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GUIA OFICIAL DE CAPACITAÇÃO

Redes GPON &


Aplicações Switch

Conceito
Configuração
Operação
Atividades práticas

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Este material foi desenvolvido pelo Centro de Treinamento DATACOM exclusivamente para o curso de Redes GPON &
Aplicações Switch.

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modo ou por qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia
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Apesar de terem sido tomadas todas as precauções na elaboração deste material, a DATACOM não assume qualquer
responsabilidade por eventuais erros ou omissão bem como nenhuma obrigação é assumida por danos resultantes
do uso das informações contidas neste guia. As especificações fornecidas neste documento estão sujeitas a
alterações sem aviso prévio e não são reconhecidas como qualquer espécie de contrato.

Versão da Apostila: 4.5.4 2


Portfólio DATACOM 6
Ethernet Switches & IP
GPON

Linha de Equipamentos DmOS 13


Características de Hardware da Linha DM4050
Características de Hardware da Linha DM4370
Características de Hardware da Linha DM4170
Características de Hardware da Linha DM4250
Características de Hardware da Linha DM4270
Características de Hardware da Linha GPON DM4610 e DM4615
Console
Interface de Gerência MGMT
Módulos de Conexão Ethernet
ONU - DM984 e DM985
Design de Rede
Aplicações
Cuidados com a Instalação dos Equipamentos

Acesso ao Equipamento 85
DmView - Plataforma Integrada de Gerência de Redes
Software de Gerenciamento de Provedores
Acesso Serial ou Remoto
Command Line Inerface - CLI
Estrutura Básica dos Comandos

Operação DmOS 113


Tipos de Configuração
Aplicar Configurações
Configurações Candidatas
Rollback de Configurações
Arquivos de Configuração
Manuseio de Arquivos de Configuração

Primeiras Configurações 121


Atualização de Firmware
Hostname
Interface MGMT
Configuração de Clock
SNTP - Simple Network Time Protocol
Timeout da Sessão, Paginação e Histórico de Comandos

Orçamento de Potência 130


Orçamento de Potência
Cálculo do Enlace Óptico
Exemplo Prático
Alcance Físico e Lógico
Cálculo da Velocidade do Link GPON

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GPON - Gigabit Passive Optical Network 145
Conceitos GPON e GEM
Estrutura de Quadro
T-CONT
Topologias Típicas de Redes GPON - Autenticação PPPoE e DHCP
GPON: Dicas para Configuração
Passo 1: VLAN - IEEE 802.1q
Passo 2: Service VLAN
Passo 3: Habilitar o Ramo GPON e Descoberta da ONU
Passo 3: Distância Lógica das ONUs no Ramo GPON
Passo 4: Controle de Banda - Bandwidth Profile
Passo 5: GPON Line Profile
Passo 6: Provisionar ONU
Passo 7: Service Port
Passo 8: Profile de Parâmetros da ONU
Passo 9: Auto Provisionamento
Passo 10: GEM Traffic Profile
Passo 11: SIP Profile
Passo 12: Media Profile
Passo 13: Profile SNMP

Configuração da ONU 202


Reboot ONU
Interface Ethernet da ONU
Atualização de Firmware da ONU
ONU Router e WiFi

Aplicações Switch 216


Link Aggregation
Rapid Spanning-Tree - IEEE 802.1w
Ethernet Automatic Protoction Switching - EAPS
QinQ - IEEE 802.1ad

Manutenção 229
Consulta da Potência Óptica da ONU Bridge e OLT
Consulta da Potência Óptica da OLT
IP Spoofing e Anti Rogue
Storm-Conrol
Monitoração da CPU e Memória
Alarmes e DEBUGs
Logs
MAC Address
SNMP - Simple Network Management Protocol

Referências Bibliográficas 245

Contatos 246

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A Datacom desde a sua fundação, em 1998, sempre teve seu foco no desenvolvimento de produtos e soluções
tecnológicas. O investimento constante e crescente em pesquisa e desenvolvimento é uma marca em sua história e
principalmente uma diretriz que sustenta nossas ações no dia a dia.

A Datacom tem a maior equipe de desenvolvimento da América Latina entre os fabricantes de produtos para
Telecomunicações, com centenas de desenvolvedores atuando diretamente na criação de novos produtos.

Situada em Eldorado do Sul/RS, a planta fabril da Datacom opera com as mais modernas linhas de montagem SMT e
conta com equipamentos de última geração para a inspeção e controle de montagem, que aliados a um sistema
automatizado de testes asseguram a qualidade do processo e do produto final.

Os produtos Datacom são produzidos dentro dos mais modernos padrões e certificações. Fomos a primeira empresa
na América Latina a certificar seus produtos no Metro Ethernet Fórum.

A Datacom oferece soluções completas do backbone ao acesso, através de um amplo portfólio. Contemplam nossas
linhas de produtos tecnologias como Switches Metro Ethernet, MSAN, GPON, Plataformas de Acesso Multisserviço,
SDH NG e uma grande variedade de produtos de acesso sobre infraestruturas de cobre ou fibra.

Serviços tecnológicos também fazem parte do portfólio de soluções da Datacom. Por isso oferecermos soluções
como projetos de design de redes do alto e baixo nível (HLD e LLD), análise de viabilidade, ampliação,
monitoramento e gerenciamento de redes, suporte técnico 24x7 local e remoto, operação assistida, instalação de
equipamentos e treinamentos.

A busca constante na satisfação dos clientes é o grande diferencial da Datacom. Através da comunicação direta e
ágil, não medimos esforços para fornecer um atendimento de qualidade técnica diferenciada com profissionais
treinados e capacitados para responder as demandas cada vez mais urgentes desse mercado.

Versão da Apostila: 4.5.4 5


Diante de um cenário de crescente competitividade, no qual o acesso Internet se tornou uma commodity disponível
em múltiplos fornecedores, é preciso construir redes com alta relação custo x benefício, e que principalmente ofereça
diversas opções de topologia para todos os tamanhos de orçamento.

Entendendo esta demanda, desenvolvemos um portfolio completo desde o backhaul até o acesso, com tecnologias
Metro Ethernet, GPON e xDSL que atendem às necessidades de comunicação e conectividade. A DATACOM possui
soluções completas.

Apresentaremos na sequência as linhas de produtos DATACOM com as suas principais características de hardware e
software. Ao final deste capítulo você saberá:

• Identificar e diferenciar os equipamentos pertencentes as linhas de atuação da DATACOM;


• Posicionar os equipamentos conforme a necessidade de cada aplicação;
• Desenhar novas soluções e realizar propostas de equipamentos.

Versão da Apostila: 4.5.4 6


Cada produto conta com funcionalidades singulares que satisfazem aos mais diferentes cenários, desde pequenos e
médios negócios até aplicações Carrier Class complexas em redes Metro Ethernet, implementando uma solução
completa para redes de core, edge, corporativo e usuário final.

Versão da Apostila: 4.5.4 7


A linha de comutação DM1200E da DATACOM oferece uma solução Gigabit Ethernet para atender a demanda
crescente em aplicações de redes corporativas. Possui funcionalidades L2 completas e roteamento estático. Formada
por diferentes modelos de configuração fixa para instalação em rack de 19“, permite a criação de redes de baixo custo
com alta capacidade de tráfego. Suportam uma série de funcionalidades avançadas, como configuração simultânea
de VLANs, Link Aggregation e protocolo de proteção e redundância de rede spanning-tree e para redes multicast
suporta a funcionalidade de IGMP.

Os roteadores da família DM2500 fornecem a solução ideal para o atendimento das demandas das operadoras de
telecomunicações que comercializam soluções IP para clientes corporativos. Com gabinete metálico compacto de 1U
de altura, contam com uma fonte de alimentação interna universal AC/DC com seleção automática e redundância
através de fonte externa opcional. Até dois dispositivos podem ser instalados lado a lado em um rack de 19″ através
de um adaptador MA-01.

O DM2100-EDD (Dispositivo de Demarcação Ethernet) é uma família de switches DATACOM destinada a oferecer
serviços inteligentes de demarcação LAN/WAN na última milha de redes de acesso Metro Ethernet. Com o DM2100-
EDD é possível monitorar e controlar os serviços Ethernet e TDM com ferramentas de OAM até o equipamentos CPE,
facilitando o atendimento de SLA em toda a rede.

Versão da Apostila: 4.5.4 8


Os switches da família DM2300 oferecem uma solução Carrier Grade que atende as crescentes demandas dos
provedores de acesso, que exigem níveis elevados de SLA (Service Level Agreement) para os serviços Ethernet
oferecidos aos seus clientes. São equipamentos de mesa compactos de 1U de altura em gabinete metálico e não
requerem ventilação forçada. Contam ainda com uma fonte de alimentação interna full-range AC/DC com seleção
automática. Até dois dispositivo

O DM4370 é um switch compacto e de alto desempenho pronto para atender a crescente demanda pela migração dos
serviços para altas capacidades até 10 Gbps. O switch baseia-se no sistema operacional modular de rede DmOS, com
suporte a um conjunto completo de funcionalidades L2/L3, incluindo suporte a MPLS, tornando o produto a solução
perfeita para aplicações corporativas e de backhaul móvel de alta capacidade e alto valor agregado. O switch contém
4 interfaces 10GE ópticas baseadas em conectores SFP+, 4 interfaces ópticas 1GE baseadas em conectores SFP e mais
4 interfaces GE elétricas. O produto contém um módulo de alimentação integrado AC/DC universal e uma entrada
opcional 12V DC para operação em redundância, atendendo os requisitos de serviços de alta disponibilidade.

A linha de switches DM3000 é composta por 4 diferentes modelos. São equipamentos de 1U de altura, para instalação
em racks de 19". Possuem comutação wire speed e opções de modelos voltados para aplicações L2 e L3.

A linha de Switches Empilháveis Gigabit Ethernet e 10 Gigabit Ethernet DM4100 é composta por vários modelos,
oferecendo portas elétricas, inclusive com PoE+ e óticas. São equipamentos de 1U de altura, para instalação em racks
de 19". Possuem comutação wire speed e opções de modelos voltados para aplicações L2/L3 e MPLS.

A família DM4050 é composta por dois modelos de switches Gigabit Ethernet, um com interfaces óticas e outro com
interfaces elétricas, com seis interfaces de uplink 10Gigabit Ethernet e sistema operacional de redes DmOS. Através de
um conjunto completo de funcionalidades L2 e L3, os switches DM4050 são direcionados para aplicações de acesso e
agregação em redes Metro Ethernet ou redes corporativas. Os switches têm 1U de altura, prontos para instalação em
racks padrão 19 polegadas. Ambos modelos contêm dois slots para instalação de fontes de alimentação universal
AC/DC para operação em modo redundante, garantindo uma criação de serviços de alta disponibilidade.

Versão da Apostila: 4.5.4 9


A família DM4170 é composta por dois modelos de switches GE, baseados no sistema operacional modular de redes
DmOS. Um dos modelos contém 12 interfaces 10GE e o outro contém 4 interfaces 10GE mais 2 interfaces 40GE, sendo
que ambos contêm adicionalmente 24 interfaces 1GE óticas. Com um conjunto completo de funcionalidades L2/L3,
incluindo suporte a MPLS, os switches são a escolha perfeita para diversas aplicações de acesso e agregação GE e 10GE
nas redes corporativas e metro ethernet. Os switches têm 1U de altura e são projetados para instalação em rack
padrão de 19". Ambos os modelos têm dois slots com suporte a inserção a quente para instalação de fontes de
alimentação redundantes AC ou DC, garantindo alta disponibilidade de operação e serviços.

A linha de Switches DM4000 oferece uma ampla gama de equipamentos para as mais variadas aplicações em redes
Metro Ethernet e redes corporativas de alto desempenho, do acesso ao core, oferecendo tecnologias como 10 Gigabit
Ethernet, Gigabit Ethernet e Fast Ethernet com suporte para cobre ou fibra, assim como E1 e STM-1. Trabalhando em
diversas camadas, os switches permitem a implementação de qualidade de serviço (QoS), redes privativas virtuais
(VPN), funções de alta disponibilidade e segurança, emulação de circuitos TDM sobre redes IP, além de comutação
Wire Speed L2, L3 e MPLS.

Versão da Apostila: 4.5.4 10


A família de switches DM4270 fornece alta capacidade de comutação para o atendimento das crescentes demandas
de agregação de tráfego IP em redes de acesso e agregação Metro Ethernet, redes corporativas de alta capacidade e
agregação de servidores e redes em Datacenters, sempre fornecendo alto desempenho e confiabilidade. Baseado no
sistema operacional de redes DmOS, os switches DM4270 garantem robustez e alta disponibilidade de serviços em
uma plataforma com suporte a uma série de funcionalidades L2, L3 e MPLS.

Appliance NFV - A tecnologia tem inúmeras utilidades e funções. Embutida em um software que roda em uma CPE
virtual, a SD-WAN pode monitorar as condições de todos os serviços de linhas públicas e privadas, e determinar como
rotear cada tipo de aplicação do modo mais adequado. Linha composta por diversos modelos de forma a ajustar-se às
necessidades de performance das aplicações, através de processadores dual core ou quad core e diferentes
capacidades de memória RAM e memória de armazenamento. Plataforma com suporte opcional a expansões Wi-Fi e
também LTE/3G.

Versão da Apostila: 4.5.4 11


O DM4610 OLT GPON é uma solução compacta de 1U de altura e com ótimo custo benefício para prover serviços FTTx.
Possui 4 ou 8 portas GPON, 4 ou 12 portas 1GbE e 2 portas 10 GbE em conectores SFP+. É compatível com o padrão ITU-T
G.984 e ITU-T G.988. Cada enlace GPON suporta taxas de downstream 2,488 Gbps e upstream 1,244 Gbps além de
oferecer alocação dinâmica de banda (DBA). A configuração dos requisitos de rede é realizada remotamente pelo
protocolo OMCI. Suporta alimentação AC ou DC em fontes de alimentação independentes, redundantes e hot-
swappaple.

O DM4615 OLT GPON é uma solução compacta e com ótimo custo benefício para prover
serviços FTTx. O modelo DM4615 16GPON suporta até 2048 assinantes em 16 portas
GPON (1:128 split ratio), possui 4 portas 1GbE (elétricas em RJ45) e 4 portas 10 GbE em
conectores SFP+. É totalmente compatível com o padrão ITU-T G.984 e ITU-T.988. Cada
enlace GPON suporta taxas de downstream 2,488 Gbit/s e upstream 1,244 Gbit/s e oferece
alocação dinâmica de banda (DBA).
A família DM984 GPON ONU (unidade de rede ótica) oferece solução de acesso em fibra ótica de alta velocidade.
Permite que sejam oferecidos serviços de dados, voz e vídeo sobre IP para usuários empresariais e residenciais. Os dados
Ethernet são transportados de forma transparente pelo link GPON e entregues a uma unidade de terminação de linha,
como o DM4610 OLT. Possui capacidade de adicionar, remover e alterar VLANs, além de suportar QoS e multicast para o
transporte de vídeo.

Versão da Apostila: 4.5.4 12


Apresentaremos na sequência as características do hardware da linha de Switches e OLTs GPON com sistema
operacional DmOS e das ONUs GPON DATACOM. Ao final deste capítulo você será capaz de:

• Diferenciar os modelos de equipamentos com sistema operacional DmOS e posicioná-los de acordo com
cada topologia;
• Identificar as características de hardware de cada um dos equipamentos e como se comportam;
• Distinguir os diferentes módulos de conexão SFP Ethernet e GPON;
• Visualizar as diferentes topologias em que os equipamentos podem ser utilizados;
• Identificar e executar as boas práticas de instalação dos equipamentos e seus acessórios.

Versão da Apostila: 4.5.4 13


Os switches da família DM4050 fornecem a solução ideal para o atendimento das crescentes demandas de agregação
de tráfego e acesso a serviços em redes Metro Ethernet e redes locais de alta capacidade.

A linha é equipada com o sistema operacional modular de redes DmOS, garantindo robustez e alta disponibilidade
de serviços em uma plataforma com suporte a uma série de funcionalidades L2/L3, dentre as quais destacam-se o
suporte a operações com VLAN como QinQ e VLAN Translate, LAG/LACP, operação em anel através do protocolo
EAPS, suporte a RSTP, protocolos de roteamento OSPF e BGP, filtros para criação de políticas de acesso (ACL),
funcionalidades de QoS, entre outras.

São disponibilizados dois modelos de switches, sendo um com interfaces elétricas e outro com interfaces óticas,
ambos contendo seis interfaces de uplink 10GE baseadas em conectores SFP+. Todo o encaminhamento L2/L3 dos
pacotes é feito em hardware, assim como a aplicações de filtros e as políticas de QoS, garantindo operação
wirespeed para qualquer tamanho de pacote.

Os produtos oferecem configuração através de linha de comando (CLI) acessível por SSHv2, Telnet e porta console
RS-232 ou USB. Funcionalidades de RADIUS e TACACS permitem a criação de políticas de autenticação e autorização
de acesso de usuários. Também são disponibilizadas funcionalidades de Syslog local e remoto, clientes NTP, DHCP e
SNMP para permitir o gerenciamento e troubleshooting remoto dos equipamentos.

Os switches da família DM4050 são equipamentos compactos de 1U de altura prontos para instalação em racks
padrão 19 polegadas. Contam com redundância de alimentação através de dois slots hot-swap para fontes de
alimentação universal AC/DC com seleção automática, permitindo operação de serviços de alta disponibilidade.

Versão da Apostila: 4.5.4 14


Versão da Apostila: 4.5.4 15
Entrada de alimentação AC/DC:

DM4050 24GX+6XS DM4050 24GT+6XS


Consumo 85W 65W
Máximo
Corrente 0,85 A (AC) 0,65 A (AC)
Máxima 2,1 A (DC) 2,1 A (DC)

Versão da Apostila: 4.5.4 16


Os equipamentos da linha DM4050 possuem dois slots para fontes de alimentação PSU85 (fornecidas
separadamente) na parte frontal e dois terminais de alimentação tipo plugue IEC 320/C14 de três pinos, sendo cada
terminal responsável por fornecer alimentação para cada uma das fontes.
As fontes PSU85 trabalham de forma redundante 1:1, sendo que apenas uma é suficiente para manter o pleno
funcionamento do equipamento. Além disto, possuem tensão de entrada de alimentação flexível, podendo operar
tanto em AC 100/240V (50/60Hz) quanto em DC -48/60Vdc de forma independente.

A inserção ou a retirada da PSU85 pode ser realizada “a quente” (hot-swap), o qual permite a operação ininterrupta
do equipamento, caso uma das duas fontes de energia seja desligada ou apresente falhas. No seu painel frontal há
um LED (ON) que, quando acesso, indica que a fonte está operacional e alimentada corretamente.

Na situação em que ambas as PSUs estejam presentes e as entradas de alimentação estejam energizadas e
operando com tensões dentro da faixa especificada, a entrada de alimentação principal (MAIN) terá preferência
sobre a entrada de alimentação BACKUP.
O fusível F4 da PSU suporta uma corrente de até 3,15 A, sendo do tipo T (delay), 250V. Caso seja necessário,
substitua-o somente por outro com as mesmas especificações. O fusível F3 suporta até 10 A, do tipo Fast Acting,
125V. Caso seja necessário, substitua-o igualmente por outro com as mesmas especificações.

Versão da Apostila: 4.5.4 17


O fluxo de ar para a ventilação ocorre pelas entradas na parte frontal, lateral esquerda e pelas saídas na traseira. É
de suma importância que as entradas e saídas de ar estejam desobstruídas e com livre circulação para que a
temperatura do equipamento mantenha-se dentro dos níveis assegurados de funcionamento, observando-se
também a refrigeração do ambiente.

Versão da Apostila: 4.5.4 18


Os equipamentos da linha DM4050 possuem no painel traseiro um ponto de aterramento auxiliar de segurança. Este
conector deve ser ligado ao aterramento da instalação (FGND).

As fontes de alimentação PSU85 podem ser conectadas a quente. Para conectá-la alinhe a placa de circuito impresso
às guias plásticas do slot e introduza a placa até que seu painel toque o painel do equipamento. Após, atarraxe os
parafusos recartilhados a fim de garantir a correta fixação da fonte. Caso o slot a ser utilizado esteja protegido por
painel cego, remova-o previamente, retirando os parafusos com auxílio de uma chave Philips.

