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Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeira

Monografia para a Obtenção do Grau de Licenciatura em Oceanografia

Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de


Moçambique

Autor

Fernando Sibanda

Quelimane, Maio de 2019


Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeira

Título:

Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de


Moçambique

Licenciatura em Oceanografia

Autor

Fernando Sibanda

Supervisor:

______________________________

PhD. Fialho P.J. Nehama

Co-supervisora:

_______________________________

Dra. Clousa Maueua


Dedicatória

Em Memória da minha mãe Goldina, por me colocar neste mundo, e por me proporcionado
momentos únicos e curtos da sua vida.

A minha Avó, Nora, pela educação, pela pessoa que me tornei graças a ela, o meu muito obrigado!

i
Agradecimentos

Muitos são os que nos ajudam, incentivam, fazendo deste curto período da nossa jornada a mais
incrível de todas.

Ao meu orientador Professor Doutor Fialho Nehama pela disponibilidade de compartilhar ideias, e
de dar sugestões a este trabalho, fazendo-me crescer intelectualmente.

A Doutora Clousa Maueua pelas sugestões pertinentes à melhoria da qualidade desta Tese.

A todos docentes da ESCMC, em especial ao MSC. Noca Furaca, pela disponibilidade e


compreensão.

Aos funcionários da mesma instituição de modo especial, à pela competência de seu trabalho
enquanto estive a frequentar o curso.

A minha linda avó senhora Nora e meu avo Malaquias, as minhas tias Rebeca e Minelia pela
sabedoria com que me criaram, e pelo apoio constante, fazendo tudo que era possível e às vezes
quase o impossível para me proporcionar condições de seguir em frente.

Aos meus tios Khilson, David, Acílio, Bilga, Edite, Angélica, Mãezinha e Felisberto, que sempre
estiveram ao meu lado, dando-me coragem para caminhar

Igreja Caminho Para o Pai, família Pio muito obrigado pelo primeiro abraço, primeira refeição e
abrigo nesta cidade dos bons sinais.

A minha namorada Hamina pela paciência compreensão e motivação pra um futuro melhor.

A minha equipa de basquete da ESCMC: Samuel, Anselmo, Venâncio, Nuno, Elton, João,
Macassane, Maurício, Vuja, Pelas alegrias de todos os sábados.

Aos colegas de curso que hoje se tornaram verdadeiros amigos. Elda, Lionel, Dufa, Humberto,
Jorge, António, Parceiros de muitos dias nesses últimos anos. Em especial, agradeço a Virgílio e
Resito, meus grandes companheiros, fies e leais.Com os quais partilhei momentos memoráveis.

A minha recente e grande amiga Gesica, pelas rizadas e pelo jeito que me incentiva, dando-me
coragem para caminhar.

ii
Aos meus sobrinhos, e primos Dina, Edilson, Gerson. Júnior, Samuel, juvenalia, Enzo, Malaquias,
Gito, Elno pelos momentos de alegria, fazendo-me perceber que a felicidade está nas pequenas
coisas.

Ao Dércio meu companheiro amigo virtual e sempre presente pra me ajudar. E finalmente, mas
obviamente não menos importante

Aos melhores amigos Alexandre, Emídio e Delfina pelas rizadas e pelos conselhos, testemunhos da
minha vida.

Se porventura este autor tenha esquecido algum nome, por qualquer motivo, sinta-se privilegiado a
escrever seu nome a caneta nesta folha.

iii
A vida me fez conhecer vários lugares.

Todo lado onde me aceitam

Me dão um abraço, me recebem como família.

...estou bem

(Kid Manuel)

iv
Declaração de compromisso de honra

Declaro que esta monografia nunca foi apresentada para obtenção de qualquer grau e que ela
constitui o resultado do meu labor individual. Esta monografia é apresentada em cumprimento
parcial dos requisitos de obtenção do grau de Licenciatura em Oceanografia, da Universidade
Eduardo Mondlane.

Quelimane, Maio de 2019

O autor

________________________________________________

(Fernando Sibanda)

v
Resumo

A tendência deste trabalho visa analisar eventos extremos associados à elevação do nível do mar. A
partir dos dados observados de maré meteorológica. Tendo os dados para os anos de 2002 estacão
da Beira, 2011 estacão de Inhambane, 2007 até 2013 estacão Pemba, estes dados foram gentilmente
cedidos pelo (INAHINA). Para os dados de pressão para os anos e estacões acima referenciados
foram baixados no banco de dados de https://www.esrl.noaa.gov/psd/cgi-bin/DataAccess. O
objectivo principal do estudo é avaliar a ocorrência de eventos extremos do nível do mar em relação
a sua variabilidade em três (3) regiões da costa de Moçambique. Analisou-se varrição dos eventos
negativos e positivos no TASK maré meteorológica, Calculou se as medias mensais e anuais e
quantificou-se os eventos de sobre elevação +3 e -3 desvio padrão, com o Matlab analisou-se e
interpretou-se na forma de gráfico, com intuito de analisar a variação influenciada pela pressão para
ESI,ECB, ENP

Os resultados mostram que para a zona sul Inhambane ocorreu de 155 eventos extremo, com maior
predominância de eventos positivos no Inverno. Que foram superiores a no superior a + 3 desvio
padrão, Na zona centro para a estação Beira foram observados uma ligeira variação, para região
Centro Beira conota-se uma variação ligeira de eventos, sendo que os positivos estão em
predominantes no inverno, e esta estação mostra-se com maior medias mensal em relação a sua
amplitude de 0,6 m do nível do mar. na região Norte (Pemba) tivemos vários eventos de sobre
elevação negativos a semelhança de números de eventos que são poucos em relação as outras
estacões, mostra-se também a maior predominar os eventos no inverno.

Palavras - Chave: Maré meteorológicas da costa de Mozambique, eventos extremos

vi
Abstrat

The view of this work was extended to the upper level of the level. From the observed data of
meteorological tide. The data for the years of 2002 are from the Beira, 2011 station of Inhambane,
2007 until 2013. For the pressure data for the years and the exercises referenced above were
downloaded in the database of https: //www.esrl.noaa. gov / psd / cgi-bin / DataAccess. The main
objective of the study is to evaluate the occurrence of extreme sea level events in relation to their
variability in three regions of the coast of Mozambique. We analyzed the variance of negative and
positive events not Task meteorological tide, Calculation of averages and anomalies and
quantification of events on position +3 and -3 standard deviation, with matlap analyzed and
interpreted in the form with the purpose of analyzing the influence of the pressure for ESI, ECB,
ENP

The results show that the southern zone of Inhambane occurred from 155 events, with a greater
predominance of positive events in the winter. That were greater than + 3 standard deviation, In the
central zone for the station Throughout a slight variation, for the Center region Beira connotes a
selection of events, being that the positive ones are in predominant in the winter, and this station is
shown with the highest averages in relation to their range of ≥0.6 m from sea level. in the North,
there are several events that compare with the goals of events that are presented in other companies,
and it is also one of the biggest events in the winter.

