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Estruturas de Madeira

Prof. Alex Leandro de Lima, M.Sc.

Bibliografia:

•Dimensionamento de Elementos Estruturais de Madeira – Carlito


Calil Junior / Francisco Antonio Rocco Lahr / Antonio Alves Dias –
Editora Manole;
• PFEIL, Walter & PFEIL, Michele. Estruturas de madeira. 6.ed. Rio
de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos Editora S.A., 2003.
•NBR 7190/97 – Projeto de Estruturas de Madeira – Associação
Brasileira de Normas Técnicas;
•Software TACO – Programa para cálculo de estruturas de madeira
segundo NBR 7190/1997 – Juliana Ana Chiarello e Zacarias M.
Chamberlain Pravia – FEAR – Universidade de Passo Fundo
(http://www.ufp.br/etools).
Conteúdo:
1. Algumas informações fundamentais sobre a
madeira;
2. Características físicas da madeira relevantes para o
projeto de estruturas;
3. Propriedades de resistência e rigidez da madeira;
4. Considerações sobre ações e segurança em projetos
de estruturas de madeira;
5. Critérios de dimensionamento;
6. Ligações em estruturas de madeira;
7. Contraventamento;
8. Classificação estrutural e durabilidade da madeira.

1
1. Algumas informações fundamentais sobre a
madeira
Brasil: Como opção para aumentar a atividade econômica e
para abertura para os mercados interno e externo (marcado
pela competitividade e pela necessidade de alcançar soluções
inovadoras para os mais variados problemas) tem-se
incentivado o desenvolvimento de políticas no setor florestal;
Atividade Florestal: Uma das poucas que, com utilização de
métodos racionais de exploração, poderá conjugar a expansão
econômica à conservação da qualidade de vida
(desenvolvimento sustentado, possível de ser proporcionado
pelo setor florestal ).

Desenvolvimento Sustentado ou Sustentável:


9Busca não somente produção direta de madeira e matéria
prima usada na fabricação de produtos derivados, mas também
a geração de outros bens indispensáveis à manutenção do
equilíbrio ecológico, tais como:
- Melhoria da qualidade do ar devido à fotossíntese;
- Biodiversidade (fauna e flora);
- Redução da erosão e suas conseqüências.
Floresta Amazônica:
9Ocupa área de 2.8 milhões de km2, que abrange os estados
do Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará,
Rondônia, Roraima e Tocantins = 33% território nacional.
20% da área original devastados de forma irreversível.

2
Emprego Estrutural da Madeira:
A madeira é empregada, com freqüência, para fins estruturais,
na solução de problemas relacionados a:
•Coberturas: residenciais, comerciais, industriais, construções
rurais;
•Cimbramentos: para estruturas de concreto (armado e
protendido);
•Transposição de obstáculos: pontes, viadutos, passarelas;
•Armazenamento: silos verticais e horizontais;
•Linhas de transmissão (energia elétrica de baixa tensão e
telefonia);
•Obras portuárias: Deck;
•Etc...
Principais Preconceitos Inerentes à Madeira:
•Divulgação insuficiente de informações tecnológicas;
•Falta de projetos específicos desenvolvidos por profissionais
habilitados;
•Mão de obra não qualificada e maquinário obsoleto ou
adaptado;
•Associação do uso da madeira à “catástrofes ecológicas”.
...“Não está sendo defendida aqui, a exploração irracional e
predatória. O que se almeja é a aplicação de um manejo de
cultura e exploração inteligente, fundamentado em técnicas há
muito dominadas por engenheiros florestais e profissionais de
área correlatas, que poderá garantir a perenidade de nossas
reservas florestais.”... (Junior, 2002 ).
3
Vantagens da Produção de Madeira para Estruturas:
•Extração e desdobro (corte das toras) envolvem baixo consumo
de energia;
•No aço e no concreto, por exemplo, os processos de produção
são altamente poluentes, requerendo alto consumo energético;
antecedidos por agressões ambientais consideráveis para
obtenção de matéria prima( que jamais será reposta). A madeira
apresenta alta resistência em relação à densidade, ou seja, são
dotadas de baixo peso próprio;
•Aspecto visual muito interessante;
•Conveniente desempenho a altas temperaturas (melhor que de
outros materiais) apesar da sua inflamabilidade. Na realidade, a
carbonatação superficial das peças se transforma numa espécie
de "barreira de isolação térmica". Sendo a madeira um mau
condutor de calor, a temperatura interna cresce mais lentamente,
não provocando maior comprometimento da região central das
peças que, deste modo, podem manter-se em serviço nas
condições onde o aço, por exemplo, já teria entrado em colapso,
mesmo não sendo um material inflamável.
Viga de madeira

Viga de Aço
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•Outro aspecto que favorece a madeira é sua alta resistência em
relação à densidade (uma excelente relação resistência/peso),
conforme consta na Tabela 1 a seguir.
Tabela 1 – Propriedades de alguns materiais
ρ f E
Material f/ρ
(t/m3) (MPa) (GPa)
Concreto 2,5 40 ≈ 20 16

Aço a tração 7,85 250 210 32


Madeira a
0,5 – 1,2 30 - 110 8 - 12 60- 90
tração
Madeira a
0,5 – 1,2 30 - 60 8 - 12 50 - 60
compressão

Classificação das Madeiras:


As madeiras utilizadas em construção são obtidas de troncos de
árvores. Distinguem-se duas categorias principais de madeiras:
Árvores

Botanicamente: Classe das Fanerógamas

Gimnospermas Angiospermas

Classe mais importante: Classe mais importante:


Coníferas, também Dicotiledôneas, também
conhecidas como conhecidas como hardwoods, ou
softwoods, ou seja, seja, madeiras duras.
madeiras moles ex. peroba, ipê, etc
(ou macias).
ex. pinheiro-do-paraná,
pinheiro-bravo, etc

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Estrutura Macroscópica da Madeira:
A seção transversal de um tronco de árvore revela as seguintes
camadas:
•Na região central do tronco se localiza a medula, tecido macio,
em torno do qual se verifica o primeiro crescimento da madeira.
• As camadas externas e mais jovens de crescimento constituem
o alburno. Tratam-se de camadas com menor resistência à
demanda biológica, têm coloração mais clara, aceitando com
maior facilidade a aplicação de tratamentos preservativos.
•As camadas mais internas do tronco – o cerne – são mais
antigas, tendem a armazenar resinas e outras substâncias de alto
peso molecular, tornando-se mais escuras, com maior resistência
à demanda biológica.
•A casca é a proteção externa da árvore. Ela é formada por uma
camada externa morta, de espessura variável com a idade e
espécie, e uma camada interna de tecido vivo. Sob esta, existe
uma finíssima película - o câmbio – (parte "viva" da árvore).

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2. Características Físicas da Madeira
Relevantes para o Projeto de Estruturas
a) Anisotropia – reações diferentes segundo a direção da
solicitação

b) Umidade:
•A umidade da madeira tem grande importância sobre suas
propriedades;
•Exposta ao meio ambiente ele perde continuamente umidade por
evaporação das moléculas livres de água;
•Diz-se que ela atingiu o ponto de saturação das fibras (PS). Ficam
retidas apenas as moléculas de água no interior das paredes
celulares (água de adesão ou de impregnação).

