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COMPARAÇÃO ENTRE O MÉTODO TEÓRICO E POR

ELEMENTOS FINITOS NO PROJETO DE EIXOS APLICADO


À TRANSMISSÃO VEICULAR
Gabriel Prado Bachega
gabrielbachega@hotmail.com
Pós-graduação em Simulação Computacional em Análise Numérica Estrutural utilizando MEF – ESSS
- Turma FEA-SP-2017-01 – Prof.: MSc. Giuseppe Mirlisenna

Resumo

Este artigo apresenta o dimensionamento do eixo primário de uma transmissão manual de 5


marchas em um veículo de passeio, tendo como base os requisitos de projeto de um veículo já
existente no mercado. Aborda o processo de obtenção das dimensões do eixo, passando por
todas as etapas do projeto desde componentes de engrenagens até processos de fabricação e
montagem. Posteriormente apresenta-se a análise de tensões e de fadiga do componente
utilizando calculos matemáticos teóricos e pelo método de elementos finitos. O objetivo deste
artigo é a comparação entre estas duas ferramentas, explorando sua aplicação. Avalia-se os
erros entres os dois métodos na faixa de cinco a dez por cento nas marchas 1,3,4 e 5, sendo a
marcha 2 um ponto de melhoria de dimensionamento observada somente através do método
computacional. Valida-se a aplicação do cálculo de elementos finitos pela semelhança na
obtenção dos pontos críticos, entendimento físico do problema, rapidez de resposta e
visualização de oportunidades de melhoria no projeto.

Palavras-chave: Transmissão veicular. Elementos finitos. Fadiga. Eixos. Flexo-torção

Introdução

O desenvolvimento do produto tem como objetivo “a transformação de necessidades de


mercado em produtos ou serviços economicamente viáveis” (KAMINSKI, 2015). Dentro deste
contexto o método de elementos finitos se estabelece como uma ferramenta utilizada por
engenheiros e projetistas para estudar e avaliar os aspectos fisicos em que o produto será
submetido, sua vantagem está na possibilidade de se testar várias alternativas antes da
construção do protótipo e posterior validação em testes laboratoriais.
O método de elementos finitos foi desenvolvido com o intuito de “aproximar estruturas
contínuas por um sistema de equações discretas” (GOKHALE et al, 2008) permitindo assim o
uso de computadores para sua realização. Em suma, este método consiste em “recortar a
estrutura em vários elementos (pedaços da estrutura), descrever o comportamento de cada
elemento e então reconecta-los pelos nós” (COOK, 1995).
Tem-se então como ferramentas as teorias de cálculo utilizadas na engenharia como
também o método de elementos finitos, tornando razoável a comparação entre os dois em uma
única aplicação. O projeto aqui desenvolvido está na obtenção das tensões e avaliação de fadiga
no eixo prímário de uma transmissão veicular manual de cinco marchas, utilizando os métodos
teóricos e computacionais, a tabela 1 demonstra os dados do veículo utilizado como base:
Tabela 1 - Dados do veículo utilizado (VW Golf 2.0 GT)
Dados do veiculo e projeto Quantidade Unidade de medida
Potência máxima (Etanol) 88 / 120 kW / cv
Torque máximo (Etanol) 180 Nm
Relação 1° marcha 3,545 -
Relação 2° marcha 2,045 -
Relação 3° marcha 1,281 -
Relação 4° marcha 0,951 -
Relação 5° marcha 0,756 -
Relação do diferencial 3,820 -
Relação de marcha-à-ré 3,615 -
Roda dianteira 215/45 R17 -
Roda Traseira 215/45 R17 -
Fonte: Volkswagem do Brasil

Salienta-se que o motor do veículo permite a utilização de gasolina, etanol ou a mistura


destes dois combustíveis, sendo assim, utilizou-se o combustível de maior potência e torque.
1 Projeto da transmissão
O sistema de transmissão tem como principal função “modular os valores de potência,
rotação e torque criado pelo sistema de motorização” (SALANI, 2011), permitir a troca de
marchas com o veículo em movimento, ter um funcionamento silencioso, suave e auxiliar o
sistema de trem de força na redução do consumo de combustível
Diante das especificações técnicas, o projeto do eixo primário da transmissão pode ser
efetuado a partir da escolha do material, processo de fabricação e dimensionamento de outros
componentes que o compoe como engrenagens e rolamentos.
No projeto de eixos para transmissão, procura-se um material dúctil, tenaz e com
superficie resistente ao desgaste, desta maneira o material escolhido foi o aço cementado C15,
cujas propriedades são demonstradas na tabela 2.

Tabela 2 - Propriedades do aço cementado C15


Propriedades Valor Unidade
Módulo de elasticidade 2,1x105 MPa
4
Módulo de elasticidade à torção 8,1x10 MPa
Coeficiente de poisson 0,3 -
Limite de escoamento (monotônico) 300 MPa
Limite de resistência (monotônico) 500 MPa
Fonte: Autor.

