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Curso de Magia

J. R. R. Abrahão

Supervirtual
Curso de Magia
J. R. R. Abrahão

Capa
Oswaldo Diniz

Prefácio
Rita Lee

Versão para eBook:


eBooksBrasil.org

Fonte Digital
Documento do Autor

© 2000 J. R. R. Abrahão
supervirtual@supervirtual.com.br
Uma publicação eletrônica da EDITORA SUPERVIRTUAL LTDA.

Colaborando com a preservação do Patrimônio Intelectual da Humanidade.

WebSite: http://www.supervirtual.com.br

E-Mail: supervirtual@supervirtual.com.br
(reprodução permitida para fins não-comerciais)
O Autor

J.R.R. Abrahão é advogado e jornalista; consultor jurídico de diversas


organizações, é filiado à Ordem dos Advogados do Brasil (São Paulo), à
Associação dos Advogados de São Paulo, ao Sindicato dos Jornalistas
Profissionais no Estado de São Paulo, à Federação Nacional dos Jornalistas
Profissionais e à Organização Internacional dos Jornalistas.
O Autor tem estudado e pesquisado todas as formas de ocultismo, tendo
sido consagrado Babalaô (cargo máximo dentro dos Cultos Afro) em 1988,
após longa vivência no Candomblé, e ter se associado a diversas entidades de
cunhos regional, nacional e internacional, como o Institute of Noetic Sciences
(EUA), American Association of Electronic Voice Phenomena (EUA), Amis
de la Radiesthésie (França), The Radionic Association (Inglaterra), Orunmila
(Nigéria), RGS (Suíça), entre tantas outras.
É o “Frater Superior” e “O.H.O - Outer Head of the Order – Cabeça
Externa da Ordem, para o mundo todo, da O.R.C - Ordo Rosae Caelestis –
Ordem da Rosa Celeste, uma Ordem Hermética internacionalmente
estabelecida, e de seu “círculo interno”, a O.L.C. – Ordo Lotus Caelestis –
Ordem do Lotus Celeste.
J.R.R. Abrahão não dá consultas, porém ministra cursos e workshops
sobre os assuntos abordados nesta obra, além de outros temas esotéricos
O símbolo máximo da O.R.C., Ordem dirigida pelo Autor, é o ilustrado
na capa desta obra: a espada e a rosa, símbolo do tantrismo ocidental.
Sobre a Obra

CURSO DE MAGIA de autoria do advogado e jornalista J.R.R.Abrahão é


uma obra pioneira na literatura esotérica, “...é um verdadeiro aliado na sua
busca de esclarecimentos sobre a Magia... Você, aprendiz de Mago, poderá se
dar ao luxo de merecer saber alguns poderosos segredos invioláveis que até
há pouco tempo eram proibidos a meros mortais” (do prefácio de Rita Lee).

J.R.R. Abrahão foi parceiro Musical e Mágico de nosso saudoso Raul


Seixas que, pelo mesmo, nutria imenso carinho, tanto que lhe dedicou uma de
suas mais belas composições, de grande sucesso: Carpinteiro do Universo.
Para todos aqueles desejosos de conhecer o que J.R.R. Abrahão e Raul
Seixas estudaram e praticaram juntos, em se tratando de Magia, recomendo o
livro CURSO DE MAGIA, pois é o retrato fiel da convivência Mágica de
ambos.
Sylvio Passos
Fundador/Presidente do Raul Rock Club/Raul Seixas Oficial Fã-Clube
Autor do livro “RAUL SEIXAS-UMA ANTOLOGIA”

“CURSO DE MAGIA é, ao mesmo tempo um roteiro seguro para os


principiantes e uma fonte constante de consultas para os mais experimentados
estudiosos na área. Moderno, sem esquecer as bases; profundo, sem ser
cansativo; rico de informações precisas sem ser longo e prolixo. Algo
verdadeiramente raro.”
–Zelinda Orlandi Hypolito & Arsenio Hypolito Júnior Criadores do
SISTEMA IMAGICK DE MAGIA
Autores do livro “SÍNTESE MÁGICKA”

“Meu amigo J.R.R. Abrahão é um legítimo praticante da Ciência


Sagrada e isso é uma raridade hoje em dia!
Prestem atenção no que ele diz, pois seu trabalho é altamente
recomendável.”
- Mestre Choa Kok Sui (Manila, Filipinas)
Autor do livro “CURA PRÂNICA AVANÇADA”

“Como membro dedicado de nossa Ordem, por vários anos, devido à


capacidade e inteligência, passo-lhe, assim, a posição de Frater Superior e
O.H.O. de nossas Ordo Rosae Caelestis e Ordo Lotus Caelestis, ficando o
prezado amigo Frater P. como meu legítimo sucessor. Leve adiante nossa
mensagem de Amor, pois Amor é a Lei, mas Amor sob forte Vontade”.
– Frater Superior Phoenix 0 o Outer Head of the Order - Ordo Lotus
Caelestis
(New York, EUA)
Dedicatória

Este livro é dedicado à memória de FRANZ BARDON, que o inspirou.


Possa sua Luz nos guiar no caminho certo.
Índice

O Autor
Sobre a Obra
Dedicatória
Prefácio
Primeira Parte: Teoria
Capítulo I: Magia
Algumas Definições Importantes
Nível de Feitiçaria
Nível Shamânico
Nível de Magia Ritual
Nível de Magia Astral
Nível de Alta-Magia
Sistema da Golden Dawn (Aurora Dourada)
Sistema Thelêmico (Thelema, Aleister Crowley)
Sistema Aurum Solis
Sistema Salomônico (de Salomão)
Sistema Da Magia Planetária
Sistema Sangreal
Sistema dos Tattwas:
Sistema de Pathworking
Sistema Satanístico (Satanismo)
Sistema da Magia Sagrada de Abramelim (Os Quadrados Mágicos)
Sistema Enoquiano (Magia Enoquiana)
Sistema da Bruxaria (Witchcraft)
Sistema Druida (Druidismo)
Sistema Shamânico (Shamanismo)
Sistema Demoníaco (Goetia, Goécia)
Sistema Solar
Sistema Bon-Po (Bon-Pa)
Sistema Zos-Kia-Cultus
Sistema Rúnico (Magia de Runas)
Sistema Icônico/Iconográfico (Antigo Sistema Hebraísta)
Sistema do Vudú (Voudoun, Voodoo):
Sistema de Magia do Caos
Sistema de Magia Natural:
Sistema Necronomicônico (Do Necronomicon)
Sistema Luciferiano (Luciferianismo, Fraternitas Saturni)
Sistema Hermético (Hermetismo, Franz Bardon)
Sistema Cabalístico (Quabbalah, Kabalah, Tantra, Fórmulas Mágicas)
Magia Eletrônica
Sistema Psicotrônico (Psicotrônica)
Sistema de Emissões de Ondas-Devidas-às-Formas (Sistema de Ondas-
de-Forma):
Sistema Radiônico (Radiônica)
Sistema do Candomblé
Sistema da Umbanda
Sistema da Quimbanda:
Sistema da Wicca
Sistema de Magia Sexual
Sistema da O.T.O.
Sistema da O.T.O.A.
Sistema Maatiano
Sistema Da Fraternitas Saturni (F.S.)
Sistema Ansariético
Sistema de Eulis
Sistema Zos-Kia
Sistema Palladium
Capítulo II – Deus
As Egrégoras Coletivas e a Hierarquia dos Deuses Internos do Homem
Observação
Capítulo III – Definições Básicas das Entidades Espirituais
“Quem é Quem”
Observação
Capítulo IV – Paramentos da Magia Cerimonial
Capítulo V – O Que Caracteriza os Paramentos da Magia Evocativa
Cerimonial
Capítulo VI – Paramentos da Magia Ritual Serventia e Simbolismo
Capítulo VII – A Operação Mais Importante da Magia
O Contato e o Conhecimento do Anjo da Guarda, a Natureza do Amante
Secreto, do Augoeides, de Choronzon e do Habitante do Umbral
Capítulo VIII – Breve Introdução à Radiônica
O Que São Máquinas Radiônicas
Segunda Parte: Prática
Capítulo IX – A Prática da Evocação Mágica
A Evocação de uma Entidade
Capítulo X – Pentagramas, Hexagramas e Outras Estrelas
Observação
Pentagrama
Hexagramas
Pentagrama do Akasha (ou Éter)
Pentagrama do Fogo
Pentagrama da Água
Pentagrama do Ar
Pentagrama da Terra
Hexagrama do Fogo
Hexagrama do Ar
Hexagrama da Água
Hexagrama da Terra
Hexagrama da Lua
Hexagrama de Mercúrio
Hexagrama de Vênus
Hexagrama de Marte
Hexagrama de Júpiter
Hexagrama de Saturno
Hexagrama do Sol
Estrelas Unicursais
Os Signos do Zodíaco
Evocação Geomântica/Invocação Geomântica
Capítulo XI – Invocação Mágica
Capítulo XII – A Invocação de Uma Entidade
Capítulo XIII – A Prática da Criação de Egrégoras
Execução
Observação
Capítulo XIV – Consciência de Ser Deus
Capítulo XV – Conclusão
O Que é a Magia
Bibliografia
Obras Recomendadas
Prefácio
Sabemos que as pérolas do Conhecimento não devem cair nas mãos de
“porcos”, nem tampouco permanecerem prisioneiras eternas de “poseurs”,
que se autodenominam Magos, afinal, Deus é “deusmocrático”! De alguma
maneira quis o Propósito Divino dar à raça humana o livre arbítrio, grande
pivô do “ciúme” entre anjos e demônios na sua Santíssima Hierarquia. O que
fazer pois com nossa vontade, nossos desejos? Castrá-los? Policiá-los?
Melhor é bem usá-los. “Se Deus quisesse que a gente não quisesse, nos teria
feito formigas”, diz meu amigo JOSÉ ROBERTO ROMEIRO
ABRAHÃO neste seu livro “debut” Curso de Magia. Como usar nossa
vontade para transformar a vida é fazer uso do livre arbítrio, é fazer Magia.
Você, aprendiz de Mago, poderá se dar ao luxo de merecer saber alguns
poderosos segredos invioláveis que até pouco tempo eram proibidos a meros
mortais. O Curso de Magia do ABRAHÃO é um dicionário/almanaque
transparente, salpicado de informações básicas, teóricas e práticas – um
verdadeiro aliado na sua busca de esclarecimentos sobre a Magia. É claro que
você também terá a responsabilidade e o cuidado de não deixar estas pérolas
ao alcance de quem ainda não saberia apreciar este nível de Conhecimento,
não é mesmo? Aliás, fosse na Idade Média, seríamos todos queimados nas
fogueiras da Inquisição com este Curso de Magia debaixo do braço... Eu,
hein (e o nome da) Rosa! Foi-se o tempo em que Magia, a arte de modificar o
mundo pela vontade verdadeira, era coisa de gente esquisita e demoníaca.
Estamos em plena era de Aquário, onde toda curiosidade esotérica é pouca.
Você precisa de informações para não meter os pés pelas mãos mexendo com
a “coisa” de uma maneira irresponsável. ABRAHÃO conta, sem pudores,
quem é quem dentro da Magia e de quebra nos oferece no final um suculento
cardápio com the best of dos grandes Mestres e Magos para quem queira
mergulhar de cabeça na Magia. É que ele sabe como ninguém que
dificilmente alguém lê seu Curso de Magia e pára por aí. O legal também é
que o ABRAHÃO não tem a postura nose in the air dos gurús, muito menos
ostenta ser dono da verdade. Ele generosamente passa para você seus vinte
anos de estudos, selecionando la crème de la crème de la Magie. Tudo sem
culpa nenhuma e em nome do Desejo Maior. Você sabe como se proteger?
Sabe como fazer rituais sem correr risco? Sabe como usar de suas “armas”
para a cura? Quais são as sutis diferenças entre Voodoo, Candomblé,
Umbanda e Quimbanda? Que tal aprender a distinguir seu Eu Superior do seu
Anjo da Guarda?
O Mago respeita sua própria vontade não como mero capricho e sim
fazendo uso de sua imagem e semelhança de Deus Pai-Mãe.

Rita Lee
Primeira Parte: Teoria
Capítulo I: Magia
Algumas Definições Importantes
O que é "MAGIA"?
Como dizia Aleister Crowley (1875-1947), o famoso e controvertido
Mago inglês, "Magia é a Ciência e a Arte de provocar mudanças de acordo
com a Vontade". Portanto, Magia é a ciência e a arte de provocar mudanças,
que ocorrem em conformidade com a vontade.
E essas mudanças, ocorrem aonde, em que Esfera ou Plano?
Segundo o mesmo Aleister Crowley, elas ocorrem no mundo material,
portanto, no plano físico. Segundo Dion Fortune, uma das mais conhecidas
ocultistas britânicas deste século, porém, essas mudanças ocorrem na
consciência individual do Mago.
De qualquer corrente que abracemos, temos três coisas distintas e de
suma importância:
1) não importa qual definição usada para "Magia", o resultado real é o
mesmo;
2) o resultado obtido é de aparente mudança no mundo material, pouco
importando se a mudança ocorreu no mundo material ou somente na psique
do operador;
3) Magia funciona.

Para se ter uma ideia mais ampla do que exprime a palavra "Magia",
devemos separá-la da feitiçaria ou bruxaria. E como fazê-lo? Simples. Na
feitiçaria/bruxaria, não se compreende a forma de operação dos Elementos da
natureza, não se busca desenvolver adequadamente e de forma equilibrada o
conjunto de qualidades herméticas do homem (e da mulher), além do que se
busca nos elementos materiais mais densos (pedras, folhas, fogo material,
etc.) a essência dos Elementos dos quais emanam. Quer dizer, usa-se uma
fogueira para atrair a energia do Elemento Fogo, e assim por diante.
Para termos a Magia bem definida, deveremos compreender que a
mesma não se divide simplesmente em "branca" ou "negra", egoísta ou
altruísta, e outras definições de cunho moral: divide-se, isto sim, em
DOGMÁTICA e PRAGMÁTICA.
DOGMÁTICA é a forma de Magia que faz uso de símbolos alheios aos
pessoais, simbologia essa díspar daquela pertencente ao subconsciente do
operador.
É a forma de Magia ensinada nas obras tradicionais do assunto, e nas
Escolas idem.
PRAGMÁTICA é a que faz uso apenas dos símbolos pessoais, do fator
de ressurgência atávica, do simbolismo presente no subconsciente do
operador.
Muitas Escolas de Magia têm-se mantido no sistema Dogmático,
enquanto as mais modernas buscam no sistema Pragmático uma saída
inteligente. Entre estas, podemos citar os seguidores dos Mestres FRANZ
BARDON, PASCAL BEVERLY RANDOLPH, AUSTIN OSMAN SPARE e
ALEISTER CROWLEY. Entre os seguidores de Aleister Crowley, que se
autodenominam "THELEMITAS" ou seguidores de Thélema (Verdade), há
os que não entenderam bem seus ensinamentos, criando sistemas
Dogmáticos. Há, porém, os que seguem de forma inteligente seus
ensinamentos, pois ser Thelemita é ter sua própria "religião", seu próprio
Deus, posto que Aleister Crowley dizia "não existe Deus senão o homem".
Entre os mais brilhantes seguidores dos citados Mestres acima, destaco um
grupo que se denomina "Círculo do Caos" ou I.O.T. (Illuminates of
Thanateros, Iluminados de Thanateros), fundado pelo meu amigo Peter James
Carroll, com a colaboração de outras cabeças especiais como Isaac Bonewitz,
Adrian Savage, Frater U.: D.:, entre tantos outros.
Creio firmemente que a Magia Pragmática permitirá o resgate completo
da "Ciência Sagrada".
Os dois tipos de Magia, Dogmática e Pragmática, podem estar presentes
em quaisquer dos Níveis Operacionais de Magia, como veremos abaixo:

1) Os "Cinco Atos Mágicos Clássicos":


A) Evocação;
B) Divinação;
C) Encantamento;
D) Invocação;
E) Iluminação.

Os "Cinco Atos Mágicos Clássicos" podem estar presentes nos "Cinco


Níveis de Atividade Mágica":
2) Os "Cinco Níveis de Atividade Mágica":
A) Feitiçaria;
B) Shamanismo;
C) Magia Ritual;
D) Magia Astral;
E) Alta Magia.

Para definir melhor o que foi dito nos dois itens acima, vejamos a seguir
breves definições de ambos: (versão livre do "Liber KKK", contido na obra
"Liber Kaos", de autoria de Peter James Carroll).

Nível de Feitiçaria
– Evocação – o Mago cria, artesanalmente, uma imagem, uma escultura,
um assentamento; as funções podem ser as mais diversas, definidas pelo
Mago; o fetiche é tratado como um ser vivo; pode ou não conter elementos
do Mago.

– Divinação – um modelo simples do universo é preparado pelo Mago,


para usá-lo como ferramenta divinatória; Runas parecem adequadas;
Geomancia é o ideal; I-Ching e Tarot são bons também; usar bastante, em
todas as situações, mantendo um diário com todos os resultados obtidos
sendo anotados.

– Encantamento – para essa função pode-se utilizar uma série de


instrumentos, mas em especial deve-se obter uma ferramenta especial, de
significado distinto para o Mago; para fazer o encantamento, o Mago faz uma
representação física do objeto do desejo, usando as ferramentas mágicas para
realizar a teatralização do ato; por exemplo, o bonequinho representando a
pessoa, é batizado ou coisa que o valha, depois roga-se pragas sobre o
mesmo, então se espeta ele todo com alfinetes, representando ferimentos na
vítima.

– Invocação – aqui o Mago testa os limites de sua habilidade de criar


mudanças arbitrárias causadas por modificações estudadas do ambiente e de
comportamento; por exemplo, decorar todo o Templo como se fosse um
Templo de um Deus Egípcio, vestir-se como tal Deus, personificando-o
durante determinado período de tempo. É o que os iniciados fazem quando
"incorporam" seu Orixá.

– Iluminação – aqui o Mago busca a eliminação das fraquezas e o


concomitante fortalecimento de suas virtudes. Algo como uma introspecção
deve ser realizada, para conhecer as próprias qualidades e os próprios
defeitos.

Nível Shamânico
– Evocação – o Mago busca estabelecer uma visualização de uma
entidade por ele projetada, para realizar seus desejos; muitas vezes, pode-se
visualizar a mesma Entidade que se "assentou" no nível de feitiçaria. Pode-se
interagir com essas entidades em sonho, donde se tira o conceito do "parceiro
astral".

– Divinação – consiste, basicamente, em visões respondendo a questões


específicas; o Mago interpreta a visão de acordo com seu simbolismo
pessoal.

– Encantamento – o Mago tenta imprimir sua vontade no mundo


exterior por uma visualização simbólica ou direta do efeito desejado.

– Invocação – aqui o Mago retira conhecimento e poder do atavismo,


em geral do atavismo animal; para isso, o Mago deve ser "tomado" por
alguma forma de atavismo animal. A imitação da atitude do animal em
questão ajuda muito esta operação.

– Iluminação – o Mago visualiza sua própria morte, seguido do


desmembramento de seu corpo; então, deve visualizar a reconstrução de seu
corpo e a seguir seu renascimento. É a chamada "jornada" dos Shamãns.

Nível de Magia Ritual


– Evocação – o Mago pode evocar a Entidade já trabalhada nos dois
níveis anteriores, ou então qualquer outra. Em geral, um sigilo desenhado em
papel, simbolizando a Entidade evocada, é o que basta para criar o vínculo
necessário entre a mente do Mago e a Entidade que se deseja evocar.

– Divinação – qualquer instrumento de divinação serve, mas o Mago


deve, antes da prática, sacralizar os instrumentos da divinação, por meio de
algum tipo de prática. Métodos complexos servem tão bem quanto os
simples, mas uma atitude da mente, mantendo um estado de consciência algo
alterado, é imprescindível.

– Encantamento – aqui entram em ação as "Armas Mágicas", que


variam de acordo com o Mago, dentro, é claro, de um simbolismo universal.
A concentração deve ser no ritual, ou no sigilo, ao invés de na realização do
desejo; o sigilo é traçado com a ferramenta mágica, no ar, e a mente é levada
a um estado alterado de consciência. Assim, entra em ação a mente
inconsciente, mais poderosa nessas operações.

– Invocação – o Mago busca saturar seus sentidos com as experiências


correspondentes a, ou simbólicas de, alguma qualidade particular que busca
invocar; no caso, pode ser dos Arquétipos Universais, através da decoração
do Templo e de sua pessoa com cores, aromas, símbolos, pedras, plantas,
metais e sons correspondentes aquele Arquétipo desejado. O Mago tenta ser
"possuído" pela Entidade em questão; as clássicas Formas-Divinas ou
Posturas-Mágicas têm uso aqui; antes de qualquer Evocação Mágica, o Mago
deve Invocar Deus, tornando-se ele.

– Iluminação – tem a característica de buscar (e encontrar) esferas de


poder dentro de nós mesmos; aqui cabe o sistema de iniciação hermética
ensinado por Franz Bardon em seu "Initiation Into Hermetics".

Nível de Magia Astral


Todas as operações deste nível são idênticas a todas as praticadas nos
três níveis anteriormente descritos, exceto que são realizadas apenas em
âmbito mental, isto é, na mente do Mago. Portanto, tudo ocorre nos planos
interiores do Mago, desde a construção de seu Templo, até as OPERAÇÕES
mais práticas.

