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Manual

de
Laboratório
para
Circuitos
Elétricos
de
Corrente
Alternada
Sumário

Lab 1 - Circuitos Básicos RL e RC em CC.........................................................................................4


Lab 2 - Revisão de fasor e vetor..........................................................................................................8
Lab 3 - O osciloscópio.........................................................................................................................9
Lab 4 - Reatância Capacitiva.............................................................................................................15
Lab 5 - Reatância Indutiva.................................................................................................................18
Lab 6 - Circuitos Série R, L, C..........................................................................................................21
Lab 7 - Circuitos em paralelo R, L, C...............................................................................................25
Lab 8 - Circuitos Série-Paralelo R, L, C............................................................................................29
Lab 9 - Divisor cruzado (crossover) Passivo.....................................................................................33
Lab 10 - Superposição CA.................................................................................................................37
Lab 11 - Teorema de Thevenin em CA..............................................................................................40
Lab 12 - Transferência Máxima de Potência em CA.........................................................................43
Lab 13 - Ressonância em série..........................................................................................................46
Lab 14 - Ressonância em Paralelo.....................................................................................................50
Lab 15 - Um modelo de impedância de alto-falante.........................................................................54
Apêndice A: Diretrizes do Relatório Técnico....................................................................................58
Apêndice B: Um Exemplo de Relatório Técnico..............................................................................60
Apêndice C: Criando gráficos usando uma planilha eletrônica........................................................64
Apêndice D: Plotando fasores com uma planilha eletrônica.............................................................66
Apêndice E: Usando uma placa de conexões sem solda (Breadboard ou Protoboard).....................68

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 2


Introdução

Este manual destina-se ao uso em aulas práticas de circuitos elétricos de corrente alternada e é
apropriado para as disciplinas básicas de cursos técnicos, tecnologia ou bacharelado em engenharia
elétrica. O manual contém exercícios suficientes para um curso típico de 15 semanas de aula
usando um período de prática de duas a três horas. Recomenda-se a reserva de, pelo menos, uma
semana de aula para o aprendizado e prática em um software de simulação. Preferencialmente o
software Qucs (http://qucs.sourceforge.net/), por ser gratuito e disponível para plataformas
Windows, Mac OS X e Linux.

Para cursos com mais disponibilidade de tempo, é feita a sugestão de aulas complementares em:
circuitos magnéticos, medição de potência, transformadores, filtros passivos, motores elétricos, e
harmônicos. Outra sugestão é o aprendizado geral em confecção e reparos de equipamentos
elétricos de corrente alternada, com aulas complementares em: técnicas de enrolamento de
indutores, transformadores e motores, especificação de capacitores de compensação de reativos, e
identificação e reparo em equipamentos de corrente alternada. Estes tópicos não são abordados
neste manual.

Os tópicos abordados neste manual vão desde circuitos introdutórios de RL e RC e orientação dr


uso do osciloscópio através de circuitos paralelos em série, superposição, Teorema de Thevenin,
Teorema de Transferência de Potência Máxima e conclui com ressonância em série e paralela. Para
equipamentos, cada estação de laboratório deve incluir um osciloscópio de dois canais (de
preferência digital), um gerador de função e um multímetro digital de qualidade. O exercício que
cobre a superposição requer dois geradores de função. Para componentes, é necessária uma seleção
de resistores de filme de carbono padrão de ¼ watt, variando de alguns ohms a alguns mega ohms,
juntamente com uma seleção de capacitores de filme de até 2,2 μF e indutores de 1 mH e 10 mH. A
caixa de década de resistência também pode ser útil.

Cada exercício começa com um objetivo e uma visão geral da teoria. A lista de equipamentos segue
com espaço fornecido para números de série e valores medidos de componentes. Esquemas são
apresentados junto com o procedimento passo a passo. Todas as tabelas de dados são agrupadas,
normalmente com colunas para os resultados teóricos e experimentais, juntamente com uma coluna
para os desvios entre elas. Finalmente, um grupo de questões apropriadas é apresentado. Para
aqueles com tempos de laboratório agendados mais longos, uma adição útil é simular o(s)
circuito(s) com a ferramenta baseada em SPICE, como Multisim ou Pspice ou Qucs, e comparar
esses resultados com os resultados teóricos e experimentais também.

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Lab 1 - Circuitos Básicos RL e RC em CC

Objetivo

Neste exercício, a resposta em estado estacionário de corrente contínua de circuitos RL e RC


simples é examinada. O comportamento transitório dos circuitos RC também é testado.

Visão geral da teoria

A resposta em estado estacionário de corrente contínua dos circuitos RL e RC é essencialmente


oposto um ao outro: isto é, uma vez que o estado estacionário é alcançado, os capacitores se
comportam como circuitos abertos enquanto os indutores se comportam como curto-circuitos. Em
praticidade, o estado estacionário é alcançado após cinco constantes de tempo. A constante de
tempo para um circuito RC é simplesmente a capacitância efetiva multiplicada pela resistência
efetiva, τ = RC. No caso indutivo, a constante de tempo é a indutância efetiva dividida pela
resistência efetiva, τ = L / R.

Equipamento

(1) Fonte de alimentação CC. Modelo: ________________ série: __________________


(1) Multímetro digital. Modelo: ________________ série: __________________
(1) Cronômetro.

Componentes

(1) Capacitor 1 µF real: __________________


(1) Capacitor 470 µF real: __________________
(1) Indutor 10 mH real: __________________
(1) Resistor 10 kΩ real: __________________
(1) Resistor 47 kΩ real: __________________

Esquemas

Figura 1.1 Figura 1.2

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Procedimento

Circuito RL

1. Usando a figura 1.1 com E = 10 V, R = 47 k e L = 10 mH, calcule a constante de tempo e


registre-a na Tabela 1.1. Calcule e registre também a tensão esperada do estado estacionário no
indutor na Tabela 1.2.
2. Ajuste a fonte de alimentação para 10 V, mas não conecte-a ao restante do circuito. Depois de
conectar o resistor e o indutor, conecte o multímetro digital nos terminais do indutor e ajuste para
ler a tensão CC (escala de 20 volts).

3. Conecte a fonte de alimentação ao circuito. O circuito deve atingir o estado estacionário muito
rapidamente, em menos de um segundo. Registre a tensão experimental do indutor na Tabela 1.2.
Além disso, calcule e registre o desvio percentual entre o experimental e o teórico na Tabela 1.2.

Circuito RC

4. Usando a figura 1.2 com E = 10 V, R1 = 47 k, R2 = 10k e C = 1 µF, calcule a constante de tempo


e registre-a na Tabela 1.3. Além disso, calcule e registre a tensão esperada do capacitor em regime
permanente na Tabela 1.4.

5. Ajuste a fonte de alimentação para 10 V, mas não conecte-a ao restante do circuito. Depois de
conectar os resistores e o capacitor, conecte o multímetro digital nos terminais do capacitor e ajuste
para ler a tensão CC (escala de 20 volts).

6. Conecte a fonte de alimentação ao circuito. O circuito deve atingir o estado estacionário


rapidamente, em menos de um segundo. Registre a tensão experimental do capacitor na Tabela 1.4.
Além disso, calcule e registre o desvio percentual entre experimental e teórico na Tabela 1.4.

Circuito RC (longa constante de tempo)

7. Usando a figura 1.2 com E = 10 V, R1 = 47k, R2 = 10 k e C = 470 µF, calcule as constantes de


tempo e registre-as na Tabela 1.5. Além disso, calcule e registre a tensão esperada do capacitor em
regime permanente (fase de carga) na Tabela 1.5.

8. Coloque a fonte de alimentação no modo de espera e, após aguardar um momento até o capacitor
descarregar, remova o capacitor e substitua-o pelo de 470 µF. Conecte o multímetro digital nos
terminais do capacitor e ajuste para ler a tensão CC (escala de 20 volts).

9. Energize o circuito e registre a tensão do capacitor a cada 10 segundos, conforme mostrado na


Tabela 1.6. Esta é a fase de carga.

10. Desconecte a fonte de alimentação do circuito e registre a tensão do capacitor a cada 10


segundos, conforme mostrado na Tabela 1.7. Esta é a fase de descarga.

11. Usando os dados das Tabelas 1.6 e 1.7, crie dois gráficos de tensão do capacitor em função do
tempo e compare-os com os gráficos teóricos encontrados no texto.

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Tabelas de dados

Tabela 1.1
Constante de tempo (τ)

Tabela 1.2
VL Teoria VL Experimental Desvio

Tabela 1.3
Constante de tempo (τ)

Tabela 1.4
Vc Teoria Vc Experimental Desvio

Tabela 1.5
τ carga
τ descarga
VC Teoria

Tabela 1.6 Tabela 1.7


Tempo (seg) Voltagem Tempo (seg) Voltagem
0 0
10 10
20 20
30 30
40 40
50 50
60 60
70 70
80 80
90 90
100 100
110 110
120 120
130
140
150

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Questões

1. Qual é uma aproximação razoável para um indutor em estado estacionário CC?

2. Qual é uma aproximação razoável para um capacitor no estado estacionário CC?

3. Como uma aproximação razoável para o estado de tempo-para-estável de um circuito RC pode


ser computada?

4. Em geral, que tipos de formas as tensões de carga e descarga dos circuitos CC RC seguem?

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Lab 2 - Revisão de fasor e vetor

Objetivo

A manipulação e representação adequadas dos vetores é primordial para a análise do circuito CA. A
adição, a subtração, a multiplicação e a divisão de vetores nas formas retangular e polar são
examinadas nas formas algébrica e gráfica. Representações de formas de onda usando gráficos de
domínio de tempo e fasorial também são examinados.

Procedimento

Execute as seguintes operações, incluindo diagramas fasoriais, quando apropriado. Desenhe todos
os diagramas fasoriais em computador.

1. (6 + j10) + (8-j2)
2. (2 + j5) - (10-j4)
3. 10∟0 + 20∟90
4. 10∟45 + 2∟-30
5. 20∟10 - 5∟75
6. (10 + j20) * (5 + j5)
7. (2 + j10) / (0,5 + j2)
8. 10∟0 * 10∟90
9. 10∟45 * 10∟-45
10. 10∟90 / 5∟10
11. 10∟90 / 40∟-40
12. 1 / 200∟90

Desenhe as seguintes expressões como gráficos de domínio de tempo. Utilize um programa de


computador para a geração dos desenhos.

13. v = 10 sen 2π100t


14. v = 20 sen 2π1000t + 45 °
15. v = 5 + 6 sen 2π100t

Escreva as expressões para as descrições a seguir. Utilize um programa de computador para a


geração dos desenhos.

16. Onda senoidal de pico de 10 volts a 20 Hz


17. Uma onda senoidal de pico a pico a 100 Hz com deslocamento de -1 VDC
18. Onda senoidal de 10 volts RMS a 1 kHz com atraso de 40 graus
19. Onda senoidal de pico de 20 volts a 10 kHz adiantada em 20 graus com deslocamento de 5
VDC

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Lab 3 - O osciloscópio

Objetivo

Este exercício é de natureza particularmente prática, ou seja, introduzindo o uso do osciloscópio.


As várias configurações de escala de entrada, acoplamento e disparo são examinadas junto com
alguns recursos especiais.

Visão geral da teoria

O osciloscópio é indiscutivelmente a peça mais útil de equipamento de teste em um laboratório de


eletrônica. O objetivo principal do osciloscópio é plotar uma tensão versus tempo, embora também
possa ser usado para plotar uma tensão versus outra tensão e, em alguns casos, para plotar a tensão
versus frequência. Os osciloscópios são capazes de medir as formas de onda CA e CC, e
diferentemente dos multímetros digitais típicos, podem medir formas de onda AC de altíssima
frequência (tipicamente 100 MHz ou mais versus um limite superior de cerca de 1 kHz para um
multímetro digital de uso geral). É importante notar também que um multímetro digital medirá o
valor RMS de uma tensão sinusoidal CA, não seu valor máximo.

Enquanto o osciloscópio digital moderno na superfície se parece muito com seus ancestrais
analógicos, o circuito interno é muito mais complicado e o instrumento oferece uma flexibilidade
muito maior na medição. Os osciloscópios digitais modernos incluem tipicamente auxiliares de
medição, como cursores ou barras horizontais e verticais, bem como leituras diretas de
características como amplitude e frequência da forma de onda. No mínimo, os osciloscópios
modernos oferecem dois canais de medição de entrada, embora os instrumentos de quatro e oito
canais estejam aumentando em popularidade.

Ao contrário dos multímetros digitais de mão, a maioria dos osciloscópios medem as tensões em
relação ao terra, ou seja, as entradas não estão flutuando e, portanto, o condutor preto ou terra está
sempre conectado ao circuito terra ou nó comum. Este é um ponto extremamente importante, pois a
falha em lembrar isso pode levar ao curto-circuito inadvertido dos componentes durante a medição.
O método padrão aceito para medir um potencial não referenciado para o solo é usar duas
ponteiras, uma ligada a cada nó de interesse, e então configurar o osciloscópio para subtrair os dois
canais em vez de exibir cada um separadamente. Observe que essa técnica não é necessária se o
osciloscópio tiver entradas flutuantes (por exemplo, em um osciloscópio de mão). Além disso,
embora seja possível medir sinais referenciados não-terra, flutuando o próprio osciloscópio através
da eliminação do pino terra no cabo de alimentação, isso é uma violação de segurança e não deve
ser feito.

Equipamento

(1) Fonte de Alimentação DC. Modelo: ________________ série: __________________


(1) Gerador de Função AC. Modelo: ________________ série: __________________
(1) Multímetro digital. Modelo: ________________ série: __________________
(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________

Componentes

(1) Resistor 10 kΩ Real: __________________


(1) Resistor 33 kΩ Real: __________________

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Esquemas

Figura 3.1

Figura 3.2

Procedimento

1. A Figura 3.1 é um esboço da face principal de um osciloscópio da série Minipa MO-20XX.


Compare isso com o osciloscópio de bancada e identifique os seguintes elementos:

Área de conectores
• Conector de entrada, tipo BNC, para o canal 1 (CH1, X)
• Conector de entrada, tipo BNC, para o canal 2 (CH2, Y)
• Conector de entrada, tipo BNC, de disparo (EXT TRIG)
• Ponto de teste (PROBE COMP)

Área de controle vertical (VERTICAL)


• Botão de seleção de ajuste de parâmetros de canal 1 (CH1)
• Botão de seleção de ajuste de parâmetros de canal 2 (CH2)
• Botão de seleção de operações matemáticas entre canais (MATH)
• Botão de ajuste de referência (REF)
• Botão de cancelamento de operações (OFF)

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• Botão de colocar no zero (SET TO ZERO)
• Controle rotativo de Sensibilidade (SCALE)
• Controle rotativo de Posição (POSITION)

Área de controle horizontal (HORIZONTAL)


• Botão de acesso ao menu de funções (MENU)
• Controle rotativo de Sensibilidade (SCALE)
• Controle rotativo de Posição (POSITION)

Área de controle de disparo (TRIGGER)


• Controle rotativo de nível de disparo (LEVEL)
• Botão de configuração (MENU)
• Botão de ajuste de metade da amplitude (50%)
• Botão para forçar um disparo compulsório (FORCE)

Área de botões configuráveis, próximo à tela, com 5 botões identificados de F1 até F5.

