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WGR MA N S CHA U TA U Q U A L A N GU A GE S E R IE S

'

CO URS DE F RANÇA s
’ ‘
B A E R 1: S

L A M ET HO DE N AT UR E LL E .

P f
ro esseur
J H. . W O R M
de l a ng ues v i va nt es à
A N ,

Va nderä z Zt Un i versi ty

A . M .
,

P H
à N
. D .
,

ash vi l l e , T arm .

DE UX IE M E L I VR E .

Œe t it p et i t

L b i s e a u fa it son n id

i n s t ru i t
'
E t l
'

e n fa n t 3 .

A . s . BA R N —

È S C O M P A N ! ,

N EW ! O RK AN D CH I CA G O .

1 8 83 .
THE S UCCES S O F THE DA! !

WO R M A N S ’
M O DE R N L A N GUA GE S E R I E S
N OW C O N T A IN 5
\

( a) G E R M A N

F irst German Bo o k afte r t h e N atural o r P e stal o z z ian M e th o d


, , fo r
S ch o o l s an d H o me l nst ruc t io n 1 2 m0 6 9 p ag e s

30 ct s . , . .

S eco nd G e rman Bo o k , i n t e n de d t o c o n ti n ue th e wo r k of th e F i rst


/
Boo z but al so v e ry val uabl e as a R eadi ng Book i n E l e me n t ary
,

cl as se s 1 2 m0 8 4 p ag e s
.
40 c t s , . .

l l l
T h ese it t e bo o ks w o rk marve s in t he sc h o o ro o m T h e exe rc ises are so l -

d lpd d bj ll g d u t d t h
.

e ve o f pi de o ut o c t ure o e c t s an ac t i o n s, and are so we ra a e at


a lm f m h y u h y g l
o st ro t e v er o t se t t e o a o ne . A be g inn e r w o ukl h l ittl u
av e
,

f di i y
ora d g Th w d
c t o n ar
_

l n re a in e o r s are so i n t ro d d uc e an d so use , o ë t en
e
d
se

ly b f d
.

h h m m gi k p h
,

min
,

t at t e ea n s e t c o n stant e o re the wit o ut t h e i nt e rv e nt io n

o f l i
a t rans at o n .
,

A n E l e me nt ary G e rman Gra mmar A n e as i n t ro duc t io n to th e . y


l anguag e l amo , 3 00 p ag e s.
$ I 00 . . .

A Co mp l e t e G e rman G rammar A ul l an d c o mp re h e s iv e t re at . f n
me nt o i th e l ang uage fo r S ch o o l o r H o me , wit h a c o mp reh e nsiv e
Vo cabul ar gi ving Syno nymi eal E q ui val en ts
y $ 40
I . . .

A E l e me nt ary G e rman R e ade r, c are ful l g rade d by e te n siv e n o t e s,


n y x
k
ma ing i t se rv ic e abl e to th e v e r beg inne r 1 2 m0 1 4 5 p age s 90 c t s y .
, . .

A Co l l e giat e G e rman R e ade r, o r n t ro duc t i o n t o G e rman L i t e rat ure I .

W ith p h il o l o g ical no t e s an d re fe re nc e s t o th e G rammars, an d an


q
ade uat e D i c t i o nar 1 2 m0 , 5 2 5 p ag e s $I ZS y . . . .

A M anual o f G e rman Co nv e rs at io n th e

G e rman E c h o F or —
.

p rac t i c e in th e sp o k en l ang uag e . 203 a


p g .
e s 9 0 c t s .

I t p resupp o se s an e e e o f th e l e ment ar
an ua e , suc as may be
kn o w y l dg l g g h
ac q uire d
fro m t h e F irst G e rman Bo o k by P ro fe sso r W o rman, and furnis e s a h
r u nn i n
g G er ma n t ex t , a o win ll
t h e e arn e r o f c o urse t o fi nd t h e meanin o f th e g l g
d dd
wo r s (m t h e ap p en e Vo cabu ar ) , and fo rcin hi m, by th e absence o f E ng l y g
l h
is in th e t ext , t o t h i nk i n Ger ma n .

( b) F R E N C H
f
F irst F re nch Bo o k , a t e r th e N at ural o r P e st al o z z ian M e th o d, fo r
S ch o o l s and H o me I n st ruc t i o n (o n th e same p l an as th e G e rman) .

12 m0 ,
8 3 p ag e s .
30 cts .

S e c o nd F re nc h Bo o k —
t o fo l l o w th e F i rst Book , or t o be use d as an
E l emen tary F rench R eader. 40 ct s.

Gra mmaire F ranç aise , co n t ai ning o nl y th e E ssen t i al s o


f F ren ch Gram
mar an d p o int ing o ut th e vari ai z ons o f th e
,

F re nch fro m th e E ngl i sh .

l amo 1 84 p age s , 90 b t s . .

T h boo k, in p e rfe c t acco r wit


i
s th e best d h re va il ing me th o d s of ual g ge
an
t e ac h g h ld d
in , s o u sup e rse e , in A me ric an sc o o

h 3 , all F re nc hG ra mm ars wri tt e n


o nly h h l
fo r F renc sc o o s in F ranc e .

K ey furnish i ng th e E ngl ish



t e ach e r a mp l e mat e rial fo r suc c e ss ful
” ll
u se o f t h i s ( p
I n re ss ) G rammar . .

A M anual o f F re nch Co nversat io n th e E ch o de P — aris . P l an


o f th e G e rman E ch o 1 2 mo 2 1 2 p ag e s 90 c t s .
,
. .

C

un v é ri tab e t ré so r,
est e rvei euse l e nt a ap t é au m
éve o p p e ent de la m d d l m
c o nv ersat io n fa m l
i i ère et p rat iq ue , t e e q u o n l a v e ut aujo ur
’ ’
ui . Ce t exce ll dh l
l ent l
ivre met suc c e ssive ent e n sc è ne ,

une m
aniè re vi ve e t int ere ssant e , d m
t an t es l es c irc o nstanc es p ossib es de l a vie o r inaire . l d
( C) S P A N I S H

F irst S p anish Bo o k , f
a t e r th e N at ural M e th o d (l ik e th e G e rman) (in
p re ss ) .

Co pyrig t , h H. WO RM AN , 1 88 2 and 1 883 , all ri ght s reserve d .


IN T R O D U CT I O N .

T H E S econd F rench Book f ll


o ow s in co urse th e fi rst bo o k of th e
q
Ch aut au ua L anguage S e ri es I t i s so arran ged, h o e ve r t h at i t
. w , can

be used al so i ndep ende nt l y o f i t s predece sso r, and it h o r i t h o ut w w any

o th er t e x t boo k o f F re nch

-
.

T h e p rinci p l es un derl i n g t h e nat ural meth od are co nt in uo usl ad


y y
h ered t o T h e S eco nd Book i s marked h o eve r, by t h e same p eculi ar
.
, w
ch aract eri st ics t h at di sting uish t h e F i rst Book .

1 . T hi s c o urse t e ac h e s t h e F re n c h l an gu age wi t h o ut
l e arn e r s vern ac ul ar, we

th e h el p of th e an d i s, so far as

kn o w ,
th e fi rst at t e mp t t o bas e l i ngui sti c inst ruct io n up o n a di re c t
ap p e al t o a p i c t o ri al ill u st rat i o n o f t h e o bj e c t me nt i o n e d .

T h e p i ct ure beco me s t h e rep rese nt at i ve o f t h e o bj e ct o r act i o n t o bc


i nte rp ret ed, and i nst ead o f t ran sl at ing t h e t h o ugh t t h e l earne r i s made
to e xp ress hi msel f in t h e l anguage h e st udi es . M o reo ver, the st uden t

in no inst an ce i s l e t t o g ue ss at
'

f
h at i s sai d w . H e is inst ruct ed cl earl y
y
and al wa s sp e a s understa ndi ngly k
mm
.

2 . G ra ar i s t augh t , i n o rder to enabl e th e l earn er t o sp eak

aceuratel y . A ll ment ary t ex t books aft er th e n at ural met h od


o t h er el e , ,

i gno re t h e difli cul t i es o f grammar an d t h us t e nd to mak e t h e l earn e r


,

sup e r c ial fi . U nsy st emat i c st udy being al way s p e rni cio us i n i t s re sul t s ,

t h e ai m of t h ese l it t l e boo ks is t o sup p l y a p ro gre ssi ve co urse base d


upo n t h e p ri n c i pl es o f t h e l an ua
g g e A l l g ra a t ical as e
. l l as leæical mm w
det ail s re qui red fo r t h e t h o mugh underst anding of x
t h e t e t are give n,

but t h e aim is t o se t f
o rt h t h e i rregul ar and mo re co mp li cat ed p rincip l es
o f .t h e l an ua
g g ,
e /
o nl y wh ene ver th e o ccasio n call s fo r t h em .

3 .R ul e s are d e du c e d fro m t h e e xamp l e s ; t h e p urp ose


Th e
be ing t o de vel o p the abst ract from th e co ncrete I n sh o rt t h e îaws o f
'

.
,

t h e l anguage are t h e l earn e r s o wn in ere n ce s ro m t h e ex ampl es



f f .

4 E ve ryt h i n g i s t augh t b y c o nt rast an d as so c i at i o n


. . .

T oo f q u nt l y
re e in t e ach ing, the l earn er s

memo ry is o ve rt a x ed and
t h e de vel o p me nt of h is sense an d reaso ni ng f ac u lt ies negl ec ted . The
ai m of o ur met h od is t o emp l o y fi rst , o f al l , t h e lo w er o r se nse f ac ul t i e s

of th e mi nd ,
t h e p ercep t i o ns I t h as be en i sel y said
. rue p e rc e p w T
t io ns le ad t o t rue co ncept io ns, and t rue co ncep t io ns are t h e very fo unda
IN T RO D UCT I O N .

T h e l e s so n s are st ri c t l y grad e d , and are made up o f Co n


5 .

ve rsat i o n s o n fami l i ar subj e c t s an d t o p i c s o f an i nt e re st i n g .

c h arac t e r T
h ey sup p l y t h e l e arne r it h such a st ock o f o rds and
. w w
idi o ms as sh al l en abl e h i m t o use t h e F re nch l anguage in al l th e
ever y day affairs
-
of li f e . E very l esso n i s s ubdi vi ded int o se ct i o ns, in
e ach of wh i h
l eadi ng idea i s p ro mi nent
c I n o rder t o make t h em
o ne .

i nt e rest ing and el e vat ing as el l as p rac t i cal and in st ruct ive , p roverbs, w
riddl es fabl es, sh ort stori es and p oet ical sel e dions are added
, , .

6 . Besi des a fai r kno wl edge o f F re nch ,


th e met h o d
mp l o y ed h ere e

i s de si gne d t o secure an ac qu aint an ce w it h so me o f t h o se commo n o cc u

p at i o ns o f li f e of wh i h c eve n ch i l dren o f an o l der gro wt h t h an t h o se


,

fo r wh o m t h i s bo ok i s p rimaril i nt ended, no y
usual l ver l it t l e o r k w y y
x
ne t t o no t h i ng . T h us 6 g , t h e 1st and 4t h l esso ns t reat o f farm l ife,
, . .

t h e i mpl ement s use d i n t h e fi el d, et c .


, et c .
; t h e 5 t h i s a l esso n on time,
th e manufact ure o f t ime p ieces et c et c t h e 7t h o n ligh t and sigh t -
,
.
, , ,

t h e fo rmer subj ect co nt i n uing i n t h e 8 t h al so et c et c I n sh o rt t h e , .


,
.
,

ai m i n al l l esso ns i s t o k eep t h e mi nd co n st ant l y o c cup ied wit h t h e me s

of a p l e asant and . i nst ruct i ve nat ure .

7 . The val ue o f bo t h t h e F irst and S econ d Books will be great l y


enh an ce d by t h e u se o f o ur G ra mmaire F ra nçai se, e sp e ci al l y p p ared
re

as a co m p ani o n v o l ume ,
and t e ach in g th e F re n ch di ffe rence s fro m t h e
E ngl i sh . T h e se are n o v el f eat ure s in a f o re ig n l anguage co urse , but

th ei r ut il it y w il l at o nce co mmend t h e m t o x pe rienced t each er


th e e . In
.

n o o t h er way can t h e st udent i nsure a p erfe ct l y sys t emat i c c o urse in


l anguage t h an by a t abul ar e h ibit x of t h e l anguage , and in no e as1 er

way can h e rap idl y acq uire a free use o f a f o rei gn t ô ngue t h an by t h e t as k
o f co mp ariso n wi h h i t s o wn . S uc h a p ract i c e p ro mi ses mo reo ver , ,
no t

o nl y t h e acquisit io n o f t h e l anguage st udi e d and it s f acil e use, but is


sure t o l ay th e basi s fo r a so und l i ngui st i c c ul t ure .

I n th e p rep arat i o n o f t h e subj e ct


.
at t e r o f t h e se l e sso n s we h ave -
m
f w
_

ree
. avail ed o u rsel ve s o f h at eve r h el p we c o ul d o bt ai n fro m F rench
so urces, and we h ave no t h esit ate d to bo rro w wh e ne ver th e mat t er was
adap t ed to o ur w ant s . The w o rk s n o w use d fo r el e ment ary inst ruc t i o n
in F ran ce , esp ecial l y th ose t each ing t h e o bject i ve met h od ,
h ave be en
of f qure ent service . W e desire al so t o ackno l edge o ur obl igat io ns t o w
P ro f H . . M . M o nsan
to of N e w ! o rk Cit y and P ro f A L al ande o f
, , . .
,

L o ui svil l e , Ky , fo r val uabl e assi st ance i n p ro o reading


. P ro f . f. A . de
R o ugemo nt h as be en o ur co nst ant co mp ani o tui n t h e p rep arat io n of th e
wh mast ery
_

ole bo ok , and t o h is of th e F rennh l anguage we are great l y


inde bt e d .

A l l we _
ask fo r t h i s co urse i s a t ri al in th e sch oo l -
roo m wh ere i t o ri gi
,

nat ed and wh e re i t h as been re p eat e dl y t est ed by t h e auth o r p revi o us t o


p ubl icat i o n . We are q uit wil l i e ng to by t h e deci sio n
abi de wh i h c any

fair minded t e ach er sh al l



re nder a f
t er such a t est .

BR O O KL ! N , N ! . 586 W ash ington A ve .


T A BL E DE S M A TI È R E S .

P R E M IE R E L E ÇO N .
mm
La ca mpagne . La mo isso n et l es mo isso nn eurs . L h erbe

et le
f o i n. Inst rument s d agn cul ture ’

L é col e

. L a rev ue des l e ç o ns . L é glise

. L es l unet tes et l a l e ct ure .

L é crit ure

e t se s i nst rume nt s

T R O I S I EM E L E ÇO N .

L es oi seau x l

ai l e ; vo l e r l

ai gl e ; le co rbe au ; le moineau ; le

p ao n l a po ul e ; l e nid . La so n net t e e t l a cl oc h e .

QU A T R I È M E LE ÇO N .

U ne j eune fil l e modèle . Un ca mp agnard . U n p aysan et sa ch au


miè re . U ne l ant e rne . Une é ta bl e . f
L e bœ u et l e ch e val .

CI N Q UI È M E LE ÇO N .


L h o rl o ge l a p endul e

, et le cadran so l ai re . L o mbre . É garé dans
l a f o rêt S o rient e r.

L h o rl o gerî

. e

S I Xl È M E L E ÇO N .

L e grand p è re -
. L a vieil l esse . Le j o ur de fê t e L e grand pè re
.
-

sel o n l e p o et e l o rat eur ch ré t ien. L e Ch ie n et



et S o uvenirs

so n O mbre . Un t iens vaut mieux q ue deux t u l



auras

S E P T I ÈM E L E Ç O N .

Un je une aveugl e . N é cessit é de so igne r ses ye ux . Le M o i neau


T ABL E DE S M AT IÈ RE S .

HUI T I M E L E È ÇO N .

P A GE

Le soir. Co nt rast es du so i r et du mat in . L é cl ai rage des



mai sons;
l e p é t ro l e ; l es l amp es . Le co t o n. L e q uin uet q . R espirer .

L es ré verbères . L es é to il es et l e so i r en p o é si e

N E UV I ÈM E LE ÇO N .

Do rmir ; l e so mmei l . La sant é et la mal adie ; le mé decin et la


mé decine P riè re du so i r L a p aup ière Vei ll er
. . . . L es g
an e s .

O mbrel l e et p arapl u1e L amo ur mat ernel



. .

DI XI M E L E È ÇO N .

Le ré veil , l e l e ver co uch e r. L at o il ett e L mo uill e



et le . e au .

R emp l i r . Un ve rre et une c uil l è re . Or e t argent . L a faim


et la so if bo ire et manger

ON ZI M E LE È ÇO N .

L e savant et ses p et it es -
fil l es . L a fabl e du S o l eil et du Vent . Le
bo ut o n et l h abit

. L a l une . Bonne nui t l ..
CO UR S DE F R A N ÇA I S .

DnuxΠM E L IVR E .

J.

e
c “ .

PRE M IÈ R E LE ÇO N .

Voil à une v érit able sc ène rust ique rurale) .

Cett e vue s c è ne ) m inspire le désir de quit t er


la ville où la chaleur est insupport able Vous .


av ez r ai s on1
just e ) il faut ( il est ,
:

l
N o t ez qu

on di t av o i r rai so n. (Cf P . re mi er L ivre p 41, n
. . .
10 CO URS DE F R A N ÇA I S .


é essaire de ) partir t o u t d e s u i t e
n c I mm e 2

diat ement ) Nous nous part iro ns demain i


, .

E n é t é les pierres des t ro tt o irs et les briques


3
,
4 5

des mai sons de la ville ret iennent la chaleur et6


,

il fait si chaud dans la rue ! A c a u s e d e c e l a


7

pour c et t e raison) n ous préféro ns l a v i e


ns la sai so n chaude
r u s t iq u e c ampag ne
) da .

C est b ien just e VO US av ez b ie n rais on) mo n



,

ami c es t a la c a m p a e que la
’ 8
n n at ure no us
g
enchant e Elle y est t o u j o u r s
9
. tous l es
jours) act ive et nous y prépare les plus gra nds
0 1

plais irs les j o i e s , j o ul ssances


) Ï les plus _

v ra ies
1
de not re vie
1
exist e nce ) L airde la .

ca
m pag ne est pl i1 s frai s ; l es fl e u rs et les
p la nt es

ex hal ent une o deur agréable e t un parfum dé

Il f aut est la 3 ème



.
p ers.
p l ind p.ré s du ve rbe i
.rré gul i er et i mp
. er

S o nnel (i nf fall o.i r i mp e r f .


f al l a i t p art .
p assé , f al l u )
. P art i r

i â dire quitt er l a vill e L es rocs o u roch ers so nt 3



( p art a n t, p art ),
c e st - -
.

de l a p ierre ,l e d i a m a n t est une p i erre p ré cieuse; 4


L e trottoir eSt
cet t e p art i e un p e u él evée , de ch a ue q cô té de l a rue, sur . q
l a uell e mar
ch en t l e s gens p e rso nn es )
. L e s garço ns q ui des é ch asses, p age
o nt

43 du Pre mier L ivre , so nt sur l e t ro t t o ir .


5 Beauco up de mai so ns S o nt
co nst rui t e s en briques , e sp è ce de p i erres art i fi c iel l e s de co ul e ur ro uge .

6
De r e teni r ( r e tena n t , re ten u) . L e p ré se nt e st : j e r e ti ens, t u r e ti ens,

il r et i ent , nous r e tenons, vous r e tenez , i ls r e t i enn ent. I l f ait po ur

il est . Cf . P . L .
, p 65.
,
n . 2 et p 73 ,
. n . 3 .
8
L a camp agne, p ar o p po sit io n à
l a vil le, est l a terre cul t ivée, l es ch a p s, l es bo is, m et c .
,
avec des vill ages, et c .

9
E l l e y est , c d d A la camp agne elle est, et c . .
( Cf . P . L .
, p 67 ,
. n .

A cti ve e st l e fé m d actif : l e s m o t s e n f

. f o r me n t
, —
l e u r fé m .

L l i lo sup erlat

e n c h a ng e a n t j en ve es p us vra es est if . O n
f me l s up e r l a t if en m e t t a n t l

i l dé fi n i
m
o r e a rt c e o u

l

jad p e c ti f o ss e ssi f de van t l e co mp a r a t i f . P ar e xe p l e :

p osi ti g ran d ;
f : co mp aratif: p l u s grand ; sup erl atif l e p l us grand .
D EUXI ÈM E L I VRE .

1l

l ic at et y enchant e l homme d e 3
vi v ifi ant . T o ut

villes fat igué de ses t rav aux


1 2
La vie rurale .


est p l us i solée l us ra qu ill e plus s imple
3
p t .
n q
,
u e ,

4
cell e des grandes villes
5
Après t out la s impli .
,


sit é de l a vi e past orale et c h a m p ê t r e ra s ,

t ique ) co nnue di t J,
6
eau J acques R ousseau a tou -
,

j our s quelque c hose


q u i t o u che .

La gravure en t êt e de la l eçon n ous r eprésent e


l a c ampag ne n est cc pas mo ns1 eur ? O ui c et t e
,

-
, ,

sc è ne rust i qh e n o us représent e la c amp a ne E t l a


g
m
.

aison dans le l o i n t ain a dro it e est o s q ue vous


8
, ,

la vOyez ? C es t une f o r me
" 10 ’
E t ces hommes qui .

tr availlent q ui sOnt il s Ce ce s h ommes s


i ?
, ) o nt -

dè s O u v r i e r s t ra vai ll e u r s) q ue le f e r m1 e r .

emploie pour cul t iv er ses t erre s


11
.

E ncore une ques t io n mon sieur le pro fesseur


P ro nonce z vi- l es . T rava uæ est l e p l urie l de tra


va i l _
.
(Cf
. Gr .
,

jÏ OO .
)
3
_
P ro no nce z tran qui l ä - — 4
Celle est l e f ém . si ng. du p ro no m
dé mo nst rat i f cel ui .
5
D es

n est p as i ci l

articl e p ar ü tif, mai s l a co nt rac
ti o n o rdi nai re de l

art icl e fi
dé ni (les) avec l a p ré p o si t io n (de), p arce qu ’
on

p arl e 1 ci de tout es l e s grandes vil l es De di r e , (disa n t , di t ) L e p ré s .


6
. .

est .
j e dis, t u dis, il di t,
nous diso ns,
vo us di t es, i l disent L e suj e t (J J . .
-
.

R o usseau) e st p l acé ap rè s le v erbe p arce q u emembre de ph rase co m


l e

mence p ar co mmb . V o y ez Gr ; 1l OO . . R o usseau (Jean Jacq ues) est un -

aut eur cé l è bre é cri t des l ivres sur l é d u c a t i



et
1
( 712 Il a » o n

la p h i l 0 s 0 p h i e L o intai n dist ance D e voir (voya n t ,


.
8
.
9

L e p rés est : j e vois, tu vois i l voit, nous vo yo ns, vo us voyez , il voi ent
.
,
,
.

10
U ne ferme est une maison à la ca mp agne, avec dé p e ndances di sp o sé e

,

sp é ci al e ment p o ur
-

la cul t ure de l a terre . L e f er m ie r h abit e l a e rme f


et dirige l es t ravau x de l a f er me .
11
E mp lois e st du verbe e mployer .

Dans l a l ch ange

i so n
co n uga j de l a p l upart des verbes en ye r , y se

en i de vant un e m uet . Ex .
j mp

l oei e , tu e mp l o i es , il e mp lo i e , no us

emp lo yons ,
etc . Vo y ez Gr .
, OO .
12 CO UR S “

DE FR A N ÇA I S .

