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ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CADERNO DE EXERCÍCIOS

DIREITO PENAL

CPIV

2º PERÍODO 2019

TEMAS

01 Homicídio I. 1) Considerações gerais: definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do
delito. Homicídio privilegiado e qualificado. Tipicidade objetiva e subjetiva. 2) Aspectos controvertidos. 3)
Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

02 Homicídio II. 1) Homicídio culposo: a estrutura típica. O crime culposo majorado. A vítima menor de 14
anos. 2) O perdão judicial. 3) Aspectos controvertidos. 4) Concurso de crimes. 5) Pena e ação penal.

03 Induzimento, Instigação ou Auxílio ao Suicídio. O Infanticídio. 1) Considerações gerais: definição e


evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva. 2) Aspectos
controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

04 Aborto. 1) Considerações gerais: definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito.
Tipicidade objetiva e subjetiva. 2) Espécies de aborto: o auto-aborto, o aborto consensual e o aborto
provocado sem o consentimento da gestante. 3) Aspectos controvertidos. 4) Forma qualificada de aborto:
crime preterintencional. Discussão sobre a admissibilidade da tentativa. 5) Concurso de crimes. 6) Pena e
ação penal.

05 Lesão Corporal. 1) Considerações gerais: definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos
do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva da lesão corporal simples e da lesão corporal grave e gravíssima.
2) O problema da tentativa na lesão corporal. 3) Lesão corporal seguida de morte: tipicidade objetiva e
subjetiva. 4) A participação no crime preterdoloso. O excesso nos meios e o excesso nos fins. 5) Hipóteses
de diminuição e substituição de pena (artigo 129, §§ 4º e 5º do Código Penal). 6) Aspectos controvertidos.
7) Concurso de crimes. 8) Pena e ação penal.

06 Da Periclitação da Vida e da Saúde I. 1) Considerações gerais: a) Definição de perigo. Teorias; b) A


subsidiariedade em relação aos crimes de dano. Bem jurídico tutelado; c) Diferença entre crimes de perigo
abstrato e concreto; d) Diferença entre crimes de perigo individual e crimes de perigo comum; e) O
elemento subjetivo nos crimes de perigo individual. 2) Crimes de perigo individual (artigos 130 a 132 do
CP): sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva. 3) Aspectos controvertidos. 4) Concurso de crimes.
5) Pena e ação penal.

07 Da Periclitação da Vida e da Saúde II. O crime de rixa. 1) Crimes de perigo individual (artigos 133 a 136
do CP): sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de
crimes. 4) Pena e ação penal. 5) O crime de rixa: a) Considerações gerais; b) Definição e evolução
histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; c) Aspectos
controvertidos.

08 Crimes contra a Honra I (Calúnia). 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Bem
jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) A exceção da verdade; c) A calúnia
no Código Eleitoral e na Lei de Segurança Nacional. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes.

09 Crimes contra a Honra II (Difamação). 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Bem
jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) A exceção da verdade; c)
Semelhanças e diferenças entre a calúnia e a difamação; d) A difamação no Código Eleitoral e na Lei de
Segurança Nacional. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes.

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

10 Crimes contra a Honra III (Injúria). 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica do crime
de injúria. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidades objetiva e subjetiva; b) A injúria real; c)
Semelhanças e diferenças com os outros crimes contra a honra; d) Disposições comuns e hipóteses de
exclusão do crime. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal nos crimes
contra a honra.

11 Crimes contra a Liberdade Individual I (Constrangimento ilegal, ameaça e Tráfico de Pessoas). 1)


Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica; b) Conceito de liberdade pessoal e individual. Bem
jurídico tutelado; c) Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva. Dos crimes de constrangimento ilegal
e ameaça. Diferenças. d) Alterações trazidas pela Lei n.º 13.334/16 ao crime de Tráfico de Pessoas. 2)
Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

12 Crimes contra a Liberdade Individual II (Sequestro, cárcere privado, redução à condição análoga à de
escravo e situações equiparadas - Lei 10.803/03). 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução
histórica. Bem jurídico tutelado; b) Sujeitos do delito; c) Tipicidade objetiva e subjetiva dos crimes de
seqüestro, cárcere privado, redução à condição análoga à de escravo e equiparados. Diferenças. 2)
Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal. 5) Crimes contra a inviolabilidade
do domicílio, da correspondência e dos segredos: a) Considerações gerais: definição e evolução histórica.
Conceito de domicílio. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) Aspectos
controvertidos; c) Concurso de crimes; d) Pena e ação penal.

13 Furto I. 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Conceito de patrimônio; b) Bem


jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva do furto simples; c) O furto agravado; d)
O furto privilegiado; e) O furto de energia. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e
ação penal.

14 Furto II. 1) O furto qualificado: a) Tipicidade objetiva e subjetiva; b) Espécies; c) O furto de coisa comum.
2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

15 Roubo I. 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do
delito. Tipicidade objetiva e subjetiva do roubo próprio. Formas de violência; b) Tipicidade objetiva e
subjetiva do roubo impróprio. A controvérsia quanto à possibilidade da tentativa. 2) Aspectos
controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

16 Roubo II. 1) O roubo circunstanciado. Espécies. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4)


Pena e ação penal.

17 Roubo qualificado (lesão corporal grave e morte). Latrocínio. 1) Considerações gerais: a) Definição e
evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) A tentativa
nestas modalidades de crime complexo. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e
ação penal.

18 Extorsão, Extorsão Mediante Seqüestro e Extorsão Indireta. 1) Considerações gerais: a) Definição e


evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva dos crimes de
extorsão e extorsão mediante seqüestro; b) Diferença entre roubo e extorsão; c) A Lei 8.072/90. 2) A
extorsão indireta. 3) Aspectos controvertidos. 4) Concurso de crimes. 5) Pena e ação penal.

19 Apropriação Indébita. 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado.
Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) Diferença entre apropriação indébita e furto qualificado
pelo abuso de confiança; c) Diferença entre apropriação indébita e estelionato. 2) As outras espécies de
apropriação indébita: a) Apropriação indébita previdenciária; b) Apropriação de coisa havida por erro, caso
fortuito ou força da natureza; c) Apropriação de tesouro; d) Apropriação indébita de coisa achada; e)
Apropriação indébita qualificada; f) Apropriação indébita privilegiada. 3) Aspectos controvertidos. 4)
Concurso de crimes. 5) Pena e ação penal.

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

20 Estelionato. 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos
do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) Diferença entre o estelionato e o furto qualificado pela fraude;
c) Diferença entre o estelionato e a apropriação indébita; d) Crimes previstos no artigo 171, § 2º, do CP; e)
As outras espécies de fraude. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

21 Receptação, Receptação de animal e Disposições Gerais. 1) Considerações gerais: a) Definição e


evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva. Autonomia da
receptação; b) Espécies de receptação. 2) Aspectos controvertidos. 3) Imunidades materiais (as escusas
absolutórias). 4) Imunidades formais. 5) Concurso de crimes. 6) Pena e ação penal.

Tema 01:

Homicídio I. 1) Considerações gerais: definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do
delito. Homicídio privilegiado e qualificado. Tipicidade objetiva e subjetiva. 2) Aspectos controvertidos. 3)
Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

01ª QUESTÃO:

CAIO vai ao supermercado comprar mantimentos para um churrasco e, ao retornar para o estacionamento
do estabelecimento comercial, percebe que sua esposa MÉRCIA está beijando a boca de TÍCIO, deficiente
físico, numa demonstração clara de que tem um relacionamento extraconjugal. Enlouquecido com esta
visão, CAIO pega o álcool que havia comprado e derrama em TÍCIO, riscando a seguir um fósforo. O fogo
logo se alastra queimando a vítima que, não suportando a gravidade dos ferimentos, acaba falecendo.
Pergunta-se:
a) Qual a conduta típica praticada por CAIO?
b) É possível haver homicídio qualificado e privilegiado?
c) O crime é hediondo?
d) Se o fogo se alastrasse e causasse danos ao estabelecimento comercial, a situação se modificaria?
e) Poderia CAIO alegar legítima defesa da honra?
f) Se ao invés de fogo, CAIO tivesse utilizado veneno, haveria a qualificadora do homicídio?
g) Se CAIO tivesse levado TÍCIO para um local e o torturasse até a morte, teria praticado o crime da Lei
9.455/97?
h) Se CAIO já soubesse do relacionamento amoroso e tivesse planejado a morte de TÍCIO porque sabia
que ele era testemunha importante contra ele, CAIO, num processo que respondia por furto de automóvel,
a situação se alteraria?