Nível de Alta-Magia
As operações neste nível são elevadas, devendo ser praticadas somente
por quem já seja um Iniciado pelo sistema de Franz Bardon; as
OPERAÇÕES neste nível são as cobertas pelos três trabalhos subseqüentes
de Franz Bardon (Frabato The Magician; The Practice Of Magical
Evocation, The Key To The True Quabbalah).
***
Se quisermos definir como o "Fluído Vital" emana e donde emana,
permitindo a materialização das Energias Mágicas, deveremos estudar as três
únicas formas de produzi-lo:

1) Emanação individual do Fluído Vital;


2) Sacrifício Vital;
3) Orgasmo Sexual.

E para compreender o alcance da Magia, poderemos definir sua


envergadura de poder:
1) Microcosmos Interno – visando provocar transformações no próprio
operador;
2) Microcosmos Externo – visando transformações em outros seres
vivos;
3) Macrocosmos – visando transformações sociais ou globais (Cosmos,
meio-ambiente, comportamento de grupos de animais ou de vegetais,
coletividades, etc.).

Temos ainda as categorias de Magia, ou SISTEMAS MÁGICOS.

Sistema da Golden Dawn (Aurora Dourada)


É uma fusão rígida da Cabala prática com a Magia Greco-Egípcia. Seu
sistema complexo de Magia Ritual é firmemente baseado na tradição
medieval Europeia. Há uma grande ênfase na Magia dos Números. Os
paramentos rituais são de uma impressionante riqueza simbólica, bem como
os rituais são bastante variados de acordo com a finalidade e o grau mágico
dos participantes. Suas iniciações são por graus, começando pelo Neófito
(0=0), indo até os graus secretos (6=5 e 7=4), alcançados, e conhecidos, por
poucos; até a bem pouco tempo, fora da Ordem pensava-se ser o 5=6 o grau
máximo da Aurora Dourada. Curioso que na Golden Dawn não se praticava
(nem se aceitava) a Magia Sexual.
Deste Sistema propagou-se o uso de Sigilos e Pantáculos, bem como
ressurgiu o interesse pela Cabala, Numerologia, Astrologia e Geomancia.
Além disso, sua interpretação e simplificação do Sistema-dos-Tattwas do
livro "As Forças Sutis da Natureza" de autoria de Rama Prasad, permitiu uma
grande abertura. Uma das mais importantes adições ao ocultismo ocidental,
dada pela Golden Dawn, foi através de seu método de "Criação de Imagens
Telesmáticas" (sobre o assunto, ver o texto relativo ao mesmo).

Sistema Thelêmico (Thelema, Aleister Crowley)


Criado acidentalmente (foi a partir da visita de uma Entidade que
Aleister Crowley tomou o direcionamento que o faria criar este sistema), este
Sistema original é, atualmente, um dos mais comentados e pouco conhecidos.
Tendo como ponto de partida o "LIBER AL VEL LEGIS" (O LIVRO DA
LEI), ditado por uma Entidade não-humana (o Deus Egípcio HÓRUS, Deus
da Guerra), o sistema Thelêmico ampliou suas fronteiras, fazendo uma
revisão na Magia Ritual, na Magia Sexual e nas Artes Divinatórias. Faz uso,
a "Corrente 93", das Correntes Draconiana, Ofidioniana e Tifoniana.
Thelema, em grego, significa vontade.
Os Thelemitas reconhecem como equivalente numerológico cabalístico
o número 93. Os Thelemitas chamam aos ensinamentos contidos no "LIVRO
DA LEI"(THE BOOK OF THE LAW) de "Corrente 93". As duas frases
mágicas dos Thelemitas são "FAZ O QUE TU QUERES POIS É TUDO DA
LEI" ("DO WHAT THOU WILT SHALL BE THE WHOLE OF THE
LAW") e "AMOR É A LEI, AMOR SOB VONTADE" ("LOVE IS THE
LAW, LOVE UNDER WILL"), que dizem respeito aos mais sublimes
segredos do "LIVRO DA LEI". As músicas "A LEI" e "SOCIEDADE
ALTERNATIVA", de autoria de Raul Seixas, definem bem a filosofia
Thelemita, que não tem nada a ver com as bobagens que andam dizendo por
aí. Rituais importantes são realizados nos dois solstícios e nos dois
equinócios, o que demonstra uma influência da Bruxaria.
Aleister Crowley foi iniciado na Golden Dawn; associou-se, após
abandonar a mesma, com a A.:A.: (ARGENTUM ASTRUM, ESTRELA DE
PRATA), também chamada de GRANDE FRATERNIDADE BRANCA, e
com a O.T.O. (ORDO TEMPLI ORIENTIS, ORDEM DOS TEMPLOS DO
ORIENTE), as quais ele moldou de acordo com suas crenças e convicções
pessoais. Muitos confundiram Thelema com Satanismo, o que é um imenso
engano. Há muitas Ordens Thelêmicas, como a O.R.M (Ordo Rosae
Misticae), por exemplo, que seguem a filosofia básica, mas com ditames
próprios – como utilizar uma "Árvore da Vida" com doze "esferas" (fora
Daath), o que resulta num Tarot com 24 Arcanos Maiores.
Há, porém, uma cisão da O.T.O, a O.T.O.A. (Ordo Templi Orientis
Antigua, Ordem dos Templos do Oriente Antiga), ocorrida quando Aleister
Crowley assumiu a "direção" da O.T.O. mundial; a O.T.O.A. mantém-se fiel
à tradição pré-crowleyana, contendo em seu cabedal muitos ensinamentos do
VUDÚ Haitiano. A O.T.O.A. é dirigida por Michael Bertiaux, cuja formação
mágica é Franco-Haitiana. Foi ele, aliás, quem introduziu os ensinamentos de
Crowley na O.T.O.A., tornando-a, assim, uma das Ordens Mágicas com
maior quantidade de ensinamentos a dar. A O.T.O.A., além das Correntes
citadas acima (Draconiana, Ofidioniana e Tifoniana), também faz uso da
Corrente Aracnidoniana. O sistema da O.T.O. também funciona por graus,
indo desde o grau Iº até o VIIº, com muita teoria; daí, vem os graus realmente
operativos, o VIIIº (Auto-Magia Sexual), o IXº (Magia Heteroerótica) e o XIº
(Magia Homoerótica); existe ainda o grau Xº, que não é porém um grau
mágico, mas político-administrativo, sendo seu portador eleito pelos outros
portadores dos graus IXº e XIº (o candidato a grau X deverá ser um deles),
tornando-se o líder nacional da Ordem. Aleister Crowley era portador do
grau-mágico XIº da O.T.O..
Sistema Aurum Solis

Uma variação do Sistema da Golden Dawn, bastante completo, tendo


como principal adição ao Sistema mencionado, o uso de práticas de Magia
Sexual – muito embora seus métodos dessa forma de Magia não pareçam ser
muito potentes. Mas contém no seu bojo todo o material técnico da Golden
Dawn, exceto ter realizado uma simplificação na simbologia dos paramentos.
Este grupo é liderado pelos renomados ocultistas Melita Denning e Osborne
Phillips.

Sistema Salomônico (de Salomão)


Basicamente consiste no uso de Sigilos e Pantáculos de Inteligências
Planetárias, que serão Evocadas, ou Invocadas sobre Talismãs e Pantáculos.
É um sistema importante que foi aproveitado por quase todas as Ordens
Ocultas hoje em atividade.

Sistema Da Magia Planetária

Criado pelo grupo "Aurum Solis"; baseia-se em rituais destinados a


Evocar ou Invocar os "Espíritos Olímpicos", Entidades Planetárias
(Inteligências), ou Arquétipos (dos Arcanos do Tarot, Seres ou
Deuses/Deusas Mitológicos, entre outros). É um sistema prático, completo,
eficiente, de poucos riscos e fácil de colocar em prática.

Sistema Sangreal
Criado pelo famoso ocultista William G. Gray, é um Sistema que busca
fundir a Tradição Ocidental em suas principais manifestações: a Cabala e a
Magia. Na verdade, a Cabala aqui abordada é a teórica, que aliás é utilizada
em todas as Escolas de Ocultismo, exceto aquelas que abraçam o Sistema de
Cabala Prática de Franz Bardon, do Sistema Hermético. Apesar disso, é um
Sistema bastante completo e racional, que tem fascinado os mais experientes
e competentes ocultistas da atualidade. A obra de W. G. Gray é extensa, mas
não excessiva, o que contribui para facilitar o estudo deste Sistema.
Sua principal característica é a de "criar" (dentro de cada praticante) um
"sistema solar em miniatura". A partir daí, cada iniciado trabalha em seu
Microcosmos e no Macrocosmos de forma idêntica.

Sistema dos Tattwas:


É um método de utilização dos símbolos gráficos orientais
representantes dos cinco elementos (Éter/Akasha, Fogo, Água, Ar, Terra).
Usa-se o desenho pertinente como forma de meditação e expansão da
mente – transformando-se, mentalmente, o desenho em um "portal", daí
penetrando nesse "portal", indo dar, mentalmente, em outras dimensões. É
um eficiente método de autoiniciação.

Sistema de Pathworking
Idêntico em tudo ao Sistema dos Tattwas, exceto que utiliza-se desenhos
relativos às Esferas e Caminhos ("Paths", daí o nome) da Árvore-de-Vida,
que é um hieróglifo cabalístico. Pode-se, alternativamente, utilizar-se de
Sigilos de diversas Entidades (visando "viajar" para as paragens habitadas por
aquelas), ou até mesmo Vévés (Sigilos do Vudú), com a mesma finalidade –
a auto-iniciação.

Sistema Satanístico (Satanismo)


É um fenômeno cristão; só existe por causa do Cristianismo. Baseia-se
no dualismo Deus-Diabo, presente em tantas culturas; no dualismo Bem-Mal,
presente no inconsciente coletivo. Historicamente, o Satanismo como culto
organizado nunca existiu, até a criação da Igreja de Satã, fundada em 30 de
Abril de 1966, por Anton Szandor Lavey, na Califórnia, Estados Unidos. A
partir de então, o Satanismo passou a contar com rituais específicos,
buscando criar versões próprias da Magia Ritual e da Magia Sexual, além de
ter sua própria versão da Missa Católica, chamada MISSA NEGRA.
Basicamente, tudo como convencionou-se chamar de Magia Negra (submeter
os outros a nossa vontade, causar enfermidades, provocar acidentes ou
desgraças e até a mesmo a morte dos outros, obter vantagens em questões
legais, em assuntos ilegais ou imorais, corromper a mente alheia, etc.), tem
lugar entre os Satanistas.
Na corrente da Igreja de Satã, não se prega o sacrifício animal,
substituído pelo orgasmo sexual; o sacrifício humano inexiste, ao menos com
a pretensa vítima "ao vivo" – é aceitável realizar um ritual visando a morte de
outrem, que, então, será uma "vítima sacrificial", embora não seja imolada
num altar, á lá alguns Satanistas que praticam a imolação de pessoas.
Portanto, os Satanistas modernos podem vir a realizar sacrifícios humanos,
desde que sejam apenas na forma de rituais representados de forma teatral.
Isto é, o sacrifício é de forma simbólica apenas.
Os ensinamentos de Lavey baseiam-se nos de Aleister Crowley, Austin
Osman Spare, O.T.O. e F.S. (Fraternitas Saturni), além de fazer extenso uso
das "Chamadas Enoquianas".
O Satanismo de Lavey é um culto organizado, nada tendo a ver com os
Satanistas que, volta e meia, são manchete dos noticiários.
Basicamente, a crença do Satanista divide-se em três pontos:
1) O Diabo é mais poderoso que Deus;
2) aqueles que praticam o mal pelo mal, estão realizando o trabalho de
Satã, sendo, portanto, seus servidores;
3) Satã recompensa seus servidores com poderes pessoais e facilita-lhes
satisfazer e realizar seus desejos.
Satanistas verdadeiros são raros, a grande maioria dos que se dizem tal
são simplesmente pessoas possuídas por forças desconhecidas que invocaram
– e seu destino será a cadeia, o manicômio ou a tumba, depois do suicídio.
Satanismo não é Luciferianismo. Ver mais abaixo "Luciferianismo".
Sistema da Magia Sagrada de Abramelim (Os Quadrados
Mágicos)
Um tipo de Magia Ritual cujo alvo principal é a conversação com o
próprio Anjo da Guarda; depois, se fará uso de uma série de Quadrados
Mágicos que evocam energias diversas. É um sistema poderoso e perigoso,
no qual muitos experimentadores se "deram mal", aliás, muito mal.
As instruções dadas no famoso livro que ensina este Sistema não devem
ser levadas a cabo "ao pé da letra", de forma irrefletida; deve-se, porém, ter
total atenção aos ensinamentos, antes de colocar os mesmos em prática.
Como em todos os textos antigos, aqui também muita coisa está cifrada
ou velada.
Deste poderoso Sistema apareceram inúmeras práticas com "quadrados
mágicos" que nada têm a ver com o Sistema ensinado nesta obra.

Sistema Enoquiano (Magia Enoquiana)


É um sistema simbolicamente complexo, que consiste na Evocação de
Energias ou Entidades de trinta esferas de poder em torno da Terra. É um
sistema poderoso e perigoso, mas já existem diversos guias prático no
mercado, que permitem uma condução relativamente segura. Este Sistema foi
descoberto por John Dee e Edward Kelley; posteriormente, foi aperfeiçoado
pela Golden Dawn, por Aleister Crowley e seus muitos seguidores, entre eles
vale destacar Gerald Schueler. Os "nomes bárbaros" a que se referem muitos
textos de ocultismo são os "nomes de poder" utilizados neste Sistema
Mágico. Aqui, trabalha-se num universo próprio, distinto daquele conhecido
no Hermetismo e na Astrologia. Busca-se contato com Elementais, Anjos,
Demônios e com o próprio Anjo da Guarda. Dizem alguns entendidos que a
famosa "Arca da União" é o "Tablete da União", peça fundamental deste
Sistema. Esse "Tablete da União" encontra-se a disposição de qualquer Mago
que cruze o "Grande Abismo Exterior", após a passagem pelo sub-plano de
ZAX, no Plano Akashico, Etérico ou "do Espírito", local aonde estão situados
os sub-planos LIL, ARN, ZOM, PAZ, LIT, MAZ, DEO, ZID e ZIP, os
últimos entre os 30 Aethyrs ou sub-planos. Essa região é logo anterior ao
último "anel pelo qual nada passa", tudo isso dentro do conceito do Universo
pela física enoquiana.
Para encerrar nossa abordagem sobre a Magia Enoquiana, um aviso:
muito cuidado ao pronunciar qualquer palavra no idioma enoquiano, pois as
mesmas tem muita força, podendo provocar manifestações nos planos sutis
mesmo que as "chamadas" tenham sido feitas de forma inconsciente ou
inconsequente.

Sistema da Bruxaria (Witchcraft)


Até virem à luz os trabalhos de Gerald Gardner, Raymond Buckland e
Scott Cuningham, não se podia considerar a Bruxaria um sistema mágico. As
bruxas e os bruxos se reúnem nos "covens", que por sua vez encontram-se
nos "sabbats", as oito grandes festividades definidas pelos solstícios, pelos
equinócios, e pelos dias eqüidistantes entre esses. Os últimos são
considerados mais importantes.
A Bruxaria é um misto de métodos de Magia clássica (Ritual, Sexual,
etc.), com práticas de Magia Natural (uso de velas, incensos, ervas, banhos,
poções, etc.), cultuando Entidade Pagãs em geral. Nada tem a ver com o
Satanismo. Bons exemplos do que podemos chamar de Bruxaria, em língua
portuguesa, estão no livro "BRIDA", de autoria de Paulo Coelho. Aquilo lá
descrito mostra bem o Sistema da Bruxaria, menos nítido, mas também
presente nas suas outras obras. Pena a insistência de algumas pessoas em
condenar a bruxaria a um lugar inferior entre os Sistemas Mágicos.

Sistema Druida (Druidismo)

Há muito em comum entre o Druidismo moderno e a Wicca (nome dado


nos países de língua inglesa à Bruxaria). As principais diferenças residem na
mitologia utilizada nos seus rituais (a Celta), além dos locais de culto (entre
árvores de carvalho ou círculos de pedras). O Druidismo pode ser resumido
como um culto à Mãe Natureza em todas as suas manifestações rituais.
Sistema Shamânico (Shamanismo)
O Shamanismo é a raiz de toda forma de Magia. Floresceu pelo mundo
todo, nas mais diversas formas, dando origem a diversos cultos e religiões.
Sua origem remonta a Idade da Pedra, com inúmeras evidências disso
em cavernas habitadas nessa era. O Shamanismo moderno está ainda
embrionário, embora suas raízes sejam profundas e fortes. O Shaman é uma
espécie de curandeiro, com poderes especiais nos planos sutis. O
Shamanismo caracteríza-se pela habilidade do Shaman entrar em transe com
grande facilidade, e sempre que desejado.

Sistema Demoníaco (Goetia, Goécia)

Consiste na Evocação das Entidades Demoníacas, Demônios, de


habitantes da "Zona Mauva" ou das Qliphás. É uma variação unilateral da
Magia Evocativa do Sistema Hermético. Obviamente é um Sistema muito
perigoso.

Sistema Solar

Onde se busca, única e exclusivamente, o conhecimento e a conversação


com o Anjo da Guarda.

Sistema Bon-Po (Bon-Pa)


É um Sistema de Magia originário do Tibete. É uma seita de Magia
Negra, com estreitas ligações com as Lojas da FOGC (Ordem Franco-
Massônica da Centúria Dourada), sediadas em Munich, Alemanha, desde
1825, com outras 98 Lojas espalhadas por todo o mundo. Na O.T.O.A. faz-se
uso de práticas mágicas Bon-Pa. Membros da seita Bon-Pa estiveram
envolvidos com organizações sinistras, como a "Mão Negra", responsável
para Arquiduque Ferdinando da Áustria, o que precipitou o mundo na
Primeira Guerra Mundial.
Durante a era Nazista na Alemanha, membros da seita Bon-pa eram
vistos frequentando a cúpula do poder. Outro nome pelo qual a seita Bon-Pa
ou Bon-Po é conhecida é "A Fraternidade Negra". Muitos chefes de Estado,
artistas famosos e pessoas de destaque na sociedade, foram ou são vinculados
à Bon-Pa ou à FOGC – através de "pactos" feitos com as Forças das Trevas.
Vale notar que, na Alemanha Nazista, todas as Ordens Herméticas foram
perseguidas e proscritas – exceto a FOGC. E, na China, após a tomada do
poder por Mao Tse Tung, todas as seitas foram perseguidas e proscritas –
exceto a Bon-Pa. Seriam Hitler e Mao Tse Tung membros das mesmas, assim
como seus principais asseclas? Vale a pena ler a obra "FRABATO", de
autoria de Franz Bardon, e a edição do mês de Agosto de 1993 da revista
"PLANETA" (Editora Três). Em ambas, muita coisa é revelada sobre a
história dessas seitas – inclusive sobre suas práticas nefastas.

Sistema Zos-Kia-Cultus

Criado por Austin Osman Spare, o redescobridor do Culto de Priapo. É a


primeira manifestação organizada de Magia Pragmática. Baseia-se na fusão
da Magia Sexual com a Sigilização Mágica. A obra "Practical Sigil Magic",
de Frater U.: D.: revela seus segredos. É um Sistema eficiente, mas não serve
para qualquer pessoa, somente para aquelas de mente aberta e sem
preconceitos. O motivo é simples: seu método de Magia Sexual é o
conhecido como "Grau VIIIº", na O.T.O., ou seja, a AutoMagia Sexual.

Sistema Rúnico (Magia de Runas)


Runas são letras-símbolos, cada qual com significados variados e
distintos. Tem uso em Divinação, em Magia Pantacular e em Meditação.
Infelizmente, a Cabala das Runas perdeu-se para sempre na noite dos
tempos. As Runas tem origem totalmente Teutônica. As Runas tem se
tornado um dos mais importantes alfabetos mágicos, talvez devido a seu
poder como elementos emissores de ondas-de-forma, talvez devido à
facilidade de sua escrita.

Sistema Icônico/Iconográfico (Antigo Sistema Hebraísta)

Desenvolvido por JEAN-GASTON BARDET, com a colaboração de


JEAN DE LA FOYE, é um sistema tecnicamente complexo, que consiste em
utilizar as letras de fôrma hebráicas como fonte de emissões-de-ondas-de-
forma. Hoje, com o Sistema aprimorado por António Rodrigues, utiliza-se
dessas letras, além de outros símbolos ou ícones, para a detecção e criação de
"estados esotéricos", bem como para neutralizar ou alterar energias sutis
diversas. É um dos mais potentes que existe, dentro da visão de emissores e
detectores de ondas-de-forma. Rodrigues introduziu muitas "palavras de
conteúdo mágico" nesse Sistema, muitas das quais oriundas da obra "777", de
Aleister Crowley. Se for utilizado como forma de meditação, ou
conjuntamente à Cabala Simbólica (a que faz uso do hieróglifo da Árvore-da-
Vida), é eficiente para a prática do "Pathworking".

