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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAMETRO – CEUNI FAMETRO

CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

PROJETO DE UMA SUBESTAÇÃO ABRIGADA EM ALVENARIA


DO PRÉDIO DA FACULDADE ALBERTO FREITAS

MANAUS
2018
CAROLINE CATIVO ALBUQUERQUE - 285556
ESDRAS RAMOS DA SILVA - 282422
JOSIELMA LADISLAU BATISTA - 286337
LUCÉLIA AZEVEDO MACHADO RAMOS - 411639
SILVINHO DOS SANTOS LIMA - 209552

PROJETO DE UMA SUBESTAÇÃO ABRIGADA EM ALVENARIA


DO PRÉDIO DA FACULDADE ALBERTO FREITAS

Trabalho apresentado ao professor


Carlos Alberto Oliveira de Freitas, curso de
Engenharia Elétrica do Centro Universitário
FAMETRO – CEUNI FAMETRO como requisito
para obtenção da nota parcial N2 da disciplina
Distribuição de Energia Elétrica, turma
ENGE151M01, matutino.

MANAUS
2018
MEMORIAL DESCRITIVO

ASSUNTO: CONSTRUÇÃO DE UMA SUBESTAÇÃO DE 500 KVA.


PROPRIETÁRIO: Carlos Alberto Oliveira de Freitas
ENDEREÇO: Av. Constantino Nery s/n – Chapada – Manaus- AM
ATIVIDADE: Comércio

1 APRESENTAÇÃO

O projeto de instalação de uma subestação abaixadora foi elaborado em


conformidade com as Normas Brasileiras de Baixa Tensão NBR-5410, de Alta
Tensão NBR-14039 e os padrões da concessionária de Energia Elétrica local que
regulamentam o assunto. Será construída uma subestação abrigada em alvenaria
de 500 kVA que atenderá ao prédio da faculdade Alberto Freitas.

2 DADOS FORNCEIDOS PELO CLIENTE

Carga instalada de luz e tomada: 131,4 kW


Carga instalada de força:
✓ elevadores: 2 x 15 cv
✓ cozinha: 3 cv + 9,5 kW

✓ laboratório: 3,5 cv

✓ bomba-d’água: 8,5 cv
Ar condicionado central:
✓ Chiller: 3 x 98,5 kW (1 de reserva)

✓ bomba-d’água gelada: 15 cv
✓ bomba-d’água da torre: 15 cv

✓ fan-coils (total): 110 cv (35 x 2 cv + 7 x 5 cv)


2.1 SUBESTAÇÃO

Subestação é um conjunto de condutores, aparelhos e equipamentos


destinados a modificar as características de energia elétrica (tensão e corrente),
permitindo a sua distribuição aos pontos de consumo em níveis adequados de
utilização (MAMEDE, 2012).

2.1.1 Subestação Abrigada de Alvenaria

É o tipo mais comum de subestação industrial. Apresenta um custo reduzido e


fácil montagem e manutenção. Requer, no entanto, uma área construída
relativamente grande. A sua aplicação é mais notável em instalações industriais que
tenham espaços disponíveis próximos aos centros de carga (MAMEDE, 2012).

3 CÁLCULO DE DEMANDA PROVÁVEL

Segundo CREDER para consumir não industrial, a demanda provável é a


soma das diversas parcelas, de acordo com o tipo de carga, sendo muito prudente
que o projetista seja informado das particularidades de consumidor, como:
D(kVA) = d1 + d2 + d3 + d4 +d5
d1 – demanda das potencias de iluminação e tomadas em kW;
d2 – demanda dos aparelhos de aquecimentos (chuveiros, aquecedores,
fornos, fogões, etc.;
d3 – demanda dos aparelhos de ar condicionado;
d4 – demanda das unidades centrais de ar condicionado calculada a partir das
correntes máximas totais fornecidas pelos fabricantes e com fatores de demanda de
100%;
d5 – demanda de todos os motores elétricos e maquinas de soldas tipo motor
gerador.
Para o cálculo da demanda provável, foi usada a tabela 1: Fatores de
demanda para cargas de iluminação e pequenos aparelhos.

d1 – demanda de luz e tomadas


Tabela 1 - Fatores de demanda.
Tipos de cargas Potência Fator de Carga mínima
instalada (VA) demanda (%) (KVA/m²)
Escolas e Até 12 000
semelhantes 80
Acima de 12 000 30
50
Fonte: Instalações elétricas, CREDER 2016.