Key words: Meteorological tide of the coast of Mozambique, extreme events

vii
Indices de figura Páginas

Figura 1: Mapa a representar a costa Moçambicana. Assinaladas as estacões com a cor verde na
areia de estudo. Fonte: Autor. ................................................................................................... 8
Figura 2: Estacão de Inhambane 2011 Variação da mare meteorológica do nível do mar. .... 11
Figura 3: Estacão de Beira 2002 Variação da mare meteorológica do nível do mar. ............. 12
Figura 4: Estacão de Pemba 2011 Variação da mare meteorológica do nível do mar. ........... 12
Figura 5. A: Estação de Inhambane, 2011. Variação Mensal de eventos positivos e negativo de
sobreelevação do nível do mar; B: Variação sazonal da média mensal do número de eventos, na
estacão Inhambane 2011. ........................................................................................................ 14
Figura 6. A: Estação de Beira, 2002. Variação Mensal de eventos positivos e negativo de
sobreelevação do nível do mar. B : Variação sazonal da média mensal do número de eventos, na
estacão Beira 2002 .................................................................................................................. 15
Figura 7. A: Estação de Pemba, 2011. Variação Mensal de eventos positivos e negativo de
sobreelevação do nível do mar. B : Variação sazonal da média mensal do número de eventos, na
estacão Pemba 2011 ................................................................................................................ 15
Figura 8: Comportamento dos eventos de sobre-elevação na (ESI,ECB e ENP) ................... 16
Figura 9: Variação anual da ocorrência dos eventos de sobre elevação associados a pressão em
(hPa) na estacão Inhambane 2011 ........................................................................................... 17
Figura 10: Variação anual da ocorrência dos eventos de sobre-elevação associados a pressão na
estacão Beira 2002 .................................................................................................................. 18
Figura 11: Estação de Pemba, 2002 a 2013. Variação Mensal de eventos positivos e negativo no
verão e inverno de sobreelevação do nível do mar ................................................................. 18

viii
Lista de Tabela

Tabela 1: Escala de Saffir-Simpson usada para classificação de ciclones tropicais (Furacões).7


Tabela 2: Quantificação dos eventos extremos superiores e negativos a 3 SD considerando a série
filtrada de valores diários de elevação do nível do mar .......................................................... 13

ix
Lista de abreviaturas

Símbolo Significado

ESCMC Escola Superior de Ciências Marinhas e Costeira

INAHINA Instituto Nacional de Hidrografia e Navegação

(OMM) Organização Mundial de Meteorologia

EE Eventos Extremos

ESI Estacão Sul de Inhambane

ECB Estacão Centro da Beira

ENP Estacão Norte de Pemba

SD Desvio Padrão

ZC Zona costeira

St Resultado da maré meteorológica

X(t) variação do nível do mar

Z0(t)] Maré prevista

T(t); Maré observada

NE Numero de Eventos

EP Eventos Positivos

EN Eventos Negativos

x
Índice páginas
CAPITULO 1 ....................................................................................................................................... 1
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 1
1.1. Problematização......................................................................................................................... 2
1.2. Justificativa ............................................................................................................................ 2
1.3. Objectivos .............................................................................................................................. 3
1.3.1. Geral ............................................................................................................................... 3
1.3.2. Específicos .......................................................................................................................... 3
CAPITULO II ...................................................................................................................................... 4
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ......................................................................................................... 4
2.1. Zona costeira (ZC) ..................................................................................................................... 4
2.2. Eventos Extremos. ..................................................................................................................... 4
2.3. Vulnerabilidade a ocorrência de eventos extremos do nível do mar ......................................... 5
2.4. Marés meteorológicas ................................................................................................................ 5
2.5. Aspecto relacionados com a influência da pressão ................................................................... 6
2.6. Ciclones tropicais ...................................................................................................................... 6
2.7. Oceanografia e ondas................................................................................................................. 7
2.8. Regime do vento ........................................................................................................................ 7
CAPITULO III ..................................................................................................................................... 8
METODOLOGIA ................................................................................................................................ 8
3.1 Localização da área de estudo .................................................................................................... 8
3.2 Descrição de dados ..................................................................................................................... 9
3.2.1. Dados de maré..................................................................................................................... 9
3.2.2. Dados de pressão................................................................................................................. 9
3.3. Métodos ..................................................................................................................................... 9
3.3.1. Descrição do software Task .............................................................................................. 10
3.3.2. Dados de pressão............................................................................................................... 10
CAPITULO IV- RESULTADOS....................................................................................................... 11
4.1. Variação do comportamento típico da mare meteorológica .................................................... 11
4.1.1. Estação de Inhambane....................................................................................................... 11
4.1.2. Estação Beira .................................................................................................................... 11
4.1.3. Estação de Pemba ............................................................................................................. 12
4.2. Quantificação do evento extremo de sobre-elevação .............................................................. 13

xi
4.2.1. Estação de Inhambane 2011.............................................................................................. 13
4.2.2. Estação da Beira 2002 ....................................................................................................... 13
4.2.3. Estação Pemba 2011 ......................................................................................................... 13
4.3. Variabilidade das médias mensais dos eventos positivos e negativos ..................................... 14
4.3.1 Estação Inhambane ............................................................................................................ 14
4.3.2. Estação Beira 2002 ........................................................................................................... 14
4.3.3. Estação Pemba 2011 ......................................................................................................... 15
4.3.4. Variabilidade das médias mensais dos eventos positivos e negativos nas três regiões em
estudo. ......................................................................................................................................... 16
4.4. Variação anual da ocorrência dos eventos de sobre-elevação associados a pressão. .............. 16
4.4.1. Estação de Inhambane....................................................................................................... 16
4.4.2. Estação da Beira 2002 ....................................................................................................... 17
CAPITULO V- DISCUSSÃO ............................................................................................................ 19
CAPITULO VI ................................................................................................................................... 21
6. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES ....................................................................................... 21
6.1. Conclusão ................................................................................................................................ 21
6.2. Recomendações ....................................................................................................................... 22
CAPITULO VII.................................................................................................................................. 23
7. Bibliografia ................................................................................................................................ 23
Anexos ................................................................................................................................................ 25

xii
Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

CAPITULO 1

1. INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, vários países vem sendo sofrendo com fortes e consecutivos eventos extremos,
que na sua maioria causam desastres naturais sobre as populações e ecossistemas marinhos, este
facto deve-se ao clima, ao relevo, localização geográfica e á ocupação urbana (Silva, 2016).

Os estudos sobre eventos extremos são de grande relevância na identificação das situações no
padrão do estado do mar, estando relacionados com as anomalias nas variáveis como maré
meteorológicas, precipitação, temperatura, pressão atmosférica, vento e também pela humidade do
ar.

Segundo a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) para análise de eventos extremos as


variações são determinantes para cada região e consistem na quantificação de padrões temporais e
na agitação marítima da região (Franco e Filho, 2006).
Estudos relacionados com os eventos extremos são referentes a estudos de um período de tempo,
porque as marés meteorológicas possuem períodos da ordem de alguns dias. Assim a importância
relativa dos movimentos de maré astronómica e maré meteorológica depende da época do ano e da
batimetria local, o que permite uma melhor analise depende desses dois parâmetros (Camargo,
1994).

Para o contexto deste trabalho EE são fenómenos naturais que provocam impactos devastadores que
envolvem risco (Dias, 2011). Por outro lado entende-se por evento extremo como a ocorrência de
inundações na costa, quando as actividades severas (fenómeno) agitam a água do litoral,
tempestades oscilações negativas do nível médio do mar, que serão impróprias para a navegação de
grande porte. Impossibilitando as operações marítimas, destruição de várias obras de engenharia.
(Campos. & Harari, 2009), Representam ameaças significativas para regiões costeiras de baixa
altitude, podendo intensificar com as mudanças climáticas, segundo (lowe et al, 2010; weisse et al
2012 citado por Méndez, ( 2013).