Sistema do Vudú (Voudoun, Voodoo):


Apesar de ser tido como uma religião primitiva, o VUDÚ é, na
realidade, um sistema de Magia, aliás bastante completo.
Nele encontramos Invocação, Evocação, Divinação, Encantamento e
Iluminação. Práticas não encontradas nos outros Cultos Afro (Candomblé,
Lucumí, Santeria), como por exemplo a Magia Sexual, presente no VUDÚ,
embora de forma não muito aprimorada, exceto dentro do VOUDON
GNÓSTICO e do HOODOO.
As possessões que ocorrem no VUDÚ (como no Candomblé, Lucumí e
Santeria), são reais, fruto da Invocação Mágica dos Deuses, Deusas e demais
Entidades. Não se trata de uma exteriorização de algum tipo de dupla-
personalidade, nem de uma possessão por Elementares ou por Cascarões
Avivados (como normalmente ocorre em religiões que fazem uso das
mesmas práticas). A possessão no VUDÚ é um fenômeno completo e real. O
Deus "monta" o indivíduo da mesma forma que um ser humano monta num
cavalo. As Entidades "sobem" do solo para o corpo do indivíduo, penetrando
inicialmente pelos seus pés, daí "subindo", e isso é uma sensação única, que
só pode ser descrita por quem já teve tal experiência. Cada LOA (Deus ou
Deusa) do VUDÚ tem sua personalidade distinta, poderes específicos,
regiões de autoridade, além de insígnias ou emblemas – vevés e ferramentas.
Creio firmemente que uma fusão dos Cultos Afro só trará benefícios a todos
os praticantes da Ciência Sagrada.
Os avanços do VUDÚ foram tantos, especialmente do VUDÚ
GNÓSTICO, do VUDÚ ESOTÉRICO e do VUDÚ DO NOVO AEON, que
entre suas práticas encontra-se até mesmo um Sistema Radiônico-
Psicotrônico, que faz uso de Máquinas Radiônicas com as finalidades
Radiônicas convencionais (Magia de saúde, de prosperidade, de sucesso, de
harmonia, combate às Forças das trevas e às Forças Psíquicas Assassinas,
combate aos Implantes Mágicos, etc.), além de favorecer as "viagens"
mentais e astrais – as viagens no tempo! Esse Sistema foi batizado, por seus
praticantes, de VUDUTRÔNICA.
O VUDÚ é, guardadas as devidas proporções, uma "Religião
Thelêmica", posto que a "verdade individual" que se busca no Sistema
Thelêmico, culmina aqui com a descoberta do Deus individual, o que resulta
numa "Religião Individual", isto é, a Divindade e toda a religião de um
indivíduo é totalmente distinta do que seja para qualquer outra pessoa. E isso
é Thelêmico, ao menos em seu sentido mais amplo. As Entidades do Vudú
são "assentadas" (fixadas) em receptáculos diversos, que vão desde vasos
contendo diversos elementos orgânicos misturados (os Assentamentos), até
garrafas com tampa, passando pelas Atuas – caixinhas de madeira pintadas
com os Sigilos (Vévés) dos Loas, com tampa, altamente atrativas para os
Espíritos. Mas as práticas utilizando elementos da Magia Natural, como
ervas, banhos, defumações, comidas oferecidas às Entidades, são todas
práticas adicionadas posteriormente ao VUDÚ, não parte integrante desde seu
início. No Vudú se faz uso, além da Egrégora do próprio culto, das Correntes
Aracdoniana, Insectoniana e Ofidiana.
Sistema de Magia do Caos
(CHAOS MAGIC, KAOS MAGICK, CIRCLE OF CHAOS, CÍRCULO
DO CAOS, I.O.T. – Illuminates of Thanateros, Iluminados de Thanateros):

A Magia do Caos tem origem nos trabalhos de Austin Osman Spare,


redescobridor do Culto de Priapo. A Magia do Caos é atualmente bastante
divulgada por seu organizador Peter James Carroll, além de Adrian Savage.
Os praticantes da Magia do Caos consideram-se herdeiros mágicos de
Aleister Crowley (e da O.T.O.) e de Austin Osman Spare (e da ZOS-KIA
CULTUS).
Seu sistema procura englobar tudo quanto seja válido e prático em
Magia, descartando tudo quanto for mais complexo que o necessário.
Caracteriza-se por não ter preconceitos contra nenhuma forma de Magia,
desde que funcione!
Está se tornando o mais influente Sistema de Magia entre os intelectuais
da modernidade. Entre suas práticas mais importantes vale ressaltar o uso da
Magia Sexual, em especial dos métodos "de mão esquerda". Seus graus
mágicos são cinco, em ordem decrescente: 4º, 3º, 2º, 1º e 0º.

Sistema de Magia Natural:

Consiste na utilização de elementos físicos, na forma de realizar atos de


Magia Mumíaca (éfiges de pessoas, representando-as, tornando-se
receptáculos dos atos mágicos destinados àquelas), bem como no uso de
banhos energéticos, defumações, pós, unguentos, etc., visando obter
resultados mágicos pela "via do menor esforço".

Sistema Necronomicônico (Do Necronomicon)


Uma variação da Magia Ritual, que se baseia na mitologia presente nos
contos de horror do autor HOWARD PHILLIPS LOVECRAFT, em especial
no Deus Cthulhu, e no livro mágico O Necronomicon (citado com frequência
pelo autor). Atualmente, diversos grupos fazem uso deste Sistema na prática,
entre eles valendo destacar a I.O.T., a O.R.M. e a Igreja de Satã. Frank G.
Ripel, ocultista italiano que lidera a O.R.M., pode ser considerado o mais
importante divulgador deste Sistema de Magia, além de ser o renovador do
Sistema Thelêmico; mas o grupo I.O.T. tem sido o responsável pela
modernização (e explicação racional) deste poderoso Sistema. Aliás,
poderoso e perigoso, por isso mesmo atraente. Tão atraente que foi criada
uma coleção de RPG's versando sobre o culto de Cthulhu, o Necronomicon e
outras idéias de H.P.Lovecraft.

Sistema Luciferiano (Luciferianismo, Fraternitas Saturni)


Muito parecido com o sistema de Magia da O.T.O. (Thelêmico),
centralizando suas práticas na Magia Sexual (em especial nas práticas de Mão
Esquerda), na Magia Ritual e na Magia Eletrônica, conta, porém, com uma
distinção fundamental do sistema pregado por Aleister Crowley: enquanto na
O.T.O busca-se a fusão com a Energia Criadora, através da dissolução do
ego, na Fraternitas Saturni (FS) busca-se elevar o espírito humano a uma
condição de Divindade, alcançando o mesmo estado que o da Divindade
cultuada: LÚCIFER, a oitava superior de SATURNO, cuja região central é o
DEMIURGO, e cuja oitava inferior é SATÃ, SATAN, SHATAN ou
SATANÁS (e sua contra-parte feminina, SATANA). Portanto, Lúcifer e Satã
são entidades distintas.
Na F.S., há 33 graus, alguns mágicos, outros administrativos.

Sistema Hermético (Hermetismo, Franz Bardon)


Sistema amplamente explicado (na teoria e na prática) nas obras de
Franz Bardon, reencarnação de Hermes Trismegistos (conforme sua auto-
biografia intitulada "FRABATO, THE MAGICIAN"). O sistema Hermético
prega um desenvolvimento gradativo das Energias no ser humano, partindo
de simples exercícios de respiração e concentração mental, até o domínio dos
elementos, daí à Evocação Mágica, e até à Cabala, aonde aprende-se o
misticismo das letras e o uso mágico de palavras e sentenças, algumas das
quais foram utilizadas para realizar todos os milagres descritos na Bíblia e em
outros textos sagrados. Considero este o mais completo e perfeito Sistema de
Magia. É o único Sistema totalmente racional e científico.

Sistema Cabalístico (Quabbalah, Kabalah, Tantra, Fórmulas


Mágicas)
Conforme dito acima, é a prática do misticismo das letras (isto é, do
conhecimento das côres, notas musicais, elementos naturais e suas
respectivas qualidades, regiões do corpo em que cada letra atua, etc.), daí das
palavras e de sentenças; o uso de mais de uma letra, cabalisticamente, tem o
nome de Fórmula Cabalística. E Tantra? Tantra no Oriente, Cabala no
Ocidente. Há muitas escolas de Tantra, outras tantas de Cabala, mas a que
mais me agrada é a de Franz Bardon. Parece-me a mais completa e precisa.
Muitas Escolas de Ocultismo, que utilizam a Cabala como parte de seus
ensinamentos, o fazem utilizando a chamada Cabala Teórica, que se baseia
no hieróglifo da Árvore da Vida e suas atribuições. Poucas Escolas utilizam a
Cabala Prática, como ensinada por Franz Bardon. As diferenças entre a
Cabala Prática e a Teórica são muitas, mas, como principal distinção, na
Cabala Teórica o enriquecimento pessoal é apenas a nível teórico, isto é,
intelectual, enquanto na Prática se aprende, se compreende, se vive a
realidade do Misticismo das Letras. O mesmo conhecimento que foi utilizado
para criar tudo quanto existe no Universo. É simultâneamente Dogmático e
Pragmático.

Magia Eletrônica
É uma forma "acessória" da Magia Ritual, utilizando-se de paramentos
do tipo "Bobina Tesla" ou "Gerador Van De Graff", para gerar poderosas
energias visando potencializar os rituais.
Sistema Psicotrônico (Psicotrônica)
É uma forma de Magia Pragmática, pois utiliza do simbolismo próprio
do Mago (uma vez que será este a determinar quais os números a serem
utilizados, qual o tempo de exposição ao poder do equipamento utilizado, ou
ainda uma série enorme de "coisas" passíveis de emissão psicotrônica,
detectadas ou determinadas por meios radiestésicos ou intuitivos), aliado à
eletricidade e à eletrônica, para produzir seus efeitos. Apesar de utilizar-se de
aparato muitas das vezes sofisticado, tem o mesmo tipo de ação que outras
variedades de Magia Ritual, isto é, depende inteiramente (ou quase) das
qualidades mágicas do operador.

Sistema de Emissões de Ondas-Devidas-às-Formas (Sistema de


Ondas-de-Forma):
É uma forma de Magia Dogmática, posto que faz uso de paramentos e
símbolos sem paralelo no subconsciente do Mago; exceção se aplica aos
gráficos que dependem de uma seleção radiestésica de seu design, como, por
exemplo, no sistema Alpha-Ômega (onde se seleciona os algarismos
numéricos e a quantidade de círculos em torne daqueles, para se construir o
gráfico).
Neste, este sistema Pragmático. Para exemplificar o uso prático, se
utiliza equipamentos bidimensionais ou tridimensionais; os primeiros são os
gráficos emissores, compensadores e moduladores de Ondas-de-Forma,
enquanto os outros são os aparelhos tipo pirâmides, esferas ocas, meias-
esferas, arranjos espaciais que parecem móbiles, etc. Neste Sistema, na sua
parte tridimensional, é que se utiliza os pêndulos, as forquilhas e demais
instrumentos radiestésicos, rabdomânticos e geobiológicos.

Sistema Radiônico (Radiônica)


É a única modalidade de Magia que, apesar de totalmente encaixada no
sistema de Magia Ritual, e herdeira única do sistema Psicotrônico, reúne em
si, simultaneamente, as características de Dogmatismo e Pragmatismo.
Os métodos utilizados para a detecção das energias são nitidamente
Pragmáticos, uma vez que fazem uso de pêndulos (radiestesia) ou das placas-
de-fricção (sistemas sujeitos à Lei das Sincronicidades, de Carl Gustav
Jung).
O "coração" do sistema Radiônico, porém, não é seu método de
detecção (uma vez que há aparelhos sem nenhum sistema de detecção, como
a Peggotty Board, ou Tábua de Cravilhas), mas seu sistema de índices.
Esses índices são em geral descobertos ou criados pelos pesquisadores
do sistema em questão, e passados adiante para os outros usuários do sistema,
que não são necessariamente pesquisadores.
Assim, quando se utiliza índices desenvolvidos por outras pessoas, se
está operando no sistema Dogmático, apesar de que os números presentes nos
índices são sempre comuns à mente de qualquer operador – mas as
sequências em que eles aparecem, que formam os índices, o fazem de forma
desconhecida ao subconsciente do operador, portanto de forma Dogmática.
Quando, porém, fazemos uso de índices que sejam fruto de nossas
próprias pesquisas ou experiências, trabalhamos, então, de forma
Pragmática.
Portanto, em se tratando de Radiônica, somente nossas próprias
pesquisas permitem um trabalho totalmente Pragmático.

Sistema do Candomblé
Muito parecido com o Sistema do Vudú, mas simplificado. Na verdade,
o Candomblé é um culto aos Deuses e Deusas do panteão Nagô, aonde
predomina a Magia Natural, com grande ênfase nos sacrifícios animais, na
criação de Elementares Artificiais e em outras tantas práticas mágicas – como
os banhos de ervas, o uso de pós mágicos, etc. – , além de Evocações e
Invocações das Divindades cultuadas. É um Sistema de grande potencial,
infelizmente tornado, ao longo dos anos, inferior ao Vudú, do ponto de vista
iniciático.
Sistema da Umbanda

Consiste na Invocação de Entidades de um panteão próprio e


extremamente complexo, visando obter os favores das Entidades
"incorporadas"; também existe a Evocação quando se faz "oferendas" de
coisas diversas para as Entidades. É basicamente um culto de "Magia
Branca".

Sistema da Quimbanda:

Muito parecido com o Sistema da Umbanda, somente que aquí se


trabalha com Entidades demoníacas; é basicamente um culto de "Magia
Negra".

Sistema da Wicca

Um aprimoramento do Sistema de Feitiçaria, a Wicca é uma religião


muito bem organizada e sistematizada, sendo que nela se aboliu a prática de
sacrifícios animais, que era frequente na Feitiçaria. Há um ramo mais
elitizado da Wicca, a Seax-Wicca, dos seguidores de Gerald Gardner, que
busca aprimorar a Wicca, transformando-a num culto menos dogmatizado
que a Wicca tradicional.

Sistema de Magia Sexual


Temos aqui uma abertura para sete subsistemas, quais sejam:

Sistema da O.T.O.
Basicamente um método de Magia Sexual que busca a elevação
espiritual através do sexo. Tem três graus de aptidão mágica sexual – o VIII,
o IX e o XI. Pode ser considerado o Tantra ocidental. Veja "Sistema
Thelêmico".

Sistema da O.T.O.A.

É muito parecido com o da O.T.O., porém faz uso não apenas da Magia
Sexual praticada fisicamente, mas também de práticas astrais desse tipo de
Magia.

Sistema Maatiano

Criado por dissidentes da O.T.O., tem uma visão mais moderna da


Magia Sexual. Sua visão sobre o grau XIº é particularmente distinta.

Sistema Da Fraternitas Saturni (F.S.)

É derivado da O.T.O., mas abertamente Luciferiano. Veja "Sistema


Luciferiano".

Sistema Ansariético

Criado pelos Ansariehs ou Aluítas da velha Síria, é o primeiro dos modernos


métodos de Magia Sexual.

Sistema de Eulis

Criado por Pascal Beverly Randolph, um iniciado entre os Aluítas, é um


método científico de Magia Sexual ocidental, muito poderoso e perigoso. Seu
criador era médico, e cometeu suicídio após muitos problemas na vida – era
mulato, político liberal, libertino, residente nos Estados Unidos. No século
XIX!
Sistema Zos-Kia

Criado por Austin Osman Spare, consiste no uso mágico da "Automagia


Sexual" ou "Autoamor". É também um Sistema muito potente e perigoso. Seu
criador, talentoso artista plástico, morreu esquecido e quase na miséria. Veja
em verbete próprio.

Sistema Palladium

Criado por Robert North, estudioso de Franz Bardon, P. B. Randolph,


Aleister Crowley, além de outros mestres do ocultismo. Tem sua doutrina, os
Palladianos, no conceito do ser humano pré-adâmico, isto é, no ser humano
bissexuado, para o qual o relacionamento sexual era desnecessário para a
procriação. Esses seres eram os "Elohim", "Filhos de Deus", que criaram o
"pecado" relacionando-se sexualmente uns com os outros – o que era
desnecessário -, provocando a "queda" da humanidade. Com o "pecado", veio
a "punição": Deus dividiu o sexo dos seres humanos, o que provocou a
expulsão deles do "Édem", sua "Expulsão do Paraíso". Baseando-se nessa
crença, além de buscar decifrar os ensinamentos ocultos de todos os Mestres,
e interpretar o significado oculto da literatura, os Palladianos buscam trazer
luz aos conceitos tão mal compreendidos da Magia Sexual.

