Vous êtes sur la page 1sur 52

Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF

TRATAMENTOS TÉRMICOS
DOS AÇOS

 FABIANO AMORIM
 MARCOS ANTÔNIO
 PEDRO THIAGO
 RAFAEL SANTOS
 RAMOM BRASILEIRO
 THIAGO ANDRADE
Tratamento Térmico
 Conjunto de operações de aquecimento e resfriamento;

 Aços são submetidos a condições controladas;

 Objetivo de modificar as propriedades;

 Alteração da estrutura.
Fatores que influenciam
nos tratamentos
 Aquecimento;

 Tempo de permanência;

 Resfriamento;

 Atmosfera do forno.
Fatores que influenciam
nos tratamentos
 No aquecimento devem ser consideradas a velocidade e
a temperatura máxima;

 O aquecimento e o tempo de permanência afetam os


grãos;

 Resfriamento determina efetivamente a estrutra;

 Atmosfera do forno evita oxidação e a descarbonetação;


Recozimento
Objetivos do Tratamento:

 Remover tensões;

 Diminuir a dureza e aumentar a usinabilidade;

 Alterar as propriedades mecânicas como ductilidade ou


resistência, por exemplo;

 Modificar as características elétricas ou magnéticas;


Recozimento
 Ajustar o tamanho do grão;

 Regularizar a textura bruta de fusão;

 Remover gases;

 Produzir uma microestrutura definida;

 Eliminar os efeitos de quaisquer tratamentos


realizados anteriormente.
Recozimento
Tipos de Recozimento:

 Recozimento total ou pleno;

 Recozimento isotérmico ou cíclico;

 Recozimento para alivio de tensões;

 Recozimento em caixa;

 Esferoidização.
Recozimento Total

 Aquecimento acima da zona critica;

 Resfriamento lento;

 Obtêm se a Perlita grosseira na estrutura final.


Recozimento Isotérmico

 Aquecimento idêntico ao do recozimento total;

 Resfriamento rápido;

 Duas etapas de resfriamento;

 Estrutura final é mais uniforme.


Recozimento para Alivio de
Tensões
 Tensões originadas em outras operações;

 Aquecimento a temperaturas abaixo do limite inferior da


zona critica;

 Aquecimento lento.
Esferoidização

 Aquecimento seguido de um resfriamento;

 Carboneto em forma esferoidal ou globular;

 Utilizado em aços de alto carbono.


Recozimento em Caixa

 Aquecimento lento a temperaturas abaixo da zona


critica;

 As peças de aço são colocadas no forno em


recipientes vedados;

 Protege grandes massas ou grande número de peças.


Normalização

 É um tratamento térmico em que o aço é aquecido a


uma temperatura acima da zona crítica
(austenitização completa) e posterior resfriamento ao
ar;
 Geralmente, em média, eleva-se em 50°C a
temperatura acima da zona crítica do material e o
tempo de imersão depende da espessura e da
composição do aço.
Normalização no Diagrama
Ferro-Carbono
Objetivos da Normalização

 Ajudar a aliviar as tensões internas provocadas por


forjamento, fundição, usinagem ou solda;
 Melhorar a homogeneização microestrutural;
 Fornecer dureza e resistência ao material;
 Melhorar a estabilidade dimensional;
 Melhorar a usinabilidade;
 Melhorar a ductilidade;
 Fornecer uma resposta mais consistente à têmpera ou
cementação.
Aplicações da Normalização

 Engrenagens;

 Rodas ferroviárias;

 Eixos;

 Peças diversas de contorno irregular;

 Peças que serão cementadas ou temperadas.


