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Caderno de Atividades

Pedagogia

Disciplina
Didática e Práticas de Ensino

Coordenação do Curso
Mirella Villa de Araújo Tucunduva da Fonseca

Autor
Antonio Navarro

2
Chanceler Diretor-Geral de EAD
Ana Maria Costa de Sousa José Manuel Moran

Reitor
Diretora de Desenvolvimento de EAD
Guilherme Marback Neto
Thais Costa de Sousa
Vice-Reitor
Leocádia Agláe Petry Leme Diretor da Anhanguera Publicações
Luiz Renato Ribeiro Ferreira
Pró-Reitor Administrativo:
Núcleo de Produção de Conteúdo e
Antonio Fonseca de Carvalho Inovações Tecnológicas

Pró-Reitor de Extensão, Cultura e Desporto: Diretora


Eduardo de Oliveira Elias Carina Maria Terra Alves

Gerente de Produção
Pró-Reitor de Graduação: Rodolfo Pinelli
Leocádia Agláe Petry Leme
Coordenadora de Processos Acadêmicos
Juliana Alves
Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação:
Eduardo de Oliveira Elias Coordenadora de Ambiente Virtual
Lusana Verissimo

Coordenador de Operação
Marcio Olivério

 Como citar esse documento:

Navarro, Antonio, Didática e Práticas de Ensino.


Valinhos, p. 1-132, 2011. Disponível em: <www.
anhanguera.edu.br/cead>. Acesso em: 01 fev. 2012

© 2012 Anhanguera Publicações


Proibida a reprodução final ou parcial por qualquer meio de impressão, em forma idêntica,resumida ou modificada em língua
portuguesa ou qualquer outro idioma. Diagramado no Brasil 2012

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Legenda de Ícones

Leitura Obrigatória

Agora é a sua vez

Vídeos

Links Importantes
Ver Resposta
Finalizando
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Glossário
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Referências

Início

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Nossa Missão, Nossos Valores
Desde sua fundação, em 1994, os fundamentos da “Anhanguera Educacional” têm sido o principal
motivo do seu crescimento.
Buscando permanentemente a inovação e o aprimoramento acadêmico em todas as ações e
programas, ela é uma Instituição de Educação Superior comprometida com a qualidade do ensino,
pesquisa de iniciação científica e extensão, que oferecemos.  
Ela procura adequar suas iniciativas às necessidades do mercado de trabalho e às exigências do
mundo em constante transformação.
Esse compromisso com a qualidade é evidenciado pelos intensos e constantes investimentos
no corpo docente e de funcionários, na infraestrutura, nas bibliotecas, nos laboratórios, nas
metodologias e nos Programas Institucionais, tais como:

· Programa de Iniciação Científica (PIC), que concede bolsas de estudo aos alunos para o
desenvolvimento de pesquisa supervisionada pelos nossos professores.
· Programa Institucional de Capacitação Docente (PICD), que concede bolsas de estudos
para docentes cursarem especialização, mestrado e doutorado.
· Programa do Livro-Texto (PLT), que propicia aos alunos a aquisição de livros a preços
acessíveis, dos melhores autores nacionais e internacionais, indicados pelos professores.
· Serviço de Assistência ao Estudante (SAE), que oferece orientação pessoal,
psicopedagógica e financeira aos alunos.
· Programas de Extensão Comunitária, que desenvolve ações de responsabilidade social,
permitindo aos alunos o pleno exercício da cidadania, beneficiando a comunidade no
acesso aos bens educacionais e culturais.

A fim de manter esse compromisso com a mais perfeita qualidade, a custos acessíveis, a
Anhanguera privilegia o preparo dos alunos para que concretizem seus Projetos de Vida e obtenham
sucesso no mercado de trabalho. Adotamos inovadores e modernos sistemas de gestão nas suas
instituições. As unidades localizadas em diversos Estados do país preservam a missão e difundem
os valores da Anhanguera.

Atuando também na Educação a Distância, orgulha-se de oferecer ensino superior de qualidade


em todo o território nacional, por meio do trabalho desenvolvido pelo Centro de Educação a Distância
da Universidade Anhanguera - Uniderp, nos diversos polos de apoio presencial espalhados por
todo o Brasil. Sua metodologia permite a integração dos professores, tutores e coordenadores
habilitados na área pedagógica com a mesma finalidade: aliar os melhores recursos tecnológicos
e educacionais, devidamente revisados, atualizados e com conteúdo cada vez mais amplo para o
desenvolvimento pessoal e profissional de nossos alunos.
A todos bons estudos!

Prof. Antonio Carbonari Netto


Presidente do Conselho de Administração — Anhanguera Educacional

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Sobre o Caderno de Atividades
Caro (a) aluno (a),

 O curso de Educação a Distância acaba de ganhar mais uma inovação: o caderno de atividades
digitalizado. Isso significa que você passa a ter acesso a um material interativo, com diversos links
de sites, vídeos e textos que enriquecerão ainda mais a sua formação. Se preferir, você também
poderá imprimi-lo.

Este caderno foi preparado por professores do seu Curso de Graduação, com o objetivo de auxiliá-lo
na aprendizagem. Para isto, ele aprofunda os principais tópicos abordados no Livro-texto, orientando
seus estudos e propondo atividades que vão ajudá-lo a compreender melhor os conteúdos das
aulas. Todos estes recursos contribuem para que você possa planejar com antecedência seu tempo
e dedicação, o que inclusive facilitará sua interação com o professor EAD e com o professor tutor
a distância.

Assim, desejamos que este material possa ajudar ainda mais no seu desenvolvimento pessoal e
profissional.

Um ótimo semestre letivo para você!

José Manuel Moran

Diretor-Geral de EAD

Universidade Anhanguera ­– Uniderp

Thais Sousa

Diretora de Desenvolvimento de EAD


Universidade Anhanguera ­– Uniderp

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Caro Aluno,
Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro “Estrutura e Organização
da Educação Brasileira”, dos autores José Carlos Libâneo, João Ferreira de Oliveira
e Mirza Seabre Tosche, Editora Cortez, 2003, PLT 214.

Roteiro de Estudo
Aline Mide Romano de Barros Estrutura e Organização da Educação Brasileira

Este roteiro tem como objetivo orientar seu percurso por meio dos materiais disponibilizados no Ambiente
Virtual de Aprendizagem. Assim, para que você faça um bom estudo, siga atentamente os passos
seguintes:

1. Leia o material didático referente a cada aula;

2. Assista às aulas na sua unidade e depois disponível no Ambiente Virtual de Aprendizagem para
você;

3. Responda às perguntas referentes ao item “Habilidades” deste roteiro;

4. Participe dos Encontros Presenciais e tire suas dúvidas com o tutor local.

5. Após concluir o conteúdo dessa aula, acesse a sua ATPS e verifique a etapa que deverá ser
realizada.

Tema 1
A Estrutura e a Organização do Ensino no Brasil: Aspectos Legais, Organizacionais e Estrutura
dos Sistemas de Ensino

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Conteúdos e Habilidades
Conteúdo

Nesta aula, você estudará:

• As formas de organização dos sistemas de ensino


• A organização administrativa, pedagógica e curricular de ensino
• As condições básicas para a construção do sistema educacional

Habilidades

Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:

• Qual a estrutura e organização da educação brasileira em seus aspectos gerais?


• Quais os aspectos legais, organizacionais e estruturais do sistema de ensino?
• Como se deu a contextualização histórica da estrutura e a organização do ensino no Brasil?
• Quais as potencialidades e fragilidades do sistema educacional brasileiro?

AULA 1
Assista às aulas nos pólos presenciais e também disponíveis no Ambiente Virtual de
Aprendizagem.

Leitura Obrigatória
A Estrutura e a Organização do Ensino no Brasil: Aspectos Legais,
Organizacionais e Estrutura dos Sistemas de Ensino

A atual estrutura e funcionamento da educação brasileira decorrem da aprovação da Lei de Diretrizes e


Bases da Educação (Lei n.º 9.394/96). Esta, por sua vez, vincula-se às diretrizes gerais da Constituição
Federal de 1988, bem como às respectivas Emendas Constitucionais em vigor.

Do ponto de vista de sua organização interna, o atual sistema brasileiro de ensino é resultado de
modificações importantes, introduzidas em 1971, 1988 e 1996. Até a década de 1970, o sistema
compreendia quatro níveis básicos, que atendiam a diferentes faixas etárias, enquanto o ensino
obrigatório se restringia à escola primária de quatro anos. (quadro 1)
Quadro 1: Estrutura do sistema educacional brasileiro anterior à reforma de 1971.

8
Fonte: Lei n.º 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e Lei n.º 5.540, de 28 de novembro de 1968.

Com a Lei n.º 5.692/71, a escola primária e o ginásio foram fundidos e denominados de ensino de 1º
grau. O antigo colégio passou a se chamar ensino de 2º grau. O ensino obrigatório estendeu-se, assim,
para oito anos, embora a terminologia unificada não correspondesse a uma organização integrada das
oito séries. A organização passou a ser, então, conforme especifica o quadro 2.

Quadro 2: Estrutura do sistema educacional brasileiro após a reforma de 1971.

Fonte: Lei n.º 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e Lei n.º 5.540, de 28 de novembro de 1968.

Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o sistema educacional brasileiro passou por um
processo de modificação, culminando com a aprovação da atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (Lei n.º9.394/96), que alterou a organização do sistema escolar, bem como a sua denominação.
(quadro 3)

Quadro 3: Estrutura do sistema educacional brasileiro após aprovação da atual Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional. (Lei n.º 9.394/96)

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Fonte: Lei n.º 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e Lei n.º 5.540, de 28 de novembro de 1968.

A LDB reduz a dois os níveis de educação escolar: o da educação básica (composta por educação
infantil, ensino fundamental e médio) e a educação superior. Apresenta a educação profissional como
modalidade de ensino articulada com esses níveis, embora a admita, como habilitação profissional,
nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas
em educação profissional. Outras modalidades de ensino, como a educação especial e a educação
indígena, ganharam especificidade dentro da nova forma de organização, as quais você pode verificar
na figura abaixo.

A Figura 1 apresenta a estrutura geral do sistema educacional:

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Figura 1 - Estrutura e Organização da Educação Brasileira.
Fonte: Sistema Educativo Nacional de Brasil. Disponível em: <http://www.oei.es/quipu/brasil/estructura.
pdf>. Acesso em: 20 Set. 2011.

A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento
integral da criança até seis anos de idade em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social,
complementando a ação da família e da comunidade (art. 29). A educação infantil é oferecida em creches
para crianças de zero a três anos de idade, e em pré-escolas, para crianças de quatro a seis anos.

O ensino fundamental, cujo objetivo maior é a formação básica do cidadão, tem duração de oito anos e
é obrigatório e gratuito na escola pública a partir dos sete anos de idade, com matrícula facultativa aos
seis anos de idade. A oferta do ensino fundamental deve ser gratuita também aos que a ele não tiveram
acesso na idade própria.

O ensino médio, etapa final da educação básica, objetiva a consolidação e o aprofundamento dos
objetivos adquiridos no ensino fundamental. Tem a duração mínima de três anos, com ingresso a partir
dos quinze anos de idade. Embora atualmente a matrícula neste nível de ensino não seja obrigatória,
a Constituição Federal de 1988 determina a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade da
sua oferta.

A educação superior tem como algumas de suas finalidades: estimular a criação cultural e o
desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo e incentivar o trabalho de pesquisa e
de investigação científica, visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão
da cultura. Ela abrange cursos sequenciais nos diversos campos do saber, cursos de graduação, de
pós-graduação e de extensão. O acesso à educação superior ocorre a partir dos 18 anos, e o número
de anos de estudo varia de acordo com os cursos e sua complexidade.

No que se refere às modalidades de ensino que permeiam os níveis anteriormente citados, tem-se:
• Educação especial.
• Educação de jovens e adultos.
• Educação profissional.

Além dos níveis e modalidades de ensino apresentados, no Brasil, por causa da existência de
comunidades indígenas em algumas regiões, há a oferta de educação escolar bilíngue intercultural aos
povos indígenas.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional define para a educação básica, nos níveis fundamentais

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e médios, a carga horária mínima anual de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos
dias letivos de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado para os exames finais; para a
educação superior, o ano letivo regular tem a duração de, no mínimo, duzentos dias de efetivo trabalho
acadêmico, também excluído o tempo destinado aos exames finais.

A mesma lei define que, para o ensino fundamental, seja cumprida a jornada escolar de, pelo menos,
quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula (art. 34); além disso, ela prevê a progressiva ampliação
do período de permanência do aluno na escola, à medida que se concretize a universalização desse
nível de ensino, e determina que este seja, progressivamente, ministrado em tempo integral.

Em 1971, a Lei nº 5.692 estendeu a obrigatoriedade do ensino fundamental para oito anos. Já em 1996,
a LDB sinalizou para um ensino obrigatório de nove anos, a se iniciar aos seis anos de idade.

Assim, a nova organização do ensino fundamental deverá incluir os dois elementos: os nove anos
de trabalho escolar; a nova idade que integra esse ensino. Ele passará a contar com a seguinte
nomenclatura:

Quadro 4: Ensino Fundamental de nove anos.

Fonte: Ministério da Educação. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/


noveanorienger.pdf. Acesso em:22 set.2011.

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Agora é a sua vez
a) I – A ; II – B ; III – C
b) I – C ; II – A ; III - B
c) I – C ; II – B ; III – A
INSTRUÇÕES d) I – A ; II – C ; III - B
e) I – B ; II – C ; III - A
Verifique seu desempenho nesta
A seguir você encontrará algumas questões para
questão, clicando no ícone ao lado.
resolver individualmente e/ou em grupo. Elas
foram formuladas com base no assunto tratado na
terceira parte do Livro-Texto, nos capítulos I e III.
Questão 02
Discuta a temática abordada com seus colegas. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacio-
nal define para a educação básica, nos níveis

Ponto de Partida fundamental e médio, a carga horária mínima


anual de:
A denominação “Estrutura e Funcionamento do
Ensino” apareceu pela primeira vez na Resolução a) Oitocentas horas, distribuídas por um mí-
2/69. Assim, responda: quais eram os seus objetivos nimo de duzentos dias letivos de efetivo
e que condições ela impunha e estabelecia naquele trabalho escolar;
momento? b) Seiscentas horas, distribuídas por um mí-
nimo de duzentos dias letivos de efetivo
Agora é com você! Responda às questões a se-
trabalho escolar;
guir para conferir o que aprendeu!
c) Oitocentas horas, distribuídas por um míni-

Questão 01 mo de cento e oitenta dias letivos de efeti-


vo trabalho escolar;
No que se refere às modalidades de ensino, faça
d) Seiscentas horas, distribuídas por um mí-
as corretas referências e assinale a alternativa cor-
nimo de cento e oitenta dias letivos de efe-
reta:
tivo trabalho escolar;
Destinada àqueles que
não tiveram acesso ou e) Oitocentas horas, distribuídas por um mí-
Educação
I A continuidade aos estudos nimo de duzentos e vinte dias letivos de
Especial
no ensino fundamental e
médio na idade própria. efetivo trabalho escolar;
Conduz ao permanente Verifique seu desempenho nesta
desenvolvimento de apti- questão, clicando no ícone ao lado.
dões para a vida produti-
Educação va. É destinada ao aluno
II de Jovens e B matriculado ou egresso do
Adultos ensino fundamental, mé-
Questão 03
dio e superior, bem como O sistema federal de ensino é composto de to-
ao trabalhador em geral,
jovem ou adulto. das as instituições mantidas pela União descri-
Oferecida ao educando tas a seguir, exceto:
Educação com necessidades espe- a) Universidades federais.
III C
Profissional ciais, preferencialmente,
na rede regular de ensino.

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b) Centros federais de educação tecnológica. estas são trabalhadas mediante a partici-
c) Escolas técnicas federais e agrotécnicas. pação coletiva, a fim de obter a alteração
d) Colégio Pedro II. necessária.
e) Escolas particulares de ensino médio.
Dentre as afirmações, estão corretas:
Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado. a) Apenas I.
b) Apenas II.

Questão 04 c) Apenas III.


d) II e III.
Pela primeira vez uma Constituição Federal Bra- e) I, II e III.
sileira reconheceu o município como instância ad-
Verifique seu desempenho nesta
ministrativa, possibilitando-lhe, no campo da edu- questão, clicando no ícone ao lado.
cação, a organização de seus sistemas de ensino
em colaboração com a União e com os Estados,
porém sem competência para legislar sobre ele. Questão 06
Neste caso, está-se falando da Constituição Fe- Qual é o embasamento legal que rege a atual
deral Brasileira de: estrutura e o funcionamento da educação bra-
a) 1971. sileira?
b) 1988.
Verifique seu desempenho nesta
c) 1994. questão, clicando no ícone ao lado.
d) 1996.
e) 2001.
Verifique seu desempenho nesta
Questão 07
questão, clicando no ícone ao lado. Quais mudanças estruturais ocorreram no sis-
tema educacional brasileiro após a reforma de

Questão 05 1971?

Verifique seu desempenho nesta


Sobre as formas de organização dos sistemas, fo- questão, clicando no ícone ao lado.
ram feitas as seguintes afirmações:
I. Há duas formas fundamentais de constru-
ção, organização e desenvolvimento de um
Questão 08
sistema: a teoria funcionalista e a teoria dia- Com a aprovação da atual Lei de Diretrizes e Ba-
lética. ses da educação nacional (Lei n.º 9.394/96), o
II. A teoria funcionalista baseia-se na ausência que se alterou na organização ensino fundamen-
de conflitos, em que as alterações e os ajus- tal do sistema escolar?
tes devem ocorrer de maneira harmoniosa.
Verifique seu desempenho nesta
III. A teoria dialética aceita as contradições, e
questão, clicando no ícone ao lado.

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Questão 09
Qual são a carga e distribuição horária definida
pela Lei de Diretrizes e Bases da educação nacio-
nal nos níveis fundamental e médio?

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 10
Com a aprovação da LDB da educação nacional,
quais os novos objetivos da educação básica? Em
quais modalidades ela pode ser oferecida?

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

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LINKS IMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? Então:

Leia o artigo Ensino fundamental de nove anos - orientações gerais. Disponível em: <http://portal.
mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Ensfund/noveanorienger.pdf>. Acesso em: 20 set. 2011.
O documento traz uma síntese das orientações gerais sobre a nova organização e a ampliação
do ensino fundamental, que passou de oito para nove anos.

• Leia o livro Estrutura e Funcionamento da Educação Básica, de João Gualberto Meneses,


da editora Thomson Pioneira, 2004. As profundas alterações sofridas na legislação educacional
que culminaram com a decretação da Lei nº 9.394, de 20/12/96, e o desenvolvimento do
sistema educacional são as principais causas da origem deste novo livro, que mantém o mesmo
espírito que norteou o lançamento, vários anos atrás, do livro Estrutura e Funcionamento do
Ensino de 1º e 2º Graus - Leituras, organizado à época pelo saudoso Prof. Moysés Brejon,
que atingiu a expressiva marca de 24 reimpressões.

Leia o documento base da educação, construído pelo MEC, intitulado Documento Base. Disponível
em: <https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0B0EMRzdACiXpYmYy
MDg1YmUtZjQ5My00YmY3LWJjMTItYzBlZTRlNDVjNWRm&hl=pt_BR> Acesso em: 22 set. 2011.
O Documento Base o resultado das discussões coordenadas pela Comissão Organizadora
Nacional e examina a situação educacional brasileira e suas perspectivas, tendo por base os
diferentes níveis, etapas e modalidades de educação, sob a ótica da qualidade e valorização
da educação com a participação de amplos segmentos educacionais e sociais em todo o
território nacional.

Leia o artigo de Tina Andreolli, intitulado Educação Básica. Disponível em: <https://docs.google.com/
document/d/1XsMv__p5gpd6cnRecoG1t21pABEx--KrdJmQ3ly3rc8/edit?hl=pt_BR>. Acesso em: 22
set. 2011.
Ele traz uma síntese dos principais aspectos abordados no que tange a estrutura e organização
da educação básica no Brasil.

Acesse o site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).
Disponível em: <www.inep.gov.br>. Acesso em 22 set. 2011.

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Nele, você poderá navegar e encontrar toda a legislação que rege a educação
brasileira, no que tange a estrutura e organização e poderá atualizar-se sobre a
mesma.

FINALIZANDO
Nessa aula, você: Realizou leituras para identificar evoluções, transformações e alterações realizadas
na estrutura educacional brasileira. Você agora é capaz de explicitar essas transformações, sob o ponto
de vista histórico, destacando todos os principais pontos de mudanças, bem como suas implicações para
o sistema. Desenvolveu conhecimentos referentes aos aspectos legais, organizacionais e estruturais
do sistema de ensino. Atualizou-se sobre as mudanças legais e estruturais referentes à proposta
aprovada do ensino fundamental de 9 anos. Finalmente, após a realização das atividades referentes
a este tema, você agora tem condições e embasamento teórico para analisar e discutir criticamente
as potencialidades e fragilidades do sistema educacional brasileiro, no que tange aos seus aspectos
legais, organizacionais e estruturais.

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GLOSSÁRIO
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Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n.º 9.394/96): instituída pela Lei nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, promove a descentralização e a autonomia para as escolas e universidades, além
de instituir um processo regular de avaliação do ensino. Ainda em seu texto, a LDB promove autonomia
aos sistemas de ensino e a valorização do magistério.

Educação infantil: primeira etapa da educação básica tem como finalidade o desenvolvimento
integral da criança até seis anos de idade em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social,
complementando a ação da família e da comunidade.

Ensino fundamental: formação básica do cidadão tem duração de nove anos e é obrigatório e gratuito
na escola pública. A oferta do ensino fundamental deve ser gratuita também aos que a ele não tiveram
acesso na idade própria.

Ensino médio: etapa final da educação básica objetiva a consolidação e o aprofundamento dos
objetivos adquiridos no ensino fundamental. Tem a duração mínima de três anos, com ingresso a partir

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dos quinze anos de idade. Embora atualmente a matrícula neste nível de ensino não seja obrigatória,
a Constituição Federal de 1988 determina a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade da
sua oferta.

Educação superior: abrange cursos sequenciais nos diversos campos do saber, cursos de graduação,
de pós-graduação e de extensão. O acesso à educação superior ocorre a partir dos 18 anos, e o número
de anos de estudo varia de acordo com os cursos e sua complexidade.

Plano Nacional de Educação (PNE): dentre vários aspectos, o PNE estabelece a implantação
progressiva do ensino fundamental de nove anos, com a inclusão das crianças de seis anos, deve se
dar em consonância com a universalização do atendimento na faixa etária de 7 a 14 anos e também que
esta ação requer planejamento e diretrizes norteadoras para o atendimento integral da criança em seu
aspecto físico, psicológico, intelectual e social, além de metas para a expansão do atendimento, com
garantia de qualidade.

Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar sua
ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

Tema 2
Constituição Federal e LDB

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Conteúdos e Habilidades
Conteúdo

Nesta aula, você estudará:

• Como a educação e o sistema educacional brasileiro sofreram impacto e alterações em face da


aprovação de novas legislações.
• A Constituição Federal de 1988 que enuncia o direito à educação como um direito social.
• O histórico da legislação que rege o sistema educacional, por meio do estudo da Constituição
Federal e das Leis de Diretrizes

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Habilidades

Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:

• Qual o processo histórico de construção da Constituição Federal?


• Quais as modificações, alterações e reformulações da Constituição Federal, bem como
implicações diretas no sistema educacional?
• Quais os processos de construção, aprovação e reformulação das Leis de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional.
• Quais as implicações diretas da LDB no sistema educacional.

AULA 2
Assista às aulas nos pólos presenciais e também disponíveis no Ambiente Virtual de
Aprendizagem.

Leitura Obrigatória
Constituição Federal e LDB
Você sabia que a Constituição de 1934 foi a primeira a estabelecer a necessidade de elaboração de um
Plano Nacional de Educação? Era necessário que ele coordenasse e supervisionasse as atividades de
ensino em todos os níveis. Assim, foram regulamentadas as formas de financiamento do ensino oficial
em cotas fixas para a Federação, os Estados e os Municípios, fixando-se ainda as competências dos
respectivos níveis administrativos. Implantou-se a gratuidade e a obrigatoriedade do ensino primário, e
o ensino religioso tornou-se optativo.

Parte dessa legislação foi absorvida pela Constituição de 1937, na qual estiveram presentes dois novos
parâmetros: o ensino profissionalizante e a obrigação das indústrias e dos sindicatos de criarem escolas
de aprendizagem, na sua área de especialidade, para os filhos de seus funcionários ou sindicalizados.
Foi ainda em 1937 que se declarou obrigatória a introdução da educação moral e política nos currículos.

A Constituição de 1946 sinalizou a necessidade de novas leis educacionais que substituíssem as


anteriores. Entre 1950 e 1960, o País conheceu as maiores taxas de expansão da alfabetização. Isto se
deve ao fato de que, a partir de 1947, foram instaladas classes de ensino supletivo na maior parte dos

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municípios. De certa forma, tal ensino incentivou a matrícula em cursos profissionais ou pré-profissionais
de nível primário.

A Constituição Federal de 1988 enuncia o direito à educação como um direito social, trata do acesso e da
qualidade, organiza o sistema educacional, vincula o financiamento e distribui encargos e competências
para os entes da Federação.

Assim, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) veio com a finalidade de definir e regularizar o
sistema de educação brasileiro com base nos princípios presentes na Constituição. A primeira LDB foi
criada em 1961, seguida por uma versão em 1971, que vigorou até a promulgação da mais recente em
1996.

A LDB, também denominada Lei Darcy Ribeiro, é considerada a Lei Maior da Educação Brasileira,
sendo, inclusive, denominada Carta Magna da Educação.

Ela situa-se abaixo da Constituição Federal e define as linhas mestras do ordenamento geral da
Educação. Veio em atendimento aos preceitos constitucionais e resultou de um longo processo de
tramitação que se iniciou em 1988 e se encerrou em 20 de dezembro de 1996.

Como lei nacional de educação, traçou, dentre outras coisas, os princípios educativos, especificou os
níveis e modalidades de ensino, regulou e regulamentou a estrutura e o funcionamento do sistema
de ensino nacional. Ela envolve muitos interesses, interferindo tanto nas instituições públicas quanto
privadas, abrangendo todos os aspectos da organização da educação nacional. Uma lei por definição
indicativa (SOUZA; SILVA, 2002), pois define as ações que devem ser realizadas e quais os objetivos
a serem atingidos.

Com o advento da LDB, inúmeras transformações foram introduzidas, causando mudanças e ampliando
o conceito de Educação. Ela trouxe um enorme avanço: definiu o que pode ou não é permitido em
termos educacionais.

As delimitações e as permissões constantes em sua estrutura permitiram traçar uma linha divisória em
algum ponto razoável, para tornar possível a própria administração do sistema educacional brasileiro.
Por isso, é vista aqui como um ordenamento jurídico de grande impacto nas instituições de ensino, além
de trazer, em seu bojo, um conjunto de elementos inovadores para a educação brasileira.

Como toda lei, a LDB está longe de ser tudo de que se precisa para dar andamento a uma reforma
educacional, o que significa que nem tudo o que ela traz foi implantado. Muitas diretrizes sequer foram
efetivadas. As transformações propostas foram se dando aos poucos. Muitos artigos foram considerados
sem sentido. Mas são incontáveis as variáveis que afetaram o processo educativo após a criação da
LDB.

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Hoje, vê-se que muitos dos seus artigos, parágrafos e incisos trouxeram inovações e foram responsáveis
por mudanças estruturais importantes. Pela primeira vez uma lei educacional deixa a União com um
forte papel de mero

Coordenador o que abre margem para a iniciativa autônoma dos Estados, municípios e escolas. Outro
elemento importante trazido pela LDB foi caracterizar a educação como dever da família e do Estado.
Com ela o conceito de participação da família na Educação se tornou mais elástico e mais efetivo.

Por meio dela foram introduzidas a autonomia e flexibilização dos sistemas de ensino, a introdução dos
sistemas de avaliação, a municipalização do ensino, além de abrir espaço para a educação a distância
e, principalmente, a educação especial. Mais ainda, a LDB figurou como um importante instrumento
de concretização dos direitos educacionais. Junto às demais leis protetoras dos direitos sociais se
contemplaram o âmbito educacional uma preocupação de formar um indivíduo mais crítico, participativo,
questionador e cidadão.

