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EQUAÇÕES
Capítulo
Adicional

© STAFF/Reuters/Corbis
9 DIFERENCIAIS

Uma equação que envolve a derivada, ou


diferencial, de uma função desconhecida é
chamada de equação diferencial. Neste ca-
pítulo, mostramos como equações dife-
renciais são usadas para resolver proble-
mas que abrangem o crescimento de um
montante de dinheiro com o acréscimo
de juros compostos continuamente, o cres-
cimento de uma cultura de bactérias, o de-
caimento de material radioativo, bem
como a aplicação da taxa que estima o
aprendizado de uma pessoa em relação a
um assunto por ela antes desconhecido,
além de outros exemplos.

Se a quantidade de fertilizante utilizada para cultivar a terra em


uma fazenda de trigo aumenta, o rendimento da colheita subirá
consideravelmente? Pesquisadores de uma universidade do Meio-
-Oeste descobriram que um novo fertilizante testado em caráter
experimental aumentou a produtividade do trigo da terra no
campo de pesquisas da universidade. No Exemplo 2, página 646,
você vai ver como eles usaram uma equação diferencial para es-
timar a produtividade da cultura.
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632 Matemática Aplicada a Administração e Economia

9.1 Equações Diferenciais


Modelos que Envolvem Equações Diferenciais
Encontramos primeiro equações diferenciais na Seção 6.1. Lembre-se de que uma
equação diferencial é uma equação que envolve uma função desconhecida e a(s)
sua(s) derivada(s). Aqui estão alguns exemplos de equações diferenciais:
d 2y
a b  ty  8  0
dy dy dy 3
 xex  2y  x 2 
dx dx dt 2 dt
Equações diferenciais aparecem em praticamente todos os ramos da matemática apli-
cada, e o estudo dessas equações continua sendo uma das áreas mais ativas de pesquisa
em matemática. Como você verá nos próximos exemplos, modelos que envolvem equa-
ções diferenciais muitas vezes surgem da formulação matemática de problemas práti-
cos.
Modelos de Crescimeto Irrestritos Discutimos pela primeira vez o modelo de crescimento
irrestrito no Capítulo 5. Lá vimos que o tamanho de uma população, no instante t, Q (t),
aumenta a uma velocidade que é proporcional a Q(t). Assim,
dQ
 kQ (1)
dt
onde k é uma constante de proporcionalidade. Esta é uma equação diferencial que en-
volve a função desconhecida Q e sua derivada Q.
Modelos de Crescimento Restrito Em muitas aplicações, a quantidade Q(t) não apresenta cres-
cimento irrestrito, mas se aproxima de algum limite superior definitivo. As curvas de
aprendizagem e as funções logísticas que discutimos no Capítulo 5 são exemplos de mo-
delos de crescimento restrito. Vamos derivar os modelos matemáticos que conduzem a
essas funções.
y
Suponha que Q(t) não exceda um número C, chamado de capacidade de carga do
y=C ambiente. Além disso, suponhamos que a taxa de crescimento desta quantidade é pro-
porcional à diferença entre o seu limite superior e seu tamanho atual. A equação dife-
Q(t) = C – Ae –kt
rencial resultante é
C–A dQ
 k1C  Q2 (2)
t dt
onde k é uma constante de proporcionalidade. Observe que, se a população inicial é pe-
FIGURA 1 quena em relação a C, em seguida, a taxa de crescimento de Q é relativamente grande.
Q(t) descreve uma curva de aprendiza-
gem. Mas como Q(t) se aproxima de C, a diferença de C  Q(t) se aproxima de zero, tal como
a taxa de crescimento de Q. Na Seção 9.3, você verá que a solução da equação diferencial
y (2) é uma função que descreve uma curva de aprendizagem (Figura 1).
Em seguida, vamos considerar um modelo de crescimento restrito em que a taxa de
Q>C crescimento de uma quantidade Q(t) é conjuntamente proporcional ao seu tamanho atual
y=C e a diferença entre o seu limite superior e a sua dimensão atual, isto é,
0<Q<C dQ
 kQ1C  Q2 (3)
dt
C
1+A onde k é uma constante de proporcionalidade. Observa-se que, quando Q(t) tem um va-
t
lor baixo em relação a C, a taxa de crescimento de Q é aproximadamente proporcional
a Q. Mas conforme Q(t) se aproxima de C, a taxa de crescimento diminui para zero. Se
FIGURA 2 Q  C, então, dQ/dt  0 e a quantidade está diminuindo com o tempo, com a taxa de
Duas soluções da equação logística
queda diminuindo conforme Q se aproxima de C. Vamos mostrar mais tarde que a so-
C lução da equação diferencial (3) é apenas a função logística que discutimos no Capítulo
Q1t2 
1  AeCkt 5. Seu gráfico é mostrado na Figura 2.
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Equações Diferenciais 633

Resposta ao Estímulo Na teoria quantitativa da Psicologia, um modelo que descreve a re- y


lação entre um estímulo S e a resposta resultante R é a Lei de Weber-Fechner. Essa lei
afirma que a taxa de variação de uma reação R é inversamente proporcional ao estímulo R
S. Matematicamente, essa lei pode ser expressada como
dR k
 (4) S0
S
dS S
onde k é uma constante de proporcionalidade. Além disso, suponhamos que o nível de FIGURA 3
limite, o mais baixo nível de estimulação em que é detectada a sensação, é S0. Então te- A solução para a equação diferencial (4)
mos a condição de R  0 quando S  S0, isto é, R(S0)  0. O gráfico de R é mostrado descreve a resposta ao estímulo.

na Figura 3.
Problemas de Mistura Nosso próximo exemplo é um típico problema de mistura. Suponha
que um tanque contém inicialmente dez galões de água pura. A salmoura, que contém
3 libras de sal por galão, flui para dentro do tanque, a uma taxa de 2 galões por minuto,
e a mistura bem agitada flui para fora do tanque com mesma taxa. Quanto sal está no
tanque em determinado tempo? Vamos formular esse problema matematicamente. Su-
ponhamos que A(t) indica o valor de sal no tanque no instante t. Então a derivada dA/dt,
a taxa de variação da quantidade de sal no instante t, deve satisfazer a condição