Cada slot para PSU possui uma entrada de alimentação independente, que encontra-se no painel traseiro alinhada
com seu respectivo slot. O equipamento ligará apenas se houver pelo menos uma PSU devidamente alimentada.

Versão da Apostila: 4.5.4 19


Os switches DM4370 oferecem alta capacidade de comutação para o atendimento das crescentes demandas de
demarcação de acesso na prestação de serviços Metro Ethernet com desempenho e confiabilidade.

A família é equipada com o sistema operacional modular de redes DmOS, garantindo robustez e alta disponibilidade
de serviços em uma plataforma com suporte a uma série de funcionalidades L2/L3/MPLS, dentre as quais se
destacam o suporte a operações com VLAN como QinQ e VLAN Translate, LAG/LACP, operação em anel através do
protocolo EAPS, suporte a RSTP, protocolos de roteamento IP estático e dinâmico utilizando OSPF e BGP, MPLS LDP,
filtros para criação de políticas de acesso (ACL), funcionalidades de QoS, entre outras.

O DM4370 inova ao levar o MPLS até o acesso, garantindo a entrega de circuitos LAN-to-LAN transparentes. Com a
infraestrutura LDP é possível implementar os serviços de VPN ponto-a-ponto (VPWS).

Todo o encaminhamento L2/L3/MPLS dos pacotes assim como aplicação de filtros e atribuição em filas de
priorização é feito a nível de hardware, garantindo operação wirespeed para qualquer cenário e em todos os
tamanhos de pacote.

Os produtos oferecem configuração através de linha de comando (CLI) acessível por SSHv2, Telnet e porta console
RS-232 ou USB. Funcionalidades de RADIUS e TACACS permitem a criação de políticas diferenciadas com níveis de
autenticação e autorização de acesso de usuários. Também são disponibilizadas funcionalidades de Syslog local e
remoto, clientes SNTP, DHCP e servidor SNMP para permitir o gerenciamento e troubleshooting remoto dos
equipamentos.

São equipamentos compactos de 1U de altura em gabinete metálico. Contam com uma fonte de alimentação
interna universal AC/DC com seleção automática e redundância através de fonte externa opcional. Até dois
dispositivos podem ser instalados lado a lado em um rack de 19" através de um adaptador.

Versão da Apostila: 4.5.4 20


Quanto as entradas de alimentação:

DM4370 Alimentação Alimentação 12V


4GT+4GX+4XS AC/DC

Consumo Máximo 33W -


Corrente Máxima 0,35 A (AC)
2,5 A
1 A (DC)

Ao utilizar SFP/SFP+ de categoria comercial a temperatura ambiente de operação máxima recomendada para o
produto é de 45°C. Para o produto operar em temperatura ambiente máxima de 55°C devem ser utilizados SFP/SFP+
de categoria industrial.

O DM4370 deve estar instalado em um local seco e ventilado. As laterais, o painel frontal e o painel traseiro devem
permanecer desobstruídos para correta ventilação e convecção de ar do equipamento. Nunca apoie qualquer tipo
de material sobre o produto.

Possui uma ventoinha no painel traseiro ao lado das entradas de alimentação para auxiliar na dissipação de calor do
produto. Jamais obstrua as aberturas de ar enquanto o produto estiver em operação.

Versão da Apostila: 4.5.4 21


O produto disponibiliza uma interface USB device em conector mini-USB tipo B que opera em modo console. A
interface console USB é acessível via cabo adaptador USB mini-USB tipo B para USB host tipo A (acessório não
incluído com o produto). O driver para uso desta interface no Windows pode ser encontrado no site da Datacom.

Versão da Apostila: 4.5.4 22


O DM4370 apresenta duas entradas de alimentação independentes no painel traseiro. O equipamento pode operar
normalmente caso qualquer uma das duas entradas esteja alimentada conforme os níveis de tensão e capacidade de
corrente esperados.

Adicionalmente o equipamento suporta alimentação redundante e a inserção/remoção dos cabos de alimentação a


quente (hot-swap). Desta forma permite operação ininterrupta caso uma das duas fontes de energia seja desligada ou
apresente falhas.

Na situação em que ambas as entradas de alimentação estão conectadas e operando com tensões dentro da faixa
especificada, a entrada de alimentação AC/DC terá preferência sobre a entrada de alimentação DC.

A entrada de alimentação AC/DC possui um plug IEC 320/C14 e funciona tanto para ligação direta em redes elétricas
convencionais quanto barramentos DC -48/60Vdc. O equipamento é capaz de detectar automaticamente a
polaridade, o tipo de tensão de entrada utilizada (AC ou DC) e ajustar a operação interna para o funcionamento
adequado.

De acordo com a norma NBR 14136 o pino de aterramento do produto deve ser conectado às instalações de
aterramento do local de instalação uma vez que os pinos de alimentação não possuem indicação de polaridade.

A entrada de alimentação 12V DC é realizada através de um plug DC jack e é utilizada em conjunto com fontes de
alimentação externas que fornecem a tensão nominal de 12V em corrente contínua. A polaridade do plug é observada
a seguir.

Versão da Apostila: 4.5.4 23


O equipamento pode ser acomodado em racks de 19 polegadas com o uso do acessório MA-01 (adquirido
separadamente através do código 800.0141.xx). Até duas unidades de produtos das linhas DM2100 (EDDsII), DM2300,
DM2500 e DM4370 podem ser dispostas lado a lado, ocupando apenas 1U de altura.

Para a instalação na MA-01 remova os parafusos de fixação dos pés de borracha frontais usando uma chave Phillips,
e utilize os mesmos parafusos e a mesma furação para garantir a fixação do DM4370 no adaptador, conforme
ilustrado na figura abaixo.

Após a instalação dos equipamentos no adaptador, leve o conjunto ao rack e insira dois parafusos padrão M5 (não
enviados com o produto) em cada orelha lateral do adaptador, para firmar o conjunto nas porcas-gaiola do rack (não
enviadas com o produto). Por fim, aperte os parafusos de modo a garantir que o conjunto esteja devidamente fixado
no rack.

Versão da Apostila: 4.5.4 24


Os switches da família DM4170 fornecem alta capacidade de comutação para o atendimento das crescentes
demandas de agregação de tráfego e acesso a serviços em redes Metro Ethernet e redes locais de alta capacidade,
sempre fornecendo alto desempenho e confiabilidade.

São equipados com o sistema operacional modular de redes DmOS, garantindo robustez e alta disponibilidade de
serviços em uma plataforma com suporte a uma série de funcionalidades L2/L3/MPLS, dentre as quais destacam-se
o suporte a operações com VLAN como QinQ e VLAN Translate, LAG/LACP, operação em anel através do protocolo
EAPS, suporte a RSTP, protocolos de roteamento IP estático e dinâmico utilizando OSPF e BGP, filtros para criação
de politicas de acesso (ACL), funcionalidades de QoS, entre outras.

Operam como LER ou LSR em uma rede MPLS, através do estabelecimento de LSPs e túneis MPLS, através dos
protocolos LDP. A partir da infraestrutura LDP é possível estabelecer VPNs ponto-a-ponto para transporte de
serviços.

Todo o encaminhamento L2/L3/MPLS dos pacotes é feito em Hardware, assim como a aplicações de filtros e as
políticas de QoS, garantindo operação wirespeed para qualquer tamanho de pacote.

Os produtos oferecem configuração através de linha de comando (CLI) acessível por SSHv2, Telnet e porta console
RS-232 ou USB. Funcionalidades de RADIUS e TACACS permitem a criação de políticas de autenticação e autorização
de acesso de usuários. Também são disponibilizadas funcionalidades de Syslog local e remoto, clientes NTP, DHCP e
SNMP para permitir o gerenciamento e troubleshooting remoto dos equipamentos.

Os switches da família DM4170 são equipamentos compactos de 1U de altura prontos para instalação em racks
padrão 19 polegadas. Contam com redundância de alimentação através de dois slots hot-swap para fontes de
alimentação AC ou DC, garantindo aplicações de alta disponibilidade.

Versão da Apostila: 4.5.4 25


Versão da Apostila: 4.5.4 26
Observe os detalhes da fonte de alimentação AC e DC

Modelo Alimentaç Corrente Potência Tensão Redundância


PSU ão de Máxima de Saída
Entrada
PSU 125 100Vac a 1,6 A 150W 12V Trabalha em
AC 240Vac redundância
PSU 125 -38,4Vdc a 3,9 A 150W 12V com fonte de
DC -72Vdc backup

Versão da Apostila: 4.5.4 27


A inserção ou a retirada da PSU125 pode ser realizada “a quente” (hot-swap), o qual permite a operação ininterrupta
do equipamento, caso uma das duas fontes de energia seja desligada ou apresente falhas.

Para conectar uma PSU ao equipamento alinhe a placa de circuito impresso às guias plásticas do slot e introduza a
placa até que seu painel toque o painel do equipamento. Após, atarraxe o parafuso recartilhado a fim de garantir a
correta fixação da fonte. Caso o slot a ser utilizado esteja protegido por painel cego, remova-o previamente,
retirando o parafuso com auxílio de uma chave Philips.

Cada slot para PSU possui uma entrada de alimentação independente, as PSUs DC possuem alimentação frontal,
enquanto as PSUs AC possuem alimentação no painel traseiro alinhada com seu respectivo slot. O equipamento
ligará apenas se houver pelo menos uma PSU devidamente alimentada.

Versão da Apostila: 4.5.4 28


O fluxo de ar para a ventilação ocorre pelas entradas na parte frontal, lateral direita e pelas saídas na traseira. É de
suma importância que as entradas e saídas de ar estejam desobstruídas e com livre circulação para que a
temperatura do equipamento mantenha-se dentro dos níveis assegurados de funcionamento, observando-se
também a refrigeração do ambiente.

Versão da Apostila: 4.5.4 29


Os produtos da linha DM4170 contam com uma Interface Console USB (conector micro-USB) no painel traseiro do
equipamento para gerenciamento local. A porta de console USB é acessível via cabo Micro-USB (não incluído). O
driver para uso desta interface no Windows pode ser encontrado em http://www.datacom.ind.br/support.

A outra interface USB host tipo A no painel traseiro que pode operar conforme a especificação 2.0. Não há
necessidade de uso dessa interface durante o processo de instalação do produto.

A porta de alarme possui duas entradas e uma saída em um conector do tipo RJ45. As entradas de alarme 1 e 2 são
isoladas através de optoacoplador. A detecção de alarme externo ocorre quando a diferença de potencial entre IN+ e
IN- atinge 12V, como observado na tabela a seguir.

Sinal IN- Sinal IN+ Descrição

0V (Referência) 0V a 3V Sem alarme

0V (Referência) 12V a 60V Com alarme

Para saída do alarme utiliza um relé. Em situação de alarme* ou quando o equipamento está desligado, o pino 7
(comum) está curto circuitado com o pino 8 (NF). Quando operando sem alarmes, o pino 7 (comum) estará curto
circuitado com o pino 6 (NA), enquanto o pino 8 (NF) ficará isolado.

RJ45 Macho Sinal

1 Entrada 1 – IN+

2 Entrada 1 – IN-

3 Entrada 2 – IN+

4 Entrada 2 – IN-

5 Não conectado

6 Saída NA (Alarme desligado)

7 Saída Comum

8 Saída – NF (Alarme ligado)

Versão da Apostila: 4.5.4 30


Observe o tipo de PSU inserida no slot para uma conexão correta a alimentação. As fontes PSU não são AC / DC
simultâneo.

A PSU 125 DC possui terminais de alimentação tipo terminal block e estão localizados na parte frontal da fonte.

Para proteção a PSU 125 DC possui os fusíveis F1 e F2 que suportam correntes de até 15A, do tipo Fast Acting, 86V. O
fusível de saída F3 suporta até 15A, também é do tipo Fast Acting, 86V. Na PSU 125 AC, o fusível F1 suporta corrente de
até 5 A, do tipo Fast Acting, 250V e o fusível de saída F1000 suporta até 15A, também do tipo Fast Acting, 86V.

A pinagem do conector AC é apresentada a seguir. De acordo com a norma NBR 14136, o pino de aterramento do
produto deve ser conectado às instalações de aterramento do local de instalação, uma vez que os pinos de alimentação
não possuem indicação de polaridade.

A PSU 125 DC é acompanhada de um cabo de alimentação de 3,5 metros no padrão PP de bitola de 1mm2 com ambas
as pontas abertas e um conector macho no padrão TERMINAL BLOCK (normalmente enviado parafusado na PSU 125
DC) para instalação do cabo. Siga as informações abaixo para instalação do cabo no conector Terminal Block:

Versão da Apostila: 4.5.4 31


O DM4250 é um switch de configuração fixa e alto desempenho pronto para atender a crescente migração dos
serviços de rede para capacidades de até 10Gbps.
O switch baseia-se no sistema operacional modular de rede DmOS, com suporte a um conjunto completo de
funcionalidades L2 e IP, tornando o produto a solução perfeita para agregação de serviços de acesso corporativo,
backhaul móvel de alta capacidade e agregação das redes de acesso dos serviços residenciais ultra banda larga
baseados em GPON. O switch contém vinte quatro interfaces 10GE ópticas baseadas em conectores SFP+ e duas
interfaces ópticas 40GE em conectores QSFP+.
O switch DM4250 possui 1U de altura e é projetado para instalação em rack padrão de 19 polegadas. Adicionalmente
o produto contém dois slots com suporte a inserção a quente para instalação de fontes de alimentação redundantes
AC ou DC, garantindo alta disponibilidade de operação e serviços.

Versão da Apostila: 4.5.4 32


Observe os detalhes da fonte de alimentação AC e DC.

Modelo Alimentação Corrente Potência Tensão de Redundância


PSU de Entrada Máxima Saída
PSU 125 100Vac a 1,6 A 150W 12V
AC 240Vac Trabalha em
redundância com
PSU 125 -38,4Vdc a 3,9 A 150W 12V fonte de backup
DC -72Vdc

Versão da Apostila: 4.5.4 33


A inserção ou a retirada da PSU125 pode ser realizada “a quente” (hot-swap), o qual permite a operação ininterrupta
do equipamento, caso uma das duas fontes de energia seja desligada ou apresente falhas.

Para conectar uma PSU ao equipamento alinhe a placa de circuito impresso às guias plásticas do slot e introduza a
placa até que seu painel toque o painel do equipamento. Após, atarraxe o parafuso recartilhado a fim de garantir a
correta fixação da fonte. Caso o slot a ser utilizado esteja protegido por painel cego, remova-o previamente, retirando
o parafuso com auxílio de uma chave Philips.

Cada slot para PSU possui uma entrada de alimentação independente, as PSUs DC possuem alimentação frontal,
enquanto as PSUs AC possuem alimentação no painel traseiro alinhada com seu respectivo slot. O equipamento ligará
apenas se houver pelo menos uma PSU devidamente alimentada.

Versão da Apostila: 4.5.4 34


Versão da Apostila: 4.5.4 35
Os produtos da linha DM4250 contam com uma Interface Console USB (conector micro-USB) no painel traseiro do
equipamento para gerenciamento local. A porta de console USB é acessível via cabo Micro-USB (não incluído). O
driver para uso desta interface no Windows pode ser encontrado em http://www.datacom.ind.br/support.

A outra interface USB host tipo A no painel traseiro que pode operar conforme a especificação 2.0. Não há
necessidade de uso dessa interface durante o processo de instalação do produto.

A porta de alarme possui duas entradas e uma saída em um conector do tipo RJ45. As entradas de alarme 1 e 2 são
isoladas através de optoacoplador. A detecção de alarme externo ocorre quando a diferença de potencial entre IN+
e IN- atinge 12V, como observado na tabela a seguir.

Sinal IN- Sinal IN+ Descrição

0V (Referência) 0V a 3V Sem alarme

0V (Referência) 12V a 60V Com alarme

Para saída do alarme utiliza um relé. Em situação de alarme* ou quando o equipamento está desligado, o pino 7
(comum) está curto circuitado com o pino 8 (NF). Quando operando sem alarmes, o pino 7 (comum) estará curto
circuitado com o pino 6 (NA), enquanto o pino 8 (NF) ficará isolado.

RJ45 Macho Sinal

1 Entrada 1 – IN+

2 Entrada 1 – IN-

3 Entrada 2 – IN+

4 Entrada 2 – IN-

5 Não conectado

6 Saída NA (Alarme desligado)

7 Saída Comum

8 Saída – NF (Alarme ligado)

Versão da Apostila: 4.5.4 36


Observe o tipo de PSU inserida no slot para uma conexão correta a alimentação. As fontes PSU não são AC / DC
simultâneo.

A PSU 125 DC possui terminais de alimentação tipo terminal block e estão localizados na parte frontal da fonte.

Para proteção a PSU 125 DC possui os fusíveis F1 e F2 que suportam correntes de até 15A, do tipo Fast Acting, 86V. O
fusível de saída F3 suporta até 15A, também é do tipo Fast Acting, 86V. Na PSU 125 AC, o fusível F1 suporta corrente
de até 5 A, do tipo Fast Acting, 250V e o fusível de saída F1000 suporta até 15A, também do tipo Fast Acting, 86V.

A pinagem do conector AC é apresentada a seguir. De acordo com a norma NBR 14136, o pino de aterramento do
produto deve ser conectado às instalações de aterramento do local de instalação, uma vez que os pinos de
alimentação não possuem indicação de polaridade.

A PSU 125 DC é acompanhada de um cabo de alimentação de 3,5 metros no padrão PP de bitola de 1mm2 com
ambas as pontas abertas e um conector macho no padrão TERMINAL BLOCK (normalmente enviado parafusado na
PSU 125 DC) para instalação do cabo. Siga as informações abaixo para instalação do cabo no conector Terminal
Block:

Versão da Apostila: 4.5.4 37


Versão da Apostila: 4.5.4 38
Versão da Apostila: 4.5.4 39
Versão da Apostila: 4.5.4 40
Logo após a unidade ser energizada por alguma das entradas de alimentação o indicador LED PWR deverá acender
imediatamente com a cor verde.

Versão da Apostila: 4.5.4 41


Ao conectar a alimentação no equipamento, o LED ALARM FAIL acenderá na cor vermelha por um curto intervalo de
tempo e logo em seguida apagará.

Versão da Apostila: 4.5.4 42


O DM4610 OLT GPON - Gigabit Passive Optical Network é uma solução compacta e com ótimo custo benefício para
prover serviços FTTx. Suporta até 512 assinantes com as 4 portas GPON (1:128 split ratio), possui 4 portas 1GbE (4
SFP) e duas portas 10 Gigabit Ethernet em conectores SFP+.

É totalmente compatível com o padrão ITU-T G.984 e ITU-T.988, cada link GPON suporta taxas de downstream 2,488
Gbit/s e upstream 1,244 Gbit/s e oferece alocação dinâmica de banda (DBA).

A configuração dos ONUs da rede é realizada remotamente pelo DM4610 através do protocolo OMCI conforme as
normas ITU-T.

GPON: É uma solução para acesso óptico, oferecendo alta velocidade e ótimo custo benefício para aplicações banda
larga e serviços Triple Play (voz, vídeo e dados). Essa tecnologia permite o compartilhamento de fibra óptica entre os
clientes, reduzindo o custo e maximizando o aproveitamento de banda. Conforme a norma ITU-T G.984, atinge taxas
de 2,488Gbit/s no downstream e 1,244Gbit/s no upstream.
Ethernet: A flexibilidade de portas inclui 2 portas 10 Gigabit Ethernet em conectores SFP+, 4 portas Gigabit Ethernet
em conector SFP (1000 Base-X). Adicionando funcionalidades importantes como Link Aggregation entre as portas
Ethernet e Spanning Tree, o DM4610 atende uma vasta gama de aplicações e necessidades de concentração de rede
GPON e interconexão com redes Metro Ethernet.
Wire Speed L2 e L3: A comutação de pacotes L2 e L3 (IPv4/v6) é executada sempre em hardware - wire speed, de
modo a garantir baixa latência na comutação. As funções de filtro/meter/ACLs (Access Control Lists) também são
executadas pelo hardware, sem impacto de desempenho na CPU do equipamento ou encaminhamento de pacotes.
VLANs: Está disponível para configuração 4.094 VLANs definidas na norma IEEE 802.1Q simultaneamente. As
funcionalidades de QinQ e VLAN translate também estão disponíveis, permitindo duplo TAG, adição, remoção ou
substituição de VLAN.
Facilidades de Gerenciamento: O equipamento possui interface de linha de comando (CLI) com auxílio automático
na sintaxe e auto complementação de comandos, acessível através de SSHv2, Telnet e Console RS-232. Estão
disponíveis agentes SNMP v1, v2c e v3 e interface XML baseado no padrão NETCONF. Funções avançadas são
intensificadas com a utilização da plataforma de gerenciamento DmView.
Mecanismos de Proteção: Estão disponíveis os protocolos de Spanning Tree e as funcionalidades de Link
Aggregation (LAG).

