Vous êtes sur la page 1sur 6

Décimo Nono Dia

A matemática espiritual da célula


Somente Deus pode levar uma célula a se tornar saudável. Nós semeamos a
semente e cultivamos o solo, mas confiamos nele para o crescimento. O Senhor
Jesus disse em Marcos 4 que a terra por si mesma frutifica.
Disse ainda: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse a semente à
terra; depois, dormisse e se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse
e crescesse, não sabendo ele como. A terra por si mesma frutifica: primeiro a erva,
depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga. E, quando o fruto já está
maduro, logo se lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa. Mc. 4:26-29
O lavrador prudente sabe que ele não faz a planta crescer, mas ele sabe que o
tamanho de sua colheita depende da generosidade de sua semeadura: “E isto
afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com
fartura com abundância também ceifará” (2Co 9.6).
Ele também percebe que a lavoura não é algo natural. É Deus quem dá o
crescimento da semente, mas nada acontecerá sem a sua cooperação e trabalho.
Em Gênesis 2 lemos que Deus não havia feito chover porque ainda não havia o
homem para cultivar a terra. O propósito de Deus somente pode ser alcançado por
meio do homem.
É verdade que o crescimento vem de Deus, mas o quanto uma semente poderá
produzir depende do homem que a cultiva. O pleno potencial da semente é
alcançado pelo trabalho de Deus com a cooperação do homem. Se Deus tem um
homem, Ele realizará seu propósito, mas se Deus não encontra tal homem, o seu
plano fica adiado. Deus planejou ter o homem para cumprir o seu propósito.
O lavrador diligente sabe que há um tempo certo de semear e de começar a
colheita. Sabe que se passar o tempo de plantar não haverá colheita, e se passar o
tempo de colher a plantação se perderá. Vivemos em dias de colheita, mas muitos
lavradores ainda não perceberam isso.
Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei
os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa. (Jo 4.35)
Paulo diz que a Igreja é a lavoura de Deus e nós somos os lavradores (1Co 3.9).
Devemos ser bons lavradores que, pacientemente, aguardam os frutos.
O crescimento de uma célula é algo espiritual e certamente acontece de forma
espontânea. Não fazemos uma célula crescer, apenas identificamos aquilo que
está impedindo o seu crescimento. Se uma célula ou uma igreja não está crescendo
isso certamente é o sintoma de que algo está errado. A falta de crescimento é
apenas um sintoma, não é a doença propriamente dita. É preciso dizer que a
última coisa que uma igreja deveria fazer quando não está crescendo é fazer uma
campanha de evangelismo. Se ela faz uma campanha de crescimento quando está
doente vai apenas aumentar a doença e ainda vai inserir mais novos convertidos
num ambiente adoecido onde certamente serão contagiados.
Quando o crescimento cessa precisamos parar e fazer uma santa investigação para
descobrirmos as causas. Depois de descobrirmos o que está impedindo o
crescimento e curarmos a enfermidade então podemos fazer uma campanha ou
usarmos qualquer outra estratégia que o crescimento virá naturalmente.
O trabalho principal do líder é observar constantemente a saúde da célula. Não
podemos fazer a célula crescer, mas podemos mantê-la saudável para que ela
experimente crescimento constante. A maneira mais simples de você checar a
saúde uma célula é observando os três níveis de relacionamento.
No final das contas tudo se resume a três tipos fundamentais de relacionamentos:
oração, evangelismo e discipulado. Esses são os três relacionamentos básicos que
desenvolvemos. Toda célula, toda igreja e cada crente individualmente precisa de
oração, discipulado e evangelismo. A oração evidentemente é o nosso
relacionamento com Deus, o evangelismo é o nosso relacionamento com o
incrédulo e o discipulado nosso relacionamento com os irmãos tanto sendo como
fazendo discípulo.