A fabricação de um eixo de transmissão veicular é realizado através do processo de


usinagem, nele inserido a fabricação das marchas ré, primeira e segunda, como também
ranhuras e adoçamentos. Após este processo, ocorre o tratamento térmico chamado de
cementação e posteriormente sua retifica.
Como o intuito deste artigo é a avaliação do eixo primário da transmissão, os cálculos
dos outros componentes não serão aqui reproduzidos, demonstra-se somente os resultados
obtidos.

1.1 Engrenagens
Através das relações de marcha, define-se os fatores de utilização em que o veículo está
inserido, conforme demonstrada na tabela 3.
Tabela 3 - Fatores de torque e de utilização por marcha
Marcha Fator de torque Fator de utilização
1 0,55 0,15
2 0,70 0,20
3 0,65 0,20
4 0,60 0,25
5 0,60 0,20
Fonte: Autor.

Estes fatores tem como objetivo evitar o superdimensionamento. O fator de torque


auxiliará nas dimensões das engrenagens como o fator de utilização para a definição da vida
requerida em ciclos do eixo e dos rolamentos.
As engrenagens utilizadas são do tipo helicoidais (ECDH) pois as mesmas possuem
rendimento de 97% e seu funcionamento é silencioso, a tabela 4 demonstra a especificação
utilizada.

Tabela 4 - Especificação das engrenagens helicoidais.


Especificações Valor Unidade
Ângulo de pressão (αn) 20 graus
Ângulo de hélice (β) 20 graus
Coef. de proporcionalidade teórica (λ) 10 -
Coef. de segurança (Kt) 1,5 -
Tensão de flexão à fadiga (σf) 40 Kgf/mm²
Tensão de compressão (σc) 150 Kgf/mm²
Fonte: Autor.

No dimensionamento será considerado o módulo não normalizado, sendo que as


ferramentas serão fabricadas especificamente para o projeto e não haverá correção de perfil. Os
critérios utilizados foram o de flexão no pé do dente (Lewis) e tensões de contato no flanco
(Hertz). As dimensões obtidas são descritas na tabela 5.

Tabela 5 - Dimensões das rodas dentadas no eixo primário


Módulo transversal Diâmetro primitivo Largura normalizada
Marcha Número de dentes
(mm) (mm) (mm)
1 24 2,616 62,777 28
2 26 3,609 93,834 24
3 29 4,320 125,277 20
4 32 4,599 147,155 18
5 33 4,916 162,219 16
Fonte: Autor.

1.2 Eixo
O primeiro passo para o dimensionamento do eixo é calcular o diâmetro de pré-projeto,
estabelecendo valor de rigidez torcional de acordo com a condição de trabalho em que o eixo
estará submetido, este valor será uma referêcia para o projeto dos demais elementos que irão
compor o eixo. A seguir a tabela 6 demonstra o valor de pré-projeto para o eixo em questão.

Tabela 6 - Diâmetro de pré-projeto para o eixo primário.


Torque máximo Condição de trabalho Diâmetro mínimo Diâmetro normalizado
Nmm Severa – (°/ L) mm mm
1,8 x 105 0,50 40,13 42
Fonte: Autor.
Tem-se, até então, uma prévia da disposição das engrenagens bem como o diâmetro
mínimo necessário do eixo, a partir destes dados pode-se efetuar a escolha dos rolamentos.
Como as forças axiais são consideradas pequenas em relação ao eixo secundário e do
diferencial, optou-se pelo rolamento de esferas SKF 6209 cuja dimensões estão representadas
na figura 1.

Figura 1 - Dimensões rolamento rígido de esferas SKF 6209


Fonte: Catálogo SKF.

Os rolamentos do apoio 1 (lado do motor) e do apoio 2 apresentaram quociente de vida


de 4,99 e 2,00 respectivamente, sendo assim, aprovados para sua utilização.
O quociente do rolamento 2 é menor devido ao fato deste ter sido escolhido como apoio
para as forças axiais da transmissão.
No que se refere ao eixo ranhurado foi utilizada a norma DIN 5462 – série leve, que
apresenta como dimensões encontradas na tabela 7.

Tabela 7 - Dimensões do eixo ranhurado


Número de Diâmetro interno Diâmetro externo Comprimento
Eixo ranhurado
entalhes (mm) (mm) (mm)
Marcha 3 e 4 8 46 50 20
Marcha 5 8 46 48 20
Fonte: Autor.

Evidencia-se que geralmente na prática industrial, o número de entalhes utilizados é


maior, porém o processo de dimensionamento é o mesmo. Com o intuito de reduzir a
complexibilidade geométrica e facilitar a geração de malha mantendo seu comportamento
fisico, este tipo de entalhe foi escolhido.
1.3 Croqui do eixo
Utilizando-se como base as dimensões e posicionamento das engrenagens, eixo
ranhurado, assentamento dos rolamentos, adoçamentos e espaçadores define-se as
especificações geométricas do eixo, conforme figura 2.
Figura 2 - Croqui so sistema
Fonte: Autor.

