GUIA
GUIA DE
DE
INTEROPERABILIDADE BIM
INTEROPERABILIDADE BIM
Fluxo
Fluxo completo
completo de
de projetos
projetos utilizando
utilizando
soluções AltoQi e ARCHICAD
soluções AltoQi e ARCHICAD
Socrate Muñoz
Edvanio Teixeira
Engenheiro Civil
Sumário
1. Introdução................................................................................................................................4
2. Fluxo de trabalho em BIM...................................................................................................5
2.1. Fluxo de trabalho............................................................................................................6
3. Concepção do projeto Arquitetônico.............................................................................9
3.1. Ponto de origem do modelo.......................................................................................9
3.2. Classificação dos elementos de tipo IFC............................................................10
3.3. Otimização do modelo arquitetônico para colaboração BIM....................13
3.4. Exportando modelo IFC............................................................................................15
4. Iniciando o projeto estrutural no AltoQi Eberick......................................................18
4.1. Criando o projeto a partir do modelo IFC.........................................................18
4.2. Lançamento do projeto estrutural........................................................................23
4.3. Exportação IFC do modelo estrutural.................................................................25
5. Iniciando o projeto de instalações no QiBuilder........................................................27
5.1. Criando o projeto a partir do modelo IFC.........................................................27
5.2. Importação do modelo IFC Estrutural ................................................................30
5.4 Modelagem dos projetos de instalações.............................................................32
5.3. Exportando modelo IFC............................................................................................35
6. Importando IFC Estrutural no ARCHICAD..............................................................37
6.1 Importação IFC Estrutural........................................................................................37
6.2 Controle dos vegetais.................................................................................................41
7. Importando IFC MEP no ARCHICAD..........................................................................46
7.1 Importação IFC MEP...................................................................................................46
7.2 Controle dos vegetais.................................................................................................50
8. Utilizando modelo IFC estrutural no ARCHICAD...................................................53
8.1 Interseção automática entre estrutura e arquitetura....................................53
8.2 Interseção com comando “Fundir elementos” entre estrutura e
arquitetura.........................................................................................................................................58
8.3 Interseção com comando “Operações de sólidos” entre estrutura e
arquitetura.........................................................................................................................................59
8.4 Modificação adicional na arquitetura..................................................................61
9. Compatibilização com Clash Detection e BCF........................................................64
9.1. Verificação de colisão nos Sistemas AltoQi......................................................67
9.1.1 Estrutura e Arquitetura.............................................................................67
9.1.1.1. Exportando BCF..........................................................................73
9.1.2 Estrutura e MEP............................................................................................74
9.1.2.1. Exportando BCF..........................................................................79
10. Reimportando modelo IFC e BCF no ARCHICAD.................................................80
10.1. Removendo o modelo estrutural desatualizado..........................................80
10.2. Adicionando o modelo Estrutural atualizado e BCF..................................81
10.3. Atualizando modelo IFC MEP.............................................................................84
10.4. Exportando o modelo arquitetônico final em IFC.......................................85
11. Atualização projeto Estrutural e MEP.................................................................87
11.1. Atualizando modelo IFC e plantas.....................................................................87
11.2. Importando modelos BCF.....................................................................................88
12. Finalização do projeto em BIM..................................................................................89
13. Criando tabelas no ARCHICAD..................................................................................91
13.1 Gerando os mapas.....................................................................................................91
1. Introdução
Neste guia vamos apresentar o desenvolvimento de um projeto em BIM passo
a passo utilizando soluções AltoQi e ARCHICAD, compreendendo desde o
desenvolvimento dos projetos até a colaboração entre os projetistas. Vamos
utilizar como exemplo uma obra mista composta por uma fábrica têxtil no
pavimento térreo e um apartamento no pavimento superior.
Figura 1 - Projeto exemplo para o fluxo BIM
4
2. Fluxo de trabalho em BIM
A metodologia tradicional de projetos se baseia em um fluxo sequencial das
disciplinas envolvidas no projeto da edificação, que se inicia pela arquitetura,
depois a estrutura, até as instalações prediais hidráulicas, ar-condicionado,
e elétricas representadas por desenhos CAD 2D com linhas, textos e vistas
sem informação. Essa forma de conceber os projetos torna o processo árduo e
vulnerável a erros, pois apenas elementos simples de desenhos não conseguem
representar com fidelidade e riqueza de detalhes os elementos construtivos.
A concepção de projetos em BIM está baseada em modelos tridimensionais das
disciplinas envolvidas com um banco de informações associados, representando
cada etapa do projeto. Assim, é possível, a partir dele, extrair os desenhos,
dimensionamentos, quantitativos e demais documentos para etapa executiva
da obra. Desta forma, todos os projetistas participam já nas fases iniciais de
desenvolvimento, tendo uma interação maior para que as trocas de informações
dos “Modelos” gerados possibilitem que as decisões tomadas nessas fases
causem menor impacto, reduzam as incertezas e aumentem a assertividade do
empreendimento.
O sucesso de desenvolvimento de projetos em BIM, gerando modelos com
informações de qualidade e com alto desempenho da equipe está diretamente
relacionado a adoção de um fluxo adequado de trabalho. Atualmente, um dos
principais motivos de insucesso na adoção do conceito BIM está relacionado
a fluxos de trabalhos inadequados, gerando informações desorganizadas e
retrabalhos expressivos para toda a equipe.
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BIM
2.1. Fluxo de trabalho
Neste projeto piloto vamos adotar um fluxo de trabalho otimizado, que será
organizado pelas seguintes fases:
Figura 2 - Fluxo de trabalho BIM adotado
·· Fase 00 – Plano de execução BIM: Define-se todos os envolvidos no
desenvolvimento do projeto em BIM, usos do modelo e o padrão de
comunicação.
·· Fase 01 - Concepção arquitetônica: Trata-se do estudo e concepção inicial
do modelo arquitetônico.
·· Agentes envolvidos: Arquitetura e Cliente.
·· Entregáveis: Modelo 3D da arquitetura básico em IFC.
·· Fase 02 – Validação dos espaços e conceitos: Nesta fase a arquitetura é
validada pelos projetistas de instalações e estrutura. Podemos descrever
esta etapa como uma “reunião geral de alinhamento das diretrizes do
projeto” envolvendo todos os projetistas. Define-se o posicionamento
conceitual das prumadas, caminhamentos principais, soluções construtivas,
6
BIM
sistemas aparentes ou embutidos, posicionamento dos quadros entre
outros pontos de grande impacto no projeto. Mesmo não iniciando a
modelagem das disciplinas de instalações e estrutura, esta fase deve reunir
todos os projetistas para validar tecnicamente a viabilidade da arquitetura
e gerar as diretrizes do projeto.
·· Agentes envolvidos: Arquitetura, Engenharia MEP, Calculista
Estrutura e Cliente.
·· Entregáveis: Ata de diretrizes de modelagem do projeto.
·· Aprovações: Inicia-se o processo de aprovação do projeto
arquitetônico e o estudo de viabilidade para ligação elétrica, água,
esgoto e pluvial conforme normas regionais.
·· Fase 03 – Concepção inicial do projeto estrutural: Após a concepção do
inicial do projeto arquitetônico e alinhamento entre projetistas, inicia-
se o projeto estrutural. Devido ao projeto estrutural ser pré-requisito
para a concepção das instalações, o modelo estrutural deve ser iniciado
preferencialmente antes das instalações. O projeto já deve ser concebido
o mais compatibilizado possível com a arquitetura, evitando retrabalhos
futuros para toda a equipe.