Versão da Apostila: 4.5.4 43


Possui as mesmas funcionalidades que o DM4610 OLT 4GPON + 4GX + 4GT+2XS, porém com suporte a até 1024
assinantes com as 8 portas GPON (1:128 split ratio), possui 12 portas 1GbE (8 ópticas em SFP e 4 elétricas em RJ45) e
duas portas 10 Gigabit Ethernet em conectores SFP+.

É totalmente compatível com o padrão ITU-T G.984 e ITU-T.988, cada link GPON suporta taxas de downstream 2,488
Gbit/s e upstream 1,244 Gbit/s e oferece alocação dinâmica de banda (DBA).

Versão da Apostila: 4.5.4 44


O DM4615 OLT GPON é uma solução compacta e com ótimo custo benefício para prover serviços FTTx. O modelo
DM4615 16GPON suporta até 2048 assinantes em 16 portas GPON (1:128 split ratio), possui 4 portas 1GbE (elétricas
em RJ45) e 4 portas 10 GbE em conectores SFP+.

É totalmente compatível com o padrão ITU-T G.984 e ITU-T.988. Cada enlace GPON suporta taxas de downstream
2,488 Gbit/s e upstream 1,244 Gbit/s e oferece alocação dinâmica de banda (DBA).

Versão da Apostila: 4.5.4 45


Versão da Apostila: 4.5.4 46
O Harpin turn (TLS) é definido pelo BroadBand Forum TR-101 e TR-156 (GPON).

Versão da Apostila: 4.5.4 47


Versão da Apostila: 4.5.4 48
As funcionalidades são as mesmas entres as versões de hardware 1 e hardware 2, porém o arquivo de firmware é
diferente.

Para consultar a versão de hardware por linha de comando, utilize:

DM4610#show inventory

Chassis com hardware 2 será apresentado:


Chassis : 1
Product model : DM4610 HW2

E para chassis com hardware 1:


Chassis/Slot : 1/1
Product model : 8GPON+8GX+4GT+2XS

Versão da Apostila: 4.5.4 49


O sub-bastidor DM4610 possui abas laterais com regulagem de profundidade, facilitando a instalação em diferentes
racks de 19’.

Versão da Apostila: 4.5.4 50


Versão da Apostila: 4.5.4 51
Versão da Apostila: 4.5.4 52
As interfaces GX não possuem suporte a operação com módulos SFP elétricos em velocidades de 10 e 100Mbps.

Versão da Apostila: 4.5.4 53


Versão da Apostila: 4.5.4 54
Versão da Apostila: 4.5.4 55
A pinagem do conector de alimentação é observada a seguir.

Versão da Apostila: 4.5.4 56


O DM4615 OLT possui duas entradas de alarme e uma saída em um conector do tipo RJ45. As entradas de alarme 1 e
2 são isoladas através de opto acoplador. A detecção de alarme externo ocorre quando a diferença de potencial entre
IN+ e IN- atinge 12V. A tabela abaixo apresenta as tensões de funcionamento e estado para as entradas de alarme 1 e
2.

Sinal IN- Sinal IN+ Descrição

0V (Referência) 0V a 3V Sem alarme

0V (Referência) 12V a 60V Com alarme

Para saída de alarme, o equipamento utiliza um relé. Em situação de alarme ou quando o equipamento está
desligado, o pino 7 (comum) está curto circuitado com o pino 8 (NF). Quando operando sem alarmes, o pino 7
(comum) estará curto circuitado com o pino 6 (NA), enquanto o pino 8 (NF) ficará isolado. A tabela descreve a
pinagem utilizada no conector RJ45 da interface de alarme.

RJ45 Sinal

1 Entrada 1 – IN+

2 Entrada 1 – IN-

3 Entrada 2 – IN+

4 Entrada 2 – IN-

5 Não conectado

6 Saída NA (Alarme desligado)

7 Saída – Comum

8 Saída NF (Alarme ligado)

Versão da Apostila: 4.5.4 57


Observe o tipo de PSU inserida no slot para uma conexão correta a alimentação. As fontes PSU não são AC / DC
simultâneo.

As PSUs possuem LEDs indicativos do seu funcionamento:

• Power: Indica fonte alimentada e com saída dentro dos limites estabelecidos;
• ACT: Indica que a PSU está ativa.

Os módulos de alimentação – PSU, são instalados em slots específicos, na parte frontal do equipamento. O cabo de
alimentação é conectado na parte traseira do produto.

Modelo PSU Alimentação de Alimentação Corrente Potência Redundância


Entrada de Saída

PSU 120 AC 100Vac a 240Vac 12V 10 A 120W Trabalha em redundância com


PSU 120 DC -36Vdc a -72Vdc 12V 10 A 120W fonte de backup

Versão da Apostila: 4.5.4 58


Observe o tipo de PSU inserida no slot para uma conexão correta a alimentação. As fontes PSU não são AC/DC
simultâneo.

A PSU 125 DC possui terminais de alimentação tipo terminal block e estão localizados na parte frontal da fonte.

Para proteção a PSU 125 DC possui os fusíveis F1 e F2 que suportam correntes de até 15A, do tipo Fast Acting, 86V. O
fusível de saída F3 suporta até 15A, também é do tipo Fast Acting, 86V. Na PSU 125 AC, o fusível F1 suporta corrente
de até 5 A, do tipo Fast Acting, 250V e o fusível de saída F1000 suporta até 15A, também do tipo Fast Acting, 86V.

A pinagem do conector AC é apresentada a seguir. De acordo com a norma NBR 14136, o pino de aterramento do
produto deve ser conectado às instalações de aterramento do local de instalação, uma vez que os pinos de
alimentação não possuem indicação de polaridade.

A PSU 125 DC é acompanhada de um cabo de alimentação de 3,5 metros no padrão PP de bitola de 1mm2 com ambas
as pontas abertas e um conector macho no padrão TERMINAL BLOCK (normalmente enviado parafusado na PSU 125
DC) para instalação do cabo. Siga as informações abaixo para instalação do cabo no conector Terminal Block:

Versão da Apostila: 4.5.4 59


O módulo de ventilação DM4610 – FAN é uma estrutura mecânica que contém três ventiladores e uma placa de
conexão, o qual é encaixado na parte traseira do equipamento.

O filtro de ar deve ser limpo de forma periódica.

Apenas utilize o módulo FAN sem filtro de ar, se estiver utilizando SFP com temperatura estendida e com um
ambiente extremamente limpo, nos demais casos, deve-se utilizar com filtro.

Versão da Apostila: 4.5.4 60


Quando utilizado, mantenha os filtros de ar limpos e com limpezas periódicas programadas. O bloqueio da circulação de
ar pode causar danos permanentes ao equipamento.

Versão da Apostila: 4.5.4 61


O módulo DM4615 FAN é uma estrutura mecânica removível que contém três ventiladores e uma placa de conexão.

O módulo FAN deve ser instalado de forma que tanto o conector, quanto o DM4615 OLT estejam corretamente
conectados, permitindo assim, o acionamento e controle do módulo FAN.

Este módulo de FAN pode gerar um máximo de 66 CFM (Cubic Feet Minute). Nesta condição o ruído acústico do
equipamento também estará em seu valor máximo.

Apesar de existirem proteções para evitar o contato com o ventilador, tome cuidado para manipular o módulo de
ventilação, o qual deve ser inserido ou retirado apenas através da estrutura metálica vermelha.

Versão da Apostila: 4.5.4 62


A indicação de falha está relacionada ao hardware ou interfaces associadas, como a FAN. Quanto ao led de indicação de
alarme, estas são referentes a alarmes recebidos após a sincronização do GPON, como por exemplo, dying gasp e loss.

Nas portas GPON da OLT DM4615, possuem LEDs indicadores de LINK/ACT e Speed e alarme, conforme a seguir.

Indicador Cor Estado Descrição

Interface com o estado administrativo Down ou SFP não


Desligado
STATUS Verde conectado

Ligado Interface com estado administrativo UP e SFP conectado

Piscando 4Hz Alarme ativo: Critical ou Major

ALARME Amarelo Piscando 0,5Hz Alarme ativo: Minor

Desligado Porta com funcionamento correto e sem alarmes

Versão da Apostila: 4.5.4 63


A interface console está disponível por conector RJ45 e permite o gerenciamento e configuração do equipamento. A
pinagem do cabo console pode ser observada a seguir.

Pino RJ45 Puno DB9 Função

3 2 TX

4 5 GND

5 5 GND

6 3 RX

Os equipamentos não possuem suporte a controle de fluxo por hardware. Na configuração da porta console o
controle de fluxo por hardware deve ficar desabilitado.

Versão da Apostila: 4.5.4 64


Na configuração padrão de fábrica, o equipamento pode ser acessado via SSHv2 ou Telnet utilizando a interface
Ethernet de gerência (MGMT) através do IP 192.168.0.25/24. Com configurações adicionais, é possível também
configurar IPs para acesso a partir de outras interfaces Ethernet, bem como desabilitar os servidores SSHv2 ou
Telnet, caso seja necessário.
A linha de produtos com sistema operacional DmOS possui por default o acesso as linhas de comandos através do
usuário “admin” e senha “admin”. Devido a questões de segurança é altamente recomendada a alteração desta
senha logo após o equipamento ser instalado.

Versão da Apostila: 4.5.4 65


Os módulos SFP/SFP+/QSFP+ DATACOM são testados para cumprir a especificação INF-8074i. Módulos sem
homologação não garantem o correto funcionamento do equipamento e podem danificar as placas de interface.

É permitida a inserção e remoção dos módulos SFP/SFP+ com o equipamento ligado. Os SFPs são hot swap, porém é
necessário certificar-se de que não haja cordões óticos aos módulos antes de removê-los.

Os módulos SFP (Small Form-factor Pluggable) são inseridos em portas específicas do equipamento, operando como
transceptores entre o equipamento e o caminho de comunicação ótico selecionado.

Alguns cuidados são importantes para o bom funcionamento da fibra e dos módulos óticos, como:

• Mantenha os cordões que não estão sendo utilizados sempre com a tampa de proteção, o núcleo pode sujar e
provocar perda de performance;
• Para manusear os módulos, é necessário utilizar uma pulseira antiestática;
• Para transportar e armazenar os módulos, é necessário sempre fazê-lo dentro da sua embalagem original, no
intuito de prevenir danos físicos ou eletrostáticos;
• Os módulos que não estão sendo utilizados devem estar armazenados com a sua tampa de proteção, prevenindo a
sujeira, o que pode ocasionar perda de performance, além disto, é uma proteção para o instalador, evitando a
incidência do laser diretamente nos olhos.

A instalação dos módulos SFP é realizada inserindo o módulo no slot do equipamento. Há somente uma orientação de
encaixe, deslize o módulo e pressione com firmeza. Após o encaixe, é necessário prender a alça de segurança.

Para remover os módulos, basta seguir a ordem inversa da instalação, removendo os cordões óticos, baixando a alça
de segurança e puxando o módulo pela alça.

Versão da Apostila: 4.5.4 66


As interfaces unidirecionais tem transmissão (TX) e recepção (RX) em fibras separadas, transmitindo e recebendo no
mesmo comprimento de onda. As interfaces bidirecionais tem transmissão (TX) e recepção (RX) na mesma fibra,
transmitindo em um comprimento de onda e recebendo em outro.

Desta forma, quando são utilizados módulos unidirecionais, devem ser interligados módulos óticos do mesmo modelo e
comprimento de onda. Quando são utilizados módulos óticos bidirecionais, devem ser interligados módulos óticos de
modelos distintos com comprimento de onda diferentes.

Atenção ao testar módulos de longo alcance em ambiente de laboratório, utilize sempre um atenuador para não
ocasionar problemas/queima do módulo.

Versão da Apostila: 4.5.4 67


Versão da Apostila: 4.5.4 68
Versão da Apostila: 4.5.4 69
A família DM984 ONU (optical network unit) oferece solução de acesso em fibra óptica de alta velocidade. Permite
que sejam oferecidos serviços de dados, voz e vídeo sobre IP para usuários empresariais e residenciais. Os dados
Ethernet são transportados de forma transparente pelo link GPON e entregues a uma unidade de terminação de linha
(OLT, Optical Line Termination).

Possui capacidade de adicionar, remover e alterar VLANs, tem suporte a tráfego multicast para transporte de vídeo e
QoS.

Algumas características do GPON são:


• Potência de transmissão de +0,5 dBm a +5 dBm;
• Sensibilidade de recepção em -27 dBm;
• Overload de recepção em -8 dBm;
• Laser de acordo com FCC 47 CFR Part 15, class B, FDA 21 CFR 1040.10 e 1040.11, Classe I;
• 8 T-CONTs por equipamento;
• 256 GEM Ports por equipamento;
• Mapeamento flexível entre GEM Ports e T-CONTs;
• Ativação por descobrimento automático de número de série e senha, conforme ITU-T G.984.3;
• Descriptografia AES-128;
• Suporte a DBA (DBRu);
• FEC (Forward Error Correction) bidirecional;
• Mapeamento VLAN 802.1p no Upstream;
• Mapeamento de GEM Ports em um T-CONT com filas de prioridade;
• Suporte a tráfego Multicast GEM port e broadcast incidental GEM port.

Versão da Apostila: 4.5.4 70


Versão da Apostila: 4.5.4 71
O botão de reset quando pressionado de 1 a 5 segundos, reinicia a ONU e quando pressionado mais de 15 segundos,
promove reset de senha de acesso e o retorno das configurações ao default.

As especificações técnicas da fonte de alimentação são:

Item Descrição

100 Vac até 240Vac Full Range


Entrada
50/60Hz

12 Vdc
Saída 500mA (DM984-100B
1000mA (DM984-420/DM984-422)
100B: 2,5W
Consumo 420: 9,5W
422: 12W

As condições de operação são definidas por:

DM984-100B

Temperatura de Operação 0° a 45°

5% a 95% sem
Umidade para Operação
condensação

Versão da Apostila: 4.5.4 72


O DM985-100 GPON ONU (Optical Network Unit) oferece solução de acesso em fibra ótica de alta velocidade. Permite
que sejam oferecidos serviços de dados, voz e vídeo sobre IP para usuários residenciais. Os dados Ethernet são
transportados de forma transparente pelo enlace GPON e entregues a uma unidade de terminação de linha (OLT,
Optical Line Termination), tais como o DM4610 OLT (4-GPON E 8-GPON) )e o DM4615 OLT (16-GPON). É totalmente
compatível com o padrão ITU-T G.984 e ITU-T.988

Versão da Apostila: 4.5.4 73


As especificações técnicas da fonte de alimentação são:

Item Descrição

100 Vac até 240Vac Full Range


Entrada
50/60Hz

12 Vdc
Saída
500mA (DM985-100B)

Consumo <4W

Polaridade

As condições de operação são definidas por:

DM985-100B

Temperatura de Operação 0° a 55°

5% a 95% sem
Umidade para Operação
condensação

Versão da Apostila: 4.5.4 74


O código comercial para solicitações é o 377.0603.

Versão da Apostila: 4.5.4 75


Versão da Apostila: 4.5.4 76
Uma topologia de rede sem planejamento, trás como consequências:

• Muitos saltos entre equipamentos aumentando o diâmetro da rede;


• Maior probabilidade de problemas de loop de camada 2;
• Dificuldade de padronização de equipamentos;
• Maior quantidade de cabos para que seja possível redundância.

Estes e outros problemas geram dificuldades de administração e maior complexidade para isolar e resolver
problemas. Já uma rede construída de forma hierárquica facilitará o gerenciamento, expansão e trobleshooting. O
design de rede envolve a divisão da rede em camadas discretas, facilitando a escalabilidade e desempenho.

• Camada de Acesso: Tem a função de dar acesso aos computadores, servidores e clientes da rede. É o ponto que
conecta os usuários. Normalmente estão presentes switches de camada L2, com foco na segmentação por VLANs e
maior densidade de portas, dependendo do tipo de serviço e cliente. Possuem configuradas funcionalidades como
backup link e port-channel visando a redundância de caminhos, xSTP para evitar loops de camada 2, suporte a QoS
e multicast para serviços avançados de telefonia e vídeo e recursos de segurança como DHCP Snooping, BPDU
guard, pot-security que visam proteger a rede de ataques de primeiro salto;
• Camada de Distribuição: Tem a função de realizar a conectividade entre a diversas camadas. O encaminhamento
dos pacotes ocorre via roteamento. As características principais são conexões de alta disponibilidade, QoS e
balanceamento de carga, redundância de links, politicas de rotas e segurança e segmentação e isolamento das
VLANs (acesso-distribuição) / redes (distribuição-núcleo);
• Camada de Core: Tem a função de fornecer o encaminhamento rápido entre os diversos switches de distribuição,
com conexões de alta velocidade com escalabilidade e confiabilidade. Utiliza os protocolos de roteamento para a
comunicação entre os equipamentos.

Versão da Apostila: 4.5.4 77


Agregação Metro
Através de suas interfaces óticas GE/10GE e de suas funcionalidades L2 e L3, os switches DM4050 atendem
aplicações de agregação de tráfego Metro Ethernet de alta capacidade, oferecendo uma solução confiável e de
alta disponibilidade para serviços corporativos ou residenciais. São suportadas pelo produto topologias em
anel, estrela ou linear, permitindo o desenho de rede que mais se adeque as necessidades da solução.

Acesso IP
Os switches DM4050 suportam funcionalidades de roteamento, além de encaminhamento de pacotes feito em
hardware garantindo operação wirespeed em todas as suas interfaces para qualquer tamanho de pacotes.
Através de protocolos OSPF e BGP, capacidade de criação de filtros L3 e funcionalidades de QoS, o switch pode
ser utilizado também como uma solução de acesso IP para serviços corporativos de alto valor agregado,
garantindo redundância através de funcionalidades como LACP, STP ou EAPS, dependendo da topologia de rede
utilizada.

Versão da Apostila: 4.5.4 78


Agregação Metro Ethernet

Os switches da linha DM4170, através de suas interfaces óticas GE/10GE e do suporte a funcionalidades L2 Metro
Ethernet e capacidade de roteamento IP/MPLS, atendem aplicações de agregação de tráfego Metro Ethernet de alta
capacidade, oferecendo uma solução confiável e de alta disponibilidade para serviços corporativos ou residenciais.
São suportadas pelo produto topologias em anel, estrela, linear ou então mesh, permitindo o desenho de rede que
mais se adeque as necessidades da solução.

Versão da Apostila: 4.5.4 79


Acesso Banda Larga Triple Play

A tecnologia GPON, através de acesso ótico, fornece aos usuários taxas maiores que as tecnologias baseadas em
cobre e cabo, permitindo a convergência de voz (VoIP) e vídeo (IPTV) em um único acesso.
Além disso, a característica de rede ponto-multiponto e de elementos passivos entre a central e os usuários reduzem
o CAPEX e OPEX para oferecimento desses serviços.

Versão da Apostila: 4.5.4 80


A OLT disponibiliza diversas funcionalidades possibilitando o fornecimento de serviços de dados, voz e vídeo para
pequenas, médias e grandes empresas.
A função TLS (Transparent LAN Service) em conjunto com o hairpin possibilita o oferecimento de serviços LAN-to-LAN
sem necessidade de equipamentos.

Versão da Apostila: 4.5.4 81


FTTD – Fiber to the Desk
O GPON, através do FTTD simplifica a rede LAN corporativa, substituindo os switches por tipicamente uma OLT
central e ONUs nos usuários, reduzindo a infraestrutura de rede pela utilização de elementos passivos, fibra óptica e
topologia ponto-multiponto.

A OLT fornece funcionalidade que permitem a implementação de redes LAN GPON para empresas de diversos
tamanhos e necessidades.