Como o objetivo do trabalho está na avaliação dos concentradores de tensão, sendo eles
os pontos críticos do projeto, a figura 3 apresenta o croqui específicos dessa geometria, como
também os tipos e raios de adoçamento.

Figura 3 - Croqui do eixo e adoçamentos utilizados


Fonte: Autor.

A distância entre os apoios é de 334 mm, sendo esta utilizada no modelo teórico e no
modelo de elementos finitos. Ressalta-se que o eixo primário possui comprimento total acima
do valor entre os rolamentos 1 e 2, pois é nele que deverá ocorrer também a fixação do disco
de embreagem e consequente apoio no interior do volante do motor. É razoável, tendo em vista
as forças envolvidas em cada seção, desconsiderar esta parte do eixo.
A geometria utilizada para a análise por elementos finitos é mostrada pela figura 4.
Figura 4 - Eixo modelo de elementos finitos
Fonte: Autor.

Observa-se que os dentes de engrenagem foram retirados para diminuir o número de


elementos e foi aplicado cortes nas superfícies para delimitar as aplicações de forças,
principalmente no caso de fadiga onde há necessidade de divisão de forças constantes e
alternadas detalhadas no item 4.1 deste artigo.
1.4 Momento fletor
A partir do comprimento final do eixo, obtêm-se os momentos fletores para cada
marcha. Como as forças nas engrenagens produzem momentos em dois planos diferentes,
definidos por horizontal e vertical, os mesmos devem ser obtidos individualmente e então
combinados a partir da equação descrita abaixo:

𝑀𝑇 = √𝑀𝐻 2 + 𝑀𝑉 2
Sendo:
MT: Momento fletor total
MH: Momento fletor no plano horizontal
MV: Momento fletor no plano vertical

Através da combinação dos momentos forma-se a solicitação total no eixo. Um paralelo


entre os planos teóricos e por elemetos finitos se faz necessária, o plano horizontal é equivalente
ao plano XZ, sendo o vertical como o plano XY.
O gráfico 1 apresenta a curva característica para cada marcha.

Gráfico 1 - Momento fletor por marcha


Fonte: Autor.
Pode-se observar que com a mudança de marchas crescente, não só os valores dos
momentos fletores diminuiem como também a sua posição no eixo. Diante dos valores e
posições, classifica-se a marcha 1 e 2 como sendo as críticas do projeto.
Demonstra-se assim a importância da elaboração do gráfico para entender quais efeitos
cada uma delas produzirá ao eixo.

2 Modelo de elementos finitos


Os tipos de análise de simetria, estado plano de tensão (2D) e de barras foram
descartadas devido à flexão em conjunto com geometrias de perfis heterogêneos.
Com a geometria do eixo primário concluída e tratada para facilitar a aplicação das
forças, condições de contorno e da geração de malha, o modelo utilizado possui as
caracteristicas descritas na tabela 8.

Tabela 8 - Descrição da malha e condições de contorno


Condição de contorno
Descrição da Malha
Apoio 1 Apoio 2

Face Verde: Face Verde:


- Remote displacement - Remote displacement
Elementos do tipo sólidos tetraédricos
- X  Free - Rotação em X  Free
parabólicos
- Rotação em X, Y e Z  0 - Rotação em Y e Z  0
-YeZ0 - X,Y e Z  0
Elementos nos adoçamentos de 1,5 mm Face Amarela: Face Amarela:
(face meshing) - Remote displacement - Remote displacement
- Rotação em X  0 -X0
Elementos no eixo ranhurado de 2,0 mm
- Rotação em Y e Z  Free - Rotação em X, Y e Z  Free
(face meshing)
- X,Y e Z  Free - Y e Z  Free
Fonte: Autor.

Uma ferramenta útil para avaliar a qualidade da malha do modelo, é através do gráfico
dos elementos apresentado no gráfico 2.

Grafico 2 – Qualidade da malha


Fonte: Ansys.
Neste gráfico o fator 1 representa elementos de maior qualidade, sendo 0 o de menor
qualidade, sendo assim, a malha gerada para o modelo de estudo está adequada.
A vantagem de se utilizar elementos sólidos tetraédricos se dá pela facilidade de
adaptação à superfícies irregulares, com o refino da malha nas superficies dos raios de
adoçamento ocorre a coincidência entre a superfície e a malha, proporcionando uma melhor
precisão dos resultados.
Nas condições de contornos foram levados em consideração três aspectos importantes,
o primeiro relacionado com a restrição torcional na face representativa advinda do motor, a
segunda relacionada com a escolha do rolamento que receberá as forças axiais e a terceira como
sendo a delimitação de pequenas áreas para restrição à flexão permitindo assim deslocamentos
de rotação do eixo.
O grau de liberdade do elemento está totalmente relacionado com a obtenção das
tensões, sendo que as mesmas são calculadas a partir dos deslocamentos nodais, derivados para
se obter as deformações e consequentemente as tensões. A figura 5 demonstra os graus de
liberdade do elemento do elemento sólido tetraédrico parabólico

Figura 5 - Elemento sólido tetraédrico parabólico


Fonte: Ansys, 2007.

