Vous êtes sur la page 1sur 63

MANUAL PARA FORMAÇÃO

DE LÍDERES
DE PEQUENOS GRUPOS
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

2
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

PEQUENOS GRUPOS
Curso Para Formação de Líderes

3
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

4
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Introdução

O presente momento na história da igreja é algo ímpar.


Digo isto porque durante dois mil anos a Igreja tem falado sobre
o retorno de Cristo e sobre a necessidade do evangelho chegar a
todas as etnias da terra e hoje estamos vislumbrando fatos que
mostram claramente que a volta de Cristo está muito próxima.
Talvez você esteja perguntando: - O que a volta de Cristo
tem a ver com o assunto pequenos grupos? Bom, tem tudo a ver,
pois Deus hoje está preparando a sua igreja para a grande colheita
final e para isto é necessário que ela esteja totalmente restaurada
e viva uma perfeita unidade.
Assistimos um voltar a unidade a nível de igreja universal,
pois apesar da variedade de denominações evangélicas que vemos
hoje, o povo de Deus tem conseguido dialogar, caminhar junto e
realizar projetos que beneficiam o reino de Deus.
Também temos percebido que o Senhor está soprando o
Vento do Espírito dentro das igrejas locais e este vento está
levando o seu povo para um nível de unidade maior e é aí que
entra o assunto pequenos grupos.
Não existe nenhum método ou programa, que se compare
aos pequenos grupos no que tange a levar a Igreja a viver a
comunhão planejada por Deus e vivida pela igreja primitiva. Sei
que para muitos isto parece um absurdo e para outros possa soar
até como uma heresia, porém uma simples análise na história da
igreja primitiva nos mostrará que ela só conseguiu viver a
comunhão descrita em Atos 2 porque a sua base de
funcionamento eram as reuniões nos lares. A igreja primitiva não
possuía um templo e funcionou e se espalhou por todo o mundo
da época desta forma.
Sei que a terminologia “Pequenos Grupos” é muito
ampla. Temos observado vários tipos de pequenos grupos:
Grupos de comunhão e evangelismo (células, grupos familiares),
grupos de discipulado para formação de liderança, grupos de
apoio a pessoas feridas e muitos outros. Entretanto, vamos

5
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

utilizar o termo para nos referirmos aos pequenos grupos de


discipulado, crescimento, comunhão e evangelismo, o que é
conhecido por muitos como células, e que infelizmente teve o
nome estigmatizado por pessoas que não entendem o seu
propósito e também por culpa de líderes que fizeram mal uso
deste princípio bíblico.

Formação de líderes

Muitas igrejas ao conscientizarem-se dos princípios e


funcionalidades dos pequenos grupos acabaram “pecando” no
fato de não formar uma liderança madura para implementação e
funcionamento dos grupos. Para alguns, bastava encontrar as
casas onde os grupos poderiam funcionar, direcionar os membros
para cada uma delas e encontrar alguém que se dispusesse a liderar
o grupo e pronto. A história recente nos mostrou que não é bem
assim. Muitas igrejas sofreram danos irreversíveis, pois induziram
crentes com potencial de liderança, porém imaturos e sem
preparo algum a liderar grupos e o resultado foi um estrago total.
Conheço pessoas que lideravam células e que hoje estão
totalmente desviadas. Conheço igrejas que nunca mais
conseguiram se reerguer. Algumas, como a Igreja Batista da
Lagoinha, após uma verdadeira catástrofe com células,
conseguiram parar, avaliar os erros e recomeçar o sistema de
grupos dentro de uma nova perspectiva. A Lagoinha hoje está
beirando a casa dos 60.000 membros. Tive o privilégio de
conviver e aprender sobre pequenos grupos com os irmãos da
Igreja da Paz de Santarém no Pará, que hoje (2013) é a maior
igreja em células do Brasil, com mais de 60.000 membros e muito
respeitada em todo o país, e isso em uma cidade que não chega
ainda a 300.000 habitantes. Isso é mais do que 20 % da população
da cidade. Contudo, a Igreja da Paz não chegou este patamar de
uma hora para outra. Foram mais de 10 anos de adequação até
que o modelo utilizado por eles realmente fosse funcional.
Menciono tudo isto, porque hoje nós temos um rastro de
“sucesso” muito mais do que de fracasso. Temos exemplos e

6
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

modelos que podem ser analisados e praticados porque


mostraram-se saudáveis. Temos todo o suporte, como o do MIC
(Ministério Igreja em Células), Associação MDA (Igreja da Paz),
Videira e outros mais.
Este treinamento é uma precaução a fim de que não
cometamos o mesmo erro de outros. Não significa que você
terminará este curso e estará totalmente preparado para liderar
um pequeno grupo, pois isto depende de vários fatores, mas é um
resguardo para que tenhamos mais base, uma base mais sólida
para que possamos aplicar este princípio bíblico
satisfatoriamente.

Bom Estudo

Pr. Valdecy de Jesus Marques

7
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

8
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

-- Capítulo 1 --

OS PEQUENOS GRUPOS NO
CONTEXTO DO DISCIPULADO

No Livro “O Ciclo da Vida Espiritual”1 analisamos que a


principal missão da igreja é o discipulado. Jesus em Mt 28.18-20
nos deu um imperativo: “Fazei discípulos”. A obra também
analisa as duas principais formas usadas pela igreja primitiva para
discipular: em grupo e individualmente. Os pequenos grupos
sevem-nos eficazmente na tarefa de discipular em grupo e esta
apostila tem a finalidade de formar líderes dentro de uma visão
voltada para o discipulado.

O discipulado em grupo e os pequenos grupos caseiros

“Ficamos boquiabertos quando analisamos o crescimento


da igreja no seu início, pois ela nunca cresceu tanto como naquela
época. Que segredo a levou a crescer tanto? É simples responder:
Ela estava assentada em pequenos grupos que se reuniam
principalmente nas casas e também no meio das matas, em
pequenos salões, em galerias subterrâneas e outros lugares.
A igreja hoje vive uma doença chamada ‘templismo’ ou
‘templite’. Só conseguimos pensar nela no âmbito do templo e é
nele que concentramos todas as nossas atividades, Porém, no
início não era assim. A igreja primitiva não possuía um templo,
1Marques, Valdecy de Jesus – O Ciclo da Vida espiritual, 1ª edição, 2013 – págs. 22-
26.

9
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

pois o templo narrado em Atos era dos judeus e os primeiros


crentes iam até lá porque eram judeus de nascença e por isso
tinham acesso àquele lugar, mas apenas para disseminar o
evangelho… Apenas os apóstolos se reuniam no Templo, contudo
não no interior, no Lugar Santo e nem no Santíssimo Lugar, e sim, no
pórtico de Salomão que era, na verdade um enorme corredor coberto
que cercava o monte do templo, formando um muro em torno do
gigantesco edifício construído por Herodes para agradar os judeus. O
texto diz que dos restantes, ninguém ousava ajuntar-se a eles e se o
restante da igreja não se ajuntava aos apóstolos, onde eles se reuniam
então? As reuniões dos cristãos não aconteciam no Templo, mesmo
antes de ele ser destruído no ano 70 d.C., e nem mesmo nas sinagogas
e sim nas casas. A igreja primitiva era uma igreja sem templos! Os
primeiros prédios estritamente cristãos só começaram a ser construídos
quando a famosa ‘Santa Helena’, mãe do imperador Constantino,
resolveu construir locais para adoração por todo o Império Romano,
isto nos leva para tempos vividos após o ano 312 d.C. Antes dessa
época, alguns locais foram construídos, mas, infelizmente (ou
felizmente!) devido à perseguição foram destruídos. Durante quase
trezentos anos a igreja concentrou as suas reuniões nas casas e em
outras pequenas construções, mas os lares eram o local preferido e
constituíam a base da comunidade cristã”.2

CBD -- O Ciclo Bíblico de Discipulado

“E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo


transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.” (2Tm2:2)

1. O que de mim ouviste “transmite” a outros homens.


2. Para instruir a outros.

Encontramos neste texto quatro gerações de crentes:

2
Marques, Valdecy de Jesus – O Ciclo da Vida espiritual, 1ª edição, 2013 – pág. 33.

10
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

1)__________________________________
2)__________________________________
3)__________________________________
4)__________________________________

Observe os gráficos abaixo e entenda como funciona o


Ciclo de discipulado

O CBD – CICLO BÍBLICO DE DISCIPULADO


(Um modelo de discipulado integral)

1) Conversão -- O “Ide” e a
“Pregação” têm um propósito
específico; a conversão de pessoas ao
senhorio de Cristo e este é apenas o
primeiro passo no ciclo de
discipulado integral.
2) Incorporação-- A incorporação
vem logo imediatamente após a
conversão. O novo discípulo aos poucos vai sendo “integrado,
incorporado ao corpo de Cristo”. É tarefa da igreja fazer com que
esta incorporação aconteça e aconteça normalmente. Este
período é curto, porém, muito importante.
3) Edificação – Dias, semanas ou meses após a conversão, se o
discípulo passou bem pela fase de incorporação ele começa uma
fase onde sua vida vai aos poucos sendo edificada na fé: Este é
um período de amadurecimento e a base é o conhecimento da
Palavra de Deus.
4) Treinamento -- Uma vez que o discípulo já está maduro na fé
ele precisa aprender a fazer discípulos. Ele agora vai receber as
instruções para fazer com outras pessoas aquilo que outros
fizeram por ele para que se tornasse um crente maduro.
5) Atuação -- Nesta fase o discípulo já está totalmente envolvido
com o discipulado, pois já tem os seus discípulos e já está

11
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

liderando um pequeno grupo além de estar envolvido em outros


ministérios da igreja.
6) Reprodução -- Como você pode perceber, estamos falando
de um ciclo integral no qual cristãos corretamente edificados,
treinados e em completa atuação, automaticamente reproduzirão
outros discípulos.

