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Zion Engenharia Elaborador: Engenheiro Jansen de Oliveira

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e-Book NR12 Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos Versão 1.0
Zion Engenharia Elaborador: Engenheiro Jansen de Oliveira

1. Índice

1. Índice ............................................................................................................................................ 3
2. Motivação ..................................................................................................................................... 4
3. Introdução .................................................................................................................................... 6
4. Conteúdo ...................................................................................................................................... 7
4.1 Normas Regulamentadoras ................................................................................................ 7
4.2 Normas Técnicas ................................................................................................................. 8
4.3 Relação Entre Normas Nacionais e Internacionais ............................................................. 9
4.4 Estrutura das Principais Normas Técnicas de Segurança.................................................. 10
4.5 Norma Regulamentadora NR 12 ....................................................................................... 11
4.5.1 Objetivo ............................................................................................................................... 11
4.5.2 Histórico .............................................................................................................................. 11
4.5.3 Conceito .............................................................................................................................. 11
4.5.4 Aplicação ............................................................................................................................. 12
4.5.5 Não se Aplica ....................................................................................................................... 12
4.5.6 Dever do Empregador ......................................................................................................... 12
4.5.7 Dever dos Trabalhadores .................................................................................................... 13
4.6 Como Adequar à NR12 ......................................................................................................... 13
4.6.1 Fluxograma de Adequação à NR12 ...................................................................................... 14
4.6.2 Inventário de Máquinas e Equipamentos ............................................................................ 15
4.6.3 Análise/Apreciação de Riscos à NR12.................................................................................. 18
4.6.4 Recolhimento de ART Apreciação de Riscos ........................................................................ 28
4.6.5 Elaboração de Cronograma de Adequação à NR12 ............................................................. 28
4.6.6 Adequação Fabril à NR12 .................................................................................................... 29
4.6.7 Adequação de Máquinas e Equipamentos à NR12 .............................................................. 29
4.6.8 Confecção do Livro de Adequação de Máquinas e Equipamentos à NR12 .......................... 32
4.7 Dispositivos Típicos na Adequação à NR12 .......................................................................... 33
4.8 Estudos de Caso Adequação de Máquinas e Equipamentos à NR12 ................................... 38
4.9 Principais Itens de NR12 ....................................................................................................... 54
5. Referências ................................................................................................................................. 61

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2. Motivação

Atualmente, no Brasil há a vigência de Normas Regulamentadoras que contém as regras de


caráter obrigatório com a finalidade de estabelecer requisitos técnicos e legais sobre os aspectos
mínimos de Segurança e Saúde Ocupacional no trabalho. Os números alarmantes de acidentes
no trabalho levaram o Ministério do Trabalho e Emprego a atualizar e fiscalizar com mais rigor a
Norma Regulamentadora NR12 que se refere a Segurança no Trabalho de Máquinas e
Equipamentos. As últimas revisões da NR12 trouxeram evoluções no sentido da Segurança no
Trabalho, contudo, ainda há muitas dúvidas e desconhecimento de seus principais itens e
conceitos, este e-Book tem por objetivo esclarecer alguns aspectos desta Norma, principalmente
referente ao processo de adequação de máquinas e equipamento à NR12. A seguir temos alguns
dados referentes a acidentes no trabalho que também nos motivam em busca de melhores
condições de trabalho para a classe trabalhadora deste país.

Figura 1 – Mapa de Acidentes do Trabalho no Brasil Fonte: Observatorio SST

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Figura 2 – Gastos com a Previdência superam 76 Bilhões de Reais devido a acidentes de trabalho (2012-2017)

Fonte: Observatorio SST

Figura 3 – Dados de Acidentes do Trabalho no Brasil (2012-2017) Fonte: Observatorio SST

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3. Introdução

Neste e-book você aprenderá como adequar máquinas e equipamentos à Norma


Regulamentadora de número 12 (NR12), no processo de aprendizado da adequação à NR12 você
receberá o passo a passo de como se realizar este processo de forma correta e bem aceita pela
fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A Norma Regulamentadora NR12 apresenta os requisitos mínimos para prevenção de acidentes


e doenças do trabalho em máquinas e equipamentos de todos os tipos desde que tenha ação
não humana em sua concepção de operação. Esta Norma abrange máquinas e equipamentos na
etapa de projeto, fabricação, comercialização ou importação. Portanto, toda empresa que
dispõe em seu parque fabril máquinas e equipamentos que propiciem riscos para seus
colaboradores e aos envolvidos indiretamente em suas operações, devem ser adequados a esta
Norma por meio do acréscimo de projeto de segurança por pessoas legalmente habilitadas.

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4. Conteúdo

4.1 Normas Regulamentadoras

As Normas Regulamentadoras (NRs) são documentos normativos publicados e editados pelo


Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e estão baseadas em leis relativas à segurança e
medicina do trabalho, as Normas Regulamentadoras contém regras de caráter obrigatório com a
finalidade de estabelecer requisitos técnicos e legais sobre os aspectos mínimos de Segurança e
Saúde Ocupacional (SSO), seja diretamente, seja pela referência a normas técnicas, ou pela
incorporação de todo ou apenas parte do conteúdo destas normas. Atualmente estão em vigor
36 Normas Regulamentadoras. A portaria MTB nº 3.214, de junho de 1978, Aprova as Normas
Regulamentadoras NR - do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à
Segurança e Medicina do Trabalho.
Resumindo, as Normas Regulamentadoras são baseadas em uma lei, ou seja, são as
regulamentações de uma lei, são também de caráter obrigatório e tem a finalidade de
estabelecer requisitos técnicos e legais sobre os aspectos mínimos de segurança e saúde do
trabalho. O não cumprimento pode acarretar a aplicação das penalidades previstas na legislação
pertinente.

Normas Regulamentadoras Vigentes


NR-1 - DISPOSIÇÕES GERAIS
NR-2 - INSPEÇÃO PRÉVIA
NR-3 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO
NR-4 - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO
NR-5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES
NR-6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI
NR-7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL
NR-8 - EDIFICAÇÕES
NR-9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS
NR-10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE
NR-11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS
NR-12 - SEGURANÇA NO TRABALHO EM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
NR-13 - CALDEIRAS, VASOS DE PRESSÃO E TUBULAÇÃO
NR-14 - FORNOS
NR-15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES
NR-16 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS
NR-17 - ERGONOMIA
NR-18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

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Normas Regulamentadoras Vigentes


NR-19 - EXPLOSIVOS
NR-20 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO COM INFLAMÁVEIS E COMBUSTÍVEIS
NR-21 - TRABALHOS A CÉU ABERTO
NR-22 - SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL NA MINERAÇÃO
NR-23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS
NR-24 - CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE TRABALHO
NR-25 - RESÍDUOS INDUSTRIAIS
NR-26 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
NR-27 - REGISTRO PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO (REVOGADA)
NR-28 - FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES
NR-29 - NORMA REGULAMENTADORA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTUÁRIO
NR-30 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO AQUAVIÁRIO
NR-31 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA AGRICULTURA, PECUÁRIA SILVICULTURA, EXPLORAÇÃO
FLORESTAL E AQUICULTURA
NR-32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE
NR-33 - SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS
NR-34 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO, REPARAÇÃO E DESMONTE
NAVAL
NR-35 - TRABALHO EM ALTURA
NR-36 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES E
DERIVADOS

4.2 Normas Técnicas

As Normas Técnicas são documentos estabelecidos por um consenso crítico, editados e


aprovados por um órgão técnico reconhecido, que fornece para uso comum e repetitivo, regras,
diretrizes ou características para atividades ou para seus resultados, visando à obtenção de um
grau ótimo de ordenação em um dado contexto. É de caráter voluntário e torna-se obrigatória
quando essa condição é estabelecida pelo poder público, como exemplo uma Norma
Regulamentadora que exige o cumprimento de determinada Norma Técnica.
O órgão técnico responsável pela normalização técnica no Brasil é a Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT), fornecendo a base necessária ao desenvolvimento tecnológico
brasileiro. É reconhecida como único Foro Nacional de Normalização através da Resolução do
nº07 do CONMETRO, de 24/08/1992.

