ros : en cuanto álos segundos, dejó- do por un pequeño número de
los al cuidado de los médicos; personas qué se ocupaban del arte
pero estos, que la mayor parte eran docurar, yestabalimitadoá las plan-
sacerdotes, magos, supuestos sa- tas que tenían alguna virtud medici-
bios, ocultaban á la multitud sus nal; las otras sor encontralxan ente-
descubrimientos, ó masbien, la en- ramente abandonadas ; y el vul-
gañaban con recetas, que acompa- gosc contentaba con admirar vaga-
ñaban de encantamientos, ceremo- mente la hermosura de la vojetacion,
nias y palabras misteriosas. Sabían el brillo délas flores, y cultivar las
muy bien que su prestijio es- mas bellas, sin pensar podrían o-
tribaba en la ignorancia del pueblo: frecer al entendimiento objetos d e
los que llegaban á conocer algu- verdulero jilaccr.
uas de las leyes de la naturaleza No siendo mi intento trazar aquí
se guardaban bien de divulgarlas; la historia detallada del estableci-
era preciso para iniciarse en ellas miento y progresos muy lentos de
largas pruebas y juramento sagra- esta ciencia , me limitaré á eSpo-
do de no hacer revelación alguna ner la serie de los medios inventa-,
á los profanos ; promesa tauto dos por el entendimiento humano
para facilitar su estudio y estable- cilitan ¿menudo su encuentro.
cer los principios. Teniendo cada uno la libertad
Determinadas las especies y reu- de escojer , para el establecimiento
nidas en jéneros, quedaba una de un método, sobre todo en la
operación no menos importante; la flor ó fruto, tal o tal parte, según
de someter la totalidad de los jéne- que la juzgue mas ó menos impor-
ros á una metódica distribución tante , se deduce que estas clasifi-
fundada sobre caracteres bastante caciones , tan felizmente imajinadas
jenerales para que pudieran apli- para reconocerlas en medio de las
carse á todos los jéneros compren- immeusas producciones de la natu-
didos en cada división. releza, son medies enteramente ar-
Todo me'todo artificial (basta a- bitrarios, pero que conviene em-
hora no ecsiste otro) está fundado plear con reserva , sometiéndolas
sobre una ó muchas partes esencia- á principios convenidos , á fin de
les de las plantas , tales como la co- evitar mudanzas que destruirían to-
rola , órganos seesuales, frutos, &C. das las ventajas.
propias para suministrar grandes No se puede negar que por me-
divisiones, á las que se lia dado el dio de esta invención ha hecho la
nombre de clases divididas á la vez ciencia desde \in siglo á esta parte
en órdenes y algunas veces en sub- rápidos progresos ; pero antes de
órdenes, que comprende cada una conseguirlos, se necesitaron bas-
cierto número de jéneros y esclu- tantes ensayos. Los primeros que
yen á otro mayor. merecen alguna atención datan
Para comprender esta bella ope- de la época en que Cesalpino
ración, supongamos que el número publicó su método sobre la distri-
de las plantas suba á diez mil, y bución de las plantas, según la con-
que se ha llegado á dividirlas cu sideración del fruto; porque cierta-
diez clases, conteniendo cada una mente no se puede mirar dice M.
cerca de mil plantas. Para deter- de Lamarch como método de botá-
minar la planta que quiero conocer, nica , las divisiones de las obras de
busco desde luego á cual de estas los antiguos en libros, capítulos,
diez clases pertenece: encontrada párrafos £<c. Estas divisiones, es-
la clase, ved aqui ya á la planta se- tablecidas la mayor parte según las
parada de las otras nueve mil: que- propiedades y usos de las plantas, no
da pues que buscarla entre mil. Una fueron hechas con la mira de for-
división puede reducirlas á quinien- mar método alguno por el que se
tas , ó á menos, por otras subdivi- reconociese una planta , ni para
siones: estas quinientas plantas se asegurarse del nombre que se le ha-
hallan entonces reunidas en jéneros, bía dado; eran solamente lo que
fáciles de distinguir cuando están ahora las divisiones que se ha-
bien caracterizados. Desde que se cen en todas las obras que con-
lia llegado á conocer el jénero de la ciernen á las otras partes de los
planta, solo queda que investigar á conocimientos humanos, esto es, un
cual de las especies pertenece : si medio de evitar la confusión de las
son numerosas , las subdivisio- ideas , y aclarar el objeto que se
nes establecidas éu cada jénero fa- trata. Así, pensaríamos ahora muy
III
mal si considerásemos como método na flor y los pistilos en otra, for-
de botánica la manera como Theop- mó otra división : 1.° flores her»
brastcs, Dioscorides, Lebonc,Loni- mafroditas ó monoclinas: 2,° flores
cei*, Dodoens L'Ecluse, Lobel, Dale- unisecsuales ó diclinas; en la pri-
champ,Porta y otrosban dividido mera , los maridos viven con sus
sus obradlos cuales jamas se ocupa- esposas; en la segunda están sepa-
ron de establecer orden alguuo me- rados.
tódico. Considerando los atributos de
los estambres, ó el orden que la na-
turaleza ha establecido entre ellos,
SISTEMA SECSUAL resulta: 1.° que en estas flores to-
¡i'U({ ¿-.v^vjíim6 v¿i'••:<] <.ol ooíqmo
r
dos los estambres son libres, sepa-
rados unos de otros, y sin guardar
LINNEO. proporción en su lonjitud respec-
Linnsd ha dado tanta impor- tiva: 2." que algunos hay mas cor-
tancia á los estambres y pistilos, tos , que los maridos están separa-
que de ellos lbrmó la base de su dos entre s i , y que algunos esce-
sistema sexual, que llamó bodas de den á los otros en lonjitud. 5."
¡as plantas ; los estambres consi- que en otras flores los estambres
derados como los esposos, les sir- están reunidos formando uno, dos
vieron para establecer sus clases; ó muchos paquetes.
los pistilos, ó esposas, para la for- Los estambres libres, y sin pro-
mación de sus órdenes ó secciones. porción en su longitud respectiva,
Pero como hay un orden de plan- dan lugar á la formación de las
tas en que no ecsisten, ó al menos, trece primeras clases, establecidas
no se perciben los órganos de la según el número de los estambres
jeneracion, de aquí el colocar Liu- que se encuentran en cada flor, que
neo eii dos grandes grupos todas son todos iguales.
las plantas; uno para aquellas que I Monandria. (I) Un estambre ó
tienen los órganos déla generación un solo marido.
visibles, fanerógamas ( 1 ) ; en es- II Diandría. Dos estambres ó dos
tas las bodas son públicas; y otro maridos.
para aquellas, cuya fructificación III Triandna. Tres estambres ó
ó no se verifica ó, se hace de un tres maridos
modo imperceptible ; se llaman IV Tetrandria. Cuatro estambres
criptogamas; en estas las bodas son ó cuatro maridos.
clandestinas. V Pcntandria. Cinco estambres ó
Linneo, observando que aunque cinco maridos.
en el mayor número de plantas se VI Hecsandria. Seis estambres ó
encuentran en una misma flor los seis maridos.
órganos masculinos y femeninos, no VII Heptandria. Siete estambres ó
obstante que hay muchas otrasejue siete maridos.
no tienen mas que uu sseso, es de- 5
(i) T o d o estos n o n i L i e s c l á s i c o s e s -
cir que los estambres están en u- tan c o m p u t s t o s d e d o s p a l a b r a s g r i e g a s ,
(0 Este término moderno; Linneo l a p o n i e r a es n u n : é i i c t » , l a s e g u n d a s i g -
n o lu u s ó . nifica h o m b r e .
IV
VÍII Octandna. Ocho estambres bre él mismo individuo.
ti odio maridos. XXII Dioecia. Estambres y pis-
IX Eneandria. Nueve estambres tilos en floi'es separadas, sobre in-
ó nueve maridos. dividuos distintos.
X Decandria. Diez estambres ó XXIII Poligamia. Flores herma-
diez maridos. froditas sobre flores unisecsuales.
XI Dodecandiia. Doce estambres XXIV Criptogamia. Fructificación
ó doce maridos. oculta; bodas clandestinas. •
XII Icosandria. Mas de doce es- Linneo después de haber toma-
tambres insertos en el orificio in- do los estambres, ó maridos, para
terno del cáliz. establecer las clases de su sistema,
XII Poliandria. Mas de doce es- empleo los pistilos, ó mugeres para
tambres insertos sobre el recep- la formación de sus órdenes, que
táculo. caracteriza según el número de pis-
XIV Didinamia. Cuatro estam- tilos que hai en cada flor haciendo
bres, dos mas largos que los o- aplicación de estos para las trece
tros dos. primeras clases, que las denomina
X V . Teíradinamia. Seis estam- monojinio, dijinio, trijinio, tetra-
bres, cuatro mas largos que los jínio, pentajinio, polijinio &ÍC. vo-
otros dos. ces compuestas de dos palabras grie-
Los estambres rcun idos entre si gas ; la primera numérica , la segun-
por alguna de sus partes ó en el da significa muger. Pero no siendo
pistilo, dan: posible usar del número de pistilos
X V I MonadelpZa. Los estambres para todas las clases, hizo aplicación
reunidos por sus filamentos for- de otros órganos, por ejemplo los
mando un solo paquete. órdenes de la clase XIV y X V , del
XVII Diadclfia. Los estambres tamaño respectivo de los frutos, los
reunidos por sus filamentos for- de la siujenesia, del aborto de las
mando dos paquetes ordinariamen- flores ó de la esterilidad del pistilo.
te nueve reunidos, y uno separado. Pero no me detendré sobre este a-
XVIII Poliadelfia. Los estambres sunto hasta después de haber pre-
reunidos por sus filamentos for- sentado el cuadro de la clasificación
mando muchos paquetes. de Linneo.
X I X Sinjcnesia ó fecundación si- 1. clase. Monandria: plantas cu-
a