Apesar das inovações propostas pela LDB, o Brasil não conseguiu proporcionar o acesso a uma
educação de qualidade a uma parcela expressiva da população que fica excluída também de outros
processos sociais; não conseguiu acabar com o analfabetismo. Todavia, é imprescindível reconhecer o
papel importante que a LDB desempenhou nesses anos de existência.

Nesse contexto ressalta-se importância da LDB para o desenvolvimento da educação brasileira. De uma
forma geral, pode-se dizer que as tendências que se apresentaram desde sua promulgação afetaram
diretamente a legislação educacional, causando vários desdobramentos e acarretando consequências
imediatas para o País.

21
Agora é a sua vez Questão 01
“... situa-se abaixo da Constituição Federal e de-
fine as linhas mestras do ordenamento geral da
INSTRUÇÕES Educação. Veio em atendimento aos preceitos
constitucionais e resultou de um longo processo
A seguir você encontrará algumas questões para de tramitação, qual se iniciou em 1988 e se en-
resolver individualmente e/ou em grupo. Elas cerrou em 20 de dezembro de 1996”.
foram formuladas com base no assunto tratado na
terceira parte do Livro-Texto, nos capítulos I e III. O trecho acima se refere à:
Discuta a temática abordada com seus colegas. a) Constituição de 1934.
b) Constituição de 1937.
c) Constituição de 1946.
Ponto de Partida d) Constituição Federal de 1988.
e) Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
Leia na íntegra a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional Lei nº 9.394/96. Disponível em: Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.
<http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf>.
Acesso em: 22 set. 2011.
Confeccionem um resumo dos aspectos gerais Questão 02
mais importantes, ressaltando seus principais
Acerca das especificidades do trabalho docente
objetivos e diretrizes que ela estabelece. no Brasil, definidos pela LDB (Lei n.º 9.394/1996),
no que tange a valorização dos profissionais da
educação e seus respectivos planos de carreira,
Agora é com você! Responda às questões a foram feitas as seguintes afirmações:
seguir para conferir o que aprendeu! I. A LDB (Lei n.º 9.394/1996) fixa o direito
dos profissionais à educação continuada, com
licença periódica remunerada, para aperfeiçoa-
mento profissional.
II. A LDB (Lei n.º 9.394/1996) fixa a obrigato-
riedade da progressão, baseada na titulação ou
habilitação e na avaliação por desempenho.
III. A LDB (Lei n.º 9.394/1996) determina a
obrigatoriedade de um período reservado a es-
tudos, planejamento e avaliação, o qual deve ser
excluído da carga horária de trabalho.

22
I. Currículos, métodos, técnicas, recur-
Estão corretas as afirmações:
sos educativos e organização específicos, para
a) Apenas I.
atender às suas necessidades.
b) I e II.
II. Terminalidade específica para aqueles
c) I e III.
que não puderem atingir o nível exigido para a
d) II e III.
conclusão do ensino fundamental, em virtude de
e) I, II e III.
suas deficiências, e aceleração para concluir em
Verifique seu desempenho nesta menor tempo o programa escolar para os super-
questão, clicando no ícone ao lado.
dotados.
III. Professores com especialização adequa-
Questão 03 da em nível médio ou superior, para atendimento
especializado, bem como professores do ensino
“Foi a primeira a estabelecer a necessidade de ela-
regular capacitados para a integração desses
boração de um Plano Nacional de Educação que
educandos nas classes comuns.
coordenasse e supervisionasse as atividades de
IV. Educação especial, oferecida preferen-
ensino em todos os níveis. Ela regulamentou as
cialmente na rede regular de ensino, para edu-
formas de financiamento do ensino oficial em cotas
candos portadores de necessidades especiais,
fixas para a Federação, os Estados e os Municípios.
sendo o início no ensino fundamental, a partir de
Por fim, foi ela que implantou a gratuidade e a obri-
seis anos.
gatoriedade do ensino primário, e tornou o ensino
religioso optativo”.
Dentre as afirmações acima, estão corretas:
a) Todas corretas.
O trecho acima faz referência à:
b) Todas incorretas.
a) Constituição de 1934.
c) I e III.
b) Constituição de 1937.
d) I, II e III.
c) Constituição de 1946.
e) II, III e IV.
d) Constituição Federal de 1988.
e) Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.
Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 05
Questão 04 “... enuncia o direito à educação como um direito
social; dedica toda uma parte do título da Ordem
Os artigos 58 e 59 da Lei n.º 9.394/1996 tratam da
Social para responsabilizar o Estado e a família;
Educação Especial, assegurando que os sistemas
trata do acesso e da qualidade; organiza o sis-
de ensino assegurarão aos educandos com neces-
tema educacional; vincula o financiamento e dis-
sidades especiais:
tribui encargos e competências para os entes da

23
Federação. Tem caráter democrático, especial- por estas escolas, julgando se elas estão corretas
mente pela preocupação em prever instrumentos ou não. Justifique sua resposta.
voltados para sua efetividade”. Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.
O trecho acima faz referência à:
a) Carta Magna da Educação.
b) Constituição de 1937.
Questão 08
c) Constituição de 1946. Ainda analisando a situação descrita na questão
d) Constituição Federal de 1988. anterior, cite dois princípios estabelecidos pela
e) Lei de Diretrizes e Bases da Educação. LDB que foram infringidos pelas referidas escolas
diante desta situação.
Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado. Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 06
A Lei de Diretrizes e Bases 9.394/96 estabelece
Questão 09
princípios gerais comuns aos ensino fundamen- Quais foram os avanços trazidos com a aprova-
tal e médio. Porém, a prática nestes diferentes ção da LDB?
níveis é diferente, pois cada uma deve atender
Verifique seu desempenho nesta
às características e especificidades do currículo
questão, clicando no ícone ao lado.
de seu respectivo nível de ensino. Desta forma,
dentre as várias possíveis, cite uma destas dife-
renças.
Questão 10
O que é Plano Nacional de Educação (PNE), e
Verifique seu desempenho nesta
quais seus objetivos?
questão, clicando no ícone ao lado.

Verifique seu desempenho nesta

Questão 07 questão, clicando no ícone ao lado.

A educação especial é abordada na LDB (Lei n.º


9.394/1996) nos artigos 58 e 59. Desta forma, te-
mos a seguinte situação: Ana é uma aluna por-
tadora de deficiência auditiva média, associada
à deficiência visual leve. Ela, uma criança de 8
anos de idade, teve sua matrícula rejeitada em
algumas escolas perto de sua casa, as quais ale-
garam não possuírem classes especiais.
À luz das diretrizes para educação especial esta-
belecidas pela LDB, analise a postura assumida

24
LINKS IMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? Então:

• Leia o artigo A educação nas Constituições Brasileiras de Lu Scuarcialupi, no site Educar


para Crescer. Disponível em: <http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/mudancas-
educacionais-constituicao-349373.shtml>. Acesso em: 20 set. 2011. O texto discute como a
questão da educação foi tratada por diferentes legislações desde o século XIX.

• Leia o livro de Messias Costa, intitulado: A educação nas constituições do Brasil: dados e
direções. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
Ele traz uma reconstituição da trajetória histórica das Constituições brasileiras, e sua evolução no
que tange a educação.

• Leia o Capitulo 3, p.34-65, do trabalho de Ivanda Martins Silva, Maria Lúcia Soares e Roseane
Nascimento. Disponível em: <https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&s
rcid=0B0EMRzdACiXpYjIxODJiZGYtOTY0My00NzJjLTljNWYtMDM4Y2I1MTBjZDcx&hl=pt_BR>.
Acesso em: 22 set. 2011.
Ele traz um relato histórico sobre as Constituições de 1891, 1934, 1937, 1946, 1967, 1988, bem
como uma discussão sobre as concepções de educação nas diferentes constituições brasileiras e
os contextos históricos e sociais que influenciaram a elaboração das mesmas.

• Consulte o site do Portal do MEC, disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_


content&view=article&id=12907:l>.
Nele você encontrara o acervo geral das legislações que regem a educação brasileira. Você poderá
atualizar-se sobre tudo o que e discutido e aprovado no campo da educação.

• Leia o artigo Por dentro da Lei de Diretrizes e Bases, de Lu Scuarcialupi, no site Educar
para Crescer. Disponível em: <http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/mudancas-
educacionais-constituicao-349373.shtml>. Acesso em: 20 set. 2011. Este trabalho ira discutir O
que é a Lei de Diretrizes e Bases, quais os principais ganhos para os cidadãos e a história até sua
aprovação em 1996.

• Leia o artigo de Andrea Cecilia Ramal, intitulado A nova LDB: destaques, avanços e problemas.
Disponível em: http://www.p edroarrupe.com.br/upload/ldbceap.pdf>. Acesso em: 22 set. 2011.
Este artigo traz uma discussão bastante atual sobre os pontos de destaque da LDB, bem como
os avanços que ela trouxe, e os problemas práticos que permeiam a pratica após sua aprovação.

25

VÍDEOS IMPORTANTES
• Assista o documentário Pro dia nascer feliz?.
O segundo longa-metragem do diretor João Jardim, diretor do cultuado documentário “Janela
da Alma” que, em 2002, bateu recordes de público no gênero. Através de uma investigação
do relacionamento do adolescente com a escola - ambiente fundamental em sua formação -
o diretor traz à tona, além de questões comuns a qualquer adolescente dentro do ambiente
escolar, questões como a desigualdade social e o impacto da banalização da violência no
desenvolvimento de muitos desses jovens.
Ficha Técnica:
Título original: Pro Dia Nascer Feliz
Direção: João Jardim
Co-produção: Globo Filmes, Tambellini Filmes, Fogo Azul Filmes.
Distribuição: Copacabana Filmes.
Disponível em: <http://www.interfilmes.com> Acesso em: 22 set. 2011.

FINALIZANDO
Nesta aula, você:
Teve oportunidade de acesso a referências e artigos importantes que discutem a Constituição Federal e
as Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Compreendeu também o processo de construção,
desenvolvimento, alterações e reformulações destas leis, bem como suas implicações diretas no sistema
educacional. Construiu uma análise da trajetória histórica, lançou um olhar crítico sobre as atuais
condições do sistema educacional brasileiro, bem como tomou conhecimento das implicações diretas
que essas reformulações e legislações obtiveram. Levantou e analisou as fragilidades e potencialidades
delas.

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zj GLOSSÁRIO
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Darcy Ribeiro: nasceu em 26 de outubro de 1922, em Montes Claros, no Norte de Minas. Ele era
etnólogo, antropólogo, professor, educador, ensaísta e romancista notabilizou-se como um dos maiores
educadores brasileiros. Dedicou seus primeiros anos de vida profissional ao estudo dos índios da

26
Amazônia (1946-1956), período em que fundou o Museu Nacional do Índio, no Rio de Janeiro. Foi
ministro da Educação e da Casa Civil no governo João Goulart. Fundou a Universidade de Brasília
(UnB). Depois da Revolução de 1964, foi exilado, morando em vários países da América Latina. Em
1972, no Chile, trabalhou com Salvador Allende. Retornou ao Brasil em 1976. Foi eleito vice-governador
do Rio (1982), onde implantou 500 Cieps e 200 salas de aula no sambódromo. Foi eleito senador em
1990 e relator da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, sancionada em 20 de dezembro de
1996 e que leva o seu nome. Darcy, eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1992, teve mais de
35 livros publicados. Depois de sua morte, em fevereiro de 1997, teve publicado o livro Confissões, no
qual conta suas memórias.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n.º 9.394/96): instituída pela Lei nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, promove a descentralização e a autonomia para as escolas e universidades, além
de instituir um processo regular de avaliação do ensino. Ainda em seu texto, a LDB promove autonomia
aos sistemas de ensino e a valorização do magistério.

Constituição: conjunto de regras de governo, muitas vezes codificada como um documento escrito,
que enumera e limita os poderes e funções de uma entidade política. Essas regras formam, ou seja,
constituem o que a entidade é. No caso dos países e das regiões autônomas dos países o termo
refere-se especificamente a uma Constituição que define a política fundamental, princípios políticos, e
estabelece a estrutura, procedimentos, poderes e direitos, de um governo limitar o alcance do próprio
governo, a maioria das constituições garantem certos direitos ao povo. O termo Constituição pode
ser aplicado a qualquer sistema global de leis que definem o funcionamento de um governo, incluindo
várias constituições históricas não-codificadas que existiam antes do desenvolvimento de modernas
constituições codificadas.

Plano Nacional de Educação (PNE): traça diretrizes e metas para a Educação no Brasil e tem prazo
de até dez anos para que todas elas sejam cumpridas. Para isso, o governo transformou o PNE em lei,
que passou a valer a partir do dia 9 de janeiro de 2001. Entre as principais metas estão a melhoria da
qualidade do ensino e a erradicação do analfabetismo.

Carta Magna da Educação: situa-se abaixo da Constituição Federal e define as linhas mestras do
ordenamento geral da Educação. É considerada a Lei Maior da Educação Brasileira.

Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar sua
ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

27
Tema 3
Políticas Educacionais: Aspectos Sociopolíticos e Históricos

ícones:
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Conteúdos e Habilidades
Conteúdo

Nesta aula, você estudará:

• As reformas educacionais em curso no mundo.


• O estudo das reformas educacionais e suas características específicas.
• A história da estrutura e da organização do sistema de ensino no Brasil.

Habilidades

Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:

• Qual o processo histórico de construção e desenvolvimento das políticas educacionais?


• Como são vistas as políticas educacionais sob aspectos sociopolíticos?
• Quais as implicações diretas e indiretas das políticas educacionais no sistema educacional
brasileiro?
• Quais são as políticas educacionais vigentes no Brasil?

AULA 3
Assista às aulas nos pólos presenciais e também disponíveis no Ambiente Virtual de
Aprendizagem.

Leitura Obrigatória
Políticas Educacionais: Aspectos Sociopolíticos e Históricos
Certamente você vivencia em seu cotidiano a dinâmica que atinge o campo das políticas educacionais.

28
Sabe bem que ele está em constante construção. Introduzidas pelas sucessivas reformas, a política
atual é resultado natural da evolução da análise dos problemas educacionais, bem como da ampliação
dos estudos e pesquisas.

A partir dos anos de 1930 o Estado torna-se o articulador central da política educacional brasileira. Após
a revolução que levou Vargas ao poder e até 1937 permaneceu a tradição de relegar o ensino elementar
aos Estados e municípios. Quanto ao ensino secundário, a política educacional assumia competência
exclusiva. Em 1931, Francisco Campos, então Ministro da Educação e Saúde, propõe a Reforma do
Ensino Secundário, ampliando o monopólio estatal do acesso ao ensino superior. Tratava-se da política
de “equiparação”, política de oficialização de escolas públicas e privadas que exigia a equivalência de
todos os cursos com o Colégio Pedro II.

Em 1931 foi lançado o “Manifesto dos Pioneiros”, cuja ampla repercussão teve impactos na Constituinte.
Ele continha a formulação das “bases e diretrizes” para a educação nacional, com o objetivo de superar
o estado fragmentário das antigas reformas, influenciando principalmente a escola pública. Nascia a
ideia de escola única, escola comum para todos, acessível em todos os seus graus para todos os
cidadãos. Para os pioneiros, somente um “Plano de Reconstrução Nacional” era capaz de possibilitar a
construção de uma educação unitária, da escola primária à universidade.

Ainda neste ano, dentre as medidas assinaladas, o Governo Provisório incluiu o ensino de religião
nas escolas do País. A Constituinte de 1934 atribuiu ao Conselho Nacional de Educação a tarefa de
elaborar o Plano Nacional de Educação. A proposta durou pouco. E a repressão generalizada da ditadura
varguista combateu os ideais liberais.

A Constituição foi promulgada em julho de 1934.

Em 1942, o então ministro Gustavo Capanema implementou uma série de medidas que tomaram o nome
de Leis Orgânicas do Ensino, que flexibilizaram e ampliaram as reformas Francisco Campos. Foram
aprovadas a Lei Orgânica do Ensino Industrial (1942), a Lei Orgânica do Ensino Secundário (1942),
o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) (1942), a Lei Orgânica do Ensino Comercial
(1943), a Lei Orgânica do Ensino Primário

e Normal (1946) e a Lei Orgânica do Ensino Agrícola (1946). Essa legislação completou o processo
político dado pela criação do ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública e possibilitou a
consolidação de diretrizes em todos os níveis.

Com a Constituição de 1946, do Estado Novo, é defendida a liberdade de educação dos brasileiros.

Os anos de 1940 se encerram com o surgimento de um novo sujeito civil na realidade educacional, o
empresariado de ensino. Em 1959 é inclusive divulgado novo manifesto assinado por 189 intelectuais,
educadores, endereçado ao governo e ao povo. A nova geração discutia os aspectos sociais da educação

29
e a defesa da escola pública.

A aprovação da LDB de 1961, conservadora, revela a submissão à iniciativa privada, prevendo ajuda
financeira de forma indiscriminada ao mercado e à Igreja.

Surgem os chamados movimentos de educação popular, que, nos anos de 1960, foram realizados pelos
Centros Populares de Culturas (CPCs) da União Nacional dos Estudantes (UNE), que levavam peças
políticas a portas de fábricas e sindicatos. Em 1964, várias leis são aprovadas, entre elas a regulação à
participação estudantil e o salário educação. Dois anos depois, são suspensas as atividades da UNE e
a representação estudantil nas universidades federais.

Entre 1967 e 1969, é organizado o funcionamento do ensino superior. No campo do ensino fundamental
e médio, é criado o Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), em 1967, e as Diretrizes e Bases
para o ensino de 1º e 2º graus (Lei 5.692/71), que será reformada pela Lei 7.044, em 1982.

No segundo período (1975-1985), com a crise econômica e política, a política educacional proposta pelo
governo busca a correção das desigualdades no plano do discurso, enquanto na prática continuaram
os mecanismos de

exclusão da escola. Os raros projetos voltados para a educação tinham vícios estruturais e os recursos
perdiam-se no meio da burocracia.

O primeiro governo civil depois do regime militar de 1964, escolhido por um Colégio Eleitoral, denomina-
se Nova República. Para Vieira (apud Barcellos), os documentos do governo Sarney fazem um “amplo
inventário dos históricos problemas da educação, mas tendem a oferecer poucas alternativas inovadoras
à sua superação”. A ele vieram somar-se as diretrizes tiradas no dia 18 de setembro de 1985, o chamado
“Dia D da Educação”, que discriminou uma série de preocupações governamentais, principalmente
quanto ao aumento do número de escolas, de melhor qualidade e participação da comunidade.

Segue Fernando Collor de Mello para um mandato de cinco anos. Para Vieira, seu governo inaugura
a fase da “educação espetáculo”, propondo o Programa Nacional de Alfabetização para a Cidadania
(PNAC). Como nos governos anteriores, firma-se a concepção de uma educação como eixo importante
para o desenvolvimento, sem fazer na prática grandes avanços. A exceção é a aprovação do “Estatuto
da Criança e do Adolescente”, que não nasce por movimento dos educadores, mas que tem um capítulo
sobre o direito à educação.

O governo Itamar Franco introduzirá, no cenário político Fernando Henrique Cardoso. A política
educacional adotada com a eleição de Fernando Henrique Cardoso para Presidente da República,
concebida com a proposta do neoliberalismo, assumiu dimensões tanto centralizadoras quanto
descentralizadoras.

30
Mas e o governo atual? Sem dúvida nenhuma o desafio que se coloca, atualmente, nas condições de
tarefa política em longo prazo é a real descentralização do ensino, bem como seu fortalecimento.

Parte dessa legislação foi absorvida pela Constituição de 1937, na qual estiveram presentes dois novos
parâmetros: o ensino profissionalizante e a obrigação das indústrias e dos sindicatos de criarem escolas
de aprendizagem, na sua área de especialidade, para os filhos de seus funcionários ou sindicalizados.
Foi ainda em 1937 que se declarou obrigatória a introdução da educação moral e política nos currículos.

A Constituição de 1946 sinalizou a necessidade de novas leis educacionais que substituíssem as


anteriores. Entre 1950 e 1960, o País conheceu as maiores taxas de expansão da alfabetização. Isto se
deve ao fato de que, a partir de 1947, foram instaladas classes de ensino supletivo na maior parte dos

31
Agora é a sua vez
(RAMOS,1995, apud
ENADE/2005 – Pedagogia)
O texto do escritor Graciliano Ramos traz
lembranças de sua entrada na escola, que

INSTRUÇÕES expressam um momento da educação brasileira.


Entretanto, o pensamento pedagógico tem-se
As atividades referentes a este tema deverão modificado ao longo do tempo, contrapondo-se
ser realizadas em grupo. O trabalho em grupo ao modelo de escola evidenciado no texto. Desta
é interessante para que haja possibilidade dos forma, responda: quais aspectos podemos dizer
integrantes estabelecerem discussões pontuais que contrapõem o modelo de escola evidenciado
sobre as políticas públicas de educação, ao modelo atual?
levantando pontos de vista particulares. Esses,
se discutidos em um coletivo, podem agregar Agora é com você! Responda às questões a

muito conhecimento. Em um primeiro momento, seguir para conferir o que aprendeu!

você deverá realizar as leituras iniciais aqui


sugeridas. Posteriormente, busque contato com
as leituras complementares indicadas, para que
Questão 01
seu conhecimento seja sólido o bastante para a O primeiro governo civil depois do regime mili-

realização dos exercícios propostos neste capítulo. tar de 1964, escolhido por um Colégio Eleitoral,
denomina-se:

Ponto de Partida a) República Velha


b) Nova República
A notícia veio de supetão: iam meter-me na escola. c) Estado Novo
Já me haviam falado nisso, em horas de zanga, d) Política de “equiparação”
mas nunca me convencera que realizassem a e) Fase da “educação espetáculo”
ameaça. A escola, segundo informações dignas
Verifique seu desempenho nesta
de crédito, era um lugar para onde se enviavam questão, clicando no ícone ao lado.
as crianças rebeldes. Eu me comportava direito:
encolhido e morno, deslizava como sombra. [...]
A escola era horrível - e eu não podia negá-la,
Questão 02
como negara o inferno. Considerei a resolução “Neste período, grandes mobilizações surgem.
de meus pais uma injustiça. [...] Lembrei-me do Abre-se o governo para ouvir a sociedade, so-
professor público, austero e cabeludo, arrepiei- mente, porém, o restante continua com a velha
me calculando o rigor daqueles braços. Não me estrutura tradicional de planejamento governa-
defendi, não mostrei as razões que me fervilhavam mental. O novo discurso de modernização e da
na cabeça, a mágoa que me inchava o coração. qualidade, de certa forma, impõe limites ao dis-
Inútil qualquer resistência.

32
Questão 04
curso da universalização, da ampliação quantitativa
de ensino, pois traz ao debate o tema da eficiência,
excluindo os ineficientes, e adota o critério da com-
“Lançado pelo governo Federal em abril de
petência. A política educacional adotada, concebida
2007, ele prevê um aporte maior de recursos
com a proposta do neoliberalismo, assumiu dimen-
para a manutenção e desenvolvimento da edu-
sões tanto centralizadoras quanto descentralizado-
cação nos próximos dez anos na ordem de R$
ras”.
8 bilhões de reais. Tem como objetivo central
melhorar a qualidade da educação pública no
O trecho acima faz referência as aspectos políticos
Brasil através de um conjunto de medidas que
educacionais assumidos durante o governo de:
atinge todos os níveis e etapas da educação
a) Getúlio Vargas
nacional”.
b) José Sarney
c) Fernando Collor de Mello
O trecho acima faz referência aos aspectos
d) Itamar Franco
evidenciados:
e) Fernando Henrique Cardoso
a) No Plano de Aceleração do Crescimento
Verifique seu desempenho nesta (PAC)
questão, clicando no ícone ao lado. b) No Exame Nacional de Desempenho dos
Estudantes (Enade)
c) No Plano de Desenvolvimento da Educa-
Questão 03 ção (PDE)
d) No Plano Nacional de Assistência Estu-
O ministro Gustavo Capanema, em 1942, imple-
dantil (PNAES)
mentou uma série de medidas que flexibilizaram e
e) Fundo de Financiamento ao Estudante do
ampliaram as reformas Francisco Campos. Duran-
Ensino Superior (FIES)
te este processo, foi implementado tudo o que está
Verifique seu desempenho nesta
descrito abaixo, exceto:
questão, clicando no ícone ao lado.

a) A Lei Orgânica do Ensino Industrial


b) A Lei Orgânica do Ensino Secundário
c) O Serviço Nacional de Aprendizagem Indus-
Questão 05
Muito se discute sobre os aspectos políticos da
trial (SENAI)
Educação. Hoje, encontramos autores afirman-
d) A Reforma Constituinte
do existirem duas formas de políticas educacio-
e) A Lei Orgânica do Ensino Primário e Normal
nais: uma, de “cima para baixo” e “de baixo para
Verifique seu desempenho nesta cima”. Assim, disserte sobre estas duas formas
questão, clicando no ícone ao lado. de política, discutindo e diferenciando-as.

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

33
Ampliando ainda mais o debate sobre todas es-
Questão 06 sas políticas afirmativas, há também os que ado-
tam a posição de que o critério para cotas nas
Sobre a implantação de “políticas afirmativas” re-
universidades públicas não deva ser restritivo,
lacionadas à adoção de “sistemas de cotas” por
mas que considere também a condição social
meio de projetos de lei em tramitação no Con-
dos candidatos ao ingresso. Analisando a polê-
gresso Nacional, leia os dois textos a seguir.
mica sobre o sistema de cotas “raciais”, identifi-
que, no atual debate social um argumento coe-
TEXTO I
rente utilizado por aqueles que o criticam.
“Representantes do Movimento Negro Socialista
entregaram ontem, no Congresso, um manifesto Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.
contra a votação dos projetos que propõem o es-
tabelecimento de cotas para negros em universi-
dades federais e a criação do Estatuto de Igualda-
de Racial. As duas propostas estão prontas para
Questão 07
Ainda com referência aos textos apresentados
serem votadas na Câmara, mas o movimento
na questão acima (Questão 2), apresente um
quer que os projetos sejam retirados da pauta.
argumento coerente utilizado por aqueles que o
(...) Entre os integrantes do movimento estava a
defendem.
professora titular de Antropologia da Universida-
de Federal do Rio de Janeiro, Yvonne Maggie. ‘É Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.
preciso fazer o debate. Por isso ter vindo aqui já
foi um avanço’, disse”.
(Folha de S.Paulo - Cotidiano, 30 jun. 2006, com
adaptação.)
Questão 08
O que foi o chamado “Dia D da Educação”? A
que data foi atribuído este titulo?
TEXTO II
“Desde a última quinta-feira, quando um grupo Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.
de intelectuais entregou ao Congresso Nacional
um manifesto contrário à adoção de cotas raciais
no Brasil, a polêmica foi reacesa. (...) O diretor Questão 09
executivo da Educação e Cidadania de Afrodes-
Escutamos dizer que com Fernando Collor de
cendentes e Carentes (Educafro), frei David Rai-
Mello inaugura-se a fase da “educação espetá-
mundo dos Santos, acredita que hoje o quadro do
culo”, já que, como nos governos anteriores, fir-
País é injusto com os negros e defende a adoção
ma-se a concepção de uma educação como eixo
do sistema de cotas”.
importante para o desenvolvimento, sem fazer na
(Agência Estado-Brasil, 3 jul, 2006.)
prática grandes avanços. Porém, cientistas polí-
(Fonte: ENADE/2006 – Curso: Normal Superior).

34
ticos destacam uma exceção a este fato no referido
governo. Qual foi esta exceção? Descreva-a.

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 10
O “Manifesto dos Pioneiros” foi um documento as-
sinado por 26 educadores renomados. Ele continha
a formulação das “bases e diretrizes” para a edu-
cação nacional, com o objetivo de superar o esta-
do fragmentário das antigas reformas, influenciando
principalmente a escola pública. Este documento foi
elaborado por:
a) Anísio Teixeira
b) Francisco Campos
c) Gustavo Capanema
d) Fernando de Azevedo
e) Fernando Collor de Melo

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

35
LINKS IMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? Então:

• Leia o livro Políticas Educacionais de Eneida Oto Shiroma, Moraes e Olinda Evangelista da Editora
DP&A, 2007.