ESCALA DE ENGEL
“Adaptada ao Ciclo Bíblico de Discipulado”

FAZENDO DISCÍPULOS
DISCIPULADO:
EVANGELISMO EDIFICAÇÃO,TREINAMENTO E
ATUAÇÃO DOS DISCÍPULOS

-5 -4 -3 -2 -1 0 +1 +2 +3 +4 +5

-5 -- Consciência da existência de Deus, porém sem o conhecimento do


Evangelho
-4 -- Começa a compreender o Evangelho.
-3 -- Reconhece que precisa tomar uma decisão
-2 -- Começa a frequentar reuniões (cultos, pequenos grupos etc.)
-1 -- Arrependimento e fé em Cristo.
0 -- Regeneração - Torna-se “Nova Criatura.”
+1 -- Incorporação.
+2 -- Edificação.
+3 -- Treinamento.
+4 -- Atuação.
+5 -- Reprodução.

12
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

-- Capítulo 2 --

O PROPÓSITO DOS PEQUENOS GRUPOS

Definição:

Antes de falarmos sobre o propósito dos pequenos


grupos, quero dar lugar de destaque a definição do termo.

O que é um Pequeno grupo ou célula? Para responder a


esta pergunta vamos abordar os “Cinco Sistema da Vida da
Célula”3

Os cinco sistemas da vida da célula

Comunidade

Todos os dedos trabalham em conexão com o polegar.


Todos os sistemas em uma célula relacionam-se a partir da célula
e retornam para a célula.

3Baseado no slide “O que é uma célula”, transição ano 1 – Disponível em


www.celulas.com.br.

13
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Treinamento
O dedo mínimo representa os
fracos na célula que precisam ser
preparados.

Prestação de contas
O dedo anelar é o dedo da aliança, o que
sugere responsabilidade. A célula possui
um sistema de apoio de uns aos outros.

Liderança O dedo do meio é o maior. Ele


representa as pessoas mais maduras
na célula. Os líderes/Pais. Estes
devem ser treinados para cuidar da
célula.

O indicador é o dedo que pega coisas


Evangelismo e dá a direção. Esta é a direção
evangelística da célula.

14
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Você pode citar os cinco sistemas da célula?

______________________
_
______________________
_
______________________
_
______________________
_
______________________
_

Para conversar

1- Quais destes cinco sistemas a sua igreja está usando?


2- Por que você tem usado ou não estes sistemas?
3- Quais são as vantagens de usar todos esses cinco
sistemas?

Baseados nos cinco sistemas da célula podemos definir um


pequeno grupo da seguinte forma:

“Uma comunidade cristã de base que proporciona


treinamento, prestação de contas, prepara líderes e
evangeliza”

Esta é apenas uma das definições, outras pessoas têm


definições que muito contribuem para que entendamos os
propósitos dos pequenos grupos. “A tentativa de definir o que é
um pequeno Grupo é quase insana. O número de definições é
igual ao número de pessoas envolvidas neste ministério”4

4Kivitz, Éd René - Koinonia (Manual Para Líderes de Pequenos Grupos) – Editora


Abba Press, 2ª edição, 1997 – Pág. 50

15
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Vejamos algumas outras definições:

“Grupo familiar [pequeno grupo] é aquele que possui


identidade e ambiente familiar, que dá uma cobertura espiritual
para seus membros e ganha novas
Pessoas para Cristo” 5

David Kornfield e Gedimar de Araújo

“Com ‘grupo doméstico’ [grupo familiar] quero dizer um


pequeno grupo, geralmente de cinco a vinte pessoas, reunindo-
se em lares com objetivo de haver incentivo mútuo e realizar
estudos bíblicos, discussões, orações e, às vezes, culto
comunitário e evangelização”6
Mikel Neumann

“As células são ‘agrupamentos’ de pessoas pequenos o suficiente


para edificar uns aos outros, cada um servindo de canal para os
dons do espírito. Elas são “comunidades cristãs de base” 7

MIC - Ministério Igreja em células

Para pensar: Analise as definições acima e liste os propósitos ou


objetivos dos pequenos grupos, quantos você puder encontrar.

__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________
__________________________________________________

5 David Cornfield e Gedimar de Araújo – Implantando Grupos Familiares, Editora


Sepal/1995. pág. 28.
6 Neumann, Mikel – Alc ançar a cidade (As células na evangelização urbana. Edições

Vida Nova/1993 – Pág. 17.


7 Extraído do slide 113 Teologia/transição1 – Ministério Igreja em Células –

Disponível em www.celulas.com.br

16
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Éd René Kivit8, ao falar sobre a importância de multiplicar


Pequenos Grupos nos fornece oito razões para a multiplicação
que muito nos ajuda a compreender seus propósitos:

1. Os Pequenos Grupos aproximam as pessoas umas das


outras.
2. Os Pequenos Grupos são “salas de parto” para novos
cristãos.
3. Os pequenos Grupos são “salas de parto” para novos
líderes.
4. Os Pequenos Grupos estendem os limites do cuidado do
rebanho.
5. Os pequenos Grupos são instrumentos para mobilização
do rebanho
6. Os pequenos Grupos facilitam o processo de ensino-
aprendizagem.
7. Os Pequenos Grupos viabilizam a concretização do amor
fraternal.
8. Os Pequenos Grupos abrem o leque de possibilidades de
engajamento dos cristãos em serviços ao próximo.

8Kivitz, Éd René - Koinonia (Manual Para Líderes de Pequenos Grupos) – Editora


Abba Press, 2ª edição, 1997 – Págs. 36-38.

17
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

18
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

--Capítulo 3 --

O FUNCIONAMENTO DOS
PEQUENOS GRUPOS

Os componentes

1. O número de participantes

O número ideal para um bom funcionamento, deve variar


entre cinco a quinze participantes. Se um grupo exceder a este
número é necessário dividi-lo, o que na realidade é uma
multiplicação, pois criamos mais um grupo. Uma das razões para
limitarmos o tamanho está ligada as “linhas de comunicação”.
Observe:

Linhas de comunicação

2 pessoas -- (2) duas linhas de comunicação.


3 pessoas -- (6) seis linhas de comunicação.
4 pessoas -- (12) doze linhas de comunicação.
5 pessoas -- (20) vinte linhas de comunicação.
6 pessoas -- (30) trinta linhas de comunicação.
10 pessoas -- (90) noventa linhas de comunicação.
15 pessoas -- (210) duzentas e dez linhas de comunicação

19
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Num grupo com quinze pessoas, cada pessoa pode se


comunicar com outras quatorze pessoas, formando assim linhas
de comunicação que somadas, levando em consideração todo o
grupo nos levam ao total de 210 linhas o que dificulta
demasiadamente a integração do grupo.

2. Quem são os participantes?

Os grupos devem ser abertos a todos. E por falar nisso, é


importante que consigamos 100 % de participação dos membros
da igreja nos grupos: idosos, jovens, adolescentes, crianças, novos
crentes, e como os Pequenos Grupos têm também um propósito
evangelístico é importante que todos se empenhem para trazer
pessoas não crentes para as reuniões.

As atividades de um pequeno grupo

Este é um ponto crucial do nosso estudo. Como é a


reunião de um pequeno Grupo? Há igrejas que por realizarem
cultos nos lares dizem que têm também têm células, contudo o
que elas fazem é apenas levar a liturgia do templo para as casas.
A “liturgia” - se é que podemos chamar assim – de um Pequeno
Grupo é muito diferente de um culto formal no templo. O culto
de celebração no templo é extremamente importante para a vida
da igreja, contudo, ele não proporciona princípios fundamentais
para a vida em comunidade. Vejamos o formato de uma reunião
de pequeno Grupo.

A Estrutura de um encontro de Pequenos Grupos9

A estrutura da reunião de um pequeno Grupo tem quatro


partes principais que podem ser facilmente memorizadas por se
iniciarem com a letra E.

9
Extraído do slide 1140 O que é uma célula/transição1 – Ministério Igreja em Células
– Disponível em www.celulas.com.br

20
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

ENCONTRO — Quebra-gelo  Bem-vindo


 Propósito Você para mim

EXALTAÇÃO (Adoração) — A presença de Jesus


 Propósito Nós para Deus

EDIFICAÇÃO (Palavra) — O poder de Jesus


 Propósito Deus para nós

EVANGELISMO (Compartilhar a visão) — Ação/obras


 O propósito de Jesus
 Propósito Deus por meio de nós

O tempo de duração das reuniões

O grupo deve ter uma reunião semanal de no máximo


uma hora a uma hora e meia.

a) Quebra-gelo -- 10-20 minutos

“O que é um quebra-gelo? Aqui estão algumas


observações gerais:

* Quebra-gelo não é um jogo.


* É uma atividade que ajuda a pessoa a tirar a atenção de si mesma
para se sentir à vontade com os outros.
* Talvez requeira que cada pessoa fale algo sobre um tópico pré-
estabelecido.
* Às vezes são grupos pequenos de duas ou três pessoas que
devem terminar uma determinada tarefa num período definido.
* Ele concentra a atenção de todos os participantes da célula em
um assunto o central.

