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TRANSTORNOS Sthefanie Fernandes

DE ANSIEDADE
Psicóloga pela UFMG
Especializanda em TCC pelo InTCC

UM ENFOQUE COGNITIVO COMPORTAMENTAL


O QUE É ANSIEDADE?
Estado de humor voltado para o futuro

Pode ser um futuro longínquo ou próximo

Envolve sensações de apreensão e preocupação

Intenso estado de alerta e hipervigilância

Sensação de ter pouco ou nenhum controle sobre os


acontecimentos da vida
Percepção de incapacidade para enfrentar os
acontecimentos
Envolve respostas fisiológicas ou somatização

Comportamentos de fuga/esquiva
ANSIEDADE X MEDO

• Humor voltado ao presente

Medo • Reações frente ao estímulo temido


• Alterações fisiológicas
• Necessidade de fuga/esquiva

Ansiedade • Medo do futuro


• Apreensão em relação a possibilidade de algo acontecer

• Sensação exagerada de perda de controle


Ataque de pânico • Em alguns casos, os gatilhos são bem definidos
• Ataque do pânico sem dicas
ANSIEDADE ADAPTATIVA X TRANSTORNO DE ANSIEDADE

Grau de
Intensidade
prejuízo • Persistência (6 meses ou mais)
• Não adequado a etapa do
desenvolvimento
Duração Frequência
Dificuldade em inibir distrações
emocionais e mentais

Looping cognitivo (espiral


descendente)
ANSIEDADE
DESADAPTATIVA Aumento da alternância na direção
aos estímulos mais temidos (seleção
de settings mentais ansiogênicos)

Busca de sinais de perigo no


ambiente
MODELO

Evitável Fobias

Real

Inevitável Transtorno do Pânico


Ameaça

Evitável Ansiedade Generalizada

Potencial

Inevitável Depressão
POSSÍVEIS RESPOSTAS FRENTE
À ANSIEDADE

• Luta – reação de enfrentamento à situação


• Fuga – frente à percepção de perigo iminente
• Esquiva – evitar a situação
• Freezing – congelamento
NEUROPSICOLOGIA DA ANSIEDADE

• Sistemas BIS e BAS (Jefrey Gray)


– BIS: sistema de inibição comportamental – responsável pela resposta de
freezing
– BAS: sistema de ativação comportamental – responsável pela resposta de
aproximação. Voltado a busca de reforço e produção de comportamentos
voltado a metas (pré-frontal)
• Sistema modulador – intermedia a relação entre BIS e BAS
NEUROPSICOLOGIA DA ANSIEDADE

• Estímulos • Inibição
novos (controle
Conflitos Resolução Tomada inibitório)
• Medos
do de de
Ambiente inatos Problemas Decisão • Ativação
• Sinais de • Aumento
punição da atenção
NEUROPSICOLOGIA DA ANSIEDADE

• Situação conhecida negativa


– Luta (enfrentamento), fuga e freezing
– Ativação do sistema BIS
Já existe um aprendizado anterior
• Situação conhecida positiva
– Ativação do sistema BAS

• Situações novas
Escaneamento ambiental
– Ativação do Sistema BIS Avaliação de risco interno e
Detector de conflitos (gera ansiedade) externo
Aumento da atenção
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

➢Ansiedade de Separação
➢Mutismo Seletivo
➢Fobia Específica
➢Transtorno de Ansiedade Social
➢Transtorno do Pânico
➢Agorafobia
➢Transtorno de Ansiedade Generalizada
➢Transtorno de Ansiedade Induzido por Substâncias
➢Transtorno de Ansiedade devido a outra Condição Médica
FATORES PREDISPONENTES

• Início na infância
– Percepção de situações incontroláveis e imprevisíveis
• Situações traumáticas
• Modelo de vínculo parental
– Apego inseguro (inconsistência na educação)
• Estilo parental (exigência e responsividade)
– Estilo autoritário
• Aprendizagem vicariante
– Modelação
• Comportamento verbal dos cuidadores primários
– Intraverbal
BASES COMUNS

Vulnerabilidade biológica Vulnerabilidade psicológica


- Bases genéticas - Construção de crenças e esquemas
desadaptativos
VULNERABILIDADE PSICOLÓGICA