• Leia o artigo A Eficiência/Ineficiência das Políticas Educacionais como Estratégias de Regulação


Social, de Terezinha Fátima Andrade e Monteiro dos Santos. Disponível em: <http://302284.vila.
bol.com.br/AEFICIEN.html>. Acesso em: 29 set. 2011. Esse trabalho é parte de um diálogo sobre
as políticas educacionais brasileiras dos últimos vinte anos. Ele objetiva apreender os meandros
e conformações do processo de construção e execução de políticas educacionais no seio das
reformas iniciadas em 1964, implementadas nos anos setenta e em fase de consolidação dos anos
oitenta e noventa.

• Leia o artigo As políticas de descentralização, participação e autonomia de Antonio B. de Lima e


Edaguimar O. Viriato. Disponível em: <http://302284.vila.bol.com.br/autonomia.htm>. Acesso em: 29
set. 2011. O texto discute as políticas educacionais de descentralização, participação e autonomia
dos Estados de São Paulo e Paraná, a partir dos anos de 1980.

• Leia o artigo Políticas de educação de jovens e adultos no Brasil de Maria C. Vieira. Disponível
em: <http://302284.vila.bol.com.br/jovenseedultos.htm>. Acesso em: 29 set. 2011. Esse trabalho
aborda as políticas de educação de jovens e adultos trabalhadores no contexto de desenvolvimento
capitalista brasileiro, focalizando as experiências ocorridas no município de Uberlândia- MG, durante
os anos de 1980 e 1990.

• Leia a pesquisa O estado brasileiro e a política educacional nos anos 90 de Vera M. Vidal Peroni.
Disponível em: <http://302284.vila.bol.com.br/poliedu90.htm>. Acesso em: 29 set. 2011. O objetivo
dessa pesquisa foi de verificar o modo como estão se materializando, na política educacional, as
redefinições do papel do Estado nestes anos de 1990.

• Leia o artigo Indicadores de ensino e políticas educacionais de Norberto Bottani. Disponível


em: <http://302284.vilabol.uol.com.br/indicadoreseducacionais.htm>. Acesso em: 29 set. 2011. O
artigo propõe algumas explicações para o interesse suscitado por este tipo de produto no curso
dos últimos dez anos e descreve a evolução do conjunto de indicadores comparáveis dos sistemas

36
educacionais definidos pela OCSE.

• Leia o artigo As licenciaturas e as novas políticas educacionais para a formação docente


de Júlio Emílio D. Pereira. Disponível em: <http://302284.vilabol.uol.com.br/formacaoprofessores2.
htm>. Acesso em: 29 set. 2011. Nesse artigo são apresentadas reflexões e análises a respeito das
recentes políticas educacionais para a formação docente no Brasil.

• Leia o artigo de José Carlos Libâneo, intitulado “Alguns aspectos da política educacional do
governo Lula e sua repercussão no fucionamento das escolas”. Disponível em: <http://www.
histedbr.fae.unicamp.br/revista/edicoes/32/art12_32.pdf>. Acesso em: 05 out. 2011. Ele aborda
alguns aspectos da política educacional do atual governo e sua relação com o funcionamento da
escola pública, na perspectiva da pedagogia.

• Leia o artigo Política educacional e LDB: algumas reflexões, de Maria A. Zanetti. Disponível
em: <http://302284.vilabol.uol.com.br/ldbanalise.htm>. Acesso em: 29 set. 2011. O texto apresenta
um paralelo entre algumas das políticas educacionais do Banco Mundial, o Planejamento Político-
Estratégico do MEC nas suas versões de março e maio de 1995 e a LDB no seu texto final - Lei
9394/96 e o PL 1258/88.

• Leia o artigo A política educacional no cotidiano escolar: um estudo meso-analítico da


organização escolar em Belém-PA de Ney C. M. Oliveira. Disponível em: <http://302284.vilabol.
uol.com.br/realidadeeducacional.htm>. Acesso em: 29 set. 2011. No decorrer dos últimos 30 anos,
a pesquisa educacional vem demonstrando a impossibilidade de analisarmos a prática pedagógica
isolada do contexto social em que se insere, o que implica dizer que não é possível realizarmos uma
análise consistente sobre a escola e o processo educacional que nela se efetiva, sem inseri-los no
universo social, político e cultural.

FINALIZANDO
Nesta aula, você:
Teve oportunidades de acesso às referências e aos artigos importantes que discutem as políticas
educacionais, desde seu início até os dias atuais. Levantou e analisou a evolução histórica, destacando
princípios, ideias, particularidades, peculiaridades, potencialidades e fragilidades dessas políticas, cada
qual enquadrada em seu respectivo contexto histórico e social. Estudou sobre o processo de construção,

37
desenvolvimento, alterações e reformulações dessas políticas, buscando entender
como suas implicações interferiram, moldaram e definiram nosso atual sistema
educacional.

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zj GLOSSÁRIO
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Francisco Campos: ministro da Educação e Saúde, e em 1931 propõe a Reforma do Ensino Secundário,
ampliando o monopólio estatal do acesso ao ensino superior. Tratava-se da política de “equiparação”,
política de oficialização de escolas públicas e privadas que exigia a equivalência de todos os cursos
com o Colégio Pedro II.

Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova: documento assinado por 26 educadores renomados.
Destacamos ainda que o termo ensino Leigo, neste contexto, significa em oposição ao ensino eclesiástico
(da igreja).

Fernando de Azevedo: elaborador do documento Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova. Funcionário
público, sociólogo e educador brasileiro nascido em Minas Gerais, foi um dos responsáveis pela reforma
do ensino no país, a partir de experiências feitas no Ceará (1923) e Rio de Janeiro (1926). Inicialmente
um seminarista formou-se em direito e abraçou o magistério.

Reformas CAPANEMA: reformas no ensino secundário. Leva este nome em virtude do ministro Gustavo
Capanema. Este, por iniciativa própria , iniciou, ainda de forma parcial, as reformas relativas ao ensino
secundário, em 1942.

Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar sua
ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

38
Tema 4
Reformas Educacionais

ícones:
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Conteúdos e Habilidades
Conteúdo

Nesta aula, você estudará:

• A qualidade de ensino no Brasil, que é baixa e desvinculada das exigências da transformação


produtiva.
• As responsabilidades dos atores locais: governos locais, atores da sociedade civil (sindicatos de
professores, associações de estudantes, universidades etc.).
• As reformas ocorridas na esfera educacional bem como seus respectivos contextos históricos.

Habilidades

Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:

• Quais as reformas ocorridas na esfera educacional brasileira?


• Quais as implicações e impactos destas reformas no atual quadro da educação brasileira?
• Quais as reformas educacionais numa linha histórica?

AULA 4
Assista às aulas nos pólos presenciais e também disponíveis no Ambiente Virtual de
Aprendizagem.

39
Leitura Obrigatória
Reformas Educacionais

Mesmo após a libertação da colonização portuguesa, que durou mais de três séculos (1500 a 1822),
e tentando constituir um Estado Nacional, a sociedade brasileira não se preocupou em construir, de
imediato, um sistema educacional, porque continuou mantendo a escravidão até 1888. E mesmo com
a transformação do Estado Escravocrata em Estado Burguês, na última década do século XIX (1888-
1891), o país ainda não criou algo similar a um sistema nacional de educação.

Somente depois da década de 1930, com a derrubada da “República Velha” (1889-1930), o Governo
prestou mais atenção à educação pública. Aliás, foi somente a partir desta data que o país passou
a contar com um Ministério da Educação. Getúlio Vargas governou, provisoriamente, como líder do
movimento golpista, até 1934, quando a segunda constituição da República foi promulgada. Nela, pela
primeira vez na história do país, apareceu a vinculação de recursos nos orçamentos públicos para a
educação. Em 1937, durante seu primeiro mandato eletivo, Getúlio Vargas aplicou uma espécie de
“autogolpe”, anulou a Constituição corporativista que o elegera e impôs ao país uma carta outorgada,
que implantou o chamado “Estado Novo”. Até 1945, o país viveu uma ditadura personalista, voltada para
uma espécie de nacionalismo típico que, de qualquer modo, preocupava-se com a modernização da
Nação e que, por isso, acabou por criar uma primeira estrutura educacional pública do país.

Com o movimento de redemocratização, que culminou com a deposição do ditador, em 1945, convocou-
se uma Assembléia Nacional Constituinte, para elaborar a lei maior do Brasil, em moldes democráticos.
Logo após sua promulgação, em 1946, iniciaram-se os debates para a proposição da primeira Lei de
Diretrizes e Bases (LDB) da educação nacional – uma espécie de lei orgânica de toda a educação
brasileira. Por mais de 15 anos, o projeto desta lei foi discutido no Congresso Nacional. Por causa desse
longevo debate, quando a primeira LDB (lei n.º 4.024), foi sancionada, em 1961, já estava anacrônica
em muitos aspectos. Contudo ela estruturava o sistema educacional nacional, mantendo um mínimo
de integração vertical e horizontal, conferindo relativa expressão ao subsistema público de educação.

Em 1964, o país sofreu um novo golpe de Estado, agora liderado pelos militares, que impuseram à
sociedade brasileira uma ditadura que durou por longos 21 anos. Durante esse tempo, apesar de seu
anacronismo, a LDB, que articulara os graus de estudos, da Educação Infantil ao Ensino Superior, foi
desestruturada e fragmentada em vários “subsistemas”, sem articulação entre si. Inclusive, a reforma da
educação superior (Lei n.º 5.540, de 28 de novembro de 1968) promovida pelos militares precedeu à do
“ensino de 1.º e 2.º graus” (Lei n.º 5.692, 11 de agosto de 1971), criando incongruências insuperáveis,
como, por exemplo, a antecipação da profissionalização na educação básica e seu retardamento na
educação superior.

40
Era evidente que as reformas educacionais dos governos dos generais atendiam mais à solução
de problemas políticos imediatos – contestação da classe média, por exemplo, quanto à solução do
problema dos “excedentes do ensino superior” –, do que à necessária evolução do Sistema Educacional
Brasileiro.

Nos inícios dos anos 80 do século XX, a ditadura militar começou a dar os primeiros sinais de seu
esgotamento e o relativo relaxamento da censura e da repressão abriu espaço para as primeiras
manifestações mais explícitas da resistência democrática. Em 1985, o país completou seu “processo de
redemocratização” e, no bojo da mobilização mais geral, desenvolveu-se, quase que imediatamente, um
amplo movimento social voltado para a formulação da segunda LDB da História da Educação Brasileira.

Em 1992, o país viveu a “turbulência Collor”, que acabou desencadeando o impeachment desse
Presidente. O Vice-Presidente assumiu o Governo e por meio do Ministro da Educação, o país foi
engajado no movimento da Conferência Mundial de Educação para Todos e de seus eventos sucedâneos.

Pela metade da década de 1990, um professor tornou-se Presidente da República – ele e seu grupo
de ex-docentes se constituíram a popularmente denominada “República dos Professores”. Os duros e
demorados debates que se deram no Governo deixaram marcas profundas de sua identidade política
na educação. Este governo aprovou a Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que substituiu o que
havia sido elaborado com a participação de toda a sociedade. Dentre elas, cabe destacar três: (i) como
os sistemas educacionais de outros países do Primeiro Mundo, transformaram a avaliação, ou melhor,
os exames, em bandeira; (ii) Governo abriu as comportas do Sistema Educacional Brasileiro ao ensino
privado; (iii) Governo Federal desmantelou a estrutura do MEC que cuidava da educação de adultos,
inibindo-a também nos estados e municípios.

Este governo, inicialmente, resgatou, como uma de suas prioridades educacionais a EJA. Em segundo
lugar, começou um programa de recuperação das universidades e iniciou uma parceria com as
instituições particulares de ensino superior, no sentido de ocupar suas vagas ociosas em troca de
incentivos fiscais. Estabeleceu, não sem resistências, um programa de políticas afirmativas, estimulando
a abertura “cotas” de vagas na IES públicas para determinados segmentos da população. Finalmente,
dentre outras medidas, apresentou, em dezembro de 2004, uma versão preliminar de um anteprojeto
de lei de reforma do Ensino Superior.

Assim, é consenso que o desafio atual é a desigualdade de acesso à educação de qualidade. A


pauta de discussões e as operações em curso na reforma educacional brasileira incluem o conceito
de escola e suas expressões concretas, como forma de organização, de gestão e financiamento. O
sistema educacional brasileiro apresenta uma conformação complexa, onde destacam-se aspectos de
segmentação dos graus ou níveis de ensino, as responsabilidades das diferentes esferas de governo,
os papeis atribuídos ou esperados do poder público e da iniciativa privada.

41
Portanto, o conhecimento sobre as características do processo de reforma da educação em curso
no Brasil, a compreensão de seus antecedentes e a avaliação de suas tendências são elementos
importantes para a formulação e operação de políticas eficazes, na tentativa de buscar intervenções
coerentes, realistas e eficazes.

42
Agora é a sua vez Questão 01
Os Pioneiros da Educação Nova influenciaram
INSTRUÇÕES muito a educação brasileira, originando a
denominada “Escola Nova”, com sua ênfase
As atividades referentes à este tema deverão ser na dimensão metodológica. Dentre os nomes
realizadas em grupo. O trabalho em grupo faz- importantes deste movimento, podemos
se interessante para que haja possibilidade dos destacar:
integrantes estabelecerem discussões pontuais a) Anísio Teixeira
sobre a as reformas educacionais, levantando b) Getúlio Vargas
pontos de vistas particulares que, se discutidas c) Fernando Collor
num coletivo, podem agregar muito conhecimento. d) Francisco Campos
Num primeiro momento, vocês deverão realizar e) Paulo Freire
as leituras iniciais aqui sugeridas. Posteriormente, Verifique seu desempenho nesta
busque contato com as leituras complementares questão, clicando no ícone ao lado.
indicadas, para que seu conhecimento seja sólido
o bastante para a realização dos exercícios Questão 02
propostos neste capítulo. O “Manifesto dos Pioneiros da Educação
Nova” lançado em 1932, tinha como ícones
educadores comprometidos com um movimento
Ponto de Partida
de renovação da educação brasileira. Estes
Após o Golpe de 1964, desencadeou-se uma defendiam, entre outros aspectos, uma
dura repressão que atingiu, implacavelmente, a educação pública, gratuita, laica e obrigatória.
educação brasileira. Durante o Governo Costa Porém, além disso, ele apresentava uma
e Silva foi aprovada e sancionada a Reforma característica inovadora para a época. Qual
Universitária, Lei 5540, de 28 de novembro de era esta característica:
1968. a) Ele excluía a educação do contexto
social.
(Fonte: ENADE/2005 – Curso: Pedagogia) b) Ele defendia o tratamento da educação
como um problema social.
Sobre esta reforma, responda: qual era seu foco e
c) Ele defendia solução de problemas
quais as seus principais pontos de atuação?
educacionais mais a curto prazo.
d) Ele defendia a estruturação dos cursos
Agora é com você! Responda às questões a se- de graduação de acordo com o modelo
guir para conferir o que aprendeu! norte-americano.

43
época. Teoricamente foi uma grande reforma, na
prática, entretanto, volveu-se preferencialmente
e) Ele reafirmava uma resistência para organização do sistema educacional das
democrática. elites”.

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado. Este trecho refere-se à:
a) Reforma do Ensino Superior

Questão 03 b)
c)
Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova
Reforma Fernando de Azevedo
Na década de 1990, Fernando Henrique Cardoso, d) Reforma CAPANEMA
professor, assumiu a Presidência do Brasil, e) Reforma Francisco Campos
instituindo a popularmente denominada “República Verifique seu desempenho nesta
dos Professores”. Este governo aprovou a Lei n.º questão, clicando no ícone ao lado.
9.394, de 20 de dezembro de 1996. Esta substituiu
o que havia sido elaborado com a participação
de toda a sociedade. Desta forma, destaque os Questão 06
principais aspectos alterados por esta lei. Os movimentos a favor de uma Escola Pública
Verifique seu desempenho nesta de boa qualidade se estendem por todo o país,
questão, clicando no ícone ao lado. uma vez que a escola deve ser um dos principais

Questão 04 locais de aprendizagem e apropriação do


conhecimento.
Os Pioneiros da Educação Nova, dentre os (Fonte: Provão do MEC/2001 – Pedagogia)
quais se destaca Anísio Teixeira, influenciaram
muito a educação brasileira, originando a Desta forma, reflita e responda: qual é a
denominada “Escola Nova”, com sua ênfase na contribuição da escola para a democratização do
dimensão metodológica. No que tange ao aluno ensino?
e ao professor, destaque quais são as principais
Verifique seu desempenho nesta
características desta Escola. questão, clicando no ícone ao lado.
Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.
Questão 07
Questão 05 Na
Ensino
proposta
Médio,
de
a
reforma curricular
interdisciplinaridade
do
deve
“Representou de fato uma ação objetiva do Estado ser compreendida a partir de uma abordagem
em relação à educação, ou seja, uma organização relacional, em que se propõe que, por meio da
da estrutura do ensino à base de um sistema prática escolar, sejam estabelecidas interconexões
nacional. Regulamentou uma estrutura orgânica e passagens entre os conhecimentos através de
ao ensino secundário, comercial e superior da relações de complementaridade, convergência

44
ou divergência. combate às desigualdades sociais da nação.
(PCN Ensino Médio, apud Provão do MEC/2001) O movimento ganhou impulso na década
) de 1930, onde publicou-se um documento
Analisando este trecho do PCN, foram feitas as defendendo a universalização da escola
seguintes afirmações: pública, laica e gratuita”.
I. Para que isso ocorra, é preciso estabelecer (Fonte:< http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_
objetivos educacionais únicos com vistas à avaliação Nova>. Acesso em: 10 nov. 2011).
do currículo.
II. Para que isso ocorra, é preciso homogenizar Estre trecho faz referência a um movimento
a metodologia a ser utilizada pelo corpo docente da denominado de:
escola.
III. Para que isso ocorra, é preciso preservar a) República Velha
cada área do conhecimento em sua especificidade, b) República Nova
fazendo-a interagir com as demais para a solução c) Escola Nova
de problemas. d) República dos Professores
e) Ditadura Militar
Estão corretas as afirmações: Verifique seu desempenho nesta
a) Apenas I questão, clicando no ícone ao lado.
b) Apenas II
c)
d)
Apenas III
I e II
Questão 09
e) I e III Frente a discussão histórica das Reformas
Educacionais, bem como os problemas e
Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado. ideais que as motivaram, e fazendo uma
contraposição com nosso quadro atual, qual é

Questão 08 hoje o maior desafio do sistema educacional


brasileiro, o qual motivaria novas reformas na
“O mundo vivia, na época, um momento de educação?
crescimento industrial e de expansão urbana e, Verifique seu desempenho nesta
nesse contexto, um grupo de intelectuais brasileiros questão, clicando no ícone ao lado.
sentiu necessidade de preparar o país para
acompanhar esse desenvolvimento. A educação Questão 10
era por eles percebida como o elemento-chave Por que é importante que todo profissional da
para promover a remodelação requerida. Inspirados área da educação tenha conhecimentos sobre
nas idéias político-filosóficas de igualdade entre os as Reformas Educacionais?
homens e do direito de todos à educação, esses
Verifique seu desempenho nesta
intelectuais viam num sistema estatal de ensino
questão, clicando no ícone ao lado.
público, livre e aberto, o único meio efetivo de

45
LINKS IMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? Então:

• Leia Avaliação do sistema educacional brasileiro: tendências e perspectivas, de CASTRO,


M. H. Guimarães. Brasília: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais, 1998.

• Acesse e leia Estado Militar e as reformas educacionais, de Cleci Terezinha Battistus, Cristiane
Limberger e André Paulo Castanha, publicado na Revista Educere et Educare. Disponível em:
<http://www.unioeste.br/cursos/cascavel/pedagogia/revista/EDUCEREetEDUCARE_parte_3.
pdf>. Acesso em 29 set. 2011. Este artigo irá lhe ajudar a compreender como aconteceram as
modificações e reformas em meio ao difícil período do regime militar.

• Leia Breve balanço das reformas educacionais, de Rudá Ricci. Disponível em: <http://www.
espacoacademico.com.br/021/21ruda.htm>. Acesso em: 29 set. 2011. Ele irá desafiá-lo a refletir
sobre as reformas educacionais brasileiras, com a finalidade de construir um balanço das ações e
impactos das mesmas no atual contexto educacional brasileiro.

• Leia o artigo 20 anos de reformas educacionais, de Rudá Ricci, publicado na Revista Ibero
Americana de Educação. Disponível em: <http://www.rieoei.org/rie31a03.PDF>. Acesso em: 29
set. 2011. Este artigo analisa as reformas educacionais em curso nos últimos 20 anos, tendo como
referência os debates ocorridos no interior do Fórum de Reformas Educacionais, ocorridos em
Belo Horizonte, em junho de 2002.

• Leia o Capítulo 2 (p.24-33) do livro Estrutura e Funcionamento da Educação, das autoras Ivanda
Martins Silva, Maria Lúcia Soares e Roseane Nascimento. Disponível em: <https://docs.google.
com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0B0EMRzdACiXpYjIxODJiZGYtOTY0My00N
zJjLTljNWYtMDM4Y2I1MTBjZDcx&hl=pt_BR>. Acesso em: 22 set. 2011. Ele aborda e discute as
reformas educacionais, ressaltando seus principais ícones e movimentos. Desta forma, irá auxiliá-
lo a ampliar seus conhecimentos sobre o tema.

• Acesse o site do Prof. Jorge Barcellos, e leia a coletânea de políticas educacionais, disponibilizada
por ele. Disponível em: <http://302284.vilabol.uol.com.br/index.html>. Acesso em 29 set. 2011.
Ele subdivide o tema em várias aulas e faz uma excelente retomada das políticas e reformas
educacionais nos respectivos períodos políticos.

46
VÍDEOS IMPORTANTES
• Assista o filme O que é isso, companheiro?, filme brasileiro lançado em 1997, com direção de
Bruno Barreto. Ele lhe ajudará refletir e ampliar seus conhecimentos sobre o que representou esse
período tenebroso para o Brasil.

FINALIZANDO
Nesse tema, você:
Realizou leituras para identificar evoluções, transformações e reformas no campo educacional
brasileiro. Você agora é capaz de explicitar essas reformas, num contexto histórico, destacando
todos os principais pontos de mudanças, bem como suas implicações para o sistema. Desenvolveu
conhecimentos referentes aos aspectos legais destas reformas. Contextualizou as reformas
educacionais numa linha histórica, e agora tem condições e embasamento teórico para analisar e
discutir criticamente as potencialidades e fragilidades do sistema educacional brasileiro, no que tange
aos seus avanços e retrocessos decorrentes destas reformas educacionais.

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Anísio Teixeira: um dos principais expoentes do movimento dos pioneiros da escola nova. Fez seus
primeiros estudos em colégios jesuítas em Salvador. Ingressou na faculdade de direito no Rio de Janeiro,
formando-se em 1922. De volta à Bahia, assumiu o cargo de Inspetor Geral de Ensino, iniciando sua
carreira de pedagogo e administrador público. Em 1928, ingressou na Universidade de Columbia, em
Nova York, onde obteve o título de mestre e conheceu o educador John Dewey. Tornou-se Secretário
da Educação do Rio de Janeiro em 1931 e realizou uma ampla reforma na rede de ensino, integrando
o ensino da escola primária à universidade. Anísio Teixeira viveu até 1945.

Reforma Francisco Campos: em 1931, representou de fato uma ação objetiva do Estado em relação à
educação, ou seja, uma organização da estrutura do ensino à base de um sistema nacional. Regulamentou
uma estrutura orgânica ao ensino secundário, comercial e superior da época. Teoricamente foi uma

47
grande reforma, na prática, entretanto volveu-se preferencialmente para organização do sistema
educacional das elites.

Getúlio Vargas: (São Borja, 19 de abril de 1882 — Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1954) foi um
advogado e político brasileiro, líder civil da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha, depondo
seu 13º e último presidente Washington Luís e impedindo a posse do presidente eleito em 1 de março
de 1930, Júlio Prestes. Foi presidente da república do Brasil em dois períodos. O primeiro de 15 anos
ininterruptos, de 1930 a 1945. No segundo período, em que foi eleito por voto direto, Getúlio governou
o Brasil como presidente da república, por 3 anos e meio: de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de
1954, quando se matou.

Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar sua
ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

Tema 5
Financiamento da Educação e Programas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

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Conteúdos e Habilidades
Conteúdo

Nesta aula, você estudará:

• Discussões sobre os financiamentos da educação e os Programas do Fundo Nacional de


Desenvolvimento da Educação.
• Instrumentos legais que podem contribuir para o controle social dos recursos financeiros públicos.
• O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Habilidades

Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:

48
• Quais os Programas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
• Quais os objetivos, propostas e aspectos legais dos Programas do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação?
• Quais as possibilidades e políticas de Financiamento da educação?
• Como se dão os impactos e transformações destes programas e políticas de financiamento no
contexto educacional brasileiro?

AULA 5
Assista às aulas nos pólos presenciais e também disponíveis no Ambiente Virtual de
Aprendizagem.

Leitura Obrigatória
Financiamento da Educação e Programas do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) possui uma série de programas articulados
à educação. Ele foi criado em 1986 e está vinculado ao Ministério da Educação (MEC). Sua finalidade
é captar recursos para projetos educacionais e de assistência ao estudante.

Um dos programas do FNDE é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), implantado em


1955, que garante, por meio da transferência de recursos financeiros, a alimentação escolar dos alunos
de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens
e adultos) matriculados em escolas públicas e filantrópicas. Seu objetivo é atender as necessidades
nutricionais dos alunos durante sua permanência em sala de aula, contribuindo para o crescimento,
o desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar dos estudantes, bem como promover a
formação de hábitos alimentares saudáveis.

Outro programa é o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), o qual, por meio da distribuição de
acervos de obras de literatura, de pesquisa e de referência e outros materiais relativos ao currículo nas
áreas de conhecimento da educação básica, o Ministério da Educação apóia o cidadão no exercício da
reflexão, da criatividade e da crítica.

O programa Brasil Profissionalizado visa fortalecer as redes estaduais de educação profissional e


tecnológica. Criado em 2007, o programa possibilita a modernização e a expansão das redes públicas
de ensino médio integradas à educação profissional, uma das metas do Plano de Desenvolvimento da
Educação (PDE). O objetivo é integrar o conhecimento do ensino médio à prática.

49
Também faz parte dos programas do FNDE o programa Caminho da Escola, o qual foi criado em 2007
com o objetivo de renovar a frota de veículos escolares, garantir segurança e qualidade ao transporte
dos estudantes e contribuir para a redução da evasão escolar, ampliando, por meio do transporte diário,
o acesso e a permanência na escola dos estudantes matriculados na educação básica da zona rural das
redes estaduais e municipais.

Criado em 1995, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) tem por finalidade prestar assistência
financeira, em caráter suplementar, às escolas públicas da educação básica das redes estaduais,
municipais e do Distrito Federal e às escolas privadas de educação especial mantidas por entidades
sem fins lucrativos, registradas no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) como beneficentes
de assistência social, ou outras similares de atendimento direto e gratuito ao público.

O Programa Nacional de Formação Continuada a Distância nas Ações do FNDE – Formação pela Escola
– visa fortalecer a atuação dos agentes e parceiros envolvidos na execução, no monitoramento, na
avaliação, na prestação de contas e no controle social dos programas e ações educacionais financiados
pelo FNDE. É voltado, portanto, para a capacitação de profissionais de ensino, técnicos e gestores
públicos municipais e estaduais, representantes da comunidade escolar e da sociedade organizada.

O governo federal executa três programas voltados ao livro didático: o Programa Nacional do Livro
Didático (PNLD), o Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio (PNLEM) e o Programa
Nacional do Livro Didático para a Alfabetização de Jovens e Adultos (PNLA). Seu objetivo é prover,
gratuitamente, as escolas das redes federal, estadual e municipal e as entidades parceiras do programa
Brasil Alfabetizado com obras didáticas de qualidade.

O Programa Nacional do Livro Didático em Braille atende alunos cegos que cursam o ensino fundamental
em escolas públicas de ensino regular e escolas especializadas sem fins lucrativos.

O governo federal criou em 2007 o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos


para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância), o qual é parte das ações do Plano
de Desenvolvimento da Educação (PDE) do Ministério da Educação. Seu principal objetivo é
prestar assistência financeira e disponibilizar recursos que destinam-se à construção e aquisição de
equipamentos e mobiliário para creches e pré-escolas públicas da educação infantil.

O Ministério da Educação executa atualmente dois programas voltados ao transporte de estudantes:


o Caminho da Escola e o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate), que visam
atender alunos moradores da zona rural.