As sobre-elevações (marés meteorológicas positivas), podem ser responsáveis em grande avanço


das águas costeiras, podendo causar várias perdas de vida e propriedades em diversas regiões
costeiras, sub-elevações no nível do mar (marés meteorológicas negativas) podem dificultar
actividades portuárias como o manuseio de navios de grande porte, causando prejuízos económicos.
Deste modo, as casualidades e destruições relacionadas às marés meteorológicas podem ser
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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

mitigadas se o fenómeno for previsto com certa antecedência, melhorando o sistema de aviso prévio
e com isso possibilitar a evacuação das populações em áreas risco (Alves & Júnior, 2018).

A região de tropical do planeta é a que mais apresenta maior vulnerabilidade as mudanças


climáticas, em virtude dos eventos extremos (ciclone, tempestades, secas, precipitações intensas)
em resposta as constantes variações no clima provocando a ocorrência de eventos no mundo inteiro.
Segundo Marengo et al. ( 2010) citado por Lucas, et al. (2011).

1.1. Problematização

Em relação a costa de Moçambique, estudos revelam que esta é vulnerável a eventos extremos,
facto da sua localização geográfica que favorece a ocorrência ciclones e tempestades tropicas.

Segundo o INGC (2009) o problema destaca-se ainda na ampla e rasa plataforma continental e
alturas de maré astronómica que podem exceder 6 m na região central (Sete, 2002). E por possuir
maior áreas costeiras de baixa altitude, erodidas e mal protegida, deixando a vulnerável ao risco de
inundações costeiras devido aos eventos de sobre-elevação do nível do mar de origem
meteorológica. Estes factores acima mencionados contribuem para o aumento de desastre ao longo
da costa (Bié, 2007).

O regime da mare meteorológica é pouco conhecida devido a escassez de dados registados visto que
ao longo da costa assim como no mar tem falta de estacões de medição de maré o que ditam no
fraco conhecimento da maré meteorológica, pois grande parte da análise foram baseada nas
informações disponíveis no (UHSLC e NOAA-ESRL).

1.2. Justificativa

Algumas áreas da costa de Moçambique estão localizadas nas zonas de baixas altitudes e os eventos
extremos nessas zonas são mais destrutivos, principalmente em tempos presentes que se fazem
sentir efeitos de mudanças climáticas.

Actualmente, pouco se sabe sobre o comportamento das marés meteorológicas, principalmente


sobre níveis extremos associados a este fenómeno ao longo da costa de Moçambique e bem como
no sudoeste do Índico, de modo geral a escassez de informações observadas é um dos maiores
factores limitantes, portanto, a analise da maré meteorológica torna-se uma ferramenta importante
no estudo deste fenómeno na componente elevação relacionada as forçantes meteorológicas, que

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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

providenciará dados chaves para o monitoramento dos factores que influênciam na formação dos
eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique, assim como a protecção.

1.3. Objectivos

1.3.1. Geral
Avaliar a ocorrência de eventos extremos do nível do mar nas regiões de Inhambane, Beira e Pemba
(costa de Moçambique 2002 a 2011).

1.3.2. Específicos
 Quantificar eventos extremos positivos e os negativos devido a maré meteorológica.
 Analisar a variação sazonal e anual dos eventos extremos do nível do mar.
 Analisar a influência relativa da pressão hidrostática na ocorrência dos eventos.

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CAPITULO II
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1. Zona costeira (ZC)
São várias as definições referentes a ZC, alguns são baseados nas características físicas, enquanto
outros incluem aspectos demográficos. Segundo Rodriguez (1998). numa das conceitualizações
mais aceitas, defende que zona costeira é o espaço delimitado pela interface entre o oceano e a terra,
ou seja a faixa terrestre que recebe influência marítima e a faixa marítima que recebe a influência
terrestre.
Para Clark., et al., (1996) zona costeira define como unidade territorial que vai desde o limite Zona
económica exclusiva (ZEE) até o limite terrestre afectado pelo clima marítimo

2.2. Eventos Extremos.


Eventos extremos ou eventos climáticos naturais podem resultar em desastres naturais, pois
conceito de desastre natural está ligado às consequências dos eventos sobre obras civis, infra-
estruturas ou sobre vidas humanas. Um evento natural que ocorra em área desabitada, sem uso
imediato e sem qualquer tipo de infra-estrutura civil constitui apenas um evento natural. Os
desastres naturais portanto, resultam da conexão entre áreas susceptíveis à ocorrência de eventos
naturais e a ocupação, ou uso, dessa mesma área para a implantação de qualquer tipo de actividade
humana (Pires, 2010).

A definição de um evento extremo é ampla, normalmente está baseada em diferentes índices


climáticos aptos a avaliar a frequência, intensidade e duração desses ventos (Franca, 2015) Segundo
Marengo et al., (2007) evento extremo é definido como anomalias no clima em escala de
tempo que podem variar anos. Chuvas intensas, geadas, secas, temporais e furacões são exemplos
de eventos extremos de curta duração.

Para Stephenson (2008) eventos extremos são eventos que apresentam valores muito acima ou
muito abaixo quando comparados ao comportamento normal de certa variável meteorológica.
Franca (2015) destaca que um evento é extremo quando ele pode ser considerado esporádico para
aquela determinada região e época do ano, ou seja, o que é extremo para uma cidade pode não ser
para outra. O evento climático extremo pode ser definido caso haja persistência nas condições
meteorológicas extremas por uma estação ou temporada.

Muitos cientistas têm atribuído a frequência com que esses eventos têm ocorrido ao processo de
aquecimento global, que tem potencializado as fases de eventos que se caracterizam por variações
ou anomalias nos níveis de temperatura da superfície do mar.

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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

2.3. Vulnerabilidade a ocorrência de eventos extremos do nível do mar


O conceito da vulnerabilidade é amplamente usado nas pesquisas naturais, o monteiro 1991 faz uma
profunda discussão sobre este termo, alinhando o termo acidente, que se avizinha ou talvez se
confunda com o termo risco (Monteiro, 1991). Menciona a escolha de acidente sendo que estes
recorrentes da interacção de uma dada área com áreas circunvizinhas às condições climáticas,
Sendo assim, quando um evento ocorre sobre uma área de alta susceptibilidade a esses tipos de
eventos, é possível que ocorra um desastre. Por isso, não é de se espantar que o número de
catástrofes desencadeadas por fenómenos naturais e de afectados venham aumentando cada vez
mais nas cidades nas últimas décadas.
Segundo a teoria descrita de geração e propagação, a ocorrência de grandes ondulações em regiões
oceânicas (e também eventualmente na região costeira) está associado a ocorrência de eventos
meteorológicos extremos, associados ao tipo de fenómeno meteorológico, principalmente ciclones e
anticiclones de escala sinótica e planetária (Paterlini, 2009)

2.4. Marés meteorológicas


Segundo Bié (2007) distingue a influência de sistemas meteorológicos de baixa pressão sobre a
superfície oceânica afecta a elevação da superfície do mar de duas formas distintas. De uma forma,
a superfície do mar responde ao gradiente de pressão atmosférica, elevando-se aproximadamente 1
cm a cada 1 hPa de abaixamento de pressão no centro do ciclone, Em segundo, forças de arrasto
proporcionais ao quadrado da intensidade do vento são geradas na superfície do mar devido aos
ventos intensos. Estas forças são responsáveis pelo transporte e acúmulo (ou remoção) de massa ao
longo da plataforma continental, causando sobre-elevação (ou sub-elevação) do nível do mar em
regiões costeiras.