E, para concluir, quem cunhou os termos "Magia Dogmática" e "Magia


Pragmática"?
Eliphas Lévi introduziu o termo vinculado à Magia, com sua obra
"Dogma e Ritual de Alta Magia". Frater U.:D.:, nos seus "Secret of the
German Sex Magicians" e, particularmente, no "Practical Sigil Magic",
introduziu o termo "Magia Pragmática".
Capítulo II – Deus
As Egrégoras Coletivas e a Hierarquia dos Deuses Internos do
Homem
Do ponto de vista do hermetismo, há apenas um único Deus, que não
tem forma nem atributos, que não possui nome nem face, que é o princípio e
o fim, que é o primeiro e será o último, que foi, é e sempre será.
Os Deuses Menores, da mitologia ou das lendas, são emanações
limitadas da única e verdadeira divindade, da Divina Providência.
Por esta razão, eles (os Deuses Menores) são tratados com respeito, mas
nunca com reverência ou louvação.
O hermetista, o mago, ou quem aspira sê-lo, não deve cometer o
sacrilégio de orar por um dos Deuses Menores, que fazem, em conjunto, a
Hierarquia dos Deuses Internos do Homem, uma das doze hierarquias que
governam o universo, como nós o concebemos.
Os Deuses são ferramentas que devem ser utilizadas pelo mago com a
autoridade da Luz, sendo que a Luz é a emanação primária; todas as coisas
lhe são subservientes.
O homem não precisa curvar-se a ser algum, não importando quão
terrível seja sua aparência. Essas formas horripilantes derretem-se, como cera
quente, quando atingidas pela luz.
Suas essências são os sonhos do imanifesto, suas formas são os sonhos
da humanidade.
Deuses não são jamais criações individuais; são, sempre, o trabalho da
mente coletiva de uma sociedade.
Eis porque nenhuma mente solitária pode compreendê-los ou defini-los
completamente.
Apesar de terem suas formas criadas pelo desejo (consciente ou
inconsciente) das pessoas, os Deuses não são uma mera ilusão, mas aspectos
da manifestação da criação coletiva de que falamos acima, que a sociedade
em questão reconheceu e magicamente cercou, cristalizando-a em formas
distintas com motivos compreensíveis.
Consideremos o Deus pagão Thor.
Alguns indivíduos creem que Thor é um fragmento da imaginação
nórdica, uma entidade imaginária, sem qualquer traço de existência real.
Outros dirão que, enquanto é verdade que Thor foi criado pela concentração
da vontade das pessoas, ele agora existe em algum nível sutil, porém real, da
existência, e continuará existindo enquanto a mente das pessoas concebê-lo.
Terceiros acreditam que a mente humana nada tem a ver com a criação e
existência de Thor, que existe independentemente da humanidade, de
qualquer forma.
Todos esses pontos-de-vista mostram um fraco conhecimento da
natureza do imanifesto.
Os seres humanos não criam, somos criações de Deus.
O que a humanidade chama de suas criações são, na verdade, criações
da Luz do Imanifesto agindo através dos seres humanos, da mesma forma que
a luz física brilha e atravessa um prisma de material transparente no universo
manifesto.
Quando os homens e as mulheres começaram sua louvação a Thor, eles
não inventaram os atributos da entidade – o trovão e o relâmpago, força,
coragem, fúria, destruição – mas reconheceram o princípio comum atrás
dessas qualidades e "focaram" isto numa forma com um nome e uma
aparência humana.
Sendo assim, Thor já existia antes dos seres humanos apareceram, não
sendo, porém, simbolizado como um guerreiro com os cabelos negros, olhos
firmes, musculatura hercúlea, portando um machado com dois gumes (por
vezes um martelo com duas pontas).
Pelo poder da divina providência que estava com eles, os indivíduos
tomaram esse simbolismo do imanifesto, de forma a compreender e controlar
as forças desse Deus.
Os humanos não criaram a realidade subjetiva.
O que fizeram foi prover um veículo através do qual as forças existentes
subjetivamente pudessem expressar-se para a raça humana. Dando a Thor
uma forma humana, os nórdicos de outrora deram, às forças existentes,
qualidades as quais, de outro modo, não possuiriam.
O Thor pré-humanidade não tinha nada em comum com os afazeres
humanos, seus prazeres ou sofrimentos.
Não era um ser com memórias de um passado ou esperanças pelo
futuro.
Era um Princípio da Natureza, um concurso natural de forças que,
quando moldado numa forma humana, poderia ser acessível em linguagem
humana e responder a nível inteligível por quem o questionasse.
Os numerosos Deuses que estão presentes em praticamente todas as
culturas antigas, e em algumas contemporâneas (Candomblé, Vudú), são
todos Deuses com nomes e formas pelos quais são reconhecidos, louvados,
limitados e definidos por essas culturas.
Eles são, simultaneamente, menos e mais que os seres humanos.
São menos pois não possuem livre arbítrio, além de não poderem jamais
evoluir ou tornarem-se algo diferente do que são.
São mais pois detêm incomensurável poder natural, são eternos e
indestrutíveis, ao menos em termos humanos.
Mesmo que toda a humanidade pare de pensar nos Deuses, aquele
concurso de forças que proveu o foco para o Deus permanecerá, pronto a
receber um novo nome e novo simbolismo, de alguma outra cultura futura.
Homens não criam Deuses, apenas dão-lhe nomes – mas é através destes
nomes que ganhamos poder sobre os Deuses.
O complexo nome de um Deus engloba sua forma, seus desejos, seus
atributos, suas habilidades e limitações; é um tipo de magia que circunda e
vincula o Deus à vontade do grupo que lhe deu expressão.
Eis o motivo pelo qual é dito frequentemente que os Deuses dependem
da devoção e sacrifícios de seus seguidores, sem o que eles desvaneceriam.
As pessoas que dão nomes aos Deuses são, ao mesmo tempo, servidores
e mestres desses Deuses, pois, pela negação, esses Deuses, seriam mandados
para o domínio das forças-cegas da natureza, das quais a energia em questão
brotou.
O relacionamento entre os homens (e mulheres) com seus Deuses e
Deusas, é simbiótico e mutuamente dependente.
O princípio da formação dos Deuses, nas sociedades primitivas, é
subconsciente.
É frequente que, mesmo no mais rico e variado panteão de Deuses –
Menores, encontremos uma divindade superior, quase (ou completamente)
indefinível, que foi relegada a um segundo plano, isto é, o da religiosidade.
Os homens (e as mulheres) deveriam se envergonhar quando idolatram e
louvam imagens ou símbolos, bem como quando se curvam diante de Deuses
com nome e forma.
Na realidade, não há diferença alguma entre as duas atitudes citadas
acima.
Ambas ofendem a divina providência de forma idêntica.
Mas esse caminho de mentirinha, que afasta o ser humano da estrada da
evolução cósmica, não se limita aos que louvam "Deuses", mas a todos os
que louvam qualquer outra egrégora. E o que é mesmo uma egrégora? A
mesmíssima coisa que "Deuses-Menores" apenas não possuindo forma
humanoide nem nome. Como exemplo, temos as egrégoras formadas em
torno de todas as artes divinatórias. Em algumas formas de divinação
(Geomancia, Jogo-dos-Búzios, Opelê-ifá, etc.) há uma "convenção mental",
da mesma forma que algumas das "Ciências Experimentais" (Radiestesia,
Radiônica, etc.).
Essas "convenções mentais" permitem que o praticante alcance o nível
de sua percepção extra-sensorial.
E é dessa forma que o indivíduo atinge a Egrégora do sistema em
questão.
Como exemplo, tomemos a prática da Radiônica, sistema de detecção de
enfermidades e tratamento das mesmas, feito a distância, com o uso de um
testemunho (foto, sangue, cabelo, saliva, assinatura, etc.) do enfermo.
A convenção mental é ir passando ou esfregando uma das mãos numa
placa, na máquina, até sentir, no dedo utilizado, uma sensação de travamento
ao movimento imprimido.
É dessa forma que o radionicista (praticante da Radiônica) atinge seu
nível de percepção extra-sensorial.
E é através desse mecanismo (técnica) que o sujeito penetra na egrégora
do equipamento radiônico que esteja utilizando, descobrindo os índices
correspondentes à enfermidade pesquisada.
Os índices, isto é, números que correspondem, no caso da radiônica, a
enfermidades e tratamentos, formam, no seu todo, a egrégora do dito
sistema.
A Egrégora atingida serve para informar sobre a existência (e a essência)
da enfermidade, bem como sobre a forma de combatê-la, de restabelecer a
saúde do enfermo.
De que serviria conhecer só a parte nefasta? A egrégora só tem função
como ferramenta, neste caso, da busca da harmonia, do equilíbrio perdido.
Cabe ao mago utilizar corretamente as ferramentas de que dispõe.
Devemos utilizar a egrégora como uma ferramenta, sem que a ela nos
submetamos, quer objetivamente ou subjetivamente.
Nos cultos aos Deuses, os praticantes submetem-se às egrégoras de
forma objetiva. Mas, na astrologia, os praticantes e consulentes submetem-se
a ela subjetivamente, e ambas as situações são identicamente nefastas.
Pois a astrologia dista tanto da realidade astronômica, que o que atua nos
seres vivos e coisa inanimadas não são as influências planetárias e estelares,
mas as influências de uma poderosa e complexa egrégora que atua conforme
foi, e constantemente é programada.
Basta que se observe as efemérides astronômicas simultaneamente às
astrológicas para que se note que, sendo as primeiras heliocêntricas e as
últimas geocêntricas, as distinções são mais numerosas do que as
semelhanças!
Daí alguns astrônomos ridicularizarem a astrologia.
Ridículo é comparar as duas coisas, pois a astronomia estuda as posições
dos astros celestes enquanto a astrologia estuda a movimentação e minúcias
complexas de uma egrégora caprichosa e multifacetada, que se move e
interage a todo instante.
Mas, o mais importante, é saber que, se fossem as influências dos astros
celestes com que lidassemos em astrologia, seria algo mais complexo para
mudar, se possível fosse.
Como, porém, trata-se de uma egrégora, tudo é mutável através de
práticas mágicas.
É como no jogo-de-búzios: uma tragédia preconizada pode ser evitada
por procedimentos mágicos.
Na astrologia, geomancia, tarologia, I-Ching, quaisquer artes
divinatórias, tudo é semelhante, tudo pode ser mudado.
As artes divinatórias exprimem, objetivamente, aspectos de diversas
egrégoras criadas para facilitar a passagem do homem pela terra, dando
parâmetros para a magia agir, suprimindo influências, atuando em
bradigênese (freiando o ritmo dos acontecimentos) ou em taquigênese
(acelerando o ritmo dos acontecimentos), fazendo com que possamos
controlar nosso destino, dando sentido à expressão: livre-arbítrio!
É pelo exposto que se compreende o motivo pelo qual as previsões feitas
dentro de uma egrégora de ciência experimental tem maior precisão e
envergadura mais abrangente do que aquelas feitas dentro das chamadas artes
divinatórias, pois, nas primeiras, fica em realce o enfoque científico e nas
últimas o místico; além disso, previsões realizadas dentro de uma egrégora de
artes divinatórias tem maior precisão com indivíduo vinculados àquela
egrégora (consciente ou inconscientemente) e também com os que não tem
vínculo a egrégora alguma, do que com sujeitos vínculos a outras egrégoras.

Observação
Este trabalho não diz respeito às "inteligências originais", quer cósmicas
(positivas) ou caóticas (negativas), que são reflexos puros da Luz (e das
trevas); com reflexos puros quero dizer que não passam pelo prisma que é o
ser humano.
Igualmente, este material não trata das egrégoras individuais, ou seja,
formas-pensamento, elementares, elementais-artificiais, larvas, fantasmas,
vampiros, sombras, guardiões e outras criações individuais, voluntárias ou
involuntárias.
Capítulo III – Definições Básicas das Entidades
Espirituais
“Quem é Quem”
Todas as entidades espirituais emanam da Divina Providência. Portanto,
toda entidade espiritual é semelhante. Sua unidade é básica, suas diferenças
são superficiais.

– Deuses – entidades espirituais de grande poder, criadas por uma


cultura ou sociedade.

– Anjo – entidade espiritual dedicada ao serviço da Luz, à obra cósmica;


é uma "inteligência original".

– Demônio – entidade espiritual dedicada ao serviço do caos, no serviço


das trevas; é uma inteligência original oposta.

– Elemental – entidade espiritual formada de um único elemento


filosófico, e a este atada.

– Espírito planetário – entidade espiritual formada das qualidades de


um único astro celeste, e a este atada.

– Elemental artificial – o mesmo que elemental, mas criado pela mente


humana, muitas vezes inconscientemente. Pode ser benéfico ou maléfico.

– Elemental fabricado – quase a mesma coisa que o Elemental


artificial, mas criado sempre de forma consciente, normalmente com
intenções maléficas.

– Familiar (ou Famaliá) – entidade espiritual que pode ser de uma


grande variedade, desde o "espírito" de um antepassado, aprisionado por
meios mágicos, até seu "cascarão" avivado magicamente, com o uso de uma
entidade criada para esse fim. Em geral serve a uma pessoa, ou a um grupo
restrito de pessoas. A esse respeito, ler os trabalhos referentes a Egum,
especialmente os de autoria de Fernandes Portugal, Anthony Ferreira, Jorge
Alberto Varanda e Luís de Jagum. Os trabalhos de Fernandes Portugal
(Yorubana), são os mais completos, mas talvez um pouco herméticos para os
não-iniciados no Candomblé. Vale conferir.

– Homúnculo – entidade espiritual, criada por um indivíduo, na forma


de um ser humano, que tem em si "colocadas" algumas substâncias materiais
num "corpo físico" sem funções mágicas. Seu corpo físico pode, porém, ser
magicamente animado mediante práticas específicas (ver Initiation into
Hermetics, de Franz Bardon). Muitas vezes chamado de "Golem", que,
porém, geralmente, utiliza materiais orgânicos em sua execução, até mesmo
de origem humana.

– Imagem Talismânica – o mesmo que Homúnculo (quando em forma


humanóide) ou Assentamento (quando de qualquer outro formato).

– Psichogone – elementar ou elemental-artificial criado por meio da


Magia Sexual. Não confundir com Íncubos e Súcubos.

– Vampiro – entidade espiritual que suga vitalidades, à força, de seres


vivos. Muitas seitas de Magia Negra fazem uso deste tipo de Entidade,
embora não exclusivamente delas (Kahunas, Quimbanda, etc.).

– Súcubos – entidade espiritual – vampiro sexual em forma feminina.

– Íncubos – entidade espiritual – vampiro sexual em forma masculina.

– Guardião – entidade espiritual criada conscientemente por alguém,


para dar-lhe proteção (ou a terceiros).

– Mensageiro – entidade espiritual que é a forma objetiva dos defeitos,


imperfeições, vícios e paixões individuais – é um "demônio espiritual"
individual. Diferentemente de Choronzon (ver adendo logo adiante), que
mantem-se incógnito, invisível e caracteriza-se por ser um "mau-conselheiro"
ou "mau-anjo-da-guarda", numa alegoria ao indivíduo com um anjo pousado
em seu ombro direito e um demônio encarapitado em seu ombro esquerdo, o
Mensageiro é uma personificação positiva de nossos defeitos, vícios e
paixões, de molde a que possamos contatá-lo e conhecê-lo, manejando assim
positivamente nossas imperfeições. Alguns ocultistas chamam essa entidade
de "Terror do Umbral", que é a mesmíssima coisa. A linha que separa o
Mensageiro de Choronzon é estreita e, muitas vezes, pouco perceptível;
portanto, cautela. Para o ritual de contatar o Mensageiro, veja o livro "O
Diário de Um Mago", de Paulo Coelho. Outra técnica de resultados
semelhantes pode ser encontrada no livro Práticas e Exercícios Ocultos", de
Gareth Knight (pag.28, O Guia da Meditação.); ao ler a técnica lá descrita,
observe com atenção a advertência.

– Demônio da Guarda – conceito difundido pelo ocultista italiano


Frank G. Ripel, que indica um "Espírito Guardião" que é a representação
objetiva das "Correntes Tifonianas".

– Anjo da guarda – conceito difundido através da obra "A Magia


Sagrada de Abramelin", com uma conhecidíssima sigla em inglês (HGA),
abreviatura do termo em inglês (Holly Guardian Angel); esse conceito foi
trazido ao público por S.L.MacGregor-Mathers, mas popularizado por
Aleister Crowley; entidade espiritual conhecida como Eu Superior – forma
objetiva do que em forma subjetiva podemos entender como a centelha divina
que habita todo e qualquer ser humano. Representa de forma objetiva as
"Correntes Draconianas". Mas não é simplesmente isso. Ver o adendo logo a
seguir sobre o Augoeides e Choronzon.

– Anjo-Demônio da Guarda – conceito também difundido por Frank


G. Ripel; simboliza, objetivamente, a união das "Correntes Draconianas e
Tifonianas", portanto, o "Poder Serpentino" despertado.

– Gênio Protetor – é o que popularmente é chamado de "Anjo da


Guarda" ou "Guia"; pode ser um espírito humano desencarnado, ou mesmo
uma inteligência ainda incorpórea, que recebe a missão, quando do
nascimento de alguém, de sua "guarda" ou "aconselhamento". Está muito
próximo durante a infância, distanciando-se pouco a pouco conforme a
pessoa vai ficando mais velha; em geral, afasta-se após a adolescência, exceto
quando a pessoa busca seu "contato".
– Imagens Telesmáticas – aparência física objetiva que diversas
entidades espirituais objetivas e as energias subjetivas utilizam-se para
mostrar-se à psique humana.
Imagens Telesmáticas são o mais elevado método de criação
consciente, aonde as entidades espirituais objetivas são construídas a partir de
sua essência subjetiva, do ponto complexo finalizado, através de um processo
racional de correspondência.
A criação das imagens Telesmáticas pode ser comparada ao processo da
vida. Começa com um impulso inicial, utiliza-se de materiais e técnicas
diversos, e então evolui num padrão que é constituído de numerosos blocos
completos. A Imagem Telesmáticas é uma fusão de forças, desejos e
EMOÇÕES às quais foi dada uma forma, através da vontade criativa do
Mago. Possui sua própria identidade e um senso de proposta de existência
que gira em torno do motivo da missão, que foi criada para cumprir. Uma vez
criada, viva, teme a morte, e usará de todas as suas limitadas habilidades para
evitar a dispersão do seu ser. Quanto mais tempo viver, mais forte e
complexa ficará, pois continuará a sugar identidade do Mago que a criou.
Não são criaturas só do ego do Mago, sua natureza vem de Deus. Essas
entidades espirituais tornam-se tão concretas com o tempo, que são
facilmente percebidas, ouvidas e até vistas, por pessoas que não sabem da sua
existência. Quando são formadas por um grupo de pessoas, de Magos,
tornam-se a Egrégora particular desse grupo, como ocorre com as Lojas
Mágicas das inúmeras Ordens Iniciáticas, com os Templos das mais variadas
religiões, ou com as Máquinas Radiônicas.
O processo de criação de Imagens Telesmáticas foi desenvolvido pela
Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn).

– Espírito zodiacal – entidade espiritual formada de qualidades


intrínsecas de um único signo ou grau do zodíaco celeste e a ele atada.

– Larva – entidade espiritual criada por fortes emoções de uma pessoa,


ou como seu servidor pessoal mágico (criado então de forma consciente).

– Elementar – entidade espiritual criada por um indivíduo, como seu


serviçal mágico (de forma consciente). Pode ter as mais variadas formas e
funções, até mesmo ser simbolizado como um desenho ou letras agrupadas
(Sigilo). Ver "Liber Null & Psychonaut", de Peter J. Carroll; "Initiation into
Hermetics", de Franz Bardon. Podem ser simplesmente "Artificiais" (criados
inconscientemente) ou "Fabricados" (criados de forma consciente).

– Sombra – entidade espiritual que é um tipo complexo de larva.

– Fantasma – entidade espiritual que consiste num cascarão (cadáveres


de corpo astral) habitado por um tipo de larva – o que pode ocorrer de forma
consciente ou inconsciente, isto é, essa criação pode ser voluntária ou
involuntária.

– Autômatos do Subconsciente – definição de Austin Osman Spare


sobre os Espíritos-Guia.

– Arquétipo – os primeiros modelos do Universo são os Arquétipos; são


as estruturas psíquicas individuais, capazes de produzir símbolos, imagens e
fantasias inerentes às experiências fundamentais da humanidade. É através
dos Arquétipos que é possível, ao indivíduo, remontar às fontes do
conhecimento. Como exemplos de Arquétipos, podemos citar os Arcanos do
Tarot, as Runas, as Figuras Geomânticas, os Símbolos Planetários e
Zodiacais, etc.

– Poltergeist – palavra alemã que significa Espírito Brincalhão; em


parapsicologia, designa fenômenos paranormais como, por exemplo, ruídos
sem causa aparente, objetos que se movem sozinhos (até mesmo caindo
sozinhos e "voando" sem impulso nenhum, por ninguém), luzes apagando e
acendendo sozinhas, fogo espontâneo, etc.

– Egrégora – forma-pensamento criada por um grupo de pessoas, que


pode ser desde um grupo de Magos de uma mesma Loja Mágica até uma
comunidade toda, até mesmo uma sociedade inteira. Segundo definem os
Thelemitas, é uma forma-pensamento ou semelhante, criada por um Mago, e
adotada por outro ou outros.

– Orixá – Entidade do grupo de Deuses Internos do Homem,


formadores, em conjunto, da Egrégora do Panteão Afro, da Nação Alaketu do
Candomblé.
– Vodun – cabe aqui o que foi dito sobre os Orixás, no item anterior, só
que dizendo respeito ao Candomblé de Nação Gege ou Gege-Mahim ou
Gege-Marrim.

– Domovoi – Espírito da Casa, Egrégora das moradias, a parte Astral e


Mental das residências. Na Polonia costuma-se removê-lo quando se muda.

– Inkice – idem aos Voduns, mas da Nação Angola-Congo.

– Loa – o mesmo que Inkices, só que do Panteão do Vudú, Voudon e


Hoodoo.

– Exu – Entidade intermediária entre os seres humanos e os Orixás.

– Eshú – idem Exu.

– Exu de Quimbanda – Demônio masculino autêntico.

– Pomba-Gira – Demônio feminino autêntico.

– Bombom-Gira – Como Exu, mas entre os homens e os Inkices.

– Bongo-N-Gira – idem Bombom-Gira.

– Legbá – idem Exu, mas com relação aos Voduns.

– Elegbara – idem Legbá.

– Bara – idem Legbá e Exu.

– Ajé – Entidade malévola, Entidade máxima dos feiticeiros e feiticeiras


malfazejos da cultura Nagô.

– Egum – Cascarão de pessoas mortas, magicamente avivado, e então


habitado por Entidade criada artificialmente; manifesta-se no Candomblé.

– Preto Velho – Mesmo que Egum, mas manifesta-se na Umbanda e na


Quimbanda. Representa um espírito sábio e idoso.
– Caboclo – O mesmo que Preto-Velho, mas representa um espírito
valente e guerreiro; é tido por muitos como "encantado".

– Caboclo Boiadeiro – Como Caboclo, com suas peculiaridades de


"aculturado".

– Guia – Espírito que "guia" o indivíduo em suas ações; pode "guiá-lo"


para o bem ou para o mal, para o sucesso ou para o fracasso.

– Quiumba, Kiumba – Entidades trevosas, sendo basicamente larvas ou


coisas semelhantes que habitam cascarões abandonados de pessoas
malfazejas.

– Santo Católico – Entidade Egregórica, Imagem Telesmática, criada


pelos seus crentes. Aliás, o mesmo pode ocorrer com as Entidades de
Umbanda e Quimbanda, ao "divinizarem" alguém; por exemplo, ZÉ
PELINTRA.

– Assentamento – ver Igbá.

– Igbá, Ibá, Assentamento – pote ou receptáculo semelhante, que serve


de corpo físico para Entidade criada artificialmente, com qualquer finalidade.
Ver Imagem Talismânica.

– Prenda – o mesmo que Igbá.

– Nganga – como Prenda.

– Nkisi – como Nganga.

– Ndoki – como Nkisi.

