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PROJETO DE Poemas

para ler, escrever,


cantar e declamar
Toda obra literária é antes de mais nada é uma espécie de
objeto, de objeto construído; e é grande o poder
humanizador desta construção, enquanto construção.
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários
e 3.ed. São Paulo:Duas Cidades, 1995, p. 245.

SETOR DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA.

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:

COORDENADORA PEDAGÓGICA:

FORMAÇÃO: PEDAGOGIA

TELEFONE:

EMAIL:

DIRETORA:

VICE-DIRETORA:

SECRETÁRIA ESCOLAR:

SECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO:

EQUIPE TÉCNICA:

PROFESSORES (AS):
Projeto de Poemas: Poemas para as crianças para ler, escrever, cantar e declamar
Gênero: Poemas

Período: 3 meses

PROPÓSITO: Produzir caderno de poemas preferidos da turma e recitar no Sarau


literário da escola.

Material
Livros variados de poesias de autores como Cecília Meireles, Cora Coralina, Elias
José, Vinícius de Moraes, José Paulo Paes, Eva Furnari, Tatiana Belinky, Carlos
Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Sérgio Caparelli, Mário Quintana, entre
outros.

Objetivos/conteúdos:

Comunicação oral:

1. Observar o funcionamento do rítmo e da rima dos poemas para compreender


alguns de seus usos;

2. Brincar com a sonoridade das palavras;

3. Recitar poemas;

4. Recitar poesias explorando os recursos existentes na oralidade e valorizando os


sentimentos que o texto quer transmitir

5. Valorizar entonação de voz, fluência, ritmo e dicção como maneiras de articular e


aperfeiçoar a oralidade.

6. Aprender a expressar-se num grupo.

Práticas de leitura:

7. Estabelecer conexões entre o texto e os connhecimentos prévios, vivenças,


crenças e valores;
8. Apreciar poemas lidos ou recitados;

9. Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a


acepção mais adequada em dicionário;

10. Identificar, com auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna


do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;

11. Observar o funcionamento do rítmo e da rima dos poemas para compreender


alguns de seus usos;

12. Relacionar o poema a situação comunicativa e ao suporte em que circula


originalmente;

13. Brincar com a sonoridade das palavras;

14. Ampliar o repertório literário.

15. Construir maior conhecimento sobre o gênero literário (poesias).

16. Conhecer a prática social de um sarau (e tudo que a envolve) em que as pessoas
se reúnem para apreciar e declamar poesias, além de interagir com um público ouvinte.

17. Levar o aluno a relacionar o título ao texto poético e fazer uma inferência

Práticas de escrita:

18. Produzir novos poemas a partir de modelos, levando em conta o gênero e seu
contexto de produção;

19. Revisar poemas apoiando-se na leitura feita pelo professor;

20. Participar de situações de revisão coletiva, para que revise seu próprio texto.

21. Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem.

Justificativa:

A análise das poesias brasileiras é uma boa ferramenta para trabalhar a leitura e
a escrita. Como desdobramento da ideia tomada por epígrafe, podemos dizer que em
literatura a forma é o conteúdo: é a maneira com que o texto explora as possibilidades
da língua para recriar aspectos da vida que dá ao leitor a sensação de prazer e
interesse pelo texto literário.

O poema insere-se nos textos em versos: textos em que a construção literária


explora intencionalmente a sonoridade, alcançando uma divisão estrutural e lógica
diferente dos parágrafos em prosa, com surpreendentes efeitos de musicalidade e
sentido. O poema será o centro das atividades deste projeto.

A rigor, a descrição do gênero poema é difícil, uma vez que são numerosas as
formas que os poetas, desde a Grécia antiga, adotaram; mas, para facilitar sua
mediação, propomos um modelo didático em que será possível visualizar melhor os
elementos que compõem um poema e como a interdependência destes estabelece
com o leitor uma comunicação diferenciada, isto é, menos automatizada, mais
sugestiva, por meio da linguagem figurada e dos aspectos sonoros.

O caráter lúdico que a linguagem passa a ter no gênero textual poema norteou a
seleção de poemas e as atividades deste projeto.
O objetivo básico desse projeto é possibilitar ao aluno a construção e o
aprimoramento das capacidades básicas para fruir poemas e, com crescente grau de
autonomia, avançar nas possibilidades de operar essas capacidades em leituras,
releituras e produções de poemas mais desafiadores.

Assim, o trabalho realizado neste projeto será de forma a contemplar as várias


expectativas de aprendizagem que devem ser retomadas nos anos seguintes, mas aqui
serão acentuadamente articuladas à exploração do caráter lúdico que a linguagem
pode assumir nos poemas.

Há poemas que falam de mãe, de pai, de criança, de amigo, de saudade, de


coisas belas e feias, de bicho, de planta e até de objetos bem comuns, como um
relógio, uma porta ou uma casa.
Nessa direção, as atividades exploram a criação de sentidos, os efeitos sonoros e
as imagens mentais que os poemas podem suscitar em práticas de leitura, oralidade e
produção escritas pautadas no brincar.

Por isso, os poemas selecionados são para crianças, isto é: trata-se de poemas
que, sem ter sido escritos exclusivamente para essa faixa etária, nos permitem dialogar
com seu universo de interesses conhecimentos. Os conhecimentos prévios são a base
para a construção de novos conhecimentos, bem como para sua ampliação e
aprimoramento.
Durante a realização deste trabalho vamos conhecer muitos poemas; alguns
foram até musicados e são cantados desde o tempo dos avôs dos nossos tataravôs. É
hora então de revermos alguns poemas conhecidos e de conhecer outros. Vamos lá?

BREVE DESCRIÇÃO DE GÊNERO POEMA


CONTEÚDO TEMATICO:
É o tema ou o assunto de que fala o poema (o amor, por exemplo). Um poema
pode tratar de qualquer assunto (de uma notícia de jornal, de pessoas, de fatos
históricos...), não havendo o que lhe seja impróprio. O que o diferenciará em relação
aos demais gêneros será o “jeito” usado para falar de algo. Chamaremos esse “jeito”
de recriação poética em versos. Desse modo, sugestões rítmicas e imagéticas para o
amor ou a exploração de novos sentidos para uma palavra recorrente no vocabulário
infantil poderiam ser conteúdo de um poema. Nesses casos, o amor e a palavra só se
tornariam conteúdos específicos do poema por terem sido recriados poeticamente, com
grande dependência da estrutura composicional e do tratamento estilístico. Por isso
comumente se diz que a forma de um poema é seu conteúdo.

CONSTRUÇÃO COMPOSICIONAL:
Um poema sempre se organiza em versos, que exploram intencionalmente a
sonoridade, alcançando uma divisão estrutural e lógica diferente dos parágrafos em
prosa, com surpreendentes efeitos de musicalidade e sentido. Esses versos, por sua
vez, podem ser agrupados em conjuntos, chamados estrofes. Se o elemento mínimo
na estrutura de um poema é o verso, a possibilidade de variação estrutural que um
poema pode ter, combinando a quantidade de versos, é grande: há poemas de apenas
três versos (como os haicais), outros com quatro (as quadrinhas), outros que dividem
catorze versos em duas estrofes de quatro versos (quartetos) e em duas de três versos
(tercetos) – os sonetos, que remetem à poesia clássica –, e também os que combinam
livremente a quantidade de versos. Além da musicalidade, a disposição dos versos
muitas vezes tenta “imitar” alguma forma ou algum movimento importante para os
efeitos de sentido do poema, como se pode verificar com a estrutura do poema “O
relógio”, de Vinicius de Moraes. Outras vezes, essa sugestão de imagens da estrutura
é reforçada pela inserção da linguagem não verbal, como no poema de Millôr
Fernandes para expressar o movimento decrescente do sol a se pôr.

ASPECTOS ESTILISTICOS:
Os poemas exploram prioritariamente os sentidos conotativos das palavras, isto é,
sentidos que precisam ser elaborados pelo leitor, com base nas “pistas” textuais. Por
isso o uso recorrente de figuras da linguagem figurada, que procura tirar das palavras
os sentidos cristalizados pelo uso. A combinação entre as palavras procura também
efeitos de sonoridade, sendo, portanto, recorrente a presença de aliterações (repetição
de sons consonantais), assonâncias (repetição de sons vocálicos), alternância de
sílabas fortes e fracas em ritmo e combinações das terminações das palavras em
rimas, como marcas estilísticas próprias da recriação poética.