multanea. Los estambres soldados yas flores no tienen mas que un


por sus anteras. solo estambre. Esta clase tiene dos
X X Ginandria. Estambres solda- órdenes.I. Un solo estilo, monojimo:
dos en el pistilo. como el hippuris vulgaris. II. Dos
En las flores unisecsuales, los estilos, dijinio: el blitum capitatum.
dos secsos están separados ;se en- Linneo ademas de los ordenes ha
cuentran sobre el mismo individuo establecido subdiviciones particula-
ó individuos distintos; también las res tomadas de todas las partes de
flores hermafroditas se confunden la planta, para facilitar la distin-
con las unisecsuales; de donde, ción de los jeneros. Esta clase com-
X X I Monoecia. Estambres y pis- prende pocos jeneros de plantas.
tilos en flores separadas, pero so- a
2. clase. Diandria. Dos estambres;
V
tiene tres ordenes, I. Ün solo estilo, tos jeneros que se bacía difícil co-
monojinio : como la sirynga vulga- nocerlos, siLinneo no hubiese hecho
m . II. Dos estilos, dijinio: el antho- divisiones y subdivisiones de ellos
xanthum, III. Tres estilos, trijinio; el para facilitar su clacificacion. Estas
piper. Esta clase tiene poca esten- divisiones versan sobre la corola ora
sioii, el primer orden comprende sea monopetala, ora polipétala; so-
una parte de los jeneros de la fa- bre el ovario superior ó inferior,
milia de las jazmíneas. El segundo sobre los frutos y numero de semi-
orden uno ó dos jeneros de los de llas mié' encierrau. El primer orden
la familia de las gramíneas. E l ter- comprende algunos jeneros de las
cero , las numerosas especies del je- familias naturales, como las borra-
nero piper. jineas , rubiáceas, apocineas &cc.
a
5. clase. Triandria. Tres estam- El segundo orden comprende to-
bres: tiene tres ordenes. I. Un solo da la familia de las umbelíferas. Los
estilo, monojinio; la valeriana. II. otros órdenes comprenden jeneros
Dos estilos, dijinio; lolium perenne. de distintas familias. Se ha agrega-
III. Tres estilos, trijinio: elpolicar- do un orden que es VII para diez
pon. El primer orden comprende estíios, decajinio, que tiene el jé-
las liliáceas de tres estambres en vez nero schcjflera.
de seis, y una gran parte de las cy- a
6. clase. Ilecsandria: seis estam-
peraceas. En el segundo, muchas bres; tiene cinco órdenes. I. Un so-
de las gramíneas, las que tienen lo estilo, monojinio; la escita. II. Dos
flores herniafroditas. El tercero estilos, dijinio; el arroz. III. Tres
comprende jeneros de distintas fa- estilos, trijinio; la acedera. IV: cua-
milias. tro estilos, tetrajinio: V: muchos es-
a
4- clase. Tetrandria. Cuatro es- tilos, polijinio; el ahima. El primer
tambres : tiene tres órdenes. I. Un orden comprende muchas familias
solo estilo, monojinio: la escabiosa. de las liliáceas; los otros jeneros
II Dos estilos , dijinio; la cuscuta. apenas tienen semejanza. Se ha a-
III Tetrajinio: el acebo. El primer greg-ado un orden que es VI. Seis
orden comprende muchas rubia- estilos, hecsajínio, para la wendlen-
ceas ; elsegundo muchos jeneros de dia y el damasonium.
familias muy distintas; el tercero a
7. clase. Heptandria, sieteestam-
algunos jeneros de la familia de las bres: tiene cuatro órdenes. I. Un
náyades: ademas se ha aumentado solo estilo, monojinio: el castaño.
un otro orden pira el jénero boscia. II. Dos estilos, dijinio: el limeun. III
a
5. clase. Pentrandria. Cinco es- cuatro estilos, tetrajinio; el saururus
tambres ; tiene seis órdenes: I. un IV- Siete estilos; hectajinio. Entre
solo estilo ; monojinio : la madresel- los jeneros de esta familia, casi no
va. II. Dos estilos, dijinio : el hinojo. ecsiste relación alguna.
III. Tres estilos, trijinio; el vibur- a
8. clase. Octandria: ocho estam-
no. VI: cuatro estilos, tetrajinio: la bres: tiene cuatro órdenes: I. un so-
parnasia. V: cinco estilos, ponta- lo estilo, monojinio : el epilobium
juno ; el lino. VI: muchos estilos, spicatum. II. dos estilos, dijinio. III
polijinio: el myosurus. Tres estilos, trijinio: el carillos per-
El primer orden comprende tan- mum. IV. Cuatro estilos , tetraji-
VI
uio: la nioscatelina. Algunos jene- tos órdenes de esta clase.
ros tienen analojia de familia. a
14. clase. Didinamia ; cuatro es-
a
9. clase. Eneaudria: nueve estam- tambres dos mas cortos que loso-
bres; tiene tres órdenes. I. Un solo es- tros dos, esta clase saca sus caracteres
tilo, monojinio: el laurel. II. Tres es- no soio del número de los estambres
tilos; trijinio elruibarbo. III. Seis es- sino mas particularmente déla lon-
tilos , hecsajinio; el butomus. jitud de ellos, Linneo deduce del
10." clase. Decandria. Diez es- fruto los órdenes de esta clase: tie-
tambres: tiene cinco secciones I. Un ne dos; I: cuatro :semillas desnudas,
estilo ; monojinio : rhododendrun. situadas en el fondo del cáliz, gym-
II. Dosestilos, dijinio; la saxífraga. nospermo: la ortiga. II: angios
III. Tres estilos, trijinio. IV: cinco pernio, semillas cubiertas ó encer-
estilos , pentajinio; la siempreviva. radas en una capsula: la linaria.
a
11. clase. Dodecandria : doce es- Todas las labiadas pertenecen al
tambres ó mas; pero colocados so- primer orden; las personadas de
bre el receptáculo: tiene seis órde- Tournefort y las scrofularias de Jus-
nes. I: uu solo estilo; monojinio: el sien, al segundo.
a
1 atirus. II. Dos estilos, dijinio; la 15. clase. Tetradinamia; seis es-
agrimonia. III. Tres estilos trijinio: tambres, dos na as cortos que los otros
el resedá. IV. Cuatro estilos tetraji- cuatro; tiene dos órdenes deduci-
nio. V: cinco estilos, pentajinio. VI dos de ciertos caracteres del fruto.
doce estilos , dodecajiíiio; la siem- I. Fruto siliculoso, vaina casi tan
previva. larga como ancha; como la planta
a
12. Clase. Ieosandria: doec estam- llamada boba de pastor. II: fruto
bres, veinte ó mas en una misma silicuoso, vaina larga y angosta;
flor; pero adheridos estos al orifi- la col.
a
cio interno del cáliz: tiene cinco ór- 16. clase. Monadelfia, estambres
denes. I. Un solo estilo, monojinio: el reunidos por sus filamentos constitu-
almendro. II. Dos estilos, dijinio: el yendo un solo cuerpo: tiene siete
nnistaeo. III. Tres estilos , trijinio. órdenes I: tres estambres, trian-
IV. Canco estilos ; pent ijiuio : el pe- dril: el tamarindo. II: cinco estam-
ral. V: muchos estilos, polijinio: bres , pentandría; la kermania. III.
el rosal. En esta clase se encuentra ocho estambres, octandria. IV. Diez
la herniosa familia de las rosaceas y estambres, decandria: 1 ejeranio.
muchos arboles frutales. V: once estambres, cneandria. VI
a
15. clase. Poliandria: mas de vein- Doce estambres, dodecandria : VIL
te estambres adheridos al recepta- muchos estambres; poliandria, la
culo : tiene seis ordenes. I: un solo malva. La familia natural de las
estilo, monojinio: el neniifar. II. mah'aeeas está comprendida eii el
Dos estilos dijinio: la peón'a. III. orden séptimo; los otros órdenes tie-
Tres estilos, trijinio : el acónito. IV. nen jeneros sin analojia entre si.
cuatro estilos•• tetrajinio: V. cinco a
17. clase. Diadelfia; estambres
estilos, pentajinio : la aguileña. VI. reunidos por los filamentos for-
muchos estilos, polijinio : el ranún- mando dos cuerpos (dos hermanos)
culo. La familia de las ranunculá- su número muy desigual pues uno
ceas esta comprendida en los distin- tiene nueve estambres y el otro es
VII
uno solo: algunas veces se halla tro son hermafroditas y las de la
soldado con los demás : tiene cua- circunferencia femeninas y férti-
tro órdenes establecidos sobre el les , pues reciben el polen de las
número de estambres. I. Cinco es- del centro. III Poligamia necesa-
tambres, pentandria.il. Seis estam- ria : las flores del centro, aunque
bres; hecsandria : la fumaria. III. hermafroditas, son estériles, por la
Ocho estambres, octandria: la yer- debilidad ó aborto del pistilo, pe-
ba lechera. IV. Diez estambres, de- ro los estambres fecundan á los
candria: el guisante. Esta clase com- pistilos en las flores de la circun-
prende en este orden IV muchos ferencia que son femeninas y fér-
géneros de las leguminosas i los o- tiles. Estas dos especies de flores
tros tres órdenes tienen pocos gé- son tan necesarias que si la una
neros de familias muy distintas. faltase no habría fecundación: la ca-
a
18. clase. Poliadeljia; estambres léndula. IV Poligamia separada;
reuidos por sus filamentos forman- las flores ademas del cáliz común
do mas de dos cuerpos; (grupos tiene cada una su cáliz particular.
de hermanos) tiene cuatro órdenes E l V. orden fué conocido después
establecidos según la inserción de de Linneo, con el nombre de nw
los estambres. I. Cinco estambres, nogamia , comprendía flores soli-
pentandria; la flor del cacao. II tarias sencillas y separadas las unas
Doce estambres, dodecandria. Ill de las otras ; la violeta , la cobelia
Mas de doce estambres insertos ¿kc; las Jlosculosas, semiflosculosas
en el borde inferior del cáliz, ico- y radiadas de Tournefort, y las
sandria, el naranjo.\Y. mas de do- chicoraceas de Jussicu , pertenecen
ce estambres, insertos sobre el re- á esta clase.
ceptáculo, poliandria; el hipericon. 20 clase Ginandria. Esta planta
a
• 19. clase. Sinjenesia; estambres cuyo nombre espresa en griego, la
retiñidos por sus anteras formando unión del marido y la mujer, está
un tubo ó anillo por cuyo centro caracterizada por la inserción de
pasa el pistilo ; las flores compues- los estambres en el pistilo: tiene
tas están comprendidas en esta cla- nueve órdenes; pero Linneo los re-
se : tiene cinco órdenes que Linnco dujo después á cuatro: I. dos estam-
estableció sobre la poligamia de las bres ; diandira; eXofris. II: orden,
flores reunidas en un cáliz común tres estambres, triandríajseha con-
no porque haya reunion de flores servado solo para un pecpieño nú-
poligamas propiamente dichas, si- mero de jeneros; la escila. El ter-
no porque hay una fecundación cero y el cuarto están suprimidos.
confusa; y de esta especie de po- Se ha conservado el sesto, hecsan-
ligamia formó la base de las órde- dria , seis estambres: la aristolo-
nes según que las flores eran to- quia.
das bermafroditas, adheridas al cá- a
21 . clase. Monoécia. En esta cla-
liz, ó bermafroditas y unisexuales se las flores son unisecsuales, los es-
reunidas. I Poligamia igual; cuan- tambres solo habitan una flor, los
do todas las flores son bermafro- pistilos otra; pero esta s dos especies
ditas; el amargón. II Poligamia su- de flores se encuentran en un
perflua; cuando las flores del cen- mismo indrv iduo; tiene nueve órde-
VIII
nes fundados en los caracteres de binaciones de las flores machos y
las clases. I Monandria; la berbena de las hembras: son bermafro-
II Diaudrla; la lenteja de agua III ditas en un mismo individuo, dos
Triandria:eltypha. I VTetraudría: la ó tres: de donde se siguen tres
ortiga. V Pentadria: elamaranto. VI órdenes. I Flores polígamas reuni-
Jíecsandria: el coco. VII Poliandria das en un mismo individuo, monoe-
mas de siete estambres : el nogal. cia: el lodofw. II Flores poligamas;
VIH Monadelfia, el abeto.IX.: ginan- las hermafroditas cu un mismo in-
dria. En las flores machos los es- dividuo , los machos y hembras en
tambres están insertos sobre un pis- olro; dioeciae\ glidilsia: triacanthos.
tilo que aborta. Se encuentran en III Flores poligamas: las herma-
estos diferentes órdenes, familias na-froditas sobre un individuo, los
turales: en el'5.° algunas de las gra-machos en otro, y las hembras
míneas y ciperáceas ; cu el 4-° de en otro : el algarrobo.
lasurticcas: en el 7.° de las amian- Se encuentra en el I orden la se-
taceas; y en el 8.° muchas de la rie de la familia de las gramíneas,
coniferas. algunas leguminosas <Scc. Las otras
a
22. clase: dioccia, flores machos dos , muy poco estensas , sobre
y hembras en distintos pies de plan- todo la última no ofrecen grupos
tas; habitación separadas, son di- naturalmente notables.
a
oicas: tiene catorce órdenes; funda- 24. clase. Criptogámia.
dos en los caracteres de las clases. liemos llegado á los matrimonios
I: monandria; la náyade. II Dian- clandestinos esto es á las plantas
dria; el sauce. III Triandria. IV Te- cuya fructicacion es indistinta, iu-
trandria, el muérdago. V pentan- yisible ó poco conocida. Esta clase
:

dria; el cáñamo. \ T Ilecsandria : el no podía suministrar para el esta-


poligonato. VII octaudria, el álamo. blecimiento de los órdenes, los mis-
VIII. Encandria; la mercurial. IX mos caracteres empleados en las
decandria ; el s'hlnun. X.Dodecan- clases precedentes; Linneo ha pre-
dria; el coco de levante. X I Polian- sent ido injeniosamente en cuatro
dria. XII Monadelfia. XIII Sinje- órdenes familias muy naturales'y
nesia ; el brusco. Este último orden cuyos caracteres se hallan tan pro-
está suprimido; el único ¡enero que nunciados que se reconocen al pri-
encierra no es sinjencsla. Las a- mer aspecto. Los heléchos, los mus-
miantaccas y coniferas están com- gos , las algas, los hongos: y algu-
prendidas cu esta clase y otros je- nos han aumentado las hepáticas y
neros que no guardan consecuen- las náyades. E s necesario esceptuar
cia entre sí. un pequeño número de jeneros.
a
25. clase. Poligamia. Esta clase Tal es este sistema tan célebre.
es una combinación de las dos pre- Morízon Jourmefor Juísien y otros
cedentes; consiste en lasfloresque han formado también métodos de
linas son unisexuales y otras her- clasificación vejetal, fundados en
mafroditas: hay pluralidad\de ma- distintos órganosde las plantas; que
trimonios ó poligamia. Los órdenes nos dan á conocer la sagacidad de
están sacados ele las diversas com- tan célebres autores.
Clases.
C U A D R O Uu estambre. . 1. a
MONÁJÍDRIA.

DEL Dos estambres. . 2. a


DIAXDRIA.

Tres estambres.. 5. a
TRIÁNDRIA.
Nombres
SISTEMA SE CSV AL de los
Cuatro estambres a
4- TETRAIÍDRIA.

DE estambres. Cinco estambres. 5. a


PENTÁJVDRIA.

En pro­ Seis estambres. . 6. a


HECSÁNDRIA.

L U X N E O . porción in­ Siete estambres.. 7. a


HEPTÁNDRIA.
determi­
Ocho estambres. 8. a
OCTÁNDRIA.
nada.
Nueve estambres. 9.° ENEÁIÍDRIA.
Diez estambres. 10. a
DECÁNDRIA.
Estambres
Libres.
Once estambres. 11. a
DODECÁNDRIA.

Su Mas de doce estambres insertos en el cáliz a

inserción..
\ 12. ICOSANDRIA.

Mas id. id. insertos en el receptáculo POLIANDRIA.


E n pro­ {15.
Herma fro­ porción -Dos estambres mas largos
Órganos di tas. determi­ ^ 14. a
DIDINÍMIA.
secsuales nada. Dos mas cortos .
aparentes. Cuatro estambres mas largos.
TETRADITfAMIA.
Faneróga­ .Do: mas cortos.
mas. . . Estambres MONADEIFIA.
Estambres reunidos en un paquete
reunidos. E n dos paquetes DIADELFIA.
L a s plan­
En mas de dos POLIADELFIA.
tas tienen
los.

Órganos
{ Reunidos por sus anteras.
Insertos sobre el pistilo. .
'
SINGENESIA.
JI3ÍÁNDRIA.

MOTíOECIA.
secsuales
Unisecsuales. ' DIOECIA.
ocultos. 1
Cripto- ' POLIGAMIA.
gamas. ' CRIPTOGAMIA.
Jnüttt k los Capítulos
c)8X L
^OI3AJUTI JLAD3tf
QUE CONTIENE ESTA OBRA.

I N T R O D U C C I Ó N . Definición de la botánica: plan de esta,


obra: utilidad y placeres del estudio de esta ciencia. I
C A P I T U L O 1.° Consideraciones jenerales. Cuadro de la
vejetacion en la superficie del globo. 1
2.°—Oríjen de la vejetacion. 11
3 . ° — Consideraciones acerca déla íntima relación que ecsiste
entre los veje tales y su substancia nutritiva. 19
4.°—Relaciones entre los vejetales y animales. 28
5.°—De los órganos estemos de los vejetales. Del tejido celu-
lar y reticular. 33
a
6. —De la médula. 41
7.°—De las capas corticales y leñosas. 47
8.°—De los fluidos de. los vejetales, de la savia y de los ju-
gos propios. 52
9.°—De las secreciones, escreciones. Del cambium^ 56
10.—De. los órganos esteriores. Las raices. 59
11.—De los tallos, ramas y ramos. 65
12.—De las yemas. 72
13.—De las hojas. 75
14.—Órganos accesorios. Las estipulas, zarcillos, espinas, a-
guijones, pelos y glándulas. 88
1 5 . — Órganos de. la reproducción. Las flores: inflorescencia. 9 4
16.—El receptáculo, los nectarios, bracleas , involucros, cú-
pula y esputa. 101
17.—Cubiertas florales, el cáliz. 107
18.—La corola. 111
19. — Órganos secsuales. 118
20.—De la fecuiulacion de las plantas y fenómenos que la a~
compañón. 127
21.—Los frutos, pericarpio y semillas.. 135
22—De la jerminacion. • 149
23.—De la diseminación y demás medios de la multiplicación. 1 5 3
24.—Consideraciones sobre las formas y diferentes posiciones
de un mismo órgano en las flores y de la relación de los
órganos entre si. 158
25.—De la vida délas plantas, fenómenos que dependen de ella. 1 6 5
26.—De la edad de tas plantas, su duración y tamaño, des-
arrollo de sus diferentes partes. Espansion d& las flores. 170
v
27.—Movimientos délas plantas* 177
28.—Enfermedades, muerte de los vejetales. £84
RECAPITULACIÓN. 186
T
.kfis.o A.T23, aíiaiTiiOD a j p
v t -~

- . Tn8fir»tf-»0<KI fTITTl .

a'.ai a!» naV\ :a3«vaio& ai sí» aoViunV-AI .VÍOID J ' J G O J I T T Í I


I .ahucia aV¿3 sib oífouUalah iyvráa\<\ \ W b s i h M - . m i ó
aM
a\ a a < n V ^ .*aUvlow3\ i^oíai&slbwuwQi ° . í O J U T P I A O

ít .ñor,a\o\ai a\ aik Bi\i**0—°.£


aUttis s » ^ w>ha\ rt awiYm aWrt 5,WTO irino'na*via'm\o'5 — °.£
Qt .aw'sV/vain a o a a U t W m x A ^ t o l y M c í •

OÍM\3\

ii*
51
• n\zo\ oa x xávat a\ aa <a¿¿ai3\3M sb

£d . i ü s u a - \ \ i a w » t a c \ i a i io\ sft—<¿tt.
r

.tam a :A-.£I
?'r _ .ta'ioA i\\ :Ai—.£1
-a i » n u t t 3 M»SKmtss, %abK!(n-i3 ?.»A. .?.anoiívi_.a «.ona^
{ t t

«a
.SÚ3fta3tan«£\lfi '.?,IAO\\ a a . \ .«o\y>*AMru\Yi a \ aa tona^tO—,.ct
te

llt : .aianoa ^ - . 8 f
gif _ . t ^ i a a i o s ? , '40í*a;g*vvj —;
- a » \ 3 « ^ ?.o«3V,\bir\\ *»!J<\.V.\ i a i -Ai noria- nao \ a ! ' o o . - - . L -
Cfit .na^m»
c£t . u № t » t x ovy^a^m^ . w U n \ * © J L - ~ I » ,
ei-t \üM .j\onanawA5\ a\ *><A—|£
£ot ,tto\3a'AV\:^nra a\ aa ?,o'.\v;u\ tamaSa ^ n o ' n w w ' j í t s i a , ¡Al
i 3 n o n n o < i ¿IUO-V^V» t , t a « n ó \ z\\ a*vi<w M ^ a » v ^ M * o * J **»•
гo\ 3a aonatai ai 3a x, i v \ o i \ fcv>» a s o w a ^ o ornin» m •
CORRIGENDA.

Pdj. Lìti. Dice.. Léase.