 1 Taxa de sal que flui para dentro 2  1 Taxa de sal que flui para fora 2
dA
dt
(Figura 4). Mas a taxa na qual o sal flui para dentro do tanque é dada por
1 2 gal/min 2 1 3 libras/gal 2 (Taxa de fluxo)  (Concentração) FIGURA 4
A taxa de variação da quantidade de sal no
ou 6 libras por minuto. Uma vez que a velocidade com que a solução deixa o tanque é tempo t  (Taxa de sal que flui pra dentro)
a mesma com a qual a solução salina flui para dentro, o tanque contém dez galões da  (Taxa de sal que flui para fora).

mistura em qualquer instante t. Uma vez que o teor de sal, em qualquer instante t, é A
libras, a concentração de sal na mistura é de (A/10) libras por galão. Portanto, a taxa na
qual o sal flui para fora do tanque é dada por

12 gal/min 2 a libras/gal b
A
10
ou A/5 libras por minuto. Portanto, somos levados à equação diferencial
dA A
6 (5)
dt 5
Uma condição adicional resulta do fato de que inicialmente não existe sal na solução.
Essa condição pode ser expressada matematicamente como A  0 quando t  0 ou
A(0)  0.
Na Seção 9.3 vamos resolver cada uma das equações diferenciais que introduzimos aqui.

Soluções de Equações Diferenciais


Suponha que nos é dada uma equação diferencial que envolve a(s) derivada(s) de uma
função y. Recorde-se de que uma solução para uma equação diferencial é uma função
f(x) que satisfaz a equação diferencial. Assim, y  f(x) é uma solução da equação dife-
rencial desde que a substituição de y e a(s) sua(s) derivada(s) pela função f(x) e suas de-
rivadas correspondentes reduza a equação diferencial dada a uma identidade para todos
os valores de x.

EXEMPLO 1 Mostre que a função f(x)  ex  x  1 é uma solução de uma equação
diferencial
y  y  x
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634 Matemática Aplicada a Administração e Economia

Solução Sendo
y  f 1 x 2  ex  x  1
Então,
y  f 1 x 2  ex  1
Substituindo essas equações no lado esquerdo da equação diferencial, temos
y y
 
1 ex  1 2  1 ex  x  1 2  ex  1  ex  x  1  x
que é igual ao lado direito da equação dada para todos os valores de x. Portanto, f(x) 
ex  x  1 é uma solução da equação diferencial dada.

No Exemplo 1, verificamos que y  ex  x  1 é uma solução da equação dife-


rencial y  y  x. Essa é, sem dúvida, a única solução dessa equação diferencial, como
o próximo exemplo mostra.

EXEMPLO 2 Mostre que qualquer função na forma f(x)  cex  x  1, onde c é uma
constante, é uma solução da equação diferencial
y  y  x

Solução Sendo
y  f 1 x 2  cex  x  1
Então
y  f 1 x 2  cex  1
Substituindo essas equações no lado esquerdo da equação diferencial, temos
y y
 
cex  1  cex  x  1  x
e verificamos a afirmação.

Pode ser mostrado que toda solução da equação diferencial y  y  x deve ter a
forma y  cex  x  1, onde c é uma constante e, portanto, essa é uma solução ge-
ral da equação diferencial y  y  x. A Figura 5 mostra uma família de soluções dessa
equação diferencial para valores selecionados de c.
y
c=2 c=4
c=1
4

x
–2 2 4

–2

c=0
FIGURA 5 c = –1
Algumas soluções para y  y  x c = –2
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Equações Diferenciais 635

Lembre-se de que a solução obtida por meio da atribuição de um valor específico para
a constante c é chamada de uma solução particular da equação diferencial. Por exem-
plo, a solução particular y  ex  x  1 do Exemplo 1, é obtida da solução geral, to-
mando c  1. Na prática, uma solução particular de uma equação diferencial é obtida
da solução geral da equação diferencial, exigindo que a solução e/ou a(s) sua(s) deri-
vada(s) satisfaça(m) certas condições em um ou mais valores de x.

EXEMPLO 3 Use os resultados do Exemplo 2 para encontrar a solução particular da


equação y  y  x que satisfaça a condição y(0)  0, isto é, f(0)  0, onde f denota
a solução.

Solução Com base nos resultados do Exemplo 2, vemos que

y  f 1 x 2  cex  x  1

é uma solução da equação diferencial dada para todas as constantes c. Usando a con-
dição dada, vemos que

f 1 0 2  ce0  0  1  c  1  0 ou c1

Portanto, a solução particular requerida é y  ex  x  1.

Explore e Discuta
Considere a equação diferencial dy/dx  F(x, y) e suponha que y  f(x) é uma solução da
equação diferencial.
1. Se (a, b) é um ponto no domínio de F, explique porque F(a, b) dá o declive de f em x  a.
2. Para a equação diferencial dy/dx  x/y, calcule F(x, y) para valores inteiros selecionados
de x e y. (Por exemplo, tente x  0, 1, 2 e y  1, 2, 3.) Verifique que, se você
desenhar um elemento linear (um segmento de linha muito pequeno), com inclinação
F(x, y) em cada ponto (x, y), obterá um campo de orientação semelhante ao mostrada na
figura:
y

3. O campo de direção associado à equação diferencial sugere curvas de solução para a equa-
ção diferencial. Esboce algumas curvas de solução para a equação diferencial. [Você será
solicitado a verificar a sua resposta ao item (3) na próxima seção.]

9.1 Testes de Conhecimento


1. Considere a equação diferencial a. Mostre que y  x2  (c>x2) é uma solução de equação
diferencial.
xy  2y  4x2
b. Encontre a solução particular da equação diferencial
que satisfaz y(1)  4.
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636 Matemática Aplicada a Administração e Economia

2. A população de uma determinada espécie cresce a uma As soluções dos Testes de Conhecimento 9.1 podem ser en-
taxa diretamente proporcional à raiz quadrada de seu ta- contradas na página 638
manho. Se a população inicial é N0, encontre a população
no instante t. Formule, mas não resolva o problema.