1ª ETAPA: APRESENTAÇÃO DO PROJETO

1ª AULA: leitura pelo professor

Objetivos/conteúdos:

Ampliar o repertório literário;

Construir maior conhecimento sobre o gênero literário (poesias);

Apreciar poemas lidos ou recitados;

Desenvolvimento da aula:
Antes da apresentação deste projeto o professor fará a leitura/declamação de um
poema, para que os alunos acompanhem a leitura com texto em mãos e conheçam os
objetivos centrais – compreensão, apreciação e declamação de poemas.
Depois da leitura é hora de levar ao conhecimento do aluno toda a estrutura desse
trabalho. Dizer para os alunos preparar os ouvidos, os olhos, a garganta e a imaginação,
pois, neste projeto eles vão ouvir, ler, escrever e declamar poemas.
Informar os alunos que lendo os poemas, perceberão que o amor, a amizade, a
raiva, a alegria, a tristeza e outros sentimentos que vivenciamos aparecem de jeitos bem
diferentes, jeitos criados pela combinação das palavras no poema, sinalizando alguns
destes sentimentos no poema lido pelo professor.
Fazer perguntas que possam recuperar possíveis conhecimentos prévios dos alunos
sobre poemas, registrando em cartaz, para que posteriormente confirmem ou não suas
hipóteses:
 “O que vocês sabem sobre poesia?”,
 “Vocês já ouviram ou leram poemas?”,
 “Vocês conhecem algum poema?”
 “Vocês conhecem algum autor de poemas?
 Quem?”.
Isso é importante para delinear algumas expectativas em relação ao gênero
e possibilitar maior compreensão deste, seja por confirmações do que se
espera, seja por reconstrução das hipóteses já formuladas.
Dizer para os alunos que eles vão produzir um caderno com os poemas preferidos
da turma e apresentar em um sarau de poesias para finalizar o trabalho.
Para esse momento cada um deve memorizar uma poesia através de emprestimo
de livro ou o texto a fim de levar para casa e ter auxílio de um adulto para decorar. Mesmo
que não saiba ler convencionalmente, a criança pode estabelecer relações entre o que é
falado e o que está escrito, pois tem o texto sabido de cor.
Agora vamos organizar um mural de poesias para ser usado durante a realização
das atividades do projeto;
Apresentar para os alunos de um cartaz com todas as principais etapas do projeto:

 1ª ETAPA: APRESENTAÇÃO DO PROJETO

 2ª ETAPA: LEITURA PELO PROFESSOR E PELO ALUNO

 3ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DE TEXTO

 4ª ETAPA: AVALIAÇÃO INICIAL


 5ª ETAPA: PLANEJAMENTO
 6ª ETAPA: TEXTUALIZAÇÃO

 7ª ETAPA: REVISÃO

 8ª ETAPA: PASSAR A LIMPO

 9ª ETAPA: PRODUÇÃO ORAL COM DESTINO ESCRITO

 10ª ETAPA: PLANEJAMENTO DO TORNEIO DE QUADRINHAS


 11ª ETAPA: TORNEIO DE QUADRINHAS
 12ª ETAPA: ENSAIO DO SARAU

 13ª ETAPA: PUBLICAÇÃO DE UM CADERNO DE POEMAS DA TURMA E

APRESENTAÇÃO DO SARAU

2ª ETAPA: LEITURA PELO PROFESSOR E PELO ALUNO


2ª AULA: leitura de imagens

Objetivos/conteúdos:

Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências,


crenças e valores;

Construir maior conhecimento sobre o gênero literário (poesias).

Apreciar poemas lidos ou recitados;

Desenvolvimento da aula:
O professor iniciará a aula declamando para os alunos uma poesia que de sonho,
viajem ou alegria;
Logo após oferecer para os alunos uma ilustração que remetem a comemoração do
Dia Nacional da Poesia no Brasil, explorando e comentando a leitura de imagem e
ajudando o aluno a perceber o que pode ser observado na ilustração: os poemas nos
permitem viajar, sonhar, imaginar, brincar etc. com as letras e as palavras. Onde o
professor registrará os comentários da turma;
Solicitar uma pesquisa com os pais ou familiares se gosta e conhece de cor alguma
poesia e escrever uma dessas poesias pesquisadas em um papel padronizado entregue
pelo professor para ler/recitar para os colegas e colocar no mural de poesia da turma.
Observe a ilustração abaixo:

A ilustração acima remete à comemoração do Dia Nacional da Poesia


no Brasil. O que será que o ilustrador quis representar?
3ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DE TEXTO

3ª AULA: leitura pelo aluno e escrita de lista

Objetivos/conteúdos:

Recitar poemas;

Aprender a expressar-se num grupo.

Apreciar poemas lidos ou recitados;

Ampliar o repertório literário;

Construir maior conhecimento sobre o gênero literário (poesias).

Relacionar o poema a situação comunicativa e ao suporte em que circula


originalmente;

Levar o aluno a relacionar o título ao texto poético e fazer uma inferência.

Desenvolvimento da aula:

Em uma roda de leitura os alunos vão ler/declamar o poema pesquisado em casa


para os colegas e depois fixá-lo no mural de poesia da turma.
O poema que você vai ler nesta aula chama-se “Convite” e foi escrito pelo poeta
José Paulo Paes.
POESIA BIOGRAFIA
Convite
José Paulo Paes
Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.

Só que
bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.

As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
José Paulo Paes (1926-1998) foi um dos
poetas brasileiros mais importantes do século
Como a água do rio
XX.
que é água sempre nova.
Escreveu livros por mais de cinquenta anos.
Como cada dia
Entre esses livros, alguns foram destinados às
que é sempre um novo dia.
crianças.
Vamos brincar de poesia?
O poeta dizia que “(...) a poesia chama a
PAES, José Paulo. Convite. In: Poemas atenção dos alunos para as surpresas que
para brincar.
São Paulo: Ed. Ática, 2008.
podem estar escondidas na língua que ela fala
todos os dias sem se dar conta delas”. Alguns
dos títulos de seus livros de poemas para
crianças são bem divertidos:
Olha o bicho e A revolta das palavras, por
exemplo. Veja se na sala de leitura da sua
escola tem algum livro dele.
Claudia Guimarães/Folha Imagem

Explorar o boxe com os dados biográficos de José Paulo Paes.


O professor selecionará alguns livros e/ou textos entre eles poemas do mesmo autor
e de diferentes autores para desafiar os alunos a encontrarem livros do autor.
A partir dessa situação de leitura na biblioteca/sala de leitura ou na própria sala em
que os alunos tenham de procurar/encontrar livros de poesias/poemas de José Paulo
Paes. Em seguida, deixar que folheiem o que encontraram e;

Listarem os títulos das poesias preferidas ou que gostaria de conhecer nas duplas e
posteriormente selecionar as 10 poesias preferidas do grupo.

Declamar e Ler para eles um poema desses listados e sugerir que leiam outros
silenciosa ou oralmente.

Cada dupla irá escolher um dos poemas da lista e escrever para expor no mural de
poesias da turma.
3ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DO TEXTO

4ª AULA: leitura e analise de texto pelo aluno

Objetivos/conteúdos:

Levar o aluno a relacionar o título ao texto poético e fazer uma inferência;

Desenvolvimento da aula:

Nesta aula os alunos vão reler o poema “Convite” do poeta José Paulo Paes.
O objetivo dessa aula é levar o aluno a relacionar o título ao texto poético e fazer
uma inferência: o eu poético convida a criança a brincar com poesia, jogando com as
palavras, descobrindo novos sentidos e novas formas de lidar com elas.

A partir da leitura do poema de José Paulo Paes, respondam:

1- Por que o poema se chama “Convite”?

2- Qual a distinção que o poeta faz entre brincar com bola, papagaio

pião e brincar com as palavras?

Retomar os conhecimentos prévios que os alunos têm sobre convite normal e


comparar com o tipo de convite (poético) feito pelo eu poético (de José Paulo Paes)
registrando em um cartaz.

Características de um convite normal. Características do convite (poético)


de José Paulo Paes.
Convite para brincar com as
palavras.
Destacando o caráter lúdico do poema: trata-se, de um convite para brincar com
as palavras.

Além disso, pretende-se explorar a recuperação de informações explícitas no


texto, para destacar a especificidade “do brincar com a poesia”.

Retomar o texto chamando a atenção dos alunos para que grifem as expressões
em que o autor faz uma relação com a água do rio, que é “água sempre nova”. E, com
o dia que é “sempre um novo dia” do poema “Convite”.

3ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DE TEXTO

5ª AULA: leitura e comparação de texto

Objetivos/conteúdos:

Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a


acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia;
Construir maior conhecimento sobre o gênero literário (poesias).

Brincar com a sonoridade das palavras;

Estabelecer conexões entre o texto e os connhecimentos prévios, vivenças,


crenças e valores;

Apreciar poemas lidos ou recitados;

Construir maior conhecimento sobre o gênero literário (poesias).

Levar o aluno a relacionar o título ao texto poético e fazer uma inferência

Desenvolvimento da aula:

Disponibilizar os alunos os textos, primeiro pedir que façam uma leitura


silenciosa, depois uma leitura e apreciação coletiva do trecho do poema de
Cassiano Ricardo e sua biografia.

POESIA BIOGRAFIA
Poética Cassiano Ricardo (1895-1974)

Cassiano Ricardo Poeta e jornalista brasileiro que


começou a escrever cedo: aos 12
Que é a Poesia? anos, fundou uma revista de nome
Uma ilha Íris.
Cercada
De palavras
Por todos
Os lados.
CASSIANO RICARDO. In: Jeremias sem chorar. Rio de
Janeiro: José Olympio Editora, 2ª ed., 1968. p. 11.

A partir dessa leitura responda:


1- O que o poema de José Paulo Paes tem em comum com o poema de
Cassiano Ricardo?

(Os dois usam as palavras de forma diferente, “brincando” com elas e tratam do
mesmo tema - poesia).

Depois da leitura silenciosa, os alunos socializarão suas respostas tendo o professor


como escriba e mediador das discussões;
Perguntar aos alunos o que é ilha e se eles sabem qual é o sentido literal da palavra.

Analisar o sentido da palavra ilha no poema “poética” de Cassiano Ricardo e


aproveitar para discutir que num poema os sentidos das palavras podem ser diferentes
daqueles que usamos no dia a dia.

Declamar e Ler o poema de Sandra Peres/ Paulo Tatit, destacando as palavras que
trazem um significado diferente do real.