6 5 abajo s e g ú n en lo p o c o s e g u n / l o poco
7 14 aniba Rrown me limitaré Krown. M e limitaré
33 1 abajo su la
37 16 arriba tratado estraer t r a t a d o d e estraer
60 16 id. hayan hallan
65 4 id. las t r a n c a s , r a m a s , hojas las r a m a s , h c j a s
78 24 id, n e b u l o s o j nos o f r e c e n n e b u l o s o nos ofrecen
81 11 id. levantado ó abatido levantada ó abatida
97 9 id. m a s no m a s nos
97 1 1 abajo & c . todos &c. Todos
125 7 id. esterior da á esterior á
141 13 id. del d e la
142 12 arriba ópiña ó pifia
143 8 id. su un
143 25 id. desprenden desprende
L A M W A I
\
«
LAMINA VI.
ч
LAMINA. IX.
Hojas
LAMINA XI
LAMINA XU
H oj as .
1
LAMINA. XIV.
ovesccencia
\
LAMINA XV
T f n f l o r e ssei) eia
LAMINA XVI
YnflorHssetiria
CXXXIX.

Convolvulus scammonia ; foliis sagittatìs postici trun-


I
catU, peduticulù teretibus subtrijlorù. Linnc, pentan-
l A T I N
\ dei,: monogenie. J u s s i e u , cías. V i l i , ord, 9, families
{ des liwrani,
FRANCES Scamonèe.
ITALIANO Scamonea.
ESPASOL Escamonea.
PORTUGUÉS ... Escamonia.
ALEMÁN Scammoijienwmde.
INGLES Scammony.
HOLANDÉS S o a m m o i i e u m ; syrische winde.
DANÉS Skammoneum.
s u ECO Skammoneum.
ARABE Sachmunia.

A escamonea es tina s u s - p a d o r e s , algo' Vellosos y de tres


tancia que da la raíz de la p l a n - á c u a t r o ó mas pies de l a r g o .
ta de este n o m b r e , la cual c r e - L a s hojas son l a m p i ñ a s , a l t e r -
ce en la S i r i a , en los c a m p o s de nas, pecioladas, triangulares, a -
Mysia y también en los c o n t o r - g u d a s , de dos pulgadas de l a r -
nos de levante. T i e n e todos los g o , con dicntecitos. Los pe-
c a r a c t e r e s de los convolvulus; d ú n c u l o s son solitarios, acsilares,
consta de un cáliz persistente doble mas largos q u e las h o j a s ,
con cinco divisiones profundas; con dos ó tres flores p e d i c u l a -
de una corola c a m p a n i f o r m e , das y cada pediculillo con dos
plegada p o r su limbo; de cinco pequeñas bracteas. L a s hojue-
e s t a m b r e s ; un ovario superior; las del cáliz son lampiñas, o b -
un estilo; dos e s t i g m a s . E l fru- tusas, y algo m a s r e c o r t a d a s por
to es una cápsula con dos cel- su p u n t a . L a corola es g r a n d e ,
dillas o c u p a d a s cada una por dos de color blanco teñido de p ú r -
semillas r e d o n d a s . pura.
S u s raices son l a r g a s , mui car- L a raíz de esta planta tiene
nosas, si se incinden sale un j u - un j u g o lechoso, q u e se o b t i e -
go l e c h o s o ; dan nacimiento á ne por incisión ó p o r otros
tallos d e l g a d o s , cilindricos, t r e - distintos procedimientos; se c o n -
desa al aire, y se espende en los mas ene'rjícos. ¿Seria nn
el comercio en estado concre- error decir, con los humoristas
to con el nombre de escamo- que evacúa la pituita ó que obra
nea. Esta substancia se pre- con especialidad sobre ciertas
senta en masas ó fragmentos ir- partes de la bilis? Estas ideas
regulares , con un color blanco son meras hipótesis. Gribase,
amarillento, verdoso , gris os- Aetius, Hoffmann y otros le a-
curo ó negro; es seca, poco pe- tribuyen cualidades venenosas;
sada y quebradiza ; su fractura pero no ha i tal. Orfila habien-
es brillante, su olor fuerte, al- do dado á algunos perros hasta
go nauseativo, y su sabor que cuatro dracmas de esta sustan-
al principio es nulo produce cia, solo vio sobrevenirles eva-
una sensación de acritud y a- cuaciones albinas: sin embargo
margor muí notable. En las ofi- si se a-lmi.nistrase en mucha can-
cinas se encuentran dos varie- tidad llegaría á producir ade-
dades; la escamonea de Alep- mas de una escesiva purgación,
la mas estimada , es de color cólicos, inflamación y hasta ul-
gris oscuro, lijera, mui quebra- ceración en los intestinos; por
diza, y pertenece esclusivamcnte esto debe usarse en cortas can-
al convolvulus de que tratamos. tidades y con mucho cuidado.
L a de Smyrna, notan cscelen- Así pues la escamonea convie-
te, es negra, mas pesada, me- ne á los/individuos fuertes, ro-
nos quebradiza, y parece perte- bustos y mui trabajadores ; per-
necer á la periploca escamonea; judica por el contrario á los ni-
contiene, según los esperimentos ños, mujeres, convalecientes, y
de MM. Bouillon, L a Grange y en jeneraI á todos los hombres
Vogel 0,29 de resina y 0,08 de débiles y delicados, á los de tem-
materia gomosa; pero casi siem- peramento nervioso y linfáti-
pre los farmacéuticos dan, en co, á los dispuestos á las infla-
vez de esta goma-resina, jugos maciones, á las hemorrajias, y
concretos de distintas especies
otras enfermedades agudas. Por
de apocynos, ó bien la adulte-
tanto puede ser mui útil en cier-
ran con cenizas, arena, almidón
tos catarros antiguos y rebeldes,
y otras sustancias estrañas.
en las hidropesías esenciales,
Los antiguos no desconocían gota atónica, en algunos casos de
la escamonea. Los griegos y mania, de hidropesía , de cólicos
árabes la usaban con frecuen- saturninos, de lombrices intesti-
cia. Hipócrates hacia uso de nales, de sarna inveterada, dar-
la raiz como un purgante drás- tros, tina y otras enfermedades
tico mui activo; posteriormen- de la piel siempre que para com-
te se ha recomendado la deco- batirlas este indicado un purgan-
cion aceitosa unida á los fariná- te; pero no debe usarse en las fie-
ceos, como un escelente tópico bres, ecsantemasagudos, ílegma-
para curar la isquialgia, los do- ciasde las visceras, tisis y otras
lores lijos, la gota, el reumatis- enfermedades agudas ó crónicas
mo crónico v algunas enferme- acompañadas de sed_, calor, se-
dades de la piel. L a goma-re- quedad, enmagrecimiento ó mu-
sina es un purgante drástico de cha debilidad. Se administra
en sustancia de cinco á quince wiek, y considerados por el mis-
granos; según Russcl, á la dosis mo autor como remedio univer-
de un escrúpulo ha producido sal. El nombre de cornachiruz
seis cámaras ; se dá con a- que también tienen , deriva de
zucar , ó mezclada con sustan- Cornachino, profesor en Pize,
cia mucilajinosa que debilita su que tuvo la locura de escribir
acción. Las distintas prepara- un libro celebrando en el, las
ciones que se usan tienen el virtudes admirables y el poder
nombre de diagredios. Los li- de esta panacea. La escamonea
bros de materia medica y las forma parte de otros medica-
farmacopeas Je han prodigado mentos oficinales; tales como las
injustos elogios al diagredio cy- pildoras policrestas, lasmesente-
dome, al de glycyrrhize y al azu- ricas de charas, mercuriales de
frado &cc. compuestos de la es- Bontius, el sagapeno de Camilli;
camonea con la pulpa de mem- la benedicta lacsante; el azúcar
brillo, con el estrado de orozuz, coloquintidade Pachius, la con-
ó con el azufre. Este últi- fección de Hamech, la opiata me-
mo diagredio forma la base de sente'rica lacsante ; el estracto
,1o» polvos de tribus, denomina- panquimagogo de CroUius y o-
dos también polvos de ¡os tres tras grandes producciones de
diablos, de los condesde W a r - la polifarmacia galénica.

J ^ s p í t c c t c t o t t be ía írttuwa t 3 ^ .

La planta representa la mitad de su tamaño natural.

1 Corola abierta y eu la base cinco estambres.


2 Cáliz.
3 Pistilos. .
4 -Éranos.
CLXXVII.

LATIN / Cambogia gutta; Linné , poliandrie monogenie , Jussieu,


ì eia». 13, ord. 9,famille de guttiers.
TRANCES Gomme-gutte.
ITALIANO G o m m a gotta; gotagamba.
ESPAÑOL G o m a gota] guta gamba.
PORTUGUÉS ... Gutteira.
ALEMÁN Gummiguttbaum.
INGLES G u m guttae tree.
HOLANDÉS Gittègom-boom.
DAN ES Gummiguttaetrae.
SUECO., ...... Gummiguttatrad.
MALABAR C o d d a m pulii; Rheed.
MALAYO Otapulli.
CHINO Hoam-loj Loureiro.

*%$E cree que la gula ó goma- rillenta interiormente.


guta es producida por un árbol Las hojas son pecioladas, o -
de las Indias Orientales, que puestas, algo espesas, lisas, ova-
Linneo nombró cambogia gutta, les , enteras, brillantes, verde
y que Gaertner reunió como e s - oscuras y angostas en sus dos
pecie en el genero garcinia. L a s estremidades.
diferencias que ecsisten en la Las flores son poco numero-
forma del estigma y en el nú- sas, inodoras, blanco amarillen-
mero de los estambres, son en tas , sostenidas por pedúnculos
efecto demasiado dijeras para ca- simples, y mui cortos; están s i -
racterizar dos jeneros bien dis- tuadas en la estremidad de las
tintos. ramas.
Este árbol es mui elevado: se Su cáliz está dividido en cua-
baila provisto de gruesas raices tro incisiones profundas, cón-
mui ramificadas. E l tronco tie- cavas , y caducas: la corola se ha-
ne diez ó doce pies de circun- lla compuesta de cuatro petalos
ferencia ; la madera es blanca; cóncavos, redondeados y con u-
ta corteza negruzca por fuera, ñas largas; los estambres son cor-
^oja por debajo, y blanca ama- tos y numerosos ; tiene ademas
un ovario superior que sostiene goma-guta no esperimenta cam-
cuatro estigmas sentados y per- bio alguno etilos aceites grasos;
sistentes. se disuelve en parte en los e-
El fruto es una baya globu- senciaies, y particularmente en
losa , del grueso de una naran- el de trementina, que colora de
ja, con ocho costillas salientes, un hermoso rojo naranjado.
dividido en ocho espacios, que Esta goma resina , introdu-
contienen cada uno una semilla cida en la materia médica p o r
oscura , oblonga y cubierta de Cluosius, en 1603, tuvo, como
una túnica doble. todas las sustancias medicamen-
El jugo gomo-resinoso que tosas, apolojistas y detractores.
cae por incisión de las hojas, Unos la tienen como un pur-
ramas, y tronco de este árbol gante poderoso , cómodo y efi-
r de muchos otros vejetales de caz; otros la acusan de produ-
Ía familia de las gutiferas , es cir vómitos, flatuosidades ¿kc.,y
conocido bajo el nombre de g o - la consideran Como un. drástico
ma-gu ta, gummi guttct, gummi violento y peligroso, que se de-
gotta-j gommi gomandrce, gummi be desterrar aun de la medici-
de goa, gummi de jemu, gummi na veterinaria. E l ilustre Dau-
peruanum , gummi laxativum, bauton habia observado que á
gutta gamu, cambodium , cam- la dosis de tres escrúpulos, ha-
bogium, tkc. Tal como se pre- cia perecer las cabras. Los per-
senta en el comercio bajo for- ros á quienes M. Orilla adminis-
ma de cilindros gruesos , esta tró esta sustancia en gran can-
sustancia es sólida, pesada, o - tidad no esperimentaron mas que
paca , quebradiza , de color a- simples vómitos, porque mui lue-
marillo obscuro al esterior ti- go la arrojaron ; pero introdu-
rando á rojo interiormente , y ciéndola de nuevo, y ligándo-
les el eesófago , les sobrevinie-
que se convierte en amarillo cla-
ron evacuaciones albinas líqui-
ro cuando se la humedece ó pul-
das, la inflamación de la mem-
veriza. E s inodora é insípida;
brana mucosa, del estómago é
pero si se tiene algún tiempo
intestino, y murieron en el ins-
en la boca, produce una seu-
tante á resultas verosimürnen-
sacion acre; cuando se masca, se
te de la irritación simpática del
pega á los dientes y pone la sa- sistema nervioso , com-o conse-
liva amarillosa. S e disuelve al- cuencia de la acción violenta de
go en el agua y el alcohol , á la goma-guta sobre el aparato,
los cuales da un tinte amarillo; dijestivo.
pero sus partes se separan com-
pletamente por medio de la po- Aplicada sobre superficies
tasa disuelta: la disolución que ulceradas, esta misma sustan-
resulta no pierde su transparen- cia no ha ocasionado en los per-
cia por el agua como la de la ros vómito , purgación ni in-
ctoma-guta por el alcohol, y se flamación del intestino ; pero
descompone por los ácidos, que la muerte no dejó de verificar-
precipitan una materia de co- se en el espacio de veinte y cua-
lor amarillo subido soJkible en tro horas, por un fenómeno que
bastante cantidad de ácido. L a M. Orilla compara á los efectos.
tie una quemadura que no pro- la'eficacia de la goma-guta con-
duce escara. tra la ictericia, fiebres intermi-
. En el hombre como en los tentes y caquecsia. Si damos mé-
animales, la guta ejerce una ac- rito á Barreré, la goma-guta, a-
ción especial y mui manifiesta plicada al esterior , contribuye
sobre el sistema dijestivo. En á la pronta curación de los dar-
dosis alta, provoca el vómito y tros. También parece se ha
podria determinar la inflama- hecho uso algunas veces de e -
ción; en dosis mas débil, escita 11a como tópico para curar las
el canal intestinal y produce cá- úlceras atónicas y de mal ca-
maras líquidas mas ó menos a- rácter ; con todo debemos ser
bundantes: pero cuando se ad- cautos en esto , porque aplica-
ministra con precaución y á do- da así esta sustancia por Oríila
sis refractas, no ocasiona cplicos sobre el cuerpo de algunos per-
ni superpurgaciones. Bajo este ros, produjo efectos deletéreos.
aspecto es considerada justa- En jeneralla administración de
mente como un drástico útil en este drástico ecsije mucha pru-
los casos en que se quiere o- dencia y circunspección , á cau-
perar una poderosa derivación sa de dos graves accidentes á
sobre el tubo intestinal como que puede dar lugar. Sus efec-
en la hidropesía esencial, los dar- tos consecutivos , en la mayor
tros rebeldes en aquellos en que parte de las enfermedades pre-
conviene irritar vivamente el citadas no están bien demostra-
intestino por estar inerte, co- dos. L o cierto es que la goma-
mo acontece en algunas perso- guta , por su poderosa acción
nas linfáticas y en diversas en- sobre los intestinos, es conside-
fermedades crónicas, tales como rada como un medio eficaz para
la gota, melancolía é hipocon- combatir las hidropesías atóni-
dría; ó bien en fin cuando con- cas y sobre todo las lombrices.
viene escitar la contractilidad Se puede administrar direc-
orgánica de la membrana mus- tamente en sustancia , de diez
cular intestinal , para favorecer á setenta y cinco centigramos,
la espulsion de las lombrices. (dos ó quince granos); se ha lle-
También vemos que la goma- vado también la dosis á veinte
guta ha sido recomendada par- granos; pero entonces es nece-
ticularmente contra estas diver- sario administrarla por fraccio-
sas afecciones. Hcchstctter, L i s - nes, para evitar los vómitos. L a
ter, Werloff, Spindler, Wich- goma-guta es la base de muchos
mann, &e., han obtenido esce- pretendidos específicos contra
lentes efectos de ella en la a s - las lombrices, y entre otros de
citis, anasarca, asma de los ni- los de Herrenschwand y de la
ños, hipo espasmódico, lesiones viuda IXuffer, contra la tenia.
nel aparato respiratorio, que Entra en la composición de las
tienden á la ingurjitacion mu- pildoras hidrópicas de Bontius,
cosa de Jos bronquios, v solare Hantesierky Lemort; forma par-
todo en las irrilacioncs sosteni- te del electuario antihidrópico
das por las lombrices y la te- de Charas, de los estrados ca-
•na. Otros autores han alabado tólico de Senncrt , colagogo de
R o l f í n c k , y de la esencia c a t ó - entre los cuales sobresale el r o -
lica p u r g a n t e de R h o t e n n i u s . E n jo n a r a n j a d o , q u e se obtiene d i -
fiu se e n c u e n t r a en el elicsir solviéndola en aceite esencial d e
antihelmírtico de S p i e l m a n n , y trementina.
otras producciones de la poli-
farmacia galénica. Lottichius, De gummi guttce seu laxa-
L a medicina veterinaria h a c e tivo medico; FrancofurÚ 1626.
J a e g e r (Christ.) et G a u p p , De cam-
un g r a n uso de esta g o m a r e - ' bogioe güitos sueco, i n - 4 . ° Tubingos,
sina. L o s pintores f o r m a n con 1777.
ella m u c h o s b a r n i c e s y c o l o r e s ,

lignificación \>t U íámttut tyy.