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4.3 Relação Entre Normas Nacionais e Internacionais

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é a única associação específica que


representa o Brasil nas entidades internacionais tais como International Organization for
Standardization (ISO) e International Electrotechnical Commission (IEC), além das entidades de
normalização regional Comissão Panamericana de Normas Técnicas (COPANT) e a Associação
MERCOSUL de Normalização (AMN). A ABNT é uma entidade privada, sem fins lucrativos, em
que é o membro co-fundador da ISO e da COPANT.
As normas internacionais são reconhecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) como
a base para o comércio internacional. As normas ISO são voluntárias, cabendo aos seus
membros decidirem se as adotam como normas nacionais ou não. A adoção de uma norma ISO
como Norma Brasileira recebe a designação NBR ISO.
Resumindo a interação entre as Normas nacionais e internacionais temos a seguintes
configurações possíveis: Norma Regulamentadora (NR) - Regulamentação de uma Lei; Norma
Técnica Brasileira (NBR) - Norma técnica aprovada pela ABNT; Norma Técnica MERCOSUL
(NBR NM) - Traduzida e adotada pelo Brasil; e Norma Técnica Internacional (NBR ISO) -
Traduzida e adotada pelo Brasil.

Figura 4 – Conjunto de Siglas de Organizações Normalizadoras Nacionais e Internacionais

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4.4 Estrutura das Principais Normas Técnicas de Segurança

As Normas Técnicas fundamentais de segurança de máquinas e equipamentos podem ser


distinguidas por basicamente três tipos de Normas:
Normas Tipo A – Normas fundamentais de segurança: definem os conceitos, princípios de
projetos e aspectos gerais válidos para todas as máquinas.
Normas Tipo B – Aspectos e componentes de segurança.
Normas Tipo B1 – Aspectos gerais de segurança.
Normas Tipo B2 – Componentes utilizados na segurança.
Normas Tipo C – Normas de segurança por categoria de máquinas: fornecem prescrições
detalhadas de segurança a um grupo particular de máquinas.

Figura 5 – Organograma Principais Normas de Segurança

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4.5 Norma Regulamentadora NR 12

4.5.1 Objetivo
Os principais objetivos da NR12 se relacionam com a segurança do trabalhador, as melhorias das
condições de trabalho em máquinas e equipamentos, ao estabelecimento de máquinas e
equipamentos intrinsecamente seguros, a efetivação do conceito de falha segura e ao
estabelecimento de máquinas e equipamentos à prova de burla.

4.5.2 Histórico
 A NR-12 está regulamentada na Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977, especificamente
na seção XI – Das Máquinas e Equipamentos, os Art. 184, 185 e 186 da CLT.
 Publicação D.O.U. Portaria MTb n.º 3.214, de 08 de junho de 1978 06/07/78
 Maior alteração e atualização no contexto do corpo da NR-12, foi publicada em 17 de
dezembro de 2010, pela Portaria SIT n.º 197.
 Última atualização Portaria MTb n.º 326, de 14 de maio de 2018 15/05/18

4.5.3 Conceito
Item 12.1 - Esta Norma Regulamentadora e seus anexos definem referências técnicas, princípios
fundamentais e medidas de proteção para garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores
e estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho.

Resumindo, a NR12 define as medidas que devem ser submetidas às Máquinas e Equipamentos
para assegurar a integridade física dos colaboradores. As medidas de proteção estabelecidas são
nesta ordem de prioridade: Medidas de Proteção Coletiva, Medidas Administrativas ou de
Procedimento de Trabalho, e Medidas de Proteção Individual.

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4.5.4 Aplicação
A Norma NR 12 aplica-se a máquinas e equipamentos com principio de funcionamento que possa
vir a gerar riscos de choque mecânico e elétrico, riscos químicos e físicos.

Item 12.1.1 - Entende-se como fase de utilização o transporte, montagem, instalação, ajuste,
operação, limpeza, manutenção, inspeção, desativação e desmonte da máquina ou equipamento.

Item 12.2 - As disposições desta Norma referem-se a máquinas e equipamentos novos e usados,
exceto nos itens em que houver menção específica quanto à sua aplicabilidade.

4.5.5 Não se Aplica


Item 12.2B - Esta norma não se aplica às máquinas e equipamentos:

a) movidos ou impulsionados por força humana ou animal;

b) expostos em museus, feiras e eventos, para fins históricos ou que sejam considerados como
antiguidades e não sejam mais empregados com fins produtivos, desde que sejam adotadas
medidas que garantam a preservação da integridade física dos visitantes e expositores;

c) classificados como eletrodomésticos.

(Item e alíneas inseridos pela Portaria MTE n.º 857, de 25/06/2015)

4.5.6 Dever do Empregador


Item 12.3 - O empregador deve adotar medidas de proteção para o trabalho em máquinas e
equipamentos, capazes de garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores, e medidas
apropriadas sempre que houver pessoas com deficiência envolvidas direta ou indiretamente no
trabalho.

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4.5.7 Dever dos Trabalhadores


Item 12.5A - Cabe aos trabalhadores:

a) cumprir todas as orientações relativas aos procedimentos seguros de operação, alimentação,


abastecimento, limpeza, manutenção, inspeção, transporte, desativação, desmonte e descarte das
máquinas e equipamentos;

b) não realizar qualquer tipo de alteração nas proteções mecânicas ou dispositivos de segurança de
máquinas e equipamentos, de maneira que possa colocar em risco a sua saúde e integridade física
ou de terceiros;

c) comunicar seu superior imediato se uma proteção ou dispositivo de segurança foi removido,
danificado ou se perdeu sua função;

d) participar dos treinamentos fornecidos pelo empregador para atender às exigências/requisitos


descritos nesta Norma;

e) colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nesta Norma.

(Item e alíneas inseridos pela Portaria MTE n.º 857, de 25 de junho de 2015)

4.6 Como Adequar à NR12

Sendo Proprietário, Sócio, Colaborador ou Responsável pela Segurança de qualquer Empresa, é


possível se inteirar e discutir esta Norma. A NR12 foi criada em 1978, passou por algumas
atualizações até 1997 e em 2010 sofreu suas maiores alterações e passou a vigorar como o “carro
chefe” da Segurança do Trabalho referindo-se a Máquinas e Equipamentos, devido ao seu rigor, ela
gera muitas dúvidas e interpretações, além dos transtornos com as fiscalizações do Ministério do
Trabalho. A seguir temos o passo a passo para Adequação à NR 12 de uma forma muito aceita pelos
Fiscais e Especialistas do setor.

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4.6.1 Fluxograma de Adequação à NR12

2º Passo: Elaborar
1º Passo: Elaborar Inventário
Análise/Apreciação de Riscos com
das Máquinas e
Recolhimento de ART (Conforme
Equipamentos.
ISO12100 e NBR14153)

4º Passo: Adequar Fábrica com 3º Passo: Elaborar Cronograma


Relação aos Itens Gerais da de Adequação com as devidas
NR12. prioridades.

5º Passo: Adequar Máquinas e 6º Passo: Revisão dos Manuais das


Equipamentos com Projetos de Máquinas e Equipamentos,
Mecânica/Elétrica/Automação Procedimentos Operacionais e
Com Recolhimento de ART Treinamento Operacional de
Segurança

7º Passo: Treinamento NR12


Colaboradores

Figura 6 – Fluxograma de Adequação à Norma Regulamentadora NR12

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4.6.2 Inventário de Máquinas e Equipamentos


A Norma Regulamentadora NR12 estabelece alguns requisitos mínimos que devem ser atendidos
com relação ao Inventário de Máquinas e Equipamentos:

Item 12.153 O empregador deve manter inventário atualizado das máquinas e equipamentos com
identificação por tipo, capacidade, sistemas de segurança e localização com representação
esquemática, elaborado por profissional qualificado ou legalmente habilitado. (Alterado pela
Portaria MTb n.º 98, de 08 e fevereiro de 2018)

Item 12.153.1 As informações do inventário devem subsidiar as ações de gestão para aplicação
desta Norma.

Item 12.153.2 O item 12.153 não se aplica: (Item e alíneas inseridos pela Portaria MTE n.º 857, de
25/06/2015).
a) às microempresas e as empresas de pequeno porte, que ficam dispensadas da elaboração do
inventário de máquinas e equipamentos;
b) a máquinas autopropelidas, automotrizes e máquinas e equipamentos estacionários utilizados
em frentes de trabalho.
c) as ferramentas manuais e ferramentas transportáveis. (Inserida pela Portaria MTb n.º 98, de 08 e
fevereiro de 2018)

Item 12.154 Toda a documentação referida nesta norma, inclusive o inventário previsto no item
12.153, deve ficar disponível para o SESMT, CIPA ou Comissão Interna de Prevenção de Acidentes na
Mineração - CIPAMIN, sindicatos representantes da categoria profissional e fiscalização do
Ministério do Trabalho e Emprego.