9.1 Questões Conceituais


1. Defina os seguintes termos em suas próprias palavras. 3. a. A equação da Questão 2(a) descreve crescimento res-
a. Uma equação diferencial. trito ou irrestrito?
b. A solução geral de uma equação diferencial. b. A equação da Questão 2(b) descreve crescimento res-
c. Uma solução particular de uma equação diferencial. trito ou irrestrito?
2. Dê uma equação diferencial que descreva a situação: 4. Dado um problema típico de mistura, em que A(t) indica
a. O tamanho de uma população em qualquer instante a quantidade de sal no tanque em qualquer instante t, a
t, Q(t), aumenta a uma velocidade que é proporcio- que condição a derivada dA/dt, a taxa de variação da
nal a Q(t). quantidade de sal no instante t, deve satisfazer?
b. O tamanho de uma população em qualquer instante t,
Q(t), que não exceda um número C, e a taxa de cres-
cimento de Q(t) é proporcional à diferença entre seu li-
mite superior e seu tamanho atual.

9.1 Exercícios
Nos exercícios 1 a 12, verifique se y é uma solução da equação
; y  a b y  0; y 1 1 2  1
C 1
diferencial. 15. y 
x x
1. y  x2; xy  y  3x2 2. y  ex; y  y  0
16. y  Ce2x  2x  1; y  2y  4x  0; y 1 0 2  3
1
3. y   cex , c qualquer constante; y  2xy  x
2

1x
 xex; y  a b y  ex; y 1 1 2   e
2 Cex 1 1
17. y 
x 2 x 2
dy
4. y  Cekx, C qualquer constante;  ky
dx 18. y  C1x3  C2x2; x2y
 4xy  6y  0; y 1 2 2  0 e
y 1 2 2  4
5. y  e2x; y
 y  2y  0
19. Decaimento Radioativo A substância radioativa decai a uma
6. y  C1ex  C2e2x; y
 3y  2y  0 taxa diretamente proporcional à quantidade presente. Se
7. y  C1e2x  C2xe2x; y
 4y  4y  0 a substância está presente na quantidade de Q0 g inicial-
mente (t  0), encontre a quantidade presente em qual-
8. y  C1  C2x1/3; 3xy
 2y  0 quer instante t. Formule, mas não resolva o problema em
termos de uma equação diferencial com uma condição ao
C1 ln x 2
9. y   C2 ; x y
 3xy  y  0 lado.
x x
20. Oferta e Demanda Seja S(t) o fornecimento de uma deter-
10. y  C1ex  C2 xex  C3 x2ex; y  3y
 3y  y  0
minada mercadoria em função do tempo t. Suponhamos
que a taxa de variação da oferta é proporcional à dife-
 k1C  y 2
dy
11. y  C  Aekt, A e C constantes; rença entre a demanda D(t) e a oferta. Encontre uma
dt
equação diferencial que descreva essa situação.
 ky 1 C  y 2
C dy
12. y  Ckt
, A e C constantes; 21. Investimento Líquido A administração de uma empresa de-
1  Ae dt
cidiu que o nível do seu investimento não deve exceder C
Nos exercícios 13 a 18 , verifique se y é uma solução geral da dólares. Além disso, a administração decidiu que a taxa
equação diferencial. Em seguida, encontre uma solução parti- de investimento líquido (a taxa de variação do capital
cular da equação diferencial que satisfaça a condição ao lado. total investido) deve ser proporcional à diferença entre C
13. y  Cx2  2x; y  2 a b  2; y 1 1 2  10
y e o capital total investido. Formule, mas não resolva o
x problema em termos de uma equação diferencial.

14. y  Cex ; y  2xy; y 1 0 2  y0 22. Lei da Absorção de Lambert A Lei da Absorção de Lambert
2

indica que a porcentagem de luz incidente, L, absorvida


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Equações Diferenciais 637

 1C  y2
que passa através de uma fina camada de material, x, é dy k
proporcional à espessura do material. Se, para um deter- y102  y0
dt V
minado material, x0 polegada do material reduz a luz à
metade de sua intensidade, quanto de material adicional onde k é uma constante. (Observação: A constante de
é necessário para reduzir a intensidade para um quarto do proporcionalidade k depende da área e da permeabilidade
seu valor inicial? Formule, mas não resolva, o problema da membrana da célula.)
em termos de uma equação diferencial com uma condi-
27. Leis Alométricas Alometria é o estudo do crescimento rela-
ção ao lado.
tivo de uma parte de um organismo em relação ao cres-
23. Concentração de uma Droga na Corrente Sanguínea A taxa em cimento do organismo inteiro. Supondo que x(t)
que a concentração de uma droga no sangue diminui é representa o peso de um órgão de um animal no instante
proporcional à concentração no instante t. Inicialmente, t e t(t) indica o tamanho de outro órgão no mesmo ani-
a concentração da droga na corrente sanguínea é C0 mal, no mesmo instante t. Uma lei alométrica estabelece
g/mL. Qual é a concentração da droga na corrente san- que a taxa de crescimento relativo de um órgão, (dx/dt)/x,
guínea em qualquer instante t? Formule, mas não resolva, é proporcional à taxa de crescimento relativa do outro,
o problema em termos de uma equação diferencial com (dy/dt)/y. Mostre que essa lei alométrica pode ser ex-
uma condição ao lado. pressa em termos da equação diferencial

