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NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

Constituição Federal: Dos Princípios

Dos Direitos e Garantias Fundamentais - Dos direitos e deveres individuais e coletivos; Dos direitos sociais; Da

01

nacionalidade

02

Da Organização do Estado - Da organização político-administrativa; Da administração pública

18

Da Organização dos Poderes - Do Poder Legislativo (arts. 44 a 56); Do Poder Executivo (arts. 76 a 91); Do Poder Judiciário (arts. 92, 95, 122 a 124); Das funções essenciais à Justiça (arts.127 a 135). Das Forças Armadas (arts. 142 e143); Da

segurança pública (art.

30

Constituição do Estado de Santa Catarina: Da administração pública - Das Disposições Gerais;

55

Dos Militares Estaduais. Da Justiça

59

Da Segurança Pública - Disposição Geral; Da Polícia Civil; Da Polícia

61

Estaduais. Da Justiça 59 Da Segurança Pública - Disposição Geral; Da Polícia Civil; Da Polícia 61

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

Também importante destacar que se trata de uma re- pública “federativa”, ou seja, é uma
Também importante destacar que se trata de uma re-
pública “federativa”, ou seja, é uma república composta por
estados federados (estados-membros) e municípios que não
podem se dissolver por vontade de quem quer que seja.
Os
fundamentos que regem a República são: sobera-
nia, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores so-
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela
união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito
Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e
tem como fundamentos:
ciais do trabalho de da livre iniciativa, além do pluralismo
político. A soberania tem duplo aspecto, tanto interno
como externo.
Do
ponto de vista externo, a soberania informa aos
demais países que dentro de nossos limites regem-se nos-
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
sas próprias leis e que não serão aceitas interferências de
outros; assim como do ponto de vista interno, têm-se a
obrigatoriedade de obediências as nossas leis, por quem
quer que seja, independente de serem brasileiros ou não.
V - o pluralismo político.
A
cidadania é a manifestação expressa de que todos
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o
exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente,
nos termos desta Constituição.
Art. 2º São Poderes da União, independentes e har-
aqueles que estiverem em solo brasileiro terão sua digni-
dade respeitada, ainda que aos estrangeiros. Também de-
mônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da Repúbli-
ca Federativa do Brasil:
fendemos os valores sociais do trabalho, já que acima de
tudo tem sua função econômica, mas também social, per-
mitindo ao indivíduo se inserir no contexto social.
O
pluralismo político também merece atenção, uma
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
vez que a República Federativa do Brasil não adotou uma
única ideologia político-partidária.
II - garantir o desenvolvimento nacional;
O
artigo 2º traz em seu bojo a teoria da separação de
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as
desigualdades sociais e regionais;
poderes. No Brasil, cada um dos três poderes constituídos
atuará de forma livre, sem interferência dos demais, porém,
deverão agir harmonicamente entre si.
IV
- promover o bem de todos, sem preconceitos de
Os
objetivos da república encontram-se previstos no
origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas
de discriminação.
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas
suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
art. 3º e tem por escopo a orientação do legislador no
tocante a suas ações que refletem diretamente no povo.
Podemos, por sinônimo, considerar que os objetivos são
metas que nossa República deve alcançar. São eles:
I - independência nacional;
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - prevalência dos direitos humanos;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - autodeterminação dos povos;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as
IV - não-intervenção;
desigualdades sociais e regionais;
V - igualdade entre os Estados;
IV
- promover o bem de todos, sem preconceitos de
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de
discriminação.
IX
- cooperação entre os povos para o progresso da
humanidade;
Por fim, no artigo 4º encontramos os princípios que
orientam as relações internacionais entre o Brasil e os de-
mais países. Vejamos:
X
- concessão de asilo político.
I - independência nacional;
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil bus-
II - prevalência dos direitos humanos;
cará a integração econômica, política, social e cultural dos
povos da América Latina, visando à formação de uma co-
munidade latino-americana de nações.
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
O
art. 1º da CF/88 tem diversos elementos que me-
VI - defesa da paz;
recem atenção face ao conteúdo de valores que carrega.
Em primeiro, informa o artigo que a constituição rege as
normas da república federativa do Brasil. O vocábulo “re-
pública” informa que todo poder vem do povo e como tal
deve ser respeitado.
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII
- repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX
- cooperação entre os povos para o progresso da
humanidade;
X
- concessão de asilo político.
A
democracia brasileira é chamada de democracia
participativa, posto que o povo pode se manifestar dire-
tamente (plebiscito, referendo, entre outros) ou, em de-
terminadas situações, por seus representantes legalmente
constituídos Exemplo: deputados, senadores, etc).
Cabe também destacar que o parágrafo único do art.
4º traz uma incumbência ainda maior para o Brasil no que
tange as relações internacionais. O Brasil, também tem por
princípio buscar a integração econômica, política, social e
cultural dos povos da América Latina, visando à formação
de uma comunidade latino-americana de nações.
1

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das co- municações telegráficas, de dados
XII
- é inviolável o sigilo da correspondência e das co-
municações telegráficas, de dados e das comunicações
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de in-
vestigação criminal ou instrução processual penal;
XIII
- é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei
estabelecer;
XIV
- é assegurado a todos o acesso à informação e
Antes de ingressarmos no estudo da temática propos-
ta pelo edital, importante justificar o motivo pelo qual os
tópicos foram unificados. Cumpre destacar que a Consti-
tuição Federal trata os direitos individuais e coletivos den-
tro do capítulo I do Título II chamado de “Dos Direitos e
garantias fundamentais”. Portanto, didaticamente se torna
indispensável a unificação de tais temas.
resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exer-
cício profissional;
XV
- é livre a locomoção no território nacional em tem-
po de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei,
nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
XVI
- todos podem reunir-se pacificamente, sem ar-
mas, em locais abertos ao público, independentemente de
Título II
Dos direitos e garantias fundamentais
Capítulo I
Dos direitos e deveres individuais e coletivos
autorização, desde que não frustrem outra reunião ante-
riormente convocada para o mesmo local, sendo apenas
exigido prévio aviso à autoridade competente;
XVII
- é plena a liberdade de associação para fins líci-
tos, vedada a de caráter paramilitar;
XVIII
- a criação de associações e, na forma da lei, a de
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos es-
trangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade,
nos termos seguintes:
cooperativas independem de autorização, sendo vedada a
interferência estatal em seu funcionamento;
XIX
- as associações só poderão ser compulsoriamente
dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão ju-
dicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obriga-
ções, nos termos desta Constituição;
XX
- ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a
- ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa senão em virtude de lei;
II
permanecer associado;
XXI
- as entidades associativas, quando expressamente
III
- ninguém será submetido a tortura nem a tratamen-
autorizadas, têm legitimidade para representar seus filia-
to desumano ou degradante;
dos judicial ou extrajudicialmente;
IV
- é livre a manifestação do pensamento, sendo ve-
XXII - é garantido o direito de propriedade;
dado o anonimato;
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
V
- é assegurado o direito de resposta, proporcional ao
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desa-
agravo, além da indenização por dano material, moral ou
à
imagem;
VI
- é inviolável a liberdade de consciência e de crença,
propriação por necessidade ou utilidade pública, ou por
interesse social, mediante justa e prévia indenização em
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e
garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e
XXV
- no caso de iminente perigo público, a autori-
suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de
assistência religiosa nas entidades civis e militares de inter-
nação coletiva;
a
dade competente poderá usar de propriedade particular,
assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver
dano;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de
crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se
as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta
e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX
- é livre a expressão da atividade intelectual, artís-
tica, científica e de comunicação, independentemente de
censura ou licença;
XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em
lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de
penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua
atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de fi-
nanciar o seu desenvolvimento;
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de uti-
lização, publicação ou reprodução de suas obras, transmis-
sível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:
X
- são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra
a)
a proteção às participações individuais em obras
e
a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização
pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclu-
sive nas atividades desportivas;
XI
- a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela
b)
o direito de fiscalização do aproveitamento eco-
podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo
em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar
socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
nômico das obras que criarem ou de que participarem aos
criadores, aos intérpretes e às respectivas representações
sindicais e associativas;
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NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos indus- XLVI - a lei regulará
XXIX
- a lei assegurará aos autores de inventos indus-
XLVI
- a lei regulará a individualização da pena e ado-
triais privilégio temporário para sua utilização, bem como
tará, entre outras, as seguintes:
proteção às criações industriais, à propriedade das marcas,
aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo
em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológi-
co e econômico do País;
a) privação ou restrição da liberdade;
b) perda de bens;
c) multa;
d) prestação social alternativa;
XXX - é garantido o direito de herança;
e) suspensão ou interdição de direitos;
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no
XLVII - não haverá penas:
País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônju-
ge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais
a)
de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos
termos do art. 84, XIX;
favorável a lei pessoal do de cujus ;
b) de caráter perpétuo;
XXXII
- o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa
c) de trabalhos forçados;
do consumidor;
d) de banimento;
XXXIII
- todos têm direito a receber dos órgãos públi-
e) cruéis;
cos informações de seu interesse particular, ou de interesse
coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos dis-
pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo
seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
tintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo
do apenado;
XLIX
- é assegurado aos presos o respeito à integridade
XXXIV
- são a todos assegurados, independentemente
do pagamento de taxas:
física e moral;
L - às presidiárias serão asseguradas condições para
a)
o direito de petição aos poderes públicos em de-
fesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
que possam permanecer com seus filhos durante o período
de amamentação;
b)
a obtenção de certidões em repartições públicas,
LI
- nenhum brasileiro será extraditado, salvo o na-
para defesa de direitos e esclarecimento de situações de
interesse pessoal;
turalizado, em caso de crime comum, praticado antes da
naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico
XXXV
- a lei não excluirá da apreciação do Poder Judi-
ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;
ciário lesão ou ameaça a direito;
LII
- não será concedida extradição de estrangeiro por
XXXVI
- a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
crime político ou de opinião;
jurídico perfeito e a coisa julgada;
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
LIII
- ninguém será processado nem sentenciado senão
pela autoridade competente;
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a or-
ganização que lhe der a lei, assegurados:
LIV
- ninguém será privado da liberdade ou de seus
bens sem o devido processo legal;
a) a plenitude de defesa;
LV
- aos litigantes, em processo judicial ou adminis-
b) o sigilo das votações;
trativo, e aos acusados em geral são assegurados o con-
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes do-
traditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela
inerentes;
losos contra a vida;
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina,
nem pena sem prévia cominação legal;
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o
LVI
- são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas
por meios ilícitos;
LVII
- ninguém será considerado culpado até o trânsito
em julgado de sentença penal condenatória;
réu;
LVIII
- o civilmente identificado não será submetido a
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória
dos direitos e liberdades fundamentais;
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e
identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei;
LIX
- será admitida ação privada nos crimes de ação
pública, se esta não for intentada no prazo legal;
imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
LX
- a lei só poderá restringir a publicidade dos atos
XLIII
- a lei considerará crimes inafiançáveis e insus-
cetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico
ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os
definidos como crimes hediondos, por eles respondendo
os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los,
se omitirem;
processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse
social o exigirem;
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou
por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária
XLIV
- constitui crime inafiançável e imprescritível a
ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem
constitucional e o Estado democrático;
competente, salvo nos casos de transgressão militar ou cri-
me propriamente militar, definidos em lei;
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se
encontre serão comunicados imediatamente ao juiz com-
petente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;
XLV
- nenhuma pena passará da pessoa do condenado,
LXIII
- o preso será informado de seus direitos, entre
podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do
perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos
sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor
do patrimônio transferido;
os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
assistência da família e de advogado;
LXIV
- o preso tem direito à identificação dos respon-
sáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial;
3

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; § 1º As normas
LXV
- a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela
autoridade judiciária;
§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias
fundamentais têm aplicação imediata.
LXVI
- ninguém será levado à prisão ou nela mantido
§
2º Os direitos e garantias expressos nesta Consti-
quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem
fiança;
tuição não excluem outros decorrentes do regime e dos
LXVII
- não haverá prisão civil por dívida, salvo a do
princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais
em que a República Federativa do Brasil seja parte.
responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável
§
3º Os tratados e convenções internacionais sobre
de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;
LXVIII
- conceder-se-á habeas corpus sempre que al-
direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa
do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos
guém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou
coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou
abuso de poder;
dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às
emendas constitucionais.
§
4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal
LXIX
- conceder-se-á mandado de segurança para pro-
Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
teger direito líquido e certo, não amparado por habeas
corpus ou habeas data , quando o responsável pela ilega-
lidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agen-
Histórico
-
Direitos Fundamentais
te de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder
público;
Normas obrigatórias: os direitos fundamentais não
são sempre os mesmos em todas as épocas. Porém de-
LXX
- o mandado de segurança coletivo pode ser im-
petrado por:
a) partido político com representação no Congresso
Nacional;
b)
organização sindical, entidade de classe ou associa-
ção legalmente constituída e em funcionamento há pelo
vem constar obrigatoriamente em textos constitucionais
considerados democráticos; constando referidos direitos
podem anuir que aquela constituição está alicerçada nos
pilares da democracia.
Dignidade humana: foi impulsionada pelo cristianis-
mo, uma vez que, segundo essa religião, o homem era fei-
menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros
ou associados;
to
a imagem e semelhança de Deus. Sendo assim, ganhou
LXXI
- conceder-se-á mandado de injunção sempre
que a falta de norma regulamentadora torne inviável o
uma proteção especial no texto da Constituição. Impor-
tante lembrar que falar em dignidade humana é falar em
garantir o direito do indivíduo ter direitos – iguais entre
exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das
prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à
cidadania;
LXXII
- conceder-se-á habeas data :
a)
para assegurar o conhecimento de informações
relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros
ou bancos de dados de entidades governamentais ou de
caráter público;
b)
para a retificação de dados, quando não se prefira
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
LXXIII
- qualquer cidadão é parte legítima para propor
ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio
público ou de entidade de que o Estado participe, à mo-
ralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio
histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-
-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
seres humanos.
Positivação dos direitos fundamentais: Bill of Rights,
Declaração da Virgínia, Declaração Francesa. Tais docu-
mentos trataram de positivar direitos que naturalmente
são inerentes ao homem.
Regra geral: indivíduos têm primeiro direitos, depois
deveres e os direitos que o Estado tem sobre o indivíduo
estão ordenados de modo a melhor cuidar de seus cida-
dãos. É a demonstração clara do pacto social firmado en-
tre os indivíduos e o Estado – é a cessão de parte de suas
liberdades, entregando-as ao Estado de modo que este,
em contrapartida, devolva algo que seja positivo – como,
por exemplo, proíbe-se (exceto as possibilidade previstas
na lei) da autotutela (exercício da autodefesa) entregando
essa função ao Estado para que este exerça a tutela da
segurança do indivíduo.
LXXIV
- o Estado prestará assistência jurídica integral
e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos;
Geração de Direitos Fundamentais
LXXV
- o Estado indenizará o condenado por erro judi-
ciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado
na sentença;
-
1ª Geração de direitos: são postulados de abstenção
LXXVI
- são gratuitos para os reconhecidamente po-
bres, na forma da lei:
a) o registro civil de nascimento;
b) a certidão de óbito;
dos governantes se obrigando a não intervir na vida pes-
soal de cada indivíduo. Indispensável a todos os homens.
Como por exemplo, direito a vida, ou seja, salvo em si-
tuações específicas, o Estado não privará o indivíduo de
seguir sua vida.
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e ha-
beas data , e, na forma da lei, os atos necessários ao exer-
cício da cidadania.
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrati-
vo, são assegurados a razoável duração do processo e os
meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
Característica: universal; não ocasiona desigualdade
social. Ex: liberdade,
-
2ª Geração de direitos: surge com a necessidade do
povo de não apenas ter liberdade, mas outros direitos que
o
conduzem a exercer a liberdade, seguir sua vida, com
4

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

dignidade. São os valores sociais variados, importando in- tervenção ativa do Estado na vida econômica
dignidade. São os valores sociais variados, importando in-
tervenção ativa do Estado na vida econômica com o viés
de proporcionar justiça social.
Característica: Liberdade real e igual para todos. Ex:
igualdade – saúde, educação, trabalho entre outros. São
chamados de direitos sociais não por serem direitos da co-
letividade, mas por alusão ao termo justiça social. Os titu-
lares são os próprios indivíduos singularizados, apesar dos
mesmos poderem se voltar a coletividade.
3ª Geração de direitos: direitos de titularidade difusa.
Proteção do homem em sua forma coletiva, grupos, não
mais individualmente.
Característica: proteção do homem em grupos. Ex: di-
reito ao meio ambiente equilibrado, direito a paz.
-
fundam na Constituição, e não na lei - com o que se deixa
claro que é a lei que deve mover-se no âmbito dos direitos
fundamentais, não o contrário.
A Constituição brasileira de 1988 filiou-se a essa ten-
dência, conforme se lê no §1º do art. 5º do Texto, em que
se diz que “as normas definidoras dos direitos e garantias
fundamentais têm aplicação imediata”. O texto se refere
aos direitos fundamentais em geral, não se restringindo
apenas aos direitos individuais.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos es-
trangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade,
nos termos seguintes:
O
caput do art. 5º é talvez um dos mais importantes
Características dos direitos fundamentais
- Universais e absolutos
artigos do texto constitucional, para não dizer o principal
artigo da constituição federal. Esse artigo nos elenca cinco
grupos de direitos que são amplamente protegidos pela
A questão da universalidade: direito previsto para todo
nossa lei maior. A saber:
homem, ainda que nem todo homem o exerça.
Absoluto: os direitos fundamentais não são absolutos,
apesar de gozarem de prioridade absoluta sobre qualquer
outro direito.
-
Historicidade
Os direitos fundamentais são um conjunto de facul-
dades e instituições que somente faz sentido num deter-
- Direito à vida (integridade física e moral), - direito à li-
berdade (manutenção de qualquer forma de manifestação
do indivíduo), - direito à igualdade (o tratamento da lei é
conferido igualmente para todos), - direito à segurança (di-
reito de todos – necessidade de leis que definam crimes e
sanções) e – direito à propriedade (propriedade particular,
privada, desde que atendida sua função social).
minado contexto histórico. A história permite entender a
existência de cada um dos direitos.
O
direito à vida pressupõe a negativa do Estado de
A
história explica que os direitos possam ser apre-
promover qualquer ato que ofenda a integridade física ou
moral do indivíduo; por esta razão, proíbe-se a tortura ou
goados em certa época, desaparecendo em outras, ou se
modificam no tempo. Verifica-se, portanto, a evolução dos
direitos fundamentais.
-
Inalienabilidade e Indisponibilidade
Inalienável: o titular do direito não pode impossibilitar
o exercício para si mesmo. Encontra fundamento no valor
da dignidade humana. A indisponibilidade gera nulidade
de qualquer disposição contratual feita.
qualquer exposição vexatória. Também não permite que a
vida chegue ao fim se não pelas causas naturais – caso ve-
nha ocorrer, o Estado oferece sanções àquele que promo-
veu o encurtamento da vida humana.
No que tange a liberdade, pode o indivíduo fazer tudo
aquilo que a lei não proíbe, tem a faculdade de decidir os
Podem, tais direitos, terem seu exercício. Ex.: manifes-
tação religiosa em templo religioso diverso do seu.
rumos de sua própria vida. Por esta razão sua liberdade de
locomoção é amplamente protegida; dentro do conceito
de liberdade se enquadra o direito a manifestação de toda
espécie: religiosa, de pensamento, de associação, ou seja,
-
Direitos humanos são direitos postulados em bases
a
todos é conferido o direito de expor seus pensamentos
jusnaturalistas, contam índole filosófica e não possuem
e
suas escolhas. Neste ponto importante demonstrar que
como característica básica a positivação numa ordem ju-
rídica particular.
essa liberdade de expressão não pode ocasionar danos a
outrem de modo que se assim o fizer, estará praticando
-
Direitos Fundamentais: é reservada aos direitos re-
ato contra terceiros e por isso poderá ser responsabilizado.
lacionados com posições básicas das pessoas, inscritos em
diplomas normativos de cada Estado. São direitos que vi-
gem numa ordem jurídica concreta, sendo, por isso, garan-
tidos e limitados no espaço e no tempo.
A
igualdade também é dos pilares dos direitos fun-
damentais. Por conta desse princípio a lei deve conferir
tratamento igualitário para todos; assim, não se permite
qualquer espécie de distinção da lei, além de vedar toda
-
Vinculação dos Poderes Públicos
espécie de discriminação.
O
fato de os direitos fundamentais estarem previstos
A
segurança é outro importante direito fundamental,
na Constituição torna-os parâmetros de organização e de
limitação dos poderes constituídos. A constitucionalização
dos direitos fundamentais impede que sejam considerados
meras autolimitações dos poderes constituídos - dos Pode-
res Executivo, Legislativo e Judiciário -, passíveis de serem
alteradas ou suprimidas ao talante destes.
pois compreende não apenas aquela que visa a proteção
patrimonial (seja ele material ou mesmo imaterial), mas
também a segurança jurídica. Deste modo, todo cidadão
deve ter conhecimento das leis que regem o país para que
não “sejam mais pegos de surpresa”.
Por fim, o direito à propriedade abarca o último grupo
-
Aplicabilidade imediata
dos direitos fundamentais. A CF/88 confere a todo cidadão
As normas que definem direitos fundamentais são nor-
mas de caráter preceptivo, e não meramente programáti-
co. Explicita-se, além disso, que os direitos fundamentais se
o
direito à propriedade privada, particular. Porém, impor-
tante que aquele que detenha a propriedade se atente para
a
função social que a mesmo carrega.
5