Segundo Pugh (1987), o conceito maré meteorológica é reservado ao excesso no nível do maregráfo
por um evento de tempestade severa ou ainda, simplesmente a diferença da maré observada com a
maré prevista.

Geralmente as marés meteorológicas negativas causam níveis mais baixos do que aqueles previstos
na tábua de marés, podendo comprometer a navegação em canais de acesso a baías e portos. As
ondas associadas às MM positivas causam erosão na praia, porque estes retiram o sedimento da
parte subaérea e levam em direcção ao oceano depositando-os na forma de bancos arenosos
paralelos à linha de costa, sendo responsáveis pelas sobre-elevações (ou sub-elevações) do nível
médio do mar ocasionando níveis de água acima (ou abaixo) da maré astronómica prevista (Pugh,
1987).

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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

Em alguns locais o paramento maré meteorológica associa-se à pressão de características físicas das
áreas costeiras. Os factores meteorológicos que afectam a altura da maré meteorológica incluem a
intensidade do vento do máximo, a velocidade de translação da forçante, o ângulo entre a trajectória
do e linha de costa. Por sua vez, as características físicas locais incluem, basicamente, a batimetria,
a largura da plataforma continental, (Bié, 2007).

Recentemente, Needham., et al., (2015) fizeram uma extensiva revisão da literatura acerca de
informações existentes sobre marés meteorológicas geradas por ciclones tropicais em regiões
costeiras de bacias oceânicas onde os ciclones tropicais ocorrem, a partir desse trabalho, ficou
difícil ter informações para o sudoeste do Índico em relação às demais regiões pelo escassez de
informação da mare meteorológica

2.5. Aspecto relacionados com a influência da pressão


O aspecto de influência indirecta está relacionado à acção do vento que é gerado através da
formação de gradientes atmosféricos de pressão. A influência directa, se relaciona com o efeito
físico do peso da coluna de ar atmosférico sobre a coluna da água. Esse efeito é também chamado
de efeito do barómetro invertido. De acordo com este efeito, um determinado aumento da pressão
atmosférica, ou seja, aumento do nível de um barómetro de mercúrio corresponderá a uma seguinte
diminuição do nível do mar. Dessa forma teremos que diminuições da pressão atmosférica irão
gerar aumentos no nível do mar (Pugh, 2004).

2.6. Ciclones tropicais


Segundo Henderson-Sellers et al., (1998) citado por Bié (2007) define Ciclone tropical como
sendo o termo genérico de um sistema de baixa pressão, não frontal, de escala sinóptica, com
convecção organizada e persistente e centro bem definido com circulação ciclónica fechada bem
definida em superfície (Henderson-Sellers et al., 1998).Os ciclones tropicais e tempestades
tropicais são propensos no sudoeste do Oceano Índico, afectam com grande magnitude as regiões
costeiras de Moçambique e Madagáscar sendo os principais responsáveis pela perda de vidas e
infra- estrutura. (Vitart et al., 2003. Estes podem ser associados aos ventos máximos ou pressão
mínima do seu poder destrutivo atribuindo-os uma categoria Saffir-Simpson (1989). Que consiste
em 4 categorias em relação a sua magnitude.

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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

Tabela 1: Escala de Saffir-Simpson usada para classificação de ciclones tropicais (Furacões).

2.7. Oceanografia e ondas


Hoguane (2007) Fala que as marés nas águas marinhas de Moçambique comportam-se como uma
onda estacionária, isto é, a corrente de marés vária de sentido na maré cheia e na maré baixa e as
maiores velocidades são observadas nos períodos intermediários. Ou por outra, a corrente está em
fase em relação às marés – a velocidade é cerca de 3 horas, As marés são semidiurnas com
desigualdade diurna bastante significativa. As alturas de marés na zona Beira são relativamente
maiores em relação a zona norte e sul volta de 6.4m.

A amplitude da maré ao logo da costa Beira representa um valor máximo de 6m, enquanto para o
resto da plataforma a media de amplitude de maré é de 3m valores que constam na tabela de Marés
do último ano (INAHINA, 2010)

Nehama (2014) fala que o comportamento da maré e destinto as oscilações no meio marinho, onde
pode apresentar 20 000km em relação ao seu comprimento de onda. As marés meteorológicas
podem causar uma alteração do nível do mar

2.8. Regime do vento


Existe uma clara distinção no regime do vento ao longo do sudoeste do Oceano Índico. A região ao
sul de é influenciada pela Alta Subtropical do Índico e recebe predominantemente ventos alísios de
sudeste leste durante o ano todo, com o máximo sazonal durante os meses de inverno austral
enquanto a região ao norte é influenciada pelo regime de monção do Oceano. Durante o verão, esta
região experimenta ventos norte/noroeste associados ao período de monção de nordeste; a reversão
na direcção do vento dá-se entre os meses de Março-Abril e Outubro (Shankar et al., 2002).

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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

CAPITULO III

METODOLOGIA

3.1 Localização da área de estudo


A costa moçambicana figura 1 e 2 tem cerca de 2.700 km virado para o Oceano Índico. O clima
desta região é largamente influenciado pelas águas marítimas da corrente das Agulhas e pela grande
proximidade de ciclones tropicais que sopram principalmente do Norte ao Sul do país, dum modo
geral, é tropical húmido com duas estações distintas: inverno e verão. A pluviosidade verifica-se
significativamente de Novembro à Abril, especialmente quando a zona de convergência
intertropical está na sua posição mais meridional na parte Norte do país, sendo a temperatura média
anual cerca de 23°C e 26°C, nas zonas costeiras da região sul e norte, respectivamente (Matavel.,
2012).

Figura 1: Mapa a representar a costa Moçambicana. Assinaladas as estações com a cor verde na
areia de estudo. Fonte: Autor.

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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

3.2 Descrição de dados

3.2.1. Dados de maré


Na presente secção é feita a descrição dos dados utilizados e das técnicas estatísticas para a análise.
Os dados de maré referentes aos anos de 2002 para ECB, 2011 para ESI e 2011 para ENP,
referentes a 1 ano, os mesmos baixados de banco de dados de qualidade de pesquisa (RQDS) do
Centro de Nível Marinho da Universidade do Havaí (UHSLC), dados medidos por maregráfo, na
cobertura de 1 em 1 hora para as estações de Inhambane com latitudes de -23.87 e longitude de
35.75, Beira com a latitude de -19.82 e longitude de 34.83, para pemba -12.97 latitude e 40.48
longitude. Com a cobertura do projecto C-Rise em parceria com (INAHINA), os mesmos dados
podem adquiridos ou baixados no seguinte site http://uhslc.soest.hawaii.edu/home.
Os são pertencentes ao marégrafo do tipo OTT R20, ou simplesmente de bóia para estacão de Beira,
e para Inhambane e Pemba foram medidos por maregráfo do tipo radar, numa cobertura de 1em
1hora por dia de medição nos anos de 2002 e 2011 para cada estacão e a sua localização encontra-se
patente nesta seção.

3.2.2. Dados de pressão


Para as estações acima mencionadas seção 3.2 obtiveram-se também dados de pressão hidrostática
no site da NOAA (Acesso em 2018) Fornecida pela divisão de ciência física da NOAA-ESRL,
Boulder, as medições foram disponibilizadas pela altimetria de satélite jason-2 em uma cobertura
global de 6 horas de medição a uma cobertura global de quatro vezes por dia para cada mês, os
mesmos referentes de 1988 a 2018, para a sua descrição estatística e significativa.