Ponto de Saturação:

Teor de umidade U(%) entre 20% e 30%;


NBR 7190/1997 – PS = 25%

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•A saída de água livre não interfere na estabilidade dimensional,
nas propriedades de resistência e elasticidade;
•Após o PS, a evaporação vai prosseguindo com menor
velocidade, até alcançar o nível de umidade de equilíbrio (UE);
•Pela NBR 7190/1997, EU = 12% (a 20º C e 65% de umidade
relativa do ar);
•Percentuais de umidade inferiores a UE, apenas por secagem
forçada (câmaras ou estufas);

Determinação da umidade pelo método da secagem em estufa:

NBR 7190/1997 (Anexo B):

•Corpo de Prova (CP) de 2 x 3 x 5(cm);


•Pesa-se o CP antes da secagem (mi);
•Leva-se a estufa (103ºC) .“ A massa do CP deve ser medida a
cada seis horas, até ocorrer, entre duas medidas consecutivas,
variação menor ou igual a 0,5% da última massa medida. Esta
massa será considerada como a massa seca (ms)”; O processo
dura em torno de 48 horas.
mi − ms
U (%) = ×100
ms
Exemplo 2.1: Deseja-se determinar a porcentagem de
umidade de uma peça de Jatobá, a ser empregada na
confecção de um piso. Dela se retira uma amostra, de acordo
com recomendações da NBR 7190/1997. A massa inicial da
amostra é 42,88g. A massa seca é 28,76g. Qual é o valor da
umidade procurada (U)?

8
mi − m s 42 ,88 − 28,76
U (%) = × 100 = × 100
ms 28,76
U (%) = 49 .1%
Umidade acima do PS

Exemplo 2.2: Uma peça de madeira para emprego estrutural tem


massa de 6148g a U% de umidade e deve ser submetida à
secagem até atingir 12%, condição na qual será utilizada.
Sabendo-se que uma amostra retirada da referida peça, nas
dimensões indicadas pela NBR 7190/1997, pesou 34,52g (a U%
de umidade) e 25,01g (massa seca), pede-se estimar o peso da
peça em questão quando for atingida a umidade de 12%.

mi − ms 34,52 − 25.01
U (%) = ×100 = ×100∴U (%) = 38,0%
ms 25,01

Massa seca:
mi − ms 100mi 100 × 6148
U (%) = ×100∴ ms = ×100 = = 4455g
ms U + 100 38,0 + 100

U (%) m s
U (%) m s = 100 ( m i − m s ) ∴ m i = + ms
100

12 × 4455
mi = + 4455
100

m i = 4989 , 6 g

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Densidade da Madeira (Peso específico):

É a quantidade de massa contida em uma unidade de volume.


•Densidade real:
Relação entre a massa da madeira e o volume efetivo ocupado
por ela, descontando-se os vazios ocupados por água e ar.
•Densidade básica:
Razão entre a massa seca da amostra e o volume saturado,
com todos os seus vazios internos preenchidos por água.

ρ bas =
ms
Vsat
(
g / cm3 )
•Densidade aparente:
É a razão entre a massa e o volume de corpos-de-prova
para o teor de umidade de 12% (NBR 71901997).

ρ ap =
m12
V12
(
g / cm 3
)

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Diagrama de Kollmann:

Diagrama de Kollmann, que representa a


variação da densidade aparente com o teor de
umidade.

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Variação Dimensional da Madeira:

Presença de água de impregnação no interior da madeira

Retração Inchamento

•Às vezes, espécies com grande disponibilidade em uma dada


região não podem ser indicadas para as aplicações nas quais a
estabilidade dimensional seja um dos requisitos prioritários.
•As variações dimensionais acontecem em diferentes proporções
nas direções de ortotropia, sendo praticamente desprezíveis na
direção longitudinal, mais acentuadas na direção radial e
maiores na direção tangencial.

umidade
inchamento

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Tabela 2 - Percentuais de retração
Direção Retração Total(%)
Longitudinal (L) 0,1 a 0,9
Radial (R) 2,4 a 11,0
Tangencial (T) 3,5 a 15,0
Volumétrica (V) 6,0 a 27,0
OBS: A diferença entre as porcentagens de retração radial e
tangencial é um dos fatores responsáveis pelo aparecimento de
trincas, rachaduras, empenamentos, encanoamentos, torcimentos
e outros defeitos no transcurso dos processo de secagem.

Dilatação Linear:
O coeficiente de dilatação linear das madeiras, na direção
longitudinal, varia de 0,3x10-5 a 0,45x10-5 por °C. Na direção
tangencial ou radial, este coeficiente varia com o peso específico
da madeira, sendo da ordem de 4,5x10-5 °C-1 para madeiras duras
e 8,0x10-5 ºC-1 para madeiras moles.

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2.1 – Tipos de Madeira de Construção
As madeiras para construções podem classificar-se em duas
categorias:
Madeiras Maciças:
•Madeira bruta ou roliça – mais utilizada em construções
provisórias e podem, também, ser empregada para estacas, poste,
colunas etc.
•Madeira falquejada – tem as faces laterais aparadas por
machado, formando seções maciças, quadradas ou retangulares; é
utilizada em estacas, cortinas cravadas, pontes etc.
•Madeira serrada – o tronco é cortado nas serrarias, em
dimensões padronizadas para o comércio, passando depois por
um período de secagem.

Madeiras Industrializadas:
•Madeira compensada – é formada pela colagem de lâminas
finas, com as direções das fibras alternadamente ortogonais.
•Madeira laminada ou colada – a madeira selecionada é cortada
em lâminas, de 15mm a 50mm de espessura, que são coladas sob
pressão, formando grandes vigas, em geral de seção retangular.
•Madeira recomposta – sob esta designação, encontram-se
produtos na forma de placa que são produzidos a partir de
resíduos da madeira serrada e compensada convertidos em flocos
e partículas e colados sob pressão. Devido à baixa resistência e
durabilidade, este material é muito utilizado na indústria de
móveis.

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3. Propriedades de Resistência e de Rigidez da
Madeira
As propriedades físicas e mecânicas das espécies de madeira são
determinadas por meio de ensaios padronizados em amostras
sem defeitos (Anexo B da NBR 7190/1997).
Eixos de referência

Para a completa caracterização da madeira para uso em


estruturas, as seguintes propriedades devem ser determinadas:
Compressão:
Paralelo à fibras (elevada resistência);

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Perpendicular às fibras (aprox.1/4 da resistência à compressão).

Possíveis tipos de compressão na madeira:

Tração:
Tração paralela às fibras Tração perpendicular às fibras

Cisalhamento:
Cisalhamento Cisalhamento paralelo às fibras – menor resistência
perpendicular às fibras
– alta resistência Cisalhamento Cisalhamento
horizontal rolling

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Flexão Simples:

Torção: A NBR 7190/97 recomenda evitar

Resistência ao choque: A NBR 7190/97 recomenda realizar


ensaio de flexão dinâmica

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Fatores que influenciam nas propriedades da madeira:
Fatores Anatômicos:
•Densidade;
•Inclinação das Fibras;
•Falhas naturais da madeira: encurvamento do tronco e dos galhos
durante o crescimento, presença de medula, faixas de perêquima,
nós e etc.

Presença de medula

Faixas de parêquima

Nós

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Fatores Ambientais e de utilização:
•Umidade;
•Defeitos de secagem;
•Defeitos de processamento;
•Defeitos por ataques biológicos.

