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FORMAÇÃO MODULAR

UFCD 0762: Redes


de computadores

Sandra Miranda
Índice

1. Objetivo ................................................................................................................. 3
2. Conteúdos .............................................................................................................. 3
3. Redes e Telecomunicações .................................................................................... 4
3.1. Rede ................................................................................................................... 4
3.2. Protocolo ............................................................................................................ 6
3.3. Comunicação ..................................................................................................... 7
3.4. Termos específicos associados a comunicações ................................................ 7
4. Modelo de OSI .................................................................................................... 12
4.1. Camada Física .................................................................................................. 15
4.2. Camada de Ligação de Dados ou Enlace de Dados ......................................... 15
4.3. Camada de Rede .............................................................................................. 16
4.4. Camada de Transporte ..................................................................................... 16
4.5. Camada de Sessão ............................................................................................ 18
4.6. Camada de Apresentação ................................................................................. 18
4.7. Camada de Aplicação ...................................................................................... 19
5. Tipos de Sinal ...................................................................................................... 19
5.1. Sinal analógico e Sinal Digital......................................................................... 19
5.2. Crash nos sinais ............................................................................................... 20
5.3. Ruido nos Sinais .............................................................................................. 22

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1. Objetivo

Identificar as características, modelos e tipos de redes.

2. Conteúdos

 Redes e telecomunicações
 Rede
 Protocolo
 Comunicação
 Termos específicos associados a comunicações

 O modelo de OSI
 Physical Layer
 Data Link Layer
 Network Layer
 Transport Layer
 Session Layer
 Presentation Layer
 Application Layer

 Tipos de sinal
 Sinal analógico e sinal digital
 Crash nos sinais
 Ruído nos sinais

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3. Redes e Telecomunicações

Durante os últimos anos o mundo mudou para sempre. Estamos na era da


informação, que revolucionou a maneira de trabalhar através de redes e de comunicação
de dados. A comunicação de dados a alta velocidade deu origem à globalização. Nos anos
1800, uma mensagem demorava várias semanas a ser transportada por barco da Europa
aos EUA. Nos anos 1900, demorava uma hora. Agora pode ser transmitida em segundos.
Hoje, todas as pessoas acedem a quantidades enormes de informação, em qualquer sítio
onde se encontrem.
A maior dificuldade está em lidar com uma tão grande quantidade de informação.
A comunicação de dados e as redes são uma área de grande interesse e estudo,
pois as novas tecnologias e aplicações aparecem a grande velocidade por todo o mundo.

BREVE HISTÓRIA:

Os computadores trabalhavam de forma isolada.


O processamento era realizado em cada computador.
A troca de informação era feita por DPL/DPC (DPL-disquete para lá, DPC-
disquete para cá).

3.1. Rede

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Nenhuma outra tecnologia evoluiu tão rápida e então pouco espaço de tempo
como à informática. Em poucas décadas, vimos computadores que ocupavam um andar
inteiro, pesando algumas toneladas, de processamento duvidoso e custando milhões de
dólares, serem substituídos por estações de trabalho que cabem numa mesa, podendo
realizar milhões de operações por segundo a um preço acessível a todos.
A massificação do uso de computadores por parte das empresas, universidades e
governos, a internacionalização da economia e sua dispersão geográfica, geraram uma
enorme necessidade de interligar sistemas para a troca de informações de forma rápida e
segura.
Mesmo em menor escala, as redes permitem as pequenas e médias empresas maior
agilidade e eficiência na troca de informações e compartilhamento de dados e recursos
como, por exemplo, impressoras e discos.
Suponha que você possua uma impressora laser que é utilizada por todo se setor.
Se você não possui uma rede que disponibilize a impressora para todas as estações do
setor, cada um que desejar utilizar a impressora, deverá copiar um arquivo para um
disquete e leva-lo até onde ela estiver. Parece simples, mas se a impressora estiver em um
outro andar? E se o arquivo a ser impresso for maior que a capacidade de armazenamento
do disquete?
Todos esses, e outros, problemas podem ser contornados, mas se você estiver
utilizando uma rede, o ato de imprimir um arquivo seria tão normal quanto imprimi-lo
em uma impressora conectada diretamente a sua estação.