Geralmente os Inventários de Máquinas e Equipamentos são elaborados em Planilhas de Excel ou


Word com o objetivo de facilitar o preenchimento e formatação, o modelo abaixo pode servir como
referência para elaboração de Inventários. Algumas informações são adicionadas para o
cumprimento do item 12.153.1, além de fotos da situação atual das máquinas e equipamentos,
outro documento auxiliar para a confecção do inventário é a planta baixa do local em que estão
instalados as máquinas e equipamentos.

Exemplo Cabeçalho Inventário de Máquinas e Equipamentos

Figura 7 – Exemplo de Cabeçalho para Inventário

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Figura 8 – Exemplo de Informações Contidas nos Inventários: Folha Lista

A figura acima representa a lista de máquinas e equipamentos com algumas informações a serem
levantadas no momento da elaboração do inventário, abaixo segue a legenda referente à quais
informações devem conter em cada campo.

1- Nome da Máquina/Equipamento;
2- Fabricante da Máquina/Equipamento;
3- Tag da Máquina/Equipamento (Código Criado/Informado pelo Proprietário);
4- Tipo de Equipamento (Ex.: Torno, Fresa, Furadeira, Serra Fita, Moedor, Prensa);
5- Capacidade do Equipamento (Ex.: Potência, Velocidade, Pressão, Tamanho Ferramenta);
6- Risco Preliminar (Muito Pequeno/Pequeno/Médio/Alto/Muito Alto);
7- Localização (Código Gerado do Equipamento na Planta Baixa);
8- Manual em Português (Sim/Não/Outro Idioma);
9- Treinamento Operacional (Conforme/Não Conforme/Adequar);
10- Manutenção Preventiva (Diária/Semanal/Quinzenal/Mensal/Trimestral/Semestral/Anual);

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Figura 9 - Exemplo de Informações Contidas nos Inventários: Folha Informativa

A figura acima representa a página Informativa Complementar de máquinas e equipamentos com


algumas informações a serem levantadas no momento da elaboração do inventário, abaixo segue a
legenda referente à quais informações devem conter em cada campo.

1- Nome da Máquina/Equipamento;
2- Informações do Fabricante (Ex.: CNPJ/Endereço/Contato);
3- Ano de Fabricação Máquina/Equipamento;
4- Vida Útil Prevista (Geralmente consta no Manual);
5- Situação de Conservação (Muito Ruim/Ruim/Razoável/Bom/Muito Bom);
6- Observação (Conforme/Não Conforme/Em Adequação/Parcialmente Adequado);
7- Foto Atual da Máquina/Equipamento;

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4.6.3 Análise/Apreciação de Riscos à NR12

A Apreciação de Riscos de Máquinas e Equipamentos incide em um documento elaborado para


fornecer informações indispensáveis à avaliação dos riscos, permitindo um diagnóstico sobre as
condições de segurança e operação de máquinas e equipamentos, contemplando a determinação
dos limites da máquina, identificação dos perigos e estimativa dos riscos.

O documento referente à Apreciação de Riscos deve contemplar um relatório de não


conformidades que envolvem a avaliação dos dispositivos de emergência, acionamentos de partida
e parada, dispositivos de segurança, proteções físicas e instalações elétricas, entre outros
dispositivos que constituem a máquina e não atendem completamente aos requisitos da norma.

Os acontecimentos perigosos proveem de todas as situações de risco, desta forma os mesmos


devem ser cuidadosamente identificados, listados e avaliados, para cada ponto de riscos de
máquinas e equipamentos.

Com uma minuciosa e elaborada avaliação e descrição dos fenômenos perigosos, são realizadas as
estimativas dos riscos que incidem em estabelecer uma relação entre as diferentes situações de
perigo identificadas, de modo que instrutivamente utilizamos como ferramenta a Metodologia HRN
(Hazard Rating Number – que significa “Número de Classificação de Perigos”).

Para a Categorização e Avaliação dos Riscos deve ser utilizada a Norma ABNT NBR 14153 que
estabelece os requisitos de segurança em máquinas bem como princípios gerais para a concepção
de projetos. Esta norma é aplicada em todos os requisitos relacionados à segurança, visando
ponderar medidas de segurança adequadas ao nível de risco.

Definição de Análise de Risco e Apreciação de Risco segundo à NR12:

Análise de Risco: Combinação da especificação dos limites da máquina, identificação de perigos e


estimativa de riscos. (NBR 12.100) (Inserida pela Portaria MTb n.º 98, de 08 e fevereiro de 2018)

Apreciação de Risco: Processo completo que compreende a análise de risco e a avaliação de risco.
(NBR 12.100) (Inserida pela Portaria MTb n.º 98, de 08 e fevereiro de 2018)

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A metodologia utilizada para a análise de riscos das máquinas segue conforme as etapas previstas
na Norma Técnica ABNT ISO 12100:2013, constituindo documento com informações fundamentais
para a avaliação dos riscos a qual permite fazer os julgamentos necessários quanto à redução dos
mesmos. A elaboração da Análise de Riscos ocorre inicialmente com a identificação das condições e
o modo de operação, experiência dos colaboradores e os limites da máquina.

Nesta etapa as informações são registradas em relatório de campo, no qual estão descritos os
acontecimentos perigosos que originam as situações de riscos, sejam de natureza mecânica,
elétrica, térmica, química, entre outros. Todo o Processo de Redução dos Riscos deve ser
estabelecido conforme a Norma ABNT ISO 12100:2013, a Figura 1 (Página 20) discrimina este
processo em forma de Fluxograma para facilitar o entendimento.

Disposto de todas as informações apresentadas na Avaliação de Processo de Redução dos Riscos, a


etapa seguinte é a estimativa de risco, que consiste em relacionar as situações perigosas com ações
(ou medidas) que priorizem a segurança. Para esta finalidade deverá ser adotado a Ferramenta
HRN (Hazard Rating Number), que significa Número de Classificação de Perigo, a Figura 2 (Página
21) discrimina o Fluxograma do Processo de Apreciação de Riscos.

Para auxiliar na eliminação dos riscos são utilizadas as ferramenta especificadas na Norma ABNT
NBR 14153 para Categorização de Riscos, também é estabelecida as ações que priorizem a
segurança conforme Categoria obtida com o objetivo de adquirir uma base clara sobre determinado
projeto e o desempenho na aplicação destes nos sistemas relacionados à segurança das máquinas.
As informações devem ser estabelecidas com base na ABNT NBR 14153 Segurança de máquinas –
Partes de Sistemas de Comando Relacionadas à Segurança – Princípios Gerais para Projeto, para
determinação da categoria de risco em cada zona ou área perigosa da máquina que resultará na
definição do dispositivo de segurança a ser instalado.

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Figura 10 - Fluxograma do Processo de Redução de Riscos Fonte: ABNT ISO 12100

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Figura 11 - Fluxograma do Processo de Apreciação de Riscos Fonte: ABNT ISO 12100

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As ferramentas utilizadas para determinação do HRN e da Categorização de Riscos conforme ABNT


ISO 12100 e ABNT NBR 14153 são respectivamente as demonstradas nas Figuras 12 e 13.

A Ferramenta HRN consiste em atribuir um valor às variáveis ou parâmetros do método, a fim de


ser quantificar o nível de risco presente na área ou zona perigosa. São parâmetros do método:
Probabilidade de Ocorrência (LO); Frequência de Exposição ao risco (FE); Grau de Severidade do
dano (DPH); Número de Pessoas exposta ao risco (NP). A fórmula para o cálculo do nível de risco na
área é: HRN = LO x FE x DPH X NP

Figura 12 - Tabelas Parâmetros para Avaliação HRN Fonte: ABNT ISO 12100

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Figura 13 - Tabela Apreciação de Riscos Fonte: ABNT NBR 14153

S- Severidade do ferimento

S1 Ferimento leve (normalmente reversível)


S2 Ferimento sério (normalmente irreversível) incluindo morte

F - Frequência e/ou tempo de exposição ao perigo

F1 Raro a relativamente frequente e/ou baixo tempo de exposição


F2 Frequente a contínuo e/ou tempo de exposição longo

P- Possibilidade de evitar o perigo

P1 Possível sob condições específicas


P2 Quase impossível

Segundo à NR12:

Categoria do Risco: Classificação das partes de um sistema de comando relacionadas à segurança,


com respeito à sua resistência a defeitos e seu subsequente comportamento na condição de defeito,
que é alcançada pela combinação e interligação das partes e/ou por sua confiabilidade. O
desempenho com relação à ocorrência de defeitos, de uma parte de um sistema de comando,
relacionado à segurança, é dividido em cinco categorias (B, 1, 2, 3 e 4) segundo a norma ABNT NBR
14153 - Segurança de máquinas - Partes de sistemas de comando relacionadas à segurança -
Princípios gerais para projeto.