02ª QUESTÃO:
GLAUCIANO e DANIEL, por motivo de vingança, mediante a utilização de arma de fogo, levaram
ANDERSON para o interior de uma residência, e após pendurá-lo de cabeça para baixo, agredi-lo diversas
vezes na sua região genital, dispararam contra ANDERSON projéteis de arma de fogo.
Acreditando que ANDERSON estava morto, GLAUCIANO e DANIEL o abandonaram no local.
Tão logo os meliantes se retiraram do local do crime, a vítima recebeu pronto atendimento médico
especializado e no hospital para onde foi encaminhada.
GLAUCIANO e DANIEL, ao tomarem conhecimento de que ANDERSON havia sobrevivido, invadiram as
dependências do hospital, renderam e constrangeram duas enfermeiras, obrigando-as a conduzi-los até o
quarto onde ANDERSON estava internado.
Ato contínuo, DANIEL desferiu disparos de arma de fogo contra ANDERSON e seu irmão, EDSON, que o
acompanhava na internação, causando-lhes ferimentos que ocasionaram a morte de ambos.
GLAUCIANO ficou durante todo esse tempo nos corredores do hospital, dando cobertura à ação criminosa
do executor direto.
Diante dos fatos narrados, tipifique, de forma fundamentada, as condutas praticadas por GLAUCIANO e
DANIEL.

Tema 02:

Homicídio II. 1) Homicídio culposo: a estrutura típica. O crime culposo majorado. A vítima menor de 14
anos. 2) O perdão judicial. 3) Aspectos controvertidos. 4) Concurso de crimes. 5) Pena e ação penal.

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

01ª QUESTÃO:
No dia 29.05.2011, JOSÉ, na qualidade de funcionário da CELPE, concessionária de distribuição de
energia elétrica, após inúmeras reclamações da comunidade, compareceu na Rua Tancredo Neves,
Piedade, a fim de verificar a alegada fragilidade em um fio elétrico existente no local.
Após a verificação, JOSÉ não constatou qualquer problema na fiação existente.
Ocorre que, no dia 30/07/2011, JUNIOR estava passando pela referida rua quando um fio de alta tensão
verificado por JOSÉ se rompeu, chocou-se ao corpo de JUNIOR, matando-o de choque elétrico.
Tipifique, de forma fundamentada, a conduta de JOSÉ.

02ª QUESTÃO:
CAIO resolveu limpar sua arma de fogo no horário de seu seriado preferido da televisão. Distraído com a
programação televisiva, não prestou a devida atenção no manejo da arma e acabou efetuando um disparo
de arma de fogo, que atingiu seu filho de 13 anos, que com ele assistia ao programa, matando-o.
Assustado, embora o filho ainda estivesse com vida, resolveu não socorrê-lo, porque não gostava de ver
sangue.
Pergunta-se:
a) Qual o crime praticado por CAIO? É cabível o perdão judicial?
b) E se ele não tivesse percebido que tinha atingido o filho, mas tivesse suposto que um cachorro é que
fora atingido, alteraria a capitulação?
c) E se o projétil tivesse atingido um estranho que andava naquela rua, matando-o e, além disso, tivesse
ricocheteado em tal estranho e viesse a atingir a perna de CAIO, deixando-o paraplégico?
d) E se, além do filho, o mesmo projétil tivesse atingido também o estranho que passava na rua, matando-
o?

Tema 03:

Induzimento, Instigação ou Auxílio ao Suicídio. O Infanticídio. 1) Considerações gerais: definição e


evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva. 2) Aspectos
controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

01ª QUESTÃO:

O Ministério Público denunciou TONY pela prática da conduta descrita no artigo 122, parágrafo único, II, do
Código Penal (induzimento ao suicídio de vítima menor) com dolo eventual, alegando os seguintes fatos: o
acusado, integrante de poderosa família da cidade de Três Rios, em meados de 2004, passou a se
relacionar sexualmente com a vítima ÍRIS, filha de um casal de empregados domésticos, ainda menor com
a idade de 14 anos, vindo a engravidá-la e a viver maritalmente com a moça.
Desde o início a convivência foi conturbada, pois o acusado submetia a jovem às mais infamantes
humilhações, inclusive espancamentos em via pública e outras agressões injustas e caprichosas, muitas
vezes na presença dos filhos, que na data do fato já eram três.
As sevícias eram quase diárias por parte do sádico companheiro de ÍRIS, de modo que o mundo foi
perdendo o sentido para a pobre menina que, diante da desgraçada vida que levava, optou pelo auto-
extermínio.
No interrogatório, o acusado admite que efetivamente tornou a vida da vítima um martírio e que, em várias
ocasiões, ÍRIS tentou deixá-lo, voltando a residir com os pais. Porém TONY, com sua força de persuasão
sobre a humilde família e pessoa da vítima, a fazia retornar para casa.
Asseverou em seguida o réu que, de fato, desumana e reiteradamente, infligia maus-tratos excessivos em
sua mulher, com o objetivo de mantê-la fiel e de poder continuar a dominá-la, coisa que, segundo afirmou,
"era impossível nos dias de hoje, em face do comportamento das mulheres modernas".
Diante do exposto, o MP denunciou TONY nos termos acima descritos para uma Vara Criminal do Tribunal
do Júri, alegando que o denunciado, com seu comportamento, assumiu o risco da produção do resultado,
qual seja, o suicídio da menor ÍRIS.
O processo tramitou normalmente, chegando na fase de pronúncia.
Se fosse você o Juiz, como decidiria?

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

02ª QUESTÃO:

CÁSSIA deu à luz um menino, em parto originariamente programado para ser normal, mas que em razão
de complicações havidas, acabou por se estabelecer como cesariana. Mãe e filho permaneceram
internados, diante dos problemas havidos como derivação das complicações ocorrentes no parto.
Assim, e tendo decorrido uma semana desde que o recém-nascido veio ao mundo, CÁSSIA, ao receber a
visita no hospital de um outro filho seu, menor, JOSUÉ, com dois anos de idade, ainda experimentando
uma condição depressiva pós-parto e aproveitando-se da desatenção de outras pessoas, veio a matar, por
sufocamento, este último, JOSUÉ. Para tanto, foi auxiliada por uma outra mulher, MARIA, que estava ali
internada em circunstâncias análogas.
a) Qual a capitulação correta do fato? Existe limitação precisa quanto à vítima de um crime de infanticídio
ser necessariamente um recém-nascido?
b) O período de tempo decorrido desde o parto até a ação punível impossibilitou a caracterização do crime
de infanticídio? Qual o limite admissível para se interpretar a expressão "logo após o parto"?
c) Como responderá MARIA por sua participação nos fatos?
d) Admite-se o infanticídio honoris causa?

Tema 04:

Aborto. 1) Considerações gerais: definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito.
Tipicidade objetiva e subjetiva. 2) Espécies de aborto: o auto-aborto, o aborto consensual e o aborto
provocado sem o consentimento da gestante. 3) Aspectos controvertidos. 4) Forma qualificada de aborto:
crime preterintencional. Discussão sobre a admissibilidade da tentativa. 5) Concurso de crimes. 6) Pena e
ação penal.

01ª QUESTÃO:

EFIRE, moradora de uma ilha isolada, solteira, constatando que está grávida de seu namorado
LIONARDO, dispõe-se a praticar abortamento, com receio da reação familiar à gravidez. Pede a TÉTHYS
que o provoque, o que é feito.
a) Que tipo ou tipos penais foram realizados por EFIRE e TÉTHYS?
A solução se alteraria, caso:
b) EFIRE praticasse os atos de abortamento, com o auxílio de TÉTHYS?
c) EFIRE não pretendesse abortar e LIONARDO, sob pretexto de exame pré-natal a conduzisse a um
consultório, onde o médico ÁCTEON, previamente ajustado com LIONARDO, realizasse as manobras
abortivas?
d) LIONARDO convencesse EFIRE de que havia consultado um oráculo e a criança nasceria com grave
defeito físico e somente por esta razão ela consentisse no abortamento praticado por ÁCTEON, mediante
pagamento feito por LIONARDO?
e) Na hipótese anterior, ÁCTEON utilizasse material infectado e provocasse a morte de EFIRE?
f) Na hipótese anterior, em razão da imperícia de ÁCTEON, EFIRE tivesse sofrido lesões corporais graves?
g) LIONARDO, ao tomar conhecimento da gravidez de EFIRE, tivesse um acesso de cólera e a agredisse,
aplicando-lhe socos no rosto e chutes no ventre, daí resultando lesões corporais graves e o abortamento?
h) EFIRE desejasse o abortamento e, sem o conhecimento de LIONARDO, fosse ao consultório de
ÁCTEON, onde este, auxiliado pela enfermeira ERICINA, provocasse a expulsão do feto por meio químico,
porém este não morresse?
i) EFIRE tivesse engravidado em razão de estupro praticado por LIONARDO e tivesse realizado o
abortamento com a enfermeira ERICINA?