Área de controle de funções específicas


• Botão para seleção de cursor (SELECT)
• Botão de ajuste de velocidade do cursor (COARSE)
• Controle rotativo de posição do cursor
• Botão para o modo de medidas (MEASURE)
• Botão para o modo de cursor (CURSOR)
• Botão para o modo de aquisição (AQUIRE)
• Botão para o modo de tela (DISPLAY)
• Botão para o modo de armazenamento (STORAGE)
• Botão para o modo de ajustes utilitários (UTILITY)
• Botão para controle de tela (RUN/STOP)
• Botão para ajustes automáticos (AUTO)

2. Observe os inúmeros botões ao longo da parte lateral da tela. Esses botões são sensíveis ao
contexto e sua função dependerá do modo de operação do osciloscópio. Ligue o osciloscópio e
observe que as funções estão listadas ao lado dos botões. Este é um menu muito útil e serve como
um bom ponto de partida para a maioria das configurações experimentais. Observe que a exibição
principal é semelhante a uma folha de papel milimetrado. Cada quadrado terá um fator de escala
apropriado ou ponderação, por exemplo, 1 volt por divisão verticalmente ou 2 milissegundos por
divisão horizontalmente. Tensões e temporizações de forma de onda podem ser determinadas
diretamente a partir do display usando essas escalas.

3. Pressione o botão [AUTO] e aguarde alguns segundos. ([AUTO] tenta criar configurações
razoáveis com base no sinal de entrada e é útil como uma espécie de “botão de pânico”). Agora
deve haver duas linhas horizontais na tela, uma amarela e uma azul. Elas podem ser movidos
através dos controles [POSITION]. No controle de ajuste vertical, a barra selecionada move-se para
cima e para baixo. Para selecionar a barra a ser movida, aperte o botão [CH1] para ajustar a barra
do canal 1 e aperte o botão [CH2] para mover a barra do canal 2. No controle de ajuste horizontal,
as duas barras são movidas para esquerda ou direita. Os controles de escala Vertical e Horizontal se
comportam de maneira semelhante e não incluem marcações de calibração. Isso ocorre porque as
configurações desses botões aparecem na tela principal. Ajuste os botões de escala e observe como
os valores correspondentes no display mudam. As tensões estão em uma sequência de escala de
1/2/5, enquanto o tempo está em uma sequência de escala de 1/2/4.

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4. Uma das configurações fundamentais mais importantes em um osciloscópio é o acoplamento de
entrada. Isso é controlado pelo botão [F1]. Isto é feito para cada canal. Selecione o canal
previamente pressionando os botões [CH1] ou [CH2]. Existem três opções: “GND” remove a
entrada, mostrando assim uma referência zero, “AC” permite que apenas os sinais CA atravessem
bloqueando DC, e “DC” permite que todos os sinais passem (não evita a CA).

5. Defina a Escala Vertical do canal um para 5 volts por divisão. Defina a Escala do canal dois para
2 volts por divisão. Defina a escala de tempo (horizontal) para 1 milissegundo por divisão. Estas
informações aparecem na parte de baixo da tela. Por fim, ajuste o acoplamento de entrada ao terra
para ambos os canais de entrada e alinhe as linhas de exibição azul e amarela com a linha central da
tela através do botão de posição vertical.

6. Construa o circuito da Figura 3.2 usando E = 10 V, R1 = 10 kΩ e R2 = 33kΩ. Conecte a ponteira


da entrada do canal um [CH1, BNC] para a fonte de alimentação (vermelha ou ponta para o
terminal positivo, clipe preto para o terra). Conecte uma segunda ponteira do canal dois [CH2,
BNC] ao R2 (novamente, vermelho ou ponta para o lado alto do resistor e o clipe preto para o
terra).

7. Mude as duas entradas para o acoplamento CC. As linhas amarela e azul devem ter se desviado
para cima. O canal um deve ser aumentado em duas divisões (2 divisões a 5 volts por divisão
geram a fonte de 10 volts). Usando esse método, determine a tensão entre R2 (lembre-se, a entrada
dois deveria ter sido definida para 2 volts por divisão). Calcule a tensão esperada em R2 usando
valores de resistor medidos e compare os dois na Tabela 3.1. Observe que não é possível obter
precisão extremamente alta usando esse método (por exemplo, quatro ou mais dígitos). De fato, um
multímetro digital é frequentemente mais útil para a medição direta de potenciais CC. Verifique os
resultados usando um multímetro digital e a coluna final da Tabela 3.1.

8. Selecione acoplamento “AC” para as duas entradas. As linhas CC planas devem retornar a zero.
Isso ocorre porque o acoplamento CA bloqueia o CC. Isso será útil para medir o componente CA
de um sinal CA/CC combinado, como pode ser visto em um amplificador de áudio. Defina o
acoplamento de entrada para ambos os canais de volta ao CC.

9. Substitua a fonte de alimentação CC pelo gerador de funções. Configure o gerador de função


para uma onda senoidal de pico de 1 volts a 1 kHz e aplique-o à rede do resistor. A tela deve
mostrar agora duas pequenas ondas senoidais. Ajuste as configurações da Escala Vertical para as
duas entradas para que as ondas ocupem a maior parte da exibição. Se a tela estiver muito
embaçada com as ondas senoidais aparecendo para pular de um lado para o outro, o nível de
disparo (trigger) talvez precise ser ajustado. Além disso, ajuste a escala de tempo para que apenas
um ou dois ciclos da onda possam ser vistos. Usando as configurações de escala, determine as duas
tensões (seguindo o método da etapa 7), bem como o período da forma de onda e compare-os com
os valores esperados via teoria, registrando os resultados nas Tabelas 3.2 e 3.3. Além disso,
verifique os resultados usando um multímetro digital para medir as voltagens do RMS.

10. Para encontrar a tensão através de R1, a tensão do canal dois (VR2) pode ser subtraída do canal
um (fonte E) através da função de matemática. Use o botão [MATH] para selecionar a função de
matemática e criar a expressão apropriada no menu (ch1 - ch2). Este display aparece em vermelho.
Para remover uma forma de onda, selecione-a e, em seguida, selecione Desligado [OFF]. Remova a
forma de onda matemática antes de prosseguir para a próxima etapa.

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11. Um dos aspectos mais úteis do osciloscópio é a capacidade de mostrar a forma real da onda.
Isso pode ser usado, por exemplo, como um meio de determinar a distorção em um amplificador.
Mude a forma de onda no gerador de função para uma onda quadrada, triângulo ou outra forma e
observe como o osciloscópio responde. Observe que o osciloscópio também mostrará um
componente CC, se houver algum, como o sinal CA sendo deslocado ou “ligado ao CC”. Ajuste o
gerador de funções para adicionar um deslocamento CC ao sinal e observe como o visor do
osciloscópio muda. Retorne o gerador de função de volta a uma onda senoidal e remova qualquer
deslocamento CC.

12. Geralmente, é útil fazer medições diferenciais precisas em uma forma de onda. Para isso, as
barras ou cursores são úteis. Selecione o botão do cursor [CURSOR] na parte superior do
osciloscópio. No menu exibido, selecione Barras verticais. Duas barras verticais aparecerão na tela
(é possível que uma ou ambas possam ser posicionadas fora da tela principal). Eles podem ser
movidos para a esquerda e para a direita através do controle de função (ao lado do botão Cursor). O
botão Selecionar [SELECT] alterna entre os dois cursores. Uma leitura dos valores da barra
aparecerá na parte superior do visor. Eles indicam as posições dos cursores, isto é, o local onde eles
cruzam a forma de onda. Barras verticais são muito úteis para obter informações de tempo, bem
como amplitudes em pontos específicos ao longo da onda. Uma função similar é a barra horizontal,
que é particularmente útil para determinar as amplitudes. Experimente as Barras Horizontais
selecionando-as através do botão Cursor novamente.

13. Para alguns parâmetros de forma de onda, as leituras automáticas estão disponíveis. Estes são
acessados através do botão Medir [MEASURE]. Selecione Medir e pelas várias opções das teclas
de função [F1 a F5]. Selecione Frequência. Observe que uma pequena leitura da frequência
aparecerá agora no visor. Até quatro medições são possíveis simultaneamente. Importante: Existem
limites específicos para o uso adequado dessas medições. Se as diretrizes não forem seguidas,
poderão ocorrer valores errados. Sempre faça uma aproximação através do método de fator de
escala e divisões, mesmo quando estiver usando uma medição automática!

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Tabelas de dados

Tabela 3.1
VR2 Escala (V/div) Número de Tensão Tensão multímetro
Divisões osciloscópio digital
Osciloscópio
Teoria XXXXX XXXXX

Tabela 3.2
Elemento Escala (V/div) Número de Tensão pico Tensão RMS
Divisões
E Osciloscópio
E Teoria XXXXX XXXXX
VR2 Osciloscópio
VR2 Teoria XXXXX XXXXX

Tabela 3.3
Elemento Escala (S/Div) Número de Período Frequência
Divisões
E Osciloscópio
E Teoria XXXXX XXXXX

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Lab 4 - Reatância Capacitiva

Objetivo

A reatância capacitiva será examinada neste exercício. Em particular, sua relação com a
capacitância e frequência será investigada, incluindo um gráfico de reatância capacitiva versus
frequência.

Visão geral da teoria

A característica de tensão atual de um capacitor é diferente daquela dos resistores típicos. Enquanto
os resistores mostram um valor de resistência constante em uma ampla faixa de freqüências, o
valor ôhmico equivalente de um capacitor, conhecido como reatância capacitiva, é inversamente
proporcional à frequência. A reatância capacitiva pode ser calculada através da fórmula:
1
Xc  j
2fC
A magnitude da reatância capacitiva pode ser determinada experimentalmente alimentando um
capacitor de uma corrente conhecida, medindo a tensão resultante e dividindo os dois, seguindo a
Lei de Ohm. Este processo pode ser repetido através de um intervalo de frequências, a fim de obter
um gráfico de reatância capacitiva versus frequência. Uma fonte de corrente alternada pode ser
aproximada colocando uma grande resistência em série com uma tensão CA, sendo a resistência
consideravelmente maior do que a reatância máxima esperada.

Equipamento

(1) Gerador de função AC. Modelo: ________________ série: __________________


(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________

Componentes

(1) Capacitor 1 µF Real: __________________


(1) Capacitor 2,2 µF Real: __________________
(1) Resistor 10 kΩ Real: __________________

Esquemas

Figura 4.1

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Procedimento

Fonte de corrente

1. Usando a figura 4.1 com Vin = 10 V p-p e R = 10 k, e assumindo que a reatância do capacitor é
muito menor que 10k e pode ser ignorada, determine a corrente circulante usando valores de
componentes medidos e registre na Tabela 4.1.

Medição de Reatância

2. Construa o circuito da figura 4.1 usando R = 10 k e C = 1 µF. Coloque uma ponteira do


osciloscópio no gerador e outra no capacitor. Coloque o gerador em uma onda senoidal de 200 Hz e
10 V p-p. Certifique-se de que o limite de largura de banda do osciloscópio esteja ativado para
ambos os canais. Isso reduzirá o ruído do sinal e fará leituras mais precisas.

3. Calcule o valor teórico de Xc usando o valor medido do capacitor e registre na Tabela 4.2.

4. Registre a tensão do capacitor de pico a pico e registre na Tabela 4.2.

5. Usando a fonte de corrente da Tabela 4.1 e a tensão medida do capacitor, determine a reatância
experimental e registre-a na Tabela 4.2. Também calcule e registre o desvio.

6. Repita os passos três a cinco para as frequências restantes da Tabela 4.2.

7. Substitua o capacitor de 1 µF pelo de 2,2 µF e repita as etapas de dois a seis, registrando os


resultados na Tabela 4.3.

8. Usando os dados das Tabelas 4.2 e 4.3, crie gráficos de reatância capacitiva versus frequência.

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Tabelas de dados

Tabela 4.1
Ifonte (p-p)

Tabela 4.2
Frequência XC Teoria VC (p-p) Experimental XC Experimental % Desvio
200
400
600
800
1000
1200
1600
2000

Tabela 4.3
Frequência XC Teoria VC (p-p) Experimental XC Experimental % Desvio
200
400
600
800
1000
1200
1600
2000

Questões

1. Qual é a relação entre reatância capacitiva e frequência?

2. Qual é a relação entre reatância capacitiva e capacitância?

3. Se o experimento tivesse sido repetido com frequências 10 vezes maiores do que as da Tabela
4.2, como seriam as plotagens resultantes?

4. Se o experimento tivesse sido repetido com frequências 10 vezes menores do que as da Tabela
4.2, que efeito isso teria sobre o experimento?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 17


Lab 5 - Reatância Indutiva

Objetivo

A reatância indutiva será examinada neste exercício. Em particular, sua relação com indutância e
frequência será investigada, incluindo um gráfico de reatância indutiva versus frequência.

Visão geral da teoria

A característica de corrente - tensão de um indutor é diferente daquela dos resistores típicos.


Enquanto os resistores mostram um valor de resistência constante em uma ampla faixa de
frequências, o valor ôhmico equivalente para um indutor, conhecido como reatância indutiva, é
diretamente proporcional à frequência. A reatância indutiva pode ser calculada através da fórmula:
A magnitude da reatância indutiva pode ser determinada experimentalmente alimentando um
indutor com uma corrente conhecida, medindo a tensão resultante e dividindo os dois, seguindo a
Lei de Ohm. Este processo pode ser repetido através de uma faixa de frequências, a fim de obter
XL  j 2fL
um gráfico de reatância indutiva versus frequência. Uma fonte de corrente AC pode ser aproximada
colocando uma grande resistência em série com uma tensão AC, sendo a resistência
consideravelmente maior do que a reatância máxima esperada.

Equipamento

(1) Gerador de Função AC. Modelo: ________________ série: __________________


(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________
(1) Multímetro digital. Modelo: ________________ série: __________________

Componentes

(1) Indutor 1 mH Real: __________________


(1) Indutor 10 mH Real: __________________
(1) Resistor 10 kΩ Real: __________________

Esquemas

Figura 5.1

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 18


Procedimento

Fonte de corrente

1. Usando a figura 5.1 com Vin = 10 V p-p e R = 10 k, e assumindo que a reatância do indutor é
muito menor que 10k e pode ser ignorada, determine a corrente circulante usando valores de
componentes medidos e registre na Tabela 5.1. Além disso, meça as resistências CC da bobina dos
indutores usando um ohmímetro ou multímetro digital e registre na Tabela 5.1.