(La planta representa la mitad de su tamaño natural).

1 Fruto cortado horizontalmente.


2 Grano aislado.
3 £1 mismo cortado circuiarmente para demostrar la almendra.
ABO
«
nsbonn Off thb

LI.
-H(I ob ^oijiyMnjBD y

•y
•0.
-mooeo:
1

-«VISITI Olí', 9Í) e9l09qZÍ ÍÍWJSDJC fij .CZCÍJIV nVíSIl'írii Pfillo Í103

dea
rArutn maculatum ; acaule foliis h a s t a t i s , integerrimi!»
ÍATIN < spadice elevato. Lir.né , cías. 20 , gynandrie p o l y a n -
l cfrie. J u s s i e u , cías. 2, ord. 1, aroides.
ITALIANO J a r o ; gicaro, gichero, pie vitellino; barbaaron.
ESPASOL Aro.
FRANCÉS A r u m ; jaro; pied de veau; jaro común. L a m a r c k .
INGLES W a k e - r o b i n ; cuckow-pint.
ALEMÁN Aron Kaebfuss.
HOLANDÉS Aron; Kalfs-voet.

f < v*'p uva » i v u j » j » n \um ,.i3iuo


S T A planta vivaz se e n ­ t

c u e n t r a en todos los climas o - sa, r e c t a , q u e su terminación pa­


c u p a n d o los sitios h ú m e d o s ó r e c e algo s e m e j a n t e á la figura
sombrios. de la o r e j a d e un b u r r o , de
L a raiz es r e d o n d a , t u b e r o s a , color v e r d e e s t e r i o r m e n t e y a -
tiene a l g u n a s fibras; su color es marillo en el i n t e r i o r , y un es­
oscuro e s t e r i o r m e n t e , b l a n c o en pádice simple, mas corto q u e la
su interior; es carnosa y c o n t i e - espala q u e lo envuelve, de co­
un j u g o lechoso. lor blanco, amarillo c u a n d o em-r
pieza á c r e c e r , d e s p u é s tiene un
E l tallo es un b o h o r d o c i l i n ­
color r o j o ó p u r p u r e o ; florido
drico q u e se eleva hasta la a l t u ­
p o r su p a r t e inferior, d e s n u d o
ra de seis i siete p u l g a d a s , e n ­
en la superior; la flor tiene m u ­
vuelto i n f e r i o r m e n t e por la v a i ­
chos e s t a m b r e s s e n t a d o s , t e t r á ­
na de los peciolos.
g o n o s , y ovarios m ú l t i p l o s , q u e
L a s hojas tienen de nueve á d i e z
r o d e a n la base del espádice.
pulgadas de l a r g o , son e n t e r a s ,
L o s f r u t o s son vallas g l o b u l o ­
sajitadas; su superficie es v e r d e ,
s a s , s u c u l e n t a s . , de color r o j o
lisa , con m u c h a s venas y está
escarlata c u a n d o está en sazón;
salpicada de m a n c h a s b l a n c a s ó
f o r m a n una graciosa e s p i g a .
negras.
P e y r i l h c tiene p o r a c r e , e&-
L a flor, notable por su f o r m a
tictica y q u e m a n t e todas las p a r ­
y disposición, no tiene cáliz sino
t e s del a r o , toda ella d i c e , con­
una esputa monófila m e m b r a n o i
tiene un j u g o q u e e n v e r d e c e el
j a r a v e d e violetas y se c o a g u l a v a r i a b l e ; sus dosis no pueden
con los ácidos minerales. E n I n - d e t e r m i n a r s e bien; por tanto no
g l a t e r r a , Bélgica y otros países tiene las v i r t u d e s febrífugas y
e m p l e a n esta planta para h a c e r anti-tísicas q u e se le han d a d o -
u n a p a s l a , con l a q u e b l a n q u e a n E l polvo estomático de B i r k -
los algodones. L a s hojas son mann , y el c a q u é c t i c o de D u -
tan a c r e s , q u e aplicadas á nues- chesne (pulvis cachecticus Q u e r -
t r o s tejidos producen fenómenos caetani) son p r e p a r a c i o n e s f a r -
inflamatorios , r u b e f a c i e n t e s y m a c é u t i c a s c u y a base es la r a i z
epispasticos; deterjen las úlceras del aro; estos m e d i c a m e n t o s c o m -
saniosas, y obran como medica- puestos m e inspiran m e n o s c o n -
m e n t o anti-escorbútico h a c i e n d o fianza q u e el m i s m o a r o .
con ellas infusión vinosa. L a M u c h a s especies de a r o m e r e -
r a i z , q u e se usa m u c h a s veces, no cen d e s c r i b i r s e p o r lo singular
tiene olor, y parece insípida cuan- de su f o r m a , p o r los fenómenos
d o empieza á masticarse; p e r o curiosos q u e presentan y p o r lo
al poco tiempo se d e s e n v u e l v e útil q u e p u e d e sernos.
un sabor aere y q u e m a n t e m u i 1.° E l aro de serpentaria: a-
f u e r t e q u e suele mitigarse con los rum dracunculus Linn. es de v i r -
aceitosos; el tiempo y las ebulli- tud m a s débil q u e ninguna otra
ciones repetidas hacen disminuir planta de su j é n e r o .
esta acrimonia. Cirillo obtiene 2.° L a colocacia.- arum colo-
d e esta planta p o r varios p r o - cada L . simple v a r i e d a d del a -
cedimientos una fécula b l a n c a , ro comestible ( a r u m escalentum)
d u l c e , mui nutritiva, con la q u e se según L a m a r c k , c r e c e n a t u r a l -
fabrica pan mui sabroso y se h a c e n m e n t e en el E j i p t o , en los sitios
pastas c o s m é t i c a s . E l a r o tiene h ú m e d o s ; se cultiva en la I n d i a
c o m o el manioc principios a l i - Oriental, en A m é r i c a y cualquier
menticios y venenosos m e z c l a - punto de E s p a ñ a como en P o r -
d o s , los cuales pueden no obstan- tugal ; su raiz c o c i d a en a g u a t i e -
t e separarse con facilidad. ne sabor dulee y es tan n u t r i t i -
L o s médieos usan la raiz del v a como las hojas.
aro recojida en otoño como a n - 3.° E l a r o p a p a m o s c a s , a-
ti-caquectica; Dioscorides y otros rum muscivorum, c u y a s flores
antiguos la usan con t r a í a s afeccio- tienen un olor c a d a v e r o s o q u e
n e s crónicas del pecho. H o r s t , atrae á las moscas q u e d a n d o estas
H u e l l e r y G c r n e r a s e g u r a n haber aprisionadas y m u e r t a s en el
c u r a d o con la raiz del a r o á m u - fondo de la espata por la resis-
c h o s enfermos d e a s m a pituito- tencia q u e oponen á su salida
sa y aun de tisis confirmada. B e r - los pelos situados en el orificio
jius y Gilibert han c u r a d o con d e este ó r g a n o , q u e poco antes
esta raiz á individuos a t a c a d o s se separaron para d a r entrada
de fiebres i n t e r m i t e n t e s . al i n s e c t o .
S i e n d o la raíz d e l a r o m u i E n el e s p á d i c e del a r o d e I t a -
cáustica c u a n d o está r e c i e n c o - lia: arum Italicum, se d e s e n v u e l -
jida, y p e r d i e n d o sus p r o p i e d a d e s ve en el m o m e n t o d e la f e c u n -
p o r la desecación, j a m a s d e b e dación, s e g ú n publieó el p r o f e -
a d m i n i s t r a r s e ; es s u b s t a n c i a m u i sor L a m a r c k , en 1777, un c a -
lor tan e l e v a d o , q u e llega á ta cantidad d e ázoe q u e el a n á -
hacerse quemante por muchas lisis q u í m i c o lia encontrado en
h o r a s . P o r esta propiedad c a - ellas.
lorífica se a s e m e j a m u c h o la
n a t u r a l e z a d e esta planta á la de Schelhass ( E l i e ) dei aro, Diss. inaug.
los a n i m a l e s , así c o m o por las Georg. W e d e i , in-4.° Jenae1701.
Weitsch ( J u a n c h r e t i e n ) , del aro
emanaciones pútridas q u e se d e s - manchado, diss. inaug. in -4.° E s a n -
p r e n d e n de a l g u n a s especies de gai, 1798.
este g é n e r o de p l a n t a s , y p o r cier-

(C^s^ficacwtt t>e fa fantina £ t .

L a planta r e p r e s e n t a la m i t a d de su t a m a ñ o natural.

1 Hoja.
2 E s p a t a en la que se ve la parte superior del espádice.
3 Fruto maduro.
4 Espádice reducido, en el que se ve, en a, la cabeza, en b los filamentos sirrhi-
í'ormes, en c los estambres y en d los ovarios.
5 Fruto entero de tamaño natural.
6 E l mismo cortado verticalmente para que se vea la situación de los granos.
7 Grano aislado engrosado.
$> E l mismo cortado lonjitudinalmente para que se yea la posición del em-
brión en el perismerma.
, ОЬСУЭТЭ i m i loi
o i n ß o i a n p saioocti
CXVI.

rColchicum a u t u m n a l e j / b / i w planis, lanceolatis, erectiss'


IATIIÍ < Linné, cías. 6 , hexandrie trigynie. Jussieu, cías. 3,
( ord. 3, jones.
ITALIANO Colchico; giglio matto: strozza-cane,
ESPAÑOL Colchico: quitameriendas.
FRANCÉS Colchique; tue-chien.
INGLES M e a d o w - s a í f r o n ; tuberoot.
ALEMÁN Zeitlcse; lichtbhime.
HOLANDÉS Tydeloosen: naukte-vrouweiu
SUECO JVakna jungfrur.
POLONÉS Cimowit; Èvndtel.

« j ^ ^ O bien apunta el invier- terior y cubierto por capas os-


no crece en las húmedas pra- curas. Sus hojas toman oríjen
deras junto á la familia de las inmediatamente de la raiz, son
lies una flor mui parecida al a- grandes, planas, de color ver-
zafran. Sus llores salen inme- de claro , lanceoladas , agudas,
diatamente del cuello de la raiz, enteras , de seis á diez pulga-
están cubiertas por una espata ci- das de largo y una de ancho,
lindrica, hendida por un lado y envainadoras, y agrupadasde tres
casi oculta por la tierra ; nacen ó de cuatro en cuatro.
en el otoño, sin hojas y sin ta- Las flores son de color rosa
llos ; el ovario está situado en bajo, se componen de un tubo
el fondo del tubo de la corola, cilindrico que nace del bulbo y
permanece todo el invierno ba- termina en un limbo campanu-
jo la nieve y las escarchas, ca- do con seis divisiones profun-
si sin vida: pero á la primave- das, lanceoladas, oblongas, ob-
ra siguiente salen los frutos de tusas, y de pulgada y media de
la tierra, con una porción de largo.. Seis filamentos salen del
grandes y largas hojas. orificio del tubo de la corola,
Sus raices se componen de que terminan en anteras oblon-
fibras entrelazadas , sostenidas gas y movibles; el ovario está
por un bulbo redondo, carnoso, situado en el fondo del tubo,
de color blanquecino en el in- encima del bulbo que sostiene
las raices; de él nacen tres es- dujo aquel dolores de vientre,
tilo? filiformes que terminan e » abundantes tlujos de sangre y
estigmas ganchosos. hasta la muerte; inspeccionando
El fruto, sentado, es una cáp- los cadáveres halló los estóma-
sula trilocular , con tres lóbur gos é intestinos con signos de
los derechos, algo agudos y uni- una grande inflamación y gan*>
dos por su parte inferior; contie,- greña.
ne muchas semillas pequeñas Las flores del colchico son
y redondas. (Poir). tan venenosas como las hojas;
Las propiedades físicas del Scopoli refiere, que habiendo
colchico, varían mucho según dado á comer |a espresada plan-
la edad de la planta, las dis- ta á un becerro, éste sucumbió
tintas estaciones del año, el lu- á los dos dias, por efecto de una
gar donde se cultiva, y según violenta inflamación del intes-
que sea mas ó menos fresca. tino con meteorismo. Murray
É u el otoño todas las partes de cuenta también que habiendo
este vejetal y con particulari- dado á un perro dos dracmas
dad el bulbo, ecsalan un olor de la raiz de esta planta le s o -
fuerte y nauseativo, Bergius y brevinieron vómitos violentos,
Haller dicen que el sabor es flujos abundantes de orina, c á -
amargo é insípido; Geoft'roy que maras dolorosas y sangrien-
es dulzaino, y casi todos los au- tas , basta que por último mu-
tores de materia médica , que rió ; el estómago é intestinos
es cálido é irritante y de tal estaban gaugrenados. Los an-
modo acre, que según Stoerck, tiguos conocían las cualidades ve-
produce una fuerte sensación nenosas del colchico, Galleno
de calor en el paladar, la gar- y Dioscoride lo miran como un
ganta y lengua , y parece em- veneno mui activo. Sudovici
botar y paralizar los movimien- vio morir á un hombre de una
tos de estas partes. violenta superpurgacion por ha-
L a análisis química no ha po~ berlo usado. Los turcos se em-
dido aun demostrar los princi- briagan con la maceracion vi-
pios constitutivos de el bulbo de nosa de esta planta. Van-Swie-
el colchico ; si se le incinde, ten, Gavidel, Peyer y otros han
desprende emanaciones volátiles visto muchos casos de envene-
que estimulan el olfato, la gar- namiento , producidos por ella.
ganta y los pulmones. El jugo Stacret bebió un poco del ju-
que se le saca por espresion go del colchico y le sobrevinie-
deposita un sedimento abundan- ron fatigas, lipotimias , dolores
te que contiene m iclia fécula vivos y otros síntomas malig-
amilácea y un estracto acuoso nas, que logró disipar bebiendo
mui acre y amargo. Los anima- cierta cantidad de vinagre , el
les no comen las hojas del col- cual es mui eficaz contra este
chico, á no ser algunas veces envenenamiento , si se acude a
secas y mezcladas al centeno, tiemoo v se toman á la vez be-
en cuyo caso le sobrevienen bidas mucilajinosas, ó acidulas,
graves accidentes. Murray ha ó se echan enemas de la misma
visto animales á quienes le pro- especie.
El fruto del colchico, es la do por pequeñas dosis qne de-
parte que se usa en medicina: berán aumentarse sucesivamen-
ha sido considerado en algún te, pero como el polvo se des-
tiempo como preservativo de la virtúa con el tiempo y obra con
peste, calenturas pútridas, di- mucha enerjia cuando es fres-
senterias y de las mas horri- co, se prefiere el vinagre colchi-
bles epidemias. Varios autores, co que se forma haciendo ma-
entre ellos Vittelmus, W e d e - cerar una onza del bulbo r e -
lius, Azenent ¿kc, le han su- ciente en una libra de buen vi-
puesto sin razón una virtud pro- nagre, si á esto se le mezclan
filáctica contra todas las enfer- dos libras de miel, y se pone á
medades epidémicas. Otros lo un calor lento, se obtiene el
aplican al esterior para destruir ojimiel colchico, que se usa en
las verrugas , y han obtenido dosis de una á .cuatro onzas por
íbuenos resultados. J . Baubin dia en julepe ó en una bebida
;lo recomienda como tópico pa- adecuada.
ra curar radicalmente las he- El bulbo del colchico , lo
morroides ; pero nadie ignora mismo que las raices de brio-
lo arriesgado que es el .supri- niayjuca tiene mucha cantidad
mirlas: y en cocimiento para de fécula amilácea , que si se
matarlas ladillas, pero se poseen le quita el principio acre y vi-
otros muchos y mejores .me- roso que contiene, lo cual se
dios para destruirlas. consigue con repetidas inmer-
Los médicos, atendiendo á las ejones en agua, puede servir
propiedades venenosas que tiene de alimento, como la de la pa-
el colchico no lo adminis- tata.
tran; sin embargo Zach, Kr¿ipf,
Plenck, Marges, Planchón , Du-
monceau , Efirman , Jucker y Wedel (George Wolfgang), Experi-
otros modernos, lo han usado y mentum curiosum de colchico vene-
no et alexipharmaco simplice et
han obtenido buenos efectos en composito, Diss. i n - 4 . ° Ience, 1718.
el asnja húmeda , leucoflegma- Wilhelm (Christophe L o u i s ) , Colchi'
xia, hidrotoras, ascitis y otras eum ais ein souderbqres, etc.: es
especies de hidropesías. Stoerck decir el colchico presentado como
un remedio eficaz contra la peste;
ha observado que aumenta la in-4.° Leipsick, 1721-
secreción de la orina; pero hai " L a s pretensiones del autor no
otros diuréticos mas enérjieos y versan sobre observaciones esactas."
Stoerck (Antoine), Libellus quo de-
no tan peligrosos como el col- monstratur colchici autumnalis ra-
ubico. M. VVart ha compues- dicem non soliím luto posse exhibe-
to una tintura con él, procla- ri hominibus, sed et ejus usu in-
mándola como poderoso anti- terno curari quandóque morbos
dijficiüimos qui aliis remediis .non
artrítico; pero aunque las ob- cedunt; in 8.° íig. Vindobona, 1763.
servaciones clínicas hayan con- I d . in 8.° íig. yhiistelodami, 1763.—
firmado esta propiedad, el col- Traducido en alemán por Salomon
cinco debe usarse en pequeñas Schinz: in-8." Zuricb, 1 7 6 4 . — T r a -
ducido en francés por Achille , que
dosis y con mucha precaución. aumentó las observaciones de L e -
En substancia se dá de unoá e h e r y de Haen sobre las propieda-
¡jgew granos por día, comenzan- des médicas de las hojas.de naran-
0 ,
jo y del vinagre destilado ; in-12 fig. sertación en el 5 . voi. de su Sillo-
Paris, 1764. ge selectiorupi opusculorum.
Kratochwill (Charles), De radice col- Melandri ( J e r o m e ) et Moretti ( J o -
chici vulgaris, Diss. in-4.° Franco- seph), Analisi chimica delle radica
furti ad Viadrum, 1764. di cariofìlala, & c ; es decir análisis
E h r m a n ( J e a n Chretien), De colchico química de las cariofìladas y del col-
autumnali, Diss. i n - 4 . ° Basilea;, chico ile primavera, con algunas i n -
1772. vestigaciones analíticas sobre la g a -
Baldinger ha colocado esta d i - yuba': in-S.° Pavie-, 1805.

