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Intervalos (Parte 1)

Depois de aprender a escala de Dó maior, você terá um grande progresso em entender


outros importantes elementos musicais. Isso acontece porque essa escala representa uma escala
completa, também chamada de escala modelo. Quando uma nota é escutada após a outra, ou
ainda quando elas são tocadas ao mesmo tempo, nosso ouvido e mente consegue analisá-las. A
distância entre essas duas notas é chamada de intervalo.

Conhecendo os tipos de intervalos

Um jeito simples de entender os intervalos é tendo como base a escala de Dó maior e


encontrar todos os intervalos dentro dela. Se, por exemplo, você partir de C para G, observará que
há 5 notas entre essas duas: C D E F G. Então o intervalo entre eles é chamado de quinta.

Figura 1: Intervalos simples

O intervalo de primeira, ou uníssono, representa uma situação em que duas notas que
possuem a mesma altura são ouvidas ao mesmo tempo. Essa situação ocorre quando dois
instrumentos tocam e mesma nota com a mesma altura. Segundas, terças, quartas, quintas, sextas

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e sétimas ocorrem quando há duas notas diferentes e esses intervalos, quando ocorrem dentro de
uma oitava, são classificados como intervalos simples.
Os intervalos maiores que uma oitava são chamados de intervalos compostos pois
representa um intervalo simples somado à uma oitava. Assim, um intervalo de décima primeira
(11a) é composto de um intervalo de quarta mais uma oitava, como exemplificado na figura abaixo.

Figura 2: Intervalos Compostos

Os intervalos podem ser facilmente obtidos subtraindo sete do número total do intervalo
composto. Dessa forma, um intervalo de décima segunda corresponde as mesmas notas de um
intervalo de quinta, mas uma oitava abaixo (12-7=5). Outro exemplo é o intervalo de décima quarta,
notas C3 e E6, que corresponde a um intervalo de terça (24-7=17, 17-7=10, 10-7-3). Assim, os
intervalos podem ser resumidos da seguinte maneira:

1ª corresponde à 8ª
2ª corresponde à 9ª
3ª corresponde à 10ª
4ª corresponde à 11ª
5ª corresponde à 12ª
6ª corresponde à 13ª
7ª corresponde à 14ª

EXERCÍCÍOS
1. Complete as lacunas. Existem dois tipos de intervalos: _______________, que estão dentro de
uma oitava; e _______________________, que são maiores que uma oitava.

2. Identifique os intervalos

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3. Complete as lacunas e faça um desenho esquemático.
C –> sétima acima –> nota B -> quinta abaixo -> nota E -> quarta acima - > ______ -> terça abaixo
-> nota _______ -> nona acima -> nota _______ -> sexta abaixo -> nota _______.

4. Complete as notas da escala de Dó maior abaixo com intervalos de terça, quinta e sétima

a) C E G B
b) D _____ _____ _____
c) F _____ _____ _____
d) A _____ _____ _____
e) B _____ _____ _____
f) E _____ _____ _____
g) G _____ _____ _____

6. Complete as lacunas

a. Uma quinta acima de D é: _________


b. Uma nona acima de F é: _________
c. Uma décima acima de G é: _________
d. Uma quarta abaixo de B é: _________
e. Uma sexta acima de E é: _________
f. uma oitava acima de D é: _________
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g. uma décima primeira acima de C é : ________

Intervalos (Parte 2)

O conceito de intervalos é importante pois eles são usados em todos os tipos de música. Até
agora, você sabe como eles são descritos em termos de números baseados na escala de Dó Maior.
Um outro conceito essencial que represente a unidade mais simples de uma harmonia são os
acordes. Todos os tipos de músicas são escritos baseados nos acordes e eles são essencialmente
compostos por intervalos. Por isso que esse estudo de intervalos se faz necessário
O intervalo acontece quando se toca duas notas juntas. É óbvio que quando duas notas são
tocadas juntas, o ouvido detecta uma relação essas duas notas podendo elas concordarem ou
discordarem. Algumas combinações soam mais prazerosas ao nosso ouvida do que outras. Mas
por que isso acontece?
A matemática consegue explicar bem. Entre quaisquer duas notas há uma relação que pode
ser expressa na forma de proporção. Há um tempo, foi descoberto que quanto mais simples essa
razão, mais prazerosa é o som escutado. Isso foi resultado de um estudo complexo do mecanismo
do ouvido e da análise do espectro gerado.
Devido a isso, há intervalos consonantes, que soam harmoniosos - que dão uma sensação
de repouso ou ainda que se encaixam perfeitamente-, ou dissonantes, que dão a sensação de
movimento, ou seja, não há uma ‘fusão’ entre as notas. Esses intervalos dissonantes, diferente dos
consonantes, pedem resolução devido a complexidade de suas proporções e soam ‘instáveis’.
O intervalo mais consonante é a oitava, em que a proporção das duas frequências são a
mais simples possível: 2:1. As notas são tão consonantes que elas são registradas com o mesmo
nome. Harmonias em oitavas acontecem com frequência, um exemplo é uma mulher e um homem
cantando a mesma melodia. A voz feminina canta a nota mais aguda enquanto a voz masculina
canta a nota mais grave. As duas são a mesma nota, porém em oitavas diferentes.