Futuro é
incerto,
imprevisível

Tríade Cognitiva Incapacidade


de enfrentar
os perigos

Apreensão ansiosa do
mundo; o mundo é
perigoso
Alterações fisiológicas –
Sistema nervoso autônomo
simpático/parassimpático

Alterações cognitivas – COMPONENTES


Preocupação excessiva, catastrofização
DA ANSIEDADE

Alterações comportamentais –
fuga/esquiva | luta/freezing
TRANSTORNO DO PÂNICO

• Ataque do pânico
– Sensação abrupta de medo e desconforto
• Disparo de respostas fisiológicas
– Ideia de ataque cardíaco, sensação de enlouquecimento, despersonalização.
• Sintomas
– palpitação, sudorese, falta de ar, tremor, náusea, desconforto abdominal, tontura, ondas
de frio ou calor, desrealização, irritação, insônia
• Medo de uma ideia relacionada às interpretações sobre reações corporais
• Especialista em alterações fisiológicas
• Pode ser desencadeado por fatores orgânicos (infecções, etc)
MODELO Vulnerabilidade
Biológica

Diátese-estresse
Aprendizagem por
(predisposição +
generalização
situação ambiental)

Disparo de
sintomas ansiosos
Alarme
em situações
futuras

Vulnerabilidade Reações
psicológica Fisiológicas
(interpretações (sensações
desadaptativas) interoceptivas)
Alarme aprendido |
Medo aprendido
(pareamento
temporal)
PENSAMENTOS CATASTRÓFICOS

• Pensamentos relacionados:
– desvalorização da capacidade de enfrentamento;
– supervalorização dos perigos do mundo.

• Principais medos:
– Medo de enlouquecer
– Medo de outro ataque
– Medo de morrer
Estressor

CICLO DO
PÂNICO
FOBIA ESPECÍFICA

• Medo de algo específico presente no ambiente


• Medo persistente, recorrente, extremo e desproporcional perante o estímulo fóbico
• Resulta em esquiva
• Temor excessivo, imensurável, descontextualizado
• Ansiedade antecipatória
• Tratamento: exposição (aproximação sucessiva)
• Avaliação: Inventário do medo
MODELO
Vulnerabilidade
Biológica

Eventos
Fobia Específica
Estressores

Vulnerabilidade
Alarme
Psicológica

Experiência direta
Alarme aprendido
+ aprendizagem
| Medo aprendido
vicariante
SUBTIPOS

Injeção, sangue e
Animais Ambientes naturais
ferimento

Situacional (avião, Medos múltiplos –


Outro tipo: vomitar
elevador) 75% dos indivíduos
TRANSTORNO DE ANSIEDADE SOCIAL (TAS)

• Medo de interações sociais (ser observado)


• Situações de desempenho
• Avaliações negativas (medo, humilhação e embaraço)
• Dificuldades interpessoais
• Ansiedade antecipatória marcante
• Principais sintomas:
– rubor, suor, náusea, tremor
• Sensibilidade a critica, rejeição, avaliação negativa, preocupação com a reação do
outro
• Evitação da situação temida
Introversão

TAS
Traço de personalidade Envolve desregulação
Treino comportamental emocional
é eficaz Ansiedade antecipatória
INTROVERSÃO X limitante
TAS Sintomas fisiológicos
bem determinados
Comportamento de
fuga/esquiva
MODELO

Situação
• Conteúdo dos pensamentos: auto
afirmações negativas; avaliação
Distorções negativa de desempenho; elevada
Evitação/Freezing exigência no desempenho; atenção
Cognitivas
autofocada

Respostas
Fisiológicas
TRÍADE COGNITIVA

Eu Mundo/Outros Futuro

Sou inaceitável, As pessoas vão me Perigoso, sofrido


inadequado; preciso criticar; as pessoas
ser sempre bem são julgadoras.
avaliado.
FUNCIONAMENTO PSICOLÓGICO

• Pressupostos dicotômicos
– Pensamento tudo ou nada
• Crenças perfeccionistas
– Critério próprio e exagerado sobre desempenho social
• Crenças condicionais sobre avaliação social
• Crenças centrais sobre inadequação social
COMPETÊNCIA SOCIAL