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Definição das Categorias B, 1 a 4 - Categorias para partes relacionadas à segurança de sistemas de


comando segundo à NR12.

Categoria B: Principalmente caracterizada pela seleção de componentes. A ocorrência de um defeito


pode levar à perda da função de segurança (Inserida pela Portaria MTb n.º 98, de 08 e fevereiro de
2018)

Categoria 1: A ocorrência de um defeito pode levar à perda da função de segurança, porém a


probabilidade de ocorrência é menor que para a categoria B. (Inserida pela Portaria MTb n.º 98, de
08 e fevereiro de 2018)

Categoria 2: A função de segurança é verificada em intervalos pelo sistema: (Inserida pela Portaria
MTb n.º 98, de 08 e fevereiro de 2018)
a) a ocorrência de um defeito pode levar a perda da função de segurança entre as verificações; e
b) a perda da função de segurança é detectada pela verificação.

Categoria 3: Quando o comportamento de sistema permite que:


a) quando ocorrer o defeito isolado, a função de segurança sempre seja cumprida;
b) alguns, mas não todos, defeitos sejam detectados; e
c) o acúmulo de defeitos não detectados leve à perda da função de segurança.

Categoria 4: Quando as partes dos sistemas de comando relacionadas à segurança devem ser
projetadas de tal forma que:
a) uma falha isolada em qualquer dessas partes relacionadas à segurança não leve à perda das
funções de segurança, e
b) a falha isolada seja detectada antes ou durante a próxima atuação sobre a função de segurança,
como, por exemplo, imediatamente, ao ligar o comando, ao final do ciclo de operação da máquina.
Se essa detecção não for possível, o acúmulo de defeitos não deve levar à perda das funções de
segurança.

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Modelo Apreciação de Riscos

Empresa Máquina

Logo da Empresa Revisão Data

Foto da Máquina/Equipamento

1 Máquina:
2 Fabricante:
3 DOC/CNPJ:
4 Tipo:
5 TAG:
6 Função:
7 Capacidade:
8 Local/Área:

25
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Empresa Máquina

Logo da Empresa Revisão Data

Máquina: Tag:
Ponto de Risco: Número:

Descrição do Risco

Descrição por Escrito do Ponto de


Foto do Ponto de Risco
Risco

Membros Inferiores [ ] Membros Superiores [ ]


Alvo Risco:
Corpo Inteiro [ ] Olhos [ ] Outros [ ]

Óbito [ ] | Esmagamento [ ] | Aprisionamento [ ] | Projeção [ ]


Consequência:
Fratura [ ] | Queda [ ] | Térmico [ ] | Químico [ ]

Análise Preliminar ABNT ISO 12100


Parâmetros Classificação Número
Probabilidade de Ocorrer (LO) Conforme Figura 9 Conforme Figura 9
Frequência de Exposição (FE) Conforme Figura 9 Conforme Figura 9
Possível Grau de Dano (DPH) Conforme Figura 9 Conforme Figura 9
Nº Pessoas Expostas (NP) Conforme Figura 9 Conforme Figura 9
Nível Risco (HRN) Atual Calculado HRN = LO x FE x DPH X NP
Classificação do Risco Atual Desprezível/Baixo/Alto/Inaceitável
Nível Risco (HRN) Esperado Após Adequação à NR12 Calculado (Valor Estimado)
Classificação Esperada Após Adequação à NR12 Desprezível/Baixo( Estimado)

Análise Preliminar Conforme ABNT NBR 14153

Categorização

Tabela Conforme Figura 10


CAT.B/1/2/3/4

Referência Normativa MTE NR12

Descrição da Não Conformidade do Risco na NR12

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Empresa Máquina

Logo da Empresa Revisão Data

Relatório de Não Conformidade


Item Imagem Descrição Referência Normativa Solução Proposta

Foto da
Descrição da Item da Norma
Foto da Não- Solução
1 Não- da Não-
Confirmadade Proposta ou
Confirmade Conformidade
Descrição

12.56. As máquinas
Exemplo: Botão de
devem ser equipadas
Emergência não
com um ou mais
está Adequado.
dispositivos de parada
Existe em
2 de emergência, por
quantidade
meio dos quais possam
insuficiente e sua
ser evitadas situações
instalação não
de perigo latentes e
atende a norma.
existentes.

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4.6.4 Recolhimento de ART Apreciação de Riscos


As atividades de elaboração de Apreciação de Riscos à NR12 devem ser realizadas por profissional
qualificado ou legalmente habilitado e registrado no devido órgão regulamentador de sua
atividade, como os Conselhos Regionais de Engenharia. Contudo, a realização desta atividade deve
ser regularizada, ou seja, deve haver a emissão de uma Anotação de Responsabilidade Técnica
(ART) do serviço prestado, tal documento valida o serviço realizado e responsabiliza o profissional
pelo serviço. O documento (ART) deve ser vinculado ao documento de Apreciação de Riscos para
apresentação junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, ou o órgão responsável pela fiscalização.

4.6.5 Elaboração de Cronograma de Adequação à NR12


Nesta etapa são definidas as prioridades e as datas de adequação fabril e de máquinas e
equipamentos, possivelmente quando há uma situação crítica (acidentes contínuos, notificação,
termo de ajuste de conduta) este Cronograma é definido por uma data fim estabelecido para
adequação pelo Ministério do Trabalho ou órgão responsável, quando há uma situação controlada
este Cronograma pode ser feito conforme o Cronograma Físico-Financeiro da Empresa, sendo
apresentado e aprovado junto ao Ministério do Trabalho.

Figura 14 – Exemplo de Cronograma Simplificado de Adequação à NR12

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4.6.6 Adequação Fabril à NR12


A etapa de Adequação Fabril à NR12 pode ser mais simples dependendo da situação atual em que
se encontram as instalações das Empresas a serem Adequados, os itens que devem ser atendidos
nesta etapa estão entre os números 12.6 e 12.13, dentre os mais importantes:

Item 12.6 Nos locais de instalação de máquinas e equipamentos, as áreas de circulação devem ser
devidamente demarcadas e em conformidade com as normas técnicas oficiais.
Item 12.6.2 As áreas de circulação devem ser mantidas desobstruídas.
Item 12.7 Os materiais em utilização no processo produtivo devem ser alocados em áreas
especificas de armazenamento, devidamente demarcadas com faixas na cor indicada pelas normas
técnicas oficiais ou sinalizadas quando se tratar de áreas externas.
Item 12.8 Os espaços ao redor das máquinas e equipamentos devem ser adequados
Item 12.9 Os pisos dos locais de trabalho onde se instalam máquinas e equipamentos e das áreas de
circulação devem:
a) ser mantidos limpos e livres de objetos, ferramentas e quaisquer materiais que ofereçam riscos de
acidentes;
b) ter características de modo a prevenir riscos provenientes de graxas, óleos e outras substâncias e
materiais que os 3 tornem escorregadios; e
c) ser nivelados e resistentes às cargas a que estão sujeitos.
Item 12.10 As ferramentas utilizadas no processo produtivo devem ser organizadas e armazenadas
ou dispostas em locais específicos para essa finalidade.

4.6.7 Adequação de Máquinas e Equipamentos à NR12


Para a realização desta etapa de Adequação de Máquinas e Equipamentos à NR12 é preciso que
haja um entendimento específico do funcionamento de Máquina e Equipamento, pois o processo
de adequação muita das vezes se dá pela alteração física dos equipamentos em que acarreta na
alteração produtiva e operacional, ou seja, os processos de produção e operação por muitas vezes
devem ser alterados. O envolvimento entre as equipes de Segurança, Operacional, Produção,
Manutenção e Projetos deve ser constante para que seja encontrada a melhor solução de
adequação.