Intervalos Maiores, Menores, Aumentados, Diminutos e Justos.

Os intervalos são muito úteis na construção dos acordes. Para essa seção, é interessante
tocar os intervalos no teclado para reconhecer suas características. Tendo a escala de C maior
como base, se analisarmos a distância entre C e E na escala, sabemos que há um intervalo de
terça. Agora, podemos achar quatro intervalos diferentes usando apenas essas duas notas. Nesse
caso, usando as notas brancas, há um intervalo de quatro semitons (ou 2 tons) entre C e E, esse
intervalo recebe um nome em particular: terça maior. Dessa maneira é possível escrever a
quantidade de semitons de cada intervalo maior a partir da escala modelo.
Depois, é possível encontrar outros intervalos maiores a partir de qualquer nota no teclado.
No caso de uma terça maior, basta contar 4 semitons (2 tons) acima da nota desejada.

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Terça maior Terça menor

Figura 3: Terça maior a partir de C e partir de D

Agora, podemos encontrar outro intervalo entre C e E se alterarmos a nota E para Eb,
teremos as notas: C e Eb. A distância entre elas continuará sendo de uma terça, porém agora
teremos três semitons de distância, o que vamos chamar de terça menor. Todos os intervalos
menores diminuem um semitom da segunda nota do intervalo.
O terceiro e quarto intervalo possível é o intervalo aumentado e diminuto. O intervalo
aumentado aumenta dois semitons da segunda nota e o intervalo diminuto diminui dois semitons
da nota. Ou seja, o intervalo aumentado entre C e E teríamos C -> E(dobrado sustenido), e o
diminuto: C -> E(dobrado bemol).
Agora vamos resumir como intervalos podem ser nomeados:

Os intervalos de 2a, 3a, 6a e 7a podem ser menores ou maiores.


Os intervalos de 1a, 4a, 5a e 8a podem ser justos.
Todos os intervalos podem ser diminutos ou aumentados.

Ou seja, um intervalo de terça, por exemplo, pode ser maior menor aumentado e diminuto;
enquanto um intervalo de quinta pode ser apenas justo, aumentado ou diminuto. Todos os
intervalos estão resumidos no quadro abaixo.

Figura 4: Intervalos de quinta possíveis

Figura 5: Intervalos de terça

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NOTAS INTERVALO SIMBOLOGIA TAMANHO (st)

C – Db Segunda Menor 2m 1
C–D Segunda Maior 2M 2
C – D# Segunda Aumentada 2 aum 3
C – Dbb Segunda Diminuta 2o 0
C - Eb Terça Menor 3m 3
C-E Terça Maior 3M 4
C – E# Terça Aumentada 3 aum 5
C - Ebb Terça Diminuta 3o 2
C-F Quarta Justa 4J 5
C - F# Quarta Aumentada 4 aum 6
C - Fb Quarta Diminuta 4o 4
C–G Quinta Justa 5J 7
C – G# Quinta Aumentada 5 aum 8
C – Gb Quinta Diminuta 5o 6
C - Ab Sexta Menor 6m 8
C-A Sexta Maior 6M 9
C - A# Sexta Aumentada 6 aum 10
C - Abb Sexta Diminuta 6o 7
C - Bb Sétima Menor 7m 10
C-B Sétima Maior 7M 11
C - B# Sétima Aumentada 7 aum 12
C - Bbb Sétima Diminuta 7o 9
C-C Oitava Justa 8J 12
C - C# Oitava Aumentada 8 aum 13
C - Cb Oitava Diminuta 8o 11

Quadro 1: Intervalos

Inversão de Intervalos

Já vimos que as famílias de intervalos são: maiores, menores, aumentados, diminutos e


justos. Cada intervalo desse possui uma relação especial chamada de inversão. Por exemplo, as
notas C para G nos dá uma quinta justa, por outro lado, é possível também construir um intervalo
de quarta justa apenas invertendo as notas (G para C). Assim, pode-se concluir que a quarta justa
é a inversão do intervalo de quinta justa.