·· Agentes envolvidos: Arquitetura, Calculista e Cliente.
·· Entregáveis: Apenas Modelo 3D inicial da estrutura em IFC.
·· Fase 04 – Concepção inicial dos projetos de instalações (MEP): Com a
concepção inicial da arquitetura e estrutura definida, inicia-se os projetos
de instalações Elétrica, Hidrossanitário e Preventivo. Neste projeto, não
temos HVAC, caso contrário, o mesmo deve iniciar antes das demais
instalações. O projeto já deve ser concebido o mais compatibilizado
possível com a arquitetura e a estrutura, evitando retrabalhos futuros para
toda a equipe.
·· Agentes envolvidos: Arquitetura, Engenharia MEP e Cliente.
7
BIM
·· Entregáveis: Modelos 3D MEP em IFC.
·· Fase 05 – Processo de compatibilização e revisão dos modelos: Com
todos os projetos já iniciados, parte-se para a fase de compatibilização
e alinhamento final dos modelos, sendo um processo iterativo entre os
projetistas. Mesmo as disciplinas já terem sido concebidas de modo
integrado, não podemos descartar um processo final de compatibilização.
·· Agentes envolvidos: Arquitetura, Engenharia MEP, Calculista e
Cliente.
·· Entregáveis: Modelos 3D MEP em IFC.
·· Aprovações: Projeto de instalações e arquitetura nos órgãos
competentes.
·· Obs.: Como as aprovações ainda não são realizadas através do
modelo BIM, devemos emitir nesta etapa plantas e memoriais
pertinentes às necessidades de aprovação.
·· Fase 06 – Documentação do projeto: Com todos os projetos definidos
e compatibilizados, parte-se para a etapa de documentação. Nesta fase,
geram-se os desenhos executivos do projeto, listas de materiais e demais
documentações pertinentes.
·· Agentes envolvidos: Arquitetura, Engenharia MEP, Calculista e
Cliente.
·· Entregáveis: Modelos 3D com informações em IFC, Plantas PDF/
DWG, Resumo de materiais, Memoriais descritivos e Cálculo.
No fluxo de projeto em BIM, os projetos legal e básico não geram documentações
tradicionais (plantas e documentos), estando documentados no modelo
BIM (modelagem 3D com informações). No entanto, ainda se emite algumas
documentações nestas fases devido a maioria dos processos legais de aprovação
ainda serem no modelo tradicional.
8
3. Concepção do projeto
Arquitetônico
Apresentaremos neste tópico algumas diretrizes para a modelagem da
arquitetura e a exportação do modelo via IFC para uso colaborativo junto aos
projetistas de engenharia.
Figura 3 - Diretrizes para a fase 01 e comunicação com a fase 03
3.1. Ponto de origem do modelo
Uma informação importante no processo de trabalho em BIM é a definição do
ponto de origem do projeto. Este ponto deve ser definido em um local de fácil
identificação a todos os projetistas.
Importante: Deve-se evitar definir o ponto de origem (0,0,0) distante da
edificação. Quando a origem está muito afastada, os elementos do projeto
estão definidos com coordenadas elevadas, podendo resultar em problemas
de precisão nos processos computacionais de análise do projeto (Análise
matricial estrutural, Análise dinâmica, Avaliações térmicas entre outras).
9
BIM
No projeto exemplo, o ponto de origem foi definido no canto superior esquerdo
da edificação. Este ponto deve ser compartilhado com os demais projetistas,
anexando um croqui ao plano de trabalho em BIM.
Nota: No fluxo de trabalho BIM entre sistemas AltoQi e ARCHICAD a
origem da edificação é reconhecido automaticamente através do modelo
IFC. No entanto, continua sendo recomendável ter o ponto de origem
conhecido visto que é um fluxo aberto (OpenBIM) e se pode utilizar outros
softwares complementares.
Figura 4 - Ponto de origem do projeto
3.2. Classificação dos elementos de tipo IFC
A Classificação dos elementos conforme o tipo disponível no padrão IFC tem um
papel importante na comunicação entre os softwares BIM pois permite aos demais
sistema identificarem o tipo de elemento. Por default, quando se lança um elemento
no ARCHICAD o mesmo já vem com a classificação correta do tipo de IFC.
10
BIM
Nota: Além da comunicação IFC, a classificação tem um papel importante
na utilização interna do modelo dentro do ARCHICAD, onde pode se aplicar
desde a utilização de filtros até a extração de quantitativos.
No exemplo abaixo, ao selecionar uma parede no projeto e acessar a janela de
propriedades, note que vem classificada como “Parede” e consequentemente será
do tipo de IFC “IfcWallStandardCase”.
Figura 5 - Janela de propriedades de uma parede no software ARCHICAD
A entidade “IfcWallStandardCase” fará com que esta parede seja lida em outros
softwares como elemento “Parede”. Na imagem abaixo pode-se observar que a
parede é importada via IFC no software AltoQi QiBuilder como “Parede padrão”.
11
BIM
Figura 6 - Reconhecimento da entidade “IfcWallStandardCase” como “Parede padrão” no AltoQi QiBuilder
No caso dos elementos especiais modelados no ARCHICAD é necessário definir
qual classificação do elemento. No projeto exemplo temos o caso do “Forro” que
foi modelado com o elemento “laje”, devendo ser alterarado a classificação para
elemento de “Forro”.
Figura 7 - Classificando uma laje como forro no ARCHICAD
12
BIM
Nota: No processo de compatibilização das entidades IFC existentes entre
os softwares ARCHICAD e AltoQi ainda não foi tratado nos sistemas AltoQi
a importação da entidade “Terreno” (IfcSite). Neste caso, recomenda-se
alterar a classificação do terreno no ARCHICAD para “Morph”.
3.3. Otimização do modelo arquitetônico para colaboração BIM
A modelagem do projeto arquitetônico tem como objetivo permitir a extração de
todas as documentações permanentes ao projeto, como projeto legal, executivo,
layout humanizado e renderizações 3D. Para estes usos são adicionados muitos
elementos que não são necessários na comunicação com a equipe de engenharia.
Os elementos de usos exclusivos da arquitetura tendem a sobrecarregar muito o
modelo IFC e com isso prejudicar a fluidez do fluxo de trabalho.
Como boa prática de projeto em BIM, visando o melhor desempenho no uso
no modelo, recomenda-se não exportar no modelo IFC elementos que são
desnecessários para a equipe de engenharia, como:
·· Plantas decorativas (geralmente muito pesadas);
·· Elementos de decoração, como quadros, tapetes, cortinas, almofadas...
·· Cadeiras (as mesas podem ser importantes para entender o ambiente e
posicionar os pontos elétricos);
·· Automóveis e
·· Elementos construtivos como piso podotátil e pisos de bloco intertravados.
Nota: Os elementos decorativos podem equivaler a mais de 80% do
tamanho e performance do modelo BIM.
13
BIM
Para filtrar estes elementos na exportação IFC, recomenda-se organiza-los em
vegetais (layers) específicos durante modelagem do ARCHICAD. Para isso, pode-
se criar um vegetal específico para os elementos decorativos, conforme os passos
abaixo:
·· Acesse o menu “Documentação – Vegetais – Vegetais (Vistas de Modelo)...”;
·· Clique no botão “Novo...” e defina o nome do vegetal.
No projeto exemplo foi criado um novo vegetal chamado “Elementos decorativos”.
