Vous êtes sur la page 1sur 2

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

Componente: Seminário Interface Sociologia e História


Curso: História
Professor: João Rodrigo A. Santana
Aluno: Rafael Dantas
Semestre: 2018.2

2ª PROVA DISCURSIVA

Com base na bibliografia indicada abaixo, bem como nas discussões em sala, disserte
sobre o pensamento de UM dos autores trabalhados no curso – MARX ou WEBER. Na
resposta busque explorar o seu método sociológico, a análise que o autor faz acerca da
sociedade moderna, bem como defina os principais conceitos formulados por ele.

Autor escolhido: Marx

Em seus estudos sociológicos, Marx procura compreender a sociedade moderna a partir


da História, analisando, como fio condutor da investigação, as relações econômicas que
emergem dos conflitos sociais dados na exploração de uma classe sobre outra, da
exploração do homem pelo homem. A análise sociológica marxista tem como ponto de
partida o Modo de Produção de bens, característico de cada etapa ou época de
desenvolvimento da sociedade. Deste modo, de acordo com a teoria marxista, a história
da humanidade desenvolve-se desde o Modo de Produção Primitivo (ocorrido na Ásia,
que consistia em fabricar instrumentos rudimentares como o arco, a flecha e utensílios de
pedra), até a possibilidade de superação do Modo de Produção Capitalista, em que a
sociedade experimentaria uma fase de sua história em que não haveria divisão de classes
sociais. No entanto, tal desenvolvimento não se dá a priori, naturalmente. Na teoria
marxista a práxis dos sujeitos é, de todo o processo histórico, a figura central.

De acordo com Giddens, o sentido da História, para Marx, é inteiramente construído pela
sociedade humana por meio dos embates culturais, econômicos, religiosos e políticos que
esta mesma sociedade estabelece e tenta administrar. Neste sentido, a liberdade e a
criatividade do homem são responsáveis pela grande marcha da história. A incitação de
Marx pela necessidade de mobilização da realidade histórico social advém da
pressuposição fundamental de que o homem se constitui, constrói a si mesmo na vida
social através da intervenção direta e da atividade crítica. A vida social, para Marx, nada
mais é do que a constante relação do homem com a natureza e a relação que mantém com
as outras pessoas, no contexto social. Esquecer desta “condição humana” é estar submerso
na alienação de si mesmo enquanto sujeito.
Tal alienação, denuncia Marx, é o emblema mais eloquente da modernidade. Com a
consumação do Modo de Produção Capitalista, avalia, a sociedade burguesa firma-se na
primazia do indivíduo, no isolamento que mantém relações apenas abstratas, via
consumo. Na sociedade burguesa, cada indivíduo basta a si mesmo. A liberdade burguesa
é aquela que se submete a um corpo de leis que lhes garante proteção à propriedade, por
isso é uma sociedade individualista que tem a sua expressão máxima no capital e na posse
individual dos meios de produção. Esta é a sociedade que é preciso transformar, via ação
direta dos que são oprimidos por esse modelo de organização social excludente e
limitador das potencialidades verdadeiramente humanas.

BIBLIOGRAFIA:

GIDDENS, Anthony. Capitalismo e moderna teoria social. Editorial Presença.

GORENDER, Jacob. Introdução: o nascimento do materialismo histórico. In: MARX,


Karl & ENGELS, Friedrich. A Ideologia Alemã. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. VII
– XLIII.