24. Quantidade de Glicose na Corrente Sanguínea Suponhamos que 1 dx 1 dy


k
seja injetada glicose na corrente sanguínea a uma taxa x dt y dt
constante de C g/min e, ao mesmo tempo, a glicose seja onde k é uma constante.
convertida e removida da corrente sanguínea a uma taxa
proporcional à quantidade dela presente. Mostre que a 28. Curva de Crescimento de Gompertz Suponha que uma quanti-
quantidade de glicose A(t) presente na corrente sanguí- dade Q(t) não exceda um número C, isto é, Q(t) C em
nea, em qualquer instante t, é governada pela equação di- todos os instantes t. Suponha, além disso, que a taxa de
ferencial crescimento de Q(t) é proporcional conjuntamente a sua
dimensão atual e a diferença entre C e o logaritmo natu-
A  C  kA
ral de seu tamanho atual. Qual é o tamanho da quanti-
onde k é uma constante. dade Q(t), em qualquer instante t? Mostre que a fórmula
matemática do problema conduz à equação diferencial
25. Lei de Resfriamento de Newton A Lei de Resfriamento de
Q10 2  Q0
Newton indica que a temperatura de um corpo cai a uma dQ
 kQ1C  ln Q2
taxa que é proporcional à diferença entre a temperatura y dt
do corpo e a temperatura constante de C do ambiente ao
onde Q0 indica o tamanho da quantidade inicialmente pre-
redor. (Supondo que a temperatura do corpo é inicial-
sente. O gráfico de Q(t) é chamado de curva de cresci-
mente maior do que C.) Mostre que a Lei de Resfria-
mento de Gompertz. Esse modelo, tal como os que
mento de Newton pode ser expressa como a equação
conduzem à curva de aprendizagem e à curva de logís-
diferencial
tica, descreve o crescimento restrito.
 k1 y  C 2
dy
y102  y0 Nos exercícios 29 a 32, determine se a afirmação é verdadeira
dt ou falsa. Se for verdadeira, explique por quê. Se for falsa, expli-
onde y0 indica a temperatura do corpo antes da imersão no que o motivo, ou dê um exemplo para mostrar por que ela é
meio. falsa.
1
26. A Lei de Fick Suponha que uma célula de volume V cm3 é 29. A função f(x)  x2  2x  é uma solução da equação
x
cercada por uma solução homogênea de concentração diferencial xy  y  3x  4x.
2

química C g/cm3, y denota a concentração do soluto no


1
interior da célula em qualquer instante t e suponha que, 30. A funçãof(x)  e3x  cex é uma solução da equação
inicialmente, a concentração é y0. A Lei de Fick, nomeada 4
em homenagem ao fisiologista alemão Adolf Fick (1829- diferencial y  y  e3x.
1901), afirma que a taxa de variação da concentração do
31. A função f(x)  2  cex é uma solução da equação di-
3

soluto no interior da célula, em qualquer instante t, é pro-


ferencial y  3x2y  x2.
porcional à diferença entre a concentração do soluto no
exterior da célula e a concentração no interior da célula, 32. A função f(x)  1  cx2 é uma solução da equação di-
e inversamente proporcional ao volume da célula. Mos- ferencial xy  2y  3.
tre que a Lei de Fick pode ser expressa como a equação
diferencial
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638 Matemática Aplicada a Administração e Economia

9.1 Soluções dos Testes de Conhecimento


1. a. Calculamos b. Usando a condição dada, temos
2c c
y¿  2x  4  12  ou c  3
x3 12

Substituindo esse valor de y no lado esquerdo da e a solução particular necessária é


equação diferencial dada, temos 3
y  x2 
x2
x a 2x  b  2 a x2  2 b
2c c
x3 x 2. N representa o tamanho da população em qualquer ins-
2c 2c tante t. Depois a equação diferencial necessária é
 2x 2   2x 2  2  4x 2
x2 x dN
 kN 1/2
dt
que equivale à expressão do lado direito da equação
diferencial, e isso verifica a afirmação. e a condição inicial é N(0)  N0.

9.2 Separação de Variáveis


O Método de Separação de Variáveis
Equações diferenciais são classificadas de acordo com sua forma básica. A razão con-
vincente para essa classificação é que métodos diferentes são usados para resolver di-
ferentes tipos de equações.
A ordem de uma equação diferencial é a ordem da maior derivada da função des-
conhecida que aparece na equação. A equação diferencial pode ser classificada por sua
ordem. Por exemplo, as equações diferenciais
y  xex e y  2y  x2
são equações de primeira ordem, ao passo que a equação diferencial
d 2y
a b  ty  8  0
dy 3

dt 2 dt
é uma equação de segunda ordem. Para o restante deste capítulo, restringimos o nosso
estudo a equações diferenciais de primeira ordem.
Nesta seção, descrevemos um método para a resolução de uma importante classe de
equações diferenciais de primeira ordem: as que podem ser escritas na forma

 f 1x2t1y2
dy
dx
em que f(x) é uma função de x e apenas t(y) é uma função de y apenas. Referimo-nos
a essas equações como equações diferenciais separáveis porque as variáveis podem
ser separadas. As Equações de (1) a (5) são equações diferenciais separáveis de primeira
ordem. Por exemplo, a Equação (3)
dQ
 kQ1C  Q2
dt
tem a forma dQ>dt  f(t)t(Q), em que f(t)  k e t(Q)  Q(C  Q), por isso é separá-
vel. Por outro lado, a equação diferencial
dy
 xy 2  2
dx
não é separável.
Equações de primeira ordem separáveis podem ser resolvidas por meio da utiliza-
ção do método de separação de variáveis.
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Equações Diferenciais 639

Método de Separação de Variáveis


Suponha que nos é dada uma equação diferencial separável de primeira ordem na
forma

 f 1x2 t1y2
dy
(6)
dx
Passo 1 Escreva a Equação (6) na forma

 f 1x2 dx
dy
(7)
t1y2
Quando escritas dessa forma, as variáveis em (7) são ditas que são sepa-
radas.
Passo 2 Integrar cada lado da Equação (7) de acordo com a variável apropriada.

Vamos justificar esse método no final desta seção.

Resolução de Equações Diferenciais Separáveis


dy y
EXEMPLO 1 Encontre a solução geral da equação diferencial  .
dx x
Solução

Passo 1 Uma vez que a equação diferencial tem a forma

 # y  f 1x2t1 y2
dy 1
dx x
em que f(x)  1>x e t(y)  y, é separável. Separando as variáveis, obtemos
dy dx

y x
Passo 2 Integrando cada lado da última equação em relação à variável apropriada,
temos

冮 y 冮 x
dy dx

ou
ln 0 y 0  C1  ln 0 x 0  C2
em que C1 e C2 são constantes arbitrárias. Se escolhermos C tal que
C2  C1  ln 0 C 0 , então
ln 0 y 0  ln 0 x 0  ln 0 C 0
 ln 1 0 C 0 0 x 0 2  ln 0 Cx 0 ln A  ln B  ln AB

Assim, a solução geral é y  Cx.