Medição de Reatância

2. Construa o circuito da figura 5.1 usando R = 10 k e L = 10 mH. Coloque uma ponteira do


osciloscópio no gerador de função e outra no indutor. Coloque o gerador em uma onda senoidal de
1000 Hz e 10 V p-p. Certifique-se de que o limite de largura de banda do osciloscópio esteja
ativado para ambos os canais. Isso reduzirá o ruído do sinal e fará leituras mais precisas.

3. Calcule o valor teórico de XL usando o valor medido do indutor e registre na Tabela 5.2.

4. Registre a tensão pico-a-pico do indutor e registre-a na Tabela 5.2.

5. Usando a fonte de corrente da Tabela 5.1 e a tensão medida do indutor, determine a reatância
experimental e registre-a na Tabela 5.2. Também calcule e registre o desvio.

6. Repita os passos três a cinco para as frequências restantes da Tabela 5.2.

7. Substitua o indutor de 10 mH por um de 1 mH e repita os passos dois a seis, registrando os


resultados na Tabela 5.3.

8. Usando os dados das Tabelas 5.2 e 5.3, crie gráficos de reatância indutiva versus frequência.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 19


Tabelas de dados

Tabela 5.1
Ifonte (p-p)
Rbobina de 10 mH
Rbobina de 1 mH

Tabela 5.2
Frequência XL Teoria VL(p-p) Experimental XL Experimental % Desvio
1k
2k
3k
4k
5k
6k
8k
10 k

Tabela 5.3
Frequência XL Teoria VL(p-p) Experimental XL Experimental % Desvio
10 k
20 k
30 k
40 k
50 k
60 k
80 k
100 k

Questões

1. Qual é a relação entre reatância indutiva e frequência?

2. Qual é a relação entre reatância indutiva e indutância?

3. Se o teste de 10 mH tivesse sido repetido com frequências 10 vezes maiores do que as da Tabela
5.2, que efeito isso teria sobre o experimento?

4. As resistências da bobina têm algum efeito nas plotagens?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 20


Lab 6 - Circuitos Série R, L, C

Objetivo

Este exercício examina as relações de tensão e corrente nas redes em série R, L, C. De particular
importância é a fase dos vários componentes e como a Lei das Tensões de Kirchhoff é estendida
para circuitos CA. Ambos os gráficos das voltagens no domínio do tempo e fasor são gerados.

Visão geral da teoria

Cada elemento tem uma resposta de fase única: para resistores, a tensão está sempre em fase com a
corrente, para capacitores a tensão sempre fica atrazado da corrente em 90 graus, e para indutores a
tensão sempre adianta a corrente em 90 graus. Consequentemente, uma combinação em série de
componentes R, L e C produzirá uma impedância complexa com um ângulo de fase entre +90 e -90
graus. Devido à resposta de fase, a Lei das Tensões de Kirchhoff deve ser calculada usando somas
vetoriais (fasores) ao invés de simplesmente confiar nas magnitudes. De fato, todos os cálculos
dessa natureza, como um divisor de tensão, devem ser calculados usando vetores.

Equipamento

(1) Gerador de Função CA. Modelo: ________________ série: __________________


(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________

Componentes

(1) Capacitor 10 nF Real: __________________


(1) Indutor 10 mH Real: __________________
(1) Resistor 1 kΩ Real: __________________

Esquemas

Figura 6.1 Figura 6.2 Figura 6.3

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 21


Procedimento

Circuito RC

1. Usando a Figura 6.1 com Vin = 2 V pp senoidal a 10 kHz, R = 1 k e C = 10 nF, determine a


reatância capacitiva teórica e a impedância do circuito, e registre os resultados na Tabela 6.1 (a
parte experimental deste tabela será preenchida no passo 5). Usando a regra do divisor de tensão,
calcule as tensões do resistor e do capacitor e registre-as na Tabela 6.2.

2. Construa o circuito da Figura 6.1 usando R = 1 k e C = 10 nF. Coloque uma ponteira do


osciloscópio no gerador e outra no capacitor. Ajuste o gerador para uma onda senoidal de 10 kHz e
2 V p-p. Certifique-se de que o limite de largura de banda do osciloscópio esteja ativado para
ambos os canais. Isso reduzirá o ruído do sinal e fará leituras mais precisas. Além disso, considere
o uso da média para o modo de aquisição, particularmente para limpar os sinais derivados usando a
função matemática.

3. Meça a tensão pico-a-pico através do capacitor e registre-a na Tabela 6.2. Juntamente com a
magnitude, certifique-se de registrar o desvio de tempo entre o VC e o sinal de entrada (a partir do
qual a fase pode ser determinada). Usando a função de matemática do osciloscópio, meça e registre
a tensão e o tempo de atraso do resistor (Vin - VC). Calcule o ângulo de fase e registre esses valores
na Tabela 6.2.

4. Tire uma foto do osciloscópio exibindo Vin, VC e VR.

5. Calcule os desvios entre os valores teóricos e experimentais da Tabela 6.2 e registre os resultados
nas colunas finais da Tabela 6.2. Com base nos valores experimentais, determine os valores
experimentais para Z e XC pela Lei de Ohm (i = VR/R, XC = VC/ , Z = Vin/i) e registre novamente na
Tabela 6.1, juntamente com os desvios.

6. Crie um gráfico fasorial mostrando Vin, VC e VR. Inclua a exibição do domínio de tempo da etapa
4 e o gráfico de fasores com o relatório técnico.

Circuito RL

7. Substitua o capacitor pelo indutor de 10 mH (isto é, Figura 6.2) e repita as etapas de 1 a 6 da


mesma maneira, usando as Tabelas 6.3 e 6.4.

Circuito RLC

8. Usando a Figura 6.3 com o capacitor de 10 nF e o indutor de 10 mH, repita as etapas de 1 a 6 de


maneira semelhante, usando as Tabelas 6.5 e 6.6. Usando um osciloscópio de quatro canais: Para
obter leituras adequadas, coloque a primeira ponteira na entrada, a segunda ponteira entre o resistor
e o indutor e a terceira ponteira entre o indutor e o capacitor. A ponteira três mostraVC. Usando a
função matemática do osciloscópio, a ponteira dois menos a ponteira três mostra VL e, finalmente,
a ponteira um menos a ponteira dois mostra VR. Atribuir formas de onda de referência pode ser útil
para ver todos os sinais juntos. Usando um osciloscópio de dois canais: Infelizmente, será
impossível ver a tensão de todos os três componentes simultaneamente com a tensão da fonte
usando um osciloscópio de dois canais. Para obter leituras adequadas, coloque a primeira ponteira
na entrada e a segunda ponteira no capacitor para ver a fase e a magnitude do VC. Em seguida,

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 22


alterne C e L (colocando a segunda ponteira no indutor) para ver VL e, por fim, troque L e R (com a
segunda ponteira em R) para ver VR.

Tabelas de dados

Circuito RC

Tabela 6.1
Elemento Teoria Experimental % de desvio
XC
Z Magnitude

Tabela 6.2
Elemento Teoria Teoria θ Magnitude Atraso θ % Desvio % Desvio
Magnitude Exp Exp Exp Magnitude θ
VC
VR

Circuito RL

Tabela 6.3
Elemento Teoria Experimental % de desvio
XL
Z Magnitude

Tabela 6.4
Elemento Teoria Teoria θ Magnitude Atraso θ % Desvio % Desvio
Magnitude Exp Exp Exp Magnitude θ
VL
VR

Circuito RLC

Tabela 6.5
Elemento Teoria Experimental % de desvio
XC
XL
Z Magnitude

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 23


Tabela 6.6
Elemento Teoria Teoria θ Magnitude Atraso θ % Desvio % Desvio
Magnitude Exp Exp Exp Magnitude θ
VC
VL
VR

Questões

1. Qual é a relação de fase entre os componentes R, L e C em um circuito CA série?

2. Com base nas medições, a Lei das Tensões de Kirchhoff aplica-se aos três circuitos testados?
Mostre seus cálculos.

3. Em geral, como o diagrama fasorial da Figura 6.1 mudaria se a frequência fosse aumentada?

4. Em geral, como o diagrama fasorial da Figura 6.2 mudaria se a frequência fosse reduzida?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 24


Lab 7 - Circuitos em paralelo R, L, C

Objetivo

Este exercício examina as relações de tensão e corrente em redes R, L, C em paralelo. De particular


importância é a fase dos vários componentes e como a Lei das Correntes de Kirchhoff é estendida
para circuitos CA. Ambos os gráficos das correntes no domínio do tempo e fasor são gerados. Uma
técnica para medir a corrente usando um resistor de detecção de corrente também será explorada.

Visão geral da teoria

Lembre-se que para resistores, a voltagem está sempre em fase com a corrente, para capacitores a
voltagem sempre fica atrasada da corrente em 90 graus, e para indutores a voltagem sempre fica
adiantada da corrente em 90 graus. Como cada elemento tem uma resposta de fase única entre +90
e -90 graus, uma combinação paralela de componentes R, L e C produzirá uma impedância
complexa com um ângulo de fase entre +90 e -90 graus. Devido à resposta de fase, a Lei das
Correntes de Kirchhoff deve ser calculada usando somas vetoriais (fasorial) em vez de
simplesmente depender das grandezas. De fato, todos os cálculos dessa natureza, como um divisor
de corrente, devem ser calculados usando vetores.

Equipamento

(1) Gerador de Função AC. Modelo: ________________ série: __________________


(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________

Componentes

(1) Capacitor 10 nF Real: __________________


(1) Indutor 10 mH Real: __________________
(1) Resistor 1 kΩ Real: __________________
(3) Resistor 10 Ω Real: __________________
Real:__________________
Real:__________________

Esquemas

Figura 7.1 Figura 7.2 Figura 7.3

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 25


Procedimento

Circuito RC

1. Usando a Figura 7.1 com uma fonte de 10 V pp 10 kHz, R = 1 k e C = 10 nF, determine a


reatância capacitiva teórica e a impedância do circuito, e registre os resultados na Tabela 7.1 (a
parte experimental desta tabela irá preenchido no passo 6). Usando a regra do divisor de corrente,
calcule as correntes do resistor e do capacitor e registre-as na Tabela 7.2.

2. Construa o circuito da Figura 7.1 usando R = 1 k e C = 10 nF. Um método comum para medir a
corrente usando o osciloscópio é colocar um pequeno resistor sensor de corrente na linha de acordo
com a corrente de interesse. Se o resistor for muito menor que as reatâncias vizinhas, ele terá um
efeito mínimo na corrente. Como a tensão e a corrente do resistor estão sempre em fase uma com a
outra, a fase relativa da corrente em questão deve ser a mesma que a da tensão do resistor de
detecção. Cada uma das três correntes do circuito será medida separadamente e em relação à fonte
para determinar a fase relativa. Para medir a corrente total, coloque um resistor de 10 Ω entre o
ponto de terra e a conexão inferior dos componentes em paralelo. Coloque o gerador em uma onda
senoidal de 10 V p-p a 10 kHz. Certifique-se de que o limite de largura de banda do osciloscópio
esteja ativado para ambos os canais. Isso reduzirá o ruído do sinal e fará leituras mais precisas.
Além disso, considere o uso da média de forma de onda, particularmente para limpar os sinais
derivados através da função de matemática.

3. Coloque a ponteira 1 do osciloscópio no gerador de função e a ponteira 2 entre o resistor de


detecção e os componentes em paralelo. Meça a voltagem através do resistor de detecção, calcule a
corrente total correspondente através da Lei de Ohm e registre na Tabela 7.2. Junto com a
magnitude, certifique-se de registrar o desvio de tempo entre a forma de onda do resistor sensor e o
sinal de entrada (a partir do qual a fase pode ser determinada eventualmente).

4. Remova o resistor sensor principal e coloque um resistor de 10 Ω entre o capacitor e o ponto de


terra para servir como o sensor de corrente do capacitor. Coloque um segundo resistor de 10 Ω
entre o resistor R e o ponto de terra para detectar a corrente do resistor. Deixe a ponteira 1 do
osciloscópio no gerador de função e mova a ponteira 2 através do resistor de detecção no ramo do
resistor. Repita o processo da Lei de Ohm para obter sua corrente, registrando a magnitude e o
ângulo de fase na Tabela 7.2. Por fim, mova a ponteira 2 para que ela fique no resistor de detecção
do capacitor. Meça e registre os valores apropriados na Tabela 7.2. Observe que, se você estiver
usando um osciloscópio de quatro canais, as medições simultâneas de entrada, resistor e capacitor
serão possíveis.

5. Mova a ponteira 1 para o resistor de detecção do resistor e deixe a ponteira 2 no resistor de


detecção do capacitor. Salve uma imagem do osciloscópio exibindo as formas de onda de tensão
representando iR, iC e iin (isto é, a forma de onda matemática calculada a partir de iR + iC).

6. Calcule os desvios entre os valores teóricos e experimentais da Tabela 7.2 e registre os resultados
nas colunas finais da Tabela 7.2. Com base nos valores experimentais, determine os valores
experimentais de Z e XC através da Lei de Ohm (XC = VC/iC, Z = Vin/iin) e registre novamente na
Tabela 7.1, juntamente com os desvios.

7. Crie um gráfico de fasores mostrando iin, iC e iR. Inclua a exibição do domínio de tempo da etapa
4 e o gráfico de fasores com o relatório técnico.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 26


Circuito RL

8. Substitua o capacitor pelo indutor de 10 mH (isto é, Figura 7.2) e repita as etapas de 1 a 7 de


maneira semelhante, usando as Tabelas 7.3 e 7.4.

Circuito RLC

9. Usando a Figura 7.3 com o capacitor de 10 nF e o indutor de 10 mH (e um terceiro resistor de


detecção), repita as etapas de 1 a 7 de maneira semelhante, usando as Tabelas 7.5 e 7.6. Observe
que não será possível ver todas as quatro formas de onda simultaneamente na etapa 5 se um
osciloscópio de dois canais estiver sendo usado. Para um osciloscópio de quatro canais, coloque
uma ponteira em cada um dos três resistores de detecção.

Tabelas de dados

Circuito RC

Tabela 7.1
Elemento Teoria Experimental % de desvio
XC
Z Magnitude

Tabela 7.2
Elemento Teoria Teoria Exp Atraso Exp % Desvio % Desvio
Mag θ Mag Exp θ Mag θ
iC
iR
iin

Circuito RL

Tabela 7.3
Elemento Teoria Experimental % de desvio
XL
Z Magnitude

Tabela 7.4
Elemento Teoria Teoria Exp Atraso Exp % Desvio % Desvio
Mag θ Mag Exp θ Mag θ
iL
iR
iin

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 27


Circuito RLC

Tabela 7.5
Elemento Teoria Experimental % de desvio
XC
XL
Z Magnitude

Tabela 7.6
Elemento Teoria Teoria Exp Atraso Exp % Desvio % Desvio
Mag θ Mag Exp θ Mag θ
iC
iL
iR
iin

Questões

1. Qual é a relação de fase entre os componentes R, L e C em um circuito CA paralelo?

2. Com base nas medições, a Lei das Correntes de Kirchhoff se aplica aos três circuitos testados?
Mostre seus cálculos.

3. Em geral, como o diagrama fasorial da Figura 7.1 mudaria se a frequência fosse aumentada?

4. Em geral, como o diagrama fasorial da Figura 7.2 mudaria se a frequência fosse reduzida?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 28


Lab 8 - Circuitos Série-Paralelo R, L, C

Objetivo

Este exercício examina as relações de tensão e corrente em redes R, L, C, em série e em paralelo.


