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2 - Verbo

Atividade
4. (Conc. Escrivão de Polícia) Assinale a alternativa em que o significado do verbo
apontado entre parênteses NÃO corresponde à sua regência:

a) Com sua postura séria, o diretor assistia todos os funcionários dos departamentos da
empresa. (ajudar)

b) No grande auditório, o público assistiu às apresentações da Orquestra Experimental.


(ver)

c) Esta é uma medida que assiste aos moradores da Vila Olímpia. (caber)

d) Estudantes brasileiros assistem na Europa durante um ano. (observar)


GABARITO
Resposta correta: alternativa d
Letra (a). O verbo ASSISTIR é transitivo direto, ou seja, possui complemento sem
preposição quando significa 'prestar assistência' ou 'ajudar.
Letra (b). O verbo ASSISTIR é transitivo indireto com o significado de presenciar, ver.
Letra (c). O verbo ASSISTIR é transitivo indireto, ou seja, possui complemento com
preposição quando significa' caber'.
Letra (d). O verbo ASSISTIR é intransitivo com o significado de morar, residir ('na
Europa' é adjunto adverbial de lugar). Assim, seguindo o que se prescreve deveríamos
ter como significado MORAR.

(FGV – SP) Assinale a alternativa em que há ERRO de regência verbal:

Os padres das capelas que mais dependiam do dinheiro desfizeram-se em elogios à


garota.

As admoestações que insisti em fazer ao rábula acabaram por não produzir efeito algum.
Nem sempre, o imigrante, em cujas faces se refletia a angústia que lhe ia na alma, tinha
como resolver a situação.

Era uma noite calma que as pessoas gostavam, nem fria nem quente demais.

Nem sempre, o migrante, cujas faces refletiam a angústia que lhe ia na alma, tinha como
resolver a situação.
GABARITO
O verbo GOSTAR é regido pela preposição DE. Embora o apagamento da preposição
nesse tipo de oração aconteça com frequência na fala de indivíduos considerados cultos,
a gramática normativa nos prescreve o uso da preposição DE:
Era uma noite calma DE que as pessoas gostavam, nem fria nem quente demais.
Há, ainda, uma terceira possibilidade, considerada como forma marcada por ser
utilizada por indivíduos de menor escolaridade:
Era uma noite calma que as pessoas gostavam DELA, nem fria nem quente demais.

(UNIMEP – SP) Quando implicar tem sentido de “acarretar”, “produzir” como


consequência, constrói-se a oração com objeto direto, como se vê em:

Quando era pequeno, todos sempre implicaram comigo.

Muitas patroas costumam implicar com as empregadas domésticas.

Pelo que diz o assessor, isso implica em gastar mais dinheiro.

O banqueiro implicou-se em negócios escusos.

Um novo congelamento de salários implicará uma reação dos trabalhadores.


GABARITO
O verbo “implicar” é transitivo direto com o sentido de “acarretar”, “ocasionar”, e seu
complemento – um objeto direto – não deve ser introduzido por preposição. O uso
correto desse verbo pode ser observado no seguinte fragmento:
“GETÚLIO VARGAS tornou-se muito popular por vários motivos, mas, sobretudo, por
saber utilizar a palavra como ferramenta política. O uso implicou, também,
silenciamento dos discordantes.
O rádio serviu-lhe de meio eficaz para consolidar seu prestígio junto aos mais pobres.
Ele gostava de ser conhecido como pai dos pobres, mas foi qualificado, também, como
mãe dos ricos”.

(UFSCar - SP) Assinale a alternativa CORRETA quanto à regência verbal:

a) A peça que assistimos foi muito boa.

b) Estes são os livros que precisamos.

c) Esse foi um ponto que todos se esqueceram.

d) Guimarães Rosa é o escritor que mais aprecio.

e) O ideal que aspiramos é conhecido por todos.


GABARITO
a) A peça a que assistimos foi muito boa.(O verbo “assistir” é regido pela preposição
“a”.)
b) Estes são os livros de que precisamos.(O verbo “precisar” é regido pela preposição
“de”.)
c) Esse foi um ponto de que todos se esqueceram.(O verbo “esquecer”, quando
pronominal, é regido por preposição.)
d) O verbo “apreciar” é transitivo direto. Logo, não é regido por preposição.
e) O ideal a que aspiramos é conhecido por todos. O verbo “aspirar” é regido pela
preposição “a”.

Conheça alguns desses casos especiais do uso das preposições.


 1. A EXPRESSÃO CORRETA É EM NÍVEL
Exemplo: Essa questão será resolvida em nível federal.
Lembramos que a expressão “a nível de” é um modismo a ser evitado.

 2. DELE OU DE ELE?
O segredo é o verbo no INFINITIVO. Só podemos usar DE ELE quando houver
esse verbo.
Exemplo: Fizemos a surpresa antes de ele chegar ao curso.

Essa regra também se aplica em outros casos, tais como:

PREPOSIÇÃO + ARTIGO:
Exemplo: As contratações cessaram depois de a polícia ter descoberto todo o
golpe.
PREPOSIÇÃO + PRONOME DEMONSTRATIVO:
Exemplo: O médico comprou o equipamento, apesar de essa empresa não
garantir a troca.