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Não importa se você está conectando uma impressora a dois microcomputadores


ou interligado dos sistemas em países diferentes via satélite, a realidade das redes de
comunicação vai estar cada vez mais ligada ao nosso cotidiano.

3.2. Protocolo

Protocolo é uma “linguagem” usada para transmitir dados pela rede. Para que dois
computadores possam comunicar eles devem usar o mesmo protocolo, ou seja, a mesma
linguagem. Tal como as pessoas, os computadores podem falar várias linguagens, assim podem
usar vários protocolos.

EXEMPLOS DE PROTOCOLOS
FTP – File Transfer Protocol
HTTP – Hypertext Transport Protocol
IP – Internet Protocoll
SMTP – Simple Mail Transfer Protocol
TCP – Transmission Control Protocol
TCP/IP – Transmission Control Protocol / Internet Protocol

FTP - Protocolo responsável pela transferência de ficheiros. O FTP permite-nos copiar


ficheiros de um computador remoto para o nosso computador bem com tranferir ficheiros do
nosso computador para um computador remoto.
HTTP – Protocolo para comunicações entre computadores utilizado, maioritariamente,
sobre a Internet e Intranets. Este protocolo é aquele que serve de base à World Wide Web
(WWW), permitindo-nos visualizar as páginas web ao estabelecer a ligação entre os clientes
WWW e a web servers.
IP – O Internet protocol é um dos mais importantes entre todos os protocolos presentes
na Internet. Este tem por missão identificar as máquinas e redes e fazer o reencaminhamento
(routing) correcto das transmissões entre elas.
SMTP – Protocolo que fornece os meios que possibilitam o correio electrónico tais como
mecanismos para transferir mensagens entre computadores remotos. Nas características do SMTP
incluem-se as mailing lists, return receipts e forwarding. Sempre que procedemos ao envio de
uma mensagem de correio electrónico, o SMTP aceita a mensagem e faz uso do TCP para poder
enviar a mensagem para o módulo SMTP de outro host.

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TCP – Este é um dos protocolos Internet pertencente ao conjunto TCP/IP. De uma forma
sintética, podemos afirmar que este protocolo é o responsável pelo controlo das transmissões de
pacotes de informação entre computadores.
TCP/IP – Conjunto de protocolos Internet. O TCP/IP define a forma como se processam
as comunicações entre os vários computadores ligados em rede. Para além dos protocolos TCP e
IP, o acrónimo TCP/IP designa ainda os restantes protocolos Internet: ICMP, UDP, FTP, HTTP,
etc.

3.3. Comunicação

A história das redes de comunicação surge muito antes do advento do


computador.
O seu início e sua evolução estão intimamente ligados a necessidade de troca
de informações entre as pessoas, empresas ou qualquer outra organização.
Os mais simples sinais de comunicação são os gestos físicos como um aceno
de mão ou um sorriso. Embora os sinais transmitam algum tipo de informação, é
necessário que tanto o emissor quanto o receptor possam entendê-los. Por exemplo,
para que se possa conversar com um russo que só conheça sua língua nativa, nós
devemos ou conhecer russo ou solicitar a ajuda de um tradutor. Uma linguagem
comum torna a comunicação muito mais fácil.
O Código Morse, utilizado no sistema telegráfico, é um exemplo de uma
linguagem comum, ou padrão para a comunicação de dados. Ele faz uso de
combinação único de pontos e traços para representar letras, números e sinais de
pontuação da linguagem escrita.
Nos sistemas modernos de comunicação de dados através de redes de
computadores, os dados são transmitidos através de dígitos binários, ou bits, ou
invés de pontos e traços.
Igualmente ao Código Morse deve existir um padrão de representação para o
sistema binário de forma que este possa ser compreendido tanto pelo emissor quanto pelo
receptor.