3.3. Métodos
O método para realização deste trabalho consistiu na revisão da literatura e análise de dados
destintos na secção 3.2.1, com um software Task para a validação e observação da qualidade dos
dados usando a função toolkit e consistiu em processar e eliminar (calibrar) dados com uma
variação anormal ou comportamento diferente duma onda para cada estacão, em seguida analisar as
maré que consistiu na extracção da amplitude e das constituintes harmónicas, e por fim usar TASK-
Plot função do programa que permite buscar e analisar a qualidade de dados de séries temporais
graficamente.
Na análise maré meteorológica Pugh (1987), considera uma abordagem de calcular as diferenças da
maré prevista e maré observada onde o autor estabelece uma equação;
S(t) = X(t) - T(t);

Onde:

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S(t) refere a maré meteorológica;

X(t) refere a maré observada;

T(t) refere a maré prevista;

Para a fase de quantificação dos eventos extremos de sobre elevação do mar, patente na secção
3.2.1. As suas análise são observadas nas características estatísticas básicas (como cálculo desvio
padrão) a contagem de elevações superiores a +/-3SD segundo Marone e Camargo (1994) no estudo
as características dos eventos extremos do nível do mar, estabelecem o cálculo do desvio padrão
para melhor identificação do eventos acima do normal das séries temporais em questão.
Com o objectivo de analisar as séries temporal para cada período, foi calculado as médias mensais
do evento positivo e negativo, a série de filtragem obedeceu a dois critérios verão e inverno.

3.3.1. Descrição do software Task


Task é programa computacional que faz com precisão análise harmónica ou como interpretar séries
temporais das marés, assim como uma filtragem dos dados mal interpretados pelo maregrafo
disponível no departamento Marinha Data Products Centro Nacional de Oceanografia em Liverpool
L3 5DA Reino Unido. O mesmo que nos foi cedido pelo projecto denominado C-Rise (Costal Risk
InformantionService).

3.3.2. Dados de pressão


No que toca a secção 3.3.2. realiza-se a conversão dos arquivos NC File (NC) para um formato que
pode-se ser reconhecido dentro do ambiente Matlab, e a opção escolhida foi TXT e fazer analise da
pressão das séries temporais em questão. As composições finais foram obtidas através de casos
individuais cada estacão associados aos dois conjuntos, envolvendo os extremos positivos e
negativos de maré meteorológica. Em outras palavras, buscou-se obter um padrão sinóptico típico
relacionado a estes eventos através de médias temporais de pressão. Esse procedimento foi
realizado para cada mês, ano, mas como as variações dos quadros sinópticos associados são muito
pequenas, serão expostos apenas os resultados para cada série total Camargo (1994).

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CAPITULO IV- RESULTADOS

4.1. Variação do comportamento típico da mare meteorológica

4.1.1. Estação de Inhambane


A análise de anomalias foi realizada por meio de dados de nível do mar a figura 2 que apresenta o
comportamento da maré meteorológica para cada mês no período de 2011 na (ESI) nota-se que o
mês de Julho apresenta maior pico 0,38m positivo 0.3 m negativo, seguindo o mês de Outubro com
0,35 m, no entanto nota-se uma grande variação com uma amplitude maior e menores em relação a
maré meteorológica entre os meses de Agosto a Dezembro, no entanto os primeiros dias de Abril
(aproximadamente 15 dias não se deu nenhum variação, facto que revela valores a igualarem a 0, a
semelhança de Maio e Junho que não houve nenhuma ocorrência do evento extremo nesta região
em foco.

Figura 2: Estação de Inhambane 2011 Variação da mare meteorológica do nível do mar.

4.1.2. Estação Beira


Analogamente as análises feitas anteriormente, agora para IBC observa-se maior picos no valor da
amplitude em Fevereiro 3.90m e pouca amplitude no mês de Março de 0.2 m, os meses Abril e
Meados de Maio apresentam valores iguais a zero, e coscidem com Agosto e inicio de Setembro,
Agosto e Outubro apresentaram o mesmo comportamento em relação aos picos máximos e mínimos
da maré, nota-se claramente vários distúrbios na maré meteorológica nesta estacão

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Figura 3: Estação de Beira 2002 Variação da mare meteorológica do nível do mar.

4.1.3. Estação de Pemba


A ENP apresenta um senário com pouca variação da maré meteorológica, a figura 4 mostra um
desfasamento logo nos primeiros 15 dias e ao longo da medição a partir da segunda quinzena de
Janeiro, além da grande ausência de mare em grandes parte da série, a estacão apresenta uma
elevação com um máximo 0.207 acima do NMe mínima -0.287 abaixo do NM. Maio até inicio de
Julho, mostra uma pequena variação na mare meteorológica e o mês de Agosto a mostrar esses
distúrbio, nota-se claramente que a maré predominante é negativa, o que vai ditar maior ocorrência
dos mesmo.

Figura 4: Estação de Pemba 2011 Variação da mare meteorológica do nível do mar.

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4.2. Quantificação do evento extremo de sobre-elevação

4.2.1. Estação de Inhambane 2011


Na tabela 2 estão representados os eventos positivos e negativos, a série filtrada tem como função
identificar os padrões médios da composição do evento, o tamanho e o posicionamento, maior
número de evento extremo foi analisado no mês de Julho com 43 eventos acima de 3SD,com
eventos de sobre-elevação, o ciclo do padrão dos eventos mostra-se igual de Agosto a Dezembro a
possuir 22 eventos. Os meses com ínfimos de extremos são de Marco e Maio, com mês de Julho a
não registar nenhum evento, importa referir que o mês com maior número de eventos foi Julho. Os
resultados mostram que os dados são propensos a gerar extremos, visto que vão de acordo com os
resultados obtidos para Inhambane 2011

4.2.2. Estação da Beira 2002


Analogamente as análises feitas anteriormente, agora para IBC o ciclo sazonal para verão e inverno
com o mês de Fevereiro e Agosto a registarem o mesmo numero de evento, esta estacão houve
pouca ocorrência dos eventos, com 4 meses a registarem valores iguais a zeros.

4.2.3. Estação Pemba 2011


A análise feita para ENP nota-se que o maior numero de evento ocorreu em Julho, seguido dos dois
meses que apresentam o mesmo número, e uma grande ocorrência de valores a igualarem a zero, na
maior partes dos meses.

Tabela 2: Quantificação dos eventos extremos superiores e negativos a 3 SD considerando a série


filtrada de valores diários de elevação do nível do mar

Estacão J F M A M J J A S O N D

Inhamb
ane 0 0 1 7 1 0 43 22 22 14 17 24
2011
Beira
2002 0 14 0 0 0 1 9 14 0 5 1 3
Pemba
2011 1 0 0 0 0 5 6 5 0 0 0 0

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4.3. Variabilidade das médias mensais dos eventos positivos e negativos

4.3.1 Estação Inhambane


Fazendo a análise da variabilidade e distribuição dos eventos positivo e negativos de sobre-elecação
a figura 5, mostra claramente que no verão Outubro, Novembro, Dezembro e Março começam os
eventos positivos neste estacão, com maior elevação no mês de Novembro, os evento negativo
ocorrem mais no inverno, com os meses de Abril, Maio, Julho, Agosto e Setembro.

A variação sazonal das médias mensais dos números de eventos para ESI apresentada na estacão
Inhambane B mostram a preponderância para o período de inverno em relação a verão.