EXEMPLO 2 Encontre a solução geral da equação diferencial


xy
y¿ 
x2  1
Solução

Passo 1 Observa-se que a equação diferencial tem a forma


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640 Matemática Aplicada a Administração e Economia

 a 2 b y  f 1x2 t1y2
dy x
dx x 1
em que f(x)  x>(x 2  1) e t(y)  y, e é , por conseguinte, separável. Separando
as variáveis, obtemos

 a 2 b dx
dy x
y x 1
Passo 2 Integrando cada lado da última equação com base na variável apropriada, temos

冮 y 冮 x
dy x
dx
2
1
ou

ln 0 y 0  C1  ln1x 2  1 2  C2
1
2

ln 0 y 0  ln1x 2  1 2  C2  C1
1
2
em que C1 e C2 são constantes arbitrárias de integração. Se escolhermos C tal
que C2  C1  ln 0 C 0 , então temos

ln 0 y 0  ln1x 2  1 2  ln 0 C 0
1
2
 ln 2x 2  1  ln 0 C 0
 ln 0 C 2x 2  1 0 ln A  ln B  ln AB

de modo que a solução geral é


y  C 2x 2  1

Explorando com
TECNOLOGIA
Consulte o Exemplo 2, em que foi demonstrado que a solução geral da equação
diferencial dada é y  C 2x2  1. Use uma ferramenta gráfica para traçar os
gráficos dos membros desta família de soluções correspondentes a C  3, 2,
1, 0, 1, 2 e 3. Use a janela de visualização padrão.

EXEMPLO 3 Encontre a solução particular da equação diferencial


yex  1 y2  1 2 y  0
que satisfaça a condição y(0)  1.

Solução
Passo 1 Escrevendo a equação diferencial dada sob a forma

yex  1 y2  12  0 ou 1 y2  12
dy dy
 yex
dx dx
e separando as variáveis, obtemos
y2  1
dy  ex dx
y
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Equações Diferenciais 641

Passo 2 Integrando cada lado dessa equação em relação à variável apropriada, temos
y2  1
冮 y 冮
dy   ex dx

冮 a y  b dy   ex dx 冮
1
y

y  ln 0 y 0  ex  C1
1 2
2
y 2  ln y 2  2ex  C C  2C1

Usando a condição y(0)  1, temos


1  ln 1  2  C ou C3
Portanto, a solução necessária é
y2  ln y2  2ex  3

O Exemplo 3 é um problema de valor inicial. Em geral, um problema de valor ini-


cial consiste de uma equação diferencial com uma ou mais condições laterais especifi-
cadas em um ponto. Além disso, observa-se que a solução do Exemplo 3 apareceu como
uma equação implícita que envolve x e y. Isso geralmente acontece quando resolvemos
equações diferenciais separáveis.

EXEMPLO 4 Encontre uma equação que satisfaça as seguintes condições: (1) o de-
clive da linha tangente à curva da equação em qualquer ponto P(x, y) é dado por x>(2y)
e (2) o gráfico da equação passa pelo ponto P(1, 2).

Solução A inclinação da linha tangente a qualquer ponto P(x, y) no gráfico da equa-


ção é dada por
dy x
y¿  
dx 2y
que é uma equação diferencial separável. Separando as variáveis, obtemos
2y dy  x dx
que, após a integração, produz
1
y 2   x 2  C1
2

ou y
x 2  2y 2  C C  2C1
3
em que C é uma constante arbitrária. (1, 2)
Para avaliar C, usamos a segunda condição, que implica que quando x  1, y  2. 1
Isto dá x
12  2 1 22 2  C ou C  9
–3 3
–1

Por isso, a equação necessária é –3


x2  2y2  9
FIGURA 6
O gráfico de x2  2y2  9.
O gráfico dessa equação aparece na Figura 6.
Tan09:Layout 1 5/28/14 4:55 PM Page 642

642 Matemática Aplicada a Administração e Economia

Justificação do Método de Separação de Variáveis


Vamos considerar a equação separável (6), em sua forma geral:

 f 1x2t1y2
dy
dx
Se t(y) 0, podemos reescrever a equação na forma

 f 1x2  0
1 dy
t1 y2 dx
Agora, suponha que G é uma antiderivada de 1>t e F é uma antiderivada de f. Utilizando
a regra da cadeia, vemos que

3 G1y2  F1x2 4  G¿ 1y2  F¿ 1x2   f 1x2


d dy 1 dy
dx dx t1y2 dx
Portanto,

3G1y2  F1x2 4  0
d
dx
assim
G1 y2  F1x2  C C, uma constante

Mas a última equação é equivalente a

G1y 2  F1x 2  C ou 冮 t1 y 2  冮 f 1x 2 dx
dy

que é precisamente o resultado do Passo 2 do método de separação de variáveis.

9.2 Teste de Conhecimento


Encontre a solução da equação diferencial y  2x2y  2x2 A solução do Teste de Conhecimento da seção 9.2 pode ser en-
que satisfaça a condição y(0)  0. contrada na página 644.

9.2 Questões Conceituais


1. a. Qual é a ordem de uma equação diferencial? Dê um 2. Explique como você poderia resolver uma equação sepa-
exemplo. rável.
b. O que é uma equação separável? Dê um exemplo de
3. O que é um problema de valor inicial?
uma equação diferencial que é separável e uma que
não é separável.