Um ponto importante para a análise utilizando elementos sólidos, é garantir a correta


representação dos deslocamentos nodais e consequentemente suas respectivas tensões e
deformações, portanto o estudo do tipo de elemeno, tipo de geometria e refino de malha são tão
importantes no processo quanto a análise de resultados.
3 Validação
Uma boa prática utilizada no método computacional está na validação dos resultados
em cada etapa do processo, é uma forma de organizar a análise, entender melhor as físicas
envolvidas, os métodos escolhidos e facilitar a identificação de falhas durante o processo.
3.1 Forças de reação
A primeira validação que deve ser feita para se verificar a efetividade das etapas de pré-
processamento do modelo, são realizadas através das forças de reação. Utiliza-se as forças da
1° marcha, sendo elas as maiores dentre as outras. A tabela 9 e 10 apresenta as forças obtidas
no apoio 1 e 2 respectivamente:

Tabela 9 - Comparação das forças obtidas no apoio 1 (rolamento 1)


Teórico Software
Axial Vertical Horizontal Axial Vertical Horizontal
eixo X eixo Y eixo Z eixo X eixo Y eixo Z
Forças
1° marcha 0 1.346,7 3.983,3 0 1.336,8 3.983,3
(N)
Resultante
4.204,79 4.201,63
(N)
Erro
3,16 N – 0,075 %
(N) – (%)
Fonte: Autor.
Tabela 10 - Comparação das forças obtidas no apoio 2 (rolamento 2)
Teórico Software
Axial Vertical Horizontal Axial Vertical Horizontal
eixo X eixo Y eixo Z eixo X eixo Y eixo Z
Forças
1° marcha 2.087,2 874,4 1.751,3 2.087,2 884,3 1.751,3
(N)
Resultante
2.861,49 2.864,53
(N)
Erro
-3,04 N – -0,106 %
(N) – (%)
Fonte: Autor.

Observa-se claramente que os valores obtidos por elementos finitos está fiel ao modelo
matemático de equilíbrio de forças como também valida a condição de contorno utilizadas.
3.2 Tensão torcional
No modelo para validação torcional, foi imposto ao eixo o torque máximo do motor
(180 N.m), obtendo-se assim as tensões de VonMisses nos adoçamentos e no eixo ranhurado
conforme demonstrada na tabela 11.

Tabela 11 - Comparação entre as tensões torcionais teóricas e por elementos finitos


Tensão VonMisses
Erro
Concentradores de tensão (MPa)
Teórico Software MPa %
Adoçam. - Rolamento 1 26,600 27,672 -1,071 -4,026
Adoçam. 1 - Marcha-a-ré 19,163 18,358 0,805 4,202
Adoçam. 2 - Marcha-a-ré 19,171 18,670 0,501 2,615
Adoçam. 1 - 1° Marcha 19,171 18,831 0,340 1,775
Adoçam. 2 - 1° Marcha 19,171 18,622 0,549 2,865
Adoçam. 1 - 2° Marcha 20,965 19,847 1,119 5,336
Adoçam. 2 - 2° Marcha 23,475 22,429 1,047 4,459
Adoçam. 1 - Sincronizador 3°/4° 27,568 26,586 0,983 3,564
Eixo Ranhurado sinc. 3°/4° 16,312 16,231 0,082 0,502
Adoçam. 2 - Sincronizador 3°/4° 27,568 27,338 0,231 0,836
Adoçam. 1 - Sincronizador 5° 25,155 27,104 -1,949 -7,747
Eixo ranhurado sinc. 5° 16,313 16,235 0,078 0,477
Adoçam. 2 - Sinc. 5° / rol 2 23,369 24,638 -1,268 -5,428
Fonte: Autor.

Diante do exposto pode-se observar uma correlação satisfatória entre os valores teóricos
e os obtidos pelo software, sendo que o maior erro encontrado está localizado no adoçamento
do rolamento 1, devido à influencia na proximidade geométrica do apoio 1, ou seja, houve,
devido a condição de contorno, um pequeno acréscimo na rigidez desta área do modelo.