Estação Inhambane Estação Inhambane


A B
0.02
0.015 20

0.01 15
Applitude (m)

0.005
10
0
Outobro
Agosto
Setemro
Marco
Abril
Maio
janeiro

5
fevereiro

Dezembro
Junho
Julho

Novembro

-0.005
-0.01 0
-0.015 Verao inverno
-0.02 Meses Verao inverno

Figura 5. A: Estação de Inhambane, 2011. Variação Mensal de eventos positivos e negativo de


sobreelevação do nível do mar; B: Variação sazonal da média mensal do número de eventos, na
estacão Inhambane 2011.

4.3.2. Estação Beira 2002


Na ECB, de acordo com a Figura 6 foram identificados uma série de eventos positivos para o verão
(Novembro, Dezembro e Fevereiro) e variação dos positivos e negativos no inverno (Abril, Maio e
Junho, Julho, Agosto, os que apresentam nenhuma ocorrência são os meses de Janeiro. Março e
Setembro. Os meses que apresentaram maior altura de evento são os de Novembro e Fevereiro

O painel B apresenta a variação sazonal das médias mensais dos números de eventos para ECB que
ditou na maior ocorrência dos eventos de sobre-elevação no inverno, casa semelhante a ESI.

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0.06
EstaçãoBeira A EstaçãoBeira B

4.1
Amplitude(m)

4
0.02 3.9
3.8
3.7
abril
Maio

Agosto
Junho
Julho
janeiro
fevereiro

Setembro
marco

Outubro

dezembro
Novembro
verao inverno
-0.02
verao inverno

Figura 6. A: Estação de Beira, 2002. Variação Mensal de eventos positivos e negativo de


sobreelevação do nível do mar. B : Variação sazonal da média mensal do número de eventos, na
estacão Beira 2002

4.3.3. Estação Pemba 2011

A mesma analise ENP figura 7, mostram-se desvios positivos ocorre em Janeiro com uma ínfima
amplitude. No inverno (Maio, Junho, Julho e Agosto) e mostram um Tendência negativa em toda
estacão. Importa referir que o mês de Julho apresentou maior amplitude negativa do, enquanto para
Janeiro, Fevereiro, Março, Abril, Setembro, Outubro, Novembro a Dezembro destacam-se por ter
valores iguais a zero., o que ditou maior ocorrência dos mesmos no inverno no painel abaixo
referente a varia sazonal.

Estação de Pemba A
Estação de Pemba B

0.01 3
2.5
0
2
marco
abril
maio

Setembro
Outubro
fevereiro

Agosto
Junho
Julho

Dezembro
janeiro

Novembro
Amplitude(m)

-0.01 1.5

-0.02 1
0.5
-0.03
0
-0.04 verão Inverno

-0.05 verão Inverno

Figura 7. A: Estação de Pemba, 2011. Variação Mensal de eventos positivos e negativo de


sobreelevação do nível do mar. B : Variação sazonal da média mensal do número de eventos, na
estação Pemba 2011

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4.3.4. Variabilidade das médias mensais dos eventos positivos e negativos nas três regiões em
estudo.
A figura 8 sintetiza o comportamento do evento de sobre-elevacao em relação a ESI,ECB,ENP,
para todo intervalo temporal em análise. Nota-se que a ESI apresenta de eventos, positivos. ECB
mostra uma grande amplitude no mês de Fevereiro e Maio, a menor amplitude para Julho a
Outubro, o mês de Novembro apresenta amplitude positiva. Para ENP apenas os meses de Abril a
Agosto mostram variação negativa e os outros meses a estarem constante no zero

Variação do evento de sobre-elevação


0.6 20
Amplitude (m) - Beira e Pemba

0.5 15

Amplitude (m) - Inhambane


0.4 10
0.3 5 Beira
(2002)
0.2 0
Pemba
0.1 -5 (2011)
I'bane
0 -10
(2011)
-0.1 -15
-0.2 -20

Figura 8: Comportamento dos eventos de sobre-elevação na (ESI,ECB e ENP)

4.4. Variação anual da ocorrência dos eventos de sobre-elevação associados a pressão.

4.4.1. Estação de Inhambane


A análise de tendência destes resultados baseia-se na verificação de uma mudança ou anomalias
contínua no campo de pressão na (ESI). Observa-se uma pequena instabilidade comportamento da
pressão nos meses de Fevereiro a Março a se comportar de forma aceitável 1.012 a 1.01 Pa. No
período do primeiro evento de sobre-elevação, o registo de pressão mostra com grande precisão a
anomalia detectadas no mês de Abril com o decréscimo 1.02 a 1.018. a mesma anomalia da se para
Julho com 1.04 a 1.025 Pa e Agosto com 1.02 a 1.025, contudo a maior anomalia se deu no período
de Agosto a Novembro, meses que ocorrem eventos extremos de sobre-elevação com a maior
ampltitudes nesta estacão.

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Figura 9: Variação anual da ocorrência dos eventos de sobre elevação associados a pressão em
(hPa) na estação Inhambane 2011

4.4.2. Estação da Beira 2002


A figura mostra a variação típica do campo de pressão na ECB de 2002,portanto é possível
identificar uma tendência de uma anomalia para os mês de Fevereiro, resultado que coincide com a
análise feita na estacão de Inhambane. Portanto para a estacão em análise ocorre baixa pressão
ocasionando 1.006 Pa a 1.017 Para (Fevereiro a Março). Os meses de Maio a Outubro mostram-se
favoráveis a ocorrência de evento de sobre-elevação, onde temos baixa pressão temos o índice de
ocorrência de evento positivo e vice. É clara a demostração de uma grande anomalia entre os meses
de Novembro a Dezembro com grande baixa da pressão a rondar 1.025 Pa para 1.015 Pa causado a
ocorrência dos eventos positivos para estes meses.

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Figura 10: Variação anual da ocorrência dos eventos de sobre-elevação associados a pressão na
estação Beira 2002
4.4.3. Estação de Pemba 2011

Analogamente a mesma analise para Pemba (Figura 11) identifica-se o ano de 2011 com
queda de pressão para 1.005 nos meses de Fevereiro a Março, ouve uma mudança significativa
inferior de 1.004, o que mostra que neste ano os eventos a prevalecer são positivos, o mesmo se da
para o Outubro e Novembro. Para o mês de Julho verifica-se uma grande e elevada valor de pressão
o, no que se espera grandes elevações negativas no que concerne aos eventos.

Figura 11: Estação de Pemba, 2002 a 2013. Variação Mensal de eventos positivos e negativo no
verão e inverno de sobreelevação do nível do mar

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CAPITULO V- DISCUSSÃO
ESI mostra uma variabilidade de 151 eventos extremos +3 e -3 desvios padrão, referente ao
somatório dos números de eventos para estacão e que dita uma maior predominância nos positivos,
sendo que os negativos ocorrem no período entre Junho a Setembro, e os positivos no período de
Março a Maio, mais sendo estes insignificantes, enquanto as curvas do verão destacam-se por
possuírem maiores valores, sendo os mesmos positivos com grande amplitudes a ocorrer nos meses
de Outubro a Dezembro. Esta variação é normal segundo a teoria dos valores negativos ocorrem
mais no inverno em relação aos positivos. Este comportamento, mostra uma elevação do nível do
mar no verão e uma baixa no inverno, e isso pode estar ligado ao facto de no verão haver altos
índices de precipitação em relação ao inverno e este resultados concordam com os do Campos., et
al. (2009) analisou este parâmetro numa escala de 39 anos usando a metodologia de SD, o cálculos
da media lê permitiu identificar a variabilidade sazonal e o padrão de evolução dos sistemas
atmosféricos associados aos eventos extremos, claro que ele constatou maior ocorrência facto de ter
usado uma escala maior de tempo, o que não impede de verificar esse padrão numa escala temporal
curta, pois para o estudo na escala temporal nos foi possível verificar e identificar estes parâmetros
de eventos positivos e negativos associada a pressão. A séries de pressão mostrou-se de forma
preponderante para os meses com baixa pressão a resultarem com ocorrência de eventos positivos,
Dum modo geral, a situação ideal para que ocorra eventos positivos é que o centro de baixa pressão
esteja sobre o oceano e o centro de alta pressão sobre o continente criando uma pista de vento
paralela a costa (Alves & Júnior, 2018) .