Ataque feitos por fungos Ataque feitos por fungos


perfurações pequenas perfurações grandes

Fungos – mancha azul Podridão clara

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Propriedades a serem consideradas no projeto
estrutural:
•Densidade; (já comentado)
•Umidade; (já comentado)
•Rigidez;
•Resistência.
Rigidez:
Depende em particular do módulo de elasticidade (E) da espécie
de madeira. Este módulo de elasticidade, varia conforme a
direção da solicitação em relação às fibras (ou traqueídes) da
madeira, ou seja, E0 – para direção paralela às fibras e E90 – para
direção perpendicular às fibras). Para efeito de cálculos, na
ausência de ensaios de caracterização da madeira na direção
perpendicular às suas fibras considera-se:

1
E90 = E0
20
Caracterização das resistências da madeira serrada:
•Valores obtidos em ensaios de caracterização de espécies;
•Valores de resistências fornecidos pela NBR 7190/1997;
•Valores fornecidos para a classe de resistência a que a espécie
pertence.
Regra Geral: Os valores das propriedades de resistência e
elasticidade da madeira apresentados pela NBR 7190/97, dizem
respeito à umidade padrão de referência de 12%. Caso alguma
propriedade seja obtida por ensaios de laboratório com teores de
umidade (10%<U<20%), deve-se fazer a correção pelas
expressões seguintes:
20
⎡ 3(U % − 12 ) ⎤
f12 = fU % ⎢1 + ⎥⎦
⎣ 100
⎡ 2(U % − 12) ⎤
E12 = EU % ⎢1 + ⎥
⎣ 100 ⎦

Variação da resistência e do módulo de elasticidade (E) da


madeira com o seu peso específico (Walter Pfeil):

Variação de resistência à compressão (fc) e módulo de


elasticidade (E), com o peso específico para madeiras
nacionais – U = 15%

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Caracterização Completa:
É recomendada para espécies de madeira não conhecidas,
e consiste na determinação de todas as suas propriedades:
•Resistência à compressão paralela às fibras (fc0);
•Resistência à tração paralela às fibras (ft0);
•Resistência à compressão perpendicular às fibras (fc90);
•Resistência à tração perpendicular às fibras (ft90);
•Resistência ao cisalhamento paralelo às fibras (fv0);
•Densidade básica e densidade aparente.

Caracterização Mínima:
É recomendada para espécies de madeira pouco
conhecidas, e consiste na determinação de todas as suas
propriedades:
•Resistência à compressão paralela às fibras (fc0);
•Resistência à tração paralela às fibras (ft0);
•Resistência ao cisalhamento paralelo às fibras (fv0);
•Densidade básica e densidade aparente.
OBS: No caso da impossibilidade da execução dos
ensaios de tração, admite-se este valor igual ao da
resistência à tração na flexão (ftM).

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Caracterização Simplificada:
Pode ser feita com base nos ensaios de compressão paralela às
fibras, adotando-se as seguintes relações:
•fc0/ft0=0,77
•ftM/ft0=1,0
•fc90/fc0=0,25
•fv0/fc0=0,15 (para coníferas)
•fv0/fc0=0,12 (para dicotiledôneas)

Valores característicos das propriedades da madeira:


A realização de ensaios de laboratório para a determinação das
propriedades da madeira fornece, com base na análise
estatística dos resultados, valores médios (Xm). Estes valores
médios devem ser transformados em valores característicos
(Xk).
O índice 12 refere-se à
X k ,12 = 0 . 7 X m ,12 umidade de 12%

⎛ X 1 + X 2 + ... + X n ⎞
⎜ −1 ⎟
Xk = ⎜2 2
− X n ⎟1 .1
⎜ n
−1 2 ⎟
⎜ ⎟
⎝ 2 ⎠
•n deve ser, no mínimo 6 para caracterização simplificada e 12
para caracterização mínima.
•Os resultados devem ser colocados em ordem crescente
(X1< X2<... <Xn), desprezando o valor mais alto se o número de
CP for ímpar.
•Xk não deve ser inferior a X1 e nem a 0.7 Xm.
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Classes de resistência:
Visando-se a padronização, a NBR 7190/1997 adota o conceito
de classes de resistência, permitindo a utilização de várias
espécies com propriedades similares em um mesmo projeto. O
lote deve ter sido classificado e o revendedor deve apresentar
certificados de laboratórios idôneos para um determinado lote.

Tabela 3 – Coníferas – madeiras macias (U=12%)


Classe fc0k fvk Ec0,m Densbas Densap
(MPa) (MPa) (MPa) (kg/m3) (kg/m3)
C20 20 4 3500 400 500
C25 25 5 8500 450 550
C30 30 6 14500 500 600

Tabela 4 – Dicotiledôneas – madeiras duras (U=12%)


Classe fc0k fvk Ec0,m Densbas Densap
(MPa) (MPa) (MPa) (kg/m3) (kg/m3)
C20 20 4 9500 500 650
C30 30 5 14500 650 800
C40 40 6 19500 750 950
C60 60 8 24500 800 1000

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Valores de cálculo das propriedades da madeira:
Os valores característicos das propriedades da madeira permitem
que se obtenham os valores de cálculo Xd, empregando-se o
coeficiente de modificação (Kmod) e o coeficiente de minoração
das propriedades da madeira (γw ).
Xk
X d = K mod
γw
K mod = K mod,1 × K mod, 2 × K mod,3

Kmod,1 – classe de carregamento e tipo de material empregado;


Kmod,2 – classe de umidade e tipo de material empregado
(0.65 para madeira submersa);
Kmod,3 – categoria da madeira utilizada.

Tabela 5 –Valores de Kmod,1


Classes de Madeira serrada, Madeira
carregamento laminada, colada recomposta
ou compensada
Permanente 0,60 0,30
Longa duração 0,70 0,45
Média duração 0,80 0,65
Curta duração 0,90 0,90
Instantânea 1,10 1,10

25
Tabela 6 – Classes de umidade

Classes de Umidade relativa Umidade da


umidade do ambiente madeira
1 (padrão) <65% 12%
2 65<Uamb<75% 15%
3 75%<Uamb<85% 18%
4 Uamb>85% >25%

Tabela 7 – Valores de Kmod,2


Madeira
Classes de serrada, Madeira
umidade laminada, recomposta
colada ou
compensada
(1) e (2) 1,0 1,0
(3) e (4) 0,8 0,9

Categorias de Madeiras:
1a categoria – Peças isentas de defeitos;
2a categoria – Peças com poucos defeitos;
3a categoria – Peças com muitos defeitos (nós em ambas
as faces, não pode ser utilizada como estrutura
permanente).

Kmod,3 – Considera-se o valor 1.0 para madeiras de 1a categoria


e 0.8 para madeiras de 2a categoria.

Ec0,ef = Kmod,1 x K mod,2 x Kmod,3 x Ec0,m


(Para o módulo de elasticidade)

26
Coeficientes de ponderação:

γ wc = 1, 4 Compressão paralela às fibras

γ wt = 1, 8 Tração paralela às fibras

γ wv = 1, 8 Cisalhamento paralela às fibras

OBS: Para verificação de estados limite de utilização (verificação


de flechas), adota-se o valor básico de 1,0

Exemplo 3.1: Determinar o valor característico da resistência


à compressão paralela às fibras (fc0,k) de um lote de madeira na
espécie Canafístula. Para este lote, foram efetuados ensaios de
compressão paralela às fibras em doze CPs com teor de
umidade de 12%, tendo sido obtidos os seguinte valores:
fc0
CP
(MPa)
1 56.7
2 43.0
3 61.9
4 64.7
5 59.6
6 54.9
7 38.6
8 34.9
9 43.0
10 58.0
11 58.1
12 50.1

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Solução:

fc0
CP
(MPa)
8 34.9
7 38.6
2 43.0
n/2 = 6 menores valores
9 43.0
12 50.1
6 54.9
1 56.7
⎛ X 1 + X 2 + ... + X n ⎞
10 58.0 ⎜ −1 ⎟
Xk = ⎜2 2
− X n ⎟1,1
11 58.1 ⎜ n
−1 2 ⎟
⎜ ⎟
5 59.6 ⎝ 2 ⎠
3 61.9
4 64.7

Valor Médio = 52,0 MPa

⎛ ⎞
⎜ 34,9 + 38,6 + 43,0 + 43,0 + 50,1 ⎟
f c 0,k = ⎜2 − 54,9 ⎟1,1 = 31,8MPa
⎜ 12 ⎟
⎜ −1 ⎟
⎝ 2 ⎠