Frequentemente circuitos em série e em paralelos podem ser analisados ao longo das linhas dos
circuitos mais simples apenas em série ou apenas em paralelo, mas onde cada “elemento” pode
compreender uma impedância complexa em vez de um componente R, L ou C singular. Tanto a Lei
das Correntes de Kirchhoff quanto a Lei das Tensões de Kirchhoff podem ser aplicadas a esses
circuitos. Neste exercício, tanto no domínio do tempo quanto fasoriais os gráficos das tensões e
correntes são gerados.

Visão geral da teoria

Muitas redes R, L, C complexas podem ser analisadas, reduzindo-as a circuitos paralelos ou em


série mais simples, talvez por meio de um processo iterativo em instâncias mais envolvidas. Nesta
análise, cada série ou elemento paralelo é, de facto, uma impedância complexa constituída por uma
combinação em série ou paralela de outros componentes, produzindo assim um ângulo de fase
entre +90 e -90 graus. Consequentemente, os simples diagramas fasoriais “todos os ângulos retos”
encontrados para séries básicas e circuitos paralelos podem ser substituídos por diagramas fasoriais
mais gerais com ângulos não-retos. Apesar disso, tanto a Lei das Correntes de Kirchhoff quanto a
Lei das Tensões de Kirchhoff ainda devem ser satisfeitas para todo o circuito, bem como para
quaisquer sub-circuitos ou ramificações.

Equipamento

(1) Gerador de Função AC. Modelo: ________________ série: __________________


(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________

Componentes

(1) Capacitor 10 nF Real: __________________


(1) Indutor 10 mH Real: __________________
(1) Resistor 1 kΩ Real: __________________
(2) Resistor 10 Ω Real: __________________
Real: __________________

Esquemas

Figura 8.1 Figura 8.2

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 29


Procedimento

Circuito 1

1. Usando a Figura 8.1 com uma onda senoidal de 10 kHz em fonte de 10 V pp, R = 1 k, L = 10
mH e C = 10 nF, determine as reatâncias indutivas e capacitivas teóricas, reatância de ramificação
paralela e impedância total do circuito, e registre os resultados na Tabela 8.1 (a parte experimental
desta tabela será preenchida na etapa 5). Usando a Lei de Ohm e a regra do divisor de tensão,
calcule as tensões do capacitor e do resistor-indutor junto com a corrente de entrada e registre-as na
Tabela 8.2.

2. Construa o circuito da Figura 8.1 usando R = 1 k, L = 10 mH e C = 10 nF. Coloque o gerador de


função em uma onda senoidal de 10 kHz e 10 V p-p. Certifique-se de que o limite de largura de
banda do osciloscópio esteja ativado para ambos os canais. Isso reduzirá o ruído do sinal e fará
leituras mais precisas.

3. Coloque a ponteira 1 do osciloscópio no gerador de função e a ponteira 2 através da ramificação


do resistor-indutor paralelo. Usando a função matemática, a tensão do capacitor pode ser
encontrada subtraindo a tensão da ponta de prova dois daquela da ponta de prova um. Além disso, a
corrente de entrada pode ser encontrada dividindo a tensão do capacitor pela sua reatância. Meça a
tensão de ramificação paralela e a tensão do capacitor, em magnitude e fase, e registre na Tabela
8.2. Calcule a corrente de entrada e registre na Tabela 8.2.

4. Tire uma foto das três formas de onda de voltagem.

5. Calcule os desvios entre os valores teóricos e experimentais da Tabela 8.2 e registre os resultados
nas colunas finais da Tabela 8.2. Com base nos valores experimentais, determine os valores do Z
experimental total e Z do ramo paralelo através da Lei de Ohm (por exemplo, ZT = Vin/iin) e registre
novamente na Tabela 8.1, juntamente com os desvios.

6. Crie um gráfico de fasores mostrando Vin, VLR e VC. Inclua a exibição do domínio de tempo da
etapa 4 e o gráfico de fasores com o relatório técnico.

Circuito 2

7. Usando a Figura 8.2 com uma onda senoidal de 10k Hz a 10 V pp, R = 1 k, L = 10 mH e C = 10


nF, determine as reatâncias teóricas indutivas e capacitivas, a impedância da ramificação em série e
a impedância total do circuito e registre os resultados na Tabela 8.3. Usando a Lei de Ohm, calcule
as correntes do capacitor e da resistência-indutor junto com a corrente de entrada e registre-as na
Tabela 8.4.

8. Construa o circuito da Figura 8.2 usando R = 1 k, L = 10 mH e C = 10 nF. Insira um resistor de


detecção de corrente de 10Ω na parte inferior da perna LR e outro na parte inferior da perna do
capacitor. Coloque o gerador em uma onda senoidal de 10 kHz e 10 V p-p. Certifique-se de que o
limite de largura de banda do osciloscópio esteja ativado para ambos os canais. Isso reduzirá o
ruído do sinal e fará leituras mais precisas.

9. Coloque a ponteira 1 do osciloscópio no gerador de função e ponteira 2 através do resistor sensor


de ramificação resistor-indutor. A corrente do indutor-resistor pode ser encontrada dividindo a
tensão da ponteira 2 pelo resistor de detecção. A corrente do capacitor é encontrada de maneira

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 30


similar usando seu resistor de detecção de corrente (use a ponteira 3, se disponível, caso contrário,
faça isso duas vezes usando a ponteira 2). Registre a magnitude e a fase das duas correntes na
Tabela 8.4.

10. Tire uma foto das formas de onda dos sensores Vin e iLR e também das formas de onda dos
sensores Vin e iC (uma imagem combinada se estiver usando três ponteiras, do contrário duas fotos
separadas).

11. Para medir a corrente de entrada, remova os dois resistores de detecção e coloque um deles de
forma que fique entre o terra e a junção inferior do resistor e do capacitor. Mova a sonda dois para
este resistor sensor e meça a tensão. A partir disso, calcule a corrente total e registre a magnitude e
a fase na Tabela 8.4.

12. Tire uma foto das formas de onda do sensor Vin e iin.

13. Calcule os desvios entre os valores teóricos e experimentais da Tabela 8.4 e registre os
resultados nas colunas finais da Tabela 8.4. Com base nos valores experimentais, determine o Z
total experimental e os valores de Z do ramo em série e registre novamente na Tabela 8.3,
juntamente com os desvios.

14. Crie um gráfico de fasores mostrando iin, iLR e iC. Inclua as exibições no domínio do tempo das
etapas 10 e 12 e o gráfico de fasores com o relatório técnico.

Simulação em computador

15. Construa o circuito da Figura 8.1 em um simulador. Usando a Análise Transitória, determine a
voltagem através do indutor e compare a magnitude e a fase com os valores teóricos e medidos
registrados na Tabela 8.2.

Tabelas de dados

Circuito 1

Tabela 8.1
Elemento Teoria Experimental % de desvio
XC XXXXX XXXXX
XL XXXXX XXXXX
R || XL
ZT Magnitude
ZT θ

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 31


Tabela 8.2
Elemento Teoria Teoria Exp Atraso Exp % Desvio % Desvio
Mag θ Mag Exp θ Mag θ
VLR
VC
iin

Circuito 2

Tabela 8.3
Elemento Teoria Experimental % de desvio
XC XXXXX XXXXX
XL XXXXX XXXXX
R + XL
ZT Magnitude
ZT θ

Tabela 8.4
Elemento Teoria Teoria Exp Atraso Exp % Desvio % Dedvio
Mag θ Mag Exp θ Mag θ
iLR
iC
iin

Questões

1. A relação de fase entre as tensões ou correntes do circuito em um circuito CA série-paralelo é


necessariamente uma relação de ângulo reto?

2. Com base nas medições, a LTK e a LCK se aplicam aos circuitos testados? Mostre seus cáculos.

3. Em geral, como o diagrama fasorial da Figura 8.1 mudaria se a frequência fosse aumentada?

4. Em geral, como o diagrama fasorial da Figura 8.2 mudaria se a frequência fosse reduzida?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 32


Lab 9 - Divisor cruzado (crossover) Passivo

Objetivo

A resposta de frequência de um simples divisor cruzado (crossover) passivo LC bidirecional é


investigada. Uma saída deve atenuar os sinais acima da frequência de cruzamento, enquanto a outra
saída deve atenuar os sinais abaixo da frequência de cruzamento.

Visão geral da teoria

De modo a abranger a gama de sons audíveis com precisão, baixa distorção e níveis de volume
razoáveis, os sistemas de altofalantes são tipicamente compostos por dois ou mais transdutores,
cada um concebido para cobrir apenas uma parte do espectro de frequências. Como o espectro é
dividido em múltiplos segmentos, é necessário um circuito para “direcionar” os sinais apropriados
para os transdutores apropriados. Não fazer isso pode resultar em distorção ou danos aos
transdutores. Como indutores e capacitores exibem uma reatância que é uma função de frequência,
eles são candidatos ideais para este trabalho. Neste exercício, um simples cruzamento de duas vias
é examinado. Possui uma saída para o transdutor de alta frequência (tweeter) e para o transdutor de
baixa frequência (woofer). A fim de reduzir o tamanho dos componentes neste exercício, a
impedância foi escalonada para cima por um fator de quase 100. No lugar dos transdutores, duas
cargas resistivas são usadas. Isso tem a vantagem de não produzir som algum no laboratório!
Embora os crossovers do mundo real tendam a ser mais complexos do que o deste exercício, será
suficiente mostrar a operação básica.

Equipamento

(1) Gerador de Função AC. Modelo: ________________ série: __________________


(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________

Componentes

(1) Capacitor 0,25 µF Real: __________________


(1) Indutor 100 mH Real: __________________
(2) Resistor 620 Ω Real: __________________
Real: __________________

Esquemas

Figura 9.1

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 33


Procedimento

1. O circuito da Figura 9.1 pode ser considerado como um par de divisores de tensão dependentes
da frequência. O XL aumenta com a frequência, atenuando assim os sinais de alta frequência que
atingem o R2. Da mesma forma, o XC aumenta com a diminuição da frequência, atenuando, assim,
os sinais de baixa frequência que atingem R1. (R2 toma o lugar do woofer enquanto R1 toma o
lugar do tweeter). A frequência de cruzamento (crossover) é a frequência em que R1 = XC e R2 =
XL (normalmente a mesma frequência para ambos). Usando C = 0,25 µF, L = 100 mH e R1 = R2 =
620 Ω, determine as frequências de cruzamento (crossover) e registre na Tabela 9.1.

2. Usando a regra do divisor de tensão e Ein = 2 V p-p, determine e registre a tensão teórica na saída
um (R1) para cada frequência listada na Tabela 9.2. Certifique-se de incluir magnitude e fase.

3. Construa o circuito da figura 9.1 usando R1 = R2 = 620 Ω, L = 100 mH e C = 0,25 μF. Coloque
uma ponteira do osciloscópio no gerador e outra na saída um (R1). Coloque o gerador em uma
onda senoidal de 2 V p-p a 50 Hz. Certifique-se de que o limite de largura de banda do osciloscópio
esteja ativado para ambos os canais. Isso reduzirá o ruído do sinal e fará leituras mais precisas.

4. Meça a magnitude e deslocamento de fase da saída em relação à entrada e registre na Tabela 9.2.
Repita as medições para as frequências restantes na tabela.

5. Repita as etapas de dois a quatro usando a segunda saída (R2) e a Tabela 9.3.

6. Em um único gráfico, represente a resposta de magnitude de ambas as saídas em relação à


frequência. Em um gráfico separado, traçar a resposta de fase de ambas as saídas em relação à
frequência.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 34


Tabelas de dados

Tabela 9.1
Ftweeter
Fwoofer

Saída um

Tabela 9.2
Frequência V1 Mag V1 θ V1 Mag V1 θ
Teoria Teoria Experimental Experimental
50
70
100
200
500
1k
2k
5k
10k
15k
20k

Saída dois

Tabela 9.3
Frequência V2 Mag V2 θ V2 Mag V2 θ
Teoria Teoria Experimental Experimental
50
70
100
200
500
1k
2k
5k
10k
15k
20k

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 35


Questões

1. As respostas das duas saídas são simétricas? Eles precisam ser?

2. Qual é a atenuação máxima nos extremos de frequência para as duas saídas?

3. Como a atenuação pode ser aumentada?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 36


Lab 10 - Superposição CA

Objetivo

Este exercício examina a análise de circuitos CA com múltiplas fontes usando o Teorema da
Superposição. Em particular, fontes com frequências diferentes serão usadas para ilustrar as
contribuições de cada fonte para o resultado combinado.

Visão geral da teoria

O Teorema da Superposição pode ser usado para analisar redes lineares bilaterais de CA de
múltiplas fontes. Cada fonte é considerada por sua vez, com as fontes remanescentes substituídas
por sua impedância interna, e técnicas apropriadas de análise em série-paralelo empregadas. Os
sinais resultantes são então somados para produzir o sinal de saída combinado. Para ver este
processo mais claramente, o exercício utilizará duas fontes operando em frequências diferentes.
Note que, como cada fonte tem uma frequência diferente, o indutor e o capacitor aparecem como
diferentes reatâncias para as duas fontes.

Equipamento

(2) Geradores de Função AC. Modelo: ________________ série: __________________


Modelo: ________________ série: __________________
(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________

Componentes

(1) Capacitor 0,1 µF Real: __________________


(1) Indutor 10 mH Real: __________________
(1) Resistor 1k Ω Real: __________________
(1) Resistor 50 Ω Real: __________________

Esquemas

Figura 10.1

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 37


Procedimento

1. Geradores de função típicos têm uma impedância interna de 50 Ω. Estes não são mostrados no
circuito da Figura 10.1. Para testar o Teorema da Superposição, as fontes E1 e E2 serão examinadas
separadamente e depois juntas.

Fonte um apenas

2. Considere o circuito da Figura 10.1 com C = 0,1 µF, L = 10 mH, R = 1 k Ω, usando apenas a
fonte E1 = 2 V p-p a 1 kHz e com a fonte E2 substituída por sua impedância interna de 50 Ω.
Usando técnicas padrão de análise em série-paralelo, calcule as tensões entre E1, R e E2. Lembre-
se de incluir as impedâncias internas de 50 Ω nos cálculos. Registre os resultados na Tabela 10.1.