1
c omment appelle t o u ce grand e space de t erre —


devant la ferme O ù les ouvriers t ravaill ent â C est
un p r é une p r a i r i e ) Que produit le p r ?
é

2 ’
Il p roduit de l h e r b e Je ne c ompre nd s pas ce .

mo t h e r b e E h b ien é c out ez ( fait es at t ent ion ) .


,
! .

D epuis l e print emps jusqu à la fi n de l au t omne


3 1
" ’ ’

l a t erre e st ornée de c ouleurs d iv erses ; mais le



v e rt dom ine
5 6
L herbe c ouvre les pré s ; c es t un .

v érit abl e t ap i s v ert q ui [ re ] c o uvre la t erre p en ,

dant la plus grande part ie de l année Mais en ’


.

h iver ou ne v oit souvent - fréquemme nt) q u une ’

s eul e c ouleur ; la t erre est bla nc he c om me v o u s le


7

voyez dans la gra vure à la page 5 1 Mais reve .

no ns
8
re t ourn o ns) an o t re sujet .

Le fermier a coupé l herbe Coup é qu est Oe que ’


.
,

-

’ 9
c est ? Vous le savez o n ,

c oupe a ve c un couteau .

Voil à un c o u t e a u et une
f 0 11 I C h e t t e
_
Cl? V O l l à
‘ U t et f h n cou eau une o urc et te .

A pp elle e st du ve rbe app el e r . Un c e rtai n no mbre de verbes e n

cl er, et er, do ubl ent Z o u t de van t un e muet N o u


s app ebons , il app el e l .

Cf Gr Il 00
. De .
,

.
9
mp rendr e (c o mp rena n t c o rnp ri s) L e prés
co , . .

est : j e comp rends tu com n d il W nd n u m no n v us


, p re s p re o s c o pr
,
e s o , ,

co mp re ne z , ils comp renn en t . Cf . P . L .


, p 5 2
.
,
n . l .
_
3
D ep uis de, en
l du t emps D uis mo men t mo me nt ; Jusqu d

4
p ar ant . ep ce de ce

Cf . P . L .
, p 46.e t p 50 . .
5
L e vert , c- a—d . l a co ul e ur vert e . L es a dje c t ifs
de coul eurs so nt ai nsi so uvent e mpl o y és subst anü ve ment : le bl eu, le

j a une, et c. De co uvri r ( couvra nt , conce rt ) . L e p ré s . est : j e couvre ,

tu œ uvres , il couvre , nous couvræ cs , vo us couvre z , il s couvren t .

Bl anc h e est l e fé min in de bl anc .


8
Imp é rat if 1 ièm
p e rs.
p l de . r eveni r
9 D
e su ) L . e é
p rs . e st : j e sa is ,

t u sai s, il sa i t , no us savo n s, vo us savez , il s sa ve n t Une fo urchette


.

p et it e fo urch e) est un ustensil e de t abl e



at ro is o u q uat re de nt s .
D E U XI È M E L I VRE . 13

un ,
c o u t e au Mai s -
et un c a n if .

leq uel des deux in st rument s repré


sen t é s da n s la der ni ère gra vu re e st
Un co ut eau et un

€ 11X can if .

l a m e s est un c a n i f L une de ces lames est


1
.

ï
ouvert e } et l aut re est presque fermée Le cout eau’ t

m
.

4 ’
ai O 5 ’
n a

o rd in re en t q u u n e lame n s e n sert .

o n l é mp l o ie ) principale ment à t able p o ur coup er



*
.
_


De quel in st rume nt l e fermi er
ï

se sert il pour c o uper l herbe



Il —

peut la c ouper av ec une f a u x ;


7 '

mai s en Améri que gé né ralement et , ,

aussi dan s les grande sfermes en ’

France o n co upe maint ena nt ,

l her be ave c une 131 a c h i ri e Pour



.

quo i ? Pour gagner du t emps : l é c onomie du


8 9 ’

t em p s est un vérit able ga1n C e t t e ma ch in e .


La
'

p art i e

d un co ut eau ( ou d un

cani f) av ec q
l a uel l e on co up e

e st lame ; l a p art ie p ar l a uel l e o n t i e n t l e


l a q co ut eau s ap pel l e

l e

ma n c h e ’ D ouvrfi , cf c ouvri r, p 12, n 6



.
3
. . . . P resque p as cc m

p Æt emen t 4
N e q
.ue seul.em ent C f L . . P . .
p , 7 6 n
. 2 O n se
, . .
5

se
rt on e mpl oi e) est de se servi r ( serva n t , servi ); L e s ve r b e s
ré fl é c hi s ( o u p ro no minaux) se co n j ugu e n t av e c de ux p ro

n o ms de l a m êm e p e rs o n n e . L e p re mi er p ro no m j e est l e

su et , j et le seco nd (me ) est le ré g i me ou c o mp l é me n t q ui s e


met devant l e verbe . L e p ré s est : j e m e . sers, tu t e sers, il s e sert ,

nous n 0! t s servons, et c (Cf . L , p 6 1 , n . P . . . . A l imp é rat i



f ,
l es verbes

ré flé chi s co nservent l e p ro nom ré g i meq ui se p l ace al o rs ap rès l e v erbe ,


o. g. rep asse-vous rep ose tot
-
6
N o t ez q ue l a p ré po si t io n de est emp l o é e
. y
avec s e s e r v i r (de) .
7
De p ouvo i r ( p uva n t ,
o p u) . L e p ré s . e st : j e

p e uœ, tu p eur, il p eut, no us p o uvons, vous p ouvez , i ls p euvent .


8
G agner

est dé rivé du subst ant i f (l ) gain e .


9
Il f ut
a se rapp el er q ue l

h eure l e ,

j o ur, et c.
, s o nt des d i vi si o n s du t e mp s . Cf
. P . L .
, 75 .
14 CO U R S DE Æ RAN

ÇA IS.

appelée f a u c h e u s e fait 1

le t ra vail bien plus vit e


que l a faux : le progrès que '

l o n a fait dans la fab r



ica
t ion des i n st ru m ent s d agu ’

cul t ure est un gran d b ien

gain) pour l h u m a n i t é ’

la rac e humaine ).
Quand l herbe croît 2 ’

pousse ) sur la t erre ell e est v e r t e ; mai s lorsq u ell e ,


est c oupée o n la lai sse é e due quelques


[ t n ] 0111 S
'

, ]
p ar sur la) t e r r e au sole il Le soleil la s èche 3
.

et en change la c o uleur ; de vert e elle d e v i e n

jaune Cet t e herbe ainsi


. de cet t e manière )
c ha ngée et sé chée s appelle du
f Le i

oin n sert
fo .

les ani maux de la ferme)


_

à nourri r le b é t a i l .

Mais mo ns ieur o n empl oie auss1 un aut re in



, ,

st rument sur le pré R egardez cet .

h omme à gau che quel in st rument ,

a t il dan s les main s ?



— -
C es t un
ra teau L herbe f a u c h é e
’ ‘ ‘

c oup é e av e c la faux
) est r a m a S
U ✠a“
S é e réunie en t a s) avec le nr °

L é j f i t u f i i l f i t
i f )
i t
1
f ai rDe
e (fa s a n t , a t e p r s es : e a s a s,.
a , . ,

nous fa sons vous fai t es, i ls f o n t


i ,
9
D e cr oitr e , (
cr oi s s a n t , c r û ) L.
e .

é
p s
r . e st : je croi s, tu croi s, il croi t, nous croissons, vous croi ss ez , il s
crois sent . Cf . connai tre, P . L .
, p 4
.0 n 8, . .
3
De séch er . La racine de ce

mo t m ul h umi

U n o bj et p é né t ré p ar l

l ad
j t ê sè ch e ) e au o

est . sec ( . .

di t é est h umide ou mouil lé , m isq u nd l


a a

eau se ret i re
,
il sèch e.
4
De d e

venir. L e pré s . e st j e d e viens, t u d e viens, i l d e vient, nous d e venons,


vous d e venez , ils Cf t eni r p 10, n 6
. . . et P . L .
, p 5 9,
. n. 1 .
D UXE IÈM E L IVR E . 15

r at e a 11 Vous voyez pl usieurs pet it es haut eurs


.

élé vat io ns ) sur le pré : ce so nt des tas de fo in .

Pouvez v ous compt er comb ien de t as il y a Jen


-
.

voi s cinq ou six a u près de mo i .

E st c c que t ous l es mo issonneurs dans c e pré



-
1

ont des rât eaux ? N o n ; o n a c oupé l herbe av ant


hi er pu is o n l a r at e l é e
) ramassée ’
a rè S
p
,

ave c le rât eau) Aujo urd hui deux des mo isso n .



,

neurs o nt enc ore des rât eaux ; mai s les aut re s o nt

une fourche dan s les mains et il s met t e nt le fo in


2 "
,

sur le c h a r i o t Qu est cc qu un .

-

chari o t ? C est une espè c e de vé hi ’

cul e a quat re r o u e s qui ser t à

t ransport er le f o i n et les g r a i n s
da ns les g r a n g e s ou g r e ni e r s
4

de la ferme .

E t les jeunes filles et le pet it


garço n (dans la prem i ère gravure de la leço n)
que fo nt il s dan s le pré ? Ils cherch ent a se
-
5

re n d r e u t i l e s en a p p o r t a n t le re
6

p a s afi n gas leurs grands frères mint erromp ent


8 g 1 ’ 0

L esmo isso nneurs so nt sp é ci al ement l es o uvriers q ui t ravail l ent en

ét é dans l es fermes p o ur réc o l t er moissonner) l e fo in et l es di ffé rent es


cé ré al es : il s f
o nt la moi sson . Une f o urch e est un ust ensil e en bo is
e mp l o y é p o u r met t re l e f in
o sur le ch ari o t , et c . Cf p 12,
. . n . 10 .
3
De
mett r e (metta n t mis) , . L e p ré s . e st : j met
es , tu mets , il met, nous
met t o n s vo us mett ez ils mett e n t L a grange est l e b at i m e n t
, , .
4
la
maü o n) o ù est l e grai n 5
I ch erch ent (d) ils f o nt efl o rt p our
.
6
'

. Utile ,

c im
d , qui

. rend de grands servi ces .
7
A p p ortant est l e p art i cip e p ré s .

d a p p orter q ui signi e p ort er d



fi .
8
L e déjeuner (l e mat in) , l e di ner (a
midi) l e so up er (l e so i r), so nt des
, rep as A fin que l oc uti o n
.
9
, co n o nct ive
j
q ui veut dire dans cette vue que .
10
D u verbe i n t e rromp r e .
16 CO Ü R S DE F RA N ÇA I S .

1
pas leur besogne t r avail, ouvrage ) Car ‘

en effe t ) pe ndant que les hommes t ravail l ei t


i

et c h a r g e nt
2
le chariot les fe mmes a la maison ,

prépare nt le dîner pour leurs m a r i s et leurs fils


3

aînés 4
Les garç o ns cherchent encore
. aussi) a
se re ndre ut iles en rât elant le fo in ui res t e et
q
q u i n a pas é t

é ramassé da n s les t as E t qua n d .
,

le foin aura é t é en t a s sé sur le Chario t il s


5
,

g r i m p e r o n t d e ssus et rent reront a i ns i


6 "
de
c et t e mani ère
) à la ferme .

DE UXI È M E LE ÇO N .

IM P A R F A I T 8
DE S VE R R E S A VO I R ,
! TR E ET PAR LE R .

J et ai s

t u é t ai s p a rl ai s

i l é t ai t

n o u s a vi o ns n ous é t i o ns n ou s p a rl i o ns

vo u s a vi e z vo u s ét ie z vo u s a rl i e z
p
ils a vai e nt i l s é tai e nt i l s p a rl ai e nt

1
Besogne , c -
âd
-
. ce qu il ’
est n é cessaire de fi
a re .
8
Ch argent (de
charge r ) c —
â d il s met t ent une
-
c h a r g e sur l e ch ario t 8
Un h o mme
fm
.
,

uni p ar le ma r i a g e a une em e est le mari de ce tt e f mm


e e.

4
L

ainê (o u l ai nêe) dans

une f mill
a e , est l e fi l s (du l a
'

fil l ) e venu

arri vé ) p remi er au
l mo nde massé est l e p assé i ndéfi ni p assv
f

e .
8
A ét é ra

de ra masser . L e p a ssif d un

v e rb e se f o r me av e c l

a n xi
li ai re ê t re e t l e p a rt i c i p e p a ssé d e c e v e rb e .
8
De grim p e r

monter) . Cf . P . L .
, p 36 . .
8
L i mp

a r fa i t de s v e rb e s s e

fo r me mp l a ca n t l a t e r m i ma i s o n ah fi d u p a r t i c i p e
e n re

p r é s e n t p a r l e s t e r m i n a i s o n s d e l i mp f
ar a i t d u v e r b e

av o i r : p arl a n t ), j e p arl a i s t u p arl a i s,et c ; (fi niss a n t ) j e fi nis ,


. ,

s a i s ; (receva n t ) j e receva i s et c , , .
DE UX I ÈM E L IVRE . 7

N
ous v oici de nouveau 1 2

enc ore ) a l é cole M o n ’


. .

sieur je n é t ais pas a l é cole


’ ’
,

hi er ; quelle leçon avez vous -

3
eue 2 Nous avo ns eu la so i 1

Æa nt e qua t orz i ème leç on et —

auj ourd hui nous é t udi ero ns


l a so ixant e quinz ième leçon


? -
.

_
_
J
Je vous demande pardon ,

cher maît re mais ce n es t pas


5 ’
,

la soix ant e quat orz ième leçon —

de ce livre ! V o u s v e n e z
d e fi nir le premier livre
6

il n ÿ a p as soixant e dix leçon s U i î



ê l t in t
gïgïg
— n v eux r t e a an
_

dans ce livre N o n mais ce .


,

n est p as a i n s i

de cet t e mani ere ) que j e compt e
v ous verrez a l l e z vo ir) nous av o ns cinq
" 8

V oici dé si gne un lieu p l ace) t rè s r a pp



ro c h é ) p rè s .

Voilà , au co nt raire, dé signe un lie u un p e u él o i gné di st ant ) .

N ous voici nous so mmes ici .


8
. D e nouveau est une e xp ressi o n ad
verbial e e mp l o yé e p o ur si gni fi er la réi tération rép éti tio n ) d une

a ct i o n .
8
E ne est au

fé m p arce q ue l e
. ré g i me direct (l eçon) p récè de
le p articip e p assé conj ugué avec l auæil iaire a v o i r s accorde en genre et ’ ’

en no mbre avec le r é m di i o n que ce régi me p récè de


g i e d i r e c t a l a co n t .

S i l e régime direct est p l acé ap rès, l e p art icip e rest e i n vari abl e, e .
g:
.

N o us avo ns eu l a l eço n é j g é ê

"
(L e p art i ci p p
e ass c o n u u avec t re . s ac

co rde avec le s u
j et : an d a me
(J est arr vé e i )
. Cf p 3 0,
. . n . 2 .
4
Cf . P .


L p l 75 5
P ro no nce z ch er r ( ) p r cieuæ é 8
'

Vous venez de fini r est un

mt
. .
,
.

'

gal lici s me po ur vous ai mfini très-récem enF utur de vo ir Cf p 00


m
. . .

m
.
.

8
V ous allez voi r, c— â - d. vo us verrez i é di at ement o u dans p e ude t emp s .

E n f ran çais, co mme en a ngl ai s du rest e, on e mp l o ie so uv ent al l e r

alla n t , all é ) verbe mer un futur immêdiat


devant un a utre i
'

( po ur e x pr

L e p ré s . est : j e va i s , tu vas, il va, nous allons, vous al l ez , i ls ro nt .


18 CO U S R D E F R ÂN
'

Ç À I S .

lasses ou l eço ns de françai s par semaine et il y a 1


°

dix semaines dans un t rimest re comb ie n es t c e que


2

c ela fait par t rimes t re ? Cinquant e Le p rem ier .

l ivr e est p our deux t rimest res et vous l a vez fi ni ’


,

en tre ize semaine s E nsui te vou sl avez r e p a s s é


3 ’
.
,

vous avez fait une r e v et v ousvo il à à l a

deux ième leço n du se cond livre du c ours de fran


5 ,

i es do o re 7 leço ou l ass

ç a s : c t nc n t 5 n c e
°
.

C h aque fo is que nous avo ns une nouvelle


6 7
.

aut re) leçon nous a vanço ns S i no us avio ns ,


.

une leço n t o u s l e s j o u r s n ous a va nc erio n s da:


8 9
,

vant age plus ) O ui mais vous n é t udiéz pas 1


.
,
’ 0

le dimanche ? N on ; c e j o u r l à est le jour du


11 -

S eig neur (J é sus Chris t ) et c omme t out le mo nde -


, ,

chré t i en nous allo ns à l égli se l a maiso n de



,

1
P ar se maine ,
c - â -d .
[ dans] ch a qu e se maine . O n di t de même : p ar

j our, p ar mois (po ur chaque j our ,


ch aque moi s) .
8
Un trimestre est l i t
t é ral ement un e sp ace de t ro is mo is o u un quart (à) de l année m
, ai s

dit t r i m e s t r e p o ur l e q uart de l anné e scolai re


p ar an al o gi e , o n 11 n

d é c 0 1 e)

.
8
E nsui te ap rè s. Cf p 19, n 7
4
P ro n3ncez sé gon
. . . .
5 —

(fé m . sé gonde)

.
8
F ois e xp rime l é n umé rat io n de l a rép étiti on d un ait
’ ’
f
ou d une

act io n . O n f it u
a ne ac t i o n , o n ré p è t e cet t e ac ti o n , c est - â -di re ,

to n f ai t l

act io n un e seconde fo i s . N ouvelle est l e têm de nouveau.

(nouvel ,
devan t un e vo yel l e ou une h muett e ) . Cf bea u, bel , p 00, n 00
.

. . .

N o u v e a u e st s no n y y me ‘
de difl érent , autre, et l e co nt rai re d anci en,

vi cua .
8
Tous l es j ours chaque j o ur.
9
A vancerions et serait so nt

au condi tio nnel N o t ez q ue l a t ermi nai so cel l e de l imp arfai t



. n est _

avan c e r ai s, et c V t emps, p
j

av an c e r : .
( y
o e z , p o ur ce . 3 2, n .

nd i t i l corré l a t if de l im
' ’
L e c o o nn e es t so u v e n t l e

p ar a f it . Cf Gr , . .
1[ 00 .
10
N ote z l a p ro no nciat io n du v e rbe étudi er
é j étudi e, tu étudi es il étudi e nous étudi ons, étudi ez ,

au p r sent : , , vous

il s étudi ent . L a p art icul e l à est aj o t é e ap rè s un nom p o ur l ui u


do nner pl us de é i i o n, Ou p o ur l e dési ner d une maniè re S écial e,

p r c s g p
e. g ., ce our-l à .
j
20 CO URS DE F R A N ÇA I S .

1
a f f aib li s faibles ) S il n avait pas t rop .
’ 8 ’ 8


é t udié il ne serait pas obligé de po rt er des l n
,
5

ne tt es Vous av ez une bonne vue François ? Oh !


6
.
,

o ui mo nsieur une vue ex cell ent e et je n ai pas


, , ,

besoi n il ne me faut pas ) de lunett es pour voir .

Le vieux maît re qu a t i l dan s la m ain gauche ? ’



Il a une p lum e dans la main gau ch e Je le vo is b ien .

je vois bien cela) ; maisque fait il à ce tt e plume ? -

Il la tai lle Il a un canif dans la ma in droit e et il


.
,

se se rt de la l a m e du canif p our t a i l l e r la plume


8
.

E st ce une plu m e -

d a c i e r ou d o r? ’ ’

Mai s mo n jeu ne 9
,

ami l acier et l or ’ ’
,

so nt des m é t a u x 10
. .

Vous avez a p p r i s 11

dans le premier l ivre


( p 6 7 n 2) c e
que .
,
.

c est qu u n c h e
’ ’

A ffaibl i r (afi ailfl iss a n t , a ffaibl i ) e st rendre o u devenir faible . Cf .

P L p 42 n 5 8
S il

si i l) p l s ils

si il s) C est l e

seul cas


. . . . . . .
, ,

où 1 so i t é l i dé .
8
T rop avec e x cè s . Cf p 1 8 , n 9
4
O n d it
. . . .
8

q o mme

é é h

p orter un ch ap e au u ne c as ue t t e En g n ral l p rt e l es
o


, .
,

h abil l ement s o u vêt e ments qu il ’


a sur sa p e rso n ne . P ar anal o gie, il

p o rt e de s l unet t e s .
8
Bonn e est l e fém de bon . . . U ne ch ose e x

cel l ent e e st très bonne ; bon


- .

e xp rime une qual it é x cell ence A v 0 i r


de

.

11 n e bo nne vue avo i r des ycua f orts. T aill er est syno ny me de


coup er. O n dit tai ll er un y
cra o n , un e p l u me , une p ierre .
8
Il se sert

de l a la me : il e mpl o ie l a l ame . Cf p 1 8 ,
. . n . 5 .
9
Jeune est le co n

t rai re de vi ews . Cf p 00,


. . n . 0 . M éta uæ est l e p l uri el de méta l .

L es n o ms e n al o nt f e n g é n é ral l eur p l u r i e l en a nse .

Cf Gr , fil 00. A pp ris d a p p rendre ( app rena n t , ap p ri s ) Cf



. . est . .

A pp rendre est l é t ude


p.1 2,
n 2 . . acq ué rir une connaissance par .
ÜÉ Ù X Î È M Ë L LVÈ Ë.

d e f e L a ie r t u n e: s p è e t ) d é

fer

r c e s e c .
so r e ;
c e s’
t du fer q u i a a c q u i s 1
c er t ai n e s p r o p r i é t é s

qual it és ) p ar une fabricat i o n spé ci ale il est

i et plus é l a s t i q u e
lus d sol de )
8
p u r .

O n fai t les ra ils 3


( des c h em in s de fer ) e t les

lames des c out eaux de fer ou d acier L ac ier e S t


4 ’
.

pluS ch er a une plus grande valeur) que le


5
fer Les canifs q ui n e c o û t e n t p a s b e a u
.


U n c anif d ac1 er n est pas

CO u p sont fait s de fer .

auss i b O n m a r c h é
6
qu un canif de fer ’
.


Mai s v ous parlez des mé t aux et v ous n av ez pas
dit enquo i est la plume qué t ient le maît re d é cole
7 8 ’
.

N est cc pas une plume d acier



— ? ’

Nullement ; c es t une p lume


" ’

d o i e L oie est un gros O i s e a u



.

.

Les oiseaux o nt des plu mes il s


4

1
sont couv ert s de plumes 0
.

A cquis est du verbe acqué ri r , (acquéra n t , acqui s) O bteni r

( obt en a n t , obtenu ). Cf p 1 0 . .
,
n . 5 .
8
D ur di ffi cil e à p é n ét re r : l e

roch er est dur, l e diaman t est très dur -


. Le c o nt rai re de dur est mn o

tondre) .
8
P ro no ncez r yé
a-
. L es rail s so nt l es bandes de fe r sur l e s
qu ell es ro ul ent l es w ago ns, dan s l es ch e mi ns de fe r .
4
L e s no ms
t er mi n é s en au o u e au f o nt l e u r p l u ri e l g é n é ral e

m e nt en a j o u t an t X (
e t n o n 3 ) co u t e a u, p l . co ut ea uæ .

Vo y ez Gr .
, j[ 00 .
5
Coût ent
'
est de coût er . Combie n ( cet O b et j ) wûte t il - —

co m bien avez —
vous p ayé Si vo us do nnez un do l l ar et demi po ur un
cani f ,
on di t : ce cani f co ût e est p a é) y ou le p ri x est un do ll ar

demi marché f

Bon le ‘

8
c o nt raire de ch er C est â di re :

et . est .
- -
un can i

d aci er

est pl us ch e r qu un ’
cani f d f i l un pl u g and
e er, a s r p x ri un e

l u nd l u r) En u i ad d u l l m t iè re est la l um


p s gr a e V a e
q o q c a
-
e e e p e

. .