21
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

* Ele ajuda as pessoas a criarem vínculo entre si, normalmente


num nível superficial.
* Não espere demais do quebra-gelo.
* Como o nome sugere, ele somente quebra a hesitação inicial que
cada pessoa presente tem para falar abertamente.
* O quebra-gelo não é tempo jogado fora; use-o em cada reunião.
* Ele é extremamente valioso para células em que pessoas estão
começando a se conhecer, bem como para células que estão
juntas há tempo.
* Ele é somente uma ferramenta para ajudar os membros da célula
a darem o primeiro passo na direção um do outro depois de não
se verem por vários dias.
* O quebra-gelo pode dar direção a toda uma reunião de célula”10

b) Exaltação (Adoração) – 10 minutos

O dirigente do grupo deve estar atento às pessoas com


talento musical, pois estas podem ser muito úteis. A música
exerce um poder sobre a vida das pessoas que nem imaginamos
e, por isso o dirigente deve certificar-se de que as pessoas que vão
conduzi-lo estejam em comunhão com Deus. Se não houver
músicos no grupo é interessante que se use cd’s ou playbacks ou
alguém que tenha a voz bem firme para que conduza os cânticos.
“Esta é uma parte extremamente importante da reunião.
O foco agora se move das pessoas para o Senhor. O corpo que
se reuniu reconhece agora a sua cabeça.
Se esse estágio for bem planejado e o líder estiver em
comunhão íntima com o Espírito Santo, as pessoas irão perceber
a presença e o poder do Senhor”.11

10 Manual do auxiliar de célula – Ministério Igreja em Células. 5ª impressão/2011 –


Pág. 43
11 Manual do auxiliar de célula – Ministério Igreja em Células. 5ª impressão/2011 –

Pág. 44

22
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Edificação (Aplicação das Escrituras a vida) -- 30 minutos.

O estudo bíblico nos Pequenos Grupos não deve ser


técnico e nem muito formal, deve ser informal e descontraído.
Lembre-se sempre que deve focalizar o aspecto devocional em
grupo. Por isso é chamado de “Edificação” e o dirigente deve
assumir a posição de “facilitador” usando uma passagem pequena
das Escrituras com duas ou três perguntas para discussões
práticas e aplicadas ao cotidiano. No início de um grupo, muitas
pessoas não se sentirão a vontade para participar, mas com o
tempo elas vão se conhecendo e ficando mais à vontade para se
expressar. Neste período, o uso equilibrado e não abusivo de
dinâmicas e brincadeiras poderão ajudar a aplicar o conteúdo
apresentado no estudo.
Nesta parte, como resultado das perguntas surgirão
motivos de oração e é importante que as perguntas sejam bem
objetivas para que haja tempo suficiente para a oração ao final. É
extremamente importante associar a oração a este momento.

c) Compartilhando a visão-- 10-20 minutos.

“O foco central dessa parte da reunião é a Grande


Comissão dada por Cristo para nós: todos temos de ir e alcançar
os perdidos. Nesse momento a visão de ministério da célula aos
incrédulos é enfatizada. Quando os membros da célula
conseguem ir além dos seus limites, barreiras e preocupações
consigo mesmos, passam a ter um senso de propósito e destino.
O Propósito de cada sessão ‘Compartilhando a visão’ é
discutir meios pelos quais a célula e todos os membros podem
construir relacionamentos significativos com incrédulos.
Durante o primeiro encontro da célula, o líder deve
orientar todos os membros a fazerem a lista dos incrédulos do
seu oikos.
Isso vai incluir membros da família, vizinhos, colegas de
trabalho etc. Essa lista deve ser entregue ao líder e ele fará uma

23
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

cópia das relações de nomes. Na reunião seguinte, a lista geral é


distribuída a todos os membros da célula.
Os aspectos a serem tratados no período ‘compartilhando
a visão’ podem ser:

* Conversa sobre a situação espiritual dos incrédulos.


* Planejamento de como a célula pode se relacionar com
incrédulos.
* Uma apresentação do diagrama de João 3.16”12.

Dicas úteis para um bom funcionamento dos pequenos


Grupos.

1. A reunião deve ser informal e deve ser realizada num


ambiente informal.
2. A forma de hospedar o grupo deve ser simples.
3. O grupo deve ter alvos de crescimento.
4. Desenvolver temas e materiais atrativos para não crentes.
5. Oferecer oração pelas necessidades do não crente.
6. Programar um encontro para reunir todos os Pequenos
Grupos.
7. Estender o amor de Deus a vizinhança com criatividade.
8. Cada um deve orar pela salvação de três pessoas.
9. Cultivar princípios de evangelização.

12Manual do auxiliar de célula – Ministério Igreja em Células. 5ª impressão/2011 –


Pág. 46.

24
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

--Capítulo 4 --

A ADMINISTRAÇÃO DOS PEQUENOS GRUPOS

Quando uma igreja chega a marca de cinco a seis grupos,


é necessário organizá-los dentro de uma estrutura que favoreça a
supervisão e a prestação de contas. Para isso será necessário que
alguns líderes deixem a direção de seus grupos para assumirem as
posições de coordenadores e supervisores.
O organograma apresentado abaixo mostra a organização
dos Pequenos Grupos em uma igreja que possui uma média de
mil membros. Um trabalho que começa com poucos grupos, deve
aos poucos ir se organizando dentro desta estrutura apresentada.

DISTRITO
5 Congregações

Congregação Congregação Congregação Congregação Congregação


1 2 3 4 5
5 5 5 5 5
subcongregaç subcongregaç subcongregaç subcongregaç subcongregaç
ões ões ões ões ões
Subcongregação 1 Subcongregação Subcongregação Subcongregação Subcongregação 5
(5 grupos) 2 3 4 (5 grupos)

Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Grupo 5

25
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Resumo:

PEQUENO GRUPO
 Possui em média 7 a 15 pessoas

SUBCONGREGAÇÃO
 Possui 5 (cinco) grupos -- 40 pessoas em média.

CONGREGAÇÃO
 Possui 5 (cinco) subcongregações -- 200 pessoas em
média.

DISTRITO
 Possui 5 (cinco) congregações -- 1.000 pessoas em média.

O organograma das funções

Pastor
De Distrito

Pastor Pastor Pastor Pastor Pastor


De Congregação De Congregação De Congregação De Congregação De Congregação

Supervisor Supervisor Supervisor Supervisor Supervisor


(5 grupos) (5 grupos) (5 grupos) (5 grupos) (5 grupos)

Líder de Líder de Líder de Líder de Líder de


Pg. Pg. Pg. Pg. Pg.
Líder de
Pg.

26
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Resumo:

LÍDER
 Lidera um pequeno grupo que pode variar entre 7 (sete)
a 15 (quinze) participantes.

SUPERVISOR
 Supervisiona uma subcongregação composta por 5
(cinco) Pequenos Grupos

PASTOR DE CONGREGAÇÃO
 Líder de uma região composta por 5 (cinco)
subcongregações.

PASTOR DE DISTRITO
 Lidera de 5 (cinco) congregações.

Se contarmos uma média de oito pessoas por grupo,


teremos nesta estrutura uma média de mil pessoas. Uma igreja
com cinco congregações em constante crescimento pode, ao criar
mais um distrito, escolher mais um “pastor de distrito”, ficando
assim cada pastor com três congregações. Quando cada pastor
chegar a seis congregações, novamente o processo se repete.
No início de um trabalho com Pequenos Grupos, o
supervisor deve ser o próprio pastor, no entanto, conforme esta
estrutura for aumentando o pastor pode nomear outra pessoa
para esta função, talvez um pastor auxiliar ou um dos líderes que
venha se destacando na direção e supervisão dos grupos.

Atribuições

Pastor de Distrito

1. Liderar e supervisionar cinco congregações.


2. Liderar reunião mensal com os pastores de congregação.
3. Receber e avaliar o relatório dos pastores de congregação.

27
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

4. Indicar ou afastar pastores de congregação quando


necessário.
5. Analisar a possibilidade de abrir novas congregações.
6. Apresentar relatório de suas atividades ao pastor, a
diretoria ou conselho.
7. Coordenar o treinamento de novos líderes de Pequenos
Grupos.
8. Organizar um retiro ou evento especial para os líderes de
grupo.

Pastor de Congregação

1. Liderar e supervisionar cinco sub congregações.


2. Liderar reunião mensal com os supervisores de sub
congregações.
3. Receber e avaliar o relatório dos supervisores de sub
congregações.
4. Indicar ou afastar supervisores de sub congregação
quando necessário.
5. Analisar a possibilidade de abrir novas sub congregações.
6. Apresentar relatório de suas atividades ao Pastor de
Congregação
7. Atuar no treinamento de novos líderes de Pequenos
Grupos.
8. Organizar um retiro ou evento especial com as sub
congregações.

Supervisor

1. Supervisionar seus grupos apoiando, liderando e


encorajando seus líderes.
2. Visitar um grupo a cada semana
3. Indicar ou afastar líderes de grupos.
4. Analisar a possibilidade de multiplicar e abrir novos
grupos em sua sub congregação.

28
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

5. Apresentar relatório de suas atividades ao pastor de


congregação, bem como suas impressões sobre os
grupos.
6. Atuar no treinamento de novos líderes de Pequenos
Grupos.
7. Organizar um retiro ou evento especial com os líderes de
da sua sub congregação.
8. Liderar uma reunião mensal com os líderes da sua sub
congregação.
9. Ajudar os líderes na solução de dificuldades, tanto no que
se refere às dúvidas que surgem a respeito do estudo,
quanto a pessoas com problemas espirituais ou morais.
10. Colocar à disposição dos líderes, material para reuniões,
tais como: livros de estudo, coletânea de cânticos, folha
para relatório e apostila para discipulado dos novos
convertidos.