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02ª QUESTÃO:
JUPIRA, que estava grávida de 9 meses, foi internada no dia 5 de julho de 2012, por volta das 13 horas, no
Hospital Miguel Souto, sentido fortes dores, uma vez que se iniciara o trabalho de parto.
Assim que foi internada, LIDIANE, médica plantonista que havia realizado exames de ultrassom em
JUPIRA e a atendido durante todo pré-natal, não estava presente, mas foi cientificada pelas enfermeiras do
quadro de JUPIRA, o qual apresentava sérias complicações.
LIDIANE limitou-se a passar orientações pelo telefone, não se dignando a comparecer ao hospital para
verificar a situação de JUPIRA e do bebê. Apurou-se ainda que LIDIANE determinou às enfermeiras que
aplicassem em JUPIRA medicamento destinado a aumentar a dilatação para que se realizasse parto
normal. Entretanto, a própria LIDIANE havia comunicado à JUPIRA que o procedimento correto deveria ser
a cesariana.
LIDIANE também passou orientações às enfermeiras para que observassem os batimentos cardíacos do
feto. Estes permaneceram normais até as 21h40min, ocasião em que uma enfermeira entrou em contato
com a denunciada, informando que não mais os ouvia. Somente nesse momento LIDIANE se dirigiu ao
hospital e, não conseguindo identificar os batimentos cardíacos, mobilizou equipe para que se realizasse
uma cesariana de urgência.
No entanto, ao retirar o feto, verificou-se que ele já não apresentava sinais vitais, restando frustrada a
tentativa de reanimação.
Diante do caso concreto, a conduta de LIDIANE é típica? Responda de forma fundamentada.

Tema 05:

Lesão Corporal. 1) Considerações gerais: definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do
delito. Tipicidade objetiva e subjetiva da lesão corporal simples e da lesão corporal grave e gravíssima. 2)
O problema da tentativa na lesão corporal. 3) Lesão corporal seguida de morte: tipicidade objetiva e
subjetiva. 4) A participação no crime preterdoloso. O excesso nos meios e o excesso nos fins. 5) Hipóteses
de diminuição e substituição de pena (artigo 129, §§ 4º e 5º do Código Penal). 6) Aspectos controvertidos.
7) Concurso de crimes. 8) Pena e ação penal.

01ª QUESTÃO:

Após contratar os serviços de uma profissional do sexo, RONALDO, não satisfeito com o atendimento
respectivo, com vontade de lesionar, desfere vários socos no rosto da vítima, causando-lhe lesões que a
deixaram impossibilitada de trabalhar por prazo superior a trinta dias.
Pergunta-se:
a) Qual a correta capitulação para aquela conduta?
b) A atividade ilícita ou imoral é protegida no tipo derivado respectivo?
c) O laudo complementar, na hipótese, com a data de sua realização, é peça essencial para o julgamento?

02ª QUESTÃO:
CADU é casado com MARINA e no dia 01/08/2013 ela completou o 8º mês de gravidez, ocasião em que
ambos comparecerem à clínica médica para a realização do exame de ultrassonografia. O referido exame
mostrou perfeitamente o estado do feto e sua posição.
Na noite daquele mesmo dia, quando MARINA dormia, CADU deferiu diversos golpes de socos e pontapés
somente no lado esquerdo do abdômen dela, local onde estava localizada a cabeça do feto.
Em razão disso, a bolsa amniótica de MARINA estourou, e ela foi encaminhada ao hospital, onde o parto
foi realizado.
Após a criança ficar dois dias na encubadora, ela veio a falecer em razão das agressões perpetradas por
CADU.
Tipifique, de forma fundamentada, a conduta praticada por CADU.

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Tema 06:

Da Periclitação da Vida e da Saúde I. 1) Considerações gerais: a) Definição de perigo. Teorias; b) A


subsidiariedade em relação aos crimes de dano. Bem jurídico tutelado; c) Diferença entre crimes de perigo
abstrato e concreto; d) Diferença entre crimes de perigo individual e crimes de perigo comum; e) O
elemento subjetivo nos crimes de perigo individual. 2) Crimes de perigo individual (artigos 130 a 132 do
CP): sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva. 3) Aspectos controvertidos. 4) Concurso de crimes.
5) Pena e ação penal.

01ª QUESTÃO:

CAIO mantém relação sexual com conhecida prostituta, sem adotar qualquer medida protetiva.
Posteriormente, se relaciona sexualmente com sua companheira.
a) Realizou CAIO algum tipo penal?
A solução se alteraria, caso:
b) CAIO soubesse que a prostituta já tinha apresentado, antes, quadro de moléstia venérea?
c) CAIO tivesse certeza de que tinha adquirido a DST e desejasse transmiti-la à sua parceira?
d) A companheira de CAIO fosse imune à doença?
e) A companheira de CAIO consentisse no contágio?
f) CAIO contaminasse sua companheira com uma roupa íntima?

02ª QUESTÃO:
J, portador do vírus da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), ciente de sua condição clínica,
resolve ter relações sexuais, sem uso de qualquer preservativo, com M, pessoa que não possuía a referida
moléstia ao tempo da ação, sem se importar com o perigo de contágio - assumindo, portanto, o risco da
transmissão.
Aproximadamente dois meses após a única cópula, M descobriu por meio de amigos em comum que João
era soropositivo, fato que a desesperou. Feito o teste, descobriu que passara a ser portadora da doença.
Qual foi a conduta típica praticada por J? Justifique.

Tema 07:

Da Periclitação da Vida e da Saúde II. O crime de rixa. 1) Crimes de perigo individual (artigos 133 a 136 do
CP): sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes.
4) Pena e ação penal. 5) O crime de rixa: a) Considerações gerais; b) Definição e evolução histórica. Bem
jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; c) Aspectos controvertidos.

01ª QUESTÃO:

CAIO, em viagem para Curitiba, observa, à margem da rodovia, um ciclista ferido, ao que tudo indica,
vítima de atropelamento. O local é deserto e CAIO resolve seguir viagem, com receio de ser
responsabilizado pelo atropelamento.
a) Realizou CAIO algum tipo penal?
A solução se alteraria, caso:
b) CAIO tivesse observado que outro motorista estava parando para socorrer a vítima?
c) CAIO acreditasse que algum outro motorista pararia, o que não ocorreu?
d) CAIO fosse médico ou policial?
e) CAIO, 40 quilômetros adiante, solicitasse o auxílio da Polícia Rodoviária?
f) CAIO nada fizesse, vindo o ciclista a morrer sem socorro?
g) CAIO estivesse parando para socorrer a vítima e surgissem várias pessoas armadas, dizendo que iriam
linchá-lo, por acreditarem que ele era o atropelador?
h) CAIO intencionasse socorrer o ciclista, mas acabasse se omitindo, porque TÍCIO, seu companheiro de
viagem, o ameaçara com uma arma de fogo?

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02ª QUESTÃO:

Numa arquibancada de um estádio de futebol, de repente, surge uma briga desordenada em que várias
pessoas lutam entre si. Ao final, a polícia intervém para desapartar os contendores, restando CAIO,
MARIO, TÍCIO, MÉVIO, menor de 16 anos, e SIMPRÔNIO presos em flagrante, tendo este último sofrido
lesões de natureza grave.
Não ficou apurado o motivo da briga, mas sim que havia, pelo menos, uns quatro grupos brigando entre si.
Restou apurado, também que PAULO e JOÃO participaram da briga, mas dela se afastaram antes da
chegada da Polícia e antes da ocorrência da lesão gravosa.
Pergunta-se:
a) Qual o crime praticado pelos agentes?
b) Quem é o sujeito passivo deste crime?
c) A situação se modificaria se tivessem sido identificados dois grupos lutando entre si?
d) A situação inicial se modificaria se fosse descoberto que CAIO foi o autor das lesões graves contra
SIMPRÔNIO?
e) A situação se modificaria se JOSÉ tivesse ficado fora da briga, orientando MÁRIO, inclusive fornecendo-
lhe um pedaço de pau para agredir MÉVIO, seu inimigo?

Tema 08:

Crimes contra a Honra I (Calúnia). 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Bem jurídico
tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) A exceção da verdade; c) A calúnia no
Código Eleitoral e na Lei de Segurança Nacional. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes.