Cf L , p 55
. P . . . .
8
De teni r (tem 1vt , tenu) -
. Cf . n . 1 . N o t ez q ue le su etj
de t i ent le maît re d é co l e N ullement

Cf Gr ,

e st 8
. . . 00 . est une
né gat ive pl us fo rt e q ue no n si mpl ement . Cf p 12,
. . n . 6.
22 CO URS DE FR A N ÇA I S .

Cet é colier q ui droit e du mait re et est debout à


presque devant l ui que fait il ? Q uel livre a t il ,
— — -

dans les mains ? Ce livre est un abécédaire ; il ’

c o nt ient
8
les lett res de l alphabet O n s en sert3 ’
.

pour appre ndre a lire Quo ? ! ce grand garçon


"

en est e nc ore à l A B C? Oh ! en angl ais dans sa


6 ’
, , ,

langue mat ernelle il est b ien avancé ; mais il


"
,

é t udie apprend ) une nouvelle langue et il co m —

mence par l alphabe t Nat urellement ! Mai s cela ’


.

m amè ne à vous faire une ques t io n : comb ien y


’8 "

a t il de let t res dans l alph abet français ? Il y en a


- -

a u t an t le même n ombre) qu en a nglais ; il y ’

en a Il faut savoir les l et t res pour bien lire


les mot s c est à dire pour les prononcer corre ct e
,

- -

ment à haute voies sur le livre


11
.

E st ce que cet aut re é c ol ier ne sait pas lire


-

Ce mot e st f or mé du nom o rdi naire des quat re premi ères l ett res de
l al p h abe t , bé, cé, dé O n a commenc é à int ro dui re une no uvell e
’ '

a, .

mani ère de no mmer l es l et t res . Cf Gr , 1


.
l 00 .
'
. .
8
Du verbe c o n teni r.

â d de l abé c é dai re abé cé dai re . L i r e (l isa n t ,


8 4
E de l
’ ’
n c .
— -
. o n se sert

l u) . L e p ré s . est : j e lis, tu l i s, il lit nous li s ons vous l isez i ls lis ent


, , , .

Q i x cl amat i o n de surp rise d ét o nnement )



8 8
uo est i ci une e . En
est i ci e x p l é t if . M aternell e (mat ernel ,
e st l

ad ect i
j mère f de ,

co mme
p j d
aternel
e p ère : l a t endress e e st l

ad ect i f ma t e r n e l l e
de l a mè re) l a sév é ri t é p a t e r n e l l e du pè re)
,
L a l angue .

m a t e r n e l l e est l a l angue de l a mère p atri e, c â d du p age natal -


.
- -
. .

D u verbe amener q

do nner occasi on d 8
N o t ez u o n di t fa i re une

8
.

quest i on .
18
E n vé ri t é il y en a 25 p arce q ue l e 20 n est e

mp l o y é o rdi

naire ment q ue dan s l es mo t s d o rigine ’


ét rangè re . P ro no ncer d h aute
voir, c e st

p ro no n c er p o ur êt re ent endu p ar une aut re p ersonne . Si qu le

qu un ’
vo us p arl e al ’
o rei l l e , il p arl e bas Ou et voie basse, et no n ah aut e

vO ix sa vo i x n est p as ent endue



. Je p ui s p e u x) l ire avec l es yeux
se ul e ment ,
san s o uvri r l a bo uch e . M ai s si j e p ro n o nce l es mo t s claire
ment avec la vo i x j e l is et haute u n
, .
D E UXI ÈM E L I VR E . 23

l anglai s ? O ui il sait l ire l anglais et le françai s



,

.

Il le Savait qu and il é t ait bien plus jeune quand


1
,

E t t o i mo n pet it J ecques
8 4
,

s a i s t u l ire le

f ra n ça i s ? O u i mo n s i e ur je sai s le , ,

parl er et le li re ; j en s ui s a la soix ant e onzi ème ’ -

l eçon Classe ) et je commenc erai un livre de


le c t ur e
5
da n s un e b u deu x sema ines .


ce qu u n l i v r e d e l e c t u r e ? C es t

- .

un l ivre qui c o n t ie nt une c olle ct io n


. un recuei l

ou chain) de mo rceaux —

.pi è ces) de prose et


d e poés i e A v a nt
8
de fi n.i r je l i a
r i7
u n pe t it po è me
d e m o n l i vr e de le c t ure ; fa it es a tt e n t io n

Bo nj our l undi, ,

Co mment va 8
mardi ?
T rè s —
b ien, mercredi ;
Je Vie s n de l a p art de j eudi ,

Ï D ire à. vendredi

medi
8

Q i l

s ap p rê t e
’ 9
u sa ,

P o ur al l er à l

égli se diman ch e .

C est b ien joli beau )



c ela mai s maint en ant ,
il
faut di re adieu Au r e voir mes jeunes am1 s .
,

1
HavaÈit e st la 3 8 8 88 r
p s. S .
e imp art . de savoir. Cf p 12,
. . n . 9 . I l le
savai t il sav ait lire .
8
N e que seul e ment qu and il avait seul e

m ent si x ans . On e mp l oi e av oi r avec âge : Qu l e âge a v e z -


m ds ? Ja i ’

seiz e ans.
8
T oi tu, cett e fo rme du p ro nom de l a p e rs. sing ,

m me moi p o ur la 1 î
è re
p e rs.
, s e

mp l o ie o rdi nai re ment qu and il n

est

pas su et o u ré i
g j
-

me du verbe Cf Gr , 00 4
P ro no ncez Jak 8
L a


. . . . .

l ect ure est le subst ant i f de li re e t si gni fi e l



acte de l ire N
. c p as co n o n dre f
ave c le mot angl ai s 1e c t ure q ui se _
dit _
en f anç
r ai s [ une] conférence .

,
8
Ava nt q
devan t) mar ue p riorité d ordre et de si t uatio n

. Je l ir ai est

le q , d e lire .
8
Comment va co mment avance , march e ? 8
S ap

p ré ter se rendre p rêt, se p rép arer.


24 CO U RS DË F RA N ÇA I S .

T R O IS IE M E LE ÇO N .

P R ÉS E N T ET L IM P A R F A I T DU VE R BE I R R ÈGUL I E R

,

'

E CR I R E l
(E CR I VA N T ,

é cri v a i s

j
1

t u é c ri va i s
i l é cri v a i t

n o u s é cri v o n s1 n o us é cri vi o n s
vo u s é cri v ez vo us é c ri v i ez
i l s é c ri v e n t i l s é c ri v a i en t

Un mo nsi eur dictant à so n sec ré taire.

Nous a vo ns parlé l a dermere fo is de la plume ;


'


nous a v o ns vu le maît re d é c ole debou t dans la

salle de classe Vo ici maint e nant deux h omme s


.

ass is de vant une t able dans un c a b i n e t Cet t e


2
.

1
L e p l uriel de l i ndi o p ré s e t l vmp arfai t so nt o r é s du p articip e

. . f m
p rés é.criva n t , e n ch an ge an t l a t e rmi n ai so n a nt c

e st p o ur uo i i l a q y
un L dans ces de u

x t emp s .
"

Cf Gr. .
1} 00 .
8
De s asse 0i r

(

s asseya n t ,

assi s )
. L e p ré s
. e st jem a ssi e d s

, t u t assi ed & il

s assi ed ,

nous nous

y ils i

o u s asse e n t :

asseyo n s , vous vous asse ez , s asseyen t
D EUXI È M E L IVR E . 25


pet it e chambre est un c a b i n e t d e t r a v a i l

ou une b i b l i o t h è q u e .

8 Celui q ui est assi s sur le canapé d i c t e a


»
8
.

l aut re qui est vis avis E t celui ci Il é c r i t


’ ? —
.
-
.

É crit Je ne comprends p as Vou s v oyez qu il .


a une plume dans la main dro it e : à quo i sert cet t e


pl ume ? E lle sert a é c r i r e Comme un cout eau ,

Sert a c o u p e r Cet homme q ui a


la plume à la main est le se cré t aire de l aut re ’


.

Qu es t cc qu il fait ? Il f a i t l a c o r r e s p o n

-

d an c e il é cr it les let t res ) pour l ui .

Ave c quelle espè ce de plume é crit il ? Il é crit -

a ve c une plume d o i e E st ce av e c des plumes ’


.
-

d o ie que v ous é crivez ou av e c des plumes de fer ?



,

M o i je préfère la plum e d o ie ou la plume d or ’ ’


.
,

Permet t ez moi dOnc de vous faire une ques tio n ?


5 -

De quelle part ie du corps de l o ie t i r e


8 " ’

pre nd ) t O u les plumes et é crire ? De l ai le de


8 - -

l animal

c es t l a i l e de l oi e qui fournit ’ ’ ’

1
Une biblioth èque est p ro p rement un m e u b l e servan t à met t re l es
li es L a p i è ce
. ch ambre) O ù i l y a un e bibl i o t h è ue s a p el l e aussi
p q ’
,

p
_
ar e xtensio n ,
une biblio th èq ue . L a t abl e , l a ch ai se , l e l it so nt des
meubles .
8
Dev an t un p ro n o m re l at i f (q ui ) o n e mp l o i e

en fra n ç a i s, l e p ro n o m d é rù o n s t ra t if ( cel ui ) : cel ui qui

et non l

e xp ressio n l un

.
8
D ieter ,
c est

p ro n o n cer l es mo t s l ent e
ment p o ur qu un ’
e aut re pe rso nn e l es é crive .
4
Cf p 20 . .
,
n . 7 .
8
De p er

mettre . Cf p 15 ,. . n . 3 .
8
Le
*

corp s e st e n gé n é ral ce q ul c o n st it ue un ê t re
vi sibl e, ce q ue no us v o y o ns d un h o

mm e, d un

ani mal ,
et c . O n dit l e
d un h omme mortel mais l d me i mmortell e L âme

’ ’ ’ ’
c o rp 8 est ,
est . n e st

p as mat é ri el l e mais ,
le co rp s es t mat é ri el

c e st l a p art i e f or mé e de

mati ère e t p ar co nsé qu e nt vi si bl e. Tirer entraire . L e de n


:t iS t e eæt rai t l es mauvaises dent s de l a bo uch e p arce qu ’
el l e s dé t rui sent
l es bo nnes dent s à d l es rendent mauvaises aussi 8
Cf p 12 n 2

, c - -
. .. . . .
, . .
26 CO URS DE F RA N ÇA I S .

et t e espè ce de plume . c

V o u s n i gn o r e z 1 ’

paS vous Sa vez


)
qu un o iseau a deux ’

a i l e s : l oie a deux ’ ’

ailes et deux p a t t e S 3

pi eds ) Par ( sur .

la ) t erre l o iseau marche ’

sur ses pat t es E t que .

fait ii a ve c ses ailes ? —

Les ailes l ui serve nt a


se s o u t e n i r 4
se
support er) et à S e
m o u v oi r 5
dans
l a i r c est à dire à ’
,

-

D i l t eux o seaux vo an
vo ler

L o iseau mar che .

par t erre ; dansl air il V o l e av e c ses ailes ’


.
,

Vo ici une gravure qui représent e plus ieurs


difi é rent s) oiseaux : sav ez v ous les noms de ces -

oiseaux ? Je ne les sai s pas mais je vo udraiS b1 en 8


,

les sav oir E h b ien je v ais v ous d i c t e r une des


7
.
,

1
I gno rer e st le co nt rai re de savoir, et signi fi
étre ignorant, ne p as
e

co nnai tre. 8
U n h o mme x bras e t l o iseau a de ux a i l e s
8
Le

a deu .

mo t p at t es est l

e xp ressi o n sp é ci al e p o ur l es p i e d s des o i se au x no n

c arn assi e rs e t d un grand



no mbre d an imau

x . Cf p 1 0,
. . n . 6 .
5
M ou
vo (mouir
-
va n t mu ) ; l e p ré sent ,
est : j meeus , tu meusç il meut ,
nous

mouvons vous mouvez il meuvent


, , .
8
Je voudrais est le co ndi t fde voul oir

(Cf p 1 9
. n 1) e
. m p l o
,
é da
. n s l e sen s du p ré s de désiyrer Cf L , p 3 1 , . . . P . . .

n 1 3
. L e co ndi t p ré s e st : j e voud rais, tu voud rais i l voud rait, nous

.
. ,
.
,

voud ri ons, vous voud riez , ils voud raient . f


L e ut ur aussi est i rrégul i er :

j e voud rai , tu voud ras, i l voud ra, nous voud rons, vous voud rez , de vou

d ro nt . Cf p 1 7 ,
. . n. 7 .
28 CO UR S ‘

DE F RA N ÇA I S .

et face) par t erre, près du héron C est un


en , .

moineau ; il nous vie nt d E uro p e et d A s1e Le ’ ’


.

moineau a nglais a é t é import é aux É t a t s Uni s et


1
-
,

maint e nant il y est a ccl imat é 2 ‘

Du même côt é sur une haut eur


3
,

émine nce ) il y a un p a o n L e paon a , .

des plumes de couleurs variées ; il a auss i


un lo ng co u mais so n co u est m o i n S "


,


)
n es t pas auss i lo ng que c elui du h éro n

L o iseau aussi a droit e mais plus bas est un


’ 5
, ,

co
q Le c o.
q est un o i seau do m es
t ique ; c es t le m â l e de la poule
6 ’


.

Vous a vez des poules sa ns dout e


à l a ferme ? Nous en av o ns une
douzaine Quand j é t ai s à la cam .

pagne j allais souvent chercher


,

8
des oe u f s Vous savez ce que la .

Bibl e dit : c h e r c h e z e t v o u s t r o u v e r e z Q ui -
.

a dit cela ? Jés us l a dit a ses apôt res 9


Vous ’

.

t rou v erez ces mo t s da n s le Nou veau T es t ame nt ,

chap it re X I v erset 9 É vang ile de S a int L uc .


, ,

É videmment vous savez les bo nnes ex cel ,

le nt es ) leçons de la Bible Ma int e nant dit es .

Il été i mp orté é i ndé fi ni ) p assif d i m



1
a e st l e p arfait (
p ass p o rter.
L e p assi f d un ’
v e rb e e n f ran ç ai s c o mm e e n a n g l a i s e s t

f o r mé de s t e mp s de l

au x i l i ai re ê t r e, auq u e l o n a j o ut e

l e p art i c ip e p ass é du v e rb e : j e su i s a i mé j ,

ai été ai mé ,

Cf Gr , A cclimaté mé mat d un p a ys et

e tc . . . 00 .
, c—â - d. acco ut u au cl i

cap abl e d y vi vre 3


M ême di ffé rent 4
M oi ns le co nt rai re de

.
p as . est

p l us .
5
Bas est le co nt ra ir
e de h aut . M â le du se x e mascul in .

7
D ouz e o bj et s de mê me nat ure .
8
P ro no ncez œuf au si ngul ier et œu au

p l uri el .
9
S ai nt M ath i eu é t ait un ap 6t re de Jé sus Ch ri st
-
.
D EUXI ÈM E L IVR E . 29

mo i v v
a ez ous
,
t rou v é -dé co uv erfi ) des œ ufs a
la campagne ? Jen ai t rouvé beaucoup beau coup ; ’
,

ét une fo is j ai auss i t r ouvé



, ,

un nid sur un arbre É t ait ce .


-

un nid d oi seau ? O ui ; et il y

a vait cinq oeufs dedans Mais3


.
,


c omme un bo n garço n t u n y ,

as pas t ou ché ? Cert ai nement


no n ; je les ai lai ssés c omme je

l es avais t rouv és
Vo t re co nversat io n sur le
nid me r appelle l é p igrap h e du Premi er Li vre

P eti t à p et it 4

L o iseau fait son nid


enfant s inst ruit .



Et l

La conversat io n sur les


01 seaux me rappelle
5
aussi
que l aigle est appelé le ’

r o i des o i seaux Pourquoi .

do nc ? Parc e qu il est le ’

plus fort des oi seaux ; il


6

est supéri eur à t ous les .

aut res oiseaux Vous av ez .

appris dans le Premier


7

D i tes est l imp é rat i



fd e dire . A 1 I mp é rat i f fl
a m
i mat

if, l es

p ro n o ms ré g i me s se me t t e nt a p rè s l e ver be e t me se

c h an g e e 11 mo i .
9
De d é couvrir (d é co uvrant, d é couvert) Cf p 12 . . .
,

n. 6 .
3
D e dans dans ce ni d.
4
P t it
e d p eti t p eu d p eu 5
Z se .

redo ubl e dans ce verbe q uand il est sui vi d un



6 muet co mme dans
,

ap p eler, p.12,
n. 1 .
6
F ort est le co nt raire de f aible. Cf p 20, n. 11.
. .
30 CO UR S DE F RAN ÇA I S .

Li vre à l a page 71 qu un ro i est le S o u v e r a i n ,


de cert a ins pays Les Et at s Unis et la Fra nc e


1
.
-

rési dents mai s l I t al ie et l E sp agne so nt


’ ’
o nt des
p ,

gouvernée s par des rois L A ngl et erre a eu des .


rois elle a maint enant une rei ne La reine d A ngl e


,
.

t erre ou du R oyaume U ni est auss i l i m éraWwe


'

p
-

des I ndes L A l l emagne et la R uss ie en E urope .



, ,

et le Brés il dan s l A mé riq ue du S ud so nt gou



,

vernes par des em


2
ereur s
p .

L aigle est do nc le ro i des o iseaux c omme l e


li on est le ro i des animaux Mais le pao n est .

plus be auq ue l aigle ! E t qu est cc qu il a de ’ ’


-

plus pour l e d ist inguer t ant ? Il a une grande


q u e ue or née des c ouleurs l es plus vari ées
3
O ui .
,

c es t b ie n vrai ; les plumes de sa queue so nt é cl a


t a nt es et t rès br illant es
4
E t cet t e queue a la -
.

forme d une roue Quand le paon la déploie ’ 5


.

l é t end) nous di so ns qu il fait la ro ue


’ ’ “
.

Le pao n est l emblème de la vanit é il est ’


,

si v ain ! Un au t re jour nous en r e parlero ns ;


aujourd hui il faut nous arrê t er ici o n a ’
,

1
L I tal ie

est u np a y s it al i en , l A ngl et erre

e st un p a ys angl ai s.
2
L e p a rt i c1 p e p as s é co n j u g ué ave c l

au x i l i ai re être ,

s a c c o rde mme à l a p 17 n 8

av e c l e su j e t, co no us avo ns vu .
, . .

L e su j e t i ci e st f o rmé de de u x no ms f é mi ni ns e t d

u n

no m masculi n : dan s c e c a s, l e p art i c ip e p re n d l


;
e g e n re

masculin ,
e .
g L a
.. H,o ll ande l a R ussi e , , et l e Bré sil so nt go uvern é s, etc .

(Cf Gr . .
,
3
L a queue l a p art ie q ui t e rmi ne p ar derri è re l e
e st

animau , c est un a p endi ce t ermi nal


x É
4
de l a p l up art des cl a

c o rps
p .

tant est s no n y yme de bril lant .


5
D ép lo i e est la pe rs. 8 . i nd p ré s
. .

de dép l oyer . Cf . en m l ogæ 3 p 1.0, n 1 1 . .


D EUXI ÈM E L I VRE . 31

sonn é, l heure est passée Pas


1 ’
.

à ma mo nt re mons i e ur Mai s ,
.

n av ez v o u s

-

2
pas ent endu
Une 3
so nnet te .
la 01O C h 6

de l é glise ? E lle sOnne t ous l es


Vendred is a 3 heures N o n je .
,

ne l ai pas ent e ndue j é t ais si


’ ’
,

int éressé que je n ai r ie n en


t e ndu É coutez alors et vous


4
.

ent e ndrez elle sonne e ncore ,

Mon, bam, bo um
Jai lu quelque part une

énigme qu il faut cit er De vinez



.


s upposez ) de quoi elle par
le :

Je n ai ni
’ 5
l ang ue ni cœ ur;

P o urtant 6
j a l t l u "


e p r e e p e re ;
E t qu o n

na1 sse 8
ou qu o n

meure 9

On m entend ’
â t o ute h eure
.
-

q
.

1 A l a p o rt e de ch a ue mai so n il y a p resq ue t o uj o urs une sonnette

p et i t e cl och e) Quand no us all.o ns ch ez ue l u



un un e p e rso n ne ) q q
Ti
°

no us 5 o n n 0 n s, c-âf d . no us t i r o n S le co rdo n de l a so nnet t e ( rer

e st le co n t rai re de p ousser et l e syno ny me de trai ner) . On frap pe à la

p o rt e et o n so nn e maiso n à . l

ent ré e
D entendr e (entenda n t de l a .

,

e ntendu) 3
Une é gl ise a gé né ral eme nt un cloch er dans l equel est sus
.
_
,

p en due une cloche Q uan d l e di m an ch e ma t in


. o n est dan s un e yil l e e n , , ,

A mé rique no us ent endo ns l es cl o ch es so nner de t o us cô t é s


,
4
É couter *

.
'


c est
°

f ai re at t en ti o n p o ur e nt e n dre . Cf p 3 4; n 1
5
. . . . -
5
Pu o r

t ant n é an mo ins , ap rè s t o ut . Pl u e rer cri er


8
De nait r e
.
(nais

sa n t , né ) venir au mo nde .
9
mo uri r (mo ura n t mort) p e rdre
De ,

l mat ériel l e L e p ré s est : j e meurs t u meurs il meurt no us



existence . .
, , ,

mourons , vous mourez , il me urent .


32 CO UR S DE F RA N ÇA I S .

QUA T R I È M E LE ÇO N .

A VO R I , E TR E ET P AR LE R A U CO N D IT IO N N E L 1
P R É SE N T .

J 6 p a rl erai s

t u p a rl erai s
i l p a rl erai t

n o u s a u ri o ns n ou s seri o ns n ou s p a rl eri o ns

vo u s a u ri e z vo u s seri e z vou s p a rl e ri e z

ils a u rai e nt ils serai e nt i l s p a rl erai e nt —

Un p a y san d o nnant une l ant erne a sa fi ll e.

1
L e c o n di t i o n n e l se f o r me en me t t a n t l e s t er mi
nai so n s de l i mp ff a i t d u v e r b e avoir ( i i a i t, i o n s,

a s a s
'

a , ,

iez , aie n t ) ap rè s I

d e l i n fi n i t i f d e s

v e rb e s .
(Vo y ez p o ur

l es e x cep t io ns Gr .
, fil Ai ni l s e Co ndi t io nnel de fi ni r est j e fi n i r l /
i s,

t u fi ni ra i s , et c .
; d entend r e

est j

entendra is , et c . N o tez q ue l a l et t re

r est l a c arac t é rist i ue q du f utur et du conditio nnel .


D EUX IÈM E L IVRE . 33


Connaissez ! o us Mlle Lucet t e aux
T e nez ! -
3

yeux bleus la fille du fermi er Valent in ? Je le


4
,

c ro i s b i en
5
Quelle e nfant int ell i gent e labo rieuse 6
, ,

do cile et complai sant e ! Elle est t oujours de bo nne "

humeur E lle a une bonne dispos it io n de l âme ’


. .

O n peut v oir des pe t it es filles auss i bonnes mai s


8
,

de meilleures je ne le cro is p as
9
,

Auss it ô t que le sole il paraît à l horizo n Mll e


11 ’
,

Luce tt e est debou t E n mo ins de vingt m inut es .

ell e a t erminé sa t oilett e et se p ré sent e fraîche et


12

s o u ri a n t e 13
ave c un air de bo nne humeur)
aux r e g a r d s y eux ) de sa fam ille A près .

av o ir em brassé bien t endrement ses parent s so n ,

1
L i mp é rat if 2 l de t eni r (cf p 10 n est empl o y é i ci

°
p a s .
p . . .
, .

co mme e xc lamat io n . De connai t r e (co nnaiss a n t C


onn u ) L e p ré s , . .

e st : j e co nnais , tu connai s, il connai t , n ous co nnai sso n s , vous co n

naiss ez , i ls co nnaiss e n t .
3
M l le e st l

abré viati o n de mademoi sell e .