3.4. Termos específicos associados a comunicações

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CONCEITOS
LAN (Local Area Newtork): É um grupo de computadores e dispositivos
associados que dividem uma mesma linha de comunicação e, normalmente, os recursos
de um único processador
O servidor normalmente tem aplicação e armazenamentos de dados
compartilhados por vários usuários, em diferentes computadores, ou seja, é o que
chamamos de uma Rede Local (computadores próximos, altas taxas de transmissão dados
10Mbps a um Gbps, meios de transmissão privativos).
Um servidor de rede local pode ser até mesmo utilizado como servidor Web desde
que tomem as medidas adotadas de seguranças para proteger as aplicações internas e os
dados de acesso externo.
MAN (Metropolitan Area Newtork): É uma Rede Metropolitana, esta interconecta
usuários com os recursos de computadores, com uma área maior de cobertura, apesar de
que ser uma grande rede local, porém menor que a cobertura por uma WAN.Este aplicativo é
usado para interconexão de várias redes em uma cidade dentro de uma única grande rede.
WAN (Wide Area Newtork): É uma Rede Geográfica com uma estrutura mais
ampla de telecomunicação de uma LAN.

Topologia de redes

Estrela (Star): Neste tipo de rede, os equipamentos estão conectados ponto-a-


ponto, por intermediário de linhas (cabos) independentes, a um gerenciador central que é
responsável por toda a comunicação e transferência de dados, bem como pelo controle do
armazenamento de dados e gerenciamento de rede.
Neste sentido, enquanto dois não estiverem a comunicar-se, os demais não terão que
aguardar e se ocorre à quebra do nó central interrompe o funcionamento de rede.

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Anel (Ring): Estações conectadas através de um caminho fechado. Com esta


configuração, muitas das estações remotas ao anel não se comunicam diretamente com o
computador central.

Quando a mensagem é enviada, esta entra no anel e circula até ser retirada pelo
nó do destinatário, ou então até voltar ao nó fonte, dependo do protocolo utilizado. Este
último procedimento é mais desejável porque permite o envio simultâneo de um pacote
para múltiplas estações e além do mais permite que determinadas estações recebam
pacotes enviados por qualquer outra estação de rede, independente de qual seja o nó
destinatário.
Barramento (Bus): Utiliza uma topologia descentralizada, este tipo de rede local
caracteriza-se pela ocorrência de apenas uma única linha conexão. O acesso ao
barramento é dividido entre todos nós, sendo que cada uma das estações de trabalho pode
enviar dados a todas as outras estações componentes da rede.

Neste tipo de rede são utilizados repetidores de sinal, quando a distância é maior
que a permitida por um segmento de cabo. O tipo de ligação é multiponto, onde cada um
dos nós possui endereço único, o que faz com que seu monitoramento ao barramento seja
contínuo, propendendo à verificação de possíveis mensagens ou dados que a ele tenham
sido enviados.
Uma das vantagens desse tipo de rede, sobre topologia diferente, é que com a
queda de um nó, o restante da rede continua ativada normalmente.
Neste tipo de rede não existe hierarquia, no que se diz a respeito à ordem de
transmissão dos dados, cada estação de trabalho que deseja transmitir pode fazê-lo sem

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que tenha que esperar por algum tipo de permissão, podendo com isso vir a ocasionar o
que se chama de colisão de dados (mistura de duas ou mais mensagens no transcorrer da
transmissão) impedido que estes sejam reconhecidos pela estação destinatário.
Sentido de Transmissão ou Modo de Operação
Simplex: O sinal vai apenas da origem (previamente determinada) para o destino
(previamente determinado).
Half Duplex ou Semi Duplex: O sinal pode ser transmitido da origem para o
destino e vice-versa, mais não é ao mesmo tempo.
Duplex ou Full Duplex: Os sinais podem ser transmitidos ao mesmo tempo, entre
as duas extremidades que estão se comunicando, em ambos sentidos.
Tipos de redes Rede Par a Par (Rede simples):
Rede Baseada em Servidor:

Órgãos de Padronização

A padronização das redes de computadores foi essencial no início da década de


80, e foi um dos principais motivos do grande crescimento observado nas redes. Antes da
criação do modelo OSI pela (esse modelo será apresentado no modulo de Redes I), em
1982, os sistemas eram todos baseados em soluções proprietárias e não permitiam a
interoperabilidade dos fabricantes. Este fato gerava um grande desconforto aos usuários
da tecnologia, que ficavam atrelados a soluções de um único fabricante. Se eles
decidissem comprar a solução de uma determinada marca, eram obrigados a expandir
com a mesma marca, o que era ótimo para o dono da marca e péssimo para o cliente,
principalmente na hora de negociar preço.
Os padrões foram criados para permitir que uma solução tecnológica única e
padronizada pudesse ser implementada por diferentes fabricantes. Inicialmente os
fabricantes acreditavam que a padronização limitava a expansão tecnológica, mas o que
aconteceu ao longo dos anos foi que os fabricantes implementavam o padrão e ofereciam