Menor valor dos ensaios

⎛ 34,9 ⎞
f c 0,k ≥ ⎜⎜ ⎟⎟ ⇒ f c 0,k = 36,4 MPa
⎝ 0,7 × 52,0 = 36,4 ⎠
Valor médio

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Exemplo 3.2: Determinar os valores de cálculo para a resistência
à compressão paralela às fibras (fc0,d) e ao cisalhamento (fv0,d) para
a espécie Eucalipto Citriodora, com base nos resultados
fornecidos na Tabela 1, do Anexo E, da NBR 7190/97. Considerar
madeira serrada, de segunda categoria, classe de umidade 2 e
carregamento de longa duração.
Solução:
Da Tabela E.1 da NBR 7190/97, obtém-se os valores médios
para as resistências
fc0,m = 62,0 MPa, então fc0,k = 0,7 fc0,m = 0,7(62,0) = 43,2MPa
fv0,m = 10,7 MPa, então fv0,k = 0,7 fv0,m = 0,7 (10,7) = 7,5MPa

Kmod,1 = 0,7 (madeira serrada, carregamento de longa duração)


Kmod,2 = 1,0 (madeira serrada, classe de umidade 1 ou 2)
Kmod,3 = 0,8 (segunda categoria)

Kmod = Kmod,1 Kmod,2 Kmod,3 = 0,56

f c 0,k 43,2
f c 0,d = K mod = 0,56 = 17,3MPa
γ wc 1,4
f v 0,k 7,5
f v 0,d = K mod = 0,56 = 2,3MPa
γ wv 1,8

29
Exemplo 3.3: Determinar os valores de cálculo para a resistência
à compressão paralela às fibras (fc0,d) e ao cisalhamento (fv0,d) bem
como o valor efetivo do módulo de elasticidade na direção
paralela às fibras (Ec0,ef) para a classe C-60 (dicotiledônea).
Considerar madeira serrada, de segunda categoria, classe de
umidade 2 e carregamento de longa duração.
Solução:
Das tabelas anteriores, para a Classe C-60 (dicotiledônea),
colhemos os valores seguintes:
fc0,k = 60,0 MPa
fv0,k = 8,0 MPa
Ec0,m = 24500 MPa

Kmod = Kmod,1 Kmod,2 Kmod,3 = 0,56


(ver exemplo anterior)

f c 0,k 60
f c 0,d = K mod = 0,56 = 24,0 MPa
γ wc 1,4
f v 0,k 8,0
f v 0,d = K mod = 0,56 = 2,5MPa
γ wv 1,8

E c 0 , ef = 0,56 × 24500 = 13720 MPa

30
4. Considerações sobre ações e segurança em
projetos de estruturas de madeira
Estados Limites Últimos:
•Perda do equilíbrio, global ou parcial, admitida a estrutura como
corpo rígido;
•Ruptura ou deformação plástica excessiva dos materiais;
•Transformação da estrutura, no todo ou em parte, em sistema
hipostático;
•Instabilidade por deformação;
•Instabilidade dinâmica (ressonância).
Estados Limites de Utilização:
•Deformações excessivas que afetam a utilização normal da
construção, comprometem seu aspecto estético, prejudicam o
funcionamento de equipamentos ou instalações, causam danos
aos materiais de acabamento ou às partes não estruturais da
construção;
•Vibrações de amplitude excessiva que causam desconforto aos
usuários ou causem danos à construção ou ao seu conteúdo.

Ações nas Estruturas de Madeira:


Ações permanentes: Apresentam pouca variação durante
praticamente toda a vida da construção; Ex.: Peso próprio da
madeira, forrações, telhas, etc.
•Ações variáveis (sobrecargas): Ao contrário das ações
permanentes, apresentam variação significativa durante a vida da
construção; Ex.: Manutenção, vento, fuligem, etc.
•Ações excepcionais: Apresentam duração extremamente curta,
com baixa probabilidade de ocorrência, durante a vida da
construção. Ex.: Impacto
31
Peso próprio: Depende da densidade (peso específico) da
madeira utilizada (na umidade de 12%). Deve ser estimado para
fins de cálculos iniciais e não deve diferir mais que 10% para
mais ou para menos do que foi admitido para os cálculos
preliminares;

Sobrecargas: São fixadas pelas seguintes normas:


•NBR 6120/1980 – Cargas para o cálculo de estrutura de
edificações;
•NBR 7187/1987 – Projeto para execução de pontes de concreto
armado e protendido;
•NBR 7188/1982 – Carga móvel em ponte rodoviária e passarela
de pedestres;
•NBR 7189/1983 – Carga móvel para projeto estrutural de obras
ferroviárias.

Vento: A ação do vento deve ser determinada de acordo com os


procedimentos da norma NBR 6123/1988 – Forças devidas ao
vento em edificações. Quando representar a ação variável
principal, a ação do vento deverá ser multiplicada por 0,75.

32
Combinações de Ações:
Combinação de ações para os estados limites últimos –
Combinações últimas normais:
m ⎛ n ⎞
Fd = ∑ γ gi Fgi ,k + γ Q ⎜⎜ FQ1,k + ∑ Ψ0 j FQj ,k ⎟⎟
i =1 ⎝ j =2 ⎠
Combinação de ações para os estados limites de utilização –
Combinações de longa duração:
m ⎛ n ⎞
Fd ,uti = ∑ Fgi ,k + ⎜⎜ ∑ Ψ2 j FQj ,k ⎟⎟
i =1 ⎝ j =2 ⎠
Onde:

γ g = γ G - Coeficiente para as ações permanentes;


γ Q - Coeficiente para as ações variáveis;
Ψ0 - Fator de combinação para as ações variáveis
secundárias;

Ψ2 - Fator de combinação para ações variáveis em


deslocamentos (flechas);
Fgi ,k - Cargas permanentes;

FQ1,k - Ação variável de base para a combinação estudada;
⎝ ⎞
FQj ,k - Ação variável usada em combinação com a ação de
⎠base
33
Tabela 8 - Coeficientes para ações permanentes (pequena
variabilidade):
Combinações Desfavoráveis Favoráveis
Normais 1.3 1.0
γg =γG
Construção 1.2 1.0
Excepcionais 1.1 1.0

Tabela 9 - Coeficientes para ações permanentes (grande


variabilidade):
Combinações Desfavoráveis Favoráveis
Normais 1.4 0.9
Construção 1.3 0.9
Excepcionais 1.2 0.9

NBR 7190/97 – Esta tabela considera que o peso próprio dos


elementos de madeira não superior a 75% do somatório das
cargas permanentes

Tabela 10 - Coeficientes para ações variáveis:


Combinações Desfavoráveis Favoráveis
Normais
Construção
1.4
1.2
1.2
1.0
γQ
Excepcionais 1.0 0

34
Tabela 11 -Fatores de combinação e de utilização Ψ:
Ações em estruturas correntes ψ0 ψ1 ψ2

Variações uniformes de temperatura em relação à


0,6 0,5 0,3
média anual local
Pressão dinâmica do vento 0,5 0,2 0
Cargas acidentais dos edifícios ψ0 ψ1 ψ2
Locais em que não há predominância de pesos de
equipamentos fixos ou elevada concentração de 0,4 0,3 0,2
pessoas
Locais onde há predominância de pesos de
equipamentos fixos ou elevada concentração de 0,7 0,6 0,4
pessoas
Bibliotecas, arquivos, oficinas e garagens 0,8 0,7 0,6