Vale ainda ressaltar que, com foco no ensino superior, o governo implementou também o Programa
Universidade para Todos (ProUni), o qual tem como finalidade a concessão de bolsas de estudo integrais

50
e parciais em cursos de graduação em instituições privadas de educação superior.

Em se tratando de financiamento da educação, destaca-se FIES e Fundeb.

Criado em dezembro de 1996, inicialmente o Fundef foi implantado de forma experimental no estado
do Pará e funcionou em todo o país de 1º de janeiro de 1998 até 31 de dezembro de 2006. O Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
(Fundeb), o qual foi criado em 2006 como um fundo especial, de natureza contábil e de âmbito estadual,
é composto por parcela financeira de recursos federais e por recursos provenientes dos impostos e
transferências dos estados, Distrito Federal e municípios.

Com vigência estabelecida para o período 2007-2020, sua implantação começou em 1º de janeiro de
2007, sendo plenamente concluída no seu terceiro ano de existência, ou seja, 2009, quando o total
de alunos matriculados na rede pública é considerado na distribuição dos recursos e o percentual de
contribuição dos estados, Distrito Federal e municípios para a formação do fundo atinge o patamar de
20%.

Com foco no Ensino Superior, encontramos o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior
(FIES), criado por meio da Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. É um programa do Ministério da
Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em
instituições não gratuitas.

A priori, vale ressaltar que a disponibilidade de recursos é condição necessária, porém não suficiente,
para se consolidar uma educação pública de qualidade. Possuir conhecimentos mínimos sobre
programas e financiamentos da educação é primordial para que possamos acompanhar e fiscalizar o
uso dos recursos na área.

51
ampliação dos Fundos;

Agora é a sua vez IV. Buscou promover a


remuneração de profissionais do ensino
com 60% dos recursos.

INSTRUÇÕES Dentre as afirmações acima, quais delas


podemos afirmar estarem corretas?
As atividades referentes à este tema deverão
ser realizadas em grupo. O trabalho em
grupo faz-se interessante para que haja Agora é com você! Responda às questões a
possibilidade dos integrantes estabelecerem seguir para conferir o que aprendeu!
discussões pontuais sobre os programas
do FNDE e os financiamentos da educação,
levantando pontos de vistas particulares que, Questão 01
se discutidas num coletivo, podem agregar
Questão 1
muito conhecimento. Num primeiro momento,
O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da
vocês deverão realizar as leituras iniciais aqui
sugeridas. Posteriormente, busque contato com Educação Básica e de Valorização dos Profissio-
as leituras complementares indicadas, para nais da Educação (Fundeb) foi criado em:
que seu conhecimento seja sólido o bastante (A) 1996
para a realização dos exercícios propostos (B) 1998
neste capítulo. (C) 2000
(D) 2006
Ponto de Partida (E) 2008
Verifique seu desempenho nesta
Sobre a implantação do FUNDEF (Fundo de
questão, clicando no ícone ao lado.
Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e de Valorização do Magistério),
foram feitas a seguintes afirmações:
Questão 02
São todos programas do FNDE, exceto:
I. Buscou promover a descentralização (A) Programa Nacional de Alimentação Escolar
orçamentária, evidenciando o papel (B) Proinfância
do Distrito Federal na subvinculação (C) Programa Nacional de Atividade Física
orçamentária; (D) Programa Nacional de Apoio ao Transporte
II. Buscou promover a complementação do do Escolar
custo-aluno pela União, exercendo função (E) Programa Nacional do Livro Didático
redistributiva em Estados em que o Fundo
não é suficiente; Verifique seu desempenho nesta
III. Buscou promover a existência de Conselhos questão, clicando no ícone ao lado.
para o acompanhamento e controle social
sobre a repartição, a transferência e a

52
Questão 03
Dentre elas, estão corretas:
(A) Apenas I
Sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento (B) Apenas II
da Educação Básica e de Valorização dos Profissio- (C) Apenas III
nais da Educação (Fundeb), são feitas as seguintes (D) I e II
afirmações: (E) I, II e III
I. Foi criado em 2006, iniciou sua vigência em
Verifique seu desempenho nesta
2007. questão, clicando no ícone ao lado.
II. Seu período de vigência é de 2007 a 2020.
III. Sua meta é assegurar o valor mínimo nacio-
nal por aluno/ano de R$ 1.414,85 em 2010 a cada
Questão 05
estado, ou ao Distrito Federal Sobre o Fundo Nacional de Desenvolvimento
da Educação (FNDE), é incorreto afirmar que:
Dentre elas, estão corretas: (A) possui uma série de programas articula-
(A) Apenas I dos à educação.
(B) Apenas II (B) Ele foi criado em 1996.
(C) Apenas III (C) está vinculado ao Ministério da Educa-
(D) I e II ção (MEC).
(E) I, II e III (D) Sua finalidade é captar recursos para
Verifique seu desempenho nesta projetos educacionais e de assistência ao es-
questão, clicando no ícone ao lado. tudante.
(E) A maior parte dos recursos do FNDE

Questão 04 provém do Salário-Educação, com o qual todas


as empresas estão sujeitas a contribuir.
Sobre o Programa Nacional Biblioteca da Escola
Verifique seu desempenho nesta
(PNBE), são feitas as seguintes afirmações: questão, clicando no ícone ao lado.
I. Teve como motivação inicial a democratiza-
ção do acesso às fontes de informação, o fomento à
leitura e à formação de alunos e professores leitores
Questão 06
e o apoio à atualização e ao desenvolvimento profis- Um dos programas do FNDE é o Programa
sional do professor. Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Dis-
II. Contou com a distribuição de acervos de corra sobre este programa, destacando seus
obras de literatura, de pesquisa e de referência e aspectos principais.
outros materiais relativos ao currículo nas áreas de
conhecimento da educação básica. Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.
III. Desde que foi criado, em 1997, o programa
está sob gestão e verba dos municípios.

53
Questão 07
O governo federal executa três programas vol-
tados ao livro didático: o Programa Nacional do
Livro Didático (PNLD), o Programa Nacional do
Livro Didático para o Ensino Médio (PNLEM) e o
Programa Nacional do Livro Didático para a Alfa-
betização de Jovens e Adultos (PNLA). Diferen-
cie-os.

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 08
Existe algum tipo de investimento ou programa
com foco no auxílio e transporte escolar? Em
caso afirmativo, descreva-os.
Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 09
O que é FIES e qual é o seu foco?

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 10
Por que é importante que todos tenham conheci-
mentos básicos sobre programas e financiamen-
tos em educação?

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

54
LINKS IMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? Então:

• Leia: Da nova LDB ao FUNDEB SAVIANI, D. 1ª ed. Campinas: Autores Associados, 2007. Nele,
você encontrará uma avaliação dos possíveis impactos da Emenda Constitucional nº 53, de 19 de
dezembro de 2006.

• Leia: A política recente de fundos para o financiamento da educação e seus efeitos no


pacto federativo. PINTO, J. M. de R... Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v28n100/
a1228100.pdf>. Acesso em: 08 out. 2011. Ele procura analisar o impacto que a recente política de
fundos para o financiamento da educação básica (FUNDEF e FUNDEB) produziu na divisão de
responsabilidades pelo atendimento educacional entre estados e municípios.

• Leia: Impactos do Fundeb sobre a qualidade do ensino básico público: uma análise para
os municípios do estado do Rio de Janeiro. CAMPOS, B. C.; CRUZ, B. P. A... Revista de
Administração Pública, Rio de Janeiro 43(2):371-93, MAR./ABR. 2009, disponível em: <http://
www.scielo.br/pdf/rap/v43n2/v43n2a05.pdf>. Acesso em: 08 out. 2011. Nele, você encontrará
temas sobre a correlação estatística significativa entre o volume de recursos disponíveis para o
investimento em educação pública e o grau de desenvolvimento dela.

• Leia: Financiamento da educação e Programas do Fundo Nacional de desenvolvimento da


Educação. Disponível em: <https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&s
rcid=0B0EMRzdACiXpOTlhZGFiNDEtMmMxMy00ZTFkLTgwMGUtY2YwM2M0NjQxNmU3&hl=
pt_BR>. Acesso em: 08 out. 2011. Nele você encontrará uma síntese de todos os programas do
FNDE, bem como os programas de financiamento da educação.

• Acesse o site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - (FNDE). Disponível


em: <http://www.fnde.gov.br>. Acesso em: 08 out. 2011. Nele você encontrará os programas e o
sistema de funcionamento do fundo nacional.

• Acesse o site do Programa de financiamento estudantil - (FIES). Disponível em: <http://


sisfiesportal.mec.gov.br/>. Acesso em: 26 08 out. 2011. Nele, você encontrará mais informações
sobre o Programa FIES.

55
VÍDEOS IMPORTANTES
• Assista o filme: Meu Mestre, Minha Vida.

Ficha Técnica

• Título no Brasil: Meu Mestre, Minha Vida


• Título Original: Lean on Me
• País de Origem: EUA
• Gênero: Drama
• Tempo de Duração: 104 minutos
• Ano de Lançamento: 1989
• Direção: John G. Avildsen
• Reflita um pouco sobre as condições de funcionamento da escola exibidas no filme e como algumas
estratégias foram importantes para a melhoria da qualidade dessa escola.

FINALIZANDO
Nessa aula, você realizou leituras para conhecer os programas do PNDE, suas políticas, objetivos
e abrangências. Desenvolveu conhecimentos referentes aos programas de financiamento, tanto da
educação básica quanto da educação superior. Participou de uma discussão sobre as implicações e
impactos destes programas e financiamentos da educação. Também pode compreender a importância
do conhecimento de todos nesta área, para que tenha meios de cobrar transparência e intervir na
utilização dos recursos destinados à educação.

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zj GLOSSÁRIO
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Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE): autarquia federal vinculada ao


Ministério da Educação que tem como missão prestar assistência financeira e técnica e executar ações
que contribuam para uma educação de qualidade a todos. Tem como visão de futuro ser referência
na implementação de políticas públicas. Seus valores são: compromisso com a educação; ética e
transparência; excelência na gestão; acessibilidade e inclusão social; cidadania e controle social;

56
responsabilidade ambiental; inovação e empreendedorismo.

Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE): sua prioridade é investir na educação básica . Isso
significa investir na educação profissional e na educação superior porque elas estão ligadas, direta ou
indiretamente. Significa também envolver todos - pais, alunos, professores e gestores, em iniciativas
que busquem o sucesso e a permanência do aluno na escola. Uma educação básica de qualidade que
vai dar bons frutos no futuro.

Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE-Escola): auxilia a escola pública, pois trata-se de


planejamento estratégico em que a escola investe em sua qualificação para oferecer mais qualidade
de ensino ao estudante, aumentando a aprendizagem escolar. Auxilia as equipes a trabalhar com os
mesmos objetivos e em busca de resultados comuns, reconhecendo que os ambientes sociais estão
em constante mudança.

Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar sua
ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

Tema 6
A Educação Escolar no Contexto das Trasformações da Sociedade Contemporânea.

ícones:
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Conteúdos e Habilidades
Conteúdo

Nesta aula, você estudará:

• Que como instituição social educativa, a escola vem sendo questionada acerca de seu papel ante
as transformações econômicas, políticas, sociais e culturais do mundo contemporâneo.
• Que Os acontecimentos e transformações do mundo atual sejam eles técnico-científicos ou

57
econômicos ou ainda políticos, afetam a educação escolar de várias maneiras.
• O início de um processo de reestruturação dos sistemas educativos.

Habilidades

Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:

• Quais as transformações ocorridas na esfera educacional?


• Quais as implicações e impactos destas transformações no atual quadro da educação brasileira?
• Quais as adaptações pelas quais a educação escolar vem passando, em função do contexto e
transformações da sociedade contemporânea?

AULA 6
Assista às aulas nos pólos presenciais e também disponíveis no Ambiente Virtual de
Aprendizagem.

Leitura Obrigatória
A Educação Escolar no Contexto das Transformações da Sociedade
Contemporânea.

A escola contemporânea sofre com o desenvolvimento acelerado que ocorre a sua volta, onde as
informações são atualizadas em frações de segundos, ocasionando de certa forma, o desgaste e o
comprometimento das ações voltadas para o aprimoramento do ensino, fazendo com que a sala de aula
se torne um ambiente de pouca relevância para a consolidação do conhecimento, tornando a vivência
social o requisito primordial para a busca de aprendizado, sobre essa escola.

Dessa forma, a prática pedagógica dos agentes educacionais no momento atual, bem como a condução do
processo ensino-aprendizagem na sociedade contemporânea, precisa ter como premissa a necessidade
de uma reformulação pedagógica que priorize uma prática formadora para o desenvolvimento, onde a
escola deixe de ser vista como uma obrigação a ser cumprida pelo aluno, e se torne uma fonte de
efetivação de seu conhecimento intelectual que o motivará a participar do processo de desenvolvimento
social, não como mero receptor de informações, mas como idealizador de práticas que favoreçam esse
processo,

58
Na sociedade da informação, a escola deve servir de bússola para navegar nesse
mar do conhecimento, superando a visão utilitarista de só oferecer informações
“úteis” para a competitividade, para obter resultados. Deve oferecer uma formação
geral na direção de uma educação integral. O que significa servir de bússola?
Significa orientar criticamente, sobretudo as crianças e jovens, na busca de uma
informação que os faça crescer e não embrutecer.(GADOTTI, M. Perspectivas
atuais da educação, 2000) .

Percebemos que os sistemas escolares apresentam sérios dilemas, pois, ao mesmo tempo em que são
depositadas tantas expectativas em relação à educação, as políticas que a ela se aplicam encontram-se
mais preocupadas com interesses reduzidos e tangencialmente educativos. Ao mesmo tempo em que
a educação é responsabilizada por uma série de problemas de ordem social, moral e econômica, ela é
também considerada como elemento fundamental para a reestruturação econômica, para a solução de
problemas sociais e culturais emergentes (Escudero, 2001, apud Schafranski, 2005, p.109).

Por outro lado, não se pode negar a função da educação como fator de desenvolvimento econômico e
social de um país. Assim, ela deve estar atenta às mudanças no contexto e às exigências da sociedade
do conhecimento, colocando-se lado a lado com o progresso, acompanhando os avanços científicos
e tecnológicos, formando pessoas dinâmicas, criativas, sensíveis, capazes de trabalhar em equipe, e
que estejam devidamente habilitadas para enfrentar um mundo que vive um processo acelerado de
mudanças. Eis ai o atual e grande desafio da educação!

Em meio a globalização, a escola e a educação carregam também como responsabilidade o


desenvolvimento de pessoas com reflexão crítica, as quais sejam capazes de conduzir de forma
democrática os destinos da sociedade.

Escudero (2001, apud Schafranski 2005) considera que na sociedade da informação tem-se que resgatar
o sentido da educação como um direito moral e como e uma necessidade social, e não apenas, como
um espaço de criação das habilidades e das competências exigidas pelos novos tempos.

Neste processo de reconstrução da educação, Blázques (2001, apud Schafranski 2005), afirma que se
evidencia a necessidade de investigar e debater os novos compromissos dos docentes, cujas tarefas
se tornam cada vez mais complexas e difíceis, considerando-se que a educação não pode renunciar a
que todos os cidadãos, independentemente de sua procedência social e cultural, possam utilizar essas
informações, manejá-las e utilizá-las em seu proveito.

Nesse sentido, Delors et al. (2000, apud Schafranski 2005, p.110) apontam as principais tensões que
necessitam ser ultrapassadas:

59
• A tensão entre o global e o local: tornar-se cada vez mais cidadão do mundo sem perder as raízes
e buscando participar ativamente da vida do seu país e das comunidades de base;

• A tensão entre o singular e o universal: a mundialização da cultura vai-se realizando de forma


progressiva mas ainda parcial, podendo incorrer no risco de esquecer o caráter único de cada
pessoa, sua vocação para escolher o seu destino e realizar todas as suas potencialidades,
mantendo a riqueza das suas tradições e da sua própria cultura ameaçada;

• A tensão entre tradição e modernidade, que deve construir a sua autonomia em dialética com a
liberdade e a evolução do outro;

• A tensão entre as soluções a curto e a longo prazo, pois muitos dos problemas enfrentados
necessitam de estratégias pacientes;

• A tensão entre a indispensável competição e o cuidado com a igualdade de oportunidades.;

• A tensão entre o extraordinário desenvolvimento dos conhecimentos e as capacidades de


assimilação pelo homem, sendo necessário preservar os elementos essenciais de uma educação
básica que ensine a viver melhor, através do conhecimento, da experiência e da construção de
uma cultura pessoal;

• A tensão entre o espiritual e o material, pois, muitas vezes, mesmo sem perceber o mundo tem
sede de ideais, ou de valores e compete à educação, a tarefa de despertar as convicções de cada
um, respeitando inteiramente o pluralismo.

Assim, não se pode excluir, me nenhum aspectos, os avanços da ciência e da tecnologia.

É bastante comum a recusa dos profissionais da educação frente à introdução das novas tecnologias
no contexto escolar. Porém, dado o peso das mesmas no cotidiano dos alunos, não há mais como
excluir essas tecnologias das salas de aula. Essa recusa inicial dos docentes é compreensível, uma
vez que, na maioria das vezes, esse professor não está preparado para lidar com esse novo paradigma
curricular. E isso mostra também as necessárias e urgentes reformulações e readequações nos cursos
de formação de professores, a fim de que estes se adequem às novas demandas educacionais.

A educação tem um papel social a cumprir e as escolas, necessitam refletir sobre a sua finalidade,
repensar sua função, adequando-se às demandas do atual momento histórico, tendo em vista preparar
sujeitos que tenham condições de percebê-los e redimensioná-los segundo as reais proporções e
necessidades contemporâneas.

60
Agora é a sua vez
Em linhas gerais, o que
podemos concluir desta
associação?
INSTRUÇÕES
Agora é com você! Responda às questões a
As atividades referentes à este tema deverão ser seguir para conferir o que aprendeu!
realizadas em grupo. O trabalho em grupo faz-
se interessante para que haja possibilidade dos
integrantes estabelecerem discussões pontuais Questão 01
sobre os desafios atuais da educação, levantando Tanto quanto os demais recursos tecnológi-
pontos de vistas particulares que, se discutidas cos existentes na atualidade, a televisão pode
num coletivo, podem agregar muito conhecimento. ser considerada como uma valiosa ferramen-
Num primeiro momento, vocês deverão realizar ta educativa. Ela é potencialmente valiosa,
as leituras iniciais aqui sugeridas. Posteriormente, pois atinge uma maior parcela da população,
busque contato com as leituras complementares e coloca-se como o meio de comunicação ex-
indicadas, para que seu conhecimento seja sólido tremamente eficiente. Estes benefícios não de-
o bastante para a realização dos exercícios vem estar alheios a educação. Na sua opinião,
propostos neste capítulo. por que a TV poderia facilmente contribuir para
a prática pedagógica?
Ponto de Partida
Verifique seu desempenho nesta
Antes de compreender o que significam as questão, clicando no ícone ao lado.

inovações tecnológicas, temos de refletir sobre o


que são velhas e novas tecnologias. O atributo do
velho ou do novo não está no produto, no artefato
Questão 02
em si mesmo, ou na cronologia das invenções, Tornou-se bastante comum escutarmos discur-

mas depende da significação do humano, do uso sos sinalizando que na escola contemporânea,

que fazemos dele. a sala de aula tornou-se um ambiente de pou-


ca relevância para a consolidação do conheci-

Juliane Corrêa. Novas tecnologias da informação e da


mento. Com base em que esses discursos se

comunicação; novas estratégias de ensino/aprendizagem. In:


fundamentam?

Carla Viana Coscarelli (Org.). Novas tecnologias, novos textos, Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.
novas formas de pensar. Belo Horizonte: Autêntica, 2003, p. 44

(com adaptações).

Reflita sobre o trecho citado acima, e associe estas


Questão 03
afirmações a questão da formação do professor, O computador é hoje uma realidade mundial,

bem como sua atuação e prática pedagógica. já que dificilmente alguém vive sem ele. Ele já

61
é parte integrando do cotidiano de todos, e isso uso é considerado como detentor de grande po-
traz uma série de compensações. Porém, no cam- tencial para a educação. Sendo assim, se aplica-
po educacional, ainda percebemos o medo do da ao campo educacional, quais benefícios ela
novo. Alguns professores se recusam a aceitar o pode trazer?
computador argumentando que ele não é neces- Verifique seu desempenho nesta
sário à sua prática. Por outro lado, existem aque- questão, clicando no ícone ao lado.
les que vêem nessa ferramenta o instrumento que
transformará sua prática resolvendo todos os pro-
blemas que enfrentam em seu fazer pedagógico,
Questão 06
inclusive o desinteresse dos alunos pelas aulas. Um professor, em meio a uma explanação de
Desta forma, reflita sobre o contexto atual da conteúdos durante uma aula de Geografia, foi in-
educação, bem como a posição que a ferramen- terrompido por um aluno, o qual contestava a atu-
ta “computador” ocupa, e então responda: como alidade daquelas informações contidas no livro,
deve hoje ser encarada a utilização do computador e reproduzidas pelo professor naquele momento.
na educação, frente à estas mudanças? Ele alegou que, ao assistir um documentário atu-
al sobre o assunto, pode verificar que algumas
Verifique seu desempenho nesta
informações haviam sido alteradas, em função de
questão, clicando no ícone ao lado.
pesquisas e descobertas recentes. Diante desta

Questão 04 situação, como deve se portar o professor que


deseja valorizar a produção de conhecimentos
Hoje a EAD é uma realidade que veio para ficar. pelos alunos?
Ela só é possível em virtude dos avanços tecnoló-
gicos atuais, os quais tornam possível a expansão a) Afirmar que a TV, bem como as demais
significativa dos sistemas de Educação a Distân- inovações tecnológicas, produzem muitas
cia, facilitando o acesso de milhares de pesso- informações não confiáveis, o que leva as
as a oportunidades educacionais. Porém, estes pessoas a ficar realmente restrito ao que foi
avanços não podem vir sozinhos. Sabe-se que as publicado nos livros.
novas tecnológicas precisam ser incorporadas as b) Acatar a informação do aluno como verda-
outros fatores, para que então funcionem. Quais deira, indicando à turma que esse conheci-
fatores são necessários para tal desempenho? mento será objeto de avaliação.
c) Reforçar que toda e qualquer nova desco-
Verifique seu desempenho nesta berta só é aceita após ser incorporada nos
questão, clicando no ícone ao lado. livros didáticos.

Questão 05
d) Reafirmar que o livro adotado é atual e suas
informações estão corretas.
A Internet vem sendo apontada como uma grande
revolução na comunicação. Por esse motivo, seu

62
e) Incentivar a turma a pesquisar sobre o assun- III. Na visão da educadora, o projeto político-
to para avaliar as novas informações trazidas -pedagógico deve ser feito com a participa-
pelo aluno, deslocando a discussão para uma ção dos pais, para que sejam ampliadas as
próxima aula. possibilidades de trabalho em conjunto.

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado. Estão condizentes com a visão educacional
expressa nesta entrevista, as afirmações:
Texto Para Questões 7 e 8 a) Apenas I
b) Apenas II
Ao ser entrevistada a respeito do papel da escola, c) Apenas III
uma educadora estrangeira deu a seguinte respos- d) I e II
ta, não-condizente com as tendências contemporâ- e) I e III
neas da educação brasileira: Verifique seu desempenho nesta
A escola quer resolver tudo sozinha, virou um pólo questão, clicando no ícone ao lado.

de assistência social — enquanto a única coisa que


ela pode fazer é ensinar Português e Matemática... Questão 08
Ou seja, quem tem que ensinar à criança o que é Ainda refletindo sobre a visão educacional ex-
sexo, ou que não se pode tomar drogas, são os plicitada pela educadora nesta, podemos afir-
pais. A escola é para ensinar Inglês, Matemática, mar que:
História, Geografia, Ciências...
(Veja, São Paulo, 20/11/1991, com adaptações – a) Sua visão educacional está correta, uma
apud Enade/2006) vez que a escola jamais será capaz de
proporcionar e consolidar valores a se-

Questão 07 rem trabalhados pela família.


b) Sua visão educacional está correta, pois
Analisando as colocações feitas pela educadora no a formação docente não agrega conhe-
texto acima, foram feitas algumas afirmações sua cimentos suficientes para desempenhar
visão de educação. tais funções extras.
c) Sua visão educacional está equivocada,
I. Em sua concepção, a qualidade da escola está uma vez que não se pode mais excluir as
decadente, pois a mesma está tentando assumir funções sociais da educação.
papéis que não seu seus de fato. Isso faz com d) Sua visão educacional está equivocada,
que ela não dê conta do seu real papel, que é pois é papel exclusivamente da escola a
reproduzir conhecimentos. oferta de uma formação completa.
II. Os valores devem ser trabalhados pela família, e) Sua visão educacional está equivocada,
cabendo à escola a responsabilidade pela trans- pois a escola, enquanto instituição, tem
missão de conteúdos consolidados historica- condições de resolver tudo sozinha.
mente. Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.

63
sar a educação e as escolas, porque os

Questão 09 paradigmas que têm dado sustentação às


práticas educacionais não têm sido capa-
A necessidade de atualização constante e da zes de propiciar um desenvolvimento indi-
emancipação dos homens como sujeitos históricos vidual e social. Desta forma, podemos afir-
são condições necessárias na busca da supera- mar que são grandes desafios à educação
ção dos desafios educacionais da pós-modernida- atual todos os descritos abaixo, exceto:
de. Isso consiste em preparar os indivíduos para
a transitoriedade de todos os aspectos da vida. E a) Colocar-se lado a lado com o progresso
isso significa afirmar que: e acompanhando os avanços científicos e
tecnológicos.
a) Compete à educação compreender os desa- b) Formar pessoas dinâmicas, criativas, sen-
fios de uma sociedade cada vez mais infor- síveis, capazes de trabalhar em equipe e
macional e globalizada, dialogando com uma que estejam devidamente habilitadas a en-
realidade em constante modificação. frentar um mundo em processo acelerado
b) Cabe exclusivamente a família desempe- de mudanças.
nhar o papel de preparar os indivíduos para c) Limitar a educação apenas as questões do
tais mudanças. conhecimento, excluindo as questões so-
c) Compete à escola apenas a transmissão de ciais e econômicas que permeiam e sobre-
conhecimentos, inerte e alheia às transfor- carregam o campo educacional.
mações. d) Assumir-se como co-responsável do de-
d) No campo educacional, é dispensável ape- senvolvimento de pessoas com reflexão
gar-se aos avanços da ciência e da tecnolo- crítica, que sejam capazes de conduzir de
gia. forma democrática os destinos da socieda-
e) Dinamismo, criatividade, sensibilidade, ca- de.
pacidade de trabalhar em equipe e habilida- e) Preparar os indivíduos para a transitorieda-
des para enfrentar um mundo em processo de de todos os aspectos da vida, que dia-
acelerado de mudanças são característica loguem com uma realidade em constante
inerentes do individuo. A escola não tem po- modificação.
deres para transformar ou melhorar isto.
Verifique seu desempenho nesta Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado. questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 10
Em função das transformações científicas, po-
líticas, econômicas, culturais e sociais, que
ocorrem mundialmente, é necessário repen-

64
LINKS IMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? Então:

• Leia: Desafios à educação em um mundo globalizado. QUEIROZ, Maria T. S.. In: RBPAE,v.19n°
01, jan/jun, 2003, pág. 119 – 130.

• Leia: Educação: um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional


sobre Educação para o século XXI. DELORS, J. et al.. 4. ed. São Paulo: Cortez; Brasília, DF:
MEC: UNESCO, 2000.

• Leia: Tecnologias do conhecimento: os desafios da educação DOWBOR, L.. Petrópolis, RJ:


Vozes, 2001.

• Leia: A escola deve seguir ou antecipar as mudanças da sociedade? PERRENOUD, P In:


PERRENOUD, P. & THURLER, M.G.

• Leia: A escola e a mudança: contributos sociológicos. Lisboa: Escolar Editora, 1994, p. 11-31.
(Coleção Cadernos de Inovação Escolar).

• Leia: Educação e economia no contexto das transformações contemporâneas, de LIMA, M.


E. B. Disponível em:< <http://www.faced.ufba.br/rascunho_digital/textos/592.htm>. Acesso em: 09
out. 2011. O texto verifica criticamente, a partir do enfoque educacional e econômico, o processo
de aceitação, rejeição e adaptação dos sujeitos sociais no mundo globalizado.