^gspncrtftott be fa fantina

La planta representa la mitad de su tamaña natural.

1 E s t a d o de esta planta desde la primavera, hasta el otoño.


2 L a misma en fruto, como se presenta en la primavera siguiente.
3 Cápsula abierta naturalmente.
4 Pistilo compuesto de un ovario que sostiene tres largos estilos filiformes!.
5 F r u t o ó cápsula cortada horizontalmente.
6 Grano aislado.
II 7

CObOyuíNTIDA
CXXVIII.

f Cucumis colocynthis; /ô/i"i> multißdis, pomit globosis , gta-


LATI N . < bris; Linné, d a s . 2 1 , monœcie sjngénésie. J u s s i e u , clas.
\ 15, ord. 2, cucurbitacées.
ITALIANO Coloquintida.
ESPAÑOL i Coloquintida, tuera oficinal, Ortega.
FRANCÉS Coloquinte; concombre amer.
INGLES Coloquintida: bitter apple.
ALEMÁN Koloquinte.
HOLANDÉS Koloquint; wilde kauwoerde; kwint-appel; bitter a p p e L
SUECO Coloquint.

> ^ | | S T A planta originaria de das, profundamente divididas en


Levante é Islas de la Grecia fué lóbulos irregulares obtusos, ver-
observada por los antiguos botá- des por encima, blanquizcas y
nicos. La descripción que Dios- sembradas de pelos cortos en su
corides hizo de ella, aunque mui cara inferior.
corta, no puede aplicarse á nin- Sus ílores son pequeñas, ama-
guna otra planta de la familia de rillentas, solitarias, peduncula-
las cucurbitáceas. L a estrema das, situadas en las axilas de las
amargura de sus frutos y su a c - hojas ; las flores masculinas e s -
ción sobre la economía animal se- tán provistas de tres estambres;
rian datos suficientes para distin- las hembras tienen un ovario con
fluiría de las demás especies de su estilo corto y coronado de tres
cohombros, cuyos caracteres j e - estigmas ahorquillados.
néricos presenta. Los frutos son casi globulosos,
Sus raices son espesas, blan- algo variables, por lo regular del
quizcas, poco ramosas, guarne- grosor de una manzana grande,
cidas de numerosas fibras; sus ta- primero verdes, amarillentos á
llos rastreros, tortuosos, ramifi- medida que maduran, ó mati-
cados, angulosos, herizadosde pe- zados de amarillo v verde, mui
l )s cortos y provistos de zar- débiles, revestidos de una cor-
cillos. teza delgada, lijera, dura y c o -
Sus hojas alternas, pecioladas, riácea, con uua pulpa blanca, es-
ovales, algunas veces lanceola- pon jiosa, mui amarga, en el cen-
tro de la caal hai numerosas s e - ria médica. Hofmann quería no se
millas ovales, comprimidas y sin emplease mas que en las enferme-
rebordes. (Poir). dades rebeldes y en los casos des-
Después de separar la pulpa esperados. Con todo eso los m é -
de la coloquintida de su corte- dicos antiguos y modernos no ce-
za, los indios la envían á Alep san de prodigarle elogios, ora
de donde la recibimos seca, es- como purgante, ora como vermí-
ponjosa, lijera, de un olor débil fugo, emenagogo, revulsivo, &tc.
nauseabundo y un sabor acre, Ha sido preconizada para tratar
desagradable y esclusivamente a- con buen écsito la apoplejía s e -
margo. Esta pulpa, según Car- rosa, letargo , hidropesía y en-
tbeuser, contiene casi la mitad fermedades crónicas de la piel,
de su peso de mucílago y tina así como la manía, melancolía,
materia resinosa que reúne en su- parálisis, cólico de los pintores,
mo grado las cualidades irritan- asma humoral, supresión de r e -
tes y purgantes de la coloquin- glas y lombrices. Varios prác-
tida. ticos han hecho uso de ella en la
Los griegos y romanos cono- gota, reumatismos y en enferme-
cieron las propiedades eminente- dades de las articulaciones, ciá-
mente drásticas de esta planta, tica, dolores ocasionados por el
( i ) . Dioscoisides dice que las ene- mercurio y en las obstrucciones
mas hechas con el cocimiento de de las visceras. Pero si hemos
esta pulpa producen deyecciones de creer á Schraxler y Fabre, en
sanguinolentas. Muchos autores ninguna enfermedad ha produ-
modernos han demostrado la vio- cido la coloquintida mejores e-
lencia de su acción sobre la econo- fectos que en la sífilis. Este
mía animal; otros han observa- último hacia dijerir la pulpa en
do diversos casos de envenena- el vino con diversas aromas , y
miento debidos á ella. Cólicos vió- administraba diez ó doce gotas
lenlos , evacuaciones sanguino- de este licor muchas veces al
lentas, dolorosas y colicuativas, dia. Según Geoffroy , la pul-
convulsiones, la erosión y ulcera- pa de coloquintida aplicada so-
ción de los intestinos son los fe- bre el ombligo obra ;í la vez
nómenos á que da origen ordina- como purgante y como anti-
riamente. En razón de estos helmíntico. Se ha notado tam-
graves accidentes, Cartheuser, bién que produce efectos pur-
que sin embargo la considera co- gantes á los que la tienen mu-
mo un medicamento útil para las cho tiempo en las manos ó la
enfermedades pituitosas, cree de- muelen en las boticas.
be excluirse esta planta delamate- Dioscoricles empleaba la co-
loquintida hasta dos escrúpulos;
Sennert no permite administrar-
( 1 ) Ss ve jeneralmente en esta pro-
piedad el or/jen de la palabra colocynt- la mas que hasta la dosis de id
nis, que .significa escitar, remover, con- granos. En razón de su estreñía
m o v e r el intestino. E s t a etimolojía, violencia, se emplea rara vez á
aun jue a d o p t a d a por Littleton, B o e h -
rtie'r, y Tneis'. es tan hipotética como
dosis tan fuerte, y casi siempre
inadmisible : la ortografía solamente se mitiga su acción asociándola á
demuestra su ilejitimidad. la goma tragacanto. De este ino-
do se halla en los trociscos de de los estractos catártico y pan-
Alhandal, qne se admioistran co- químagogo, de la confección ha-
mo fundentes de 3 á 6 granos. mech , del ungüento arlhanita
En infusión, su dosis es de un y de una multitud de preparacio-
escrúpulo á una dracma para dos nes farmacéuticas monstruosas,
libras de líquido; pero su estre- que rechaza hoy la terapéutica
ma amargura hace que apenasse racional.
recurra á ella. Su estracto re-
sinoso, a las dosis de d o s á cua- Valerio ( J é r ó m e ) , De colocynthidis
tro granos, es uno de los mas prceparatione et trochiscis Alhandal,
violentos purgantes que se cono- eovumque usu; i n - 8 . ° Cesar-Augus-
tos, 1661.
cen. E l vino sagrado, que no es Thomassean ( J o s e p h ) , An demorsis a
mas que una maceracion vinosa cañe rábido colocynthis? negat. TJies.
de coloquintida, hace las mas inaus. proes. Marc.-Ant. Jdellot: in
veces vomitar á la dosis de una 4.° Parisiis, 1676.
Schulze ( J e a n H e n r i ) , De colocynthi-
á cuatro cucharadas. L a pulpa de. Diss. in-4.° Hatee, 1734.
de este fruto amargo entra en la T o d e ( J e a n clément), Drasticorum in
composición de las pildoras pur- genere atque colocjnthidis in spe-
gativas de Rhasis caquécticas de cie vindictas sistens, Diss. inaug.
resp. Jens. Kofoed; i n - 4 . ° Hafnia:, i
Charas, ex duobus de la farma- septemb. 1790.
copea de Londres. Forma parte

¿ o s i f i c a c i ó n be fa fámína u 8 .

(La planta representa su tamaño natural).

1 Fruto entero, un poco mas pequeño de lo natural.


2 E l mismo dividido horizontalmente.
3 Semilla separada.
XXII.

Alcea; malva rosea: malva arborea; vulg.


IATIN S Alcea rosea; folliis sinuato-angulosis;Linrui, clas. 16. mo-
/ nadslphic polyandrie,
Altoee: Jussieu, clas. 13, ord. 14 malvacees.
ITAEIANO Alcea; malvarosa: malvone.
ESPASOL Alcea; malva real.
FRAÄCES Alcee; mauve rose; passe-rose; rose tremiere; rose trenicre;
rose d'outre-mer.
INGLES Hollyhock.
ALEBiAN Stockrose; herestrose; erndtrose; rosenpappel.
HOLANDES Stokroos.

Sgg^STA planta bisanual ori- nadas en su base; las otras son


jinaria del Oriente vejeta y cre- angulosas y recortadas en sus
ce sin obstáculo, bajo la tempera- bordes.
tura de nuestros climas: se en- Las flores son mui grandes, a-
cuentra, según Gerard, en los bos- biertas en forma de rosa , por
ques, montañas y en medio de las lo común dobles, diversamente
rocas de la Provenza Austral. coloreadas, según las variedades,
Tiene el porte de un arbusto: sus casi siempre purpurinas, mati-
hermosas flores se abren hacia zadas de blanco, y sostenidas por
el fin del estio, y duran hasta cortospedúnculosquenacende las
bien entrado el otoño. axilas superiores de las hojas, las
La raíz es larga, perpendicu- cuales reunidas forman una espi-
lar, blanca. ga flexible y oblonga con que ter-
El tallo , que es simple, rec- mina el tallo. El cáliz es doble,
to , firme, espeso, cilindrico, persistente y presenta al esterior
velloso y con hojas, se eleva seis divisiones. L a corola está for-
hasta la altura de cinco ú ocho mada de cinco pétalos cuneifor-
pies. mes, adosados por súbase, los cua-
Las hojas son alternas , pecio- les son mayores que el cáliz. Los
ladas, anchas, verdes, vellosas, estambres numerosos, reunidos
lobuladas, sinuosas; las inferiores inferiormente en una columna ci-
son redondeadas y algo acorazo- lindrica y colorífera, están libres
en su parte superior y sostienen propias para contener las diversas
pequeñas anteras casi reniformes. especies de flujo, señaladamente
E l ovario orbiculado sostiene un la disentería: estos autores las
estilo que se divide en su vérti- han administrado también en for-
ce en muchos ramos ó estigmas ma de gargarismos, considerán-
setaceos y diverjentes. dolas como dotadas de una vir-
El fruto se compone de un tud tónica y detersiva. Por mi
gran número de cápsulas monos- parte, pienso, como Murray, que
permas que representan una co- estas flores obran del mismo mo-
rona orbicular asentada sobre un do que las de malva y malvavis-
receptáculo plano , dotado de un co. (1).
eje ó punta central. El tallo de esta planta tiene
La malva rosa contiene , así una sustancia fibrosa y flexible
como la mayor parte de las mal- con la que se pueden preparar h i -
vaceas gran cantidad de princi- íos, cordeles, diversos tejidos, y
pio mucoso. L a s hojas son emo- fabricar un escelente papel..
lientes y dulcificantes como las Por lo demás la alcea, que en
de la malva silvestre , á la que griego significa (fuerza , socorro,
puede sustituir. El doctor Gili- remedio) debe colocarse entre las
bert ha sacado de la raiz, arran- numerosas plantas, cuyos ostento-
cada en la primavera, una harina sos títulos, dados por ignorancia
verdaderamente nutritiva: y dice ó por miras especulativas, no
que las raices en mayo y los fru- corresponden á la saludable in-
tos antes de su perfecta madurez tención con que se administran.
dan mucha harina azucarada..
Dioscorides y después Schraeder,
Spielmanu, Haaen , han creído ( 1 ) Cavanilles y J u s s i e u colocan la
que las flores eran astrijentes y alcea d e Lmneo en el jénero altea/.

(^spítcttcíon be fa lamino. 2 2 . .

(La planta representa la mitad de su tamaño? natural)*

i. Doble cáliz en el que se ve el pistilo..