4
! eur, pl . d œ il ,

cf . P . L .
, p 36 . . A ux yeux bl eus q ui a de s y eux
bl eus .
5
De croi r e ( croya n t , cr u ) , c a d ê t re p ersuadé
. qu un ’
e c h o se est

Vrai e et ré el l e . L e p ré s . est : j e crois , tu croi s , il croi t , no us croyons,

vous cro yez , i ls croi e n t .


5
L aborieuæ act if . L es ad j e ct i fs e n

e u e: f o n t l e ur f é mi n i n e n se , e .
g . h eureuæ, he ureuse .
(Cf .

Gr .
l
'
L es a dj t if q uiec s se t erminent e n 0 11 ( aussi en e l , e i ] , ul ,
en ) o rdi n ai re me n t do u bl e n t au f é mi n i n l a de rn i è re

c o n so n n e e t p re nn e n t un e mu e t : bon bo nne ; , cruel , crue l l e.

(Cf . Gr 1l .
,
8
Quo i q u un

ad j ec t i f (p et it es) p ré c è de l e

s ubst an t i f dan s c e c a s, p ar e x c ep t i o n ,
on c o n s e rv e

l

a rt .
p art iti f .
(Cf . Gr 9
M eill eur est le co mp aratif de
bon L e s t ro i s degré s de co mparaison so nt b o n , m e i l l e u r , l e
.

meilleur Cf Gr , 5 1 A ussitô t que


. . è
d s que c —
. a-
d i mmé diat e .
, .

ment ap rès q ue 11
D e p ar ai t re ( p arais s a n t , p aru), c â -d étre en
. -
.

vue, se montrer .
(Cf . c o n nai tre, p l us h aut no t e F rai ch e est le
fém de f rais.
13
S o uriante vi ent de so ur i a n t , sour i
(
.
so u ri re ); sou

ri ant y
a ant l

air i
g ) est
a le co nt raire de sérieuæ.
34 CO UR S DE F RA N ÇAI S .

1
frère et sa s œ ur ell e v a s a l u e r t out es les per ,

sonnes employées a la ferme


Le fermier Valent in est il riche ? 1Vi r i c h e 2 —


,

ni p a u v r e Il hab it e une vieille .


3
ancienne)
maison ; ses pare nt s et ses ancêt res l ont hab it ée
4 5 ’

i l yd e m e u r e 6
il l h abit e) a so n t our et il
7 ’
,

y est bie n heureux c o nt e nt de so n sort


3
) .

E st ce que v ous av ez vu n o t re mai so n neu ve ?


- "

N o n je n ai pas é t é en ville cet é t é



,
Vous sa vez .

que je sui s camp agnard mo n t ravail me ret ient


à la campag ne et en t out cas je ne serais pas
11
,

en v ille cet é t é par c e que je préfère la c am


1 2
venu ,

pagne pe ndant la sa1 son chaude .

Mais vous n a vez pas de ferme v ous même ? ’


Vous cult ivez la ferme de vo t re grand père n est -


O ui je n ai pas de ferm
,

ce pas ? e amoi maint enant


,

,

mais j aurai un jour cel le ’ 3


la ferme) de mo n 1

S al uer f m p l iments (ci)


aire ses co l a s a l utat ion est l ac t i o n d e

8 al u e r
3
Ni ni est l a fo rme de l a co nj o nct io n né gat ive n o n q uand
.

i l faut ré p é t er cet t e n é gat io n Cf Gr 1l 00 3


Vi eill e est l e fém i rrég
. . . . .

de vi euæ ; ancienne est l e fé m de anci en (cf p 3 3 n 4


L e s p e rso nnes
. . . , .

h o mmes) de no t re famil l e q ui no us o n t p ré cé dé s q u i o n t v é c u

avan t no us ) so nt no s ancêtres.
5
L

auxil iai re est o nt [ avoir et ] le ré gi me
direc t (l O

u l a p o ur maiso n) p ré cède l e ve rbe ; dans ce cas l e p a rt i

c ip e s ac c o rde

ave c l e ré g i m e d i re c t . Vo y ez p 1 7 .
, n . 3 .

3
D emeurer dans h abiter, d un e maniè re manent e L

rest er p er . a

demeure est le domici le .


7
A son tour nsuccession régul ière
e .
3
L
( )e

sort e st s n o n y yme de ( a) fortune


l .
9
N euv e e st l e fé m de neuf . .
(Cf .

p . 10 n . N euf est le co nt raire de vieuæ, cf. 11 . 3 . Camp agnard,


dé rive de ca mp agne , signi f e i q ui h a bi t e l a ca mp agn e . E n tout
cas en aucune circonstance .
13
Je ne serais p as venu est l e co ndi

ti onnel p assé de venir . Venir e st un de ces verbe s ne ut res (i nt ransit i f)


s

q ui se co nj ugue nt avec l au

xil iaire étre (Cf . Gr , fil. Celle est le
.

p ro no m dé monst ratif fém.


sing (l e masc . . e st cel ui) Voyez Gr , ! I 97 . . .
36 CO UR S DE F RA N ÇA I S .

L

re me t do 1
nn e da n s la ma in
) u n e l an te r n e en .

faut p r e nd sai s it ) la la n t er n e 2
de la ma in de
père t la t i e t da s ses deux ma in s
m
so n e n n .


Ce o t p r e n d n est pas
3
bie n clair Voyo ns do nc 1 .

Je vous fais un prése nt


v o us v ous le ’
l acc ep t ez ,

pre nez Pourquo i la pet it e


2
.

fille pre nd elle la lant erne ? -

E lle Veut aller dans


l é t a b l e pour V oi r S I sa
4 ’

breb is y est S o n père .

v oudra it y aller et il l ui
5 6

o fi re d y al ler mai s Lu c e tt e
7 ’
.

préfère y aller elle même -


.

E lle est act ive el le a ime ,

Uné t bl p
à t ra vailler
la b i e o ur es est aux.
,

à s o ccuper et ase re ndre ut ile


’ 8
,

a va nt ageux ) ell e n a1 merait pas à ’

rest er o i s i v e 9
in a c t i v e ) .

Lu cet t e a t elle un che val ? O ui - -


U h l ,
n c eva .

De re mettre . Cf p 1 5 . .
,
n . 3 .
9
Co nj uguez co mme c o mp rendre j e
p ren ds , tu p rends i l p rend, n ous p reno n s , vo us p renez
, , i ls p ren n e n t .

3
D onc e st e x p l é t if i ci .
4
U n e ét abl e e st un bâ t iment une co nst ruc

t i o n) où on l o ge l es best i au x c- â - d . l es bœ ufs, l e s vach es


'

f m ll
e e es des
bœ ufs Cf p 26 , n 6 m
” mfi nit i f
5 3
N l l ap rès

, . . . . o t ez q u o n e p o i e

iè me
l es v e rbes voul oir o u p o uvoi r il voudrai t a l l e r Ofi 3


. re, p ers . s
.

ind p ré s. du verbe irré g f j ri r (ofl ra n t co n ugué mme


'

. . o ,
o f er t ) e st co


ct 12 n o t e 6 L e p ré se nt est : j ofi re tu ofi res il of re
’ '

ou vri r, .
p . , .
, , ,

nous of ro n s, vo uz of rez i ls ofl re n t 3
R endre est c o nj ugué co mme
, .

ent endre . Cf . P L p 58.


9
O isif
.
, p ass.i f ) c est.l e co n t ra i re d a c t i f
’ ’
.

(Cf p 1.0 .
,
n. U ne p e rso n ne oisi ve ne fai t ri en act uel l ement .
D EUXI È M E L I VRE 37

ell e en a un et elle fait t rès souv e nt des promenad es


,
-

à che val 1
E lle aime beauc oup so n cheval M o i
. .

auss i mo n jeun e ami j aime les chevaux Le cheval


3
,
2
,
’ "

est un n oble ani mal de for me éléga nt e ses mouv e ,

ment s so nt rapides gra cie ux et souples fl exi ,


5

bles ) I l possède au plus haut degré les qual it és


.

"
de l o béissance de la soum iss io n et du courage
6 ’
,
.

Le c hi
en H ec to r traî
ne 3
l é q uip ag

e d É l i se

et de son frè re .

M oi h i e n q ui me t i e n t l i e u d e
ai

j un

rempla ce le) cheval E t comme nt cela


9 ? .

1
O n di t fai re une p ro menade à ch eval , a pied , et c.
3
Jeune est le
co nt rai re de vicar .
3
Un a mi e st un e p erso nn e po ur l aq uel l e on a de
l

a mi ti é ,
une ce rt ai ne affec t io n l es camarad es des f
en ant s so nt so uvent

l e urs a mis .
4 L e p l uri el de ch eval est ch eva u æ . Cf p 20
. .
,
n . 10 .
5
L es
mo t s t erminé s p ar S Vo y ez Gr fil 21
o u X n e ch an ent
g p as au p l uri el . .
, .

3
D u verbe obéi r q ui veut di re ai re ce q ui est co mmandé U n en ant f . f
sage o béi t à ses
p are nt s e t a so n maî t re D éri vé du verbe soumettre .

(so u m i s) L a l oc o mot ive t rai ne l e t rai n


3
. Du v erbe t rainer .
. Cf.

p 8 1 , . n. 1 .
9
D u verbe re mp l acer (remp laç ant , re mp lace} .
8 CO URS DE F RA N ÇA I S .

r a i n e pour mo i ma pet it e t
charrette c omme les bœ ufs et

l es chev aux a la ferme t rai


n e nt quelquefo i s l e c h a r i o t .

Voyez la gra vure a la page


(
R egard e z do nc c omme
les deux chevaux t raînent l a
charrue dans les champs
U h De la même manière
ne c arrue. fa

ç o n ) m o n ch'

i e n H e c t or t raî ne m o n équ ipage e t


n ous fai so ns b ie n souv e nt une prome nade au parc .

E st ce qu il v ous faut un
-

f o u e t ? Jama is mons ieur Je ,


.

t ie ns une b a g u e t t e ala main


1
,

mais je l emplo ie je m en sers)


’ ’

bien rarement H e ct or aime les .

enfant s et il nous t raîne b i en U f n °“ 3 3

vo l o n t ie r S ave c beau coup de pla is ir) .

No us oublio ns la pet it e fille qui va aller a


3

l e t able ; pourquo i do nc prend elle une lum ière ? -

Le sole il ne l u i t il pas ? N o n c es t la nuit Mais


3 -
,

.

1
L a baguette est un p et i t bât o n mince et fl xibl
e e; musicien q ui
le
dirige l es aut res musi ciens dans un o rch est re a un bdtbn al a mai n 3
Du .

verbe o ubl i er ; c e st
g

é n é ral emen t l e co nt rai re de se rapp el er t e nir en

mémoire) ,
mais i ci i l est e mp l o y é co mme sy no nyme de négl iger Beau .

co up d en

f nta s é t udi ent bien l e ur l e ço n c h

e z e u x (à l a maiso n) ,
il s l a

savent , mais arrivé s à l é co l e, devant l e



maît re ,
i l s n e p euvent p as l a
ré cit er, l l

il s ne se la rap p el l ent p oi nt , il s ne l a savent p l us ; i s o nt

o ub l i é e . Cf . P . L .
, p 7
. 9 ,
n 1 .
3
D u verbe i rré g . luir e (l ui s a n t
l ui ), y
s no n yme de bril ler, é clai rer . L e p ré sent est , j e l uis tu luis?
,

il l ui t, nous lui so ns, et c . L imp arfait .


j e luisais, et c fut u r, j e

l ui rai, co ndit i o nnel , j e l ui rais, et c.


D EUX I ÈM E L IVRE . 39

la lu n e br ille ! O ui1
mai s elle n e c l ai re po i nt l i n
,

t é rie ur de l et able Qua n d la nui t ’


v i e nt il y fa it.
,

sombre obs cur) et il faut une lant erne pour


po uv o ir y vo ir .

CIN QU I È M E LE ÇO N .

P A S S É DÉ F IN I 2 DE S VE R BE S A V O I R ,
! TR E ET P AR LE R


4
j fu s j l ai
j eu s e e p a r

t u eu s t u fu s t u p a rl as

il eu t i l fu t i l p a rl a

n o u s eû mes n ou s fû mes n ou s p a rl â me s
vo u s e û t es vou s fû t es vo u s p a rl â t e 5

ils eu ren t i l s fu ren t i l s p a rl è re nt

Nous a vons causé ré cem me nt d un clo cher et ’ '

d une c l oche Cela me rappelle l hist 01re de la



.

mo nt re qui se moquait un jo ur du c a d r a n S O —

l a i r e Mais qu est ce qu un cadran solaire ? Vous


.

-

ièm
v ous rappelez sans dout e no t re c auseri e de la 1 7
e

de l a nui t S a révo l uti o n q ui S O pè re en 29 j o urs



l

1
L a l un e es t ast re .
,

et demi , se di vi se en qu at re p h ases o u u ar t i ers : 1 °


l aqnouvel l e l une

2 le p remier quart ier; 3 l a p lei ne lune; 4 l e dernier quart ier D ans


° ° °
.

l a p leiné l une no us vo o ns l a ace e nt i è re , l e di s ue co mpl et de l ast re


y f q ’
.

L e p assé défini l e p assé h ist or


iq ue mpl oy é dans l es ré ci ts d h is

3
est , e

to ii e ou l es narrat io ns . Dans l a t
co nversa io n on e mpl o ie h abit uel l e
ment l e p assé i ndéfi ni .
(Cf . P . L .
, p 68 . et Gr .
, fil
3
A u p assé dé
fi ni l es v erbes de l a 2 33 “
co n j g
u ai so n se co nj g
u uen t ain si j fi e ni s , t u

fi ni s , il fi n i t , nous fi m ni
es , vous fi ni t e s , il s fi ni r e n t ce u x de l a

j

ap erç us , tu ap erçus , il ap erç7t t , nous ap erçû
'

mes ,
vo us ap er

gâ t es , i l s a r
p ç
e u r e n t ; et ce u x de l a 4 3 3 13
; f entendi s, tu entendi s , i l
ent endi t , nous entend mes
î , vo us entendî
t es , ils entendi r en t .
4
P ro
no ncez u ; l e n est p as é t emp s du verbe avoi r
’ ’

p ro n o nc dans ce .
40 CO UR S DE F RA N ÇA I S .

leço n du prem ier l ivre


( page Nous parlâ mes
des ch ifi res et des n ombres
quand il fut ques tio n de la
d ivis io n du t emps Eh .

bie n nous avons appris en ,

même t emps que le c a


d r a 11 des mont res est le
di sque blanc ( ord inaire
ment ) sur l equel sont mar
qu es les ch iffres des heures .


L heure nous est auss i in
diq ué e par les h o r l o g e s
et les p e n d u l e s .

U ne horloge et une p en
dule comme la mo ntre , ,

serve nt adire l heure a vec


1 ’
,

ce t t e différe nce que les


p e n d u l e S sont des h o r
l o g e s de mo indre 3
plus
pet it e ) grandeur q ui orne nt
les appart eme nt s La p en .

U h lg dule se
ne
met ord i nai reme nt
or o e.

p id bL b l sur la cheminée L horloge ’


a. a L es i o s e a anc er
.

se t rou ve sur les éd i fi c es publi c s les église s


est
) , ,

et c Les mo nt res so nt des horloges de po che Le


. .
3

1
Cf . P . L .
, 59 ,
n . 4 .
3
_
M oi ndre e st le co mp arat if de p eti t . Cf Gr . .

fil 51 .
3
Un e p och e e st un pet i t sac at t ach é à un h abi t , aun p ant al o n , a
.

un g i l e t so rt e de v e S t e co urt e et sans manch e), e t c , p o ur y me t t re


.


ce q u o n veut p o rt er sur so i .
D EUX I EM E L IVRE . 41

b a l a n c i e r cett e barre qui se balance ,


os cille )
au dessous du cadra n règle ave c les po ids le , , ,

mouvement de l horloge ’
.

S ur le c adran des horloges des pendules et des ,

mo nt res il y a deux aig uille s La plus co urt e in


,

dique les heures ; la p lus lo ngue marque les mi


O n est bie n heureux vraiment d ê t re a vert i

nut es .

inst ru it ) par les horloges de la divi s io n du


1

t emps et cela est b ie n c ommode pour régler l em



,

ploi de sa journée D aut re part
2
d ail l eurs )
3
.

l es horloges ne pro clame nt pas seuleme nt l heure ’

ave c leur v oix so nore ; ell es l indiq uent e nc ore a


t ou t ins t ant a ve c leurs bras é t e ndus ; elles me t t e nt


pour ainsi dire le do igt sur la m inut e même et
sur la port io n de minut e pour que cha cu n sache 4
,

où il en est de so n t emps .

Il n y a pas t oujours eu des horloges Il fal lait


’ 5 3
.

que no s a ncêt res calculasse nt le t emps d après la


7 -

1
Du verbe instruire (i nstruisant, i nstrui t ) . Cf l uire, p
. . 38 n 3. . .

3
Journée (f ) est syno myme de j our .
3
D

aill eurs du rest e.
4
Le
subj o nct if p ré s de savo ir (Cf 1 2 n 9) e st : q ue j e sach e q ue tu sach es
p . . .
, . , ,

i l h il h Le sub

i

q u sac e, q ue no us sach ions, que vous sach ez , qu s sac en t .

j o nct if est e mpl o y é i ci acause de l a j


co n o nct io n p o ur q ue .
( Cf Gr , 00,
. .

3
Qu iq u o e l a p h rase re n er f me une n é gat i o n, o n me t l art i cl e p ar

t it if des p arce q ue l a n é gat i o n s ap pl i



qu e se ul e ment au mo t touj ours .

l i mp arfait du i mp erso nnel


,

Cf Gr 00 3
F all ait verbe f al l oir.

. .
, . est

( Cf p 1 0
.
,
. n . F allo ir go uv ern e l infi ni t i f

ou le sub o nct i
j f
.
( Cf Gr . .,

fil I ci il go uvern e l e sub o nc ti
j f . Cal culassent est la 3 iè me
pers p l . .

s ub j imp arfait de calculer j l l i



.
que e cal cul a sse , q ue t u ca cu a ss e s , q u l
calcul â t que , nous calcul a ss i o n s , que vous calcul a ss i ez , qu i ls

calcu
l a ss en t L e p rés du subj d un ve rbe de l a p remiè re j g i

. . . co n u a so n e st
e cal cule, l l i

que j que t u calcul es, qu i l cal c ul e, q ue no us ca cu ons, que vous

il l l

calc ul i ez , qu s ca cu ent .
42 CO URS DE F RA N ÇA I S .

positio n du soleil Aussi en c o nséque nce


) la
.

première horlo ge a t elle dû êt re le cadran solai re


1 - -
.

L origine du c adran solaire se perd dans la nuit


’ 2

des t emps Il y en a vait un; no us dit la B ible


.
3
,

dans le palais du ro i juif i sra é l it e ) A chaz .

Les R omains ne co nnure nt l usage du cadran so


" ’

laire que 26 2 ans ava nt Jé sus Christ Aupara vant -


.

a vant ce t emps l à ) la journée é t ait divisée en -

t ro i s par t ies le ma ,

t in le mid i le soir , ,
.

U n c r i e u r anno n
c a it c haq u e jour le
mid i sur la place pu
bl ique et allait auss i
cr ier les heures dans

les rues pendant la


nui t Les c adrans .

solaires se mul t ipl iè


rent rapide me nt a
R ome et en It al ie et ,

de l apassèrent dans
U d li le rest e de l E urop e
n ca ran so a re »

.

O n a e nc ore a la c ampagne de c es cafi ans


O n les nomme ai nsi par ce que c est le

sol aires .

1
A de est l a 3 13 13 3
p e rs
. sing. p assé i ndé f de devoir (Cf p 44, n
. . . . Le

p art i ci p e dii p re nd un accent ci rco n flx


e e p o ur l e disti ngue r de l

art i cl e

co nt ract é du .
3
S e p erd est l a 3 p ers si n g i n di°
c i p ré s de p.erdre (cf . . .

P . L .
, p . f
e mpl o yé à l a o rme ré é ch ie fl
L e c o n t raire est trouver o u
.

a
g gner .
3 Le j
su et de dit e st l a Bibl e .
4
L e p assé dé ni du verbe fi con

nait re ( cf. p.3 3 ,


n. 2) est : j e con nus , tu co nnus , il connut , nous co n

nû mes , vous connû te s, i ls connu r e n t .


44 CO U RS DE F RA N ÇA I S .

Vous a vez rai so n ; le mo t égaré je ne le connai s ,

pas ; v oulez v ous b ie n m en dire le S e ns ? S i -


vO us fait e s un e prome nade dan s le parc v ous ,

changez fréquemme nt de rou t e Vous quit t ez .


peut ê t re la r o u t e d i r e c t e ( le droit chemin )
- : .


S i v ous ne sa vez pas par hasard où v ous ê t es o n , , ,

dit : Vous avez p e r du v ot re c h e m i n


“ 1

rout e ) o u Vo us vous ê t es égaré


,

Dans ce tt e .

sit uat io n c o nd it io n l à
) v ous dema ndez à la pre —

mière pe rso nne que vous rencont rez dans quelle di


re ct io n v ous de vez mar cher pour ret rouver vo t re
1 3 ;

chemi n Je c ompre nds parfait eme nt le mo t égaré


. .

Bravo ! j e vous félicit e Alors v oici l hi s t o ire


3
.

E g aré d an s l a fo rê t .

La semaine passée Jean s est égaré da ns la forê t ,


il é t ait midi .

Croyez vous imaginez ou pensez v ous) qu il


- -

soit dé c ouragé comme un pet it so t ? N o n


4 5
,
.

Il savait par so n maît re d é c ole que la forê t se ’

t rou ve au m idi sud ) du village Donc par


3
.

c o nséque nt pour re our er au village il faut aller


) t n

au nord Pour all er au nord o n n a q u à march er


.

,
’ ’

1
Du verbe p erdre étre p rivé sé p aré ) de qu l qu
e e ch o se do nt on

é t ait en p o ssessi o n . Le co nt rai re e st tro uver .


9
De devoir (devant, dit)
être obligé ; l e p ré s est . : j e doi s, tu doi s i l doi t, nous devons, vous devez ,
,

i ls doivent 3
F éli ci ter
. q u l qu ue

n l ui f aire des co mp liments ,
l ui di re
qu ’
on l e t rouve bi en h e ure u x .
4
Le sub j .
p ré s. du verbe être est que

j e sois, que t u soi s, qu i

l bit
s , que n o us soyons, que vo us soy , q
ez u i l s

soi ent Cf p 47 Un sol 3


une p erso nne sans j uge ment st u p i d e.

. . . . e st ,

Se être situé

3
trouver .
D EUX I ÈM E L V I RE . 45

dans la dire ct io n de
so n 0 m b r e ; et
1
il sui vit bravement
so n ombr e .

Au bout
la fi n) d une demi ’

heure il vit le ,
2

clo c her de l égl i se Se


dresser deva nt l ui
3
.

Vous pe nsez S il fut ’

c o nt e nt d av o ir é t é
" 5 ’

at t e nt if en classe !

VO U S compre nez Un ga ç r o n et so n o mbre .

maint e nant san s dout e le mo t 0 m b r e ; et cela me


fait souve nir qu il faut rev enir a 1 h o r l o g e r i e ’
3 ’

do nt je v ous ai parlé tout a l heure ( t rès ré cem ’


! -

me nt ) .