• Leia: Tecnologias na escola: algumas experiências e possibilidades. DUTRA, I. M.; LACERDA,


R. P. Disponível em: <http://penta2.ufrgs.br/edu/ciclopalestras/artigos/italo_tecnologias.pdf>.
Acesso em: 09 out. 2011. Ele discute a necessidade de transformar a sala de aula tem levado
a maioria das escolas públicas e privadas ao uso de novas tecnologias e ao repensar de
metodologias na tentativa de construir um currículo que contemple os interesses dos alunos e as
mudanças globais que ocorrem tão rapidamente.

• Leia: Desafios atuais da educação infantil e da qualificação de seus profissionais: onde o


discurso e a prática se encontram?, de SILVA, Ana Paula Soares e ROSSETTI-FERREIRA, M.

65
Clotilde. Disponível em: <http://www.anped.org.br/reunioes/23/textos/0707t.
PDF>. Acesso em: 09 out. 2011. Ele traz uma discussão sobre questões que
compõem o quadro de desafios atuais da educação infantil, como por exemplo a questão do
currículo, do financiamento e da especificidade da educação infantil, que poderão ser exploradas
em questionamentos e discussões futuras.

VÍDEOS IMPORTANTES
• Assista o filme: Verônica.

Ficha Técnica
• Título no Brasil: Verônica
• Título Original: Verônica
• País de Origem: Brasil
• Gênero: Ação
• Classificação etária: 12 anos
• Tempo de Duração: 87 minutos
• Ano de Lançamento: 2008
• Estréia no Brasil: 06/02/2009
• Site Oficial: http://www.veronicaofilme.com.br
• Estúdio/Distrib.: Europa Filmes
• Direção: Maurício Farias
Reflita um pouco sobre a valorização do professor no exercício da docência.

FINALIZANDO
Nessa aula, você realizou leituras para identificar os atuais dilemas e desafios da educação brasileira.
Desenvolveu conhecimentos referentes à questão da globalização na educação, as novas tecnologias
e seus impactos, bem como as atuais necessidades, demandas, paradoxos e anseios da escola e
da educação de forma geral. Participou de uma discussão sobre as implicações e impactos destas
transformações na atual situação da educação brasileira. Também pode compreender as novas
demandas da educação, no que tange ao novo ideal de formação, ao novo perfil do aluno e as novas
possibilidades e necessidades da formação dos profissionais da educação em função do contexto e
transformações da sociedade contemporânea.

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Educação à Distância (EAD): segundo Decreto nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, Art. 1, a Educação
a distância é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com a mediação de recursos
didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados
isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação.

Globalização: é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural,


política, que teria sido impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação dos
países do mundo no final do século XX e início do século XXI. É um fenômeno gerado pela necessidade
da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países
centrais (ditos desenvolvidos) cujos mercados internos já estão saturados.

Sociedade Contemporânea: compreende o final do século XVIII até os dias atuais. A contemporaneidade
atrai o interesse de muitas pessoas em razão da emergência e do apelo que as questões históricas e
filosóficas observadas nesse período trazem à tona. O desenvolvimento do capitalismo e a ascensão dos
valores de um mundo em “progresso ininterrupto” figuram importantes fatos e correntes de pensamento
do século XIX. Os problemas e transformações de um mundo globalizado fizeram desta época, conforme
apontado pelo historiador Eric J. Hobsbawn, um século “breve”.

Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar sua
ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

Tema 7
Gestão Escolar Democrática: Organização E Gestão,
Objetivos do Ensino e Trabaho dos Professores.

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Conteúdos e Habilidades

Conteúdo

Nesta aula, você estudará:

• A organização e a gestão que constituem o conjunto das condições e dos meios utilizados para
assegurar o bom funcionamento da instituição escolar.
• A Gestão Democrática que pressupõe a participação e o envolvimento de todos os sujeitos que se
encontram envolvidos com o processo educativo.
• As potencialidades e fragilidades da gestão educacional democrática.

Habilidades

Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:

• Quais os princípios gerais da gestão participativa na esfera educacional?


• Quem são pessoas envolvidas na gestão participativa?
• Quais os impactos da gestão participativa no atual quadro da educação brasileira?

AULA 7
Assista às aulas nos pólos presenciais e também disponíveis no Ambiente Virtual de
Aprendizagem.

Leitura Obrigatória
Gestão Escolar Democrática: Organização e Gestão, Objetivos do Ensino e
Trabalho dos Professores.

Na escola, a organização e gestão referem-se ao conjunto de normas, diretrizes, estrutura organizacional,


ações e procedimentos que asseguram a racionalização do uso de recursos humanos, materiais,
financeiros e intelectuais assim como a coordenação e o acompanhamento de trabalho de pessoas. A

68
organização e gestão na escola correspondem, portanto, à necessidade da instituição escolar dispor de
condições e meios necessários para a realização de seus objetivos específicos.

Instituída legalmente pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, Lei n° 9394/96, a Gestão Democrática pode ser entendida como:

(...) um processo de aprendizado e de luta política que não se circunscreve


aos limites da prática educativa, mas vislumbra, nas especificidades dessa
prática social e de sua relativa autonomia, a possibilidade de criação de
canais de efetiva participação e de aprendizado do “jogo” democrático e,
consequentemente, do repensar das estruturas de poder autoritário que
permeiam as relações sociais e, no seio dessas, as práticas educativas”.

Dentro deste quadro, a mudança para modalidade de gestão democrática, que pressupõe a participação
e o envolvimento de todos os sujeitos que se encontram envolvidos com o processo educativo, encontra
os entraves decorrentes da presença de uma concepção de gestão centrada na figura do diretor.

No contexto da educação brasileira, tem sido dedicada muita atenção à gestão na educação que,
enquanto um conceito novo, superador do enfoque limitado de administração, se assenta sobre a
mobilização dinâmica e coletiva do elemento humano, sua energia e competência, como condições
básicas e fundamentais para a melhoria da qualidade do ensino e a transformação da própria identidade
da educação brasileira e de suas escolas, ainda carentes de liderança clara e competente, de referencial
teórico-metodológico avançado de gestão, de uma perspectiva de superação efetiva das dificuldades
cotidianas, pela adoção de mecanismos e métodos estratégicos para a solução dos seus problemas.

Mas o que é gestão participativa?

O entendimento do conceito de gestão já pressupõe, em si, a idéia de


participação, isto é, do trabalho associado de pessoas analisando situações,
decidindo sobre seu encaminhamento e agindo sobre elas em conjunto. Isso
porque o êxito de uma organização depende da ação construtiva conjunta de
seus componentes, pelo trabalho associado, mediante reciprocidade que cria
um “todo” orientado por uma vontade coletiva. (LUCK,1996, p. 37).

Segundo Lück (2000), a gestão escolar constitui uma dimensão e um enfoque de atuação que
objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e
humanas necessárias para garantir o avanço dos processos sócio-educacionais dos estabelecimentos
de ensino, orientados para a promoção efetiva da aprendizagem pelos alunos, de modo a torná-los
capazes de enfrentar adequadamente os desafios da sociedade globalizada e da economia centrada
no conhecimento. Por efetiva, entendemos como a realização de objetivos avançados, de acordo
com as novas necessidades de transformação socioeconômica e cultural, mediante a dinamização da

69
competência humana, sinergicamente organizada.

Compete à gestão escolar estabelecer o direcionamento e a mobilização capazes de sustentar e


dinamizar as escolas, de modo que sejam orientadas para resultados, isto é, um modo de ser e de fazer
caracterizado por ações conjuntas, associadas e articuladas. Sem esse enfoque, os esforços e gastos
são empregados sem muito resultado, fato este que vemos com frequência na educação brasileira, uma
vez que se tem adotado, até recentemente, a prática de buscar soluções tópicas, localizadas e restritas,
quando, de fato, os problemas da educação e da gestão escolar são globais e estão interligados.

Estes problemas não são resolvidos alternando investimentos em capacitação, em melhoria de


condições físicas e materiais, em metodologias, em produção de materiais, entre outros. É preciso agir
conjuntamente em todas as frentes, pois todas estão inter-relacionadas.

Assim, a Gestão Democrática e Participativa configura–se como um grande desafio para todos que,
direta ou indiretamente, possam contribuir para que o Projeto Pedagógico e Administrativo da escola
seja construído com competência, efetividade, respeito e amor.

Ela não se identifica com decisões a respeito de aspectos e ações secundárias, fragmentadas e isoladas
da unidade escolar. Sua prioridade é envolver o diagnóstico de suas dificuldades e sucessos e buscar
soluções coletivas e organizadas para aspectos prioritários. E, por aspectos prioritários, apontamos o
processo de formação de cidadãos responsáveis, comprometidos com a construção de melhor qualidade
de vida para todos, de humanização solidária e prazerosa, com o resgate do compromisso e do respeito
quer devem caracterizar as relações democráticas no seu interior e no seu entorno.

A Gestão Democrática e Participativa não se resume apenas a um conjunto de ações organizadas e


compartilhadas em benefício da escola, mas é uma filosofia, que exige a construção interativa de uma
postura que, por sua vez, também pressupõe revisão de atitudes em relação à vida, à educação e à
escola. É a própria humanidade de cada ser humano exercitando sua essência na participação que
fundamenta-se no diálogo, no compartilhamento, no sentido crescente de pertencimento e de ações
coletivas que garantem melhor qualidade de vida para todos.

Sua premissa é envolver ações coletivas e organizadas, as quais precisam ser contínuas, permanentes
e não pontuais, devendo constituir-se como processo solidário e amoroso que possibilita o crescimento
coletivo. A administração participativa nas escolas públicas é, então, percebida como sendo um meio
capaz de possibilitar maior envolvimento dos profissionais na democratização da gestão escolar.

Há ampla literatura sobre o efeito da democratização da educação no planejamento e na tomada de


decisões na prática cotidiana. Desse modo, o foco na escola e no aluno e a probabilidade de autonomia
e sucesso da escola são aumentados.

70
se refere a acompa-

Agora é a sua vez nhar o desempenho


acadêmico dos filhos.

INSTRUÇÕES b) Adequada, pois não se pode pôr em dú-


vida o espaço específico e autônomo dos
As atividades referentes a este tema deverão ser profissionais da escola.
realizadas em grupo. O trabalho em grupo faz- c) Inadequada, pois os pais devem encami-
se interessante para que haja possibilidade dos nhar suas reclamações aos órgãos gover-
integrantes estabelecerem discussões pontuais namentais competentes.
sobre os princípios, políticas e ideais da gestão d) Inadequada, pois o multiculturalismo con-
participativa e democrática na educação, levantando fere aos pais o direito de questionar a dig-
pontos de vistas particulares que, se discutidos num nidade profissional dos professores.
coletivo, podem agregar muito conhecimento. Num e) Inadequada, pois não corresponde às
primeiro momento, vocês deverão realizar as leituras práticas de corresponsabilização e de ar-
iniciais aqui sugeridas. Posteriormente, buscar ticulação escola/comunidade.
contato com as leituras complementares indicadas, Verifique seu desempenho nesta
para que seu conhecimento seja sólido o bastante questão, clicando no ícone ao lado.
para a realização dos exercícios propostos neste
capítulo.
Ponto de Partida Questão 02
Com a chegada de um novo diretor numa esco-
Quais as características primordiais de uma gestão
la de ensino fundamental, algumas mudanças
educacional de base democrática, participativa e
foram propostas por ele. Ele montou uma equi-
com qualidade social?
pe, a qual se tinha como função elaborar o pro-
Agora é com você! Responda às questões a jeto pedagógico da instituição com as seguintes
seguir para conferir o que aprendeu! características:
I. Determinação de objetivos e formas de

Questão 01
avaliação do plano.
II. Participação de todos os “atores” envolvi-
Um grupo de pais procurou a direção da escola de dos na comunidade escolar.
seus filhos para questionar alguns aspectos do pro- III. Expressão da cultura local.
jeto pedagógico da referida escola, com os quais IV. Manifestação de um conjunto de princí-
não concordavam. Porém, depararam-se com um pios e práticas visando à nova realidade.
diretor pouco receptivo, que não manifestou nenhum
interesse em ouvir e avaliar as indagações advindas Quais das características acima um projeto pe-
dos pais. Considerando-se um modelo de gestão de- dagógico de gestão democrática e participativa
mocrática, a atitude da direção foi: deve, necessariamente, apresentar?
a) Adequada, pois a corresponsabilidade dos pais

71
a) I e II. • O professor B apresenta e discute, com o
b) III e IV. corpo docente, as dificuldades de aprendi-
c) I, II e III. zagem dos alunos, definindo práticas co-
d) I, III e IV. muns a serem priorizadas na elaboração
e) II, III e IV. dos planos de ensino.

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado. • O professor C desenvolve em sala de aula
um plano elaborado previamente pelo coor-

Questão 03 denador pedagógico, priorizando metas e


ações determinadas pela lei específica.
São propostos os seguintes princípios da concep-
ção de gestão escolar democrático-participativa: Dos três professores descritos acima, qual de-
autonomia da escola e da comunidade educativa; les atuou de forma coerente com os princípios
relação orgânica entre a direção e a participação da concepção de gestão escolar:
dos membros da equipe escolar; envolvimento da
comunidade no processo escolar; planejamento a) Apenas o professor A.
de atividades; formação continuada para o desen- b) Apenas o professor B.
volvimento pessoal e profissional dos integrantes c) Apenas o professor C.
da comunidade escolar; utilização de informações d) Os professores A e B.
concretas e análise de cada problema em seus e) Os professores B e C.
múltiplos aspectos, com ampla democratização
Verifique seu desempenho nesta
das informações; avaliação compartilhada; rela- questão, clicando no ícone ao lado.
ções humanas produtivas e criativas assentadas
em uma busca de objetivos comuns.
(LIBÂNEO, J. C. et al. Educação escolar: políticas, Questão 04
estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2003, Considerando a organização e a gestão escola-
com adaptações.) res, são feitas afirmações sobre as característi-
cas organizacionais que propiciam melhores re-
Abaixo são explicitadas a postura de três profes- sultados de aprendizagem dos alunos.
sores diferentes:
I. Existência de normas legais, plano pre-
• O professor A elabora o seu plano de ensino viamente elaborado, mais ênfase nas tarefas
conforme a sua percepção da necessidade do que nas pessoas e a ausência de discus-
dos alunos e dos problemas encontrados, são entre os profissionais da escola propiciam
não permitindo que opiniões de outros do- melhores resultados de aprendizagem dos
centes tenham influência sobre a sua elabo- alunos.
ração. II. A existência de gestão descentralizada,
mais ênfase nas tarefas do que nas pessoas,

72
relações hierárquicas embasadas em normas e passeios educativos ou para a compra de ma-
regras propiciam melhores resultados de apren- teriais didáticos. De acordo com a regulamen-
dizagem dos alunos. tação municipal, haverá novas eleições para
III. A existência de gestão descentralizada, que o conselho escolar no próximo ano. A escola
contemple a elaboração de projeto pedagógico apresentada nesse texto está atuando:
curricular; bom clima de trabalho e disponibili-
dade de condições físicas e materiais propiciam I. De modo equivocado, pois envolve os
melhores resultados de aprendizagem dos alu- alunos nas decisões pedagógicas e ad-
nos. ministrativas.
IV. Direção centralizada em uma única pessoa, II. Em desacordo com a LDBEN 9.394/1996,
evitando-se desencontro de informações, a qua- pois permite que pessoas de fora da es-
lificação dos professores e a existência de pro- cola interfiram em sua gestão.
jeto político-pedagógico curricular propiciam me- III. Em consonância com as concepções de-
lhores resultados de aprendizagem dos alunos. mocráticas de gestão, pois redefine os
membros do conselho por meio de elei-
Dentre as afirmações acima, estão corretas: ções periódicas.
a) Apenas I. IV. De acordo com a LDBEN 9.394/1996,
b) Apenas II. pois tem um conselho escolar atuante,
c) Apenas III. com participação comunitária.
d) II e III.
e) III e IV. Estão correta(s) APENAS aa afirmações:
Verifique seu desempenho nesta a) I e II.
questão, clicando no ícone ao lado. b) II e III.

Questão 05 c) III e IV.


d) I, II e III.
Com a chegada de um novo diretor, a escola “Nas- e) II, III e IV.
cer do Sol” vem alterando sua forma de gestão. Na Verifique seu desempenho nesta
concepção do novo diretor, é importante ampliar as questão, clicando no ícone ao lado.
ligações com a comunidade. Para isso, ele fortale-
ceu o conselho escolar, que tem acompanhado a
frequência e o desempenho dos alunos. Implemen-
Questão 06
tou algumas ações como, por exemplo, quando sur- Explique o que é Conselho Escolar e o papel
gem problemas, os membros do conselho, formado da gestão participativa desse Conselho.
por professores, alunos, pais, funcionários e repre-
Verifique seu desempenho nesta
sentantes da comunidade, conversam entre si, com questão, clicando no ícone ao lado.
os professores e a família do aluno. Além disso, o
conselho participa das decisões pedagógicas e ad-
ministrativas, seja para obras de manutenção, para

73
Questão 07
prática condiz com a LDB 9.394/96? Justifique
sua resposta.

Num debate entre educadores sobre gestão par-


Verifique seu desempenho nesta
ticipativa na escola pública, uma Diretora afirmou questão, clicando no ícone ao lado.
saber da importância da participação dos pais dos
alunos no Conselho Escolar e exemplificou esta
participação da seguinte forma:
Questão 10
Em uma reunião do conselho escolar, os parti-
“Uma mãe faxineira pode participar ajudando na
cipantes definiram, como estratégia de aproxi-
limpeza da escola. Um pai pedreiro e analfabeto
mação entre escola e famílias, a realização de
não pode opinar na alfabetização do filho, mas
visitas às casas dos alunos, a fim de conhecer
pode colaborar em reparos no prédio da escola.”
de perto a realidade em que vivem. Um dos pro-
(Fonte: Provão do MEC/2002)
fessores foi à casa de Roberto, aluno que apre-
sentava dificuldades de aprendizagem, principal-
mente em matemática. Lá chegando, viu que se
Analisando este depoimento, encontramos limita-
tratava de uma moradia popular, de uma família
ções na ideia de gestão participativa explicitada
que não teve oportunidades de estudo. O pro-
pela Diretora em questão. Qual é a limitação pre-
fessor de Roberto, porém, ficou surpreso ao sa-
sente neste discurso? Justifique sua resposta.
ber que o menino ajudava o pai, feirante, como
Verifique seu desempenho nesta “caixa” na venda de frutas. Se ele sabia calcular
questão, clicando no ícone ao lado. valores e fazer o troco; não havia motivos para
ter dificuldades em matemática. Após a visita, o
Questão 08 professor começou a pensar em estratégias para
desenvolver com Roberto.
Um diretor está empenhado em implementar uma
(Fonte: ENADE/2008)
gestão democrática e participativa em sua escola.
Para atingir este objetivo, o que ele deve, priorita- Verifique seu desempenho nesta
riamente, valorizar? questão, clicando no ícone ao lado.

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 09
Na escola “Sistema Solar”, o diretor, frente à ne-
cessidade de elaborar o projeto pedagógico de
sua escola, contratou um consultor, especialista
na redação de regimentos e projetos deste tipo.
Do ponto de vista da gestão democrática, esta

74
LINKS IMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? Então:

• Leia o artigo: Gestão escolar democrática: desafio para o gestor do século XXI, de PAULA,
R. L. de; Schneckenberg, M. Disponível em: <http://web03.unicentro.br/especializacao/Revista_
Pos/P%C3%A1ginas/3%20Edi%C3%A7%C3%A3o/Humanas/PDF/16-Ed3_CH-GestaoEscol.pdf>.
Acesso em: 11 out. 2011. O artigo faz uma confrontação da teoria com a realidade praticada na
escola, no que tange aos aspectos de gestão.

• Leia o artigo de CONÇEIÇÃO, M. V.; ZIENTARSKI, C. Gestão democrática da escola pública:


possibilidades e limites. UNIrevista - Vol. 1, n° 2: (abril 2006). ISSN 1809-4651. Disponível em:
<http://www.unirevista.unisinos.br/_pdf/UNIrev_Conceicao_et_al.pdf>. Acesso em: 11 out. 2011.

• Leia o dossiê de artigos sobre Gestão Escolar, no site da Revista Nova Escola. Disponível em: <
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/>. Acesso em: 11 out. 2011. Traz uma coletânea de
discussões os diferentes aspectos da gestão: gestão do aprendizado, da comunidade, da equipe, do
espaço, do tempo, financeira, de materiais, entre outros.

• Leia o livro: A escola participativa. O trabalho do gestor escolar. de Heloísa Luck da editora
DP&A, 2001.

• Leia as apresentações sobre Gestão Escolar: Planejamento participativo e avaliação no ambiente


virtual da universidade Federal da Bahia. Disponível em: <http://www.moodle.ufba.br/mod/book/view.
php?id=10197&chapter id=9746>. Acesso em: 11 out. 2011. Apresenta reflexões sobre a organização
da gestão escolar e seus processos.

• Leia o artigo: Gestão educacional no contexto de um plano de educação de Ivan Luiz Novaes.
Disponível em: <http://cadernosiat.sec.ba.gov.br/index.php/ojs/article/viewFile/11/19>. Acesso em:
11 out. 2011. O texto apresenta algumas reflexões acerca da gestão educacional com ênfase na
democratização e na descentralização da educação.

75
VÍDEOS IMPORTANTES
• Veja o filme Meu nome é rádio de Michael Tollin, 2003. Ao assistir o filme sugerido, procure levantar
e discutir aspectos referentes à prática do planejamento participativo e ao trabalho do gestor escolar.
Trace uma relação analítica entre o papel do gestor e a inclusão, ou seja, relacione as leituras com
o enredo do filme.

FINALIZANDO
Nessa aula, você realizou leituras para identificar as políticas, princípios e participantes diretos da
gestão democrática e participativa no campo educacional brasileiro. Você agora é capaz de explicitar
estas premissas, ideias e políticas, destacando os principais pontos de mudanças, bem como suas
implicações para o sistema educacional. Desenvolveu conhecimentos referentes aos aspectos legais da
gestão participativa. Contextualizou as diferentes formas de gestão em educação numa linha histórica
e agora tem condições e embasamento teórico para analisar e discutir criticamente as potencialidades
e fragilidades da gestão participativa do sistema educacional brasileiro, no que tange aos seus avanços
e retrocessos decorrentes destas novas posturas e políticas de incentivo.

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• Organização e Gestão: conjunto de normas, diretrizes, estrutura organizacional, ações e


procedimentos que asseguram a racionalização do uso de recursos humanos, materiais, financeiros
e intelectuais, assim como a coordenação e o acompanhamento de trabalho de pessoas.

• Gestão Democrática: a participação e o envolvimento de todos os sujeitos que se encontram


envolvidos com o processo educativo.

• Gestão Democrática e Participativa: não se resume apenas a um conjunto de ações organizadas


e compartilhadas em benefício da escola, mas é uma filosofia, que exige a construção interativa de
uma postura que, por sua vez, também pressupõe revisão de atitudes em relação à vida, à educação
e à escola.
Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar sua
ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

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Tema 8
Avaliação no Sistema Educacional Brasileiro

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Conteúdos e Habilidades
Conteúdo

Nesta aula, você estudará:

• As formas e os programas de avaliação do sistema educacional brasileiro


• A aplicação de testes educacionais unificados nacionalmente, com o objetivo de aferir o
desempenho dos alunos nos diferentes graus de ensino
• Os exames nacionais em vigor que enfatizam a medição do desempenho escolar por meio de
testes padronizados, o que os vincula a uma concepção objetivista de avaliação.

Habilidades

Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:

• Quais os princípios gerais da avaliação na esfera educacional?


• De que forma os princípios, propostas e políticas interferem no processo de avaliação.
• Quais os impactos da avaliação no atual quadro da educação brasileira?
• Quais são as atuais políticas públicas de avaliação da educação brasileira, tanto do ensino
básico, quanto do ensino superior?

AULA 8
Assista às aulas nos pólos presenciais e também disponíveis no Ambiente Virtual de
Aprendizagem.

77
Leitura Obrigatória
Avaliação no Sistema Educacional Brasileiro

A sociedade brasileira tem acompanhado, nos últimos anos, discursos que defendem a aplicação de
testes educacionais unificados nacionalmente, com o objetivo de aferir o desempenho dos alunos nos
diferentes graus de ensino, para controlar a qualidade do ensino ministrado nas escolas brasileiras.
Entretanto, a determinação de critérios de avaliação revela a posição, as crenças e a visão de mundo
de quem as propõem.

Os exames nacionais em vigor enfatizam a medicação do desempenho escolar por meio de testes
padronizados, o que os vincula a uma concepção “objetivista” de avaliação. A educação brasileira conta
atualmente com avaliações nacionais nos três graus de ensino: O Saeb, no ensino fundamental, o
Enem, no ensino médio e o Enade, no ensino superior.

O Saeb é a primeira iniciativa brasileira, em âmbito nacional, no sentido de conhecer mais profundamente
o nosso sistema educacional. Além de coletar dados sobre a qualidade da educação no País, procura
conhecer as condições internas e externas que interferem no processo de ensino e aprendizagem, por
meio da aplicação de questionários de contexto respondidos por alunos, professores e diretores, e por
meio da coleta de informações sobre as condições físicas da escola e dos recursos de que ela dispõe.

Em 2005, a Portaria Ministerial n.º 931 alterou o nome do histórico exame amostral do Sistema Nacional
de Avaliação da Educação Básica (Saeb), realizado desde 1990, para Avaliação Nacional da Educação
Básica (Aneb). Por sua tradição, entretanto, o nome do Saeb foi mantido nas publicações e demais
materiais de divulgação e aplicação deste exame.

O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), conforme estabelece a Portaria n.º 931, de 21 de
março de 2005, é composto por dois processos: a Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb) e a
Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc). A Aneb é realizada por amostragem das Redes de
Ensino em cada unidade da Federação e tem foco nas gestões dos sistemas educacionais. Já a Anresc
é mais extensa e detalhada que a Aneb e tem foco em cada unidade escolar. Por seu caráter universal,
recebe o nome de Prova Brasil em suas divulgações.

O Saeb é um modelo concebido em relação a três eixos: universalização do ensino, eficiência e


qualidade; valorização do magistério e gestão do campo educacional. No primeiro eixo, os indicadores
mais importantes são escolarização, produtividade e qualidade do ensino, aferidos por meio de um
modelo de fluxo e produtividade proposto pela Unesco, que permite a análise do sistema educacional

78
como um todo: taxas de produtividade, perdas com evasão e repetência, níveis de escolarização real
em cada um dos estados e no país. No segundo eixo, os indicadores referem-se à competência do
professor, suas condições de trabalho na escola e às representações que delas fazem. No terceiro eixo,
os indicadores oferecem informações relativas à unidade escolar e ao próprio sistema (centralização/
descentralização, burocratização, eficiência, democratização, integração).

O seu objetivo principal é acompanhar a evolução da qualidade da Educação ao longo dos anos, sendo
utilizadas principalmente pelo MEC e Secretarias Estaduais e Municipais de Educação na definição
de ações voltadas para a solução dos problemas identificados, assim como no direcionamento dos
seus recursos técnicos e financeiros às áreas prioritárias, com vistas ao desenvolvimento do Sistema
Educacional Brasileiro e à redução das desigualdades nele existentes.

A ascensão da noção de competência na escola sofreu influência do mundo do trabalho, que também
apropriou-se dessa noção rumo a uma maior qualificação na flexibilização dos procedimentos dos
postos e das estruturas. Assim, à luz destas transformações, concepções e premissas, foi concebido o
Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Criado em 1998, instituído pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) e pelo INEP (Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais), seu objetivo fundamental é “avaliar o desempenho do aluno
ao término da escolaridade básica, para aferir o desenvolvimento de competências fundamentais ao
exercício pleno da cidadania.” (Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM: documento básico 2000,
1999, p. 5).

Podem participar do exame alunos que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio em anos
anteriores.

O Enem é utilizado como critério de seleção para os estudantes que pretendem concorrer a uma
bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni). Além disso, algumas universidades já usam o
resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando
ou substituindo o vestibular.

Este exame nacional encontra-se evidentemente ancorado na base nacional comum obrigatória,
instituída pela atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96), em seu artigo 26.