9.2 Exercícios
Nos exercícios 1 a 16, resolva as equações diferenciais de pri- 2y
7. y  xy2 8. y¿ 
meira ordem separando as variáveis. x1
x1 x2
1. y¿  2. y¿  2y  3
y2 y 9. y  2 1 3y  4 2 10. y¿ 
x2
ex x
3. y¿  4. y¿   x2  1 xex
y2 y 11. y¿  12. y¿ 
3y 2 2y
5. y  2y 6. y  2 1 y  1 2
y xy 2
13. y¿  14. y¿ 
Bx 21  x 2
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Equações Diferenciais 643

y ln x 1x  42y 4 35. Oferta e Demanda Suponha que a taxa de mudança da oferta


15. y¿  16. y¿ 
x x 1 y  32
3 2 de uma mercadoria é proporcional à diferença entre a de-
manda e a oferta, de modo que
Nos exercícios 17 a 28, encontre a solução do problema de va-
lor inicial. dS
 k1D  S2
18. y  xey; y 1 0 2  1
2x dt
17. y¿  ; y112  2
y
onde k é uma constante de proporcionalidade. Suponha-
19. y  2  y; y 1 0 2  3
y
20. y¿  ; y112  1 -se que D é constante e S(0)  S0. Encontre uma fórmula
x para S(t).
21. y  3xy  2x; y 1 0 2  1
2
22. y¿  xex y; y102  1 36. Oferta e Demanda Suponha que a taxa de mudança do preço
unitário de uma mercadoria é proporcional à diferença
; y10 2  1 24. y  x2y1/2; y 1 1 2  1
xy
23. y¿  2 entre a oferta e a demanda, de modo que
x 1
25. y  xyex; y 1 1 2  1 26. y  2xey; y 1 0 2  1 dp
 k1D  S2
dt
27. y  3x2ey; y 1 0 2  1
y2
28. y¿  ; y132  1
x2 onde k é uma constante de proporcionalidade. Suponha-
-se que D  50  2p, S  5  3p e p(0)  4. Encontre
29. Encontre uma função f, dado que (1) o declive da linha uma fórmula para p(t).
tangente para o gráfico de f em qualquer ponto P(x, y) é
dado por dy>dx  (3x2 )>(2y) e (2) o gráfico de f passa 37. Investimento Líquido Consulte o Exercício 21, Seção 9.1.
pelo ponto (1, 3). A administração de uma empresa decidiu que o nível de
seu investimento não deve exceder C dólares. Além disso,
30. Encontre uma função f, dado que (1) a inclinação da linha a administração decidiu que a taxa de investimento lí-
tangente para o gráfico de f em qualquer ponto P(x, y) é quido (a taxa de variação do capital total investido) deve
dado por dy/ dx 3xy e (2) o gráfico de f passa pelo ponto ser proporcional à diferença entre C e o capital investido.
(0, 2). Formule e resolva a equação diferencial.
31. Decomposição Exponencial Use a separação de variáveis para 38. Elasticidade da Demanda Lembre-se da Seção 3.4 que se x 
resolver a equação diferencial f(p) é uma equação de demanda, então a elasticidade da
dQ demanda em preço p é dada por
 kQ Q102  Q0 pf ¿1p2
dt
E1p2  
f 1p2
onde k e Q0 são constantes positivas, descrevendo de-
composição exponencial. Encontre todas as funções de demanda que têm unidade
de elasticidade.
32. A Lei de Fick Consulte o Exercício 26, Seção 9.1. Use a se-
paração de variáveis para resolver a equação diferencial dx
p
dp
Dica: Resolva a equação diferencial   1.
 1C  y2
dy k x
y102  y0
dt V Nos exercícios 39 a 46, determine se a afirmação é verdadeira ou
falsa. Se for verdadeira, explique por quê. Se for falsa, explique o
onde k, V, C e y0 são constantes com C  y  0. Encon-
tre lim y e interprete o seu resultado. motivo, ou dê um exemplo para mostrar por que ela é falsa.
tS
33. Concentração de Glicose na Corrente Sanguínea Consulte o 39. Se y  f(x) é uma solução de uma equação diferencial de
Exercício 24, Seção 9.1. Use a separação de variáveis primeira ordem, então y  Cf (x) é também uma solução.
para resolver a equação diferencial A  C – kA , onde C 40. Se y  f(x) é uma solução de uma equação diferencial de
e k são constantes positivas. primeira ordem, então y  f(x)  C também é uma solu-
Dica: Reescreva a equação diferencial dada sob a forma ção.

 ka  Ab 41. A equação diferencial y  xy  2x  y  2 é separável.


dA C
dt k
42. A equação diferencial y  x2  y2 é separável.
34. Leis Alométricas Consulte o Exercício 27, Seção 9.1. Use a
separação de variáveis para resolver a equação diferencial 43. Se a equação diferenciável M(x, y) dx  N(x, y) dy  0
pode ser escrita de modo que M(x, y)  f(x)t(y) e N(x, y)
1 dx 1 dy  F(x)G(y) para as funções f, t, F e G, então é separável.
k
x dt y dt
44. A equação diferencial (x2  2) dx  (2x  4xy) dy  0
onde k é uma constante. é separável.
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644 Matemática Aplicada a Administração e Economia

dy f 1x2t1 y2
45. A equação diferencial y dx  ( y  xy2 ) dy  0 é sepa- 46. A equação diferencial  é separável.
rável. dx F1x2  G1 y2

9.2 Solução dos Teste de Conhecimento


Escrevendo a equação diferencial na forma ƒ y  1 ƒ  e 12/32x C1  C2e 12/32x
3 3
C2  eC1
dy
 2x 2 1 y  12 y  1  Ce 12/32x
3
C  C2
dx 12/32x3
y  1  Ce
e separando as variáveis, obtemos
Usando a condição inicial y(0)  0, temos
dy
 2x 2 dx 0  1  C ou C1
y1

Integrando cada lado da última equação em relação a variável assim


y  e12/32x  1
3
apropriada, temos

冮 y  1  冮 2x dx ou ln 0 y  1 0  3 x
dy 2
2 3
 C1

9.3 Aplicações das Equações Diferenciais Separáveis


Nesta seção, veremos algumas aplicações das equações de primeira ordem diferenciais
separáveis. Começamos por rever algumas das aplicações discutidas na Seção 9.1.