O FTTx: Fiber-to-the-x ou em português “a fibra até” é um termo genérico para qualquer arquitetura de rede de
banda larga através de fibra óptica, que permite substituir toda ou parte da rede de cabos metálicos até a última
milha, com base nesta premissa, as redes PON baseiam-se em uma arquitetura com equipamentos passivos para a
distribuição do sinal. Os tipos de FTTx mais comuns encontrados e entregues através da rede PON podem ser
observados a seguir.

Tipo Nomenclatura Utilização

FTTN Fiber to the Node Fibra até o bairro do


usuário

FTTC Fiber to the Cabinet Fibra até o armário

FTTB Fiber to the Building Fibra até o edifício

FTTH Fiber to the Home Fibra até a residência

FTTD Fiber to the Desk Fibra até o local de


trabalho

Versão da Apostila: 4.5.4 82


Cidades Digitais

As cidades são o centro da sociedade moderna e elas estão se tornando mais complexas a cada dia. A tecnologia
pode tornar a vida melhor e mais fácil. Neste contexto, é necessária a universalização dos serviços públicos. No
entanto, o governo não só deve prestar atenção a uma rede de inclusão digital, mas também deve implantar uma
rede de alto desempenho que fomente o desenvolvimento da cidade.

A implantação da OLT associada aos equipamentos GPON e switches Ethernet DATACOM é uma solução valiosa e
econômica para cidades inteligentes. Através das inúmeras funcionalidades disponíveis é possível conectar
repartições públicas, fornecer internet a população e empresas com altas taxas, confiabilidade e
total segurança.

Versão da Apostila: 4.5.4 83


A Datacom trabalha baseada nas normas ISO 14001 e OHSAS 18001, e recomenda que sejam tomados alguns
cuidados durante a instalação e operação de nossos equipamentos em ambientes de clientes. Levando em
consideração os perigos expostos.

Versão da Apostila: 4.5.4 84


Apresentaremos neste capítulo as formas de acesso a gestão dos equipamentos de switches DmOS e da OLT
GPON. Ao final, você será capaz de:

• Utilizar a plataforma integrada de gerência de Redes - DmView para configurar os diversos


equipamentos da linha DmOS;
• Realizar os acessos via console ou remota com SSH / Telnet para o endereço padrão de gerência;
• Identificar as nomenclaturas relacionadas;
• Entender as estruturas dos menus do sistema operacional DmOS;
• Visualizar os principais comandos de show e suas relações.

Versão da Apostila: 4.5.4 85


Entre as principais funcionalidades do DmView, é possível citar:
• Visualização e monitoração dos equipamentos gerenciados, suas interfaces e CPUs, permitindo identificação do estado
operacional e alarmes ativos;
• Recepção e tratamento dos eventos gerados pelos equipamentos, com notificação automática da ocorrência de falhas e
opção para executar ação específica quando determinado evento é recebido;
• Execução de ações de diagnóstico e visualização de parâmetros e contadores de desempenho;
• Configuração dos equipamentos Datacom, inclusive com cadastro de dados de identificação e localidade;
• Backup programável e rotação do armazenamento da configuração dos elementos gerenciados;
• Ferramentas para localização de equipamentos e suas interfaces, incluindo localização por estado operacional,
localidade, cliente atendido, etc;
• Visualização dos equipamentos Datacom através de mapas topológicos, com facilidade para criação de localidades e de
links;
• Ferramentas para provisionamento de circuitos ponto a ponto entre diferentes elementos, permitindo a criação,
alteração e localização de circuitos existentes na rede;
• Correlação de eventos por porta e por circuito customizável;
• Logs de auditoria para ações de usuários;
• Relatórios via interface Web, exportável para os formatos HTML, PDF, CSV, XLS e XLSX, com envio configurável por e-mail
e possibilidade de criar favoritos;
• Suporte a servidores redundantes operando em cluster para alta disponibilidade automática;
• Suporte a diferentes sistemas operacionais (Microsoft Windows e Sun Solaris) e bases de dados (Oracle).

Os requisitos mínimos de hardware para utilização do DmView são os seguintes:


• Processador: Inter Core I5 ou superior;
• Memoria: 8 GB RAM;
• HD: 200 GB;
Os softwares:
• Banco de Dados: Oracle Standard/Enterprise Edition 11g 64 bits (não incluído na instalação), Oracle Express Edition 11
R2. (XE) 64 bits (não incluído na instalação).
• Java: SUN JDK 1.7.0_80 (embarcado na instalação do DmView, portanto não é necessário instala-lo separadamente).
• MongoDB: MongoDB 3.0.5 (não incluído na instalação).
• WildFly: WildFly 8.1.0.Final (não incluído na instalação).

Versão da Apostila: 4.5.4 86


Verifique a versão do DmView compatível com a funcionalidade desejada.

Equipamentos de outros fornecedores são adicionados como sendo do tipo Custom (genéricos) no DmView.

* Necessário licenciamento para o uso do CLI Templates Multivendor, suportada a partir da versão DmView 9.6.0.-1.

Versão da Apostila: 4.5.4 87


Para abrir a janela Login do DmView, os serviços do DmView já devem estar iniciados.

Para logar-se, basta fornecer um Username e Password válidos e clicar em Entrar/Login.

Quando o DmView é instalado, um usuário administrator com senha administrator é criado. Depois de se logar pela
primeira vez, é recomendada a troca da senha para garantir a segurança no uso da gerência. O usuário datacom com
senha datacom também é criado, recomenda-se trocar a senha.

Versão da Apostila: 4.5.4 88


Versão da Apostila: 4.5.4 89
Abaixo, segue um exemplo de um equipamento adicionado.

Versão da Apostila: 4.5.4 90


Versão da Apostila: 4.5.4 91
Versão da Apostila: 4.5.4 92
Versão da Apostila: 4.5.4 93
Um template CLI é um conjunto de comandos fixos e variáveis, ao qual podem ser vinculados descrições e restrições
de aplicação. Um template CLI pode ser reutilizado quantas vezes for desejado para fazer diferentes configurações
em diferentes equipamentos da rede.

Versão da Apostila: 4.5.4 94


Abaixo, segue um exemplo.

Versão da Apostila: 4.5.4 95


A seguir um exemplo de variável inserida.

Insira todas as variáveis desejadas para a criação do template. A opção mandatória obriga o usuário a inserir um
valor e o editável permite ou não sobrescrever uma configuração.

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Versão da Apostila: 4.5.4 98
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Versão da Apostila: 4.5.4 102
Versão da Apostila: 4.5.4 103
Versão da Apostila: 4.5.4 104
Versão da Apostila: 4.5.4 105
Para acesso pela interface Console, conecte o cabo correspondente a uma porta serial do computador (ou em um
adaptador USB-Serial) e configure o aplicativo Terminal (por exemplo, Putty, TeraTerm ou Hyper Terminal) conforme
o padrão da figura abaixo.

Para o acesso remoto estão disponíveis:

Shell Segura (SSH) – É um método para estabelecer remotamente uma conexão CLI segura por meio de uma
interface virtual em uma rede. Ao contrário da conexão de console, as conexões SSH exigem serviços de rede ativos
no dispositivo.
Telnet – É um método não seguro para estabelecer remotamente uma sessão CLI por meio de uma interface virtual
em uma rede. Ao contrário da SSH, o Telnet não oferece conexão criptografada segura. A autenticação do usuário, as
senhas e os comandos são enviados pela rede em texto simples.

Para a utilização do Telnet é necessário habilitá-lo previamente no equipamento, através do comando:


DmOS(config)#telnet-server
DmOS(config)#commit

Para suporte a conectividade com equipamentos que utilizam OpenSSH com versão inferior a 7.0 utilize a sintaxe:
DmOS(config)#ssh-server legacy-support
DmOS(config)#commit

Versão da Apostila: 4.5.4 106


O Command Line Interface - CLI é utilizado para configurar o DmOS localmente via porta console ou remotamente
por SSH/Telnet.
Para acessar o equipamento, você deverá efetuar primeiramente o logon antes de inserir qualquer comando. Por
questões de segurança, o DmOS possui o usuário admin criado, com privilégios de configuração.

Os usuários disponíveis para configuração são admin, audit e config.

Os comandos de “show” executados dentro dos menus visualizam as configurações candidatas, ou seja, a serem
aplicadas caso o comando commit não tenha sido aplicado. Caso o commit tenha sido executado, será visualizado a
configuração aplicada. Para visualizar as configurações ativas e que estão rodando busque sempre pelo comando
show running-config.

Versão da Apostila: 4.5.4 107


As interfaces disponíveis no equipamento são:

• Gigabit-ethernet: Interface Ethernet com velocidade de 1000MBit/s;


• Gpon: Interface GPON, de acordo com o modelo da OLT;
• Mgmt: Interface dedicada para gerencia do equipamento;
• Ten-gigabit-ethernet: Interface Ethernet de 10Gigabit/s;
• Forty-gigabit-ethernet: Interface Ethernet de 40Gigabit/s.

Versão da Apostila: 4.5.4 108


A estrutura do CLI é baseada nos níveis:

• Usuário: Primeiro nível de acesso de usuário com privilégios abaixo de 13;


• Configuração global: Permite acesso a configurações do equipamento, para acesso utilize o comando configure.

Dentro da estrutura do CLI é possível utilizar atalhos para facilitar a edição da sintaxe, conforme a seguir.

Comando Função
CTRL-H ou BACKSPACE Deleta o caractere
DEL Delete
CTRL A Move o cursor para o primeiro caractere
CTRL E Move o cursos para o final do comando
CTRL F Avançar um caractere sem apagá-lo
CRTL B Retornar um caractere sem apagá-lo
CTRL D Retorna um nível no menu
CTRL U ou CTRL-X Exclui toda a linha de comando
CTRL K Exclui do caractere corrente até o final da linha
CTRL L Limpa a tela
CTRL W Exclui a palavra anterior
CTRL T Inverte os caracteres
CTRL P Exibe o comando mais recente
CTRL R Reescreve a linha de comando
CRTL N Retorna para comandos mais recentes
CTRL Z Retorna ao menu raiz
Tab Completa o comando
? Ajuda

Versão da Apostila: 4.5.4 109


Versão da Apostila: 4.5.4 110
Para as acesso ao menu de configuração, há três modos:

1. Config terminal: Modo de configuração normal do equipamento, caso existam mais usuários conectados ao
equipamento, poderá ocorrer uma inconsistência na execução das configurações;
2. Config exclusive: Modo exclusivo, não permite a inserção de configurações por outro usuário conectado ao
equipamento. Ao acessar o menu configure através da sintaxe config exclusive, será apresentada a mensagem:
Entering configuration mode exclusive
Warning: uncommitted changes will be discarded on exit
Current configuration users:
admin ssh (cli from 10.0.18.239) on since 1970-01-04 22:07:33 shared mode

Caso outro usuário esteja logado no equipamento e tente executar alguma alteração de configuração, a
mensagem abaixo será apresentada:
Aborted: the configuration database is locked by session 6338

Para a utilização de range, observe:


• “ – “ para um range em sequência;
• “ , “ para inserção de interfaces intercaladas

Versão da Apostila: 4.5.4 111


Para executar um comando de show em um menu diferente do permitido, utilize antes a sintaxe do, por exemplo:

DmOS(config)#do show platform


Chassis/Slot Product model Role Status Firmware version
------------ ----------------- ------- ------------ ----------------------
1 DM4610 HW2 - - Not available
1/1 8GPON+8GX+4GT+2XS Active Ready 4.4.0-257-1-g816d1dd
1/FAN DM4610-FAN None Ready Not available
1/PSU1 PSU-120-AC None Ready Not available

As interfaces gigabit-ethernet, ten-gigabit-ethernet ou GPON podem receber uma descrição, para facilitar a
identificação. São permitidos 128 caracteres, com exceção de caracteres especiais.

DmOS(config-gigabit-ethernet-1/1/1)#description
Possible completions:
<string, min: 1 chars, max: 128 chars>

Versão da Apostila: 4.5.4 112


O capítulo Operação do DmOS visa instruir o administrador do equipamento quanto ao comportamento do sistema
operacional. Ao final, você estará apto a:

• Identificar e operar os tipos de configuração do DmOS;


• Aplicar as configurações desejadas;
• Realizar o rollback de configurações;
• Manusear os arquivos de configuração dentre as opções disponibilizadas.

Versão da Apostila: 4.5.4 113


Versão da Apostila: 4.5.4 114
A sintaxe de commit confirmed é valida apenas para o modo de configuração config exclusive e aplica
de forma temporária as configurações. Caso não seja posteriormente inserido o comando commit, a configuração
será desfeita em 10 minutos ou no tempo informado, conforme visualizado a seguir:
Message from system at 2016-05-31 16:17:20...
confirmed commit operation not confirmed by admin from cli
configuration rolled back

O commit só é aplicado caso não existam inconsistências de configuração, o comando commit check permite
verificar antes da aplicação da configuração se há alguma inconsistência.

O valor default do time out definido para o commit confirmed são de 10 minutos, podendo ser alterado pela
sintaxe: DmOS(config)#commit confirmed <minutes>

É possível inserir um comentário no commit, através da sintaxe: DmOS(config)#commit comment <text>