Pé com Pé
(Sandra Peres / Paulo Tatit)

Acordei com o pé esquerdo


Calcei meu pé de pato
Chutei o pé da cama
Botei o pé na estrada
Dei um pé de vento
Caiu um pé d’água
Enfiei o pé na lama
Perdi o pé de apoio
Agarrei num pé de planta
Despenquei com pé descalço
Tomei pé da situação
Tava tudo em pé de guerra
Tudo em pé de guerra

Pé com pé, pé com pé, pé com pé


Pé contra pé

Não me leve ao pé da letra


Essa história não tem pé nem cabeça
Vou dar no pé / Pé quente
Pé ante pé / Pé rapado
Samba no pé / Pé na roda
Não dá mais pé / Pé chato
Pegar no pé / Pé de anjo
Beijar o pé / Pé de meia
Manter o pé / Pé de moleque
Passar o pé / Pé de pato
Ponta do pé / Pé de chinelo
Bicho de pé / Pé de gente
Fincar o pé / Pé de guerra
De orelha em pé / Pé atrás
Pé contra pé / Pé fora
A pé / Pé frio
Rodapé / Pé
Pé com pé. Palavra Cantada. Paulo Tatit e Sandra Perez.
CD “Pé com Pé”. Álbum produzido em 2005.
As letras das músicas desse álbum podem ser
encontradas no site www.palavracantada.com.br.

Observe as expressões reunidas na canção, utilizando a palavra pé – pé frio, pé


da letra, pé de guerra... Grife-as no texto. Você conhece o sentido de cada uma
delas?
Converse sobre isso com seus colegas. Que semelhanças há entre essa canção
e o poema lido “poética” ?
Como vimos, fazer poesia tem relação com usar as palavras de formas diferentes,
“brincando” com elas nos poemas. Vamos ver então alguns jeitos de brincar com as
palavras em poemas?

Ler e destacar que a relação (ou brincadeira) entre palavras é essencial na


poesia. As palavras são a matéria-prima (a essência) dos poemas.

4ª ETAPA: AVALIAÇÃO INICIAL


6ª AULA: escrita pelo aluno

Objetivos/conteúdos:
Apreciar poemas lidos ou recitados;

Produzir novos poemas a partir de modelos, levando em conta o gênero e seu


contexto de produção;

Desenvolvimento da aula:

Como vimos, fazer poesia tem relação com usar as palavras de formas diferentes,
“brincando” com elas nos poemas. Vamos ver então alguns jeitos de brincar com as
palavras em poemas?

O poema de Millôr Fernandes desenha com as palavras, fazendo lembrar as coisas


de que ele fala: um ovo, um poste, o por do sol, um gol;

A partir desse modelo, nas duplas inventem uma forma diferente de escrever o
poema onde a escrita é uma forma de brincar com as palavras, ou seja, desenhando as
coisas de que ele fala como o poeta Millôr Fernandes. As crianças com hipóteses mais
avançadas podem ser as responsáveis pela escrita e as demais responsáveis por ditar o
texto a ser escrito;

Propor uma sugestão de palavras para a avaliação inicial: “abismo, voar, bola e
montanha. Lembrando-os que podem escolher outras palavras desde que possa
representar por desenhos ou imagens.

Afixar no mural de poesias da turma as produções das duplas.

3ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DE TEXTO

7ª AULA: leitura e comparação de texto

Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do rítmo e da rima dos poemas para compreender alguns


de seus usos;

Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças


e valores;

Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna


do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;
Valorizar entonação de voz, fluência, ritmo e dicção como maneiras de articular e
aperfeiçoar a oralidade;

Desenvolvimento da aula:

Com os textos em mãos aos alunos vão explorar (brincando e memorizando) e ler
várias vezes outras formas de “brincar” com as palavras em três diferentes gêneros:
parlenda (parlenda), cantiga (a barata) e poema (mercado de trocas), dedicando se à
cantiga e ao poema, expressando os sentimentos que aparecem no texto durante sua
leitura, como medo, espanto, alegria, tristeza, humor.

Sugerir uma discussão um pouco mais aprofundada sobre poemas para observar o
funcionamento do rítmo e da rima dos poemas para compreender alguns de seus usos;

Conversar com os alunos, auxiliando-os na observação da organização textual da


parlenda, da cantiga e do poema, chamando a atenção deles para os efeitos sonoros de
cada texto:

 Na parlenda, as palavras que estão no fim da estrofe são repetidas no começo do


seguinte, grife-as:

Hoje é domingo

Hoje é domingo
Pede cachimbo

Cachimbo é de barro
Dá no jarro

O jarro é fino
Dá no sino

O sino é de ouro
Dá no touro

O touro é valente
Dá na gente

A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo.

 Na cantiga, a parte que se repete – o refrão – Ah! Ah! Ah! / Oh! Oh!Oh! procura
imitar a risada dos que debocham da barata que só conta mentiras, sublinhem o refrão:

A barata.
A barata diz que tem
sete saias de filó.
É mentira da barata,
ela tem é uma só.

Ah! Ah! Ah!


Oh! Oh! Oh!

Ela tem é uma só.


A barata diz que tem
uma cama de marfim.
É mentira da barata,
ela tem é de capim.

Ah! Ah! Ah!


Oh! Oh! Oh!

Ela tem é de capim.


A barata diz que tem
um sapato de fivela.
É mentira da barata,
o sapato é da mãe dela.

Ah! Ah! Ah!


Oh! Oh! Oh!

O sapato é da mãe dela.


O sapato é da mãe dela.

 Já no poema, a repetição do verso “Troco um passarinho na gaiola”, sugerindo a


insistência do eu lírico para fazer seu negócio como se estivesse em uma feira ou
mercado, pinte-as frases que se repete:
Mercado de trocas
Roseana Murray
Troco um passarinho na gaiola
por um gavião em pleno ar.

Troco um passarinho na gaiola


por uma gaivota sobre o mar.

Troco um passarinho na gaiola


por uma andorinha em pleno voo.

Troco um passarinho na gaiola


por uma gaiola aberta, vazia.

5ª ETAPA: PLANEJAMENTO
8ª AULA: leitura e análise e para comparação de textos

Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do rítmo e da rima dos poemas para compreender


alguns de seus usos;

Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências,


crenças e valores;

Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna


do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;

Valorizar entonação de voz, fluência, ritmo e dicção como maneiras de articular e


aperfeiçoar a oralidade;

Desenvolvimento da aula:

Com base nos textos lidos na aula anterior responda na dupla as seguintes
questões:
1- Você já conhecia algum desses textos? Qual deles? Como e onde o aprendeu?
2- O que os três textos têm em comum? O que têm de diferente?
3- Que tipo de “brincadeira” esses textos poéticos fazem com as palavras?
4- Veja se você descobre qual desses três textos é:

Uma parlenda?
Uma cantiga de roda?
Um poema?

5- Agora vamos voltar à cantiga de roda da barata.


A turma vai cantá-la da seguinte forma:
Metade canta os dois primeiros versos (que contam o que a barata diz que tem) e;
A outra metade canta os outros dois versos.
E todos juntos cantam o refrão.
Depois, vamos inverter.
6 - Observe o trecho a seguir, copiado sem alguns versos. Esse trecho está no início, no
meio ou no fim da cantiga? Marque um x na resposta correta:

TRECHO DA INÍCIO MEIO FIM


MÚSICA:
A barata diz que
tem

É mentira da
barata,

Ah! Ah! Ah!


Oh! Oh! Oh!

7. Agora, complete o trecho com os versos que faltam. Para isso, escolha a estrofe que
você achou mais engraçada da música e complete o quadro a baixo:

TRECHO DA MÚSICA:
A barata diz que tem

É mentira da barata,

Ah! Ah! Ah!


Oh! Oh! Oh!

6ª ETAPA: TEXTUALIZAÇÃO

9ª AULA: escrita pelo aluno

Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do rítmo e da rima dos poemas para compreender


alguns de seus usos;
Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências,
crenças e valores;

Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna


do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;

Valorizar entonação de voz, fluência, ritmo e dicção como maneiras de articular e


aperfeiçoar a oralidade;

Produzir novos poemas a partir de modelos, levando em conta o gênero e seu


contexto de produção;

Relacionar o poema a situação comunicativa e ao suporte em que circula


originalmente;

Desenvolvimento da aula:

Nesta aula ainda na dupla inventem outras mentiras da barata para cantarem
juntos. Vocês podem usar os pares de palavras abaixo ou inventar outros.
– cetim/capim
– veludo/peludo
– babado/rasgado
– dourado/furado
Orinetar os alunos a cantarem baixinho a estrofe que criaram para ver se dá
certo. Depois, escrevam a estrofe no espaço abaixo;
Socializem com os colegas cantando sua nova versão.

A barata.

A barata diz que tem


-------------------------------
É mentira da barata,
Ela tem é ------------------
Ah! Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh!
Ela tem --------------------
A barata diz que tem
--------------------------------
É mentira da barata,
Ela tem ------------------------------
Ah! Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh!
Ela tem -------------------------------

A barata diz que tem


Um sapato -------------------------------
É mentira da barata,
O sapato ---------------------------------------
Ah! Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh!
O sapato -----------------------------------------
O sapato ------------------------------------------

Verificar se os alunos mantêm a estrutura e os versos originais da cantiga e


incentive-os a compartilharem suas preferências com os colegas.

 Lembrando... Rima é: a repetição de sons no fim das palavras, dentro do mesmo


verso ou entre versos.
 Lembrando... Verso é: cada uma das linhas de um poema.
 A Estrofe é formada por dois ou mais versos.