01ª QUESTÃO:

Tendo sido caluniado por um funcionário de cartório, o magistrado ofendido representou ao Promotor de
Justiça com atribuição junto à 1ª Central de Inquéritos da Capital, sendo ajuizada a competente ação penal
contra o ofensor, que ofereceu exceção da verdade.
Neste contexto, indaga-se:
a) É cabível a exceptio veritatis na hipótese?
b) Qual o juízo competente para o julgamento da causa e da exceção da verdade?

02ª QUESTÃO:
Em novembro de 2014, EDSON concorria à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil e fazia parte
de uma chapa opositora àquela liderada por VALDETÁRIO.
Naquela ocasião, foi veiculado em páginas eletrônicas um vídeo que retratava uma conversa, gravada de
forma clandestina em uma reunião, em que VALDETÁRIO denegria o nome de seus correligionários,
dentre os quais o advogado CLETO.
A partir de tal fato, CLETO fez diversos comentários no perfil pessoal de VALDETÁRIO, no site Facebook,
atribuindo-lhe a gravação, edição e publicação do referido vídeo.
Diante dos fatos expostos, VALDETÁRIO ajuizou ação penal privada em face de CLETO, imputando-lhe a
prática dos delitos de calúnia e injúria.
Foi correta a tipificação penal feita na queixa? Fundamente a sua resposta.

Tema 09:

Crimes contra a Honra II (Difamação). 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Bem
jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) A exceção da verdade; c)
Semelhanças e diferenças entre a calúnia e a difamação; d) A difamação no Código Eleitoral e na Lei de
Segurança Nacional. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes.

DIREITO PENAL - CP03 - 04 - CPIV - 2º PERÍODO 2019 8


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CADERNO DE EXERCÍCIOS

01ª QUESTÃO:
No dia 21 de janeiro de 2013, o jornalista ANTÔNIO publicou no sítio eletrônico do Jornal Dez Horas a
notícia de que os policiais militares RODRIGO, THIAGO, JOSÉ e JOACI, que integravam a escolta do Juiz
MARCELO, faziam parte de um esquema ilegal, podendo ser confundido com formação de milícia.
Considerando que a notícia não se coaduna com a realidade dos fatos, ANTÔNIO praticou algum crime
contra a honra? Em caso positivo, qual seria ele? Fundamente a sua resposta.

DIREITO PENAL - CP03 - 04 - CPIV - 2º PERÍODO 2019 9


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CADERNO DE EXERCÍCIOS

02ª QUESTÃO:
Leia com atenção os fatos narrados em determinada queixa-crime:
"Causou estranheza a MANOEL que, em 18 de agosto de 2010, data do suposto retorno de YASMIN às
suas atividades no escritório, a mesma não tenha se apresentado ao estágio em seu horário, às 13h,
tampouco tenha dado satisfação alguma sobre a ausência ou atraso. Assim, do meio para o final da tarde,
MANOEL houve por bem tentar ligar para o celular de YASMIN, duas ou três vezes, tendo deixado recado
na secretária eletrônica.
No final da tarde, MANOEL consultou o currículo de YASMIN e encontrou ali o seu telefone residencial. Na
primeira tentativa, foi atendido pela sra. NÁDIA, que disse ser mãe de YASMIN, e que sua filha estava no
banho. Algum tempo depois, MANOEL ligou novamente para a casa de YASMIN, tendo sido atendido pela
irmã dela, que, sem a menor educação ou noção de civilidade, destratou-o rudemente, e ele não mais
buscou informações.
No dia seguinte ao ocorrido, ainda tomado de grande surpresa pelo descaso de YASMIN, MANOEL pôde
perceber que era alvo de tratamento estranho por parte de um dos sócios do escritório, o que fez aumentar
gravemente sua preocupação com a reação da irmã de YASMIN ao telefone.
No final do dia 20 de agosto de 2010, MANOEL foi informado pelo sócio dr. JOÃO de que YASMIN havia
se encontrado com o sócio dr. CRISTIANO, na data de 19.8.2010, no horário matutino, para acusar
MANOEL de tê-la assediado. Especificamente, YASMIN disse ter-se sentido assediada, pois teria recebido
de MANOEL dois torpedos em seu celular no dia da sua viagem para os Estados Unidos da América com
declaração amorosa ("eu te amo"). Esse suposto assédio de MANOEL foi a justificativa para YASMIN
afirmar veementemente que não mais pisaria seus pés no escritório.
O dr. CRISTIANO confirmou a história do dr. JOÃO e disse ainda que YASMIN afirmou não ter sido
assediada nenhuma outra vez por MANOEL durante o estágio, mas que o fato de MANOEL ter-lhe enviado
os referidos torpedos e tê-la assediado mediante o conteúdo dos mesmos, impedia a continuidade da
relação profissional que haviam travado.
Ressalte-se que, como YASMIN era estudante do quarto ano de direito, deveria ter recebido tais
mensagens com cautela e sem grande susto, frente a seu conteúdo singelo e nada ofensivo. Entretanto, a
reação que teve com o ocorrido demonstra claramente que deu conotação maliciosa para as mensagens e
que, deliberadamente, agiu para ofender a honra de MANOEL.
Criou-se, então, situação de grande desconforto no ambiente profissional de MANOEL, pois todos os
funcionários passaram a inquiri-lo acerca do desaparecimento repentino de YASMIN, sem contar a
preocupação de algum dos sócios do escritório com a repercussão do ocorrido. MANOEL, por sua vez, viu-
se profundamente ofendido em sua honra subjetiva e também profissional, frente à atitude maliciosa e
intencionada de YASMIN de denegrir-lhe a imagem. MANOEL jamais assediou YASMIN, tampouco enviou
torpedo algum à mesma, sendo as imputações feitas pela segunda desonrosas, inverídicas e caluniosas.
Em um momento de desatenção, MANOEL deixou seu celular sobre a mesa e o sr. RAFAEL apossou-se
do mesmo e passou a manuseá-lo, aparentemente enviando mensagens. MANOEL solicitou ao amigo a
devolução de seu celular, mas não foi atendido pelo mesmo, que, imbuído de animus jocandi, continuava a
manusear o aparelho sorridentemente.
Frente ao esclarecido, latenteque, em 19/8/2010, no período da manhã, YASMIN difamou MANOEL,
imputando-lhe o envio de duas mensagens eletrônicas em seu celular com suposto conteúdo malicioso.
Ademais, acusou-o também falsamente da prática do crime de assédio.
Não há dúvida de que YASMIN deliberadamente ofendeu a reputação de MANOEL junto a terceiros, e o
fato de serem eles sócios do escritório evidencia ainda mais o seu dolo específico, configurando o crime de
difamação previsto no art. 139 do Código Penal. Some-se a isso que a falsa acusação de assédio feita ao
querelante enseja a capitulação de sua dolosa específica conduta no crime de calúnia, prevista no art. 138
do Código Penal."
Pelo exposto, YASMIN responde pela prática dos crimes de calúnia e difamação A defesa de YASMIN
impetrou habeas corpus , em que pretende o trancamento da ação penal por atipicidade de conduta, tendo
em vista que a paciente agiu com exclusivo animus narrandi, estando ausente o dolo específico,
necessário para caracterizar a difamação e, consequentemente, a justa causa para a ação penal. Aduz,
ainda, que YASMIN sentiu-se constrangida com a mensagem recebida em seu telefone celular e que, por
isso, entendeu não haver mais condições de prosseguir no estágio, razão pela qual entrou em contato com
o então sócio administrador do escritório, a fim de tratar sobre sua saída, apontando o ocorrido.
Pergunta-se: A ordem deve ser concedida? Resposta objetivamente fundamentada em, no máximo, 15
linhas.

DIREITO PENAL - CP03 - 04 - CPIV - 2º PERÍODO 2019 10


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CADERNO DE EXERCÍCIOS

Tema 10:

Crimes contra a Honra III (Injúria). 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica do crime de
injúria. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidades objetiva e subjetiva; b) A injúria real; c)
Semelhanças e diferenças com os outros crimes contra a honra; d) Disposições comuns e hipóteses de
exclusão do crime. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal nos crimes
contra a honra.

01ª QUESTÃO:

MARDOQUEU, cientista político, em palestra com mais três amigos, chamou ANDRELINO de canalha,
desmoralizado e vagabundo.
a) Examinar se a conduta de MARDOQUEU está tipificada como crime e, na afirmativa, qual o tipo
incriminador.
b) Imagine-se que ANDRELINO fosse portador de oligofrenia, em grau de idiotia.
c) Suponha-se que ANDRELINO, ao tomar conhecimento da ofensa vários dias depois do fato, tenha
retribuído as ofensas, na mesma medida.
d) Imagine se, realmente, ANDRELINO fosse conhecido por todos, em seu grupo social, como pessoa de
comportamento desajustado moralmente. A conduta de MARDOQUEU seria justificável juridicamente?
e) Suponha-se que o agente tenha injuriado a vítima com bofetadas ou empurrões.
f) A situação se modificaria, se houvesse retorsão imediata do ofendido?