ou um label: DmOS(config)#commit label <text>

Versão da Apostila: 4.5.4 115


No show a seguir visualiza-se os últimos commits realizados

DmOS#show configuration commit list


2017-09-12 15:30:19
SNo. ID User Client Time Stamp Label Comment
~~~~ ~~ ~~~~ ~~~~~~ ~~~~~~~~~~ ~~~~~ ~~~~~~~
0 10280 admin cli 2017-09-12 10:30:22
1 10279 admin cli 2017-09-12 10:29:46
2 10278 admin cli 2017-09-12 10:13:02 SNTP

Versão da Apostila: 4.5.4 116


Segue abaixo a exibição das alterações aplicadas depois do commit:

DmOS#show configuration rollback changes


no aaa user treinamento

Versão da Apostila: 4.5.4 117


Não há posições de flash ou flash-config para salvar os arquivos de configuração, ao executar o comando save
<file-name> a configuração será salva diretamente no equipamento.

Cuidado para não carregar um arquivo salvo que não contenha uma configuração completa.

Para comparar as configurações ativas com um arquivo de configuração salvo, execute o comando compare file
<config file>, como observado abaixo.

DmOS#compare file Treinamento


+hostname Treinamento
- hostname DmOS

Caso seja necessário salvar a configuração em formato XML, utilize a sintaxe:

DmOS(config)#save <filename> xml

DmOS#file show xml


<config xmlns="http://tail-f.com/ns/config/1.0">
<config xmlns="urn:dmos">
<interface>
<gigabit-ethernet xmlns="urn:dmos:dmos-interface-ethernet">
<id>1/1/1</id>
<shutdown>false</shutdown>
<negotiation>true</negotiation>

Versão da Apostila: 4.5.4 118


É possível salvar um arquivo de show no equipamento e enviá-lo para um servidor de TFTP, observe a seguir.

DmOS#show tech-support | save show-tech


DmOS#file list
show-tech
DmOS#copy file show-tech tftp://172.26.136.17

Quando a senha possuir caracteres especiais será necessário informar a senha entre aspas simples ( ‘ ).

Versão da Apostila: 4.5.4 119


O manuseio dos arquivos de configuração ocorre através do comando load, as opções disponíveis são:

• Override: Descarta as configurações atuais da running-config e carrega por completo a configuração do


arquivo selecionado. Substitui por completo todas as configurações. Não recomenda-se realizar este comando
para arquivos salvos de forma parcial (apenas um bloco da configuração);
• Merge: Faz uma fusão das configurações, da atual – Running config e do arquivo a ser associado;

Para carregar uma configuração de usuário através do comando load é necessário seguir o seguinte procedimento:

• Carregar a configuração de fábrica usando o comando load factory config;


• Reaplicar a configuração de gerência;
• Realizar um commit;
• Realizar o load da configuração desejada;
• Realizar um commit novamente.

Versão da Apostila: 4.5.4 120


O capítulo Primeiras Configurações visa trazer as boas práticas iniciais para o melhor desempenho e operação dos
equipamentos da linha DmOS. Ao final, você estará apto a:

• Atualizar e identificar a versão de firmware ativa;


• Realizar a identificação do equipamento, através da configuração de hostname;
• Definir um endereçamento IP para a interface de gerência MGMT (outband) e o gateway default;
• Escolher entre a configuração manual de data/hora ou através da sincronização com um servidor de
SNTP para que a base de horário esteja correta durante a analise de alarmes ou logs.

Versão da Apostila: 4.5.4 121


O DmOS possui duas posições de memória flash para armazenamento do firmware e salva automaticamente a nova
versão na posição não utilizada ou inativa.

DmOS#show firmware
Status: Idle

Chassis: 1

Slot: 1

Version State
-------------------------- --------
4.0.2-006-2-g8b658b0 Inactive
4.2.0-210-1-gd2c0c27 Active/Startup

State:
Active - Running firmware
Empty - Partition is empty
Inactive - Firmware is not running
Startup - Firmware to be used in the next boot

É possível realizar a atualização de firmware através dos protocolos SCP e HTTP

DmOS#request firmware add scp://10.0.106.24/1102-07.swu username datacom password


datacom

DmOS#request firmware add http://10.0.106.24:8000/1102-07.swu

Observe o release notes de cada versão de firmware, principalmente nas questões de upgrade e downgrade em notas
importantes.

Versão da Apostila: 4.5.4 122


É recomendado sempre salvar a configuração antes do processo de upgrade de software. Para salvar a configuração
utilize o comando save <file_name>

A partir da versão 4.0.2 pode ocorrer perda de configuração das interfaces GPON
em caso de upgrade de firmware partindo de versão anterior a 4.0.2.

Versão da Apostila: 4.5.4 123


O nome do equipamento pode conter até 63 caracteres.

Versão da Apostila: 4.5.4 124


É possível configurar apenas um endereço IP para a interface MGMT com suporte a MTU igual a 1500 Bytes.

As rotas configuradas estaticamente são exclusivas para uso da interface de gerência MGMT ou da Interface l3, e não
é possível realizar roteamento de pacotes entre VLANs.

O equipamento suporta a criação de até 1.000 rotas estáticas IPv4 e 500 rotas IPv6, estes valores são considerando
uma única versão de IP, para cenários mistos, os valores máximos de rotas são menores.

Para testar a conectividade com um dispositivo utilize os comandos de ping:

DmOS#ping <ipv4_address>
DmOS#ping6 <ipv6_address>

Versão da Apostila: 4.5.4 125


O Brasil possui quatro fusos horários:

UTC−2: Atol das Rocas, Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo, Trindade e Martim Vaz;
UTC−3 (horário de Brasília): Regiões Sul, Sudeste e Nordeste; estados de Goiás, Tocantins, Pará e Amapá e
o Distrito Federal;
UTC−4: Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e a parte do Amazonas que fica a leste da
linha que interliga Tabatinga e Porto Acre;
UTC−5: Estado do Acre e a porção do Amazonas que fica a oeste da linha mencionada acima.

Fusos maiores que +12 GMT:

GMT+12:45: Ilhas Chatham – Nova Zelândia (localiza-se próximo a linha internacional de mudança de data);
GMT +13 : Ilhas Phoenix na Micronésia, Tonga e Samoa na Oceania;
GMT +14: Espórades Equatoriais, em Kiribati (ao sul do Havaí e a norte da Polinésia Francesa), como curiosidade,
possuem a mesma hora que no Havaí, mas no dia seguinte e chegam a ter 26 horas de diferença de outras ilhas da
Oceania.

O horário é inserido no formato de 24 horas. A seguir, um exemplo de data e hora configurados.

DmOS#show system clock


2018-08-02 08:14:51 UTC-3 BRA

Versão da Apostila: 4.5.4 126


Abaixo, observa-se o show sntp com as configurações realizadas.

DmOS#show running-config sntp


sntp client
sntp min-poll 3
sntp max-poll 4
sntp server 10.0.106.24

Os valores inseridos no pool são em potência de 2, então o intervalo é de 2^3 (8 segundos) até 2^17 (131.072
segundos/2.184 minutos/36,4 horas).

O SNTP não trata da questão do horário de verão, portanto esta informação deve ser inserida e alterada conforme
cada região.

Versão da Apostila: 4.5.4 127


Quando configurado o horário do equipamento de forma manual será apresentado no show sntp a informação de
“local”.

DmOS#show sntp
Tally Codes (TC):
*: syspeer, .: distance exceeded, o: PPS derived, +: candidate, #: selected,
-: outlyer, x: falseticker, blank: unreachable

TC Server IP Stratum When(*) Poll(*) Delay(ms) Offset(ms) Reach Auth


----------------------------------------------------------------------------
* LOCAL(0) 10 7 8 0.000 0.000 yes none

*Field in seconds if not specified, otherwise 'h' for hours and 'm' for minutes.

Versão da Apostila: 4.5.4 128


DmOS#show cli
autowizard false
complete-on-space false
display-level 64
history 100
idle-timeout 0
ignore-leading-space true
output-file terminal
paginate false
prompt1 \h\M#
prompt2 \h(\m)#
screen-length 24
screen-width 108
service prompt config true
show-defaults false
terminal xterm
timestamp disable

Versão da Apostila: 4.5.4 129


Abordaremos neste capítulo os elementos necessários para o cálculo do orçamento de potência em redes GPON. Ao
final, você será capaz de:

• Calcular o orçamento de potência necessário para o atendimento de um cliente via ONU;


• Entender que redes passivas possuem perdas e que estas devem ser consideradas para o atendimento
de clientes;
• Cuidar com as alterações de infraestrutura, pois impactam diretamente no funcionamento ou não de
uma ONU;
• Perceber a importância do uso da margem de segurança para as situações do dia-a-dia;
• Atentar ao tipo de controle de banda a ser entregue para cada tipo de serviço ou tipo de cliente:
Residencial ou Corporativo e a sua relação com a ocupação do ramo GPON.

Versão da Apostila: 4.5.4 130


Pode ser conhecido também por Power Bugdet.

Para o cálculo do orçamento, inclui-se a perda devido ao comprimento da fibra e os componentes ópticos passivos,
como divisores, conectores, emendas e outros inseridos no caminho.

A perda tem valores diferentes para downstream e upstream, devido ao comprimento de onda.

Versão da Apostila: 4.5.4 131


O dBm também poder ser chamado de dBmW ou Decibel-miliwatts, a qual é uma abreviatura para a relação de
potência em decibéis (dB) da potência medida referenciada a um miliwatts (mW), como observado na tabela abaixo.
É utilizado em RF e em fibra óptica, devido a sua capacidade de expressar valores altos ou extremamente pequenos
de uma forma curta.

Power (dBm) Power (W)

-30 dBm 0.000001 W

-20 dBm 0.00001 W

-10 dBm 0.0001 W

0 dBm 0.001 W

1 dBm 0.0012589 W

5 dBm 0.0031628 W

20 dBm 0.1 W

30 dBm 1W

O dB (decibéis) é uma medida relativa de dois níveis de potência diferentes, utilizado para declarar o ganho ou a
perda de um dispositivo em relação a outro dispositivo. É uma unidade logarítmica utilizada para expressar a
proporção entre dois valores de uma grandeza física, frequentemente uma potência ou intensidade.

A OLT controla a potência óptica tanto em suas portas PON, quanto das ONUs, com o objetivo de equalizar perdas
eventuais e fixas que a rede possa ter (degradação de sinal, tolerâncias e envelhecimento). O volume de dados que
estão sendo trafegados também influenciam na potência óptica da porta PON. Este comportamento ocorre devido
as redes serem dinâmicas.

Devido a estas características, a medida da potência óptica não será igual, visto que, as redes são dinâmicas desde o
ponto de vista de atenuação como o de volume de dados trafegados.

Versão da Apostila: 4.5.4 132


Versão da Apostila: 4.5.4 133
Versão da Apostila: 4.5.4 134
Observe que a diferença entre uma ONU B+ e uma ONU C+ está na sensibilidade de recepção (mínimo de potência
que pode receber), e não na potência de transmissão, pois o laser é idêntico.

Versão da Apostila: 4.5.4 135


Destaca-se:

• O upstream é realizado em 1310nm e a atenuação neste comprimento de onda é maior;


• Calcule como se fosse um ponto-a-ponto;
• Assegure-se que está considerando todas as perdas existentes;
• Para facilitar, construa um diagrama da sua rede;
• A soma de todas as perdas deve ser menor que o orçamento de potência;
• Lembre-se de inserir a margem de segurança.

Versão da Apostila: 4.5.4 136


Atenuação é a diminuição na intensidade do sinal ótico transmitido pelo enlace e composto pela própria fibra,
fusões, conectorizações e divisores.

Na fórmula de cálculo das perdas, as variáveis são:

Perdas ≥ (L * αL) + (S * αsplitter) + (E * αemendas) + (Ncnc * αcnc) + MS

Perdas: [dB]
L: Comprimento do enlace [km]
αL: Atenuação específica da fibra [dB/km]
S: Quantidade de Splitter por razão de divisão. Caso no enlace existam mais splitters de razões diferentes, inseri-los
αsplitter: Atenuação do splitter, conforme a sua razão de divisão [dB]
E: Quantidade de emendas
αemen: Atenuação específica das emendas [dB]
Ncnc: Número de conectores por direção
αcnc: Perda por conector [dB]
MS: Margem de segurança [dB]

Versão da Apostila: 4.5.4 137


Versão da Apostila: 4.5.4 138
Versão da Apostila: 4.5.4 139
Será utilizado para o cálculo, os valores mínimos e máximos do laser classe B+, e os valores médios para as perdas
pelos conectores e emendas por fusão.

1. Cálculo das perdas:


Perdas = (L * αL) + (S * αsplitter) + (E * αemendas) + (Ncnc * αcnc)
Perdas = (15*0,35) + (1* 3,7) + (1*13,7) + (8*0,06) + (4*0,325)
Perdas = 5,25 + 3,7 + 13,7 + 0,48 + 1,3 = 24,43dB
Perdas = 24,43dB + 3dB (margem de segurança) = 27,43dB

2. Potência mínima emitida pela OLT (+1,5dBm)


Potência recebida na ONU = +1,5dBm – 27,43dB
Potência recebida na ONU = -25,93dBm

3. Potência máxima emitida pela OLT (+5dBm)


Potência recebida na ONU = +5dBm – 27,43dB
Potência recebida na ONU = -22,43dBm

4. Potência de +3,47dBm medida na OLT com o instrumento (Power meter)


Potência recebida na ONU = +3,47dBm – 27,43dB
Potência recebida na ONU = -23,96dBm

Versão da Apostila: 4.5.4 140


Será utilizado para o cálculo, os valores mínimos e máximos do laser classe B+, e os valores médios para as perdas
pelos conectores e emendas por fusão.

1. Cálculo das perdas:


Perdas = (L * αL) + (S * αsplitter) + (E * αemendas) + (Ncnc * αcnc)
Perdas = (15*0,35) + (1* 3,7) + (1*17,1) + (8*0,06) + (4*0,325)
Perdas = 5,25 + 3,7 + 17,1 + 0,48 + 1,3 = 27,83dB
Perdas = 24,43dB + 3dB (margem de segurança) = 30,83dB

2. Potência mínima emitida pela OLT (+1,5dBm)


Potência recebida na ONU = +1,5dBm – 30,83dB
Potência recebida na ONU = -29,33dBm

3. Potência máxima emitida pela OLT (+5dBm)


Potência recebida na ONU = +5dBm – 30,83dB
Potência recebida na ONU = -25,83dBm

4. Potência de +3,47dBm medida na OLT com o instrumento (Power meter)


Potência recebida na ONU = +3,47dBm – 30,83dB
Potência recebida na ONU = -27,36dBm

Versão da Apostila: 4.5.4 141


Será utilizado para o cálculo, os valores mínimos e máximos do laser classe B+, e os valores médios para as perdas
pelos conectores e emendas por fusão.

1. Cálculo das perdas:


Perdas = (L * αL) + (S * αsplitter) + (E * αemendas) + (Ncnc * αcnc)
Perdas = (1*0,35) + (1* 3,7) + (4*0,06) + (4*0,325)
Perdas = 0,35 + 3,7 + 0,24 + 1,3 = 5,59dB
Perdas = 5,59dB + 3dB (margem de segurança) = 8,59dB

2. Potência mínima emitida pela OLT (+1,5dBm)


Potência recebida na ONU = +1,5dBm – 8,59dB
Potência recebida na ONU = -7,09Bm

3. Potência máxima emitida pela OLT (+5dBm)


Potência recebida na ONU = +5dBm – 8,59dB
Potência recebida na ONU = -3,59dBm

4. Potência de +3,47dBm medida na OLT com o instrumento (Power meter)


Potência recebida na ONU = +3,47dBm – 8,59dB
Potência recebida na ONU = -5,12dBm

Versão da Apostila: 4.5.4 142


Em 2010, a ITU-T lançou a recomendação G.984.7 que amplia o alcance diferencial de 20 para 40 km, mas, não
depende de potência óptica e sim do delay suficiente para permitir atraso na propagação do sinal recebido pela OLT
das ONUs.

Para distâncias diferenciais entre 0 e 40 km, foi definido o atraso na propagação de 402 µs.

Não depende do módulo PON, nem da potência deste para atingir um maior alcance (superior aos 20 km) e sim de
implementações de software na OLT, para que possa manipular este tempo, descrita pelo ITU-T G.984.7.

Versão da Apostila: 4.5.4 143


Os usuários de internet possuem diversos motivos para utilizá-la, como jogos, situações de trabalho, chats,
downloads e assistir vídeos. Uns necessitam de mais banda que outros, porém ninguém gosta de pagar por um
serviço que não utiliza.
Se as necessidades são diferentes, pense em ofertar planos estruturados, para usuários com um perfil mais simples
até um mais robusto de maiores velocidades.

Versão da Apostila: 4.5.4 144


Apresentaremos neste capítulo uma revisão dos conceitos envolvidos na tecnologia GPON e na sequência as
configurações necessárias para a criação dos profiles e entrega dos serviços. Ao final, você será capaz de:

• Reconhecer os conceitos e o funcionamento da tecnologia GPON;


• Determinar onde ocorrerá o controle da banda entregue ao cliente final;
• Entender a estrutura de configuração dos Profiles e identificar quais são obrigatórios para o perfeito
funcionamento dos serviços;
• Configurar os serviços de gerência das ONUs, entrega de banda larga através de PPPoE ou DHCP,
utilização de serviços VoIP e corporativos como lan-to-lan;
• Realizar troubleshooting das configurações.

Versão da Apostila: 4.5.4 145


Over-the-top: entrega de conteúdo audiovisual e outras mídias via Internet.

Versão da Apostila: 4.5.4 146


O FTTx: Fiber-to-the-x ou em português “a fibra até” é um termo genérico para qualquer arquitetura de rede de banda
larga através de fibra óptica, que permite substituir toda ou parte da rede de cabos metálicos até a última milha, com
base nesta premissa, as redes PON baseiam-se em uma arquitetura com equipamentos passivos para a distribuição
do sinal.

Versão da Apostila: 4.5.4 147


A recomendação ITU-T G.984.3 descreve a GTC- GPON Transmission Convergence, como sendo equivalente a camada
de enlace de dados do modelo OSI, especificando o formato do frame, o protocolo de controle de acesso ao meio, os
processos de OAM e o método de criptografia.

Versão da Apostila: 4.5.4 148


O tráfego downstream é transmitido através de TDM – Time Division Multiplexing em modo broadcast sendo
encaminhado a todas as ONUs. Utiliza a criptografia AES de 128 bits para manter a privacidade das informações.

A multiplexação por divisão de tempo permite transmitir várias informações através de um único meio, por exemplo,
a fibra óptica.

A OLT se comunica com uma ONU de cada vez, cada pacote contém um identificador ONU-ID que é lido pelas ONUs,
permitindo assim que o pacote seja ou não endereçado para a ONU que o lê. Este processo garante que os pacotes
são serão lidos pela ONU correspondente.

Versão da Apostila: 4.5.4 149


Em uma determinada ONU são entregues diversos serviços. Cada serviço consiste um fluxo de dados específico. Este
fluxo de dados é encapsulado e fragmentado por uma unidade lógica chamada GEM (GPON Encapsulation Method)
Port.

Essa porta virtual é usada para mapeamentos de UNIs.

Cada T-CONT encapsula um grupo de GEM Ports, através das quais é realizada a formatação dos serviços (aplicação
de QoS e classificação do tráfego em filas).

O frame downstream do GPON é constituído por:

• PCBd: Bloco de controle físico para um canal de distribuição e é transmitido para todas as ONUs em broadcast.
Contém informações de sincronização, identificação, administração da camada PLOAMd, paridade e mapa de
largura de banda;
• Payload: Contém informações da célula ATM, TDM e GEM.

Versão da Apostila: 4.5.4 150


A OLT atribui a cada ONU um tempo de burst, utilizado para que a ONU envie seus dados. Entre o tempo de burst
destinado a cada ONU, há um intervalo de guarda de modo a garantir que as informações enviadas por duas ONUs
consecutivas não colidam, este intervalo varia de acordo com a diferença entre as distâncias da OLT para cada ONU.

O TDMA atua organizando o envio das informações das ONUs em direção a OLT, de forma que cada ONU tenha o seu
tempo de transmissão.

Para descobrir as novas ONUs, a OLT abre de forma periódica janelas de medição, permitindo que sejam enviadas
novas rajadas no sentido upstream para a determinação da distância e alocação de tempo de transmissão.

Versão da Apostila: 4.5.4 151


Os campos do frame no sentido upstream estão descritos a seguir:

• PLOu: Contém o cabeçalho da camada física (preâmbulo e delimitador) e três campos adicionais para a
indicação da ONU. Através da ONU-ID é possível identificar a ONU de transmissão e a informação do status real
time;
• PLOAMu: Campo com a mensagem de PLOAM. Responsável pelas funções de gerenciamento como ranging,
ativação da ONU e notificação de alarmes
• PLSu: Utilizado para medições de controle de potência pelas ONUs;
• DBRu: Transporta informações relacionadas ao T-CONT e DBA, apresenta também, o estado do trânsito do T-
CONT em questão;
• Payload: Responsável pelo transporte de frames GEM ou informações DBA.

Versão da Apostila: 4.5.4 152


Em termos de gerenciamento, o GPON estabelece acima da camada física, uma camada equivalente a camada de
enlace do modelo OSI, denominada de Transmission Convergence – TC, onde são processados os quadros GTC, que
encaminham as informações entre a OLT e a ONU.
O quadro GTC é construído com pacotes GEM na direção downstream e na upstream os pacotes GEM são extraídos.

O GEM é baseada na recomendação ITU GFP: ITU-T G.704.1, o qual permite uma maior flexibilidade no
encapsulamento dos pacotes IP de tamanho variável ao longo de enlaces TDM e seus campos referem-se a:

• PLI: Indicador de comprimento do payload. Tem comprimento de 12 bits;


• Port-ID: Identifica a porta, com 12 bits;
• PTI: Tipo de conteúdo, indicando que tipo de dados serão transmitidos no frame GEM, definindo o seu
tratamento. Possui 3 bits de comprimento;