Com o foco no ensino superior, temos o ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).
Ele integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e tem o objetivo de aferir
o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas
habilidades e competências.

Instituído pela lei 10.861 de 14 de abril de 2004 e regulamentado pela portaria 2051 do Ministério da
Educação (MEC), o ENADE substituiu o antigo Provão criado em 1996. Seu objetivo é “a melhoria da

79
qualidade da educação superior, a orientação da expansão da sua oferta, o aumento permanente da sua
eficácia institucional e efetividade acadêmica e social e, especialmente, a promoção do aprofundamento
dos compromissos e responsabilidades sociais das instituições de educação superior, por meio da
valorização de sua missão pública, da promoção dos valores democráticos, do respeito à diferença e à
diversidade, da afirmação da autonomia e da identidade institucional”.

Além do ENADE, compõem o SINAES a autoavaliação, a avaliação externa, avaliação dos cursos de
graduação e instrumentos de informação (censo e cadastro).

Mas, questões colocam-se de forma latente no meio acadêmico: segundo documento base, o ENADE
se propõe a “aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos
programáticos, suas habilidades e competências”, mas qual o objetivo de “aferir o rendimento dos alunos”
no contexto de um sistema de avaliação que não se propõe a efetivamente solucionar os problemas
apresentados pelas universidades brasileiras? E mais, será que avaliar o desempenho dos estudantes
é tão mais importante que avaliar as condições em que se dá sua formação?

Estas indagações permeiam as discussões no âmbito acadêmico, mas ainda não encontram pontos
de convergência, ou seja, a elaboração e a implantação da nova proposta de avaliação é marcada por
inúmeras divergências. Assim, o papel do Estado em relação à educação é mais do que simplesmente
avaliar e controlar as instituições. A avaliação da educação superior, além da função de regulação, tem
a função formativa, de gerar o debate interno e externo dos rumos das IES e de emancipá-las da tutela
do Estado.

80
atualidade?

Agora é a sua vez Agora é com você! Responda às questões a


seguir para conferir o que aprendeu!
INSTRUÇÕES

As atividades referentes a este tema deverão ser


realizadas em grupo. O trabalho em grupo faz-
Questão 01
se interessante para que haja possibilidade dos Observe os dados do IDB apresentados na ta-

integrantes estabelecerem discussões pontuais bela abaixo:

sobre os princípios, políticas, propostas, ideais e


agentes participativos da avaliação na educação,
levantando pontos de vistas particulares que,
se discutidos num coletivo, podem agregar
muito conhecimento. Num primeiro momento,
vocês deverão realizar as leituras iniciais aqui
sugeridas. Posteriormente, buscar contato com
as leituras complementares indicadas para que
seu conhecimento seja sólido o bastante para a
(Fonte: Enade/2008)
realização dos exercícios propostos neste capítulo.

Ponto de Partida Com base nas informações fornecidas acima,


trace uma análise desses dados e diga quais
conclusões podemos tirar dos mesmos.
As pesquisas sobre avaliação, no Brasil, tiveram
Verifique seu desempenho nesta
início em 1930, e identificaram dois marcos questão, clicando no ícone ao lado.
interpretativos de avaliação. No primeiro, que
vai de 1930 a 1970, a ênfase recai nos testes
padronizados para a medição das habilidades e Questão 02
aptidões dos alunos, isso tendo em vista a eficiência, A educação brasileira conta atualmente com
a neutralidade e a objetividade nos instrumentos de avaliações nacionais nos três graus de ensino.
avaliação. A partir da década de 1980 emergiu um Na tabela abaixo, relacione o grau de ensino
modelo de avaliação que leva em conta as questões com a avaliação utilizada:
de poder e de conflito no currículo e questiona sobre
o que e para que se avalia. Tal concepção põe em A ENADE I Ensino Fundamental
evidência as implicações sociais e educacionais do B SAEB II Ensino Médio
rendimento escolar. C ENEM III Ensino Superior
Com base nessas informações, responda: qual
Verifique seu desempenho nesta
é o perfil das avaliações utilizadas no Brasil na
questão, clicando no ícone ao lado.

81
Questão 03
O Sistema de Avaliação da Educação Básica
(SAEB), conforme estabelece a Portaria nº 931,
de 21 de março de 2005, é composto de dois pro-
(Fonte: Provão do MEC/2011)
cessos. Quais são eles?
Com base nas informações fornecidas acima,
Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado. trace uma análise destes dados e diga quais
conclusões podemos tirar dos mesmos.

Questão 04 Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
- Lei nº 9.394/96, em seu art. 9º, Inciso VI, dis-
corre sobre a avaliação na educação brasileira. O
Questão 06
“... criado em 1998, instituído pelo MEC e pelo
que ela afirma? Segundo ela, qual é a finalidade
INEP, seu objetivo fundamental é “avaliar o de-
primeira da avaliação no Brasil?
sempenho do aluno ao término da escolaridade
Verifique seu desempenho nesta básica, para aferir o desenvolvimento de compe-
questão, clicando no ícone ao lado.
tências fundamentais ao exercício pleno da ci-

Questão 05
dadania”... “é utilizado como critério de seleção
para os estudantes que pretendem concorrer a
uma bolsa no Programa Universidade para To-
Em uma escola pública foi constituída uma equipe
dos...”
técnica com a finalidade de analisar e avaliar os
resultados na avaliação de alunos feita pelo Siste-
Este trecho diz respeito ao:
ma de Avaliação do Ensino Básico (SAEB) do Mi-
nistério da Educação, em turmas de 4ª e 8ª série
a) ENEM.
do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino
b) SAEB.
Médio. A tabela a seguir apresenta os dados do
c) ENADE.
SAEB 97 e 99, com as médias de desempenho
d) ProUni.
dos alunos da 4ª série do Ensino Fundamental
e) SINAES.
das várias regiões brasileiras.
Verifique seu desempenho nesta
4ª série do Ensino Fundamental questão, clicando no ícone ao lado.

Médias de desempenho por ano e níveis de de-


sempenho em Matemática dos alunos das esco-
las públicas e particulares testadas em 1997 e
1999.

82
Questão 07 Este trecho diz respeito ao:
a) ENEM.
“... criado em 1998, instituído pelo MEC e pelo INEP, b) SAEB.
seu objetivo fundamental é “avaliar o desempenho c) ENADE.
do aluno ao término da escolaridade básica, para d) ProUni.
aferir o desenvolvimento de competências funda- e) SINAES.
mentais ao exercício pleno da cidadania”... “é uti- Verifique seu desempenho nesta
lizado como critério de seleção para os estudantes questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 09
que pretendem concorrer a uma bolsa no Programa
Universidade para Todos...”
Sobre o SAEB, são feitas as seguintes afirma-
Este trecho diz respeito ao: ções:

a) ENEM. I. É um modelo concebido em relação a


b) SAEB. três eixos: universalização do ensino, efi-
c) ENADE. ciência e qualidade; valorização do ma-
d) ProUni. gistério; e gestão do campo educacional.
e) SINAES. II. É a primeira iniciativa brasileira, em âmbi-
to nacional, no sentido de conhecer mais
Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.
profundamente o sistema educacional do
país.

Questão 08 III. É utilizado como critério de seleção para


os estudantes que pretendem concorrer
“... instituído pela Lei nº 10.861, de 14 de abril de a uma bolsa no Programa Universidade
2004, e regulamentado pela Portaria 2.051 do Mi- para Todos (PROUNI).
nistério da Educação (MEC), substituiu o antigo
Provão criado em 1996. Seu objetivo é “a melhoria Dentre estas afirmações, estão corretas:
da qualidade da educação superior, a orientação da a) Apenas I.
expansão da sua oferta, o aumento permanente da b) Apenas II.
sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e c) Apenas III.
social. E, especialmente, a promoção do aprofun- d) I e II.
damento dos compromissos e responsabilidades e) I e III.
sociais das instituições de educação superior, por
Verifique seu desempenho nesta
meio da valorização de sua missão pública, da pro-
questão, clicando no ícone ao lado.
moção dos valores democráticos, do respeito à di-
ferença e à diversidade, da afirmação da autonomia
e da identidade institucional...”

83
Questão 10
Atualmente, a avaliação se constitui uma tarefa
didática e permanente do professor, a qual
deve acompanhar o processo ensino-apren-
dizagem. Assim, dentre as funções pedagó-
gicas da avaliação, podemos destacar:
a) Verificar o quanto cada aluno aprendeu por
meio do uso de instrumentos de medida.
b) Organizar os alunos em grupos para lhes
dar orientação mais adequada dentro da
turma.
c) Realizar um diagnóstico do processo educa-
tivo, buscando aprimorá-lo.
d) Cumprir uma formalidade legal, dando con-
ceitos aos alunos ao final de cada bimestre.
e) Verificar as falhas existentes e definir as
providências a serem tomadas.

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

84
LINKS IMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? Então:

• Leia: Prova Brasil e Saeb: semelhanças e diferenças, disponível em: <http://provabrasil.inep.


gov.br/semelhancas-e-diferencas>. Acesso em: 11 out. 2011. A Prova Brasil e o SAEB são dois
exames complementares que compõem o Sistema de Avaliação da Educação Básica. Neste quadro
comparativo você poderá identificar as diferenças entre estes dois processos.

• Leia o artigo: Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica no Brasil: análise e


proposições, de Mônica Maluf. Disponível em: <http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/
arquivos/1195/1195.pdf>. Acesso em: 11 ou. 2011. Nesse texto, você encontrará uma discussão
sobre a implementação e desenvolvimento do Programa do Sistema Nacional de Avaliação.

• Leia o artigo: O Enem e o desenvolvimento de competências no contexto da educação


para o trabalho e a cidadania, de Claudio Fernandes da Costa. Disponível em: <http://www.
periodicos.proped.pro.br/index.php?journal=revistateias&page=article&op=viewFile&path%5B%5
D=140&path%5B%5D=138>. Acesso em: 11 out. 2011. Este artigo irá orientá-lo sobre processo
de implementação do ENEM, a partir das contradições analíticas verificadas entre sua formulação
teórica, sua implementação na prática e o contexto educacional no qual se busca produzir os seus
efeitos.

• Leia o artigo de José Carlos Rothem, intitulado: Ponto e contraponto na avaliação institucional:
análise dos documentos de implantação do Sinaes. Disponível em: <http://www.anped.org.
br/reunioes/29ra/trabalhos/trabalho/GT11-2017--Int.pdf>. Acesso em: 11 out. 2011. Nele você
encontrará a história da avaliação nas instituições, sua emancipação e regulação.

• Leia o artigo: A performatividade nas políticas e currículo: o caso do ENEM, de Alice Casemiro
e Silvia López. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-
46982010000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=pt>. Acesso em: 11 out. 2011. Este artigo articula os
efeitos da globalização com as políticas de currículo e de avaliação. Defende-se, com base em
Stephen Ball, a compreensão das políticas de currículo como produção de sentidos e significados
para as decisões curriculares em um ciclo contínuo de produção de políticas.

85
• Leia o artigo Enade: considerações sobre o primeiro ciclo de avaliação
dos estudantes de graduação em uma universidade federal, de Viviane
Rodrigues e Maria do Carmo Lacerda. Disponível em: <http://www.anped11.uerj.br/32/gt11-5559-
-int.pdf>. Acesso em: 11 out. 2011. Nele, você encontrará as contribuições do Exame Nacional de
Desempenho dos Estudantes para o aperfeiçoamento dos cursos de graduação.

FINALIZANDO
Nessa aula, você realizou leituras para conhecer os princípios gerais da avaliação na esfera educacional.
Desenvolveu conhecimentos específicos referentes aos princípios, propostas, políticas e pessoas
envolvidas na avaliação. Realizou leituras para entender avaliação enquanto ferramenta pedagógica
e política de intervenção nas deficiências educacionais. Identificou discussões sobre implicações e
impactos da avaliação no atual quadro da educação brasileira. Adquiriu conhecimentos necessários
para analisar suas potencialidades e fragilidades, com fins de utilizarmos esses conhecimentos como
ferramenta de intervenção. Conheceu as atuais políticas públicas de avaliação, tanto do ensino básico,
quanto do ensino superior.

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zj GLOSSÁRIO
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IDEB: índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Foi criado em 2007 para medir a qualidade de
cada escola e de cada rede de ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estudante
em avaliações do Inep e em taxas de aprovação. É medido a cada dois anos e o objetivo é que o país, a
partir do alcance das metas municipais e estaduais, tenha nota 6 em 2022 – correspondente à qualidade
do ensino em países desenvolvidos.

SAEB: sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, implantado em 1990, é coordenado pelo
INEP e conta com a participação e o apoio das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação das
27 Unidades da Federação. Os levantamentos de dados do SAEB são realizados, a cada dois anos,
em uma amostra probabilística representativa dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal. A análise
dos resultados tem como objetivo acompanhar a evolução do desempenho dos alunos e dos diversos
fatores incidentes na qualidade e na efetividade do ensino ministrado nas escolas, possibilitando a
definição de ações voltadas para a correção das distorções identificadas e o aperfeiçoamento das
práticas e dos resultados apresentados pelas escolas e pelo sistema de ensino brasileiro.

86
INEP: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, é uma autarquia federal
vinculada ao Ministério da Educação (MEC), cuja missão é promover estudos, pesquisas e avaliações
sobre o Sistema Educacional Brasileiro com o objetivo de subsidiar a formulação e implementação de
políticas públicas para a área educacional a partir de parâmetros de qualidade e equidade, bem como
produzir informações claras e confiáveis aos gestores, pesquisadores, educadores e público em geral.

ENEM: Exame Nacional do Ensino Médio, criado em 1998, tem o objetivo de avaliar o desempenho do
estudante ao fim da escolaridade básica. É utilizado como critério de seleção para os estudantes que
pretendem concorrer a uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni). O principal objetivo
é avaliar o desempenho do aluno ao término da escolaridade básica, para aferir desenvolvimento de
competências fundamentais ao exercício pleno da cidadania.

ENADE: Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes. É um dos procedimentos de avaliação do


SINAES, realizado pelo INEP, autarquia vinculada ao Ministério da Educação. Seu objetivo é acompanhar
o processo de aprendizagem e o desempenho acadêmico dos estudantes em relação aos conteúdos
programáticos previstos nas diretrizes curriculares do respectivo curso de graduação, suas habilidades
para ajustamento às exigências decorrentes da evolução do conhecimento e suas competências para
compreender temas exteriores ao âmbito específico de sua profissão, ligados à realidade brasileira e
mundial e a outras áreas do conhecimento.

SINAES: Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. Analisa as instituições, os cursos e o


desempenho dos estudantes. O processo de avaliação leva em consideração aspectos como ensino,
pesquisa, extensão, responsabilidade social, gestão da instituição e corpo docente. O Sinaes reúne
informações do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e das avaliações institucionais
e dos cursos.

CONAES: Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior. Órgão colegiado de coordenação


e supervisão do SINAES, instituído pela Lei nº 10.861, de 14 de Abril de 2004. Tem como função
propor e avaliar as dinâmicas, procedimentos e mecanismos da avaliação institucional, de cursos e
de desempenho dos estudantes; estabelecer diretrizes para organização e designação de comissões
de avaliação, analisar relatórios, elaborar pareceres e encaminhar recomendações às instâncias
competentes; formular propostas para o desenvolvimento das instituições de educação superior, com
base nas análises e recomendações produzidas nos processos de avaliação.

Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar sua
ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

87
Tema 9
Currículo: Concepções e Fundamentos

ícones:
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Conteúdos e Habilidades
Conteúdo

Nesta aula, você estudará:

• A revisão conceitual sobre o processo de desenvolvimento histórico do tema “currículo”.


• O currículo escolar como ação direta ou indireta na formação e desenvolvimento do aluno.
• Os impactos da elaboração do currículo na educação brasileira.

Habilidades

Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:

• Quais as concepções de currículo existentes, bem como o que fundamenta cada uma delas?
• Qual a conceituação do processo de desenvolvimento histórico do tema: Currículo?
• Quais as implicações e impactos do currículo na educação brasileira?

AULA 8
Assista às aulas nos pólos presenciais e também disponíveis no Ambiente Virtual de
Aprendizagem.

88
Leitura Obrigatória
Currículo: Concepções e Fundamentos

No Brasil, desde os anos 1980, a produção teórica em torno da temática do currículo ampliou-se
consideravelmente. Historicamente, pode-se dizer que começamos a falar em currículo formal e currículo
em ação como forma de contraposição à noção burocratizada das teorizações tradicionais do campo
que acentuavam os documentos legais e as políticas institucionais como foco dos estudos em currículo.

Hoje entende-se currículo como elemento central do projeto pedagógico que viabiliza o processo de
ensino aprendizagem. Contribuindo com esta análise Sacristán (1999) afirma que

“O currículo é a ligação entre a cultura e a sociedade exterior à


escola e à educação; entre o conhecimento e cultura herdados e
a aprendizagem dos alunos; entre a teoria (idéias, suposições e
aspirações) e a prática possível, dadas determinadas condições”. (p. 61)

De forma ampla ou restrita, o currículo escolar abrange as atividades desenvolvidas dentro da escola.
E a elaboração de um currículo é um processo social, no qual convivem lado a lado os fatores lógicos,
epistemológicos, intelectuais e determinantes sociais como poder, interesses, conflitos simbólicos e
culturais, propósitos de dominação dirigidos por fatores ligados à classe, raça, etnia e gênero.

Enquanto projeto, o currículo é um guia para os encarregados de seu desenvolvimento, um instrumento


útil para orientar a prática pedagógica, uma ajuda ao professor. Por esta função, não pode limitar-se
a enunciar uma série de intenções, princípios e orientações gerais que, por excessivamente distantes
da realidade das salas de aula, sejam de escassa ou nula ajuda para os professores. O currículo deve
levar em conta as condições reais nas quais o projeto vai ser realizado, situando-se justamente entre
as intenções, princípios e orientações gerais e a prática pedagógica. É função do currículo evitar o
hiato entre os dois extremos, pois disso depende, em suma, sua utilidade e eficácia como instrumento
para orientar ações. O currículo, entretanto, não deve suplantar a iniciativa e a responsabilidade dos
professores, convertendo-os em meros instrumentos de execução de um plano prévio e minuciosamente
estabelecido (Piletti, 2004, p.76).

Afirma-se, portanto, que o currículo constitui-se como um projeto que preside as atividades educativas
escolares, define suas intenções e proporciona guias de ações adequadas e úteis para os professores,
que são diretamente responsáveis por sua execução. Para isso, o currículo proporciona informações
concretas sobre o que ensinar, quando ensinar, como ensinar e o que, como e quando avaliar.

89
Coll (1996) destaca seis idéias importantes acerca do currículo, as quais iremos explorar a seguir:

1. O currículo é um projeto, o qual não se encontra pronto e acabado, mas é algo que deve ser
construído e reformulado permanentemente no dia a dia da escola, com a participação ativa de todos
os interessados, particularmente daqueles que atuam e trabalham de forma direta com o mesmo.

2. O currículo situa-se entre as intenções, princípios e orientações gerais e a prática pedagógica. Mais
do que apenas evitar a distância e o hiato entre estes dois pólos do processo educacional – as
intenções e as práticas – o currículo deve estabelecer um vínculo coerente entre eles, constituindo-
se como instrumento eficaz que favoreça a realização das intenções, princípios e orientações numa
ação prática efetiva com vistas ao desenvolvimento dos educandos.

3. O currículo é abrangente, não compreende apenas as matérias ou os conteúdos do conhecimento,


mas também sua organização e sequência adequadas.

4. O currículo é um guia, um instrumento útil para orientar a prática pedagógica, uma ajuda ao professor.
Por isso mesmo, na medida em que houver comprometimento, precisa ser repensado e reformulado
constantemente.

5. O currículo deve levar em conta as condições gerais nas quais o mesmo vai se concretizar, a saber:
condições dos alunos, ambiente escolar, comunidade, recursos possíveis e disponíveis, entre outros.

6. O currículo não substitui o professor, mas é sim um instrumento a seu serviço. Cabe ao professor
orientar e dirigir o processo de ensino e aprendizagem, inclusive modificando o próprio currículo de
acordo com as aptidões, os interesses e as características culturais dos educandos.

Alguns estudos realizados sobre currículo a partir das décadas 1960 a 1970 destacam a existência de
vários níveis de currículo: formal, real e oculto. Esses níveis servem para fazer a distinção de quanto o
aluno aprendeu ou deixou de aprender.

O Currículo Formal refere-se ao currículo estabelecido pelos sistemas de ensino, é expresso em


diretrizes curriculares, objetivos e conteúdos das áreas ou disciplina de estudo. Este é o que traz
prescrita institucionalmente os conjuntos de diretrizes como os Parâmetros Curriculares Nacionais.

O Currículo Real é o currículo que acontece dentro da sala de aula com professores e alunos a cada dia
em decorrência de um projeto pedagógico e dos planos de ensino.

O Currículo Oculto é o termo usado para denominar as influências que afetam a aprendizagem dos
alunos e o trabalho dos professores. . Representa tudo o que os alunos aprendem diariamente em meio
às várias práticas, atitudes, comportamentos, gestos, percepções, que vigoram no meio social e escolar.
O currículo está oculto por que ele não aparece no planejamento do professor (MOREIRA; SILVA,1997).

90
Assim, o currículo não é um elemento neutro de transmissão do conhecimento social. Ele está imbricado
em relações de poder e é expressão do equilíbrio de interesses e forças que atuam no sistema educativo
em um dado momento, tendo em seu conteúdo e formas, a opção historicamente configurada de um
determinado meio cultural, social, político e econômico.

De acordo com o artigo 26 da lei n. 9 394/96, “os currículos do ensino fundamental e médio devem
ter uma base nacional comum, a ser complementada em cada sistema de ensino e estabelecimento
escolar por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da
cultura, da economia e da clientela”.

O que denomina-se base nacional comum trata-se de um conjunto de matérias consideradas obrigatórias
para todos os estabelecimentos de ensino. São aquelas consideradas essenciais para uma formação
geral sólida e abrangente, indispensável à compreensão efetiva da sociedade e o prosseguimento
dos estudos. No parágrafo 1º. Do artigo 26, a lei estabelece que “os currículos (...) devem abranger,
obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa, o conhecimento do mundo físico e natural e da
realidade social e política, especialmente do Brasil.” Já a parte diversificada compreende o conjunto de
disciplinas que contribuem para a formação com interesses regionais e locais.

91
Agora é a sua vez Analise a atividade proposta e faça uma
associação com a definição descrita nos PCN’s.
INSTRUÇÕES Você acredita que a atividade de interpretação
do quadro atende a esta proposta estabelecida
As atividades referentes a este tema deverão ser pelos Parâmetros Curriculares Nacionais?
realizadas em grupo. O trabalho em grupo faz- Justifique sua resposta.
se interessante para que haja possibilidade dos Agora é com você! Responda às questões a
integrantes estabelecerem discussões pontuais seguir para conferir o que aprendeu!
sobre currículo, levantando pontos de vistas
particulares que, se discutidas num coletivo,
podem agregar muito conhecimento. Num primeiro
Questão 01
momento, vocês deverão realizar as leituras O Currículo Oculto é o termo usado para deno-
iniciais aqui sugeridas. Posteriormente, buscar minar as influências que afetam a aprendizagem
contato com as leituras complementares indicadas dos alunos e o trabalho dos professores. Sobre
para que seu conhecimento seja sólido o bastante currículo oculto, é correto afirmar que:
para a realização dos exercícios propostos neste a) Ele representa tudo o que os alunos apren-
capítulo. dem diariamente em meio às várias prá-
ticas, atitudes, comportamentos, gestos,
Ponto de Partida percepções, que vigoram no meio social e
Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o escolar.
ensino de Ciências propõem que a compreensão b) É o currículo que acontece dentro da sala
dos fenômenos naturais, articulados entre si e com de aula com professores e alunos a cada
a tecnologia, confere à área de Ciências Naturais dia em decorrência de um projeto pedagó-
uma perspectiva interdisciplinar. gico e dos planos de ensino.
(PCN Ciências, 1998, p. 36) c) Refere-se ao currículo estabelecido pelos
sistemas de ensino; é expresso em diretri-
Em uma escola do Ensino Fundamental algumas zes curriculares, objetivos e conteúdos das
turmas estão envolvidas com um projeto que áreas ou disciplina de estudo.
investiga as mudanças climáticas que vêm d) É um elemento neutro de transmissão do
ocorrendo no planeta. Uma das tarefas propostas conhecimento social.
foi a interpretação do quadro abaixo: e) Traz prescrito institucionalmente os con-
juntos de diretrizes como os Parâmetros
Curriculares Nacionais.

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

(Fonte: Enade/2005)

92
Questão 02 Questão 03
Preocupado em implementar um currículo que va- Discutindo as variadas concepções de currícu-
lorizasse os conhecimentos prévios, que partisse lo, de acordo com a sociologia crítica, currículo
da concepção de conhecimentos em rede e que se pode ser concebido como:
aproximasse da vida cotidiana, um diretor convocou
uma reunião com seu corpo docente, e colocou em a) Processo de acumulação de experiên-
questão alguns aspectos, ressaltando suas ideias, cias vividas na escola pelos educandos.
as quais foram descritas abaixo: b) Processo de construção social que impli-
ca conhecer a realidade e atuar em sua
I. O conhecimento é, na dimensão das redes, transformação.
uma propriedade ou uma característica do in- c) Conjunto de matérias ou disciplinas cons-
divíduo. tantes de um curso.
II. Aprendemos que relevante no nosso fazer é d) Conjunto de dados concernentes às in-
“o quê”, possível de ser medido, quantificado, formações sobre calendário e horários
regulamentado e controlado. escolares.
III. Todas as atividades que desempenhamos em e) Manifestação de um estágio de desen-
nossas vidas são aprendidas, mesmo que, em volvimento da pessoa e da sua trajetória
alguns casos, instintiva ou mecanicamente. social.
IV. Os currículos que criamos misturam elemen- Verifique seu desempenho nesta
tos das propostas formais e organizadas com questão, clicando no ícone ao lado.

as possibilidades que temos de implantá-las.


Questão 04
Se de fato este diretor deseja implementar um Numa expressão de um pensamento muito co-
currículo conforme descrito acima, quais dos mum, acredita-se que as crianças aprenderão
argumentos apresentados por ele estão coe- os conhecimentos em um único dia e de uma
rentes e condizentes com isso? única maneira. Essa concepção perde o senti-
a) Apenas I e II. do quando se pensa, por exemplo, nos ciclos
b) Apenas I e IV. básicos de alfabetização. Sobre os ciclos bási-
c) Apenas II e III. cos de alfabetização, foram feitas as seguintes
d) Apenas II e IV. observações:
e) Apenas III e IV.
I. Os mesmos pressupõem que a alfabeti-
zação é marcada por estágios.
Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado. II. Os mesmos pressupõem que a alfabeti-
zação linearmente construída.

93
a) I e II.
III. Os mesmos pressupõem que a alfabetiza-
b) II e IV.
ção construída em processo.
c) I e III.
IV. Os mesmos pressupõem que a alfabetiza-
d) I, III e IV.
ção elaborada sem interrupções.
e) I, II e IV.

Estão corretas as afirmações:


Verifique seu desempenho nesta
a) Apenas II. questão, clicando no ícone ao lado.
b) Apenas III.
c) I e III.
d) I e IV. Questão 06
e) III e IV.
Abaixo são feitas as descrições das posturas
Verifique seu desempenho nesta adotadas por três escolas diferentes. Leia com
questão, clicando no ícone ao lado. atenção:

Questão 05 Escola X: O currículo é desenvolvido em projetos


de trabalho, com integração entre disciplinas e
Sobre o currículo, são feitas as seguintes afirma-
os laboratórios de informática estão a serviço da
ções:
pesquisa empreendida pelos alunos.
I. A elaboração de um currículo é um proces-
so social, no qual convivem lado a lado os
Escola Y: Há uma delimitação clara entre as dis-
fatores lógicos, epistemológicos, intelectuais
ciplinas, com horários e espaços bem definidos
e determinantes sociais como poder, interes-
para as atividades, e os recursos tecnológicos
ses, conflitos simbólicos e culturais, propósi-
dão suporte à transmissão de conhecimentos.
tos de dominação dirigidos por fatores liga-
dos à classe, raça, etnia e gênero.
Escola Z: Laboratórios de informática, telas di-
II. O currículo não deve levar em conta as con-
gitalizadas e estúdios de produção audiovisual
dições reais nas quais o projeto vai ser re-
estão disponíveis aos professores que são con-
alizado, situando-se justamente entre as in-
duzidos a desenvolver um currículo em que os
tenções, princípios e orientações gerais e a
novos conhecimentos científicos sejam imedia-
prática pedagógica.
tamente incorporados.
III. Os currículos do ensino fundamental e mé-
dio devem ser compostos por uma base na-
Qual(is) destas escolas faz(em) uma relação co-
cional comum e uma parte diversificada.
erente entre concepções de currículo e uso da
IV. O currículo é um elemento neutro de trans-
tecnologia, segundo as correntes teóricas a que
missão do conhecimento social.
se referem?
Verifique seu desempenho nesta
Das afirmações acima, estão corretas:
questão, clicando no ícone ao lado.