2 Corola abierta en cuya base se halla unido el tubo estaminífero*
3. F r u t o compuesto, mas pequeño que lo natural.
4 Cápsula separada.
5. A l m e n d r a despojada de su tegumento..
ANACARDO
XXXV.

-'JÍI i(

I Anacardium occidentale; Linné, cías. 9, ennéandrie


J monogynie.
j Cassuvium: Jussieu, cías. 14, ord. 12, terebintacées.
t Cassuvium pomifcrum; Lamarck.
ITALIANO A n a c a r d o occidentale; acajú.
ESPAÑOL Anacardo occidental.
TRANCES Anacardier occidental; a c a j o u á pommes, Lamarck.
INGLES Cashew : cajou: a c a j o u - t r e e .
ALEMÁN Westindischer anakardienbaum; elephantenlaeusebaum.
HOLANDÉS Westersche anakardienboom.

L tronco de este árbol es dividido basta su base en cin-


poco recto, nudoso, y se eleva co partes puntiagudas, y pubes-
hasta la altura de cerca de quin- cente en su esterior. L a coro-
ce pies ; contiene una copa la está formada de cinco péta-
vasta como la de an manzano los dos veces mas largos que el
ordinario. cáliz; los estambres, en núme-
Las hojas son de cuatro pul- ro de diez, son notables por ser
gadas de largo sobre tres de an- uno de ellos mayor que los de-
chura; ovales, obtusas, enteras, mas, y sostiene una antera que
firmes, lisas por encima , pro- cae desde la abertura de la flor;
vistas por debajo de una ner- el pistilo se compone de un o -
viosidad media, y algunas otras vario redondo , situado en el
laterales de un tamaño regular fondo de la corola; del que na-
sostenidas por cortos peciolos, ce un estilo en forma de ales-
colocadas sin orden fijo, y como na, que termina en un estigma
ramilletes en la estremidad de truncado.
las ramas. E l fruto es una nuez reni-
Las flores guarnecidas en su forme, lisa y parduzca esterior-
base de un gran número de brac- mente, que contiene una almen-
teas lanceoladas, son blanquiz- dra de la misma forma , cuya
cas , y dispuestas en panículos sustancia es blanca, y que está
terminales. E l cáliz se halla unida por su estremo mas grue-
gó al vértice ele nn receptácu- tínguir la sed: se hacen de e-
lo carnoso, oval y del grosor lla escelentes compotas; su j u -
de una pera mediana. Este r e - go esprimido y fermentado da
ceptáculo, nombrado manzana un vino de grato paladar , un a-
de anacardo, tiene una piel li- guardiente fuerte y un buen
sa, de color amarillento ó rojo, vinagre.
y contiene una sustancia espon- La nuez de anacardo contie-
josa ..suculenta (1). ne en su cubierta un aceite mui
Orijinario de la América Me- peuetrante , inflamable y cáusti-
ridional, el anacardo -crece fá- co. Aproesimando esta nuez á
cilmente en las Indias orienta- una bujia encendida, da una lla-
les. En muchas rejiones tem- ma mui singular. E l color ne-
pladas y aun frias de Europa, gro de que impregna el lien-
como la Francia y la Inglater- zo es indeleble. Una persona
ra , se le puede cultivar en si- que haya descuidado el lavarse
tios resguardados del frió, don- ilespues de haber abierto algu-
de basta sembrar una nuez de nas nueces de anacardo,, si lle-
anacardo, para obtener en el va las manos sobre diversas
corto espacio de tres meses, plan- partes de su cuerpo, bien pron-
tas de cinco á seis pulgadas, r o - to esperimenta una viva c o -
deadas de anchas hojas; pero es- mezón en su cara, orejas, p e -
te desarrollo rápido es seguido cho, y se le levantan gruesas am-
de una pronta decrepitud: ago- pollas llenas de un líquido ama-
tado en algún modo por esfuer- rillento. Esta violenta acritud
zos prematuros, el anacardo d e - del aceite de anacardo justifica
ja de crecer , se altera, desfor- su uso en las úlceras fungosas,
ma, y no ofrece bien pronto mas y aun en ciertas afecciones dar-
que la imájen de un vejetal a- trosas, que no ceden sino á los
bortado. rubefacientesy epispásticos. Pe-
E l leño del anacardo occiden- ro mas de una americana se ha
tal es blanco , y sirve para las arrepentido de haber aplicado
obras de carpintería y vigue- este aceite roedor sobre pecas,
ría. Los indios preparan con ó sobre lijeras erupciones que
la corteza gargarismos para las reclamaban tópicos mas benig-
aftas; de ella sacan por incisión u- nos.
na goma que sirve para lustrar L a almendra blanca, conteni-
los muebles, y puede, en diver- da en el centro de la nuez, no
sos casos, reemplazar ventajosa- participa de la acritud de su cu-
mente á la goma arábiga. bierta; por el contrario es dul-
L a manzana de anacardo lue- ce , emulsiva, y de un sabor
go que está en sazón, es de un sa- agradable. S e come cruda, o
bor agrio vinoso, propio para es- asada , se prepara también con
ella una especie de chocolate.
( 1 ) E s t a descricion es d e b i d a al El anacardo de los farmacéu*
profesor L a m a r c k , que ha rectificado ticos , que hace la base del e-
las inesactitudes cometidas por el sa- lectuario llamado gratuitamen-
bio Liuiieo: el anacardo era mui p o -
co conocido en la época en que es-
te confección de los sabios , y
cribía .el iuwwUü naturalista sueco. que Mauricio flosmann nom~
bra confecciónele los tontos, es indica la s e m e j a n z a y "hardia c o -
el f r u t o del semecarpus anacar- r a z ó n . (1) E l a n a c a r d o oriental
dium d e L i n n e o hijo, anacar- es la avicennia tomentosa de L i n -
dium longifolium de L a m a r c k . neo.
E s t e f r u t o tiene r e a l m e n t e la
1) E l doctor V i r e y h a publicado
figura d e un c o r a z ó n , por l o q u e
le han d a d o el n o m b r e de a n a -
Í ecsiones interesantes sobre el a n a -
cardo y sus diversas preparaciones en
c a r d o , d e ana preposición q u e el Boletín d e F a r m a c i a , junio 1814.

^ ^ ^ f k r t c í o n be frt íámtttrt 3 5 ,

(La p l a n t a r e p r e s e n t a la m i t a d d e su t a m a ñ o n a t u r a l ) .

1 Piamo de flor de tamaño natural.


2 Flor entera, engrosada.
3 Cáliz.
4 F r u t o de grosor natural; a, el pedúnculo es casi carnoso y suculento,
b, el fruto propiamente dicho, *jue se llama nuez.
5 Nuez cortada horizontalmente en la cual se distinguen en el espesor d e
la cascara las células que contiene un jugo negruzco y cáustico.
6 Almendra.
CINOGLOSA.
iTAjpiAKO Cino»lüi¡sa, lingua d i caite.
ESPA.tot Cinoglosa.
FRANCÉS Cynoglossc: cynoglose; langue de cbiea.
IKGLES Hound's-trngue; dog's-tongcw.
ALEMÁN Hundszun^e. '"
ÜOLAKDES..... Honds-tonge.
«TECO... Hund-tunga.

_jA cinoglosa es conocida cotado; ti<


vnjjjiírmente con el nombre de ras, cinco
e perro, aunque no es la de la coro
esta misma denomina- un estilo,
cribió Dioscorides. Los La raiz
. llevados de la ridicula mosa , fus
>n que en su tiempo pre- terior y 1
le admitir en las plantas mente; su¡
medicinales según la vello, ti-.n
ta que algunos de sus tura, está
tenían con los de los a- alternas, s
le atribuyeron á la c i - chas y lai
la Virtud de curar las tes y de i
iras por parecerse sus quecino.
la tencua de .perro. Las floi
CXII.

(Cynoglossum officinale; staminibus corrolla breuiori-


1 bus , foliis lato-lanceolatis, tomeutosis, sessilibus; L i n -
IATIN.. c./ xs \, pentandrie monogyniè. Jussieu, cías. 8, ord.
/ 9 , borraginées.
I T A L I A N O . . . . . . Cinoglossa; lingua di cane.
ESPAÑOL Cinoglosa.
FRANCÉS Cynoglosse: cynoglose; langue de chien.
INGLES Hound's-tongue; dog's-tongue.
ALEMÁN Hundszunge.
HOLANDÉS Honds-tonge-
SUECO Hund-tunga.

cinoglosa es conocida cotado; tiene las semillas á s p e -


v u l g a r m e n t e con el n o m b r e de r a s , cinco escamitas en el t u b o
lengua de p e r r o , a u n q u e no es la de la corola, cinco e s t a m b r e s , y
q u e con esta m i s m a d e n o m i n a - un estilo.
ción describió Dioscorides. L o s L a raiz es g r u e s a , poco r a -
antiguos, llevados de la ridicula mosa , f u s i f o r m e , n e g r a al e s -
suposición q u e en su tiempo p r e - tertor y blanquecina i n t e r i o r -
valecía de a d m i t i r en las p l a n t a s m e n t e ; sus tallos, ramosos v con
virtudes medicinales según la vello, tienen casi dos pies cíe a l -
semejanza q u e algunos de s u s t u r a , están cubiertos de h o j a s
órganos tenian con los de los a - alternas, sentadas, b l a n d a s , a n -
nimales, le a t r i b u y e r o n á la c i - chas y lanceoladas , p u b e s c e n -
noglosa la v i r t u d de c u r a r las tes y de un color v e r d e b l a n -
m o r d e d u r a s por p a r e c e r s e sus quecino.
hojas á la lengua de p e r r o . L a s flores son p e q u e ñ a s , de
_ E s t a planta, q u e se cria en c a - color r o j o b a j o , sostenidas por
si todos los sitios incultos y p e - pedúnculos cortos y a g l o m e r a -
dragosos, p e r t e n e c e á la familia dos en la estremidad de las r a -
de las borrajineas; y c o m o g é n e - m a s á modo de espiga. E l c á -
ro se distingue de la b o r r a j a liz, casi c a m p a n u d o y dividido en
por tener su corola á m o d o de cinco p a r t e s : encierra una co-
embudo, con cinco lobulitos; y rola monopctala, cuyo tubo es
del a s p e r u g o p o r su e s t i g m a es- un poco mas corto que el cáliz;
los estambres son aun mas cor- den un principio astrinjentc y
tos que la corola. El fruto han preconizado sus resultados
consiste en cuatro semillas com- en el tratamiento de la diarrea,
primidas, y los arilos lijados por disenteria, leucorrea, hemorra-
su base alestito, cubiertas de as- jias y en jeneral contra los flu-
perezas por su superficie su- jos mucosos, serosos y sanguí-
perior. neos; el mayor número de prác-
E l aspecto sombrío de esta ticos la consideran dotada par-
planta, su olor fuerte que al- ticularmente de virtud narcóti-
gunos autores comparan al de ca y la prescriben como anodi-
J
i ' •
el macho cabrio y otros al de el na y sedativa; su uso tópico es
perro; su sabor insípido, dul- mui ventajoso; con ella se ha-
zaino y nauseativo , la hacen cen cataplasmas mui útiles pa-
ciertamente sospechosa. Esta ra las quemaduras, paperas y
planta goza de la propiedad de tumores escrofulosos; los ingle-
matar á los piojos. De todos los ses la usan frecuentemente ba-
animales las cabras son las que jo esta forma. El ungüento
únicamente se nutren de ella. que se preparaba antiguamente
L a análisis química no ha po- con el jugo de esta planta , la
dido aun demostrar los princi- trementina y la miel produce
pios inmediatos de la cinoglo- mui buenos efectos aplicándolo
sa. Los autores difieren mucho á las úlceras malignas y fistu-
sobre las propiedades médicas losas; sin embargo el juicioso
que deben atribuírsele. Fuller, Murray no le concede acción
Scopoli, Desbois de Rochefort medicinal tan estensiva á la ci-
y otros muchos aseguran que noglosa, v Gullen la cree poco
no tiene nada de virosa; Vogel, digna de figurar entre los me-
Morison, Murray á imitación de dicamentos. Peyrilhe dice que
muchos médicos de la antigüe- no debe hacerse uso de ella has-
dad la creen planta mui veneno- ta tanto que se descubra con
sa, este último refiere con este mas esactitud que al presente
objeto la historia de una fami- sus propiedades médicas.
lia envenenada por el uso in- L a raiz de esta planta se ha
moderado de las hojas de la c i - administrado desde dos dracmas
noglosa; yo mismo después de hasta una onza en cocimiento,
haber colocado en mi herba- y un puñado de las hojas en dos
rio algunas muestras de este v e - libras de agua ; con esta raiz se
jetal esperimenté mareos , des- hace un jarabe que ha produ-
mayos, y por último tuve abun- cido buen écsito su administra-
dantes vómitos ; no obstante pa- ción en la tos y afecciones ca-
rece que esta cualidad deletérea tarrales; las pildoras de cinoglo-
de la cinoglosa se debilita y de- sa se usan con frecuencia como
saparece por la desecación, y calmantes. E s probable que las
en este estado muchos médi- virtudes que se les atribuyen
cos le conceden cualidades r e - sean efecto del azafrán , castó-
fnjerantes y mucilajinosas y la reo, semilla de beleño y al opio
recomiendan contra el reuma- que entran en su composion. M.
tismo y la tos: otros le conce- Chaumeton atribuye á esta úl-
tima sustancia la propiedad a- sa, disminuye la enerjía del ju-
nodina de que gozan, pero s e - go narcótico y le imprime una
gún este sabio crítico, se debe- modificación , cuya utilidad co-
ría concluir que esta forma de- nocen los mas celebres prácti-
be desterrarse de la farmacopea cos.
y remplazarse por el opio. L a Schreck ( C h i s t o p h e - J a c q u e s ) , De cy-
raiz mucilajinosa de la cinoglo- noglosso; Diss. in-4.° Altorjii, 1753.

^sffííactott Q( fa fáitúna m.

(La planta representa su tamaño natural.)

1 Flor entera de mas tamaño que el natural.


2 Corola abierta en la cual se ven cinco escamas opuestas á las divisiones
colocadas frente de los senos.
3 Pistilo compuesto de un ovario cuadrilobulado de cuyo centro sale un
estilo.
4 Fruto de su tamaño natural.
CLXXII.