E st c e que v o us savez que la Franc e est t rès


'

reno mmée i
c élèbre
) pour la fabr c at i o n de l hor

l o gerie ? Quelque s uns de ses horlogers c omme ,

L epaut e Bré guet et c j oui ssen t d un e grande ré p u


,
8
,
.
,

t a ti o n A Besan ço n
. perso nnes e n v i r o n
apeu près ) t rav ai lle nt i soléme nt ( à part ) en ,

1
L e p assé dé ni de fi sui vre ( suiva n t , suivi ) e st :
j e suivis, tu suivi s,

il sui vi t , no us suivî es, m vo us suivî


tes, il s suivirent .
3
L e p assé dé fi ni

de vo i r (c f .
p 1 1
.
,
n . 9) e st : j e vis, t u vis, i l vit ,
nous vi mes , vo us vi tes, ils
virent . 3
S e dresser se l ever et se t e ni r dro it .
4
Co n t ent h eureuæ .

3
A vo ir été al i nfl n it if p assé a c ause de l a p ré p osit i o n de l es p ré p o
e st

f ç

sit i o ns vernent l i n fi nit i f e n ran ais Cf Gr 00 000 3


L h orlogeri e
’ ’

go u . . .
, , .

est la f
abri c at io n o u le co mmerce de s h o rloges . U n h orl oger est un fa
bri cant ou march and d h o rl o ges ’
, de p endul es, et c .
3
D e j o ui r q ui si gn i fi e
46 CO URS DE F R A N ÇA I S .

fam ille ou dans d e s at el ie rs peu nombre ux à 1


,
2
.

fabriqu er des mont res ou des ho r loges E n Amé .

rique auss i o n s o ccupe beau coup d h o rl o ger1e et ’ ’


,

cela ave c un su cc ès aussi gran d que surpre na nt


3
.
,

Le premier rang appart ie nt pourtant après 4

t out ou malgré t out ) a la S u isse Cé pet it pays .

fournit à l ui seul les deux t iers des mont res fabri


5 6

s da ns t out l univ ers S r deux m ill ions deux



q u é e u .

c e nt mille mo nt res fabriquées en 1 8 70 la S uisse ,

en a fourni au mo in s un m illi o n six c e nt m ille et ,

la France Un seul cant o n su isse c elui ,

de Neufch at el en produit un mill io n p a r a n ,

dans un an) .

Que so nt les s a b l i e r s et les cadrans solaires


en fa c e de pare ils semblables )


résult at s ! Quel progrès l esp rit 8 ’

humain n a t il pas fait depuis 10 r s ’


-

)
c e t emps l à ! Mai s en a
pp re —

9
na nt à mesurer le t emps a ve c
exa ct it ude n ous appre no ns auss i à
bli
,
U n sa er.

en m i eux appré ci er la valeur Il .

passe si vit e et nous avo ns t ant une t elle quan

t it é ) de t ra vail afaire

Ce n est pas t out de bien
c o nnaît re le t emps il fau t le b i e n employer ,
.

1
Un atel ier est l e l ieu où t ravail l ent l es o uvri ers . N o mbreuæ est

l

ad ect ij f du subst ant i f no mbre .
3
De s u rp rendre. (C£ co mp rendre ,

p . 12 ,
n .
4
D a p p a r tenir q ui

, \
se co n ugue j co mme r e te n
ir .
(Cf
.

p 1 0 .
, 11 .
5
De ourni r .
f
6
Un ti ers c-â d l a t ro isi ème p art i e
-
. . .

Le sabli er a servi aut re foi s et sert e n co re q q f


uel ue o i s à mesurer l e

t emp s . Il se co mpo se de de u x bo ut eil l e s o u a mp o u l e s de ve rre .

esp rit l intelligence, le géni e 8


D app rendre Cf p 20, 11

L

5 ’
n.
. . . . .
D E U XI È M E L V I RE .

srxŒ un L E Ç ON .

S UBJO N CT I F P R ÉSE N T DE S VE R BE S ËT R E , A VO I R ET
PAR LE R .

(I l faut)

q u e ai e q u e j e a rl 1
?
,
p e

q u e t u so i s q u e t u a ves q u e t u p a rl e s ?
l

i i

t il i l

q u so
q u a t u i a l
q p r e

qu e n o u s soyo n s q u e n o u s a yo n s u n u a l i n ?
q e o s p r o s

q u e vo u s soyez q u e vo u s a ye u v u l i ?
z q e o s p a r e z
il s

soi en t l

q i i l

u q u s a e n t qu i s p a rl e nt

Il
beau e st

dê t re grand

père Voil à un
homme b ie n
i

v e ux il est ,

l âge S a barbe

.

est bl anche et

ses c hev eux

aussi so nt t ou t
blancs S a vue .

abaissé c es t a
3 ’
-
,

dire que ses


d
y pè
U g p it fi l p ti t
eux S O D t de t fill
'
n ran —
re , ses et s- s e ses e e s— e s.

venus faibles et il se sert q uelquefo i s de lun et t es .


Il ne peut pl us marcher q u ap puyé sur so n bât o n
1
f
L es t erminaiso ns du subj o nct i p ré s de t o ut es l es co nj ugaiso n s so nt .

e, es e, ions, iez
, ont
9
D e blanch ir
, . devenir blanc 3
De baisser .

diminuer de force, deveni r bas .


(Cf . P . L . , p.70, n .
48 CO UR S DE -
F RA N ÇA I S .

sa ca nne ) so n c orps q ui é t ait droit et robust e ,


1

c omme le n ô t re est affaibli et c ourbé


1
par l âge ,

.

B ie n souve nt il souffre il est malade il passe des


2 3

nuit s sa ns so m
, ,

me il et il faut qu i l pre nne bie n des


"
,

pré caut io ns pour co nserv er préserver ) sa sant é 5


.

Mais malgré les infi rmit é s de la v i e i l l e s s e il


6
,
"

ai il est b i e n v e i l l a n t i
8
est
g ,
e t a mable .

O n ne s ennuie jamais ave c grand papa ; il n es t


9 ’ -

pas e nnemi du j e u de l amusement ) ; au co n ’

” ”
t raire n ul n es t plus heureux de v o ir la j e u n e s s e
10 ’

11
les jeunes perso nnes ) joyeuse Am usez vous .
“ -

bien dit il aco ndit io n de travailler de même


,
-
,
12
.

Aussi t out le mo nde aime et vé nère ré vère ) _

le bo n gra nd papa Quand vie nt le jour de sa fê t e} -


3
.
,

c es t à

q u i14
l ui a p.por t era prése n t era ) le plus
beau bouquet Au nou vel an au premier jour .

de l an) c est à qui vie ndra le premier l ui s o u



,
15 ’

bait er la bonne année Part out où il va ceux


16 17
.
,

q u i le re n c o nt re nt le salue nt respe ct ueuseme nt .

1
i ? roi t es t le co nt rai re de courbé, et si gn i fi e q ui n a n i co ur

bure ni
cô t é . î Gr ,
’ 9
incl in ai so n d aucun De sou rir, cf . . 1 75 .
3
L e do ct e ur
no us so i gne qu and no us avo ns un e in di sp o si t io n ou une mal adi e le

p é s.
4
co nt rai re de sant é) . Le sub j . r de p rendre est : que j e p renne, que

t u p rennes, qu i l p ren ne, q ue nous p reni ons, que vous p reniez , qu ils
’ ’

p rennen t . Cf Gr . .
, 185 .
5
Cf . n . 3 .
6
M algré en dép i t de . Vi ei llesse
â ge avanc é ) est le subst ant i f de vi euæ (fé m . vieil le )
.
8
Bienveil lant
q ui ve ut du bi en q ui mar ue l a bie nv eil l ance
, q .
9
De

s ennuger ne p as

trouver d i nt érêt

aux ch o ses .
10
N ul p as un (h o mme) .
11
F é m de .

j ou eur. Cf Gr. .
, 1Ï 40 .
19
De meme d une

mani ère égal e, dans l a
mê me r
p p
o o rt i o n.
13
En F rance , le j o ur du sai nt do nt on p o r e t l e no m .

11
C est

a u
g t, c -
a- d . ch acu ne st très désireuse -
.
15
F at . de ven i r: j e vien

drai , t u viendr as, et c. Cf P . . L .


, p 7 7 e t .Gr .
‘Î 1 76
_ .
16
Par t out en

O euæ p ro n dém m
'
17
to ut l i eu . . . .
p l C f G
.r . 97 .
D E UX IÈ M E L I VRE . 49

S ou ve nt fréquemme nt ) o n vient l ui de man


der c o nseil 1
Il a pour chacun une bonne p a
role et de bons avis c o nse ils
) c ar ses lo ngues
2
,

années l ui o nt do nné b ien de l expéri ence et Ceux ’


,

ui so nt plu s jeu nes q ue l ui o n t c o nfia nc e e n so n


q
j ugeme nt Ne peut o n pas dire en v oyant le grand
.
-

papa : Vraime nt il n y a rie n de plus beau qu une



,
’ ’

belle vieillesse ?
îVous av ez rai so n
; la v u e d u n vi e illard i nsp ir e

un sent iment n at urel de respect et de tendresse -


parce que sa faiblesse semble l a suit e


3
la co nsé
ce d un l o ng t ra vai l ct ivit é
)

) d u e lo gue a

q ue n n n

et que sa phys io n omi e est d un e t ri s t esse dou c e


’ "

t empérée ) et affe c t ueuse Auss i la vue d un vie il .


lard é veille ex cit e t elle des idées et des sent i -

me nt s de prude nc e de sagesse de bo n co nse il do nt


5
, ,

desquels) un vi e illard peut ê t re l emblè me



.

Mais par c ont ras t e la vue d un vieillard fait


, ,

pe nser a un arbre dépouill é 6


priv é ) de sa ver
dure aux ruines imposant es d un mo nu ment Il
,

.

est diffi cile de n e po i nt so nger pe nser) ave c


"

regret que ce corps aujourd hui brisé par l age 8


,
’ ’
,

1
Un co nsei l est l

x pri mé e p o ur e ngager quel qu un a faire
o p inio n e

ou ane p as fi a re . Parole est syn o ny me de mot et de p h rase c est ’

mo t n o t a b l e et aussi une p ro me s se .
3
S embl er avo ir l

air, o u

u n e c e r t a i n e a p p a re n c e 4—
T ri stesse e st l e de gai eté;

. co n t raire c est

une co ndit i o n de l â me causé e S al o mo n ét ait un



l affi i c t i o n , et c
’ 5
p ar .

s ag e : on l ui at t ribue cel ui des l ivr


es de l A nci en

T e st a ment q ui s a

pp e l l e

l e L i vre de l a S agesse .
6
Un arbre dép ouil l é n

a p as de f uil l
e e s. Cell e s ci -

l es f e uil l es ) so n t de co ul e ur verte e t f or ment la verdure des arbre s .

Le co nt rai re de fac ile .


8
Briser mett re en p ièces , rendre i n ut il e .
50 CO URS DE F RA N ÇA I S .

a é t é vigoureux plein rempli) de sè ve force) ,

et d ac tiv it é

.

Cet te causerie me rappelle quelques st rophes


st a nces) d un po è me de T our nier Un e nfant parle

.

de so n grand papa q ui est mort qui l a quit t é pour -


,

aller à D ieu ma is so n bo n petit fi l s ne l a pas oublié :


1 -

S on cœ ur é tait o uvert à t o us
. .O n p o uvait l ire
Le cal me sur so n fro nt, l a 2
b o nt é dans ses y eux
E t l o rsque sur sa b o uch e 2
i l p assait un so urire, 3

On croy ait
4
vo ir b ril l er co mme un y
ra o n des cieux .
5

Ce i n p rès du f o ye r, c est l e co in du gran d p è re


6 ’
0o 6 —

C est l a, je m en so uvien s, q u il ai mait à s asseoir,


’ ’ ’ ’
7 8

L es p ieds sur l es ch enet s dans 9


sa vieill e b e rg é re ,
10

L aqu il l isait l e

j our et so mmeill ài t 11
le so ir.

Je cro is l e vo ir enco r
12
. S a t ê te o
cour nn é e 13

De b eaux ch eveux2 bl anch is p ar l âge et l e ch ag rin ’ 14

S e p ench ait en avan t , do ucement i nclin é e 15

S o n visage é t ait grave al a fo i s et serein 16


.

1
L es f
en an t s des fi l s ou des fil l es du grand p ère -
so nt ses p eti ts—
e n

faut s . Cf P . . L .,
p 8
. 5 .
3
Le sourire e st l

e x pressio n qu une ’
idé e gai e
d au visage
4
L imp arfai t de croir e ( Cf 33 5)

ou p l aisant e o nn e .
p ,. . n .

est , j e croyais, tu croyais, il croyai t , nous croyions, et c .


5
Cf . P . L .
,

p 82,
. n. 5 .
6
Le coi n est l

endro i t ( : l a pl ace) O ù l es murs se renc o n

Ce mo t mp l oy é cô t é s de l a ch eminé e Oi i l ’
t rent . e st e i ci p o ur l es on

s assied

p o ur se c h au ff e r. (Cf . P . L ..
p 65.n , . Le f y o e r e st le
l ieu dan s l e s mbres d une maiso n o ù l o n fait l e feu
ch a De se sou
’ ’
.
7

venir S asseoi r se met t re sur un siè ge L es ch enets so nt l es ust en


3 ’ 9
. .

sil e s de ch eminé e sur l esq uel s o n met l es bûch es mo rceaux de bo is)


L e gra n d p ap a a ses pi eds sur l es ch enet s dans no t re il l ust rat io n a l a
-

a
p ge 47 .

Une bergère e st un f ut
a eui l l arge et p ro o ndf do nt l e si ège

Sommeiü er d o r m i r d un so mmeil

i d un

11
e st garn 0o u ssi n .

l éger .
13
L

o fi nal de encoreest supp ri mé i ci p ar li ce nce p o é t ique
13
Un .

15
ro i a un e couro nne .
14
Le ch agri n est le
*

co nt raî
re de l a j oi e. De
se p ench er s incl i ner.

13
S erein e x e mp t de t ro ubl e , d agi t at io n

.
52 CO U RS DE F RA N ÇA I S .

m
Vous e fait es so uvemr d un passage de L aco r ’

da1re c élèbre préd icat eur


, p ré ch eur

) fra n ça i s
b ie n co nnu auss i pour so n zèle pour l é duca t ion des ’

jeunes gens hommes perso nnes ) Il dit â ,


.

p r o p o s de la vieillesse et de l amo ur pat ernel :


2 ’

A vec l es p remi ères o mb res de l a vi eil lesse, l e sentiment de


l a p at ernit é descend dans n o tre cœ ur et pren d p ossessio n du
s affectio n s. Ce

vide 3
u
q y o n t l

ai ssé 4
ses p ré c é dente n est p as

une dé cadence, gardez -


vo us
5
de l e cro ire ap rè s le gre ard de
D ieu sur le mo nde ,
rien

n est p l us b eau q ue le reg ard du
vi eill ard sur l

enfan t, re ard si g p ur, si t e ndre, si dé sint éressé ,
et q ui marque dan s not re vie l e p o in t mê me de l a p l us h aute
si militude avec D ieu . Le co rp s b aisse
6
avec l âg e, l esp rit
’ ’

p eut -
ê tre aussi mais no n p as l âme ,

, p ar l aquel l e no us aimo ns .

C est l h on neur de l h omme de fi nir p ar un


’ ’ ’
se nt iment qui l e

rap proch e de D ieu, un amo ur dé si nt é ressé .

egardez do nc je v ous prie c o me l es enfa nt s


R , ,
m
dans la gravure ala page 4 7 s emp ressent au t our de
7 ’

leur gra nd père en l ui demanda nt de ra co nt er une


8 -

de ces belles hi s t oires qu on aime t ant E t le bo n ’

vi e illard leur ra c o nt e quelque av ent ure de so n

jeune t emps quelque souve nir d enfance et il s so nt ,



,

1
L e mi n i s t r e p ro t e st an t e st o rdi naire ment app e l é p asteur,

et l e p rêt re d une p aro i sse



cat h o l i qu e , curé .
3
A p rop o s de au su et j de .

3
Cf p 5 1 ,
. . n . 9 . Ce mt o e st i ci e mp l oy é subst ant i ve ment .
4
Le j
su e
t
du verbe e st i ci afi ecti on s

. Cf P. . L .
, p.26 ,
n 7 . et Gr .

IT00 .
5
Gardez
ième
vous fai t es att enti on de n e p a s C e st l a 2

p e rs.
p l i
. mp é rat i f
de se garder . Cf Gr . .
,
15 0 .
3
Cf p 47
. .
,
n . 8 .
7
S

e mp resser se p resser

auto ur mo i g n e r
de, p o ur t é mo nt rer) de l affect io n du resp e ct ’

, ,

de l a p o l it esse 3
O n p eut fo rmer l e p art icip e p ré se nt de l a 1
. co nj u
f e

gai so n e n

r em p l aç ant p ar a n t l a t ermi nai so n er de l i n fi n i t i f deman de r

,

demandan t ; p arl er par l a n t ,


.
D EU XI È M E L IVRE . 53

t out é t o nnés surpri s ) de vo ir c om


bien t out est cha ngé depuis ce t emps l à D au t res -
.

fois il leur parle dut emps où il é t ait sol dat T an


1
.

t ô t il leur parle des pays qu il a v1 s1t é s t ant ô t2 il


2 ’

h
C arl es M art e làl a bataill e de T o urs

leur dé crit une bat aille a ve c t out e sort e de dé t ails


3

q ui les c ap t iv ent .

Aujo urd hu i le grand papa ré cit e à ses pet it s



-

e nfant s une fable de Lafo nt aine c elle du chie n et ,

de so n ombre
Un ch i en re ardai t g dans l ’
eau ; il y aperçut 4
vit 5
) sa

fi gure refl é t é e ré fl é ch i e
) é t ait i mag e, mme

c so n et

co

1
Cf p 1 8 n 6
. . , . .
3
T antô t ré p é t é si ni
g fi e al tern ati ve ment .
3
De d é
crire (Cf p 24, n 1 ,
. . . et Gr .
, fil 182) rep résenter en di sco urs ; fi a re une

(1 e s c r i t i o n
4
L e p assé déf du ve rbe ap ercevoir (ap ercevant
p . .
, ap erçu )
j tu ap erçus, ete

est ap erçus, Cf p 39, n 3 .
3
Cf p 45 , n 2
. . . . . . . .
54 CO UR S DE F R A N ÇA I S .

son o mb re . Il crut
1
vo ir un aut re ch ien . Ce ch ien avait un

mo rceau g ueule b ouch e) un mor


de vi a n d e 3
dans sa

ceau de b œ u f sans do ute L image dans l eau é t ait pl us


’ ’
.

grande et l e morceau de viande p araissait pl us gro s q u il ne


,
4 3 ’

ré al i t é . Le é t ait un

l é tai t ch i en
’5 6
en pe nsa
que c aut re


animal avec un p l us gro s mo rceau .

Ah! ah se dit il â -

l ui -
mê me , vo il à un morceau de viande pl us gro s et meilleur
q ue c el ui q ue 1
j

ai dans l a gueul e .

Il saut a
3
dan s l

eau p o ur sai si r p rendre ) mo rce

c eau. M ais p o ur l e sai sir il o uvrit


9
la g ueul e et l aissa t o m
10

ber 11
so n r
p p
o re 13
mo rceau dan s l

eau.

Ch o se é to nnant e ! L

aut re ch ien main tenant n a

p l us de

viande la sienne
13
sa viande ) aussi est i l aut re

et p art e :

ch ien, c é tai t imag e, so n o mb re



sa ropre
p .

v aut
15
me fait souve nir du pro v erbe Un t ie ns
Cel a
mieux que deux t u l auras c est â d ire que ’
,
” ’

- -
,
14

ce qu o n t ie n t possède ) déj à est préférable à


c e que l o n pourrait av o ir pl us t ard


16
ou c omme

,

iè me
1
3 p e rs . sing . p assé dé f de . croi re (cf .
p 33.n 5 ) , . co n j g
u u é a c e

t emp s co mme c o n n ai t re ( c f. p 42.


,
n .
3
L e bœ uf, l e mouton ,
le
veau so nt de l a vi ande . Ce mo t e st aussi e mpl o y é e n angl ais : viande .

3
C est l imparf de p arai tre Cf p 3 3 11 Gr ‘
[Î 18 1 ( conn a i t r e
’ ’
. . . .
,
n . .
, ) .

4
Ap rè s un co mp arat i f ,
on met ne de van t l e verbe q ui suit , mai s sans

idé e de né gat i o n .
(Cf Gr fil 00 . .
, , l p o ur l e rempl ace i ci l adj ec ti
3 ’ ’
f
(Cf Gr 3
C e st l e é d é f d f l V

gros . . .,
p ass e p enser, o p a r er.
e
.
, ,

L eço n , p 3 9 . . Cel ui e st l e p ro no m dé mo nst rat i f maso . si ng . ( Cf Gr . .


,

‘ 3
Il De O uvri t le

3
él ever de terre p ar un

. sauter s e fi o rt . e st

p sé
as dé fi ni 3 1è me
p e rs si ng.
. de ouvrir (
ouvrant , ouvert ) . Cf .
Gr 11 17 3 .

13
Cf . no t e 6 .
11
Cf . P . L .
, pp 4 6 . et 47 .
13
P rop re c est ce

q ui app ar

t ient e x cl usive ment à une ch o se .


13
Le si en f( . la si enne ) est l e p ro n .

p o sse ssi f q ui co rresp o nd al ’


adj ect i

f son .
14
Un ti ens ,
el l ip se p o ur : une
ch ose tu ti ens 15
L e p ré s de valoir ( val a nt, valu e st
q ue .
) je vaur,

tu vaux, il vaut , nous valo ns, e t c. Cf Gr p 1 5 9 . T ard .


, . .
13
quand l e

t emp s co nvenabl e est p assé , o u ap rè s l e t emps o rdi naire .


D EUX I ÈM E L I VR E . 55

on dit auSsi : ne l â c he z 1
p o i nt l a p r oi e 2

pour l ombre ’
.


Je crois que v ous v oul ez d ire en français ce que
je dis en an l ais d u ne aut re faço n :
g A b ird in th e
’ “


hand is wort h t wo in t h e b ush c es t â di re lit te ,

— —

ral ement en fran çais : un o iseau dans la main en



_

v aut deux da ns le b u i s s o n

C est cela ; v ous .

com ren ez parfait ement la m o r a l e du ro v er be


p p
français :
Il y a dans ce monde b eaucoup de gens p ersonnes ) q ui
l aissent é ch apper l es ch oses q u il s o nt po ur co urir 4
aprè s
3 ’
un
o bj et qu il ne peuvent p as att eindre o b t enir)

.

S E P T IÈ M E LE ÇO N .

P L US Q UE :P A R F A I T DE S VE R BE S A VO I R , È:a ET

P AR L E R :

a va i s eu J a va i s ét é J a va i s p a rl é
tu a va i s eu tu a va i s ét é tu a va i s p a rl é
il a va i t eu il a va i t ét é il a va i t p a rl é

n o u s a vi o n s en n o u s a vi o n s été n o u s a vi o n s p a rl e

vo u s a vi ez eu vo u s a vi ez ét é vo u s a vi ez l é

p ar

ils a va i e n t eu i ls a va i e n t ét é ils a va i en t p arl é

1
L âche
rc

est u
l aisser éch ap p er ne ch ose (un o bj et ) que l on tien t f

.
3
Une
p roi e es t gé n é ral ement une ch o se p o ssessi o n ) o bt enue
p ar la vio

L aisser échapp er nep as saisi r, ne i Cf P L



3 4
l ence . c e st p as t en r . . .

p 41. .
4
L e p l us—q ue p ar -
f ai t du v e rbe fi n i r est j avais fi ni

, t u ava is ni
fi ,
d entendre

du verbe recevoir: avais reç u , avais reç u, e tc

et c ; .
j tu et

j avais entendu , tu avais enten du, et c Cf Gr Ch api t re V



. . .
56 CO U RS DE F R A N Ç AIS .

j ardi n

L aveugl e et sa sœ ur au .