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a seus clientes, como uma solução de valor agregado, as capacidades avançadas por eles,
criadas como um valor agregado.
A padronização em rede de computadores pode ser dividida em dois tipos:
Padronização da indústria: É o tipo de padronização formal. Em geral esses
padrões são desenvolvidos por entidades de padronização que funciona como um grande
fórum, do qual fazem parte representante das indústrias, dos Governos, dos laboratórios
das universidades e dos usuários. Alguns exemplos são:
IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers): Possui engenheiros
elétricos e eletrónicos de praticamente todos os países do mundo e a contribuição do IEEE
é muito grande na definição de padrões de redes.
ANSI (American National Standards Organization): É um órgão de padronização
criado nos Estados Unidos, em 1918. Possuem aproximadamente 1000 associados entre
empresas, organizações, agências de governo e instituições internacionais. O ANSI
trabalha em parceria com a IEC (International Electrotechnical Commission), responsável
pela especificação de padrões eletrónicos.
EIA (Electronic Industries Association): Associação das Indústrias de Eletrónica
(dos
Estados Unidos), o EIA é uma organização de comércio dos E.U. para a indústria
de eletrónica que concentra em padrões de relação da ferragem.
TIA (Telecommunications Industry Association): Associação das indústrias das
telecomunicações.
ISO (International Organization for Standardization): É uma organização
internacional de padronização que pode ser considerada a maior do mundo. A ISO
desenvolve e estabelece padrões nem diversas áreas do desenvolvimento tecnológico e é
formada por diversas organizações de diferentes países.
Padronização de Fato: Trata das tecnologias que acabaram virando padrões porque
simplesmente o produto ganhou mercado. Como exemplos temos o SNA da IBM, o Windows
da Microsoft e o UNIX.

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4. Modelo de OSI

O Modelo OSI (acrónimo do inglês Open System Interconnection) é um modelo


de rede de computador referência da ISO dividido em camadas de funções, criado em
1971 e formalizado em 1983, com objetivo de ser um padrão, para protocolos de
comunicação entre os mais diversos sistemas em uma rede local (Ethernet), garantindo a
comunicação entre dois sistemas computacionais (end-to-end).
Este modelo divide as redes de computadores em 7 camadas, de forma a se obter
camadas de abstração. Cada protocolo implementa uma funcionalidade assinalada a uma
determinada camada.
Segundo Tanenbaum o Modelo OSI não é uma arquitetura de redes, pois não
especifica os serviços e protocolos exatos que devem ser usados em cada camada. Ele
apenas informa o que cada camada deve fazer.
O Modelo OSI permite comunicação entre máquinas heterogéneas e define
diretivas genéricas para a construção de redes de computadores (seja de curta, média ou
longa distância) independente da tecnologia utilizada.

História

A Organização Internacional para a Normalização (do inglês: International


Organization for Standardization - ISO) foi uma das primeiras organizações a definir
formalmente uma arquitetura padrão com objetivo de facilitar o processo de
interconectividade entre máquinas de diferentes fabricantes, assim em 1984 lançou o
padrão chamado Interconexão de Sistemas Abertos (do inglês: Open Systems
Interconnection - OSI) ou Modelo OSI.
A Organização Internacional para a Normalização (ISO) começou a desenvolver
a sua estrutura de arquitetura OSI, com quatro componentes principais: um modelo
abstrato de rede, o chamado Modelo de Referência Básico ou sete camadas do modelo, e
um conjunto de protocolos específicos e outros dois de menor relevância.
O conceito de um modelo de sete camadas, foi fornecida pelo trabalho de Charles
Bachman, Serviços de Informação da Honeywell. Vários aspectos do projeto OSI
evoluíram a partir de experiências com a ARPANET, a Internet incipiente, NPLNET,
EIN, CYCLADES rede e o trabalho em IFIP WG6.1. O novo projeto foi documentado
em ISO 7498 e seus adendos diferentes. Neste modelo, um sistema de rede foi dividido