7ª ETAPA: REVISÃO

10ª AULA: revisar a escrita do colega

Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;

Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem;
Identificar, com auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna
do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;

Relacionar o poema a situação comunicativa e ao suporte em que circula


originalmente;

Revisar poemas apoiando-se na leitura feita pelo professor;

Participar de situações de revisão coletiva, para que revise seu próprio texto.

Desenvolvimento da aula:

Esta atividade é a primeira de revisão de texto. A ficha pretende fornecer parâmetros


para que os alunos possam identificar alguns aspectos a serem revisados;
É importante trabalhar a conduta de respeito que devem ter diante da produção de
outro colega;
Vocês vão ler e avaliar os versos que uma dupla de colegas fez e eles vão ler e
avaliar os que vocês fizeram a partir de ficha abaixo.

FICHA DE AVALIAÇÃO
Versos escritos por:

Os versos inventados
rimam?
Dá para cantar a estrofe
inventada? Por quê?

Há algo que precisa ser


modificado? O que

Avaliação feita por:

Agora cada dupla de posse de seu texto e da ficha de avaliação feita pelos colegas
vão ler revisar, se for preciso e passar a limpo o seu texto.

8ª ETAPA: PASSAR A LIMPO

11ª AULA: produção de novos poemas.


Objetivo/conteúdo:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;

Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem;

Identificar, com auxílio do professor, possíveis elementos da organização


interna do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;

Relacionar o poema a situação comunicativa e ao suporte em que circula


originalmente;

Produzir novos poemas a partir de modelos, levando em conta o gênero e seu


contexto de produção;

Revisar poemas apoiando-se na leitura feita pelo professor;

Participar de situações de revisão coletiva, para que revise seu próprio texto.

Desenvolvimento da aula:

Nesta aula os alunos vão passar a limpo o texto revisado por seus colegas
a partir da ficha de revisão com os comentários escritos na aula anterior,
chamando atenção para os elementos da organização interna dos gêneros
cantiga (versos, estrofes e a repetição de estrofes nas canções e o refrão),
bem como os efeitos sonoros criados pelo uso da rima.
Os textos memorizados retiram a dificuldade de saber o que escrever
fazendo com que as crianças ainda em fase de alfabetização inicial
possam pensar somente no como escrever. A tarefa é facilitada, no caso
das poesias, pelas rimas e repetições das palavras.
Os alunos deverão entregar-lhe uma versão escrita (passada a limpo) da
cantiga para que a coletânea de cantigas preferidas do grupo possa ser
confeccionado. Nesse caso, é importante voltar no planejamento com eles
sobre: o tamanho do suporte, o tipo de papel a ser utilizado, o tamanho
das letras, as cores, o papel da ilustração (a qual só será colada
definitivamente na folha digitada) e a forma como será encadernado;
Uma opção é utilizar um caderno específico para que os alunos façam
suas produções finais, ou até mesmo uma pasta para ir armazenando as
produções. Nas próximas atividades, eles voltarão a discutir a organização
do caderno: capa, sumário, ordem de apresenta cão dos textos etc.
Retomar ao cartaz da aula de planejamento de texto, portanto também é
necessário;
Escolher uma imagem ou como será a ilustração de seu texto, segundo o
seu público-alvo (lembrando que a ilustração só irá definitivamente para
escrita digitada, a qual será a página original da coletânea de verbetes,
mas as escritas manuais dos alunos são indispensáveis no anexo).
Revise o texto com ajuda do professor;
Logo após os alunos transcreverão em uma folha específica (a qual vai
para o anexo) para a montagem do Caderno de “porquês” da turma,
seguindo as instruções do professor.

5ª ETAPA: PLANEJAMENTO

12ª AULA: leitura pelo aluno - sessão cinêmica

Objetivos/conteúdos:

Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem;

Apreciar poemas lidos ou recitados;

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos.

Desenvolvimento da aula:

Está atividade será realizada nas duplas já formadas anteriormente


Disponibilizar o texto produzido por eles na aula anterior para ler e comparar
com o vídeo;
É importante assistir ao vídeo várias vezes antes de realizar as atividades. A
cantiga foi musicada em ritmo de rock, o que pode ser explorado com os
alunos e contrastado com outras versões e ritmos.
A tarefa é facilitar, no caso das poesias, pelas rimas e repetições das palavras.
Na primeira vez será para comparar o vídeo com a escrita da nova versão da
cantiga “A barata” e comentar livremente;
Registre na tabela as suas conclusões. A versão da cantiga do vídeo é igual a
que você escreveu?
CANTIGA: VÍDEO:
O que é igual?
E o que é diferente?

Na segunda vez, registrem as rimas do vídeo: A lista de coisas que a barata diz
ter é a mesma do texto que você escreveu? Que novas rimas aparecem na
versão do vídeo? Liste-as comparando na tabela a baixo:

LISTA DE PARES DE RIMA DA LISTA DE PARES DE RIMA DO VÍDEO:


CANTIGA:

E, na terceira vez, que copiem uma estrofe completando os versos que faltam com a
parte da música do vídeo que você achou mais divertida.

A barata

A barata diz que tem

-------------------------------
É mentira da barata,

-------------------------------
Ah! Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh!

--------------------------------

5ª ETAPA: PLANEJAMENTO DE TEXTO

13ª, 14ª e 15ª AULAS: conhecendo como se organiza um livro e já


confeccionando o suporte da turma.

Objetivos/conteúdos:

Estabelecer relações entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças


e valores;
Recitar poemas;
Relacionar o poema à situação comunicativa e ao suporte em que circula
originalmente.
Desenvolvimento da aula:

Nesta aula o professor selecionará vários tipos de suporte: livros, jornal, revista,
cartaz, embalagem, etc.
O principal suporte a ser explorado nesta aula será o de textos poéticos impressos:
o livro lembrando que todo texto impresso está em algum lugar a que chamamos suporte:
pode ser um livro, um jornal, uma revista, um cartaz, uma embalagem etc.
Dentre os livros selecionados pelo professor pedir para os alunos localizarem no os
livros só de poemas;
Depois de localizarem os livros de poemas, chamar a atenção deles para a
especificidade das capas de mais dois outros gêneros (livros de contos, de poema e
revistas) e sobre como elas oferecem indicações sobre o gênero que contêm, a partir das
seguintes questões:
 O que os outros contêm?
 Quem os escreveu?
 Quantos autores escreveram esse livro?
 Qual o título do livro?
 Editora
 Ano;
 Sumário;
 Dedicatória;
 Apresentação Etc.,
Onde o professor registrará os comentários na lousa.
Logo após o professor convidará os alunos para escolherem o modelo da capa
da coletânea que será produzida por eles. Pensando em já nos detalhes,
tamanho do suporte, formato da letra (a qual o professor digitará), ilustrações,
como será a encadernação etc.
Agora, na dupla, escolham dois dos livros de poemas já selecionados que vocês
gostariam de ler para preencher as fichas.
Explicando-lhes que estas três aulas seguintes será para confecção das partes que
compõem o suporte em que eles colocarão as suas produções, sempre obserbando as
fichas a seguir.

Título do livro:
Autor (es):
Editora:
Título de um poema
de que gostou:

Título do livro:
Autor (es):
Editora:
Título de um poema
de que gostou:

3ª ETAPA: LEITURA E ANALISE DE TEXTOS


16ª AULA: listar rimas/oficina de rimas

Objetivos/conteúdos:

Relacionar o poema à situação comunicativa e ao suporte em que circula


originalmente;
Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns
de seus usos;
Produzir novo poema a partir de modelo, levando em conta o gênero e seu contexto
de produção;
Desenvolvimento da aula:

Você viu que fazer rima é uma das formas de brincar com as palavras. Vamos ver
como isso pode ser feito?
O professor fará uma declamação de um poema dos livros selecionados por eles
nas aulas anteriores, um poema com rimas cuja leitura em voz alta pode fornecer
informações aos alunos para a próxima atividade de produção;
Oferecer aos alunos uma coletânea de testos com rimas, onde propõe terminações
com mais possibilidades de palavras, para que seja realizada a leitura prévia a fim de
fornecer subsídios aos alunos em suas produções.
Após a leitura, assistir ao vídeo que traz elementos para que a turma se envolva na
atividade de produção de rimas, bem como na de escrita coletiva de um poema. O vídeo:
http://rimas.mmacedo.net/; nos mostra como se “trabalha em uma oficina de rimas”.
Agora a oficina será feita por vocês:
 Qual a terminação das palavras escolhidas?
 Pense e diga palavras com essa terminação. O professor vai escrevendo na lousa.
 Copie a lista de palavras que seu professor escreveu na lousa.

9ª ETAPA: PRODUÇÃO ORAL COM DESTINO ESCRITO


17ª AULA: escrita coletiva de um poema

Objetivos/conteúdos:

Relacionar o poema à situação comunicativa e ao suporte em que circula


originalmente;
Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender
alguns de seus usos;
Produzir novo poema a partir de modelo, levando em conta o gênero e seu
contexto de produção;
Desenvolvimento da aula:

Agora vocês vão produzir coletivamente um poema para ser afixado no mural de
poesias da classe. Lembre-se de, primeiro, escolher um assunto/tema.
Antes de iniciar a atividade de produção oral com a turma, estimular os alunos a
relembrarem o percurso percorrido pelos participantes da atividade mostrada no vídeo

3ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DE TEXTOS

18ª AULA: comparação de texto escrito com outra versão em vídeo

Objetivos/conteúdos:

Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências,


crenças e valores;
Apreciar poemas lidos ou recitados;
Recitar poesias explorando os recursos existentes na oralidade e valorizando os
sentimentos que o texto quer transmitir;
Aprender a expressar-se num grupo.
Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna
do poema: observar a divisão do poema em versos e estrofes;
Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender
alguns de seus usos.

