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É ela que fornece os conceitos, as formas de organização do real, a mediação entre

o sujeito e o objeto do conhecimento.

A comunicação é uma espécie de função básica porque permite a interacção social e, ao mesmo
tempo, organiza o pensamento.

A linguagem é, antes de tudo, social.

Para Vygotsky A principal função da fala é o contato social, a comunicação, ou seja, o


desenvolvimento da linguagem é impulsionado pela necessidade de comunicação. Apesar de
considerar toda fala como uma comunicação social efetiva, Vygotsky identificou estágios para a fala:
FALA EXTERIOR FALA EGOCÊNTRICA FALA INTERIOR

Etapas da fala: - Socializada: função comunicativa inicial (de fora para dentro). - Egocêntrica: a fala
da criança para si própria (ocorre sempre que a criança está em situação de dificuldade cognitiva -
linguagem como instrumento do pensamento). Interior: a criança incorpora o sistema simbólico no
seu aparato psicológico, com o suporte da língua. A comunicação eleva-se quando o sujeito é capaz
de diferenciar a fala para os outros (fala social), da fala para si mesmo (fala interna).

Para Vygotsky a comunicação é uma espécie de função básica, porque permite a interação
social e, ao mesmo tempo organiza o pensamento. Segundo ele a principal função da fala é o
contato social e a comunicação.

A linguagem é, antes de tudo, social. Portanto, sua função inicial é a comunicação, expressão e
compreensão. Essa função comunicativa está estreitamente combinada com o pensamento. A
comunicação é uma espécie de função básica porque permite a interação social e, ao mesmo tempo,
organiza o pensamento. Para Vygotsky, a aquisição da linguagem passa por três fases: a linguagem
social que tem por função denominar e comunicar, e seria a primeira linguagem que surge. Depois
teríamos a linguagem egocêntrica e a linguagem interior, intimamente ligada ao pensamento.

A Fala Social é a comunicação inicial, ou seja, de forma oral (de fora para dentro).

A Fala Egocêntrica é
quando a criança começa transferir os padrões sociais de
comportamento para os seus processos interiores, dando origem às primeiras
manifestações da reflexão lógica. É quando a criança começa a conversar consigo
mesma da mesma forma que conversa com os outros, começa a pensar em voz alta.
A fala interior é quando as palavras passam a ser pensadas, sem que necessariamente sejam
faladas. É um pensamento em palavras.