O dirigente ou líder de Pequeno Grupo

1. Dirigir as reuniões do seu grupo.


2. Facilitar a participação de todos, dando oportunidade
para que todos falem na hora do estudo e no período de
oração.
3. Encorajar a comunhão, assegurando que todos se
conheçam dando atenção especial às visitas, sejam da
vizinhança ou novas famílias da igreja.
4. Assegurar que os novos convertidos no grupo tenham
acompanhamento pessoal, o que pode ser feito pelos
outros membros do grupo, para que não fique
sobrecarregado.
5. Estimular as pessoas do grupo a convidarem outras
pessoas.
6. Dar assistência pastoral, como visitas, telefonemas, ou
outra forma, a todas as pessoas do seu grupo.
7. Prestar relatório e reunir-se com o supervisor
mensalmente.

29
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

8. Desenvolver sua equipe de liderança (os dois auxiliares)


para que venham a ser líderes de grupo, no futuro. Isto
inclui pedir que liderem reuniões. Desta forma o líder
pode avaliar, observar e ajudar o membro da equipe a ter
confiança para assumir a liderança numa ocasião em que
o líder não esteja presente.
9. Escolher os discipuladores individuais para os novos
membros do seu grupo.
10. Indicar candidatos ao batismo.

O dirigente auxiliar

Todo líder precisa ter pelo menos um auxiliar. Com o


crescimento do grupo, é bom que tenha uma equipe de duas ou
três pessoas. Isto é importante para a multiplicação, pois na
multiplicação cada grupo terá os seus líderes.

São atribuições dos auxiliares.

1. Atualizar a lista de presença do grupo, fazendo isto de


forma indireta para não chamar atenção nem tomar
tempo no encontro.
2. Dirigir a reunião quando ele e o líder concordam que ele
está pronto. Isto poderia ser depois de observar o líder
por um ou dois meses. O auxiliar normalmente lideraria
só uma parte da reunião na primeira vez: o louvor, o
estudo ou a oração. Ganhando confiança passaria a liderar
duas partes ou toda a reunião. Desta forma fica fácil para
ele substituir temporariamente o líder do grupo se este
não puder estar presente.
3. Ajudar na convocação das famílias para eventos especiais,
inclusive cuidando da correspondência, se necessário.
4. Participar de todas as reuniões de liderança, juntamente
com o líder. Isto pode ser opcional no início, mas teria
que ser regular se ele pretende ser um futuro líder de
grupo.

30
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Reuniões necessárias ao funcionamento dos Pequenos


Grupos:

1. Reuniões Semanal
2. Reunião de sub congregação -- Reunião do supervisor
com os dirigentes mensalmente, semanalmente ou a cada
quinze dias.
3. Reunião de congregação -- Reunião mensal do Pastor
de Congregação com os supervisores de sub congregação.
4. Reunião de Distrito -- Reunião mensal do Pastor de
Distrito com os Pastores de Congregação.
5. Curso para formação de líderes.

Estas reuniões podem servir para prestação de contas e


treinamento ou para outro fim. Todavia, é bom que elas sempre
tenham em mira a comunhão e a integração dos líderes com seus
liderados.

O discipulado entre os líderes

O discipulado também acontece e ás vezes acontece até


mais naturalmente na informalidade. Por isso é importante que os
líderes de qualquer área desta estrutura se reúnam informalmente
com os seus liderados para estreitarem os seu relacionamento
com eles. Estes encontros podem ser visitas nas casas, passeios
entre as suas famílias ou outras atividades.
O dirigente de grupo deve manter comunhão com os seus
auxiliares, o supervisor distrital com os dirigentes, o supervisor
regional com os supervisores distritais e o supervisor de área com
os supervisores regionais.

31
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

32
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

--Capítulo 5--

COMO LIDERAR UM PEQUENO GRUPO

Vamos iniciar este capítulo falando sobre o dirigente de


Pequenos Grupos como facilitador. Logo após, falaremos
especificamente sobre como dirigir uma reunião de Pequenos
Grupos.
Daremos dicas de como, e o que fazer em cada um dos
períodos da reunião: Encontro, exaltação, edificação,
compartilhar e a oração. E também estaremos tratando de
assuntos administrativos e a solução de possíveis problemas.

O dirigente como facilitador

“O papel de ‘facilitador’ não é muito bem conhecido na


maioria de nossas igrejas. Permita-nos esclarecer um pouco mais
aqui. Entre as características de um facilitador, destacamos as
seguintes:

1. O facilitador é um servo-líder.
2. O facilitador valoriza a participação dos outros
3. O facilitador é paciente.
4. O facilitador confia no Espírito Santo.”13

13 David Kornifield e Gedimar de Araújo-- Implantando grupos familiares --


Sepal/1995 – Pág. 80

33
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

As qualidades do líder de pequenos grupos

Um dos principais problemas pelos quais os Pequenos


Grupos falham é a má seleção de líderes. Não basta simplesmente
passar a visão para as pessoas. É necessário selecionar as pessoas
certas. A prática tem nos mostrado que nem todos têm um
chamado para liderar grupos, também existem aqueles que têm a
aptidão, porém, apresentam outros problemas.

Requisitos para líderes de grupos.

1. Precisam ser comprometidos com o reino de Deus.


2. Precisam ser facilitadores da participação de outros

“Não é alguém que fala muito. Não é a ‘pessoa com todas


as respostas’. Não domina a conversa. Pode ter dom de
ensino ou pregação, mas sabe quando não usar esses dons!
Estimula a outros. Provoca reflexão”14

3. Precisam ser disponíveis. Não é desocupado, mas


disposto.
4. Precisam ser fieis a igreja e ao pastor; precisam ser
responsáveis quanto as reuniões da liderança; precisam
ser responsáveis quanto a apresentação dos relatórios.
5. Precisam ser líderes!
Nem todos os que ocupam cargos de liderança são líderes.
Às vezes isso acontece por conveniência. Uma pessoa
pode ser indicada como líder por ser amiga do supervisor
ou pela falta de alguém que assuma o cargo. Parece óbvio
demais, porém o líder precisa realmente ser um líder.
6. Precisam ser ensináveis. O líder precisa ser disposto a
aprender, disposto a ser corrigido quando necessário.
Existem pessoas que acham que já sabem tudo e perdem
a oportunidade de crescerem

14
Idem

34
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

7. Precisam ser apascentadores

Qualidades de um apascentador:

a) Sempre segue o exemplo do seu senhor


b) É um exemplo para outros.
c) Não procura auto exaltação.
d) Alimenta o rebanho
e) Vigia o rebanho.
f) Protege o rebanho.
g) Cuida das necessidades do rebanho.

8 . Deve concentrar-se em quatro coisas:


a. Evangelismo -- A igreja pode utilizar outros meios
para ganhar pessoas para Cristo, porém isto se dá
com mais facilidade nos Pequenos Grupos sob a
orientação dos líderes...
b. Edificação -- O líder precisa certificar-se de que cada
membro de seu grupo está sendo edificado. É dever
do líder estar atento às necessidades individuais de
cada membro.
c. Ministério efetivo -- O Pequeno Grupo é o lugar
onde se equipa os santos para o ministério. É um
lugar seguro para o descobrimento e
desenvolvimento dos dons espirituais. O líder precisa
estar atento aos dons que cada integrante do grupo
possui e assim possibilitar a atuação destes através
dos seus dons.
d. Expansão da base da liderança -- Um indivíduo que
chegou ao nível de Pastor de Congregação ou de
Distrito, começou seu ministério participando de um
Pequeno Grupo e galgando paulatinamente cada
estágio. Portanto os Pequenos Grupos são o lugar
ideal para a seleção, treinamento e mobilização de
novos líderes. O líder de Pequeno Grupo precisa

35
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

observar aqueles que preenchem os requisitos de um


líder e encaminhá-los para o treinamento.

Facilitando a reunião do pequeno grupo.

Existem três formas principais de ajudar você a ser um facilitador


bem sucedido

1. O compartilhar a vida -- Conte aos outros o seu testemunho


pessoal de vida. As suas experiências pessoais com Deus. As suas
respostas de oração. Não fale apenas dos seus acertos, fale
também dos seus erros e que lição você pode tirar deles. As
pessoas perceberão que você é igual a elas, que não é nenhum
“supercrente” e consequentemente ficarão mais abertas para
ouvi-lo.
2. Oração conversacional -- O momento de oração é muito
importante. Muitos dos integrantes do grupo ainda não sabem
orar muito bem, e você terá a oportunidade de ajudá-los a dirigir-
se a Deus de maneira correta mostrando que a oração é uma
conversa com Deus e é algo prazeroso.
A oração no grupo é diferente da oração individual. Siga as
seguintes diretrizes tiradas do livro: Promise Keepers --
Cumpridores de promessas -- (What God Does when Men Pray)
-- O que Deus faz quando homens oram --

a) Faça com que a oração seja um diálogo com Deus.


b) Fale com Deus usando palavras simples e num tom de
conversa.
c) Dirija-se a Deus usando seu nome - Deus, Pai, Jesus,
Espírito Santo.
d) Lembre-se que não é um monólogo.
e) Ore por cada assunto individualmente.
f) Escute!
g) Permita que o Espírito de Deus guie as suas orações.
h) Ore honestamente por si mesmo.