Cargas móveis e seus efeitos dinâmicos ψ0 ψ1 ψ2

Pontes de pedestres 0,4 0,3 0,2

Pontes rodoviárias 0,6 0,4 0,2

Pontes ferroviárias 0,8 0,6 0,4

35
Exemplo 4.1:Uma treliça utilizada na estrutura de cobertura de
um galpão industrial está sujeita à ação permanente (peso
próprio e outras sobrecargas permanentes), à ação do vento
(sobrepressão e sucção) e a uma ação decorrente da
movimentação de equipamentos, para a qual se utiliza uma
talha. Uma barra da mencionada treliça está submetida aos
esforços normais originados das mencionadas ações. Pede-se que
se determine os valores de cálculo dos esforços de compressão e
de tração que ocorrem na barra em questão.
-6kN (Talha) 5kN
= 0.30 ≤ 0.75 (Grande
-12,5kN (Vento (5kN + 12kN ) variabilidade)
Sobrepressão)
m ⎛ n ⎞
14kN (Vento Fd = ∑ γ gi Fgi ,k + γ Q ⎜⎜ FQ1,k + ∑ Ψ0 j FQj ,k ⎟⎟
Sucção) i =1 ⎝ j =2 ⎠
-12kN (Cargas
Permanentes) •Compressão – Vento como ação de base:
-5kN (Peso Fd = 1,4(− 5 −12) + 1,4(0,75(−12,5) + 0,5(− 6)) = −41.13kN
Próprio)

•Compressão – Talha como ação de base:


F d = 1, 4 (− 5 − 12 ) + 1, 4 ((− 6 ) + 0 , 4 (− 12 ,5 )) = − 39 , 2 kN

•Tração – Vento como ação de base:


F d = 0 , 9 (− 5 − 12 ) + 1 , 4 (0 , 75 (+ 14 )) = − 0 , 6 kN

•Tração – Sem considerar o coeficiente redutor de 0,75 no vento:


F d = 0 , 9 (− 5 − 12 ) + 1, 4 (+ 14 ) = + 4 , 3 kN

Resumo: 41,13kN (compressão)


4,3kN (tração)
36
Exemplo 4.2:Determinar os valores de cálculo do momento
fletor e do esforço cortante para a viga, submetida às seguintes
ações:
•Ação permanente: g=2kN/m (considerada de grande
variabilidade)
•Ação variável: q=3kN/m

Solução:
•A ação permanente de grande variabilidade deve apresentar coeficiente de
majoração 1,4;
•Como só há uma ação variável, não há sentido em eleger ‘a principal’.
Neste caso, a ação variável será considerada normal e seu coeficiente de
majoração será considerado 1,4. Entretanto, ela não deve ser disposta em
posições que provoquem diminuição no efeito do momento que será
calculado, assim sendo, temos como condição mais desfavorável:

+ ⎡ (2,8 + 4, 2 )5 2 ⎤ ⎡ (1,8 )2 2 ⎤
M max =⎢ ⎥−⎢ ⎥ = 18, 275 kNm
⎣ 8 ⎦ ⎣ 2 ⎦

− ⎡ (2 , 8 + 4 , 2 )2 2

M max = ⎢ ⎥ = 14 kNm
⎣ 2 ⎦

1,4 q = 4,2 kN/m


0,9 g = 1,8 kN/m

1,4 g = 2,8 kN/m

37
5. Critérios de Dimensionamento
Dimensões mínimas: a área mínima das seções transversais deve
ser de 50cm2, e a espessura mínima de 5cm. Nas peças
secundárias esses limites reduzem-se para 18cm2 e 2,5cm.
No caso de peças múltiplas a área mínima da seção transversal
de cada elemento que compões a peça deve ser de 35cm2 e a
espessura de 2,5cm. Nas peças secundárias múltiplas, este
limites são reduzidos para 18cm2 e 1,8cm.
No caso de elementos estruturais comprimidos (por exemplo
pilares), o comprimento máximo não pode ultrapassar 40 vezes a
dimensão transversal correspondente ao eixo de flambagem. Nos
elementos tracionados (por exemplo tirantes), este limite sobe
para 50 vezes.

Peças com seção transversal circular:


As peças de seção circular podem ser consideradas como se
tivessem seção quadrada, de área equivalente.
As peças de seção circular variável podem ser calculadas como
se tivessem seção constante, igual àquela situada a uma
distância de extremidade mais delgada igual a 1/3 do
comprimento total, não se considerando um diâmetro superior a
1 ½ vezes o diâmetro nessa extremidade.

38
Resistência à tensões normais inclinadas em relação às fibras:

α 90° - α

f 0 f 90
fα = Fórmula de
f 0 sen 2 α + f 90 cos 2 α Hankinson.

Estados limites últimos:


São estados que, por sua simples ocorrência, determinam a
paralisação, no todo ou em parte, do uso da construção, como
por exemplo, ruptura ou deformação excessiva dos materiais,
instabilidade etc. A condição de segurança relativa a possíveis
estados limites últimos são garantidas por condições do tipo:

S d ≤ Rd
Sd – Valor de cálculo da solicitação (visto no capítulo 4);
Rd – Valor de cálculo da resistência (visto no capítulo 3).

Estados limites de utilização:

S d .uti ≤ U lim
Sd,uti – Valor de cálculo dos deslocamentos;
Ulim – Valor limite fixado para o deslocamento.

39
Limites para os deslocamentos:
Para construções correntes, os limites de deslocamentos
permitidos pela NBR 7190/97 são:
Ulim=1/200 dos vãos;
Ulim=1/100 dos balanços;

Para construções com materiais frágeis não-estruturais ligados à


estrutura (como forros, pisos e divisórias, cuja fissuração não
possa ser evitada por meio de disposições construtivas
adequadas, a verificação da segurança em relação aos estados
limites de deformações procura evitar danos a esses materiais
não estruturais), os limites de deslocamentos mudam para:
Ulim=1/350 dos vãos;
Ulim=1/175 dos balanços;
Deve ser utilizado o módulo de elasticidade Ec0,ef

40
5.1 - Peças Tracionadas Axialmente
Ocorrem na maior parte das vezes em estruturas treliçadas...
Nd
σ td = ≤ f t 0, d
Aútil
σ td - Valor de cálculo da máxima tensão atuante de
tração;
N d - Valor de cálculo do esforço de tração;
Autil - Área da seção transversal da peça,
descontando-se eventuais furos e/ou entalhes;
f t 0,d - Valor de cálculo da resistência à tração
paralela às fibras.

5.2 - Peças Solicitadas à Flexão Simples Reta


Ocorrem na maior parte das vezes em vigas...

Md I
σ cd = ≤ f c 0,d W c =
Wc y c
Md I
σ td = ≤ f t 0,d W t =
Wt y t

yc bh 3
I=
Md 12
yt
b
h = yt + y c

41
σ td - Valor de cálculo da máxima tensão atuante de tração;
σ cd - Valor de cálculo da máxima tensão atuante de
compressão;
Md - Valor de cálculo do momento fletor atuante;

Wt - Módulo de resistência da seção transversal referente à


borda tracionada;

Wc - Módulo de resistência da seção transversal referente à


borda comprimida;
f t 0,d - Valor de cálculo da resistência à tração paralela às
fibras;
f c 0,d - Valor de cálculo da resistência à compressão paralela
às fibras.