3. Construa o circuito da Figura 10.1 usando C = 0,1 µF, L = 10 mH e R = 1 k Ω. Substitua E2 por


um resistor de 50 Ω para representar sua impedância interna. Defina E1 para 2 V p-p a 1 kHz, sem
carga. Certifique-se de que o limite de largura de banda do osciloscópio esteja ativado para ambos
os canais. Isso reduzirá o ruído do sinal e fará leituras mais precisas. Coloque a ponteira 1 do
osciloscópio através de E1 e a ponteira 2 através de R. Meça as tensões entre E1 e R e registre na
Tabela 10.1. Tire uma foto da tela do osciloscópio. Mova a ponteira 2 através do E2 (através do
resistor de 50 Ω), meça e registre essa voltagem na Tabela 10.1. Tire uma foto da tela do
osciloscópio.

Fonte dois apenas

4. Considere o circuito da Figura 10.1 usando apenas a fonte E2 = 2 V p-p a 10 kHz e com a fonte
E1 substituída por sua impedância interna de 50 Ω. Usando técnicas padrão de análise em série-
paralelo, calcule as tensões entre E1, R e E2. Lembre-se de incluir as impedâncias internas de 50 Ω
nos cálculos. Registre os resultados na Tabela 10.2.

5. Substitua o resistor de 50 Ω pela fonte E2 e configure-a para 2 V p-p a 10 kHz, sem carga.
Substitua E1 por um resistor de 50 Ω para representar sua impedância interna. Coloque a ponteira 1
do osciloscópio através de E2 e a ponteira 2 através de R. Meça as tensões entre E2 e R e registre
na Tabela 10.2. Tire uma foto da tela do osciloscópio. Mova a ponteira 2 através de E1 (através do
resistor de 50 Ω), meça e registre essa voltagem na Tabela 10.2. Tire uma foto da tela do
osciloscópio.

Fontes um e dois

6. Considere o circuito da Figura 10.1 usando ambas as fontes, E1 = 2 V p-p a 1 kHz e E2 = 2 V p-


p a 10 kHz. Adicione as tensões calculadas entre E1, R e E2 das Tabelas 10.1 e 10.2. Registre os
resultados na Tabela 10.3. Anote os máximos e mínimos esperados dessas ondas e faça um esboço
de como a combinação deve aparecer no osciloscópio.

7. Substitua o resistor de 50 Ω pela fonte E1 e configure-a para 2 V p-p a 1 kHz, sem carga. Ambas
as fontes devem estar ativas agora. Coloque a ponteira 1 do osciloscópio através de E1 e a ponteira
2 através de R. Meça as tensões entre E1 e R e grave na Tabela 10.3. Tire uma foto da tela do
osciloscópio. Mova a ponteira 1 através do E2, meça e registre essa tensão na Tabela 10.3. Tire uma
foto da tela do osciloscópio.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 38


Simulação de computador

8. Construa o circuito da Figura 10.1 em um simulador em computador. Usando a análise de


transiente, determine a voltagem através do resistor e compare com os valores teóricos e medidos
registrados na Tabela 10.3. Certifique-se de incluir as resistências de fonte de 50 Ω na simulação.

Tabelas de dados

Fonte um apenas

Tabela 10.1
Elemento Teoria Experimental % de desvio
E1
E2
VR

Fonte dois apenas

Tabela 10.2
Elemento Teoria Experimental % de desvio
E1
E2
VR

Fontes um e dois

Tabela 10.3
Elemento Teoria Experimental % de desvio
E1
E2
VR

Questões

1. Por que as fontes devem ser substituídas por um resistor de 50 Ω em vez de serem
interrompidas?

2. Os máximos e mínimos esperados do passo 6 correspondem ao que é medido no passo 7?

3. Uma fonte tende a dominar a tensão do resistor de 1 kΩ ou ambas as fontes contribuem em


quantidades quase iguais? Será sempre este o caso?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 39


Lab 11 - Teorema de Thevenin em CA

Objetivo

O Teorema de Thevenin será examinado para o caso CA. A tensão da fonte Thevenin e a
impedância de Thevenin serão determinadas experimentalmente e comparadas com a teoria. As
cargas serão examinadas quando conduzidas por um circuito arbitrário e pelo equivalente de
Thevenin desse circuito para determinar se os potenciais de carga resultantes são de fato idênticos.
Tanto cargas resistivas quanto complexas serão examinadas, bem como impedâncias de fonte que
são indutivas ou capacitivas.

Visão geral da teoria

O Teorema de Thevenin afirma que qualquer rede linear de duas portas pode ser substituída por
uma única fonte de tensão com impedância em série. Embora o teorema seja aplicável a qualquer
número de fontes de tensão e corrente, este exercício examinará apenas circuitos de fonte única
para simplificar. A tensão Thevenin é a tensão de saída do circuito aberto. Isso pode ser
determinado experimentalmente isolando a parte a ser “Thevenizada” e simplesmente colocando
um osciloscópio em seus terminais de saída. A impedância de Thevenin é encontrada substituindo
todas as fontes por sua impedância interna e aplicando as regras de simplificação de impedância em
série-paralelo. Se um medidor de impedância estiver disponível, um método fácil de fazer isso no
laboratório é substituir as fontes com valores de impedância apropriados e aplicar o medidor de
impedância aos terminais de saída da porção de circuito sob investigação.

Equipamento

(1) Gerador de Função AC. Modelo: ________________ série: __________________


(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________
(1) Caixa de Resistência da Década. Modelo: ________________ série: __________________
(1) Medidor de Impedância de Frequência Variável. Modelo: __________ série:_____________

Componentes

(1) Capacitor 0,1 µF Real: __________________


(1) Capacitor 0.47 µF Real: __________________
(1) Indutor 10 mH Real: __________________
(1) Resistor 50 Ω Real: __________________
(1) Resistor 1,0 kΩ Real: __________________
(1) Resistor 1,5 kΩ Real: __________________
(1) Resistor 2,2 kΩ Real: __________________

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 40


Esquemas

Figura 11.1 Figura 11.2

Figura 11.3

Procedimento

1. Para o circuito da figura 11.1, calcule a tensão na carga (Rload) de 1 kΩ usando R1 = 1,5 kΩ, R2
= 2,2 kΩ e C = 0,47 µF, com uma fonte de 2 V p-p 1 kHz. Registre esse valor na Tabela 11.1.
Calcule também a voltagem de Thevenin esperada e a impedância de Thevenin. Registre esses
valores na Tabela 11.2.

2. Construa o circuito da figura 11.1 usando R1 = 1,5 kΩ, R2 = 2,2 kΩ, Rload = 1 kΩ e C = 0,47
µF. Coloque o gerador em uma onda senoidal de 1 kHz a 2 V p-p. Certifique-se de que o limite de
largura de banda do osciloscópio esteja ativado. Isso reduzirá o ruído do sinal e fará leituras mais
precisas. Meça a tensão de carga e registre na Tabela 11.1 como VLoad Original.

3. Remova a carga e meça a tensão de saída sem carga. Esta é a tensão experimental de Thevenin.
Registre-o na Tabela 11.2.

4. Substitua a fonte de tensão por um resistor de 50 Ω para representar sua impedância interna.
Ajuste o medidor de impedância para 1 kHz e meça a impedância resultante nos terminais de carga
aberta. Esta é a impedância experimental de Thevenin. Registre esses valores na Tabela 11.2 e
compare com os valores teóricos.

5. Usando a caixa da década de resistência e o capacitor, construa o circuito equivalente de


Thevenin da figura 11.2 e aplique o resistor de carga de 1 kΩ. Meça a tensão de carga e registre na
Tabela 11.1. Compare com os valores do circuito original (não-Thevenizado) e determine o desvio
entre os circuitos original e Thevenizado.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 41


6. Para verificar que o Teorema de Thevenin também funciona com uma fonte indutiva e uma carga
complexa, repita os passos 1 a 5 da mesma maneira, mas usando a figura 11.3 com R1 = 1.5 kΩ,
R2 = 2.2 kΩ, L = 10 mH, Rload = 1 kΩ com Cload = 0,1 µF. Coloque o gerador em uma onda
senoidal de 10 kHz a 2 V p-p. Registre os resultados nas Tabelas 11.3 e 11.4.

Tabelas de dados

Tabela 11.1
Vload Teoria
Vload Original
Vload Thevenin
% de desvio

Tabela 11.2
Elemento Teoria Experimental % de desvio
EThevenin
ZThevenin

Tabela 11.3
Vload Teoria
Vload Original
Vload Thevenin
% de desvio

Tabela 11.4
Elemento Teoria Experimental % de desvio
EThevenin
ZThevenin

Questões

1. Como a versão CA do Teorema de Thevenin se compara à versão CC?

2. Os circuitos equivalentes de Thevenin seriam alterados se a frequência da fonte fosse alterada?


Se sim, porque?

3. Com base nos resultados desse exercício, você esperaria que o Teorema do Norton para CA se
comportasse de maneira semelhante ao caso da CC?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 42


Lab 12 - Transferência Máxima de Potência em CA

Objetivo

Neste exercício, a transferência máxima de potência para a carga será examinada para o caso CA.
Ambos os componentes resistivos e reativos da carga serão variados independentemente para
descobrir seu efeito de potência de carga e determinar os valores necessários para a potência
máxima de carga.

Visão geral da teoria

No caso de CC, a transferência máxima de energia é obtida configurando a resistência de carga


igual à resistência interna da fonte. Isso não é verdade para o caso CA. Em vez disso, a carga deve
ser ajustada para o conjugado complexo da impedância da fonte, o conjugado complexo tendo a
mesma magnitude que o original, mas com o sinal oposto para o ângulo. Ao usar o conjugado
complexo, os componentes reativos de carga e fonte se cancelarão deixando um circuito puramente
resistivo semelhante ao caso CC. Ao calcular a potência de carga real, deve-se ter cuidado para
lembrar que a tensão de carga aparece através de uma impedância de carga complexa. Somente a
parte real desta voltagem aparece através do componente resistivo, e somente o componente
resistivo dissipa a energia.

Equipamento

(1) Gerador de Função AC. Modelo: ____________ série: ________________


(1) Osciloscópio. Modelo: ____________ série: ________________
(1) Caixa de Resistência da Década. Modelo: ____________ série: ________________
(1) Medidor de Impedância. Modelo: ____________ série: ________________

Componentes

(1) Indutor 10 mH Real: __________________


(1) Resistor 1k Ω Real: __________________
(1) Resitor 50 Ω Real: __________________
(1) Capacitor 0,1 µF Real: __________________
(1) Capacitor 47 nF Real: __________________
(1) Capacitor 33 nF Real: __________________
(1) Capacitor 22 nF Real: __________________
(1) Capacitor 10 nF Real: __________________
Capacitores variados na região 1 nF.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 43


Esquemas

Figura 12.1

Procedimento

1. Construa o circuito da figura 12.1 usando R = 1 kΩ e L = 10 mH, mas deixando de fora os


componentes de carga. Substitua o gerador por um resistor de 50 Ω e determine a impedância
efetiva da fonte a 10 kHz usando o medidor de impedância. Registre esse valor na Tabela 12.1,
incluindo magnitude e fase. Determine a impedância da carga que deve alcançar a máxima
transferência de potência de acordo com o teorema e registre na Tabela 12.1. Finalmente, determine
os valores para Rload e Cload para atingir essa impedância de carga e registre na Tabela 12.1,
copiando também o valor da resistência para a primeira entrada Rload da Tabela 12.2.

Teste de Rload

2. Substitua o resistor de 50 Ω com o gerador. Insira a caixa de década de resistência na posição de


Rload e configure-a para o valor calculado na Tabela 12.1. Para Cload, use o valor calculado na
Tabela 12.1. Use vários capacitores, se necessário, para atingir um valor próximo. Configure o
gerador para um pico de 10 volts a 10 kHz, certificando-se de que a amplitude seja medida no
osciloscópio com o gerador carregado pelo circuito. Certifique-se de que o limite de largura de
banda do osciloscópio esteja ativado para o canal. Isso reduzirá o ruído do sinal e fará leituras mais
precisas.

3. Meça a magnitude da tensão de carga e registre na Tabela 12.2. Calcule também a tensão de
carga esperada da teoria e a potência de carga com base na tensão de carga medida e registre na
Tabela 12.2. Repita essas medições e cálculos para os valores restantes de resistência de carga na
tabela.

Teste de Cload

4. Retorne a caixa de década para o valor calculado na Tabela 12.1. Para Cload, insira o primeiro
capacitor listado na Tabela 12.3. Repita a etapa quatro para cada capacitância de carga na Tabela
12.3, calculando e registrando os resultados necessários usando a Tabela 12.3.

5. Gere um gráfico de Pload em relação a Rload e outro de Pload em relação ao Cload.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 44


Tabelas de dados

Tabela 12.1
Zfonte
Zload
Rload
Cload

Rload Variável

Tabela 12.2
Rload Vload Teoria Vload Experimental Pload Experimental
100
400
600
800
1,2 k
1,8 k
3k
10 k

Cload Variável

Tabela 12.3
Cload Vload Teoria Vload Experimental Pload Experimental
1 nF
3,3 nF
10 nF
33 nF
47 nF
1 µF

Questões

1. Em geral, dada uma certa impedância da fonte, qual impedância de carga atingirá a potência
máxima de carga?

2. Alcançar a máxima potência de carga também atinge a máxima eficiência? Explicar.

3. Se o experimento fosse repetido usando uma frequência de 5 kHz, como os gráficos mudariam ?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 45


Lab 13 - Ressonância em série

Objetivo

Este exercício investiga as relações de tensão em um circuito ressonante em série. De importância


primordial são o estabelecimento da frequência de ressonância e o fator de qualidade, ou Q, do
circuito em relação aos valores dos componentes R, L e C.

Visão geral da teoria

Um circuito ressonante série consiste de um resistor, um capacitor e um indutor em um laço


simples. Em alguma frequência, as reatâncias capacitivas e indutivas serão da mesma magnitude e,
como estão 180 graus em oposição, efetivamente anulam umas às outras. Isso deixa o circuito
puramente resistivo, a fonte “vendo” apenas o elemento resistivo. Consequentemente, a corrente
estará no máximo na frequência de ressonância. Em qualquer frequência maior ou menor, uma
reatância resultante (a diferença entre XL e XC) deve ser adicionada ao valor do resistor, produzindo
uma impedância mais alta e, portanto, uma corrente mais baixa. Como esse é um laço em série
simples, a tensão do resistor será proporcional à corrente. Consequentemente, a tensão do resistor
deve ser máxima na frequência de ressonância e diminuir à medida que a frequência é aumentada
ou diminuída. Na ressonância, o valor do resistor define a corrente máxima e consequentemente
tem um efeito importante nas voltagens desenvolvidas através do capacitor e do indutor, bem como
o “aperto” da curva tensão versus frequência: quanto menor a resistência, mais apertada a curva e
maior a tensão vista através do capacitor e indutor. O Q do circuito pode ser definido como a
relação entre a reatância ressonante e a resistência do circuito, Q = X / R, que também corresponde
à razão entre a frequência de ressonância e a largura de banda do circuito, Q = F0 / BW.