Figura 8 - Criando um novo vegetal no ARCHICAD
Com o vegetal de elementos decorativos adicionado, basta selecionar os objetos e
definir esta propriedade através do comando “Vegetal”, conforme imagem abaixo:
14
BIM
Figura 9 - Definindo os elementos decorativos com o vegetal “Elementos decorativos”
3.4. Exportando modelo IFC
Com o projeto preliminar definido, podemos exportar o projeto no formato IFC
para os softwares AltoQi seguindo os passos:
·· Com o projeto aberto acesse o modelo 3D do ARCHICAD;
·· Nas opções de visualização do modelo 3D, escolhe a visualização “03
Estudo Preliminar| Corte & Elevação”;
15
BIM
Figura 10 - Simplificação do modelo 3D no ARCHICAD para exportação IFC
Nota: Por default, no ARCHICAD o modelo “03 Estudo Preliminar| Corte &
Elevação” desliga do modelo algumas informações que não são relevantes
para a compatibilização inicial entre os projetistas, como as maçanetas das
portas, puxadores e torneiras. Contribuindo para que o modelo IFC seja
ainda mais leve no processo de interoperabilidade.
·· Acesse o menu “Arquivo - Salvar como”;
·· Na janela de exportação, selecione o formato “IFC” e o tradutor
“Exportação Geral AltoQi”;
·· Clique no botão “Filtro”;
Nota: Na opção “Filtro” podemos desmarcar alguns elementos que não
são importantes para o projeto estrutural, visando tornar a processo de
comunicação mais ágil.
·· Na opção “Agrupar lista de elementos” selecione “Vegetal”;
·· Na lista de vegetais desmarque o vegetal “Elementos decorativos” para não
exportar estes elementos no modelo IFC;
16
BIM
Figura 11 - Filtro de seleção para não exportar elementos decorativos no modelo IFC
·· Clique em “Salvar” para gravar o modelo IFC.
Dica: No processo de trabalho em BIM é indispensável adotar uma pasta
compartilhada com todos os projetistas para salvar os modelos IFC. Esta
pasta pode ser em uma rede interna, um sistema de compartilhamento de
arquivos como Dropbox e Google Driver ou através de uma plataforma
especializada em projetos colaborativos como o sistema AltoQi QiCloud.
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4. Iniciando o projeto estrutural no
AltoQi Eberick
4.1. Criando o projeto a partir do modelo IFC
No projeto arquitetônico, conforme corte abaixo extraído do ARCHICAD,
podemos ver claramente a estrutura de pavimentos.
Figura 12 -Estrutura de pavimentos
18
BIM
Com o projeto arquitetônico no formato IFC, podemos iniciar a fase 03 que
corresponde ao desenvolvimento preliminar do projeto estrutural no AltoQi
Eberick.
Figura 13 - Início do desenvolvimento da fase 03 do fluxo de projeto
Nota: O Eberick conta com uma ferramenta que permite criar o projeto a
partir do modelo IFC, obtendo automaticamente o ponto de origem, níveis
e nome dos pavimentos, modelo 3D e plantas de referência 2D com escala e
posição correta.
Para criar o projeto estrutural a partir do modelo IFC, basta seguir os passos:
·· Acesse o menu “Arquivo – Novo – Novo projeto com modelo externo...”;
Figura 14 -
Comando do Eberick para criar o
projeto a partir do modelo IFC
19
BIM
·· Na janela que se abre, altere o formato de arquivo para “Modelos 3D (*.ifc)”;
·· Selecione o arquivo IFC da arquitetura e clique em “Abrir”;
·· Na janela “Novo projeto (passo 1 de 3)”, defina os dados de identificação e
local de salvamento do projeto e clique em “Avançar”;
·· Na janela “Novo projeto (passo 2 de 3)”, note que o Eberick identificou os
pavimentos e níveis do modelo IFC;
Devido ao projeto arquitetônico ser definido com o Nível de piso acabado,
para facilitar a modelagem do projeto estrutural, vamos descontar do nível
de cada pavimento a espessura correspondente ao “piso + contra piso”, que
no caso do deste projeto é 5 cm.
·· Para alterar os níveis descontando 5 cm, basta editar o nível na coluna
“Nível (cm)” da janela “Novo projeto (passo 2 de 3)”.
Figura 15 - Reduzindo 5 cm no nível dos pavimentos
20
BIM
·· Clique em “Avançar”;
·· No passo 3 de 3 define-se os critérios para geração automática da planta
2D para referência nos pavimentos. Neste ambiente pode-se definir os
níveis da vista 2D e os objetos que vão ser adicionados na planta. Clique em
“Avançar”;
Importante: Deve-se sempre conferir se existe na coluna “Corte sup. (cm)”
algum nível que ultrapasse a altura padrão das portas e janelas, pois irá
“ocultar” estes elementos na planta 2D.
Figura 15 - Reduzindo 5 cm no nível dos pavimentos
Ao concluir o processo de criação do projeto, note que o Eberick já atribuiu
a planta de referência 2D em todos os pavimentos com a escala correta e
posicionada na origem global do projeto.
21
BIM
Figura 17 - Planta 2D extraída automaticamente do modelo IFC
No modelo 3D do Eberick é possível conferir toda a edificação importada via IFC
do ARCHICAD.
Figura 18 - Visualização 3D do projeto no Eberick
22
BIM
4.2. Lançamento do projeto estrutural
Este guia tem como foco apresentar o fluxo de trabalho e a interoperabilidade
entre sistemas e com isso não vamos entrar em detalhes sobre as ferramentas de
modelagem, partindo diretamente para a fase do modelo já lançado.
Dica: Para maiores informações sobre a utilização do Eberick recomenda-se
o tutorial http://help.altoqi.com.br/Tutorial_EB_Basico.
Abrindo o modelo 3D, podemos conferir a estrutura modelada no Eberick com a
Arquitetura modelada no ARCHICAD. Geralmente a arquitetura modela alguns
elementos estruturais no projeto arquitetônico, e para evitar conflitos visuais
entre o modelado estrutural e o modelado de arquitetura, podemos desligar
a visualização das peças estruturais importadas via modelo IFC através da
configurações “Guia 3D – Grupo Configurações - Elementos”;
Figura 19 – Visualização conjunta do modelo estrutural lançado no Eberick e modelo IFC importado
23
BIM
Importante: Nesta fase preliminar, a estrutura já deve ser consebida com a
máxima compatibilização com a arquitetura. Caso tenha alguma divergência,
a mesma deve ser retornada para a equipe de arquitetura. Visando não
estender muito este guia, pode-se aplicar nesta etapa as orientações
apresentadas no item 9 referente a compatibilização de projetos.
Como o modelo estrutural lançado, podemos realizar a análise dos esforços
da estrutura e verificações de dimensionamento para avaliar se o modelo é
tecnicamente viável.
Figura 20 - Pórtico de análise dos deslocamentos elásticos da estrutura
24
BIM
Figura 21 - Exemplo de avaliação do dimensionamento das vigas
Importante: Nesta primeira etapa não é recomendado avaliar detalhadamente
todos os resultados da estrutura visto que a concepção pode ser alterada no
processo de iteração e compatibilização com as demais disciplinas.
4.3. Exportação IFC do modelo estrutural
Com a concepção inicial da estrutura definida, pode-se compartilhar o modelo IFC
com os demais projetistas através dos comandos:
·· Acesse o menu “Projeto - Interoperabilidade BIM - Exportar modelo IFC”;
·· No perfil de exportação selecione “ARCHICAD 20” e clique em “OK” para
exportar o modelo;
25
BIM
Figura 22 - Comando para exportação IFC no Eberick
26
5. Iniciando o projeto de
instalações no QiBuilder
Nesta etapa vamos iniciar a fase 04 do fluxo de trabalho, onde vamos começar
o desenvolvimento dos projetos de instalações (MEP), que correspondem às
engenharias Elétrica e Hidrossanitária.