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

- homens e mulheres são iguais em direitos e obriga- ções, nos termos desta Constituição;
- homens e mulheres são iguais em direitos e obriga-
ções, nos termos desta Constituição;
I
Assegurada a plena liberdade de consciência, ofertan-
Neste inciso está insculpido o princípio da isonomia,
que é exatamente o tratamento igualitário, para todos, ve-
dada qualquer forma de discriminação – modalidade de
preceito universal. Segundo a Declaração Universal dos di-
reitos do homem, “todos os seres humanos nascem livres e
iguais em dignidade e direitos.
do a lei de proteção aos locais de culto e suas liturgias. Esse
inciso compreende três formas de liberdade: crença, culto
e
organização religiosa. A possibilidade de escolher qual
religião seguir, ou mesmo não seguir nenhuma religião
está amparada pela liberdade de crença. Porém, importan-
te
destacar que a liberdade de escolher sua própria religião
- ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa senão em virtude de lei;
II
não pode servir de amparo ao embaraçamento daquele
que pretende praticar outra religião.
A
assistência religiosa é assegurada a quem dela queira
Eis
o princípio da legalidade. Referido princípio limita toda
fazer uso; logo, não será ofertada assistência religiosa sem
forma de arbitrariedade; evidente que o convívio em socieda-
a
de pressupõe o aceite de determinadas regras de convívio.
Porém, tais regras derivam de autoridade com competência
para tanto que agem de maneira impessoal e geral.
anuência do interessado.
Por fim, sob o tópico “religião”, importante fazer men-
III
- ninguém será submetido a tortura nem a tratamen-
to desumano ou degradante;
Entende-se por tortura qualquer forma de castigo cor-
póreo agressivo, violento, que utilize de qualquer instru-
mento mecânico ou psicológico levando aquele que está
sendo torturado praticar ato que não o faria se estivesse
ção ao direito de professar ou não qualquer religião inclu-
sive exercer suas práticas, com cultos. Importante lembrar
que a prática religiosa amparada pela CF/88 não pode se
confundir com aquelas práticas consideradas ilegais para
o
direito brasileiro, como por exemplo aquelas que leva a
necessidade de sacrifício humano. Neste caso, sendo con-
siderado crime o encurtamento da vida, não será ampara-
do o sacrifício pela liberdade religiosa.
em condições normais. A tortura é crime inafiançável e in-
suscetível de fiança.
IX
- é livre a expressão da atividade intelectual, artís-
IV
- é livre a manifestação do pensamento, sendo ve-
tica, científica e de comunicação, independentemente de
censura ou licença;
dado o anonimato;
É
a liberdade conferida ao indivíduo para que o mesmo
possa expressar de qualquer forma o que pensa a respei-
to de religião, política, ciência ou qualquer outro instituto.
Importante lembrar que essa liberdade de manifestação
está condicionada ao não anonimato; deste modo, todos
podem se manifestar sendo porém vedada a manifestação
anônima.
Também importante lembrar que a liberdade de ma-
nifestação protegida pela CF/88 não protege a prática de
crimes sob a argúcia da liberdade. Qualquer manifestação
ofensiva a terceiros que fira sua honra, imagem ou integri-
Este inciso é autoexplicativo. No que tange a liberdade
de expressão é importante destacar alguns institutos legis-
lativos que conferem regulamentação ao tema, como por
exemplo, a lei de imprensa (Lei 5.250/67), Lei de Direitos
autorais (Lei 9.610/98) entre outras.
X
- são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra
e
a imagem das pessoas, assegurado o direito a indeniza-
ção pelo dano material ou moral decorrente de sua viola-
ção;
XI
- a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela
podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo
em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar
dade poderá ser punida pela lei.
socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
V
- é assegurado o direito de resposta, proporcional ao
XII
- é inviolável o sigilo da correspondência e das co-
agravo, além da indenização por dano material, moral ou
à
imagem;
municações telegráficas, de dados e das comunicações
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas
A
CF/88 assegura o direito de resposta proporcional ao
agravo. Assim, aquele que causar prejuízo a outrem tem as-
segurado para si o direito a indenização por dano material
ou moral. O prejuízo a que se refere o inciso V pode patri-
monial ou não. Prejuízo de ordem não patrimonial é aquele
causado por pessoa (física ou jurídica) que ofenda liberda-
de, honra, família ou profissão de determinado indivíduo.
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de in-
vestigação criminal ou instrução processual penal;
É
inviolável tudo aquilo que não pode ser entregue ao
público, que merece ser preservado. Sempre que violada
a
honra, a imagem, a vida privada, sem consentimento do
VI
- é inviolável a liberdade de consciência e de crença,
sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e
garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e
suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de
assistência religiosa nas entidades civis e militares de inter-
nação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de
crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, sal-
vo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos
imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada
em lei;
a
indivíduo, a este caberá indenização pelo dano material ou
moral pelo ato cometido. No que tange ao domicílio, este
poderá ser violado a qualquer horário sempre que caso de
flagrante delito ou desastre, ou ainda no caso de deter-
minação judicial, neste último caso apenas durante o dia
(06h00 as 18h00).
Das
formas de comunicação, sejam elas por correspon-
dência, comunicação telegráfica ou telefônica, somente a
última, por determinação judicial, poderá ser parcialmente
quebrada, com prazo de duração.
XIII
- é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei
estabelecer;
6

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

Toda atividade profissional exercida espontaneamente pelo indivíduo é respeitada pela CF/88, inclusive aquelas XXIV -
Toda atividade profissional exercida espontaneamente
pelo indivíduo é respeitada pela CF/88, inclusive aquelas
XXIV
- a lei estabelecerá o procedimento para desa-
propriação por necessidade ou utilidade pública, ou por
não classificadas para efeito de registro em carteira de tra-
balho. Assim, em se tratando de atividade lícita poderá o
indivíduo exerce-la livremente.
interesse social, mediante justa e prévia indenização em
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
XXV
- no caso de iminente perigo público, a autoridade
XIV
- é assegurado a todos o acesso à informação e
resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exer-
competente poderá usar de propriedade particular, assegu-
rada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
cício profissional;
Tem
esse inciso a função de afastar o indivíduo da
censura; permite-se a liberdade de expressão do indivíduo
desde que não venha a ferir direitos de outrem.
XV
- é livre a locomoção no território nacional em tem-
po de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei,
nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;
É a possibilidade conferida em tempos de paz a todos
os indivíduos de circular livremente no território nacional
sem qualquer limitação, nos termos da lei.
XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em
lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de
penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua
atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de fi-
nanciar o seu desenvolvimento;
Os incisos acima compõem o grupo dos direitos indivi-
duais e coletivos voltados à propriedade. A CF/88 confere
a
todos o direito de propriedade, ter para si propriedade
particular (privada); no entanto, o uso deve atender a fun-
XVI
- todos podem reunir-se pacificamente, sem ar-
ção daquela propriedade. Assim, por exemplo, determina-
da propriedade rural deve atender sua finalidade, qual seja,
produção de riqueza por meio do agronegócio (seja para
mas, em locais abertos ao público, independentemente de
autorização, desde que não frustrem outra reunião ante-
riormente convocada para o mesmo local, sendo apenas
exigido prévio aviso à autoridade competente;
O direito de reunião vem estampado no art. 5º como
modalidade de direito fundamental para demonstrar a for-
ça da democracia. Por conta desse direito, todos podem
reunir-se em local público com finalidades diversas, inde-
pendentemente de autorização. É necessário, no entanto,
que aqueles que desejam se reunir comuniquem autori-
dade competente, especialmente para não ferir direitos
daqueles que previamente se decidiram pela reunião em
local da vontade de ambos. Assim, desde que pacificamen-
o
próprio sustento ou comércio com terceiros). Não exer-
cendo sua função social, a propriedade poderá ser destaca-
da do patrimônio daquele indivíduo. Em outras palavras, a
propriedade urbana exerce sua função social quando aten-
de às exigências fundamentais de organização da cidade
expressas em seu plano diretor; já a propriedade rural exer-
cerá sua função social quando fizer o aproveitamento cor-
reto dos recursos naturais, preservando o meio ambiente
e
protegendo relações de trabalho e exploração que favo-
reçam o bem estar dos proprietários e dos trabalhadores.
Importante também explicar que a necessidade públi-
ca ocorre sempre que o Estado se coloca diante de uma
situação extremamente urgente que não pode ser adia-
te, sem armas, indivíduos podem se reunir em locais públi-
cos, necessitando apenas informar as autoridades. Não é
necessário autorização do poder público, mas apenas sua
comunicação.
da. A utilidade pública é quando impõe ao Poder Público
a
possibilidade de propor o uso de determinado bem em
contrapartida a oferta de alguma serviço que seja útil para
XVII
- é plena a liberdade de associação para fins líci-
a coletividade. Por fim, tem interesse social aquilo que ve-
nha a trazer melhorias às classes menos privilegiadas.
tos, vedada a de caráter paramilitar;
XXVII
- aos autores pertence o direito exclusivo de uti-
XVIII
- a criação de associações e, na forma da lei, a de
lização, publicação ou reprodução de suas obras, transmis-
cooperativas independem de autorização, sendo vedada a
interferência estatal em seu funcionamento;
sível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:
XIX
- as associações só poderão ser compulsoriamente
dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão ju-
dicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
XX
- ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a
permanecer associado;
XXI
- as entidades associativas, quando expressamente
autorizadas, têm legitimidade para representar seus filia-
a) a proteção às participações individuais em obras co-
letivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive
nas atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econô-
mico das obras que criarem ou de que participarem aos
criadores, aos intérpretes e às respectivas representações
sindicais e associativas;
dos judicial ou extrajudicialmente;
Referidos incisos tratam da questão da associação. Em
primeiro, a associação é livre, não podendo ninguém ser
compelido a associar-se se assim não desejar. As associa-
XXIX
- a lei assegurará aos autores de inventos indus-
ções poderão ser criadas para fins lícitos; de forma alguma
será autorizado funcionar associações com objetivos para-
militares (corporações privadas de nacionais ou também
de estrangeiros normalmente aparelhados por uniformes e
armamentos militares sem contudo pertencer aos quadros
das forças armadas).
triais privilégio temporário para sua utilização, bem como
proteção às criações industriais, à propriedade das marcas,
aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo
em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológi-
co e econômico do País;
Esse
conjunto de incisos trata dos direitos autorais; são
os frutos a serem colhidos por aqueles que desenvolvem
trabalho intelectual. Referidos direitos versam sobre o ine-
XXII - é garantido o direito de propriedade;
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
ditismo da obra; importante lembrar que os sucessores do
autor permanecerão recebendo a título universal os louros
da obra daquele que sucedeu.
7
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL A marca também é protegida em todo território nacio- nal e
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
A marca também é protegida em todo território nacio-
nal e o seu uso exclusivo a quem dela fez o registro; esse
tema consta inserido na seara do direito empresarial, em
especial no código de propriedade industrial.
XXX - é garantido o direito de herança;
táculo se imporá. Portanto, uma crime praticado cuja pena
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no
País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônju-
ge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais
favorável a lei pessoal do de cujus;
Entende-se por herança a totalidade dos bens móveis
seja alta passe por um abrandamento dessa pena por nova
lei, aquilo punido nos moldes da lei antiga será beneficiado
pela novel legislação.
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a or-
ganização que lhe der a lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes dolo-
e
imóveis deixados por aquele que veio a falecer, também
chamado de de cujus. Aquele que vier a suceder o falecido
poderá aceitar a herança, renunciá-la ou mesmo imitir-se
na posse.
sos contra a vida;
O júri é o formato mais antigo de tribunal. Compostos
XXXII
- o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa
por pessoas comuns, chamados de jurados, formam o con-
selho de sentença, cuja função principal é opinar pela culpa
ou não do indivíduo que praticou um crime doloso contra
do consumidor;
Enquadra-se no conceito de consumidor a coletividade
de pessoas, ainda que não seja possível determiná-las que
tenham participado de uma relação de consumo composta
por fornecedor e consumidor.
No Brasil, as relações de consumo são disciplinadas
a
vida. Serão escolhidos 07, dentre 21 pessoas a comporem
o
conselho de sentença. Aos jurados é assegurado o sigilo
pelo Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90, além
de outras cuja matéria é mais específica como leis relacio-
nadas a crimes contra ordem tributária, ordem econômica,
entre outras.
XXXIII
- todos têm direito a receber dos órgãos públi-
cos informações de seu interesse particular, ou de interesse
coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob
pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo
seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;
das votações e ao réu a plenitude de defesa; ao júri, como
um todo, assegurado a soberania do veredicto. O tribu-
nal do júri funcionará sempre que houver um crime doloso
contra a vida.
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina,
nem pena sem prévia cominação legal;
Também chamado de princípio da legalidade. Por este
princípio o indivíduo só poderá responder criminalmen-
te por alguma conduta por ele praticado se esta condu-
ta houver sido considerada crime antes de sua pratica. Ou
seja, a conduta definida como crime deve ser anterior a sua
prática.
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o
XXXIV
- são a todos assegurados, independentemente
réu;
do pagamento de taxas:
XLI
- a lei punirá qualquer discriminação atentatória
a) o direito de petição aos poderes públicos em defesa
de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas,
para defesa de direitos e esclarecimento de situações de
interesse pessoal;
Essência da democracia, ao cidadão cabível a proteção
do seu direito de manter-se informado de tudo aquilo que
envolve tanto o Estado como seu próprio nome. Ato contí-
nuo, protege-se também o direito de petição ao indivíduo;
dos direitos e liberdades fundamentais;
A exceção ao princípio da irretroatividade, anterior-
mente explicado, é exatamente com relação ao benefício
para o réu.
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e
imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei;
XLIII
- a lei considerará crimes inafiançáveis e insus-
assim, todo aquele que pretender buscar pela tutela juris-
dicional do Estado ou mesmo acessar legislativo e executi-
vo, terá assegurado seu direito de petição.
cetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico
ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os
definidos como crimes hediondos, por eles respondendo
os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los,
se omitirem;
XXXV
- a lei não excluirá da apreciação do Poder Judi-
XLIV
- constitui crime inafiançável e imprescritível a
ciário lesão ou ameaça a direito;
XXXVI
- a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato
ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem
constitucional e o Estado democrático;
jurídico perfeito e a coisa julgada;
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
O Brasil adota uma jurisdição uma. Assim, não serão
tolerados tribunais de exceção ou o exercício de juízes ad-
-hoc, voltados a julgar um ou outro caso. Marco da demo-
cracia, onde a lei vale para todos e todos devem cumpri-la.
Uma lei nova não pode prejudicar direitos já conquistados
pelo indivíduo sob pena de ferir o pacto social firmado
entre o indivíduo e o Estado – aceitando mudanças sem
XLV
- nenhuma pena passará da pessoa do condenado,
podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do
perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos
sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor
do patrimônio transferido;
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e ado-
tará, entre outras, as seguintes:
a) privação ou restrição da liberdade;
b) perda de bens;
previsão legal estar-se-ia referendando arbitrariedades – é
c) multa;
chamado princípio da irretroatividade. Vale lembrar que,
em se tratando de retroação benéfica da lei, nenhum obs-
o
d) prestação social alternativa;
e) suspensão ou interdição de direitos;
8