A matemática espiritual da célula


Da mesma forma que os alunos do curso fundamental aprendem as quatro
operações básicas: somar, subtrair, multiplicar e dividir, os líder de célula
precisam entender que existe também uma matemática fundamental nas células.

a. A Adição
A Palavra de Deus nos diz que nos dias da igreja primitiva o Senhor acrescentava
todos os dias pessoas que iam sendo salvas. Isso é adição.
Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso,
acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. At. 2:47
Tenha a expectativa de que pessoas sejam adicionadas a sua célula. Fale disso
sempre com o seu grupo e seus discípulos. Ore e jejue junto com a célula para que
isso aconteça. O Senhor nos chamou para sermos pescadores de homens (Mc.
1:17). Assim devemos nos preparar apropriadamente para a pescaria em que
estamos envolvidos. A vontade de Deus é que a sua célula cresça.
Em nenhum momento duvide de que esta é a vontade de Deus. Nossa fé está
intimamente relacionada ao conhecimento da vontade de Deus. Assim tenha
completa convicção de que Deus deseja o crescimento da sua célula. Lembre-se
que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb. 11:6).
Quem o Senhor deseja adicionar à sua célula? Ele deseja adicionar pessoas de pelo
menos cinco grupos diferentes.
Em primeiro lugar ele deseja adicionar novos convertidos. A vontade de Deus é
que todo homem seja salvo e chegue ao pleno conhecimento da verdade (I Tm.
2:4).
Em segundo lugar Deus deseja adicionar à sua célula pessoas já convertidas que
se mudaram recentemente para perto de sua célula vindas de outras cidades.
O terceiro grupo de pessoas que o Senhor vai adicionar são aqueles que se
converteram, mas que ainda não possuem uma igreja, não se vincularam a uma
igreja local.
O quarto tipo de pessoa que o Senhor adicionará são aqueles que estão deslocados
no corpo de Cristo. Algumas pessoas estão na célula errada e outras estão na igreja
local errada. Muitos irmãos têm sido virtualmente expelidos de suas igrejas por
causa de uma visão ou experiência espiritual diferente daquela de seus líderes.
Precisamos ter uma atitude amorosa para receber tais pessoas e envolvê-las na
vida da Igreja.
Lembre-se porém de nunca trabalhar para trazer pessoas já convertidas. Nós
apenas as aceitamos quando elas vêm a nós. E quando isso acontecer ajude tais
pessoas a saírem em paz com seus antigos líderes.
O quinto tipo de pessoa que o Senhor nos acrescenta é o menos valorizado em
nosso meio, mas é muito importante: são os nossos filhos naturais. A igreja precisa
crescer todos os tipos de crescimento. Precisamos crescer por evangelismo, mas
precisamos ter também o crescimento vegetativo, ou seja, gerando filhos naturais.
Nossa igreja possui quase três mil crianças que são filhos dos membros da igreja.
Elas constituem uma grande congregação e são uma parte importante de nosso
futuro como igreja. Precisamos ganhar essa geração, mas precisamos guardar a
próxima geração que são os nossos filhos.