• HEC: Detecção e correção de erros do frame, com 13 bits.

Pode-se dizer que o GEM representa a associação de uma porta física ou VLAN a uma ONU.

Versão da Apostila: 4.5.4 153


O T-CONT pode ser entendido como um container ou um túnel onde um determinado tráfego será transmitido.

O tráfego upstream é classificado por um T-CONT (Transmission Container). Essa classificação é usada pela OLT para
alocação dinâmica da banda de upstream. Para uma ONU específica, o número de T-CONTs é fixo. Há 5 tipos de T-
CONTs, abrangendo serviços de banda fixa (alta prioridade), serviços de banda garantida (com classificação),
serviços sem garantia (best-effort) e serviços mistos.

ONU-ID (ONU Identifier): É um identificador de 8 bits que a OLT atribui durante uma ativação para uma ONU. O
ONU-ID é único em todo o ramo POM e permanece até que a ONU é desativada pela OLT.

ALLOC_ID (Allocation Identifier): É um Número de 12 bits que a OLT atribui a ONU para identificar uma entidade de
transporte. Está entidade é responsável por alocar o tráfego upstream para a ONU. A unidade de tráfego é chamada
de T-Cont.

T-CONT (Transmission Containers): É um objeto da ONU que representa um grupo de ligações lógicas que
aparecem como uma entidade única para efeitos de atribuição de largura de banda a montante na PON. A ONU
autonomamente cria todas as instâncias T-CONT suportados durante a ativação ONU. O OLT descobre o número de
instâncias de T-CONT suportadas por uma dada ONU.
Existem 5 tipos de T-conts que podem ser atribuídos:
T-CONT tipo 1: Banda Fixa.
T-CONT tipo 2: Banda Garantida.
T-CONT tipo 3: Banda Garantida + banda variável adicional.
T-CONT tipo 4: Apenas banda variável (Best Effort).
T-CONT tipo 5: Banda Fixa + Garantida + Variável (misto).

Versão da Apostila: 4.5.4 154


Versão da Apostila: 4.5.4 155
Peak Information Rate (PIR) - Taxa de informação de pico, é a soma da banda garantida com a banda máxima
permitida (PIR = EIR + CIR);
Committed Information Rate (CIR) – Taxa de informação comprometida, ou seja, banda garantida ou banda
contratada pelo cliente;
Excess Information Rate (EIR) – Taxa de informação excedente ou banda expansível até um determinado valor.

O provedor garantirá que a conexão sempre suportará a taxa CIR e, às vezes, a taxa EIR, desde que haja largura de
banda adequada para o fornecimento.

Versão da Apostila: 4.5.4 156


Versão da Apostila: 4.5.4 157
Os tipos de profiles de banda disponíveis para associação aos T-CONTs são:

• Tipo 1-Fixed: Define uma banda fixa que será alocada em um T-CONT inclusive quando este T-CONT não
estiver sendo utilizado, ou seja, este tráfego alocado não é compartilhado mesmo quando não está em uso.
Indicado para tráfegos constantes de maior relevância para parâmetros de delay e jitter. Por exemplo VoIP;
• Tipo 2-Assured: Define uma banda garantida que será alocada em um T-CONT. Este tráfego pode ser
compartilhado com outros usuários quando não estiver sendo utilizado. Indicado para tráfegos sem
relevância para os parâmetros de delay e jitter. Por exemplo, stream de vídeo e dados de alta prioridade;
• Tipo 3-Assured + Max: Define uma banda garantida, que pode ser compartilhada quando não estiver em uso
e um limite de banda máximo (não garantido). Indicado para tráfegos com serviços de taxa variável onde o
mais importante é garantir uma taxa média;
• Tipo 4-Maximum: Define uma banda máxima - não garantida que pode ser alcançada por um T-CONT.
Indicado para tráfegos com taxa variável e baixa relevância para parâmetros de delay e jitter. Por exemplo,
internet e serviços de baixa prioridade.
• Tipo 5-Fixed + Assured + Max: Permite definir uma combinação das bandas fixa, garantida e máxima para
um T-CONT.

Versão da Apostila: 4.5.4 158


Versão da Apostila: 4.5.4 159
O PPPoE é um protocolo para conexão de usuários que trabalha com a tecnologia Ethernet, muito utilizado para
facilitar a identificação do usuário conectado e possibilitar controlar seus serviços, após a sua autenticação.

Estabelece a sessão e realiza a autenticação com o provedor de acesso a Internet, fornecendo um endereço IP fixo ao
usuário e é definido pela RFC 2516.

O DM4610 opera como PPPoE Intermediate Agent, onde é inserido entre o usuário e o servidor de acesso remoto. A
estrutura é descrita por:

• PPPoE Client: Equipamento responsável por estabelecer a sessão PPPoE no cliente, por exemplo um
roteador;
• PPPoE Intermediate Agente: Intercepta pacotes PPPoE na fase de discovery, no sentido upstream e adiciona
TAGs com a identificação do acesso no qual os pacotes foram recebidos;
• PPPoE Server: Responsável por estabelecer e monitorar as sessões PPPoE. Pode também ser um BRAS
(Broadband Remote Access Server).

O BRAS é um equipamento que agrega sessões de usuários da rede de acesso. É utilizado como ponto centralizado
para a gestão de limite de taxa e QoS dos usuários. Em uma topologia tradicional, é o último elemento IP entre o
provedor de serviços e a rede de usuário. Esta solução é oferecida por empresas como Cisco, Juniper, Mikrotik,
ServerU entre outros.

O número máximo de sessões PPPoE são de 8.192.

Versão da Apostila: 4.5.4 160


O DHCP Relay Agent Information, também conhecido por Option 82 foi projetado para permitir que um agente de
retransmissão DHCP possa inserir informações específicas em uma solicitação, a qual está sendo encaminhada para
um servidor DHCP, com:

• Circuit ID: Porta originadora do pedido;


• Remote ID: Identificação do dispositivo remoto, por exemplo o ID da ONU.

O DM4610 irá atuar como DHCP Relay Agent inserindo as informações no sentido Upstream e após a negociação, o IP
recebido pelo cliente será adicionado a tabela “allowed IP”, liberando o tráfego de dados.
A OLT verifica as mensagens DHCP e impede que outro usuário utilize o mesmo endereço IP destinado a outro cliente
através da configuração de IP Spoofing.

O DHCP Option 82 é definido pela RFC 3046.

Versão da Apostila: 4.5.4 161


Versão da Apostila: 4.5.4 162
Versão da Apostila: 4.5.4 163
A técnica de VLAN (Virtual LAN) consiste em criar um agrupamento lógico de portas ou dispositivos de rede. As VLANs
podem ser agrupadas por funções operacionais ou por departamentos, independentemente da localização física dos
usuários. Cada VLAN é vista como um domínio de broadcast distinto. O tráfego entre VLANs é restrito, ou seja, uma
VLAN não fala com outra a não ser que se tenha um elemento de nível 3 que faça o roteamento entre as diferentes
VLANs. Um broadcast propagado por um elemento de rede pertencente a uma VLAN só vai ser visto pelos elementos
que compartilham da mesma VLAN.

As VLANs melhoram o desempenho da rede em termos de escalabilidade, segurança e gerenciamento de rede.


Organizações utilizam VLANs como uma forma de assegurar que um conjunto de usuários estejam agrupados
logicamente independentemente da sua localização física. Por exemplo, os usuários do Departamento de Marketing
são colocados na VLAN Marketing e os usuários do Departamento de Engenharia são colocados na VLAN Engenharia.
Operadoras também utilizam VLANs para oferecer segmentação dos serviços oferecidos aos seus diversos clientes.

Versão da Apostila: 4.5.4 164


Em termos técnicos o equipamento adiciona uma etiqueta (TAG) no quadro ethernet que permite a identificação de
qual VLAN pertence o quadro dentre outros parâmetros. A especificação 802.1q define dois campos no cabeçalho
ethernet de 2bytes que são inseridos no quadro ethernet a frente do campo Source Address:

• TPID - Tag Protocol Identifier: Este campo correspondente ao Ethertype do quadro comum ethernet e está associado
a um número hexadecimal específico: 0x8100*
• TCI - Tag Control Information: Este campo é composto por três sub-campos:
- PRI: Especifica através de 3 bits a prioridade definida pelo padrão 802.1p e utilizado para fazer marcação de nível 2
usando classes de serviço distintas (CoS);
- CFI: Utiliza um bit para prover compatibilidade entre os padrões Ethernet e Token Ring;
- VLAN ID: Campo com 12 bits que identifica de forma única a VLAN a qual pertence o quadro Ethernet, sendo
limitado a 4096** VLANs.

OBS:
* Este valor indica que o próximo campo é uma tag de VLAN. A indicação 0x Indica que o próximo número é um valor
hexadecimal.
** Apesar do valor convertido (2^12) ser equivalente à 4096, os valores válidos para id de VLAN vai de 1 à 4094. O
primeiro valor 0 (000000000000) é inválido para VLAN e o último valor 4095 (111111111111) está reservado para
futuras implementações. Considera-se uma boa prática não usar a VLAN 1 como VLAN de serviço e gerência, pois esta
é a VLAN default na maioria dos switches e protocolos.
Fonte: IEEE 802.1q 1998.

Versão da Apostila: 4.5.4 165


Quando o equipamento recebe um frame, ele verifica se o Tag de VLAN está presente neste frame. Se há um Tag de
VLAN (tagged), o frame é encaminhado diretamente as portas membros da VLAN correspondente. Se não há um Tag
de VLAN (untagged) no frame recebido, o equipamento então encaminha o frame para as portas membros da VLAN
de acordo com a configuração de VLAN nativa da porta.

Versão da Apostila: 4.5.4 166


Abaixo segue um exemplo de configuração de uma interface l3 para associação a uma VLAN.

DmOS(config)#dot1q vlan 4094 name Gerencia interface gigabit-Ethernet 1/1/9 tagged


DmOS(config)#interface l3 Gerencia
DmOS(config-l3-Gerencia)#lower-layer-if vlan 4094
DmOS(config-l3-Gerencia)#ipv4 address 10.0.0.110/24
DmOS(config-l3-Gerencia)#ipv6 enable
DmOS(config-l3-Gerencia)#ipv6 address 2018::110/64
DmOS(config-l3-Gerencia)#commit

DmOS#show running-config dot1q | tab


dot1q
VLAN TAGGED
ID NAME INTERFACE NAME UNTAGGED
--------------------------------------------------
4094 Gerencia gigabit-ethernet-1/1/9 tagged

DmOS#show running-config interface l3 | tab

EUI
NAME DESCRIPTION DISABLED ENABLED VLAN ENABLE IP IP 64
---------------------------------------------------------------------------------
Gerencia - - true 4094 true 10.0.0.110/24 2018::110/64 -

Esta funcionalidade tem o objetivo de prover uma VLAN para a realização da gerência do equipamento, não para
tráfego de clientes. O tamanho de MTU deve ser igual a 1500 bytes.

Não é possível criar host e rota IPv6 com prefixo maior que /64 nas plataformas DM4050 e DM4250.

Versão da Apostila: 4.5.4 167


DmOS#show running-config interface l3 | tab

EUI
NAME DESCRIPTION DISABLED ENABLED VLAN ENABLE IP IP 64
----------------------------------------------------------------------------------
Gerencia Gerencia-Inband - true 4094 false 10.0.0.130/24

Name: Nome utilizado para a interface l3;


Description: Descrição na interface l3;
Disabled:
Enabled: Se a funcionalidade de vlan-link-detect está habilitada (true) ou desabilitada (false);
VLAN: VLAN associada a interface l3;
Enable: Identifica se a interface l3 possui ipv6 habilitado (true) ou desabilitado (false);
IP: Endereço IPv4 associado a interface l3;
IP: Endereço IPv6 Associado a interface l3;
EUI 64: Endereço IPv6 de link-local.

Versão da Apostila: 4.5.4 168


Abaixo, segue abaixo exemplos de VLANs criadas.

DmOS#show vlan brief


Vlan ID Vlan name Type
------- --------- ----
2106 L2L static
2612 PPPoE static
2807 VoIP static
2809 DHCP static
4094 Gerencia static

DmOS#show running-config dot1q vlan | tab


VLAN TAGGED
ID NAME INTERFACE NAME UNTAGGED
---------------------------------------------------
2106 L2L gigabit-ethernet-1/1/12 tagged
2612 PPPoE gigabit-ethernet-1/1/12 tagged
2807 VoIP gigabit-ethernet-1/1/12 tagged
2809 DHCP gigabit-ethernet-1/1/12 tagged
4094 Gerencia gigabit-ethernet-1/1/12 tagged

É possível verificar a configuração de uma VLAN específica com o comando show, dentro do seu menu.

DmOS(config-vlan-2807)#show
dot1q
vlan 2807
name VoIP
interface gigabit-ethernet-1/1/12

O tamanho máximo do frame Ethernet (MTU) nas interfaces gigabit e ten-gigabit é de 9220 bytes. Não há suporte para
configuração de TPID.

Versão da Apostila: 4.5.4 169


Versão da Apostila: 4.5.4 170
Com o serviço de N:1 não é possível utilizar o Hairpin e nem a transparência de protocolos. Alguns exemplos de
serviços N:1 são Internet banda larga, VoIP e IPTV.

É possível realizar o bloqueio de broadcast, multicast e unicast para a service vlan n:1 para downstream (GPON Flood
Block Downstream), através da sintaxe:

DM4610(config)#service vlan <VLAN_ID> block <broadcast | multicast | unicast>

O tráfego upstream não é afetado.

O número máximo de VLANs com serviço N:1 são de 1024.

Para verificar o service vlan, utilize:

DM4610#show running-config service vlan type n:1 | tab


VID TYPE BROADCAST MULTICAST UNICAST
-------------------------------------------
2612 n:1 - - -
2908 n:1 - - -

Versão da Apostila: 4.5.4 171


Com o serviço de 1:1 não é possível utilizar o Hairpin e nem a transparência de protocolos. Um exemplo de serviços
1:1 é o atendimento de links dedicados para delegacias, hospitais ou para sistemas de câmeras e vigilância.

O número máximo de VLANs com serviço 1:1 são de 768.

Para verificar o service vlan, utilize:

DM4610#show running-config service vlan type 1:1 | tab

Versão da Apostila: 4.5.4 172


Os clientes possuem a sua VLAN encapsulada por uma outer-VLAN, chamado de QinQ.

Abaixo, segue um exemplo de configuração para TLS:


DM4610(config)#service vlan 2807 type tls

Para transparência de protocolos L2, utilize:


DM4610(config)#layer2-control-protocol vlan <1-4094> extended action <drop |
forward>

O número máximo de VLANs com serviço TLS são de 1024.

Para verificar o service vlan:

DM4610#show running-config service vlan type tls | tab


VID TYPE BROADCAST MULTICAST UNICAST
-------------------------------------------
2106 tls - - -
2807 tls - - -
4094 tls - - -

Versão da Apostila: 4.5.4 173


É possível configurar até 234 VLANs com a função de DHCP relay, com uma autenticação por ONU. E o número
máximo de sessões DHCP são de 1024.

DM4610#show allowed-ip
MAC-Address IP-Address VLAN Entry-Type Interface Status
--------------------------------------------------------------------------
00:04:df:b0:62:f7 15.15.15.63 2809 dhcp service-port-6 active
00:04:df:b0:3d:47 15.15.15.57 2809 dhcp service-port-8 active

Maiores informações a respeito do Option-82 podem ser obtidos no endereço:

https://www.broadband-forum.org/technical/download/TR-156.pdf

O DHCP Relay L2 realiza o snooping de pacotes DHCP para fins de segurança e gerenciamento de assinantes,
mantendo o controle dos IP atribuídos por um servidor DHCP confiável aos dispositivos de rede não confiáveis. A
opção DHCP option 82 anexada pelo agente de retransmissão pode ser usada para manter a rastreabilidade do
usuário e fornecer a configuração de rede com base na localização de clientes de rede.

Versão da Apostila: 4.5.4 174


Abaixo, visualiza-se as informações do ramo GPON.

DM4610#show interface gpon 1/1/1

Physical interface : gpon 1/1/1, Enabled, Physical link is Up


Link-level type : GPON
Logical reach : 0-40 km
Downstream FEC : Enabled
Upstream FEC : Enabled
Transceiver type : neophotonics-a
Allocated upstream bandwidth
Fixed + Assured : 28672 kbit/s
Fixed : 0 kbit/s
Assured : 28672 kbit/s
Max : 675840 kbit/s
Overhead : 165 kbit/s (5 ONUs)

Para descoberta de ONU não provisionadas, utilize a sintaxe:

DM4610#show interface gpon 1/1/1 discovered-onus

Chassis / Slot / Port Serial Number


--------------------- -------------
1/1/1 DACM0000062E

Versão da Apostila: 4.5.4 175


Versão da Apostila: 4.5.4 176
Mesmo sem licença, o DmOS permite inserir a configuração das portas GPON 9 a 16, apenas o comando “no
shutdown” não está disponível.

Versão da Apostila: 4.5.4 177


Os valores permitidos para cada profile de banda são visualizados na tabela abaixo.

T-CONT Característica Granularidade Range Observações


Type-1 Banda Fixa 64 kbps 512 - 442752 kbps
Type-2 Banda Garantida 64 kbps 256 - 1106816 kbps
Banda máxima permitida
Banda Garantida + Banda Assured-BW: 256 - 1106816 kbps
Type-3 64 kbps neste tipo: Máximo permitido:
Máxima Max-BW: 384 - 1106944 kbps
1106816 kpbs + 128 kbps
Type-4 Banda Máxima 64 kbps 256 - 1106816 kbps
Fixed-Bw: 128 - 442752 kbps
Banda Fixa + Banda Taxa máxima permitida neste
Type-5 64 kbps Assured-BW: 256 - 1106816 kbps
Garantida + Banda Máxima tipo: MAX-BW + Fixed-BW
Max-BW: 384 - 1106944 kbps

Segue abaixo alguns exemplos de profiles de banda:

DM4610#show running-config profile gpon bandwidth-profile


profile gpon bandwidth-profile DHCP
traffic type-4 max-bw 204800
!
profile gpon bandwidth-profile Gerencia
traffic type-1 fixed-bw 512
!
profile gpon bandwidth-profile L2L
traffic type-3 assured-bw 10240 max-bw 20480
!
profile gpon bandwidth-profile PPPoE
traffic type-4 max-bw 1106944
!
profile gpon bandwidth-profile VoIP
traffic type-1 fixed-bw 2048

Versão da Apostila: 4.5.4 178


Versão da Apostila: 4.5.4 179
A interface GPON já possui habilitado por default as configurações de upstream-fec e downstream-fec.

*** Quando o line-profile for associado a ONU, será realizada a coerência do bandwidth-profile com a quantidade de
banda garantida na interface GPON ***

O profile de Line pode ser editado após a realização do commit.

Observação: a configuração do CoS deverá estar de acordo/correta com a configuração do switch ou dos servidores,
caso contrário, o pacote será descartado.

Versão da Apostila: 4.5.4 180


A interface GPON já possui habilitado por default as configurações de upstream-fec e downstream-fec.

*** Quando o line-profile for associado a ONU, será realizada a coerência do bandwidth-profile com a quantidade de
banda garantida na interface GPON ***

O profile de Line pode ser editado após a realização do commit.

Observação: a configuração do CoS deverá estar de acordo/correta com a configuração do switch ou dos servidores,
caso contrário, o pacote será descartado.

Não é possível compartilhar tráfego de IP-HOST com outras interfaces VEIP em um mesmo GEM Port. O
mapeamento deve ser exclusivo.

Versão da Apostila: 4.5.4 181


Versão da Apostila: 4.5.4 182
A configuração do limite de MAC está disponível apenas para a ONU DM984-100B, a qual possui a opção Ethernet,
definindo assim, quantos endereços MACs a porta Ethernet da ONU irá aprender.

Ao total, a ONU DM984-100B permite a aprendizagem de 899 MACs, sem a utilização da função de mac-limit.

O tamanho máximo do frame – MTU do GPON é de 2000 bytes.

Versão da Apostila: 4.5.4 183


Versão da Apostila: 4.5.4 184
DM4610# show interface gpon 1/1/1 onu 0
Last updated : 2018-08-21 16:05:04 UTC-3

ID : 0
Serial Number : DACM0000032E
Password :
Uptime : 14 days, 07:14
Last Seen Online : N/A
Vendor ID : DACM
Equipment ID : DM984-100B
Name : 1-1-1-33
Operational state : Up
Primary status : Active
IPv4 mode : static
IPv4 address : 31.31.31.7/24
IPv4 default gateway : 31.31.31.254
IPv4 VLAN : 4094
IPv4 CoS :
Line Profile : BRIDGE
Service Profile : BRIDGE
RG Profile :
SNMP : Enabled (all OIDs)
Allocated bandwidth : 0 fixed, 2048 assured+fixed [kbit/s]
Upstream-FEC : Enabled
Anti Rogue ONU isolate : Disabled
Version :
Active FW : v2.0.0 valid, committed
Standby FW : v1.3.2 valid, not committed
Software Download State : None
Rx Optical Power [dBm] : -27.30
Tx Optical Power [dBm] : 3.01

Versão da Apostila: 4.5.4 185


Um service port que utiliza uma service VLAN do tipo N:1 suporta apenas uma operação de replace.

Segue abaixo alguns exemplos de configuração.

Transparente:
DM4610#config
DM4610(config)#service-port 1 gpon 1/1/8 onu 0 gem 6 match vlan vlan-id 2807
action vlan replace vlan-id 2807
DM4610(config)#commit

Trocar o ID da VLAN:
DM4610#config
DM4610(config)#service-port 2 gpon 1/1/1 onu 1 gem 1 match vlan vlan-id 100
action vlan replace vlan-id 200
DM4610(config)#commit

Adicionar mais uma tag de VLAN:


DM4610#config
DM4610(config)#service-port 3 gpon 1/1/1 onu 1 gem 4 match vlan vlan-id any
action vlan add vlan-id 101
DM4610(config)#commit

O service-port com action replace em VLAN com membro untagged não é permitida.

O número máximo de service-port disponíveis para configuração são de 4096.

Versão da Apostila: 4.5.4 186


Versão da Apostila: 4.5.4 187
A funcionalidade de RG Profile está disponível a partir da versão 4.0.0 da ONU, e a implementação da possibilidade
de configuração da interface grouping para vincular as portas Ethernet (LAN) às WANs da ONU via profile, é
compatível com a versão 4.0.4 da ONU DM984-42x.

Versão da Apostila: 4.5.4 188


Os serviços associados em uma interface grouping serão entregues com tagged da VLAN associada.

Abaixo, visualiza-se um exemplo de RG Profile para PPPoE.

DM4610#show running-config profile gpon rg-profile wan-pppoe-connection


profile gpon rg-profile Router-WiFi
