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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - UFPI

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
CURSO DE FILOSOFIA

ATIVIDADE III

Diretrizes Curriculares do Ensino

Médio

Análise Crítica apresentada à cadeira de Legislação e

Organização da Educação Básica, do Curso de Filosofia, da

Universidade Federal do Piauí, como co-requisito parcial

avaliativo para obtenção de nota, concernente à atividade III.

JOÃO GUALBERTO DA COSTA RIBEIRO JÚNIOR

27/07/2012
JOÃO GUALBERTO DA COSTA RIBEIRO JÚNIOR

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ATIVIDADE III

Diretrizes Curriculares do Ensino Médio

Trabalho apresentado à cadeira de


Legislação e Organização da Educação
Básica, do Curso de Filosofia. Da
Universidade Federal do Piauí, como co-
requisito parcial avaliativo para
obtenção de nota, concernente à
atividade III.

Tutora: Prof.ª Talita Aralpe.

Piracuruca

2012
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ..........................................................................................................3

2 DESENVOLVIMENTO ..........................................................................................4

2.1 Resolução CEB nº 3, de 26 de junho de 1998..............................................4

3 CONCLUSÃO .............................................................................................................5

4 CRÍTICA ........................................................................................................................6
3
1 INTRODUÇÃO

Apresenta-se neste trabalho um resumo crítico analítico sobre as diretrizes

curriculares para o ensino médio, baseados na Resolução CEB nº 3, de 26 de junho de

1998. O texto integralizado dispõe-se em artigos e incisos onde se encontram

expostas as diretrizes curriculares.


LEGISLAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Com o intuito de analisar criticamente os artigos 1º, 3º, 6º, e 7º da Resolução

CEB Nº 3, a cadeira de Legislação e Organização da Educação básica lançou a

proposta para análise crítica dos referidos artigos e que resultou na então produção

deste trabalho.

A importância contida no estudo das diretrizes curriculares para o ensino

médio encontra-se embasada primeiramente no enfoque didático do curso de

filosofia: licenciatura. Em segunda análise, o ensino médio constitui-se em ponto

mediano entre o ensino elementar e o superior, figurando como uma das principais

categorias institucionalizadas da educação, onde o filósofo pode atuar. O

conhecimento destas diretrizes põe o acadêmico de licenciatura a par dos objetivos e

paradigmas propostos para o ensino médio, bem como do que norteia seu modus

operandis.

Metodologicamente, o trabalho estrutura-se em modelo padrão de trabalhos

críticos, mais precisamente, resumo crítico de escrito, onde figuram os elementos

básicos de um resumo adicionado de crítica. Através da síntese conceitual, temática,

interpretativa dos artigos referidos acima, elabora-se comentários às diretrizes

correspondentes a estes artigos.

Ciente de não esgotar, nem de ter a pretensão de produzir um trabalho de

crítica especializado sobre o ensino médio e suas diretrizes, visa-se sintetizar os

preceitos básicos dos artigos analisados pós-concebidos de uma crítica

despretensiosa e de âmbito acadêmico disciplinar.

João Gualberto da Costa Ribeiro Júnior


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2 DESENVOLVIMENTO

2.1 RESOLUÇÃO CEB Nº 3, DE 26 DE JUNHO DE 1998

As diretrizes curriculares para o ensino médio são estabelecidas na referida


LEGISLAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

resolução com o intuito de embasar a educação neste nível de ensino através de

princípios e parâmetros norteadores com enfoque no vínculo entre a educação, o

mundo do trabalho e a prática social, preparando para exercitar a cidadania que lhe

cabe por direito.

No artigo 3º, observa-se a coerências entre as práticas pedagógicas, o processo

ensino-aprendizagem, a formulação e implementação de políticas educacionais,

organização curricular e os sistemas avaliativos, devem embasar-se em princípios

estéticos, éticos e políticos, que devem abranger a estética da sensibilidade, a política

da igualdade e a ética da identidade.

No artigo 6º, verifica-se a adoção de princípios pedagógicos a serem aplicados

no ensino médio constituídos pela: identidade, diversidade e autonomia,

interdisciplinaridade e contextualização.

Através do artigo 7º contempla-se a observância funcional dos princípios

estabelecidos anteriormente, buscando prioritariamente a adequação às condições

sociais preponderantes e do corpo discente, por meio de mecanismos participativos

que garantam a identidade própria, articulações de parcerias institucionais que

fomentem a diversificação educacional, estímulo para produção estudantil,

desenvolvimento cognitivo e sistemas avaliativos.

João Gualberto da Costa Ribeiro Júnior


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3 CONCLUSÃO

Através do estabelecimento das diretrizes curriculares para o ensino médio,

obteve-se uma estrutura funcional de maior qualidade nas práticas pedagógicas

educativas referentes ao ensino médio.

Percebe-se através dos artigos estudados e resumidos, a preocupação dos


LEGISLAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

sistemas governamentais com o funcionamento educacional através da instituição de

princípios, paradigmas, parâmetros e fomento ao desenvolvimento notadamente

discente nesta importante etapa da carreira estudantil de qualquer aluno: o ensino

médio.

A adequação das diretrizes ao modelo social vigente e o interesse na melhoria

da qualidade educacional, bem como no acesso à educação – direito garantido e

assegurado pelo Estado – fazem destas diretrizes o carro-chefe organizacional onde

se inserem políticas públicas e práticas pedagógicas formuladas com especificidade e

sensibilidade, objetivando uma sistematização de qualidade de todo o ensino médio

brasileiro.