Aujourd hui ous fero n s la co n naissance d un



n
1 ’ ’

4
l info rt une )

pet it garço n q ui a eu le malheur
3

de perdre la vue Il ne peut plus y o ir ; il est .

a v e u g l e Voyez l e dans le jard in assis sur un


5
.
-
, ,

banc sous un arbre S a s œ ur q ui l accompagne p ar .


t ou t est ass ise a u p r è s d e l ui et c ause a ve c l ui .

Il est b ien beau n est ce pas l e jardin dans l e ,



-
,

7
quel se t rou ve nt les e nfant s ? Il y a t ant de
6

1
Le fut u r de f aire e st : j f e erai , tu f eras, il f era, no us f erons, vous

f erez , ils feront .


3
L
( )a c o nnai ssanc e e st le subst nt i a f de co n naî
t re .

F ai r e l a c o n n ai s sa n c e de qu l qu un
e
’ ’
c e st l ui êt re p ré se n t é

o ur le co nnaî
t re 3
A eu e st l e p assé i ndéfi ni du Ve rbe avoi r c f P L
p
. . .
,
. ,

66 malh eur l b f ortune


5
Un
p . .
4
( )
L e e st le c o n t rai re de ( )a onne .

h o mme p ri vé de l a vue e st aveug ;l e u n h o m me p ri vé de l a vo i est x


muet 3
L equel est l a o rme du p ro n relati
.
a è
p s
r f
un e r
p pé o si t i o n uan d . f q
on p arl e des ch o se s . T ant une si gra nde q ua nt i t é . T an t e st un

adve rbe de q uant it é on e mp l oie de ap rè s . Cf Gr ,
. .
ll 17 .
D EU XI ÈM E L I VR E . 57

fleurs et d arbrissæ C es t un ven t abl é parad is ;



ux !
1 ’

pourt ant malgré cela) le pau vre garçon n es t ’

as heureux Il n e peu t pas vo ir les beau t és q ui


p .

l ent oure nt l enviro nnent ) ; c es t un livre fermé


’ ’ ’

pour l ui Mais sa s œ ur l ui fait la des crip tio n de


.

t ou t c e qu elle v o it n es t ce pas ?

Malheureuse

,
-

me nt elle ne peut p as do nner la v ue a so n frère


3
.

L A v e n gl è .

L e s ans, l es mo is, l es jourS, p ar une sage


T o ut revi en t ; mais l e j o ur ne re vient p as p o ur moi .

M ux h rch ent en vai n l es fl eurs fraî


c h es é cl o ses ;
4


es ye c e _

M es p rint e mp s so nt sans grâce et mes é té s sans ro ses ;


Jai

pe rdu des ru1sseaux 3
l e crist al arg en t in ,
6

L a p o urp re du co uch ant , 3


le y
ra o n du mati n ,

E t l es j eux des t ro upeaux, 9


et c e n o ble visa e g
D ieu qui fi t l h o mme g ravé imag e

O ù le 10 ’
a so n .

L a n uit engl o ut i t 11
t o ut .
DE L IL L E .

Le jeu ne aveugle n es t ’
p heureux
as d it es v ou s? ,

E st il -
auss i mécontent H eureuseme nt no n ! i l
1 Un arbrisseau e st un p e t i t arbre.
3
M alh eureuse ment p ar mal
he u
r in f o rt une )
.
3
Un e loi est une p r e s c r i p t i o n o u un c

o m
ma n d e m e n t é manant de l ’
aut o rit é so uve rai n e .
4
É cl ore ,
verbe

neut re , n e st usit é

emp l o y é ) q u à ’
l i nfi nit if et

aux 3 13 3 3
p e rs : . il é cl ô t ,

il s é cl o sent , et c .
, p art . é cl o s so r
t i r de l

œu f
,
nait re , s o uvri r e n parl ant

des graine s et des fl e urs .


5
Un ruisseau est un p e tit co urs deau

beauco up mo i ns co nsidé rabl e qu un ’


e rivi è re. 3
A rgent in q ui a l

é cl at
de l

argent o u q u1 ré so nne co mme l

argen t . Il y a i ci inversio n . L i se z
Jai

p e rdu le cri st al argent in co ul eur ro uge de s rui sseau x . P urpo re .

3
L e couch ant signifi e i ci l asp e ct du ciel et de s nuage s au mo ment o ù l e

so l eil se co uch e
9
U n tro up eau est une t ro upe d animaux do mest iq ues

é l e vé s et no urri s dans un mê me l ieu 10


L e p assé dé f de f aire est : j e . .

fi s, tu fi s, i l fi t, n ous fi mes , vousf i tes, i ls fir ent . Cf p 39,


. . n . 3 .
11
E n

glo ut ir absorber, dévorer .


58 CO UR S DE F RA N ÇA I S .

parle b ien sou ve nt de l a bo n té de no t re D ieu qui ,

dit il est t oujo urs av e c l ui pour le gu ider da ns ses


,

pe nsées méd it at io ns ) et q ui l ui do nne le pou ,

v o ir de v o ir en esprit Il peu t sentir la frai


1 2
.

c heur
3
du mat in asp 1 rer le parfum des fleurs et
"
,

e nt e ndre le chant des o iseaux


5
.

E t un jour il a l espo ir de v o ir de nou veau


6
,

,

de re c ou vrer la vue Ce sera au ciel de va nt le .

t rô ne de D ieu Il sait les promesses de la Bible . .

Il a e nt endu lire la des crip tio n du ciel et qu and a ,

la fi n de sa vie mort elle il sera admis auprès de 7


,

D ieu a ve c les anges il sait que ses yeux seront ,


8

ouvert s et qu il verra des choses qui surpasse nt en


9
,

beau t é t out es celles q ui so nt ici sur la t erre .

Ne peut o n pas l ui faire une opérat io n pour l ui


-

re ndre redo nner ) la vue ? Il a déj à é t é sou


mis à une opérat io n mais san s résult at Le mé
10
,
.

de cin ne l ui do nne p as d espoir ; il res t era aveugle ’


.

Le mal h eur de ce pau vre garçon nous e nseig ne


ins t ruit de ) la n é cess it é de so ig ner n o s yeux
1
Il 1
.

1
L e p ouvoir est la f acul t é p ar l a uel l e q
o n p e ut .
3
S entir

c est ré

ce vo ir une imp ressio n ou un sent ime nt .


3
L a frai ch eur est l e subst ant i f
for mé de l

ad j . fé m .
f raich e m rai
( f s) ;. cf. Gr .
, 1T41 .
4
A sp irer a i ci l e
sens de resp irer . R e sp i re r,

c est at t irer l

ai r dans l es p o umo n s la
deh o rs L e p ou
mo n l de l a

p o it ri ne ) et le r e p o usser au . est o rgane re

sp i rat io n.
5
Le ch an t de s o i seau x e st la mél o di e qu i l f ’
s o nt ent endre

avec l e ur vo i x .
3
E sp oi r (m ) et esp érance ( ) so nt l es de ux subst ant i s
. f . f
du ve r at t endre un bi en q u o n dé sire) L ancre est l e sym

esp érer

be .

bo l e de l

esp é rance . Cf
. P . L , p 79. . .
7
Cf p 25 . .
,
n. 5 .
3
Un ange est

un
m e s sa g e r du ci el .
3
Cf p 13 , . . n . 2 .
13
De so u p 3 mettre
7 , , cf. .

n 7 . .
11
S oigner e st dé ri vé du subst ant i f soi n grande att enti o n P a r .

co nsé q uent soigner, c est



donner des soi ns, f ai re grande at t ent i o n a .
0 CO UR S DE F RA N ÇA I S .

L e M o i n e au e t se s P et it s .
1

mo in eau avai t
n fait 3
so n ni d dans l e t ro u
verture) d un mur I l é l evai t t ran quill ement famil le
3 ’ 4
. sa .

Il aurai t ét é 5
b ien h eureux 3
t rè s —
con t en t ) si ses p et i t s

1
N o t ez q ue l adj e

c t i fp eti ts e st e mp l o y é subst ant i ve ment en f ran ais ç
p o ur l es j eunes ( en ant s f ) de s ani maux . S es p e t i t s, l it t é ral e men t : se s
p et its en ants f .
3
L e p l us que p arfai t d un
- -

ve rbe e st f
or mé de l imp ar

fait de l

au xil iaire a vo ir av e c l e p assé dé fi ni du v erbe c o n ug ué j j

avai s

f ait , et c . Cf Gr , p p 75 , 7 9 92, et c
. . .
, .
3
L a ch ambre a qu at re murs . L es
f e n êt re s et l es p o rt es so nt dans l e mu r . L es mo ineaux f o nt so uvent

l e urs ni ds dans l e s t ro us d un mur so us l e t o it P ro n o nce z t ranh i lment



4 .
.

Le con di ti o nnel assé d un verbe e st fo rmé du c o ndit d e l auxil avo ir


3 ’ ’

p . .

avec l e p art i cip e p assé du ve rbe co n j g


u ué : j

aurais é t é, e t c. Cf Gr . .
,

pp 7 6.
, 8 0, 93 ,
et c .
3
La f o rt une no us rend h eureux et q u l qu f
e e o i s co nten ts.
D EUX I È M E I
L V RE . 01

eussent 1
vo ul u l eco ut er, mais a ch aque in st ant mo ment
o u o cc asio n
) il s venai ent sur le b o rd3
du ni d . L e p auvre
o iseau t rembl ait 3
dan s l a c raint e
4
de l es vo ir t o m er Il b .

l eur disait 5
de rest er dans l e fo n d 3
du ni d, mais il s le
'

ne

vo ul ai en t p o in t "
Un j o ur qu

il é t ait so rt i
8
b
a sen t
) ,
il s
p ro fi t è ren t de so n b
a senc e et

s avan c èren t t an t q u il s t o m

bèrent at erre I ls n avaient de p l umes aux ai l es



.
p as enco re

ain si il s n e p urent
9
Un 10
u
se sa ve r “ .
-

g ros ch at qui passait


p ar l à l es vi t ;
13
i l .n

a v a i t p as dîn é ,
il l e s sai si t 1 3
e t l e s m a ng ea
14

sur l e ch am à l ) C i i f
’ ’
t t

p

i n st a n e s a n s q u i l s ur e nt 15
p u ni s .

de l eur dé so bé issanœ .

C es t une jolie fable mo ns ieur O ui mo n cher



,
-
.
,

élè ve cet t e pet it e hi st oire de moin eaux renferme


,

une ex celle nt e le co n d o b é i s s a n c e Mai s que ’


.

1
C est un e

se co n de f or me du co ndit i o nn el p ass é de l

au xil iai re avo ir

j t u eusses, il eût , nous e ussi o ns, vo us eussiez , ils eussent Cf G r



eusse, . . .
,

p . 76 .
3
L e bo rd est i èi l

o ri fi ce , l a t e rmi nai so n e xt é ri eure du ni d .

3
Trembl er crain dre, app réhender, êt re agit é .
4
Le subst an ti f l
( )a

crai n te p e ur ) est dé ri vé de cra indr e (crai gnant c


raint) , . U ne p e r
t imi de a p e ur Cf l a n o t e p ré c é dent s L i mp arfai t 5 ’
so nn e el l e o r a i nt . . .

de dire (c f p 11, . . n . 5) est j e disais, t u disai s e t c 3


L e fond e st l a p art i e
, .

l a p l us bas se à l in t érie ur

. P i nt o e st un en é gat i o n p l us f
o rt e q ue p as .

3
S ort ir est le co nt rai re d entrer;
’ ’
c e st al ler h ors d un e

mai so n d un e

mb
,

ch a re . Cf . P, p
49 . L . . . Pa ti r r es t p l us fo rt e t v eut di re qui t t er un

l ie u p o ur un aut re e ndro i t a q u l qu e e di st ance .


3
A insi p ar co nséquen t .

13
L e p assé dé f de p ouvoi r . e st j e p us, t u p us, i l p ut , nous p i
r mes, vo us

p â t es i ls p,
urent .
11
Le no m de S auveur q ui e st donné à Jé sus - Ch rist est

dé riv é du ve rbe sauver. L e S ei gn e ur, di t l e N o uve au T e st a ment , a

do nné sa vi e po ur l h umanit é , il

a sauvé le mo nde .
13
L e p assé dé f de .

vo ir cf
( .
p . 11, n . 8) e st : j e vis, tu vis, i l vi t , n o us vi mes, vous vi tes ils ,

1è me
assé
13
virent dé f de saisir, cf.
14

. P .
p 39 . ,
n . 3 . M ange a est la 3

p e rs. s .
p assé dé f de . manger . Dan s l es v erbe s en ger, o n co nse rv e e

ap rè s q
l o rs ue l a t ermi naiso n ré gul i è re co mmence p ar a o u 0 afi n de co n _ ,

se rv e r l e so n do u de g al i nfi nit if Cf Gr , 11 1 64 x1 3
L e p assé dé f du

. . . . .

a
p s si f est f or mé du p assé dé f de l .

au xiliaire être avec l e p arti cip e p assé
du verbe co n ugué : j j e fus p uni , et c.
62 CO UR S DE F R A N ÇA I S .

v eut dern1 er mo t o be1ssanc e ? Nos pare nt s


dire ce
, ,

no s maî t res et no t re créat eur nous do nnent des


ordres ou des l ois ; nous leur devon s so um1ss10n
1

ou obé issa nce S i n ous ne fai so ns p as t out ce .


qu ils dema ndent de nous nous leur causo ns du ,

chagr in et nous sommes désobé i ssant s La dé .

so bé issan c e est le refus de faire at t e nt ion aux


ordres de no s parent s et de no t re créa t eur La .

Bible nous appre nd qu A dam et È v e fure nt chassés ’

du Paradis acause de leur désobé issance .

Mes j eunes amis il v ous faut obé ir en t ou t es ,

choses à v o s pare nt s et av o s maît res Pe nsez .

c o ns idérez
) oujours qu ils e vous défende nt r1 en
’ 2
t n

sans de bo nnes raiso ns N oubliez pas no n plus .


’ 3

les soin s que v o s parent s pre nn ent pour vo us sans


c esse Nuit et jour vous é t es t o ujo urs dans leurs
.

pensées Je dout e que les e nfant s so ie nt assez


.
4

re co nnaissant s de t ant de so ins L eS enfant s de .

vrai ent c o nt ribuer au bo nheur a la félicit é )


de leurs parent s par leur t endresse par leur re ,

spe ct leur re co nnaissanc e et m ille au t res vert us


, .

N oubliez jamais le quat ri ème c ommandement


sur l a t erre

H ono re t o n p è re et t a mè re,
.
afin q ue t u vives
5
l o ng t emp s

1
D e devoir (de vant , dû) Cf Gr , p p 103 et 1 05
être obl igé Dé . . . . .
3

f en d re i nt erdi re p ro hi be r) e st l e c ô n
,t rai re de p erm et tr e
3
N on p l us .

f
e st l a o rme n é at ive de aussi
g c â d q u e d a n s un e p h ra s e n é g-at i v e
-
a u ssi
.

se t rans f or me e n nonp lus .


4
S oi en t e st au sub j ac
.ause du verbe j e doute .

L es verbes de doute, de crai nt e, d app réh ensi on go uvernent l e j


sub o nc

13…
t if . Cf Gr , . .
H000 .
3
2 p e rs. sin
g . sub j. rC
p s . du ve rbe vivre vivant,
(
vécu) . Cf Gr , . . 18 7 . L a co nj o nct io n afin que go uve rne l e subj o nct i f.
D EUXI ÈM E L IVRE .
63

H UI T I E M E LE ÇO N .

h
Une c ambre l e so ir.

Fait il jour ou nuit ? Ce


- do it le êt re i
so r
ou la
n u it.
A quo i v oyez v
- ous c ela ? C es t que l’
a gra
v ure e n t ê t e de c e t t e leço n représe nt e u n e c ham
bre é clairé e illum ée )in par un e c ha n delle et

une lampe . Il y a une lampe sur la able auprès t

de la mère q ui t ravaille mai s ous ,


n n e v oyo s que
n

la chandel l e sur la c ommode Nous .


n e v oyo n s
as la lampe
p .
64 CO UR S DE FR A N ÇA I S .

Ce mo t de lampe me rappelle une comparaiso n


t rès poé t ique et t rès pit t oresqu e de Lamart ine :
- -

L a l une
Comme une l ampe

se
d o r dans l
b al ance au b ord de l h oriz o n
’ ’


az ur suspendue,

.

Mais ce n est l a que deux v ers ’


. Ayez la bo nt é
de me dire le po è me t ou t e nt ier . Je v ous le ré
cit erai av e c pla i s ir

L e s o ir .

Le roi brill ant du j o ur ,


se c o uc h an t dans sa gl o ire ,

D escen d avec l nt eur de son ch ar de vict o ire e


1 3
.

L e nuag e é cl atant qui l e c ach e â no s y eux


3 4

Co nserve en sill o ns d or t race dans l es cieux


5 ’
sa

E t d un o urp re i n o n de l é ten due


’ ’
refl et de p
3 7 3
.

Comme l amp e d o r dans l



az ur susp en due,

une

L a l une b al an ce au b o rd de l h o ri o n
se

z ,

S es ray o n s affaib l is do rmen t Sur l e gaz on ,


9

E t le vo il e 10
des nuits sur l es mo n t s 11
se dé p lie .
13

1
L a l enteur e st le co nt raire de l a rap i di té
3
Le ch ar est un e v o i t ure

do nt l e s anci en s se se rvai ent dan s l es j e u x , l es co mbat s ,


et c . L e s p o è t es

p arl ent du c h ar du so l eil , du ch a


r de l a l une .
3
Un n uage e st u n amas

un e c o l l ect io n) de v ap e urs susp en due s dans l ai r so us



f
or me de
masses bl anch es gri ses o u no ires q ui cach ent l e bl e u du ci el
, ,
. Il pl e ut

gé n é ral e me nt q uan d l e ci el e st c o uv e rt de n uage s Cf p . . . 00 ,


n . 00 .

4
Cache r, déro ber a l a N l e bl eu du

c e st v ue . o us n e p o uvo n s p as v o ir

c iel q uan d il y a de s n uages : l es n uage s cach e nt le ci el .


5
S ill on si

gn i fi e i ci l es l i gn es l umin euse s fmé es p ar l es


or y
ra o ns du so l eil .
3
Un
re fl et c e st

la ré fl xi
e on d un

o b et l umi neux
j . I no nder l it t é ral e me nt
3
L éten due l a l o ngueur,

d eau ; i ci de t o ut e s p art s

co uv rir co uvre .

l

e x t en sio n .
9
L e gaz o n e st l e t ap i s v ert q ui c o uv re l a cam a
p gn e en ét é,

c e st de l

herbe c o urt e et menue .
19
Un voi l e e st une p i è ce de t ul l e ,
de

gaz e , et c .
, q ue l e s f mm
e e s at t ach ent à l eurs ch ap eau x p o ur se cacher l a
figu re o u se garant i r de s y
ra o n s du so l eil o u de l a f o rc e du ve nt .
11
Un
mont 13
D ép lier le

e st une é l é vat ion de t e rre , une h aut e ur . c est co n

met t re

t rai re de p l i er en do ubl e .
D E U X Ï ÈM E L V I RE . 65

beau tou t est t ou chant dans la n at ure


T out est ,

aux yeux de l homme qui regard e e t q ui pe nse : le ’


c ou cher du sole il la fraic heur du so i r su cc édant à ,

la

rdeur d une jour née d é t é le c alme de la nu it

i

q u ,

s avance sont aut ant de fai t s q ui jet t e nt l âme dan s


’ 3 ’

une do uce rê verie


3
E t m o i je t rou ve que la dis
'

.
,

arit i o n de l as t re du jour re nd plus viv e e nc ore


4 5 ’
p
l adm irat io n pour l a ut eur du jour et de la vie et
’ ’
,

qu elle pro voque une so rte de vague t erreur causée


par le ret our des t é nèbres E lle fait aussi pe nser .

à la mort a la fin iné vit abl e d e t out es les choses


.
,

c réées Mais v ous oubl iez l e ret our d un aut re


.

j our Pour mo i le c ou cher du sole il me rappelle


.
,

par cont rast e so n lever ; l espri t aime à oppos er ’

l aurore naissant e ala nuit qui t ombe Voil à b ie n


’ " “

la jeu nesse qui ne pe nse qu aux jo ies et aux plais irs ’

du présent san s so nger penser) à l ave nir ; 7 ’

mais mo i q ui suis si vieux les t é nèbres me fo nt ,

penser ala mort ala nuit dans la t ombe ,


.

L idée des t é nèbres me ramè ne à l é cl airage des


’ 8 ’ 9

mai so ns Pour vous é cl airer chez v ous employez


.
,

1
T ouch ant e st un adj e ct i f q ui vi e nt du v e rbe touche r se nt ir u
n

o b et j av ec la main ; mai s i ci il v e ut di re mouvoir , a_1 ecter. f 3 Jeter


l ancer ; mai s i ci l a p h rase qui j ettent l â me dans veut dire qui co nduisent ’

l â me a

3
L e mo t rêverie est dé ri v é de rêver

. faire des rêves en do r


mant U n rêve est une combi naiso n i nvo l o nt ai re d i mages o u d idé es
.
’ ’

q u i se p ré se n t ent à l e s p ri t p e n dant l e so mmei l 4


D i sp ari

t ion (du v e rbe .

(l i S p araî
t re , cf .
p 33.
,
n . 1) est le co nt rai re d app arit io n

.
5
L e s é t o il e s,
l a l un e et le so l e il so nt des astres. Cf l e
. mo t a s t r o no mie .
3
De
nait re ( cf .
p 3 1 .
, n .
7
L

aveni r le f ut ur .
3
R a men er f ai re

reven ir 9
L éclai rage ve ut dire ici l de di st ribue r l a l umi è re

act i o n

.

art i fi ci el l e .
66 CO URS DE F RA N ÇA I S .

v ous des chandelles ou des bougies pe ndant l hiver 1 ’


,

à l a ville ? N ô us a vo ns le gaz en hi ver ; les jours


alors so nt plus court s et les nuit s plus lo ngues .

Le so ir nous é t udio ns beaucoup si nous ne faiso ns


pas de musique ou si nous n a vo ns pas d aut res ’ ’

amusement s chez nous ou chez no s a is A la m .

campag ne en é t é nous avo n s des lampes et nous


, ,

brûlo ns du p é t r o l e
2
de l huile de ’

Car o n se sert beau coup maint enant de cet t e


huile minérale S ans do ut e le pé trole a bie n des.

désagrément s t a nd is q ue le gaz do nne a mo n


"
, ,

a vis une l umi ère plus claire et bien plus agréable


,
.

Mais si le pé trole exige demande) plus de p ré


c au t io n co nt re les a cc ide nt s il demande d aut re ,

part un mé cani s me mo ins compliqué dans les


lampes Il suffit que l a mè che t rempe par le bas
5
.
6

dans le l iquide pour que celui c1 qu1 est t rès vola —


,
-

t il mo nt e rap idement jusqu à la fl amme


’ ’
.
,

S o n bas p ri x d ach at et l a vive lum1 ere qu il


’ 8 ’

do nne le fo nt aussi préférer dans bien des familles

1
U ne ch andell e est une bougie p l us gro ss1 ere fai t e de suif gra isse

de mouton) Cf. L , p 73
.
3
P
De brûler. . consumer p ar l e fe u
. . .

3
L e p é trol e est une h uil e miné ral e do nt l

mp l o i exige
e beauco up de

p ré caut io n p o ur é vit er l es accide nt s. Cf p , 66


. . N o us renco nt ro ns,

dans l int é rieur de l a t e rre , dans l e s ent rail l es de p l usi e urs



mo n t agnes ,

diverses mat i ères co mbust i bl es t o ut ce q ui brûl e t o ut e ,


mat iè re do nt
on fait du feu) parmi l esquel l es l a h 0 u i l l e o u l e ch arbon (cf P L
,
. . .
,

p . mi né ral est l e p l us co nnu e t l e p l us p rec1 eux 4


T andis q ue est .
-

une l o cut i o n co nj o nct i ve q ui signi fi d autre p art , d un autre cô té


e
’ ’
.

