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UEL/CTU - DEPARTAMENTO DE ESTRUTURAS

6TRU 016 - MECÂNICA DAS ESTRUTURAS III


Lista de Exercícios 03 – Método das Forças

1) Para a solução de estruturas hiperestática, um método de solução é o método


das forças que consiste em somar uma série de soluções básicas isostáticas que
satisfazem as condições de equilíbrio, mas não satisfazem as condições de
compatibilidade da estrutura original, para na superposição de efeitos
restabelecer as condições de compatibilidade.

Desse modo, a solução de qualquer estrutura hiperestática pelo método das


forças resulta em um sistema de equações, cujo número de equações é igual ao
número de incógnitas (os hiperestáticos), ou seja igual ao grau de
hiperestaticidade (g) da estrutura. Este sistema pode ser escrito na forma
matricial como apresentado a seguir:

𝛿1 𝛿10 𝑓11 𝑓12 ⋯ 𝑓1𝑚 𝑋1


𝛿 𝛿 𝑓 𝑓22 ⋯ 𝑓2𝑚 𝑋
[ 2] = [ 20 ] + [ 21 ] . [ 2]
⋮ ⋮ ⋮ ⋮ ⋱ ⋮ ⋮
𝛿𝑛 𝑛𝑥1 𝛿𝑛0 𝑛𝑥1 𝑓𝑛1 𝑓𝑛2 ⋯ 𝑓𝑛𝑚 𝑛𝑥𝑚 𝑋𝑛 𝑛𝑥1

A solução na forma matricial pode obter-se da seguinte forma:


−1
𝑋1 𝑓11 𝑓12 ⋯ 𝑓1𝑚 𝛿1 𝛿10
𝑋2 𝑓21 𝑓22 ⋯ 𝑓2𝑚 𝛿2 𝛿20
[ ] = [ ] . [ ] −[ ]
⋮ ⋮ ⋮ ⋱ ⋮ ⋮ ⋮
𝑋𝑛 𝑛𝑥1 ( 𝑓𝑛1 𝑓𝑛2 ⋯ 𝑓𝑛𝑚 𝑛𝑥𝑚 ) 𝛿
( 𝑛 𝑛𝑥1 𝛿𝑛0 𝑛𝑥1 )

Onde:
𝛿1 , 𝛿2 ⋯ 𝛿𝑛 são os deslocamentos nas direções 1, 2, ⋯ , 𝑛 conhecidos da estrutura
hiperestática (geralmente iguais a zero);
𝛿10 , 𝛿20 ⋯ 𝛿𝑛0 são os fatores de carga, ou seja deslocamentos nas direções
1, 2, ⋯ , 𝑛 no sistema principal (estrutura isostática) devido ao
carregamento. Esses fatores podem assumir qualquer número real
(positivos, negativos e o zero);
𝑓11 , 𝑓12 ⋯ 𝑓𝑛𝑚 são as flexibilidades, ou seja deslocamentos nas direções 1, 2, ⋯ , 𝑛
no sistema principal devido a ação de cada hiperestático aplicado
com valor unitário; Vale Lembrar que para 𝑓11 , 𝑓22 , 𝑓33 ⋯ 𝑓𝑛𝑛 ou seja,
flexibilidades com os índices iguais, seus valores sempre serão
positivos e diferentes de zero. As demais flexibilidades (com os
índices diferentes) podem assumir o valor de qualquer número real
(positivos, negativos e o zero);
𝑋1 , 𝑋2 ⋯ 𝑋𝑛 são os hiperestáticos nas direções 1, 2, ⋯ , 𝑛 (reações ou esforços
liberados da estrutura hiperestática para a criação do sistema
principal isostático).

Da análise desse sistema observamos que:

- a matriz de flexibilidades deve ser quadrada (n=m);


- todos os elementos da diagonal principal serão positivos e diferentes de zero;
- pelo princípio da reciprocidade sabemos que: 𝑓12 = 𝑓21 , 𝑓23 = 𝑓32 , 𝑓𝑖𝑗 = 𝑓𝑗𝑖 ,
sendo assim a matriz de flexibilidade é simétrica;
- para que o sistema tenha solução deve ser possível realizar a inversão da
matriz de flexibilidade, e para que isso seja possível seu determinante deve ser
diferente de zero

Agora que você já lembrou da teoria, determine quais das seguintes matrizes
pode ser uma matriz de flexibilidade. Justifique.

a) b)
5 0,5 7,1
2 −4
[ ] [0,5 −20 4,5]
−4 15
7,1 4,5 30

c) d)
10 0 0 4 3 2 4
[ 0 10 0] [3 5 6 5]
0 0 10 2 6 9 9

e) f)
4 4 4 15 16 42
[4 16 4] [16 0 25]
4 4 4 42 25 12

2) Para a estrutura abaixo submetida ao carregamento indicado, obtenha os


diagramas de momento fletor (M), esforço cortante (V) e força normal (N)
- Despreze as deformações devido a força normal e cortante.

E=2,4.107KNm2

Viga: 20x70 cm
Pilar

Pilar

Pilar: 20:40 cm
Viga α=10-5/ºC
Pilar
Pilar
3) Para a estrutura do exercício 2 submetida a variação de temperatura
indicada, obtenha os diagramas de momento fletor (M), esforço cortante (V) e
força normal (N).
- Despreze as deformações devido a força normal e cortante.

0ºC
0ºC
0ºC

4) Para a estrutura do exercício 2 submetida aos recalques de apoio indicados,


obtenha os diagramas de momento fletor (M), esforço cortante (V) e força
normal (N).
- Despreze as deformações devido a força normal e cortante.

2,0 cm 0,5 cm

1,6 cm 0,8 cm
Gabarito:

Exercício 1:
a) matriz quadrada, simétrica com determinante diferente de zero e valores da
diagonal principal positivos e diferentes de zero. Pode ser uma matriz de
flexibilidade.
b) matriz quadrada, simétrica com determinante diferente de zero, porém com
um valor da diagonal principal negativo. Não pode ser uma matriz de
flexibilidade.
c) matriz quadrada, simétrica com determinante diferente de zero e valores da
diagonal principal positivos e diferentes de zero. Pode ser uma matriz de
flexibilidade.
d) a matriz não é quadrada. Não pode ser uma matriz de flexibilidade
e) matriz quadrada, simétrica porém com determinante igual de zero (primeira e
terceira linha iguais indicam que o determinante será zero). Não pode ser uma
matriz de flexibilidade
f) matriz quadrada, simétrica com determinante diferente de zero porém com
um valor nulo na diagonal principal. Não pode ser uma matriz de flexibilidade

Exercício 2:

N(KN)
V(KN)

M(KNm)
Exercício 3:

N(KN)
V(KN)

M(KNm)

Exercício 4:
N(KN)
V(KN)

M(KNm)