02ª QUESTÃO:

Um Magistrado de Vara Cível, sentindo-se agredido moralmente pelos termos utilizados por advogado de
uma das partes, no arrazoado do Recurso de Apelação quanto à Ação de Despejo antes intentada,
representou criminalmente em face daquele causídico, destacando as diversas expressões que considerou
ofensivas as suas honras objetiva e subjetiva.
a) É aqui aplicável a ritualística especial no tocante à realização da audiência de tentativa de conciliação?
Por quê?
b) A imunidade judiciária prevista no art. 142, I, do CP, derivada de preceito constitucional é aplicável à
espécie? Quais os seus efeitos?
c) Em havendo Exceção da Verdade, quais os seus limites e efeitos, bem como qual o Órgão Julgador
competente para a apreciação de recurso intentado contra a Decisão proferida nesta?

Tema 11:

Crimes contra a Liberdade Individual I (Constrangimento ilegal, ameaça e Tráfico de Pessoas). 1)


Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica; b) Conceito de liberdade pessoal e individual. Bem
jurídico tutelado; c) Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva. Dos crimes de constrangimento ilegal
e ameaça. Diferenças. d) Alterações trazidas pela Lei n.º 13.334/16 ao crime de Tráfico de Pessoas. 2)
Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

DIREITO PENAL - CP03 - 04 - CPIV - 2º PERÍODO 2019 11


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CADERNO DE EXERCÍCIOS

01ª QUESTÃO:
ANTÔNIO trabalha há cerca de 8 anos com o transporte alternativo de passageiros.
Apesar de um período de certa permissividade durante o qual a ausência de regulamentação possibilitou a
multiplicação dessa atividade, tão logo a Prefeitura da cidade empreendeu uma reorganização das linhas
municipais de ônibus a atividade se tornou proibida.
O exercício do transporte de passageiros por vans passou a ficar restrito a determinadas áreas e a trajetos
muito específicos.
Ainda assim, ANTÔNIO, sem a devida autorização, prosseguiu realizando sua atividade como se nada
tivesse ocorrido.
Certo dia, durante uma blitz do DETRO (Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro),
ANTÔNIO foi abordado e, constatada a existência de vinte mil reais em multas, além da realização do
transporte irregular de passageiros, teve sua van apreendida e recolhida ao depósito terceirizado do
departamento.
Neste mesmo dia, ANTÔNIO, devidamente acompanhado de dois vizinhos milicianos que estavam
armados, vai ao depósito e rende os dois seguranças do local, culminando por retirar sua van.
Os fatos foram, então, descobertos e, concluído o inquérito policial, foi ANTÔNIO denunciado pelo
Ministério Público pela prática de roubo duplamente circunstanciado (art. 157, § 2º, II e § 2º-A, I, todos do
CP).
Diante do quadro posto, deve a denúncia ser recebida nestes termos pelo Juiz?
Justifique a sua resposta.

02ª QUESTÃO:

AMARILDA, durante uma discussão com seu ex-namorado, disse: "venha até aqui que eu vou cortar a sua
cara com gilete", fato este presenciado por dois vizinhos da mesma. Em razão disso, o Ministério Público
ofereceu denúncia contra ela, pela prática do crime previsto no artigo 147 do Código Penal.
A peça acusatória deve ser recebida? Por quê?

Tema 12:

Crimes contra a Liberdade Individual II (Sequestro, cárcere privado, redução à condição análoga à de
escravo e situações equiparadas - Lei 10.803/03). 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução
histórica. Bem jurídico tutelado; b) Sujeitos do delito; c) Tipicidade objetiva e subjetiva dos crimes de
seqüestro, cárcere privado, redução à condição análoga à de escravo e equiparados. Diferenças. 2)
Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal. 5) Crimes contra a inviolabilidade
do domicílio, da correspondência e dos segredos: a) Considerações gerais: definição e evolução histórica.
Conceito de domicílio. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) Aspectos
controvertidos; c) Concurso de crimes; d) Pena e ação penal.

01ª QUESTÃO:

TÍCIO foi internado numa clínica psiquiátrica em razão de uma crise psicótica, por seus familiares.
Debelada a crise e já tendo obtido condições de alta hospitalar, o internado deixou de ser liberado em
razão dos seus familiares terem alegado não possuírem condições econômicas para o pagamento da conta
de internação, condição imposta pelo gerente daquele frenocômio para tal liberação.
Minutos após e com a chegada de policiais, cuja presença foi solicitada pelos familiares do internado, este
foi encontrado isolado em determinado compartimento da clínica, tendo sido alegado que a justificativa
para isto se devia a ter sido ele identificado como portador de doença contagiosa.
a) Existe delito a ser identificado? Em caso afirmativo, qual?
b) Caso não houvesse o problema do pagamento da conta de internação e a não-liberação de TÍCIO se
devesse a expediente desenvolvido por um dos seus familiares com a direção da clínica, haveria diferença
para efeito de eventual tipificação penal?
c) O fato de a ausência de liberação do internado ter se verificado por poucos minutos, caracterizaria a
tentativa ou a consumação do ilícito?
d) A justificativa apresentada para a não liberação do interno, após a chegada da polícia, se verdadeira,
seria relevante?

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

02ª QUESTÃO:

MARIA, casada com CORNÉLIO, na ausência do marido, constantemente recebe na residência do casal
seu amante RICARDO. Em certa ocasião, ao chegar mais cedo do trabalho, CORNÉLIO encontra sua
esposa assustada na sala, vindo, posteriormente, a ouvir um barulho de porta fechando em seu quarto,
para lá se dirigindo, acabando por encontrar RICARDO escondido no banheiro da suíte, prontamente o
expulsando de sua residência, mas não sendo atendido, uma vez que RICARDO afirmava que somente
dali sairia na companhia de MARIA. A polícia foi chamada e RICARDO acabou retirado do local.
Pergunta-se:
a) A conduta de RICARDO de não atender à ordem de CORNÉLIO de se retirar de sua residência tipifica
algum crime?
b) Da mesma forma, a conduta de RICARDO de ter entrado na residência sem o consentimento do marido
tipifica algum crime?
c) Caso os amantes estivessem em um quarto de motel, o ingresso do marido, sem a autorização do casal,
tipificaria alguma infração?
d) O consentimento da vítima exclui a tipicidade ou a ilicitude?

Tema 13:

Furto I. 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Conceito de patrimônio; b) Bem jurídico
tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva do furto simples; c) O furto agravado; d) O furto
privilegiado; e) O furto de energia. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação
penal.

01ª QUESTÃO:

MÉVIO, gerente de um restaurante situado no centro desta cidade, ao verificar que um funcionário de uma
empresa prestadora de serviços à Telemar fazia consertos num aparelho de telefonia público, vulgarmente
conhecido como "orelhão", solicitou que o mesmo promovesse uma ligação, por extensão, com o interior
de sua loja, de forma a que pudesse utilizar o sinal próprio conectado em máquinas que processam
autorização em compras com cartão de crédito, sustentando para tanto que, como tais ligações são
vinculadas a prefixo 0800, e, portanto, gratuitas, não haveria prejuízo para aquela concessionária de
serviço público, nem tal iniciativa configuraria crime.
A conexão foi feita, tendo sido suscitado pela Telemar que tal procedimento causava prejuízo coletivo pelo
desvio de sinal, já tão concorrido no centro desta cidade, como também, indiretamente, a ela própria, em
face daquele estabelecimento comercial, que, desta forma, deixava de efetuar o pagamento
correspondente pela assinatura de uma linha telefônica convencional, concluindo por apontar que, desta
forma, haveria a prática de delito.
Decida a questão.