5
De s u1fi re ( fi
su sant , su j i)
.
3
Tremp e
r mett re dans un l i uide q .
7

Volati l suscep t i bl e de se ré dui re e n gaz o u e n vap eur.


3
A ch at
m
( ) e st . l

ac ti o n d ach et er

acq ué ri r une ch o se) ap ri x d arge nt

.
68 co uns DE F R A N ÇA I S .

sen t
?
avez donc pas de nez ? O ui cert es
Vous n

, ,

ai un nez E h b i e n a quoi sert le n ez ? A h !



j .
,

Jy suis Je se ns a ve c le nez ; le nez e s t l o r


’2
.

g a n e d e l o d o r a t le sens par lequel o n per ’


,

ç o i t
3
les o d e u r s c omme les yeux so nt l orga n e de ,

la v u e le sens par lequel o n vo it ,


4
.

E n Franc e da ns les maison s part ic ul i ères dan s


5
, ,

les a p p a r t e m e n t s pour s é cl airer o n emplo ie


6
,

de préfére nce des bougies O n se sert aussi beau .

c oup de lampes dan s lesquelles o n brûle une hu ile


8
tirée des pla nt es l e gaz n es t employé que dan s
7 ’

les rues les é difi ces publ ic s les magasins ou bo n


,
9
,

t iques et pour les es c al iers des réside nc es pri vées


,

part iculi ères ) I l est cert ain que pour l ire ou .

pour é t ud ier la lumière de la la mp e est plus douce ,

et mo in s fat igant e pour l oeil



.

Il fau t re c onnaît re q ue les F rançai s o nt les me il


l eures lampes C es t un Français le physicien .

,

Argand q ui a inv ent é la v érit able lampe moderne


,
.

Les lampes ordinaires so nt des vases re nfermant


1
Du ve rbe irreg . sent i r ( sent a n t , sent i ) l e p rés . e st j e sens, tu sens ,

il sent , n ous sento ns, vous se tez , n i ls sent ent . Jy suis



e st un gal l i

ci s me e xp ressio n i di o ma
t i que r
p p
o re au f ran ai s ç ) q ui si gni fi e j e

co mp rends .
3
D e p ercevo i r ; of
. P . L .
,
p . 47 et Gr .
, p . 1 88 .
4
Cf .

p 1 9. ,
n . 7 .
5
Une maiso n p arti culière une ré si de nce p ri v é e . Beau
co up de maiso ns dans l es gran des vil le s so nt divi sé es e n appart e ment s
sé p aré s

a qu l q u e
do nt
e

ch acun sert

ch o se d anal o gue dan s



de ré si dence

ce
à une

qu ’
on
f mill
a

app el l e
e. E

n

F
Amé iqu
rench
r


e on

o ts.

7
T i rer est i ci y
s no n yme d obtenir

o u eæ trai re.
8
N e que se ul e

ment . Cf P . . L .
, p 76.
,
n . 2: 9
Le magasin l a bo ut i ue) q est un ét a
bl i sse ment de mmerce march and march andises
i

co où le vend l es . Le
march and vend et no us ach eto ns.
D E UX IÈM E L IVRE . 69

mè ch e o rde

t ressée ) de ot o n im
c
1

bibé e d un

l iquide ca
p abl e de s enfl ammer ’
.

U ne lampe é t ait un
m e ub l e pré cieux dans 2

les t emps a nciens l ors ,

qu o n a vai t e ncore une


t erreur c ont i nuelle de


laisser é t e indre le feu 3

et de ne plus pou vo ir
4 L e co t o n .
l e rallumer .

La la mpe primit ive é t ait un réser voir de t erre


.

ou de mé t al dans lequel l huile brûlait en proje ’

6
t a nt une clart é rouge ât re et en lai ssa nt é chapper
5 7
.

une fumée épaisse de nse ) Il n y a pas plus


8 ’
.

1
L a lai ne p o usse sur l e do s de s mo ut o ns brebis) mai s l e coton

vi ent sur un arbri sseau q ui p o usse da n s l e s a


p ys c h auds, p
rin ci p al e

ment en

A l gé ri e, en É gyp te ,
dans l I n de et au S ud

des É t at s Unis -
,
en

G éo rgi e et dans l es Caro li nes . Cet arbri sseau e st ap p el é cot on ni er et

il a un o u deu x mèt res de h aut . Il p o rt e de grandes eurs fl j aunes.

Q u nd l a a fl e ur est t ombé e , i l rest e une coque de l a gro sseur gran

deur) d un œ uf

. Cet t e co q ue ren er f me un e esp è ce de bo urre . Qu and

l e frui t du co t o nni er est mûr il se fend se sé p are ) t o ut seul et le

c ot o n en so rt . A l o rs co mmence l a ré co l t e . A vec l e fi l de co t o n o n

f b i qu
a r e l es t i ssus de co t o n ou l es co to nnades do nt on f ait l es
h mi s e s vêt e ment s de de ssous 9
Un meuble est
'

d aut res en

c e et .

g é n é ral un de s o b et s j al

usage de l h omme dans l es

maiso ns : un l it,

meubl es É teindre

une tabl e, une ch ai se so nt des .


3 êtoufi er l e feu,

e n arrê t e r l

act ivit é
4
R all umer all u mer une aut re fi
o s .
5
De j m
et
*
,

of p. . 65 , n . 2.
6
La cl art é e st ce q ui é claire,

c est le subst ant i fd e

cl a ir. R ougeâ tre


q ui t i re s u r le ro uge .
8 La f umé e est l

e sp è ce
de v ap e ur p l us ou moins dense produi t e p ar l a co mbusti o n des co rp s

o rdinai res.
70 CO URS DE F RA N ÇA I S .

de ce nt ans qu un ferblantier de S o isso ns appelé 1

Quinquet imagina pour a ct iv er le coura nt d air ,


q u i de v ait al i me nt er n ourr i r ) la fl amme de ,



l ent o urer d un t ube de v erre assez hau t’
Ce t ube .
,

c o nc e nt rant la chaleur e t att irant


2 ’
l oxygène de
l air ame na la c ombus tio n complè t e de l huile

,

,

supprima la fumée et produ is it une vive lumière 3


.

Nos poumo ns so nt en quelque sort e un poêle


int érieur où l oxygè ne brûle s ans c esse du ch arbo n

pour e nt re t e nir no t re v ie C es t do nc l oxygè ne .


’ ’

u i n ous r é c ha uffe au dedan s par la resp irat i o n


q ,

c omme c es t l ui i ous ré chauffe en fai sant brû



q u n

ler le bo is ou le charbo n dans le foyer .

C es t en réalit é ce q ui arri ve chaque fo is que


nous asp i rons e t que nous resp i ro ns A spirer .


,

c es t faire e nt rer l a ir par la bou c he et par le nez


’ ’
.

R e spirer c es t souffler en dehors l air et les a ut res


’ ’
,

v apeurs q ue c o nt e nait n o t re p o i t r1ne .

O uv ro ns do nc ou vro ns bien grandes no s fené


4
,

t res chaque mat in po ur les aérer


5
É vit o ns les .

c ouran t s d air
6
q ui e n rhume

n t 7
et c ausen t des maux
8

1
Cel ui q ui t ravail l e l e f er-bl anc. Le f er-bl anc est une f uil l
e e t rè s
mi nce de fer d une co u ch e d etain q ui mé t al bl an
’ ’
reco uvert e e st un c .

Un grand no mbre d ust en sil es de



cui si ne so nt f it
a s de fer bl anc -
.
2
L e

no m attraction c o rre sp o nd au verbe a t ti rer. 3


De vi f (fé m vi ve ), é ner.
«

gi ueqq ui , est en wc .
4
Du verbe o uvrir, cf . P . L .
, p 00 . .
5
A érer
fi
a re ent rer l

ai r .
6
On app el l e sp é ci al e ment courant

d air t o ut mo uve
ment d air

asse z rap i de dans une mai so n ou un bât i ment , p ar e x emp l e

e nt re une f enê t re et une p ort e p l acé e vi s -


â -
vi s . E nrh umer causer

u n rh u me f
a fe ct i o n de s bro nch es ou l é gè re bro nch it e causé e par un

f
re r o i d isse ment) . M au
r e st l e pl uri el de mal . Cf Gr . .
, 1l 22 .
D E UX I È M E I RE
L V . 71

de gorge ; mais é vit o ns aussi et surt o ut de vivre


dans de l air vici é t a ndi s que l air pur est à no t re
1 ’ ’
.

d isposit ion t out aut our de nous C est un bie n .


u i n ous est c ommu n à t ous do nt nous a vo n s t ous


q ,

égaleme nt beso in et q ui ne c oût e rien à perso nne .

C est l ingé nieur Franchot qui a pe rfect i o nné la


’ ’

lampe et qui en a fait la l a fn p e m o d é r a t e u r


-


Celle ci port e deux bout o ns l un pour h a u s s e r
-
,

o u b a i s s e r la mè che l au t re pour faire mouv o ir



,

le mé ca ni sme au moyen duquel l hu ile mo nt e C es t ’


.

la lampe q ui est aujourd hui la plus employée ’


.

Mo nsieur n av o ns nous pas d aut re lum ière que


,


le gaz les bougi es et les l ampes ? S i ; nous v oyo ns


,

mai nt e nant dans les rues et da ns beau coup de b ât i


me nt s édifices ) une l umière bie n plus brillant e ,

et
q ui ressemble à c elle

du soleil Vous vo ul ez .

dire l a lumi ère é l ec


t ri que ? O ui ce t t e n o u ,

v ell e inv e nt ion n est


pas e ncore co mplè t e


me nt perfe ct io nnée
ma is déj à par la l u , _

m ière éle ct rique l es ,

é bè d
rues ’
et les pla c es
p u
L es r ve r res une rue .

bli ques les édifi ces ,

so nt illuminés é cl airés ) a ve c une splendeur q ui


égale presque celle du jour .

Vid er co rro mp re ,
rendre mauvai s .
72 CO UR S DE F RA N ÇA I S .

Pourquo i les ré erbère s ne so nt il s pas allumés v


1 -

ce so ir ? Nous avo ns aujourd hui la pleine lu ne ’


,

et i l fait assez cl air da ns la rue san s le gaz E st ce .


-

que v ous avez peur d aller seul ch ez vous ? Ma is ’

no n j aime l a sol it ude de m inu it


’ 2
,

La nuit même a so n charme et les ét o iles q ui , ,


3

en é cla ire nt le som bre vo ile att iren t do uc eme nt

no s regards : c e spe c t a cle a des at t rait s at t rac

t io ns ) n at urels qu u ne des cript i on poé t iq ue peu t


résumer et rappeler à l imaginat io n ’


.

C est just eme nt cet t e des crip tio n poé t ique que

n ous t ro uvo ns da ns le frag me nt su iva nt de Lamar

t ine :

L É t o il e s

es .

D es mo ndes que p eut seul p eser l esp rit de D ieu


4 ’

E ll es so nt l es sol eils, l es c en tres, l e mil ieu .

L

o c é an b b de l éth er l es

a so r e en ses o ndes
5

Co mme des grains de sab l e e t ch ac un de c es mo ndes ,


6

E st l ui mê me un mi lieu p o ur des mo ndes pareil s


-
,

A y ant ainsi q ue n o us l eur l un e et l eurs sol eil s

Et v
o y ant co mme n o us des fi rmamen t s sans t erme 7

S é l argî

r devan t 8
D ieu sans q ue rien l e renferme !
1
L e s l um1 eres q ui é cl ai rent il l umin e n t) l a rue (dan s l a gravure

de l a p age 7 1) des ré ve rbè res M inui t (m le mil i eu de l a



so n t . c est

nui t , o u do uz e h e ure s de l a nuit . 3


L es étoi les so n t l e spet it s astres du
ci e l q i
u bril l ent p e n dant l a n uit . Cf p 6 5 ,
. . n . 5 et P . L .
, pp 7 8 . et

es 4
P d ap p ré c i 5
L es o ndes vagues)

sui vant . eser a le sens 1 01 e r.

so nt l es mer agit é e p ar l a t emp êt e fo rme de


mo uvement s de la mer ; la —

g rand e s vagu es
6
L e sabl e e sr c o mp o.sé de p art i c ul es t rè s m enu e.s -

fo rmé es p ar l a dé sagrégati on des ro ch ers et c p rinci pal ement au bo rd ,


.
,
»

de l ame r L e terme l a limite 8


S êlar

Cf sabl ier à l a p age 46
''
4
. . . . .

gi r s agrandi r, p

deveni r l us vast e .
D E UX IÈ M E I RE
L V . 73

Lamart ine est un vrai poet e T out ce que vous .

m a vez cit é de l ui forme déj à comme un pe tit t ré


sor poé ti que ; je l ai appris par cœ ur et j aime à ’ ’


.

me le ré cit er à mo i même Mais est ce que v ous -


.
-

n va’
e z r i e n a d ire sur la n u it ? Cert a in eme nt je ,

v a is v ous ré c i t er du même po è t e un e au t re p i è c e
que j ai appri se dans ma jeu nesse et que je cit e

.

t oujours a v e c p l ai s ir La vo i ci : .

Le so ir é t end so n voil e, L a b ri se 4
sans h al eine 5

Sur mo n j o li S e t ai t fond des b ois


6
val l o n,
1 au ,

E t l a p remi è re é t o il e L e flo t 7
murmure à p eine, .
8

S e mon tre à l h oriz on L é ch o l d o ix


’ ’ ’
. n a p us e v .

11 . I V.

Dans l e ch armant b o ca e
2
g Le cal me , l e si l ence
E xp iren t l es co ncerts Q ui rè ne so us l es c ig
eux,

T o ut dort so us l e feuill age, 3


A ma reco nnaissan ce

A ux c h amps et dans l es airs . Inspire un ch ant p i eux .


9

V .

Et j e dis 6 nuit p ure,

Viens et descends sur nous !


S ommeil de l a n at ure,
Q ue t on sp ect acl e est do ux !

1
Un val lon e st un e p e tit e val l é e. L a t erre a de s mo n t a g n e s et

des Va ll é e s.
9
Un bocage q
bo s uet ) est un p et it bo i s .
3
P ar f euil

l age o n ent e nd l es branch es co uve rt e s de f uil l


e es. P o ur dort , cf. p 7 4
.
,

n 2 1

L a brise est un p et it vent frai s et so uvent p é ri o di ue q .
5
L ha

m
. .

l ei ne est p ro p re ent l air q ui so rt des p o umo ns dans l a respirat io n 6


Se

.

taire (se taisan t , s é t ant t u)


’ -

, signi fi e gardw le sil ence , ne p as fai re de


bruit . Le fl t
o est ici y
s no n yme de la mer .
8
A p ei ne p resque as
p ,
très p eu —
.
9
P i euæ e st l

ad ect i
j fd e p i é t é .
74 CO UR S DE F RA N ÇA I S .

Quel e nt housiasme vous avez mont ré en ré cit ant


c es vers ! Mais vous oubliez l heure ; il faut t er ’

miner la leço n O ui cert es il faut desc endre des


.
, ,

haut eurs de la poésie Je v ous souhait e le bon .

soir Au re voir e ncore une fois


. .

N E UVI È M E L E ÇO N .

Nous avo ns déj à parlé du jour et de la nuit Le .

jour est c o nsacré au t ravail ; c est le t emps de ’

l act ivit é La ’
.

nuit do it ê t re

c o nsacrée au
repos ; c est
le t emps du
cal me et du
s il ence La .

1
n ous

repo
nous

yeu x et nous
2
dormo ns .

R egardez
cet enfant de

L ’
enfant et sa mère .
v ant sa 131 ere

1
N o t ez l a supp ressi o n del a p ré p o sit i o n dans devant la nui t Cf . .

Gr . , fil 00 .
9
L e p ré sen t de dormir (dorma nt ; dormi) est j e dors, t u dors,
il dort nous dormons, vous dormez , il s dorment
, .
L e frè re et la sœ ur.

Le frère est au l it mais il ne dort pas ; il a les


,

y eux o uv er t s E st il do nc ind isposé ?


.
-
O u i il n e ,

serai t pas au l it s il n é t ait pas un peu malade


’ ’
.

A t il un méde cin do ct eur) N o n il n a pas de ’


- -
.
,

médecin mais il prend une méde cine


,
1
.

U ne méde cine est ce un remède ?,


-
O ui elle ,

0père c o nt re la maladi e La m a l a d i e est le co n


.

t raire de s a n t é Le mo t santé veut dire èet


.

é t at c e t t e s it uat io n où est un homme qui n est



)
pas malade qui est fort et sain ; un ho mme en
,

bonne sant é s e p o r t e b 1 e n Quand vous .


v oyez quelq u un une perso nne ) que vous co n

1
A voi r bi en so in de ne p as co n o ndre f médecin et médecine . Le mê
decin prescrit une médecine , et Lemal ade p rend l a médecine .
D EUX IÈM E L I VRE .

n

bonj o u r
,

Vous l ui demandez : Comme nt


.

aissez v ous le saluez c es t adire vous l ui di t es ,

-

v ous port ez v ous ou Vot re sant é est elle bo nne “


- -

E t il répo nd: T rès b ie n on T rès bo nne -


,
“ -
,

Prendriez vous méde cine si vous é t iez malade


’—
,

si v ous ne v ous port iez pas b i e n ? Je ne sais mai s ,

ce st probable : j irais v o ir un do ct eur si je ne me


’ 8 ’

p o rt a i s p as b ien et il me do nn erait une méde cine , ,

ou b i en il me ferait
4
une pre scrip t i on ordo n
nance ) E t après
.
p u i s ) ? A près e n su it e )
j irai s chez le pharmacien ; le pharma cien

apo
t h icaire ) à sa pharmacie me donnerait la méde ci ne
prescrit e par le méde cin 5
.

La jeune fille e st elle auss i au l it ave c so n pet it -

frère ? N o n ; vou s v oyez b1en que le frère seul


seul ement ) est cou ché ; l a s œ ur est ass ise sur
une ch ai s e uprès du l it E lle a un de ses bras
'

a .

passé sous l a t ê t e de so n frère ; de l aut re ell e — ’

t ient un l ivre et ell e l it t ou t haut ; ell e l ui fait la


lect ure pour l amuser et l aider à passer le t emps
’ ’
.

Que l ui lit elle ? Quelle le ct ure l ui fait elle ? - -

Je vai s vous le dire Mais d abo rd vous souv enez


6
.

,

1
M erci est l

ex m essi o n e mp l o y é e p o ur e x p rimer l a grat it ude p o ur

un servi ce rendu . Co ndit io nnel de p rendre


9
Cf p 12,
. . n . 2 .
8
L e co n
ditionnel d aller est : j i rai s, tu i r ais, et c j i r ai , tu

l e fut ur
’ ’
est :
:

i r as, et c. Cf Gr . .
, 169 .
4
Le co ndit io nnel de f ai re est : j e f e r ais , tu

f e r ais, et c . Cf Gr ,
. .
11183 : 5
Prescri te vi ent de p rescrire p ræ mi va n t , *

p resc ri t ) q ui se co nj g
u ue co mme écrire ( vo y ez Gr fil .
,
Ce p articip e
xil iaire ; l e no m mêdeci he q ui î

dans il

est sans au ce c as s acco rde avec

est têm . sing. Cf Gr , . . 1 96 . D



abord r
p e mièrement .
78 CO URS DE F RAN ÇA I S .

v ous de l enfant qui prie aux p ieds de sa mère ’

( da n s la grav ure à la page E h b ie n elle l ui ,

l it just ement la prière que cet enfant répè t e 1


.

C es t une jolie piè ce de p oés ie et je voudrai s v ous


la dict er et vous la faire app ren dre si t out efois ,

v ous le dés irez Oh ! o ui mo nsieu r nous vou .


, ,

drio ns b ien la sa vo ir mais auparavant 2


avant ) , ,

per met t ez moi de v ous adresser une ques tion —


.

F ait es mo ? v ot re quest i on je suis t out prê t



,
4
préparé ) à y répo ndre .

Pourquoi l enfant ne fait il pas sa pri è re t out ’


-

seul da ns sa chambre ? C est parce qu il a peur


5 ’ ’

il n aime pas à res t er seul quand il ne dort pas S i



.

c é t a it le mat in il priera it seul ; ma is les t én èbres


’ 6
,

l obscurit é ) l e f f r a y e n t l ui fo nt peur)
’ ’ ’
.

S a bonne mère res t e do nc auprès de l ui jusqu à ce


qu il dorm e et elle ent e nd sa pri ère


8 ’
,
.

Vous v oulez sav oir maint enant ce qu il dit ? O ui ’


,

je v ous prie ; dict ez nous et nous é crirons E h


-
.

bien, v oici cett e prière é crivez ,

1
Cf p 00,
. . n . 00 .
8
A up ar avant est t o uj o urs adverbe e t ne p rends

p as de ré gi me .
8
M oi e st la f
me du p ro no m ré gime or de l a 1 181 8
pe rs.

8 . ap rè s le verbe à l i mp é rat if afi rmatif Voyez Gr 1l


.

. .
, 87 .
4
Câ d - -
. rê

qu


ondre et votre i rép ondre, c est fai re une re a e st io n.

p quest on 9 p o nse une


5
T out devant seul si gni fi e absol u ment sans co mp agnie ,
sa ns autre p er

son ne avec l ui, et est e mpl o y é p o ur do nner pl us de fo rce à l



e xp ression .

8
T ênêbres est féminin et ne s e

mp l oi e p as au si ngul ie r .
7
C est l a

r
p s.
e p l i ndi O p ré s d ef y
r
.a e r (C f p 1
. 1 , n 1 1 e t . Gr fil

1 6 7 , p o u r l e . . . . .
,

no n-ch angement d y en Q ê 8
J d

d f

uan o n a p e u r ,
o n e s t e ra y u sq u .

ce que est la f or me emp l o y é e de vant un verbe ; on e mp l o ie j usq ue (j us


q u à ) deva

nt un no m Jusqu d ce que go uverne l e subj onct if
.

. Cf p 47, . .


n 1, et
. Gr , [f00
. .
D EUX IÈM E L IVRE . 79

Je suis dans mon p et it li t,


Co mme l oiseau dans nid,

so n

Je ferme ma p a u p i è r e ,

Je fais ma pet it e p riè re .

M on D ieu je , vo us s u p p l i e,

Veill ez sur -

moi t
cet e nuit

Et sur mes c h ers p arent s ,

Q il dorment t ranquill ement


1 2

u s

E nvo y ez 3
vo t re an e g
E t que so n aile b l anch e
N o us met te à. l ab ri
1 ’

D e to ut danger cett e nui t.

Jai compri s presque t out e la prière du




c omme v ous l a vez d ict ée ; c epe ndant il y a plu

sieurs mot s que je n ai jamai s vus par exemple le


5 ’
,

mo t paupi ère ; il est n ouveau pour mo i



La .

p a u p i è r e est la membrane qui cowvre les yeuæ


q ua nd o n les ferme O n a b a i ss e
6
les paup i ères .

sur les yeux pour les fermer et o n les relè ve quand ,

o n ouv re les yeu x E n fermant les paup ières o n


ferme les yeux .

Le mo t suppli e m embarrasse aussi S up p lien ’


.

c est r avec soumi ssi o n et d une mani ère pres


’ ’
1n i e
*

sant e Vous suppliez ou vous fait es des S u p p l i


.

1
Le sub o nct if est
j e x igé ici par l e mot so us- ent endu j e dési re (
j e souhaite ) q u i

l s dor ment . Cf Gr , . .
1l 00 .
8
Tranquill ement d une

maniè re t ranq uill e E nv oyer dép ut er ex p é dier


.
8
,
.
4
Cep enda nt

mais) est une co nj o nct io n q ui marq ue l a rest ri ct io n .