b. A Subtração
De acordo com II Timóteo 4:10-12 houve muitas pessoas que deixaram a célula de
Paulo por várias razões.
Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para
Tessalônica; Crescente foi para a Galácia, Tito, para a Dalmácia. Somente Lucas
está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério.
Quanto a Tíquico, mandei-o até Éfeso. II Tm. 4:10-12
É inevitável que as pessoas nos deixem. Elas farão isso por diferentes razões. Paulo
disse que alguém o deixou porque se desviou, outro mudou de cidade e ainda outro
foi enviado como missionário. Todos essas situações podem ocorrer em nossa
célula. Podemos distinguir pelo menos cinco tipos de pessoas que nos deixarão.
O primeiro tipo é aquele que é enviado para outra cidade. Alguns são enviados
como obreiros, outros são enviados como líderes de célula. Evidentemente essas
pessoas podem ainda manter um vínculo de amizade e comunhão espiritual, mas
já não serão parte da célula no dia-a-dia.
Uma coisa que sempre fazemos é enviar e comissionar os membros da igreja
quando eles partem para outro lugar do país. Muitas de nossas igrejas nasceram
como fruto do trabalho de tais irmãos.
O segundo grupo de pessoas que nos deixa são aqueles que vão para outras células
de nossa igreja ou aqueles que mudam de igreja. Tenha cuidado para não se deixar
melindrar por esse tipo de situação. Não tome como algo pessoal. Deixe que o
Senhor coloque as pessoas encaixando-as no lugar certo.
Evidentemente não queremos perder ninguém e nem tão pouco passar para
outros o cuidado daqueles que o Senhor nos deu. Você deve se empenhar ao
máximo para que isso não aconteça, mas é um fato que isso em algum momento
acontecerá. E quando acontecer tenha uma atitude amorosa e deixe a porta aberta
para o caso da pessoa querer voltar.
O terceiro tipo de pessoa que nos deixa é aquele que simplesmente partiu ou
desapareceu. Não sabemos se ele foi para outra igreja ou mudou de cidade,
simplesmente cortam o relacionamento.
O quarto tipo são aqueles que desviam da fé. Paulo menciona Demas que amou o
presente século e Tiago 5:19 diz que alguns podem se desviar da verdade. Em
situações assim não fique presumindo as possíveis razões da pessoa, apenas entre
em contato com ela, descubra as causas e comunique os demais membros do
grupo.
O quinto tipo de pessoa não é propriamente alguém que nos deixa, mas é alguém
que nós mesmos não queremos na comunhão. Como já disse anteriormente, na
equação da multiplicação não podemos ignorar a subtração. Ela é tão importante
quanto a multiplicação. O banheiro é tão necessário quanto a cozinha numa casa.
Remover pessoas erradas é tão importante quanto estabelecer as pessoas certas.
Provérbios diz: “Lança fora o escarnecedor, e com ele se irá a contenda; cessarão
as demandas e a ignomínia” (Pv 22.10).
Evidentemente o presbitério da igreja é o responsável pela disciplina daqueles que
vivem no pecado e não se arrependeram. Mas cada crente é um ministro
guardando a vida da igreja em sua célula e ele deve comunicar a liderança quando
o pecado se manifestar entre nós.

c. A Multiplicação
Em Marcos 4:20 o Senhor Jesus falou a respeito da semente que frutifica a 30, 60
e 100 por um.
Os que foram semeados em boa terra são aqueles que ouvem a palavra e a
recebem, frutificando a trinta, a sessenta e a cem por um. Mc. 4:20
A vontade de Deus é a multiplicação. Tudo o que Deus fez se multiplica por isso
nós vivemos numa mentalidade de multiplicação: multiplicamos células, líderes,
ministérios, discípulos e também igrejas. Nós precisamos esperar a multiplicação
de nossa célula. Atos 9:31 diz que os primeiro discípulos andavam no temor do
Senhor, no conforto do Espírito Santo e as igrejas se multiplicavam.
Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia, e Samaria tinham paz e eram
edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e na consolação do
Espírito Santo. Mc. 9:31 RC
Cada ministro precisa olhar para a sua célula com um olhar de fé. Esse olhar de fé
é um dos grande segredos da multiplicação. O maior segredo é reconhecermos o
valor do que temos em nossas mãos. Certa vez uma viúva foi ter com Eliseu
pedindo ajuda por causa de uma imensa dívida. A situação era realmente difícil.
Eliseu então lhe pergunta o que ela tinha em casa, quais recursos ela dispunha
para resolver o problema. A resposta da viúva é emblemática: “Não tenho nada a
não ser uma botija de azeite” (II Rs 4:2). Para ela, uma botija de azeite e nada eram
a mesma coisa.
Você pode caminhar na unção de multiplicação. Mas, para isso, você precisa
reconhecer e valorizar aquilo que Deus tem lhe dado. Para haver multiplicação,
precisamos ter algo em nossas mãos. Você sabe, a única coisa que não pode ser
multiplicada é o zero. Zero multiplicado por qualquer coisa é sempre igual a zero.
Graças a Deus que sempre temos algo em nossas mãos com que trabalhar.
Talvez você pense que os membros de sua célula são o mesmo que zero, ou que
seus recursos são tão insignificantes que são o mesmo que zero. Mas, os seus olhos
se abrirão para enxergar o potencial dos recursos que Deus lhe tem concedido.
A pergunta de Eliseu para a viúva é a mesma que Deus está lhe fazendo: “O que
você tem em sua célula?”. Deus sempre pergunta pelo que temos e não pelo que
não temos. É interessante como é exatamente inversa a nossa atitude, estamos
sempre olhando para aquilo que não temos. Pensamos que não temos a melhor
formação, os melhores membros, um bom anfitrião, líderes-em-treinamento ou
recursos financeiros suficientes, mas Deus sempre toma o que consideramos
insignificante e faz disso uma solução.
Ter um olhar profético significa reconhecer o que nos é dado por Deus. Tudo o que
precisamos para sermos bem-sucedidos já nos foi dado. Deus jamais chama
alguém sem lhe dar a capacidade, as ferramentas e os recursos necessários. Você
já tem a unção que precisa e o poder que será necessário para desempenhar a sua
função como sacerdote em sua célula.
O problema algumas vezes é que não reconhecemos o que temos como sendo
suprimento de Deus. Algumas vezes somos como aquela viúva para quem uma
botija de azeite é nada. Ela não tinha um olhar profético para reconhecer o
suprimento de Deus.
A unção de multiplicação está reservada para viúvas endividadas e crentes
desacorçoados que resolveram acreditar. Sempre haverá alguém com cinco pães e
dois peixinhos disposto a colaborar com o milagre do Senhor em seu ministério e
na sua vida. Acredite nas pessoas e nas coisas que Deus tem lhe confiado.
Desenvolva um olhar profético.
De vez em quando, alguns irmãos me reclamam que suas células estão fracas,
decadentes. No meu interior, eu rejeito essas palavras e declaro que as células são
fortes, santificadas e que irão se multiplicar, em nome de Jesus. Alguém dirá que
é loucura agir dessa forma dizendo que “não é a verdade”. Mas a verdade não é o
que vemos ou dizemos, mas o que Deus vê e diz, e Deus tem nos dito que esta
igreja é abençoada. Nunca vi um pastor que prosperasse vendo a igreja de maneira
negativa. O líder que prospera e cresce é o que dá graças pela célula que possui.
Assim veja a cada irmão com olhar de fé. Samuel viu a Davi com os olhos da fé.
Barnabé viu Saulo através dos olhos da fé. O Senhor Jesus viu seus discípulos com
um olhar de fé. Creia que Deus tem lhe enviado exatamente aqueles de que você
necessita.