Desenvolvimento da aula:

Muitas vezes, a brincadeira não é só com o som das palavras, mas também com
o que elas significam e com a forma de dizê-las.
Ler o poema “mar” de Paulo Leminski, depois assistir a um vídeo em que esse
poema é declamado.
Paulo Leminski Paulo Leminski
aqui (1944-1989)
nesta pedra Trabalhou como professor de História e
alguém sentou jornalista era faixa preta de judô, mas
olhando o mar gostava mesmo é de fazer poesia.
o mar Tanto que aos 20 anos já era
não parou reconhecido como um grande poeta,
pra ser olhado conhecedor de várias línguas.
foi mar
pra tudo quanto é lado

É bastante comum que haja pedras perto do mar. Tentar perceber que cena o poema
descreve “mar” de Paulo Leminski.
Assistir ao vídeo com o poema “Mar”, logo após fazer os seguintes
questionamentos:
 A cena que o vídeo mostra foi a que você imaginou?
 Você acha que o fato de a pessoa que declama o poema rir no meio da
declamação é algo que combina com o poema? Por quê?
Explorar oralmente a cena descrita no poema:
 Alguém consegue visualizá-la/imaginá-la?
 O que faria parte da cena? (pedra, alguém sentado, o mar.)
 O que será que é “foi mar pra tudo que é lado” – o que a expressão “pra tudo que
é lado” significa?
 E “mar pra tudo que é lado”, o que quer dizer?
Assistam ao vídeo duas vezes:
 Na primeira exibição, incentivar-los a comentarem-no livremente;
 Na segunda, com sua mediação, explorar o efeito de humor provocado pela
animação.

4ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DE TEXTO


19ª AULA: comparação dos textos e memorização para declamar para a turma
Objetivos/conteúdos:
Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender
alguns de seus usos;
Apreciar poemas lidos ou recitados;
Recitar poesias explorando os recursos existentes na oralidade e valorizando os
sentimentos que o texto quer transmitir;
Aprender a expressar-se num grupo.
Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna
do poema: observar a divisão do poema em versos e estrofes;

Desenvolvimento da aula:
Esta atividade propõe a recapitulação de conhecimentos sobre poema (verso,
estrofe, rima) abordados nas atividades anteriores.
Agora será privilegiado o trabalho com quadrinhas como exemplo de texto poético
memorizado para declamação;
Com o texto em mãos os alunos vão ler, brincar várias vezes com os textos:

POEMAS PARA DECORAR E DECLAMAR: QUADRINHAS

Leia os poemas abaixo:

Eu não vou em sua casa Eu sou pequenininha Sete mais sete são catorze
Pra você não ir à minha. Do tamanho de um botão. Três vezes sete, vinte e um.
Você tem a boca grande Carrego papai no bolso Tenho sete namorados
Vai comer minha galinha. E mamãe no coração. Não me caso com nenhum.

Estes poemas são chamados quadrinhas;


Responda as questões abaixo onde o professor registrará em cartaz:
 Você sabe dizer por que receberam esse nome?
 Você já sabe que cada linha do poema é chamada verso? Em cada uma das
quadrinhas a versos que rimam, sublinhe as rimas nos versos das quadrinhas a
cima.
 Nas quadrinhas que você leu que versos rimam?
( ) o primeiro e o segundo
( ) o primeiro e o terceiro
( ) o segundo e o quarto
( ) o terceiro e o quarto

Nas duplas – os alunos lerão uma das quadrinhas – e organizar a apresentação das
leituras (ensaiar) para a classe;

10ª ETAPA: PLANEJAMENTO DO TORNEIO DE QUADRINHAS


20ª AULA: ensaiando, preparando os convites dos jurados e convidados
Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;
Apreciar poemas lidos ou recitados;
Recitar poesias explorando os recursos existentes na oralidade e valorizando os
sentimentos que o texto quer transmitir;
Aprender a expressar-se num grupo.

Desenvolvimento da aula:
A turma irá eleger quem serão os jurados;
Quais os critérios para eleição;
Elaborar os convites para os jurados e convidados;
Pensar na arrumação da sala neste dia;
Elaborar um roteiro de apresentação com o tempo estipulado para cada dupla ou
trio;
Ensaiar e programar a apresentação nas duplas ou grupos.

11ª ETAPA: TORNEIO DE QUADRINHAS


21ª AULA: declamação e dramatização de quadrinhas
Objetivos/conteúdos:
Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender
alguns de seus usos;
Apreciar poemas lidos ou recitados;
Recitar poesias explorando os recursos existentes na oralidade e valorizando os
sentimentos que o texto quer transmitir;
Aprender a expressar-se num grupo.

Desenvolvimento da aula:
Esta atividade propõe um torneio entre as duplas ou trios na sala.
Cada dupla ou grupo depois de ter ensaiado declamará e dramatizará para os
colegas e jurados;
Os jurados escolhidos pela turma irão selecionar os três melhores duplas ou grupos,
presentendo-os;
Lembrando sempre os alunos da importância de saber respeitar o lugar do outro e
que é simplesmente uma brincadeira;
É importante que todos sejam presenteados de forma simples por seu desempenho
e trabalho.

6ª ETAPA: TEXTUALIZAÇÃO
22ª AULA: escrita pelo aluno

Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;
Produzir novo poema a partir de modelo, levando em conta o gênero e o contexto
de sua produção.
Desenvolvimento da aula:

Nesta aula os alunos receberão as quadrinhas lidas e apreciadas na aula anterior


incompleta para que nas duplas eles possam completar e criar novos versos que faltam,
prestando atenção para as rimas dos versos.
Neste caso, as crianças com hipóteses mais avançadas podem ser as responsáveis
pela escrita e as demais responsáveis por ditar o texto a ser escrito:

Eu não vou em sua casa


Pra você não ir à minha.
---------------------------------------
---------------------------------------
Sugestão: caminha, vizinha, espinha, farinha, sozinha, campainha.

Fui fazer minha cama


Me esqueci do cobertor.

----------------------------------------------
----------------------------------------------
Sugestão: amor, flor, dor, cantor, beija-fl or, valor, temor

Para mim você é grande


Do tamanho de um avião.

-----------------------------------
----------------------------------
Sugestão: colchão, caminhão, botão, coração, camaleão, dedão

7ª ETAPA: REVISÃO
23ª AULA: revisar a escrita dos colegas
Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;

Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem;

Desenvolvimento da aula:

Esta atividade de revisão de textos será a partir de uma ficha que pretende fornecer
parâmetros para que os alunos possam identificar alguns aspectos a serem revisados;
É importante trabalhar a conduta de respeito que devem ter diante da produção de
outro colega;
Vocês vão ler e avaliar a quadrinha que uma dupla de colegas fez e eles vão ler e
avaliar os que vocês fizeram a partir da ficha abaixo.
FICHA DE AVALIAÇÃO
Quadrinha escrita por: Quadrinha - 1 Quadrinha - 2 Quadrinha - 3

As quadrinhas inventadas
rimam?
Dá para recitar a quadrinha
inventada? Por quê?

Há algo que precisa ser


modificado? O que?

Avaliação feita por:

8ª ETAPA: PASSAR A LIMPO

24ª AULA: produção de novos poemas.

Objetivo/conteúdo:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;

Identificar, com auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna


do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;

Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem;

Relacionar o poema a situação comunicativa e ao suporte em que circula


originalmente;

Produzir novos poemas a partir de modelos, levando em conta o gênero e seu


contexto de produção;

Revisar poemas apoiando-se na leitura feita pelo professor;

Participar de situações de revisão coletiva, para que revise seu próprio texto.

Desenvolvimento da aula:
Nesta aula os alunos vão passar a limpo o texto revisado por seus colegas
a partir da ficha de revisão com os comentários escritos na aula anterior,
chamando atenção para os elementos da organização interna dos gêneros
cantiga (versos, estrofes e a repetição de estrofes nas canções e o refrão),
bem como os efeitos sonoros criados pelo uso da rima.
Os textos memorizados retiram a dificuldade de saber o que escrever
fazendo com que as crianças ainda em fase de alfabetização inicial
possam pensar somente no como escrever. A tarefa é facilitada, no caso
das poesias, pelas rimas e repetições das palavras.
Os alunos deverão entregar-lhe uma versão escrita (passada a limpo) da
cantiga para que a coletânea de cantigas preferidas do grupo possa ser
confeccionada. Nesse caso, é importante voltar no planejamento com eles
sobre: o tamanho do suporte, o tipo de papel a ser utilizado, o tamanho
das letras, as cores, o papel da ilustração (a qual só será colada
definitivamente na folha digitada) e a forma como será encadernado;
Uma opção é utilizar um caderno específico para que os alunos façam
suas produções finais, ou até mesmo uma pasta para ir armazenando as
produções. Nas próximas atividades, eles voltarão a discutir a organização
do caderno: capa, sumário, ordem de apresenta cão dos textos etc.
Retomar ao cartaz da aula de planejamento de texto, portanto também é
necessário;
Escolher uma imagem ou como será a ilustração de seu texto, segundo o
seu público-alvo (lembrando que a ilustração só irá definitivamente para
escrita digitada, a qual será a página original da coletânea de verbetes,
mas as escritas manuais dos alunos são indispensáveis no anexo).
Revise o texto com ajuda do professor;
Logo após os alunos transcreverão em uma folha específica (a qual vai
para o anexo) para a montagem do Caderno de “porquês” da turma,
seguindo as instruções do professor.