Observação
As entidades espirituais vampiros, íncubos e súcubos podem ser criadas
conscientemente ou inconscientemente, sendo sempre criações individuais ou
grupais que podem agir contra o criador ou contra terceiros.
Mas sempre agem contra alguém.
Nunca são benéficos mas prejudiciais. São essas entidades os habitantes
das Qliphots.
É importante saber que a "Hierarquia dos Deuses Internos do Homem" é
mais uma das hierarquias que governam o nosso Universo, nosso Sistema
Solar; portanto, não é apenas uma Egrégora, mas também uma hierarquia, da
qual existem muitas.
Em sua Evocação, portanto, ocorre o mesmo que em qualquer Evocação
Mágica, de Entidades de qualquer hierarquia.
Isto é, a operação mágica em questão atua tanto na psique do Mago,
como no mundo exterior.
Aos praticantes da Evocação Mágica, portanto, fica a sugestão de que
trabalhem com essa poderosa hierarquia da mesma forma que trabalham com
qualquer outra.
Todos os riscos que se aplicam às outras Hierarquias, nesse tocante,
valem aqui.
Capítulo IV – Paramentos da Magia Cerimonial
Segundo o Mestre Franz Bardon, o melhor e mais competente autor de
obras sobre Ocultismo, um Mago realmente bem treinado é capaz de praticar
a Evocação Mágica sem o auxílio de paramento algum.
Mas, como Magos experientes são raros hoje em dia, resolvemos listar
os principais paramentos mágicos, pois acreditamos que os implementos
adequados são de grande valia para todos os que experimentam a Magia.
A principal vantagem de se utilizar o método da Magia Cerimonial, com
todos seus paramentos, consiste em que, pelo uso e manuseio repetido, os
instrumentos mágicos passam a ter uma forte energia própria, o que permitirá
ao Mago, em pouco tempo, fazer uso de seus paramentos sem que se esforce
pessoalmente para obter resultados mágicos nítidos.
Na realidade, os paramentos mágicos só tem valor quando o Mago
conhece plenamente seu simbolismo, pois os mesmos são apenas auxílios
para a consciência e a memória do Mago.
Donde se conclui que todo o poder que possam acumular ditos
instrumentos emanam do Mago.
Dirigindo sua atenção para determinado instrumento, as faculdades e
poderes por esse instrumento simbolizados são trazidos à mente consciente
do operador.
Portanto, quando o Mago utiliza, em seu trabalho cerimonial,
determinado instrumento, ele obtém o contato desejado, sem qualquer esforço
especial de sua parte.
Cada implemento mágico representa forças espirituais, leis e qualidades,
e esta introdução ao assunto pretende ser breve, mas não superficial.
Capítulo V – O Que Caracteriza os Paramentos da
Magia Evocativa Cerimonial
O Mago que dispõe de todos os paramentos para a Magia Cerimonial
deverá ser bastante reservado em tudo que diz respeito aos mesmos.
Isto equivale a dizer que pouco deverá ele comentar sobre seus
instrumentos, com quem quer que seja.
Somente o Mago deverá tocar seus instrumentos, já que basta um olhar
profano para dessacralizar um instrumento mágico já consagrado.
Aliás, após a consagração, só deverão, esses instrumentos, serem
tocados – ou vistos – pelo seu dono; este só deverá manuseá-los quando
estiver pronto para executar seu trabalho mágico.
Instrumento algum deverá, após consagrado, ser usado para qualquer
função que não a prática da Magia Cerimonial.
Qualquer uso fora do programado significa destruir seus poderes
mágicos.
O Mago somente deverá manusear seus implementos quando estiver
limpo, de corpo e alma; isto é, quando todas influências externas já tiverem
sido lavadas (no sentido real e figurativo), poderá o Mago usar seus
instrumentos mágicos.
Somente após ter tomado seu banho, estando então vestido com roupas
de baixo limpas e reservadas ao trabalho ritual (se possível tudo em seda, e na
cor adequada ao ritual), é que poderá pegar suas ferramentas.
Apesar que meias, cuecas e calcinhas em seda não são obrigatórias para
o trabalho ritual, recomendo-as. Ou se usa o melhor, ou não se usa nada.
Tudo isso demonstra, da parte do Mago, uma atitude de respeito com
relação aos seus implementos mágicos.
E quanto maior for seu respeito por esses instrumentos, maior será o
poder acumulado nos mesmos.
Pois é muito importante que o Mago tenha, por seus instrumentos, o
maior respeito e carinho.
Na realidade, cada um dos implementos em questão deverá ser tratado
como verdadeira relíquia religiosa.
Pelo fato de que cada instrumento simboliza as mais divinas leis, cada
instrumento é realmente uma relíquia do poder cósmico.
Daí se conclui que o Mago só deverá tocar seus implementos
cerimoniais quando estiver totalmente pronto para levar adiante sua operação
mágica.
Somente nas mãos de um Mago que conheça plenamente o simbolismo
universal e esteja consciente do dito nas linhas acima é que os instrumentos
da Magia Evocativa darão os resultados desejados.
E os paramentos da Magia Ritual deverão ser consagrados, isto é,
dedicados às suas funções específicas, com o que se tornarão efetivos, mesmo
que séculos se passem desde sua última aplicação.
Vamos, agora, descrever os implementos da Magia Evocativa.
Capítulo VI – Paramentos da Magia Ritual
Serventia e Simbolismo
CÍRCULO MÁGICO – simboliza o infinito; representa simbólicamente
o Micro e o Macrocosmo; o Mago, em seu centro, representa Deus,
comandando o Universo.
TRIÂNGULO MÁGICO – simboliza a tridimensionalidade; possibilita
a manifestação física de Entidades Espirituais.
TURÍBULO – símbolo da materialização e condensação; permite criar
uma atmosfera adeqüada à manifestação das Entidades Espirituais em nosso
plano.
ESPELHO MÁGICO – a mais importante ferramenta da Magia; permite
a visualização de outros planos e Esferas; pode substituir ao triângulo
mágico. Nas obras de Franz Bardon encontram-se instruções sobre sua
preparação e utilização.
LAMPARINA – também chamada de "Lanterna Mágica", é o símbolo
da iluminação e entendimento.
BASTÃO MÁGICO – o mais importante paramento da Magia
cerimonial; simboliza a vontade, o poder e a força do Mago.
ESPADA MÁGICA – símbolo da absoluta obediência ao Mago.
ADAGA – ídem Espada.
TRIDENTE – ídem Adaga, porém adeqüada somente ao trabalho com
Entidades negativas.
CORÔA – símbolo da autoridade e dignidade do Mago.
TIARA – ídem corôa.
TÚNICA – simboliza a proteção do Mago contra influências externas;
deve ser longa e confeccionada em sêda, fechada de cima a baixo.
CINTO – simboliza o equilíbrio.
PANTÁCULO – símbolo universal de poder Macrocósmico.
LAMEN – o mesmo que o Pantáculo, mas relativo ao Microcosmo;
representa simbolicamente a autoridade psíquica e intelectual, além da atitude
e maturidade do Mago. Expressa a autoridade absoluta desse.
SIGILO – símbolo de um poder parcial.
DIÁRIO MÁGICO – caderno para que sejam relatadas todas as
operações mágicas.
CANETA TINTEIRO – para escrever no Diário Mágico.
TAÇA – simboliza a sabedoria e a vida.
PIRÓGRAFO – para gravar dizeres ou desenhos nos paramentos
mágicos.
AGULHAS – para costurar e bordar nas vestes mágicas.
SAL – para exorcismos e purificações.
INCENSO – para ser queimado durante os rituais.
CHICOTE – tem o mesmo simbolismo e uso que a Espada.
SINO – serve para chamar a atenção dos sêres de outros planos.
ALTAR – para apoiar os paramentos mágicos.
ARMÁRIO – para guardar os implementos mágicos.
PORTA-BÍBLIA – para apoiar o Diário Mágico.
Capítulo VII – A Operação Mais Importante da
Magia
O Contato e o Conhecimento do Anjo da Guarda, a Natureza
do Amante Secreto, do Augoeides, de Choronzon e do
Habitante do Umbral
A mais importante invocação que o Mago pode efetuar é a de seu Gênio,
Daemon, Anjo-Demônio da Guarda, Santo Anjo da Guarda, Sagrado Anjo
Guardião, Amante Secreto, Vontade Verdadeira ou Augoeides.
Essa operação é tradicionalmente conhecida como conseguir o
Conhecimento e a Conversação com o Sagrado Anjo Guardião.
Isso é algumas vezes descrito como "Magnum Opus", o Grande
Trabalho.
O Augoeides pode ser definido como o mais perfeito veículo do KIA
(centelha-divina que nos habita) no plano da dualidade.
Como Avatar do KIA na Terra (planeta), o Augoeides representa a
verdadeira vontade, a razão de ser do Mago, sua proposta de existência.
O Sagrado Anjo da Guarda, Holly Guardian Angel ("HGA") em inglês,
é o nosso poder de consciência, Magia e Gênio.
Nós temos a pesarosa capacidade de ficarmos obsediados com meros
produtos de nosso próprio gênio, crendo, por engano, ser o próprio Gênio
legítimo, não uma criação nossa.
Os efeitos colaterais dessa obsessão têm um nome genérico,
CHORONZON, ou, ainda DEMÔNIOS CHORONZON, pois seu nome é
LEGIÃO. Louvar essas criações é aprisionar a si mesmo na loucura, além de
invocar desastres eventuais.
Mas CHORONZON, o "outro lado" do AUGOEIDES, só aparece aonde
se busca o "HGA". Daí o perigo da busca frenética e mal dirigida, como está
na moda atualmente. Em algumas Escolas Iniciáticas CHORONZON é
identificado como o Deus Egípcio ANÚBIS.
Para os que nada buscam, porém, também há uma nefasta criatura
espreitando: o HABITANTE DO UMBRAL.
Habitante do Umbral é um conceito metafísico. É nossa própria criação.
Ele tende a controlar nossas fraquezas, especialmente através da Vontade e
força de vontade. Isso está relacionado à possessão num nível astral. É
especialmente dominante nos casos de toxicomania, alcoolismo, tabagismo e
outros problemas de vícios em geral.
Para entender a envergadura desses problemas, basta conhecer o nome
do Anjo da Guarda junto ao Tantrismo: O Amante Secreto. Portanto, todas as
fantasias pessoais, inclusive as sexuais, têm origem na natureza e aparência
dessa Entidade. Eis por que todas as anomalias e desvios sexuais têm origem
em seus "opostos", isto é, nos opostos do Amante Secreto.
O Santo Anjo da Guarda é o mais importante dos elos mágicos – e o
único seguro – entre os humanos e as "forças externas".
Aleister Crowley é extremamente claro ao afirmar que o Anjo da Guarda
não deve ser confundido com entidades nebulosas como o Eu Superior. Diz
ainda que o Anjo da Guarda é um indivíduo real, com seu próprio universo,
assim como os seres humanos.
O Santo Anjo da Guarda não é uma entidade subjetiva, nem consiste
numa forma de "oposto da consciência" da pessoa. Seus reflexos, porém,
podem constituir um potencial de ordem distinta, que pode vir a ser
interpretado como o "mal" (ou o "Anjo Mau"), potencial esse que supera, em
muito, o de qualquer ser humano.
Esse "Anjo Mau" ou "Mau Anjo da Guarda" é um habitante de uma
Zona Intermediária entre os universos humano e não-humano, e é o único
intermediário, ou "ponte", entre esses dois universos.
Esses dois universos, o Solar (ou Dévico), e o Terrestre (ou Assurico),
são as Zonas habitadas pelas correntes homônimas, portanto também são as
Zonas aonde se situam os Eu Superior e Eu Inferior, respectivamente.
O encontro de um ser humano com seu Anjo da Guarda dá-se na Esfera
Cabalística de Tipheret, esfera Solar na Árvore Cabalística.
Tipheret é o assento dessas duas consciências, e até que os seres
humanos atinjam Tipheret, permanecerão atados à Corrente Assurica de
consciência.
Como consequência de não alcançarem Tipheret, os seres humanos não
obterão uma consciência real do mundo dévico, mas não tornar-se-ão imunes
às radiações e vibrações dessas regiões.
Por outro lado, o Santo Anjo da Guarda, cujo ponto de contato com os
seres humanos é em Tipheret, liga a consciência humana com as Esferas além
do Universo Solar.
Os reflexos do Anjo da Guarda, porém, também iluminam as paragens
Qliphóticas, aonde ele se torna o "Anjo Negro", posto que as Qliphás são a
parte trevosa do Universo, a região das sombras.
Tendo em vista o que foi dito acima, antes de se praticar a Evocação
Mágica, o indivíduo deve obter o conhecimento de seu Anjo da Guarda, fator
imprescindível para que qualquer operação mágica com Entidades externas
não se transforme num fiasco, ou numa tragédia.
É importante ressalvar que o "HGA" é, na verdade, nosso "Deus
Pessoal", nossa "Divindade Pessoal", e não um Anjinho alado...
Esse "Guardião" que aconselha, protege, encaminha, induz e alerta seu
"protegido" não é nenhum anjo – é, isto sim, alguém desencarnado que
recebe essa função quando do nascimento de cada indivíduo.
Aliás, o único trabalho que aborda este assunto na extensão devida é o
magnífico "Initiation Into Hermetics" de Franz Bardon.
Neste sentido, de "protetor", o Anjo da Guarda está mais para "Guia" de
Umbanda ou Quimbanda, ou ainda para "Babá-Egum" de Candomblé, do que
para uma Divindade pessoal.
E por falar em Candomblé, o que chamamos de "nossos Orixás"
corresponde muito bem ao conceito de "HGA". Mas não "o nosso Orixá",
porém "os nossos Orixás", isto é, o conjunto de Orixás – 2, 3, 4, 5, 6 e até 7
Orixás "combinados" – que formam o Arquétipo perfeito para que efetuemos
a união – a União com o Arquétipo – que não é outra coisa que a união com o
HGA – o Conhecimento e a Conversação com o Santo Anjo da Guarda.
E quando se fala em "Anjo da Guarda", vem sempre à mente a
pergunta:
– Quem, e o que, são os Anjos?
Logo a seguir, nos perguntamos:
– E quem, e o que, são os Demônios?
Os Anjos são sempre bons?
E os Demônios são sempre maus?
É seguro contatar os Anjos?
É perigoso contatar Demônios?

Anjos e Demônios são Inteligências.


E isto equivale a dizer que são Entidades de certa complexidade, o
oposto aos Elementares, cujo nome por si só explica a simplicidade de
constituição.
Também fica claro que, enquanto os Elementares só podem executar
tarefas simples, às Inteligências cabem tarefas complexas.
As Inteligências podem ser Originais (naturais) ou Artificiais (fabricadas
pela mente humana).
As Originais têm mais poder e maior envergadura desse poder que as
Artificiais.
Mas são sempre Entidades poderosas e potencialmente perigosas.
É perigoso afirmar que os Anjos são sempre bons, tanto quanto o é crer
que os Demônios são sempre maus.
O correto é afirmar que os Anjos são seres Dogmáticos, enquanto os
Demônios são seres Pragmáticos.
Isto equivale a dizer que os Anjos aderem aos Dogmas, são atraídos
pelos Rituais Dogmáticos, e identificam-se mais com os Magos que praticam
a Magia Dogmática.
Com os Demônios ocorre o inverso – aderem ao Pragmatismo, sentindo-
se atraídos pela Magia Pragmática e identificando-se com seus praticantes.
Mas isso não significa que os Demônios sejam bons, pois lhes agrada
ver o sofrimento dos seres humanos, quando não causar esses sofrimentos.
Seria mais adequado dizer que aos Anjos cabe a missão de provocar
efeitos agradáveis; aos Demônios, de gerar efeitos desagradáveis.
Isto, porém, não significa que os Anjos estejam sempre dispostos a
satisfazer os caprichos de qualquer pseudomago; eles são Inteligências, seres
dotados de imenso poder.
Exigem respeito e moderação.
Bom senso e cautela.
É sempre perigoso contatar Anjos e Demônios, donde se conclui que o
Mago deve ter total controle da situação, para nunca ser subjugado – quer
seja por um Demônio, quer seja por um Anjo.
Voltando por um instante ao tema inicial, visando eliminar quaisquer
dúvidas, vejamos:
O que se convencionou chamar de Anjo-da-Guarda, isto é, uma
Entidade que protege, aconselha, orienta, direciona, é o Espírito de alguém
desencarnado, bem no estilo dos "Mentores" Kardecistas, "Guias" de
Umbanda e assim por diante; o verdadeiro Anjo-da-Guarda, porém, é o Deus
pessoal, o Arquétipo com o qual buscamos união, a mais sublime Energia
alcançável pelos seres humanos.
Capítulo VIII – Breve Introdução à Radiônica
O Que São Máquinas Radiônicas

As Máquinas Radiônicas são de um tipo de sintonizadores de


frequências (frequências das ondas biológicas), para a recepção (detecção) e
transmissão (emissão) a distância, isto é, sem um contato físico com o sujeito
passivo (paciente).
Desta forma, detectam vibrações (ondas) biológicas, e emitem ondas
(vibrações) identicamente biológicas, portanto, permitindo um diagnóstico e
posterior terapia, tudo a distância, mediante apenas uma "amostra" (no
sentido radiestésico do termo) do paciente (foto, cabelo, sangue, saliva,
assinatura, digital, aparas de unha, etc.).
As Máquinas Radiônicas são, em sua aparência, caixas com montagens
eletroeletrônicas (e, em alguns casos, eletromecânicas também) dentro, com
diversos botões de sintonia e chaves de seleções, uma placa de fricção para o
uso do praticante, e um (ou mais) poço, aonde se introduz o testemunho do
paciente.
As Máquinas Radiônicas foram batizadas, nos países de língua inglesa,
de "Black Box" (caixa preta), pois no início deste século, eram montadas em
caixas de madeira forradas de couro granulado preto, e no painel superior
onde eram montados os controles era de material isolante também preto
(ebonite).
A Radiônica é uma forma de magia cerimonial, opinião compartilhada
por inúmeros praticantes de Radiônica.
A Máquina Radiônica (também chamada "Sintonizador Biológico" ou
"Sintonizador Radiônico") é apenas uma "forma pensamento solidificada" e
as "frequências/índices" utilizados na Radiônica são apenas um acordo com a
egrégora em questão (o conjunto de índices é a parte intelectualmente
inteligível da egrégora da Máquina Radiônica que se utiliza). Com essa
definição, muitos praticantes de radiônica concordam, mas alguns discordam
de forma inflamada.
Com uma coisa, porém, todos concordam: – quanto maior o número de
praticantes de um sistema particular, melhor o dito sistema funcionará para
todos.
Os radionicistas Marty Martin e Peter A. Lindermann, em 1978, no
estado do Havai (USA), concluíram, após muitas pesquisas, qual o
mecanismo operacional da radiônica.
Quando, por qualquer razão a função do RNA num organismo está
inibida, os tratamentos radiônicos tornam-se quase que totalmente
ineficientes.
Mas, quando o RNA é estimulado por um tratamento específico para o
mesmo RNA, então todos os outros tratamentos radiônicos tornam-se
eficientes. Com a repetição deste fenômeno inúmeras vezes, os dois
pesquisadores chegaram a uma conclusão – todos os remédios são elaborados
no corpo pelo DNA!
O sistema radiônico da terapia, é apenas uma forma de conversar com o
DNA.
Se o DNA não conseguir enviar sua mensagem às células através do
RNA, o tratamento parece não funcionar. Isto talvez auxilie os praticantes da
radiônica a obter resultados mais consistentes.
Para os dois pesquisadores citados, esse procedimento eliminou quase
que totalmente os insucessos.

Apenas a título de curiosidade, cito aqui as principais egrégoras da


Radiônica, em todo o mundo:

Peter J. Kelly (USA)


Thomas Galen Hieronymus (USA)
Georges Delawarr (UK)
Malcolm Rae (UK)
Albert Abrams (USA)
Pathoclast (USA)
Bruce Copen (UK)
David V. Tansley (UK)
Agrad / Ukako (USA / UK / França)
Ruth Drown (USA)
McGurk (UK)
Peter A. Lindemann ((USA)
Michael G. Smith (USA)
Antonio Rodrigues / Mindtron (Brasil)
Christopher Hills (USA)
Benoytosh Bhattacharyya (India)
Steven Gibbs (USA)
Jacques Bersez (França)
Irmãos Servranx (FRANÇA)
Roger Anton Calverley (CANADÁ)
Robert McFarland (CANADÁ)

– QUE TIPO DE FENÔMENO PERMITE A EMISSÃO A


DISTÂNCIA:
A) – Pulsos eletro-magnéticos;
B) – Luz polarizada;
C) – Ondas de forma;
D) – Relação espacial.

Portanto, um equipamento radiônico precisa enquadrar seu sistema de


emissão de energia num dos quatro acima; caso contrário, teremos um
equipamento psicotrônico, e não radiônico.
Isto é, teremos um equipamento que só emitirá enquanto o operador
estiver concentrado no aparelho, bem como na qualidade da energia desejada
e no paciente.
Basta que o operador "vire-se de costas" para a "operação" que a mesma
cessará, isto é, a máquina deixará de emitir.
Nas Máquinas Radiônicas a emissão é autônoma e independe da vontade
ou atenção do operador.
Assim, ao se projetar um equipamento Radiônico, deve-se levar em
conta esses parâmetros, pois são a única forma de emitir qualquer tipo de
energia a distância, seja a energia de números, sigilos, desenhos influentes,
cores, remédios, substâncias esotéricas, ou de qualquer outra "coisa".