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

XLVII - não haverá penas: LV - aos litigantes, em processo judicial ou adminis- a)
XLVII
- não haverá penas:
LV
- aos litigantes, em processo judicial ou adminis-
a)
de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos
trativo, e aos acusados em geral são assegurados o con-
termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
traditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela
inerentes;
c) de trabalhos forçados;
LVI
- são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas
d) de banimento;
por meios ilícitos;
e) cruéis;
LVII
- ninguém será considerado culpado até o trânsito
XLVIII
- a pena será cumprida em estabelecimentos dis-
em julgado de sentença penal condenatória;
tintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo
do apenado;
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade
física e moral;
L - às presidiárias serão asseguradas condições para
que possam permanecer com seus filhos durante o período
de amamentação;
LVIII
- o civilmente identificado não será submetido a
identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei;
Rol
de incisos que estipulam regras aos processos judi-
ciais ou administrativos. Princípios de extrema importância,
o contraditório e a ampla defesa derivam do princípio da
legalidade. Assim, ao indivíduo garantido o direito de se
Rol
de incisos relacionados a seara do direito penal e
defender e ofertar contestação a tudo quanto a ele estiver
sendo alegado.
direito processual penal. As penas no Brasil são definidas
pela CF/88; assim, possível apenas as penas de privação
LIX
- será admitida ação privada nos crimes de ação
pública, se esta não for intentada no prazo legal;
ou restrição da liberdade, perda de bens, multa, prestação
alternativa e suspensão parcial ou temporária de direitos.
LX
- a lei só poderá restringir a publicidade dos atos
Toda pena diferente destas não será autorizada pela legis-
lação infraconstitucional em especial aquelas que levem a
morte, tortura, caráter perpétuo, trabalho forçado, cruéis
ou de banimento. Inserido no sistema prisional, ao indiví-
duo assegurado respeito a sua integridade física e moral.
Para as mulheres, tratativa diferenciada em períodos de
amamentação, podendo ficar com seu filho.
processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse
social o exigirem;
Cabe
ao Ministério Público o exercício das ações pe-
nais públicas. No entanto, a lei faculta ao indivíduo, nas
hipóteses previstas em lei, a possibilidade do próprio indi-
LI
- nenhum brasileiro será extraditado, salvo o na-
turalizado, em caso de crime comum, praticado antes da
naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico
ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;
víduo intentar a ação. Em regra, todos os atos são públicos,
resguardada a defesa da intimidade e do interesse social
do indivíduo.
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou
por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária
competente, salvo nos casos de transgressão militar ou cri-
me propriamente militar, definidos em lei;
LII
- não será concedida extradição de estrangeiro por
LXII
- a prisão de qualquer pessoa e o local onde se
crime político ou de opinião;
encontre serão comunicados imediatamente ao juiz com-
LIII
- ninguém será processado nem sentenciado senão
petente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;
pela autoridade competente;
LXIII
- o preso será informado de seus direitos, entre
Os
incisos acima compõem a proteção do direito à
os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
nacionalidade. Ao brasileiro nato (aquele que nasceu em
assistência da família e de advogado;
território brasileiro – respeitada exceção em que os geni-
tores, estrangeiros, estão a serviço de seu país – ou aquele
tem por seus genitores algum, ou ambos, brasileiros) não
será autorizada a extradição. Portanto, o brasileiro nato não
será extraditado em hipótese alguma. O naturalizado, em
regra não será extraditado; salvo se houver praticado crime
comum antes de sua naturalização ou comprovado envol-
vimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.
LXIV
- o preso tem direito à identificação dos respon-
sáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial;
LXV
- a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela
autoridade judiciária;
LXVI
- ninguém será levado à prisão ou nela mantido
quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem
fiança;
LXVII
- não haverá prisão civil por dívida, salvo a do
Outra
vedação à extradição é aquela solicitada em ra-
responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável
zão de estrangeiro ter praticado crime político ou de opi-
nião em seu país de origem. Por defendermos a liberdade
de manifestação, seja ela qual for, asseguramos também ao
estrangeiro esse direito.
de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;
Rol
de incisos que garante direitos àqueles que esti-
LIV
- ninguém será privado da liberdade ou de seus
bens sem o devido processo legal;
Este
inciso revela em simples palavras que ninguém
pode “ser pego de surpresa”, que “as regras do jogo” de-
vem ser cumpridas. Logo, tanto a privação da liberdade
como a privação de bens deve observar o cumprimento
de um processo judicial e o esgotamento das formas de
defesa.
verem presos. Em regra, o indivíduo somente será preso
por determinação judicial ou em caso de flagrante delito.
Aquele que vier a ser preso indicará alguém de sua família
ou qualquer outro sobre a prisão. Além da assistência da
família e de advogado, terá o preso direito de permanecer
em silêncio.
LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que al-
guém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou
coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou
abuso de poder;
9

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para pro- teger direito líquido e certo, não amparado
LXIX
- conceder-se-á mandado de segurança para pro-
teger direito líquido e certo, não amparado por habeas cor-
pus ou habeas data , quando o responsável pela ilegalida-
de ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal
Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.
pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público;
LXX
- o mandado de segurança coletivo pode ser im-
petrado por:
a)
partido político com representação no Congresso
Nacional;
b)
organização sindical, entidade de classe ou associa-
ção legalmente constituída e em funcionamento há pelo
menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros
ou associados;
LXXI
- conceder-se-á mandado de injunção sempre que
Regras gerais a respeito dos direitos fundamentais.
Dos direitos sociais
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a ali-
mentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a
segurança, a previdência social, a proteção à maternida-
de e à infância, a assistência aos desamparados, na forma
desta Constituição. (Artigo com redação dada pela Emenda
Constitucional nº 90, de 2015)
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais,
além de outros que visem à melhoria de sua condição so-
cial:
a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício
dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas
inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
LXXII
- conceder-se-á habeas data :
I - relação de emprego protegida contra despedida ar-
bitrária ou sem justa causa, nos termos de lei complemen-
tar, que preverá indenização compensatória, dentre outros
direitos;
a)
para assegurar o conhecimento de informações re-
II
lativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou
bancos de dados de entidades governamentais ou de ca-
ráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
- seguro-desemprego, em caso de desemprego in-
voluntário;
III
- fundo de garantia do tempo de serviço;
LXXIII
- qualquer cidadão é parte legítima para propor
ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio
público ou de entidade de que o Estado participe, à mo-
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unifi-
cado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas
e às de sua família com moradia, alimentação, educação,
saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência
social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder
aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
ralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio
histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-
-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;
V
- piso salarial proporcional à extensão e à complexi-
dade do trabalho;
VI
- irredutibilidade do salário, salvo o disposto em
Este
rol de incisos apresentam os remédios constitu-
convenção ou acordo coletivo;
cionais. São eles, habeas corpus, habeas data, mandado de
segurança, mandado de injunção e ação popular, cada qual
disciplinado por lei específica.
VII
- garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para
os que percebem remuneração variável;
VIII
- décimo terceiro salário com base na remuneração
LXXIV
- o Estado prestará assistência jurídica integral
integral ou no valor da aposentadoria;
e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos;
IX
- remuneração do trabalho noturno superior à do
LXXV
- o Estado indenizará o condenado por erro judi-
diurno;
ciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado
na sentença;
X
- proteção do salário na forma da lei, constituindo
crime sua retenção dolosa;
LXXVI
- são gratuitos para os reconhecidamente po-
bres, na forma da lei:
a) o registro civil de nascimento;
XI - participação nos lucros, ou resultados, desvincula-
da da remuneração, e, excepcionalmente, participação na
gestão da empresa, conforme definido em lei;
b)
a certidão de óbito;
XII
- salário-família pago em razão do dependente do
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e ha-
beas data , e, na forma da lei, os atos necessários ao exer-
cício da cidadania.
LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrati-
vo, são assegurados a razoável duração do processo e os
meios que garantam a celeridade de sua tramitação.
§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias
fundamentais têm aplicação imediata.
§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constitui-
ção não excluem outros decorrentes do regime e dos prin-
cípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em
que a República Federativa do Brasil seja parte.
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre di-
reitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do
Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos
votos dos respectivos membros, serão equivalentes às
trabalhador de baixa renda nos termos da lei;
XIII
- duração do trabalho normal não superior a oito
horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a
compensação de horários e a redução da jornada, median-
te acordo ou convenção coletiva de trabalho;
XIV
- jornada de seis horas para o trabalho realizado
em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação
coletiva;
XV
- repouso semanal remunerado, preferencialmente
aos domingos;
XVI
- remuneração do serviço extraordinário superior,
no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal;
XVII
- gozo de férias anuais remuneradas com, pelo
menos, um terço a mais do que o salário normal;
XVIII
- licença à gestante, sem prejuízo do emprego e
emendas constitucionais.
do salário, com a duração de cento e vinte dias;
10

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei; XX - proteção do mercado de trabalho
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, me-
diante incentivos específicos, nos termos da lei;
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço,
sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;
II
- é vedada a criação de mais de uma organização
sindical, em qualquer grau, representativa de categoria
profissional ou econômica, na mesma base territorial, que
será definida pelos trabalhadores ou empregadores inte-
ressados, não podendo ser inferior à área de um Município;
XXII
- redução dos riscos inerentes ao trabalho, por
III
- ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses
meio de normas de saúde, higiene e segurança;
XXIII
- adicional de remuneração para as atividades pe-
coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões
judiciais ou administrativas;
nosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;
IV
- a assembléia geral fixará a contribuição que, em
XXIV
- aposentadoria;
se tratando de categoria profissional, será descontada em
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes
desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches
e
pré-escolas;
XXVI
- reconhecimento das convenções e acordos co-
folha, para custeio do sistema confederativo da represen-
tação sindical respectiva, independentemente da contri-
buição prevista em lei;
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se
filiado a sindicato;
letivos de trabalho;
VI
- é obrigatória a participação dos sindicatos nas ne-
XXVII - proteção em face da automação, na forma da
gociações coletivas de trabalho;
lei;
VII
- o aposentado filiado tem direito a votar e ser vo-
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo
tado nas organizações sindicais;
do empregador, sem excluir a indenização a que este está
obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;
VIII
- é vedada a dispensa do empregado sindicalizado
a
partir do registro da candidatura a cargo de direção ou
XXIX
- ação, quanto aos créditos resultantes das re-
lações de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos
para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois
anos após a extinção do contrato de trabalho;
a)
(Alínea revogada pela Emenda Constitucional nº
28, de 2000)
b)
(Alínea revogada pela Emenda Constitucional nº
28, de 2000)
XXX
- proibição de diferença de salários, de exercício
de funções e de critério de admissão por motivo de sexo,
idade, cor ou estado civil;
XXXI
- proibição de qualquer discriminação no tocante
representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até
um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta
grave nos termos da lei.
Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-
-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pes-
cadores, atendidas as condições que a lei estabelecer.
Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos
trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e
sobre os interesses que devam por meio dele defender.
§ 1º A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e
disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis
da comunidade.
a
salário e critérios de admissão do trabalhador portador
de deficiência;
XXXII
- proibição de distinção entre trabalho manual,
§ 2º Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às
penas da lei.
Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores
técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos;
e
empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em
XXXIII
- proibição de trabalho noturno, perigoso ou
insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a
menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz,
a
partir de quatorze anos;
XXXIV
- igualdade de direitos entre o trabalhador com
vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso.
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos tra-
balhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV,
VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV,
XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condições estabe-
lecidas em lei e observada a simplificação do cumprimento
das obrigações tributárias, principais e acessórias, decor-
rentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os pre-
vistos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a
sua integração à previdência social. (Parágrafo único com
que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam
objeto de discussão e deliberação.
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos emprega-
dos, é assegurada a eleição de um representante destes
com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendi-
mento direto com os empregadores.
Direitos sociais em espécie (11 espécies): os direitos so-
ciais “disciplinam situações subjetivas pessoais ou grupais
de caráter concreto”. Tratam-se de prestações positivas do
Estado a serem implementadas, no sentido de possibilitar
busca por melhores condições de vida. São irrenunciáveis.
Ao contrário dos direitos individuais que se apresentam
pelo “não fazer” do Estado, no que tange aos direitos so-
ciais, estes demandam o “agir” do Estado.
Rol
de direitos sociais
redação dada pela Emenda Constitucional nº 72, de 2013)
Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, ob-
servado o seguinte:
- Art. 6
- Art. 7 a 11
- Art. 193 a 232 (Da ordem Social)
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para
a
fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão
competente, vedadas ao poder público a interferência e a
intervenção na organização sindical;
Cláusula pétrea? Art. 60 §4 IV
Destinatários dos direitos sociais: todos os indivíduos,
especialmente os hipossuficientes. Aqueles que necessitam
da ação positiva do Estado.
11

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

Modalidades do artigo 6º (círculo virtuoso) (rol exem- plificativo) 5 - Educação Transporte: transporte público
Modalidades do artigo 6º (círculo virtuoso) (rol exem-
plificativo)
5
- Educação
Transporte: transporte público tem influência direta em
outros aspectos da vida dos cidadãos. Ex: evasão escolar;
trabalho; bem estar.
2
– Saúde (art. 196 a 200)
3
- Alimentação
Direitos relativos aos trabalhadores
7
- Trabalho
4
- Moradia
11
- Lazer
10
- Segurança
9
- Previdência Social
1
- Proteção a maternidade e a infância
8
- Assistência aos desamparados (art. 194 e 195)
6
- Transportes
Quem é empregado? Pessoa física presta serviços de
natureza não eventual para um empregador mediante sa-
lário. Como se identificar um contrato de trabalho? Caráter
personalíssimo, subordinação, remuneração e permanên-
cia de vínculo.
Art. 7 cabível para empregado urbano ou rural que
preencha as características acima.
Direitos das relações individuais de trabalho (exem-
plos)
Educação – direito de todos / dever do Estado e da fa-
mília: exercício da cidadania e qualificação para o trabalho.
Ver art. 205 a 214.
- Educação de baixa qualidade = reflexos políticos ne-
gativos. Ex: referendo / plesbicito.
- Proteção contra dispensa arbitrária, sem justa causa.
- Seguro desemprego
- Fundo de garantia
- Salário mínimo fixado em lei.
- Piso salarial
Saúde – direito de todos / dever do Estado: redução do
risco de doenças e acesso universal aos serviços de saúde.
Ver art. 196
- 13 Salário
- Remuneração trabalho noturno
- Repouso semanal
-
SUS – Art. 200: atendimento integral, com prioridade
- Férias
para atividades preventivas.
-
-
Judicialização do direito a saúde. (problemas de ges-
tão)
Alimentação – Comissão de Direitos Humanos da ONU
(1993). EC 64/2010. Direito a alimentação adequada, ou
seja, inerente a dignidade da pessoa humana e indispen-
sável.
Trabalho – instrumento para assegurar uma existência
digna. Governo, política econômica não recessiva, possibi-
litando a busca por empregos.
Moradia - promover programas de construção de mo-
radias e melhoria das condições habitacionais e de sanea-
mento básico. Princípios: intimidade, privacidade, inviolabi-
lidade de domicílio.
Impenhorabilidade do bem de família
Regra geral: impenhorabilidade.
Exceções: fiador em contrato de aluguel, devedor de
IPTU, pagamento de débitos trabalhistas aos trabalhadores
domésticos do imóvel. E imóvel de maior valor?
Lazer – função urbanística do Estado. O lazer interfere
nas condições de trabalho e de vida do ser humano.
Segurança: também presente no artigo 5. Porém, lá
com as características de garantia individual. Já como so-
cial, volta-se a segurança pública.
Previdência social: direitos relacionados com a seguri-
dade social. Erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir
as desigualdades sociais e promover o bem de todos.
Proteção a maternidade e a infância: dois aspectos:
Licença gestante
Atenção para o Art. 7 parágrafo único: empregado do-
méstico.
Direitos das relações coletivas
Direito de associação profissional ou sindical;
Vedado impedir a criação
Liberdade de ser associado ou não
Possibilidade de cobranças para custos
Vedação de dispensa de empregado sindicalizado
-
-
Direito de greve;
Cabe aos empregados decidir o momento oportuno e
a pauta de reinvindicações. Alguns serviços são considera-
dos essenciais, necessários. Nesse caso, a lei definirá que
tipo de serviço será considerado essencial.
-
direito de substituição processual;
Legitimidade dos sindicatos para a representação dos
empregados sindicalizados.
-
direito de participação;
Participação de trabalhadores em colegiados de ór-
gãos públicos em assuntos de interesse da categoria.
-
Direito de representação classista.
Empresas com mais de 200 empregados podem eleger
um representante para estabelecer diálogo com emprega-
dores.
Capítulo III
Da nacionalidade
Direito previdenciário: assistência pelo afastamento,
desoneração do empregador.
Direito assistencial: estatuto da juventude.
Assistência aos desamparados: ver art. 203 V – LOAS.
Garantir o sustento, provisório ou permanente, dos que
não têm condições para tanto. Não significa estabelecer
boas condições de vida, mas condições suficientes para
manutenção de sua dignidade.
Art. 12. São brasileiros:
I - natos:
a)
os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda
que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a
serviço de seu país;
b)
os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de
mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço
da República Federativa do Brasil;
12

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de dimensão pessoal do Estado, um
c)
os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de
dimensão pessoal do Estado, um dos seus elementos cons-
mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição
brasileira competente ou venham a residir na República Fe-
derativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de
atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;
titutivos básicos”. Trata-se de direito previsto no artigo 15
da Declaração Universal dos Direitos do Homem.
-
Elementos do Estado: território, soberania e povo.
II - naturalizados:
Vínculo político e social: nacionalidade. (obs: nacio-
nalidade ≠ nação).
-
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade
brasileira, exigidas aos originários de países de língua por-
tuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e ido-
neidade moral;
Modalidades de aquisição da nacionalidade
-
Primária: nascimento do indivíduo.
-
b)
os estrangeiros de qualquer nacionalidade residen-
Secundário: obtida voluntariamente pelo indivíduo –
Ex: casamento.
tes na República Federativa do Brasil há mais de quinze
Critérios para determinar nacionalidade
anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que re-
queiram a nacionalidade brasileira.
- Jus soli: indivíduo nascido em território específico.
- Jus sanguinis: prioriza laços familiares, filiação.
§
1º Aos portugueses com residência permanente no
País, se houver reciprocidade em favor dos brasileiros, se-
rão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os
casos previstos nesta Constituição.
§
2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasi-
leiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta
Constituição.
§ 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:
Apátridas: conhecidos por serem aqueles que não
detêm pátria por não se enquadrarem no critério previs-
to para aquisição da nacionalidade. Os poliapátridas são
aqueles que preenchem tanto os critérios para aquisição
de nacionalidade do Estado que nasceu como no Estado
de origem dos pais.
Exemplo: nascido em território estrangeiro que adota
com exclusividade o critério jus sanguinis; ou ainda pelo
I - de Presidente e Vice-Presidente da República;
II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
cancelamento da naturalização cujo país não admite dupla
naturalização. Atualmente os países adotam critérios mistos.
1) Espécies de nacionalidade
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
-
Originária: é aquela que se adquire pela ocorrência do
V - da carreira diplomática;
fato natural (nascimento). Trata-se de um meio involuntário.
VI - de oficial das Forças Armadas;
VII – de Ministro de Estado da Defesa.
-
Secundária: trata-se, normalmente, de ato voluntá-
§
4º Será declarada a perda da nacionalidade do brasi-
rio. A naturalização decorre da vontade do interessado de
compor o povo de um Estado específico.
leiro que:
I
- tiver cancelada sua naturalização, por sentença judi-
Hipóteses de aquisição
cial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;
-
Originária
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:
a) de reconhecimento de nacionalidade originária
Critério jus soli
Trata-se de critério territorial. Será considerado nato
pela lei estrangeira;
o
indivíduo nascido em território nacional; independe da
b)
de imposição de naturalização, pela norma estran-
geira, ao brasileiro residente em Estado estrangeiro, como
condição para permanência em seu território ou para o
exercício de direitos civis;
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da Repú-
blica Federativa do Brasil.
nacionalidade de seus ascendentes. O que faz parte do ter-
ritório nacional?
Território nacional: - Terras delineadas pelos limites
geográficos do país
-
Rios, baías, golfos, ilhas, bem como o espaço aéreo e
o
§
1º São símbolos da República Federativa do Brasil a
mar territorial;
Atenção! Extensão ficcional:
bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais.
§
2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios po-
derão ter símbolos próprios.
Direitos de nacionalidade
Introdução
Conceitos importantes: segundo Nathália Masson, en-
tende-se por nacionalidade o “vínculo jurídico-político que
liga o indivíduo a um determinado Estado, comando-o um
componente do povo, o que o capacita a exigir a proteção
estatal, a fruição de prerrogativas ínsitas à condição de na-
cional, bem como o sujeita ao cumprimento de deveres.
Referida associação - entre indivíduo e Estado é que deter-
mina e permite a identificação dos sujeitos que compõe a
É o ato de reconhecer como parte do território na-
cional os navios e as aeronaves públicos (ou requisitados)
brasileiros, onde quer que se encontrem, assim como os
navios privados brasileiros em alto mar, as aeronaves priva-
das brasileiras em voo sobre o alto mar e as embarcações
privadas estrangeiras em mar (ou espaço aéreo) brasileiro.
Obs: se o nascido for filho de estrangeiros a serviço do
seu país de origem, não haverá o reconhecimento da na-
cionalidade. Ex: casal de suíços a serviço da Suíça (o mesmo
não se pode falar daqueles a serviço de empresa privada
ou outro país) concebem seu filho em solo brasileiro – o
filho, ainda que nascido em território no Brasil não será
brasileiro. No exemplo acima, caso um dos genitores seja
brasileiro, o fato do outro cônjuge estar a serviço de seu
país, será o nascido brasileiro.
13