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O fluxo de adequação à NR12 inicia-se com o olhar crítico da Engenharia de Segurança do Trabalho
para levantamento das soluções dos riscos evidenciados na Análise/Apreciação de Riscos,
geralmente estas soluções são encontradas junto a Equipe Operacional, de Manutenção e Projetos.
Após a solução estabelecida para a mitigação dos riscos, torna-se um problema comum para a
Equipe de Projetos, mais especificadamente as equipes de Engenharia Mecânica e de Engenharia
Elétrica/Automação, lembrando que as definições devem sempre buscar o atendimento à Norma
Regulamentadora NR12 e suas Normas Técnicas abrangentes.
No processo de adequação à NR12 há a possibilidade de que não se encontre um modelo para
adequação, logo a solução geralmente encontrada é pela descontinuidade do equipamento e
aquisição de novos equipamentos que já foram projetados em sua concepção para atender os
requisitos da NR12. Outra situação também, não incomum, ocorre quando o valor da adequação
ultrapassa o valor do equipamento, então, por vezes se torna impraticável a adequação.

Problema

Pontos de Riscos Apreciados

Solução Mitigação dos Riscos

Engenharia de Segurança ou
Responsável Segurança do
Trabalho

Projeto Elétrico Mitigação dos Riscos


Projeto Mecânico Mitigação dos Riscos
Engenharia
Engenharia Mecânica
Elétrica/Eletrônica/Automação

Figura 15 – Fluxograma de Projeto de Adequação à NR12

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Mediante ao fluxograma descriminado acima surgem alguns questionamentos com relação a real
necessidade da validação (emissão de ART) dos profissionais da Mecânica e Elétrica/Automação,
como experiência própria esta é a situação ideal, porém, por vezes não é cobrada a emissão da ART
das duas engenharias, sendo substituída pela emissão de responsabilidade técnica de um
Engenheiro de Segurança em que se realiza um laudo de validação da Adequação.

Para o Projeto de Adequação à NR12 devem-se demandar alguns itens imprescindíveis para o
melhor andamento do projeto, basicamente quanto mais informações melhor, pois há alterações
operacionais, alterações de manutenção e por vezes diminuição da capacidade produtiva.

Projeto Mecânico

1- Lista de Materiais Utilizados;


2- Cálculo Estrutural quando necessário;
3- Desenho Mecânico do Equipamento antes da Adequação “As-Built”;
4- Desenho Mecânico das Proteções da Adequação;
5- Desenho Mecânico do Equipamento com as Proteções da Adequação;
6- Projeto de Fabricação das Proteções;
7- ART do Projeto Mecânico das Proteções.

Projeto Elétrico

1- Simbologia dos Diagramas;


2- Lista de Materiais Utilizados;
3- Cálculo de Dimensionamento dos Condutores e Dispositivos quando necessário;
4- Diagrama Elétrico/Automação do Painel de Adequação;
5- Atualização do Diagrama Elétrico do Equipamento;
6- Diagrama Elétrico de Ligação do Painel de Adequação;
7- Diagrama de Localização dos Dispositivos da Adequação;
8- Diagrama Estrutural (Cortes/Detalhes) de Tubulações quando necessário;
9- Projeto de Aterramento do Equipamento quando necessário;
10- ART do Projeto Elétrico de Adequação.

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4.6.8 Confecção do Livro de Adequação de Máquinas e Equipamentos à NR12


Ao final deste longo processo de Adequação à NR 12 se torna necessário documentar todas as
alterações realizadas nos Equipamentos, frequentemente essa documentação é agrupada em
forma de um Livro (Book) em que são encontrados:
1- Revisão da Análise de Riscos;
2- Revisão dos Manuais;
3- Revisão dos Procedimentos Operacionais;
4- Projetos Elétricos e Mecânicos;
5- Certificado TUV dos Dispositivos de Segurança Instalados;
6- Recolhimento das ARTs;
7- Ficha de Treinamento de Operação de Segurança e NR12;

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4.7 Dispositivos Típicos na Adequação à NR12

Nome: Chave Geral com Bloqueio


Função: Seccionar o Circuito Elétrico do
Equipamento permitindo o desligamento da
energia elétrica, além do bloqueio por cadeado
ou dispositivos de bloqueio impedindo a
energização em situação de não operação,
manutenção ou intervenções preventivas.
Deve atender os requisitos da NBR5410 e
NBR14153.
Nome: Botão de Emergência tipo Cogumelo
Função: Parada de Emergência, permitindo a
parada em emergência dos Equipamentos em
qualquer situação que possa gerar riscos aos
colaboradores.
Deve ser na cor vermelha e possuir placa de
identificação amarela com escrita em Português.
Não pode ser utilizado para parada de
equipamento em situação de operação, somente
em caso de Emergência.
Deve ser instalado em fácil acesso.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Relé de Segurança


Função: Monitorar Dispositivos de Segurança
tais como Botões de Emergência, Chaves de
Segurança, Sensores Magnéticos, Cortinas de
Luz, Scanner de Segurança.
Deve ser instalado conforme a Categorização de
Riscos da NBR14153.
Pode ser instalado nas Categorias 2, 3 e 4.

Nome: Botão Pulsador de Rearme


Função: Rearmar (antigo Reset) os Relés de
Segurança instalados em Categoria 3 e 4
necessariamente com Rearme Manual,
consequentemente rearmando o equipamento,
habilitando para funcionamento, após isso a
operação pode iniciar.

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Nome: Chave de Segurança com


Bloqueio/Fechadura de Segurança.
Função: Monitorar a Abertura de Portas, Portões
e Acessos.
Possui função de bloqueio de acessos para
equipamentos com inércia (acesso só é permitido
após parada do equipamento).
Possui atuador anti-burla.
Geralmente instaladas em pontos de risco
Categorias 3 e 4.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Chave de Segurança sem Bloqueio


Função: Monitorar a Abertura de Portas, Portões
e Acessos.
Possui atuador anti-burla.
Geralmente instaladas em pontos de risco
Categorias 2, 3 e 4.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Chave Magnética de Segurança ou


Sensor Magnético de Segurança
Função: Monitorar a Abertura de Portas, Portões
e Acessos.
Possui atuador magnético codificado anti-burla.
Geralmente instalados em pontos de risco
Categorias 2, 3 e 4.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Chave de Emergência tipo Corda


Função: Parada de Emergência, permitindo a
parada em emergência dos Equipamentos em
qualquer situação que possa gerar riscos aos
colaboradores.
Geralmente instalados para proteção secundária
perimetral em grandes pontos de riscos.
Não pode ser utilizado para parada de
equipamento em situação de operação, somente
em caso de Emergência.
Deve ser instalado em fácil acesso.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

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Nome: Cortina de Luz de Segurança.


Função: Monitorar Área do Ponto de Risco
Possui função desligamento do equipamento
quando sua área é invadida.
Possui tipos de monitoramento para pernas,
braços, mãos e dedos (distância entre feixes se
alteram).
Geralmente instaladas em pontos de risco
Categorias 3 e 4.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Scanner de Segurança.


Função: Monitorar Área do Ponto de Risco
Possui função desligamento do equipamento
quando sua área programada é invadida.
Tipo de Monitoramento e Área é programada
para cada tipo de aplicação.
Atende até a Categoria 3.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Pedal de Segurança


Função: Atuação Segura do Equipamento
Possui estágios de funcionamento, função de
pânico e rearme próprio.
Geralmente utilizado em Prensas e Similares.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Comando Bimanual


Função: Atuação Segura do Equipamento
Geralmente em Prensas e Similares.
Em Prensas e Similares são instalados em
conjunto com a Cortina de Luz de Segurança.
Deve ser instalado junto com Relé de Segurança
de Simultaneidade (Funcionamento só ocorre
quando as duas mãos acionam os botões com o
intervalo de no máximo 0,5seg).
Deve atender os requisitos da NBR14152.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

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Nome: Controlador Lógico de Segurança (CLP).


Função: Monitorar Dispositivos de Segurança
tais como Botões de Emergência, Chaves de
Segurança, Sensores Magnéticos, Cortinas de
Luz, Scanner de Segurança.
Possui a vantagem de ser programado para
função específicas, além de possuir a capacidade
de se monitorar mais dispositivos.
Deve ser instalado conforme a Categorização de
Riscos da NBR14153.
Pode ser instalado nas Categorias 2, 3 e 4.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Calço de Segurança.