Equipamento

(1) Gerador de Função CA Modelo: ________________ série: __________________


(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________

Componentes

(1) Capacitor 10 nF Real: __________________


(1) Indutor 10 mH Real: __________________
(1) Resistor 47 Ω Real: __________________
(1) Resistor 470 Ω Real: __________________

Esquemas

Figura 13.1

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 46


Procedimento

Circuito Baixo Q

1. Usando a Figura 13.1 com R = 470 Ω, L = 10 mH e C = 10 nF, determine a frequência de


ressonância teórica e Q, e registre os resultados na Tabela 13.1. Com base nesses valores, determine
as frequências superior e inferior que definem a largura de banda f1 e f2 e registre-as na Tabela
13.1.

2. Construa o circuito da Figura 13.1 usando R = 470 Ω, L = 10 mH e C = 10 nF. Coloque a


ponteira 1 do osciloscópio através do resistor. Defina a saída do gerador para uma onda senoidal de
1 V p-p. Ajuste a frequência para a frequência de ressonância teórica da Tabela 13.1. Certifique-se
de que o limite de largura de banda do osciloscópio esteja ativado para ambos os canais. Isso
reduzirá o ruído do sinal e fará leituras mais precisas.

3. Ajuste a frequência em pequenas quantidades, para cima e para baixo, até que a tensão máxima
seja encontrada. Esta é a frequência de ressonância experimental. Registre-a na Tabela 13.1.
Observe a amplitude (deve ser aproximadamente igual à tensão da fonte de 1 V p-p). Varie a
frequência acima e abaixo da frequência de ressonância até que o experimental f1 e f2 sejam
encontrados. Estes ocorrerão a uma amplitude de voltagem de aproximadamente 0,707 vezes a
voltagem ressonante (isto é, os pontos de meia potência). Registre essas frequências na Tabela 13.1.
Além disso, determine e registre o Q experimental com base nos f0, f1 e f2 experimentais.

4. Transcreva as frequências experimentais da Tabela 13.1 para as três principais entradas da Tabela
13.2. Para todas as frequências na Tabela 13.2, meça e registre a voltagem através do resistor.
Também meça e registre as tensões do indutor e do capacitor. Observe que o indutor e o capacitor
terão que ser trocados com a posição do resistor para manter uma referência de aterramento
adequada com o osciloscópio.

5. Com base nos dados da Tabela 13.2, plote VR, VC e VL como uma função da frequência.

6. Altere R para 47Ω e repita os passos 1 a 5, mas usando as Tabelas 13.3 e 13.4 para Q alto.

Simulação de computador

7. Construa o circuito da Figura 13.1 em um simulador. Usando a Análise CA, plote a tensão
através do resistor de 1 kHz a 100 kHz para os casos Q alto e baixo e compare-os com os gráficos
derivados das Tabelas 13.2 e 13.4. Certifique-se de incluir a resistência da fonte de 50 Ω e a
resistência da bobina na simulação.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 47


Tabelas de dados

Circuito Baixo Q

Tabela 13.1
Elemento Teoria Experimental % de desvio
f0
Q
f1
f2
Tabela 13.2
Frequência VR VC VL
F0 = ________
F1 = ________
F2 = ________
1 kHz
5 kHz
8 kHz
12 kHz
20 kHz
30 kHz
50 kHz
100 kHz

Circuito Alto Q

Tabela 13.3
Elemento Teoria Experimental % de desvio
f0
Q
f1
f2

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 48


Tabela 13.4
Frequência VR VC VL
F0 = ________
F1 = ________
F2 = ________
1 kHz
5 kHz
8 kHz
12 kHz
20 kHz
30 kHz
50 kHz
100 kHz

Questões

1. Qual é o efeito da mudança de resistência em Q?

2. As curvas VC e VL são as mesmas das curvas VR? Se não, por quê?

3. Em termos práticos, o que define o limite de quão alto Q pode ser?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 49


Lab 14 - Ressonância em Paralelo

Objetivo

Este exercício investiga as relações de tensão em um circuito ressonante paralelo. De importância


primordial são o estabelecimento da frequência de ressonância e o fator de qualidade, ou Q, do
circuito em relação aos valores dos componentes R, L e C.

Visão geral da teoria

Um circuito ressonante paralelo consiste de um resistor, um capacitor e um indutor em paralelo,


normalmente acionados por uma fonte de corrente. Em alguma frequência, as reatâncias capacitivas
e indutivas serão da mesma magnitude e, como estão 180 graus em oposição, efetivamente anulam
umas às outras. Isso deixa o circuito puramente resistivo, a fonte “vendo” apenas o elemento
resistivo. Em qualquer frequência inferior ou superior, a reatância indutiva ou capacitiva desviará a
resistência. O resultado é uma magnitude máxima de impedância na ressonância e, portanto, uma
tensão máxima. Qualquer valor de resistência em série (como a resistência da bobina do indutor)
deve ser transformado em uma resistência paralela para avaliar seu efeito na tensão do sistema. A
resistência paralela combinada define o Q do circuito e pode ser definida como a relação da
resistência combinada à reatância ressonante, Q = R / X, que também corresponde à razão entre a
frequência de ressonância e a largura de banda do circuito, Q = f0 / BW.

Equipamento

(1) Gerador de Função CA. Modelo: ________________ série: __________________


(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________

Componentes

(1) Capacitor 10 nF Real: __________________


(1) Indutor 10 mH Real: __________________
(1) Resistor 2,2 kΩ Real: __________________
(1) Resistor 10 kΩ Real: __________________
(1) Resistor 100 kΩ Real: __________________

Esquemas

Figura 14.1

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 50


Procedimento

1. Usando a Figura 14.1 com Rs = 100 kΩ, Ra = 2,2 kΩ, L = 10 mH, Rcoil = 7 Ω e C = 10 nF,
determine a frequência de ressonância teórica e Q, e registre os resultados na Tabela 14.1. Com
base nesses valores, determine as frequências superior e inferior que definem a largura de banda f1
e f2 e registre-as também na Tabela 14.1.

2. Construa o circuito da Figura 14.1 usando Rs = 100 kΩ, Ra = 2,2 kΩ, L = 10 mH e C = 10 nF.
Defina a saída do gerador para uma onda senoidal de 10 V p-p na frequência de ressonância
teórica. O grande valor de Rs associado à fonte de tensão fará com que apareça como uma fonte de
corrente igual a aproximadamente 0,1 mA p-p, assumindo que a impedância de ramificação
paralela é muito menor que Rs. Coloque uma ponteira do osciloscópio no ramo paralelo. Ajuste a
frequência para a frequência de ressonância teórica da Tabela 14.1. Certifique-se de que o limite de
largura de banda do osciloscópio esteja ativado para ambos os canais. Isso reduzirá o ruído do sinal
e fará leituras mais precisas.

3. Ajuste a frequência em pequenas quantidades, para cima e para baixo, até que a tensão máxima
seja encontrada. Esta é a frequência ressonante experimental. Registre-a na Tabela 14.1. Observe a
amplitude. Varie a frequência acima e abaixo da frequência de ressonância até que os valores
experimentais para f1 e f2 sejam encontrados. Estes ocorrerão a uma amplitude de voltagem de
aproximadamente 0,707 vezes a voltagem ressonante (isto é, os pontos de meia potência). Registre
essas frequências na Tabela 14.1. Além disso, determine e registre o Q experimental com base nos
f0, f1 e f2 experimentais.

4. Transcreva as frequências experimentais da Tabela 14.1 para as três principais entradas da Tabela
14.2. Para todas as frequências na Tabela 14.2, meça e registre a tensão na ramificação paralela.

5. Com base nos dados da Tabela 14.2, plote a tensão da ramificação paralela como uma função da
frequência.

6. Para Q alto, mude Ra para 10 kΩ e repita as etapas de 1 a 5, mas usando as Tabelas 14.3 e 14.4.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 51


Tabelas de dados

Circuito Baixo Q

Tabela 14.1
Elemento Teoria Experimental % de desvio
f0
Q
f1
f2

Tabela 14.2
Frequência VParalelo
f0 = _______
f1 = _______
f2 = _______
1 kHz
5 kHz
8 kHz
12 kHz
20 kHz
30 kHz
50 kHz
100 kHz

Circuito Alto Q

Tabela 14.3
Elemento Teoria Experimental % de desvio
f0
Q
f1
f2

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 52


Tabela 14.4
Frequência VParalelo
f0 = _______
f1 = _______
f2 = _______
1 kHz
5 kHz
8 kHz
12 kHz
20 kHz
30 kHz
50 kHz
100 kHz

Questões

1. Qual é o efeito da mudança de resistência em Q?

2. As frequências f1 e f2 são espaçados simetricamente em torno de f0?

3. Em termos práticos, o que define o limite de quão alto Q pode ser?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 53


Lab 15 - Um modelo de impedância de alto-falante

Objetivo

Este exercício investiga a magnitude e a fase da impedância de alto-falantes típicos de bobina de


voz (voice coil) móvel dinâmico. A impedância é dominada pela resistência da bobina d voz em
CC, pelo sistema ressonante mecânico que produz um equivalente ressonante paralelo na região de
baixas frequências e, finalmente, pela indutância da bobina de voz nas frequências mais altas.

Visão geral da teoria

Os alto-falantes são normalmente especificados com uma impedância nominal de quatro ou oito
ohms, embora outros valores sejam possíveis. A impedância real de um alto-falante típico pode
variar muito desta classificação. Este exercício examina a impedância de dois transdutores
diferentes de bobina de voz com imã permanente em relação à frequência. Tanto a amplitude
quanto a fase são importantes a serem consideradas. Dispositivos deste tipo normalmente exibem
um pico ressonante na extremidade de baixas frequências e um aumento gradual na magnitude à
medida que a frequência aumenta. O ângulo de fase é às vezes capacitivo, indutivo e também
resistivo. A impedância típica dos alto-falantes não é tão consistente quanto os resistores simples. A
impedância complexa resultante pode apresentar uma carga muito mais desafiadora para um
amplificador de áudio do que uma simples resistência ideal de oito ohms.

Equipamento

(1) Gerador de Função CA. Modelo: ________________ série: __________________


(1) Osciloscópio. Modelo: ________________ série: __________________
(1) Multímetro digital. Modelo: ________________ série: __________________

Componentes

(1) Resistor1 kΩ Real: __________________


(1) Alto-falante “woofer” de 6 ”ou maior
(1) alto-falante de uso geral de 4 ”

Esquemas

Figura 15.1

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 54


Procedimento

1. A Figura 15.1 mostra um modelo típico de um alto-falante de bobina móvel de movimento


dinâmico montado em um defletor infinito. Rvc e Lvc representam a resistência e a indutância da
bobina de voz. Lces representa a mobilidade do acionador (ou seja, elasticidade da suspensão e do
ar), Cmes representa a massa do acionador e Res representa as perdas por atrito da suspensão. Na
CC, a impedância será igual a Rvc. Em altas frequências, o Lvc dominará a resposta. A parte
ressonante paralela criará um pico de impedância em baixas frequências. Isso é normalmente
chamado de ressonância de ar livre do acionador ou fs.

2. Usando o “woofer”, meça a resistência CC usando o multímetro digital e registre o valor na


Tabela 15.1.

3. Para medir tanto a magnitude como a fase da impedância através da frequência, é desejável
acionar o alto-falante com uma fonte de corrente fixa. Ao medir a voltagem através do alto-falante
com um osciloscópio, tanto a amplitude quanto o atraso de tempo podem ser medidos, e assim
tanto a magnitude quanto a fase da impedância podem ser calculadas. Uma fonte de corrente pode
ser aproximada colocando um resistor grande em série com o gerador de função. Se o valor da
resistência for muitas vezes superior à impedância do alto-falante, o alto-falante pode ser ignorado
até uma primeira aproximação. Portanto, virtualmente toda a tensão do gerador cai através do
resistor em série. Para este exercício, um valor de 1 kΩ será suficiente. Para todas as medições,
basta colocar um resistor de 1 kΩ em série com o gerador e o alto-falante sendo testado. Coloque as
ponteiras do osciloscópio em ambas as extremidades do resistor (ou seja, sinal de entrada e sinal do
alto-falante). Certifique-se de que o limite de largura de banda do osciloscópio esteja ativado para
ambos os canais. Isso reduzirá o ruído do sinal e fará leituras mais precisas.

4. Ligue o “woofer” entre o resistor e o terra. Certifique-se de que o “woofer” esteja voltado para
baixo, com o cone voltado para cima e desobstruído.

5. Primeiro, encontre a frequência de ressonância. Para fazer isso, defina a saída do gerador para
aproximadamente 100 Hz, onda senoidal e pico de 10 volts. Ajuste a frequência em pequenas
quantidades, para cima e para baixo, até que a tensão máxima seja encontrada. Esta é a frequência
experimental de ressonância do ar livre. Registre-a na Tabela 15.1. Observe a amplitude. Varie a
frequência acima e abaixo da frequência de ressonância até que os valores experimentais de f1 e f2
sejam encontrados. Estes ocorrerão a uma amplitude de voltagem de aproximadamente 0,707 vezes
a voltagem ressonante (isto é, os pontos de meia potência). Registre essas frequências na Tabela
15.2. Copie as três frequências para as três primeiras entradas da Tabela 15.3.

6. Para as frequências na Tabela 15.3, determine a amplitude e o atraso de tempo no alto-falante e


calcule o deslocamento de fase. Certifique-se de incluir se o sinal do alto-falante está adiantado (+)
ou atrasado (˗) em relação a fonte.

7. Troque o “woofer” pelo alto-falante para uso geral e repita as etapas de 2 a 6 usando as Tabelas
15.4 a 15.6. Plote a magnitude e a fase de cada dispositivo em papel semi-log. Além disso, tente
estimar valores para o modelo esquemático da Figura 15.1.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 55


Tabelas de dados

Tabela 15.1
Rvc

Tabela 15.2
Elemento Frequência Voltagem
fs
f1
f2

Tabela 15.3
Frequência Amplitude Tempo de atraso Mudança de fase
fs = _______
f1 = _______
f2 = _______
20 Hz
25 Hz
30 Hz
40 Hz
50 Hz
60 Hz
75 Hz
100 Hz
200 Hz
500 Hz
1 kHz

Tabela 15.4
Rvc

Tabela 15.5
Elemento Frequência Voltagem
fs
f1
f2

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 56


Tabela 15.6

Frequência Amplitude Tempo de atraso Mudança de fase


fs = _______
80 Hz
120 Hz
150 Hz
170 Hz
200 Hz
500 Hz
1 kHz
3 kHz

Questões

1. A impedância resultante é sempre resistiva?

2. A impedância resultante é sempre indutiva?

3. Como as duas curvas se comparam?

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 57


Apêndice A: Diretrizes do Relatório Técnico

É essencial que os indivíduos possam expressar suas ideias e defender seus argumentos com
clareza, detalhe e sutileza. Da mesma forma, é importante que eles possam ler e criticar as ideias e
argumentos dos outros da mesma maneira. A criação de relatórios de laboratório ajuda nesse
esforço. Todos os relatórios devem ser limpos e legíveis. Espera-se um estilo padrão de redação
técnica, além de gramática e ortografia corretas. Isso significa que voz ativa, primeira pessoa,
pronomes pessoais e afins devem ser evitados. Por exemplo, não escreva “Eu configurei a fonte de
alimentação para 6 volts”. Em vez disso, use “A fonte de alimentação foi configurada para 6 volts”.
Relatórios são um esforço individual. Embora seja perfeitamente adequado discutir seus dados e
resultados experimentais com seu parceiro de laboratório, a criação do relatório em si é um
exercício individual. Plágio não será tolerado. Um relatório deve estar de acordo com o seguinte
esquema, na ordem dada:

1. Informações Gerais. Título, data, seu nome, nome do parceiro.

2. Objetivo (Hipótese). Responda a pergunta: “O que é / são o(s) item(ns) sob investigação e seu(s)
relacionamento(s) proposto(s)?” Estas são declarações dos itens que você está testando neste
exercício em particular.