/ Gratiola officinalis; foliis lanceolatis serratis , Jloribus


LATIR ) pedunculát, L i n p J , diandrie monogvue. Jussieu, cías,
I 8, o r d . 1 , f am Ule des scrophulaii-es.
TRANCES Grutioie officinale; Lerbe á pauvre homme.
ITALIANO Graziola: graziadei.
ESPAÑOL Graciola.
PORTUGUÉS ... Graciola.
ALEMÁN Wildaurin; gottesgnadenkraut,
HOLANDÉS...,. Genadekruil; gods genade,
IKGLES.... Hedge-hyssops.
DARES Gudes nuades urt.
SUECO , Nadeort; jordgalla.
POLONÉS , Konjtrud.
BUSO Licharodotschnaja trawa,
HÚNGARO , Csikorgó-fú,

• ^ H ^ S T A planta fué descono- ferior tiene tres lóbulos iguales;


cida de los antiguos ó al m e - cuatro estambres dididamos, de
nos poco citada en sus obras. los cuales dos son estériles ; un
En tiempos mas modernos ha estilo; un estigma de dos lámi-
recibido los nombres de gracia nas : una cápsula aovada divi-
de Dios , de graciola ; después dida en dos lugares por un ta-
el nombre vulgar de verba de bique simple; sus semillas son
pobre , en razun de las podero- muchas y pequeñas. Sus rai-
sas virtudes ijue se le atribuían: ces son blancas , horizontales,
crece en lugares acuáticos, á o- guarnecidas de fibras que pe-
rillas de los estanques, en Fran- netran perpendicularmente en
cia, Alemania ¿kc. pertem ce á la tierra. Sus tallos son rec-
la familia de las personadas; s u tos , cilindricos, ordinariamen-
carácter esencial es tener un cá- te simples, casi de un pie y aun
liz partido en cinco hojuelas o- mas de altura, cubiertos de ho-
blongas, y en su base dos brac- jas sentadas, opuestas, aovadas-
teas lineares mas largas que él; lanceoladas, mas ó menos aser-
una corola tubulada con dos la- radas y con tres nervios lonji-
bios casi de una misma dimen- tudinales. Las ñores son soli-
sión, e¡ superior escotado, el in- tarias en sus pedúnculos acsila-
res; de ttfl Color blanco amari- tes se estienden en ciertos casos
llo, tirando algunas reces al púr- al aparato urinario, al sistema
pura en su limbo; de seis á o- dermoideo, á las glándulas sali-
cbo lineas de lonjitud ; el tubo vares, á el útero, y á veces pro-
un poco encorvado, el labio in- duce la disuria, la salivación y
ferior tiene pelos interiormen- el orgasmo genital. Esta a c -
te , y los pedúnculos son casi del ción de la graciola sobre diver-
mismo largo que las flores. sos aparatos de la vida orgáni-
L a graciola aunque inodora ca, patentiza hasta cierto pun-
es de un sabor amargo, nausea- to las virtudes emética , drásti-
tivo y ademas algo estíptica, ca, aniielmíntica y emenagoga
sus cualidades físicas y propie- que la han atribuido. ¿Pero d e -
dades medicinales se desvirtúan bemos con Heurnius, Ettmu-
algo al desecarse. Según Marc- 11er, Hartmann, Joel & c . ad-
graf, el estractc acuoso que e- mitir su eficacia en la anasarca,
11a da es mucho mas amargo y la ascitis y otras hidropesías?
mas abundante que su estracto A imitación de muchos autores
resinoso. De la análisis de esta podemos creer ciegamente el
plañía hecha por M. Vauque- poder que tiene contra las fie-
lin resulta que las propiedades bres intermitentes, la gota, el
activas que goza parecen resi*- reumatismo y las obstruccio-
dir en una íubsiancia mui a- nes de las visceras? Los elo-
marga, parecida á las resinas jios que Cramer, Bouldue y
por su solubilidad en el alcohol; otros prácticos han prodigado á
pero que se diferencia no obs- la raíz de esta planta, adminis-
tante en que se disuelve ade- trada como emética en lugar de
mas en una gran cantidad de la hipeoacuana en la disenteria,
agua caliente. Desde lamas re- no son perjudiciales, pues auto-
mota antigüedad fueron conoci- rizan el uso de esta sustancia
das las cualidades eméticas y tan activa para combatir una en-
purgantes de la graciola: y los fermedad que repugna en jene-
habitante? del campo la usan al- ral todos los irritantes? Los re-
gunas veces para purgarse. Ha- sultados que Kastrzewski atri-
11er dice que el ganado vacuno buye al uso interior de esta mis-
no come la que se encuentra ma raiz contra las úlceras ve-
en sus pastos, y añade que es- néreas de la nariz, de la gargan-
ta planta mezclada con el he- ta, de la frente, del pene , el
no cuando está seca la comen fimosis, el infarto de los testí-
los caballos y que los robuste- culos consecuencia de la blenor-
ce y purga. rajia repercutida, contra la leu-
correa, &c. son por ventura he-
Todas las partes de esta plan- chos incontestables? Debemos
ta , su jugo, su estracto y la creer que las numerosas cura-
materia amarga que contiene ciones de sífilis que ha hecho
ejercen una acción mui pode- M. Delavigne con el cocimien-
rosa sobre la economía animal: to de Ja graciola son debidas á
produce el vómito, evacuaciones la virtud especial de esta plan-
abundantes, cólicos y la super- ta, ó mas bien, como indica M.
purgacion. Sus efectos escitan-

\
V a i d y , al ungüento cetrino y individuos robustos y de tina
las lociones del sublimado cor- sensibilidad obtusa, como son la
rosivo que forman parte del tra- mayor parte de los labradores
tamiento antisifilítico usado por y de los hombres entregados á
aquel autor? En fin las aplica- trabajos rudos han podido en
ciones esteriores de esta plan- ciertos casos purgarse con la
ta , preconizadas contra la gota graciola: pero la actividad es-
y el reumatismo, no deben pros- trema de esta planta, hace que
cribirse enteramente cuando es- se deseche en todas las enfer-
tas afecciones pasen al estado medades acompañadas de infla-
crónico? Y como lo demuestra mación local, de calor, de sed,
juiciosamente M. Vaidy, si C e - y de irritación jeneral; empero
salpin Matthioli y muchos otros debe proscribirse como peligro-
de nuestros predecesores tienen sa en las personas débiles y de-
la flaqueza de pensar que la licadas, en los infantes, en las
graciola cura prontamente las embarazadas y en los viejos, del
heridas y las úlceras á que se mismo modo que en los sujetos
aplica ¿es de creer suceda esto pleíóricosy mui irritables. En
en todos los casos? No por cier- jeneral la gracioia puede subs-
to: los progresos de la cirujia tituirse con utilidad á muchas
no permiten adoptar hoi de una otras sustancias purgantes. A-
manera jeneral semejante opi- demas la superpurgación y otros
nión. accidentes que sobrevienen en
La graciola obra como pur- muchos casos á la administra-
gante , produciendo al mismo ción de esta planta , las obser-
tiempo una escitacion jeneral: vaciones curiosas publicadas por
se ha administrado con buen éc- M. Bouvier en 1815 nos ense-
sito en las hidropesías esencia- ñan que la decocción de la gra-
les del tejido celular y del pe- ciola administrada en enemas ha
ritoneo sin inflamación , y por producido en muchas mujeres
tanto acompañadas de palidez., una viva irritación del aparato
flacidez y relajamiento jeneral secsual, dando oríjen á todos los
de los sólidos; se ha puesto en síntomas de la ninfomanía mas
uso en muchos casos para espul- furiosa.
sar las lombrices de los intesti- La raíz pulverizada se ad-
nos; así lo atestigua Sala, T a - ministra como vomitivo hasta
bernamoutanus y Bouldue : co- un escrúpulo. La planta mis-
mo drástica, es útil para tratar ma se dá, como purgante, en
ciertas afecciones crónicas, r e - sustancia de uno á dos escrúpu-
beldes , acompañadas ó produ- los, ó en decocción en agua, en
cidas por la inercia y entorpe- leche, en suero ó bien en in-
cimiento del canal intestinal, co- fusión vinosa, en dosis de una
mo la hipocondría, la gota a- á dos dracmas por libra de lí-
tóuica y la enajenación mental; quido; es, al parecer, la base
y de este modo es como pue- del agua de Husson, no menos
de esplicarse la curación de los famosa que otra multitud de se-
tres maniacos de que habla Mur- cretos con que hacen su fortu-
ray según K.ostrzewski. En fin, na los curanderos.
Buerckel ( J . J . ) , De gruñóla; in-4.° Sommer ( B . ) , De virtute et vi medi-
Ji-geiuoraii, I73tj. ca graciolce qjjbinalis; in-4.° Regio-
Kostrzewski ( J e a n ) , Dissertatio de monti, 1796.
gratto Li, cuín jigurá; in-4.", Vien- Delavigae ( G . F . ) Dissertatio de gra-
ilo?, 1775. tiolà officinali ejusque usu in mor-
Jiobel, De gratiolà ejusque usa, prae- ii is cutaneis; i n - 4 . ° Erlangon, I7U9,
sertim cliiiurgico ; in-4." Erlangce,
1782.

Inaplicación oc ía lámina f r a .

(La planta es de su tamaño natural.)

1 Cáliz y pistilo.
2 Coroia abierta en la cual se vén cuatro estambres , los dos colocados
mas inferiormente estériles.
3 Fruto entero.
4 Fruto cortado horizontalmeute en el que se vén dos celdillas polispermas,
5 Grano engrosado,
ACACIA
IL

111«
/ X i n i i é , clas. 2
o r d . 11, legumi
« a c i a egiziana.

JIUiiCES..

INGLES
A L E M Á N ...
HOLANDÉS
"Il
..
..
Acacia: cgy
YVahre a<;az
Acacia.

que !a acacia toma

abunda en Ejipto , Ara-


• en el Senegal: crece lam-
en el Norte de América.
raiz se divide en ramos
'plices dispuestos en distili-
erecciones.
i hojas, doblemente aladas, jas.
los son
le 4 á 5
lea 9 ó 1;
dos líne¡
de línea

cuentran
tudas có-
ACACIA
II.

sa) Çgfo ;

/ A c a c i a vera; acacia œgyptiaca: vulg.


J Mimosa ndotica; spinis stipularibus patentibus ; foliis
fcATJH \ bipinnatis, partialibus extimis glandulâ interstinctis
I spicis globosis pedunculatis; Linné, clas. 23, polygamie
v monœcie Jussieu, clas. 14, ord. 11, légumineuses
ITALIANO Acacia: acazia; acacia vera: acacia egiziana.
ÏSPASOL. ...... Acacia.
Acacia; acacia vrai.

•nunio
{ Acacie d'Egypte: L a m a r c k .
Gommier rouge: Adanson.
Acacia: egyptian acacia.
ALEMAN Wahre acazie: wgyptische acazie.
uotAKDES Acacia.

sgqkA. acacia es un árbol q u e go y de las q u e la acacia toma


tiene de 15 á 18 pies de altu- su n o m b r e .
ra y casi uno de d i á m e t r o del L a s flores, dispuestas á m o d o
cual salen r a m a s n u m e r o s a s y de ramilletes g l o b u l o s o s , son
l i s a s : abunda en E j i p t o , A r a - monopetalas, polyandrias, de u n
bia y en el S e n e g a l : crece t a m - color amarillo d o r a d o , sosteni-
bién en el N o r t e de A m e r i c a . das por pedúnculos, q u e tienen
L a raiz se divide en r a m o s casi la misma lonjitud q u e las
multíplices dispuestos en d i s t i n - espinas, y nacen por lo común de
tas direcciones. 6 á 8 en las acsilas de las h o -
L a s h o j a s , doblemente a l a d a s , jas.
tienen 4 ó 5 p a r e s de peciolos L o s frutos son l e g u m b r e s a -
parciales, de cada uno de los aplanadas de 4 á 5 pulgadas de
cuales nacen 9 ó 15 p a r e s de h o - largo y 6 líneas de a n c h o , d e s -
juelas de d o s líneas de largo y n u d a s , de color oscuro ó r o j i -
un tercio d e línea de ancho: son zo; encierran 6 ú 8 granos o v a -
obtusas por su e s t r e m i d a d . E n la les, d u r o s , m a n c h a d o s , tan s e -
« a s e de las hojas se encuentran p a r a d o s los unos de los otros
espinas duplicadas, desnudas, có- q u e dan el fruto la f o r m a de
nicas, blancas, d e r e c h a s , á v e c e s un rosario (1).
de mas de una p u l g a d a de lar- (1) Esta especie de acacia, que ie
L o s habitantes de Nueva- la matriz, y añade que los ejip*
York prefieren para la cons- cios se sirven de él con buen
trucción de los barcos la made- resultado en las enfermedades
ra de la acacia. Sus flores su- de ojos.
ministran á los chinos un her- La goma arábiga, cuyos usos
moso amarillo, con el que ti- son, á la vez, tan variados é im-
ñen sus sedas , y dan color al portantes, es un producto de la
papel. Las hojas de la acacia acacia; corre por la corteza do
son mui nutritivas para los ca- este árbol, del mismo modo que
ballos y ganado vacuno, Del las gomas de nuestro pais desti-
fruto se saca por presión lan por la corteza de los cere-
y antes de su madurez un zos , ciruelos y albaricoqnes.
jugo que, sometido á la acción Esta sustancia dulce y alimen-
del fuego, se condensa, toma un ticia nutre en gran parte á los
color oscuro, y con él se for- carabanes de los árabes y de los
man pequeñas masas orbicula- moros, que la recojen l o s u n o s
res que se espenden, en Europa en las orillas del mar R o j o , y
contenidas en vejigas. Este j u - los otros en el Senegal. L a
go es un astrijente que se ha goma arábiga es útil para una
recomendado en el vómito, diar- multitud de artes, j los médi-
rea, diabetes, leucorrea y he- cos la miran como un medio es-
morrajías. E s uno de los in- celente para calmar la irritación
gredientes de la triaca, del mi- y la inflamación.
tridates y de otras muchas p r e -
paraciones farmacéuticas. P r o s -
Spielmann ( J a e q u e s R e i m b o l d ) , Acá»
per Alpin dice, que este jugo, a- cice qfficinalis historia, Diss. inaug,
plicado eu fomentos, es mui ú - resp. La Chausse: iü-4-° Argento*
til en el d e s c e n s o ó caida de rati, 1768.

paede fácilmente confundir con la


acacia Farnesiana, cuando solo se vé el
fruto, se diferencia, sin embargo, por
%taáa
las cabezas de las flores que son ino-
doras, y que, en vez de estar aisladas EMBLEMA
en cada acsiía, se encuentran 6 ú 8
or los pedúnculos que son a r t i c u l a - AMOR P L A T Ó N I C O .
S os hacia los 2 tercios de su lonjitud,
y cuya articulación está a c o m p a ñ a d a Ha mas de un siglo que las
de 2 bracteas pequeñas,* en fin por
sus hojas cuyo peciolo común tiene
florestas del Canadá nos sumi-
hacia su esterior y su base 4 ó 5 g l á n - nistran este hermoso árbol. L a
dulas situadas entre el nacimiento de acacia con su sombra apacible,
los peciolos parciales. con sus flores odoríferas y su
Una cosa que jamas se observa fresco verdor parece prolongar
en la especie Farnesiana es que á imi-*
tacion de los naranjos, los árboles en aquellos sitios la prima-
viejos de la acacia en el Ejigto es- vera.
tán enteramente desprovistos a e e s - Los salvajes de la América
pinas. simbolizan con la acacia sus ino-
E s t a observación es debida á M«
Delille doctor en medicina, uno dfi centes amores; estos hijos del
lo« naturalistas e.nvia.d°.§ á ÉjiptO. desierto, no sabiendo espresa*"
con palabras sus sentimientos, que la recibe, tímida y rnbo*
dan una rama de esta planta rizada,
en prueba de afecto á su amada,

L a figura representa un cuarto de so tamaño natural*


1 Pedazo grueso d e un peciolo edmun, sobre el cual se representa tm¡»
glándula.
2 Fruto { dos tercios de su tamaño natural) levantada una parte; de s».
lámina á fin de demostrar la forma de los granos.
3 Flor aislada, de taJuiaao natural.
AJENJO
XVIII.