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

- Critério jus sanguinis 1º) Cargos: Presidente da República e aqueles em sua Trata-se de
-
Critério jus sanguinis
1º) Cargos: Presidente da República e aqueles em sua
Trata-se de uma espécie de mitigação do critério ter-
ritorial com a finalidade de se evitar a existência de apá-
tridas. Oportuno registrar que esse critério não se resume
sozinho. Sempre dependerá da conjugação com alguns
linha de sucessão, além dos cargos responsáveis pela Se-
gurança Nacional:
-
Presidente da República e Vice-Presidente da Re-
pública,
elementos:
-
Presidente da Câmara dos Depurados, Presidente
do Senado Federal e Ministro do STF,
-
Critério funcional: um dos pais brasileiros (ou ambos)
a
serviço do Brasil. Ex: nascido em território estrangeiro,
- Membro da carreira diplomática,
filho de um dos pais (ou ambos) brasileiro, estando este a
serviço do país. Mesmo não nascendo em território brasi-
- Oficial das Forças Armadas e
- Ministro de Estado da Defesa.
leiro, será considerado brasileiro não.
2º) Conselho da República: art. 89 VII (formação)
-
Registro em repartição brasileira: criança nascida no
I - o Vice-Presidente da República;
estrangeiro, filho de brasileiro (ou ambos), com registro
de nascimento feito em repartição brasileira competente,
como por exemplo, embaixada ou consulado. Em tempo,
esse direito foi suprimido e posteriormente reinserido no
texto em 2007.
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos
Deputados;
V
- os líderes da maioria e da minoria no Senado Fe-
- Opção após maioridade: nascido no estrangeiro, filho
de pai ou mãe (ou ambos) brasileiro, resolve residir, após
deral;
VI
- o Ministro da Justiça;
a
maioridade, no Brasil. Esta poderá fazer a opção de se
registrar como brasileira.
Secundária
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de
trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo
Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal
-
Tácita: países com número de nacionais inferior ao
e
dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com
desejado; caso não declare o estrangeiro sua intenção de
permanecer estrangeiro, automaticamente se torna nacio-
nal daquele país. (não aceito no Brasil).
mandato de três anos, vedada a recondução.
3º) Extradição (brasileiro nato não pode ser extradi-
Expressa (duas formas: ordinária / extraordinária).
Ordinária
-
tado). No que tange ao naturalizado, a CF/88 permitiu a
extradição do naturalizado em duas situações).
- Crime comum antes da naturalização.
-
Estatuto do Estrangeiro:
- Envolvimento comprovado com o tráfico ilícito de
Residência permanente por mais de 04 anos
Capacidade Civil
Domínio da língua
Exercício da profissão
Bons procedimentos
Boa saúde.
entorpecentes ou drogas afins.
4º) Propriedade de empresa jornalística e de radiodi-
fusão sonora e de sons e imagens.
-
Países de língua Portuguesa:
Privativo de brasileiros natos ou naturalizados há
mais de 10 anos.
3) Perda do Direito de Nacionalidade
Previsão: art. 12 §4º CF/88
-
Residência permanente por no mínimo 01 ano
Demais condições apontadas acima.
Hipóteses:
Cancelamento por sentença judicial (atividade noci-
va ao interesse nacional:
-
-
Radicação precoce:
Vem residir no Brasil antes de completar 05 anos.
Necessário requerimento de naturalização
Prazo: 02 anos a partir da maioridade (18 anos).
Ordem pública ou segurança nacional) Chamada de
perda-punição.
-
Aquisição voluntária de nova nacionalidade (perda
-
Conclusão ensino superior:
Estrangeiros vindo a residir no país antes da maiori-
dade;
Conclusão ensino superior instituição nacional;
Requisição nacionalidade até 01 ano formado.
-
Procedimento
Tem natureza administrativa uma vez que todo o pro-
cedimento ocorre no Ministério da Justiça até decisão final
do Presidente da República; a entrega, porém, é feita pela
Justiça Federal. Trata-se de ato ex nunc.
Extraordinária
mudança). Vale tanto para natos como naturalizados.
4) Quase naturalização
Segundo Nathália Masson, “o texto constitucional,
se houver reciprocidade em favor de brasileiros residen-
tes em Portugal, os portugueses que aqui residam terão
tratamento jurídico similar ao dispensado ao brasileiro
naturalizado, sem precisarem, para isso, de se submete-
rem a qualquer procedimento de naturalização. Como a
reciprocidade existe, os portugueses residentes na Re-
- Quinze anos de residência ininterrupta
- Ausência de condenação penal
pública Federativa do Brasil em caráter permanente po-
derão comparecer ao Ministério da Justiça, munidos de
documento que comprove a nacionalidade portuguesa,
- Requerimento de naturalização.
a
capacidade civil e a admissão na República Federativa
2) Diferença de tratamento (natos e naturalizados)
Vedação: nos termos do art. 5º, desdobrado no art.
12§2º da Constituição Federal. Exceções:
do Brasil em caráter permanente, para requerer a quase
nacionalidade”.
14

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

Capítulo IV Dos direitos políticos Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrá- gio
Capítulo IV
Dos direitos políticos
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrá-
gio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual
para todos, e, nos termos da lei, mediante:
dato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra
a influência do poder econômico ou o abuso do exercício
de função, cargo ou emprego na administração direta ou
indireta.
§
10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante
a
I - plebiscito;
II - referendo;
Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da di-
plomação, instruída a ação com provas de abuso do poder
econômico, corrupção ou fraude.
III - iniciativa popular.
§
11. A ação de impugnação de mandato tramitará em
§ 1º O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei,
se temerária ou de manifesta má-fé.
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja
perda ou suspensão só se dará nos casos de:
b) os maiores de setenta anos;
I
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
- cancelamento da naturalização por sentença transi-
tada em julgado;
§ 2º Não podem alistar-se como eleitores os estrangei-
II - incapacidade civil absoluta;
ros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os
conscritos.
III - condenação criminal transitada em julgado, en-
quanto durarem seus efeitos;
§ 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:
IV
- recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou
I - a nacionalidade brasileira;
prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
V
- improbidade administrativa, nos termos do art. 37,
III - o alistamento eleitoral;
§
4º.
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária;
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em
vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente
que ocorra até um ano da data de sua vigência.
Trata-se de prerrogativa do direito de nacionalidade.
da República e Senador;
É
assegurado a determinado grupo de pessoas chamados
b)
trinta anos para Governador e Vice-Governador de
de ciadãos. São os meios pelo qual o povo exerce sua so-
Estado e do Distrito Federal;
c)
vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado
berania, ou seja, a soberania popular. É a exteriorização da
vontade do povo na condução da coisa pública.
Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;
E
continua:
d)
dezoito anos para Vereador.
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de
Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver
sucedido ou substituído no curso dos mandatos poderão
“Cidadão, no direito brasileiro, é o indivíduo que seja
titular dos direitos políticos de votar e ser votado e suas
consequências. Nacionalidade é o conceito mais amplo do
que cidadania, e é pressuposto desta, uma vez que só o
titular da nacionalidade brasileiro poder ser cidadão”.
ser reeleitos para um único período subsequente.
§
6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da
1. Regime democrático
República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal
e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos
até seis meses antes do pleito.
-
Democracia direta: exercício do poder diretamente
pelo povo, sem intermediários.
-
Democracia representativa: povo elege seus repre-
§
7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titu-
sentantes.
lar, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o
segundo grau ou por adoção, do Presidente da República,
de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal,
de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis
meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato
-
Democracia participativa: sistema híbrido; parte exer-
cida diretamente pelo povo e parte pelos representantes
eleitos pelo povo.
Democracia direta (institutos)
eletivo e candidato à reeleição.
-
Plesbicito, referendo, participação popular e ação po-
8º O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes
condições:
§
pular.
Plesbicito e referendo: ambos são formas de consulta
I
- se contar menos de dez anos de serviço, deverá
afastar-se da atividade;
II
- se contar mais de dez anos de serviço, será agrega-
ao povo de matéria de extrema relevância (ex: sistema de
governo; desarmamento). O que os difere é o momento
em que essa consulta é feita.
do pela autoridade superior e, se eleito, passará automati-
camente, no ato da diplomação, para a inatividade.
-
Plesbicito (consulta prévia): primeiro ocorre a consul-
ta popular para só então ser tomada a decisão política. Ex:
§
9º Lei complementar estabelecerá outros casos de
sistema de governo.
inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de prote-
ger a probidade administrativa, a moralidade para o exer-
cício do mandato, considerada a vida pregressa do candi-
-
Referendo (consulta a posteriori): primeiro é tomada
a
decisão política para então ser levada a apreciação do
povo que poderá ratificar ou rejeitar. Ex: desarmamento.
15

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

- Iniciativa popular: apresentação de projeto de lei para - a Câmara dos Deputados, subscrito
-
Iniciativa popular: apresentação de projeto de lei para
-
a
Câmara dos Deputados, subscrito por no mínimo 1% do
Universal: direcionada a qualquer cidadão, sem discri-
minação de natureza econômica, social, racial.
eleitorado brasileiro, distribuídos por no mínimo 5 estados
com não menos de 0,3% dos eleitores de cada um deles.
-
-
Ação popular: Lei 4.717/65
Periódica: posto que o mandato é por prazo deter-
minado.
Eleitorado: conjunto de todos aqueles que detém o
Conceitos (Teoria Geral do Estado)
Cidadania: capacidade de possuir direitos políticos, vo-
tar e ser votado.
Sufrágio: direito de votar e ser votado.
Voto: modo pelo qual se exerce o sufrágio.
Escrutínio: modo pelo qual se exercita o voto.
direito ao sufrágio. A organização brasileira é da seguinte
forma:
-
Circunscrições eleitorais: nas eleições presidenciais a
circunscrição será o país; nas eleições federais e estaduais
a
circunscrição será o estado e nas municipais o próprio
município.
Zonas eleitorais: unidades territoriais de natureza ju-
risdicional sob a titularidade de um juiz de direito.
-
2. Classificação dos direitos políticos
Memorizar:
-
Seções eleitorais (de 300 a 400 eleitores)
Passiva (pressupostos para ser votado) – Palavra cha-
ve: elegibilidade
Condições de elegibilidade (capacidade de ser eleito)
-
2.1 Positivos (liberdade do cidadão participar ativa-
mente da vida pública)
Ativo: direito de votar, capacidade de ser eleitor, alis-
tabilidade.
Passivo: direito de ser votado, elegibilidade.
- Nacionalidade: brasileira
- Pleno exercício dos direitos políticos
- Alistamento eleitoral
-
-
Ativa (pressupostos para votar) – Palavra chave: alis-
Domicílio eleitoral na circunscrição (onde for concor-
rer ao mandato)
tabilidade (capacidade de ser eleitor).
- Filiação partidária
-
Alistamento eleitoral: qualificação e inscrição da pes-
- Idade Mínima:
soa como eleitor perante a Justiça Eleitoral (título de elei-
tor)
35
– Presidente, vice, senador.
30
– Governador e vice.
- Nacionalidade brasileira (excluídos os estrangeiros)
21
– Deputados estaduais e federais, prefeito e vice.
- Idade mínima de 16 anos
18
– Vereador.
Facultativo: entre 16 e 18 anos; acima de 70 anos.
Obrigatório: entre 18 e 70 anos.
-
Não ser conscrito (serviço militar obrigatório): o cons-
crito não poderá votar. E se por acaso o conscrito se en-
gajar no serviço miltar permanente? São obrigados a se
alistarem como eleitores
-
Soberania Popular: exercida pelo sufrágio universal e
pelo voto direto e secreto. É possível classificar a soberania
como: una, indivisível, inalienável e imprescritível.
2.2 Direitos políticos negativos
Podem ser definidas como as suspensões e/ou priva-
ções de direitos políticos. Atenção! Segundo Nathália Mas-
son, “importante, desde já, deixar firmado que a cassação
dos direitos políticos, consistente na retirada arbitrária dos
direitos, engendrada por perseguições ideológicas, tão tí-
picas dos períodos de hiato constitucional (antidemocráti-
cos), é vedada pela atual Constituição de 1988”.
-
Sufrágio: direito que o cidadão possui de participar
-
Inelegibilidade (Art. 14 §4º a 8º)
da organização política estatal. É a permissão para eleger
e/ou ser eleito. Sufrágio universal: “quando se outorga o
direito de votar a todos os nacionais de um país, sem res-
trições derivadas das condições de nascimento, de fortuna
Absolutas: impedimento eleitoral para qualquer cargo
eletivo, taxativamente previstas na CF/88.
Inalistável: se não pode ser eleitor, não pode se eleger
(estrangeiros e conscritos).
-
e
capacidade especial”.
-
Analfabeto: pode se alistar, mas não pode ser eleito.
-
Direito de voto e escrutínio: o voto é uma das formas
do exercício do sufrágio; é o instrumento pelo qual se exte-
rioriza sua vontade. Tem por características: direto, secreto,
Periódico e universal. No Brasil, tem por característica ser
personalíssimo e obrigatório. A obrigatoriedade do voto é
cláusula pétrea? Não, nos termos do art. 60 §4º II.
- Relativas: impedimento eleitoral para algum cargo
eletivo ou mandato, em função de situações em que se
encontre o cidadão candidato, previstas na CF/88 ou lei
complementar.
-
Em razão da função exercida:- Referente ao mesmo
cargo: - Chefes do executivo nas 03 esferas, não podem
-
Direto: o eleitor vota diretamente no candidato. Obs:
eleição indireta – possível. Vacância do cargo de presidente
ser eleitos para um terceiro mandato. (subsequente e su-
cessivo).
e
vice presidente nos dois últimos anos de mandato – elei-
ção realizada pelo Congresso nacional.
-
Referente a outro cargo (desincompatibilização).
- Prefeito profissional: cumpre dois mandatos, transfe-
-
Secreto: veda-se a publicidade do voto. Votação par-
re
seu domicílio para concorrer ao terceiro. Impossibilidade
lamentar: aberta. O sigilo do voto deverá ser assegurado e,
adotadas as seguintes providências:
tanto para o próprio município como para diverso.
-
Desincompatibilização: afastamento das funções por
- Isolamento em cabine indevassável
- Verificação documental e sua autenticidade
06 meses para concorrer a outros cargos. Ex: é deputado,
quer concorrer para prefeito.
- Urna que assegure a inviolabilidade.
-
Grau de parentesco.
16

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

Cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau. (presidente, governador e prefeito).
Cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o
segundo grau. (presidente, governador e prefeito).
-
I
- caráter nacional;
II - proibição de recebimento de recursos financeiros
- Conhecida como inelegibilidade reflexa, haja vista
incidir sobre terceiros, isto é, “refletir” em indivíduos em
razão do parentesco, da afinidade ou da condição de côn-
juge que possuem freme a um chefe do Poder Executivo.
de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação
a
estes;
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral;
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
- Candidato for militar.
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia
- Menos de 10 anos de atividade: afastamento definitivo.
Mais de 10 anos: afastamento temporário. Se eleito,
inatividade.
-
para definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre
escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes
e
provisórios e sobre sua organização e funcionamento e
- Outras inelegibilidades previstas pela LC 64/90
- Probidade administrativa
- Moralidade
para adotar os critérios de escolha e o regime de suas co-
ligações nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração
nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade de vincu-
- Normalidade e legitimidade das eleições.
lação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual,
distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer
3. Perda dos direitos políticos
Definitiva.
normas de disciplina e fidelidade partidária. (Parágrafo com
redação dada pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017)
- Cancelamento da naturalização
§
2º Os partidos políticos, após adquirirem personali-
- Recusa de cumprir obrigação imposta a maioria
- Perda da nacionalidade em razão de ter adquirido
outra.
dade jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus estatu-
tos no Tribunal Superior Eleitoral.
§
3º Somente terão direito a recursos do fundo parti-
dário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma da
4.
Suspensão dos direitos políticos
Temporária.
- Incapacidade civil absoluta
lei, os partidos políticos que alternativamente: (“Caput” do
parágrafo com redação dada pela Emenda Constitucional
nº 97, de 2017)
- Condenação criminal definitiva.
I
- obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Depu-
- Improbidade administrativa.
tados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos válidos,
- Exercício de direitos políticos em outro país. Pode vo-
tar em Portugal, suspende o direito de votar no Brasil.
5.
Das Eleições
Segundo José Afonso da Silva, “as eleições são pro-
cedimentos técnicos para a designação de pessoas para
um cargo (outras maneiras de designação são a sucessão, a
cooptação, a nomeação, a aclamação) ou para a formação de
assembleias. Eleger significa, geralmente, expressar uma pre-
ferência entre alternativas, realizar um ato formal de decisão”.
Reeleição: “possibilidade que a Constituição reconhece ao
titular de um mandato eletivo de pleitear sua própria eleição
para um mandato sucessivo ao que está desempenhando”.
Majoritário: “a representação, em dado território, cabe
ao candidato ou candidatos que obtiveram a maioria (ab-
distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Fe-
deração, com um mínimo de 2% (dois por cento) dos votos
válidos em cada uma delas; ou (Inciso acrescido pela Emen-
da Constitucional nº 97, de 2017)
II - tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Fe-
derais distribuídos em pelo menos um terço das unidades
da Federação. (Inciso acrescido pela Emenda Constitucio-
nal nº 97, de 2017)
§
4º É vedada a utilização pelos partidos políticos de
organização paramilitar.
§
5º Ao eleito por partido que não preencher os requi-
sitos previstos no § 3º deste artigo é assegurado o man-
soluta/relativa) dos votos. O Brasil consagra o sistema ma-
joritário por maioria absoluta (com dois turnos se preciso)
para a eleição de Presidenta e Vice-Presidente da Repúbli-
ca, de Governador e Vice-governador de estado e de Pre-
feito e Vice-Prefeito municipal e por maioria relativa para a
eleição de Senadores”.
Proporcional: utilizado para as eleições de deputados
federais, estaduais e para vereadores.
dato e facultada a filiação, sem perda do mandato, a outro
partido que os tenha atingido, não sendo essa filiação con-
siderada para fins de distribuição dos recursos do fundo
partidário e de acesso gratuito ao tempo de rádio e de te-
levisão. (Parágrafo acrescido pela Emenda Constitucional
nº 97, de 2017)
Instrumento indispensável no regime democrático por
ser responsável pela organização da vontade popular na
busca de realização de projetos comuns. Vale lembrar que
o
exercício da cidadania não se faz exclusivamente através
Capítulo V
Dos partidos políticos
de partidos políticos; no entanto, o exercício desse mister
quando estivermos diante da elegibilidade, a filiação parti-
dária se torna obrigatória – requisito indispensável.
Atualmente o Brasil tem 35 partidos políticos registra-
Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção
de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o
regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fun-
damentais da pessoa humana e observados os seguintes
preceitos:
dos no Tribunal Superior Eleitoral, sendo o PMDB o partido
mais antigo, registrado em 30/06/1981, seguido neste mes-
mo ano pelos Partidos PTB (03/11/81) e PDT (10/11/1981) e
o
partido político mais jovem é o PMB (Partido da Mulher
Brasileira) registrado em 29/09/2015.
17