3. Conclusão. Responda a pergunta “O que foi mostrado / verificado?” Estas são declarações de
fato concisas sobre a(s) ação(ões) do circuito sob investigação. Certifique-se de ter passado da
situação específica do laboratório para o caso geral. Se tudo funcionar bem, eles devem combinar
muito bem com a seção Objetivo. Em nenhuma circunstância você deve chegar a uma conclusão
que não seja apoiada por seus dados, mesmo que essa conclusão seja indicada no texto ou em uma
aula. O que importa aqui é o que você fez e sua análise disso. Se houver uma discrepância entre
seus resultados e a teoria, declare a discrepância e não ignore seus resultados.

4. Discussão (Análise). Reduza e analise seus dados. Explique a ação do circuito ou conceitos sob
investigação. Relacione os resultados teóricos com os resultados do laboratório. Não diga apenas o
que aconteceu, mas comente o motivo e suas implicações. Tire suas conclusões desta seção.
Quaisquer desvios do procedimento dado (manual de laboratório ou folheto) devem ser anotados
nesta seção. A discussão é a penúltima parte que você escreve.

5. Folha de Dados Final. Inclua todos os dados derivados e calculados. Certifique-se de incluir
desvios percentuais para cada par teoria / medida. Use Desvio percentual = (Teoria - Medida) /
Teoria * 100 e inclua o sinal.

6. Gráficos, Respostas às perguntas no final do exercício, Outros. Todos os gráficos devem ser
adequadamente titulados, criados usando escalas apropriadas e identificados com rótulos. Sugere-
se que os gráficos sejam criados com um programa de plotagem ou uma planilha. Como
alternativa, os gráficos podem ser criados manualmente, mas devem ser desenhados usando uma
borda reta ou uma curva francesa (dependendo do tipo de gráfico) no papel de gráfico apropriado.

Certifique-se de deixar espaço suficiente nas margens e entre as seções para meus comentários. O
espaçamento entre linhas 1,5 ou duplo é bom. Os relatórios de várias páginas devem ser
grampeados no canto superior esquerdo. Clipes de papel, dobráveis, pedaços de fio de ligação, etc.
não são aceitáveis. Abaixo está o padrão de classificação.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 58


Nota A: O relatório atende ou excede os detalhes da atribuição. O relatório é elegante e profissional
na aparência, incluindo ortografia e sintaxe adequada. A análise está no nível apropriado e com
detalhes suficientes. Tabelas de dados e dados gráficos são apresentados de forma clara e concisa.
As soluções de problemas são suficientemente detalhadas e corretas. Diagramas têm uma aparência
profissional.

Nota B: O relatório está próximo do ideal, embora tenha algumas desvantagens menores, que
podem incluir alguns erros ortográficos ou gramaticais, análises que podem não ter detalhes
suficientes, omissões menores em dados tabulares ou gráficos e afins. Em geral, o relatório é
sólido, mas poderia usar refinamento ou simplificação.

Nota C: O relatório é útil e transmite as principais ideias, embora possa ser vago em alguns pontos.
Erros ortográficos e gramaticais podem ser mais numerosos do que aqueles encontrados em um
relatório de notas A ou B. Algumas lacunas nos dados ou omissões nas explicações podem ser
vistas.

Nota D: Além de erros ortográficos e gramaticais típicos, o relatório sofre de erros lógicos, como
conclusões que não são suportadas por dados laboratoriais. As análises tendem a ser vagas e
possivelmente enganosas. Gráficos e diagramas são desenhados de uma maneira pouco clara.

Nota F: O relatório apresenta muitas das seguintes deficiências: erros ortográficos e gramaticais
excessivos, seções ausentes, como gráficos, tabelas e análises, análises descaradamente incorretas,
dados desobedientes ou incompreensíveis, soluções problemáticas tendem a estar incorretas ou
ausentes e gráficos dados ou diagramas são apresentados de uma maneira inferior.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 59


Apêndice B: Um Exemplo de Relatório Técnico

O que se segue, começando na próxima página, é um exemplo de um relatório técnico de


laboratório. Leia o exemplo depois de ler as diretrizes do relatório acima. Isso usa o estilo não
formal.

O experimento em questão é completamente fabricado, mas o relatório ilustrará a forma e o


conteúdo esperados. O experimento simulado envolve medir a velocidade do som em vários
materiais e se essa velocidade é afetada pela temperatura. Neste exercício, o experimentador
colocou pequenos transdutores em cada extremidade de uma barra sólida do material sob
investigação (mais ou menos como um pequeno alto-falante e microfone). Um pulso é então
aplicado a uma extremidade e um temporizador é usado para determinar quanto tempo leva para a
onda atingir a outra extremidade. Conhecendo o comprimento da barra, a velocidade pode ser
calculada. As barras são então aquecidas a diferentes temperaturas e o processo repetido para ver se
a velocidade muda. Tabelas e gráficos apropriados são apresentados.

O relatório usa fonte Times Roman de 12 pontos com espaçamento entre linhas de 1,5, embora 11
ou até 10 pontos possam ser preferidos. Não há razão para “ficar chique” com a aparência do
relatório. Na verdade, isso servirá apenas como distração. Espaço suficiente é deixado para o
instrutor inserir comentários. O tamanho de qualquer relatório específico pode variar muito
dependendo da quantidade de dados gravados, da profundidade da análise, dos gráficos
adicionados e afins.

Como às vezes é o caso, esse experimento simulado não funcionou perfeitamente.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 60


Velocidade do som em vários materiais

Ciência das Coisas, ET301


30 de fevereiro de 2112
Nome: João Bufão
Parceiro: José Falha

Objetivo

A hipótese investigada neste exercício é direta, a saber, que a velocidade de propagação do som
depende das características do material e que ele pode ser afetado pela temperatura. Três materiais
diferentes serão investigados, cada um em três temperaturas diferentes. Espera-se que a velocidade
nos três materiais seja significativamente maior que a velocidade do som no ar (343 metros por
segundo).

Conclusão

A velocidade do som em um determinado material depende das características internas do material.


A velocidade pode aumentar ou diminuir com a temperatura. A velocidade em temperatura
ambiente para a liga SB foi de aproximadamente 2001 metros por segundo com um coeficiente de
temperatura (TC) de 0,01%. A liga GA foi de 3050 metros por segundo com -0,2% TC, e o material
CCCD foi medido a 997 metros por segundo com 0,1% de TC. Todos os valores estavam dentro de
alguns por cento daqueles previstos pela teoria, e todas as velocidades eram claramente muito
maiores que a velocidade do som no ar.

Discussão

Para investigar a velocidade do som, foram obtidas três barras de material, cada uma com um
metro de comprimento. O primeiro foi "Sonic Bronze" (Bronze Sônico) ou SB, uma liga de
estanho, cobre, zinco e porcupínio. O segundo material, "Green Aluminium" (Alumínio Verde) ou
GA, é uma liga de alumínio e criptonita, enquanto o terceiro, CCCD, é comumente conhecido
como "Chocolate Chip Cookie Dough" (Massa de Biscoito com Pedaços de Chocolate).

Um transdutor acústico foi anexado a cada extremidade da barra sob investigação. Um pulso foi
aplicado a uma extremidade e um temporizador digital foi usado para determinar quanto tempo
demorava para a onda percorrer a barra até o transdutor de captação. Como cada barra tinha um
metro de comprimento, a velocidade em metros por segundo é simplesmente 1 / atraso de tempo. A
barra foi então colocada num forno industrial e a medição foi repetida a temperaturas de 75 °C e
125 °C para comparar com os resultados nominais da temperatura ambiente (25 °C).

Os resultados da temperatura ambiente concordaram fortemente com os dados publicados dos três
materiais. A comparação da Tabela 1.1 com a coluna 25C da Tabela 1.2 mostrou um desvio não
pior do que 1,64% (coluna final, Tabela 1.2). A variação entre os materiais é de aproximadamente
3:1, indicando com que intensidade as características internas do material influenciam a velocidade
de propagação. O material CCCD, sendo o mais plástico, deve ter as maiores perdas de atrito
interno e, portanto, a velocidade mais lenta do grupo. Este foi o caso. A inclusão de porcupínio na
liga SB foi responsável pela modesta velocidade deste material. As ondas têm que se propagar de
forma relativamente lenta através do porcupínio em comparação com a liga GA que é livre deste
ingrediente. A velocidade de propagação de todos os materiais foi significativamente mais rápida

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 61


que a velocidade do som no ar. Mesmo o mais lento do grupo, CCCD, exibiu uma velocidade quase
três vezes maior que a do ar.

Os coeficientes de temperatura também mostraram concordância, e parecem estar dentro de apenas


alguns por cento dos valores estabelecidos. Geralmente, a velocidade aumenta com a temperatura,
embora a liga GA tenha produzido o efeito oposto. Supõe-se que a inclusão de criptonita na liga
pode ser responsável por isso. Veja o Gráfico 1.1 para detalhes. Havia uma questão prática
envolvendo o material do CCCD. As medições a 25 °C e 75 °C foram satisfatórias, no entanto,
quando a barra de CCCD foi removida do forno de 125 ° C, alterou a textura e a cor para um
castanho dourado crocante e produziu um odor forte e agradável. Consequentemente, um membro
do grupo de laboratório comeu aproximadamente 10 centímetros da barra antes que a velocidade
pudesse ser medida. Para corrigir isso, o atraso de tempo medido foi ajustado por um fator de 1,11
quando a barra foi reduzida para 90% de seu comprimento original.

Dados

Material Velocidade do Material (m/s) Coeficiente de temperatura


(% de alteração por grau C)
SB 2000 0,01
GA 3000 -0,21
CCCD 1000 0,105
Tabela 1.1
Velocidades Teóricas Publicadas e TC

Material Velocidade Velocidade Velocidade Coeficiente de % Desvio a


25C (m/s) 75C (m/s) 125C (m/s) Temperatura 25C
SB 2001 2010 2021 0,01 0,05
GA 3050 2750 2440 -0,2 1,64
CCCD 997 1049 1097 * 0.1 -0.3
Tabela 1.2
Velocidades experimentais e TC
* Veja Discussão para explicação

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 62


Velocity vs. Temperature

3500

3000

2500
Meters/second

2000 SB
GA
1500 CCCD

1000

500

0
25 75 125
Degrees C

Gráfico 1.1
Variação de Velocidade com Temperatura, por Material

Respostas às perguntas do exercício.

1. A velocidade do som não é afetada pela temperatura?


Não. O gráfico 1.1 mostra que, em alguns casos (SB e CCCD), a velocidade é diretamente
proporcional à temperatura, embora possa ser inversamente proporcional (GA).

2. Se o material do CCCD também tivesse sido submetido a 175C, o que você esperaria?
É improvável que uma velocidade de 175C possa ter sido medida, já que a barra inteira
provavelmente teria sido consumida pela equipe do laboratório antes que os transdutores pudessem
ser aplicados.

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 63


Apêndice C: Criando gráficos usando uma planilha eletrônica

Embora nada seja melhor do que um bom software de plotagem e análise de dados (confira o
SciDAVis para um excelente programa gratuito), você também pode criar uma variedade de
gráficos usando planilhas como a do Open Office ou do Excel (Microsoft Office). O que segue
funciona para o Excel 2007 e Open Office 4. Outras versões podem ter diferentes menus e opções.
Veja como tirar seus dados tabulares do laboratório e criar um gráfico. Estas instruções assumem
que você irá definir o eixo independente na horizontal e o eixo dependente na vertical. Este é o
caso típico, mas há exceções (veja a nota no final). Lembre-se de que o eixo independente
apresenta o parâmetro de entrada definido (por exemplo, uma tensão de alimentação ou uma
massa) e o eixo dependente apresenta o parâmetro de saída (ou seja, o item que você está
interessado e que mediu como uma corrente resultante ou mudança na posição).

1. Abra uma nova planilha. Na primeira coluna (coluna A), insira o texto da legenda. Isso é
particularmente importante se você estiver plotando vários conjuntos de dados em um único
gráfico. Começando na segunda coluna (coluna B), insira valores para o eixo horizontal
(independente) na primeira linha da planilha. De maneira semelhante, insira valores para o eixo
vertical (dependente) na segunda linha. Para várias tentativas, insira os valores nas linhas
subsequentes. Por exemplo, se você estiver configurando uma série de tensões em um circuito e,
em seguida, medindo as correntes resultantes, as voltagens estarão na linha um e as correntes na
linha dois. Se você alterou os componentes do circuito, redefiniu as tensões, mediu novamente as
correntes e desejar comparar as duas tentativas, então o novo conjunto de correntes estaria na linha
três e assim por diante. Cada uma dessas linhas teria sua legenda de identificação na coluna A com
os dados numéricos iniciando na coluna B. Especificamente, o texto da legenda do primeiro
conjunto de dados estaria na célula $A$2 e os valores numéricos nas células $B$2 até $X$2 (onde
X é a coluna de dados final), para o segundo conjunto o texto da legenda estaria na célula $A$3 e
os valores numéricos nas células $B$3 até $X$3, etc.

2. Selecione / realce todos os dados (clique na primeira célula, no canto superior esquerdo, e arraste
o mouse sobre todas as células usadas).

3. Selecione o menu Inserir e escolha Gráfico. Normalmente, você usará um gráfico de dispersão
XY. Existem outras opções, mas essa é a que você precisará na maioria dos casos. Um gráfico de
linhas simples não é apropriado na maioria dos casos. Você pode obter um gráfico que “mais ou
menos” parece correto, mas o eixo horizontal simplesmente representará a sequência de medições
(primeiro, segundo, terceiro) em vez do valor que você definiu.

4. Você pode personalizar a aparência do gráfico. Em geral, você pode editar itens simplesmente
fazendo um duplo clique no item ou usando um clique do botão direito do mouse para abrir um
menu de propriedades. Isso permitirá que você adicione ou altere linhas de grade, eixos, etc. Você
também pode estipular variações, como o uso de suavização de dados, adição de uma linha de
tendência, etc. É possível alterar os eixos para logarítmicos ou alterar seu intervalo; e fontes, cores
e uma variedade de características secundárias podem ser alteradas.