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em camadas. Dentro de cada camada, existem entidades responsáveis por implementar as


funções da camada, interagindo somente com a camada abaixo (N-1) e, também possui
funções para serem utilizadas de modo transparente pela camada acima (N+1).
Protocolos ativam um sinal elétrico de um host para interagir com uma entidade
correspondente na mesma camada em outro host. Definições de serviços abstratamente
descrevem a funcionalidade fornecida a um (N), camada por uma camada de (N-1), em
que N era uma das sete camadas de protocolos de funcionamento no hospedeiro local.
Os documentos padrões OSI estão disponíveis no ITU-T como o X.200 série de
recomendações. Algumas das especificações do protocolo também estão disponíveis
como parte da série X ITU-T. O equivalente a ISO e ISO / IEC para o modelo OSI
estavam disponíveis a partir de ISSO, mas apenas alguns deles sem taxas.
A ISO costuma trabalhar em conjunto com outra organização, a União Internacional de
Telecomunicações (do inglês: International Telecommunications Union - ITU), publicando uma
série de especificações de protocolos baseados na arquitetura OSI. Estas séries são conhecidas
como 'X ponto', por causa do nome dos protocolos: X.25, X.500.

Implementação do sistema aberto

Etapas obrigatórias para atingir interoperabilidade (comunicação transparente),


compatibilidade (execução em diferentes versões de um sistema), portabilidade
(execução em diferentes arquiteturas) e escalabilidade (capacidade de expansão) exigidos
no sistema aberto (OSI):
 Definição do modelo: define o que cada camada deve fazer, isto é, indica
os serviços que cada camada deve oferecer;
 Definição dos protocolos de camada: define os componentes que fazem
parte do modelo (padrões de interoperabilidade e portabilidade), não só os
relacionados à comunicação, mas também alguns não relacionados, como
a estrutura de armazenamento de dados;
 Seleção dos perfis funcionais: realizada pelos órgãos de padronização de
cada país que escolhem os padrões que lhes cabem, baseados em alguns
critérios, por exemplo: condições tecnológicas, base instalada, visão
futura.

Camadas

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O conceito de layers (camadas de software) separa os módulos de um software


em camadas, cada uma com sua contribuição para a execução do software. As camadas
separam o código-fonte seguindo uma forma lógica, podendo gerar pacotes físicos, mas
não implicam necessariamente em separação física, assim as camadas podem
compartilhar CPU e até processos iguais.
Este modelo é dividido em sete camadas hierárquicas, ou seja, cada camada usa
as funções da própria ou da camada anterior, para esconder a complexidade e transparecer
de modo simples as operações ao usuário, seja ele um programa ou uma outra camada.
As camadas são empilhadas na seguinte ordem:
 Camada de aplicação;
 Camada de apresentação;
 Camada de sessão;
 Camada de transporte;
 Camada de rede;
 Camada de enlace de dados;
 Camada física.

De acordo com o padrão X.200, existem sete camadas, de 1 a 7, onde cada camada
é conhecida de forma genérica como "camada N". Somente a entidade N+1 (na camada
acima de N) pode solicitar serviços de uma "entidade N" (na camada N). Interagindo
através da transmissão de "Unidade de Protocolo de Dados" (PDU), bloco de dados
dividido em três partes: cabeçalho (header), carga útil (SDU) e rabeira (trailer).
A Unidade de Dados de Serviço (SDU) é uma unidade específica de dados que
foram passados de uma camada OSI para uma camada inferior, e que a camada inferior
ainda não encapsulou em uma unidade de dados de protocolo (PDU). Uma SDU é um
conjunto de dados que são enviados por um usuário dos serviços de uma determinada
camada, e é transmitida semanticamente inalterada a um usuário do serviço peer.
A PDU é uma camada de N e o SDU camada de N-1. Com efeito, a SDU é a
"carga útil" de uma dada PDU. Isto é, o processo de alteração de um SDU a uma PDU é
constituído por um processo de encapsulamento, realizada pela camada inferior. Todos
os dados contidos no SDU fica encapsulado dentro do PDU. A camada de N-1 adiciona
cabeçalhos ou rodapés, ou ambos, para a SDU, transformando-a numa PDU de camada