Modelos Irrestritos de Crescimento


A equação diferencial que descreve um modelo de crescimento irrestrito é dada por
dQ
 kQ
dt
em que Q(t) representa o tamanho de certa população no tempo t e k é uma constante
positiva. Separando as variáveis nessa equação diferencial e integrando, temos

冮 Q  冮 k dt
dQ
y
ln 0 Q 0  kt  C1
ƒ Q ƒ  e ktC1  C2e kt C2  eC1
Q  Cekt C  C2
Q(t) = Q 0 e kt
Assim, podemos escrever a solução como
Q0 Q 1 t 2  Cekt
t Observe que, se a quantidade presente inicialmente é denotada por Q0, então Q(0)  Q0.
Essa condição produz a seguinte equação
FIGURA 7 Ce0  Q0 ou C  Q0
Um modelo de crescimento irrestrito
Portanto, o modelo de crescimento exponencial irrestrito com população inicial Q0 é dada
por
Q 1 t 2  Q0ekt (8)
(Figura 7).
Tan09:Layout 1 5/28/14 4:55 PM Page 645

Equações Diferenciais 645

EXEMPLO APLICADO 1 Crescimento de Bactérias Em condições laboratoriais


ideais, a taxa de crescimento de bactérias em uma cultura é proporcional ao ta-
manho da cultura em qualquer instante t. Suponhamos que 10.000 bactérias estão
presentes inicialmente em uma cultura, e 60.000 estão presentes duas horas mais
tarde. Quantas bactérias haverá na cultura após quatro horas?

Solução Sendo Q(t) o número de bactérias presentes na cultura no tempo t, em que


t é medido em horas, então
dQ
 kQ
dt
onde k é uma constante de proporcionalidade. Resolvendo essa equação separável di-
ferencial de primeira ordem, obtemos
Q 1 t 2  Q0ekt Equação (8)

onde Q0 indica a população inicial de bactérias. Como Q0  10,000, temos


Q 1 t 2  10,000ekt

Em seguida, a condição de 60.000 bactérias presentes duas horas mais tarde se traduz
em
60 000  10 000e2k
e2k  6
ek  61/2
Assim, o número de bactérias presentes em qualquer momento t é dado por
Q1t2  10 000ekt  10 0001ek 2 t
 110 000 2 6t/2
Em particular, o número de bactérias presentes na cultura, no final de quatro horas, é
dado por
Q142  10 000164/2 2
 360 000

Modelos de Crescimento Restrito


Na Seção 9.1, vemos que uma equação diferencial que descreve um modelo de cresci-
mento restrito é dado por
dQ
 k1C  Q2 (9)
dt
onde ambos k e C são constantes positivas. Para resolver essa equação diferencial se- y
parável de primeira ordem, primeiro separamos as variáveis e em seguida integramos, y=C
obtendo
Q(t) = C – Ae –kt
冮 冮
dQ
 k dt
CQ C–A

ln 0 C  Q 0  kt  C1 C1, uma constante arbitrária


ln 0 C  Q 0  kt  C1
(10) t

ƒ C  Q ƒ  ektC1  ekteC1  C2ekt C2  eC1


FIGURA 8
C  Q  Aekt A  C2 Um modelo restrito de crescimento
exponencial.
Essa é a equação da curva de aprendizagem (Figura 8) estudada no Capítulo 5.
Tan09:Layout 1 5/28/14 4:55 PM Page 646

646 Matemática Aplicada a Administração e Economia

EXEMPLO APLICADO 2 Rendimento de um Campo de Trigo Em um experimento


realizado por pesquisadores do Departamento de Agricultura de uma universi-
dade do Meio-Oeste, verificou-se que o rendimento máximo do trigo em uma esta-
ção de campo experimental da Universidade foi de 150 sacos por hectare. Além disso,
os pesquisadores descobriram que a velocidade de rendimento do trigo era regulada
pela equação diferencial
dQ
 k1150  Q2
dx
onde Q(x) denota o rendimento em alqueires por acre e x é a quantidade em libras de
um fertilizante experimental utilizado por acre de terra. Os dados obtidos na expe-
riência indicaram que 10 libras de fertilizante por acre de terra resultam em um ren-
dimento de 80 sacos de trigo por hectare, enquanto 20 libras de fertilizante por hec-
tare de terra resultam em um rendimento de 120 sacos de trigo por hectare. Determine
o rendimento se forem utilizadas 30 libras de fertilizante por hectare.

Solução A equação diferencial dada tem a mesma forma que a Equação (9), com
C  150. Ao resolvê-la diretamente ou usar o resultado obtido na solução da Equa-
ção (9), vemos que o rendimento por hectare é dado por
Q 1 x 2  150  Aekx
A primeira condição implica que Q(10)  80, isto é,
150  Ae10k  80
ou A  70e10k. Portanto,
Q1x2  150  70e10kekx
 150  70ek1x102
A segunda condição implica que Q(20)  120, ou
150  70ek120102  120
70e10k  30
3
e10k 
7
Tomando o logaritmo de cada lado da equação, encontramos

ln e10k  ln a b
3
7
10k  ln 3  ln 7 ⬇ 0,8473
y
k ⬇ 0,085
y = 150
150 Portanto,

100 Q 1 x 2  150  70e0,0851 x102

Q(x) = 150 – 70e –0,085(x – 10)


Em particular, quando x  30, temos
50
Q1302  150  70e0,0851202
x  150  70e1,7
10 20 30 40
⬇ 137
FIGURA 9
Q é uma função que relaciona o rendimento Assim, o rendimento seria 137 sacos por hectare, se fossem utilizadas 30 libras de fer-
das culturas à quantidade de fertilizante tilizante por hectare. O gráfico de Q é mostrado na Figura 9.
utilizado.
Tan09:Layout 1 5/28/14 4:56 PM Page 647

Equações Diferenciais 647

Em seguida, vamos considerar uma equação diferencial que descreve outro tipo de
crescimento restrito:
dQ
 kQ1C  Q2
dt
onde k e C são constantes positivas. Separando as variáveis e integrando cada lado da
equação resultante em relação à variável apropriada, temos

冮 Q1C  Q 2 dQ  冮 k dt
1

Tal como está, o integrando no lado esquerdo dessa equação não está de uma forma que
possa ser facilmente integrado. No entanto, observa-se que

 c  d
1 1 1 1
Q1C  Q2 C Q CQ
como você pode verificar pela soma dos termos entre os colchetes no lado direito. Fa-
zendo uso dessa identidade, temos

冮 C c Q  C  Q d dQ  冮 k dt
1 1 1

冮 Q  冮 C  Q  Ck 冮 dt
dQ dQ

ln 0 Q 0  ln 0 C  Q 0  Ckt  b b, uma constante arbitrária

ln ` `  Ckt  b
Q
CQ

` `  eCktb  ebeCkt
Q
CQ
Q
 BeCkt B  eb
CQ
Q  CBeCkt  QBeCkt
11  BeCkt 2 Q  CBeCkt
e
CBeCkt
Q
1  BeCkt
ou
C 1
Q1t2  A (11)
1  AeCkt B

(veja a Figura 2, página 632). Na sua forma final, essa função é equivalente à função
logística encontrada no Capítulo 5.