/"Artemisia arsinthium: foliis compositis multijidis , fio-


i ribus subglobosis pendulis, receptáculo villoso; Linné,
XATIN < cías. 19, syngénésie polygamie superjlue. Jussien, cías.
I 10, ord. 3, corymbiféres.
VAbsinthium vulgare: Lamarck.
ITALIANO Assenzío.
ESPAÑOL Axenjo.
FRANCÉS Absinthe: grande absinthe: duine.
INGLES Wormwood.
ALEMÁN Wermuth.
HOLANDÉS Alsem: groóte alsern,

L ajenjo es una planta v i - p a r t i c u l a r , fuerte y n a u s e a b u n -


v a z que crece en casi todos los d o ; su sabor agrio es harto c o -
climas. S i n e m b a r g o prefiere nocido : derívase de él su nom -
los países fríos, los terrenos á- b r e ; y es tan penetrante que se
ridos, incultos y montañosos. trasmite á las carnes y h u m o r e s
L a raiz es fibrosa, leñosa y de los animales q u e la usan.
aromática. E l tallo es r e c t o , L a s propiedades del ajenjo son
de casi dos pies de altura , d u - mui conocidas: los médicos m a s
r o , acanalado, r a m o s o , y relleno sabios de Grecia y R o m a han
de una me'dula blanca. L a s h o - celebrado sus virtudes, y el tiem-
jas son alternas , pecioladas de po ha acrecentado su r e n o m -
un verde plateado, compuestas b r e ; se emplea diariamente con
y mui r e c o r t a d a s . L a s flores, feliz resultado en la medicina
que , en las rejiones templadas, humana y veterinaria c o m o un
se abren en el m e s de j u - escelente t ó n i c o , febrífugo y
nio, son p e q u e ñ a s , n u m e r o s a s , anticlmintico: sus hojas y sus
de un amarillo a z u f r a d o , t e r m i - y e m a s tiernas dan un j u g o y u n
nales y dispuestas t i n racimos u - estracto; se administran secas y
n i l a t e r a l e s , adornados de h o j a s . reducidas á polvo formando pil-
L o s granos son solitarios, d e s - doras ; pueden someterse á la
nudos, y están colocados en el cá- destilación, maceracion, á la i n -
liz sobre un receptáculo velloso. fusión en a g u a , v i n o , alcohol,
E s t a planta ecsala un olor haciendo una conserva & c . Se
prepara también con el ajenjo P o m p e e Sprecchi manifiesta en
SU Antabsinthium, q u e L é c l u i habia
un licor grato que los glotones y y a descrito el ajenjo umbeh'fero d e
las personas que tienen el estó- Clavena, q u e mas bien q u e ajenjo
mago débil suelen tomar des«* es una achülea.
ues de comer para facilitar la F e h r ( J e a n x\Iichel), Hiera piera cu-
S ijestion.
El ajenjo dá vigor y buen
riosa, seu de absinthis anaLecta; etc.
in-8.° Icnce; 1667.—Jrf. i n - S . ° Lip-
5100. 1668.
gusto al vino debilitado é ¡ru-
ide fermenten los que están
S ispuesto á ellos: sustituido al
lúpulo ó junto con él modera
la fermentación de la cerbcza, ajenjo
evita se ponga agria y la hace
capaz de embriagar. EMBLEMA

La sal de ajenjo demasiado


preconizada sobre todo p o r C o - AMARGOR.
dronchi no difiere del carbona-
to de potasa ordinario. Esta planta aromática crece
en e¡ Mediodía de Europa y
Bauhin ( J e a n ) , De planlis absinihü contiene jugos amargos. Se ha-
numen habertilus, etc. in-8.° Mon- ce de ella un licor muí conocido
tisbelieardi, 1593—Accedit Claudii entre nosotros. E l tallo del a-
fíeccard, De plantis absinthii trac—
tratas (jam seoasim, 1589 , typis jenjo es como el de un álamo
mandatus.) con todas sus ramas en minia-
Clavcna (Nicolás) Historia absinthii tura; sus flores Son pequefsísi-
umbellifcri in-'í.° lig, Cenetai, 1609. mas.
-Id. in-4.° Venetüs, 1610.-W.
1611.

Il^spíteaeíort lv ía lamina tífc

(La planta es de su tamaño natural.)

1 . H o j a radical.
2 Florón hermafrodita del centro colocado en una mitad del cúTf¡5 c(»mun.
3" Flor femenina fértil en la circunferencia.
4 F r u t o abultado, junto del cuai hemos puesto otro de tamaño natural.
5 Raiz.
DIGITAL
CXXXI.

/ D I j ì t a l i s purpurea: Tournefort, cías. 3, personne'es.


I Digitalis purpurea : caljcinis foliolis ovatis, acutis, coro-
Í.A.T1N . < Iiis obtusis, labio superiore integro; Linné, cías. 14,
I didynamie angiospermie. Jussien, cías. 8, ord. 7, scro-
V phulaires.
ITALIANO Digitale; digitella.
ESPAÑOL Dedalera.
FRANCÉS Digitale: digitale pourprée.
INGLES Fox-giove.- purple i'ox-glove.
ALEMÁN Fingerkraut: fingerhut: fingerhutblume.
HOLANDÉS i. Vingershoedkruid.

<^H^STA planta por sus gran- de la corola, los lóbulos obtu-


des y hermosas flores de color sos y regulares de su limbo son
de púrpura que cuelgan de su caracteres porque se deja fácil-
pedúnculo unilateralmente, for- mente conocer. Consta ade-
mando una espiga en el modo mas de cuatro estambres didi-
conque están dispuestas, y man- damos; los filamentos son cor-
chadas en la parte interior co- tos , adheridos á la base del tu-
mo lo está la piel de tigre, r i - bo, y sostienen anteras gruesas,
valiza en gracia y elegancia con arqueadas con dos celdillas; el
muchas de las flores que embe- ovario está cubierto de un estilo
llecen nuestros jardines. Su o- simple , mucho mas largo que
ríjen es absolutamente europeo, los estambres; el estigmaesgrue-
y se encuentra en los bosques sesito y obtuso.
inmediatos á Paris , y en mas Sus raices son fibrosas, de e-
abundancia todavía en los ter- llas nace un tallo recto de dos
renos elevados y areniscos de la pies y aun mas de largo, vello-
Normandia y de la gran Breta- so, cilindrico, casi simple. Las
ña. S u flor es de una pulga- hojas son grandes, sobretodo las
da de largo y de forma pareci- inferiores, pecioladas, alternas,
da á la del dedal de coser del ovales ó lanceoladas, verdes y
que sin duda toma el nombre un poco arrugadas por la cara
de dedalera. A primera vista superior , blanquecinas y mar-
podria tomarse por una campa- chitas por la inferior, dentadas
nula, pero lo grueso del tubo por sus bordes, decurrentes por
sus peciolos; las mas altas son sultados á M. Bidault Divilliers
casi sentadas. y á M. Destouches, á saber, un
L a flor forma una espiga rec- estracto acuoso, oscuro y mui
ta terminal casi de un pie de liso, un escracto alcohólico se-
largo. Los pedúnculos son pubes- mejante al precedente pero en
centes mas cortos que la coro- menor cantidad, sales de dis-
la cubiertos en su base por u- tintos jéneros y una materia a -
nas hojitas á modo de brac- ceitosa de color verde, que los
teas. autores citados miran como la
E l fruto es una cápsula supe- causa del color y olor de esta
rior, oval, cubierta por el cáliz, personada.
con dos celditas que se abren Por mui numerosos y varia-
en dos válvulas, y contienen dos que sean los efectos inme-
muchas semillas pequeñas y al- diatos de esta planta virosa sobre
go angulosas. L a dijital pur- la economía animal, pueden refe-
purea, que los modernos han ad- rirse á una acción estimulante
mitido en la materia médica, tie- mas ó menos enerjicá sobre los
ne un olor fuerte que desapare- aparatos dijestivo y circulatorio,
ce por la desecación, un sabor y sobre el sistema nervioso y sus
amargo nauseoso y una acrimo- distintos órganos secretorios. E n
nia que produce al instante la pequeña dosis escita la salivación,
salivación, y en seguida nauseas, produce abundante secreción de
un lijero sentimiento de acritud orina y algunas veces sudor;
en la garganta y sequedad en la promueve el vómito y á la vez
boca. M. Ghaumeton observa purga; casi siempre disminuye
que «estas cualidades son mas ó la frecuencia del pulso. En ma-
menos enerjioas según la esta- yor dosis produce la super-pur-
ción en que la planta se coje y gacion, ansiedad, cardialgía, d o -
estado en que á la sazen se ha- lores agudos en distintas partes
lle. Así es, pues, que, en la época del cuerpo, resfriamiento en las
de la floración, la raíz es casi estremidades, algunas veces vér-
insipida y se administra muí tigos, ilusiones ópticas, soñolen-
pocas veces. Las flores no son cia , delirio y hasta la misma
mas activas, ni se emplean con muerte. Murray cuenta de una
mas frecuencia. Las propieda- niña de 8 años que sucumbió
des mas enerjicas residen en las á la acción deletérea de la di-
hojas. E s necesario escojer las jital. Los efectos virulentos de
ue se desarrollan bajo la in- esta planta se presentan tanto en
3 uencia de los rayos solares,
cojerlas cuando la planta está
la mayor parte de los animales,
como en el hombre. Murray,
en toda su frescura, y desecarlas Salernc, Schiemann vieron ga-
con cuidado. Son así mas a- llinas, pavas y perros á los que
preciables que cuando tienen se les habia hecho tragar,afectar-
mucho tiempo porque pierden se vivamente y perecer vícti-
entonces una gran parte de su mas de los accidentes va enun-
eficacia. ciados. Sin embargo resulta de
L a análisis química de la di- los esperimentos curiosos del doc-
jital ha dado casi los mismos r e - tor Mougiardiui que los anima-
les son tanto mas sensibles á la do deberla atribuir una v i r t u d
acción delecterea de la dijital, sedativa. Algunos no han t e -
c u a n t a mas semejanza tiene la mido emplearla y preconizarla
organización de su estómago con para la flegmasías a g u d a s , c u t á -
la del h o m b r e ; de aquí el q u e neas y otras tales como Ja v i r u e -
p r o d u z c a poco daño á los pája- la, anjina & c . ¿ P e r o la p r u -
r o s y el q u e su efecto se haga dencia no aconseja que los p r á c -
nulo en los reptiles cuadrúpedos ticos ilustrados se abstengan
c o m o la rana & c . de ella en las flegmasías a g u d a *
L a dijital uno de los efectos de la piel, cuando se cree q u e
m a s notables y constantes q u e muchos de estos ecsantemas se
p r o d u c e es la disminución del dirijen naturalmente á la c u r a -
movimiento circulatorio. M u - ción siempre que no se e n c u e n -
chos me'dicos franceses, ingleses tren en su m a r c h a m e d i c a m e n -
y a l e m a u e s han observado, luego tos intempestivos ó medios p e r -
ue han administrado las hojas turbadores? A m a s , la acción e s -
3 e esta planta, la disminución del
pulso desde cincuenta á cuarenta
citante d e la dijital y los a c c i -
dentes g r a v e s á q u e puede d a r
y a u n treinta pulsaciones por lugar son suficientes para d e -
minutos. S i n e m b a r g o ; este fe- mostrarnos que debemos a b s -
n ó m e n o no es tan constante y tenernos de ella en las fiebres pri-
j e n e r a l que no sufra algunas es» mitivas, en las inflamación esa g u -
c e p c i o n e s , sucede pues que en das de las v i s c e r a s , h e m o r r a j i a s
c i e r t a s enfermedades las p u l - activas, neuroses, y demás a f e c -
saciones en vez de hacerse r a - ciones acompañadas de un e s -
r a s conservan su tipo ordinario 6 t a d o jeneral de irritación.
se multiplican d « 60 á 120 p u l - S e p a r a n d o las virtudes g r o s e -
saciones p o r minuto. ras que le han atribuido á la d i -
L o s esperimentos de M . S a n - jital y reduciendo las p r o p i e d a -
d e r s y de q u e M . Chaumeton h a d e s de esta planta á su j u s t o v a -
preconizado sus interesantes r e - lor, o c u p a r á entonces uno de los
sultados, p r u e b a n q u e los efectos primeros lugares en la m a t e r i a
primitivos d e la dijital en la m é d i c a . E n efecto muchas y
circulación hacen a u m e n t a r la autenticas observaciones d e m u e s -
acción del corazón y de los vasos, tran que ella ha producido a l i -
y otros sistemas. E s t e médico vio notable y aun la curación
n a visto q u e cuando en las fie- completa, m u c h a s veces, de t r e s
b r e s inflamatorias se continua enfermedades tan mortales como
con el uso de la dijital, p r o d u c e frecuentes de p a d e c e r , la tisis,
c o m o resultado inmediato la e s - las e s c r ó f u l a s , y la hidropesía.
citacion del a p a r a t o circulatorio, L o s ensayos de Bayle no han con-
y sucede á esta escitacion p r i - firmado las esperanzas que m u -
mitiva la disminución del pulso chos médicos ingleses y el c é l e -
c o m o efecto consecutivo. Esta b r e Beddoés en particular había
relajación s e c u n d a r i a , observa dado á la eficacia de la dijital
C h a u m e t o n , es prodijiosa y p a r - contra la terrible tisis p u l m o -
ticular de la dijital. P o r lo q u e n a r . S u s buenos efectos en el
tratamiento de los lamparones
m u c h o s observadores han c r e í -
son mas segaros. Pero es con- miento de Darwin y de Fowler
tra la hidropesía primitiva como se dá en dosis de 10 gotas en
parece obrar con mas ventajas agua azucarada ú otro escipien-
y seguridad. Los felices resul- te apropiado. Sucesivamente
tados en esta última afección pa- puede aumentarse la dosis hasta
rece dependen, de la abundante 10Q gotas y mas. Del estracto a-
secreción de orina á que dá lu- cuoso y jugo espesado de la diji-
gar su administración ; secre- tal no se hace uso. Este último
ción tan abundante que del 3.°al purga con violencia administra-
5.° dia los enfermos evacúan do de 4 á 5 cucharadas. Por la
muchos cuartillos de orina en simple maceracion de las hojas
2 4 horas, aunque hayan bebido de esta planta heroica en, miel,
uno solo de cualquier líquido. ó salvia, se prepara un ungüento
Nada es mas favorable para la reputado por anti-escrofuloso y
reabsorción de la serosidad derra- que parece ha producido buenos
mada que la abundante secre- efectos en las cngurjitaciones;
ción de orina* Varias veces linfáticas..
M. Vassal ha tenido ocasión de
demostrar que si esta planta c u -
ra con frecuencia las hidropesías Wickering ( G u i l l a u m e ) ; An account
primitivas del tejido celular del of the foxglove and some of ids
pecho y abdomen, no produce medicinal uses; es decir; T r a t a d o
d e la dijital y observaciones sobre
efecto en las del cerebro, raquis, algunas d e sus propiedades m e d i -
é hidropesías enquistadas* cas: in-8.° Birmingham, 1785. T r a -
S e administran las hojas de ducido en alemán,,por Chrétien-Fré-
déric Michaelis: in-8,° Leipsic, 1786.
la dijital en polvo en dosis de uno E l estilo de este opúsculo es c o r -
á tres granos por dia, y si el en- r e c t o , l a doctrina p u r a , los p r e c e p -
fermo haya alivio se aumenta la tos sabios, l a s reflecsiones juiciosas.
dosis sucesivamente con pruden- Schiemann (Charles chrétien), De di-
cia. Schwilgué prescribe mez- gitali purpurea, Diss, i n - 4 . ° Gottin-
gaz, 1786.
clar este polvo en 9 ó 19 par- Merz ( J e a n - J a c q u e s ) , De digitalipur-
tes de azúcar ó de alguna grasa, purea, ejusqueusu in scrophulis me-
Ó bien incorporarlo con miel pa- dico, Diss, inaug. i n - 4 . ° Ieiyx, 27
ra darle la forma de pildora. juillet 179^.
Con frecuencia se h a celebrado
Aunque sea eate el medio mas s e - esta p e q u e ñ a é insignificante diser-
guro para emplear la dijital, se tación.
puede también administrar en F e r r i a r ( J e a n ) , An essay on the me-
infusión acuosa á cucharadas dical properties of the digitalis pur-
purea, ou fox-glove; es decir E n -
de hora en hora; esta infusión sayo sobre las propiedades médicas
se prepara colocando en un vaso d é l a digital purpúrea; i n - 1 2 L o n -
de 2 á 4 dracmas de hojas en dres et Manchester, 1799.
una libra de agua cerrado er- K i n g l a k e ( R o b e r t ) , Cases and obser-
vations of the medicinal efficacy, of
méticamente ; se puede hacer the digitalis purpurea in phthisis
un jarabe. L a d