5.3 - Cisalhamento
Vd S
τd = ≤ f v 0,d
bI
τd - Valor de cálculo da máxima de cisalhamento atuante;

S - Momento estático em relação ao centro de gravidade;


Vd - Valor de cálculo do esforço cortante atuante;
b - Largura da seção transversal;
I - Momento de inércia de seção transversal;
f v 0,d -paralelo
Valor de cálculo da resistência ao
às fibras.
cisalhamento

42
3Vd
τd = ≤ f v 0,d (forma alternativa)
2bh
Quando forem aplicadas cargas concentradas próximas aos
apoios, ocorre o efeito favorável da compressão normal às fibras,
que aumenta a resistência da madeira ao cisalhamento. Para tanto
pode-se aplicar a redução o efeito dos esforços cortantes.
a
Vred ,d = Vd
2h
Cisalhamento em vigas entalhadas: (concentração de tensões)

⎛ 3Vd ⎞ h
Variação brusca da seção: τ d = ⎜⎜ ⎟⎟ ≤ f v 0,d
⎝ 2bh1 ⎠ h1
Caso h1 ≤ 0,75h :

Parafuso vertical – Mísula


dimensionados à tração
axial para a totalidade
da força cortante a ser
transmitida Limite: h1 ≥ 0,5h

43
Instabilidade lateral de vigas de seção retangular:
NBR 7190/97 – Evitar

Dispensa verificação de segurança nos seguintes casos:


•Os apoios de extremidade da viga impedem a rotação de suas
seções extremas em torno do eixo longitudinal da peça;

•Existe um conjunto de elementos de travamento ao longo do


comprimento L da viga, afastados entre si a uma distância não
maior que L1, que também impede a rotação dessas seções
transversais em torno do eixo longitudinal da peça.

L1 Eco,ef

b β M f c 0,d
1, 5
⎛h⎞
⎜ ⎟
1 4,0 ⎝b⎠
βM =
0,26π γ f ⎛ h ⎞
0,5

⎜ − 0,63 ⎟
⎝b ⎠

Sendo γ f = 1,4
44
A tabela abaixo aponta os valores de βM
Tabela 12 – Valores de βM

L1 Eco,ef
Para as peças em que >
b β M f c 0, d
também se dispensa a verificação da segurança em relação ao
estado limite último de instabilidade lateral (observe o item
7.5.6 da NBR 7190/97)

45
5.4 -Flexão Oblíqua
Pode ocorrer, por exemplo, em terças de telhado.

σ Mx ,d σ My ,d y q
+ kM ≤1
f wd f wd qy qx x
σ Mx ,d σ My ,d α
kM + ≤1
f wd f wd

q xl 2
My =
8 q y = q cos α
q yl 2 q x = q sen α
Mx =
8
l - Comprimento da terça;
σ Mx,d ,σ My,d - Tensões máximas devidas aos
componentes de flexão atuantes segundo
as direções principais da seção;
fw - Respectiva resistência de cálculo, tração ou
compressão, conforme atuação do momento fletor
oblíquo;
kM - Seção retangular (0,5) e outras formas de seção (1,0).

46
5.5 - Compressão Axial – Peças Curtas: λ ≤ 40

L0
λ=
i
L
hb 3
i= 12 L0=L L0=0,7L L0=0,5L L0=2L
bh
Nd
σ c 0,d = ≤ f c 0,d
A
σ c 0,d - Valor de cálculo da máxima tensão de
compressão atuante;

N d - Valor de cálculo do esforço axial de compressão;


A - Área da seção transversal da peça;
f c 0,d - Valor de cálculo da resistência à compressão
paralela às fibras.

47
5.6 - Instabilidade – Peças Medianamente
Esbeltas: 40 ≤ λ ≤ 80
σ Nd σ Md
+ ≤1
f c 0,d f c 0,d
σ Nd - Valor de cálculo da tensão de compressão devida à
solicitação axial de compressão;
σ Md - Valor de cálculo da máxima tensão de
compressão devida ao momento fletor de segunda
ordem Md;

⎛ FE ⎞ π 2 Ec 0,ef I (Carga crítica


Md = Nde1⎜⎜ ⎟⎟ FE = de Euler)
⎝ FE −Nd ⎠ L20

e1 = ei + ea - Excentricidade de primeira ordem;

M1d - Excentricidade inicial – decorrente dos


ei = valores de cálculo do momento fletor (M1d)
Nd e do esforço normal de compressão (Nd). O
seu valor mínimo deve ser h/30;
L0
ea = - Excentricidade acidental mínima – devida
às imperfeições geométricas das peças;
300

48
5.7 - Instabilidade – Peças Esbeltas: 80 ≤ λ ≤ 140
Valor limite: 140 (NBR 7190/1997)
Deve-se aumentar a excentricidade de 1a ordem (e1)
e1,ef = e1 +ec de um valor referente à excentricidade suplementar
de 1a ordem (ec), que representa a fluência da
madeira;

(
ec = eig + ea ⎨exp⎜ ) [
⎧⎪ ⎛ Φ N gk + (Ψ1 + Ψ2 )N qk ⎞ ⎫⎪
⎟ − 1⎬
]
[
⎪⎩ ⎜⎝ FE − N gk + (Ψ1 + Ψ2 )N qk ⎟⎠ ⎪⎭ ]
M 1g ,d
Com (Ψ1 + Ψ2 ) ≤1 e eig =
Nd
M1g,d = M1d − M1q,d - Valor de cálculo do momento fletor devido
apenas à carga permanente
N gk ,N qk
- Valores característicos da força normal devidos
às cargas permanentes e variáveis, respectivamente
Ψ1 , Ψ2 - Fatores de utilização dados no capítulo 4

Φ - Coeficiente de fluência (ver Tabela 13)

⎛ FE ⎞
Portanto, o momento fletor será: M d = N d e1, ef ⎜⎜ ⎟⎟
⎝ FE − N d ⎠
Tabela 13 – Valores de Φ

Classes de Classes de umidade


Carregamento (1) e (2) (3) e (4)
Longa duração 0,8 2,0
Média duração 0,3 1,0
Curta duração 0,1 0,5

49
5.8 - Compressão Normal às Fibras
l(cm) αn
1 2,00
2 1,70
3 1,55
4 1,40
5 1,30
7,5 1,15
10 1,10

Fd 15 1,00
σ c 90 , d = ≤ f c 90 , d
An
σ c 90 , d - =É
o valor de cálculo da tensão atuante de
compressão normal às fibras;

Fd - É o valor de cálculo da força aplicada na direção


normal às fibras;

An = bl - É área de aplicação da força Fd;


f c 90 , d = 0 , 25 f c 0 , d α n - É o valor de cálculo da
resistência na direção
normal às fibras, dada com
função da resistência de
cálculo na compressão
paralela às fibras;

50
Exemplo 5.1: Por razões de modificação de uso, uma viga de madeira terá
seu vão duplicado de 2,80m para 5,60m e passará a ser o extremo de
sustentação da cobertura de um galpão. Pede-se determinar a seção da
nova viga sabendo-se que:
•Será utilizada madeira Classe C60 (dicotiledônea) de segunda categoria, a
15% de umidade e carregamentos de longa duração;
•A mesma será submetida à uma carga vertical de 13,44kN considerada de
grande variabilidade, no meio do vão devida à cargas permanentes
provenientes do peso próprio da cobertura e do peso das telhas, e a uma
força de 5kN, também no meio do vão, decorrente da ação do vento na
cobertura que faz um ângulo de 15o com a vertical.
FQ

Solução:
f c 0 , k = 60 ; E c 0 , m = 24500 MPa
k mod, 1 = 1; k mod, 2 = 0 , 7 ; k mod, 3 = 0 ,8 ; γ wc = 1, 4 ; γ wv = 1,8

f c 0,k 60
f c 0 , d = k mod,1k mod, 2 k mod, 3 = 0,7 × 1,0 × 0,8 = 24 MPa
γ wc 1,4
f c 0,d 24
f t 0 , d = 0,77 f t 0 , d ∴ f t 0 , d = = = 31MPa
0,77 0,77
f v 0,k 8
f v 0 , d = k mod,1k mod, 2 k mod, 3 = 1 × 0,7 × 0,8 = 2,5 MPa
γ wv 1,8

51
Verificação quanto ao estado Limite de Utilização (deslocamentos):

FG , y = 13,44kN
m ⎛ n ⎞
FQ , y = 5 cos15o = 4,83kN Fd ,uti = ∑ FGi ,k + ⎜ ∑ Ψ2 j FQj ,k ⎟⎟

i =1 ⎝ j =2 ⎠
FQ , x = 5 sen 15o = 1,29kN
F dy , uti = 13 , 44 + (0 × 4 ,83 ) = 13 , 44 kN
1 1
U lim = l= 560 = 2,8cm Flecha limite para viga de
200 200 madeira (NBR 7190/97).