Função: Utilizado para calçar prensas e
guilhotinas para auxiliar na troca de ferramenta.
É dimensionado conforme o peso a ele aplicado.
É monitorado por chave de segurança, quando
retirado de seu descanso o equipamento não
deve funcionar.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Contator de Segurança


Função: Desligar Motor, Unidade Hidráulica,
Unidade Pneumática ou Válvulas.
Geralmente ligados em Redundância (2 em
série) em Categorias 3 e 4.
Possui contatos de monitoramento.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Tapete de Segurança


Função: Monitorar Área do Ponto de Risco.
Possui a função de acionamento quando um peso
humano adentra em sua determinada área.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

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Nome: Relé de Velocidade Zero (Monitor de


Velocidade).
Função: Monitorar movimentação de Motores.
É instalado no painel de comando do motor em
paralelo com as fases do motor.
É instalado em conjunto com as Chaves de
Segurança com Bloqueio (O relé de velocidade
que permite a abertura ou não do bloqueio).
Pode ser instalado até a Categoria 3
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Chave de Desalinhamento


Função: É utilizada para monitorar o
alinhamento de Esteiras.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

Nome: Válvula de Segurança Hidráulica


Função: É utilizada para garantir a interrupção
do fluxo de óleo quando há uma solicitação de
parada.
Obs.: Também existem as Válvulas Pneumáticas
quando o fluido de trabalho é o ar.

Nome: Chave/Botoeira Tipo “Homem-Morto”


ou Chave/Botoeira de Liberação.
Função: Acionar determinados movimentos do
equipamento em velocidade abaixo da
velocidade normal de trabalho.
Possui 3 Estágios (Livre, Operação e Pânico),
em qualquer situação de Choque Mecânico o u
Elétrico o utilizador dificilmente manterá a
condição de funcionamento.
Deve atender os requisitos da NBR14153.

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4.8 Estudos de Caso Adequação de Máquinas e Equipamentos à NR12

Correia Transportadora
Antes Depois

Correia Transportadora

-Pontos de Riscos: Transmissão de Forças, Eixo do Motor, Roletes.


-Consequências dos Riscos: Óbito, Fraturas, Esmagamento, Aprisionamento, Projeção.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-512, Risco-Inaceitável.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção Perimetral, Altura, Trama e Distância Adequadas para a
Esteira, Proteções na Cor Amarelo Segurança.
-Solução Elétrica: Instalação de Chaves de Desalinhamento, Instalação de Chave de Emergência
Tipo Corda, Instalação de Rearme Manual, Instalação de Chave com Bloqueio caso haja Portões de
Acessos à Esteira, Instalação de Relé Monitor de Velocidade caso haja instalação de chave com
bloqueio, Instalação de Relés de Segurança ou CLP para Monitoramento das Chaves e Botões.

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Desbobinador
Antes Depois

Desbobinador
-Pontos de Riscos: Transmissão de Forças, Eixo do Motor.
-Consequências dos Riscos: Óbito, Fraturas, Esmagamento, Aprisionamento, Projeção.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-512, Risco-Inaceitável.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção Perimetral, Altura, Trama e Distância Adequadas para o
Desbobinador, Proteções na Cor Amarelo Segurança. Instalação de Portão de Acesso para
Abastecimento.
-Solução Elétrica: Instalação de Botões de Emergência nos Pontos de Acesso, Instalação de Rearme
Manual, Instalação de Chave com Bloqueio nos Portões de Acessos ao Desbobinador, Instalação de
Relé Monitor de Velocidade caso haja instalação de chave com bloqueio, Instalação de Relés de
Segurança ou CLP para Monitoramento das Chaves e Botões.

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Esmeril de Bancada
Antes Depois

Esmeril de Bancada

-Pontos de Riscos: Rebolo, Transmissão de Forças, Eixo do Motor.


-Consequências dos Riscos: Corte, Fraturas, Esmagamento, Projeção.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-98, Risco-Alto.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 3.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção Radial dos Rebolos com Abertura, Instalação de
Proteção contra Projeção de Materiais em Policarbonato Transparente nos Rebolos.
-Solução Elétrica: Instalação de Botão de Emergência em Categoria 3, Instalação de Rearme,
Instalação de Sensor Magnético para Abertura da Proteção de Projeção de Materiais (Quando
Necessário) Instalação de Relés de Segurança em Categoria 3

40
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Fresa
Antes Depois

Fresa
-Pontos de Riscos: Mandril, Transmissão de Forças, Eixo do Motor.
-Consequências dos Riscos: Corte, Fraturas, Esmagamento, Projeção.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-98, Risco-Alto.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 2 ou 3.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção na Mesa Articuladora com janela de visita, Instalação de
Proteção contra Projeção de Materiais em Policarbonato Transparente na Ferramenta (Mandril).
-Solução Elétrica: Instalação de Botão de Emergência em Categoria 2 ou 3, Instalação de Rearme,
Instalação de Sensor Magnético para Abertura da Proteção do Mandril, Instalação de Sensor
Magnético para Proteção da Mesa Articuladora, Instalação de Relés de Segurança em Categoria 2
ou 3 para Monitoramento dos Sensores e Botão de Emergência.

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Furadeira de Bancada
Antes Depois

Furadeira de Bancada
-Pontos de Riscos: Mandril, Transmissão de Forças, Eixo do Motor.
-Consequências dos Riscos: Fraturas, Esmagamento, Projeção.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-32, Risco-Baixo.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 2.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção de acesso a Ferramenta (Mandril).
-Solução Elétrica: Instalação de Botão de Emergência em Categoria 2, Instalação de Sensor
Magnético para Abertura da Proteção do Mandril (Quando Necessário), Instalação de Relé de
Segurança em Categoria 2 para Monitoramento dos Sensores e Botão de Emergência.

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Guilhotina Hidráulica
Antes Depois

Guilhotina Hidráulica
-Pontos de Riscos: Faca (Ferramenta de Corte), Unidade Hidráulica.
-Consequências dos Riscos: Corte, Fraturas, Esmagamento, Projeção.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-32, Risco-Inaceitável.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção de acesso a Ferramenta (Faca), Instalação de Proteção ao
Acesso Traseiro do Equipamento, Proteção Unidade Hidráulica.
-Solução Elétrica: Instalação de Botão de Emergência em Categoria 4, Instalação de Sensor
Magnético na Proteção Traseira (Caso não tenha Proteção deve ser Instalado Cortina de Luz de
Segurança), Instalação de Pedal de Segurança ou Comando Bimanual, Instalação de Relé de
Segurança ou CLP de Segurança em Categoria 4 para Monitoramento dos Sensores e Botão de
Emergência.

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Mesa Acumuladora
Antes Depois

Mesa Acumuladora
-Pontos de Riscos: Transmissão de Forças, Eixo do Motor.
-Consequências dos Riscos: Fraturas, Esmagamento.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-32, Risco-Baixo.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 1.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção Radial em Policarbonato Transparente com um Acesso
Monitorado.
-Solução Elétrica: Instalação de Botão de Emergência em Categoria 1, Instalação de Sensor
Magnético no acesso da Proteção Radial, em Categoria 1 não é necessário a instalação de Relé de
Segurança.

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Misturador
Antes Depois

Misturador
-Pontos de Riscos: Paleta de Mistura, Transmissão de Forças, Eixo do Motor.
-Consequências dos Riscos: Corte, Fraturas, Esmagamento.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-256, Risco-Alto.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Tampa de Proteção no material do Misturador.
-Solução Elétrica: Instalação de Botão de Emergência em Categoria 4, Instalação de Rearme
Manual, Instalação de Chave de Segurança com Bloqueio (Duplicadas quando Máquina de
Panificação), Instalação de Relé Monitor de Velocidade para chaves de segurança, Instalação de
Relés de Segurança ou CLP de Segurança para monitoramento das Chaves e Botões.

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Policorte
Antes Depois

Policorte
-Pontos de Riscos: Disco de Corte, Transmissão de Forças, Eixo do Motor.
-Consequências dos Riscos: Corte, Fraturas, Esmagamento.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-256, Risco-Alto.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção nas Correias e Transmissão de Força, Instalação de
Proteção de Descanso no Disco de Corte (Proteção Isola o Disco enquanto a máquina não corta).
-Solução Elétrica: Instalação de Botão de Emergência em Categoria 4, Instalação de Rearme
Manual, Instalação de Relés de Segurança para Monitoramento do Botão de Emergência.