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

02ª QUESTÃO:
FERNANDA foi contratada por ANISE para prestar serviços domésticos em sua casa.
No período compreendido entre os meses de fevereiro e março de 2011, FERNANDA subtraiu 03 (três)
cartões de débito, 01 (um) cartão de crédito, 01 (um) documento de identidade e 01 (um) cartão de CPF,
todos de propriedade de ANISE.
Todos esses bens subtraídos por FERNANDA foram retirados da bolsa de ANISE e escondidos em uma
bolsa guardada por FERNANDA no cômodo onde ela se vestia.
Ocorre que, em um determinado dia do mês de abril de 2011, ANISE sentiu falta dos objetos sutraídos,
ocasião em que questionou FERNANDA sobre eles e esta, muito nervosa, disse não ter conhecimento dos
cartões e dos documentos.
Inconformada com a resposta, ANISE pediu para que FERNANDA abrisse a bolsa que guardava no
cômodo onde ela se vestia. Tão logo FERNANDA abriu a mencionada bolsa, ANISE logrou verificar que
todos os objetos subtraídos estavam em seu interior. Desse modo, ANISE recuperou imediatamente todos
aqueles bens.
Por tais fatos, o Ministério Público denunciou FERNANDA por violação às normas contidas no artigo 155,
parágrafo 4º, inciso II c/c artigo 14, inciso II, todos do Código Penal.
Em sua defesa, FERNANDA pretende o reconhecimento da atipicidade de sua conduta com base na
aplicação do princípio da insignificância, assim como pelo fato de os objetos furtados não possuem valor
econômico, pois o delito de furto pressupõe a subtração de bens apreciáveis economicamente.
Subsidiariamente, FERNANDA pugna pela aplicação do § 2º do artigo 155 do Código Penal.
Você, na qualidade de juiz, como decidiria? Fundamente a sua resposta.
(*) Enunciado alterado em razão do RDA n.º 44

Tema 14:

Furto II. 1) O furto qualificado: a) Tipicidade objetiva e subjetiva; b) Espécies; c) O furto de coisa comum. 2)
Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

01ª QUESTÃO:
Tipifique as seguintes condutas praticadas por DIEGO:

a) No dia 13 de julho de 2012, por volta das 14 horas, DENISE buscava uma vaga para estacionar o seu
veículo na Rua Visconde de Pirajá, a fim de comparecer a uma consulta médica previamente agendada.
Após dar diversas voltas sem obter sucesso, já atrasada para o horário da consulta, DENISE visualizou
uma vaga, mas quando foi realizar a manobra para estacionar o seu veículo, foi logo abordada por DIEGO,
que, fingindo ser segurança da rua informou que aquela vaga era irregular.
Ato contínuo, DIEGO ofereceu-se para estacionar o veículo de DENISE. Ela, então, passou as chaves do
carro para DIEGO, que, sorrateiramente, ligou o veículo e se evadiu do local.

b) No dia 13 de outubro de 2005, DIEGO, utilizando-se de cartão bancário "clonado" da conta corrente de
CLAUDIO, realizou saques e pagamentos indevidos na conta corrente deste.

c) Hawaian Brasil Comércio de Cosméticos LTDA. recebeu de DIEGO pedido de venda, via call center, de
produtos fabricados pela sociedade empresária, utilizando-se de cartão de crédito "clonado".
Os produtos foram encaminhados no endereço informado por DIEGO. No entanto, a compra não foi
reconhecida pelo verdadeiro proprietário do cartão de crédito, gerando para a sociedade empresária um
prejuízo de aproximadamente R$187.049,38 (cento e oitenta e sete mil e quarenta e nove reais e trinta e
oito centavos).

d) No dia 9 de maio de 2007, por volta das 12 horas e 45 minutos, no interior da agência do Banco
UNICAIXA, DIEGO abordou PEDRINA, idosa com 81 anos de idade, na fila do caixa, dizendo-se
funcionário do referido Banco, sendo certo que as roupas que DIEGO usava eram semelhantes ao
uniforme dos reais funcionários.
Na ocasião, DIEGO ofereceu ajuda à PEDRINA para sacar a sua pensão no caixa eletrônico, o que foi
aceito pela vítima, que entregou a DIEGO o cartão e forneceu a sua senha.
Após efetuar a retirada do valor total que havia na conta, DIEGO voltou e disse à PEDRINA que não
pudera efetuar o saque porque a quantia excedia o limite permitido no caixa eletrônico.
A seguir, DIEGO saiu da agência, deixando PEDRINA na fila do caixa.
Quando PEDRINA tentou sacar a sua pensão, foi informada pelo real funcionário do Banco de que a
mesma já fora sacada, não havendo saldo em sua conta.

e) DIEGO instaurou em um determinado caixa eletrônico dispositivo conhecido como "chupa-cabra",


destinado a capturar os dados dos cartões bancários de clientes que utilizassem o referido caixa eletrônico,
com o fim de clonar os referidos cartões para posteriormente utilizá-los.
Após realizar a instalação, antes que qualquer cliente utilizasse o caixa eletrônico, ainda dentro da agência
bancária, os funcionários do Banco visualizaram o fato e imediatamente acionaram os seguranças que
estavam próximos ao local do fato, prendendo imediatamente DIEGO.

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02ª QUESTÃO:
(QUESTÃO RETIRADA DA PROVA PRELIMINAR DO XXXV CONCURSO PARA INGRESSO NA
CLASSE INICIAL DA CARREIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO -
aplicada em 20/05/2018)
Alberto, réu em ação penal por crime de tráfico de drogas, após haver respondido a todo o processo preso
preventivamente, obteve, na sentença, a desclassificação da imputação para o delito de posse de drogas
para consumo pessoal.
Considerando que o tempo da prisão cautelar seria mais que suficiente para compensar eventual
condenação, o juiz extinguiu a punibilidade do fato, reconhecendo a detração penal analógica virtual.
Publicada a sentença, as partes não interpuseram recurso, operando-se seu trânsito em julgado.
Decorridos dois anos, Alberto subtrai para si, às duas horas da madrugada, em concurso de ações e
desígnios com um adolescente, mediante explosão de caixa eletrônica instalada em uma padaria, cuja
porta arrombou, a importância de R$650,00 (seiscentos e cinquenta reais).
Pergunta-se:
a) qual a adequação típica do fato?
b) qual seria a resposta, caso a importância subtraída fosse de R$3.000,00 (três mil reais)?
c) qual seria a resposta, caso Alberto e o adolescente, na hipótese original, fossem detidos em flagrante
por
policiais, ainda na posse do dinheiro subtraído, assim que deixassem a padaria?
d) qual seria a resposta, caso o equipamento avariado pela explosão estivesse sem dinheiro?
Resposta objetivamente fundamentada.

Tema 15:

Roubo I. 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do
delito. Tipicidade objetiva e subjetiva do roubo próprio. Formas de violência; b) Tipicidade objetiva e
subjetiva do roubo impróprio. A controvérsia quanto à possibilidade da tentativa. 2) Aspectos
controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

01ª QUESTÃO:

MÁRIO ingressa numa residência, durante uma festa, e dirige-se ao quarto de CAIO, dono da casa, onde
estão guardadas várias jóias. Localiza-as, acomoda todas numa bolsa e, ao se retirar do quarto se
surpreende com a chegada de CAIO, que o impede de sair. MÁRIO, então, ameaça CAIO com um revólver
que trazia, para qualquer eventualidade, e foge com as jóias.
Pergunta-se:
a) Qual o crime praticado por MÁRIO?
b) Seria possível a tentativa, neste caso?
c) Quantos crimes haveria se as jóias pertencessem a três pessoas?
d) E se não houvesse nenhuma jóia guardada no quarto porque CAIO, naquela mesma noite, já tivesse
sido subtraído por outra pessoa?
e) E se MÁRIO tivesse ingressado na casa anunciando com o revólver o roubo, haveria alteração na
tipificação?
f) E se MÁRIO não tivesse sido surpreendido por CAIO no quarto, mas sim numa esquina de rua próxima,
já depois de ter saído da residência calmamente, quando então, CAIO reconhecendo as suas jóias,
interpelasse MÁRIO, momento em que vem a ser agredido por este?

02ª QUESTÃO:

AUGUSTO, pretendendo roubar um automóvel, procura seu amigo JOSÉ e pede sua ajuda. JOSÉ se
recusa a acompanhar AUGUSTO na conduta de subtração, mas oferece a garagem de sua casa para que
o veículo seja ocultado. Ante essa promessa, AUGUSTO subtrai um automóvel e, quando chega a casa de
JOSÉ, este se diz impossibilitado de cumprir o prometido porque seu pai havia estacionado seu automóvel
na garagem oferecida.
Na qualidade de Promotor de Justiça defina penalmente as condutas de AUGUSTO e JOSÉ.
RESPOSTA OBJETIVAMENTE JUSTIFICADA.

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

Tema 16:

Roubo II. 1) O roubo circunstanciado. Espécies. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4)


Pena e ação penal.