3.3 Tensão axial


Conforme a utilização de engrenagens cilindricas de dentes helicoidais, as mesmas
proporcionam uma componente de força axial na qual também deve ser verificada. A seguir a
tabela 12 demonstra as tensões de VonMisses para esse caso.
Tabela 12 - Comparação entre as tensões axiais teóricas e por elementos finitos
Tensão VonMisses
Erro
Concentradores de tensão (MPa)
Teórico Software MPA %
Adoçam. - Rolamento 1 2,564 2,618 -0,054 -2,094
Adoçam. 1 - Marcha-a-ré 2,528 1,701 0,827 32,718
Adoçam. 2 - Marcha-a-ré 2,183 2,126 0,057 2,623
Adoçam. 1 - 1° Marcha 2,183 2,105 0,078 3,585
Adoçam. 2 - 1° Marcha 2,183 2,112 0,071 3,259
Adoçam. 1 - 2° Marcha 2,605 2,084 0,521 19,987
Adoçam. 2 - 2° Marcha 2,805 2,432 0,373 13,305
Adoçam. 1 - Sincronizador 3°/4° 3,185 2,931 0,254 7,985
Eixo Ranhurado sinc. 3°/4° 1,256 1,170 0,086 6,841
Adoçam. 2 - Sincronizador 3°/4° 3,185 2,950 0,235 7,376
Adoçam. 1 - Sincronizador 5° 2,702 3,111 -0,409 -15,135
Eixo ranhurado sinc. 5° 1,256 1,160 0,096 7,637
Adoçam. 2 - Sinc. 5° / rol 2 2,376 2,271 0,105 4,402
Fonte: Autor.

No que tange a avaliação das tensões axiais, tendo em vista sua influência no projeto,
na média de 2,3 MPa, os mesmos não terão efeitos significativos, sendo assim descartados das
análises posteriores.

3.4 Tensão à flexão


Para avaliar as tensões à flexão, algumas considerações foram feitas ao aplicar o método
matemático teórico como também o processo de solução pelo método de elementos finitos,
sendo eles:

 Conforme visto no item 1.4, a ação dos momentos nos eixos horizontais e verticais são
combinadas e suas tensões são calculadas pelo método de flexão pura no estado plano
de tensões, ou seja elementos 2D. Vale ressaltar que para este método a tensão máxima
principal e a de VonMisses são iguais pois não há influencia do cisalhamento.

 Conforme demonstrado no item 2, calcula-se para cada elemento o estado triplo de


tensão, ou seja elementos 3D. Neste caso em particular é de grande importância avaliar
quais tensões estão sendo obtidas nas áreas críticas do projeto.

A partir das considerações feitas, se faz necessário a comparação de tensões VonMisses


e da máxima principal como demonstrada na tabela 13 e 14 respectivamente.
Tabela 13 - Comparação entre as tensões VonMisses de flexão teóricas e por elementos finitos
Tensão VonMisses
Erro
Concentradores de tensão (MPa)
Teórico Software MPa %
Adoçam. - Rolamento 1 7,900 9,541 -1,641 -20,772
Adoçam. 1 - Marcha-a-ré 14,171 10,479 3,692 26,053
Adoçam. 2 - Marcha-a-ré 28,972 23,692 5,280 18,224
Adoçam. 1 - 1° Marcha 53,115 53,705 -0,590 -1,111
Adoçam. 2 - 1° Marcha 61,255 61,045 0,210 0,343
Adoçam. 1 - 2° Marcha 56,855 45,607 11,248 19,784
Adoçam. 2 - 2° Marcha 55,259 48,578 6,681 12,091
Adoçam. 1 - Sincronizador 3°/4° 54,245 45,648 8,597 15,849
Eixo Ranhurado sinc. 3°/4° 21,304 16,136 5,168 24,257
Adoçam. 2 - Sincronizador 3°/4° 43,022 36,014 7,008 16,289
Adoçam. 1 - Sincronizador 5° 15,333 12,343 2,990 19,498
Eixo ranhurado sinc. 5° 4,916 3,330 1,586 32,265
Adoçam. 2 - Sinc. 5° / rol 2 6,147 3,687 2,460 40,024
Fonte: Autor.

Tabela 14 - Comparação entre as tensões máxima principal de flexão teóricas e por elementos finitos
Tensão Máx. Principal
Erro
Concentradores de tensão (MPa)
Teórico Software MPa %
Adoçam. - Rolamento 1 7,900 10,458 -2,558 -32,374
Adoçam. 1 - Marcha-a-ré 14,171 11,503 2,668 18,827
Adoçam. 2 - Marcha-a-ré 28,972 25,357 3,615 12,477
Adoçam. 1 - 1° Marcha 53,115 57,487 -4,372 -8,231
Adoçam. 2 - 1° Marcha 61,255 66,226 -4,971 -8,115
Adoçam. 1 - 2° Marcha 56,855 51,226 5,629 9,901
Adoçam. 2 - 2° Marcha 55,259 52,368 2,891 5,232
Adoçam. 1 - Sincronizador 3°/4° 54,245 50,528 3,717 6,852
Eixo Ranhurado sinc. 3°/4° 21,304 16,268 5,036 23,638
Adoçam. 2 - Sincronizador 3°/4° 43,022 39,927 3,095 7,194
Adoçam. 1 - Sincronizador 5° 15,333 12,827 2,506 16,341
Eixo ranhurado sinc. 5° 4,916 3,170 1,746 35,520
Adoçam. 2 - Sinc. 5° / rol 2 6,147 3,921 2,226 36,213
Fonte: Autor.