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Figura 6: Inversão do intervalo de quinta justa

Observe que cada intervalo possui qualidade opostas, ou seja, quando invertidos, um
intervalo maior nos dá um intervalo menos (e vice-versa) assim como um intervalo aumentado
resulta em um diminuto (e vice-versa). Podemos resumir as inversões da seguinte maneira:

Um intervalo de 2a, quando invertido transforma-se em um de 7a


Um intervalo de 3a, quando invertido, transforma-se em um de 6a
Um intervalo de 4a, quando invertido, transforma-se em um de 5a
Um intervalo de 5a, quando invertido, transforma-se em um de 4a
Um intervalo de 6a, quando invertido, transforma-se em um de 3a
Um intervalo de 7a quando invertido, transforma-se em um de 2a

Um intervalo maior, quando invertido, transforma-se em um menor


Um intervalo menor, quando invertido, transforma-se em um maior
Um intervalo aumentado, quando invertido, transforma-se em um diminuto
Um intervalo diminuto, quando invertido, transforma-se em um aumentado
Um intervalo justo, quando invertido, transforma-se em um justo

Através do seu estudo dessa aula você agora consegue entender todos os intervalos usados
na musica e as suas inversões. Apesar desse conhecimento ser bastante técnico, é sem dúvidas
essencial para um entendimento completo, uso e construção de escalas, motivos melódicos e
harmonias. Isso acontece porque os três itens usam intervalos para serem construídos.
O conhecimento a respeito de intervalos e suas inversões possuem uma importância
especial quando se trada de harmonia. Isso acontece, pois, qualquer acorde que você usa pode
ser escrito de várias maneiras. As notas podem ser amplamente espaçadas através do teclado. Há
várias maneiras de fazer isso, como por exemplo repetir as notas do acorde oitavas acima, inverter
os acordes entre outros. Isso será melhor abordado nas próximas aulas.
EXERCÍCIOS
1. Monte o intervalo de quinta justa com as seguintes notas.

a. C - __________
b. G - __________
c. A - __________
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d. F# - __________
e. Bb - __________
f. E - __________

2. Toque os intervalos montados acima com a mão direita e repita a nota dada no exercício com a
mão esquerda tocando na região grave do teclado.

3. Monte intervalos de sétima menor para as seguintes notas.

a. C - __________
b. E - __________
c. Eb - __________
d. B - __________

4. Toque os intervalos montados acima (exercício 3) com a mão direita e repita a nota dada no
exercício com a mão esquerda tocando na região grave do teclado.

5. Identifique os seguintes intervalos aumentados nos espaços dados.

6. Nomeie os intervalos diminutos.

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7. Nomeie as inversões de cada intervalo.

a) Segunda menor ______________


b) Segunda maior ______________
c) Terça diminuta ______________
d) Terça menor ______________
e) Quarta diminuta ______________
f) Quarta justa ______________
g) Sexta menor ______________
h) Quinta maior ______________

8. Classifique os intervalos.

a) C → G ______________________
b) F# → A ______________________
c) D → B ______________________
d) E → G# ______________________
e) F# → Bb ______________________
f) A → F ______________________
g) D → E# ______________________
h) C → Bb ______________________
i) F → Db ______________________
j) A → D# ______________________
k) B → F ______________________
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l) C → Eb ______________________
m) D → F ______________________
n) E → C ______________________

9. Escreva a nota que falta para completar o intervalo.

a) 6ª maior ↑ C → _________
b) 2ª menor ↓ D → _________
c) 3ª maior ↑ C → _________
d) 7ª maior ↑ F → _________
e) 5ª justa ↑ F → _________
f) 6ª menor ↓ E# → _________
g) 7ª menor ↓ Bb → _________
h) 4ª justa ↑ Eb → _________
i) 2ª maior ↓ A → _________
j) 7ª menor ↑ B → _________
k) 5ª dim ↓ C → _________
l) 4ª aum ↓ D → _________
m) 3ª menor ↑ F# → _________
n) 7ª aum ↓ B → _________

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