Outras formas quaisquer de emitir dependerão da força da mente do


sujeito ativo do experimento (o Mago/Emissor), ou de alguma Entidade.
Segunda Parte: Prática
Capítulo IX – A Prática da Evocação Mágica
A prática da Magia Evocativa, apesar de tão conhecida, quase nunca foi
descrita com exatidão.
O único trabalho que contém a descrição exata de uma evocação mágica
é o fabuloso livro "The Practice of Magical Evocation", de autoria de Franz
Bardon.
Aliás, não há obra mais completa, no tocante a Magia e Cabala, do que a
de Franz Bardon, composta de apenas quatro volumes, que reputo
indispensáveis para todo estudioso e praticante da Magia (ver bibliografia).
Posso afirmar que esta é a primeira vez que é publicado, em português,
um texto com a realidade, e só a realidade, de uma Evocação Mágica.
É bom ressaltar que, para o sucesso numa operação mágica desse tipo,
muito treino e dedicação são essenciais; creio que a prática assídua de
faculdades mágicas bem desenvolvidas por um método racional e seguro,
como o encontrado na obra "Initiation Into Hermetics" ("Iniciação ao
Hermetismo"), de autoria do mesmo Franz Bardon, é mesmo imprescindível.
Há duas variedades da Evocação Mágica: a Grande Evocação e a
Pequena Evocação. Na Grande Evocação, se Evoca os Deuses e Deusas, e
consiste numa operação potencialmente mais perigosa que a Pequena
Evocação, posto que um Deus ou Deusa pode, pela própria natureza de sua
Energia, desequilibrar seriamente alguém. Já na Pequena Evocação, são
Evocadas quaisquer outras Entidades, quer sejam Espíritos Planetários,
Inteligências, Anjos, Demônios, Elementais, etc.
O melhor para a prática da Magia Evocativa é que possamos utilizar,
para nossas operações, um cômodo exclusivamente para essa finalidade;
algum cômodo aonde possamos ficar a sós, no qual somente nós teremos
acesso, aonde tenhamos total privacidade e que até mesmo apenas nós
façamos a limpeza, falando em termos puramente mundanos.
É claro que esta, bem como todas as demais colocações deste apêndice,
podem sofrer modificações, de acordo com a necessidade do Mago. Um
cômodo assim fará o papel de um verdadeiro Templo, no sentido mais amplo
do termo.
Se for possível ao Mago, seu Templo Mágico deverá ser guarnecido
com paramentos adequados ao seu trabalho, respeitando todas as leis de
analogia aplicáveis, da mesma forma que os Magos do passado o fizeram.
Neste caso, o Mago localizará seu Altar no Leste. O Mago poderá, de acordo
com seu grau de maturidade e crença pessoal, colocar em seu Altar uma
imagem de sua Divindade, ou, como faziam os Magos do passado, um
Espelho Mágico, com dois candelabros de sete braços, um em cada lado do
citado Espelho Mágico, e um Turíbulo entre os dois candelabros, em frente
ao Espelho Mágico, mas em posição inferior a este. No passado, os Templos
Mágicos eram guarnecidos com quatro colunas ornamentadas com várias
figuras simbólicas, cada coluna representando um dos quatro elementos
(água, ar, terra e fogo). As paredes eram decoradas com figuras simbolizando
várias divindades dos quatro elementos. No passado, bem como nos dias
atuais, somente uns poucos poderiam ter um Templo Mágico assim luxuoso e
sofisticado. Mas isso não deve desestimular o Mago, pois, não importa sua
situação financeira, ele (ou ela) será capaz de realizar suas operações mesmo
que não disponha de um local como o descrito anteriormente para seu uso.
Na verdade, um Mago competente poderá levar a cabo uma Evocação Mágica
em qualquer lugar, seja um quarto, uma cozinha, uma edícula, um sótão ou
um porão, desde que tenha sua privacidade garantida durante seu trabalho.
Mesmo que isso torne-se impossível, o Mago ainda poderá praticar sua
Arte em qualquer local isolado, ao ar livre, desde que não seja perturbado.

A Evocação de uma Entidade


– O Mago deve escolher a Entidade a ser evocada, ou ainda qual a força
planetária ou elemental com a qual deseje estabelecer contato;
– Isto é muito importante, pois só assim o Mago saberá de antemão,
quais as considerações relativas às leis da analogia deverão ter em mente,
especialmente no que diz respeito à acumulação de luz colorida adequada à
esfera em questão;
– Tendo escolhido a quem deseja evocar, o Mago deverá ter em mente o
que pretende obter da força em questão, elaborando, portanto, um plano
preciso de ação;
– Antes da evocação propriamente dita, o Mago deverá tomar um banho
de higiene completo, pois uma operação mágica dessa natureza requer não
somente uma alma e um espírito limpos, mas também um corpo físico limpo,
especialmente quando estivermos evocando inteligências positivas e
elevadas;
– Não sendo possível tomar um banho completo, o Mago deverá, ao
menos, lavar cuidadosamente suas mãos; esse procedimento não deverá
jamais ser esquecido;
– Ao lavar-se, o Mago deverá concentrar-se na ideia de que todos os
aspectos desfavoráveis, física e psiquicamente falando, irão embora com a
água que se vai;
– Preparado dessa maneira, o Mago toma um a um de seus implementos
mágicos, do local aonde estavam guardados, e os deposita num pedaço limpo
de tecido, preferivelmente novo, que estava guardado junto com os
implementos mágicos, com a finalidade de manter os ditos implementos
livres da poeira;
– Providencie para que seu isolamento do mundo exterior seja completo,
tanto para que você não se distraia com acontecimentos alheios a sua
operação, quanto visando evitar o olhar curioso de outras pessoas;
– Feche as cortinas, abaixe a campainha do telefone, até mesmo desligue
a chave geral da eletricidade de sua residência, para evitar distrações durante
seu trabalho;
– A evocação tem início no momento em que você começa a se vestir;
ponha, portanto, atenção especial nesse ato, concentrando-se totalmente na
operação que se seguirá;
– Vista-se com roupas de seda- no frio, use roupas de baixo em seda – e
calçados que sejam um tipo de chinelos fechados, adequados ao uso especial
que se tem em mente;
– Tenha em mente que, ao vestir-se com suas vestes mágicas, você
estará formando uma proteção contra toda e qualquer influência desfavorável
que venham do universo visível ou mundo invisível;
– Ao vestir-se, tenha em mente que seu corpo está totalmente protegido
contra influências de quaisquer seres, pouco importando se bons ou maus;
– Essa absoluta certeza deve permanecer na mente do Mago o tempo
todo de sua operação mágica, de estar absolutamente isolado de toda e
qualquer influência externa;
– Ponha então, em volta de sua cintura, o cinturão mágico, tendo em
mente que você é o Soberano de todos os elementos, o Mestre de todos os
Poderes;
– Finalmente, ponha em volta de sua cabeça a tiara mágica ou coroa
mágica com a sensação de uma verdadeira união com Deus, e sentindo que
não é você, mas Deus é quem está levando a cabo a operação;
– Você deverá unir-se com o princípio Divino dentro de si de tal forma
que se sentirá como a própria Divindade;
– Acenda agora sua Lâmpada ou Lamparina Mágica, que deverá "encher
a sala" com a "cor da esfera" em questão;
– Coloque-a num local em torno do qual você traçará seu Círculo
Mágico, ou pendure-a no centro do cômodo;
– Não há a necessidade de que a Lamparina seja localizada no centro
exato do cômodo, sendo a única e real vantagem de centralizá-la ter-se a luz
distribuída por igual;
– O próximo passo será a colocação dos Espelhos Mágicos, e impregná-
los; poderemos utilizar apenas um Espelho Mágico, ou idealmente dois;
– Um dos espelhos servirá para a manifestação da entidade evocada no
mundo físico, enquanto o outro espelho servirá para afastar influências
indesejáveis;
– Tendo consciência de que não é você, mas a própria Divindade, quem
está levando adiante a operação mágica, crie, com o auxílio de sua
imaginação, um grande mar de luz, na coloração adequada a esfera em
questão, o qual, também pela imaginação, você acumulará do universo na
superfície do Espelho Mágico, de maneira que toda a superfície do Espelho
Mágico seja tomada pela cor;
– O poder daquela iluminação condensada deverá ser tão forte a ponto
de iluminar totalmente a sala em que se opera;
– Nesse momento, você deve usar de sua imaginação, criando em seu
ser a impressão de que aquela luz acumulada é na verdade uma "matriz de
poder", um fluido, que quase possa ser observado com a visão física;
– De qualquer forma, você deverá ter a impressão permanente de estar
movendo-se em meio a uma oscilação colorida, na sala da operação;
– Essa é a forma de preparar magicamente um ambiente para a operação
mágica em questão; assim preparado o ambiente, que está em perfeita
sintonia com a entidade evocada, não há mais obstáculo algum para a
manifestação do ser em questão, pois a entidade sentirá a atmosfera propícia
para a sua manifestação;
– Enquanto você está acumulando a luz no ambiente, deverá manter em
sua mente a ideia firme de que está fazendo isso com a finalidade de que o
espírito evocado se condense de tal forma que possa ser visto por seus olhos
físicos e ouvido com seus ouvidos físicos;
– Impregnando o ambiente com a luz na cor escolhida, não se esqueça
de desejar repetidamente que a luz/poder em questão permaneça acumulada
na superfície do Espelho Mágico e na sala até que você a "dissolva" por força
de sua imaginação;
– Agora é hora de impregnar o Espelho Mágico com o princípio do
Akasha. Projete, por força da imaginação, na superfície do Espelho, que
previamente deveria ter sido coberta com um condensador fluídico, o desejo
de que nenhum ser perturbador, nenhum espírito zombeteiro, nenhuma força
indesejável, nada nesse sentido penetre em seu ambiente de trabalho;
– Esse foi o segundo passo na Evocação Mágica;
– A sala de trabalho está agora adequadamente impregnada;
– Pegue então um pedaço de papel mata-borrão e corte-o num formato
adequado à esfera que será evocada, ou seja:
Saturno = triângulo
Júpiter = quadrado
Marte = pentágono
Sol = hexágono
Vênus = heptágono
Mercúrio = octógono
Lua = nonágono
Terra (e quaisquer outras esferas) = círculo
– No centro do papel, trace, na cor da esfera em questão, utilizando-se
de um lápis colorido, o signo/assinatura/sigilo da entidade em questão, ou o
pentagrama/hexagrama da força desejada, respeitando, nesse último caso, o
ponto de início e o ponto final do desenho;
– Simbolicamente, trace novamente o desenho com seu dedo ou com seu
Bastão Mágico, concentrando-se nas qualidades da energia/entidade que se
evoca;
– Seria conveniente umedecer o papel com um condensador fluídico,
deixando-o secar a seguir;
– Concentre-se também na ideia de que a entidade evocada está ligada
ao desenho, e reagirá a qualquer tempo, estando disposta a atender ao Mago
em seus desejos;
– Tenha em mente, ao traçar o desenho, que não é você quem o faz, mas
Deus, e que, portanto, a inteligência evocada renderá absoluta obediência a
Deus;
– Com esta atitude meditativa, uma falha é impossível;
– Seu "Selo Mágico" está pronto, e você poderá começar a preparar o
"Círculo Mágico" e o "Triângulo Mágico";
– Se você já tiver um círculo bordado num pedaço de tecido, ou pintado
num pedaço de papel, ponha esse círculo no chão, ao lado do triângulo, e
retrace o círculo com seu Bastão mágico, ou com sua mão direita, ou ainda
com um dos dedos de sua mão direita;
– Fazendo isso, medite na ideia de que o círculo representa a eternidade,
o microcosmo e o macrocosmo, que ele simboliza o universo inteiro em seus
aspectos menor e maior;
– Sua meditação deverá ser tão perfeita, desde o início desse trabalho, de
forma que nenhuma outra ideia penetre em sua mente;
– Siga agora o mesmo procedimento com relação ao triângulo mágico,
que também deve estar pronto como o círculo mágico, retraçando o triângulo
de forma idêntica ao que foi feito com o círculo mágico;
– Medite, durante essa operação, que o triângulo representa o mundo
tridimensional, isto é, o plano mental, o plano astral e o plano físico;
– Para evitar que a inteligência que se deseja evocar não se manifeste
apenas em sua forma mental, mas também em suas formas astral e física, é
necessário que se inclua este desejo ao concentrar-se em sua atitude
meditativa rumo ao triângulo;
– Sua imaginação no momento de retraçar tanto o triângulo quanto o
círculo são igualmente importantes e imprescindíveis;
– O Mago deverá determinar a forma e a envergadura da efetividade da
inteligência de quem se deseja a manifestação;
– Caso o Mago omita este ponto, a entidade lhe aparecerá apenas em sua
forma mental e consequentemente apenas na mente do Mago;
– A manifestação da entidade só poderá ocorrer se todas as precauções e
procedimentos forem precisamente observados e tomados;
– Terminada toda esta fase, coloque o triângulo em frente do círculo e
ponha o "Selo" no centro do triângulo;
– Obviamente o "Selo" deverá ter sido preparado de acordo com o
indicado anteriormente;
– Alguns Magos intensificam o efeito tridimensional do ser evocado
colocando em cada ângulo do triângulo uma espiriteira, portanto três ao todo,
e as acendendo;
– O combustível a ser utilizado nas espiriteiras deverá ser um extrato de
aguardente (ou rum, gim, uísque, etc.) com camomila, isto é, um condensador
líquido (condensador fluídico ou fluido condensador), no qual o Mago já
acumulou, com o auxílio da imaginação, o mundo tridimensional;
– Quando as espiriteiras, guarnecidas de pequenas mechas, estiverem
queimando, da mesma forma que as espiriteiras de laboratórios, o poder da
imaginação concentrado no combustível lentamente se expandirá no ambiente
enquanto o fluido lentamente se consome;
– Dessa forma, a materialização da entidade evocada terá total apoio;
– Que fique bem claro que a utilização das espiriteiras não é
absolutamente necessária, mas é um bom auxílio, especialmente para os
iniciantes, pois um iniciante nas práticas evocativas necessita de um maior
número de acessórios que um Mago experiente neste departamento;
– Os novatos poderão colocar as lamparinas ou espiriteiras em intervalos
regulares, não somente nas pontas do triângulo equilátero, mas também em
torno da linha que demarca o círculo mágico;
– A quantidade de lamparinas colocadas dentro do círculo dependerá do
número análogo do planeta relevante;
– O número de lamparinas/espiriteiras a ser utilizado é análogo ao
número atribuído a esfera em questão, como se segue:
Terra = 10
Lua = 09
Mercúrio = 08
Vênus = 07
Sol = 06
Marte = 05
Júpiter = 04
Saturno = 03
– O Mago poderá ainda simbolizar os elementos no círculo, quando
então necessitará de apenas quatro lamparinas;
– O próprio Mago, em pé no centro do círculo, representará o quinto
elemento, o princípio do Akasha ou Éter;
– Ao colocar as lamparinas, o Mago leva em consideração os quatro
pontos cardeais, colocando as lamparinas a Leste, Oeste, Sul e Norte do
círculo;
– É deixado ao critério do Mago expressar com as espiriteiras o número
planetário em questão ou simbolizar os elementos;
– Claro que o Mago poderá traçar três círculos concêntricos, colocando
no círculo intermediário as quatro lamparinas simbolizando os elementos, no
círculo externo colocará o número de lamparinas análogo ao número
atribuído a esfera da entidade que será evocada, ficando, é obvio, o Mago, no
centro do menor dos três círculos concêntricos;
– Obviamente, a utilização das espiriteiras na forma indicada complicará
bastante a preparação para a evocação, mas a pessoa apta a utilizar tais
lamparinas não desistirá da utilização desse apoio, pois quanto maior o
número de apoios para a consciência o sujeito tiver no seu início, melhor
serão os resultados;
– Agora entra em cena o turíbulo ou incensário;
– O Mago poderá colocá-lo entre o círculo e o triângulo ou diretamente
no triângulo;
– O turíbulo deverá ser guarnecido com carvão em brasa ou com um
pavio ou mecha, e sobre a chama/brasa uma pequena placa de cobre será
fixada;
– Essa placa é que será aquecida pelo calor da chama/brasa;
– O pó a ser incensado deverá, em todos os casos, corresponder a esfera
do ser evocado, e deverá (o pó) ser colocado sobre a placa de cobre;
– Apenas pequenas quantidades deverão ser utilizadas, de molde que no
ambiente sinta-se o suave aroma da fragrância incensada, ao invés de poluir o
ambiente com uma densa fumaça que perturbará o trabalho;
– Como alternativa do pó a ser incensado, pode-se utilizar uma tintura
aromática, sempre respeitando a lei das analogias;
– Caso você não deseje utilizar o turíbulo durante a operação mágica,
poderá pingar algumas gotas da essência adequada num pedaço de papel
mata-borrão;
– Em qualquer dos casos, o aroma agradável à inteligência evocada
facilitará a materialização do ser em nosso mundo físico;
– Incensar o ambiente, na verdade, não é tão importante quanto querem
alguns autores; é só mais um apoio;
– Nunca utilize substâncias tóxicas, venenosas ou entorpecentes para
incensar o ambiente, sob pena de perder o controle da situação; evocação
mágica é algo muito sério e pode mesmo ser bastante perigoso;
– Caso o Mago esteja evocando um ser não pertencente a nenhuma das
sete esferas planetárias, sob o qual não tenha certeza com respeito as
correspondências análogas, deverá utilizar como incenso um condensador
líquido universal;
– A regra anterior aplica-se amplamente aos seres da zona da terra e dos
elementos terrestres;
– Obviamente o condensador em questão deverá ser adequadamente
impregnado, isto é, a acumulação da luz adequada a operação deverá ser feita
da mesma forma que nos outros procedimentos semelhantes, concentrando-se
ao mesmo tempo no desejo de sucesso;
– Uma boa mistura universal é composta dos seguintes elementos, em
partes iguais em volume:
incenso de igreja
mirra
estoraque
benjoim
aloés (babosa)

– Uma fórmula universal como a descrita no item anterior tem serventia


em todas as situações;
– Para o ato de incensar, apenas uma colher de café, rasa, será a
quantidade ideal de cada componente a ser utilizado, para que tenhamos, ao
incensar, somente um agradável aroma, e não um fumaceiro terrível com um
cheiro insuportável;
– Feito isso, mais um passo preparatório da evocação mágica foi
cumprido, e poderemos passar então a evocação mágica propriamente dita;
– Tratando-se de um ser positivo, isto é, bom, poderemos colocar nossa
espada em nosso cinturão, no lado esquerdo do corpo;
– Se tivermos entre os nossos implementos mágicos uma adaga, faca ou
punhal, deveremos colocar isso também no cinturão;
– Isso faremos pois, um ser positivo, não importa de qual esfera
proveniente, dificilmente requerera o uso da espada ou faca;
– Se, porém, estivermos evocando um ser negativo, isto é, mau,
demoníaco, deveremos empunhar nossa espada em nossa mão direita, como
símbolo da vitória; nosso bastão mágico, neste caso, estaria em nossa mão
esquerda;
– Colocando sua espada no cinturão, você estará expressando a ideia de
que o ser evocado não será forçado, de modo algum, a satisfazer seus
desejos;
– Com seres insubordinados ao Mago, porém, não há outro meio de
controlá-los exceto com a espada;
– Seres demoníacos, negativos, são comandados pelo Mago com o
auxílio da espada flamígera, como símbolo da vitória, para que a entidade em
questão lhe renda absoluta obediência e satisfaça todos os seus desejos;
– Não há ser demoníaco algum que o Mago não consiga controlar e
submeter a sua vontade;
– Tudo o que é necessário fazer é que o Mago aponte sua espada para o
lugar aonde ele deseja que o ser se manifeste, e isto ocorrerá prontamente,
além do que o ser negativo em questão atenderá prontamente a todas as
determinações do Mago;
– Desde que todo ser tem um instinto de autopreservação, todos os
demônios temem a espada mágica ou punhal mágico, pois em verdadeira
comunhão com Deus, uma espada mágica pode, figurativamente falando,
despedaçar qualquer demônio;
– Tome seu bastão mágico em sua mão direita, fique bem no centro do
círculo e concentre-se na idéia de que você é o centro, de que você é Deus, o
soberano de todas as esferas, e de que você está, ao mesmo tempo, na
esfera/planeta da inteligência desejada;
– Como o princípio divino, você chamará, em sua mente, a entidade
desejada, ao mesmo tempo em que você chama o nome dela, em sua mente,
por toda a esfera/planeta dela;
– Você deve se convencer que a sua chamada será ouvida em todo canto
da esfera daquela entidade;
– Simultaneamente, tenha em mente que, sendo Deus, você será o Deus
daquele ser também, que, então, lhe ouvirá também;
– Permaneça nesse estado fatigante por alguns instantes, pois então seu
espírito conceberá que a entidade evocada está lhe respondendo em sua
mente;
– Desde que você está com toda a sua consciência na esfera em questão,
você primeiramente ouvirá a voz da inteligência em questão como se ela
emanasse das mais profundas REGIÕES do seu espírito;
– Assim que você ouvir a voz da entidade e assim que você tiver a
certeza de estar vendo a entidade em espírito, retorne ao seu espírito,
mantendo-se consciente de ser Deus, e você tornará a unir sua alma com seu
corpo físico;
– Agora chame novamente pela entidade, sussurrando o nome dela,
repetindo esta forma de chamar pela entidade algumas vezes;
– Você então perceberá repentinamente que a entidade evocada está
presente em sua atmosfera astral, que ela está presente na sala de evocações;
– Se sua operação foi corretamente executada até aqui, aonde o ser veio
até seu local de trabalho, sobre o "selo" colocado no centro do triângulo
mágico, fale em voz baixa ou em tonalidade normal que ela, a entidade,
deverá apresentar-se a você fisicamente;
– No momento de transição entre o plano astral e o plano físico, não se
esqueça de convencer-se das três formas de existência da sua personalidade,
de forma que você se sinta unido ao seu corpo astral como um espírito e que
você está ao mesmo tempo nesses dois corpos e em seu corpo físico;
– Esse ato de autocontrole é para auxiliar o ser evocado a seguir o curso
de seus pensamentos e para conduzi-lo de sua própria esfera até a esfera que
você lhe preparou em seu templo;
– Isto significa que o ser aparecerá em sua forma mental e em sua forma
astral, e dependendo do seu poder materializador, ele também assumirá um
corpo físico condensado;
– Você poderá agora ver e ouvir a entidade evocada em seu triângulo
mágico, ou, se você preparou adequadamente seu espelho mágico para a
aparição da entidade, ela aparecerá no espelho mágico em concordância com
seu lay out simbólico de qualidades da esfera relevante, de molde que você
estará apto a contatar a entidade de forma consciente;
– A entidade aparecerá com sua aparência real;
– Procure observar o máximo de detalhes da entidade, para anotar
posteriormente em seu diário ou livro mágico;
– Aguarde ela dirigir-se a você primeiro, nunca tome a iniciativa;
– Procure, se for de seu interesse, combinar com o ser uma forma mais
simples de contatá-lo no futuro;
– Operações desse tipo lhe proporcionarão experiências as mais
variadas;
– Após pedir o que você deseja da entidade, obviamente dentro da
envergadura de poder e natureza do ser, e obtendo dela alguma promessa do
cumprimento do seu desejo, ou de ter obtido o conhecimento almejado, ou
seja lá o que for, só lhe resta enviá-la de volta;
– Você deverá agradecer individualmente ao ser, expressando seu
contentamento pelo fato de que ele, o ser, o reconheceu como um Mago
genuíno, e foi obediente a você, e então você lhe pedirá que retorne a sua
esfera original;
– Com toda a sua consciência, você se colocará na esfera do ser
evocado, e concentrar-se-á por meio de sua imaginação que o ser evocado
está retornando da esfera parcial criada em seu templo para sua esfera, seu
domicílio;
– Feito isso, você retornará como um Mago em plena consciência para a
sua consciência normal, pondo, portanto, fim a evocação;
– Permanecendo no templo, após o fim da operação, você se sentirá num
estado de graça, feliz, excitado;
– Você poderá, ainda, repetir mentalmente toda a operação, passo a
passo, para recordar cada detalhe;
– Com o auxílio de sua imaginação, dissolva a luz acumulada no
universo, tire o "selo" de dentro do triângulo, pondo-o em local seguro;
– Deixe agora o círculo, sem risco algum, retire as lamparinas, etc.;
– Guarde todos os implementos mágicos;
– Escreva tudo detalhadamente em seu diário mágico, exceto se for
orientado de forma diferente pela entidade evocada, com respeito a algo
específico;
– Aos poucos, contatando as mais variadas inteligências, sua experiência
crescerá tremendamente, e bons resultados serão a regra;
– A descrição de uma evocação mágica completa está terminada.
Capítulo X – Pentagramas, Hexagramas e Outras
Estrelas
Conforme o leitor atento já deve ter percebido, há diversos métodos de
se evocar as mais variadas espécies de entidades espirituais.
O meio mais comum para realizar esse tipo de operação mágica é
escolhida a entidade, da qual se conhece o "selo", "sigilo" ou "assinatura",
proceder como indicado anteriormente, na parte relativa à evocação mágica.
Quando, porém, estamos desejosos de evocar uma força "cega", uma
energia elemental impessoal, uma força subjetiva, poderemos nos utilizar
pentagramas e/ou hexagramas mágicos, o que será feito de forma idêntica ao
que se faria no caso dos "sigilos" referidos anteriormente.
Recapitulando, deveremos traçar o pentagrama/hexagrama no papel que
será colocado no triângulo mágico; retraçá-lo no mesmo papel, desta vez com
nossa arma mágica (aquela escolhida para a operação); por fim, traçá-lo no ar
com a mesma arma mágica.