A ECB apresenta 47 eventos, (24 no inverno e 23 no verão), patente na tabela 2 de quantificação


ocasionando uma situação um pouco anormal, esta anomalia a ser influenciada pela pressão nas
águas rasas, em relação as épocas dos anos, esta situação podem estar associados ao efeito do
movimento da maré astronómica e meteorológica que tem intensos distúrbios meteorológicos
durante o inverno, possuindo maior efeito em águas rasas. E de acordo com a batimetria da Beira as
águas são profundas e essa pode ser uma das razões de menor influência da maré meteorológica
nesta região como é sustentado por Campos., et al. (2009); Camargo e Harari (1994) que
observaram maior influência da maré meteorológica nas águas rasas em relação as águas profundas
durante o inverno. A pouca variabilidade nesta estacão, também foi vivenciada pelo e Butler et.al.
(2006) no estudo da das mares meteorologias no mar do norte 1995 a 2000 e Raicich (2003) no seu
estudo em Trieste, nos anos de 1939 e 2001 encontrou uma diminuição da ocorrência de eventos
positivos e negativos com uma metodologia quase similar a do estudo ECB, onde o Raicich
filtrados valores superiores a +2SD e inferiores -2 SD, separados as séries para verão os meses de

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Dezembro, Janeiro e Fevereiro. Outono, Março, Abril e Maio, Inverno Junho e agosto, primavera
Setembro a Novembro, alongando ainda para ECB e as outas duas estacões ao contrario de Raich
foi feita uma filtragem de valores superiores a +3SD E -3SD, A sua secação foi feitas nas estacões
mais sentidos na costa moçambicana que são inverno e verão, tendo conotado a mesma variação
encontrada no Trieste (2001) com pequena diminuição na ocorrência de eventos extremos positivos
e negativos de nível do mar

Para a ENP demostra uma variabilidade acentuada para a ocorrência de eventos negativos ao passo
que também se destacou vários meses com valores a igualarem a zero, pelo facto da calibração dos
dados que continham varias falhas. Decerto que algumas literaturas especificam que para grande
variação do número de evento requer um intervalo maior de anos, como Newton (2008). Porque os
estudos com maiores intervalos resultam uma maior variabilidade temporal de eventos. A diferença
na abortarem deste trabalho, a considerar apenas 1ano e a verificar grandes anomalias a ocorrência
dos eventos de sobre elevação caso que se da na ESI. Em relação a sua variabilidade o ano de 2011
na ENP mostra uma correlação entre os eventos negativos e pressão da água, segundo a teoria na
qual, quando a pressão baixa a maior índice de ocorrência de eventos extremos (Alves & Júnior,
2018) nota-se maior número de eventos a ocorreu no inverno, este facto que traz uma grande
correlação pois segundo Camargo e Harari (1994) estes afirmam que os EE são mais intensos no
inverno o que acontece com as estações (ESI e ECB e ENP). Embora os EE diferem dependendo da
época do ano e principalmente das feições batimétricas no local, também temos o maior índice de
precipitação e temperaturas baixas a predominar nesta ENP o que pode justificar a fraca ocorrência
de eventos positivos para o ano em estudo, ou ainda podemos assumir que a serie de dados para
verão foi quase toda removida.

As mesmas diferenças nos resultados foram encontradas pelos autores Canhanga e Dias (2005);
Chevane et al. (2016); citados por Bié (2007) que tiveram variações anormais no estudo analisaram
a variação sazonal a partir informações observadas das estações distribuídas ao longo da costa
Moçambicana, os dados usados continham várias falhas por parte do medidor a semelhança do
presente estudo, com mais ausência na ESI e ENP. A explicação do grande número de eventos
negativos da na (ENP), Tabela 1, com eventos -3 desvio padrão, se deve ao fato dos meses de Abril,
Agosto e Setembro serem característicos de ocorrência de sistemas de bloqueio sobre o Oceano
Atlântico Sul segundo Casarin (1983), induzindo tipicamente ventos de nordeste sobre o litoral.

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CAPITULO VI

6. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

6.1. Conclusão
No presente estudo, os resultados apresentados durante a realização do mesmo permitiram concluir
o seguinte:

A variação da maré meteorológica na estações em estudo mostra-se capaz de causar grandes


estragos e uma série de danos a comunidade costeira, quando ocorrem podem trazer duas situações
extremas.

No caso mare meteorológica resultar de eventos negativos estes causado níveis mais baixos do que
é previsto, comprometendo a navegação nas actividades portuárias. Enquanto para os positivos pode
causar erosão nas praias

No que refere-se a quantificação a ENP mostrou com maiores números de eventos negativos, este
sustentado pelo grande índice de precipitação e funções batimétricas, comparativamente a ESI e
ECB, destaque as ESI e ECB com maiores números de eventos positivos no inverno, e menor no
inverno e para ENP maior eventos negativos no inverno a ocorrer no inverno.

A sua variação das médias mensais mostrou que a estacão sofrem eventos positivos com maior
amplitude, mais destaca-se a ESI com eventos positivos de Novembro e evento negativo Julho com
mesma amplitude estabelecendo a distinção sazonal do comportamento, mais as maiores amplitudes
foram negativas correspondendo aos meses de Julho a Setembro, ECB registou eventos de alta
amplitude, com predominância de eventos positivos, o que torna esta estacão a mais vulnerável aos
eventos extremos. No que toca ENP as suas variações foram pouco notadas e com valores muito
baixo, e propensos a eventos negativos.

Nota se claramente que a pressão influencia na variação normal e conceptual a ocorrência dos
eventos positivos e negativos, o seu quadro típico mostra varia anomalias em relação ao
posicionamento e sua dimensão.

ESI Os resultados mostram que para a estacão a ocorrência de baixa pressão ocasionou na
persistência de eventos positivos no verão, com grande registo no princípio de inverno mês de Abril
com um decréscimo de 1.018 a 1.012. sendo este mês o primeiro com grande presença de extremos.
A ECB mostra uma variação similar a ESI nos primeiros dois meses refentes ao verão, a quadro da

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pressão mostra-se de forma ordenada, havendo uma similaridade nos dos comportamentos típicos
(pressão e ocorrência de eventos) na pista de pressão têm a função de identificar especialmente
padrões, que justificam os argumentos acima apresentados. O que nota-se a presença de eventos
negativos para ENP a predominarem anos de 2011 que posteriormente se observou variações baixa
e muitas altas nos meses com ocorrência dos do evento negativo.

6.2. Recomendações
Para trabalhos futuros, o autor sugere:

Que se faça o mesmo estudo para toda costa Moçambicana, incluindo a variação de outros
parâmetros físicos (por ex: ventos, precipitação, etc.).