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

Conceito A Professora Nathália Masson, destaca em sua obra conceito de Georg Jellinek, segundo o
Conceito
A
Professora Nathália Masson, destaca em sua obra
conceito de Georg Jellinek, segundo o qual os partidos po-
líticos podem ser definidos como “grupos políticos forma-
dos sob a influência de convicções comuns voltadas para
cercos fins políticos, que se esforçam para realizar”. Em re-
gra, esses grupos têm por base concepções políticas ou
interesses políticos comuns.
A
lei 9.096/95, também chamada de “Lei dos Partidos
Políticos” também tratou de conceituar os partidos polí-
ticos no Brasil. Nos termos do art. 1º desta lei, “o partido
político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a
assegurar, no interesse do regime democrático, a autenti-
cidade do sistema representativo e a defender os direitos
fundamentais definidos na Constituição Federal”.
Natureza Jurídica
Pessoa Jurídica de Direito Privado. Sua organização
está prevista no texto da Constituição Federal, lhes asse-
gurando autonomia, liberdade de criação, fusão, incorpo-
ração e extinção, além de resguardar a soberania nacional,
o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos
fundamentais. Essa pessoa jurídica deve ser registrada em
Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas e os estatutos do
partido registrados no TSE.
Título III
Da organização do estado
Capítulo I
Da organização político-administrativa
Art. 18. A organização político-administrativa da Repú-
blica Federativa do Brasil compreende a União, os Estados,
Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos
termos desta Constituição.
o
§ 1º Brasília é a Capital Federal.
§ 2º Os Territórios Federais integram a União, e sua
criação, transformação em Estado ou reintegração ao Esta-
do de origem serão reguladas em lei complementar.
§
3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdi-
vidir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou
formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante
aprovação da população diretamente interessada, através de
-
Requisitos a serem observados quando de sua cria-
plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.
ção. - Caráter Nacional: evitar partidos com projetos regio-
nais ou mesmo municipais.
§
4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmem-
-
Critério: 0,5% dos votos válidos nas últimas eleições
bramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro
do período determinado por Lei Complementar Federal, e
para a Câmara dos Deputados, distribuídos no mínimo en-
tre 1/3 dos estados-membros (9 estados) e, em cada esta-
do, 1/10 dos eleitores daquele estado.
- Proibição de recebimento de recursos financeiros de
entidades ou governos estrangeiros ou de subordinação
Vedado receber qualquer recurso de entidade ou go-
verno estrangeiro, pois o aceite poderia tornar o partido
subordinado a estes apoiadores. É uma forma indireta de
dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às po-
pulações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos
Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publica-
dos na forma da lei.
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Fe-
deral e aos Municípios:
I
- estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencio-
também proteger a soberania nacional.
ná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com
eles ou seus representantes relações de dependência ou
-
Prestação de constas à Justiça Eleitoral
Com o propósito de afastar o abuso do poder econô-
mico, tudo aquilo que for recebido deve ser apresentado
em forma de prestação de contas para a justiça eleitoral.
Esta prestação vem disciplinada pela lei 9.504/97 em seus
arts. 17 a 27.
Características dos Partidos Políticos
Autonomia: o Estado evitará intervir em qualquer parti-
do político, posto que os mesmos possuem liberdade para
definir sua estrutura, organização e funcionamento. Por
aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de inte-
resse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências
entre si.
Capítulo II
Da união
Art. 20. São bens da União:
esta razão as coligações eleitorais são possíveis.
Fidelidade Partidária: sua não observância acarreta a
- os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vie-
rem a ser atribuídos;
I
perda do mandato de Deputado Federal e de Senador se
estes trocarem de partido sem justa causa. Sobre a fideli-
dade partidária, importante consignar que:
II
- as terras devolutas indispensáveis à defesa das
A vaga do titular do mandato parlamentar pertence à
coligação e não ao partido político.
-
fronteiras, das fortificações e construções militares, das
vias federais de comunicação e à preservação ambiental,
definidas em lei;
III
- os lagos, rios e quaisquer correntes de água em
Reconhecida a justa causa, afastamento da perda do
mandato eletivo.
-
terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Es-
tado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam
território estrangeiro ou dele provenham, bem como os
terrenos marginais e as praias fluviais;
a
18
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com b)
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
IV
as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com
b)
os serviços e instalações de energia elétrica e o
outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as
costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de
Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço pú-
blico e a unidade ambiental federal, e as referidas no art.
26, II; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 46, de
aproveitamento energético dos cursos de água, em arti-
culação com os Estados onde se situam os potenciais hi-
droenergéticos;
c)
a navegação aérea, aeroespacial e a infra-estrutura
aeroportuária;
2005)
d)
os serviços de transporte ferroviário e aquaviário en-
V
- os recursos naturais da plataforma continental e da
zona econômica exclusiva;
tre portos brasileiros e fronteiras nacionais, ou que trans-
ponham os limites de Estado ou Território;
VI - o mar territorial;
e)
os serviços de transporte rodoviário interestadual e
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;
VIII - os potenciais de energia hidráulica;
internacional de passageiros;
f) os portos marítimos, fluviais e lacustres;
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
XIII
- organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministé-
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios ar-
queológicos e pré-históricos;
rio Público do Distrito Federal e dos Territórios e a Defen-
soria Pública dos Territórios;
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
XIV
- organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e
§ 1º É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao
o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem como
Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da
administração direta da União, participação no resultado
da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hí-
dricos para fins de geração de energia elétrica e de ou-
tros recursos minerais no respectivo território, plataforma
continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou
compensação financeira por essa exploração.
prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a exe-
cução de serviços públicos, por meio de fundo próprio;
XV - organizar e manter os serviços oficiais de estatís-
tica, geografia, geologia e cartografia de âmbito nacional;
XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de
diversões públicas e de programas de rádio e televisão;
XVII - conceder anistia;
§
2º A faixa de até cento e cinqüenta quilômetros de
XVIII - planejar e promover a defesa permanente con-
largura, ao longo das fronteiras terrestres, designada como
faixa de fronteira, é considerada fundamental para defesa
do território nacional, e sua ocupação e utilização serão
reguladas em lei.
Art. 21. Compete à União:
tra as calamidades públicas, especialmente as secas e as
inundações;
XIX
- instituir sistema nacional de gerenciamento de
I - manter relações com Estados estrangeiros e partici-
par de organizações internacionais;
recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos
de seu uso; XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento
urbano, inclusive habitação, saneamento básico e trans-
portes urbanos;
II - declarar a guerra e celebrar a paz;
XXI
- estabelecer princípios e diretrizes para o sistema
III - assegurar a defesa nacional;
nacional de viação;
IV - permitir, nos casos previstos em lei complementar,
XXII
- executar os serviços de polícia marítima, aero-
que forças estrangeiras transitem pelo território nacional
portuária e de fronteiras;
ou nele permaneçam temporariamente;
XXIII
- explorar os serviços e instalações nucleares de
V
- decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a
intervenção federal;
qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a
pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a
VI
- autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de
material bélico;
industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus
derivados, atendidos os seguintes princípios e condições:
VII
- emitir moeda;
a)
toda atividade nuclear em território nacional somen-
VIII - administrar as reservas cambiais do País e fiscali-
zar as operações de natureza financeira, especialmente as
de crédito, câmbio e capitalização, bem como as de segu-
ros e de previdência privada;
te será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação
do Congresso Nacional;
b)
sob regime de permissão, são autorizadas a comer-
IX
- elaborar e executar planos nacionais e regionais de
cialização e a utilização de radioisótopos para a pesquisa e
usos médicos, agrícolas e industriais;
ordenação do território e de desenvolvimento econômico
e social;
c)
sob regime de permissão, são autorizadas a produ-
ção, comercialização e utilização de radioisótopos de meia-
X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional;
-vida igual ou inferior a duas horas;
XI - explorar, diretamente ou mediante autorização,
d)
a responsabilidade civil por danos nucleares inde-
concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações,
nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos ser-
viços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos
institucionais;
pende da existência de culpa;
XXIV
- organizar, manter e executar a inspeção do tra-
balho;
XXV
- estabelecer as áreas e as condições para o exer-
XII
- explorar, diretamente ou mediante autorização,
concessão ou permissão:
cício da atividade de garimpagem, em forma associativa.
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e ima-
gens;
I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral,
agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;
19
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL II - desapropriação; III - proteger os documentos, as obras e
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
II - desapropriação;
III
- proteger os documentos, as obras e outros bens
III - requisições civis e militares, em caso de iminente
perigo e em tempo de guerra;
de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as
paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
IV
- águas, energia, informática, telecomunicações e
IV
- impedir a evasão, a destruição e a descaracteriza-
radiodifusão;
V - serviço postal;
ção de obras de arte e de outros bens de valor histórico,
artístico ou cultural;
VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garan-
V
- proporcionar os meios de acesso à cultura, à edu-
tias dos metais;
VII
- política de crédito, câmbio, seguros e transferên-
cação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação; (Re-
dação dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015)
cia de valores;
VI
- proteger o meio ambiente e combater a poluição
VIII
- comércio exterior e interestadual;
IX
- diretrizes da política nacional de transportes;
em qualquer de suas formas;
VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, ma-
rítima, aérea e aeroespacial;
VIII
- fomentar a produção agropecuária e organizar o
abastecimento alimentar;
XI
- trânsito e transporte;
IX
- promover programas de construção de moradias e a
XII
- jazidas, minas, outros recursos minerais e meta-
melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;
lurgia;
X
- combater as causas da pobreza e os fatores de mar-
XIII
- nacionalidade, cidadania e naturalização;
XIV
- populações indígenas;
ginalização, promovendo a integração social dos setores
desfavorecidos;
XV
- emigração e imigração, entrada, extradição e ex-
XI
- registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de
pulsão de estrangeiros;
XVI
- organização do sistema nacional de emprego e
direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e
minerais em seus territórios;
condições para o exercício de profissões;
XII
- estabelecer e implantar política de educação para
XVII
- organização judiciária, do Ministério Público do
Distrito Federal e dos Territórios e da Defensoria Pública
dos Territórios, bem como organização administrativa des-
tes;
XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de
geologia nacionais;
XIX
- sistemas de poupança, captação e garantia da
a segurança do trânsito.
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas
para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do de-
senvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Fe-
deral legislar concorrentemente sobre:
poupança popular;
XX - sistemas de consórcios e sorteios;
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômi-
co e urbanístico;
XXI - normas gerais de organização, efetivos, material
II
- orçamento;
bélico, garantias, convocação e mobilização das polícias
militares e corpos de bombeiros militares;
III
- juntas comerciais;
IV
- custas dos serviços forenses;
XXII
- competência da polícia federal e das polícias ro-
V
- produção e consumo;
doviária e ferroviária federais;
VI
- florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natu-
XXIII - seguridade social;
XXIV - diretrizes e bases da educação nacional;
reza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do
meio ambiente e controle da poluição;
XXV - registros públicos;
VII
- proteção ao patrimônio histórico, cultural, artísti-
XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza;
co, turístico e paisagístico;
XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em
todas as modalidades, para as administrações públicas di-
retas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distri-
to Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37,
XXI, e para as empresas públicas e sociedades de economia
mista, nos termos do art. 173, § 1°, III;
VIII
- responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao
consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético,
histórico, turístico e paisagístico;
IX
- educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tec-
nologia, pesquisa, desenvolvimento e inovação; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 85, de 2015)
XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa
marítima, defesa civil e mobilização nacional;
X
- criação, funcionamento e processo do juizado de
pequenas causas;
XXIX
- propaganda comercial.
XI - procedimentos em matéria processual;
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os
Estados a legislar sobre questões específicas das matérias
relacionadas neste artigo.
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios:
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde;
XIII - assistência jurídica e Defensoria pública;
XIV - proteção e integração social das pessoas porta-
doras de deficiência;
XV - proteção à infância e à juventude;
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das ins-
tituições democráticas e conservar o patrimônio público;
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das po-
lícias civis.
- cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e
garantia das pessoas portadoras de deficiência;
II
§
1º No âmbito da legislação concorrente, a compe-
tência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.
20

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

§ 2º A competência da União para legislar sobre nor- mas gerais não exclui a
§
2º A competência da União para legislar sobre nor-
mas gerais não exclui a competência suplementar dos Es-
tados.
§
3º Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Es-
tados exercerão a competência legislativa plena, para aten-
Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governa-
dor de Estado, para mandato de quatro anos, realizar-se-á
no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no
último domingo de outubro, em segundo turno, se hou-
ver, do ano anterior ao do término do mandato de seus
der a suas peculiaridades.
§
4º A superveniência de lei federal sobre normas ge-
rais suspende a eficácia da lei estadual, no que lhe for con-
trário.
antecessores, e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro do
ano subseqüente, observado, quanto ao mais, o disposto
no art. 77.
§
1º Perderá o mandato o Governador que assumir
outro cargo ou função na administração pública direta ou
Capítulo III
Dos estados federados
indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público
e
observado o disposto no art. 38, I, IV e V. (R
§
2º Os subsídios do Governador, do Vice-Governador
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas
Constituições e leis que adotarem, observados os princí-
pios desta Constituição.
e dos Secretários de Estado serão fixados por lei de iniciati-
va da Assembléia Legislativa, observado o que dispõem os
arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I.
1º São reservadas aos Estados as competências que
não lhes sejam vedadas por esta Constituição.
§
Capítulo IV
§
2º Cabe aos Estados explorar diretamente, ou me-
Dos municípios
diante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na
forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a
sua regulamentação.
§
3º Os Estados poderão, mediante lei complementar,
instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e
microrregiões, constituídas por agrupamentos de municí-
Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada
em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e
aprovada por dois terços dos membros da Câmara Muni-
cipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabe-
pios limítrofes, para integrar a organização, o planejamen-
to e a execução de funções públicas de interesse comum.
Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados:
lecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo
Estado e os seguintes preceitos:
I
- eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereado-
I
- as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes,
res, para mandato de quatro anos, mediante pleito direto e
simultâneo realizado em todo o País;
emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na for-
ma da lei, as decorrentes de obras da União;
II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que esti-
verem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da
União, Municípios ou terceiros;
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à
União;
II
- eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no
primeiro domingo de outubro do ano anterior ao término
do mandato dos que devam suceder, aplicadas as regras
do art. 77, no caso de Municípios com mais de duzentos
mil eleitores;
III
- posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de
janeiro do ano subseqüente ao da eleição;
IV - as terras devolutas não compreendidas entre as
da União.
Art. 27. O número de Deputados à Assembléia Legis-
IV
- para a composição das Câmaras Municipais, será
observado o limite máximo de:
a)
9 (nove) Vereadores, nos Municípios de até 15.000
lativa corresponderá ao triplo da representação do Estado
na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e
seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados
Federais acima de doze.
(quinze mil) habitantes;
b) 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais de
15.000
(quinze mil) habitantes e de até 30.000 (trinta mil)
habitantes;
§
1º Será de quatro anos o mandato dos Deputados
c)
13 (treze) Vereadores, nos Municípios com mais de
Estaduais, aplicando- sê-lhes as regras desta Constituição
sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades, remu-
neração, perda de mandato, licença, impedimentos e incor-
30.000
(trinta mil) habitantes e de até 50.000 (cinquenta
mil) habitantes;
poração às Forças Armadas.
d)
15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais de
§
2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado
50.000
(cinquenta mil) habitantes e de até 80.000 (oitenta
por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa, na razão de,
no máximo, setenta e cinco por cento daquele estabeleci-
mil) habitantes;
e)
17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de mais
do, em espécie, para os Deputados Federais, observado o
que dispõem os arts. 39, § 4º, 57, § 7º, 150, II, 153, III, e 153,
§ 2º, I.
de 80.000 (oitenta mil) habitantes e de até 120.000 (cento
e
vinte mil) habitantes;
f)
19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de mais
§
3º Compete às Assembléias Legislativas dispor sobre
seu regimento interno, polícia e serviços administrativos de
sua secretaria, e prover os respectivos cargos.
de 120.000 (cento e vinte mil) habitantes e de até 160.000
(cento sessenta mil) habitantes;
g)
21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais
4º A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo
legislativo estadual.
§
de 160.000 (cento e sessenta mil) habitantes e de até
300.000 (trezentos mil) habitantes;
21
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais VI
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
h)
23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais
VI
- o subsídio dos Vereadores será fixado pelas res-
de 300.000 (trezentos mil) habitantes e de até 450.000
(quatrocentos e cinquenta mil) habitantes;
pectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para a
subseqüente, observado o que dispõe esta Constituição,
i)
25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais
de 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes e de
até 600.000 (seiscentos mil) habitantes;
observados os critérios estabelecidos na respectiva Lei Or-
gânica e os seguintes limites máximos:
a)
em Municípios de até dez mil habitantes, o subsídio
j)
27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de mais
de 600.000 (seiscentos mil) habitantes e de até 750.000 (se-
tecentos cinquenta mil) habitantes;
máximo dos Vereadores corresponderá a vinte por cento
do subsídio dos Deputados Estaduais;
b)
em Municípios de dez mil e um a cinqüenta mil ha-
k)
29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais
bitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá
de 750.000 (setecentos e cinquenta mil) habitantes e de até
900.000 (novecentos mil) habitantes;
a
trinta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
c)
em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil ha-
l)
31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais
bitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá
de 900.000 (novecentos mil) habitantes e de até 1.050.000
(um milhão e cinquenta mil) habitantes;
m)33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais
de 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes e de
até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes;
a
quarenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
d)
em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habi-
tantes, o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a
cinqüenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
e)
em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos
n)
35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de
mais de 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes
mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores corres-
ponderá a sessenta por cento do subsídio dos Deputados
e
de até 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil)
Estaduais;
habitantes;
f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes,
o)
37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de
o
subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a seten-
1.350.000
(um milhão e trezentos e cinquenta mil) habitan-
ta e cinco por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
tes e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habi-
VII
- o total da despesa com a remuneração dos Ve-
tantes;
p)
39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de
readores não poderá ultrapassar o montante de cinco por
cento da receita do Município;
mais de 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes
VIII
- inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões,
e
de até 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes;
q)
41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de
mais de 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes
e
de até 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) habi-
tantes;
r)
43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de
mais de 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil) ha-
palavras e votos no exercício do mandato e na circunscri-
ção do Município;
IX - proibições e incompatibilidades, no exercício da
vereança, similares, no que couber, ao disposto nesta
Constituição para os membros do Congresso Nacional e
na Constituição do respectivo Estado para os membros da
Assembléia Legislativa;
bitantes e de até 3.000.000 (três milhões) de habitantes; (
X
- julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Jus-
s)
45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios
tiça; (
de mais de 3.000.000 (três milhões) de habitantes e de até
XI
- organização das funções legislativas e fiscalizado-
4.000.000
(quatro milhões) de habitantes;
ras da Câmara Municipal;
t)
47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de
XII
- cooperação das associações representativas no
mais de 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes e de até
planejamento municipal;
5.000.000
(cinco milhões) de habitantes;
XIII
- iniciativa popular de projetos de lei de interesse
u)
49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de
mais de 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes e de até
específico do Município, da cidade ou de bairros, através
de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do elei-
6.000.000
(seis milhões) de habitantes; (Incluída pela Emen-
torado;
da Constitucional nº 58, de 2009)
XIV
- perda do mandato do Prefeito, nos termos do art.
v)
51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios de
mais de 6.000.000 (seis milhões) de habitantes e de até
7.000.000
(sete milhões) de habitantes;
w)53 (cinquenta e três) Vereadores, nos Municípios de
mais de 7.000.000 (sete milhões) de habitantes e de até
28, parágrafo único.
Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Mu-
nicipal, incluídos os subsídios dos Vereadores e excluídos
os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os seguin-
tes percentuais, relativos ao somatório da receita tributária
8.000.000
(oito milhões) de habitantes; e
e
x)
55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos Municípios
das transferências previstas no § 5o do art. 153 e nos arts.
158 e 159, efetivamente realizado no exercício anterior:
de mais de 8.000.000 (oito milhões) de habitantes;
V - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Se-
cretários Municipais fixados por lei de iniciativa da Câmara
Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º,
150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
I - 7% (sete por cento) para Municípios com população
de até 100.000 (cem mil) habitantes;
II
- 6% (seis por cento) para Municípios com população
entre 100.000 (cem mil) e 300.000 (trezentos mil) habitan-
tes;
22