Vygotsky, teve contato com a obra de Piaget e, embora teça elogios a ela em muitos
aspectos, também a critica, por considerar que Piaget não deu a devida importância
à situação social e ao meio. Ambos atribuem grande importância ao organismo ativo,
mas Vygotsky destaca o papel do contexto histórico e cultural nos processos de
desenvolvimento e aprendizagem, sendo chamado de socio-interacionista, e não
apenas de interacionista como Piaget.Piaget coloca ênfase nos aspectos estruturais
e nas leis de caráter universal ( de origem biológica) do desenvolvimento, enquanto
Vygotsky destaca as contribuições da cultura, da interação social e a dimensão
histórica do desenvolvimento mental.
Mas, ambos são construtivistas em suas concepções do desenvolvimento
intelectual. Ou seja, sustentam que a inteligência é construída a partir das relações
recíprocas do homem com o meio.
As afinidades com a teoria da génese social do eu de George Herbert Mead ou
mesmo com a teoria do eu do espellho de Charles Horton Cooley tornam-se
evidentes, mas a análise genética que Vygotsky realiza da relação entre o
pensamento e a palavra falada é autónoma e original: «O pensamento e a
linguagem, que reflectem a realidade de um modo diferente do da percepção, são a
chave da natureza da consciência humana. As palavras desempenham um papel
central não só no desenvolvimento do pensamento, mas também no crescimento
histórico da consciência como um todo. Uma palavra é um microcosmos da
consciência humana» (Vygotsky). O estudo da fala é fundamental para a resolução
de questões práticas a respeito da escola, da criação e da educação da criança,
porque, segundo uma teoria psicológica dominante, a fala desempenha um papel
decisivo no pensamento entendido como a fala menos o som. Quando reflecte, o
homem adulto cultural fala inaudivelmente para si mesmo aquilo que está a pensar.
Vygotsky submete esta teoria a uma revisão crítica: a fala e o pensamento possuem
raízes diversas, podendo ocorrer separadamente não somente nos estágios iniciais
do desenvolvimento, mas também na vida adulta, como mostrou a pesquisa da
Escola de Würzburg. Porém, a partir de determinado período do desenvolvimento
infantil, o pensamento e a fala convergem e influenciam-se reciprocamente,
colocando o pensamento humano numa altura sem precedentes e possibilitando a
formação de novos conceitos. Vygotsky acompanha de perto a teoria da linguagem
de Karl Bühler: a função primordial da fala, tanto nas crianças como nos adultos, é a
comunicação e o contacto social. A fala mais primitiva da criança é essencialmente
social, global e multifuncional, mas a partir de certa idade as suas funções começam
a diferenciar-se, dividindo-se nitidamente em fala egocêntrica e fala comunicativa. A
fala egocêntrica emerge quando a criança transfere formas sociais e cooperativas de
comportamento para a esfera das funções psíquicas interiores e pessoais. Jean
Piaget estudou esta tendência da criança a transferir os padrões sociais de
comportamento para os seus processos interiores, dando origem às primeiras
manifestações da reflexão lógica. Segundo Vygotsky, algo semelhante ocorre
quando a criança começa a conversar consigo mesma da mesma forma que
conversa com os outros, sendo levada pela força das circunstâncias a pensar em
voz alta. Dissociada da fala social, a fala egocêntrica leva, com o decorrer do tempo,
à fala interior que alimenta tanto o pensamento autístico como o pensamento lógico.
A fala egocêntrica constitui o elo genético primordial na transição da fala oral para a
fala interior: o esquema de desenvolvimento esboçado por Vygotsky - primeiro a fala
social, depois a fala egocêntrica e, por fim, a fala interior, diverge tanto do esquema
behaviorista (fala oral, sussurro, fala interior) como da sequência de Piaget que, a
partir do pensamento autístico não-verbal, passa à fala socializada e ao pensamento
lógico, através do pensamento e da fala egocêntricos. Assim, para Vygotsky, o
verdadeiro vector do desenvolvimento do pensamento não vai do individual para o
socializado, como sucede em Piaget ou mesmo em Freud, mas sim do social para o
individual: «O desenvolvimento do pensamento é, como escreve Vygotsky,
determinado pela linguagem, isto é, pelos instrumentos linguísticos do pensamento e
pela experiência sócio-cultural da criança. Basicamente, o desenvolvimento da fala
interior depende de factores externos: o desenvolvimento da lógica na criança, como
os estudos de Piaget demonstraram, é uma função directa da sua fala socializada. O
crescimento intelectual da criança depende do seu domínio dos meios sociais do
pensamento, isto é, da linguagem. /A natureza do próprio desenvolvimento
transforma-se do biológico para o sócio-histórico. O pensamento verbal não é uma
forma de comportamento natural e inata, mas é determinado por um processo
histórico-cultural e tem propriedades e leis específicas que não podem ser
encontradas nas formas naturais do pensamento e da fala» (Vygotsky). O
desenvolvimento da criança não pode ser reduzido ao mero crescimento e
maturação de qualidades inatas: a superioridade do intelecto do arquitecto em
relação ao instinto da abelha (Marx) deve-se precisamento ao mecanismo da fala
interior, do qual depende a reestruturação total da mente da criança e das suas
funções psicológicas e cognitivas superiores, incluíndo o desenvolvimento da
consciência e a organização do futuro comportamento da personalidade.

A progressão da fala social para a fala interna, ou seja, o processamento de


perguntas e respostas dentro de nós mesmos – o que estaria bem próximo ao
pensamento, representa a transição da função comunicativa para a função
intelectual. Nesta transição, surge à chamada fala egocêntrica. Trata-se da
fala que a criança emite para si mesmo, em voz baixa, enquanto está
concentrado em alguma atividade. Esta fala, além de acompanhar a atividade
infantil, é um instrumento para pensar em sentido estrito, isto é, planejar uma
resolução para a tarefa durante a atividade na qual a criança está entretida
(Ribeiro, 2005). Uma contribuição importante de Vygotsky e seus
colaboradores, descrita no livro Pensamento e Linguagem (1998), do mesmo
autor, é o fato de que, por volta dos dois anos de idade, o desenvolvimento do
pensamento e da linguagem – que até então eram estudados em separado –
se fundem, criando uma nova forma de comportamento. O declínio da
vocalização egocêntrica é sinal de que a criança progressivamente abstrai o
som, adquirindo capacidade de “pensar as palavras”, sem precisar dizê-las. Aí
estamos entrando na fase do discurso interior. Se, durante a fase da fala
egocêntrica houver alguma deficiência de elementos e processos de interação
social, qualquer fator que aumente o isolamento da criança, iremos perceber
que seu discurso egocêntrico aumentará subitamente. Isso é importante para
o cotidiano dos educadores, em que eles podem detectar possíveis
deficiências no processo de socialização da criança. (Ribeiro, 2005) O
discurso interior é quando as palavras passam a ser pensada, sem que
necessariamente sejam faladas. É um pensamento em palavras. Já o
pensamento é um plano mais profundo do discurso interior, que tem por
função criar conexões e resolver problemas, o que não é, necessariamente,
feito em palavras.