Carga instalada de luz e tomadas: 131,4 kW


Até 12.000KW X 80% = 9,6 kW
Restantes 119,4 KW X 50% = 59,7 kW
Soma total = 69.3 kW

d2 – demanda da cozinha (aquecimento). Tabela utilizada 11.5 fatores de


demanda para aparelhos de aquecimento.

Tabela 2 - Fatores de demanda para aparelhos de aquecimento.


Nº de Aparelhos Fator de demanda (%)
1 100
2 75
Fonte: Instalações elétricas, CREDER 2016.

cozinha: 3 cv + 9.5kw
Utilizou-se apenas a potência do aquecedor, pois, o motor fica para o cálculo
em d5.
d2= demanda da cozinha (aquecimento): 9.5 kW

d4- demanda das unidades centrais de ar-condicionado calculada a partir das


correntes máximas totais fornecidas pelos fabricantes e com fatores de demanda de
100%. (tabela 11.7).
Tabela 3 - Demanda Média de motores. Valores Equivalentes Individuais (cv
x kVA)

Fonte: Instalações elétricas, CREDER 2016.

Tabela 4 - 11.7 Fatores de Demanda x nº de Motores.


Número total de motores 1 2 3a5 Mais de 5

Fator de Demanda (%) 100 80 70 60

Fonte: Instalações elétricas, CREDER 2016.

d4- demanda de ar-condicionado


Chiller .............................................. 1 x 98.5 kW = 98.5
Bombas: ............................................ 2 x 15 cv = 2 x +(16,65 x 0.8) = 2 x
13,32 = 26,64 kVA

Fan-coil: 35 x 2 cv + 7 x 5 cv. Utilizando a tabela 11.7

Calculando:
Fan-coil: 35 x 2,70kVA + 7 x 6,02 kVA
= 94,5 kVA + 42,14 kVA
= 136,64 kVA
Soma d4 = 98,5 + 26,64 + 136,64 = 261,79 kVA

d5 – Demanda de todos os motores elétricos e máquinas de soldas tipo motor


gerador, conforme a tabela 4 e 5.
Tabela 5 - 11.8 Fatores de Demanda x nº de Motores.
Número total de motores 1 2 3a5 Mais de 5

Fator de Demanda (%) 100 80 70 60

Fonte: Instalações elétricas, CREDER 2016.

Utilizou-se o fator de utilização 0,9. Fator de demanda 100%.

Motores:
2 elevadores: 2 x 9,2 x 0,9 .......................................= 16,5 kVA
Bomba d` água: 9,2 x 0,8 ..................................... = 7,4 kVA

Cozinha e laboratório
3 cv + 3,5 cv = 6,5 cv
1 x 6,5, como na tabela 11.8 não tem motor de 6,5 cv.

Utilizamos motores de 5cv + 1 ½. fazendo os cálculos:


5 cv = 6,02; 1 ½ = 2,17
Somando: 6,02 + 2,17 = 8,19 kVA

Então:
6,5 cv = 8,19 KVA
1 x 6,5 cv = (8,19 x 0,9) x 0,8 = 5,89 kVA
Somando d5: 16,5 + 7,4 + 5,89 = 29,79 kVA

Demanda total:
D(kVA) = d1 + d2 + d4 + d5
D(kVA) = 69,3 + 9,5 + 261,79 + 29,79
D(kVA) = 370, 39 kVA

Com o cálculo da demanda total de 370,39 kVA, permite a instalação de um


transformador de 500 kVA, com uma reserva de capacidade de 34,9%. É
aconselhável não deixar muita capacidade ociosa com transformador porque além
da demanda mínima faturável que a concessionaria cobra, transformadores
subcarregados comprometem o fator de potência da instalação (CREDER, 2007).