6ª ETAPA: TEXTUALIZAÇÃO
25ª AULA: escrita pelo aluno
Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;
Produzir novo poema a partir de modelo, levando em conta o gênero e o contexto
de sua produção.
Desenvolvimento da aula:
Agora chegou a aula de vocês produzirem nas duplas, uma quadrinha inteiras, a
partir das lidas nesta aula e\ou de outros modelos para depois ler para os colegas.
Para assim finalizarmos com um novo torneio e sarau
Durante a escrita prestem atenção para rimar os versos certos! Vocês podem usar
um dos inícios sugeridos ou criar uma quadrinha inteira.

7ª ETAPA: REVISÃO
26ª AULA: revisar a escrita dos colegas
Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns


de seus usos;

Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem;

Desenvolvimento da aula:

Esta atividade de revisão de textos também será a partir da ficha de revisão, nas
duplas;
Voltar no conceito de respeito que devem ter diante da produção de outro
colega;
Vocês vão ler e avaliar a quadrinha que uma dupla de colegas fizeram e eles vão
ler e avaliar os que vocês fizeram a partir da ficha abaixo.

FICHA DE AVALIAÇÃO
Quadrinha escrita por:

As quadrinhas
inventadas rimam?
Dá para recitar a
quadrinha inventada?
Por quê?
Há algo que precisa ser
modificado? O que

Avaliação feita por:


8ª ETAPA: PASSAR A LIMPO

27ª AULA: produção de novos poemas.

Objetivo/conteúdo:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;

Identificar, com auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna


do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;

Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem;

Relacionar o poema a situação comunicativa e ao suporte em que circula


originalmente;

Produzir novos poemas a partir de modelos, levando em conta o gênero e seu


contexto de produção;

Revisar poemas apoiando-se na leitura feita pelo professor;

Participar de situações de revisão coletiva, para que revise seu próprio texto.

Desenvolvimento da aula:

Nesta aula os alunos vão passar a limpo o texto revisado por seus colegas
a partir da ficha de revisão com os comentários escritos na aula anterior,
chamando atenção para os elementos da organização interna dos gêneros
cantiga (versos, estrofes e a repetição de estrofes nas canções e o refrão),
bem como os efeitos sonoros criados pelo uso da rima.
Os textos memorizados retiram a dificuldade de saber o que escrever
fazendo com que as crianças ainda em fase de alfabetização inicial
possam pensar somente no como escrever. A tarefa é facilitada, no caso
das poesias, pelas rimas e repetições das palavras.
Os alunos deverão entregar-lhe uma versão escrita (passada a limpo) da
cantiga para que a coletânea de cantigas preferidas do grupo possa ser
confeccionada. Nesse caso, é importante voltar no planejamento com eles
sobre: o tamanho do suporte, o tipo de papel a ser utilizado, o tamanho
das letras, as cores, o papel da ilustração (a qual só será colada
definitivamente na folha digitada) e a forma como será encadernado;
Uma opção é utilizar um caderno específico para que os alunos façam
suas produções finais, ou até mesmo uma pasta para ir armazenando as
produções. Nas próximas atividades, eles voltarão a discutir a organização
do caderno: capa, sumário, ordem de apresenta cão dos textos etc.
Retomar ao cartaz da aula de planejamento de texto, portanto também é
necessário;
Escolher uma imagem ou como será a ilustração de seu texto, segundo o
seu público-alvo (lembrando que a ilustração só irá definitivamente para
escrita digitada, a qual será a página original da coletânea de verbetes,
mas as escritas manuais dos alunos são indispensáveis no anexo).
Revise o texto com ajuda do professor;
Logo após os alunos transcreverão em uma folha específica (a qual vai
para o anexo) para a montagem do Caderno de “porquês” da turma,
seguindo as instruções do professor.
Finalizar com a apresentação onde os alunos recitarão as suas quadrinhas

3ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DE TEXTOS


28ª AULA: comparação de textos e vídeo
Objetivos/conteúdos:

Estabelecer conexões entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças


e valores;
Inferir o sentido de palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a
acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia;
Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna
do poema;
Observar a divisão do poema em versos e estrofes.

Desenvolvimento da aula:

Antes de assistir o vídeo leia a letra da canção:


Pé com Pé
Sandra Peres / Paulo Tatit

Acordei com o pé esquerdo


Calcei meu pé de pato
Chutei o pé da cama
Botei o pé na estrada
Dei um pé de vento
Caiu um pé d’água
Enfiei o pé na lama
Perdi o pé de apoio
Agarrei num pé de planta
Despenquei com pé descalço
Tomei pé da situação
Tava tudo em pé de guerra
Tudo em pé de guerra

Pé com pé, pé com pé, pé com pé


Pé contra pé

Não me leve ao pé da letra


Essa história não tem pé nem cabeça
Vou dar no pé / Pé quente
Pé ante pé / Pé rapado
Samba no pé / Pé na roda
Não dá mais pé / Pé chato
Pegar no pé / Pé de anjo
Beijar o pé / Pé de meia
Manter o pé / Pé de moleque
Passar o pé / Pé de pato
Ponta do pé / Pé de chinelo
Bicho de pé / Pé de gente
Fincar o pé / Pé de guerra
De orelha em pé / Pé atrás
Pé contra pé / Pé fora
A pé / Pé frio
Rodapé / Pé
Pé com pé. Palavra Cantada. Paulo Tatit e Sandra Perez.
CD “Pé com Pé”. Álbum produzido em 2005.
As letras das músicas desse álbum podem ser encontradas
no site www.palavracantada.com.br.

Assistir à apresentação do vídeo com a canção “Pé com Pé” em que um grupo
apresenta-se dançando e cantando;
Retomar o texto sublinhando as expressões “... pé...”, discutindo o sentido dessas
expressões contidas no poema. Vocês conhecem o sentido de cada uma delas?
Estimular os alunos a se lembrarem de situações de comunicação em que elas são
comumente empregadas;
Se eles manifestarem interesse, permita que assistam ao vídeo mais de uma vez;
Acolher as considerações dos alunos sobre as semelhanças entre a canção e uma
parlenda Hoje é Domingo: escrita em versos, estrofes, “jogos” com as palavras,
repetições... Compartilhe-as, enriquecendo a atividade.

Hoje é domingo

Hoje é domingo
Pede cachimbo

Cachimbo é de barro
Dá no jarro

O jarro é fino
Dá no sino

O sino é de ouro
Dá no touro

O touro é valente
Dá na gente

A gente é fraco
Cai no buraco

O buraco é fundo
Acabou-se o mundo.

3ª ETAPA: LEITURA E ANALISE DE TEXTOS.

29ª AULA: leitura pelo aluno/estudo da linguagem poética (algumas


características)

Objetivos/conteúdos:
Produzir novo poema a partir do modelo, levando em conta o gênero e o contexto de
sua produção;

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns


de seus usos.

Desenvolvimento da aula:

Explora outras características da linguagem poética, grifando-as: junção de palavras,


duplo sentido, metáforas, rimas. A atividade supõe que os alunos se afastem do
significado e voltem sua atenção para os aspectos sonoros da própria palavra.
Cada poema tem um segredo. Vamos descobrir o segredo de alguns
deles?
Leia os poemas abaixo e descubram a palavra escondida em outra,
grifando-as:

Ana e o pernilongo
José Paulo Paes
Toda semana
eu me lembro da Ana
Para mim não há semana
sem Ana.
(...)
PAES, José Paulo. Mistério de amor. In: Olha o bicho.
São Paulo: Ed. Ática, 2008.

Mistério de amor
José Paulo Paes
É o beija-flor que beija a flor
Ou é a flor que beija
O beija-flor?
PAES, José Paulo. Mistério de amor. In: Olha o bicho.
São Paulo: Ed. Ática, 2008.

A palmeira
Paulo Leminski
A palmeira estremece
palmas pra ela
que ela merece.

Nestes poemas, os poetas brincam com palavras que estão dentro


de outras.
Tente descobrir que palavra está “escondida” dentro de outra palavra.
POEMAS PALAVRAS ESCONDIDAS
No poema “A
palmeira”:

No poema “Ana e o
pernilongo”:

No poema “Mistério
de amor”:

Descubra que palavras então dentro das palavras abaixo:

PALAVRAS PALAVRAS ESCONDIDAS


Encaixa

Embaixo
Salto
Fofoca
Carambola
Girafa

6ª ETAPA: TEXTUALIZAÇÃO

30ª AULA: escrita pelo aluno

Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;
Produzir novo poema a partir de modelo, levando em conta o gênero e o contexto
de sua produção.

Desenvolvimento da aula:
Vocês produzirão nas duplas, uma nova quadrinha usando pelo menos um par de
rimas do quadro a cima.
Durante a escrita prestem atenção para rimar os versos certos! Vocês podem usar
os pares de rimas listados no ultimo quadro da aula anterior a fim de criar uma quadrinha.

7ª ETAPA: REVISÃO
31ª AULA: revisar a escrita do colega

Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;

Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem;

Desenvolvimento da aula:

Esta atividade de revisão de textos também será a partir da ficha da penúltima


aula de revisão;
Voltar no conceito de respeito que devem ter diante da produção de outro
colega;
Vocês vão ler e avaliar a quadrinha que uma dupla de colegas fizeram e eles vão
ler e avaliar os que vocês fizeram a partir da ficha abaixo.

