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1. Estabeleça as diferenças fundamentais entre jurisdição e arbitragem.

2.Comente a respeito do princípio do acesso à justiça, previsto no artigo 5º, xxxv da CF/88, estabelecendo a diferença
entre acesso à jurisdição e acesso à justiça.
O acesso à Justiça deve ser efetivo e material, o que significa dizer que a resposta apresentada pelo Estado deve dirimir o
conflito existente ou legitimar a situação ofertada em prazo razoável. Não basta que o poder judiciário receba a demanda e
garanta o direito de ação processual, ou seja, o direito de agir dirigindo-se ao órgão jurisdicional, deve também garantir
uma decisão justa, sob pena de nada adiantar esta garantia constitucional. Com este pensamento, a emenda
Constitucional nº 45/04 inseriu no artigo 5º, o inciso LXXVIII, que diz: “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são
assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. Este novo inciso
configura garantia constitucional fundamental, vez que reflete justamente os anseios sociais atuais e a necessidade de um
processo com duração a realizar o direito. A Constituição Federal de 1988 traz em seu artigo 5°, inciso LXXIV, a seguinte
redação: “o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos”. Esse
direito e garantia fundamental instrumentaliza-se por meio da Defensoria Público, instituição essencial à função jurisdicional
do Estado, a qual tem como função a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, nos termos do
art. 134 da CF. Os necessitados fazem jus agora à dispensa de pagamentos e à prestação de serviços não apenas na
esfera judicial, mas em todo o campo dos atos jurídicos. Ressalte-se ainda que a EC 45/04, por seu turno, fortaleceu as
Defensorias Públicas Estaduais ao constitucionalizar a autonomia funcional e administrativa e fixar competência para
proposta orçamentária, colocando, assim, Ministério Público e Defensoria Pública em pé de igualdade quanto às garantias
institucionais.

3.Relacione a 2ª coluna de acordo com a 1ª:


(a)Lei 9.307/95 (D) Equipe multidisciplinar
(b)Lei 13.140/15 (C)Jurisdição
(c)Lei 13.105/15 (A)Arbitragem
(d)Lei 11.340/06 (B)Mediação

4.Relacione a 2ª coluna de acordo com a 1ª:


(a)Art. 334 do NCPC (C ) Suspensão de feito para encaminhar à Equipe
multidisciplinar

(b)Política Judiciária nacional (B)Resolução 125/2010 do CNJ


tratamento adequado de conflitos

(c)art. 694, § único do NCPC; (A)audiência de conciliação e mediação

(d)Delação premiada (E )conciliação em matéria penal

(e)Nova visão para conflitos penais ( D)Sursis processual

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1).Relacione a 2ª coluna de acordo com a 1ª:


(a)Autotutela ( B )mediação
(b)autocomposição ( C )Arbitragem
(c)heterocomposição ( A )Proteção possessória
( A)Direito de retenção – arts. 578 e 644 CBB
( C )Jurisdição
( B )Conciliação
2).Aprecie as afirmações abaixo, identificando-as com certo e errado:
a)O desforço imediato não é uma hipótese de autotutela. (E)
b)A renúncia é um exemplo de autocomposição. (C)
c) A arbitragem é uma hipótese de autocomposição em que um facilitador auxilia as partes na resolução de conflitos
propondo soluções.( E)
d)A jurisdição é o único exemplo de heterocomposição existente no direito brasileiro. (E)

3).Identifique as três ondas renovatórias de acesso à justiça como enfrentamento dos óbices ou dificuldades de acesso à
justiça.
A primeira onda
Entendeu-se que a pobreza não deveria funcionar como fator excludente, por significar a atuação do judiciário algo
essencial aos preceitos de cidadania e aos ditames da disciplina dos direitos humanos. Para tanto, se procurou remover as
barreiras que existiam entre os direitos civis e seus remédios jurídicos, assumindo-se uma nova postura diante da questão
da igualdade ou, melhor dizendo, desigualdade, tratando “igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata
medida de suas desigualdades” (NERY, 1992, p.40, apud, CÂMARA, 2005, p.87).
A segunda onda
A sociedade passou a se deparar com um inédito dilema, qual fosse o de romper o isolamento jurídico-legislativo dos
indivíduos quando do enfrentamento das violações de massa, as quais incidiam sobre categorias inteiras de pessoas.
O avanço do capitalismo teve consequências diretas para as relações de consumo e para a manutenção do ideal
ecológico, o que propiciou certo desconforto à sociedade, que não mais se sentia concretamente protegida pela justiça,
diante da atipicidade do novo panorama.

Nessa etapa, chamada de “tutela dos direitos meta individuais”, ocorre uma abertura ainda maior das portas de acesso ao
judiciário, ao se permitir que as pessoas postulem acerca de interesses coletivos, difusos e individuais homogêneos,
categorias recentes e fragmentadas por natureza, que figuravam com eficácia reduzida dado o vácuo no aparato
procedimental disponibilizado pelo Estado para a consumação de tais direitos. Para José Luis Bolzan de Morais (1999, p.
90), “essa segunda onda se refere à pobreza organizada e às reformas necessárias à ruptura dessa tradicional postura
individualista do processo civil”.

A intervenção do movimento buscou a ampliação da legitimação para agir, de maneira a incluir no polo ativo dessas tutelas
coletivas até organizações não estatais e de classes, como associações, sindicatos e partidos políticos, além da criação de
outras ações específicas, a exemplo das ações populares e das ações civis públicas, com maior engajamento do Ministério
Público, isso na medida em que se constatou que a parte não agia somente por si mesma, mas para a coletividade, e em
prol de um objetivo maior.

2.3 - A terceira onda

Contudo, não obstante as transformações ocorridas no seio do Judiciário, o movimento não parou por aí. Uma “terceira
onda” de exigências reverberou na sociedade neoliberal, muito mais forte, e ainda está longe de se esgotar, uma vez que,
para os indivíduos, não bastou a facilitação do acesso à justiça, evidenciada em épocas anteriores, pois o foco do debate
extrapolara o que se poderia antever, lançando questionamentos impossíveis de se apaziguar, e atingindo de vez a
“espinha dorsal” do Estado.

Aurélio Wander Bastos, em prefácio à obra de Maria Nazareth Serpa, salienta que:

“O mundo caminha para o rompimento de suas barreiras e fronteiras tradicionais, recolocando o indivíduo e a dimensão
existencial de seus problemas como pressuposto da própria organização social. Os modelos tradicionais de harmonização
de problemas estão sendo substituídos por modelos mais abertos e flexíveis, com visíveis efeitos sobre as formas de
organização da justiça e sobre as decisões de natureza jurídica. Por estas razões, mais e mais aos modelos judiciais
formais para a proteção de direitos e de decisões de conflitos somam-se alternativas judiciosas [...]. Neste contexto, o
direito da força sobre os padrões democráticos de organização da sociedade esvazia-se, assim como a força do Direito, na
sua estruturação formal, se recompõe para sobreviver como pressuposto de sintonização dos interesses subjetivos do
homem”(SERPA, 1999, p.xxi).

Descobriu-se, então, que a noção de efetivo acesso à justiça merecia uma reanálise conceitual e procedimental,
procurando-se instrumentos alternativos para a solução dos conflitos fora das arenas judiciais, em outras palavras, meios
mais adaptados aos dias de hoje.