Temperaturas de Normalização
de alguns aços
1015, 1020, 1022 915°C
1025, 1030 900°C
1035 885°C
1040, 1045, 1050 860°C
1060, 1080, 1090 830°C
1095 845°C
1117 900°C
1137 885°C
1141, 1144 860°C
1330 900°C
1335, 1340, 3135, 3140 870°C
3310 925°C
4027, 4028, 4032 900°C
4037, 4042, 4047, 4063 870°C
4118 925°C
4130 900°C
4135, 4137, 4140, 4142, 4145, 4147, 4150 870°C
4320 935°C
4337, 4340 870°C
4520, 4620, 4621, 4718, 4720, 4815, 4817, 4820 925°C
5120 925°C
5130, 5132 900°C
5135, 5140, 5145, 5147, 5150, 5155, 5160 870°C
6118, 6120, 8617, 8620, 8622 925°C
8625, 8627, 8630 900°C
9310 925°C
9840, 9850, 50B44, 50B46, 50B50 870°C
60b60, 81B45, 86B45 870°C
94B15, 94B17 925°C
94B30, 94B40 900°C
Têmpera

OBJETIVO:

 AUMENTAR A DUREZA E A RESISTÊNCIA MECÂNICA.

CONSEQUÊNCIAS:

 DIMINUIÇÃO DA DUCTILIDADE, AUMENTO DA


FRAGILIDADE E AUMENTO DA RESISTÊNCIA AO
DESGASTE.
Têmpera
Aquecimento:
 Formação da austenita
Têmpera

Resfriamento:
 Formação da martensita
Têmpera
Revenimento:

 Correções das
tensões internas;
 Temperatura
abaixo da zona
crítica;
 Resfriamento
normalmente
ao ar.
Têmpera
Aços-Liga:

 Tratamento isotérmico;
 Resfriamento em óleo aquecido e sais fundidos;
 Evita trincas e rachaduras.

T A
P

M
 25  50  75 Tempo [s]
Têmpera
Aço de alta temperabilidade:

 Austêmpera;

 Resfriamento em sal fundido;

 Formação da bainita;

 Dureza menor que da martensita;

 Não faz o revenimento.


Têmpera
Martêmpera:

 Aumento de dureza por meio da microestrutura


martensitica;
 Menor nível de tensões internas em relação à têmpera
convencional;
 Microestrutura Martensita (idêntica à obtida na têmpera
convencional).
Tratamentos Térmicos:
REVENIMENTO
O que é Revenimento?

 Conceitualmente este é um tratamento térmico realizados


nos aços endurecidos pelo processo de Têmpera. Seu
principal objetivo é a redução da Fragilidade, ou o
acréscimo da Tenacidade dos aços.
Tratamentos Térmicos:
REVENIMENTO

Elementos de liga:

 Cromo;

 Molibdênio;

 Vanádio.
Tratamentos Térmicos:
REVENIMENTO
Qual a finalidade deste tratamento térmico?

 Diminuir a dureza do Aço;

 Aumentar sua ductibilidade e


usinabilidade;

 Aliviar as tensões internas.


Tratamentos Térmicos:
REVENIMENTO
Quais materiais podem receber esse tratamento?

 Os Aços - Carbono;

 Aços ligados;

 Os Ferros Fundidos Cinzentos.


Tratamentos Térmicos:
REVENIMENTO
Quais aplicações?
Tratamentos Térmicos:
REVENIMENTO
Problemas que ocorrem no processo:

 Duplo revenido;

 Fragilidade pelo revenido;

 Fragilidade azul;

 Fragilidade de Krupp.
Tratamentos Térmicos:
REVENIMENTO
Coalescimento

 Tratamento capaz de produzir esferoidita;

 Aplicado principalmente em aços


hipereutetóides.
OBJETIVO

A produção de uma estrutura globular ou


esferoidal de carbonetos no aço.

 Melhoria da usinabilidade, especialmente a dos


Aços de alto teor de carbono;
 Facilita a deformação a frio.
Métodos

 Aquecimento por um longo tempo de aços


laminados ou normalizados,abaixo da linha inferior
da zona critica A 1. da figura.(em torno de 700°C);

 Aquecimento e resfriamento alternados entre


temperaturas logo acima e abaixo A 1.
Métodos
Métodos
Aplicação

 Dureza muito Baixa, inferior a Perlita grosseira;

 Usado principalmente em aços de alto teor de


carbono.
Prática dos Tratamentos
Térmicos
O conhecimento dos aspectos práticos dos
tratamentos térmicos é fundamental para se ter
melhores resultados. A pratica dos tratamentos
tem evoluído, principalmente com a adesão de
equipamentos modernos, possibilitando um
melhor controle do tratamento, economia de
energia e redução de custos.
Exemplos

 Miniprocessadores e computadores para


controle de fornos e para linha de produção
(do tratamento até a inspeção/embalagem).