Observação
Após traçar o pentagrama/hexagrama, nunca circundá-lo (isto é, traçar
um círculo em volta do pentagrama/hexagrama), exceto caso se queira
confinar a energia evocada, como, por exemplo, no caso de preparar e
consagrar um talismã, um pantáculo ou um amuleto.

Pentagrama
Quando usar o pentagrama?
Quando quisermos evocar as energias elementais.
Traçar o pentagrama; no centro desse, traçar o sinal do signo zodiacal ao
qual as energias desejadas pertencem, isto é, do grupo elemental que nos
interessa (primeiro, segundo ou terceiro, ou seja, a parcela ativa, ou a parcela
passiva, ou ainda a parcela neutra do elemento). Sobre isso, ver o capítulo
correspondente na primeira parte desta obra.
Quando se deseje somente a presença da energia elemental, mas sem o
"colorido" do signo zodiacal, omite-se o traçado do sinal correspondente a
qualquer signo zodiacal. Serve também para evocar algum ser Elemental ou
"abrir as portas do Éter". Frank G. Ripel aborda esse assunto em
profundidade nos seus três livros citados na bibliografia desta obra.
Também serve para "Evocar o Caos", abrir as portas para a Energia do
Caos.

Hexagramas

Quando usar o hexagrama?


Quando quisermos evocar as energias zodiacais de um só signo, ou para
evocar as forças planetárias de um planeta apenas, ou, ainda, para evocar as
forças elementais como um todo, não apenas as suas parcelas atribuídas aos
signos zodiacais.
Nesse último caso, devemos traçar os quatro hexagramas elementais, um
em cada ponto cardeal do nosso círculo mágico.
Serve também para evocar alguma entidade das referidas esferas.
Atenção a seguir: para traçar os pentagramas/hexagramas, seguir a
ordem numérica, indo do número maior para o menor; quando houverem
números e letras, os traçados não são entrelaçados, mas independentes,
portanto, fazer primeiro todo o traçado dos números e depois o das letras,
sem unir os números com as letras.
Trata-se do simples trabalho de unir os pontinhos, na ordem indicada.
Pentagrama do Akasha (ou Éter)
Pentagrama do Fogo

Pentagrama da Água
Pentagrama do Ar
Pentagrama da Terra
Hexagrama do Fogo
Hexagrama do Ar
Hexagrama da Água
Hexagrama da Terra
Hexagrama da Lua
Hexagrama de Mercúrio
Hexagrama de Vênus
Hexagrama de Marte
Hexagrama de Júpiter
Hexagrama de Saturno
Hexagrama do Sol

Deve-se traçar os seis hexagramas, dos seis outros planetas astrológicos,


no mesmo lugar, isto é, um sobre o outro.
Para quaisquer outros astros celestes, incluindo Urano, Netuno e Plutão,
pode-se utilizar do mesmo hexagrama de Saturno.
Pode-se traçar, no centro do hexagrama, um signo planetário (do
planeta, do signo associado, de alguma inteligência planetária ou zodiacal)
Além desses sinais (pentagramas e hexagramas), e dos "sigilos", existem
outros de uso em magia evocativa:
– Kameas (quadrados) planetários
– quadrados da Magia Sagrada de Abramelin
– Heptagramas Platônicos (começar pelo ângulo do planeta mais forte, e
daí em ordem decrescente); ver na bibliografia a obra de Panisha sobre o
assunto; todos esses utilizados também em Magia Talismânica e Pantacular,
isto é, na confecção (desenhos) e consagração (ritual) de talismãs e
pantáculos. Ver apêndice específico.
Há também sinais gráficos de outras correntes mágicas, como da Magia
Enochiana, os "Pontos Riscados" da Umbanda e da Quimbanda, os "Vevés"
de Voodoo, os desenhos rituais utilizados no Camdomblé da nação Angola,
além de muitas outras coisas.
De todos, por questões técnicas, apresentaremos apenas os Kameas
planetários e elementais e as estrelas (de 7, 8, 9, 10, 11 e 12 pontas, além, é
claro, das de 5 e 6 pontas); os outros símbolos evocatórios ou invocatórios
poderão ser encontrados em publicações diversas.
Observação: colocar cada número em um quadradinho do papel, de
preferência, quadriculado (para facilitar o trabalho).

SOL (111)
6 32 3 34 35 1
7 11 27 28 8 30
19 14 16 15 23 24
18 20 22 21 17 13
25 29 10 9 26 12
36 5 33 4 2 31
LUA (369)
37 78 29 70 21 62 13 54 5
6 38 79 30 71 22 63 14 46
47 7 39 80 31 72 23 55 15
16 48 8 40 81 32 64 24 56
57 17 49 9 41 73 33 65 25
26 58 18 50 1 42 74 34 66
67 27 59 10 51 2 43 75 35
36 68 19 60 11 52 3 44 76
77 28 69 20 61 12 53 4 45

MERCÚRIO (260 & 267)


8 58 59 5 4 62 63 1
49 15 14 52 53 11 10 56
41 23 22 44 48 19 18 45
32 34 35 29 25 38 39 28
40 26 27 37 36 30 31 33
17 47 46 20 21 43 42 24
9 55 54 12 13 51 50 16
64 2 3 61 60 6 7 57

VÊNUS (175)
22 47 16 41 10 35 4
5 23 48 17 42 11 29
30 6 24 49 18 36 12
13 31 7 25 43 19 37
38 14 32 1 26 44 20
21 39 8 33 2 27 45
46 15 40 9 34 3 28

MARTE (65)
11 24 7 20 3
4 12 25 8 16
17 5 13 21 9
10 18 1 14 22
23 6 19 2 15

JÚPITER (34)
4 14 15 1
9 7 6 12
5 11 10 8
16 2 3 13

SATURNO (15)
492
357
816

SATURNO SUPERNAL (65)


17 24 1 8 15
23 5 7 14 16
4 6 13 20 22
10 12 19 21 3
11 18 25 2 9

TERRA (PLANETA); MALKUTH (671)


68 80 92 104 116 7 19 31 43 55 56
81 93 105 117 8 20 32 44 45 57 69
94 106 118 9 21 33 34 46 58 70 82
107 119 10 22 23 35 47 59 71 83 95
120 11 12 24 36 48 60 72 84 96 108
1 13 25 37 49 61 73 85 97 109 121
14 26 38 50 62 74 86 98 110 111 2
27 39 51 63 75 87 99 100 112 3 15
40 52 64 76 88 89 101 113 4 16 28
53 65 77 78 90 102 114 5 17 29 41
66 67 79 91 103 115 6 18 30 42 54

Kameas Elementais:
AR TERRA ÁGUA FOGO
2766 7 2 4 9 2 6 1 8
9511 5 9 3 5 7 7 5 3
4388 3 4 8 1 6 2 9 4

Estrelas Unicursais

De acordo com o número de pontas da estrela, o que se pode Evocar ou


Invocar:
5 pontas:
Elementos, grupos elementais dos signos zodiacais, elementais, o éter, o
caos.

6 pontas:

Planetas, signos, elementos como um todo

7 pontas:
Os sete planetas (um deles ou todos eles), os Espíritos Olímpicos, os
Deuses e Deusas da mitologia (de qualquer panteão), entidades planetárias;

8 pontas:

os sete planetas mais o planeta Terra, a esfera do planeta Terra,


entidades da Esfera da Terra que não sejam Elementais;

9 pontas:
Os nove Deuses e as nove Musas, os Arquétipos, além de suas
qualidades fundamentais, a saber:
Deuses Musas Qualidades/Vícios
- Hórus Clio devoção
- Apollo Terpsichore exuberância
- Thor Thalia malevolência
- Jove Calliope confiança
- Hermes Euterpe contemplação
- Diana Melpomene arrogância
- Hathor Polyhymnia ansiedade
- Venus Erato enternecimento
- Thoth Urania determinação

10 pontas:
Os dez planetas astrológicos (Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Venus, Júpiter,
Saturno, Urano, Netuno, Plutão), as dez Shephirot (Esferas da Árvore da
Vida) (KETHER, CHOKHMAH, BINAH, CHESED, GEBURAH,
TIPHARET, NETZACH, HOD, YESOD, MALKUTH); as dez Shephirot (ou
Sephiroth), cujo plural é Sephirah, são as dez emanações da Consciência
Cósmica, segundo a filosofia Cabalística.

11 pontas:

Qliphot (as Conchas da Árvore da Morte, a sombra da Árvore da Vida):


Qliphah Esfera Demônio função desordem
FERAH KETHER BAPHOMET idolatria delírio
RAHJAH BINAH BEHEMOTH blasfêmia histeria
RILEH HOKHMAH LUCIFUGE vaidade narcisismo
QADESh TIPHERET LEVIATHAN inveja paranoia
KYADER HESED ZEPHAS raiva mania
RAUCH GEBURAH BELPHEGOR indolência depressão
FHIDOR NETSAH ASTAROTH ganância cleptomania
JAUCH HOD BEELZEBUTH gula bulimia
VERJASh YESOD ASMODEUS luxúria satiríase
KARIH MALKUTH LILITH fornicação ninfomania
NUH DAATH ABBADON morte da alma catatonia
Em outras escolas, as correspondências Qliphoticas são as seguintes:
Sephirot Qliphot O nome do Mal
KETHER THAUMIEL Os contendores
CHOKHMAH GHOGIEL Os que criam obstáculos
BINAH SATARIEL Os dissimuladores
CHESED AGSHEKELOH Os transgressores
GEBURAH GOLOHEB Os que queimam
TIPHARETH TAGIRIRON Os que provocam controvérsia
NETZACH GHARAH TZEREK Os que pilham
HOD SAMAEL Os mentirosos
YESOD GAMALIEL Os pervertidos
MALKUTH LILITU Os fornicadores
Segundo a filosofia cabalística, Qliphot é um plano habitado por
entidades malévolas de todo tipo, inclusive Vampiros Astrais, formas-
pensamento nefastas, elementais naturais e artificiais, elementares, larvas,
entre outras criaturas perigosas. Cada esfera Sephirotica tem seus
correspondentes Qliphoticos. Somente Magos experientes devem tentar
penetrar nessas esferas obscuras de poder.

12 pontas:
Os Signos do Zodíaco

(ÁRIES, TAURUS, GEMINI, CANCER, LEO, VIRGO, LIBRA,


SCORPIO, SAGITTARIUS, CAPRICORNUS, AQUARIUS, PISCES)

Evocação Geomântica/Invocação Geomântica

Como Evocar ou Invocar as forças das figuras geomânticas: traçar os


Pentagramas dos dois elementos involvidos, na ordem em que aparecem na
formação da figura, isto é, de cima para baixo.
Exemplo:
1222 é 12+água + 22=terra, portanto, água antes, depois terra;
1111 é 11=fogo + 11=fogo, portanto, fogo duas vezes;
Como evocar os planetas ou plexos obscuros ou pontos da astrologia
árabe:
– Partes helíacas: o Sol antes, depois o planeta da parte que interessa;
– Partes selênicas: a Lua primeiro, depois o planeta cuja parte
buscamos;
Exemplo: Parte da Fortuna, primeiro Sol, depois Lua (hexagramas);
– Sol Negro: primeiro Caos (pentagrama), daí o Sol;
– Lua Negra ou Lilith: primeiro Caos, daí Lua e depois Venus;
– Priapo: primeiro Caos, daí Lua depois Marte.
– Cabeça do Dragão: orientar-se como se tratasse da figura geomântica,
2111, portanto 21 (ar) + 11 (fogo);
– Cauda do Dragão: como acima, portanto 1112 é 11 (fogo) + 12
(água).
Muito cuidado com todas as operações de Evocação ou Invocação
utilizando-se da energia das estrelas traçadas com Armas Mágicas; seu poder
é bem maior e mais sutil do que se imagina.
Apenas como exemplo, uma das maneiras mais convencionais de evocar
(ou invocar) a força desejada, consiste em se traçar a estrela adequada, com a
arma adequada (ou até mesmo com a mão, com os dedos ou até com um dos
dedos), partindo do ângulo aonde está situada a força, e a partir daí, no
sentido horário, até completar o traçado da estrela, isto é, até retornar ao
ponto de partida; para banir a força anteriormente chamada, repete-se a
operação, mas desta vez partindo não do ângulo da força, mas rumo a essa,
no sentido anti-horário, isto é, no sentido inverso ao da primeira operação.
Outra forma de se operar com as estrelas, descrevo a seguir:
– Trace primeiramente o "sigilo" (ou outro sinal) da força desejada;
– Traçar, próximo do lugar aonde foi traçado o "sigilo", a estrela
adequada, no sentido horário;
– Para banir a força, traçar o "sigilo", daí traçar a estrela novamente, mas
aqui em sentido anti-horário, isto é, inverso ao usado antes.
Para os menos experientes, recomendo que usem os pentagramas,
hexagramas e heptagramas, pois os mesmos são adequados a maioria das
operações mágicas, além de não requerer muitos estudos adicionais ou
meditações relativas as atribuições dos ângulos das estrelas.
Somente por curiosidade, a seguir temos uma relação de
correspondências entre as estrelas gráficas e os Planetas Astrológicos, seus
Arquétipos e Esferas:
- SATURNO - 3 PONTAS
- JÚPITER - 4 PONTAS
- MARTE - 5 PONTAS
- SOL - 6 PONTAS
- VÊNUS - 7 PONTAS
- MERCÚRIO - 8 PONTAS
- LUA - 9 PONTAS
- TERRA - 10 PONTAS
KAMEAS – USO MÁGICO DOS QUADRADOS PLANETÁRIOS
SOL X LUA: bons relacionamentos com os próximos
SOL X MERCÚRIO: sucesso nos negócios
SOL X VÊNUS: popularidade, desenvolvimento artístico
SOL X MARTE: sucesso pelo próprio esforço, liderança, feitos
extraordinários
SOL X JÚPITER: progresso, reconhecimento, sucesso material e/ou
espiritual
SOL X SATURNO: saúde delicada, tudo "mirrando", separações
LUA X MERCÚRIO: facilita viagens; recepção de estímulos mentais
LUA X MARTE: negócios ou atividades que se necessita iniciar com
vigor
LUA X VÊNUS: uniões harmoniosas, casamento muito prolífico, boa
vida familiar
LUA X JÚPITER: sucesso social, grandes empreendimentos, vantagens
materiais
LUA X SATURNO: depressão, isolamento, separação do elemento
feminino
MERCÚRIO X MARTE: conquista do sucesso pelas ideias e
determinação
MERCÚRIO X VÊNUS: uniões amorosas, pensamentos românticos,
sucesso artístico
MERCÚRIO X JÚPITER: sucesso nos negócios e ciências
MERCÚRIO X SATURNO: avanços lentos, mas seguros, concentração
filosófica
MARTE X VÊNUS: maturidade sexual prematura, uniões baseadas no
sexo
MARTE X JÚPITER: sucesso, negociações afortunadas, contratos,
acordos, casamento
MARTE X SATURNO: "testes" de força, disputa, separações, doenças,
morte
VÊNUS X JÚPITER: ganho rápido de popularidade, "cair apaixonado",
casamento
VÊNUS X SATURNO: uniões românticas com notável diferença etária
JÚPITER X SATURNO: sucesso mutante; (provoca) mudança de casa
ou emprego
Capítulo XI – Invocação Mágica
Quando se conduz uma invocação, se atrai uma Entidade desencarnada
para dentro de si próprio, para seu próprio interior.
Quando se conduz uma evocação, se atrai uma Entidade desencarnada
para si, mas a mesma é mantida externa a nós, restrita ou confinada a uma
área determinada, normalmente um Triângulo Mágico.
Invocando um Ser com determinados poderes e habilidades,
"chamamos" essas qualidades para nós mesmos. Adquirimos, portanto, essas
qualidades – ao menos temporariamente.
Como muitos de meus leitores são neófitos neste tipo de operações,
aconselho aos que desejam praticar a Invocação Mágica que se restrinjam às
Entidades amáveis e benéficas, que possuam qualidades que desejemos
possuir. Jamais Invoquem Demônios ou outras Entidades perigosas, cujas
qualidades possam causar ferimentos ou acidentes, em quem o invoca ou aos
próximos desse.
Uma Invocação é mais fácil de ser levada a cabo, com sucesso, por
alguém pouco treinado magicamente, do que uma Evocação.
Uma Evocação é mais difícil de ser executada, com sucesso, nas
mesmas condições.
Uma Invocação é uma Operação Mágica muito mais perigosa que uma
Evocação, pouco importando a experiência do Mago que a conduz.
Capítulo XII – A Invocação de Uma Entidade
O processo de Invocação de uma Entidade é muito parecido com o de
Evocação Mágica. Como a última já foi detalhadamente explicada
anteriormente, vamos nos ater apenas aos tópicos de maior relevância.