Pl 3 Flecha máxima para viga bi-apoiada com


δ max =
48 EI carga concentrada no meio do vão (Res. Mat.).

Pl 3 Pl 3
δ max ≤ U lim ∴ ≤U lim ∴ I ≥
48 EI 48 EU lim

P = Fdy ,uti = 13,44 kN


l = 560 cm
E = Ec 0,ef = k mod,1k mod, 2 k mod, 3 Ec 0,m
E = 1 × 0,7 × 0,8 × 24500 = 13720 MPa = 1372 kN / cm 2
U lim = 2,8cm
Considerando
Pl 3 13,44 × 5603
I≥ = ∴ I ≥ 12800cm 4 seção
48 EU lim 48 × 1372 × 2,8 retangular de
(12x30)cm.

bh 3 12 × 30 3
I = = = 27000 cm 4
12 12

52
Verificação quanto ao estado Limite Último (tensões):
m ⎛ n ⎞
M d = ∑ γ Gi M Gi ,k + γ Q ⎜ M Q1,k + ∑ Ψ0 j M Qj ,k ⎟⎟

i =1 ⎝ j =2 ⎠

Pl FG , y l 13,44 × 560
M G,x = = = = 1882kNcm
4 4 4
Pl FQ , y l 4,83 × 560
M Q,x = = = = 676kNcm
4 4 4
Pl FG , x l 0 × 560
M G, y = = = =0
4 4 4
Pl FQ , x l 1,29 × 560
M Q, y = = = = 181kNcm
4 4 4
M x ,d = 1,4 M G , x + 1,4 M Q , x = (1,4 ×1882 ) + (1,4 × 676 ) = 3581kNcm
M y ,d = 1,4M G , y + 1,4 M Q , y = (1,4 × 0 ) + (1,4 ×181) = 253kNcm

a) Verificação das tensões de serviço (NBR 7190/97).

bh 3 12 × 303 hb 3 30 × 123
Ix = = = 27000cm 4 Iy = = = 4320cm 4
12 12 12 12
I 27000 I 4320
wx = = = 1800cm3 wy = = = 864cm3
h 15 b 5
2 2

M x ,d 3581
σ Mx,d = = = 1,99kN / cm 2
wx 1800
M y ,d 253
σ My ,d = = = 0,29kN / cm 2
wy 864

53
σ Mx ,d σ My ,d
+ kM ≤1
f wd f wd
(Item 5.4 flexão oblíqua)
σ Mx ,d σ My ,d
kM + ≤1
f wd f wd
σ Mx ,d σ My ,d 19,9 2,9
+ kM = + 0,5 = 0,89 ≤ 1
f c 0,d f c 0,d 24 24
Compressão
σ Mx ,d σ My ,d 19,9 2,9
kM + = 0,5 + = 0,54 ≤ 1
f c 0,d f c 0,d 24 24

σ Mx ,d σ My ,d 19,9 2,9
+ kM = + 0,5 = 0,69 ≤ 1
f t 0,d f t 0,d 31 31
Tração
σ Mx ,d σ My ,d 19,9 2,9
kM + = 0,5 + = 0,41 ≤ 1
f t 0,d f t 0,d 31 31
Cisalhamento:
m ⎛ n ⎞
Vd = ∑γ Gi VGi , k + γ Q ⎜⎜ VQ 1, k + ∑ Ψ0 jVQj , k ⎟⎟
i =1 ⎝ j=2 ⎠
P 13,44 P 0
VG , y = = = 6,7kN VG , x = = =0
2 2 2 2
P 4,83 P 1,29
VQ , y = = = 2,5kN VQ , x = = = 0,7kN
2 2 2 2
Vx ,d = 1,4VG , x + 1,4VQ , x = (1,4 × 0) + (1,4 × 0,7 ) = 1kN
V y ,d = 1,4VG , y + 1,4VQ , y = (1,4 × 6,7 ) + (1,4 × 2,5) = 13kN

3Vd 3 × 13 × 10 −3
τd = = = 0,54 MPa ≤ f v 0,d = 2,5MPa
2bh 2 × 0,12 × 0,30
54
Exemplo 5.2: No cimbramento do oleoduto abaixo, dimensionar a viga 2-3
e o pilar 1-2. Desprezar o peso próprio das vigas e considerar o peso do
líquido como ação variável.

•Será utilizada madeira Classe C60 (dicotiledônea) de segunda categoria,


classe de umidade 1;
•Peso do tubo = 1 kN/m;
•Peso específico do líquido = 20 kN/m3;
•Considerar viga com largura de 12cm (comercial);
•Considerar o pilar como sendo de seção quadrada.
Solução:
1) VIGA 2-3 kN
Ações Permanentes: Peso do tubo = 1 × 2,5m = 2,5kN
m
Peso do líquido = π 1.0 m 2 × 20 kN × 2,5m = 39,27 kN
2
Ações Variáveis:
4 m3
Combinações das ações:
m ⎛ n ⎞
Fd ,uti = ∑ FGi ,k + ⎜⎜ ∑ Ψ2 j FQj ,k ⎟⎟
i =1 ⎝ j =2 ⎠
Fd = (1,4 × 2,5) + (1,4 × 39,27 ) = 58,48kN
Pl 58,48 × 350
Md = = = 5117 kNcm
4 4
Conforme observado no exemplo anterior, a verificação à
compressão paralela às fibras na flexão de uma viga de madeira é
dominante em relação à verificação a tração e ao cisalhamento
paralelos às fibras. Desta forma, consideraremos aqui apenas a
compressão paralela às fibras.
55
Verificação quanto aos estados limites últimos: (tensões)
f c 0,k
f c 0 , d = k mod, 1k mod, 2 k mod, 3
γ wc
60
f c 0 , d = 0,7 × 1,0 × 0,8 = 24 MPa = 2, 4 kN / cm 2
1, 4
Md I bh 3 h
σ cd = ≤ f c 0,d Wc = I= y c =
Wc yc 12 2

bh 3
2
bh
Wc = 12 =
h 6
2 Md 6M d
σ cd = 2
= 2
≤ f c 0 ,d
bh bh
6

6M d 6 × 5117 Adotado
h≥ ∴h ≥ ∴ h ≥ 33 cm
bf c 0 , d 12 × 2 , 4 h = 35cm

Verificação quanto à estabilidade lateral da viga


(não travada lateralmente)
1, 5 1, 5
⎛h⎞ ⎛ 35 ⎞
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
1 4,0 ⎝b⎠ 1 4,0 ⎝ 12 ⎠
βM = = = 11,5
0,26π γ f ⎛ h ⎞
0,5
0,26π 1,4 ⎛ 35 ⎞
0,5

⎜ − 0,63 ⎟ ⎜ − 0,63 ⎟
⎝b ⎠ ⎝ 12 ⎠

E = E c 0 , ef = k mod, 1 k mod, 2 k mod, 3 E c 0 , m

E c 0 , ef = 1 × 0 , 7 × 0 ,8 × 24500 = 13720 MPa = 1372 kN / cm 2

56
Eco ,ef 350 1372
= 50(ok ) travamento lateral
L1 Não necessita de
≤ ∴ = 29 ≤
b β M f c 0,d 12 11,5 × 2,4

Verificação quanto aos estados limites de utilização: (deslocamentos)


m ⎛ n ⎞
Fd ,uti = ∑ FGi ,k + ∑ Ψ2 j FQj ,k ⎟

⎜ j =2 ⎟
i =1 ⎝ ⎠
F d = 2 ,5 + (0 , 2 × 39 , 27 ) = 10 ,35 kN
1 1 (Flecha limite para viga
U lim = l= 350 = 1,75 cm
200 200 de madeira)