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N-1. Os cabeçalhos ou rodapés adicionados fazem parte do processo utilizado para tornar
possível a obtenção de dados de uma fonte para um destino.
Alguns aspectos ortogonais, tais como gestão e segurança, envolvem todas as
camadas.
Serviços de segurança não estão relacionados com uma camada específica:
eles podem ser relacionados por uma série de camadas, tal como definido pela ITU-
T recomendação X.800.
Estes serviços visam melhorar a tríade CIA (confidencialidade, integridade e
disponibilidade) dos dados transmitidos. Na verdade, a disponibilidade de serviço
de comunicação é determinada pelo projeto de rede e/ou de gestão de rede
protocolos. Escolhas adequadas para estes são necessárias para proteger contra
negação de serviço.

4.1. Camada Física

A camada física define especificações elétricas e físicas dos dispositivos. Em


especial, define a relação entre um dispositivo e um meio de transmissão, tal como um
cabo de cobre ou um cabo de fibra óptica. Isso inclui o layout de pinos, tensões,
impedância da linha, especificações do cabo, temporização, hubs, repetidores,
adaptadores de rede, adaptadores de barramento de host (HBA usado em redes de área de
armazenamento) e muito mais. A camada física é responsável por definir se a transmissão
pode ser ou não realizada nos dois sentidos simultaneamente. Sendo a camada mais baixa
do modelo OSI, diz respeito a transmissão e recepção do fluxo de bits brutos não-
estruturados em um meio físico. Ela descreve as interfaces elétricas, ópticas, mecânicas
e funcionais para o meio físico e transporta sinais para todas as camadas superiores.

4.2. Camada de Ligação de Dados ou Enlace de Dados

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A camada de ligação de dados também é conhecida como de enlace ou link de


dados. Esta camada detecta e, opcionalmente, corrige erros que possam acontecer no nível
físico. É responsável por controlar o fluxo (recepção, delimitação e transmissão de
quadros) e também estabelece um protocolo de comunicação entre sistemas diretamente
conectados.

4.3. Camada de Rede

A camada de rede fornece os meios funcionais e de procedimento de transferência de


comprimento variável de dados de sequências de uma fonte de acolhimento de uma rede para
um host de destino numa rede diferente (em contraste com a camada de ligação de dados que
liga os hosts dentro da mesma rede), enquanto se mantém a qualidade de serviço requerido pela
camada de transporte. A camada de rede realiza roteamento de funções, e também pode realizar
a fragmentação e remontagem e os erros de entrega de relatório. Roteadores operam nesta
camada, enviando dados em toda a rede estendida e tornando a Internet possível. Este é um
esquema de endereçamento lógico - os valores são escolhidos pelo engenheiro de rede. O
esquema de endereçamento não é hierárquico.
A camada de rede pode ser dividida em três subcamadas:
 Sub-rede de acesso - considera protocolos que lidam com a interface para
redes, tais como X.25;
 Sub-rede dependente de convergência - necessária para elevar o nível
de uma rede de trânsito, até ao nível de redes em cada lado;
 Sub-rede independente de convergência - lida com a transferência
através de múltiplas redes. Controla a operação da sub rede roteamento de
pacotes, controle de congestionamento, tarifação e permite que redes
heterogéneas sejam interconectadas.

4.4. Camada de Transporte

A camada de transporte é responsável por receber os dados enviados pela camada


de sessão e segmentá-los para que sejam enviados a camada de rede, que por sua vez,