01ª QUESTÃO:
PEDRO foi denunciado pelo órgão do Ministério Público nas sanções do artigo 157, § 2º, II e V e § 2º-A, I,
do Código Penal, porque, nos exatos termos da denúncia, no dia 20/05/2018, com emprego de um revólver
e em concurso com três menores, roubou o automóvel de MIGUEL, que estava parado no sinal existente
entre as ruas Bartolomeu Mitre e Humberto de Campos, no Leblon.
Dando continuidade ao delito, PEDRO e seus comparsas puseram MIGUEL no porta-malas e o levaram
para a favela do Jacarezinho, onde ele foi colocado, amarrado, no interior de uma casa.
Em seguida, PEDRO e seus asseclas pegaram o automóvel e saíram para praticar roubos a postos de
gasolina da região, sendo que, no caminho, como não era habilitado nem sabia dirigir direito, PEDRO
perdeu a direção do carro e colidiu com um muro existente próximo a um ponto de ônibus, onde se
encontravam diversas pessoas.
Chamada a polícia, rapidamente foi descoberto que o carro era roubado e uma hora depois os policiais
chegaram ao cativeiro, resgatando MIGUEL.
Finda a instrução criminal, os fatos articulados pelo Ministério Público resultaram integralmente provados.
Pergunta-se: está correta a classificação conferida aos fatos pelo órgão acusador?

02ª QUESTÃO:
Em um domingo de manhã, o agente "A", mediante grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo
- um revólver Taurus de calibre 38 -, subtraiu para si um veículo Fiat Palio, um aparelho celular, bem como
a quantia de R$ 120,00 (cento e vinte reais) da vítima "B", uma mulher que estava sozinha no automóvel.
O agente foi preso em flagrante, aproximadamente quinze minutos depois do cometimento do delito, por
dois milicianos em uma viatura policial. Apreendida a arma e realizada uma perícia informal na delegacia,
foi constatada a inaptidão para realização de disparos. Ouvida, ainda extraoficialmente, pelos policiais, a
vítima mostrou-se muitíssimo abalada e disse que achou que morreria - dada a agressividade da
abordagem.
Diante das circunstâncias apresentadas, tipifique a conduta delituosa, justificando a posição tomada.

Tema 17:

Roubo qualificado (lesão corporal grave e morte). Latrocínio. 1) Considerações gerais: a) Definição e
evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) A tentativa
nestas modalidades de crime complexo. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e
ação penal.

01ª QUESTÃO:

CAIO abordou nas proximidades do Campo de Santana uma família de quatro pessoas, sendo o casal de
pais e um casal de filhos, todos já exercendo atividade laborativa lícita. Quando da abordagem, CAIO, que
se encontrava empunhando um revólver, e diante da manifestação das vítimas que não queriam entregar
os seus pertences, veio a disparar contra todos eles, produzindo nos mesmos, em conseqüência, lesões
corporais de natureza grave, conforme depois foi atestado pelos autos de lesões correspondentes. No
entanto, diante da intervenção de populares, CAIO não conseguiu subtrair qualquer daqueles pertences,
vindo a ser detido mais adiante.
a) Qual a capitulação da conduta imputada a CAIO, determinando-se se o fato punível em questão deve
ser considerado como tentado ou consumado?
b) Diante da multiplicidade de resultados ofensivos, como deve ser definida a hipótese: como crime único,
como concurso formal de delitos ou como crime continuado?
c) E se CAIO tivesse lesionado apenas uma das vítimas, mas subtraído os pertences das quatro, a
situação se alteraria?
d) Qual a diferença entre o roubo qualificado pela lesão grave e a tentativa de latrocínio na qual ocorre a
subtração porém a vítima sobrevive, com lesões corporais graves?

DIREITO PENAL - CP03 - 04 - CPIV - 2º PERÍODO 2019 17


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CADERNO DE EXERCÍCIOS

02ª QUESTÃO:
JORGE, na companhia de um indivíduo não identificado, subtraiu garrafas de bebida do Bar Mirante,
colocando-as no interior de uma mochila.
Ocorre que a ação foi notada por funcionários do bar, e, quando instado a devolver os produtos, JORGE
desferiu duas facadas no braço de MAURO, um dos funcionários do bar, que saiu ferido com bastante
sangramento.
PAULO, outro funcionário do bar, arremessou uma placa de piso nas mãos do JORGE, fazendo com que a
faca caísse no chão, ocasião em que PAULO conseguiu imobilizá-lo.
Ato contínuo, a polícia foi acionada e JORGE acabou detido ainda no local e as garrafas foram devolvidas
imediatamente ao proprietário do bar.
Em razão desses fatos, MAURO ficou internado por dois dias no Hospital Miguel Couto, e foi afastado do
trabalho por aproximadamente três meses, e ainda perdeu um pouco dos movimentos dos dedos.
O Ministério Público denunciou JORGE como incurso nas penas do art. 157, §3º, 1ª parte, do Código
Penal.
A defesa de JORGE não contestou os fatos narrados na denúncia, mas sustenta que a correta tipificação
penal para eles é a do artigo 157 §§ 1º e 2º, I e II, na forma do art. 14, II, todos do Código Penal.
Qual a correta tipificação penal a ser feita? Fundamente a sua resposta.

Tema 18:

Extorsão, Extorsão Mediante Seqüestro e Extorsão Indireta. 1) Considerações gerais: a) Definição e


evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva dos crimes de
extorsão e extorsão mediante seqüestro; b) Diferença entre roubo e extorsão; c) A Lei 8.072/90. 2) A
extorsão indireta. 3) Aspectos controvertidos. 4) Concurso de crimes. 5) Pena e ação penal.

01ª QUESTÃO:
No dia 26 de março de 2015, PAULO e terceira pessoa não identificada, mediante restrição da liberdade da
vítima e grave ameaça exercida com emprego de arma de fogo, com o intuito de obter, para si, indevida
vantagem econômica, constrangeram ANELISE a fornecer-lhes as senhas de suas contas bancárias e
entregar-lhes os cartões das referidas contas.
Por ocasião do fato, PAULO e seu parceiro, utilizando os cartões da vítima e as senhas fornecidas,
efetuaram saques no valor de R$ 1.510,00.
Em razão dos fatos narrados, o Ministério Público denunciou PAULO como incurso no artigo 158, § 3º, c/c
§1º do Código Penal.
A defesa apresentada por PAULO pretende a exclusão da incidência da causa de aumento de pena
prevista no §1° do artigo 158 do Código Penal, sob o fundamento de que ela seria incompatível com o §3°
do citado dispositivo legal.
Decida, de forma fundamentada.

02ª QUESTÃO:
No dia 07 de outubro de 2013, foi realizada uma grande manifestação dos professores da rede pública.
Não obstante a maioria dos manifestantes ser de professores que buscavam apenas reivindicar os seus
direitos, também compareceram ao local ANTONIO, BENTO e CARLOS, que tinham o intuito de causar
confusão, para possibilitar o saque a lojas próximas.
Após cinco horas de manifestação pacífica, um grupo pequeno de pessoas começou a causar confusão, e
entre eles estava ANTONIO, que após jogar coquetel molotov na direção dos policiais militares DANIEL e
FERNANDO, sem os atingir, quebrou o vidro da loja Chocolate Total. Quando estava saindo da loja com
diversos chocolates dentro da sua mochila, foi interceptado pelos referidos policiais, que ordenaram a sua
prisão, colocando-o algemado dentro de uma viatura policial que estava sob os cuidados do policial
GABRIEL.
BENTO e CARLOS, que não participaram dos atos cometidos por ANTONIO, mas o visualizaram em local
próximo, após verificar que DANIEL e FERNANDO permaneciam no local, aguardaram que eles entrassem
na rua onde o veículo de BENTO estava e, com armas de fogo apontadas para ambos, determinaram que
eles ingressassem no veículo, o que foi feito.
Ato contínuo, BENTO e CARLOS encaminharam DANIEL e FERNANDO para uma casa abandonada e,
após deixá-los trancados em um quarto escuro, ordenaram que eles entrassem em contato com GABRIEL,
a fim de que este providenciasse a soltura de ANTONIO, pois se assim não o fizesse, iriam matá-lo.
Tipifique a conduta de BENTO e CARLOS, de forma fundamentada.

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

Tema 19:

Apropriação Indébita. 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado.
Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) Diferença entre apropriação indébita e furto qualificado
pelo abuso de confiança; c) Diferença entre apropriação indébita e estelionato. 2) As outras espécies de
apropriação indébita: a) Apropriação indébita previdenciária; b) Apropriação de coisa havida por erro, caso
fortuito ou força da natureza; c) Apropriação de tesouro; d) Apropriação indébita de coisa achada; e)
Apropriação indébita qualificada; f) Apropriação indébita privilegiada. 3) Aspectos controvertidos. 4)
Concurso de crimes. 5) Pena e ação penal.