P = F d = 10 , 35 kN
Pl 3 10 ,35 × 350 3
δ max = = = 0,16 cm ≤ U lim = 1,75 cm ( ok )
48 EI 12 × 35 3
48 × 1372 ×
12

2) PILAR 1-2 kN
1 × 2,5m
Ações Permanentes: Peso do tubo (Ngk) = m = 1,25kN
2
π 1 .0 2 2 kN
m × 20 3 × 2,5m
Ações Variáveis: Peso do líquido (Nqk) = 4 m = 19,64kN
2
Combinações das ações:
m ⎛ n ⎞
N d ,uti = ∑ N Gi ,k + ⎜ ∑ Ψ2 j N Qj ,k ⎟⎟

i =1 ⎝ j =2 ⎠
Fd = (1,4 ×1,25) + (1,4 ×19,64) = 29,25kN
Cálculo da esbeltez:
a4
2
L0 I 12 ∴ i = a a 12
≤ 140 ∴ i = ∴i = ∴ i =
i A a2 12 12
57
L0 12 L0 12 × 450
≤ 140 ∴ a ≥ ∴a ≥ ∴ a ≥ 11,1cm(adotado12cm)
a 12 140 12 140 12
12
L 450
λ= 0 = 4
= 130(esbelta)
i 12
12
12 2
Excentricidades:
L0 450
ea = = = 1.50 cm
300 300
M 0 ⎛ h 12 ⎞
ei = 1d = = 0⎜ = = 0, 40 cm ⎟
Nd 29 ,25 ⎝ 30 30 ⎠
M 1g ,d 0 ⎛ h 12 ⎞
eig = = = 0⎜ = = 0, 40 cm ⎟
Nd 29 , 25 ⎝ 30 30 ⎠

(
ec = eig + ea ⎨exp⎜ ) [
⎧⎪ ⎛ Φ N gk + (Ψ1 + Ψ2 )N qk ] ⎞ ⎫⎪
⎟ − 1⎬
[
⎪⎩ ⎜⎝ FE − N gk + (Ψ1 + Ψ2 )N qk ] ⎟ ⎪
⎠ ⎭

⎧ ⎛ 0,8[1,25+ (0,3 + 0,2)19,64] ⎞ ⎫


ec = (0,40 +1,50)⎨exp⎜⎜ ⎟⎟ −1⎬
⎩ ⎝ 115,6 − [1,25+ (0,3 + 0,2)19,64] ⎠ ⎭
⎧ ⎛ 8,86 ⎞ ⎫
ec = (1,9)⎨exp⎜ ⎟ −1⎬∴ec = 0,17cm
⎩ ⎝ 104,53⎠ ⎭

e1,ef = ei + ea + ec = 0,40 + 1,50 + 0,17 ∴ e1,ef = 2,07cm

58
⎛ 115 , 6 ⎞
M d = 29 , 25 × 2 , 07 ⎜ ⎟ ∴ M d = 81 , 06 kNcm
⎝ 115 , 6 − 29 , 25 ⎠
a4
I 12 a3 12 3
w = ∴w = ∴w = ∴w = ∴ w = 288 cm 3
a a 6 6
2 2
σ Nd σ Md
Verificação: + ≤ 1∴
f c 0,d f c 0,d
29 , 25 81,06
144 + 288 = 0 ,09 + 0 ,12 = 0 , 21 ≤ 1(ok )
2,4 2, 4
Exemplo 5.3: Dimensionar uma terça disposta em um telhado com inclinação
de 22o, com madeira classe C60, de segunda categoria, com classe de
umidade 2. Considerar como carregamento mais crítico o composto pela ação
permanente (0,5kN/m) e pela ação variável (1kN) relativa à previsão de um
homem fazendo manutenção do telhado.

Esforços:
0 ,5 × 3, 75 2
M g ,k = ∴ M g , k = 0 ,88 kNm = 88 kNcm
8
1 × 3, 75 (homem no
M q ,k = ∴ M q , k = 0 ,94 kNm = 94 kNcm
4 meio do vão)
0,5 × 3,75
Vg , k = ∴Vg ,k = 0,94kN
2
Vq ,k = 1kN (homem em cima da terça próximo ao apoio)
59
Solicitações atuantes:
( ) (
M x ,d = 1,4 M G , x + 1,4 M Q , x = 1,4 × 88 × cos 22 o + 1,4 × 94 × cos 22 o = 236 kNcm )
( ) (
M y ,d = 1,4 M G , y + 1,4 M Q , y = 1,4 × 88 × sen 22 o + 1,4 × 94 × sen 22 o = 95kNcm )
( ) (
Vx ,d = 1,4VG , x + 1,4VQ , x = 1,4 × 0,94 × cos 22 o + 1,4 × 1× cos 22 o = 2,47 kN )
( ) (
V y ,d = 1,4VG , y + 1,4VQ , y = 1,4 × 0,94 × sen 22 o + 1,4 × 1× sen 22 o = 1,02kN )
Resistência da madeira:
f c 0 , k = 60 ; E c 0 , m = 24500 MPa
k mod, 1 = 1; k mod, 2 = 0 , 7 ; k mod, 3 = 0 ,8; γ wc = 1, 4 ; γ wv = 1,8

f c 0,k 60
f c 0 , d = k mod,1k mod, 2 k mod, 3 = 0,7 × 1,0 × 0,8 = 24 MPa = 2,4 kN / cm 2
γ wc 1,4
f v 0,k 8
f v 0 , d = k mod,1k mod, 2 k mod, 3 = 1 × 0,7 × 0,8 = 2,5 MPa = 0,25 kN / cm 2
γ wv 1,8
Características geométricas da seção transversal retangular:
Será adotada a seção transversal b=6cm e h=12cm (comercial)
bh 3 6 × 123 hb 3 12 × 63
Ix = = = 864cm 4
Iy = = = 216cm 4
12 12 12 12
I 864 I 216
wx = = = 144cm3 wy = = = 72cm3
h 6 b 3
2 2
M 236
σ Mx ,d = x ,d = = 1,64kN / cm 2
wx 144
M y ,d 95
σ My ,d = = = 1,32kN / cm 2
wy 72
60
Verificação:
σ Mx ,d σ My ,d 16,4 13,2
+ kM = + 0,5 = 0,96 ≤ 1
f c 0,d f c 0,d 24 24 Compressão
(OK)
σ Mx ,d σ My ,d 16,4 13,2
kM + = 0,5 + = 0,89 ≤ 1
f c 0,d f c 0,d 24 24

3Vd 3 × 2,47
τd = = = 0,05kN / cm 2 ≤ f v 0,d = 0,25kN / cm 2
2bh 2 × 6 × 12
Cisalhamento (OK)
Verificação do estado limite de utilização: (deslocamento – flecha)
1 1
U lim = l= 375 = 1,88 cm Flecha limite para viga de madeira
200 200 (NBR 7190/97).

5ql 4 Flecha máxima para viga bi-apoiada com carga


δ max = uniformemente distribuída (Res. Mat.).
384 EI
5 × 0,005 × cos 22 o × 375 4
δ max, y = = 1,0cm ≤ U lim = 1,88cm(ok )
384 × 1372 × 864
5 × 0,005 × sen 22 o × 375 4
δ max, x = = 1,63cm ≤ U lim = 1,88cm(ok )
384 × 1372 × 864

61