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Prensa Excêntrica (Engate de Chaveta)


Antes Depois

Prensa Excêntrica (Engate de Chaveta)


-Pontos de Riscos: Ferramenta de Prensagem (Martelo), Transmissão de Forças, Eixo do Motor.
-Consequências dos Riscos: Corte, Fraturas, Esmagamento.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-512, Risco-Inaceitável.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção nas Correias e Transmissão de Força, Instalação de
Proteção na Ferramenta (Impedir acesso de mãos e dedos, apenas material).
-Solução Elétrica: Instalação de Botão de Emergência em Categoria 4, Instalação de Chaves de
Segurança com Bloqueio, Instalação de Relé Monitor de Velocidade para o bloqueio das Chaves de
Segurança, Instalação de Pedal de Segurança para batida do Martelo, Instalação de Calço de
Segurança, Instalação de Rearme Manual, Instalação de Relés de Segurança ou CLP de Segurança
para Monitoramento do Botão de Emergência.
Obs.: Caso seja utilizado como solução o trabalho do não uso de Proteção na Ferramenta deverá ser
utilizado Cortina de Luz com comando Bimanual para batida do Martelo.

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Prensa Hidráulica
Antes Depois

Prensa Hidráulica

-Pontos de Riscos: Ferramenta de Prensagem (Martelo), Unidade Hidráulica (Mangueiras).


-Consequências dos Riscos: Corte, Fraturas, Esmagamento.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-512, Risco-Inaceitável.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção na Unidade Hidráulica, Instalação de Proteção Lateral na
Ferramenta (Impedir acesso de mãos e dedos, apenas material), Instalação de Válvula de Segurança
Hidráulica.
-Solução Elétrica: Instalação de Botão de Emergência em Categoria 4, Instalação de Cortina de Luz
na parte Frontal da Ferramenta, Instalação de Comando Bimanual para batida do Martelo, Instalação
de Relé de Simultaneidade para o Bimanual, Instalação de Calço de Segurança, Instalação de
Rearme Manual, Instalação de Relés de Segurança ou CLP de Segurança para Monitoramento dos
Dispositivos de Segurança.
Obs.: Quando não é necessário se manusear o material com ferramenta aberta é possível a
adequação apenas com proteção da ferramenta com porta de acesso monitorada por Sensor
Magnético, diminuindo drasticamente os custos.

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Robôs
Antes Depois

Robôs
-Pontos de Riscos: Transmissões de Forças, Ferramenta de Prensagem, Soldagem ou Corte.
-Consequências dos Riscos: Corte, Fraturas, Esmagamento.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-96, Risco-Alto.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção Perimetral com Acessos Monitorados.
-Solução Elétrica: Instalação de Botão de Emergência em Categoria 4, Instalação de Chave de
Segurança com Bloqueio nos acessos ou Instalação de Cortina de Luz no Local de Acesso (Varia de
acordo com a operação dos Robôs), Instalação de Rearme Manual, Instalação de Relés de Segurança
ou CLP de Segurança para Monitoramento dos Dispositivos de Segurança.
Obs.: Por serem equipamentos automatizados geralmente não precisam de intervenção humana, logo
geralmente a adequação se torna simplificada.

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Serra Circular de Bancada


Antes Depois

Serra Circular de Bancada


-Pontos de Riscos: Disco de Corte, Transmissão de Forças, Eixo do Motor.
-Consequências dos Riscos: Corte, Amputação, Fraturas, Esmagamento.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-512, Risco-Inaceitável
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção nas Correias e Transmissão de Força, Instalação de
Proteção da Serra (Parte Inferior da Bancada) coloca-se uma gaveta para retirada de resíduos,
Instalação de Proteção da Serra (Parte Superior) também chamada de Coifa (Proteção com
contrapeso que se move quando o material é cortado).
-Solução Elétrica: Instalação de Botão de Emergência em Categoria 4, Instalação de Rearme
Manual, Instalação de Relés de Segurança para Monitoramento do Botão de Emergência.

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Serra de Fita Vertical


Antes Depois

Serra Fita Vertical


-Pontos de Riscos: Serra, Transmissão de Forças, Eixo do Motor.
-Consequências dos Riscos: Corte, Amputação, Fraturas, Esmagamento.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-512, Risco-Inaceitável
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção Móvel nas Roldanas de Transmissão de Força,
Instalação de Braço Articulado para Manuseio do Material.
-Solução Elétrica: Instalação de Chaves de Segurança com Bloqueio nas Proteções Móveis das
Roldanas (Quando o acesso é continuo para limpeza, caso contrário, caracterizar como proteção fixa
e utilizar parafusos), Instalação de Relé de Monitoramento de Velocidade (Quando necessita-se de
Chaves de Segurança com Bloqueio), Instalação de Botão de Emergência em Categoria 4, Instalação
de Rearme Manual, Instalação de Relés de Segurança para Monitoramento do Botão de Emergência
e Chaves de Segurança.

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Serra de Fita Horizontal


Antes Depois

Serra Fita Horizontal


-Pontos de Riscos: Serra, Transmissão de Forças, Eixo do Motor.
-Consequências dos Riscos: Corte, Amputação, Fraturas, Esmagamento.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-512, Risco-Inaceitável.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção Perimetral com Acesso para Entrada e Saída de Material.
-Solução Elétrica: Instalação de Chaves de Segurança com Bloqueio nas Proteções Móveis,
Instalação de Relé de Monitoramento de Velocidade (Quando se necessita de Chaves de Segurança
com Bloqueio), Instalação de Botão de Emergência em Categoria 4, Instalação de Rearme Manual,
Instalação de Relés de Segurança para Monitoramento do Botão de Emergência e Chaves de
Segurança.

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Torno Mecânico Convencional


Antes Depois

Torno Mecânico Convencional


-Pontos de Riscos: Placa (Mandril), Transmissão de Forças, Fuso, Ponta do Castelo, Eixo do Motor e
Engrenagens.
-Consequências dos Riscos: Óbito, Amputação, Corte, Fraturas, Esmagamento.
-Risco Conforme ISO12100 (Geralmente): HRN-512, Risco-Inaceitável.
-Categoria Risco NBR14153 (Geralmente): Categoria 4.
-Solução Mecânica: Instalação de Proteção na Placa (Proteção Meia-Lua), Instalação de Proteção do
Castelo (Proteção Articulada em Policarbonato Transparente), Instalação de Proteção no Fuso
(Cortina Articulada), Instalação de Proteção nas Engrenagens (Transmissão de Forças).
-Solução Elétrica: Instalação de Sensores de Segurança nas Proteções do Fuso e Castelo, Instalação
de Botões de Emergência em Categoria 4 no Painel de Operação e no Carro do Castelo, Instalação de
Rearme Manual, Instalação de Relés de Segurança ou CLP de Segurança para Monitoramento do
Botões de Emergência e Chaves de Segurança.

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4.9 Principais Itens de NR12

Rearme

Função de permissível, em que se verifica eletricamente a situação de todos dispositivos de


segurança instalados, após isso um sinal elétrico é gerado permitindo assim a partida do
equipamento. Resumindo, é uma função de segurança utilizada para restaurar manualmente uma
ou mais funções de segurança antes de reiniciar uma máquina ou parte dela.

Item 12.25 Os comandos de partida ou acionamento das máquinas devem possuir dispositivos que
impeçam seu funcionamento automático ao serem energizadas.

Item 12.40 Os sistemas de segurança, se indicado pela apreciação de riscos, devem exigir rearme
(“reset”) manual. (Alterado pela Portaria MTPS n.º 509, de 29 de abril de 2016)

Item 12.40.1 Depois que um comando de parada tiver sido iniciado pelo sistema de segurança, a
condição de parada deve ser mantida até que existam condições seguras para o rearme. (Inserido
pela Portaria MTPS n.º 509, de 29 de abril de 2016)

Item 12.51.1 A localização dos atuadores de rearme (“reset”) manual deve permitir uma visão
completa da zona protegida pelo sistema. (Inserido pela Portaria MTb n.º 98, de 08 e fevereiro de
2018)

Dispositivos de Partida e Parada

Função de habilitar funcionamento ou parada do equipamento em situação normal de operação


após a situação de Rearme.

Item 12.24 Os dispositivos de partida, acionamento e parada das máquinas devem ser projetados,
selecionados e instalados de modo que:

a) não se localizem em suas zonas perigosas;


b) possam ser acionados ou desligados em caso de emergência por outra pessoa que não seja o
operador;
c) impeçam acionamento ou desligamento involuntário pelo operador ou por qualquer outra forma
acidental;
d) não acarretem riscos adicionais; e
e) não possam ser burlados.

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Bloqueio Operacional

Diferentemente do Bloqueio de Energização conforme estabelecido pela Norma Regulamentadora


NR10, o Bloqueio Operacional tem a função de não permitir a operação por pessoas não
autorizadas de determinados equipamentos.