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

III - 5% (cinco por cento) para Municípios com popula- § 2º O parecer prévio,
III
- 5% (cinco por cento) para Municípios com popula-
§
2º O parecer prévio, emitido pelo órgão competente
ção entre 300.001 (trezentos mil e um) e 500.000 (quinhen-
tos mil) habitantes;
sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar, só
deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos mem-
IV
- 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento)
para Municípios com população entre 500.001 (quinhentos
mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habitantes;
bros da Câmara Municipal.
§ 3º As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta
dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte,
V
- 4% (quatro por cento) para Municípios com popu-
lação entre 3.000.001 (três milhões e um) e 8.000.000 (oito
milhões) de habitantes;
para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a
legitimidade, nos termos da lei.
§
VI
- 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) para
4º É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou ór-
gãos de Contas Municipais.
Municípios com população acima de 8.000.001 (oito mi-
lhões e um) habitantes.
§
1 o A Câmara Municipal não gastará mais de setenta
por cento de sua receita com folha de pagamento, incluído
Capítulo V
Do distrito federal e dos territórios
Seção I
Do distrito federal
o gasto com o subsídio de seus Vereadores.
§
2 o Constitui crime de responsabilidade do Prefeito
Municipal:
I - efetuar repasse que supere os limites definidos nes-
te artigo;
II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou
Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Mu-
nicípios, reger- se-á por lei orgânica, votada em dois turnos
com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois
terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos
os princípios estabelecidos nesta Constituição.
III
- enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na
1º Ao Distrito Federal são atribuídas as competências
legislativas reservadas aos Estados e Municípios.
§
Lei Orçamentária.
§
3 o Constitui crime de responsabilidade do Presidente
§
2º A eleição do Governador e do Vice-Governador,
da Câmara Municipal o desrespeito ao § 1o deste artigo.
Art. 30. Compete aos Municípios:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;
observadas as regras do art. 77, e dos Deputados Distritais
coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais,
para mandato de igual duração.
- suplementar a legislação federal e a estadual no
que couber;
II
§
3º Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa
aplica-se o disposto no art. 27.
III
- instituir e arrecadar os tributos de sua competên-
§
4º Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo
cia, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da obri-
gatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos
prazos fixados em lei;
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a
legislação estadual;
do Distrito Federal, das polícias civil e militar e do corpo de
bombeiros militar.
Seção II
Dos territórios
V
- organizar e prestar, diretamente ou sob regime de
concessão ou permissão, os serviços públicos de interes-
se local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter
essencial;
Art. 33. A lei disporá sobre a organização administrati-
va e judiciária dos Territórios.
§
1º Os Territórios poderão ser divididos em Municí-
VI
- manter, com a cooperação técnica e financeira da
União e do Estado, programas de educação infantil e de
ensino fundamental;
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da
pios, aos quais se aplicará, no que couber, o disposto no
Capítulo IV deste Título.
§
2º As contas do Governo do Território serão submeti-
União e do Estado, serviços de atendimento à saúde da
população;
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamen-
to territorial, mediante planejamento e controle do uso, do
parcelamento e da ocupação do solo urbano;
das ao Congresso Nacional, com parecer prévio do Tribunal
de Contas da União.
§
3º Nos Territórios Federais com mais de cem mil ha-
IX
- promover a proteção do patrimônio histórico-cul-
tural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora fe-
deral e estadual.
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo
bitantes, além do Governador nomeado na forma desta
Constituição, haverá órgãos judiciários de primeira e se-
gunda instância, membros do Ministério Público e defen-
sores públicos federais; a lei disporá sobre as eleições para
a Câmara Territorial e sua competência deliberativa.
Capítulo VI
Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e
Da intervenção
pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Mu-
nicipal, na forma da lei.
§
1º O controle externo da Câmara Municipal será exer-
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Dis-
trito Federal, exceto para:
cido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou
do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos
Municípios, onde houver.
I - manter a integridade nacional;
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da
Federação em outra;
23
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL III - pôr termo a grave comprometimento da ordem § 2º
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
III
- pôr termo a grave comprometimento da ordem
§
2º Se não estiver funcionando o Congresso Nacional
pública;
IV
- garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes
ou a Assembléia Legislativa, far-se-á convocação extraordi-
nária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas.
nas unidades da Federação;
§
3º Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV,
V
- reorganizar as finanças da unidade da Federação
que:
a)
suspender o pagamento da dívida fundada por mais
de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;
dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional ou pela
Assembléia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspender
a execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao
restabelecimento da normalidade.
b)
deixar de entregar aos Municípios receitas tributá-
§
4º Cessados os motivos da intervenção, as autorida-
rias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabe-
lecidos em lei;
des afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impe-
dimento legal.
VI
- prover a execução de lei federal, ordem ou decisão
judicial;
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios
constitucionais:
a)
forma republicana, sistema representativo e regime
Capítulo VII
Da administração pública
Seção I
Disposições gerais
democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta
e indireta.
e)
aplicação do mínimo exigido da receita resultante de
Art. 37. A administração pública direta e indireta de
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de lega-
lidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiên-
cia e, também, ao seguinte:
impostos estaduais, compreendida a proveniente de trans-
ferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e
nas ações e serviços públicos de saúde.
Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios,
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessí-
veis aos brasileiros que preencham os requisitos estabele-
cidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei;
II
- a investidura em cargo ou emprego público depen-
nem a União nos Municípios localizados em Território Fe-
deral, exceto quando:
de de aprovação prévia em concurso público de provas ou
de provas e títulos, de acordo com a natureza e a comple-
- deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por
dois anos consecutivos, a dívida fundada;
I
II
- não forem prestadas contas devidas, na forma da
xidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, res-
salvadas as nomeações para cargo em comissão declarado
em lei de livre nomeação e exoneração;
lei;
III
- o prazo de validade do concurso público será de
III
– não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita
até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período;
municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e
nas ações e serviços públicos de saúde;
IV
- durante o prazo improrrogável previsto no edital
IV
- o Tribunal de Justiça der provimento a representa-
ção para assegurar a observância de princípios indicados
na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei,
de ordem ou de decisão judicial.
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:
- no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legis-
lativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de
requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for
exercida contra o Poder Judiciário;
I
de convocação, aquele aprovado em concurso público de
provas ou de provas e títulos será convocado com priori-
dade sobre novos concursados para assumir cargo ou em-
prego, na carreira;
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente
por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em
comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira
nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em
lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e
assessoramento;
II
- no caso de desobediência a ordem ou decisão ju-
VI
- é garantido ao servidor público civil o direito à livre
diciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do Su-
perior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral;
III
- de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de
associação sindical;
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos
limites definidos em lei específica;
representação do Procurador-Geral da República, na hipó-
tese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de lei
federal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45,
de 2004)
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos
públicos para as pessoas portadoras de deficiência e defi-
nirá os critérios de sua admissão;
IX
- a lei estabelecerá os casos de contratação por tem-
IV
- (Revogado pela Emenda Constitucional nº 45, de
2004)
po determinado para atender a necessidade temporária de
excepcional interesse público;
§
1º O decreto de intervenção, que especificará a am-
X
- a remuneração dos servidores públicos e o subsídio
plitude, o prazo e as condições de execução e que, se cou-
ber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação
do Congresso Nacional ou da Assembléia Legislativa do
Estado, no prazo de vinte e quatro horas.
de que trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados
ou alterados por lei específica, observada a iniciativa priva-
tiva em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre
na mesma data e sem distinção de índices;
24

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de car- gos, funções e empregos
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de car-
gos, funções e empregos públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos de-
mais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra
espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou
não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer ou-
tra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em
espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, apli-
cando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Pre-
feito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal
do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio
dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder
Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal
de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco cen-
tésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Mi-
nistros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder
Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério
Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação,
as obras, serviços, compras e alienações serão contratados
mediante processo de licitação pública que assegure igual-
dade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas
que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as
condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual
somente permitirá as exigências de qualificação técnica e
econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das
obrigações.
XXII - as administrações tributárias da União, dos Esta-
dos, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essen-
ciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores
de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a
realização de suas atividades e atuarão de forma integrada,
inclusive com o compartilhamento de cadastros e de infor-
mações fiscais, na forma da lei ou convênio.
§
1º A publicidade dos atos, programas, obras, servi-
XII
- os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e
do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos
pelo Poder Executivo;
ços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter
educativo, informativo ou de orientação social, dela não
podendo constar nomes, símbolos ou imagens que carac-
terizem promoção pessoal de autoridades ou servidores
públicos.
§
2º A não observância do disposto nos incisos II e III
XIII
- é vedada a vinculação ou equiparação de quais-
quer espécies remuneratórias para o efeito de remunera-
ção de pessoal do serviço público;
implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade res-
ponsável, nos termos da lei.
§
3º A lei disciplinará as formas de participação do
XIV
- os acréscimos pecuniários percebidos por servi-
dor público não serão computados nem acumulados para
fins de concessão de acréscimos ulteriores;
usuário na administração pública direta e indireta, regulan-
do especialmente:
XV
- o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de
cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços
públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços
de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa
disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, §
4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
interna, da qualidade dos serviços; (II - o acesso dos usuá-
rios a registros administrativos e a informações sobre atos
de governo, observado o disposto no art. 5º, X e XXXIII;
III - a disciplina da representação contra o exercício
negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na
administração pública.
e
XVI
- é vedada a acumulação remunerada de cargos
públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horá-
rios, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou
§
4º Os atos de improbidade administrativa importa-
científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profis-
sionais de saúde, com profissões regulamentadas;
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos
rão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função
pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao
erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo
da ação penal cabível.
e
funções e abrange autarquias, fundações, empresas pú-
§
5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para
blicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e
sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo po-
der público;
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fis-
ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não,
que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas
ações de ressarcimento.
§
6º As pessoas jurídicas de direito público e as de di-
cais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdi-
ção, precedência sobre os demais setores administrativos,
na forma da lei;
XIX – somente por lei específica poderá ser criada au-
tarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de
sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei
complementar, neste último caso, definir as áreas de sua
reito privado prestadoras de serviços públicos responderão
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem
a
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o res-
ponsável nos casos de dolo ou culpa.
§
7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao
atuação;
ocupante de cargo ou emprego da administração direta e
indireta que possibilite o acesso a informações privilegia-
das.
XX
- depende de autorização legislativa, em cada caso,
a
criação de subsidiárias das entidades mencionadas no in-
ciso anterior, assim como a participação de qualquer delas
em empresa privada;
§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira
dos órgãos e entidades da administração direta e indireta
poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado en-
tre seus administradores e o poder público, que tenha por
25

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei
objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou
entidade, cabendo à lei dispor sobre: (Incluído pela Emen-
da Constitucional nº 19, de 1998)
§ 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos de-
mais componentes do sistema remuneratório observará:
I - o prazo de duração do contrato;
- a natureza, o grau de responsabilidade e a comple-
xidade dos cargos componentes de cada carreira;
I
II - os controles e critérios de avaliação de desempe-
II
- os requisitos para a investidura;
nho, direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes;
III - as peculiaridades dos cargos.
III - a remuneração do pessoal.”
§
2º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão
§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas
escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamen-
públicas e às sociedades de economia mista, e suas sub-
sidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados,
to
dos servidores públicos, constituindo-se a participação
nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira,
do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de
despesas de pessoal ou de custeio em geral.
facultada, para isso, a celebração de convênios ou contra-
tos entre os entes federados.
§
10. É vedada a percepção simultânea de proventos
§
3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo pú-
de aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42
e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função
pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta
Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão
declarados em lei de livre nomeação e exoneração.
blico o disposto no art. 7º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI,
XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer
requisitos diferenciados de admissão quando a natureza
do cargo o exigir.
§
4º O membro de Poder, o detentor de mandato ele-
§
11. Não serão computadas, para efeito dos limites re-
tivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e
muneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo,
as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.
Municipais serão remunerados exclusivamente por subsí-
dio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qual-
§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput
deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito Fede-
ral fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas
Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o subsídio
mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de
Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centé-
simos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Su-
premo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste
parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distri-
tais e dos Vereadores.
Art. 38. Ao servidor público da administração direta,
autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo,
aplicam-se as seguintes disposições:
quer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de re-
presentação ou outra espécie remuneratória, obedecido,
em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI.
§
5º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal
e
dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a
maior e a menor remuneração dos servidores públicos,
obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, XI.
§
6º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário pu-
blicarão anualmente os valores do subsídio e da remune-
ração dos cargos e empregos públicos.)
§
7º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orça-
mentários provenientes da economia com despesas cor-
I
- tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou
distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função;
rentes em cada órgão, autarquia e fundação, para apli-
cação no desenvolvimento de programas de qualidade
II
- investido no mandato de Prefeito, será afastado do
e
produtividade, treinamento e desenvolvimento, mo-
cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela
sua remuneração;
dernização, reaparelhamento e racionalização do serviço
III
- investido no mandato de Vereador, havendo com-
público, inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de
produtividade.
patibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu
cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração
do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será
aplicada a norma do inciso anterior;
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o
exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será
contado para todos os efeitos legais, exceto para promo-
§
8º A remuneração dos servidores públicos organi-
ção por merecimento;
V
- para efeito de benefício previdenciário, no caso de
zados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º.
Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regi-
me de previdência de caráter contributivo e solidário, me-
diante contribuição do respectivo ente público, dos ser-
vidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados
afastamento, os valores serão determinados como se no
exercício estivesse.
critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e
o
disposto neste artigo.
§
1º Os servidores abrangidos pelo regime de previ-
Seção II
Dos servidores públicos
dência de que trata este artigo serão aposentados, cal-
culados os seus proventos a partir dos valores fixados na
forma dos §§ 3º e 17:
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Mu-
nicípios instituirão conselho de política de administração e
remuneração de pessoal, integrado por servidores desig-
nados pelos respectivos Poderes.
I
- por invalidez permanente, sendo os proventos
proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se de-
corrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou
doença grave, contagiosa ou incurável, na forma da lei;
26