João Gualberto da Costa Ribeiro Júnior


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4 CRÍTICA

O tema de que trata o artigo 1º das diretrizes curriculares para o ensino médio

estabelece, antes de tudo, uma relação vital entre o Estado e seu elemento mais

específico: o cidadão. Através de uma educação sistematizada, com enfoques em

aspectos práticos, como o trabalho – visto estarmos numa era onde o capitalismo
LEGISLAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

“selvagem” domina – e na preparação para ingressar no ensino superior, bem como o

ensino profissionalizante de natureza técnica, fazem desta diretriz o cerne da

educação colegial.

Não sendo mais encarado como simples ponte entre o ensino básico e o

preparatório para ingresso no superior, o ensino médio é hoje bem estruturado,

embora funcionalmente, ainda falte a contemplação integral dos princípios

estabelecidos pelas diretrizes, como pré-inserção, exercício da cidadania, dentre

outros.

No artigo 2º tem se a descrição de uma diretriz que se pode considerar como

ideal. Um modelo bem estabelecido, preparado realmente para estimular todos os

envolvidos no processo de ensino. Porém, alguns preceitos ainda estão longe de

poderem ser concretizados com, pelo menos relativo índice de eficiência e eficácia.

A estética da sensibilidade, que deve estimular o inusitado, o não esperado, a

afetividade, os valores e conceitos sociais para serem depois propagados individual e

coletivamente nos meios sociais, ocorre de forma bastante precária. Verifica-se isto

pelas crescentes ondas discriminatórias, de aspectos preconceituosos e

estigmatizados que ocorrem dentro dos ambientes estudantis institucionais.

A política da igualdade, onde se deve reconhecer os direitos humanos,

cidadania, identidade e igualdade entre indivíduos ocorrem de maneira insidiosa. Os

direitos humanos são pouco respeitados e a política real e concreta que se estabelece

na maioria dos casos, é a política do medo, da pressão, dos constrangimentos. Seja

João Gualberto da Costa Ribeiro Júnior


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entre o corpo discente ou entre os discentes e docentes, as políticas de igualdade vem

tentando ser aprimoradas, no entanto estando longe, na prática, de se estruturar com

qualidade e consciência.

Por fim, no artigo 3º aborda-se a ética da identidade que, mais uma vez não se

estabelece constitutivamente dentro dos padrões da diretriz; através da busca da

superação de dicotomias entre público e privado, moral e matéria, dentre outros. Na


LEGISLAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

prática observa-se, apesar dos esforços governamentais tanto em linhas gerais como

especificamente, uma espécie de “fazer questão” de manter os aspectos dicotômicos;

a separação entre “mundos diferentes” está cada vez mais nítida dentro do ambiente

educacional como no social. A escola não pode ser um mero lugar onde se aplica

conhecimentos; a escola deve ser um espaço onde se aprende sobre a vida e aquilo

que é importante para sua manutenção, desenvolvimento, encadeamento, evolução,

necessidades, dentre muitos outros aspectos.

O artigo 6º implica a estrutura dos currículos no ensino médio, onde devem

ser construídos de forma a ressaltarem a identidade, diversidade e autonomia,

interdisciplinaridade e contextualização. Aqui se percebe a relação existente entre o

que foi estabelecido na diretriz e o que se observa na prática. Melhorias vêm sendo

acrescentadas como o retorno da disciplina de filosofia ao ensino médio, embora em

condições ainda não ideais. Isto pode fornecer uma maior sensibilização dentro do

âmbito funcional das outras diretrizes constantes dos princípios preconizados

àqueles que são o principal objeto da educação: o aluno.

Finalmente, tratando do artigo 7º as metodologias para que os princípios e

diretrizes estabelecidos em outros artigos possam ser adequadamente cumpridos e

instituídos.

Todos os pressupostos envolvidos na formulação deste artigo são observados

na prática escolar cotidiana, embora com imensas variações de instituição a

instituição, derivadas de inúmeros fatores. Tem-se notado o empenho dos sistemas

governamentais brasileiros na reestruturação das políticas educacionais do país com

João Gualberto da Costa Ribeiro Júnior


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fomento aos mais diversos campos do conhecimento e realização de propostas e

práticas pedagógicas realmente condizentes com a realidade social vivida no meio.

No entanto, no âmbito mais específico de todo este processo não se observa o

cumprimento com eficácia e eficiência dos princípios que embasam as diretrizes e

que, diga-se de passagem, causariam um grande progresso na estrutura funcional

educativa brasileira.
LEGISLAÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Tem-se as bases, as conceitos, as idéias, os planos, os princípios, as diretrizes, o

empenho, a determinação, as condições para implementar tudo que está proposto na

escala teórica. Só o que não se tem ainda, é a sensibilização real e posterior

conscientização, da necessidade urgente da qualificação do todo já aplicado. Não

basta aplicar, é preciso controlar as aplicações. Sensibilizar através de mudanças

perceptivas, e focar no papel avaliativo do próprio sistema organizacional educativo

já implementado, poderão vir a dar o rumo do “ponteiro da bússola”, que se chama,

educação.

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João Gualberto da Costa Ribeiro Júnior