36
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

i) Use pronomes “eu” e “mim” quando se referir a si


mesmo.
j) Ore pelas coisas que realmente preocupam seu coração.
k) Faça questão de que as suas orações pelos outros não se
transformem em fofoca.
l) Faça os pedidos na forma mais específica possível.

3. Aplicação prática da Bíblia. O propósito do estudo bíblico


nos Pequenos Grupos não é aumentar o nosso conhecimento
bíblico, se bem que isto também acontece. O principal propósito
é aplicar na prática as verdades aprendidas durante o estudo.

Outras dicas importantes:

1. A participação de todos é a chave do sucesso.


2. Comece com oração e termine com oração.
3. Responda amorosamente e imediatamente a uma
necessidade surgida.
4. A Bíblia é a nossa autoridade e manual de vida.
5. Encoraje os integrantes do grupo.
6. Não permita discussões doutrinárias que causem divisão.
7. Incentive a prática da edificação mútua -- Ajudar uns aos
outros.
8. Dirija com amor.
9. Visitas aos membros entre as reuniões é essencial.
10. Novos membros no grupo trazem vida e crescimento.
11. Lide com pessoas problemáticas fora do contexto do
grupo numa base de individualidade.
12. Não permita que as pessoas confessem as falhas dos
outros - Só as suas próprias falhas.
13. Não permita que um membro só controle o tempo de
compartilhamento.
14. Seja espiritualmente afinado.
15. Continue aprendendo: Não tente ter todas as respostas.
16. Mantenha um ambiente calmo e tranquilo no grupo.

37
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

17. Seja alegre!


18. Quando tiver uma necessidade na sua própria vida, peça
ajuda no seu próprio grupo.
19. Quando tiver problemas e precisar de ajuda, corra
rapidamente para seu líder ou pastor.
20. Lembre-se... É Cristo que está dirigindo e não nós!

Os preparativos para a reunião

Oração -- Todo crente tem o dever de orar, porém o líder de um


Pequeno Grupo precisa empreender parte do seu período de
oração diária para apresentar ao Senhor o seu grupo. O líder
nunca deve começar uma reunião antes de ter passado um bom
tempo de oração a sós com Deus. Através da comunhão e
sensibilidade adquiridas na oração, o Espírito Santo terá liberdade
para conduzir a reunião.
O horário -- Procure iniciar e terminar as reuniões dentro do
horário estabelecido. Um líder que se atrasa constantemente ou
prolonga demais as reuniões acaba caindo no desgosto das
pessoas e consequentemente pode acabar perdendo a confiança.
O ambiente -- Já falamos sobre começar a reunião no horário,
todavia o líder não deve chegar ao local em cima do horário de
início da reunião. É necessário que se chegue mais cedo a fim de
que, junto com o anfitrião, prepare o ambiente para a reunião.
Coloque as cadeiras e bancos em círculos, certifique-se de que há
folhas com os cânticos que serão cantados, providencie uma boa
iluminação, limpeza do ambiente, se for servir lanche deixe-o já
preparado e etc.

O período de louvor e adoração

Deve haver preparação espiritual por parte daqueles que o


fizerem

a) Oração e jejum
b) Leitura da Palavra.

38
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

c) Tempo a sós com Deus para adoração.


d) Guardar o coração.

Deve haver preparação musical por parte daqueles que o


fizerem.

a) Prepare um cancioneiro (apostila com cânticos) com as músicas


mais cantadas pelo grupo.
b) Escolha a sequência musical durante a semana. Procure
cânticos que ajudem a aplicar o conteúdo da mensagem.
c) Faça questão de ensaiar a sequência antes da reunião
d) Cante as músicas em tonalidades que possibilite a todos
cantarem.
e) Lembre-se que o alvo é adoração. A sequência escolhida deve
levar as pessoas aos pés de Jesus.
f) Afine os instrumentos antes da reunião começar.
g) Se for usar CD deixe-o já preparado.

O papel do líder de grupo

a) Comunicar com o líder de louvor a direção que quer seguir.


b) Remover toda e qualquer distração que possa impedir a
adoração.
c) Liderar o grupo através do exemplo. Ser adorador!

O papel do líder de louvor.

a) Dirija o louvor e a adoração e não apenas cante cânticos.


b) Esteja sensível ao fluir da adoração. Esteja aberto para mudar
a sequência dos cânticos.
c) Cante músicas de comunhão, adoração, celebração na hora
certa.
d) Não pregue nesta hora. Qualquer compartilhamento do líder
deve ser somente para manter a direção do grupo em adoração
a Deus.
e) Não cante cânticos por cantar. Se necessário, antes de começar

39
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

um determinado cântico, dê uma palavra direcional.


f) A adoração deve ser genuína e natural. Incentive-os a adorar,
mas não force.

O estudo (Edificação)

Duas coisas são importantes neste período: 1) A Palavra


de Deus deve ser a base de todo o ensino do grupo, e; 2) O ensino
deve ser ministrado de maneira bem informal. Não pode ter a
forma de uma pregação e nem dos estudos da E.B.D. O estudo
dos Pequenos Grupos devem ser do tipo pergunta-resposta e
sempre se deve aplicar o conteúdo a vida prática.

1. Prepare o estudo muito bem a fim de dominá-lo.


2. Use boas perguntas.
3. Se possível, forneça uma cópia do estudo para os
participantes.
4. Permita liberdade de expressão.
5. Não se sinta obrigado a dar respostas a todas as perguntas
levantadas.
6. No final faça um pequeno resumo.

O tema dos estudos

O assunto tratado nos grupos é de muita importância,


pois precisa ser atrativo para os visitantes. Por isso deve-se evitar
discussões doutrinárias. Alguns assuntos sugeridos são: Amizade,
ansiedade, medo, ódio. Pode-se estudar também livros da Bíblia,
como os evangelhos e as cartas ou também biografias de
personagens bíblicos e as parábolas de Jesus além de muitos
outros.
Existem igrejas que fazem uma síntese do sermão do
último domingo. Neste caso, alguns cuidados devem ser tomados,
pois existem vantagens e desvantagens.

Vejamos:

40
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Vantagens

 Não é necessário montar uma série de estudos, coisa que dá


certo trabalho.
 O estudo do Pequeno Grupo Pode ajudar na aplicação prática
do conteúdo do sermão do domingo anterior.
 O líder do grupo já recebeu ministração de Deus através da
pregação do domingo e agora irá aplicá-la no grupo.
 A repetição é uma importante ferramenta pedagógica.

Desvantagens:

 O sermão do domingo nunca pode ser muito técnico, se não,


o líder terá dificuldades para aplicá-lo no grupo.
 Alguns sermões não podem ser levados para os Pequenos
Grupos devido ao assunto abordado dificultar a discussão em
grupo.
 Os estudos nunca seguem uma lógica ou um assunto pré-
determinado.
 Quando um pastor visitante prega no domingo é necessário
preparar um estudo especial para os Pequenos Grupos ou deixar
alguém responsável pela anotação do sermão para que depois
distribua aos líderes.

Os três níveis de compreensão do ensino

Como já dissemos, o estudo bíblico dentro dos Pequenos


Grupos deve ser devocional. É diferente do estudo da Escola
Dominical, do seminário e das pregações. Por isso torna-se
importante compreendermos as três formas pelas quais as
pessoas compreendem um assunto, e com isso descobrirmos a
forma mais apropriada para utilizarmos nos estudos dos
Pequenos Grupos. Os estudos podem ser ministrados de modo:

41
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

COGNITIVO EFETIVO PSICOMOTOR


Exige um professor Exige um Exige um técnico
facilitador
Comunicação na Comunicação Comunicação
forma de um na forma de por
“leque”. um “Círculo” demonstração
Lógica Revelação Repetição
Lida com Lida com Lida com
conhecimento valores habilidades

Cognitivo – Os assuntos são intelectuais e por isso exigem um


professor. Os novos convertidos e os não crentes terão
dificuldades para entender. Este tipo de estudo deve ser destinado
para o seminário ou E.B.D.

Psicomotor -- Desenvolvimento físico e técnico. Esta área


aponta para as nossas habilidades físicas. Envolve prática e
repetição para desenvolver corretamente a tarefa. Exemplos disso
seriam: Basquete, futebol, vôlei etc.

Efetivo -- Esta área aponta para os nossos valores. Exige um


animador ou facilitador que pode efetivamente expor e ampliar as
experiências dos membros do grupo. O pequeno grupo segue a
categoria do compartilhamento (ensino prático através do
exemplo de vida) e não do ensinamento técnico. Os tópicos e
discussão devem levar em consideração as experiências do grupo
e não apenas o seu conhecimento. O dirigente deve ser um
facilitador e não um professor.

42
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Modelo de estudo bíblico para pequenos grupos.

A COMISSÃO DE ISAÍAS (Isaías 6.1-8)


Pr. Ivanildo Gomes/Igreja da Paz em Fortaleza

Quebra-gelo:

Asas por um dia: Os serafins têm seis asas. Eles são guardiães da
santidade e da glória do Senhor. Imagine que você ganhasse não
seis, mas duas asas, por apenas um dia. E se com essas asas você
pudesse realizar algumas coisas com bem mais agilidade e altitude, quais
as três principais coisas que você faria.
Facilitador: Estimule as pessoas a responderem. Se a sua célula for
novinha e as pessoas retraídas, comece você mesmo a dar as suas
respostas, para assim encorajar os outros.