Diante dos resultados obtidos, pode-se verificar que os valores de tensão máxima
principal possui um erro global médio de 9,50 % ou 1,63 Mpa, já utilizando VonMisses o erro
global médio representa 15,60% ou 4,05 MPa.
Para melhor visualização, efetua-se o circulo de Mohr no adoçamento 2 da 2° marcha
como mostra a figura 6.

Figura 6 - Circulo de Mohr do adoçamento 2 da 2° marcha


Fonte: Autor.
De acordo com o circulo de Mohr visualiza-se o efeito do σ2 e σ3 nas tensão equivalente
de VonMisses, divergindo do valor teórico.
Conclui-se a necessidade da validação no processo de desenvolvimento do modelo para
o entendimento das fisicas envolvidas e a busca por resultados confiáveis.

4 Fadiga
Antes de iniciar a análise por fadiga deve-se estabelecer a vida requerida do projeto.
Para veículos de passeio o valor definido foi de 100.00 kilômetros o que representa - levando
em consideração os fatores de utilização e as relações de transmissão - uma vida de 3,2 x 108
ciclos para o eixo primário.
Definida a vida requerida, os valores de tensão de ruptura e de escoamento do material,
definidas no item 1 deste artigo, obtêm-se o valor limite de fadiga real (SNreal) por meio da
multiplicação dos fatores de correção como mostra a tabela 15.

Tabela 15 - Obtenção do valor limite deresistência a fadiga real (SNreal).


SN teórico SN real
Coeficiente Tipo Valor
(MPa) (MPa)
Carga Flexão alternada 1,0000
Confiabilidade 1 falha em 10 mil (99,99%) 0,7020
Diversos Choques leves 0,7692
250 102,14
Superfície Eixo retificado 0,9300
Tamanho Diâmetro equivalente = 50 0,8135
Temperatura Menor que 450 °C 1,0000
Fonte: Autor.

A partir da obtenção do limite de fadiga, pode-se defini-se a sua curva característica


demonstrada no gráfico 2.

Gráfico 2 - Curva de vida a fadiga.


Fonte: Autor.

Comparando a vida requerida para o eixo primário e do teste do material, conclui-se que
o projeto deve estar na região de vida infinita, ou seja, nenhuma das tensões devem estar acima
de 102,14 MPa.

4.1 Tensões nas regiões críticas


No projeto de eixos de transmissão em que são submetidos à flexo-torção, a flexão é
classificada como alternada e o torque como constante, deste modo o eixo pode falhar
estaticamente ou por fadiga. Ressalta-se que o fato de considerar o torque como constante está
inserido no fato de a frequência de solicitação torcional do conjunto motor e embreagem seja
menor que a frequência de ressonância do eixo, levando em consideração o momento de inércia
do sistema de transmissão desde a roda ao eixo primário.
Para diferenciar a solicitação constante da alternada no software de elementos finitos,
utilizou-se uma ferramenta chamada solution combination na qual ocorre a combinação de
resultados de duas análises, o processo ocorre em três etapas:

 Na primeira análise irá ser adicionado todas as forças constantes, ou seja,


somente o torque para este caso;
 Na segunda análise será atribuida todas as forças envolvidas, tantos as
alternadas como as constantes;
 Na terceira etapa, será adicionado a ferramenta de verificação à fadiga na
combinação das duas análises.

Este método é um artificio utilizado para configurar o software de que a as tensões


obtidas na primeira análise serão as tensões médias ou constantes, já as tensões na segunda
análise serão as máximas obtidas. A figura 7 demonstra a associação das análises.

Figura 7 - Solution combination


Fonte: Workbench Ansys.

Para o cálculo teórico quanto por elementos finitos, foi atribuído para o fator de
concentração dinâmico (Kf) o valor de 0,7586 para a 1° e 2° marcha e 0,549 para as demais,
esta última devido à aplicação de torque no eixo ranhurado. Estes valores terão efeito somente
para a tensão de flexão alternada.
Ao contrário do item 3 no qual se fez necessário avaliar todos os pontos críticos, na
avaliação por fadiga concentrar-se-á na região onde ocorrerá a falha. A tabela 16 e 17 demonstra
para a região crítica de cada marcha, sua respectiva tensão constante e alternada.

Tabela 16 - Comparação entre as tensões médias e por elementos finitos


Tensão média
Erro
Marcha Região crítica (MPa)
Teórico Software MPa %
1 Adoçam. 2 - 1° Marcha - -
Desconsideradas vide item 3.3
2 Adoçam. 2 - 2° Marcha - -
3 Adoçam. 1 - Sincronizador 3°/4° 27,615 28,387 0,772 -2,8
4 Adoçam. 1 - Sincronizador 3°/4° 27,569 28,496 0,927 -3,4
5 Adoçam. 2 - Sincronizador 3°/4° 27,596 25,362 2,234 8,1
Fonte: Autor.
Tabela 17 - Comparação entre as tensões alternadas e por elementos finitos
Tensão Alternada
Erro
Marcha Região crítica (MPa)
Teórico Software MPa %
1 Adoçam. 2 - 1° Marcha 61,255 64,910 3,655 -5,97%
2 Adoçam. 2 - 2° Marcha 61,539 57,048 4,491 7,30%
3 Adoçam. 1 - Sincronizador 3°/4° 46,106 47,157 1,051 -2,28%
4 Adoçam. 1 - Sincronizador 3°/4° 24,740 22,870 1,870 7,56%
5 Adoçam. 2 - Sincronizador 3°/4° 16,345 15,151 1,194 7,31%
Fonte: Autor.