d. A Divisão
Divisão é a maior estratégia do inimigo contra a igreja. Provavelmente toda nação,
sociedade, igreja e família que foram destruídas, o foram de dentro para fora por
meio da divisão. A sua principal oração deve ser a favor da unidade da igreja e
contra todo espírito divisivo.
A unidade é a principal chave para garantir força espiritual contra as trevas e levar
a célula à multiplicação. Por isso seja muito cuidadoso para não receber acusação
contra ninguém a menos que haja duas ou três testemunhas.
Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento
de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na
presença de todos, para que também os demais temam. I Tm. 5:19
Além disso você deve rejeitar aquele irmão divisivo depois de exortá-lo por duas
ou três vezes.
Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez, pois sabes
que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada. Tt.
3:10-11
Palavras divisivas são sementes de dúvida lançadas no coração dos irmãos pelo
maligno. Cada ministro precisa estar constantemente vigilante contra as palavras
desleais e maliciosas de pessoas divisivas. Tenha muito cuidado com pessoas com
as seguintes atitudes:

● Aqueles que lançam dúvidas sobre a visão da igreja, a


vida dos pastores e até do líder da célula.
● Pessoas que lançam fofocas e produzem contenda entre
irmãos.
● Pessoas que são cheias de opinião e são sempre
discordantes da liderança da igreja.
● Aqueles que são estranhos no ninho e nunca se misturam
com os irmãos.
● Irmãos que se dizem decepcionados com todo tipo de
liderança.
Evidentemente esses são apenas alguns sinais de alguém potencialmente divisivo
que pode destruir a comunhão e a unidade da célula. É claro não esperamos que
as pessoas concordem a respeito de cada mínimo detalhe dentro da célula. Mas
existem coisas que são fundamentais e nessas há a necessidade de haver
unanimidade. Os antigos irmãos morávios tinham o seguinte pensamento: “No
essencial: unidade; nas coisas não essenciais: diversidade, e em todas as coisas: o
amor.

Centres d'intérêt liés