Figura 23 - Início do desenvolvimento dos projetos hidrossanitários e elétrico
5.1. Criando o projeto a partir do modelo IFC
A criação do projeto de instalações a partir do modelo IFC arquitetônico
segue um procedimento similar ao utilizado na criação do projeto estrutural,
diferenciando apenas o fato de selecionar as disciplinas e a utilização direta dos
níveis da arquitetura.
Para criar o projeto de instalações no QiBuilder, podemos seguir os
procedimentos:
27
BIM
·· Acesse o menu “Arquivo – Novo – Nova edificação com modelo externo”;
·· Na janela que se abre, altere o formato de arquivo para “Modelos 3D (*.ifc)”;
·· Selecione o arquivo IFC da arquitetura e clique em “Abrir”;
·· Na janela “Nova edificação (passo 1 de 6)”, defina os dados de identificação,
local de salvamento do projeto e adicione as disciplinas “Elétrica”,
“Sanitário” e “Hidráulico”.
Figura 24 - Definindo a identificação do projeto MEP
·· Na janela “Nova edificação (passo 2 de 6)” e “Nova edificação (passo 2 de
6)” verifica-se os dados do projeto conforme solicitado;
·· Na janela “Novo projeto (passo 4 de 6)”, note que o QiBuilder identificou os
pavimentos e níveis do modelo IF. Clique em “Avançar”;
·· No passo 5 de 6 define-se os critérios para geração automática da planta
2D de referência nos pavimentos. Neste ambiente pode-se definir os níveis
da vista 2D e os objetos que vão ser adicionados na planta. Clique em
“Avançar”;
28
BIM
Importante: Deve-se sempre conferir se existe na coluna “Corte sup. (cm)”
algum nível que ultrapasse a altura padrão das portas e janelas, pois irá
“ocultar” estes elementos na planta 2D.
Figura 25 - Parâmetros para geração da planta 2D
Ao concluir o processo de criação do projeto, note que o QiBuilder já atribuiu
a planta de referência 2D em todos os pavimentos com a escala correta e
posicionadas na origem global do projeto.
Figura 26 - Planta 2D extraída automaticamente do modelo IFC
29
BIM
5.2. Importação do modelo IFC Estrutural
A importação do projeto estrutural, que é uma base muito importante para a
definição e lançamento dos projetos de instalações, pode ser realizada através do
menu “Arquivo – Interoperabilidade BIM – Importar modelo IFC”. Ao importar o
modelo, o mesmo passa a ser exibido no modelo 3D e no grupo “Modelos 3D” da
edificação.
Figura 27 - Modelo estrutural no formato IFC importado no QiBuilder
Para gerar a visualização 2D do projeto estrutural nos croquis, deve-se:
·· Clicar com o botão direito do mouse sobre o modelo IFC importado;
·· Selecionar a opção “Plano de corte”;
30
BIM
Figura 28 - Selecionando o comando “Plano de corte”
·· Na janela “Plano de corte”, grupo “Padrão de abrangência dos objetos”,
selecione a opção “Apenas os objetos dos grupos definidos” e clique em
“Personalizar”;
·· Na janela “Elementos 3D” selecione apenas o elemento “Pilar” e clique em
“Ok – Ok” para gerar as plantas 2D;
Nota: Para facilitar o entendimento das referências externas, é interessante
habilitar do modelo estrutural a visualização apenas dos pilares. De todo
modo, pode-se a qualquer momento gerar novamente as plantas 2D
habilitando os demais elementos.
Figura 29 - Geração da planta de referência 2D da estrutura
31
BIM
Nos ambientes de modelagem pode-se conferir a visualização dos pilares
estruturais junto a arquitetura, permitindo o lançamento das instalações evitando
sobreposições.
Figura 30 - Visualização 2D dos pilares junto a arquitetura
5.4 Modelagem dos projetos de instalações
A plataforma QiBuilder permite trabalhar com diversas disciplinas integradas em
um mesmo projeto, aproveitando operações que podem ser comuns a todas, como
a criação e definição de padrões de projetos. Como este guia tem como foco
apresentar o fluxo de trabalho e a interoperabilidade entre sistemas não vamos
entrar em detalhes sobre as ferramentas de modelagem, partindo diretamente
para a fase do modelo já lançado.
Dica: Para maiores informações sobre a utilização do QiBuilder
recomenda-se a documentação http://help.altoqi.com.br/
qibuilder/#pageid=apresentacao_qibuilder
32
BIM
Após realizar a modelagem dos modelos MEP, escolha na guia “Lançamento” a
opção “Visão 3D realista” para abrir o modelo 3D;
Figura 31 - Configurações de acesso ao modelo 3D
Neste ambiente pode-se conferir todas as disciplinas do projeto. Os elementos
visíveis no 3D podem ser controlados usando o comando “Pavimentos” ou
“Elementos” da guia “3D”;
Figura 32 - Visualização conjunta do modelo de instalações com os IFC importados
33
BIM
Importante: Nesta fase preliminar, a estrutura já deve ser conhecida com a
máxima compatibilização com a estrutura. Caso tenha alguma divergência,
a mesma deve ser retornada para a equipe de arquitetura. Visando não
estender muito este guia, pode-se aplicar nesta etapa as orientações
apresentadas no item 9 referente a compatibilização de projetos.
Como o modelo instalações lançadas, podemos realizar verificações de
dimensionamento para avaliar se o modelo é tecnicamente viável, como por
exemplo se vamos ter pressão suficiente no chuveiro e dimensionamento dos
reservatórios.
Figura 33 - Verificação de pressão mínima no ponto de chuveiro conforme NBR 5626
34
BIM
5.3. Exportando modelo IFC
O modelo 3D do QiBuilder com informações pode ser exportado no formato IFC
através do menu “Interoperabilidade BIM – Exportação IFC”;
Figura 34- Exportação IFC QiBuilder
·· Neste exemplo vamos exportar o modelo elétrico e o hidrossanitário no
mesmo arquivo IFC, com isso escolha a opção “Edificação completa”.
Importante: Recomenda-se exportar modelos com mais de 2 mil m²
em arquivos IFC separados, visto que reduz o tempo de importação do
modelo IFC em outros softwares e facilita a atualização de apenas uma das
disciplinas sem a necessidade de recarregar as demais.
·· Na opção “Perfil de exportação”, escolha a opção “Realista – ARCHICAD
20”;
35
BIM
Caso não exista esta opção no combobox, clique na opção “...” e cadastre o
perfil de exportação configurado conforme ilustrado na imagem abaixo.
Figura 35- Perfis de exportação IFC
·· Clique em “ok” para finalizar a exportação;
36
6. Importando IFC Estrutural no
ARCHICAD
Ainda nas fases 03 e 04 do fluxo de trabalho em BIM, devemos trabalhar compar-
tilhando os modelos MEP e Estrutura com o sistema de Arquitetura. Nesta etapa
vamos mostrar como importar os modelos IFC no ARCHICAD.
Figura 36- Fases 3 e 4 do fluxo BIM
6.1 Importação IFC Estrutural
No ARCHICAD existem dois modos de adicionar um modelo IFC a arquitetura,
sendo:
·· Agrupar modelos IFC: Este comando mescla o modelo IFC com o modelo de
arquitetura, tornando possível editar as informações importadas;
·· Colocar como elemento associado: Esta ferramenta adiciona um vínculo do
arquivo IFC dentro do ARCHICAD, não permitindo edição. A vantagem é a
atualização automática dos modelos.