A tensão utilizada nas marchas 1 e 2 foram as máximas principais, pois na região crítica
a tensão torcional não se apresenta e o efeito discutido no item 3.4 é contornado. Já nas marchas
3, 4 e 5 a influência da tensão torcional se torna evidente na região crítica, sendo assim
necessária a consideração sas tensões de VonMisses, no qual adiciona o critério de falha
estática.
4.2 Biaxialidade
Na análise do eixo a tensão torcional varia a cada marcha engatada, assim, seu fluxo se
origina das engrenagem - no caso das marchas 1 e 2 - e no eixo ranhurado - marchas 3, 4 e 5 -
até o motor representada pelo apoio 1.
Pode-se avaliar qualitativamente o estado de tensão em que o modelo está sendo
submetido através da ferramenta biaxiality indication no qual reproduz graficamente as áreas
por meio de fatores de biaxialidade. O fator -1 representa o cisalhamento puro, o valor 0 indica
o estado uniaxial e o valor +1 para estado biaxial de tensão. Os indicadores de cada marcha são
demonstrados na figura 8.

Marcha 1 Marcha 2

Marcha 3 Marcha 4
Marcha 5
Figura 8 - Indicador de biaxialidade em cada marcha
Fonte: Autor.

Visualiza-se a progressão do efeito torçor na cor azul no engate crescente de cada


marcha, sendo que as tensões de flexão concentram-se na região das engrenagens, ou seja,
existe uma correlação entre os momentos máximos com as regiões de uniaxialidade.
Evidencia-se também o efeito predominante da uniaxialidade e do cisalhamento, sendo
que as áreas apontadas contendo biaxilidade estão mais próximas dos apoios e regiões com
mudança abrupta de geometria podendo ser destacada a região da 2° marcha com índices
próximos a 1, neste caso em particular, devido à grande variação do momento de inércia entre
o eixo e a roda dentada.
Conclui-se então que o tipo de tensões condizem com a aplicação e cálculos teóricos.

4.3 Vida a fadiga


O método de Goodman foi escolhido para o cálculo de fadiga, isto porque ele considera
tensões assimétricas, sendo recomendado para fabricação de alta qualidade e para materiais
ducteis enquadrando-se para este projeto. Na literatura se faz possível a aplicação dos métodos
de Soderberg e ASME, estes no entanto são mais conservadores.
Como resultado da vida em fadiga para todas as marchas, o valor obtido no software de
elementos finitos foi de 3,2x108 ciclos, o que evidencia a vida infinita e atendimento a vida
requerida. Salienta-se que modelos abaixo da tensão limite de fadiga, o modelo computacional
sempre retornará o valor da vida requerida. Para maiores detalhes, a tabela 18 demonstra os
valores teóricos obtidos como também a vida equivalente do eixo atribuindo os fatores de
utilização para cada marcha.

Tabela 18 - Vida em fadiga teórico e vida equivalente da transmissão.


Vida por marcha Vida total da transmissão
Marcha
(ciclos) (ciclos)
1 6,3946 x 1013
2 8,8149 x 1013
3 2,179 x 1014 1,807 x 1014
17
4 1,9 x 10
5 4,2785 x 1019
Fonte: Autor.

Conclui-se que o projeto atende a vida requerida, porém tem-se um indicativo de


sobredimensionamento do eixo.
4.4 Coeficiente de segurança
O coeficiente de segurança de Goodman é representada por:

𝜎𝑎 𝜎𝑚 1
+ =
𝑆𝑛 𝜎𝑟 𝑛𝑔
Sendo:
σa : tensão alternada
Sn : limite de resistência a fadiga
σm : tensão média
σr : tensão de ruptura do material
ng : coeficiente de segurança de Goodman

Através da fórmula de Goodman pode-se diferenciar o termo que relaciona a fadiga


alternada com o termo de falha estática. Aplicando este método obtêm-se os valores
apresentados na tabela 19.

Tabela 19 - Comparação entre os coeficientes de segurança teóricas e por elementos finitos


Coeficiente de Segurança
Erro
Marcha Região crítica Goodman
Teórico Software - %
1 Adoçam. 2 - 1° Marcha 1,878 1,980 0,101 -5,4%
2 Adoçam. 2 - 2° Marcha 1,931 2,242 0,311 -16,1%
3 Adoçam. 1 - Sincronizador 3°/4° 1,974 1,986 0,012 -0,6%
4 Adoçam. 1 - Sincronizador 3°/4° 3,363 3,400 0,037 -1,1%
5 Adoçam. 2 - Sincronizador 3°/4° 4,646 4,320 0,326 7,0%
Fonte: Autor.