wan-pppoe-connection PPPoE
vlan-mux vlan 2612 cos 0
nat
no fullcone-nat
no firewall
no multicast-proxy igmp
no multicast-source igmp
auth-type auto
username treinamento1
password treinamento

Versão da Apostila: 4.5.4 189


Abaixo, visualiza-se alguns exemplos de RG Profile

DM4610#show running-config profile gpon rg-profile


profile gpon rg-profile Router-WiFi
wan-ip-connection DHCP
vlan-mux vlan 2809 cos 0
nat
no fullcone-nat
no firewall
no multicast-proxy igmp
no multicast-source igmp
ipv4 dhcp
primary-dns 10.0.0.60
!
wan-ip-connection IP_Fixo
vlan-mux vlan 4094 cos 0
nat
no fullcone-nat
no firewall
no multicast-proxy igmp
no multicast-source igmp
ipv4 static default-gateway 10.0.0.60
!
wan-bridge-connection Bridge
vlan-mux vlan 2106 cos 0
no multicast-source igmp

Versão da Apostila: 4.5.4 190


DM4610#show running-config profile gpon rg-profile wlan
profile gpon rg-profile Router-WiFi
wlan wl0
ssid custom Treinamento
network-auth wpa2/wpa-psk
wpa-encryption tkip+aes

Versão da Apostila: 4.5.4 191


Abaixo, segue um exemplo de aplicação de um RG Profile com alteração de usuário e senha.

interface gpon 1/1/1


onu 1
rg-profile PPPoE_Wlan
rg-profile-override-settings
wan-pppoe-connection PPPoE username treinamento2 password treinamento
top
commit

Um outro exemplo de alteração do RG Profile é a inserção de um IP Fixo, conforme abaixo.

interface gpon 1/1/1


onu 1
rg-profile IP_Fixo
rg-profile-override-settings
wan-ip-connection IP-Fixo ipv4 static address 10.0.0.61/24 default-gateway
10.0.0.60
top
commit

Versão da Apostila: 4.5.4 192


As configurações do auto provisionamento conterão as informações:
• Line-Profile: Para associação dos serviços criados as ONUs do tipo Bridge e Router/WiFi;
• RG-Profile: Para associação das informações de gerência e PPPoE as ONUs Router/WiFi;
• IPv4: Amarração do serviço de gerência ou VoIP via FXS para uma VLAN para a ONU Bridge;
• Ethernet: Associação da porta ethernet da ONU Bridge ao serviço de PPPoE;
• Service-port: Estabelecimento da relação do tráfego GPON ao Uplink conectado à porta Ethernet da
OLT.
Abaixo, segue um exemplo de configuração de auto provisionamento para dois serviços (Gerência da ONU e PPPoE).
Os profiles de Line e RG já devem estar criados para a sua associação.
gpon 1/1
onu-auto-provisioning enable
line-profile Auto_provisionamento
rg-profile Auto-provisionamento
ipv4 vlan vlan-id 4094 cos 0
ethernet 1 native vlan vlan-id 2612
service-port 1 gem 1 match vlan vlan-id 4094 action vlan replace vlan-id 4094
service-port 2 gem 2 match vlan vlan-id 2612 action vlan replace vlan-id 2612

Na sequência, as ONUs em modo de descoberta automaticamente serão provisionadas nos seus ramos GPON
correspondentes. Esta funcionalidade faz toda a associação do ramo GPON com o ID da ONU com o seu número de
série e adiciona os profiles correspondentes. Caso não deseje que o auto provisionamento seja aplicado em uma ONU
ou em caso de manutenção, é necessário adicionar o serial number manualmente e não por discovered.

Segue um exemplo de line-profile que atende tanto uma ONU Bridge como uma Router/WiFi.
profile gpon line-profile Auto_provisionamento
tcont 1 bandwidth-profile Gerencia-1M
tcont 2 bandwidth-profile PPPoE-1G
gem 1 tcont 1
map gerencia-bridge iphost vlan 4094 cos any
exit
map gerencia-router veip 1 vlan 4094 cos any
exit
exit
gem 2 tcont 2
map pppoe-bridge ethernet any vlan 2612 cos any
exit
map pppoe-router veip 1 vlan 2612 cos any

Versão da Apostila: 4.5.4 193


Abaixo, segue um exemplo de configuração de banda para o sentido downstream.

DM4610(confg)#profile gpon gem-traffic-profile Controle_BW_Down


cir 20480
eir 0

Configurações do limite de banda em GEM ports que ultrapassem estes números não surtirão efeito.

O perfil de tráfego GEM define a banda de CIR e EIR para uma ONU.

• CIR – Committed Information Rate: É a taxa em Kbps garantida para passar pela interface;
• EIR – Excess Information Rate: É a taxa máxima em Kbps que pode passar pela interface, sendo necessariamente
maior que o especificado no CIR.

Versão da Apostila: 4.5.4 194


Versão da Apostila: 4.5.4 195
O sip-agente-profile permite criar até 1024 profiles e é responsável por configurar os dados de SIP Server, como:
• Registrar: É o servidor que aceita solicitações de REGISTRO e coloca as informações recebidas nesses pedidos
no serviço de localização para o domínio com o qual ele lida;
• Proxy Server: É uma entidade intermediária que age como um servidor e um cliente com o objetivo de fazer
solicitações em nome de outros clientes. Um servidor proxy desempenha basicamente o papel de roteamento,
o que significa que seu trabalho é garantir que uma solicitação seja enviada para outra entidade "mais próxima"
do usuário visado;

• Outbound Proxy Server: O proxy de saída recebe a solicitação de um cliente, mesmo que não seja o servidor
resolvido pelo URI de solicitação.

Observação: Não há suporte para configurar DNS para o SIP, ou seja, não pode-se utilizar hostnames no SIP agent-
profile. A recomendação é utilizar endereços IPs.

Versão da Apostila: 4.5.4 196


As configurações acima são destinadas as interfaces POTS das ONUs, sendo possível a escalabilidade de 4 POTS por
ONU e 1024 por OLT.

Os parâmetros inseridos são referentes a:

• Username: Utilizado para autenticação SIP;


• Password: Utilizado para autenticação SIP;
• Display-name: Nome que aparecerá no telefone do usuário;
• User-part-aor: Address of record – campo obrigatório (mesma informação utilizada no campo username).

A service VLAN a ser utilizada deverá ser do tipo TLS.

A porta SIP padrão é a 5060 com expires times em 3600 segundos. Não há suporte a configuração de serviços Call ID e
Call forwarding.

Comandos iniciados com “#” não são aceitos de telefones conectados à interface FXS das ONUs. A tecla # pode ser
utilizada ao final da discagem a fim de realizar o encaminhamento imediato da chamada.

Versão da Apostila: 4.5.4 197


Este profile é utilizado para configurar os parâmetros de mídia para os serviços VoIP.

É possível definir uma lista ordenada de prioridade para o CODEC, onde configura-se o tipo de CODEC, o período do
pacote e a supressão de silêncio para cada lista. O comando Media-profile também permite ativar/desativar o envio
de DTMF fora da banda, além das informações de jitter. É obrigatória a configuração de 4 CODECs (codec-order),
podendo ou não serem repetidos. A OLT deve ser coerente com a configuração da ONU.

A configuração de silence-suppression permite enviar um sinal/ruído de conforto para o usuário quando não
há tráfego, o que fornece a sensação de que a chamada não ficou “muda”, quando um dos interlocutores para de
transmitir. Este processo gera uma economia de banda.

A opção packet-period determina o tempo de montagem do pacote com base nos sinais analógicos (criação do
frame).

Versão da Apostila: 4.5.4 198


A descrição dos parâmetros pode ser observada abaixo.

• Jitter maximum buffer: Define o valor máximo permitido. Utilizado em redes que possuem muita oscilação;
• Jitter target buffer: Define um valor de referência para o buffer;
• Jitter target dynamic-buffer: O valor do atraso é definido conforme a variação da banda, ajusta-se de forma
automática;
• Jitter maximum onu-internal-buffer: O valor do atraso seguirá o buffer da ONU.

Versão da Apostila: 4.5.4 199


Versão da Apostila: 4.5.4 200
O profile SNMP define quais OIDs serão monitoradas por ONU. Este profile é associado na configuração da ONU de
forma individual.

Não é recomendado configurar a opção snmp real-time para mais que 128 ONUs. O monitoramento em larga
escala pode gerar impactos na performance, como o aumento no tempo de atualização de status de ONUs. Quando
operando no limite máximo de ONUs suportado pela plataforma, recomenda-se que a coleta seja realizada com
intervalo mínimo de 15 minutos.

Versão da Apostila: 4.5.4 201


Apresentaremos neste capítulo as configurações que podem ser realizadas em uma ONU Router/WiFi. Ao final, você
será capaz de:

• Identificar as configurações da ONU que não sofrem alterações com a aplicação do RG Profile
proveniente da OLT;
• Reiniciar e desabilitar a ONU, seja para troubleshooting ou por questões administrativas da gestão dos
usuários;
• Alterar a velocidade e modo de operação da interface Ethernet da ONU;
• Realizar configurações adicionais na ONU DM984-42x.

Versão da Apostila: 4.5.4 202


Versão da Apostila: 4.5.4 203
Versão da Apostila: 4.5.4 204
Versão da Apostila: 4.5.4 205
Para verificar o andamento da atualização de firmware na ONU, observe a informação na linha Software Download
State, conforme a seguir. Ao termino será apresentada a informação de Complete.

DM4610#show interface gpon 1/1/1 onu 1 version


ID : 1
Version :
Active FW : v1.3.2 valid, committed
Standby FW : 1.2.0 valid, not committed
Software Download State : None

É possível atualizar todas as ONUs de um PON Link simultaneamente desde que, todas as ONUs sejam do mesmo
modelo. Caso existam ONUs de diferentes modelos não é recomendado utilizar a opção all no comando de request.

Quando selecionada a opção all na atualização de firmware da ONU, esta será executada em blocos/grupos de 8
ONUs simultaneamente.

É possível acompanhar o progresso da atualização de firmware da ONU através da sintaxe:

DM4610#show interface gpon 1/1/1 onu


ID Serial Number Oper State Software Download State Name
---- -------------- ---------- ------------------------ -------------------
0 DACM0000032E Up None 1-1-1-33
1 DACM00001E21 Up Download in progress (13%) ONU-1
2 DACM00001E03 Up None ONU_WIFI_SUPORTE
3 DACM00001E26 Up None ONU_ROUTER_PPPoE_DHCP

Upgrades de firmware de ONUs modelo DM984-42x podem apresentar instabilidades quando realizados através da
OLT. A recomendação é que o upgrade ocorra via interface WEB da própria ONU.

Versão da Apostila: 4.5.4 206


O DM984-420 (Router) e o DM984-422 (Router com WiFi) possuem uma página web que é acessada através do
endereço IP padrão 192.168.0.1, de qualquer uma de suas 4 portas Ethernet com o seu navegador padrão, desde que
a sua placa de rede pertença a mesma sub-rede IP ou através de um endereço IP obtido por DHCP.

A ONU também pode ser acessada através da conta user, destinada para uso de clientes e não do administrador da
rede.

Versão da Apostila: 4.5.4 207


Versão da Apostila: 4.5.4 208
Versão da Apostila: 4.5.4 209
A opção Ethernet Ports Mode define o modo de operação da ONU, se router (L3) ou bridge (puro L2).

Caso seja selecionada a opção Bridge, todas as 4 interfaces se comportarão como uma ONU bridge e não possuirá
mais acesso a interface web. As configurações realizadas através do CLI dentro do profile de “line” deverão ser
associadas a porta ethernet e não mais ao veip.

Para retornar a ONU para o modo Router, pressione o botão reset por 15 segundos com uma ferramenta apropriada.

Versão da Apostila: 4.5.4 210


• Band: Faixa de operação do Wireless da ONU 2.4 GHz.
• Channel: Define o canal a ser utilizado para a transmissão do sinal wireless. Os padrões 802.11b e 802.11g utilizam
canais para limitar a interferência de outros aparelhos, como babá eletrônica, alarme de segurança ou um telefone
sem-fio, caso necessário altere o canal. A opção Auto seleciona automaticamente um canal com baixa interferência.
• Auto Channel Timer(min): Define o tempo de atualização em minutos para novas varreduras para localização do
melhor canal disponível para utilização da rede wireless. Uma nova varredura automática de canal só ocorrerá
quando não houver cliente wireless conectado.
• Bandwidth: Largura de banda do canal: 20 MHz ou 40 MHz. O canal de 40MHz vai ser necessário para taxas de
transferências mais altas, mas o de 20MHz vai permitir melhor aproveitamento do espectro.
• 802.11n Rate: Taxa de transferência da ONU com o cliente wireless. Quando a opção Auto é selecionada, a ONU
utiliza as taxas mais rápidas que possa ser utilizado com o atual nível de sinal ruído. Quando Fixed for selecionado a
taxa de transmissão será fixa de acordo com o valor selecionado.
• 802.11n Protection: É uma proteção de nível físico que permite que dispositivos 802.11n transmitam quadros CTS
(Clear-to-send) a si mesmo, de modo a garantir que os dispositivos vizinhos utilizem a informação de sincronia para
proteger os seus quadros.
• Support 802.11n Client Only: Habilita apenas o modo 802.11n, impedindo que clientes com baixa velocidade
(802.11b) conectem-se.
• 54g™ Rate: Taxa na qual a informação será transmitida e recebida na rede wireless.
• Basic Rate: Conjunto de taxas de transferência de dados que todas as estações serão capazes de utilizar para receber
quadros de uma rede wireless. A configuração padrão (default) transmite em todas as velocidades wireless.
• Fragmentation Threshold: Em ambientes com elevado ruído pode ser necessário reduzir o limiar de fragmentação
afim de melhorar o rendimento da rede wireless.
• RTS Threshold: Tamanho do pacote de uma transmissão utilizado para controlar o fluxo do tráfego.
• DTIM Interval: Intervalo Wake-up, utilizado por clientes wireless em modo de economia de energia.
• Beacon Interval: Beacon é um pacote de informações enviado para anunciar sua disponibilidade e estado.
• Global Max Clients: Configura o limite máximo de clientes que podem se conectar a todas as SSIDs.
• XPress™ Technology: Tecnologia que utiliza padrões baseados em bursting de quadros para obter um maior
rendimento.

Versão da Apostila: 4.5.4 211


A ONU DM984-42x deverá estar na versão 4.1.0 para que a funcionalidade de VOICE esteja disponível para
configuração via página WEB e a versão da OLT compatível é a 4.4.0.

Versão da Apostila: 4.5.4 212


Comandos iniciados com “#” não são aceitos de telefones conectados à interface FXS das ONUs. A tecla # pode ser
utilizada ao final da discagem a fim de realizar o encaminhamento imediato da chamada.

Versão da Apostila: 4.5.4 213


Versão da Apostila: 4.5.4 214
As funcionalidades do menu Voice – SIP Advanced Configuration são descritas abaixo.

• Feature: Conta SIP correspondente;


• Call waiting: Permite que o usuário receba e atenda um segunda chamada;
• Call forwarding: Facilidade responsável pelo encaminhamento de chamadas de forma incondicional ou quando
ocupado ou quando não há atendimento:
• Call forwarding number: Inserção do número que receberá o encaminhamento da chamada. Deve ser
digitado exatamente como se fosse realizar uma chamada.
• IMPORTANTE para ativação: além de inserir o número, é necessário clicar para cada conta (0 ou 1) para
liberar o serviço e na sequência o usuário deve discar no telefone o código de ativação/desativação.
Exemplo: para o "Account 0" ativar o call forward unconditional para o número 3333-1010, o qual deve
ser inserido na opção "Call forwarding number“ e selecionada a opção "Forward unconditionally“, no
telefone o usuário discará *999971. Com isso ao chegar uma chamada, ela será encaminhada
diretamente.
• Call barring: Permite configurar restrições para as chamadas saintes. Possui o mesmo modo de operação da
opção anterior, onde o usuário pode ativar por clique. O usuário pode bloquear todas as chamadas saintes (se
utilizar o parâmetro 1 ao final "*9999851" ou pode bloquear alguns número usando o “digitmap“;
• Anonymous call blocking: Bloquear uma chamada recebida sem o número do chamador;
• Anonymous calling: As chamadas originadas não enviarão as informações de identificação;
• Do not disturb (DND): Funcionalidade de não-perturbe.

Versão da Apostila: 4.5.4 215


Apresentaremos neste capítulo alguns exemplos de aplicações para a parte de switch da OLT, as quais também são
válidas para a linha de switches com sistema operacional DmOS. Ao final, você será capaz de:

• Compreender a utilização dos protocolos de proteção para loop lógico;


• Configurar o protocolo Rapid Spanning-Tree, EAPS e ERPS, bem como diferenciar a sua aplicação.
• Realizar o transporte do tráfego dos clientes através da funcionalidade de QinQ.

Versão da Apostila: 4.5.4 216


O IEEE em 2001, introduziu o Rapid Spanning Tree Protocol - RSTP no padrão 802.1w, sendo muito mais rápido que o
Spanning Tree convencional, tanto em convergência, como em alterações de topologia e é totalmente compatível com
o STP.
O STP estabelece um nó raiz chamado de root bridge (switch raiz). Esse nó constrói uma topologia que determina um
caminho para alcançar todos os nós da rede. A árvore tem sua origem na bridge raiz. Os links redundantes que não
fazem parte da árvore do caminho mais curto são bloqueados. Pelo fato de alguns caminhos serem bloqueados, é
possível obter uma topologia sem loop. Os quadros de dados recebidos em links bloqueados são descartados.
No RSTP, todos os switches são capazes notificar eventos de mudança na topologia em suas BPDUs e "anunciá-los" em
intervalos regulares definidos pelo hello-time. Portanto, a cada 2 segundos (Hellotime) os switches criarão os seus
próprios BPDUs e enviarão estes através de suas designated ports. Se num intervalo de 6s (3 BPDUs consecutivas) o
switch não receber BPDUs do seu vizinho, o mesmo irá assumir que o nó vizinho não faz mais parte da topologia RSTP e
irá fazer o estorno das informações de nível 2 da porta conectada ao vizinho. Isso permite a detecção de eventos de
mudança mais rapidamente do que o MAX AGE do STP 802.1d, sendo a convergência agora feita LINK by LINK.
Abaixo, destaca-se os campos de uma BPDU:
Bytes Field
Bit IEEE 802.1w 2 Protocol ID
0 Topology change ACK (TCA) 1 Version
1 Agreement 1 Message Type
2 Forwarding 1 Flags
3 Learning 8 Root ID
4e5 Port role 4 Cost of Path

00 – unknown 8 Bridge ID
01 – alternate / backup
2 Port ID
10 – root
11 – designated 2 Message age
6 Proposal 2 Max age
7 Topology change (TC) 2 Hellotime

2 Forward delay
Versão da Apostila: 4.5.4 217
O protocolo RSTP implementa alguns timers que obrigam as portas a aguardarem por um período de tempo antes de
tomar decisões prematuras em relação a eventos de mudança na topologia RSTP. São eles:
• Hello: (2seg) Corresponde ao intervalo de tempo através do qual BPDUs são propagadas entre os switches;
• Max Age: (20seg) Este timer informa o período de armazenamento da última BPDU que o switch recebeu. Caso
este timer se esgote, o switch concluirá que uma alteração na topologia ocorreu. O max age é um tempo para que
o switch possa reagir à qualquer alteração na topologia RSTP evitando assim que decisões prematuras sejam
tomadas;
• Forward delay: (30seg) Corresponde ao período de tempo que encerra a alternância entre os modos learning e
listening.

Todas as portas que participam do processo RSTP deverão passar pelos estados citados abaixo. Um switch não deve
mudar o estado de uma porta de inativo para ativo imediatamente, pois isso pode causar loop. Os estados de porta do
STP 802.1w são:
• Three port states: O RSTP possui apenas 3 port states, enquanto o STP possui 4 + 1 port states. Isto significa que
os estados "Blocking, Listening e Disabled" foram condensados em um único estado para o 802.1w, o "Discarding
state, onde os quadros de dados são descartados e nenhum endereço pode ser aprendido;
• Listening: Determina se há outros caminhos até a bridge raiz. O caminho que não for o caminho de menor custo
até a bridge raiz volta para o estado de bloqueio. No estado de escuta, não ocorre encaminhamento de dados nem
aprendizagem de endereços MAC. As BPDUs são enviadas e transmitidas de forma a permitir a eleição do root
bridge;
• Learning: Neste estado, não ocorre encaminhamento de dados de usuários, mas há aprendizagem de endereços
MAC a partir do tráfego recebido. As BPDUs são transmitidas e recebidas;
• Forwarding: Neste estado, ocorre o encaminhamento de dados e os endereços MAC continuam a ser aprendidos.
As BPDUs são transmitidas e recebidas;
• Alternative Port e Backup Port: Em situações onde há duas ou mais portas presentes no mesmo segmento,
apenas uma delas poderá desempenhar a função de "Designated Port". As outras portas serão rotuladas
"Alternative Port" e, caso existam três ou mais portas como "Backup Port", respectivamente. A Alternative Port é
uma porta que oferece um caminho alternativo para o ROOT BRIDGE da topologia no switch não designado. Em
condições normais, a Alternative Port assume o estado de discarding na topologia RSTP. Caso a Designated Port
do segmento falhe, a Alternative Port irá assumir a função de Designated Port. Já a Backup Port é uma porta
adicional no switch não designado. Ela não recebe BPDUs.

Versão da Apostila: 4.5.4 218


O primeiro passo na criação da topologia livre de loop é o processo de eleição do ROOT BRIDGE (SWITCH RAIZ), o