 Recuperadores de calor, para economia de


combustível.

 Técnicas de têmpera utilizando raios laser e


feixe eletrônico.
Equipamentos

São diversos os equipamentos e acessórios


para a realização das operações de tratamento
térmico, desde ferramentas simples até mais
sofisticados fornos.
Tenaz
É uma ferramenta usada por ferreiros e serralheiros
para pegar objetos metálicos quentes. Possui cabos
compridos o suficiente para que o utilizador possa
manipular os materiais nas forjas, ou segurá-los
quando estão em brasa.
Tenaz

 É conveniente que se tenha uma boa coleção de


tenazes, com vários formatos e pesos, principalmente
quando não há equipamento automático.

 Geralmente são feitos de aços comuns, com baixo


teor de carbono.
Fornos

Existem duas categorias principais de fornos


utilizados nos tratamentos térmicos:

 Fornos intermitentes

 Fornos Contínuos
Forno Intermitente
 Forno Intermitente – É uma câmara de aço reforçado, com
sistema e isolamento térmico e abertura para acesso às
câmaras de aquecimento.
Fornos Intermitentes
As principais variedades entre os Fornos
Intermitentes são:
 Forno de Caixa: o mais simples, é uma caixa de aço reforçado,
com um sistema térmico (combustível ou eletricidade normalmente)
isolada termicamente, com portas para carga e descarga do
material.
 Forno de Fundo Móvel: É um forno em que seu fundo é móvel,
facilitando a carga e descargadas peças.
Fornos Intermitentes
 Forno de Elevador: Semelhante ao de fundo móvel, mas o
fundo da câmara é suspenso para entrar no forno,
necessitando de algum tipo de mecanismo.

 Forno-poço: É um forno em que a câmara de aquecimento


está ao nível do solo ou um ligeiramente acima, com uma
cobertura que se estende a cima do nível do solo.
Fornos Contínuos
 Fornos Contínuos : Contém os mesmos componentes dos
fornos intermitentes, a diferença é que esses equipamentos operam
de modo contínuo. São empregados para tratar grandes volumes
de peças. O problema desse tipo de forno é a dificuldade de
controle da atmosfera da câmara, devido a cobertura e portas de
carga e descarga.
Fornos Contínuos

O problema desse tipo de forno é a dificuldade de controle da atmosfera


da câmara, devido a cobertura e portas de carga e descarga.
Fornos Contínuos
Os tipos mais comuns de fornos contínuos são:
 Forno com Correia Transportadora: Geralmente empregado
no tratamento de peças pequenas, é munido de uma correia que
movimentam as peças durante a têmpera.
 Forno de Soleira Móvel com Roletes: Utilizado em peças de
maior comprimento, caracteriza-se por ter as peças colocadas em
cima de roletes que as transportam para dentro do forno.
Fornos Contínuos
 Forno com Vigas Movediças: Possuem trilhos móveis
que levantam as peças e as colocam em trilhos estacionários
para dentro do forno.

 Forno com Empurradores: Caracteriza-se pela presença


de um mecanismo de empurradores, que empurram uma fila
de bandejas para o interior do forno.

 Fornos com Soleira Giratória: Há um movimento na


soleira que pode produzir inércia nas peças, fazendo com que
se regule melhor o ciclo do tratamento. Limitado a peças de
pequenas dimensões.
Obrigado a todos!
Referências
 CHIAVERINI, V. Aços e ferros fundidos. São Paulo: ABM, 1988, 6a ed.
 LOSEKANN, C. R. Materiais de Construção Mecânica II. UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA MARIA, 2007.
 CALLISTER Jr., W. D. Materials science and engineering: an Introduction.
N.Y: John Wiley & Sons, Inc, 3a. ed., 1994
 ZOLIN, Ivan. Materiais de construção : mecânica / Ivan Zolin. 3° ed.
Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria: Colégio Técnico
Industrial de Santa Maria, 2011.
 PASCOALI, Suzy. Módulo II Tecnologia dos Materiais I. Centro Federal
de Educação Tecnológica de Santa Catarina, 2008.