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transforma esses segmentos em pacotes. No receptor, a camada de Transporte realiza o


processo inverso, ou seja, recebe os pacotes da camada de rede e junta os segmentos para
enviar à camada de sessão.
Isso inclui controle de fluxo, ordenação dos pacotes e a correção de erros,
tipicamente enviando para o transmissor uma informação de recebimento, garantindo que
as mensagens sejam entregues sem erros na sequência, sem perdas e duplicações.
A camada de transporte separa as camadas de nível de aplicação (camadas 5 a 7)
das camadas de nível físico (camadas de 1 a 3). A camada 4, Transporte, faz a ligação
entre esses dois grupos e determina a classe de serviço necessária como orientada à
conexão, com controle de erro e serviço de confirmação ou sem conexões e nem
confiabilidade.
O objetivo final da camada de transporte é proporcionar serviço eficiente,
confiável e de baixo custo. O hardware e/ou software dentro da camada de transporte e
que faz o serviço é denominado entidade de transporte.
A entidade de transporte comunica-se com seus usuários através de primitivas de
serviço trocadas em um ou mais TSAP (Transport Service Access Point), que são
definidas de acordo com o tipo de serviço prestado: orientado ou não à conexão. Estas
primitivas são transportadas pelas TPDU (Transport Protocol Data Unit).
Na realidade, uma entidade de transporte poderia estar simultaneamente associada
a vários TSA e NSAP (Network Service Access Point black). No caso de multiplexação,
associada a vários TSAP e a um NSAP e no caso de splitting, associada a um TSAP e a
vários NSAP.
A ISO define o protocolo de transporte para operar em dois modos:
 Orientado a conexão
 Não-Orientado a conexão.
Como exemplo de protocolo orientado à conexão, temos o TCP, e de protocolo
não orientado à conexão, temos a UDP. É óbvio que o protocolo de transporte não
orientado à conexão é menos confiável. Ele não garante - entre outras coisas - a entrega das
TPDU, nem tão pouco a ordenação das mesmas. Entretanto, onde o serviço da camada de rede e
das outras camadas inferiores é bastante confiável - como em redes locais - o protocolo de
transporte não orientado à conexão pode ser utilizado, sem o overhead inerente a uma operação
orientada à conexão.
O serviço de transporte baseado em conexões é semelhante ao serviço de rede baseado
em conexões. O endereçamento e controle de fluxo também são semelhantes em ambas as

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camadas. Para completar, o serviço de transporte sem conexões também é muito semelhante ao
serviço de rede sem conexões. Constatados os factos acima, surge a seguinte questão: "Por que
termos duas camadas e não uma apenas?". A resposta é sútil, mas procede: A camada de rede é
parte da sub-rede de comunicações e é executada pela concessionária que fornece o serviço
(pelo menos para as WAN). Quando a camada de rede não fornece um serviço confiável, a
camada de transporte assume as responsabilidades, melhorando em suma importância a
qualidade do serviço.

4.5. Camada de Sessão

Responsável pela troca de dados e a comunicação entre hosts, a camada de Sessão


permite que duas aplicações em computadores diferentes estabeleçam uma comunicação,
definindo como será feita a transmissão de dados, pondo marcações nos dados que serão
transmitidos. Se porventura a rede falhar, os computadores reiniciam a transmissão dos
dados a partir da última marcação recebida pelo computador receptor.

4.6. Camada de Apresentação

A camada de Apresentação, também chamada camada de Tradução, converte o


formato do dado recebido pela camada de Aplicação em um formato comum a ser usado
na transmissão desse dado, ou seja, um formato entendido pelo protocolo usado. Um
exemplo comum é a conversão do padrão de caracteres (código de página) quando o
dispositivo transmissor usa um padrão diferente do ASCII. Pode ter outros usos, como
compressão de dados e criptografia.
Os dados recebidos da camada 6 estão descomprimidos, e a camada 6 do
dispositivo receptor fica responsável por comprimir esses dados. A transmissão dos dados
torna-se mais rápida, já que haverá menos dados a serem transmitidos: os dados recebidos
da camada 4 foram "encolhidos" e enviados à camada 1.
Para aumentar a segurança, pode-se usar algum esquema de criptografia neste
nível, sendo que os dados só serão descodificados na camada 6 do dispositivo receptor.
Ela trabalha transformando os dados em um formato no qual a camada de
aplicação possa aceitar, minimizando todo tipo de interferência.