Ponha em discussão:

1. O pastor falou que Isaias só pôde ver a glória do Senhor em


plenitude depois da morte do rei Uzias. Aplicando para nós
hoje, o que poderiam ser esses “reis” em nossa vida, o que
eles fazem, e por que eles precisam morrer? Respostas
variadas e pessoais

2. O primeiro elemento da visão de Isaías foi a glória, a


majestade e a soberania de Deus. Nós também precisamos
desta visão. (Vs. 1-4) O que ela significa?
 Significa que precisamos de um encontro pessoal e
direto com o Senhor da glória;
 Significa que sem uma visão correta da santidade de
Deus e do senhorio de Deus, não iremos muito
longe;
 Significa que somente o Senhor deve ser o Rei da
nossa adoração e louvor;

43
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

 Significa que apesar das nossas falhas e limitações, o


Deus da glória vem ao nosso encontro com os
Serafins.

3. Diante da visão da glória, Isaías e nós temos logo uma visão


de nós mesmos. Como essa visão se manifestou corretamente
em Isaías? (v.5). Algumas respostas da mensagem:
 Ele viu o seu pecado, ao se deparar com a sublimidade
da glória do Senhor;
 Ele se prostrou diante da santidade e esplendor do
verdadeiro Rei no Seu trono, acompanhado pelos
serafins;
 Ele reconheceu a necessidade de purificação e
confessou o seu pecado;
 Ele reconheceu a necessidade de mudança no seu
linguajar, pois seus lábios eram impuros.
 Ele foi tocado pela brasa viva tirada do altar de Deus.
Isso fez total diferença em sua vida!

4. O pastor falou da simbologia das seis asas dos serafins e sua


aplicação à nossa santidade pessoal. Quais foram elas?
 Duas cobriam o rosto: santidade nos sentidos superiores
– cobre os olhos, ouvidos, boca, nariz, cabeça;
 Duas cobriam os pés: santidade no andar, no
comportamento, onde vamos, sem nos desviar para a
direita nem para a esquerda;
 Duas voavam: santidade nas ações, nos movimentos, na
agilidade, no avanço, no nosso trabalhar para Deus e
para nós.

5. O último elemento da visão de Isaías foi a sua comissão, a


visão da obra, do trabalho, dos campos brancos. Sua resposta
foi: “Eis-me aqui, envia-me a mim!” Qual deve ser a nossa

44
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

reação diante do mesmo convite? (Isaías 6.8) Respostas


variadas e pessoais

O compartilhar e orar

O compartilhar está ligado à oração porque a direcionará.


Neste período as pessoas irão expor os seus pedidos e desejos,
lutas e dificuldades, vitórias e alegrias. Alguns acabam
desnudando as suas vidas, por isso, é necessário tomar um pouco
de cuidado, pois muito facilmente, o compartilhar pode voltar-se
para dentro. Os integrantes podem acabar ficando absortos com
seus próprios problemas.

Dicas para um bom período de oração:

1. Tenha sempre um caderno para anotar os pedidos de


oração e poder acompanhar as respostas.
2. Incentive os testemunhos de respostas de oração.
3. Cobertura de oração semanal -- Cada pessoa ficará
responsável por orar pela pessoa que está a sua direita
durante a semana.
4. Orar com imposição de mão se achar necessário.
5. Divida as pessoas em grupos menores se o grupo estiver
muito grande.
6. Pratique a oração conversacional.

Assuntos administrativos

Mesmo em um Pequeno Grupo que se reúne


semanalmente existem coisas que se não forem bem
administradas poderão prejudicar todo o andamento do grupo.
Portanto:

1. Não centralize tudo em você. Procure dar oportunidade


para outras pessoas trabalhem. Peça a cada semana para

45
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

alguém anotar os pedidos de oração, dirigir o estudo, fazer


o momento de louvor e adoração. Seja criativo!
2. Preencha o relatório semanal e a chamada corretamente.
Você também pode deixar outra pessoa encarregada desta
tarefa. Por isso você precisa de auxiliares.

Possíveis problemas nos Pequenos Grupos

A seguir daremos uma lista de coisas que podem


prejudicar um grupo e causar até mesmo o seu término.
Muitos dos pastores que não querem implantar Pequenos
Grupos em suas igrejas, geralmente já tiveram estes problemas
com eles no passado e estes fracassaram ou estes pastores
assistiram a igrejas de colegas de ministério os enfrentarem. A
lista que será dada a seguir serve para o líder ou pastor fazer
sempre uma constante análise da qualidade dos seus grupos.

Razões pelas quais os Pequenos Grupos falham

1. Falta de visão do Pastor.


2. Não iniciar com um grupo experimental.
3. Falta de supervisão eficaz e treinamento de líderes.
4. Falta de um relacionamento estreito entre o pastor e os
líderes.
5. Falta de um sentido de missão.
6. Pessoas supercarentes podem destruir um grupo.
7. Falta do desenvolvimento de novas estruturas que
possibilitem o funcionamento dos Pequenos Grupos.
8. Má seleção de líderes.
9. Falta de treinamento dos líderes.
10. Falta de disciplina.
11. Preletores de fora. Pessoas de outras igrejas que não
estejam na visão.
12. Negócios no grupo.
13. A demora em se multiplicar.

46
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

As qualidades de um grupo saudável.

1. Interação -- Envolve boa comunicação, diálogo e a


realização de atividades em conjunto.
2. Intensidade -- Mede a profundeza da interação do
grupo.
3. Afirmação -- Significa falar coisas positivas para alguém.
Numa comunidade saudável cada membro está incluído
no grupo e pode se sentir valorizado pelos outros.
4. Corporativismo -- Numa comunidade saudável as
pessoas repartem seus recursos uns com os outros. Eles
gastam tempo juntos e ajudam uns aos outros nos tempos
difíceis ou de necessidades. Isto fala de uma forma
prática, material, tangível e não somente espiritual.
5. Compromisso -- É necessário para alcançar o alvo de
longo prazo e se tornar um. Numa comunidade saudável,
como no casamento, é o compromisso (aliança) uns para
com os outros que conduz a pessoa ou pessoas através
dos tempos difíceis.
6. Continuidade -- Envolve tempo. Semanas, meses, até
anos. Uma comunidade saudável não acontece de um dia
para o outro; é um desenvolvimento lento.
7. Transparência (abertura) -- É convidar e dar as boas-
vindas aos visitantes. Uma comunidade saudável não é
fechada ou exclusivista; não é nosso “círculo santo”.
Existe amor e aceitação, segurança e confiança,
compaixão e conforto, esperança e encorajamento,
autoridade e prestação de contas, transparência e
honestidade, liberdade de expressar-se sem que os outros
avacalhem.

47
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

48
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

--Capítulo 6--

OS PEQUENOS GRUPOS E A VISÃO


EVANGELÍSTICA DA IGREJA

Uma mentalidade de crescimento

Há alguns pastores e líderes que dizem não estarem


preocupados com o crescimento da igreja usando a escusa de que
Deus não se preocupa com números (quantidade), mas sim, com
qualidade. Este pensamento pode parecer bonito, mas é puro
engodo, pura tapeação. Com certeza ele se origina da necessidade
de se apresentar uma desculpa para a falta de crescimento de
igrejas locais.
Precisamos falar e nos preocupar com números,
entretanto isto não pode dominar a nossa mente. Uma igreja local
não pode ser comparada a uma empresa que precisa aumentar o
seu volume de “negócios” para que o volume de “capital”
aumente e, nem tampouco, apresentar um número no rol bem
alto e em constante crescimento a fim de se melhorar o “status
quo” junto a denominação e aos demais líderes. Já vi lideres
burlarem os seus relatórios de membresia a fim de ganhar a fama
de “aumentadores de igreja” e assim poderem chegar a função de
supervisor.
Um dia chegou uma correspondência a minha igreja com
a seguinte proposta: “Você quer aumentar o número de sua
membresia e o valor da arrecadação de sua igreja? Contrate o

49
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

pastor fulano de tal por três meses e veja os resultados!”. Isto


parece absurdo e irreal, porém é verdade ainda que antagônico.
A grande questão é que os pastores titulares sofrem uma
grande pressão em relação ao crescimento de suas igrejas. Alguns
resolvem arrumar escusas, outros acabam burlando relatórios,
outros não esquentam a cabeça e outros buscam meios para
alcançar o crescimento apenas para fugirem da pressão.
Comecei este capítulo abordando este assunto porque
simplesmente não podemos nos esquivar dele, pois crescimento
quantitativo é um assunto profundamente bíblico. O livro de
Atos dos Apóstolos conta justamente o sucesso da igreja
primitiva em levar a efeito a Grande Comissão. Perceba que Lucas
se preocupou em relatar o crescimento da igreja em números, em
quantidade, e isto em várias referências no livro. A igreja precisa
ter uma mentalidade de crescimento de expansão do Reino,
entretanto este pensamento deve ser puro, sincero e bíblico.
Um dos propósitos deste capítulo é fazer com que todos
os participantes de um pequeno grupo tenham uma visão de
crescimento e colaborem com o que puderem nesta causa.