– Selecione a Entidade desejada;


– Determine suas características, tais como aparência, sigilo, esfera, área
de atuação, etc.;
– Determine qual a "estrela" adequada à operação;
– Estabeleça seu Círculo Mágico;
– Mantenha-se dentro do Círculo Mágico;
– Fique de frente para o ponto cardeal correspondente à esfera de poder
da Entidade escolhida (se souber este dado);
– Use seu Bastão Mágico para traçar a "estrela" da operação,
visualizando-a traçada;
– O Bastão é a arma mágica adequada, pois qualquer Entidade que não
atenda amigavelmente a uma chamada (com o Bastão), não deve ser
"convidada" a penetrar em nosso Microcosmos;
– Vibre adequadamente o nome da Entidade – pronuncie-o, visualize-o,
ouça-o, sinta-o, veja-o inscrito na "estrela";
– Procure sentir a presença da Entidade;
– Tente visualizá-la;
– Mantenha sempre em mente seu desejo – de que a Entidade "entre" em
você, o possua, comungue consigo seus poderes e qualidades;
– Sinta-se possuído pela Entidade e, ao mesmo tempo, possuidor
daquelas qualidades;
– Mantenha-se nesse estado de "êxtase" durante alguns minutos,
varrendo pensamentos alheios à operação da mente, concentrando-se apenas
no desejado;
– Após algum tempo de sentir-se "inundado" dessa energia, sinta a
vontade de voltar a ser você mesmo, de separar-se da Entidade;
– Faça então o ritual de banimento, de forma adequada e completa;
– Mesmo que você não tenha sentido nada, faça o ritual de banimento de
forma completa, pois não se pode viver com "restos" de uma operação
mágica dentro de nós – mesmo que de uma operação malsucedida.
– Após banir a Entidade de volta ao plano dela, agradeça sua atenção e
gentileza em atender sua Invocação;
– Seja sempre gentil com a Entidade Invocada; afinal, ele irá montá-lo
como um cavaleiro monta num cavalo...
Capítulo XIII – A Prática da Criação de Egrégoras
As instruções a seguir foram usadas com sucesso por nosso Grupo, que
as manteve em total sigilo durante muito tempo.
É chegado o momento de tornar públicas essas instruções.
Guarde-as com carinho.
Elas poderão ser a chave de profundas transformações positivas em sua
vida, se você assim o permitir.
São as instruções para a criação de Egrégoras de tipo definido, mas que
servem para a criação de qualquer Egrégora.
O que pretendemos é criar uma Egrégora (Forma-Pensamento coletiva)
para atender-vos a todos, além de poder atender aos vossos parentes e
amigos, por vosso intermédio.
Obviamente que, ao criar a "sua" parte da Egrégora, cada um deverá
mentalizar o que deseja para si, e somente para si, e quais os limites desse
desejo (Karma, missão, etc.), de acordo com seus conhecimentos e
convicções pessoais.
Esse trabalho tem algumas características especiais:
– Cada um deve pensar o que espera ou deseja para si apenas, ninguém
sabe o que é bom para os outros;
– Dividir para somar – um pouco de cada um ajudará a todos;
– Buscar ajuda objetiva e subjetiva: abertura de caminhos,
oportunidades de negócio que não prejudiquem ou firam ao próximo, auxílio
a que se vejam as oportunidades no caminho, que nunca faltem os
meios/alimentos mesmo em calamidades, que vosso patrimônio seja
protegido, que se tenham os meios de continuar os estudos, fartura de
conhecimento, livros, amigos, essas e outras coisas;
– Cada um fará o ritual em seu lar, e usará da Egrégora quando
necessitar, sem ter que ter a interferência de um líder;
– A Imagem Telesmática da Egrégora é de livre escolha;
recomendamos, porém, a CORNUCÓPIA, símbolo tradicional da fartura e da
riqueza;
– Além disso, num sentido mais hermético, a CORNUCÓPIA simboliza
o ventre feminino, fecundo, fértil, gerador e preservador da vida;
Ao sentir vontade, ou necessidade, de auxílio da Egrégora, dever-se-á
visualizá-la, onde quer que seja, idêntica à ilustração utilizada nos rituais – e
é justamente nesse momento que vosso subconsciente acessará a Imagem
Telesmática, que, por sua vez, acessará a Egrégora, fortalecendo-a;

A forma de criar a Egrégora é a seguinte:

– Todos deverão ter à mão a ilustração da Imagem Telesmática, isto é,


conforme nossa sugestão, da CORNUCÓPIA (neste caso); poderá, conforme
as necessidades, e de acordo com a vontade individual, ser substituída por
outra que represente melhor as aspirações dos praticantes;
– Desde o primeiro dia da Lua crescente até o último dia da Lua cheia,
todos os dias, cada um se recolherá a um canto qualquer, quando faltarem
cinco minutos para a meia-noite (cinco minutos para a uma hora da manhã
durante o horário de verão);
essa hora foi escolhida pois:
a) é poderosa hora "aberta";
b) as outras horas abertas são inviáveis para uma boa quantidade dos
membros do grupo (seis da manhã é muito cedo; seis da tarde e meio-dia são
horas de atividade profissional ou social; sobrou a meia-noite);
– Nas fases claras da Lua, mesmo que alguém "bobeie", não será gerada
uma entidade com aspectos negativos, pois as fases claras da Lua somente
são adequadas para a geração de entidades benéficas, enquanto que as fases
escuras da Lua são adequadas para a geração de entidades maléficas;
– A cada mês, findo o período inicial, que é de um ano, cada um deverá
repetir o ritual no Domingo de Lua cheia, e, caso queira, também no
Domingo de Lua crescente;
– após os primeiros seis meses de trabalho, caso deseje, poderá trabalhar
todos os dias, em todas as fases lunares, sempre na mesma hora;
– Para o ritual se necessita de:
a) um cálice;
b) uma garrafa de vinho moscatel ou tinto;
c) um pãozinho ou coisa semelhante;
d) a ilustração da Imagem Telesmática;
Execução
– Recolher-se a um local sossegado, faltando cinco minutos para a hora
escolhida;
– Colocar vinho na taça;
– Segurar a taça nas mãos;
– Ficar observando a ilustração da Imagem Telesmática, meditando
sobre seus aspectos e sobre o que desejamos obter de bom (assunto
conhecido) com a formação da Egrégora;
– Após uns quatro ou cinco minutos, molhar um pedaço do pãozinho no
vinho, meditando sobre esse mistério, da Eucaristia (ver Initiation Into
Hermetics, de Franz Bardon);
– Comer o pedacinho de pão, ainda concentrado;
– Ainda em meditação, sorver todo o vinho, sem deixar nada;
– Colocar na taça já vazia, um pouco de água mineral, o mesmo tanto
que foi colocado de vinho;
– Repetir a meditação, sorvendo, então, a água;
– Está encerrado o ritual;
– Guardar tudo, para repetir no dia seguinte.

Observação
os abstêmios poderão substituir o vinho por suco de uva, ou água
comum.
Durante todo o tempo do ritual, a pessoa deverá repetir as seguintes
palavras, na ordem dada, posto ser a alfabética:
– ABUNDÂNCIA FARTURA FELICIDADE PROSPERIDADE RIQUEZA
SAÚDE – .
Repetir essas palavras, diversas vezes, não importa se mentalmente ou
de forma audível.
Na concentração do significado das palavras, conjugadas
simultaneamente com a concentração na CORNUCÓPIA, reside o poder
desse ritual, antigo e eficiente.
As palavras escolhidas só fazem sentido no caso de se estar usando a
Imagem Telesmática da CORNUCÓPIA; caso se tenha escolhido outra
Imagem Telesmática, as palavras deverão ser as adeqüadas à imagem
escolhida e ao trabalho.
É importante não quebrar a corrente durante o período que se escolher
para executar o ritual.
Se necessário, fazê-lo mentalmente apenas, mas não deixar, sob
nenhuma hipótese, de realizá-lo.
Posteriormente, a ilustração poderá ser enquadrada e magicamente
animada (ver o mesmo livro citado acima, de Franz Bardon), para emitir
fluídos benéficos à todos que por perto dela passem, ou que a observem; isso
servirá a todos que estejam precisando de algo, e abram seu coração.

Quanto mais utilizada, mais forte a Egrégora ficará.


Eis o segredo revelado.
É muito simples e fácil.
Foi-lhes revelado o verdadeiro Mistério da Eucaristia.
Sejam dignos dessa revelação.
Capítulo XIV – Consciência de Ser Deus

"SOMENTE AQUELE QUE TEM CONSCIÊNCIA DE SER DEUS PODE


COMANDAR O UNIVERSO"
(Franz Bardon).

A forma de "tomar consciência de ser Deus", imprescindível na Magia


Evocativa, pode tornar-se um conceito abstrato demais para muitas pessoas.
Existe, no livro "FRABATO", de Franz Bardon, uma bela oração, na
página 206:

"Eu sou a chama que arde eternamente,


Eu sou a respiração que jamais cessará,
Eu sou a luz que sempre brilhou, desde o princípio,
Sagrado, Sagrado é meu Nome".

Mas eu tenho uma outra sugestão ao leitor.


Tente cantar a música GITA, de autoria de Raul Seixas e Paulo Coelho,
do LP homônimo (hoje também em CD). Vale também recitá-la, ou meditar
sobre a letra.
A música narra um trecho importantíssimo do BAGHAVA-GITA,
aonde o guerreiro
Arjuna pergunta a Krishna o motivo pelo qual ele deveria viver
combatendo e matando outros homens, uma vez que era um guerreiro.
Krishna acha a pergunta imbecil, mas, mesmo assim, uma vez mais, resolve
responder. E é justamente desse belo trecho do texto em questão que esses
dois brilhantes compositores brasileiros tiraram inspiração para a composição
de GITA.
Só uma recomendação: para audição, recomendo a versão original,
cantada por Raul Seixas. Outras versões existem, mas não as recomendo para
a finalidade que tenho em mente.
Capítulo XV – Conclusão

O Que é a Magia

Vivemos num tempo em que todos tem uma definição brilhante para
Magia.
Os "iluminados" acham que "devemos cumprir nosso destino",
aceitando-o, buscando "iluminação" interior, vivendo felizes como bois rumo
ao matadouro...
Não sou desses. Acho que os homens (e as mulheres) nasceram para
"querer". Se Deus quisesse que o homem não quisesse, não teria feito os
homens (e mulheres) assim; talvez nos tivesse feito formigas.
Há uma corrente que define Magia como a "busca interior".
Para mim, a definição de Aleister Crowley é a mais correta:

– "Magick is the science and art of causing changes to ocur in


conformity with will"

(Magia é a ciência e a arte de provocar mudanças de acordo com a


vontade)

Além disso, esse brilhante Mago, Autor e Pensador fabuloso, cunhou


mais algumas frases relevantes quando se pretende definir "MAGIA":

– "The Universe is in equilibrium: therefore he that is without it, though


his force be but a feather, can overturn the Universe. Be not caught within
that web, O child of Freedom! Be not entangled in the universal Lie, O child
of Truth!" (The Book of Lies)
– "Sex is, directly or indirectly, the most powerful weapon in the armory
of the Magician; and precisely because there is no moral guide, it is
indescribably dangerous" (Magick Without Tears)
– "There are only two operations possible in the Universe, Analysis and
Synthesis. To Divide and to Unite. 'Solve et Coagula' said the Alchemists"
(The Book of Thoth)
– "A man is what he maketh himself within the limits fixed by his
inherited destiny; he is a part of mankind; his actions affect not only what he
calleth himself, but also the whole Universe" (Liber Librae)
– "The Magician works in a temple, the Universe (be it remembered!)
coterminous with himself" (Book 4)
– "Magic is the science of understanding oneself and one's conditions. It
is the art of applying that understanding in action" (Magick in Theory and
Practice)
Bibliografia

Pesquiso "Ocultismo" há mais de duas décadas.


Nesse tempo, li um pouco de tudo e experimentei muitas técnicas
diferentes. Foram literalmente milhares de obras consultadas ao longo desses
mais de vinte anos, muitas das quais influenciaram bastante minha maneira
de encarar a Magia.
Todas são importantes, mas, listá-las, inviabilizaria qualquer bibliografia
que pretendesse ter alguma utilidade prática.
Assim, decidi-me por listar apenas as obras de suma importância nessa
matéria, omitindo, por razões técnicas, autores de relevância.
Peço, ainda, que o leitor desculpe a forma como ordenei a bibliografia,
pois optei por listar os autores por ordem de importância de seus e, ao invés
de citá-los por ordem alfabética.

Obras Recomendadas

FRANZ BARDON, o mais importante autor do assunto.


- INITIATION INTO HERMETICS – ISBN 3-921338-01-8.
- THE PRACTICE OF MAGICAL EVOCATION – ISBN 3-921338-02-6.
- THE KEY TO THE TRUE QUABBALAH – ISBN 3-921338-03-4.
- FRABATO THE MAGICIAN – ISBN 3-921338-07-7.

DR. LUMIR BARDON – DR. M.K.


- ERINNERUNGEN AN FRANZ BARDON – ISBN 3-921338-18-2.

DR. GEORG LOMER


- LEHRBRIEFE ZUR GEISTIGEN SELBSTSCHULUNG – ISBN 3-
921338-20-4. DIETER RÜGGEBERG
- THEOSOPHIE UND ANTROPOSOPHIE IM LICHT DER HERMETIK –
ISBN 3-921338-10-7.
- CHRISTENTUM UND ATHEISMUS IM VERGLEICH ZU OKKULTISM
UND MAGIE – ISBN 3-921338-12-3.
- GEHEIMPOLITIK – 1 – DER FAHRPLAN ZUR WELTHERRSCHAFT –
ISBN 3-921338-15-8.
- GEHEIMPOLITIK – 2 – LOGEN – POLITIK – ISBN 3-921338-16-6.
EDITOR: VERLAGSBUCHHANDLUNG RÜGGEBERG. DIETER
RÜGGEBERG. POSTFACH 13 08 44. D-42035 WUPPERTAL
DEUTSCHLAND – GERMANY/ALEMANHA

PASCAL BEVERLY RANDOLPH


Um dos autores mais importantes da Magia, influenciou o trabalho de
Mestres como Franz Bardon, Aleister Crowley, Michael Bertiaux e outros.
- SEXUAL MAGIC – ISBN 0-939708-26-4
EDITOR: MAGICKAL CHILDE PUBLISHING, INC., 35 WEST 19 th.
STREET, NEW YORK, NY 10011, USA, ESTADOS UNIDOS.

DONALD TYSON
Seus livros são modernos e de fácil leitura. Recomendo, especialmente:
- HOW TO MAKE AND USE A MAGIC MIRROR – ISBN 0-87542-831-2.

FRATER U. D.
Autor moderníssimo, que merece ser estudado.
- SECRETS OF THE GERMAN SEX MAGICIANS – ISBN 0-87542-672-7.
- PRACTICAL SIGIL MAGIC – ISBN 0-87542-774-X. EDITOR:
LLEWELLYN PUBLICATIONS A DIVISION OF LLEWELLYN
WORLDWIDE, LTD., P.O.BOX 64383, St. PAUL, MN 55164-0383, USA,
ESTADOS UNIDOS

PETER JAMES CARROLL


Meu amigo P.J.C. é considerado o "sucessor mágico" de Aleister Crowley e
de Austin Osman Spare. Seu trabalho, de vanguarda, merece ser estudado.
- LIBER NULL & PSYCHONAUT – ISBN 0-87728-639-6.
- LIBER KAOS – ISBN 0-87728-742-2
NIGEL R. CLOUGH
Autor de um livro extremamente importante:
- HOW TO MAKE AND USE MAGIC MIRRORS – ISBN 0-87728-314-.
EDITOR: SAMUEL WEISER, INC. BOX 612, YORK BEACH, MAINE
03910, USA, ESTADOS UNIDOS

GARETH KNIGHT
Autor de vasta obra, da qual selecionei dois títulos, que considero os mais
práticos:
- PRÁTICAS E EXERCÍCIOS OCULTOS – ISBN 0-85030-296-X
- PRÁTICA DA MAGIA RITUAL – ISBN 0-85030-181-5

OLDEMAR NUNES
O autor ensina diversos exercícios, que reputo de muita utilidade para os
estudiosos da Magia.
- CONTROLE DA MENTE ON – ISBN IGNORADO EDITOR: EDITORA
HEMUS

CHOA KOK SUI


o mais moderno autor do assunto "Cura Espiritual". Recomendo suas obras:
- A ANTIGA CIÊNCIA E ARTE DA CURA PRÂNICA – ISBN 85-7187-
008-X
- A ANTIGA CIÊNCIA E ARTE DA PSICOTERAPIA PRÂNICA – ISBN
85-7187-020-9
- CURA PRÂNICA – ISBN 85-7187-054-3, EDITOR: EDITORA GROUND

JUANITA WESCOTT
Estudiosa da obra de Franz Bardon, escreveu um interessante e sério livro,
abordando a força mágica da música.
- MAGIC & MUSIC – ISBN 0-913407-00-3, EDITOR: ABBETIRA
PUBLICATIONS P.O.BOX 17600, TUCSON, ARIZONA 85731, USA,
ESTADOS UNIDOS
PANISHA
Meu amigo Panisha (Paul Younis Shamye), pioneiro no Brasil da Nova
Astrologia e da Nova Geomancia, escreveu diversas obras importantes. Do
ponto de vista da Magia, recomendo três obras de sua autoria:
- A NOVA ASTROLOGIA AO ALCANCE DE TODOS – ISBN 85-85505-
08-7
- A NOVA GEOMANCIA – ISBN IGNORADO
- OS HEPTAGRAMAS PLATÔNICOS E A NOVA ASTROLOGIA – ISBN
IGNORADO
EDITOR: MADRAS LIVRARIA E EDITORA LTDA.

DR. LUCIANO STANCKA E SILVA


Médico, meu amigo de longa data, escreveu um livro bastante interessante,
abordando inúmeros temas de interesse dos estudiosos de ocultismo.

- CONHECIMENTO VITAL – ISBN IGNORADO


EDITOR: INSTITUTO FENIX/SÓ O Q INTERESSA

PAULO COELHO
O maior "best-seller" do Brasil escreveu livros que despertaram o interesse
pelo esoterismo entre nós.
Somos amigos desde antes dos seus sucessos literários.
Apesar de sua obra de minha preferência ser dessa época, ainda a recomendo-
o por conter ensinamentos bastante úteis ao estudioso da Magia, em especial
no tocante aos exercícios ensinados.

- O DIÁRIO DE UM MAGO – ISBN IGNORADO


EDITOR: ROCCO
© 2000 J. R. R. Abrahão
supervirtual@supervirtual.com.br

Uma publicação eletrônica da EDITORA SUPERVIRTUAL LTDA.


Colaborando com a preservação do Patrimônio Intelectual da Humanidade.
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(reprodução permitida para fins não-comerciais)

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Novembro 2000
Table of Contents
O Autor
Sobre a Obra
Dedicatória
Prefácio
Primeira Parte: Teoria
Capítulo I: Magia
Algumas Definições Importantes
Nível de Feitiçaria
Nível Shamânico
Nível de Magia Ritual
Nível de Magia Astral
Nível de Alta-Magia
Sistema da Golden Dawn (Aurora Dourada)
Sistema Thelêmico (Thelema, Aleister Crowley)
Sistema Aurum Solis
Sistema Salomônico (de Salomão)
Sistema Da Magia Planetária
Sistema Sangreal
Sistema dos Tattwas:
Sistema de Pathworking
Sistema Satanístico (Satanismo)
Sistema da Magia Sagrada de Abramelim (Os Quadrados
Mágicos)
Sistema Enoquiano (Magia Enoquiana)
Sistema da Bruxaria (Witchcraft)
Sistema Druida (Druidismo)
Sistema Shamânico (Shamanismo)
Sistema Demoníaco (Goetia, Goécia)
Sistema Solar
Sistema Bon-Po (Bon-Pa)
Sistema Zos-Kia-Cultus
Sistema Rúnico (Magia de Runas)
Sistema Icônico/Iconográfico (Antigo Sistema Hebraísta)
Sistema do Vudú (Voudoun, Voodoo):
Sistema de Magia do Caos
Sistema de Magia Natural:
Sistema Necronomicônico (Do Necronomicon)
Sistema Luciferiano (Luciferianismo, Fraternitas Saturni)
Sistema Hermético (Hermetismo, Franz Bardon)
Sistema Cabalístico (Quabbalah, Kabalah, Tantra, Fórmulas
Mágicas)
Magia Eletrônica
Sistema Psicotrônico (Psicotrônica)
Sistema de Emissões de Ondas-Devidas-às-Formas (Sistema
de Ondas-de-Forma):
Sistema Radiônico (Radiônica)
Sistema do Candomblé
Sistema da Umbanda
Sistema da Quimbanda:
Sistema da Wicca
Sistema de Magia Sexual
Sistema da O.T.O.
Sistema da O.T.O.A.
Sistema Maatiano
Sistema Da Fraternitas Saturni (F.S.)
Sistema Ansariético
Sistema de Eulis
Sistema Zos-Kia
Sistema Palladium
Capítulo II – Deus
As Egrégoras Coletivas e a Hierarquia dos Deuses Internos do Homem
Observação
Capítulo III – Definições Básicas das Entidades Espirituais
“Quem é Quem”
Observação
Capítulo IV – Paramentos da Magia Cerimonial
Capítulo V – O Que Caracteriza os Paramentos da Magia Evocativa
Cerimonial
Capítulo VI – Paramentos da Magia Ritual Serventia e Simbolismo
Capítulo VII – A Operação Mais Importante da Magia
O Contato e o Conhecimento do Anjo da Guarda, a Natureza do Amante
Secreto, do Augoeides, de Choronzon e do Habitante do Umbral
Capítulo VIII – Breve Introdução à Radiônica
O Que São Máquinas Radiônicas
Segunda Parte: Prática
Capítulo IX – A Prática da Evocação Mágica
A Evocação de uma Entidade
Capítulo X – Pentagramas, Hexagramas e Outras Estrelas
Observação
Pentagrama
Hexagramas
Pentagrama do Akasha (ou Éter)
Pentagrama do Fogo
Pentagrama da Água
Pentagrama do Ar
Pentagrama da Terra
Hexagrama do Fogo
Hexagrama do Ar
Hexagrama da Água
Hexagrama da Terra
Hexagrama da Lua
Hexagrama de Mercúrio
Hexagrama de Vênus
Hexagrama de Marte
Hexagrama de Júpiter
Hexagrama de Saturno
Hexagrama do Sol
Estrelas Unicursais
Os Signos do Zodíaco
Evocação Geomântica/Invocação Geomântica
Capítulo XI – Invocação Mágica
Capítulo XII – A Invocação de Uma Entidade
Capítulo XIII – A Prática da Criação de Egrégoras
Execução
Observação
Capítulo XIV – Consciência de Ser Deus
Capítulo XV – Conclusão
O Que é a Magia
Bibliografia
Obras Recomendadas