37
BIM
Para o modelo IFC estrutural, como tem uma interação direta com a arquitetura,
como por exemplo adicionar reboco no pilar e demais acabamentos, vamos uti-
lizar o conceito de agrupar o modelo IFC através dos procedimentos:
·· Com o modelo de arquitetura aberto acesse a planta do pavimento Térreo;
Figura 37 - Planta do pavimento Térreo
·· Acessamos o menu “Arquivo - Interoperabilidade - Agrupar”;
Figura 38 - Acessando o comando Agrupar IFC
38
BIM
·· Na janela “Agrupar” selecione o tradutor “Importação AltoQi Eberick
Estrutural”;
Importante: Caso não utilize o template específico da AltoQi, os
próximos passos podem não apresentar os comportamentos e vantagens
apresentadas a seguir.
·· Selecione o arquivo IFC para importação e clique em “ok;
Figura 39 - Selecionando o template de importação AltoQi
·· Na janela que se abre, selecione a opção “Biblioteca Embebida”;
·· Na janela “Posição vertical”, note no ARCHICAD que o piso “Térreo” está
alinhando com o “Pavimento Térreo” existente na arquitetura. Clique em
“ok’ para dar sequência na importação;
39
BIM
Figura 40 - Janela de compatibilidade dos níveis
Neste momento passamos a visualizar nas plantas o modelo IFC importado.
Figura 41 - Modelo estrutural importado
40
BIM
6.2 Controle dos vegetais
Ao importar o modelo IFC, podemos ver que a estrutura foi adicionada no pavimento
2D. No entanto, se acessamos o modelo 3D percebemos que ela não está sendo
exibida. Isso ocorre devido aos vegetais IFC (layers) virem desligados por default.
Para configurar os vegetais, acesse:
·· Acesse o menu “Documentação - Vegetais - Definição de vegetais”;
Figura 42 - Definição de vegetais
Na janela, note que os vegetais com a extensão “IFC Eberick” estão desativados.
41
BIM
Figura 43 -Vegetais importados do AltoQi Eberick
Para ativar os vegetais e manter gravado por default no projeto podemos realizar os
passos:
·· Selecione o grupo “ARCHICAD Default”;
·· Selecione todos os vegetais com a extensão IFC Eberick;
·· Clique no botão “Mostrar” e no botão “Desproteger”;
·· O “Desproteger” tem como função permitir a edição.
·· Clique no botão “Atualizar” para atualizar o status deste nível no grupo
selecionado;
Nota: A extensão IFC Eberick foi mapeada no Template de importação IFC.
Se usar outro tradutor na importação, pode ter outro nome na extensão do
perfil.
42
BIM
Figura 44 -Atualizar combinação de vegetais
·· Vamos criar um novo perfil para exibir apenas a estrutura. Para isso clique
em “Novo”, e defina o nome “11 Modelo Estrutural Eberick”.
Figura 45 - Criando novo conjunto de vegetais
43
BIM
·· Para o grupo “11 Modelo Estrutural Eberick” deixe ativado apenas os
vegetais com extensão ‘IFC Eberick”.
Nota: Ao modificar a visualização dos vegetais não esqueça de clicar
no botão “Atualizar” para atualizar o perfil cadastrado, caso contrário a
configuração de visualização será perdida.
Figura 46 - Atualizando conjunto de vegetais do grupo estrutural
Feito isso, selecione o grupo “11 Modelo Estrutural Eberick” e clique em “OK” para
sair da janela”. Os vegetais também podem ser controlados diretamente via acesso
rápido na barra inferior da área gráfica. Na imagem abaixo, note que os elementos
estruturais já foram importados com as texturas correspondentes a cada material,
madeira e concreto.
44
BIM
Figura 47 - Acessando os controles de vegetais
45
7. Importando IFC MEP
no ARCHICAD
7.1 Importação IFC MEP
O modelo estrutural tem uma interação direta com a arquitetura, conforme será
apresentado no item 8.0. No caso do MEP, também existe uma interação com a
arquitetura, no entanto o mesmo não necessita de edições. Sendo assim, vamos
importá-lo utilizando o conceito de módulo associado.
Para organização dos elementos importados, vamos criar um novo vegetal chama-
do “Instalações MEP”, conforme os passos abaixo:
·· Acesse o menu “Documentação - Vegetais - Definição de vegetais”;
·· Clique em “Novo” para adicionar um novo vegetal;
·· Defina o nome como “Instalações MEP”
·· Atualize os mesmos no grupo “Mostrar todos”;
Figura 48 - Criando novo vegetal para as instalações
46
BIM
·· Para importar o MEP como referência externa acesse o menu “Arquivo -
Conteúdo Externo - Colocar na Associação”.
Figura 48 - Comando para adicionar modelo associado
·· Selecione o comando “Selecionar módulo”;
·· Clique em “Novo módulo – Arquivo”;
Figura 50 - Associando modelo IFC
47
BIM
·· Na janela que se abre, selecione o tradutor “Importação AltoQi QiBuilder
MEP;
·· Selecione o arquivo IFC do projeto MEP e clique em “Selecionar”;
Figura 51 -Selecionando o template de importação AltoQi QiBuilder MEP
·· Na janela “Módulo associado”, clique novamente em “Selecionar”;
Figura 52 -Selecionando o modelo IFC
48
BIM
·· Na janela “Colocar Associação” defina o Vegetal com “Instalações MEO”;
·· Selecione a opção “Manter a Elevação como na Estrutura de Pisos da
Origem da Associação” e clique em “Colocar associação.
Importante: Como é comum projetistas adotarem níveis diferentes para
cada disciplina, esta configuração faz com que o projeto importado não corra
risco de ser alterado.
Figura 53 - Escolhendo o vegetal do modelo MEP
·· Na janela que se abre “Opções de Colar”, clique em “Localização Original” e
clique em colar;
49
BIM
Importante: Caso opte pelo “Centro da Vista Atual” corre o risco de
posicionar o modelo deslocado da origem, visto que o mesmo já estava
posicionado adequadamente no QiBuider.
Figura 54 - Posicionando o modelo IFC
·· Para finalizar o comando, clique com o botão direito do mouse na planta e
selecione a opção “OK”.
7.2 Controle dos vegetais
Para melhor controle dos elementos visíveis no projeto, vamos criar um Grupo de
Vegetal.
·· Clique em “Novo” e defina o nome do grupo “12 Estrutura e MEP
QiBuilder”;
50
BIM
Figura 55 - Criando grupo de vegetais para o projeto estrutural e MEP
·· Para este novo grupo ative todos os vegetais com extensão “IFC Eberick” e
“IFC QiBuilder” e os vegetais de importação IFC;
·· Atribua nos vegetais da linha estrutural o valor de intersecção igual a 1 e na
linha MEP igual a 100;
·· Deve-se lembrar também de ativar o vegetal “Instalações MEP”, que não
possui “Extensão”;
Figura 56 - Alterando o valor da interseção do projeto estrutural para o mesmo grupo da arquitetura
51
BIM
·· Atualize também o grupo “ARCHICAD Default” para incluir os vegetais de
MEP;
·· Ativando a visualização do grupo de vegetal “12 Estrutura e MEP
QiBuilder” podemos conferir o modelo Estrutural e MEP importados via
arquivo IFC;
Figura 57 - Visualização conjunta da estrutura e MEP importados no ARCHICAD
No corte A9 podemos conferir com a visualização “ ARCHICAD Default “
selecionada os elementos MEP e estrutura importados.