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

II - compulsoriamente, com proventos proporcionais § 9º O tempo de contribuição federal, estadual ou
II
- compulsoriamente, com proventos proporcionais
§
9º O tempo de contribuição federal, estadual ou
ao tempo de contribuição, aos 70 (setenta) anos de idade,
ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei
complementar;
municipal será contado para efeito de aposentadoria e o
tempo de serviço correspondente para efeito de disponi-
bilidade.
III
- voluntariamente, desde que cumprido tempo mí-
§
10 A lei não poderá estabelecer qualquer forma de
nimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e
cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentado-
ria, observadas as seguintes condições:
a)
sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribui-
ção, se homem, e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta
de contribuição, se mulher;
contagem de tempo de contribuição fictício.
§ 11 Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total
dos proventos de inatividade, inclusive quando decorren-
tes da acumulação de cargos ou empregos públicos, bem
como de outras atividades sujeitas a contribuição para o
regime geral de previdência social, e ao montante resultan-
b)
sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessen-
te
da adição de proventos de inatividade com remuneração
ta anos de idade, se mulher, com proventos proporcionais
ao tempo de contribuição.
§
2º Os proventos de aposentadoria e as pensões, por
de cargo acumulável na forma desta Constituição, cargo
em comissão declarado em lei de livre nomeação e exone-
ração, e de cargo eletivo.
ocasião de sua concessão, não poderão exceder a remu-
neração do respectivo servidor, no cargo efetivo em que
se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a
§
12 Além do disposto neste artigo, o regime de pre-
vidência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo
concessão da pensão.
observará, no que couber, os requisitos e critérios fixados
para o regime geral de previdência social.
§
3º Para o cálculo dos proventos de aposentadoria,
§
13 Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo
por ocasião da sua concessão, serão consideradas as re-
munerações utilizadas como base para as contribuições do
em comissão declarado em lei de livre nomeação e exone-
ração bem como de outro cargo temporário ou de empre-
servidor aos regimes de previdência de que tratam este ar-
tigo e o art. 201, na forma da lei.
go público, aplica-se o regime geral de previdência social.
§
14 A União, os Estados, o Distrito Federal e os Muni-
§
4º É vedada a adoção de requisitos e critérios dife-
renciados para a concessão de aposentadoria aos abran-
gidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados,
nos termos definidos em leis complementares, os casos de
servidores:
I - portadores de deficiência;
cípios, desde que instituam regime de previdência comple-
mentar para os seus respectivos servidores titulares de car-
go efetivo, poderão fixar, para o valor das aposentadorias e
pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este
artigo, o limite máximo estabelecido para os benefícios do
regime geral de previdência social de que trata o art. 201.
II - que exerçam atividades de risco;
§
15. O regime de previdência complementar de que
III - cujas atividades sejam exercidas sob condições es-
trata o § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo
peciais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.
§
5º Os requisitos de idade e de tempo de contribuição
serão reduzidos em cinco anos, em relação ao disposto no
1º, III, “a”, para o professor que comprove exclusivamente
tempo de efetivo exercício das funções de magistério na
§
Poder Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus
parágrafos, no que couber, por intermédio de entidades fe-
chadas de previdência complementar, de natureza pública,
que oferecerão aos respectivos participantes planos de be-
nefícios somente na modalidade de contribuição definida.
educação infantil e no ensino fundamental e médio.
§
16 Somente mediante sua prévia e expressa opção,
§
6º Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos
o
disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor
cargos acumuláveis na forma desta Constituição, é vedada
que tiver ingressado no serviço público até a data da publi-
a
percepção de mais de uma aposentadoria à conta do re-
gime de previdência previsto neste artigo.
cação do ato de instituição do correspondente regime de
previdência complementar.
§
7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de
§
17.Todos os valores de remuneração considerados
pensão por morte, que será igual:
para o cálculo do benefício previsto no § 3° serão devida-
I - ao valor da totalidade dos proventos do servidor fa-
mente atualizados, na forma da lei.
lecido, até o limite máximo estabelecido para os benefícios
do regime geral de previdência social de que trata o art.
201, acrescido de setenta por cento da parcela excedente a
este limite, caso aposentado à data do óbito; ou
§
18. Incidirá contribuição sobre os proventos de apo-
sentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata
este artigo que superem o limite máximo estabelecido para
os benefícios do regime geral de previdência social de que
II
- ao valor da totalidade da remuneração do servidor
no cargo efetivo em que se deu o falecimento, até o limite
trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido para
os servidores titulares de cargos efetivos.
máximo estabelecido para os benefícios do regime geral
§
19. O servidor de que trata este artigo que tenha
de previdência social de que trata o art. 201, acrescido de
setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso
em atividade na data do óbito.
completado as exigências para aposentadoria voluntária
estabelecidas no § 1º, III, a, e que opte por permanecer em
§
8º É assegurado o reajustamento dos benefícios para
preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, con-
forme critérios estabelecidos em lei.
atividade fará jus a um abono de permanência equivalente
ao valor da sua contribuição previdenciária até completar
as exigências para aposentadoria compulsória contidas no
§
1º, II.
27
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL § 20. Fica vedada a existência de mais de um regime
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
§
20. Fica vedada a existência de mais de um regime
próprio de previdência social para os servidores titulares de
Federalismo pelo CF/88
É o primeiro princípio da CF/88. Trata-se, inclusive, de
cargos efetivos, e de mais de uma unidade gestora do res-
pectivo regime em cada ente estatal, ressalvado o disposto
no art. 142, § 3º, X.
cláusula pétrea. Compreende a seguinte divisão: União, es-
tados-membros, Distrito Federal e municípios.
-
União: “União é o ente central da federação, possui
§
21. A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidi-
total autonomia em relação às demais entidades federadas
rá apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria
e
concentra um grande volume de atribuições administra-
e
de pensão que superem o dobro do limite máximo esta-
belecido para os benefícios do regime geral de previdência
social de que trata o art. 201 desta Constituição, quando o
beneficiário, na forma da lei, for portador de doença inca-
pacitante.
Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício
os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo
em virtude de concurso público.
tivas, legislativas e tributárias enunciadas ao longo do texto
constitucional”. Presença de duas personalidades: ambas
representadas pelo Pres. da República: a primeira como
chefe de Estado e a segunda como chefe de governo. Tra-
ta-se de um ente autônomo e central.
União ≠ Federação: união é a congregação dos esta-
dos-membros. Federação é a reunião dos entes federados,
leia-se, união, estados-membros, municípios e DF.
§
1º O servidor público estável só perderá o cargo:
-
Estados-membros: resultado da descentralização do
I
- em virtude de sentença judicial transitada em jul-
gado;
poder político; são partes autônomas do Estado Federal.
Podem ter sua própria constituição, desde que analisados
II
- mediante processo administrativo em que lhe seja
assegurada ampla defesa;
III - mediante procedimento de avaliação periódica de
desempenho, na forma de lei complementar, assegurada
ampla defesa.
os limites traçados pelo texto da lei maior. Cada estado-
-membro tem competência para estruturar seus poderes
sem interferência federal. A saber:
-
Legislativo: art. 27 / - Executivo: art. 28 / - Judiciário:
art. 125
§
2º Invalidada por sentença judicial a demissão do ser-
-
Municípios: passaram a integrar a estrutura da fe-
vidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante
da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem
direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou pos-
to em disponibilidade com remuneração proporcional ao
tempo de serviço.
deração com a CF/88 que lhes garantiu plena autonomia.
Alguns pontos merecem análise no tocante a participação
dos municípios na estrutura da federação. O primeiro ponto
é
que nenhuma federação fez esse tipo de inclusão; o segun-
§
3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade,
do ponto é a ausência de participação nacional, uma vez que
vereadores não participam das assembleias legislativas. Por
o servidor estável ficará em disponibilidade, com remune-
ração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado
aproveitamento em outro cargo.
fim, caso afrontem a indissolubilidade do pacto federativo,
não poderão sofrer intervenção federal, apenas estadual.
-
Forma de organização: Lei Orgânica – votada em dois
§
4º Como condição para a aquisição da estabilidade,
é
obrigatória a avaliação especial de desempenho por co-
missão instituída para essa finalidade.
turnos com interstício de 10 dias com aprovação de 2/3 da
Câmara Municipal. O legislativo, composto por vereadores,
tem a quantidade prevista na CF/88. A faixa de habitantes
no município corresponderá ao número de vereadores.
Introdução
-
Distrito Federal: local no qual os órgãos do Poder
-
Princípio Federativo: descentralização do poder. Uma
ordem jurídica central e outras ordens jurídicas parciais, de
forma que a primeira abarca todos os indivíduos que se
encontrem no território do Estado Nacional, e as outras,
os sujeitos que se achem na circunscrição dos entes fede-
rados.
Federal possam se estabelecer e apresentar as diretrizes
governamentais ora pertinentes a toda a federação, ora
relacionadas somente à União. É um ente federativo au-
tônomo, com capacidade de auto-organização. Possui
atribuições legislativas (tanto de estado-membro como de
município) e judiciárias.
-
Territórios federais: antes da CF/88 eram assemelhados
Estado Federado
-
Segundo Jellinek, citado por Nathália Masson, fede-
aos estados-membros. Com a novel constituição os antigos
territórios se tornaram estados-membros (Roraima e Amapá).
ralismo por ser entendido como a unidade na pluralidade.
a reunião, feita por uma constituição, de entidades políti-
cas autônomas unidas por um vínculo indissolúvel.
É
Atualmente não existem territórios; mas, se criados fossem, não
passaram de unidades descentralizadas de administração.
-
Formação de novos estados-membros e municípios
-
Inadmissibilidade do direito à secessão
Características
-
Formação de novos estados-membros (possibilida-
- Descentralização no exercício do poder político;
des):
- Auto-organização
- Auto-governo
Requisitos para incorporação, subdivisão ou desmem-
bramento:
- Auto-administração
-
Consulta a população interessada (plebiscito): tanto
- Indissolubilidade do vínculo federativo;
- Rigidez Constitucional;
- Existência de um Tribunal Constitucional
da população da área desmembrada como da área rema-
nescente. Somente a manifestação da maioria permitirá
que o processo dê sequência;
28

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

- Oitiva assembleias legislativas envolvidas (parecer Obs: dos incisos I ao V do art. 21
-
Oitiva assembleias legislativas envolvidas (parecer
Obs: dos incisos I ao V do art. 21 apresentam-se as
opinativo – não vincula o CN): fornecimento de detalha-
mento técnico;
competências pelas quais a União representa o Estado bra-
sileiro internacionalmente. Exemplo:
Aprovação do Congresso Nacional expedindo-se Lei
complementar;
-
- Manter relações com Estados estrangeiros.
- Assegurar a defesa nacional.
-
Formação de novos municípios (possibilidades):
- Declarar guerra e celebrar a paz.
Edição de lei complementar federal fixando o período
em que poderá ocorrer a mudança;
-
Outros destaques (segundo Nathália Masson) das
competências mais importantes:
Aprovação de Lei ordinária apresentando a viabilida-
de municipal;
-
Inciso I – União representa a República Federativa no
-
Consulta a população interessada (plebiscito), não
podendo ser substituída por outra espécie de consulta;
- Aprovação de lei ordinária estadual.
- Vedações Constitucionais
Estabelecer cultos religiosos ou embaraçar o funcio-
namento de igrejas.
-
Entes federados não podem adotar oficialmente uma
religião.
-
-
Repartição de competências
Trata-se de elemento fundamental do federalismo. A
descentralização propõe que cada ente federado pode dis-
ciplinar determinados comandos e, por conta disso, neces-
sária a repartição de competências. A temática se alicerça
ao princípio da preponderância dos interesses.
-
Técnicas de Repartição
Sistema Americano: (modelo adotado no Brasil) – pre-
vê competências taxativas da União e os remanescentes ao
estado; como nossos municípios também são entes autô-
nomos, estes também recebem atribuições.
Sistema canadense: a atribuição taxativa fica voltada
aos estados, reservados aqueles da União.
Sistema indiano: enumeração exaustiva de atribuições
para todos os entes da federação. Constituição robusta,
prolixa ao extremo. Muitos artigos.
Técnicas de efetivação
Brasil na esfera internacional. Porém, União e RFB são pes-
soas jurídicas distintas. A primeira, de direito público inter-
no; a segunda, de direito público externo.
Inciso X – compete a União a manutenção do serviço
postal e correio aéreo nacional.
Inciso XI – disciplinar e prestar serviços de telecomu-
nicação.
Inciso XII “a” – obrigatoriedade de irradiação da voz
do Brasil.
Competências privativas (art. 22): se tratam de temas
em que a União irá legislar. Os incisos iniciam sempre com
substantivos. Ao contrário das exclusivas, estas podem ser
delegáveis, inclusive com autorização expressa no art. 22,
parágrafo único. Importante aduzir que essa modalidade
de competência pode ser transferida e não cedida pela
União; é possível aos estados-membros legislarem sobre
temas dentre os assuntos principais de competência da
União, sempre que a estes forem feitas delegações.
Exemplo:
-
Estado do Maranhão edita lei estadual dando priori-
dade no andamento processual em litígios que apresente
mulher vítima de violência doméstica. Referida lei foi de-
clarada inconstitucional por vício formal, já que invadida
competência privativa da União.
-
Estado do Paraná editou lei que obrigava empresas
-
Repartição horizontal: Constituição Federal delega a
comerciantes de GLP a pesarem os botijões na frente do
consumidor e abater eventual irregularidade. Referida lei
cada ente atribuições que lhe sejam próprias, particulares.
Distribui, portanto, a cada um, o que é seu; a cada entida-
de, matéria específica de sua competência. (competências
privativas e exclusivas)
julgada inconstitucional pelo STF, por vício formal, já que
compete privativamente a União legislar sobre recursos
energéticos.
-
Estado de Santa Catarina teve lei estadual declarada
-
Repartição vertical: distribuição de competências
exercidas em conjunto. (competências comuns e concor-
rentes).
-
Das competências
inconstitucional, pois proibia veiculação de propaganda de
medicamentos. Como a competência para legislar sobre
propaganda comercial é privativa da União, não poderia
ter o estado-membro legislado.
As competências podem ser divididas em duas espé-
cies. São as chamadas competências não legislativas (são
competências políticas e administrativas) e as legislativas
- Requisitos para delegação:
- Formal: apenas a União pode efetuar a delegação por
meio de lei complementar.
(autorização para legislar). A saber, em formato esquema-
tizado:
-
Material: a delegação não será voltada para legislar
sobre toda a matéria, mas sim alguns temas afetos ao tema.
- Da união:- exclusivas: art. 21
-
Implícito: a delegação não pode privilegiar um ou ou-
- privativas: art. 22 (cunho legislativo)
comuns: art. 23 (dispostas para todos os entes da fe-
deração)
-
-
concorrentes: art. 24
Competências exclusivas (art. 21) dão a ideia da neces-
sidade de fazer algo (organizar/administrar). Estão todas
organizadas em verbos. Por serem indelegáveis (intransfe-
ríveis), devem ser necessariamente prestadas pela União.
Ex: “organizar”, “manter”, “emitir”, “conceder”.
tro ente da federação; a delegação deverá ser para todos
– princípio da isonomia.
Competências comuns (art. 23) serão cumpridas pela
União e demais entes federados. São atribuições exercita-
das por todos os entes concomitantemente; podem ser in-
tituladas “cumulativas”, uma vez que não há limites prévios
estipulados para o cumprimento delas, isto é, a atuação de
um ente não inviabiliza ou restringe a atuação dos demais.
Por conta de serem comuns, ideal que se faça pelo legis-
29

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

lativo federal a normatização das matérias que podem ser alvo de conflitos entre os entes.
lativo federal a normatização das matérias que podem ser
alvo de conflitos entre os entes. Em havendo o conflito,
- Tributária (art. 156).
- Competência do Distrito Federal: este ente da federa-
STF irá analisar mediante os critérios de preponderância
dos interesses.
Exemplos:
o
ção acumula competências voltadas aos estados-membros
e
aos municípios, posto que não é apenas reconhecido
Zelar pela guarda da Constituição e das leis, das insti-
tuições democráticas e patrimônio público.
-
como estado ou como município. Ao ente serão atribuídas
as competências legislativas reservadas aos Estados e Mu-
-
Cuidar da saúde, da assistência pública.
Proteger documentos, obras e outros bens de valor
histórico.
-
nicípios (art. 32, § 1°, CF/88) e a competência tributária dos
Municípios (art. 147 CF/88).
Competências (Nathália Masson)
(i) editar sua própria Lei Orgânica;
(ii)
exercer a competência legislativa remanescente (e
- Proteger o meio ambiente e combater a poluição.
as
eventuais enumeradas) dos Estados-membros;
- Preservar as florestas, fauna, flora.
(iii)
exercer a eventual competência legislativa delega-
Competência concorrente (art. 24) – verificação explíci-
ta do chamado federalismo de cooperação (marble cake):
da pela União;
(iv)
exercer a competência legislativa concorrente-su-
verifica-se para a União competências legislativas concor-
rentes, pertencentes ao ente em estudo em concorrência
com os Estados-membros e o Distrito Federal. Ao contrário
plementar (complementar e supletiva) com os Estados-
-membros;
(vi)
exercer a competência legislativa enumerada dos
das “comuns” que são cumulativas, a competência concor-
rente é “não cumulativa”, pois existem limitações expressas
Municípios; e
(vii)
exercer a competência legislativa suplementar dos
à
atuação dos entes, ou seja, as tarefas são previamente
Municípios.
definidas.
A União deverá fazer a normatização geral e os esta-
dos-membros fazer a sua complementação (competência
complementar), adequando-a a sua realidade. Se a União
não fizer, os estados poderão fazer (competência suple-
mentar). Caso o estado-membro tenha feito pela inércia da
União e esta depois resolva fazer, prevalecerá a norma da
união pela superveniência da norma geral federal; isso não
significa que a lei estadual será revogada, mas sim suspen-
sa a sua eficácia no que for contrária a lei federal.
Exemplos:
-
Legislar sobre florestas, caça, pesca, fauna, conserva-
ção da natureza. Em âmbito federal presente a Lei dos Cri-
mes ambientais (Lei 9605/98) e no âmbito estadual, como
no Rio Grande do Sul, lei dispondo sobre essa temática.
-
Dos estados-membros
Competem aos estados-membros e DF as atribuições
que não são reservadas, posto que vedadas à União. Con-
forme doutrina, trata-se de uma atuação bastante esvazia-
Do poder executivo
Seção I
Do presidente e do vice-presidente da república
da em virtude da existência diversas atribuições já previstas
para a União.
Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente
da República, auxiliado pelos Ministros de Estado.
Art. 77. A eleição do Presidente e do Vice-Presidente
-
Matérias exclusivas (art. 25§1º) são as matérias rema-
nescentes; aquelas não enumeradas pelo art. 21 e/ou de
interesse local.
- Legislativas privativas: poderão legislar sobre maté-
rias que não tenham sido previstos nem para a União nem
para os municípios, ou que sejam vedadas pela CF/88.
da República realizar-se-á, simultaneamente, no primeiro
domingo de outubro, em primeiro turno, e no último do-
mingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano
anterior ao do término do mandato presidencial vigente.
1º A eleição do Presidente da República importará a
do Vice-Presidente com ele registrado.
§
-
Atenção! Competência legislativa tributária expressa:
§
2º Será considerado eleito Presidente o candidato
art. 155. Tratam-se dos impostos com possibilidade de re-
gulamentação pelos estados-membros e DF
Municípios
que, registrado por partido político, obtiver a maioria ab-
soluta de votos, não computados os em branco e os nulos.
§
3º Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta
Competência não legislativa: - Comum (art.23)
-
Exclusiva (art. 30 III a IX)
Competência legislativa: - Elaborar Lei Orgânica (art. 29
caput)
- Legislar assunto de interesse local (art. 30 I)
- Suplementar (art. 30 II)
na primeira votação, far-se-á nova eleição em até vinte
dias após a proclamação do resultado, concorrendo os dois
candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele
que obtiver a maioria dos votos válidos.
§ 4º Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer mor-
te, desistência ou impedimento legal de candidato, convo-
- Elaborar plano diretor (art. 182 §1º)
car-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.
30