4 - CABINE DE MEDIÇÃO E SUBESTAÇÃO ABAIXADORA

A subestação é do tipo abrigado em alvenaria, construída em local apropriado


e de fácil acesso e piso cimentado. A ventilação desta subestação está feita de
forma natural, através de janelas de ventilação com telas de arame de ferro
galvanizado 12 BWG, com tela de malha de 13x13 mm no máximo.
A proteção conta guarda-corpos dos módulos de entrada/medição, proteção,
transformação, está feita por grade de telas de arame galvanizado 12 BWG, sendo
que a tela de proteção do cubículo de medição de malha no máximo 13x13 mm e a
tela do cubículo do disjuntor e transformador é de malha no máximo 13x13 mm.
Na porta da subestação, no cubículo de entrada/medição, existe uma placa
de advertência com os dizeres “perigo Alta Tensão – Mantenha-se Afastado –
Não Toque nos Fios”, e no cubículo de proteção, transformação, existe placas de
advertências com os dizeres “Não Opere Esta Chave com Carga” e “perigo Alta
Tensão – Mantenha-se Afastado – Não Toque nos Fios”.
A subestação está dotada de um sistema de iluminação artificial através de 03
(três) luminárias de 2x40 W a prova de explosão. Está também dotada de um
sistema de iluminação de emergência através de lâmpadas 1x30 LED com
autonomia mínima de 2 horas.
Para proteção e combate a incêndio, será instalado um extintor de incêndio
do tipo CO2 de 6 Kg de carga na área interna da subestação, próximo à porta. O
barramento de média tensão será executado por vergalhão de cobre nu maciço de
bitola 3/8”, com conexão e derivações adequadas.
A subestação contém os seguintes módulos:
 Módulos de entrada/medição através de muflas, TC`s e TP`s da
concessionarias.
 Módulo de proteção contendo um disjuntor tripolar – Á óleo Kv, 630 A,
350 MVA, equipado com relé de sobre corrente secundário do tipo ln = 50/51 A, com
faixas de ajustes de 0,6 – 0,8 – 1,0 x ln. Está precedido por uma chave seccionada
trifásica tipo faca de 400 A, com comando simultâneo nos três polos e operação a
vazio.
 Módulo de transformação contém um transformador abaixador trifásico
de tensão 13.800 – 13.200 – 12.600 – 12.000 – 11.400 / 380 – 220 V, com potência
nominal de 300 kVA. Está procedido por uma chave seccionadora trifásica tipo faca
de 400 A, com comandos simultâneos nos três polos e operação a vazio.

5 CÁLCULO DE CORRENTE DE CURTO – CIRCUITO

DADOS:
Potencia do Transformador: 1 x 500 KVA
Tensão primária: 13,8 kV
Tensão secundária: 220/127 volts Impedância percentual do trafo: 5%
Resistência percentual do trafo: 1%
Conexão dos trafos: Δ/Y Nível de curto-circuito da concessionária: 250 MVA

5.1 MÉTODO SIMPLIFICADO DE CÁLCULO DE CORRENTE DE CURTO-


CIRCUITO

Considerando apenas a impedância dos transformadores e desprezar a


resistência do transformador Z=X.
Chamamos de
Z = impedância do transformador em ohms;
Zb = impedância – base em ohms;
Z% - impedância percentual do transformador;
Vn = tensão secundaria do transformador;
N – potencia aparente do transformador;
In – corrente nominal do transformador;
Ik3 – corrente trifásica de curto-circuito (eficaz).
Temos:

𝑉𝑛 𝑍
𝑍𝑏 =
√3 𝐼𝑛
e 𝑍% = 𝑍 𝑥 100 (1)
𝑏

𝑁
𝑁 = √3 VnIn 𝐼= (2)
√3 𝑉𝑛
𝑍% 𝑥 𝑍𝑏 𝑉𝑛2
𝑍= ou 𝑍% (3)
100 𝑁 𝑥 100
Corrente de curto-circuito é:
𝑉𝑛
𝐼𝐾3 = (4)
√3 𝑋 𝑍

Substituindo Z pelo valor da equação (3):


𝐼𝑛
𝐼𝐾3 = 𝑍% 𝑥 100 (5)

calculando a corrente de nominal


𝑁
𝐼𝑛 =
√3 𝑋 𝑉𝑛
N- Potência aparente transformador;
Vn- Tensão Secundaria do transformador;
500 𝑥 103
𝐼𝑛 =
√3 𝑋 220

In = 1,312 k A ou In= 1312,15 A


Então a corrente de curto-circuito trifásico, simétrico, eficaz em A será:

𝐼𝑛
𝐼𝐾3 = 𝑥 100
𝑍%

1312,15
𝐼𝐾3 = 𝑥 100
5

𝐼𝐾3 = 26,243 𝑘𝐴

Para se saber a corrente dinâmica de curto-circuito no ponto A, precisamos


conhecer a relação R/X.
Vamos considerar a relação R/X = 0,1, o que dá o fator de simetria de 1,75.
Então a corrente máxima dinâmica no ponto A será:

𝐼𝑆𝐴 = 1,75 𝑋 √2 𝑋 26,243


𝐼𝑆𝐴 = 64,94 kA
6 CONCLUSÃO

Considerando uma demanda total de 254 KW, e considerando um fator de


potência demandada total igual á 276,09 KVA, portanto optou-se por uma potência
transformadora igual a 500 KVA, ficando com um carregamento de 92,01% de uma
reserva técnica de 7,9%.