5. Uma vez que seu gráfico esteja completo, você poderá salvar a planilha para referência futura.
Para inserir o gráfico em um relatório de laboratório, selecione o gráfico clicando nele, copie-o
para a área de transferência (Ctrl + C), selecione o ponto de inserção no relatório do laboratório e
cole (Ctrl + V).

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 64


6. Nas instâncias ímpares em que é necessário inverter os eixos dependente e independente, como
um gráfico VI de um diodo onde as correntes são definidas e as tensões resultantes são medidas,
mas você deseja a tensão na horizontal, algumas planilhas têm uma função de troca de eixos. Caso
contrário, você precisará trocar os intervalos de dados para os eixos do gráfico. Por exemplo,
seguindo as instruções acima, seu eixo horizontal / independente é a linha um. Os dados estão nas
células $B$1 até $X$1. Os dados dependentes estão nas células $B$2 até $X$2. Esses intervalos
podem ser vistos no menu Série de Dados ou Faixa de Dados do gráfico ou na caixa de diálogo. Ele
diz algo como: "Valores X := Folha1!$B$1:$F$1" e "Valores Y := Folha1!$B$2:$F$2".
Simplesmente troque os números de linha para que ele diga “Valores X := Folha1!$B$2:$F$2” e
“Valores Y := Folha1!$B$1:$F$1”.

7. A suavização de dados pode ser útil para remover a “irregularidade” de alguns gráficos. Para
curvas simples, uma B-Spline de segundo grau é sugerido se você estiver usando o Open Office.
Para dados que se espera que sejam lineares, uma linha de tendência pode ser útil para melhor
visualizar a aproximação.

Aqui está um exemplo de planilha mostrando um gráfico de dois resistores. O primeiro gráfico é
básico, o segundo usa dados suavizados com uma linha de tendência linear:

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 65


Apêndice D: Plotando fasores com uma planilha eletrônica

Embora possa ser instrutivo criar gráficos fasoriais à moda antiga com papel milimetrado, régua e
transferidor, os resultados raramente são tão bons quanto os produzidos pelos programas de
plotagem de computadores. O software de plotagem científica dedicado pode ser o caminho mais
flexível (confira o SciDAVis), mas o método a seguir produz resultados viáveis com praticamente
qualquer planilha comumente disponível. O exemplo abaixo usa o Open Office 4, mas o processo
será semelhante usando outras ferramentas, como o Excel. O menu preciso e as opções de diálogo
variam de programa para programa e de versão para versão.

1. Primeiro, prepare seus dados. Normalmente, você deseja plotar uma coleção de tensões ou
correntes que estão na forma polar (magnitude ˪ ângulo °). Para esta técnica, os dados precisam ser
convertidos para a forma retangular (real ± j imaginário). Embora seja possível fazer com que a
planilha faça a conversão, por uma questão de simplicidade e o fato de que é uma operação trivial
para uma calculadora científica / de engenharia, usaremos apenas a entrada de dados de formulário
retangular na planilha. Por exemplo, digamos que você tenha medido três voltagens: 1˪135 °
(segundo quadrante), 1˪45 ° (primeiro quadrante) e 1˪-45 ° (quarto quadrante). Estes seriam
convertidos para: (-0,707 + j 0,707), (0,707 + j 0,707) e (0,707 - j 0,707). As porções reais
correspondem ao eixo X horizontal e as porções imaginárias correspondem ao eixo Y vertical.

2. Um gráfico de dispersão será usado para criar o diagrama fasorial. Por padrão, um gráfico de
dispersão desenhará uma linha de cada par de coordenadas para a próxima, movendo-se
sequencialmente pelos dados. Se fôssemos inserir esses três pares de dados como estão, o gráfico
de dispersão desenharia uma linha de ponto a ponto, de forma alguma o que queremos. O que
queremos é um conjunto de linhas irradiando individualmente da origem (0,0) para cada um dos
três pontos. Podemos obter o gráfico de dispersão para fazer isso simplesmente inserindo um par de
dados (0,0) entre cada item. Na realidade, a linha de desenho está refazendo o vetor, mas não
vamos notar isso. Além disso, é imperativo que não seja usado nenhum tipo de ajuste de curva; em
vez disso, devem ser usados segmentos simples de linha reta de primeira ordem para “conectar os
pontos”.

3. Abra uma nova planilha. Em geral, a coluna A conterá as partes reais e a coluna B conterá as
partes imaginárias. Na primeira linha (linha 1), insira o texto da legenda. Começando na segunda
linha (linha 2), insira os dados de origem para as colunas A e B, ou seja, insira 0 para essas células.
Na próxima linha, insira os valores reais e imaginários para o primeiro vetor. De maneira
semelhante, insira os valores de origem e vetores nas linhas subsequentes. Para o exemplo acima,
as colunas se pareceriam com:

0 0
-0,707 0,707
0 0
0,707 0,707
0 0
0,707 -0,707

4. Selecione / realce todos os dados (clique na primeira célula, no canto superior esquerdo, e arraste
o mouse sobre todas as células usadas).

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 66


5. Selecione o menu Inserir e escolha Gráfico. Escolha o gráfico de dispersão XY dos vários tipos
disponíveis. Selecione pontos com linhas retas simples (sem suavização), defina os títulos e assim
por diante e termine.

6. Você pode personalizar a aparência do gráfico. Em geral, você pode editar itens simplesmente
clicando duas vezes no item ou clicando com o botão direito do mouse para abrir um menu de
propriedades. Isso permitirá que você adicione ou altere linhas de grade, eixos, etc.

7. Uma vez que seu gráfico esteja completo, você poderá salvar a planilha para referência futura.
Para inserir o gráfico em um relatório de laboratório, selecione o gráfico clicando nele, copie-o
para a área de transferência (Ctrl + C), selecione o ponto de inserção no relatório do laboratório e
cole (Ctrl + V).

8. Isso é muito importante: a planilha será dimensionada e ajustará os eixos para otimizar a
visualização. Não irá necessariamente manter o escalonamento XY consistente (isto é, os mesmos
volts / centímetro para cada eixo). Ignorar esse fato pode gerar um gráfico que parece ser esmagado
e linhas que deveriam ser perpendiculares não aparecerão como tal. Para corrigir isso, você deve
ajustar os intervalos dos eixos ou a relação de aspecto do gráfico para que as escalas horizontal e
vertical fiquem igualmente dimensionadas. Isso é mais fácil se as linhas de grade do eixo X e Y
estiverem selecionadas e definidas para os mesmos valores (a escala estará correta quando a grade
aparecer quadrada).

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 67


Apêndice E: Usando uma placa de conexões sem solda (Breadboard ou Protoboard)

Uma prototipagem sem solda, ou breadboard, é uma parte essencial do kit de ferramentas elétricas /
eletrônicas. Permite a fácil montagem, teste e desmontagem de todos os tipos de circuitos elétricos
e eletrônicos. Breadboards estão disponíveis em uma ampla variedade de tamanhos e formas,
alguns dos quais podem incluir uma placa de montagem de metal com plugs de ligação. Qualquer
que seja o tamanho, todas as placas de conexões são configuradas para fornecer várias filas de
pontos de conexão usando o espaçamento de 0,1 polegada. Isso é necessário quando protótipos de
circuitos integrados usando pacotes DIP/DIL através de orifícios, mas também se revelam
convenientes para pequenos dispositivos discretos, como resistores, diodos, capacitores,
transistores e similares. Um exemplo é mostrado na Figura D-1, abaixo.

Figura D-1

Esta placa de montagem é mostrada com um circuito integrado instalado. O CI atravessa uma calha
central, seus pinos estão inseridos no primeiro buraco de cada linha de cada lado. Todos os cinco
buracos em cada linha são comuns. Por exemplo, diretamente abaixo do CI, há uma linha destacada
em amarelo. Estes cinco pinos compreendem um ponto de ligação comum. Da mesma forma, a
linha destacada em verde apresenta outro conjunto de cinco pontos comuns. Portanto, cada pino do
CI tem quatro furos restantes para se conectar a outros componentes. Essa unidade em particular
contém 63 linhas horizontais em cada lado da calha, criando 126 conjuntos de contatos de cinco
furos.

Ao longo das bordas esquerda e direita, há linhas duplas de pontos de conexão comuns, chamados
de barramentos. Eles são usados para pontos de amarração que exigem um grande número de
conexões, como aterramento ou fonte de alimentação. Este exemplo usa quatro barramentos. Um
dos barramentos é destacado em roxo. Esta placa tem 50 pontos de conexão por barramento. Para

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 68


ilustrar a construção interna de uma placa de montagem, a tampa inferior de uma foi removida e a
placa é mostrada na parte traseira da Figura D-2. Apenas uma parte dos contatos elétricos
permanece, incluindo dois contatos longos na parte inferior da unidade. Observe como cada um dos
contatos elétricos está contido em seu próprio “poço” isolado, efetivamente isolando-o das fileiras
vizinhas.

Figura D-2

Uma visão mais de perto de um contato elétrico é mostrado na Figura D-3, posicionado acima de
onde seria posicionado. O contato é feito de cinco pares de pequenos “dedos”, cada par
correspondendo a um orifício de conexão. O metal é bastante fino e, portanto, facilmente
danificado se um fio de diâmetro excessivo for forçado para dentro.

Figura D-3

Prototipar um circuito envolve traduzir um esquema para a placa de ensaio de uma maneira limpa e
eficiente. Os componentes não devem estar espaçados demais, nem devem estar superlotados, pois
isso aumentará a probabilidade de curto-circuito acidental dos componentes. Particularmente para
os alunos iniciantes, é sempre melhor repetir a aparência geral do esquema, colocando os
componentes de tal maneira que sua localização na placa de montagem seja semelhante à sua
localização no esquema. Um pouco de previsão quanto ao layout do circuito também pode facilitar
o processo de medição de parâmetros, especialmente quando se trata de medir correntes. O

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 69


processo será ilustrado usando três exemplos: um circuito em série, um circuito paralelo e um
circuito paralelo em série.

Exemplo de circuito em série

Considere o esquema mostrado na Figura D-4. É composto por três resistores conectados em série
com uma única fonte de tensão CC.

Figura D-4

Uma técnica comum de fiação é usar os barramentos para fornecer energia e aterramento. Isto não
é absolutamente necessário para este circuito, dado que existe apenas uma conexão de fonte de
alimentação positiva e uma conexão à terra, mas este é um bom padrão para se acostumar. Uma
versão possível é mostrada na Figura D-5. A fonte de alimentação em si não é mostrada, no
entanto, os fios de conexão vermelho e preto são mostrados entrando pelo lado esquerdo. Estes
conectam-se aos barramentos através de fio sólido de interconexão de comprimento pequeno. Os
três resistores são então conectados em laço; o primeiro resistor do barramento de força para uma
linha de conexão onde o segundo resistor está localizado. O segundo resistor salta para outra fileira
de orifícios comuns de conexão e, a partir daí, o terceiro resistor salta para o barramento de
aterramento que completa o circuito. Observe como o layout ecoa o esquema original. Isso ajuda na
identificação dos componentes individuais.

Figura D-5

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 70


É claro que existem muitas maneiras de configurar os componentes na breadboard. Outra
possibilidade é mostrada na Figura D-6. Embora isso seja tecnicamente correto, não é um layout
preferencial.

Figura D-6

Geralmente, as medições de tensão são um assunto direto: basta colocar os cabos de medição nos
componentes a serem medidos. A Figura D-7 mostra as conexões necessárias para medir a tensão
no resistor de 2,2 k. O multímetro digital em si não está incluído, mas os cabos são mostrados
entrando do lado direito da imagem.

Figura D-7

Em contraste, as medições de corrente exigem que o amperímetro seja inserido em linha. Isso
significa que o circuito deve estar “aberto” para inserir o amperímetro. Para fazer isso,

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 71


simplesmente mova uma extremidade do componente de interesse para uma linha de conexão não
utilizada e, em seguida, conecte o amperímetro a partir desse ponto ao local original. Isso é
mostrado na Figura D-8, mostrando a medição da corrente que passa pelo resistor de 2,2 k. O
resistor de 2,2 k foi movido em algumas linhas e o amperímetro é então conectado do ponto
original para este novo ponto. Novamente, o amperímetro em si não é mostrado, embora suas
ponteiras sejam mostradas entrando pela direita. Por fim, observe a polaridade usada para o
medidor nas medições de tensão e corrente. O fio vermelho é colocado no ponto positivo esperado
(isto é, a voltagem mais positiva dos dois pontos, ou, no caso da corrente, o ponto de entrada para o
fluxo de corrente convencional). Lembre-se de que a corrente convencional flui de positivo para
negativo, de modo que a ponta vermelha seja positiva e a preta, negativa. O não cumprimento deste
padrão criará leituras positivas / negativas ambíguas.

Figura D-8

Exemplo de circuito em paralelo

Considere o esquema mostrado na Figura D-9. É composto por três resistores conectados em
paralelo com uma única fonte de tensão CC.

Figura D-9

Manual de Laboratório para Circuitos Elétricos de Corrente Alternada - 72


Um circuito paralelo pode fazer excelente uso dos barramentos. Isso é mostrado na Figura D-10
(novamente, os cabos da fonte de alimentação entram a partir da esquerda).

Figura D-10

Mais uma vez, a medição da corrente através de um único componente requer um ligeiro rearranjo.
Por exemplo, a medição da corrente através do resistor de 4,7 k exige que o amperímetro seja
inserido entre o barramento de força e o resistor. Assim, o resistor deve ser movido para fora do
barramento e para uma linha de conexão de cinco furos. O amperímetro será então conectado entre
eles, conforme mostrado na Figura D-11.

Figura D-11

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Exemplo de circuito série-paralelo

Considere o esquema mostrado na Figura D-12. É composto por três resistores conectados em série
e em paralelo com uma única fonte de tensão CC.

Figura D-12

Uma possível interconexão é mostrada na Figura D-13. Observe a necessidade de pular os


resistores de 2,2 k e 4,7 k para uma linha comum não usada em algum lugar da placa.

Figura D-13

Mais uma vez, a medição de tensão é direta. As conexões para medir a tensão através do resistor de
4,7 k são mostradas na Figura D-14 (cabos de conexão do voltímetro no lado direito).

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Figura D-14

A medição de corrente através do resistor de 2,2 k é mostrada na Figura D-15. Observe o


realinhamento do resistor e a inserção do amperímetro.

Figura D-15

Finalmente, a medição da corrente total do circuito (isto é, a corrente de alimentação) requer a


inserção do amperímetro antes do barramento de força. Isso é mostrado na Figura D-16. Observe
que o fio positivo do amperímetro está conectado diretamente ao cabo da fonte de alimentação
enquanto o cabo preto do amperímetro está conectado de volta ao barramento de força (ou seja,
onde a energia costumava ser conectada). Assim, toda a corrente que sai da fonte de energia deve
fluir através do amperímetro antes de chegar ao circuito e, portanto, o amperímetro mede a corrente
total do circuito.

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Figura D-16

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