01ª QUESTÃO:

TICIO é o melhor amigo de CAIO, a quem pede emprestado um livro de doutrina de Direito Penal para
estudar uma determinada matéria. CAIO empresta-lhe o livro, que é raro, para que o devolva tão logo faça
a pesquisa. TICIO leva o livro para casa e gosta tanto do mesmo que resolve ficar com ele, dizendo a CAIO
que foi roubado e que os ladrões teriam levado o seu livro. Dois meses depois, CAIO descobre a verdade.
Pergunta-se:
a) TICIO praticou furto mediante abuso de confiança? Justifique.
b) Qual a diferença estrutural entre o furto e a apropriação indébita?
c) A situação se alteraria se TICIO pedisse a CAIO para olhar o livro na casa deste e, depois, a pretexto de
estar com sede, pedisse um copo d'água a CAIO e aproveitasse o momento em que este se afastasse da
sala e fosse embora levando o livro?
d) A situação se alteraria se TICIO pedisse a CAIO para olhar o livro na casa deste e, aproveitando-se da
distração de CAIO, colocasse o livro na bolsa e fosse embora com ele?
e) Se CAIO emprestasse o livro e também uma arca lacrada para serem devolvidos juntos e TICIO, além
de ficar com o livro também tivesse conseguido abrir a arca descobrindo que a mesma continha algumas
jóias, tirando-as e devolvendo apenas a arca vazia? Como adequar sua conduta?
f) É possível apropriação indébita por omissão?

02ª QUESTÃO:
MARIO, na qualidade de advogado, foi contratado por VALDETE a fim de que ele ajuizasse demanda
judicial a favor de sua cliente.
No curso desse processo, VALDETE foi condenada a pagar multa processual a ser depositada
judicalmente.
Para tanto, VALDETE realizou o depósito do valor da referida multa na conta-corrente de MARIO, a fim de
que ele efetivasse o mencionado depósito judicial.
MARIO, então, efetuou o referido depósito através de cheque de sua genitora, que foi devolvido por
insuficiência de fundos.
Pelos fatos narrados, o Ministério Público denunciou MARIO como incurso no art. 168, § 1º, II, do Código
Penal.
Correta a tipificação penal feita pelo Ministério Público? Fundamente a sua resposta.

Tema 20:

Estelionato. 1) Considerações gerais: a) Definição e evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do
delito. Tipicidade objetiva e subjetiva; b) Diferença entre o estelionato e o furto qualificado pela fraude; c)
Diferença entre o estelionato e a apropriação indébita; d) Crimes previstos no artigo 171, § 2º, do CP; e) As
outras espécies de fraude. 2) Aspectos controvertidos. 3) Concurso de crimes. 4) Pena e ação penal.

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

01ª QUESTÃO:
(3ª Questão do XXXIII Concurso para Ingresso na Classe Inicial da Carreira do Ministério Público do
Rio de Janeiro) - Prova aplicada em 02/02/2014 - Enunciado adaptado.
JOAQUIM ajuizou uma ação indenizatória civil para pleitear danos morais em face de determinada
concessionária de serviços de telefonia móvel, instruiu seu pedido com certidão falsificada pelo próprio, na
qual constava o seu nome como inscrito em cadastro geral de devedores inadimplentes, o que teria se
dado por iniciativa indevida da mencionada empresa. No decorrer do itinerário processual, obedecido o
amplo contraditório, a apontada fraude não restou descoberta, já que a própria pessoa jurídica, por
desorganização de seus quadros administrativos, acreditou na veracidade do documento. Isso porque
JOAQUIM frequentemente atrasava o pagamento de suas contas mensais, o que ocasionava o envio de
reiteradas advertências quanto à possibilidade de encaminhamento de seus dados aos órgãos de proteção
ao crédito, embora isso jamais tivesse ocorrido. Ao final da demanda, o pedido foi julgado procedente, com
a consequente condenação da ré e fixação dos valores pleiteados.
Seis meses após o trânsito em julgado do provimento jurisdicional, a pessoa jurídica sucumbente obteve
dados irrefutáveis que atestaram a falsidade do documento utilizado por JOAQUIM no processo original,
tendo, por tal razão, ingressado com Ação Rescisória (artigo 485, III e IV, do Código de Processo Civil)
visando desconstituir a coisa julgada material, o que, efetivamente, veio a ocorrer.
No corpo do acórdão rescisório, ficou determinada a extração de cópias do expediente e posterior remessa
ao Ministério Público, para apuração dos crimes de Estelionato Judiciário e Fraude Processual.
Diante desses fatos, tipifique a conduta de JOAQUIM. Resposta objetivamente fundamentada, em 15
(quinze) linhas.

02ª QUESTÃO:
Tipifique, de forma fundamentada, as condutas praticadas por JULIANO:

Item A) JULIANO é funcionário da empresa Garagem Central Car, onde LUCIA era mensalista havia mais
de 03 (três) anos.
Em um determinado dia, LUCIA deixou a chave do seu veículo com JULIANO, a fim de que ele
manobrasse e lavasse o carro.
Ocorre que, ao pegar o veículo, LUCIA constatou que o aparelho celular, que estava no porta-luvas, havia
sido subtraído por JULIANO.

Item B) JULIANO é genro de OLÍMPIA. No dia 11 de maio de 2014, JULIANO disse à sogra que o dinheiro
que estava depositado na conta-corrente dela estava "sumindo" no banco, razão pela qual OLÍMPIA
deveria sacar toda a quantia existente naquela conta-corrente e depositá-la em uma outra conta, de
titularidade de OLIMPIA, a ser aberta em outra instituição bancária.
Ato contínuo, JULIANO informou OLÍMPIA que poderia ajudá-la, o que foi aceito pela sogra. Para tanto,
OLÍMPIA sacou todo o dinheiro que havia em sua conta-corrente e o entregou a JULIANO, que, ao invés
de depositar em conta-corrente de titularidade de OLÍMPIA, depositou na sua própria conta-corrente, se
recusando a restituir a quantia à OLÍMPIA.

Tema 21:

Receptação, Receptação de animal e Disposições Gerais. 1) Considerações gerais: a) Definição e


evolução histórica. Bem jurídico tutelado. Sujeitos do delito. Tipicidade objetiva e subjetiva. Autonomia da
receptação; b) Espécies de receptação. 2) Aspectos controvertidos. 3) Imunidades materiais (as escusas
absolutórias). 4) Imunidades formais. 5) Concurso de crimes. 6) Pena e ação penal.

01ª QUESTÃO:

CAIO adquiriu de MÉLVIO arma de fogo de uso restrito, estando ciente de que a numeração daquela arma
estava raspada. MÉLVIO afirmou para CAIO que aquela arma lhe pertencia, tendo-a recebido de seu pai,
sendo acertado o preço justo de mercado, inclusive. Meses depois, em diligência realizada na casa de
CAIO, com autorização judicial, foi a arma apreendida, sendo o mesmo preso por receptação, além do
crime correspondente, previsto no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03).
Comente a hipótese.

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CADERNO DE EXERCÍCIOS

02ª QUESTÃO:

JAIME, comerciante, recebe de MÁRIO diversas caixas de vinho de cuja origem criminosa desconfiava.
JAIME não questionou o vendedor sobre tal circunstância. Preso dias depois, veio a ser denunciado pelo
Ministério Público.
Pergunta-se:
a) Qual a correta capitulação do fato?
b) O fato de o acusado saber da origem ilícita da coisa pode fazer com que a capitulação seja alterada?
c) Como diferenciar a hipótese do § 1º daquela prevista no § 3º?

BIBLIOGRAFIA GERAL
ANDREUCCI, Ricardo Antônio. Legislação penal especial. 13. ed. atual. e ampl. São Paulo: Saraiva, 2018.
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CARNEIRO, José Reinaldo Guimarães. Direito penal: parte especial, arts. 121 a 288. Rio de Janeiro:
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CASTELLANI, Fernando F. (Coord.). Legislação penal especial: questões de provas preambulares de
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COSTA, Álvaro Mayrink da. Direito penal. 8. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2009. v. 1, t. 2
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GRECO, Alessandra Orcesi Pedro; RASSI, João Daniel. Crimes contra a dignidade sexual. São Paulo:

DIREITO PENAL - CP03 - 04 - CPIV - 2º PERÍODO 2019 21


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CADERNO DE EXERCÍCIOS

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REGHELIN, Elizangela Melo. Crimes sexuais violentos: tendências punitivas. Atual. com a lei 12.258/10
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VIANA, Agnaldo. Comentários ao Código Penal: parte especial, arts. 121 ao 183 para concursos e salas de
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ZAFFARONI, Eugenio Raul; PIERANGELI, José Henrique. Manual de direito penal brasileiro: parte geral.
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