Item 12.31 As máquinas ou equipamentos concebidos e fabricados para permitir a utilização de


vários modos de comando ou de funcionamento que apresentem níveis de segurança diferentes,
devem possuir um seletor que atenda aos seguintes requisitos:

a) bloqueio em cada posição, impedindo a sua mudança por pessoas não autorizadas;
b) correspondência de cada posição a um único modo de comando ou de funcionamento;
c) modo de comando selecionado com prioridade sobre todos os outros sistemas de comando, com
exceção da parada de emergência; e
d) a seleção deve ser visível, clara e facilmente identificável.

Item 12.32 As máquinas e equipamentos, cujo acionamento por pessoas não autorizadas possam
oferecer risco à saúde ou integridade física de qualquer pessoa, devem possuir sistema que
possibilite o bloqueio de seus dispositivos de acionamento.

Figura 16 – Exemplo de Bloqueio Operacional

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Medidas Adicionais de Sinalização

As sinalizações são de grande importância com relação a operação segura de máquinas e


equipamentos.

Item 12.34 Devem ser adotadas, quando necessárias, medidas adicionais de alerta, como sinal
visual e dispositivos de telecomunicação, considerando as características do processo produtivo e
dos trabalhadores.

Item 12.116 As máquinas e equipamentos, bem como as instalações em que se encontram, devem
possuir sinalização de segurança para advertir os trabalhadores e terceiros sobre os riscos a que
estão expostos, as instruções de operação e manutenção e outras informações necessárias para
garantir a integridade física e a saúde dos trabalhadores.

Item 12.116.1 A sinalização de segurança compreende a utilização de cores, símbolos, inscrições,


sinais luminosos ou sonoros, entre outras formas de comunicação de mesma eficácia.

Item 12.116.2 A sinalização, inclusive cores, das máquinas e equipamentos utilizadas nos setores
alimentícios, médico e farmacêutico deve respeitar a legislação sanitária vigente, sem prejuízo da
segurança e saúde dos trabalhadores ou terceiros.

Item 12.116.3 A sinalização de segurança deve ser adotada em todas as fases de utilização e vida
útil das máquinas e equipamentos.

Item 12.117 A sinalização de segurança deve:

a) ficar destacada na máquina ou equipamento;


b) ficar em localização claramente visível; e
c) ser de fácil compreensão.

Item 12.118 Os símbolos, inscrições e sinais luminosos e sonoros devem seguir os padrões
estabelecidos pelas normas técnicas nacionais vigentes e, na falta dessas, pelas normas técnicas
internacionais.

Item 12.119 As inscrições das máquinas e equipamentos devem:


a) ser escritas na língua portuguesa - Brasil; e
b) ser legíveis.

Item 12.119.1 As inscrições devem indicar claramente o risco e a parte da máquina ou equipamento
a que se referem, e não deve ser utilizada somente a inscrição de “perigo”.

Item 12.120 As inscrições e símbolos devem ser utilizados nas máquinas e equipamentos para
indicar as suas especificações e limitações técnicas.

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Figura 17 – Exemplos de Placas de Sinalizações

Figura 18 – Exemplos de Sinalização Luminosa

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Medidas Administrativas

Devido à complexidade operacional de vários equipamentos e processos produtivos por vezes é


possível que não se encontre uma solução de engenharia para mitigação total dos riscos, as
chamadas medidas de proteção coletiva. A Norma Regulamentadora NR 12 determina que quando
são sanadas as medidas de proteção coletiva que se estabeleça medidas administrativas
operacionais e utilização de equipamentos de proteção individuais.

Item 12.4 São consideradas medidas de proteção, a ser adotadas nessa ordem de prioridade:
a) medidas de proteção coletiva;
b) medidas administrativas ou de organização do trabalho; e
c) medidas de proteção individual.

Redundância

Aplicação de mais de um componente, dispositivo ou sistema, a fim de assegurar que, havendo


uma falha em um deles na execução de sua função o outro estará disponível para executar esta
função.

Relé de Segurança
Componente com redundância e circuito eletrônico dedicado para acionar e supervisionar funções
específicas de segurança, tais como chaves de segurança, sensores, circuitos de parada de
emergência, ESPEs, válvulas e contatores, garantido que, em caso de falha ou defeito desses ou em
sua fiação, a máquina interrompa o funcionamento e não permita a inicialização de um novo ciclo,
até o defeito ser sanado. Deve ter três princípios básicos de funcionamento: redundância,
diversidade e autoteste.

Monitoramento
Função intrínseca de projeto do componente ou realizada por interface de segurança que garante a
funcionalidade de um sistema de segurança quando um componente ou um dispositivo tiver sua
função reduzida ou limitada, ou quando houver situações de perigo devido a alterações nas
condições do processo.

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Interface de Segurança
Dispositivo responsável por realizar o monitoramento, verificando a interligação, posição e
funcionamento de outros dispositivos do sistema, impedindo a ocorrência de falha que provoque a
perda da função de segurança, como relés de segurança, controladores configuráveis de segurança
e CLP de segurança.

Intertravamento com Bloqueio


Proteção associada a um dispositivo de intertravamento com dispositivo de bloqueio, de tal forma
que:
- as funções perigosas cobertas pela proteção não possam operar enquanto a máquina não estiver
fechada e bloqueada;
- a proteção permanece bloqueada na posição fechada até que tenha desaparecido o risco de
acidente devido às funções perigosas da máquina; e
- quando a proteção estiver bloqueada na posição fechada, as funções perigosas da máquina
possam operar, mas o fechamento e o bloqueio da proteção não iniciem por si próprios a operação
dessas funções. Geralmente apresenta-se sob a forma de chave de segurança eletromecânica de
duas partes: corpo e atuador.

Controlador Lógico Programável - CLP de Segurança


Equipamento eletrônico computadorizado - hardware, que utiliza memória programável para
armazenar e executar internamente instruções e funções específicas de programa - software, tais
como lógica, sequenciamento, temporização, contagem, aritmética e blocos de segurança,
controlando e monitorando por meio de entradas e saídas de segurança vários tipos de máquinas
ou processos. O CLP de segurança deve ter três princípios básicos de funcionamento: - redundância,
diversidade e autoteste. O software instalado deve garantir sua eficácia de forma a reduzir ao
mínimo a possibilidade de erros provenientes de falha humana no projeto, a fim de evitar o
comprometimento de qualquer função relativa à segurança, bem como não permitir alteração dos
blocos de função de segurança específicos.

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Anexos Importantes para Assuntos Específicos

NR-12 - ANEXO III - MEIOS DE ACESSO PERMANENTES


NR-12 - ANEXO IV - GLOSSÁRIO
NR-12 - ANEXO V - MOTOSSERRAS
NR-12 - ANEXO VI - MÁQUINAS PARA PANIFICAÇÃO E CONFEITARIA
NR-12 - ANEXO VII - MÁQUINAS PARA AÇOUGUE, MERCEARIA, BARES E RESTAURANTES
NR-12 - ANEXO VIII - PRENSAS E SIMILARES
NR-12 - ANEXO IX - INJETORA DE MATERIAIS PLÁSTICOS
NR-12 - ANEXO X - MÁQUINAS PARA FABRICAÇÃO DE CALÇADOS E AFINS
NR-12 - ANEXO XI - MÁQUINAS E IMPLEMENTOS PARA USO AGRÍCOLA E FLORESTAL
NR-12 - ANEXO XII - EQUIPAMENTOS DE GUINDAR PARA ELEVAÇÃO DE PESSOAS E REALIZAÇÃO DE
TRABALHO EM ALTURA

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5. Referências

MTE NR-12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos;


NBR ISO 12100:2013 - Segurança de máquinas — Princípios gerais de projeto — Apreciação e
redução de riscos.
ABNT NBR 14153 - Segurança de máquinas - Partes de sistemas de comando relacionadas à
segurança - Princípios gerais para projeto;
MTE NR-10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade.
http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-regulamentadoras
https://observatoriosst.mpt.mp.br/

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6. Sobre o Autor

Engenheiro Eletricista e também Técnico em Automação Industrial trabalha com Projetos de


Adequação de Máquinas e Equipamentos à NR12 por mais de 6 Anos em que pôde participar do
Projeto de mais de 250 Máquinas dos mais variados tipos nas mais variadas empresas de todos os
ramos de atuação. Atualmente presta serviços de Consultoria em NR12, Projetos Elétricos
Residenciais e Industriais, Projetos de Automação e Treinamentos de NR10 e NR12.

Ficou com alguma dúvida? Não deixe de entrar em contato!


E-mail: contato@zionengenharia.com.br
Site: www.zionengenharia.com.br

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