Figura 58 - Visualização em corte da estrutura e MEP importados no ARCHICAD
52
8. Utilizando modelo IFC estrutural
no ARCHICAD
No ARCHICAD é possível considerar a estrutura importada via modelo IFC
interagindo com o modelo de arquitetura, tanto 3D quanto para detalhamento e
quantificação.
8.1 Interseção automática entre estrutura e arquitetura
O ARCHICAD apresenta algumas ferramentas interessantes e inteligentes para
resolver a intersecção entre os elementos do modelo. No exemplo abaixo, temos
uma viga estrutural embutida na parede. Como a viga “recorta” o seu espaço na
parede, podemos dizer que quando existir uma sobreposição entre viga e parede,
a viga tem preferência.
Figura 59 - Intersecção de vigas e paredes
53
BIM
Este controle é efetuado através da informação “Prioridade” definida nos
materiais de construção, que pode ser acessada em “Opções – Atributos do
Elemento – Materiais de construção...”
Figura 60 - Controle dos materiais de construção
Em nosso projeto exemplo, o “Tijolo - Cerâmico” tem prioridade de intersecção
520 e o “Concreto Armado – Estrutural” prioridade 740. Como o concreto
estrutura tem maior prioridade, a viga “recorta” o bloco de alvenaria. Evitando
assim sobreposição de elementos.
54
BIM
Figura 61 - Revisando as prioridades de intercecção
Após configurar corretamente a prioridade dos materiais podemos perceber
no corte A9 da edificação que as vigas ainda não estão sendo consideradas na
intersecção com as paredes.
Figura 62 - Sobreposição do modelo da viga com a parede
55
BIM
Isso ocorre pois além da prioridade de intersecção nos materiais, existe um con-
trole de agrupamento nos vegetais. O Vegetal do modelo “IFC Estrutural” está
definido 1000 no grupo de intersecção e os demais elementos com o número 1.
Como não pertencem ao mesmo grupo, estes elementos não se interagem.
Figura 63 - Controle dos grupos de intersecções
Nota: O número de Interseção nos Vegetais não tem a ver com prioridade do
elementos, pois definem apenas como etiquetas ou rótulos (por exemplo, 0
ou 1) para o agrupamento de elementos.
Altere estes valores de intersecção para “1” e clique em “Ok” para voltar a vista de
corte.
Nota: Ao modificar a visualização dos vegetais não esqueça de clicar
no botão “Atualizar” para atualizar o perfil cadastrado, caso contrário a
configuração de visualização será perdida.
Para atualizar o detalhamento do corte tecle “Ctrl + Shift + R”. Note que a viga
passou a contornar automaticamente a parede.
56
BIM
Figura 64 - Parede contornando corretamente o elemento estrutural
Com este sistema de inteligência do ARCHICAD, além de extrair os desenhos com
representação correta, temos automaticamente uma alta precisão na extração
dos quantitativos. Nas imagens abaixo note que ao considerar a interação correta
entre a arquitetura e a estrutura houve uma redução na área de tijolo cerâmico de
773 m² para 623 m², ou seja reduziu 24%.
Figura 65- Quantitativo em m² de tijolo e reboco sem considerar a interação entre os materiais
57
BIM
Figura 66 - Quantitativo em m² de tijolo e reboco considerando a interação BIM da estrutura com a arquitetura.
8.2 Interseção com comando “Fundir elementos”
entre estrutura e arquitetura
Para os elementos que não são identificados como objeto nativos (Vigas, pilares,
Lajes...) no ARCHICAD, podemos usar o comando “Fundir elementos” para tratar
as interseções. Neste projeto exemplo não temos a necessidade de utilizar este
comando visto que os elementos estão sendo reconhecidos no ARCHICAD. O
comando pode ser acessado em “Modelagem – Operar – Fundir Elementos” e
executado com todo o projeto selecionado.
Este comando só funciona para geometrias definidas como Morsh. No
tradutor de importação IFC foi configurado para que as geometrias não
reconhecidas nativamente sejam representadas como Morsh.
Figura 67 -
Comando para fundir elementos
58
BIM
8.3 Interseção com comando “Operações de sólidos”
entre estrutura e arquitetura
Para os casos em que não podemos resolver de modo automático, como a
sobreposição entre o solo e a viga abaixo, podemos usar o comando “Operações
de elementos sólidos...” disponível em “Modelagem - Operações de elementos
sólidos. ”
Figura 68 - Sobreposição da viga com o solo
Neste comando, selecionamos os elementos operadores (Vigas) e o elemento alvo
(Terreno), e clicamos em “Executar”.
Figura 69 -
Comando para operação entre
sólidos
59
BIM
Figura 70 - Solo sem sobreposição com elementos estruturais
No 3D, habilitando a visualização da estrutura com o terreno, podemos selecionar
todos os elementos estruturais em operadores e o terreno em ativo, executando
assim para todo o projeto em um único comando.
·· Acesso o modelo 3D, selecione o perfil de vegetal “Apenas Estrutural”. Para
exibir o Terreno, acesse a configuração de vegetais e ligue a visualização do
terreno.
·· Para selecionar todos os elementos no 3D, pressione Ctrl + A.
·· Para desativar o terreno, com o botão “Ctrl pressionado, selecione o
terreno no 3D.
Figura 71 - Execução simultânea
para eliminar a sobreposição entre
elementos estruturais e terreno
60
BIM
8.4 Modificação adicional na arquitetura
Um outro ponto importante na importação do modelo estrutural no projeto
arquitetônico são os acabamentos, como reboco e pintura. Na imagem abaixo,
note que alguns pilares estão interceptando a arquitetura e sem acabamento.
Figura 72 - Pilar sem
acabamento
Para ajustar esta situação, realize os procedimentos:
·· Selecione o pilar e acesse a janela de propriedades;
·· Nos tipos de seção, defina o mesmo como retangular;
·· Por último (3° passo na imagem), escolha a propriedade para o reboco
envolver o pilar e clique em “ok” para sair;
61
BIM
Figura 73 - Habilitando reboco no pilar
·· Nas vistas 2D e 3D, e nos quantitativos de reboco, podemos conferir o
reboco contornando o pilar.
Figura 74 - Visualização do pilar modelado no Eberick com reboco
62
BIM
·· Repita o mesmo procedimento para os demais pilares;
Figura 75 - Pilar de canto com acabamento
63
9. Compatibilização com
Clash Detection e BCF
Mesmo os projetistas tendo acesso a todos os modelos IFC compartilhados por
cada colaborador, sempre fica algumas pendências de compatibilização. Nesta
fase 05 vamos realizar a checagem de colisão final entre os modelos BIM e
comunicação via arquivo BCF.
Figura 76 - Fase 05 do fluxo BIM
A verificação de colisão “navegando no modelo” tem uma função importante na
validação do projeto, no entanto é subjetivo e está sujeito a erros de percepção.
Visando maior assertividade vamos utilizar uma ferramenta de Clash Detection.
Os softwares AltoQi Eberick, AltoQi QiBuilder e ARCHICAD possuem
ferramentas próprias de análise de colisão integradas a solução.
Nota: No fluxo de projeto em BIM é importante que todos os projetistas
tenham acesso a ferramenta de análise colisão para realizar as verificações
já na fase de modelagem do projeto, gerando modelos consistentes e
evitando retrabalhos de toda a equipe.
No ARCHICAD a ferramenta de Clash Detection está disponível no menu
“Modelagem – Detecção de Colisão”. A análise de colisão é efetuada conforme as
regras definidas pelo usuário.
