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FORMAÇÃO INTEGRAL EM

SAÚDE
Professora Isabella Cunha
Conceito ampliado de Saúde
• A saúde é resultante das condições de alimentação, habitação,
educação, renda, meio ambiente, trabalho, lazer, liberdade, acesso e
posse de terra, e acesso ao serviço de saúde.
• O conceito ampliado de saúde está relacionado a qualidade de vida
do indivíduo, e não somente a ausência de doença.

O que é qualidade de vida


No Brasil quem tem direito à saúde?
• O artigo 196 da Constituição da República de 1988 estabelece que: “A
saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante
políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de
doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às
ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”
• Desta forma, a Constituição garante à todo cidadão o acesso gratuito
aos órgãos relacionados à saúde pública para, por exemplo pleitear:
• Medicamentos; • Internações;
• Próteses; • Cirurgias;
• Consultas Médicas; • Orientações e cuidados de saúde através do SUS
• Exames
O que é o SUS?
• É um sistema público de saúde que reúne toda as ações, serviços e
unidades de saúde sob responsabilidade da União, dos Estados e
Municípios, de forma integrada.
• O SUS é considerado um dos mais abrangentes sistemas públicos de
saúde do mundo, e presta serviços de forma gratuita a toda a
população brasileira.
Organização dos serviços de saúde
• O Brasil possui mais de 5.560 municípios e 26 Estados, e nem todos
têm condições, sozinhos, de oferecer todas as ações e serviços
necessários para garantir a saúde de sua população.
• Para isto, o SUS está organizado em redes, coordenadas
regionalmente, visando oferecer um atendimento integral e completo
ao cidadão.
Princípios e direitos do SUS
• As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados
contratados ou conveniados que integram o SUS obedecem os
seguintes princípios:
• Universalidade: É a garantia de atenção à saúde, por parte do sistema, a todo
e qualquer cidadão (“A saúde é direito de todos e dever do Estado” – Art. 196
da Constituição Federal de 1988).
Com a universalidade, o indivíduo passa a ter direito de acesso a todos os
serviços públicos de saúde, assim como aqueles contratados pelo poder
público de saúde, independente de sexo, raça, renda, ocupação ou outras
características sociais ou pessoais. Saúde é direito de cidadania e dever do
Governo: Municipal, Estadual e Federal.
• Equidade: O objetivo da equidade é diminuir as desigualdades. Mas
isso não significa que a equidade seja sinônima de igualdade. Apesar
de todos terem direito aos serviços, as pessoas não são iguais e por
isso têm necessidades diferentes. Então, equidade é a garantia a
todas as pessoas, em igualdade de condições, ao acesso às ações e
serviços dos diferentes níveis de complexidade do sistema.

O que determinará as ações será a prioridade epidemiológica e não o


favorecimento, investindo mais onde a carência é maior. Sendo assim,
todos terão as mesmas condições de acesso, more o cidadão onde
morar, sem privilégios e sem barreiras. Todo cidadão é igual perante o
SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que
o sistema pode oferecer para todos.
• Integralidade: As ações de promoção, proteção e reabilitação da saúde
não podem ser fracionadas, sendo assim, os serviços de saúde devem
reconhecer na prática que: se cada pessoa é um todo indivisível e
integrante de uma comunidade, as ações de promoção, proteção e
reabilitação da saúde também não podem ser compartimentalizadas,
assim como as unidades prestadoras de serviço, com seus diversos
graus de complexidade, configuram um sistema capaz de prestar
assistência integral.
Ex: a política do câncer de mama não só ter a preocupação com a mastectomia, mas
também com a cirurgia reparadora e a assistência psicológica à mulher.

• Ao mesmo tempo, o princípio da integralidade pressupõe a articulação


da saúde com outras políticas públicas, como forma de assegurar uma
atuação intersetorial entre as diferentes áreas que tenham repercussão
na saúde e qualidade de vida dos indivíduos.
• Regionalização e hierarquização: Os serviços devem ser organizados
em níveis de complexidade tecnológica crescente, dispostos em uma
área geográfica delimitada e com a definição da população a ser
atendida.

Planejados a partir de critérios epidemiológicos, implica na


capacidade dos serviços em oferecer a uma determinada população
todas as modalidades de assistência, bem como o acesso a todo tipo
de tecnologia disponível, possibilitando alto grau de resolutividade
(solução de problemas).
• Resolubilidade: É a exigência de que, quando um indivíduo busca o
atendimento ou quando surge um problema de impacto coletivo sobre a
saúde, o serviço correspondente esteja capacitado para enfrentá-lo e resolvê-
lo até o nível da sua competência; devendo referenciá-lo a outro nível de
complexidade quando não for capaz de dar a devida assistência.
A rede de serviços do SUS deve ser organizada de forma regionalizada e
hierarquizada, permitindo um conhecimento maior dos problemas de saúde
da população de uma área delimitada, favorecendo ações de vigilância
epidemiológica, sanitária, controle de vetores, educação em saúde, além das
ações de atenção ambulatorial e hospitalar em todos os níveis de
complexidade.
O nível primário de atenção corresponde às Unidades Básicas de Saúde e
deverá resolver 80% dos problemas que absorverem. O nível secundário
corresponde aos Centros de Especialidades e devem resolver 15% dos
problemas, cabendo os 5% restantes ao nível terciário de atenção à saúde,
onde estão os hospitais de referência.
• Descentralização: É entendida como uma redistribuição de poder e
responsabilidades quanto às ações e serviços de saúde entre os vários
níveis de governo, a partir da ideia de que quanto mais perto do fato
a decisão for tomada, maior a possibilidade do acerto.