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

§ 5º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, rema- b) extinção de funções ou cargos
§
5º Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, rema-
b) extinção de funções ou cargos públicos, quando va-
nescer, em segundo lugar, mais de um candidato com a
mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.
Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República
tomarão posse em sessão do Congresso Nacional, prestan-
do o compromisso de manter, defender e cumprir a Cons-
tituição, observar as leis, promover o bem geral do povo
gos; VII - manter relações com Estados estrangeiros e acre-
ditar seus representantes diplomáticos;
VIII
- celebrar tratados, convenções e atos internacio-
nais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional;
IX
- decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independên-
cia do Brasil.
Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada
para a posse, o Presidente ou o Vice-Presidente, salvo mo-
tivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será
declarado vago.
Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedi-
mento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além
de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei com-
plementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele con-
vocado para missões especiais.
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do
Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão
sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o
Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal
e o do Supremo Tribunal Federal.
Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presi-
dente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de
aberta a última vaga.
X - decretar e executar a intervenção federal;
XI
- remeter mensagem e plano de governo ao Con-
gresso Nacional por ocasião da abertura da sessão legisla-
tiva, expondo a situação do País e solicitando as providên-
cias que julgar necessárias;
XII
- conceder indulto e comutar penas, com audiência,
se necessário, dos órgãos instituídos em lei;
XIII
- exercer o comando supremo das Forças Arma-
das, nomear os Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica, promover seus oficiais-generais e nomeá-los
para os cargos que lhes são privativos;
XIV
- nomear, após aprovação pelo Senado Federal,
os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais
Superiores, os Governadores de Territórios, o Procurador-
-Geral da República, o presidente e os diretores do Banco
Central e outros servidores, quando determinado em lei;
XV
- nomear, observado o disposto no art. 73, os Mi-
nistros do Tribunal de Contas da União;
XVI
- nomear os magistrados, nos casos previstos nesta
Constituição, e o Advogado-Geral da União;
§
1º Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do
XVII
- nomear membros do Conselho da República, nos
período presidencial, a eleição para ambos os cargos será
termos do art. 89, VII;
feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Na-
cional, na forma da lei.
XVIII
- convocar e presidir o Conselho da República e o
Conselho de Defesa Nacional;
§
2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão comple-
XIX
- declarar guerra, no caso de agressão estrangeira,
tar o período de seus antecessores.
Art. 82. O mandato do Presidente da República é de
quatro anos e terá início em primeiro de janeiro do ano
seguinte ao da sua eleição.
Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República
não poderão, sem licença do Congresso Nacional, ausen-
tar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena
de perda do cargo.
autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por
ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas,
e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente,
a mobilização nacional;
XX
- celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do
Congresso Nacional;
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;
XXII
- permitir, nos casos previstos em lei complemen-
Seção II
Das atribuições do presidente da república
tar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacio-
nal ou nele permaneçam temporariamente;
XXIII
- enviar ao Congresso Nacional o plano pluria-
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da Re-
pública:
nual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as pro-
postas de orçamento previstas nesta Constituição;
XXIV
- prestar, anualmente, ao Congresso Nacional,
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;
dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislati-
- exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a
direção superior da administração federal;
II
va, as contas referentes ao exercício anterior;
XXV
- prover e extinguir os cargos públicos federais, na
III
- iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos
forma da lei;
previstos nesta Constituição;
XXVI
- editar medidas provisórias com força de lei, nos
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem
como expedir decretos e regulamentos para sua fiel exe-
cução;
termos do art. 62;
XXVII
- exercer outras atribuições previstas nesta Cons-
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
VI – dispor, mediante decreto, sobre:
a) organização e funcionamento da administração fe-
deral, quando não implicar aumento de despesa nem cria-
ção ou extinção de órgãos públicos;
tituição.
Parágrafo único. O Presidente da República poderá de-
legar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV,
primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-
-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que
observarão os limites traçados nas respectivas delegações.
31

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

Seção III Da responsabilidade do presidente da república Art. 88. A lei disporá sobre a
Seção III
Da responsabilidade do presidente da república
Art. 88. A lei disporá sobre a criação e extinção de Mi-
nistérios e órgãos da administração pública.
Função: administrar a coisa pública, por meio de aros
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Pre-
sidente da República que atentem contra a Constituição
Federal e, especialmente, contra:
de chefia de Estado, chefia de Governo e da administração.
A
saber:
I - a existência da União;
- Chefia de Estado: representação internacional do
país, demonstração de soberania.
II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judi-
ciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais
das unidades da Federação;
Chefia de Governo: organiza a vida política interna do
Estado com vistas a efetivar políticas públicas.
-
-
Chefia da administração: prestação de serviços úteis
III
- o exercício dos direitos políticos, individuais e so-
à
população.
ciais;
Atribuições:
IV
- a segurança interna do País;
-
Função Típica: administração da coisa pública. Exercí-
V
- a probidade na administração;
cio da chefia de estado, de governo e administração.
VI
- a lei orçamentária;
- Função atípica
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
- Legislativa: editar Medida Provisória e Leis Delegadas.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei
Jurisdicional: dirimir o contencioso administrativo.
Sistemas de governo: presidencialismo e parlamenta-
rismo.
-
especial, que estabelecerá as normas de processo e julga-
mento.
Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da
República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será
ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal
Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado
Federal, nos crimes de responsabilidade.
§ 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções:
Poder Executivo – CF/88 (características)
- Unipessoal (monocrático)
- Auxílio por ministros de estado (nato / naturalizado
exceto ministro de Estado da Defesa; idade: mínimo 21)
- nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia
ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal;
I
- nos crimes de responsabilidade, após a instauração
do processo pelo Senado Federal.
II
§
2º Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o
Atribuições (art.87):I - exercer a orientação, coordena-
ção e supervisão dos órgãos e entidades da administração
federal na área de sua competência e referendar os atos e
decretos assinados pelo Presidente da República;
II - expedir instruções para a execução das leis, decre-
tos e regulamentos;
julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento
III
- apresentar ao Presidente da República relatório
do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do
processo.
anual de sua gestão no Ministério;
IV
- praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe
§
3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória,
nas infrações comuns, o Presidente da República não esta-
rá sujeito a prisão.
§
4º O Presidente da República, na vigência de seu
mandato, não pode ser responsabilizado por atos estra-
nhos ao exercício de suas funções.
forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da Repú-
blica.
Obs: decreto presidencial sem referendo do ministro
da respectiva pasta. Teoria dominante: referenda ministe-
rial não é uma obrigação.
Crimes praticados:
Seção IV
Dos ministros de estado
- Comuns: regra STF (art. 102 I, c)
- Crimes de responsabilidade: regra art. 102 I, C, se
Art. 87. Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre
brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos
direitos políticos.
Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de
outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei:
cometido com o Pres. República ou Vice, julgamento pelo
Senado Federal (art. 52 I)
Vice Presidente da República: art. 79 parágrafo único
(segue os mesmos requisitos do Presidente).
-
- Eleição e mandato
I
- exercer a orientação, coordenação e supervisão dos
- Nacionalidade originária
órgãos e entidades da administração federal na área de
- Alistamento Eleitoral
sua competência e referendar os atos e decretos assinados
pelo Presidente da República;
- Exercício pleno dos direitos políticos
- Filiação partidária
- expedir instruções para a execução das leis, decre-
tos e regulamentos;
II
- Idade mínima de 35 anos (comprovadas na data da
posse – Lei 9504/97 art. 11§2º)
III
- apresentar ao Presidente da República relatório
-
Não incidência de alguma causa de inelegibilidade
anual de sua gestão no Ministério;
IV
- praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe
forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da Repú-
blica.
(art. 14 §§ 4º ao 9º)
Posse: 01º de janeiro subsequente as eleições. Sessão
do Congresso Nacional – prestar juramento e compromis-
so de manter, defender e cumprir a CF.
32
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL Não comparecimento do PR e Vice: após 10 dias, cargo declarado
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
Não comparecimento do PR e Vice: após 10 dias, cargo
declarado vago, salvo motivo justificado. Declarado vago,
convocação pelo Congresso Nacional de novas eleições di-
retas. Comparecendo o vice, assume interinamente se por
motivo justificado ou definitivo se imotivado.
Regras do quociente eleitoral e quociente partidário
(colorido partidário – poder legislativo)
-
chefia da administração federal: no cumprimento
dessa outra tarefa devem ser agrupadas, segundo José
Afonso da Silva, as “ matérias previstas no are. 84, II, VI, XVI,
segunda parce (nomeação do Advogado-Geral da União,
órgão do Poder Executivo), XXlV (também é em cerco sen-
tido aro de adminiscração) e XXV.
-
Quociente eleitoral = Nº votos válidos ÷ nº cadeiras
a preencher
-
Quociente partidário = Nº de votos obtidos pelo par-
tido ÷ quociente eleitoral
Segundo Nathália Masson, serão chamados a compor
Capítulo I
Do poder legislativo
Seção I
Do congresso nacional
o
Poder Legislativo os candidatos individualmente mais
votados do partido (ou da coligação) até o limite do quo-
ciente partidário. Em outras palavras: se o partido (ou co-
ligação partidária) obteve um número total de votos que
corresponda a quatro vezes o quociente eleitoral, terá um
quociente partidário equivalente a quatro, o que significa
que ele terá conquistado quatro vagas na Casa Legislativa,
Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso
Nacional, que se compõe da Câmara dos Deputados e do
Senado Federal.
Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de
quatro anos.
que serão ocupadas, sucessivamente, pelos quatro candi-
datos mais votados do partido (ou da coligação partidária).
Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de repre-
sentantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional, em
cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal.
§
1º O número total de Deputados, bem como a repre-
-
Impossibilidade de exercício do cargo: vacância (im-
sentação por Estado e pelo Distrito Federal, será estabeleci-
possibilidade de exercer o cargo definitivamente) e impe-
do por lei complementar, proporcionalmente à população,
dimento (ausência temporária).
- Substituição nos demais entes
- Estados: impedimento simultâneo do Governador e
procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às
eleições, para que nenhuma daquelas unidades da Fede-
ração tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.
do
Vice, ou quando há vacância de ambos os cargos, cha-
§
2º Cada Território elegerá quatro Deputados.
mamento sucessivo do Presidente da Assembleia Legislati-
Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representan-
va
e do Presidente do Tribunal de Justiça local.
-
Municípios: o impedimento simultâneo do Prefeito e
tes dos Estados e do Distrito Federal, eleitos segundo o
princípio majoritário.
do
Vice, ou quando há vacância de ambos os cargos, exi-
§
giria o chamamento do Presidente da Câmara Municipal.
Como este também pode estar impossibilitado, convém
1º Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Se-
nadores, com mandato de oito anos.
§
2º A representação de cada Estado e do Distrito Fe-
que a Lei Orgânica do Município inclua, na sequência, o
Vice-Presidente da Câmara Municipal. Nunca o Presidente
deral será renovada de quatro em quatro anos, alternada-
mente, por um e dois terços.
do
TJ, pois este em âmbito estadual e inexistente judiciário
§
3º Cada Senador será eleito com dois suplentes.
local para essa substituição.
Atribuições do Presidente da República (art. 84 – divi-
sões feitas pela Profª Natália Masson)
-
Chefia de Estado: art. 84, VII, VIII, XVIII, 2ª parte (con-
vocar e presidir o Conselho de Defesa Nacional), XIV (ape-
-
Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário,
as deliberações de cada Casa e de suas comissões serão to-
madas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta
de seus membros.
nas
no que se refere à nomeação de Minisrros do Supremo
Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, por ser função
Seção II
Das atribuições do congresso nacional
de
magistratura suprema), XV (nomeação de um terço dos
membros do TCU - órgão não executivo - nomeação su-
jeita ao controle do Senado, por isso ato nem da chefia do
Governo, nem da chefia da Administração), XVI, 1 ª parte
(nomeação de magisrrados: TRF, TRT, TRE, órgão de outro
Poder), XlX, XX, XXl, e XX.
Art. 48. Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do
Presidente da República, não exigida esta para o especifi-
cado nos arts. 49, 51 e 52, dispor sobre todas as matérias
de competência da União, especialmente sobre:
I
- sistema tributário, arrecadação e distribuição de
-
Chefia de Governo: no are. 84, l , l l l, IV, V, IX, X, Xl,
rendas;
XlI
(“conceder anistia e comucar pena” é arribuição de ma-
II
- plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orça-
gistratura suprema da Nação, sempre encarnada no Chefe
de
Escado, mas a Consticuição autorizou sua delegação,
mento anual, operações de crédito, dívida pública e emis-
sões de curso forçado;
o que a desqualifica para mera função de Governo), Xlll,
III
- fixação e modificação do efetivo das Forças Arma-
XlV
(menos quanto á nomear membros do conselho da Re-
das;
pública, não aro de mera chefia da Administração porque
alguns são eleitos pelo Senado e pela Câmara de Depura-
IV
- planos e programas nacionais, regionais e setoriais
de desenvolvimento;
dos), XVIII, primeira parce (convocar e presidir o Conselho
V
- limites do território nacional, espaço aéreo e marí-
da
República), XXlII, XXlV e XXVII.
timo e bens do domínio da União;
33
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de XIII - escolher dois
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL
VI
- incorporação, subdivisão ou desmembramento de
XIII
- escolher dois terços dos membros do Tribunal de
áreas de Territórios ou Estados, ouvidas as respectivas As-
Contas da União;
sembléias Legislativas;
XIV
- aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes
VII
- transferência temporária da sede do Governo Fe-
a atividades nucleares;
deral;
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;
VIII
- concessão de anistia;
XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o
IX
- organização administrativa, judiciária, do Ministé-
aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra
rio Público e da Defensoria Pública da União e dos Terri-
tórios e organização judiciária e do Ministério Público do
Distrito Federal;
de riquezas minerais;
XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão
X
– criação, transformação e extinção de cargos, em-
pregos e funções públicas, observado o que estabelece o
art. 84, VI, b;
XI
– criação e extinção de Ministérios e órgãos da ad-
ministração pública;
XII
- telecomunicações e radiodifusão;
XIII - matéria financeira, cambial e monetária, institui-
ções financeiras e suas operações;
de terras públicas com área superior a dois mil e quinhen-
tos hectares.
Art. 50. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal,
ou qualquer de suas Comissões, poderão convocar Minis-
tro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente
subordinados à Presidência da República para prestarem,
pessoalmente, informações sobre assunto previamente
determinado, importando crime de responsabilidade a au-
sência sem justificação adequada.
XIV
- moeda, seus limites de emissão, e montante da
§
1º Os Ministros de Estado poderão comparecer ao
dívida mobiliária federal.
Senado Federal, à Câmara dos Deputados ou a qualquer
XV
- fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tri-
bunal Federal, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º;
150, II; 153, III; e 153, § 2º, I.
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Na-
cional:
de suas comissões, por sua iniciativa e mediante entendi-
mentos com a Mesa respectiva, para expor assunto de re-
levância de seu Ministério.
§
2º As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou
atos internacionais que acarretem encargos ou compro-
missos gravosos ao patrimônio nacional;
II
- autorizar o Presidente da República a declarar
Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informa-
ção a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas refe-
ridas no caput deste artigo, importando em crime de res-
ponsabilidade a recusa, ou o não atendimento, no prazo de
trinta dias, bem como a prestação de informações falsas.
guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangei-
ras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam
temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei
complementar;
Seção III
Da câmara dos deputados
III
- autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da Re-
pública a se ausentarem do País, quando a ausência exce-
der a quinze dias;
Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Depu-
tados:
I
- autorizar, por dois terços de seus membros, a ins-
IV
- aprovar o estado de defesa e a intervenção fede-
ral, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma
dessas medidas;
tauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presi-
dente da República e os Ministros de Estado;
II
- proceder à tomada de contas do Presidente da Re-
V
- sustar os atos normativos do Poder Executivo que
pública, quando não apresentadas ao Congresso Nacional
exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de dele-
gação legislativa;
dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa;
III - elaborar seu regimento interno;
VI
- mudar temporariamente sua sede;
IV – dispor sobre sua organização, funcionamento, po-
VII
- fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais
lícia, criação, transformação ou extinção dos cargos, em-
e os Senadores, observado o que dispõem os arts. 37, XI,
39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
VIII
– fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presiden-
pregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de lei para
fixação da respectiva remuneração, observados os parâme-
tros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;
te da República e dos Ministros de Estado, observado o que
dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
V
- eleger membros do Conselho da República, nos ter-
mos do art. 89, VII.
IX
- julgar anualmente as contas prestadas pelo Presi-
dente da República e apreciar os relatórios sobre a execu-
ção dos planos de governo;
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer
Seção IV
Do senado federal
de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da
administração indireta;
Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:
I
- processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente
XI
- zelar pela preservação de sua competência legis-
lativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes;
XII
- apreciar os atos de concessão e renovação de con-
cessão de emissoras de rádio e televisão;
da República nos crimes de responsabilidade, bem como
os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza
conexos com aqueles;
34

NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL

II - processar e julgar os Ministros do Supremo Tribu- nal Federal, os membros do
II
- processar e julgar os Ministros do Supremo Tribu-
nal Federal, os membros do Conselho Nacional de Justiça
Seção V
Dos deputados e dos senadores
e
do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procura-
dor-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos
crimes de responsabilidade;
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil
e
III
- aprovar previamente, por voto secreto, após argui-
penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e
votos.
ção pública, a escolha de:
§
1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do
a)
magistrados, nos casos estabelecidos nesta Consti-
tuição;
diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supre-
mo Tribunal Federal.
b)
Ministros do Tribunal de Contas da União indicados
§
2º Desde a expedição do diploma, os membros do
pelo Presidente da República;
c) Governador de Território;
Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em fla-
grante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão
d) presidente e diretores do Banco Central;
e) Procurador-Geral da República;
f) titulares de outros cargos que a lei determinar;
remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva,
para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva
sobre a prisão.
IV
- aprovar previamente, por voto secreto, após ar-
§
3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Depu-
guição em sessão secreta, a escolha dos chefes de missão
diplomática de caráter permanente;
V - autorizar operações externas de natureza financei-
ra, de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal,
dos Territórios e dos Municípios;
VI - fixar, por proposta do Presidente da República, li-
mites globais para o montante da dívida consolidada da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
tado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo
Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por
iniciativa de partido político nela representado e pelo voto
da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final,
sustar o andamento da ação.
§
4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa
respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias
do seu recebimento pela Mesa Diretora.
VII
- dispor sobre limites globais e condições para as
operações de crédito externo e interno da União, dos Esta-
5º A sustação do processo suspende a prescrição, en-
quanto durar o mandato.
§
dos, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas autarquias
§
6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a
e
demais entidades controladas pelo poder público federal;
VIII
- dispor sobre limites e condições para a concessão
testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em
razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que
de garantia da União em operações de crédito externo e
lhes confiaram ou deles receberam informações.
interno;
§
7º A incorporação às Forças Armadas de Deputados
IX
- estabelecer limites globais e condições para o
e
Senadores, embora militares e ainda que em tempo de
montante da dívida mobiliária dos Estados, do Distrito Fe-
deral e dos Municípios;
guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva.
§
8º As imunidades de Deputados ou Senadores sub-
X
- suspender a execução, no todo ou em parte, de lei
declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supre-
mo Tribunal Federal;
sistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspen-
sas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa
respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do
XI
- aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto,
a
exoneração, de ofício, do Procurador-Geral da República
antes do término de seu mandato;
Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a exe-
cução da medida.
Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:
XII - elaborar seu regimento interno;
I - des