64
BIM
Figura 77 - Ferramenta de análise de colisão do ARCHICAD
Nos sistemas AltoQi Eberick e AltoQi QiBuilder, a ferramenta de Clash Detection
está disponível na janela de “Notas” do modelo 3D.
Figura 78 - Ferramenta de
análise de colisão do QiBuilder
/ Eberick
65
BIM
Nos 3 sistemas de projeto as colisões são gerenciadas via Notas BCF. Os co-
mentários BCF são anotações do modelo 3D que permitem:
·· Capturar a posição 3D do comentário;
·· Conceito de controle de atividades, com Autor, Prioridade, Título,
Descrição, Comentários, Status e Tipo de Problema.
·· Permite compartilhar os comentários com softwares BIM através da
exportação e importação de arquivos “.bcfzip”.
Figura 79 - Anotação BCF no 3D do QiBuilder
66
BIM
9.1. Verificação de colisão nos Sistemas AltoQi
O conceito de análise de colisão e BCF do Sistema AltoQi Eberick é igual ao
apresentado pelo sistema AltoQi QiBuilder, visto que fazem parte do conjunto de
soluções AltoQi para projetos em BIM. Como exemplo, vamos realizar a análise de
interferências no AltoQi Eberick.
Importante: Na verificação de colisão SEMPRE foque em uma análise por
vez, nunca marque “Tudo” com “Tudo”, visto que pode gerar várias colisões
falso-positivo e invalidar o uso do conceito.
9.1.1 Estrutura e Arquitetura
Para a análise de colisão, vamos inicialmente fazer uma análise entre a arquitetura
e a estrutura. Para isso, siga os passos:
·· Acesse a janela de análise de Colisões;
·· Defina o Nome da regra de colisão como “ARQ vs EST”;
·· Na seleção A selecione Projeto estrutural do Eberick;
·· Na seleção B selecione o modelo IFC de arquitetura;
67
BIM
Figura 80 - Criando os perfis de análise de colisão
·· Nesta análise vamos verificar:
·· Pilares colidindo com Janelas e Portas;
·· Vigas colidindo com Janelas e Portas;
·· Antes de criar as regras de colisão, acesse a janela de “Elementos 3D”
e deixe ativo na visualização apenas os elementos que fazem parte da
verificação de colisão;
Nota: Para uma análise mais consistente e de fácil manipulação, é
importante não poluir a cena 3D.
68
BIM
Figura 81 - Habilitando a visualização dos elementos a serem analisados no processo de verificação
·· Para isso, selecione os elementos “Vigas” e “Pilares” na seção A e “Janelas” e
“Portas” na seção B” e clique em “Ok” para fazer a verificação;
Figura 82 - Criando os perfis de
análise de colisão e solicitação
da análise
·· Após concluir a análise, o programa cria as anotações BCF com os Clashs
encontrados, acesse a anotação “ARQ vs EST-003”.
69
BIM
Figura 83 - Notas BCF geradas pela análise de colisão
·· Clique no botão “Posicionar 3D” para encontrar a colisão no modelo 3D;
Figura 84 - Comando para focar no problema de colisão
70
BIM
Podemos resolver internamente esta colisão dentro do Eberick simplesmente
rotacionando o pilar através das ferramentas de lançamento do Eberick.
·· Como a colisão foi resolvida, altere o Status para “Concluído”;
Figura 85 - Finalizando a anotação de colisão
·· Automaticamente a colisão já sai da lista visto que tem um filtro para
“Ocultar notas concluídas”;
Figura 82 - Comando para filtrar as colisões concluídas
71
BIM
No caso da colisão “ARQ vs EST-007”, para não perder o alinhamento dos pilares,
vamos solicitar a arquitetura mover um pouco a posição da Porta, visto que
poderia ser mais próxima a parede.
·· Altere o Status para “Solicitação” digitando no campo;
Nota: Os Status são livres, podendo ser digitado qualquer informação. Mas
recomenda-se manter um padrão para melhor fluxo de trabalho. Este é um
item que deve ser padronizado com a equipe de trabalho.
·· Na opção de comentário, defina “Mover a porta para manter o alinhamento
dos pilares”;
·· Embora a ferramenta de clash já capturou a posição, clique na opção
“Capturar imagem”;
Figura 87 - Criando uma solicitação BCF para a arquitetura
72
BIM
·· Clique no botão “Editar”, e o programa abre a imagem no Paint. Faça um
desenho para auxiliar na execução da tarefa;
·· Ao salvar a imagem no “Paint”, o programa já atualiza a imagem na janela de
Notas;
Figura 88 - Adicionando uma imagem na solicitação BCF
·· Para as demais, seguimos o mesmo conceito;
9.1.1.1. Exportando BCF
·· Acesse agora a janela de notas e clique em “Exportar BCF” para
compartilhar com a arquitetura;
·· Na janela, selecionamos as notas a serem exportadas e basta salvar o
arquivo BCF em uma pasta a ser compartilhada com a arquitetura;
73
BIM
Figura 89 - Exportando o modelo BCF
9.1.2 Estrutura e MEP
Para verificar a estrutura com as instalações, vamos criar a seguinte regra:
·· Pilares e Vigas vs tubulações do projeto Hidrossanitário (Segmento de
tubulação) e
·· Pilares vs Tubulações Elétrica;
Dica: Para descobrir o nome dos elementos IFC, pode-se acessar a janela de
“Propriedades IFC” e selecionar o elemento no modelo 3D.
74
BIM
·· Na janela de colisão crie a regra EST vs MEP;
·· Selecione os modelos “Projeto estrutura – Eberick lançado” na seção A e o
IFC MEP importado na seção “B”;
·· Selecione os elementos “Pilares” e “Vigas” na seção A e “Segmento de
tubulação” (Tubo Hidrossanitário) e “Segmento de transporte de cabo”
(Conduto elétrico);
Figura 91 - Criando uma nova regra para verificação Estrutura & MEP
No entanto temos um problema nesta regra, visto que será verificado a colisão
entre “Vigas” e “Segmento de transporte de cabo” (Conduto elétrico). Isso
fará com que gere uma série de colisões falsas, visto que os eletrodutos estão
embutidos construtivamente nas vigas. Para resolver este problema vamos
utilizar o conceito de “Ignorar elementos”.
·· Na aba “Ignorar elementos”, clique em “Adicionar exceção” e defina para
ignorar colisão entre “Vigas” e “Segmento de transporte de cabos”;
75
BIM
Figura 92 - Ignorando
a verificação de vigas e
elétrodutos
·· Clique em “OK” para realizar a análise de colisão;
·· Conforme apresentado no item 9.1.1, todas as colisões geram notas BCF;
·· Acesse a colisão “EST vs MEP-013”, e note que temos uma tubulação
colidindo com o com a estrutura. Para este problema, seria possível aplicar
um furo na viga.
·· Na janela de “Colisão” note que o programa apresentou um botão chamado
“Furar viga”;
Figura 93 - Adicionando um
furo automaticamente para
resolver a colisão entre viga e
tubulação
76
BIM
·· Clique em furar e note que o programa fura automaticamente a viga, altera
o status para “Concluído” e adiciona um comentário.
Nota: Além de adicionar o furo na modelagem, o programa também
dimensiona e detalha os reforços na viga para esta abertura.