5
Cf Gr ,
. .

lÏ 1 79
et 198 . A baisser est l e œ nt raire de r elever. Cf . P . L .,
p.47, n . 6 .
0 CO UR S DE F RA N ÇA I S .

c a t i O n s quand vo us demandez ave c insist ance


une faveur d iffi cile a obt e nir
1
.

E t ve illez sur mo i que veut “


,

d ire cela ? Une sentinelle


un soldat qu1 fait se nt inelle )

ne dort pas a so n pos t e elle est


vigi lante elle vei lle pour s ignaler
8
,

l appro che de l ennemi et garder3 ’ ’

l armé e 4
A i n s i l enfant prie
’ ’
.

D ieu de le garder d é t re vigilant ,


et de le préserver de t ou t dan ger


pendant son s 0 m m e i l repos ) .

Mais mo nsieur vous augme nt ez la d ifficult é en i n


, ,

t r O d u i s a n t le mo t sommeil Qu est cé qu il
5 ’ ’
-
.

v eut d ire ? S ommei l est le subs t ant if de d o r mi r .

Le sommeil est cett e absence de se nt iment cet é t a t ,

d inact ivit é d inert ie ) O ù l o n est quand o n dort


’ ’ ’
.

Q uelquefo i s v ous é t es o cc upé à v o s é t udes m a i s ,

v ous ê t es t rop fat igué v o s yeux se ferment m a l


6
g r é vous et v ous allez dormir parce que v ous
Le som m
,

a v e z s ommeil eil est un besoin de


7
.

n o tre nat ure ; c es t le r e p O S du c orps dans l a



nuit Dans la myt hologie des ancie ns le sommeil
.
,

e st représe nt é c omme le f i l s d e l a n u i t .

1
O btenir recevbir ) Cf p 21 , n.1 et 8 . . . .
3
Vei ller est l e co nt raire de
dormir ; E nnemi d ami ,

veill er

c est

sur c est garder 3
. est le co nt raire

une p erso n e h n 0 st i e.
4
Une ar mée est un corps de t ro up e s o rgani sé

p o ur l es é vent ual it é s d une guerre



d un

co mbat) .
5
D introdui r e

i
( troduisa n t , i nt roduit )
n . Cf p 3 8;
. . n . 3 .
5
M algré vous co nt re

vol o nt é . N o t ez m r i x
'
1 ’
vo t re q u o n e p l o i e avoi dans ce s e p re ss o ns :

! avo i r
p eur, a vo i r rai son, a vo i r so mmeil ,
et c. Cf Gr ,
. . OO .
DE U XI ÈM E L I VR E . 81


Vous aurez pas de diffi cult é a compre ndre
n

envoyez Quand vousdésirez qu un message arrive


.

a une personne p o r t e z vous c ett e co mmunica ,


-

t io n v ous même ? N o n assurément E h bi en vous


- -

,
.
,

envoyez expé dié z ) le message par un messager


envoyé ) Vous ne port ez pas une let t re à sOn
.

adresse : v ous l envo yez par la post e ou par un


1 ’

messager .

L es o ff ran d es au temp l e à De p lh es.

Dans la B ible nous lisons que D ieu a souv e n t


envoyé sur la t erre s es a nges l arch ange Gabriel 2 ’


\ .
, ,

l arch ange R apha ë l et c



E h b ie n les anges so nt ,
.

les messagers de D ieu Dans l art surt o ut dans .



,

"
les t ableaux peint ures ) et dans la s culpt ure
les anges so nt r eprésent és avec de grandes a iles .

Da ns no t re gra vure nous voyo ns un ange qui reçoit


les o f f r a n d e s p r é s e n t s ou d o n s ) des
Cf l a Bible

1
Cf p 00
. .
,
n. 00 .
1
. .
3
R ap haë l et M ch el - A nge so nt des

p e int re s c é l è bres . L eurs t abl eaux so nt bien ch ers et p ré ci eux.

P ro noncez skul -tW .


82 CO UR S DE FR A N ÇA I S .

Gre cs au t emple à Delphes ancienne ville de l a ,

P h o c ide en Grè ce célèbre par so n t emple à Apol ,

l o n et O ù la Py t hie re ndait des oracles


'

.
,

T out cela est clair


pour mo i il ne rest e
que le mo t abri que
e vous pri e de m ex

j
l
p q i u er Vous al l ez .

c o mpre ndre : en é t é

le soleil est t rès ar -

de nt les dames o nt ,

beso in de quelque
chose pour ne pas
souffrir des rayons
du soleil ; ce quelque
chose est une omb relle un p araso l ) c es t à dire

- -

un a b r i une pro t e ct io n) c o nt re le soleil Les .

m aiso ns so nt fait es pour nous me tt re al a


1
bri a ’

c ouv ert
) du fro i d du chaud de la t empê t e et c , , ,
.

Quelquefois quand n ous sommes dans les ,

n ous sommes s urpri s par la p hi i e


2
champs La
8
.
,

p l u i e c est l e a u qui t ombe du ciel E t si nous


,
’ ’
.


n a vo n s pas de p arap l u i e n ous c o uro n s nous
4
,

1
F ai tes, p art .
p assé fém p l de. .
f aire. Cf p 14
. .
,
n . 1 .
1
L es ch amp s
so nt l e s t erre s cul t i vé es p ar le fer mi er , p ar o pp o sit i o n aux t e rres c o u

de bo i s d h e rbe 3
L a p l uie t o mbe des i

ve rtes ou n uage s u so nt
_
.
q
susp e ndus dans l mo sph è re de s masse s de

at L e s nuages so nt va p e ur

u aggl o mé rée s mul é es) mbl e 1


d dans l air. L e p ara
’ ’ ‘
e a accu e nse

l
p ie
u est u
n i nst rument q ui Sert a no us p ro t é ger o u a no us a br i ter
co nt re l a p l ui e . A vo ir so i n . de ne p as co nfo ndr e avec om brelle q ui sert ,

à garant ir abrit er ) du so l eil .


84 CO UR S DE F RA N ÇA IS .

Q

ue n o us recevons d el l e, en res irant u
p -e
j o r,

L es p remières l eço ns de t endresse et d amour



.

S o n cœ ur est averti miè res l armes p ar no s p re 1

N OS remi è res do ul eurs é veil l ent ses al armes


2
p .

E l l e aide en ses p remi ers essai s3

N o t re rai so n, n o tre l angag e .


4

E l l e do it recevoir l h o mmage

De nos p re miers t ravaux ,


de no s p re miers succès .

D I XIÈ M E LE ÇO N .

o s dormez Hé ! v u

encore R é veillez
v ous !
5
Il ne faut p as
res t er c ou ché si t ard .

Le soleil est b ie n haut


da ns le c iel ; il fait 6

jour depuis longt emps :


assez dormi ! Le vez
v ous ;
7
sort ez du l it ;

U g ç q i l n ar o n u ave.
Mais quelle heure eSt se

il donc je vous pri e ? Il est hui t h eures moins un


,

quart et vous êt es encore au l it ! E h ! pourquoi


, ,

1
L es l armes so nt l

e au q ui so rt de l œ il

qu and o n p l e ure . La
douleur e st une so uffrance p h y sique .
3
E ssai fl
e

ort .
4
L e langage .

e st mpl o i
l

e de l a l an g u e p o ur l

e x pressio n de s pensé e s et de s
sent i ment s .
5
2
14 5 15
p rs
e .
p l . i mp é rat i f de se réveill er . Cf . rep oæ e vo us, —

P .
p L3 9 ,
n. 2 ,
. E n ra n ç ai s o.u emp l.o i e l a
8
o rme imp r
e s o nn f
e ll e du —
f
verbe faire (i l fai t i l a f ai t il fera) p o ur e x p ri me r l es diffé re nt s ét at s
, ,

de l a t emp é rat ure , de l a l umi è re, et c. Cf Gr. .


, fil 15 9 .
7
I mpé r de . se

l ever .
D EUXI EME L IVRE . 85

me le ver si t ô t 1
Il faut faire vot re t o ilet t e sa ns ? 3
'

t arder et é t udier v o t re le co n soig neusement a va nt


3 4
,

le déje uner Mai s j ai é t udié ma leço n hier so ir


5
.

et je la sai s parfa it eme nt je vous assure C est ’


.
,

égal il est l heure de vous lever


,

.

A quelle heure vous levez vous mo n s ieur ? Je -


,

me lè ve gé néraleme nt avant sept heures mais ,

aujo urd h ui je sui s res t é au l it plus lo ngt emps


6 ’

ar c e que je ne me tr ou e s t rè S b ie n E t à quelle
p v p a —
.

heure vous cou chez vous ? A o nze heures et dem ie


7 -

Ou mi nuit Vous dormez assez long t emps ! O ui


.
,

je dors assez D urest e il me fau t moins de som


8
.

meil la nuit parce que j ai l habit ude de faire aussi ’

un pe tit somme ce que les I t ali e n s appelle nt la


9
,

siest e, chaque après m idi Ce n est pas une bonne -


.

habit ude cela ! E cout ez la sagesse des nat io ns je


, ,

veux d ire un p r o v e r b e

1
A p rès p ourquo i d aut re s adve rbes i nt erro gat i fs, ni et asse z

et on

so uvent l i nfi ni t i f

en f anç
r ai s .
3
Tôt e st l e syn o n yme de de bo nne heure
fo rmé de l adverbe
3 ’
et l e co n t rai re de tard . T arder e st le v e rbe tard;
il si gni fi e être tardif . T ardif est l

j
ad ect i fd e tard .
4
S oigneusement est

l

adverbe f or mé de l

ad ect i
j f soigneur, q ui vi e n t l ui -mê me du n o m soi n.

Cf p 00, n 00 L e déj euner est l e p re mier rep as du j o ur, c est â di re


5 ’
- -
. . . .

f
l a p remi è re o i s q ue l o n mange l e mat i n L es aut re s repas so nt l e

.

di ner au mi l i eu du j o ur et l e soup er l e so ir Beauco up de p e rso nnes,


, , .

surt o ut dans l es grandes vil l es, dînent vers six h e ure s du so i r et \ p re n

n
n e t al o rs l e goûter l é ger rep as) amidi .
5
R ester e st un des v erbes

q ui p re nn e n t l au il i ai re êt re

x .
7
Se couch er c e st se

mettre au lit ’
c est

le co nt rai re de se lever .
8
Il me faut “

j

ai besoi n de . Cf Gr ,
. .
fil 162 .

9
Un so mme est un so mmeil co urt , de p e u de duré e . N e p as co n o ndre f
av ec une so mme (d argent ’

, p are x emp l e) .
10
L es p ro ve rbe s so nt ap p el é s

l a Esagesse de s nat io ns

p arc e q u e so us une f or me si mpl e e t co urt e, il s
rep ré sent ent des vé ri t é s e nseigné es aux e u l
p p es p ar l e

xp érience .
CO UR S DE F RA N ÇA I S .

S e l ever à six,

D éj euner à dix ,

D îner à six

Se co uch er à dix,
F vivre l h o mme dix fois dix

ont .

D é j euner à dix
heures et di ner a six heures ! .

Quelle mani ere de vivre ! M o i je déjeu ne à sept ,


.

heures t ro is quart s je dîne a midi et de mi et je


-
,

soupe à six heures C est une règle de vie bien .


plus rai so nnable et assuréme nt me illeure pour l a


1
,

sant é E t puis je ne comp t e pas vivre dix fo is dix


.
,

ans.

Vous oulez pas d it es vous vivre cent ans ?


ne v ,
-
,

Cela me semble paraît ) un grand âge ; je ne


8
c omp t e pas y arriver E t quel âge a vez vous .
-

maint e nant ? Jai dix hui t ans E t vo tre père ’


-
.

Il a quarant e cinq ans E t vo t re grand père ? Il


- ” .
-

a quat re vingt deux ans Il est bien vieux O u


- -
i . .
-

et b ie n faible auss i ; il so rt rareme nt maint e nant ,

il garde se t ient dans ) la chambre t out l e


t emps .

Qu est cc que vous fait es quand vous ê t es levé ?



-


D abord premi èrement ) je fais ma t o ilett e
c omme le jeu ne garço n da ns la gravure Il a é vi .

demment de bo nnes hab i tudes Il se l a ve so igneu .

sement S e l a v e r c est se net t oyer ave c de l eau


.
,
’ ’
.

1
M eü leur(e) e st le co mp arat i f de bo n . Cf Gr ,
. . 51 .
3
Il f aut , en

mp l oyer avoir être) p o ur exp ri mer l â ge (Cf p 28,



françai s , e (et no n . .

n. Il faut au ssi e mp l oy er le mot ans après l e no mbre . Cf . P . L .


,

p.64 .
D EU XIÈM E L I VRE .
7

Nous nous la vo ns quand nous sommes sales 1

malpropres ) Charles, est ce que vous ne vous


.
-

la vez pas t ous les matins quand vous sort ez du l it ?


S i aussit ô t que je suis levé je me lav e av e c de
,
2
,

l eau fraîche et a ve c av e c A h ! Je sais

c e que v o us vo ul ez d ire : a v e c du s a v o n c es t à

-
,

dire une subs t anc e de t o ilet t e q ui fait d isparaît re


t out es les salet és souillures ) M ais j e ne me .

lav e pas c omme ce garço n dan s une c uvet t e 8

bassin) sur une chaise Jai une t oilett e La t o i .



.

" 5
l et t e est une espè ce de meuble c omme une t able
sur laquelle se t rouve est plac é
) t ou t ce
q ui est
né cessaire po ur les so in s at t entions ) de la pro

Avez vous p

l eau sur unvo t re t o ile t t e ot a ’

c omme vous en v oyez un sur le pla ncher dans n o t re

gra vure ? O ui j ai un p o t à l eau dans ma chambre ;


,
’ ’

mais mes parent s eux o nt dans leur Chambre un , ,

bass in fixe a ve c deux ro binet s l un pour l eau froide


8
,
’ ’

’ ’

et l aut re pour l eau chaude L effe t de l eau est .

de mouiller faire ou rendre humide ) Quand .

1
Q uand une ch o se e st bi e n l avé e , l es i mp uret é s sal et é s ) n x is

e

t ent p l us : cet t e ch o se e st r
p p
o re . S ale e st le co nt raire de p rop re .

3
A ussi tô t que immédiatement ap rès que U ne cuvette est un bassin 3

m
.

q ui ser t s p é ci al e ent à se l aver


4
L e mo t toi l ette s ap p l i ue aus
.si à ’
q
l

act io n de s habi ll er,

met t re l es h abit s, se l aver et c .
,
et c.
5
Le mo t
toilette a do nc deu x significat io ns ; ’
c e st un meuble , et c est aussi

l

en

Sembl e des so ins de p ro p ret é q ue l d è l e l ever 8


Un robinet

on p re n ap r s .

est un i nst rument (de mét al ou de bo i s) q ui do nn e p assage al



eau et q ue

l

o n o uvre o u f
er me sel o n l a né cessit é . Il y a un ro bi net au f ût dans

l al ph abet du P remi er L ivre, p age 10



.
88 CO UR S DE FR A N ÇA I S .

nous nous lavo ns l eau nous m o u i l l e la figure et ,


no s mai ns so nt t ou t humides Le c o nt raire de .

mouillé est sec et S é c h e r c est enlever ,


faire ’

disparaît re ) l eau E h bien quand o n se la ve a ve c



.
, ,

quo i se sè che ( s essuie ) t O u ? O n s essuie ave c


1
!

- -

une s e r v i e t t e ou un e s s u i e m a i n s Vous -
.

pou vez v o ir deux ser viett es suspendues à ce port e


servi e tt es ac ôt é de l achaise et du p o t à l eau ’
.

L eau ave c laquelle vous vous ’

lavez est ce de l eau de mer ou de -


’ ’
l eau de r1v1ère ? N o n c est de l eau ,

de pompe Nous avo ns une pompe


m
.

derri ère la maison R egardez com e .

2 ’
l eau co ule de c ett e pompe dans le
11 8 911 3

p o t à l ea u
08 1 3
Comme nt la ser v ant e ’
.

fait elle ve nir l eau de la pompe ? Elle lè ve et


-

baisse alt ernati ve me nt le ma nche de la pompe


3
.

Faut il pomper longt emps pour remplir


-
re ndre
ple in) l e p o t ? N o n il n est pas grand et l eau ,
’ ’

coule abo ndamme nt a ve c abo ndance ) .

Je ne c omprends pas les mo t s p l e i n et r e m


l i r E h b i e n regardez c e v erre a la pag e 8 9
p .
,
.

Da ns ce verre il y a de l eau une c ert aine quant it é ’


,

d eau seulement Il peu t en co nt enir une plus



. .

gra nde quant it é Quand il c o ntie nt t out ce qu il .


1
De

s ess uger . Cf Gr ,
. . 1 67 .
3
Coul er

c est le mo uvement ro
p p re

des l i ui desq en gé n é ral sur un pl an incl in é ; l eau de l a



ri vi è re co ul e
ent re l e s bo rds de l a ri vi ère . Baisser signifie do nner un mo u
8
vement

dans l a di rect i o n d en bas c est l e co nt rai re delever q ui Veut dire p o rt er


’ ’

ou p o usser e n h aut .
DE Ù XI ÈM E L I VRE . 89

c nt ni
o e r il est plei n 1
p eut ,

rempl i) Voul ez vous remplir .


-

ce v erre ? N o n il c ont ie nt ,

déj à assez d eau Il ne faut ’

’ 2
a s l e rempl ir jusqu au bord
p .

Dans ce verre d eau il y a ’

une cu illère
3
E st ce une pet it e .

cu illère ? N o n c es t une cu il
4 ’
,

l è re ordinai re une cu illère pour ,

ma nge r la soupe E st elle en


5
.
-

argent ou en or ? Elle est en


arge nt Vous le sa vez le dollar
.

est d arge nt ; le fr

a nc est aussi
d arge nt L argent est un me U m d m
7
.
il
7
n ve
,
avec une cu

t al pré ci eux bri llant de c o u


1 d d ere e ans
, ,

leur blanche quand il est pol i et de c ouleur gri se ,

dans so n é t at nat urel L O r est un mé t al plus pré .


cieux que l arge nt O n le t rou ve en C al ifornie en



.

grandes quant it és Il est de coul eur jaune et il est .

t rès brill a nt
-
.

N avez vous pas une pet it e cuill ère Jeanne ?


6

-
,

Oh ! j en ai une douzaine Co mb ie n est ce une



.
-

douzaine ? Douz e Douze art icles ou obje t s de .

1
Le co nt rai re de p lein est vide. Un verre q ui ne co nt ient p as de
liq uide est vide.
3
L a p art ie circ ul aire sup é ri eure ui t er mine l e verre


q
s app el l e

le bord o u les barde du verre .
3
P ro no ncez cui -
lère .
4
En f
ran

çai s o n di t o rdin aire ment un e _



p et i t e c uil l è re , et no n une cui ll è re à
ca fé ou à th é .
5
En f nçai
ra s, o n di t manger l a so upe . Vo us b u v e z
du ca fé ,
du t h é des , l i q ui d ; v es o us ma n g e z des v i an d e s, de s ch o se s
so l ide s .
5
Une et no n p as de, ici p arce q ue l a p h rase, q u iqu
o e ayant

une f
or me né gat ive , a en ré al it é un sens afli rmaü f .
90 CO UR S DE F R A N ÇAI S .

même na ture font une douzaine Jai a uss i une .


douz aine de co uteaux et de fourchet t es 1


.

O ù est le verre d eau ? Dans l a main de quel ’

p
’ ’
q u u n d u ne erso nne ) Ce t t e perso nn e t ie nt .

le verre avec les t ro is premiers doigt s Pou vez .

v ous t en ir un verre av e c t ro is doig t s ? J e peux l

t e nir ave c deux do igt s ma is pas a uss i bien qu ave c ,


t rois .

R egardez ce garç on

q u i e s t a ge nou x au
bord d un ruisseau Il ’
.

a faim et soif il n a rien ,


2 ’

à manger ma1 s I l a ,

t rou v é ce ru isseau et il

se rafraîchit en buvant 8
.

Do it il dans un v erre ? -

N o n il a fabriqué un ,

u s t e n s i l e pour bo ire ;
c es t une espè c e de gobe

let t asse ) Il avait .

bien soif et il é t ait loin


U g ç b d l
n ar o n uvant e

eau.
de sa mais on Il a un .

g é m e I nventif et vo il à un us t ens ile fabri qué pour


,

le beso in du moment M oi qu and je vais da ns les .


,

1
Cf p 12 . . .
3
L a faim e st l e dé sir de manger ,
l e dé sir de l

est o mac
de mp l i r ; la if e st l e dé sir de bo i re , de se ra raî
ch i r.f R emar uez q
m
se re so

q ue l

on dit avoir so i f, avoir fai , c a -

.

d. qu ’
on e mp l o ie le verbe avoir .

Co mp arez j

ai 18 ans (p 8 6
.
) e t ,
j

ai p eur (p .
3
De boire (buvant, bu),
â d i nt ro dui re dans l a bo uch e
c- —
. et l

est o mac q
un l i ui de, de l eau; et c

p o ur se ra raî
chi r. f L e p ré sent e st j e bois, t u bois, il bo it , nous buvons,
vous buvez , i ls boi vent Cf Gr , . . .
fil 180 .
92 CO UR S DE F R A N ÇA I S .

livrer c om me d h ab it ude à ses ch ères é t udes


,
1 ’
,
.
" 8
.

Le so ir est ve nu il a al lumé la l am p e ,

Ma is il n est pas g ra nd père po ur r ien et ses ’


-
,

t ro is p et i t es fi ll es n e nt e ndent p as q u i l pas se la
3 ’ ’
-

so ire e ainsi E lle s e nt re n t t ou t do uc e merit et le


.
5

s urpren ne nt au milie u de sa le c ture L u ne a …



,

dro it e mo nt e sur l e b ras du faut euil ; une se co nde


,

se pré c ip i t e da ns les jambes du v i e illard la sse


6
q ui i
t omber le l i vre q u il t e na it à la mai n ; la t ro is ième

un p ied sur un pe t i t t aboure t la main sur l épaule



,

de g rand papa l ui dit à l ore ille : I l nous faut une


-
,
’ “

h ist o ire bo n papa une h ist o ire


, ,

Celui ci veu t d abo rd refuser Mais comme nt se


- —

.

sous t raire aux pressant es sollicit at ions de ces t ro is


-

ge nt illes pet it es filles ? A ussi sa ns se faire prier ,

plus lo ngt emps il leur ra co nt e ce t t e fable ,

L e S o l e il et l e Ve n t .
7

Un j our le so l eil et le vent en trèrent en disp ute p o ur

savo ir l equel des deux p arvi endrai t l e p l us vit e à faire ô t er 8

i h i y eur qui march ait sur l a


b g
)
9
q u t t er so n a t un vo a
-

g ran de ro ut e. Le vent p ré ten di t 10


ê tre l e pl us fo rt et le vo il à.

F ém
'

3
S e l ivrer de eæcl usi re.
1
le une attenti o n

a se ns s o cup er avec
c .

p l . de ch er . Cf Gr .
fil 31 .
3
Cf p 5 0,
. . n . 1 4
La so rée i e st l a duré e
du so ir e nt i e r. Cf .
j ourné e p.7 5 ,
n . 1 .
5
T o ut do ucement sans bruit .

D o ucement l adv. de dons vent est u n



est 3
S e p récip ite 7
Le

. court .

co urant d air p l us

ou mo i ns rapi de dan s l

at mo sp h è re . Qu an d le ve nt

e st x t êmement
e r rap i de n o us avo n s un e t mp éte
' 8
. Co n d . é
p s
r . de

p a r veni r . C f p 1 2,
. . n . 8 ; p 14 n . 4 . et Gr . ,
fil 1 77 .