O PRINCÍPIO DA MULTIPLICAÇÃO

Imagine que num lago com uma superfície de 1300


metros quadrados cresça um aguapé. Uma folha dessa espécie de
planta tem a área de 100 centímetros quadrados. No início do ano,
a planta tem exatamente uma folha. Após uma semana são duas
folhas. Uma semana depois são quatro. Após 16 semanas a
metade da superfície da água está coberta com folhas. Pergunta:
quanto tempo levará para a planta cobrir também a segunda
metade do lago? _____________________________________
__________________________________________________

Com o princípio da multiplicação podemos demonstrar


que o desenvolvimento natural de uma igreja não requer um
maior investimento de força para a edificação da igreja – o lema
é: trabalhe com mais inteligência, não com mais força. A

50
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

multiplicação libera em todos os níveis da igreja um potencial que,


de outra forma, não poderia ser alcançado.
Com certeza esse é o motivo pelo qual esse princípio pode
ser encontrado desde o princípio da Bíblia: Jetro aconselha seu
genro Moisés a não julgar mais sozinho todos os casos entre o
povo de Israel, mas a colocar ajudantes sobre 10, 50, 100 e 1.000
israelitas respectivamente (Êx 18). Em outras palavras: Moisés
deveria “multiplicar-se”. Da mesma forma o modelo de
discipulado que Jesus praticou nada mais é do que a aplicação do
princípio da multiplicação na área da “formação de líderes”. A
multiplicação também está por trás do princípio neotestamentário
do “oikos” ou “família ampliada” que em todos os tempos foi a
chave para o evangelismo, pois cada membro está num círculo de
relacionamento com uma série de não-cristãos. Quando uma
igreja começa a usar essas pontes do “oikos” começa uma enorme
dinâmica de multiplicação: cada um que se converte e entra para
a igreja pode se dedicar, de forma especial, a essas pessoas.
Começou um processo de multiplicação sem fim, mesmo que
tudo tenha sido tão discreto e singelo no início…
Também podemos observar que a igreja neotestamentária
estava organizada dentro do princípio da multiplicação, pois não
havia um templo central que reunia todos os crentes aos
domingos. Os crentes se reuniam todos os dias nas casas e
levando em consideração que em pouco tempo a igreja já somava
aproximadamente 8.000 (oito mil) pessoas seriam necessárias
pelo menos umas 400 casas para acomodar todo aquele povo. De
que maneira você acha que uma igreja pode influenciar mais um
bairro ou uma cidade; todos os membros reunidos em um só
lugar ou multiplicando-se em vários locais de reunião?
O apóstolo Paulo também utilizou este princípio.
Observe este texto:

“E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo


transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros.” (2Tm2:2)

Aqui vemos Paulo recomendando a Timóteo que


transmitisse a homens fieis e idôneos tudo o que ele havia lhe

51
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

ensinado e que estes homens por sua vez também ensinassem a


outros.
Se não praticamos o princípio da multiplicação é bem
provável que pratiquemos o inverso deste princípio e a propósito;
no trabalho da igreja qual seria o oposto da multiplicação?
_________________________________________________

A ___________________ se diferencia em três pontos


essenciais do princípio da multiplicação:

1. O potencial de crescimento na ________________ é menor do que na


multiplicação.
As pesquisas mostram que as “grandes” igrejas que se
organizam em pequenas congregações e que possuem reuniões de
pequenos grupos nos lares têm um potencial de crescimento
maior do que as mega igrejas que concentram suas reuniões
apenas no templo. Numa mega igreja fica difícil mobilizar cada
crente para desempenhar o seu chamado. Já numa “grande igreja”
que se reúne em pequenos grupos há a oportunidade de cada
membro desempenhar o seu ministério de forma mais eficaz.

2. Na ___________________ se almeja um resultado maior – à


primeira vista.
Princípios tecnocráticos de edificação de igreja trabalham
para um tamanho ilimitado de igreja. O objetivo é a mega igreja,
não a pequena igreja que se multiplica sempre de novo (pois isso
significaria que a igreja-mãe teria de entregar membros!); são as
grandes campanhas evangelísticas com muitas “decisões”, não o
silencioso, mas contínuo evangelismo por meio dos contatos
“oikos”; é o “melhor” e maior colegiado de líderes, não o
processo moroso do discipulado que Jesus escolheu.
A multiplicação necessita de um tempo preparatório
maior, mas traz melhores resultados a longo prazo.

3. A _____________________ tem por objetivo “produção” maior, a


multiplicação, “capacidade de produção” maior.

52
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

O medo do começo lento

Como concluímos a adição pode no momento,


impressionar mais. A multiplicação necessita de uma fase inicial
mais longa para dar resultado. Um dos motivos por que as igrejas
tendem mais para o pensamento aditivo, em vez do pensamento
multiplicador, é o desejo de ver “resultados a curto prazo”
(porque apenas a minoria das pessoas pensa a longo prazo e
mostra a persistência necessária). Por isso, muitas vezes tememos
que após meio ano alguém possa dizer: “Eu não disse que isso
não iria dar certo?”, sendo que necessitamos de mais de meio ano
para começarmos a ver os primeiros resultados. Como
consequência partimos para ações que dão resultados a curto
prazo, mas a longo prazo se revelam um erro.

Exemplos do princípio da multiplicação

“Vi recentemente uma das demonstrações mais


poderosas da importância da multiplicação espiritual de que
posso lembrar-me. Foi pedido a dois homens que ficassem de pé
à frente de um auditório lotado. Ambos representavam pastores
que ganham pessoas para Cristo mediante o testemunho pessoal.
Um dos dois (talvez a testemunha mais agressiva) representava o
pastor que conquista muitas pessoas para Cristo pessoalmente,
mas que fica tão ocupado nisso que nunca tem tempo para treinar
outros nessa tarefa. O outro (talvez menos dinâmico no seu
evangelismo pessoal) toma tempo para treinar aqueles que ele
ganha a fim de que conquistem outros. Ele avança ainda mais,
treinando-os para que treinem aqueles que ganharam.
A demonstração começou quando cada um dos dois
homens trouxe para a frente outra pessoa que representava
alguém que tivesse ganho para Cristo, escolhida dentre a
congregação. O primeiro pastor continuou fazendo isso,
levando-os um em um, até que depois de dez idas ele tinha mais
dez pessoas em sua companhia na frente, representando aqueles

53
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

que conquistara para Cristo. O segundo pastor, que estava


treinando os que ganhara, foi para a congregação juntamente
com aquele que conquistara e treinara, e cada um deles trouxe
outro. Isto perfazia quatro. Os quatro ganhos para Cristo e
treinados, trouxeram mais um cada um, completando oito.
Aquele homem e os que treinara fizeram apenas cinco viagens
para dentro da congregação, mas trinta e duas pessoas estavam
ali com ele depois de cinco viagens em contraste com as dez
pessoas que acompanhavam o outro. Se esse pastor e os que
treinara fizessem dez viagens, 1.024 pessoas estariam com ele! A
diferença é aquela que existe entre a adição e a multiplicação. É
mais importante treinar um ganhador de almas do que ganhar
uma alma. A igreja deve voltar ao princípio da multiplicação se
quisermos fazer o impacto sobre este mundo perdido que nosso
Senhor desejaria que fizéssemos”15.

COMO O EVANGELISMO REALMENTE FUNCIONA

Dez Princípios geralmente negligenciados

1º - Diga: - Não! Para a CONSCIÊNCIA PESADA!


* O modelo tradicional de evangelismo pessoal traz
consciência pesada àqueles que não possuem o dom de
evangelista.
2º - Como as pessoas chegam de fato FÉ EM JESUS?
* O verdadeiro segredo do evangelismo eficaz é:
Relacionamentos/amizades

3º - O fator “OIKOS”. Mc 5.19, Jo 1.43-50, At 10.24


* O OIKOS é sua FAMÍLIA AMPLIADA
4º - levar a sério as NECESSIDADES das pessoas que queremos
alcançar.
* A isca deve ser atrativa para o peixe e não para o pescador.
* Não se deve pescar com “Pudim de Coco”!
* Precisamos pregar tendo em mente o “ponto de vista” da
outra pessoa.
15 Robert E. Coleman – O Plano Mestre de Evangelismo

54
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

5º - Entrar por PORTAS ABERTAS


* Devemos orar para que tenhamos pontos de contato

6º - A importância da INCORPORAÇÃO (INTEGRAÇÃO)


* Por que tantas pessoas aceitam a fé em Jesus, porém ficam
no caminho?
* Um número entre apenas 3% a 15% dos que se decidem
por Cristo permanecem na fé.

7º - O uso do dom de EVANGELISTA.


* Apenas 10 % dos crentes possuem o dom de
EVANGELISTA.
* No corpo de Cristo cada dom por mais simples que seja tem
a sua importância
X
Normalmxntx a minha máquina dx xscrxvxr funciona muito
bxm, mas hojx algo xstá xrrado com uma das txclas. – todas as
outras txclas xstão xm pxrfxita ordxm, mas imxdiatamxntx sx
pxrcxbx qux uma xstá com dxfxito. Xsta txcla dxfxituosa nos
mostra como x importantx qux nxnhum cristão sx xsquivx dx
usar os dons qux Dxus lhx dxu para usar no sxu Rxino

8º - Os Novos Convertidos geralmente são mais eficientes no


evangelismo.

9º - Diga: - Não! À MANIPULAÇÃO.


* As pessoas não devem se sentir MANIPULADAS a aceitar
a Jesus.
* Algumas pessoas dizem “sim” só para se livrar dos “chatos
de galochas”.

10º - O SIGNIFICADO do corpo de Cristo.


* Uma pessoa não crente precisa conhecer outras pessoas do
corpo de Cristo Para que tenha como estereótipo (modelo)
não apenas uma pessoa crente.

55
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

O que cada cristão pode fazer para Contribuir com a


evangelização

Sete passos que não exigem demais de ninguém:

1º - IDENTIFIQUE os seus DONS.