Figura 94 - Eberick finaliza automaticamente o problema de colisão
·· As preferências para furação podem ser definidas nas configurações da
janela de notas, em “Ferramentas...”;
Figura 95 - Regras para criação automática de furos em viga
77
BIM
·· Vamos repetir o mesmo para as demais colisões que sejam possíveis
realizar a furação. Quando não é possível, o programa emite um aviso:
Figura 96 - Aviso de posição inválida para posição de furo
Para as demais colisões que não é possível aplicar furação por questões
estruturais, como a como a “EST vs MEP-008”, podemos solicitar ao projetista de
MEP que reavalie a concepção de projeto.
·· Altere o Status para “Solicitação”;
·· Altere a prioridade para “Normal”’;
·· Adicione um comentário “Rever posição da tubulação, visto que não é
possível aplicar furação”.
Importante: Na análise de colisão devemos avaliar e concluir os casos falso-
positivo, que muitas vezes são irrelevantes construtivamente (construção
tradicional) como o caso abaixo:
78
BIM
Figura 97 - Solicitando revisão na posição da
tubulação
9.1.2.1. Exportando BCF
·· Acesse agora a janela de notas e clique em “Exportar BCF” para
compartilhar com a arquitetura;
·· Na janela, selecionamos as notas de colisão entre “EST vs MEP” o arquivo
BCF em uma pasta a ser compartilhada com o projetista de instalação.
Figura 98 - Exportando modelo BCF
79
10. Reimportando modelo IFC
e BCF no ARCHICAD
Com a nova revisão do projeto estrutural e análise de colisão, os próximos passos
consistem em atualizar o projeto estrutural no ARCHICAD.
10.1. Removendo o modelo estrutural desatualizado
Para remover a estrutura antiga, siga os passos:
·· Na janela 3D, ative nos controles de vegetais a visualização da estrutura;
Figura 99 - Removendo a estrutura antiga
·· Pressione “Ctrl + A” para selecionar todos os elementos;
·· Acesse o menu “Documentação - Vegetais – Extras Vegetal” e selecione a
opção “Desproteger Seleções”;
·· Pressione Dell para apagar todos os elementos estruturais do projeto;
80
BIM
10.2. Adicionando o modelo Estrutural atualizado e BCF
Após apagar o modelo Estrutura, realize os procedimentos adotados no item “6.1
Importação IFC Estrutural”.
Com o modelo IFC estrutural atualizado, vamos importar as notas BCF.
·· Para importar os comentários BCF, acesse o comando “Ferramentas de
anotações”;
·· Selecione a opção “Importar entradas de anotações”;
Figura 100 - Importando BCF no ARCHICAD
·· Localize o arquivo BCF e clique em “Abrir”;
81
BIM
Figura 101- Janela de importação BCF
·· Ao importar, podemos selecionar os comentários e usar o comando
“Restaurar vista” para localizar o problema apontado no 3D;
Figura 102 - Acessando as anotações no
ARCHICAD
·· Com base nas anotações vamos fazer as modificações nas portas e registrar
no modelo BCF;
·· Além de adicionar um comentário, alterar o status para “Fechado”;
82
BIM
Figura 103 - Finalizando uma anotação
·· Concluindo as modificações, selecione as notas e clique no comando
“Exportar comentários” para salvar os BCF respondidos.
Figura 104 - Exportando BCF
83
BIM
10.3. Atualizando modelo IFC MEP
Para o modelo de instalações, como foi adicionado via módulo associado, a
atualização é mais simples.
·· Para atualizar acesse o menu “Arquivo - Conteúdo Externo – Gestor de
Módulo Associado”;
Figura 105 - Atualizando modelo IFC MEP
·· No exemplo note que o modelo IFC MEP está com o status “Alterado”, com
isso basta clicar em “Atualizar” para atualizar o modelo IFC;
84
BIM
Figura 106 - Atualizando modelo IFC MEP
10.4. Exportando o modelo arquitetônico final em IFC
Com o projeto atualizado, vamos compartilhar o modelo IFC final aos demais
projetistas conforme explicado no item “3.4 Exportando modelo IFC”;
·· Com o projeto aberto acesse o modelo 3D do ARCHICAD;
·· Nas opções de visualização do modelo 3D, escolhe a visualização “03
Estudo Preliminar| Corte & Elevação”;
·· Acesse o menu “Arquivo - Salvar como”;
·· Na janela de exportação, selecione o formato “IFC” e o tradutor
“Exportação Geral AltoQi”;
·· Clique no botão “Filtro”;
·· Na opção “Agrupar lista de elementos” selecione “Vegetal”;
85
BIM
·· Vamos desligar os elementos que não pertencem a arquitetura, visando
não duplicar o modelo dos demais projetistas em seus softwares. Vamos
desligar tudo o que pertence ao projeto MEP, Estrutural e o vegetal
“Elementos decorativos”.
Figura 107 - Exportando modelo arquitetônico atualizado
·· Feito isso, salve a última revisão do modelo IFC.
86
11. Atualização projeto
Estrutural e MEP
Com o novo modelo IFC da arquitetura, podemos reimportar nos softwares
AltoQi Eberick e QiBuilder;
11.1. Atualizando modelo IFC e plantas
·· Abra o projeto do QiBuilder/ Projeto do Eberick;
·· Apague os modelos 3D desatualizados com o botão direito do mouse sobre
o modelo 3D e selecionando a opção em “Excluir”;
Figura 108 - Excluindo modelo de arquitetura do Eberick
·· Importe os novos modelos IFC através do menu “Arquivo –
Interoperabilidade BIM – Importar Modelo IFC”;
·· Gere novamente as plantas 2D a parir do modelo IFC, selecionando o
modelo 3D com o botão direito e acionando a opção “Plano de corte”;
87
BIM
11.2. Importando modelos BCF
·· No modelo 3D, pode-se importar o BCF comentando pela arquitetura
utilizando o comando “Importar BCF” na janela de notas;
·· Ao importar, note que os problemas com a arquitetura vão estar
documentados e resolvidos.
Figura 109 - Importando respostas BCF no Eberick
88
12. Finalização do projeto em BIM
Com os projetos compatibilizados e definidos parte-se para a etapa de
documentação do projeto. Como foi desenvolvido no conceito BIM, para esta fase
basta extrair as plantas e documentações pertinentes a cada projeto.
Figura 110- Finalizando a documentação do projeto
Como exemplo, podemos citar os benefícios:
·· Extração das listas de materiais:
Figura 111 - Extração automática da lista de materiais do modelo
89
BIM
·· Extração dos memoriais do projeto:
Figura 112 - Extração automática dos memoriais do modelo
·· Extração das plantas técnicas:
Figura 113 - Extração das plantas
90
13. Criando tabelas no ARCHICAD
13.1 Gerando os mapas
Os modelos IFC MEP e estrutural importados pelo ARCHICAD, além de
conter a geometria, carregam informações técnicas que definem o elemento.
Estas informações podem ser extraídas em outros softwares como listas de
especificações, elementos, regras de checagem do modelo entre outras. Neste
exemplo, vamos criar algumas tabelas de elementos no ARCHICAD para melhor
visualização destas informações.
·· Na árvore de edificação, acesse a opção “Mapas” e clique com o botão
direito do mouse;
·· Selecione a opção “Definições de esquema”;
Figura 114 - Criação de mapas no ARCHICAD para extração de informações
91
BIM
Nota: Maiores informações de como gerar os mapas de informações,
recomendamos acessar a documentação de ajuda do ARCHICAD.
Como exemplo, apresentamos alguns mapas com informações que podem ser
gerados no ARCHICAD.
Figura 115 - Mapa de elementos Elétrico
Figura 116 - Mapa de elementos hidráulico
92
BIM
Figura 117 - Mapa de elementos estruturais
93
BIM
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