• Diz respeito as transações do indivíduo com o meio:


• Envolve:
1. Habilidades e capacidades cognitivas (processamento de informação, memória)
– Cognição social
– Teoria da Mente
2. Habilidades comportamentais
– Habilidades sociais de conversação, assertividade
3. Competências emocionais
– Regulação emocional
HABILIDADES SOCIAIS X COMPETÊNCIA SOCIAL

• Competência social = conceito mais amplo


• Habilidades sociais = habilidades de comportamento socialmente habilidoso em
situações específicas

Ter habilidades sociais não garante que o


indivíduo seja socialmente competente.
NA ANSIEDADE SOCIAL

• Processamento de informações tendencioso


– Foco atencional em sinais de perigo
– Dificuldade de tomada de decisão e resolução de problemas
• Repertório de comportamento limitado
– Déficit em Habilidades Sociais
• Dificuldade de regulação do afeto
– Reconhecimento de emoções
– Desfusão cognitiva
– Expressão emocional
• Baixa autoeficácia
• Adaptação às expectativas das pessoas
NEUROPSICOLOGIA DA ANSIEDADE

• Prejuízo atencional (hiperfoco em desempenho e sinais negativos)


• Déficit em flexibilidade cognitiva
• Pré-ativação negativa
• Memórias negativas mais salientes em contextos sociais
TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

• Preocupação excessiva em grande parte do tempo;


• Desenvolvimento crônico;
• Início prematuro
• Dificuldade em identificar situações predisponentes claras.
AVALIAÇÃO DA ANSIEDADE

• Ansiedade global
– Idate
– Escala de ansiedade infantil
– Escala de ansiedade de Hamilton
– Inventário de ansiedade geriátrica
– Escala de ansiedade para adolescente
– Inventário de ansiedade de Beck
AVALIAÇÃO DA ANSIEDADE

• Fobia
– Questionário para Medo de Aranha
– Questionário de Claustrofobia

• Ansiedade social
– Escala breve de fobia social
– Escala para autoavaliação ao falar em publico
– Inventario de ansiedade e fobia social
– Inventario de ansiedade e fobia social para crianças
– Escala de comportamento de segurança na ansiedade social
– Escala de Ansiedade Social Liebowitz
CONSTRUÇÃO DE HIPÓTESE DIAGNÓSTICA

• Conceituação Cognitiva
– Identificação de padrões de comportamento, emoção e pensamento
– Avaliar conteúdo das principais cognições ansiogênicas
• Análise funcional
– Entender antecedentes e consequentes do comportamento

Funcionalidade X Topografia
TRATAMENTO
• Relaxamento • Reestruturação
Cognitiva – Teste
de Realidade

Alterações Alterações
Fisiológicas Cognitivas

Regulação Alterações
Emocional Comportamentais

• Psicoeducação das • Exposição |


emoções | Dessensibilização
Normalização Sistemática |
Treino de HS
REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA

• Self:
– Avaliação da autoeficácia/autoconceito

• Mundo/Outros:
– Adaptação à situações novas
– Avaliação dos riscos de forma objetiva

• Futuro:
– Aceitação de que o futuro é incerto
– Intolerância à incerteza
REESTRUTURAÇÃO COGNITIVA

• Avaliação de evidências
• Erros cognitivos
– Pensamento tudo ou nada
– Adivinhação
– Desqualificar o positivo
– Raciocínio emocional
– Rotulação
– Leitura mental
– Afirmações do tipo “deveria”
– Pensamentos inúteis
HABILIDADES COMPORTAMENTAIS

• Treino de Habilidades:
– Desenvolver habilidades apropriadas para lidar com a situação se deficitárias.
– Treino de Habilidades Sociais
– Role Playing
• Dessensibilização sistemática:
– Baseado em habituação
– Relaxamento profundo
– Princípio da inibição reciproca
– SUDS (Escala de Unidades Subjetivas de Desconforto)
• Determinar situações específicas para serem trabalhadas
– Identificar aspectos chave na situação (definir padrões)
• Hierarquia de exposição com base na SUDS
DESSENSIBILIZAÇÃO SISTEMÁTICA