Assim, ao município cabe a execução da maioria das ações na


promoção das ações de saúde diretamente voltadas aos seus
cidadãos, principalmente a responsabilidade política pela sua saúde.
Isso significa dotar o município de condições gerenciais, técnicas,
administrativas e financeiras para exercer esta função.
• Participação dos cidadãos: É a garantia constitucional de que a
população, por meio de suas entidades representativas, participará
do processo de formulação e avaliação das políticas de saúde e do
controle da sua execução, em todos os níveis, desde o federal até o
local. Essa participação ocorre por meio dos conselhos de saúde que
têm poder deliberativo, de caráter permanente, compostos com a
representatividade de toda a sociedade.

Sua composição deve ser paritária, com metade de seus membros


representando os usuários, e a outra metade, o conjunto composto
por governo, profissionais de saúde e prestadores privados de
serviços.
• Complementariedade do setor privado: A Constituição definiu que,
existindo a insuficiência do setor público, torna-se lícita a contratação
de serviços privados, no entanto, deve-se dar sob três condições:
1- a celebração do contrato, conforme as normas do direito público, ou
seja, o interesse público prevalecendo sobre o particular;

2- a instituição privada deverá estar de acordo com os princípios


básicos e normas técnicas do SUS.

3 - a integração dos serviços aprovados deverá se dar na mesma lógica


organizativa do SUS. Todo serviço privado contratado passa a seguir as
determinações do sistema público, em termos de regras de
funcionamento, organização e articulação com o restante da rede.
Modelo de rede SUS – Assistência integral
• Serviço de atenção primária
• Às pessoas que se sentem bem e que são assim avaliadas pela abordagem
médica cabem ações de promoção da saúde e de prevenção primária
• Serviço de atenção secundária
• Aos que se sentem bem, mas cuja abordagem profissional detecta problemas
ou riscos ainda não perceptíveis pelo doente, estão indicadas ações de
prevenção secundária, como detecção precoce e rastreamentos criteriosos.
• Serviço de atenção terciária
• Aos doentes e lesionados (reabilitação)
Modelo de rede SUS – Assistência integral
• Serviço de atenção quaternária
• Aos que não se sentem bem, mas cuja abordagem médica não detecta
doenças, ou que não estão doentes, mas parecem estar (a própria prevenção
secundária pode colocar a pessoa nessa situação), e a todos as outras
pessoas, doentes ou não, cabem ações de prevenção quaternária, que visa
proteger as pessoas dos danos potencialmente significativos de novas
intervenções desnecessárias.

Na medicina, a saúde mental, a sexualidade, a beleza (cirurgia plástica) e os fatores de


risco têm sido as áreas mais intensamente afetadas, medicalizadas e mercantilizadas.

Visa proteger as pessoas dos danos reais e potenciais da própria ação clínica e sanitária
Serviço de atenção primária
• Em geral prestados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou pelos
Postos de Saúde.
• Consultas simples (clínica geral, pediatria, ginecologia e saúde bucal)
• Serviços de enfermagem, atividades de educação em saúde, vacinação e
vigilância epidemiológica e sanitária;
• Outras atividades clínicas (oftalmologia e psiquiatria);
• Programas preventivos;
• Algumas unidades contam com psicólogos e serviço social.

São as “PORTAS DE ENTRADA” do Sistema de Saúde


Serviço de atenção secundária
• Constituído pelos ambulatórios de especialidades e pelos hospitais de
baixa complexidade e resolutividade, capazes de realizar partos,
internações clínicas que exijam menos cuidados especializados e
cirurgias simples.
• São o maior apoio para os serviços de atenção primária
Serviço de atenção terciária
• Constituído pelos hospitais de maior complexidade e resolutividade
da Região ou do Estado
Serviços de Atenção Quaternária
• Hospitais altamente especializados e com alto nível tecnológico e que,
em geral, são Institutos de Ensino e Pesquisa.
• Possuem equipamentos de ponta e pessoal
• Tecnicamente qualificados para tratamentos intensivos
Prevenção de doenças
• Compreende três categorias:
• manutenção de baixo risco;
• redução de risco;
• detecção precoce.
Manutenção de baixo risco
Tem por objetivo assegurar que as pessoas de baixo risco para
problemas de saúde permaneçam com essa condição e encontrem
meios de evitar doenças.
Redução de risco
Foca nas características que implicam risco de moderado a alto, entre
os indivíduos ou segmentos da população, e busca maneiras de
controlar ou diminuir a prevalência da doença.
Detecção precoce
• Visa estimular a conscientização dos sinais precoces de problemas de
saúde – tanto entre usuários leigos como em profissionais – e rastrear
pessoas sob risco de modo a detectar um problema de saúde em sua
fase inicial, se essa identificação precoce traz mais benefícios que
prejuízos aos indivíduos.
• Ela baseia-se na premissa de que algumas doenças têm maiores
chances de cura, sobrevida e/ou qualidade de vida do indivíduo
quando diagnosticadas o mais cedo possível.
• Alguns tipos de câncer, as doenças cardiovasculares, o diabetes e a
osteoporose são alguns exemplos.
A COBRANÇA AO CIDADÃO, DE SERVIÇOS QUE LHE FORAM
PRESTADOS POR MEIO DO SUS, É ÍLEGAL!

SE ISTO ACONTECER, DENUNCIE!!!


Leitura Sugerida
• Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=iLbVJQi1zho
• Atenção quaternária
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/artigos/mundo_saude/prevencao_quat
ernaria_humanizacao_atencao_primaria.pdf