2º - Identifique a sua FAMÍLIA AMPLIADA (Oikos).
3º - Identifique “PARCEIROS DE ORAÇÃO”.
* Busque apoio do MINISTÉRIO DE INTERCESSÃO
da igreja.
4º - Identifique as necessidades da sua “FAMÍLIA AMPLIADA”.
5º - AMOR, AMOR E AMOR
* O amor é incondicional. Não tente usar as pessoas. Ame-as
de verdade.
* O amor exige tempo, porém estamos muito ocupados em
nossos projetos.
6º - Aprenda a TESTEMUNHAR do Evangelho de forma
simples
7º - O valor do APOIO de outros cristãos.
* A responsabilidade de evangelizar o seu oikos não está apenas
sobre você. Os membros do pequeno Grupo devem se unir para
orar pelo oikoi (plural de oikos) de cada um. Em pequeno Grupo,
cada pessoa tem as suas habilidades específicas. Algumas pessoas
têm facilidade de convidar e trazer pessoas para as reuniões,
outros de falar a essas pessoas sobre a fé cristã, outros
contribuirão em outras áreas específicas

56
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

--Capítulo 7--

A MULTIPLICAÇÃO DE PEQUENOS
GRUPOS

MULTIPLICAÇÃO É O ALVO DE CADA PEQUENO


GRUPO

Quando um Pequeno Grupo cresce é necessário que se


forme outro grupo. Isto não é divisão, e sim, multiplicação, pois
tínhamos um grupo e agora teremos dois. Mas a multiplicação
não é apenas numérica. O grande desafio é multiplicar a “vida de
Deus” a outras pessoas. Estamos falando de multiplicar o amor,
a comunhão, o cuidado, enfim, tudo aquilo que foi aprendido e
vivido deve ser multiplicado.

O modelo que apresentamos nesta obra para a


multiplicação de pequenos Grupos é diferente de alguns modelos
utilizados por algumas igrejas que trabalham com células.
Em alguns modelos, depois de um tempo que a pessoa
está em uma célula ela migra para um grupo de discipulado para

57
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

líderes e depois vai abrir uma outra célula sozinho. O modelo que
apresentamos oferece uma grande vantagem, pois a pessoa que
estiver disposta a se engajar no processo de liderança e
multiplicação de Pequenos Grupos começa o treinamento dentro
do seu próprio grupo como auxiliar e no momento em que este
grupo estiver “grande demais” migrará com parte dos integrantes
para formar um novo grupo. Observe como se dá este processo:

PROCESSO MIGRATÓRIO PARA FORMAÇÃO DE


NOVO GRUPO

58
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Observe que o grupo Koinonia possuía 16 integrantes.


Dentre estes 16, havia um líder (Manoel), um auxiliar principal
(José) e um segundo auxiliar (João). Oito pessoas migraram para
formar um novo grupo, o grupo Adonai e o auxiliar principal de
Manoel (José) migrou com este grupo para liderá-lo. Neste novo
grupo, João que era segundo auxiliar passou a ser auxiliar principal
de José e Joaquim, que era apenas um integrante, passou a ser
segundo auxiliar. Estes vão agora contar com a colaboração de
Cláudio, Fernando, Odete, Amadeu e Clara.
Já o grupo Koinonia continuou sendo liderado por
Manoel e este escolheu Eunice como auxiliar principal e
Anderson como segundo auxiliar. Os irmãos Luiz Otávio, Paulo,
Maria da Glória, Rúben e Sônia continuarão como integrantes e
quando o grupo crescer novamente passarão a fazer parte da
liderança também.

VANTAGENS DESTE MODELO

Alinharemos seis vantagens deste modelo, as quais


consideramos as principais, porém você com certeza encontrará
muitas outras.
Primeira: Os futuros líderes de grupos são treinados dentro do
próprio grupo onde cooperam além é claro, do treinamento
formal recebido através de um curso.
Segunda: O princípio de “liderança capacitadora” (líderes
formando outros líderes), um dos princípios apresentados pelas
igrejas que mais crescem de forma saudável é utilizado.
Terceira: O novo grupo que se forma possui afinidades, pois os
integrantes já se relacionavam no antigo grupo. Diferentemente
do modelo onde uma só pessoa começa um novo grupo do zero.
Quarta: Os integrantes do novo grupo já estão completamente
envolvidos na visão evangelística e já têm experiência no
evangelismo através dos Pequenos Grupos.
Quinto: O Líder do novo grupo não precisará passar sozinho a
visão evangelística a cada pessoa que se converte, pois o grupo o

59
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

ajudará nesta tarefa. Os novos integrantes serão contagiados pela


visão evangelística dos demais.
Sexta: O novo líder não receberá nenhuma pressão para formar
e fazer um novo grupo crescer. A responsabilidade disto será de
todos.

Fatores a serem observados na multiplicação de Pequenos


Grupos

Para que um grupo se multiplique, a quantidade numérica


não deve ser o único fator a ser considerado. Não basta apenas
um grupo crescer em número, existem outros fatores que são de
suma importância na decisão de criar um novo grupo. Veja:

1. Avaliar os Membros -- Às vezes um grupo tem uma


quantidade de participantes boa, porém, estes participantes não
são qualificados como “membros fiéis”. Um membro fiel é uma
pessoa adulta que participa no grupo numa base regular e
acrescenta algo para a vida espiritual do grupo. O membro fiel é
alguém que chegou ao nível de “dar” mais do “receber” do grupo.
Se um grupo possui muitas pessoas que precisam de atenção
porque estão em processo de crescimento espiritual é melhor
esperar o momento em que estas pessoas cheguem à maturidade
para que se possa pensar em criar outro grupo.

2. Avaliar os Auxiliares -- Não adianta fazer com que uma parte


do grupo migre para formar outro grupo se este novo grupo não
tiver um líder a altura. No processo de “liderança capacitadora”
dentro dos grupos a intenção é que os auxiliares se tornem líderes
eficazes. Se os auxiliares ainda não estão preparados é melhor
redobrar a atenção sobre eles por certo tempo até que estejam
prontos, pois são eles que garantirão o progresso do novo grupo
devido ao fato deles também precisarem se engajar na formação
de outros líderes.

60
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

Perfil de um auxiliar fiel, maduro e pronto:

a) É fiel na frequência ao grupo.


b) Tem a sua família em ordem e tem estabelecida em sua vida as
prioridades do Reino de Deus.
c) Se casado: tem um relacionamento matrimonial forte, filhos
bem comportados e tem uma vida espiritual bem equilibrada.
d) Tem se desenvolvido bem na liderança do grupo, tem
experiência suficiente e tem realmente recebido treinamento
do dirigente do grupo.
e) Se sente chamado para trabalhar no ministério com Pequenos
Grupos.
f) Participa do grupo há pelo menos quatro meses e tem
desenvolvido bons relacionamentos com os membros do
grupo.
g) É uma pessoa motivada, tem visão evangelística, está
envolvido com visitas, discipulado um a um e demais
ministérios.
h) Já fez ou está fazendo o treinamento formal para dirigentes de
Pequenos Grupos.

3. Avaliar o Novo Local -- Pode acontecer de um grupo ter


condições de se multiplicar, porém não há um lugar adequado
para receber o novo grupo. A questão do lugar apropriado é
muito importante. O novo local pode ser a casa de um dos
integrantes do grupo ou a casa de um outro membro da igreja que
queira ceder o espaço para que as reuniões aconteçam. Para isto
os seguintes fatores devem ser observados:

a) Existe anfitrião e lugar para o novo grupo se reunir?


b) Existem assentos suficientes (bancos ou cadeiras) para o novo
local?
c) Existe uma boa iluminação?
d) Existe bom relacionamento familiar no lar do anfitrião? (É
casado, solteiro, amigado?
e) Qual é o padrão de higiene do local?

61
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR NA


MULTIPLICAÇÃO DE UM PEQUENO GRUPO

* Sexo * Formação Cultural * Personalidade


* Classe Social * Cidade * Dom Espiritual
* Idade * Estado Civil * Profissão

FATORES DE INFLUÊNCIA NA
MULTIPLICAÇÃO DO PEQUENO GRUPO

 O tempo devocional de cada líder


 Oração pelos membros da célula
 Tempo de preparação para o encontro da célula

Quanto tempo investem na oração os líderes de célula


mais bem sucedidos?

0 a 15 minutos 11,7 %
15 a 30 minutos 32,2 %
30 a 60 minutos 33,8 %
60 a 90 minutos 7,6 %
Mais de 90 minutos 13,7 %

Fatos constatados:

1 - Líderes que investem 90 minutos ou mais em sua vida


devocional multiplicam duas vezes mais do que os que dedicam
pouco ou nada à vida de oração.

62
__________ Manual Para Formação de Líderes de Pequenos Grupos ___________

2- Ouvir a voz de Deus dá ao líder maior senso de direção e


segurança. Um líder que demonstra repetidamente que Deus fala
a ele, adquire autoridade espiritual

 Mateus 6:5-6
 É importante encontrar um lugar apropriado para a
oração.
 É importante haver privacidade, quietude, um tempo
entre você e Deus, sem interrupções.
 Ore diariamente pelos membros da célula e pessoas do
seu oikos.
 Encoraje os membros da célula a orarem e jejuarem no
dia da reunião.
 Ralph Neighbour Jr disse: Momentos de oração triviais e
rotineiros em uma célula são incapazes de quebrar nela o
espírito de letargia.

Quanto os líderes de célula bem sucedidos oram pelos


membros de sua célula?

- 64% oram todos os dias


- 16% oram dia sim, dia não
- 11% oram uma vez por semana
- 9% oram algumas vezes

CONCLUSÃO

Líderes que oram diariamente pelos membros de sua


célula multiplicam a sua célula muito mais vezes que os que oram
de vez em quando.

63