FICHA DE AVALIAÇÃO
Quadrinha escrita por:

As quadrinhas
inventadas rimam?
Dá para recitar a
quadrinha inventada?
Por quê?
Há algo que precisa ser
modificado? O que

Avaliação feita por:

8ª ETAPA: PASSAR A LIMPO

32ª AULA: produção de novos poemas.

Objetivo/conteúdo:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;
Identificar, com auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna
do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;

Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem;

Relacionar o poema a situação comunicativa e ao suporte em que circula


originalmente;

Produzir novos poemas a partir de modelos, levando em conta o gênero e seu


contexto de produção;

Revisar poemas apoiando-se na leitura feita pelo professor;

Participar de situações de revisão coletiva, para que revise seu próprio texto.

Desenvolvimento da aula:

Nesta aula os alunos vão passar a limpo o texto revisado por seus colegas
a partir da ficha de revisão com os comentários escritos na aula anterior,
chamando atenção para os elementos da organização interna dos gêneros
cantiga (versos, estrofes e a repetição de estrofes nas canções e o refrão),
bem como os efeitos sonoros criados pelo uso da rima.
Os textos memorizados retiram a dificuldade de saber o que escrever
fazendo com que as crianças ainda em fase de alfabetização inicial
possam pensar somente no como escrever. A tarefa é facilitada, no caso
das poesias, pelas rimas e repetições das palavras.
Os alunos deverão entregar-lhe uma versão escrita (passada a limpo) da
cantiga para que a coletânea de cantigas preferidas do grupo possa ser
confeccionada. Nesse caso, é importante voltar no planejamento com eles
sobre: o tamanho do suporte, o tipo de papel a ser utilizado, o tamanho
das letras, as cores, o papel da ilustração (a qual só será colada
definitivamente na folha digitada) e a forma como será encadernado;
Uma opção é utilizar um caderno específico para que os alunos façam
suas produções finais, ou até mesmo uma pasta para ir armazenando as
produções. Nas próximas atividades, eles voltarão a discutir a organização
do caderno: capa, sumário, ordem de apresenta cão dos textos etc.
Retomar ao cartaz da aula de planejamento de texto, portanto também é
necessário;
Escolher uma imagem ou como será a ilustração de seu texto, segundo o
seu público-alvo (lembrando que a ilustração só irá definitivamente para
escrita digitada, a qual será a página original da coletânea de verbetes,
mas as escritas manuais dos alunos são indispensáveis no anexo).
Revise o texto com ajuda do professor;
Logo após os alunos transcreverão em uma folha específica (a qual vai
para o anexo) para a montagem do Caderno de “porquês” da turma,
seguindo as instruções do professor.
Finalizar com a apresentação onde os alunos recitarão as suas quadrinhas

3ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DO TEXTO


33ª AULA: leitura pelo aluno para declamarão de poema
Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;

Apreciar poemas lidos ou recitados.

Desenvolvimento da aula:

O professor fará a declamação e junto com os alunos a leitura dos poemas:


“Relógio” e “ Enquanto peixe- martelo” , sendo que os alunos acompanharão a
leitura com os textos em mãos, para que tentem perceber que movimento eles
parecem mostrar:

Relógio
Oswald de Andrade

As coisas são
As coisas vêm
As coisas vão
As coisas
Vão e vêm
Não em vão
As horas
Vão e vêm
Não em vão

Enquanto peixe-martelo
Milton Camargo

Enquanto peixe-martelo
bate: toque, toque, toque,
peixe-serra vai serrando:
roque, roque, roque, roque.

CAMARGO, Milton. Enquanto peixe-martelo. In: Poesia fora da


estante.
Porto Alegre: Ed. Projeto, CPL/PUCRS, 16a ed., 2008, p. 67.

Explorar o ritmo como efeito da sonoridade e da métrica (medida) de versos do


poema;
Apresentar um vídeo com as declamações do poema “Relógio”, para que os alunos
percebam o som que os poemas tentam representar.
Ler, juntamente com a classe o poema “Enquanto peixe-martelo” e perceba, mais
uma vez, o som e o movimento que o poeta tentou imitar;
No final os alunos declamarão o poema de maneira a mostrar o som do martelo e do
serrote em movimento.

3ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DO TEXTO

34ª AULA: leitura pelo aluno para declamação o poema

Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns


de seus usos;

Recitar poemas;

Estabelecer relações entre o texto e os conhecimentos prévios, vivências, crenças e


valores.

Desenvolvimento da aula:

Incentivar os alunos a compartilharem suas primeiras impressões sobre o poema


“Pirilampos”, valorizando o que conseguirem extrair desse contato inicial com o texto.

Antes de ler o poema, certifique-se de que eles sabem o que é pirilampo (mais
conhecido como vaga-lume) e criem expectativas de leitura, fazendo os seguintes
questionamentos:

 Você sabe o que são pirilampos?


 Onde e em que hora do dia você acha que é possível ver pirilampos? Por
quê?
Leia o poema a seguir de Henriqueta Lisboa e a sua biografia.

POEMA BIOGRAFIA
Pirilampos Henriqueta Lisboa (1903-1985)
Henriqueta Lisboa
Poetisa brasileira foi a primeira
Quando a noite mulher a ser indicada como
vem baixando, membro da Academia
nas várzeas ao lusco-fusco
e na penumbra das moitas Brasileira de Letras.
e na sombra erma dos campos, Também foi uma das primeiras a
piscam piscam pirilampos. escrever poesia para crianças,
dedicando três livros a elas.
São pirilampos ariscos
que acendem pisca-piscando
as suas verdes lanternas,
ou são claros olhos verdes
de menininhos travessos,
verdes olhos semitontos,
semitontos mas acesos
que estão lutando com o sono?

LISBOA, Henriqueta. Pirilampos. In: O


menino poeta. São Paulo:
Editora Peirópolis, 2008.

Depois da leitura, propor, uma roda de conversa com as questões:

 Vocês gostaram do poema?

 O que imaginaram enquanto o ouviam?

Na primeira estrofe do poema, a poetisa repete palavras, dizendo que os pirilampos


piscam, piscam. A repetição dessas palavras sugere a ideia de: ( ) entrar e sair,

( ) acender e apagar,

( ) subir e descer e

( ) tirar e por.

Acolher a participação dos alunos e mediá-la para garantir que todos compreendam
que pirilampos podem ser vistos apenas à noite, em lugar com pouca luminosidade,
especialmente nas regiões menos urbanizadas, pois o dia é claro e não permite que a luz
desse inseto seja percebida.

Fazer uma declamação bem expressiva do poema, sugerindo os efeitos da


escuridão da noite e a presença dos pirilampos e de sua luz.

Nesta atividade o foco é a criação de imagens e efeitos pela combinação de


palavras.

3ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DO TEXTO

35ª AULA: leitura e análise do texto - estudo da língua

Objetivos/conteúdos:

Apreciar poemas lidos ou recitados;


Inferir o sentido de Palavras ou expressões a partir do contexto ou selecionar a
acepção mais adequada em verbete de dicionário ou de enciclopédia.

Desenvolvimento da aula:
Esta atividade requer alguns procedimentos para que os alunos usem o dicionário.
Fornecer o sentido de várzea e trabalhar o sentido de arisco; levando em conta o
contexto do poema, arisco é algo que se relaciona com quieto, dócil, meigo ou com
inquieto, desconfiado, que rejeita carinho?
Uma outra questão que esta atividade propõe são os procedimentos inferenciais,
fazendo outras perguntas intermediárias: “Como sabemos se alguém está com muito
sono ou lutando contra o sono?”, “E o vaga-lume, como ele faz?” etc.
Responda as questões a baixo:

1 - Você sabe o significado das palavras lusco-fusco, penumbra e


erma? Vamos tentar adivinhar relendo a primeira estrofe?, O professor
listará na lousa as primeiras impressões dos alunos.

2 - O Dicionário Aurélio registra os seguintes significados para lusco-


fusco:
1. A hora do crepúsculo vespertino; o anoitecer;
2. A hora do crepúsculo matutino; o amanhecer, o alvorecer;
3. Indivíduo mulato, pardo.

Segundo o poema qual é o sentido de lusco-fusco:


( ) 1;
( ) 2;
( ) 3.

3 - Ainda relendo a primeira estrofe, tente adivinhar o significado


de “penumbra”:
( ) muito iluminado
( ) entre a luz e a sombra; “meia-luz”
( ) totalmente escuro

4 - O Dicionário Houaiss registra os seguintes significados para ermo:


Que 1 - está só ou desacompanhado; solitário.
Ex.: desnorteado, persistia naquela vida e.

2- Diz-se do lugar desabitado, deserto.

2. Qual é o sentido de “erma” no poema lido:


( ) 1
( ) 2.

5 - Que relação a poetisa faz entre os pirilampos e os meninos


sonolentos?
Resposta: Os olhos verdes dos meninos com sono se abrem e fecham assim
como as lanternas verdes dos vaga-lumes piscam-piscando.

6- Fazer um desenho para ilustrar o poema “Pirilampos”.

6ª ETAPA: TEXTUALIZAÇÃO
36ª AULA: escrita pelo aluno
Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;
Produzir novo poema a partir de modelo, levando em conta o gênero e o contexto
de sua produção.

Desenvolvimento da aula:
Para produzir novos poemas faça a leitura do poema “Coisas esquisitas”.

Coisas esquisitas
Elias José

“Eu vi a barata
na careca do vovô.
Assim que ela me viu,
bateu asas e voou.”