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4.7. Camada de Aplicação

A camada de aplicação corresponde às aplicações (programas) no topo da camada


OSI que serão utilizadas para promover uma interação entre a máquina-usuário (máquina
destinatária e o usuário da aplicação). Esta camada também disponibiliza os recursos
(protocolo) para que tal comunicação aconteça, por exemplo, ao solicitar a recepção de
e-mail através do aplicativo de e-mail, este entrará em contacto com a camada de
Aplicação do protocolo de rede efetuando tal solicitação (POP3 ou IMAP).
Tudo nesta camada é relacionado ao software. Alguns protocolos utilizados nesta
camada são: HTTP, SMTP, FTP, Telnet, SIP, RDP, IRC, SNMP, NNTP, POP3, IMAP,
BitTorrent, DNS, ICMP.

5. Tipos de Sinal

5.1. Sinal analógico e Sinal Digital

Sinal Analógico

Sinal analógico é um tipo de sinal contínuo que varia em função do tempo.


Um Sinal Analógico apresenta uma variação contínua ao longo do tempo,
podendo ter características de amplitude e frequência bastante variáveis. As ondas
sonoras correspondentes à Voz podem considerar-se como representativas de Dados
Analógicos (devido às características de variação contínua que apresentam) e são, por
exemplo, convertidas no bem conhecido Aparelho Telefónico, num Sinal Elétrico
Analógico.

Sinal Digital

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Sinal Digital é um sinal com valores discretos (descontínuos) no tempo e em


amplitude. Isso significa que um sinal digital só é definido para determinados instantes
de tempo, e que o conjunto de valores que pode assumir é finito.
Sinal amostrado e quantiado. Os sinais digitais convertem as vozes dos locutores
em uma série de uns e zeros. Essa tecnologia degrada um pouco o sinal, porque uns e
zeros não são uma representação fiel da sua voz. No entanto, o sinal digital é robusto. Ele
pode ser corrigido usando rotinas de correção de erro se houver interferência. Além disso,
os sinais digitais podem ser compactados, tornando os sistemas muito mais eficientes do
que os analógicos.

5.2. Crash nos sinais

O mundo da informática é repleto de palavras específicas, neologismos


produzidos para traduzir diretamente termos sem uma tradução realmente adequada.
Desde deletar até fazer um download, os usuários têm que se adaptar a um jargão cada
vez mais difundido. Uma das adições a esta nova gramática é o termo “crash”, que já foi
rapidamente adaptado para um verbo, inclusive: “crashar”.
O funcionamento de um programa de computador, sobretudo quando este está em
versão de testes, é bastante sensível, e qualquer simples perturbação funcional pode ter
consequências desastrosas, como um travamento total da máquina. Problemas do tipo
incluem desde sobrecargas de hardware, principalmente da memória RAM, até a criação
de loops infinitos indesejáveis por algum procedimento inesperado de software.

Onde está o problema?

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Dizer que um programa travou ou crashou pode significar várias coisas. Existem
diversos tipos de falhas operacionais, desde um simples bug no software sendo executado
até problemas de hardware. Geralmente, quando um programa está com defeito, o crash
não é tão grave, e pode ser solucionado através de alt+tab, alt+f4 ou, na pior das hipóteses,
a tecla de “hibernação” no teclado pode ser útil, pois sobrepuja algumas prioridades do
sistema. Ao “acordar” o computador, o usuário geralmente tem a possibilidade de fechar
o programa travado.

O problema verdadeiro acontece quando um crash é causado por falha de


hardware. Neste caso, a complicação vem dos motivos em potencial pelos quais o
computador falhou, pois pode estar havendo um problema tão grave com uma
determinada placa que a única solução, em alguns casos, é trocar partes do sistema.
Geralmente, falhas de hardware são mais óbvias e vêm acompanhadas de “sintomas” mais
graves, como aquecimento excessivo, barulhos ou distorções nas imagens exibidas na
tela.
Quando um computador “crasha” por causa de hardware, a melhor opção é
consultar um técnico especializado. Falhas de software são relativamente comuns e um
patch oficial, produzido pelos respetivos desenvolvedores, normalmente conserta os
problemas. Basta que o usuário tenha consciência da natureza de seu problema, e então
procure uma solução adequada.

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5.3. Ruido nos Sinais

O ruido consiste numa alteração de alguma das características do sinal


transmitido, ou gerado pelo próprio sistema de transmissão.
Ao contrário da interferência, estes sinais indesejados são de natureza aleatória,
não sendo possível prever o seu valor num instante de tempo futuro.

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