• Inicia com relaxamento


• Cena neutra/controle (paciente descreve uma cena tranquilizante | lugar seguro)
• Introduzir cena ansiogênica com baixa pontuação (imaginação)
• Relaxamento pareado

• Preparação para dessensibilização in vivo


– Psicoeducação sobre estímulo ansiogênico
– Teste de realidade / evidências
– Superestimação de probabilidade
EXPOSIÇÃO INTEROCEPTIVA

• Usada especialmente no Transtorno do Pânico


• Enfraquecer a associação entre respostas fisiológicas e as reações do pânico
– Respirar rápido
– Girar
• Associar reações com relaxamento
• Associar com reestruturação cognitiva
TREINO DE HABILIDADES SOCIAIS

• Desempenho social dentro de situações


especificas
• Padrões de comunicação
• Variáveis contextuais
• Estilo de interação, crenças, valores
• Maneira de se comportar frente a determinadas
situações que envolvam interações
MODELO COMPORTAMENTAL DAS HS

• Capacidade de resposta que deve ser adquirida


• Conjunto identificável de capacidades específicas
– Capacidade de dizer não
– Pedir favores, fazer pedidos
– Expressar sentimentos positivos e negativos
– Iniciar, manter e terminar conversação
– Expressar agrado e afeto
– Defender direitos
– Expressar opinião, desagrado
– Desculpar-se
– Enfrentar críticas
TREINO

• Premissas
– Relações interpessoais são importantes
– Falta de harmonia tem consequências funcionais
– Habilidades são aprendidas
– Melhorar competência social, leva a melhor funcionamento psicológico

• Não expressão de comportamentos socialmente hábeis


– Falta de habilidades
– Ansiedade condicionada
– Autoavaliação negativa
– Falta de motivação
RESPOSTA FISIOLÓGICA

• Treino de Relaxamento
– Relaxamento muscular progressivo: baseado na inconsistência entre tensão e
relaxamento
• Respiração diafragmática
01 02 03 04 05
Atuação em Avaliar lócus de Experiências Persuasão verbal Nível emocional
experiências controle atribuído vicárias(modelo); (feedback dos percebido
anteriores; a sucessos e outros; (enfrentamento
fracassos; dos medos).

AUTOEFICÁCIA
DESENVOLVIMENTO DA AUTOEFICÁCIA

• Atribuições comportamentais
– Propor tarefas com dificuldades apropriadas para assegurar o sucesso (aproximação
sucessiva); aprendizagem sem erro.
• Cognitivamente
– Recordar sucessos;
– Destacar significado e valor de cada sucesso;
– Discutir erros cognitivos;
– Abordar crenças desaptativas;
– Autoaceitação.
REGULAÇÃO EMOCIONAL

• Estratégias ligadas às terapias de terceira onda


– ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso)
– Aceitação das emoções
– Desfusão cognitiva
– Valores de vida
– Trabalhar a ansiedade pela ansiedade antes da situação ansiogênica por si só.
– Naturalizar a ansiedade

• Psicoeducação das emoções


– Reconhecimento das variações emocionais
– Atribuição de sentido às emoções
ESTRATÉGIA ACALME-SE

• Aceite sua ansiedade


• Contemple as coisas em volta de você
• Aja com sua ansiedade.
• Libere o ar de seus pulmões!
• Mantenha os passos anteriores.
• Examine seus pensamentos.
• Sorria, você conseguiu!
• Espere o futuro com aceitação
REFERÊNCIAS

• Barlow, D. H. (2016). Manual clínico dos transtornos psicológicos: Tratamento


passo a passo. Artmed Editora.
• Clark, D. A., & Beck, A. T. (2012). Vencendo a ansiedade e a preocupação com a
terapia cognitivo-comportamental. Porto Alegre: Artmed.
• Leahy, R. L. (2012). Livre de ansiedade. Artmed Editora.
• Rangé, B. P., & Borba, A. (2008). Vencendo o pânico. Terapia integrativa para
quem sofre e para quem trata o transtorno de pânico e a agorafobia. Rio de
Janeiro: Editora Cognitiva.
OBRIGADA!

s t h ef aniefer nandes @hotmail.c om