qual é o ponto de referência que todos os switches usarão para determinar se há loopings na rede. É considerado o
mestre da topologia Spanning-tree.
O equipamento recém inserido na rede assume ser o root bridge e ajusta o campo root BID igual ao seu bridge ID.
Isso ocorre só no primeiro boot. Na sequencia, iniciará o processo de propagação de BPDUs para que os outros
equipamentos da rede tomem conhecimento da sua inserção e para que ele possa se situar na topologia.
O root bridge será o equipamento que tiver o menor BID. Caso a prioridade dos equipamentos sejam iguais, o que
tiver o menor endereço MAC será eleito o root bridge. Todas as portas do root bridge são chamadas designated
ports (portas designadas) e encontram-se em modo forwarding. Os demais equipamentos da topologia são
chamados de non root (não raiz).
A porta do equipamento non root de menor custo (largura de banda do link) em relação ao root bridge é chamada
root port (porta raiz), e encontra-se em modo forwarding. As portas restantes que participam do processo são
bloqueadas e, portanto, encontram-se em modo blocked e continuam a receber BPDUs, mas não enviam e
recebem dados. Após o processo de eleição, os seguintes elementos devem existir em uma topologia livre de loops:

• Uma root brigde por topologia;


• Uma root port por bridge não raiz;
• Uma designated port por segmento (onde há mais de uma porta por segmento, apenas uma delas deverá atuar
como porta designada e a outra deverá ser bloqueada).

Dentro dos critérios de eleição, há:

• Bridge ID: Bridge priority (padrão 32.768) + MAC address;


• Bridge Priority: 2 bytes contendo a informação de 0 até 65.535, com granularidade de 4096;
• Port ID: Prioridade da porta + número da porta;
• Port priority: 8 bits contendo a informação de 0 a 255, com padrão de 128;
• Path Cost/Custo do caminho: Soma dos custos dos links até o switch raiz, conforme a tabela:

Velocidade Custo Custo


do Link IEEE802.1d IEEE802.1t

10M bit/s 100 2.000.000

100M bit/s 19 200.000

1G bit/s 4 20.000

10G bit/s 2 2.000


Versão da Apostila: 4.5.4 219
Versão da Apostila: 4.5.4 220
É possível criar apenas uma instância de RSTP e as BPDUs são enviadas de forma untagged. A proteção do rapid
spanning-tree ocorre por interface e a VLAN deverá estar configurada corretamente para que não ocorra loop.

As Edge ports são portas que devem estar conectadas a apenas um nó de serviço.

Não há suporte para as opções de BPDU Guard e Filter.

O spanning-tree não funciona em conjunto com o EAPS/ERPS na mesma interface.

Versão da Apostila: 4.5.4 221


No comando de show abaixo, observa-se a interface gigabit-ethernet-1/1/12 bloqueada devido ao protocolo
spanning-tree em um dos equipamentos da topologia.

DmOS#show spanning-tree
Spanning tree enabled protocol rstp
Root ID Priority: 32768; Address: 00:04:df:23:04:6b;
Cost: 80000; Port: gigabit-ethernet-1/1/11;
Hello Time: 2sec; Max Age: 20sec; Forward Delay: 15sec;

Bridge ID Priority: 32768; Address: 00:04:df:23:06:1b;


Hello Time: 2sec; Max Age: 20sec; Forward Delay: 15sec;

Designated
Interface Port Prio Cost Sts Cost Bridge ID Port
--------- ---- ---- ---- --- ---- ----------------------- ----
gigabit-ethernet-1/1/11 11 128 20000 FWD 60000 32768 00:04:df:23:07:9b 12
gigabit-ethernet-1/1/12 12 128 20000 DSC 60000 32768 00:04:df:23:07:b3 11

Versão da Apostila: 4.5.4 222


Muitas Redes Metropolitanas (MANs) e algumas redes locais (LANs) têm uma topologia em anel, normalmente,
utilizando para isso uma estrutura de fibras óticas. O Ethernet Automatic Protection Switching (EAPS) foi
desenvolvido para atender somente as topologias em anel, normalmente utilizadas em redes ethernet
metropolitanas. Devido a grande capacidade de transmissão das redes Metro Ethernet existe a necessidade de
haver redundância/proteção do tráfego em caso de falha. O EAPS converge em até 50 milissegundos, o que é
suficiente para que tráfegos sensíveis (voz, por exemplo) não percebam a falha. Esta tecnologia não tem limite de
quantidade de equipamentos no anel, e o tempo de convergência é independente do número de equipamentos no
anel.
Conceito de Operação:
Um domínio EAPS existe em um único anel Ethernet. Qualquer VLAN que será protegida é configurada em todas as
portas do domínio EAPS. Cada domínio EAPS tem um equipamento designado como “MESTRE". Todos os outros
equipamentos do anel são referidos como equipamentos "TRÂNSITO".
Por se tratar de uma topologia em anel, obviamente, cada equipamento terá 2 portas conectadas ao anel. Uma
porta do equipamento MESTRE é designada como “primária" enquanto a outra porta é designada como "porta
secundária". Em operação normal, o equipamento MESTRE bloqueia a porta secundária para todos os quadros
Ethernet que não sejam de controle do EAPS evitando assim um loop no anel.
O Master pode detectar falhas no anel de duas formas: a primeira através do não recebimento do pacote de health
check, o qual conforme a sua configuração, envia uma mensagem de send-alert para verificar se há falhas ou pelo
recebimento de uma mensagem de falha originada por um Transit.
Nos equipamentos TRÂNSITO, há a configuração da porta primária e secundária, no entanto, o seu funcionamento
não é como no MESTRE. Nestes equipamentos as portas SEMPRE ficam transmitindo frames.
Existe uma VLAN especial denominada "Control Vlan", que sempre será transmitida por todas as portas do domínio
EAPS, incluindo a porta secundária do equipamento MESTRE. Por esta VLAN passam todas as mensagens do EAPS,
que são utilizados tanto como mecanismo de verificação quanto mecanismo de alerta.

Versão da Apostila: 4.5.4 223


A porta definida como primária e secundária pode ser associada a um link aggregation.

Caso existam várias instâncias EAPS em operação, a ativação de novas instâncias pode levar alguns minutos para ser
aplicada após o commit. Neste intervalo de tempo, o CLI fica bloqueado para o operador até que o processo de
criação e aplicação da instância seja concluído.

Abaixo seguem dois exemplos de configuração:

Equipamento Transit:
DmOS(config)#eaps 1
DmOS(config-eaps-1)#name EAPS-1
DmOS(config-eaps-1)#mode transit
DmOS(config-eaps-1)#port primary gigabit-ethernet-1/1/6
DmOS(config-eaps-1)#port secondary gigabit-ethernet-1/1/17
DmOS(config-eaps-1)#control-vlan 10
DmOS(config-eaps-1)#protected-vlans 1-9,11-4094

Equipamento Master:
DmOS(config)#eaps 1
DmOS(config-eaps-1)#name EAPS-1
DmOS(config-eaps-1)#mode master
DmOS(config-eaps-1)#port primary gigabit-ethernet-1/1/11
DmOS(config-eaps-1)#port secondary gigabit-ethernet-1/1/12
DmOS(config-eaps-1)#control-vlan 10
DmOS(config-eaps-1)#protected-vlans 1-9,11-4094

Versão da Apostila: 4.5.4 224


Abaixo destaca-se o detalhamento dos campos do show eaps.
• ID – Domínio EAPS
• Name – Nome do domínio
• State – Status do EAPS perante a sua função no domínio, se master: complete para link OK e failed para falha
• Mode – Modo de operação do equipamento no domínio
• Primary port state – Status da porta primária
• Secondary port state – Status da porta secundária
• Health chack state – status do pacote de controle do EAPS
• Protected VLANs – VLANs protegidas pelo domínio
A seguir visualiza-se dois domínios de EAPS criados em um único equipamento.
DmOS#show eaps
HEALTH
PRIMARY SECONDARY CHECK
ID NAME STATE MODE PORT STATE PORT STATE STATE
------------------------------------------------------------
1 - complete master up enabled up blocked ok
2 - complete master up enabled up blocked ok
PROTECTED
ID PRIMARY PORT SECONDARY PORT VLANS
-----------------------------------------------------------------
1 gigabit-ethernet-1/1/11 gigabit-ethernet-1/1/12 100-199
2 gigabit-ethernet-1/1/12 gigabit-ethernet-1/1/11 200-299

É possível habilitar o debug para analisar os pacote recebidos e transmitidos pela CPU, através da sintaxe: DmOS#debug
enable cpu-rx cpu-tx.

A seguir observa-se um exemplo de informação transmitida e recebida pela CPU.


2017-08-04 20:06:52.906158 [cpu-tx] PKT TX <Proto L2_EAPS, Len 110, SrcPort CPU, Flags
[TxForce], Ports [gigabit-ethernet-1/1/12]>
2017-08-04 20:06:52.909678 [cpu-rx] PKT RX <Proto L2_EAPS, Len 110, SrcPort gigabit-
ethernet-1/1/11, DstPort -, Flags [], Reasons [FilterMatch]>eb

Versão da Apostila: 4.5.4 225


Geralmente, ISPs possuem clientes associados a VLANs específicas que necessitam comunicar com seus sites
remotos. Uma solução para atender esta aplicação, é utilizar-se da técnica de transportar a tag da VLAN do cliente
através da rede do ISP até o site remoto. Contudo, esta alternativa traz um problema: o número de VLANs que
podem ser criadas em um switch está limitado a 4094 e portanto, a medida que a demanda por VLANs cresce, este
número pode ser facilmente extrapolado.

Uma maneira de se resolver o problema supramencionado seria usando o mecanismo de QinQ (802.1q Tunneling).
O QinQ é um método de tunelamento que permite ISPs oferecerem serviços de transporte de tag de VLANs de
clientes de maneira transparente através da rede do ISP. O tunelamento transparente dos tags de VLANs é feito
adicionando-se um segundo tag, também chamado de “OUTER TAG” ou mesmo “METRO TAG”. Todos quadros de
VLANs de clientes são marcados com um METRO TAG específico (atribuído de forma transparente pelo ISP na borda
da sua rede), e então, transportado pela rede do ISP até o seu destino (ponto de interconexão entre o ISP e o
cliente), onde o METRO TAG é extraído e o quadro original com o tag da VLAN do cliente é encaminhado.

Versão da Apostila: 4.5.4 226


Versão da Apostila: 4.5.4 227
As interfaces associadas a um link-aggregation também podem ser associadas a configuração de QinQ, conforme
exemplo a seguir.

DmOS(config)#link-aggregation interface lag 1


DmOS(config-lacp-if-lag-1)#interface gigabit-ethernet-1/1/9
DmOS(config-lacp-if-lag-1)#interface gigabit-ethernet-1/1/10

DmOS(config)#dot1q vlan 2999 name S-VLAN-QinQ interface gigabit-ethernet-1/1/1


DmOS(config-vlan-2999)#interface lag-1 untagged

DmOS(config)#switchport interface lag-1 native-vlan vlan-id 2999


DmOS(config-switchport-lag-1)#qinq

Versão da Apostila: 4.5.4 228


Apresentaremos neste capítulo alguns comandos que podem auxilia-lo na administração do equipamento, bem como
na análise de eventuais problemas ou comportamentos inesperados na linha de Switch DmOS e OLT GPON. Ao final,
você será capaz de:

• Realizar a leitura da potência óptica dos módulos SFP OLT GPON, ONUs e transceivers Ethernet;
• Liberar endereços IP para os serviços entregues através da service vlan N:1 e 1:1;
• Isolar uma ONU no caso de falhas ou devido a questões administrativas;
• Identificar os transceivers instalados, alarmes gerados e os logs dos eventos ocorridos;
• Gerar o inventário do equipamento;
• Configurar o SNMP para analise de performance e traps.

Versão da Apostila: 4.5.4 229


Na leitura realizada pelo CLI da potência óptica de RX observa-se uma tolerância de 3dBm conforme descrito na
norma.

Versão da Apostila: 4.5.4 230


Versão da Apostila: 4.5.4 231
São permitidas 1024 entradas de endereços IP, sejam por IP estático ou DHCP e o mesmo IP pode ser configurado em
mais de uma VLAN.

Para os clientes com o uso de IP estático é importante a sua inserção nesta configuração para que o tráfego seja
liberado na OLT. O tráfego PPP não será afetado.

Abaixo, observa-se a saída do comando show allowed-ip com a configuração de uma ONU em modo DHCP. A
inserção do endereço IP é automática.

DM4610#show allowed-ip
Mac Address IP Address VLAN Entry Type Interface Status
----------------- ----------- ---- ---------- --------------------- ------
00:0a:f7:2c:a3:88 15.15.15.13 2809 dhcp service-port-5 active
00:0a:f7:2c:a3:88 0.0.0.0 2809 dhcp service-port-5 active

Não é possível desativar o IP Spoofing nas interfaces GPON e para um tráfego com dougle tag é necessário aplicar
uma regra de allowed IP all associada ao service port correpondente a ONU.

Versão da Apostila: 4.5.4 232


Este comando só pode ser utilizado em ONUs já ativadas, a retirando do estado de emergência para o estado de
standy by.

Mesmo que a ONU seja desligada, a configuração de anti-rogue se mantém.

Versão da Apostila: 4.5.4 233


Esta técnica impõe um limite aos pacotes que ingressam na interface, evitando que sejam propagados aqueles que
estiverem acima do limiar configurado. O valor a ser inserido é em percentual.

Pacote Endereço MAC Destino Função

Broadcast FF:FF:FF:FF:FF:FF Importantes para a resolução de endereços ARP ou quando


deseja-se enviar uma informação a todos os hosts.

Multicast 01:XX:XX:XX:XX:XX Comunicação entre alguns hosts da rede, conforme necessidade.


Exemplo: IGMP.

Unicast Qualquer MAC que não seja Comunicação tradicional entre hosts.
dos acima e/ou BPDU

DLF Semelhante ao unicast, Incapacidades em saber qual é a porta de destino correta.


porém as entradas estão
fora da tabela L2

A inserção do valor 100 fará com que todo o tráfego para o tipo configurado seja descartado.

Para verificar o descarte de pacotes, utilize o comando show interface <gigabit-ethernet | ten-
gigabit-ethernet>-<chassis/slot/port> statistics

Versão da Apostila: 4.5.4 234


O Port Mirroring permite que o Switch efetue a cópia dos pacotes de rede de uma porta para outra em um Switch.
Esta funcionalidade é normalmente utilizada para espelhar o tráfego, permitindo que o administrador acompanhe o
desempenho do Switch e consiga solucionar problemas na rede, colocando um analisador de rede, ou analisador de
protocolos, na porta que está recebendo os dados espelhados.

Versão da Apostila: 4.2 235


DmOS#show system cpu
Chassis/Slot: 1/1

CPU load information:


--- 5 seconds 1 minute 5 minutes
active 8.8% 7.8% 7.7%
idle 91.1% 92.1% 92.2%

CPU core 0 information:


--- 5 seconds 1 minute 5 minutes
user 0.4% 1.7% 2.1%
system 2.6% 2.8% 2.8%
nice 0.0% 0.0% 0.0%
wait 0.0% 0.0% 0.0%
interrupt 0.0% 0.0% 0.0%
softirq 0.2% 0.0% 0.0%
active 3.2% 4.6% 5.0%
idle 96.7% 95.3% 94.9%

CPU core 1 information:


--- 5 seconds 1 minute 5 minutes
user 9.7% 7.0% 6.5%
system 4.6% 3.9% 3.9%
nice 0.0% 0.0% 0.0%
wait 0.0% 0.0% 0.0%
interrupt 0.0% 0.0% 0.0%
softirq 0.0% 0.0% 0.0%
active 14.4% 11.0% 10.5%
idle 85.5% 88.9% 89.4%

Versão da Apostila: 4.5.4 236


Os alarmes podem ser classificados em três níveis de severidade: critical, major e minor, conforme observados a
seguir.

Critical (alarmes críticos) – São alarmes que impactam o funcionamento do equipamento e necessitam ação de
correção imediata.
Major (alarmes de alta prioridade) – São alarmes que impactam o funcionamento do equipamento, mas não são
críticos. A condição deve ser investigada para verificar necessidade de uma ação imediata. Alguma ação de correção
será necessária.
Minor (alarmes de baixa prioridade) – Não impede o funcionamento do equipamento, mas a condição deve ser
analisada e se necessária corrigida para não se tornar mais severa.

Versão da Apostila: 4.5.4 237


Versão da Apostila: 4.5.4 238
O tempo de permanência de um endereço MAC na tabela para consulta, pode ser configurável, visando uma melhor manutenção.
Os valores são:

• 0 (zero): A tabela nunca remove os MAC;


• 20 a 2 milhões de segundos (~13 horas): Tempo que permanece do MAC na tabela.

O valor default são 600 segundos. Caso o comando seja negado, a configuração retornará para o default.

O endereço MAC é um endereço físico associado à uma interface de comunicação que conecta um dispositivo à rede,
sendo este único.

Versão da Apostila: 4.5.4 239


São armazenados 10Mbytes de logs e são ordenados com base na ordem de registro e não por data.

De acordo com a RFC5424, o protocolo Syslog é usado para transportar mensagens de notificação de eventos. O
syslog é usado por dispositivos de rede para enviar mensagens de eventos para um servidor externo, geralmente
chamado de Syslog Server.

Por exemplo, se uma interface Ethernet for desativada, uma mensagem será enviada para o servidor externo
configurado para alertar esta mudança. Esta configuração é importante para visualização de logs e eventos dos
equipamentos da rede de forma centralizada.

Abaixo, segue um exemplo de mensagens enviadas para um servidor syslog.

Versão da Apostila: 4.5.4 240


SNMP – Simple Network Management Protocol é um padrão de gerenciamento de rede amplamente usado em
redes TCP/IP. O SNMP fornece um método de gerenciamento de hosts de rede, como computadores servidores ou
estações de trabalho, roteadores, switches e concentradores a partir de um computador com uma localização central
em que está sendo executado o software de gerenciamento de rede.
Protocolo da camada de aplicação que possibilita gerenciar a rede quanto ao seu desempenho e eventuais
problemas em tempo real, sua especificação pode ser obtida na RFC 1157. A sua finalidade é transportar as
informações de gerenciamento através das portas UDP 161 e 162.

Componentes do SNMP

1. Dispositivo Gerenciado: Dispositivo de rede a ser gerenciado e que possui suporte ao protocolo SNMP;
2. Agente: Módulo de software que armazena as informações do dispositivo gerenciado, em uma base estruturada
conhecida como MIB, por exemplo, ocupação da memória e temperatura;
3. Sistema de Gestão de Rede: Sistema responsável pelo monitoramento e controle dos dispositivos gerenciados,
por exemplo, o DmView.

Tipos de Mensagens do SNMP

GET: Utilizada pelo gerente para ler o valor dos objetos MIB do agente;
SET: Utilizada pelo gerente para definir/alterar o valor dos objetos MIB do agente;
TRAP: Utilizada para comunicar um evento do agente para o gerente.

A MIB é na essência um banco de dados lógico que armazena informações estatísticas de configurações e de status
relativas a todos os possíveis objetos gerenciáveis da rede.
É acessada através do conceito de comunidades, com permissão para leitura ou leitura e escrita, todas as
informações armazenadas estão em tempo real. Tanto o agente como o gerente devem fazer parte da mesma
comunidade.

Versão da Apostila: 4.5.4 241


Segue abaixo um exemplo de captura de OIDs.

Os dados da ONU podem ser lidos pela na árvore .1.3.6.1.4.1.3709.3.6.2.1.1

Observação: Verificar a compatibilidade de ONUs de outros fabricantes.

É recomendado que consultas SNMP para o monitoramento de tráfego nas interfaces Ethernet das ONUs seja
realizado em até 128 ONUs simultaneamente, com intervalo mínimo de 5 min. O aumento na quantidade de objetos
ou diminuição no intervalo entre consultas poderá ocasionar lentidão na gerência ou erros nas consultas SNMP. A
monitoração de cada ONU deve ser habilitada individualmente.

Versão da Apostila: 4.5.4 242


Caso o agente SNMP seja desabilitado, o uptime do equipamento é reiniciado. São permitidas até 64 sessões SNMP.

A seguir, visualiza-se um exemplo de configuração para a versão 3 do SNMP.

Configurar usuário e a senha:


DmOS(config)#snmp usm local user <userv3>
DmOS(config-user-user1234)#auth md5 password <password>
DmOS(config-user-user1234)#priv aes password <password>

Configurar a versão do agente SNMP para v3:


DmOS(config)#snmp agent version v3

Configurar o grupo de acesso e permissões:


DmOS(config)#snmp vacm group public
DmOS(config-group-public)#access usm auth-priv
DmOS(config-access-usm/auth-priv)#notify-view root
DmOS(config-access-usm/auth-priv)#read-view root
DmOS(config-access-usm/auth-priv)#write-view root

Configurar os membros do grupo


DmOS(config-group-public)#member <security_name> sec-model usm

Versão da Apostila: 4.5.4 243


Este procedimento irá restaurar apenas a senha do user admin.

A configuração da running-config será preservada.

Caso o usuario admin tenha sido deletado, o procedimento o criará novamente com a senha default.

Versão da Apostila: 4.5.4 244


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154900%2Fpublico%2FCarmen.pdf&usg=AFQjCNG3KI-
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Versão da Apostila: 4.5.4 245


Versão da Apostila: 4.5.4 246
Os serviços disponíveis estão organizados por linhas de produtos e o para acesso as informações apenas coloque o
mouse sobre o item desejado.

Nas laterais estão disponíveis dois menus:

Lado esquerdo
Serviços – Acesso ao menu de serviços por equipamentos;
Solicitações – Consulta as solicitações realizadas com status de aberta, aguardando atuação
ou encerradas;
Novo Chamado – Abertura de chamados para a equipe de suporte;
Base de Conhecimento – Acesso a base de documentos;
Pesquisa de Satisfação – Realização da pesquisa de satisfação referente ao atendimento
recebido;
Links Personalizados – Ferramentas e aplicativos gratuitos.

Versão da Apostila: 4.5.4 247


Versão da Apostila: 4.5.4 248