Que se faça a mesma análise, mas usando uma serie temporal de dados longa de anos a fim de ter
uma abordagem directa e comparando dados de satélite com dados de marégrafo.

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CAPITULO VII

7. Bibliografia
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 Souza., T. A., Bulhões., E., & Amorim., I. B. (2005). Ondas de tempestade na costa Norte
Fluminense. Rio de Janeiro.

 Weisse Ralf., B. M. (2013). Changing extreme sea levels along European coasts. Europa:
journal homepage: www.elsevier.com/locate/coastaleng.

 White, J. A. (2004). Estimates of the Regional Distribution of Sea Level Rise over the
1950–2000 Period. Australia.

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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

Anexos
Marés diurnas Marés tendo um período de cerca de 1 dia.

Análise harmónica é o processo de identificação matematicamente uma série de de amplitude


variável, fase e velocidade que melhor define o período de observações que estão sendo analisados

Maior maré astronómica aquele que considera o nível mais alto que pode ser previsto, em
condições meteorológicas médios., como tempestades podem causar níveis consideravelmente mais
elevados para ocorrer.

Marés semidiurnas Marés tendo um período de, aproximadamente, metade de um dia.

Onda um dos componentes do nível do mar causada por efeitos meteorológica tais como ventos
prolongados, alterações na pressão atmosférica,

Procedimento para analise mensal da mare meteorológica

Para a os gráficos da análise meteorológica usou-se a temática da variação comportamental em cada


mês, inverno e verão com o software TASK, que nos permitiu reformatar dados maus, fazer uma
análise harmónica e produzir os gráficos da sua variação, posição e amplitude da maré
meteorologia.

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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

Procedimento da quatificação NV A tabela da quantificação, assim como da variação dos


números no verão e inverso foi feito através da temática do cálculo de 3 SD positivos e negativos na
folha do Microsoft Excel 2010 usando a seguinte equação. Para Variação Mensal EP e EN A
temactica foi do calculo da medias mensais dos EP e EN para cada mês.

Analise de dados de pressão g=load ('C:\Users\SMARTLOW CAE


clc; 4\Desktop\viagem\Beira.txt');
close all; data=g(:,1);
clear all; mare=g(:,2);
load 'myFilepemba01.txt' plot(data,mare,'r')
g=load ('myFilepemba01.txt') datetick('x','mm')
ano=g(:,1); legend
mes=g(:,2); grid
dia=g(:,3); xlabel('Meses (2002)')
hora=g(:,4); ylabel('Amplitude (m)')
min=g(:,5); title('Mare meteorologica (Beira)')
seg=g(:,6); %% Open netcdf file
press=g(:,7);
tempo=datenum(ano,mes,dia) clc; clear all; close all;
plot(tempo,press,'k') DATA_inDir ='D:\Script Pressao\';
datetick('x','dd/mm') %fname = [DATA_inDir,
grid 'X197.218.205.226.344.6.26.31_from_1988_
xlabel('Ano-2011') 2018.nc'] ;
ylabel('Pressao (Pa)') fname = [DATA_inDir, 'dados.nc'] ;
legend ncid =
title('Pressao Superficial Pemba') netcdf.open(fname,'NC_NOWRITE');
%% Explore the Contents
[numdims,nvars,natts] = netcdf.inq(ncid);
clc
%% Get Global attributes Information
close all
for ii = 0:natts-1
clear all
fieldname = netcdf.inqAttName(ncid,
load 'C:\Users\SMARTLOW CAE
netcdf.getConstant('NC_GLOBAL'), ii);
4\Desktop\viagem\Beira.txt'

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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

fileinfo.(fieldname) = % Replace Missing Numbers (if


netcdf.getAtt(ncid,netcdf.getConstant('NC_G necessary
LOBAL'), fieldname ); if (isfield(tmpstruct, 'missing_value') )
end data( data == tmpstruct.missing_value )
% allocate structure = NaN;
dimension = repmat(struct('name', '', 'length', end
0), numdims, 1); % Scale data (if necessary)
for ii = 1:numdims if( isfield(tmpstruct, 'scale_factor') )
[dimension(ii).name, dimension(ii).length] data = double(data) *
= netcdf.inqDim(ncid,ii-1); tmpstruct.scale_factor;
% padding name for table layout end
padlength = min(0, % Apply offset (if necessary)
length(dimension(ii).name)); if( isfield(tmpstruct, 'add_offset') )
name_padded = [dimension(ii).name data = data + tmpstruct.add_offset;
repmat(' ', padlength+1)]; end
fprintf('%s\t\t%d\n', name_padded, % Transpose data from column major to
dimension(ii).length); row major
end if( isnumeric(data) && ndims(data) > 2 )
data = permute(data, [2 1
%% Get the Data 3:ndims(data)]);
for ii = 1:nvars elseif ( isnumeric(data) && ndims(data) ==
[name, datatype, dimension_ID,natts] = 2)
netcdf.inqVar(ncid,ii-1); data = data';
% Get Variable Attributes end
tmpstruct = struct(); % store attribute and data with appropriate
for jj = 1:natts name
fieldname = netcdf.inqAttName(ncid, ii- varinfoname = [name '_info'];
1, jj-1); assignin('caller', varinfoname, tmpstruct);
tmpstruct.(fieldname) = assignin('caller', name, data);
netcdf.getAtt(ncid, ii-1, fieldname); end%% Close File
netcdf.close(ncid);
end %% Close File
% Get raw data netcdf.close(ncid);
data = netcdf.getVar(ncid,ii-1);
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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

%% Close File
netcdf.close(ncid);
clc; clear all; close all;
ler_netcdf_file; % ler o ficheiro netcdf e
armazenar as variaveis no workspace
%% Definir o ponto de interesse
myLat=-22.5;
myLon=35

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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

%% Close File
netcdf.close(ncid);
clc; clear all; close all;
ler_netcdf_file; % ler o ficheiro netcdf e
armazenar as variaveis no workspace
%% Definir o ponto de interesse
myLat=-22.5;
myLon=35

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Análise de eventos extremos do nível do mar na costa de Moçambique

hold on
ler pressao do workspace, e imprimir plot([tim],0.*tim,'-r');
informacao adicional da pressao datetick
A = double(pres); pres_info xlabel('Tempo');
ylabel('Anomalia de Pressure (Pa)')
%% ler lat&lon e encontrar a lat&lon proxima
do ponto de interesse %%Gravar ficheiro myFile.txt de dados
lat = double(lat); latP=findnearest(myLat,lat); contendo:
lon = double(lon); Apressaotempo=[T1,Apressao];
lonP=findnearest(myLon,lon); save('myFile.txt', 'Apressaotempo', '-ASCII','-
%% ler tempo do workspace append','-tabs');
tempo = double(time); % tempo em horas
desde 1/1/1800. Veja time_info
%% converter o tempo para o sistema normal
(0000 e nao 1800)
tim=tempo/24+datenum(1800,01,01);
timeP=datestr(tim); % formato de etxto
T1=datevec(timeP); % formato de numeros
no sistema de Matlab
%%Extrair a pressao apenas para o ponto de
interesse.
Apressao=squeeze(A(lonP,latP,:));
%%Fazer o grafico da pressao em funcao
do tempo
figure(10)
plot(tim,Apressao,'-k');
datetick
xlabel('Tempo');
ylabel('Pressure (Pa)')

%% fazer o grafico da anomalia de pressao


figure(15)
Anomalia=Apressao-mean(Apressao);
plot(tim,Anomalia,'-k');
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