 3. A FORMA PRESCRITA É TEM DE.

Embora o uso da forma “tem que” esteja consagrado e muitos autores considerem
as duas formas aceitáveis, devemos utilizar, preferencialmente, a forma “tem de”.

Exemplo: A família tem de pagar todas as dívidas

 4. PARA MIM OU PARA EU?

Devemos observar que:

a) “Eu” é um pronome pessoal do caso reto e exerce a função de sujeito;

b) “Mim” é um pronome pessoal oblíquo tônico, NUNCA exerce a função de


sujeito e, obrigatoriamente, deve ser usado com preposição: “a mim”, “de mim”,
“entre mim”, “para mim”, “por mim” etc.

Exemplos

Ana trouxe o livro PARA EU ler. (= sujeito)


Ana trouxe o livro para MIM. (= não é sujeito)

No primeiro caso, há duas orações:

“Ana trouxe o livro” = oração principal


“para EU ler” = oração reduzida de infinitivo (= para que eu lesse)
Nesse caso, devemos usar o pronome pessoal do caso reto (EU), porque este
exerce a função de sujeito do verbo infinitivo (LER).

Em síntese, a diferença entre PARA MIM e PARA EU está na presença ou não de


um verbo (sempre no infinitivo) após o pronome.

Portanto, sempre que houver um verbo no infinitivo, devemos usar os pronomes


pessoais retos. Isso ocorrerá com qualquer preposição.

Exemplos

Minha irmã saiu da festa antes DE MIM.


Ela voltou para o escritório antes DE EU chegar.
Nossos professores fizeram isso POR MIM.
Mariana fez isso POR EU estar cansada.

Observe, no entanto, a mudança no significado trazida pelo uso da vírgula:

PARA EU sair de casa, foi preciso organizar minhas finanças.


PARA MIM, vender meu primeiro imóvel foi uma grande conquista.

Na primeira frase, o pronome pessoal reto (EU) é o sujeito do infinitivo (SAIR).

Já na segunda frase, a vírgula indica que PARA MIM está deslocado. Nesse caso,
devemos usar o pronome oblíquo (MIM), pois este não é o sujeito do verbo
VENDER.

 5. NÃO HÁ NADA ENTRE EU E VOCÊ OU ENTRE MIM E VOCÊ?

Como explicamos anteriormente, “Eu” é pronome pessoal do caso reto e só pode


ser usado na função de sujeito:

Com verbo no infinitivo – Não há nada ENTRE EU sair e você ficar em casa;
Sem verbo no infinitivo – Não há nada ENTRE MIM E VOCÊ.

 6. A QUEM

Quando o substantivo que antecede o pronome relativo é pessoa, podemos usar o


pronome “quem”.

Exemplo: Aquele é o professor A QUEM enviei o trabalho.

 7. DE QUE, DE QUEM OU DO QUAL?


Estes são os processos DE QUE (ou DOS QUAIS) o escritório dispõe.
(= o escritório dispõe DOS PROCESSOS)
Estes são os advogados DE QUEM ou DOS QUAIS o escritório dispõe.
(= a empresa dispõe DOS ADVOGADOS)
ATENÇÃO!

O pronome relativo QUAL deve ser usado sempre que vier antecedido de
preposição que não seja monossílaba (“após”, “contra”, “desde”, “entre”, “para”,
“perante”, “sobre” etc.).

Exemplos

Este é o livro SOBRE O QUAL falei ontem.


Esta é a ocasião PARA A QUAL eles se prepararam tanto.

 8. CUJO

O pronome relativo “cujo” deve ser usado sempre que houver ideia de posse.

Exemplos:

Ali está o cozinheiro DE CUJO bolo ninguém gostou.


A preposição “de” é exigência do verbo “gostar”.
vEste é o autor A CUJA obra eu me referi.
A preposição “a” é regida pelo verbo “referir”.
Aquele é o filósofo COM CUJAS ideias eu não concordo.
A preposição “com” é regida pelo verbo “concordar”.
Veja a revista EM CUJAS páginas li sobre aquela nova dieta.
(= eu li sobre aquela nova dieta NAS PÁGINAS)
Encontrei na livraria o romancista CUJA obra foi premiada.
(= A OBRA foi premiada -> sem preposição)
ATENÇÃO!

Não usamos artigo definido entre o pronome “cujo” e o substantivo.


Exemplo: Na próxima rua, temos a universidade CUJO aluno inventou o novo
chip.

 9. PRONOMES RELATIVOS

Os pronomes relativos aparecem precedidos de preposição quando os verbos que


acompanham são regidos por preposições.

Exemplos
Compro sempre naquela loja os doces DE QUE eu gosto tanto.
O mecânico A QUEM eu chamei mais cedo já chegou.
Dr. Jorge é o médico EM QUEM meus avós tanto confiam.

 10. PRONOME QUE

O pronome “que” pode aparecer:

Com ou sem preposição – quando substituir coisa;

Sem preposição – quando substituir pessoa (equivale a QUEM);

Exemplos
Os refrigerantes QUE compramos acabaram rápido.
Os refrigerantes DE QUE precisávamos para a festa não chegaram.
As senhoras QUE cumprimentamos eram muito simpáticas.
As senhoras A QUEM convidamos para a festa não vieram.