Os erro percentual ficou abaixo de 7%, destaca-se porém o erro de 16,1% aplicado a
marcha 2, devido aos efeitos de biaxialidade na região. Neste caso porém, não se observa falha
no processo de cálculo por elementos finitos mas sim no dimensionamento do eixo.
Pode-se visualizar que entre as rodas dentadas 1 e 2 é necessária a aplicação de um eixo
cônico para que a variação de inércia e do fluxo de tensão sejam suavizados, conforme
demonstrado na região em destaque da figura 9.

Figura 9 - Detalhe eixo cônico entre as marchas 1 e 2


Fonte: Lechner;Naunheimer, 1999.

A partir dos valores do coeficiente de segurança e os fatores de utilização da


transmissão obtêm-se o valor do coeficiente global de segurança de 2,83 o que evidencia o
sobredimensionamento do eixo, podendo o mesmo em um novo ciclo de projeto e estudos, ser
modificado.

Considerações Finais

Visto que na indústria tem-se a preocupação em reduzir custos, alguns itens do projeto
podem ser modificados, como por exemplo a utilização em todos os eixos do sistema
transmissão, rolamentos cônicos de rolos, simplificando o fornecimento e a padronização de
componentes.
Este artigo abordou o projeto do eixo em um único ciclo de dimensionamento, mantendo
uma postura conservadora diante a determinação de coeficientes, condições de uso, processos
industriais e normalização de componentes, garantindo assim a sua aplicabilidade.
Através da ferramenta computacional, criou-se as condições para entender o processo
de solução por elementos finitos, o papel do refinamento de malha e a importância das
condições de contorno para a reprodução de modo eficiente, os efeitos físicos envolvidos.
O grande diferencial do método de elementos finitos está na obtenção das tensões em
todo o modelo, ao passo que no cálculo teórico se faz necessária a aplicação de tabelas,
interpolações e fórmulas para encontrar os fatores de concentração de tensão uma região por
vez.
Conclui-se que o método de elementos finitos se apresentou como uma ferramenta
confiável e muito precisa na obtenção de resultados, principalmente no que se refere às tensões,
destaca-se também a variedade de ferramentas disponibilizadas para visualização e análise de
resultados, o que facilita o entendimento fisico do problema.
Devemos ter sempre em mente que a eficácia dos resultados está inteiramente ligada ao
conhecimento do engenheiro e do projetista dos calculos analíticos e do método de elemetos
finitos. De nada irá adiantar dispor de ferramentas com alto grau tecnológico se não conhecer
os conceitos fundamentais por detrás dela.

Referências

KAMINSKI, Paulo Carlos. Desenvolvendo produtos com planejamento, criatividade e


qualidade. Rio de Janeiro: LTC, 2015.
COOK, D. Robert. Finite Element Modeling for Stress Analysis. Unversity of Wisconsin –
Madison: John Wiley & Sons Inc, 1994.
GOKHALE, S. Nitin et al. Practical Finite Element Analysis. Maharashtra: Finite to Infinite,
2008.

Bibliografia Consultada

LECHNER, Gisbert; NAUNHEIMER, Harald. Automotive Transmissions: Fundamentals,


Selection, Design and Application. University of Stuttgart: Springer, 1999.
NORTON, L. Robert. Projeto de Máquinas: Uma abordagem integrada. 2 ed. Porto Alegre:
Bookman, 2004.
BOSCH, Robert. Manual de Tecnologia Automotiva. 25 ed. São Paulo: Blucher, 2005.
ALVES FILHO, Avelino. Elementos Finitos: A Base da Tecnologia CAE. 6 ed. São Paulo:
Ética, 2013.
VIEIRA JR. Alberto; BARROS, M. Renato. Elementos de Máquinas. São Bernardo do
Campo: Centro Universitário da FEI, [s.n], [199-?]. Apostila para a disciplina de graduação em
engenharia mecânica automobilística – Elementos de Máquinas I.
SALANI, João Carlos. Introdução às Transmissões Manuais Escalonadas. Centro
Universitário da FEI, [S.l.: s.n], 2011. Apostila para a disciplina de graduação em engenharia
mecânica automobilística – Transmissão I.
ANSYS. Manual do usuário. Canonsbur, [S.l.], 2017.
SKF. Catálogo Iterativo: Rolamentos rígidos de esferas série 6209. [S.I.], [200-?].
Disponível em: https://www.skf.com/br/products/bearings-units-housings/ball-bearings/deep-
groove-ball-bearings/deep-groove-ball-
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Volkswagen do Brasil. Ficha técnica Golf MY2013 GT 2.0 Manual Total Flex. [S.I.], [2012].
Disponível em:
http://www.vwbr.com.br/ImprensaVW/file.axd?file=/2012/07/FichaTecnicaGolfMY2013_24-
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