Eu vi a abelha
no nariz da vovó.
A abelha olhou, olhou,
não picou, pois teve dó.

Eu vi a cobra
Perto do pé da titia.
A cobra via, mas a tia
não via a cobra, e ria, ria.

Eu vi um jacaré
deitado na rede.
O bocão não me mordeu
porque era quadro de parede.

JOSÉ, Elias. Coisas esquisitas. In: Lua no brejo com novas trovas.
Porto Alegre: Ed. Projeto, 2007, p. 12.

Agora, reúna-se com mais um colega e produzam uma estrofe


para esse poema que tenha a mesma forma das estrofes existentes.
Vocês precisam pensar:
 Em um animal
---------------------------------------------------------------------------------

 Em uma parte do corpo da pessoa:


-----------------------------------------------------

 O que aconteceu?
----------------------------------------------------------------------------

7ª ETAPA: REVISÃO
37ª AULA: revisar a escrita do colega
Objetivos/conteúdos:
Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender
alguns de seus usos;

Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem;

Desenvolvimento da aula:

Esta atividade de revisão de textos também será a partir da ficha usada nas aulas de
revisão;
Voltar no conceito de respeito que devem ter diante da produção de outro colega;
Vocês vão ler e avaliar a estrofe do poema que uma dupla de colegas fizeram e eles vão ler e avaliar
os que vocês fizeram a partir da ficha abaixo.
FICHA DE AVALIAÇÃO
estrofe do poema escrita
por:
Os versos da estrofe
inventados rimam?
Dá para recitar a estrofe
inventada? Por quê?

Há algo que precisa ser


modificado? O que

Avaliação feita por:

8ª ETAPA: PASSAR A LIMPO

38ª AULA: produção de novos poemas.

Objetivo/conteúdo:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;

Identificar, com auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna


do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;

Revisar e editar o texto, focalizando os aspectos estudados na análise e reflexão


sobre a língua e a linguagem;
Relacionar o poema a situação comunicativa e ao suporte em que circula
originalmente;

Produzir novos poemas a partir de modelos, levando em conta o gênero e seu


contexto de produção;

Revisar poemas apoiando-se na leitura feita pelo professor;

Participar de situações de revisão coletiva, para que revise seu próprio texto.

Desenvolvimento da aula:

Nesta aula os alunos vão passar a limpo o texto revisado por seus colegas
a partir da ficha de revisão com os comentários escritos na aula anterior,
chamando atenção para os elementos da organização interna dos gêneros
cantiga (versos, estrofes e a repetição de estrofes nas canções e o refrão),
bem como os efeitos sonoros criados pelo uso da rima.
Os textos memorizados retiram a dificuldade de saber o que escrever
fazendo com que as crianças ainda em fase de alfabetização inicial
possam pensar somente no como escrever. A tarefa é facilitada, no caso
das poesias, pelas rimas e repetições das palavras.
Os alunos deverão entregar-lhe uma versão escrita (passada a limpo) da
cantiga para que a coletânea de cantigas preferidas do grupo possa ser
confeccionada. Nesse caso, é importante voltar no planejamento com eles
sobre: o tamanho do suporte, o tipo de papel a ser utilizado, o tamanho
das letras, as cores, o papel da ilustração (a qual só será colada
definitivamente na folha digitada) e a forma como será encadernado;
Uma opção é utilizar um caderno específico para que os alunos façam
suas produções finais, ou até mesmo uma pasta para ir armazenando as
produções. Nas próximas atividades, eles voltarão a discutir a organização
do caderno: capa, sumário, ordem de apresenta cão dos textos etc.
Retomar ao cartaz da aula de planejamento de texto, portanto também é
necessário;
Escolher uma imagem ou como será a ilustração de seu texto, segundo o
seu público-alvo (lembrando que a ilustração só irá definitivamente para
escrita digitada, a qual será a página original da coletânea de verbetes,
mas as escritas manuais dos alunos são indispensáveis no anexo).
Revise o texto com ajuda do professor;
Logo após os alunos transcreverão em uma folha específica (a qual vai
para o anexo) para a montagem do Caderno de “porquês” da turma,
seguindo as instruções do professor.
Finalizar com a apresentação onde os alunos recitarão as suas quadrinhas

3ª ETAPA: LEITURA E ANÁLISE DE TEXTO

39ª AULA: leitura e análise de texto - linguagem

Objetivos/conteúdos:

Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender


alguns de seus usos;
Produzir novo poema a partir de modelo, levando em conta o gênero e o contexto
de sua produção.

Desenvolvimento da aula:
O professor fará uma declamação do poema e depois a os alunos
acompanharão a leitura que seu professor fará do poema “O relógio” do
poeta Vinicius de Moraes.

O relógio
Vinicius de Moraes

Passa, tempo, tic-tac


Tic-tac, passa, hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, e vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
Já perdi
Toda a alegria
De fazer
Meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac...
MORAES, Vinicius de. In: A arca de Noé: Poemas Infantis. São Paulo: Companhia das Letras,
1991. p. 24. Autorizado pela VM Empreendimentos Artísticos e Culturais
Ltda./©VM/©Companhia das Letras/Editora Schwarcz

Respondam as questões a baixo:

O que o poema nos faz lembrar?

Qual é o “segredo” do poema?

Para você, quais versos do poema de Vinicius de Moraes


imitam os sons, preparando-se para partir? Leia-o baixinho e
depois discuta com seus colegas e com o professor.

Agora você vai assistir a um vídeo e apreciar poemas que


imitam sons e movimentos. Um deles é do poema “O relógio”, de
Vinicius de Moraes, que você já conhece.

Permita que os alunos assistam ao vídeo mais de uma vez. Chame a


atenção para os versos valorizados pela animação.

Oriente os alunos para que observem os sons dos versos e não


apenas os sentidos das palavras.

12ª ETAPA: ENSAIO DO SARAU

40ª AULA: seleção dos poemas e ensaio para declamação no sarau

Objetivos/conteúdos:

Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna


do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;
Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns
de seus usos;
Recitar poemas;

Desenvolvimento da aula:

Chegou a hora de vocês se prepararem para uma declamação


coletiva: toda a turma vai declamar poemas para os colegas de classe ou
do 1º ano! Vamos lá?
Com a ajuda do professor, vocês irão se dividir em grupos de quatro
alunos. Cada grupo escolherá um dos poemas deste projeto (ou outro
qualquer) para declamar: “O relógio”, de Vinicius de Moraes, “Relógio” de
Oswald de Andrade, “Enquanto peixe-martelo” de Milton Camargo, etc.
Todos os alunos do grupo podem declamar juntos os mesmos
versos, ou então dois declamam os versos e os outros dois repetem sons
(como tic-tac), organizando assim um jogral.
Chamar atenção dos alunos que para uma boa declamação de poema
(preparo prévio com leitura em voz alta, boa articulação das palavras, voz audível e
respeito ao ritmo criado pelos versos e palavras escolhidas pelo poeta, demostrar o
sentimento que o poema traz)?”,

12ª ETAPA: ENSAIO DO SARAU

41ª AULA: filmagem do ensaio

Objetivos/conteúdos:

Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna


do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;
Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns
de seus usos;
Recitar poemas;

Desenvolvimento da aula:

Aqui será filmado o ensaio para que posteriormente as crianças


façam uma auto-avaliação quanto à entonação e expressão de voz, fluência,
ritmo e dicção durante a declamação, além de buscar estratégias para
aperfeiçoar sua apresentação.
Depois da filmagem começar a assistir a apresentação duplas para ajustar a
apresentação;

12ª ETAPA: ENSAIO DO SARAU


42 ª AULA: finalizar os ajustes da apresentação

Objetivos/conteúdos:

Identificar, com o auxílio do professor, possíveis elementos da organização interna


do poema: observar segmentação do poema em versos e estrofes;
Observar o funcionamento do ritmo e da rima nos poemas para compreender alguns
de seus usos;
Recitar poemas;

Desenvolvimento da aula:

Terminar de assistir as filmagens e fazer os ajustes das


apresentações;
Realizar o ultimo ensaio.

13ª ETAPA: PUBLICAÇÃO DE UM CADERNO DE POEMAS DA TURMA E


APRESENTAÇÃO DO SARAU

43 ª AULA: apresentações

Objetivos/conteúdos:

Conhecer a prática social de um sarau (e tudo que a envolve) em que as pessoas se


reúnem para apreciar e declamar poesias, além de interagir com um público ouvinte

Avaliação

Ao final do projeto espera-se que a criança seja capaz de reconhecer características do


texto poético, expressar-se e apresentar-se em público, de maneira eficaz e adequada,
transmitindo sentimento da poesia escolhida.
REFÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

ORIENTAÇÕES CURRICULARES – Proposição de Expectativas de


aprendizagens – ensino fundamental I, Prefeitura municipal de São Paulo – 2007;

DIRETRIZES CURRICULARES MUNICIPAL DE LINGUA PORTUGUESA - Ensino


Fundamental I, Prefeitura Municipal de Bonito, 2008.

PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS -


Prefeitura Municipal de Bonito, 2010.

CADERNO DE POIO E APRENDIZAGEM – Língua portuguesa – 3º ano –


caderno no aluno, 2010, Prefeitura de São Paulo
CADERNO DE POIO E APRENDIZAGEM – Língua portuguesa – 3º ano – livro do
professor, 2010, Prefeitura de São Paulo

PROJETO DE LINGUA PORTUGUESA DE 5º ANO de Ana Falcão, 2010.