94
Questão 07 Questão 10
Estudiosos do tema destacam a existência de vários Podemos então afirmar que o currículo cons-
níveis de Currículo: formal, real e oculto. Diferencie- titui-se como um projeto que preside as ati-
-os, explicando cada um deles. vidades educativas escolares, define suas
intenções e proporciona guias de ações ade-
Verifique seu desempenho nesta
quadas e úteis para os professores, que são
questão, clicando no ícone ao lado.
diretamente responsáveis por sua execução.
Para isso, o currículo proporciona informações
Questão 08 concretas sobre que ensinar, quando ensinar,
De acordo com o artigo 26 da lei n. 9 394/96, “os como ensinar e que, como e quando avaliar.
currículos do ensino fundamental e médio devem Segundo Coll (1996), seis idéias são importan-
ter uma base nacional comum, a ser complemen- tes acerca do currículo. Destaque estas seis
tada em cada sistema de ensino e estabelecimento ideias, e explique cada uma delas.
escolar por uma parte diversificada, exigida pelas
Verifique seu desempenho nesta
características regionais e locais da sociedade, da
questão, clicando no ícone ao lado.
cultura, da economia e da clientela”. Diferencie base
comum e parte diversificada, salientando o que cabe
a cada uma delas.

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 09
Segundo o artigo 9º, IV, da lei 9 394/96, compete à
União “estabelecer, em colaboração com os Esta-
dos, o Distrito Federal e os Municípios, competên-
cias e diretrizes para a educação infantil, o ensino
fundamental e o ensino médio, que nortearão os
currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a as-
segurar formação básica comum”. Em decorrência
disso, o MEC construiu os Parâmetros Curriculares
Nacionais (PCN’s). Desta forma, responda: o que
são os PCN’s e com que objetivo foram criados?

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

95
LINKS IMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? Então:

• Leia o artigo de MACEDO, E. Currículo: política, cultura e poder. Currículo sem Fronteiras, v.6,
n.2, pp.98-113, Jul/Dez 2006. Disponível em: <http://www.curriculosemfronteiras.org/vol6iss2articles/
macedo.pdf>. Acesso em: 17 out. 2011. A partir da análise de teses e dissertações sobre o campo do
currículo no Brasil, o texto problematiza a distinção entre currículo formal e currículo vivido. Dentre
as conseqüências levantadas estão o fortalecimento da lógica do currículo como prescrição e o
privilégio de uma concepção de poder linear. Numa abordagem alternativa, o texto propõe que o
currículo seja pensado como arena de produção cultural, para além das distinções entre produção e
implementação, entre formal e vivido, entre cultura escolar e cultura da escola.

• Leia o artigo de HORNIBURG, N., SILVA, R. da.. Teorias sobre currículo: uma análise para
compreensão e mudança. Revista de divulgação técnico-científica ICPG. V.3, n.10, jan-jun/2007.
Disponível em: <http://pt.scribd.com/doc/520266/TEORIAS-SOBRE-CURRICULO>. Acesso em: 17
out. 2011. Para melhor compreensão do significado do currículo no processo educacional, é
necessário conhecer os caminhos pelos quais percorreram seus estudos. Este artigo procura
analisar as teorias sobre o currículo, as suas principais questões e como as mesmas interferem
na prática docente. Por meio delas, podemos perceber a educação sob uma nova perspectiva,
com uma visão mais ampla, para além dos objetivos apenas de transmissão de conteúdos,
bem como compreender que o currículo é cheio de intenções e significados, que compreende
relações de poder e de espaço e que envolve aquilo que somos e em que nos tornamos.

• Leia o artigo de JESUS, A. R. de. Currículo e educação: conceito e questões no contexto


educacional. Disponível em: <http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2008/anais/pdf/642_840.
pdf>. Acesso em: 17 out. 2011. O artigo tem como objetivo fazer uma análise crítica em relação
a origem e o contexto do currículo, tendo como parâmetro, o pensamento pedagógico brasileiro,
podendo dessa maneira, perceber as ideologias, valores e relações de poder presentes no contexto
educacional, bem como, suas implicações na cotidiano escolar.

• Leia o artigo de SILVA, M.A. Currículo para além da modernidade. Disponível em: <www.fe.unicamp.
br/gtcurriculoanped/29RA/trabalhos/silvaMA.pdf>. Acesso em: 11 out. 2011. O fim do socialismo
real, o esgotamento do modelo taylorista-fordista de produção, as transformações no mundo do
trabalho, o toyotismo, a introdução de novas tecnologias na produção, o desemprego estrutural,
o neoliberalismo levaram à negação destas abordagens do currículo e ao surgimento de novos

96
estudos curriculares. Versando sobre estas questões, este trabalho questiona
as matrizes teóricas dos estudos de currículo e sobre seus pressupostos, nas
últimas décadas do século XX e início do século XXI. O objetivo é as posições
pós-modernas num esforço de compreender as suas pretensões de pensar o mundo sem recorrer a
meta-relatos, a meta-narrativas e suas implicações para a área educacional e, de modo particular,
para o currículo.

• Leia ao artigo de SANTIAGO, A.R.F.. . A viabilidade dos PCN’s como política pública de
intervenção no currículo escolar. Disponível em: <http://168.96.200.17/ar/libros/anped/0506T.
PDF>. Acesso em: 17 out. 2011. Este artigo estabelece uma discussão com o intuito de investigar a
viabilidade e a pertinência dos PCN,s, divulgado pelo Ministério da Educação como política pública
que pretende imprimir níveis de eqüidade à educação básica brasileira, em perspectivas de melhores
condições e qualidade de ensino.

FINALIZANDO
Nessa aula, você teve a oportunidade de conhecer as concepções de currículo existentes, bem como o
que fundamenta cada uma delas; realizou uma revisão conceitual sobre o processo de desenvolvimento
histórico do tema “Currículo”. Isto foi importante pois lhe proporcionou um espaço de reflexão sobre seus
princípios e fundamentos, visando compreender o quadro atual. E ampliou seus conhecimentos sobre
currículo, visando compreender suas implicações e impactos na educação brasileira. Agora, você tem
embasamento teórico para analisar e utilizar esses conhecimentos como ferramenta de intervenção.

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zj GLOSSÁRIO
l
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g
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lf x y
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k

• Níveis de currículo: formal, real e oculto. Esses níveis servem para fazer a distinção de quanto o
aluno aprendeu ou deixou de aprender.

• Elaboração curricular: processo social, no qual convivem lado a lado os fatores lógicos,
epistemológicos, intelectuais e determinantes sociais como poder, interesses, conflitos simbólicos e
culturais, propósitos de dominação dirigidos por fatores ligados à classe, raça, etnia e gênero

• Base nacional comum: conjunto de matérias consideradas obrigatórias para todos os


estabelecimentos de ensino

Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar sua
ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

97
Tema 10
Planejamento e Projeto Político Pedagógico

ícones:
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Conteúdos e Habilidades
Conteúdo

Nesta aula, você estudará:

• O funcionamento de um Projeto Político Pedagógico


• A importância das ações e do planejamento para elaboração do projeto político pedagógico.
• A importância da participação na elaboração do projeto pedagógico de toda a comunidade e
seus representantes legais, locais e municipais.

Habilidades

Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:

• Quais os conceitos de um Projeto Político Pedagógico, bem como qual o seu fundamento para
educação como um todo?
• Como situar o Projeto Político Pedagógico num horizonte de possibilidades na caminhada
e no cotidiano escolar, imprimindo uma direção que se deriva de resposta a um conjunto de
indagações?
• Quais as implicações e impactos na educação brasileira no caso de um de Projeto
Político Pedagógico que não foi planejado?

AULA 10
Assista às aulas nos polos presenciais e também disponíveis no Ambiente Virtual de
Aprendizagem.

98
Leitura Obrigatória
Planejamento e Projeto Político Pedagógico

Planejamento é um processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos,
visando ao melhor funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho, organizações grupais
e outras atividades humanas (Padilha, 2001, p. 30).

Na educação, segundo Libâneo (2005) planejamento escolar é o planejamento global da escola,


envolvendo o processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento e a proposta
pedagógica da instituição.

Desta forma, em 1996, por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, o Projeto Político Pedagógico
(PPP) é instituído como elemento essencial à escola no artigo 12, inciso I, da Lei de Diretrizes e Bases
da Educação, Lei n. 9.394, de 20 de de¬zembro de 1996, a qual prevê que os “[...] estabelecimentos de
ensino, respeitadas as normas comuns e as de seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar
e executar sua proposta pedagógica.” (BRASIL, 1996).

O PPP é um instrumento que a escola possui para melhorar o seu desempenho educativo, já que
este, além de instituir a dinâmica de organização e funcionamento da escola, procura considerar o
desenvolvimento sociopolítico dos educandos. Foi proposto com o intuito de descentralizar e democratizar
as decisões pedagógicas, organiza¬cionais e financeiras da escola, ou seja, uma estratégia para todos
os envolvidos no ato educativo tornarem-se responsáveis pelo sucesso da escola. Deve estar em
constante aperfeiçoamento e modificações devido à esco¬la ser o meio primordial de construção e
difusão do conhecimento. (Rostirola et all , 2010).

O PPP apresenta duas dimensões: uma política e a outra pedagógica. A dimensão política está
relacio¬nada à formação do cidadão e, de acordo com Schneider (2001, p. 28), “[...] deve contemplar
a busca pela formação de um determinado tipo de homem, de escola e de sociedade, isto é, o projeto
deve preocupar-se com a preparação dos indivíduos para a vida social.” A dimensão pedagógica está na
efetivação da intencionalidade educativa, a autonomia, os meios formativos encaminhados à formação
de cidadãos críticos e participativos e as relações entre as diferentes classes sociais.

Entende-se que o PPP é o principal responsável pela compreensão da escola como um processo
endógeno, ou seja, vista de dentro para fora, com identidade própria e pela melhoria da qualidade de
ensino e do seu trabalho pedagógico. No entanto, é importante ressaltar que os órgãos legisladores
educacionais passaram a exigir maior controle nos resultados finais por intermédio das diferentes

99
avaliações aplicadas na educação básica para verificar o rendimento escolar e até podar a autonomia
escolar. Sua construção requer constante participação de todos os envolvidos no ato educativo,
conhe¬cimento do que instituem os atos legais e das necessidades e especificidades da escola.

Os princípios norteadores do Projeto Político Pedagógico estão fundados nos princípios que deverão
nortear a escola, para que esta seja democrática, pública, gratuita e que tenha autonomia para elaborar
suas propostas pedagógicas. O PPP pauta-se sobre princípios de (i) igualdade de condições; (ii)
valorização do profissional; (iii) gestão democrática.

Segundo Libâneo, Oliveira e Toschi (2005, p. 358 ), “O projeto resulta de práticas participativas. O
tra¬balho coletivo, a gestão participativa, é exigência ligada à própria natureza da ação pedagógica;
propicia a realização dos objetivos e o bom funcionamento da escola, para o que se requer unidade de
ação e processos e procedimentos de tomada de decisão.”

Assim, ao mesmo tempo em que exige dos educadores, funcionários, alunos e pais a definição clara do
tipo de escola que entendam, o PPP requer a delimitação de fins para que a relação ensino-aprendizagem
aconteça. A autonomia escolar conferida às escolas pela LDB permite que estas escolham suas diretrizes
no intuito de melhorar o ambiente escolar, a aquisição de valores e conhecimentos. É uma forma de
efetuar o que se precisa, realizar sonhos, definir necessidades e construir coletivamente.

A construção do projeto pedagógico deve ser algo coletivo. Desta forma, ele objetiva a democratização
do ensino, cujo núcleo é a democratização do saber, que passa agora a se diferenciar da democratização
das relações internas, sem, no entanto, se desvincular delas. A participação dos professores na
organização da escola, nos conteúdos a serem ensinados e nas suas formas de administração
será tão mais efetivamente democrática na medida em que estes dominarem os conteúdos e as
metodologias dos seus campos específicos, bem como o seu significado social, pois só quem domina
as suas especificidades numa perspectiva de totalidade (significado social da prática de cada um) é
capaz de exercer a autonomia na reorganização da escola, a fim de melhor propiciar a sua finalidade:
democratização da sociedade pela democratização do saber. (Pimenta, 1998).

Segundo Kramer (1997), uma proposta pedagógica é um caminho, não é um lugar. Uma proposta
pedagógica é construída no caminho, no caminhar. Toda proposta pedagógica tem uma história que
precisa ser contada. Toda proposta contém uma aposta. Nasce de uma realidade que pergunta e é
também busca de uma resposta. Toda proposta é situada, traz consigo o lugar de onde fala e a gama
de valores que a constitui. Traz também as dificuldades que enfrenta, os problemas que precisam
ser superados e a direção que a orienta. E essa sua fala é a fala de um desejo, de uma vontade
eminentemente política no caso de uma proposta educativa, e sempre humana, vontade que, por ser
social e humana, nunca é uma fala acabada, não aponta “o” lugar, “a” resposta, pois se traz “a” resposta
já não é mais uma pergunta. Aponta, isto sim, um caminho também a construir.

100
Em síntese, a ideia de um projeto pedagógico, visando a melhoria desse mundo no qual a escola
se insere com relação às suas práticas específicas, será uma ficção burocrática se não for fruto da
consciência e do esforço da coletividade escolar. Por isso, é ela, a escola, que precisa ser assistida
e orientada sistematicamente e seus membros temporários, que são os professores, não devem ser
aperfeiçoados abstratamente para o ensino de sua disciplina, mas para a tarefa coletiva do projeto
escolar. (Azanha, 2000)

Assim, você pode concluir que o Projeto Político Pedagógico ultrapassa o mero agrupamento de planos
de ensino, planejamento anual e atividades diversas. Não é algo que foi construído para simplesmente
atender à resolução e ser arquivado como prova de cumpri¬mento de uma exigência burocrática. É
fundamental a participação de toda a comunidade e seus representantes legais, locais e municipais,
pois somente assim os pais se sentirão comprometidos com a escola e com a educação de seus filhos,
e os educadores, com a prática de ensino-aprendizagem e com a escola em um todo.

101
Agora é a sua vez Questão 01
Já me haviam falado nisso, em horas de zanga,
INSTRUÇÕES mas nunca me convencera que realizassem a
As atividades referentes a este tema deverão ser ameaça. A escola, segundo informações dignas
realizadas em grupo. O trabalho em grupo faz- de crédito, era um lugar para onde se enviavam
se interessante para que haja possibilidade dos as crianças rebeldes. Eu me comportava direito:
integrantes estabelecerem discussões pontuais encolhido e morno, deslizava como sombra. [...]
sobre PPP, levantando pontos de vistas particulares A escola era horrível – e eu não podia negá-la,
que, se discutidas num coletivo, podem agregar como negara o inferno. Considerei a resolução
muito conhecimento. Num primeiro momento, de meus pais uma injustiça. [...] Lembrei-me do
vocês deverão realizar as leituras iniciais aqui professor público, austero e cabeludo, arrepiei-
sugeridas. Posteriormente, buscar contato com -me calculando o rigor daqueles braços. Não me
as leituras complementares indicadas para que defendi, não mostrei as razões que me fervilha-
seu conhecimento seja sólido o bastante para vam na cabeça, a mágoa que me inchava o co-
a realização dos exercícios propostos neste ração. Inútil qualquer resistência.
capítulo. (RAMOS, Graciliano. Infância, Rio de Janeiro:
Record, 1995, p. 104.)
Ponto de Partida
O texto acima, do escritor Graciliano Ramos, traz
Após a realização das leituras propostas para este lembranças de sua entrada na escola, que ex-
tema, você pôde concluir que o Projeto Político pressam um momento da Educação brasileira.
Pedagógico ultrapassa o mero agrupamento de Entretanto, o pensamento pedagógico tem se
planos de ensino, planejamento anual e atividades modificado ao longo do tempo, contrapondo-se
diversas. Ele não é algo que foi construído ao modelo de escola evidenciado no texto. Após
para simplesmente atender à resolução e ser a leitura deste trecho, bem como de todo o mate-
arquivado como prova de cumpri­mento de uma rial já lido anteriormente, evidencie quais aspec-
exigência burocrática. Neste aspecto, entende- tos atuais diferem do pensamento apresentado
se que o projeto pedagógico da escola é apenas no texto, associando-os às questões que envol-
uma oportunidade para que algumas coisas vem a construção do Projeto Político Pedagógi-
aconteçam. Que “coisas” são estas e em que o co.
PPP pode auxiliar a escola? Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.
Agora é com você! Responda às questões a
seguir para conferir o que aprendeu!
Questão 02
A notícia veio de supetão: iam meter-me na escola.
Os princípios norteadores do Projeto Político
Pedagógico estão fundados nos princípios que

102
deverão nortear a escola, para que esta seja de- autoritarismo e à centralização do poder. Neste
mocrática, pública, gratuita e que tenha autonomia sentido, ao avaliar a construção do projeto polí-
para elaborar suas propostas pedagógicas. Desta tico pedagógico, um dos caminhos a serem tri-
forma, responda: quais princípios regem o PPP? lhados é a sua construção assumindo-o como
um instrumento de luta em busca da qualidade
Verifique seu desempenho nesta
e da almejada cidadania. Para que isso acon-
questão, clicando no ícone ao lado.
teça, qual é a ação fundamental a ser tomada

Questão 03
pela escola pretenda ter um projeto político pe-
dagógico com esses aspectos?
Como e quando foi instituído o Projeto Político Pe-
dagógico? a) Planejamento de metas pela equipe ges-
tora para os segmentos e áreas do co-
Verifique seu desempenho nesta
nhecimento.
questão, clicando no ícone ao lado.
b) Diagnóstico permanente da realidade es-

Questão 04
colar com registro dos dados e das dis-
cussões.
Qual é a concepção de PPP expressa pela LDB? c) Elaboração do projeto por uma coordena-
ção administrativa-pedagógica especiali-
Verifique seu desempenho nesta
zada.
questão, clicando no ícone ao lado.
d) Utilização de técnicas e de metodologias

Questão 05
específicas para a elaboração de proje-
tos.
O PPP apresenta duas dimensões: uma política e e) Divulgação de dados de desempenho
a outra pedagógica. Diferencie essas duas dimen- para uma classificação das turmas.
sões. Verifique seu desempenho nesta
Verifique seu desempenho nesta questão, clicando no ícone ao lado.
questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 07
Questão 06 De acordo com as políticas de formação, ao
De acordo com as políticas de formação, ao cursar cursar Pedagogia, o futuro professor tem a
Pedagogia, o futuro professor tem a oportunidade oportunidade de conhecer as diferentes ten-
de conhecer as diferentes tendências, concepções dências, concepções ou teorias educacionais
ou teorias educacionais que dão suporte à organi- que dão suporte à organização do trabalho da
zação do trabalho da escola e à prática educativa. escola e à prática educativa. Isso possibilita
Isso possibilita que o mesmo reflita sobre a neces- que o mesmo reflita sobre a necessidade de
sidade de se contrapor à fragmentação, à rotina, ao se contrapor à fragmentação, à rotina, ao au-
toritarismo e à centralização do poder. Neste

103
sentido, ao avaliar a construção do projeto políti- III. Foi proposto com o intuito de descentralizar
co pedagógico, um dos caminhos a serem trilha- e democratizar as decisões pedagógicas,
dos é a sua construção assumindo-o como um organiza¬cionais e financeiras da escola.
instrumento de luta em busca da qualidade e da
almejada cidadania. Para que isso aconteça, qual Após avaliar estas afirmações, é correto afir-
é a ação fundamental a ser tomada pela escola mar que:
pretenda ter um projeto político pedagógico com a) Apenas I está correta.
esses aspectos? b) Apenas II está correta.
a) Planejamento de metas pela equipe gestora c) Apenas III está correta.
para os segmentos e áreas do conhecimen- d) I e II estão corretas.
to. e) II e III estão corretas.
b) Diagnóstico permanente da realidade es- Verifique seu desempenho nesta
colar com registro dos dados e das discus- questão, clicando no ícone ao lado.
sões.
c) Elaboração do projeto por uma coordenação
administrativa-pedagógica especializada. Questão 09
d) Utilização de técnicas e de metodologias es- Das várias reformas ocorridas na educação a
pecíficas para a elaboração de projetos. partir da década de 90, uma delas foi a propos-
e) Divulgação de dados de desempenho para ta de reorganização dos anos de escolaridade
uma classificação das turmas. em ciclos, a qual trouxe mudanças significativas
para a estruturação curricular e a avaliação, com
a implantação da progressão continuada. Ava-
Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado. liando estas experiências de implementação, fo-
ram feitas as seguintes afirmações:

Questão 08 I. A implementação de novas propostas nas


Sobre os princípios e diretrizes para a construção escolas necessita que as particularidades
do Projeto Político Pedagógico, foram feitas três da implementação em cada escola sejam
afirmações: programadas pelos níveis centrais.
I. Uma vez construído de forma coletiva e par- II. A implementação de novas propostas nas
ticipativa, assume um caráter estático e de- escolas necessita que as equipes diretoras
verá a prática pedagógica. aceitem a proposta e a desenvolvam com
II. Para instituir a dinâmica de organização e o apoio do coordenador pedagógico.
funcionamento da escola ele deve conside- III. A implementação de novas propostas nas
rar o desenvolvimento sociopolítico de seu escolas necessita que as ações pedagó-
público alvo. gicas e administrativas sejam modificadas
de forma coletiva e participativa.

104
Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões):
a) III.
b) II e II.
c) I e III.
d) I e II.
e) I, II e III.

Verifique seu desempenho nesta


questão, clicando no ícone ao lado.

Questão 10
O Projeto Político Pedagógico ultrapassa o mero
agrupamento de planos de ensino, planejamento
anual e atividades diversas. Não é algo que foi
construído para simplesmente atender à resolu-
ção e ser arquivado como prova de cumpri¬mento
de uma exigência burocrática. Sua elaboração é
um processo de consolidação da democracia e da
autonomia da escola, com vistas à construção de
sua identidade. É uma ação intencional, com um
compromisso definido coletivamente, que reflete a
realidade, busca a superação do presente e apon-
ta as possibilidades para o futuro. Nesse texto, o
projeto político pedagógico se constitui como:

a) Instrumento legitimador das ações normati-


vas da equipe gestora.
b) Desenvolvimento de ações espontâneas da
comunidade escolar.
c) Definição de princípios e diretrizes que pro-
jetam o vir a ser da escola.
d) Incorporação de múltiplas teorias pedagógi-
cas, produzidas na contemporaneidade.
e) Implantação de estrutura organizacional vi-
sando à administração interna da escola.
Verifique seu desempenho nesta
questão, clicando no ícone ao lado.

105
LINKS IMPORTANTES
Quer saber mais sobre o assunto? Então:

• Leia o artigo de PIMENTA, S.G. A construção do projeto pedagógico na escola de 1o grau. Série
Idéias n. 8. São Paulo: FDE, 1998, p.17-24. Disponível em: <http://www.crmariocovas.sp.gov.br/pdf/
ideias_08_p017-024_c.pdf>. Acesso em: 17 out. 2011. A organização escolar requer a construção
de um projeto pedagógico que, elaborado coletivamente, possibilite à escola cumprir sua função de
instância socializadora do saber. Partindo dessa perspectiva, a autora aponta a responsabilidade
dos profissionais da escola (professores ou não) na tomada de decisões que nortearão o projeto
pedagógico. O acesso, a permanência e o sucesso dos alunos, assim como o fracasso ou a exclusão
escolar, podem ser resultantes, dentre outros fatores, da direção tomada no processo de construção
do projeto pedagógico.

• Leia o artigo de AZANHA, J. P.. Proposta pedagógica e autonomia da escola. A escola de cara nova.
Planejamento. São Paulo: SE/CENP, 2000, p.18-24. Disponível em: <http://www.crmariocovas.
sp.gov.br/pdf/constr_prop_p018-024_c.pdf>. Acesso em: 17 out. 2011. Projeto Pedagógico e
Autonomia se inter-relacionam. A autonomia é condição necessária para que a Escola elabore e
realize seu próprio Projeto Pedagógico. E este, por sua vez, é o que permite à escola atuar de acordo
com suas próprias necessidades. Para Azanha, o Projeto Pedagógico é uma forma de se explicitar
os principais problemas de cada escola, propor soluções e definir responsabilidades coletivas e
individuais na superação desses problemas. É por isso que a elaboração do projeto pedagógico,
como afirma o autor, “é um exercício de autonomia”.

• Leia o artigo de Kramer, S. Propostas pedagógicas ou curriculares: Subsídios para uma


leitura crítica. Educ. Soc.  vol.18  no.60  Campinas  Dec.  1997. Disponível em: <http://www.scielo.
br/scielo.php?pid=S0101-73301997000300002&script=sci_arttext>. Acesso em: 17 out. 2011. Este
trabalho visa apresentar uma alternativa de análise e construção de currículo. Foi produzido a partir
de atividades de assessoria, acompanhamento e avaliação de políticas públicas de educação de
diferentes órgãos públicos, especialmente municipais, e está baseado em pesquisas na área, tendo
o objetivo de subsidiar a análise crítica de propostas pedagógicas ou curriculares. A análise aqui
desenvolvida tenta sistematizar as principais questões que precisam ser respondidas na elaboração
de projetos curriculares.

• Leia SEMEC. Governo do Estado da Bahia. Orientações para ( re) elaboração do projeto político
pedagógico das escolas municipais. Disponível em: <http://www.smec.salvador.ba.gov.br/site/
documentos/espaco-virtual/espaco-praxis-pedagogicas/GEST%C3%83O/orientacoes%20para%20

106
elaboracao....pdf>. Acesso em: 17 out. 2011. Este trabalho traz uma síntese dos principais pontos
que norteiam e orientam a elaboração do projeto político pedagógico, destacando quais aspectos a
escola deve ressaltar e os itens que o mesmo deve conter.

• Leia Moodle UFBA. Curso experiemental 1: a construção do projeto político pedagógico da escola.
Disponível em: <http://www.moodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=14550&chapterid=10905>.
Acesso em: 17 out. 2011. Este curso rápido, disponível a todos na web, traz a tona um resumo teórico
que traz à tona a discussão de uma série de indagações, dentre elas: Que processos envolvem
a elaboração de um projeto político-pedagógico? Que cidadão se quer formar? Como construir a
identidade da escola no seu projeto político-pedagógico?

FINALIZANDO

Nesse tema, você teve a oportunidade de conhecer as concepções de PPP existentes, bem como o que
fundamenta cada uma delas. Realizou uma revisão conceitual sobre o processo de desenvolvimento
histórico do PPP. Isto foi importante, pois lhe proporcionou um espaço de reflexão sobre seus princípios e
fundamentos, visando compreender o quadro atual e ampliou seus conhecimentos sobre planejamento e
projeto político pedagógico, visando compreender suas implicações e impactos na educação brasileira.
Agora você tem embasamento teórico para analisar e utilizar esses conhecimentos como ferramenta
de intervenção.

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Planejamento: processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando
ao melhor funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho, organizações grupais e outras
atividades humanas (Padilha, 2001, p. 30).

PPP: Projeto Político Pedagógico (PPP) é instituído como elemento essencial à escola no artigo 12,
inciso I, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei n. 9.394, de 20 de de­zembro de 1996, a qual
prevê que os “[...] estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as de seu sistema de
ensino, terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica.” (BRASIL, 1996).

Princípios norteadores do Projeto Político Pedagógico: estão fundados nos princípios que deverão
nortear a escola, para que esta seja democrática, pública, gratuita e que tenha autonomia para elaborar

107
suas propostas pedagógicas. O PPP pauta-se sobre princípios de (i) igualdade de condições; (ii)
valorização do profissional; (iii) gestão democrática.

Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar sua
ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!

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114
GABARITO
Estrutura e Organização da Educação Brasileira

Autora
Aline Mide Romano de Barros

TEMA1
Ponto de partida
Resposta:
A denominação “Estrutura e Funcionamento do Ensino” apareceu pela primeira vez na resolução
2/69 e fixava os mínimos de conteúdos das disciplinas e da duração do curso de Pedagogia
(professores e especialistas). Posteriormente, a resolução 9/69 estabelecia os mínimos de
conteúdos e a duração dos cursos para a formação pedagógica no nível da licenciatura.

Questão 1
Resposta: B

Questão 2
Resposta: A

Questão 3
Resposta: E

Questão 4
Resposta: B

Questão 5
Resposta: E

Questão 6
Resposta:
Brasil - A atual estrutura e o funcionamento da educação brasileira decorrem da aprovação da
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n.º 9.394/96). Por sua vez, vincula-se às diretrizes
gerais da Constituição Federal de 1988, bem como às respectivas Emendas Constitucionais em
vigor.

115
Questão 7
Resposta:
Com a Lei n.º 5.692/71, a escola primária e o ginásio foram fundidos e denominados de ensino
de 1º grau. O antigo colégio passou a se chamar ensino de 2º grau. O ensino obrigatório
estendeu-se, assim, para oito anos, embora a terminologia unificada não correspondesse a uma
organização integrada das oito séries. As quatro primeiras séries continuaram a ser atendidas
por um único professor, do qual não era exigido nível superior, mas apenas formação para
magistério em nível médio. As quatro séries finais do 1º grau e o 2º grau permaneceram
divididas em disciplinas ministradas por diferentes docentes, dos quais se exigia, ao menos
formalmente, educação superior.

Questão 8
Resposta:
A nova organização do Ensino Fundamental deverá incluir os dois elementos: os nove anos de
trabalho escolar; a nova idade que integra esse ensino. Ele passará a contar com a seguinte
nomenclatura:

Questão 9
Resposta:
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional define para a educação básica, nos níveis
fundamental e médio, a carga horária mínima anual de oitocentas horas, distribuídas por um
mínimo de duzentos dias letivos de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado para
os exames finais. Para a educação superior, o ano letivo regular tem a duração de, no mínimo,
duzentos dias de efetivo trabalho acadêmico, também excluído o tempo destinado aos exames
finais.

Questão 10
Resposta:
A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum
indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e
em estudos posteriores (art. 22). Pode ser oferecida no ensino regular e nas modalidades de
educação de jovens e adultos, educação especial e educação profissional, sendo que esta última
pode ser também uma modalidade da educação superior.

116
TEMA2
CONSTITUIÇÃO FEDERAL E LDB

Ponto de partida
Resposta:
Resposta pessoal. Resumo do artigo disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf>.

Questão 1
Resposta: E

Questão 2
Resposta: E

Questão 3
Resposta: D

Questão 4
Resposta: B

Questão 5
Resposta: B

Questão 6
Resposta:
A formação inicial e continuada deve contemplar:
· Conhecimentos específicos da área de atuação do docente (SABER).
· Conhecimentos pedagógicos relevantes para conduzir a sala de aula: transposição
didática, relação entre teoria e prática, acompanhamento de alunos, avaliação de ensino,
atuação na organização e na gestão da escola (SABER FAZER).
· Conhecimentos sobre valores e atitudes que permitam compreender a importância e a
pertinência da ação docente em sala de aula e da atuação na organização e na gestão da
escola, de modo a incluir todos os alunos (SABER SER).

Questão 7
Resposta: o projeto pedagógico se caracteriza como um documento que se reflete no currículo
da escola, construído e vivenciado por todos os envolvidos no processo educativo, que busca
rumo, ação intencional e compromisso coletivo.

Questão 8
Resposta:
A Lei 9.394/96, das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, determina, em seu artigo 67, entre
outros aspectos, o aperfeiçoamento profissional continuado, com licenciamento remunerado

117
para esse fim.

Questão 9
Resposta:
Tal equívoco é injustificável porque significa abrir mão de uma expressão cultural fundamental
para a compreensão do ser humano que educa a percepção e os sentimentos e desenvolve a
consciência estética.

Questão 10
Resposta:
Ela trouxe um enorme avanço: definiu o que pode o que é e o que não é permitido em termos
educacionais. As delimitações e as permissões constantes em sua estrutura permitiram traçar
uma linha divisória em algum ponto razoável, para tornar possível à própria administração
do sistema educacional brasileiro. Por isso, a LDB é vista aqui como um ordenamento jurídico
de grande impacto nas instituições de ensino, além de trazer em seu bojo um conjunto de
elementos inovadores para a Educação brasileira.

TEMA3
Ponto de Partida
Resposta: O pensamento pedagógico tem-se modificado ao longo do tempo, contrapondo-se
ao modelo de escola evidenciado no texto pela inclusão dos seguintes aspectos:
· Valorização da criança, do afeto entre professor e aluno, das reflexões sobre as formas
de ensino que considerem o saber das crianças.
· Dimensão dialógica do processo ensino/aprendizagem com ênfase nas relações
igualitárias.
· Preocupação com a formação humana relacionando as dimensões: humana, econômica,
social, política e cultural.

Questão 1
Resposta: B

Questão 2
Resposta: E

Questão 3
Resposta: D

Questão 4
Resposta: C

118
Questão 5
Resposta: Pode-se dizer que há duas políticas educacionais: uma, de “cima para baixo”, que
faz com que um corpo de leis seja assimilado, discutido e incorporado no meio escolar, e a
outra “de baixo para cima” e que corresponde a uma reapropriação, uma elaboração específica
de cada instituição e dos profissionais da escola. Entre ambas as políticas há um movimento
circular e em espiral: não é pouco comum o governo ter de ceder ou realizar contraofensiva às
iniciativas e desejos da sociedade civil no campo educativo.

Questão 6
Resposta: O aluno deverá apresentar, num texto coerente e coeso, a essência de um dos
argumentos a seguir contra o sistema de cotas.

- Diversos dispositivos dos projetos (Lei de cotas e Estatuto da Igualdade Racial) ferem o
princípio constitucional da igualdade política e jurídica, visto que todos são iguais perante a
lei. Para se tratar desigualmente os desiguais, é preciso um fundamento razoável e um fim
legítimo e não um fundamento que envolve a diferença baseada somente na cor da pele.
- Implantar uma classificação racial oficial dos cidadãos brasileiros, estabelecerem cotas
raciais no serviço público e criar privilégios nas relações comerciais entre poder público e
empresas privadas que utilizem cotas raciais na contratação de funcionários é um equívoco.
Sendo aprovado tal estatuto, o País passará a definir os direitos das pessoas com base na
tonalidade da pele e a História já condenou veementemente essas tentativas.
- Políticas dirigidas a grupos “raciais” estanques em nome da justiça social não eliminam o
racismo e podem produzir efeito contrário; dando-se respaldo legal ao conceito de “raça”,
no sentido proposto, é possível o acirramento da intolerância.
- A adoção de identidades étnicas e culturais não deve ser imposta pelo Estado. A autorização
da inclusão de dados referentes ao quesito raça/cor em instrumentos de coleta de dados
em fichas de instituições de ensino e nas de atendimento em hospitais, por exemplo, pode
gerar ainda mais preconceito.
- O sistema de cotas valorizaria excessivamente a raça, e o que existe, na verdade, é a
raça humana. Além disso, há dificuldade para definir quem é negro porque no País domina
a miscigenação.
- O acesso à Universidade deve se basear em um único critério: o de mérito. Não sendo
assim, a qualidade acadêmica pode ficar ameaçada por alunos despreparados. Nesse sentido,
a principal luta é a de reivindicar propostas que incluam maiores investimentos na educação
básica.
- O acesso à Universidade Pública que não esteja unicamente vinculado ao mérito acadêmico
pode provocar a falência do ensino público e gratuito, favorecendo as faculdades da rede
privada de ensino superior.

Questão 7

119
Resposta:
O aluno deverá apresentar, num texto coerente e coeso, a essência de um dos argumentos a
seguir a favor do sistema de cotas.
- É preciso avaliar sobre que “igualdade” se está tratando quando se diz que ela está
ameaçada com os projetos em questão. Há necessidade de diferenciar a igualdade formal
(do ordenamento jurídico e da estrutura estatal) da igualdade material (igualdade de fato na
vida econômica). Ao longo da História, manteve-se a centralização política e a exclusão de
grande parte da população brasileira na maioria dos direitos, perpetuando-se o mando sobre
uma enorme massa de população. É preciso, então, fazer uma reparação.
- Não se pode ocultar a diversidade e as especificidades sociopolíticas e culturais do povo
brasileiro. O princípio da igualdade assume hoje um significado complexo que deve envolver
o princípio da igualdade na lei, perante a lei e em suas dimensões formais e materiais. A
cota não tira direitos, mas rediscute a distribuição dos bens escassos da nação até que a
distribuição igualitária dos serviços públicos seja alcançada.
- Não se pode negar a dimensão racial como uma categoria de análise das relações sociais
brasileiras. A acusação de que a defesa do sistema de cotas promove a criação de grupos
sociais estanques não procede; é injusta e equivocada. Admitir as diferenças não significa
utilizá-las para inferiorizar um povo, uma pessoa pertencente a um determinado grupo
social.
- A utilização das expressões “raça” e “racismo” pelos que defendem o sistema de cotas
está relacionada ao entendimento informal e nunca como purismo biológico. Trata-se de um
conceito político aplicado ao processo social construído sobre diferenças humanas, portanto,
um construto em que grupos sociais se identificam e são identificados.
- Na luta por ações afirmativas e pelo Estatuto da Igualdade Racial se defende muito mais do
que o aumento de vagas para o trabalho e o ensino. Defende-se um projeto político contra
a opressão e a favor do respeito às diferenças.
- Dizer que é difícil definir quem é negro é uma hipocrisia, pois não faltam agentes sociais
versados em identificar negros e discriminá-los.
- As Universidades Públicas no Brasil sempre operaram num velado sistema de cotas para
brancos afortunados, visto que a metodologia dos vestibulares acaba por beneficiar os alunos
egressos das escolas particulares e dos cursinhos caros.
- Pesquisas revelam que, para as Universidades que já adotaram o sistema de cotas, não
há diferenças de rendimento entre alunos cotistas e não-cotistas; os números revelam,
inclusive, que no quesito frequência os cotistas estão em vantagem (são mais assíduos).

Questão 8
Resposta: O dia 18 de setembro de 1985 foi chamado “Dia D da Educação”. Discriminou
uma série de preocupações governamentais, principalmente quanto ao aumento do número de
escolas, de melhor qualidade e participação da comunidade.

Questão 9
Resposta: D
A exceção é a aprovação do “Estatuto da Criança e do Adolescente”, que não nasce por movimento

120
dos educadores, mas que tem um capítulo sobre o direito à educação.

Questão 10
Resposta: D

TEMA4
Estrutura e Organização da Educação Brasileira

Autora
Aline Mide Romano de Barros

Reformas Educacionais

Ponto de partida
Resposta: A Reforma Universitária, Lei 5540, de 28 de novembro de 1968, atuou no sentido
de:
· Institucionalizar o vestibular, idêntico em seu conteúdo para todos os cursos e áreas de
conhecimento e unificado em sua execução;
· Assegurar o controle do ensino superior brasileiro pela política do regime.

Questão 1
Resposta: A

Questão 2
Resposta: B

Questão 3
Resposta: Dentre eles, cabe destacar três: (i) Como os sistemas educacionais de outros países
do Primeiro Mundo, transformaram a avaliação, ou melhor, os exames, em bandeira; (ii) Governo
abriu as comportas do Sistema Educacional Brasileiro ao ensino privado; (iii) Governo Federal
desmantelou a estrutura do MEC que cuidava da educação de adultos, inibindo-a também nos
estados e municípios.

Questão 4
Resposta: Quanto aos alunos, eles são encorajados a lidar ativamente com a tarefa investigativa,
tornando-se sujeitos e centro da aprendizagem. Já quanto aos professores, a característica
principal é o fato de incentivar a pesquisa por parte do aluno, levando-o a buscar por si mesmo
os conhecimentos.

121
Questão 5
Resposta: E

Questão 6
Resposta: A contribuição da escola para a democratização do ensino é atuar dentro das
necessidades e dos interesses que o aluno manifesta.

Questão 7
Resposta: C

Questão 8
Resposta: C

Questão 9
Resposta: O desafio atual é a desigualdade de acesso à educação de qualidade. O resgate da
dívida social acumulada (o analfabetismo ainda é significativo), a universalização do ensino
fundamental público e gratuito e a ampliação do acesso ao ensino superior (persistem os
gargalos na passagem de um grau de ensino para outro) também continuam sendo grandes
questões que colocam a escola brasileira na berlinda.
Os temas da gestão e do financiamento da educação nacional também se constituem como
assuntos em pauta de destaque.

Questão 10
Resposta: O conhecimento sobre as características do processo de reforma da educação em
curso no Brasil, a compreensão de seus antecedentes e a avaliação de suas tendências são
elementos importantes para a formulação e operação de políticas eficazes.

TEMA5
Financiamento da educação e Programas do Fundo Nacional de desenvolvimento da Educação.

Ponto de partida
Resposta: Estão corretas as afirmações apenas as III, IV e V.

Questão 1
Resposta: D

Questão 2

122
Resposta: C

Questão 3
Resposta: E

Questão 4
Resposta: D

Questão 5
Resposta: B

Questão 6
Resposta: Ele foi implantado em 1955. Seu objetivo é atender às necessidades nutricionais
dos alunos durante sua permanência em sala de aula, contribuindo para o crescimento, o
desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar dos estudantes, bem como promover
a formação de hábitos alimentares saudáveis. O repasse é feito diretamente aos estados e
municípios, com base no censo escolar realizado no ano anterior ao do atendimento.

Questão 7
Resposta: O PNLD atende ao ensino fundamental, em que os alunos do 1º e 2º ano recebem
livros consumíveis (sem necessidade de devolução) de alfabetização matemática e alfabetização
linguística. Há ainda a distribuição de obras reutilizáveis de ciências, história, geografia,
matemática e língua portuguesa. Já o PNLEM foca o ensino médio, e envolve a distribuição
de livros reutilizáveis de língua portuguesa, matemática, história, geografia, biologia, química
e física. A novidade a partir de 2012 será o envio de livros consumíveis de língua estrangeira
(inglês ou espanhol), filosofia e sociologia. Finalmente, o PNLA foca a distribuição de livros para
atender ao ensino de jovens e adultos.

Questão 8
Resposta: O Ministério da Educação executa atualmente dois programas voltados ao transporte
de estudantes: o Caminho da Escola e o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar
(Pnate), que visam atender alunos moradores da zona rural.

Questão 9
Resposta: Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES), criado por meio
da Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Ele é um programa do Ministério da Educação destinado a
financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições não
gratuitas.

Questão 10
Resposta: Possuir conhecimentos mínimos sobre programas e financiamentos da educação é
primordial para que possamos acompanhar e fiscalizar o uso dos recursos na área. Quanto mais

123
pessoas, sejam elas educadores, pais, alunos, administradores e gestores, tiverem acesso a
esse conhecimento, maiores serão as possibilidades de cobrarmos transparência e intervirmos
no uso do fundo público.

TEMA6
Estrutura e Organização da Educação Brasileira

Autora
Aline Mide Romano de Barros

Tema 6: A educação escolar no contexto das transformações da sociedade


contemporânea.

Ponto de partida
Resposta: Relacionando as idéias do fragmento de texto acima à formação e à ação do
professor em sala de aula, podemos concluir que as inovações tecnológicas no campo do
ensino-aprendizagem não garantem inovações pedagógicas, uma vez que os professores, pela
sua própria formação, tendem a uma recusa imediata na alteração de suas práticas antigas.

Questão 1
Resposta: Ela é uma excelente ferramenta, pois oferece múltiplas possibilidades didáticas,
podendo adaptar-se aos mais diferentes projetos pedagógicos.

Questão 2
Resposta: A escola contemporânea sofre com o desenvolvimento acelerado que ocorre a sua
volta, em que as informações são atualizadas em frações de segundos, ocasionando, de certa
forma, o desgaste e o comprometimento das ações voltadas para o aprimoramento do ensino,
fazendo com que a sala de aula se torne um ambiente de pouca relevância para a consolidação
do conhecimento, tornando a vivência social o requisito primordial para a busca de aprendizado
sobre essa escola.

Questão 3
Resposta: Em virtude das novas demandas e perspectivas da educação, não se pode mais
ignorar o computador como ferramenta de trabalho, também na educação. Sua utilização deve
estar comprometida com a reorientação da educação, numa perspectiva transformadora. Porém,
deve ainda ser acompanhada do estímulo à criatividade docente, e ainda, manter preservada a
consciência crítica de professores e alunos.

124
Questão 4
Resposta: Dentre outros fatores, a incorporação de novas tecnologias deve ser integrada a
uma política de educação global e sincronizada com a reestruturação da sociedade. Apenas
desta forma, ela é capaz de produzir os resultados esperados. Desconexa disso, ela certamente
poderá muito pouco perto do seu real potencial.

Questão 5
Resposta: Dentre inúmeras situações que podemos citar aqui, um dos benefícios da internet
é que ela apresenta a possibilidade de disponibilizar informações e contatos com pessoas,
favorecendo a construção do conhecimento.

Questão 6
Resposta: E

Questão 7
Resposta: D

Questão 8
Resposta: C

Questão 9
Resposta: A

Questão 10
Resposta: C

TEMA7
Estrutura e Organização da Educação Brasileira

Gestão escolar democrática: Organização e gestão, objetivos do ensino e trabalho dos


professores.

Ponto de Partida
Resposta: Uma gestão educacional de base democrática, participativa e com qualidade social
pode ser caracterizada como aquela que promove sólida formação básica e oferece igualdade
de oportunidades no acesso à educação.

Questão 1

125
Resposta: E

Questão 2
Resposta: E

Questão 3
Resposta: B

Questão 4
Resposta: C

Questão 5
Resposta: C

Questão 6
Resposta:
O Conselho Escolar é uma forma de participação das comunidades escolar e local, prevista pela
Lei de Diretrizes e Bases nº 9.394/96, fazendo parte dos princípios de gestão democrática, e
deve ser organizado, segundo a LDB, de acordo com as peculiaridades dos sistemas de ensino
(cf. Art. 14, inciso II).
É uma instância de participação dos diferentes segmentos interessados na melhoria da
escola pública, por meio da atuação de seus maiores interessados: pais, alunos, professores,
funcionários e autoridades educacionais.
A gestão participativa no Conselho Escolar tem como papel promover uma educação de qualidade,
na medida em que todos os interessados no bom desempenho escolar nela intervenham, o que
significa muito mais do que a mera participação em limpeza ou em reparos. Os pais devem ser
estimulados a participar, pois assim poderão até engajar-se em

Questão 7
Resposta:
Dentre as várias possibilidades, podemos citar:
· A diretora apresenta uma visão restrita de participação, permeada por uma cultura
autoritária e extremamente hierarquizada.
· A participação exemplificada não constitui forma política de participação, pois mantém
os pais na posição de subjugados, confinando-os em seu próprio campo de atuação
profissional e não vislumbrando outras possibilidades participativas.
· O fato de um dos pais não ser alfabetizado não significa que não possa participar do
processo de alfabetização do filho. Isto denota, uma vez mais, o equívoco a respeito da
gestão participativa.

Questão 8

126
Resposta:
Para atingir este objetivo ele deve, prioritariamente, valorizar e incentivar a produção coletiva
e interdisciplinar do material didático-pedagógico, atendendo às demandas do contexto
sociocultural da escola.

Questão 9
Resposta:
Esta prática não condiz com a LDB 9.394/96 porque a iniciativa contradiz a gestão democrática,
a autonomia institucional, a participação dos profissionais da escola e dos membros da
comunidade.

Questão 10
Resposta: No caso descrito, a iniciativa partiu de uma decisão coletiva, de uma discussão
no conselho de escola. Logo, trata-se de uma prática de gestão democrática e participativa,
que supõe engajamento de todos os segmentos da comunidade escolar. A participação é o
principal modo de realizar uma gestão democrática. Proporciona conhecimento da estrutura
organizacional, dos objetivos educacionais, das relações com a comunidade, além de favorecer
relacionamentos interpessoais mais humanizados no contexto profissional. Uma vez que os
membros da instituição travam contato direto com seu entorno, é possível verificar in loco como
se constitui a realidade da comunidade. Os dados provenientes desse reconhecimento tornam-
se “material” de análise e de trabalho para definir práticas pedagógicas e organizacionais que
visem à melhoria da qualidade social da educação.

TEMA8
Avaliação.

Ponto de partida
Resposta:
As avaliações atualmente utilizadas no Brasil desconsideram esse último modelo e se mantêm
no anterior, pautado na aplicação de testes para medição do rendimento dos alunos. Os
exames nacionais em vigor enfatizam a medição do desempenho escolar por meio de testes
padronizados, o que os vincula a uma concepção objetivista de avaliação.

Questão 1
Resposta:
Dentre as várias possibilidades, uma possível resposta seria: os dados sobre aprovação escolar
e as médias totais de desempenho no SAEB e na Prova Brasil resultaram em índices que

127
ultrapassaram as metas para o Ensino Fundamental em 2007.

Questão 2
Resposta:
A – III
B–I
C - II

Questão 3
Resposta:
O Saeb é composto por dois processos: a Avaliação Nacional da Educação Básica (ANEB) e a
Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (ANRESC).

Questão 4
Resposta:
Sobre o processo de avaliação do ensino, a LDB, em seu artigo 9º, esclarece que a união se
incumbirá de [...] assegurar processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino
fundamental, médio e superior, em colaboração com os sistemas de ensino, objetivando a
definição de prioridades e a melhoria da qualidade do ensino.

Questão 5
Resposta: A tabela mostra que, embora variem as diferenças, as médias de todas as regiões
brasileiras decresceram de 1997 a 1999. Isso significa que baixou o desempenho dos alunos em
Matemática no Brasil como um todo.

Questão 6
Resposta: B

Questão 7
Resposta: A

Questão 8
Resposta: C

Questão 9
Resposta: D

Questão 10
Resposta: E

128
TEMA9
Currículo: concepções e fundamentos.

Ponto de Partida
Resposta: Sim, pois o quadro abrange conhecimentos biológicos, químicos, matemáticos,
sociais e culturais.

Questão 1
Resposta: A

Questão 2
Resposta: E

Questão 3
Resposta: B

Questão 4
Resposta: B

Questão 5
Resposta: C

Questão 6
Resposta:
Na escola X o currículo possui uma abordagem interdisciplinar, já que o mesmo é desenvolvido
em projetos de trabalho, com integração entre disciplinas, além dos laboratórios de informática
estarem a serviço da pesquisa empreendida pelos alunos.
Questão 7
Resposta:
O Currículo Formal refere-se ao currículo estabelecido pelos sistemas de ensino, que é expresso
em diretrizes curriculares, objetivos e conteúdos das áreas ou disciplina de estudo. Este é o que
traz prescrita institucionalmente os conjuntos de diretrizes como os Parâmetros Curriculares
Nacionais.
O Currículo Real é o currículo que acontece dentro da sala de aula com professores e
alunos a cada dia, em decorrência de um projeto pedagógico e dos planos de ensino.
O Currículo Oculto é o termo usado para denominar as influências que afetam a
aprendizagem dos alunos e o trabalho dos professores. O currículo oculto representa tudo o
que os alunos aprendem diariamente em meio às várias práticas, atitudes, comportamentos,
gestos, percepções, que vigoram no meio social e escolar. O currículo está oculto por que ele
não aparece no planejamento do professor.

129
Questão 8
Resposta:

O que se denomina base nacional comum trata-se de um conjunto de matérias consideradas


obrigatórias para todos os estabelecimentos de ensino. São aqueles considerados essenciais
para uma formação geral sólida e abrangente, indispensável à compreensão efetiva da
sociedade e o prosseguimento dos estudos. No parágrafo 1º. Do artigo 26, a lei estabelece
que “os currículos (...) devem abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa, o
conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil.
Já a parte diversificada compreende o conjunto de disciplinas que contribuem para a formação
com interesses regionais e locais.

Questão 9
Resposta:
Segundo o Documento Introdutório (1996, p.22) “os PCNs constituem o primeiro nível de
concretização curricular. É uma referência para o ensino (...) e tem como função subsidiar
a elaboração ou revisão curricular dos estados e municípios, dialogando com as propostas
e experiências já existentes, incentivando a discussão pedagógica interna às escolas e a
elaboração de projetos educativos, assim como servir de material de reflexão para a prática
dos professores”.

Questão 10
Resposta:

1. O currículo é um projeto, o qual não se encontra pronto e acabado, mas é algo que deve
ser construído e reformulado permanentemente no dia a dia da escola, com a participação
ativa de todos os interessados, particularmente daqueles que atuam e trabalham de
forma direta com o mesmo.

2. O currículo situa-se entre as intenções, princípios e orientações gerais e a prática


pedagógica. Mais do que apenas evitar a distância e o hiato entre estes dois pólos do
processo educacional – as intenções e as práticas – o currículo deve estabelecer um
vínculo coerente entre eles, constituindo-se como instrumento eficaz que favoreça a
realização das intenções, princípios e orientações numa ação prática efetiva com vistas
ao desenvolvimento dos educandos.

3. O currículo é abrangente, não compreende apenas as matérias ou os conteúdos do


conhecimento, mas também sua organização e sequência adequadas.

4. O currículo é um guia, um instrumento útil para orientar a prática pedagógica; uma ajuda
ao professor. Por isso mesmo, na medida em que houver comprometimento, precisa ser
repensado e reformulado constantemente.

130
5. O currículo deve levar em conta as condições gerais nas quais o mesmo vai se concretizar,
a saber: condições dos alunos, ambiente escolar, comunidade, recursos possíveis e
disponíveis, entre outros.

6. O currículo não substitui o professor, mas é sim um instrumento a seu serviço. Cabe ao
professor orientar e dirigir o processo de ensino aprendizagem, inclusive modificando o
próprio currículo de acordo com as aptidões, os interesses e as características culturais
dos educandos.

TEMA10
Planejamento e Projeto Político Pedagógico

Ponto de Partida
Resposta:
A construção do PPP pode auxiliar na tomada de consciência dos principais problemas da
escola, das possibilidades de solução e definição das responsabilidades coletivas e pessoais
para eliminar ou atenuar as falhas detectadas.

Questão 1
Resposta:
Este contraponto é expresso por:
· Valorização da criança, do afeto entre professor e aluno, das reflexões sobre as formas
de ensino que considerem o saber das crianças.
· Dimensão dialógica do processo ensino/aprendizagem com ênfase nas relações
igualitárias.
· Preocupação com a formação humana relacionando as dimensões: humana, econômica,
social, política e cultural.

Questão 2
Resposta:
O PPP pauta-se nos seguintes princípios:
i. Igualdade de condições.
ii. Valorização do profissional.
iii. Gestão democrática.

Questão 3
Resposta:
O PPP foi instituído no artigo 12, inciso I, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Lei n. 9.394, de 20 de
de­zembro de 1996, a qual prevê que os “[...] estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns

131
e as de seu sistema de ensino, terão a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica.”
(BRASIL, 1996).

Questão 4
Resposta:
Segundo a LDB, o PPP deve ser construído em um processo participativo e estar em constante
aperfeiçoamento, pois é considerado instrumento indispensável à melhoria da qualidade de ensino e o
grande responsável pela dinâmica de funcionamento da escola, das ações educativas, das avaliações
edu­cacionais e até do calendário escolar. Ele norteia todas as atividades que serão desenvolvidas no
decorrer do ano letivo.

Questão 5
Resposta:
A dimensão política está relacio­nada à formação do cidadão e, de acordo com Schneider (2001, p.
28), “[...] deve contemplar a busca pela for mação de um determinado tipo de homem, de escola e de
sociedade, isto é, o projeto deve preocupar-se com a preparação dos indivíduos para a vida social.” A
dimensão pedagógica está na efetivação da intencionalidade educativa, a autonomia, os meios formativos
encaminhados à formação de cidadãos críticos e participativos e as relações entre as diferentes classes
sociais.

Questão 6
Resposta: B

Questão 7
Resposta: B
Questão 8
Resposta: E

Questão 9
Resposta: A

Questão 10
Resposta: C

132