EXEMPLO APLICADO 3 Propagação de uma Epidemia de Gripe Durante uma epide-


mia de gripe, 5% dos 5.000 soldados do exército em Fort MacArthur havia con-
traído influenza no tempo t  0. Além disso, a velocidade com que eles contraíram
influenza foi conjuntamente proporcional ao número de oficiais que já tinham contraído
a doença e à população não infectada. Se 20% dos oficiais havia contraído gripe até o dia
10, encontre o número de oficiais que contraíram gripe até o dia 13.

Solução Sendo Q(t) o número de oficiais do exército que tinham contraído gripe
após t dias, então
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648 Matemática Aplicada a Administração e Economia

 kQ15 000  Q 2
dQ
dt
Podemos resolver diretamente essa equação diferencial separável ou usar o resultado
para o problema mais geral obtido anteriormente. Optando por este último, utilizamos
a Equação (11) com C  5.000 para obter
5 000
Q1t2 
1  Ae5 000kt
A condição de que 5% da população tinha contraído gripe no tempo t  0 implica que

Q10 2 
5 000
 250
1A
com base no qual podemos ver que A  19. Portanto,
5 000
Q1t2 
1  19e5 000kt
Em seguida, a condição de que 20% da população tinha contraído gripe no 10o dia im-
plica que

Q110 2 
5 000
 1 000
1  19e50 000k
ou
1  19e50 000k  5
4
e50 000k 
19
50 000k  ln 4  ln 19
e

1ln 4  ln 19 2
1
k
50 000
⬇ 0,0000312
Portanto,
5 000
Q1t2 
1  19e0,156t
Em particular, o número de oficiais do exército que tinham contraído gripe até o 13o
dia é dado por
5 000 5 000
Q1132   ⬇ 1 428
1  19e 0,1561132 1  19e2,028
ou cerca de 29%. O gráfico de Q é mostrado na Figura 10.
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Equações Diferenciais 649

y = 5 000
5 000
4 000
3 000
Q(t) = 5 000
2 000 1 + 19e –0,156t
1 000
t FIGURA 10
10 20 30 40 Um modelo de epidemia.

Explore e Discuta
Considere o modelo de crescimento restrito descrito pela equação diferencial
dQ>dt  kQ(C  Q) com a solução dada pela Equação (11).

1. Mostre que a taxa de crescimento de Q é maior em t  (ln A)>(kC).


Dica: Use a equação diferencial e a Equação (11).
2. Consulte o Exemplo 4. Em qual momento o número de casos de gripe está aumentando na
maior taxa?

EXEMPLO APLICADO 4 Lei de Weber-Fechner Derive a lei de Weber-Fechner ao


descrever a relação entre um estímulo S e a resposta resultante R, resolvendo
a equação diferencial (4) sujeita à condição R  0 quando S  S0, onde S0 é o nível
do limiar.

Solução A equação diferencial


dR k

dS S
é separável. Separando as variáveis, temos
dS
dR  k
S
Integrando ambos os lados da equação, temos

冮 dR  k 冮 S
dS

R  k ln S  C
em que C é uma constante arbitrária. Usando a condição de R  0 quando S  S0,
temos y

0  k ln S0  C
C  k ln S0 R = k ln S
S0
Substituindo esse valor de C na expressão para R, encontramos
S
S0
R  k ln S  k ln S0
S FIGURA 11
 k ln A Lei de Weber–Fechner.
S0
a relação necessária entre R e S. O gráfico de R é mostrado na Figura 11.
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650 Matemática Aplicada a Administração e Economia

EXEMPLO APLICADO 5 Um Problema de Mistura Um tanque contém inicial-


mente dez galões de água pura. Uma salmoura contendo 3 libras de sal por
galão de água entra no tanque a uma taxa de 2 galões por minuto e a solução, bem
misturada, sai do tanque com a mesma taxa. Quanto sal está presente ao final de 10
minutos? Quanto sal está presente em longo prazo?

Solução O problema foi formulado matematicamente na página 633 e fomos leva-


dos para a equação diferencial
dA A 30  A
6 
dt 5 5
sujeita à condição A (0)  0. Separando as variáveis, temos
dA 1
 dt
30  A 5
Em seguida, integramos ambos os lados da última equação para obter

冮 30  A  冮 5 dt
dA 1

ln 0 30  A 0 
1
tb b, uma constante
5

ln 0 30  A 0   t  b
1
5
30  A  ebet/5 10 A  302
t/5
A  30  Ce C  eb

A condição A(0)  0 implica que


y

y = 30
0  30  C
30
dando C  30, então
A 1 t 2  30 1 1  et/5 2
20 A(t) = 30(1 – e –t/5)

10 A quantidade de sal presente depois de dez minutos é


A 1 10 2  30 1 1  e2 2 ⬇ 25,94
t
5 10 15 20
ou 25,94 libras. A quantidade de sal presente no longo prazo é
lim A1t2  lim 3011  et/5 2  30
FIGURA 12
A solução da equação diferencial tS tS
dA A
6 ou 30 libras (Figura 12).
dt 5

EXEMPLO APLICADO 6 Lei de Resfriamento de Newton A lei de resfriamento de


Newton indica que a temperatura de um objeto cai a uma velocidade proporcio-
nal à diferença entre a temperatura do objeto e a do ambiete em volta. Suponha
que uma torta de maçã é retirada do forno a uma temperatura de 200 °F e é colocada
no balcão de uma sala, onde a temperatura é de 70 °F. Se a temperatura da torta de maçã
é de 150 °F após cinco minutos, encontre sua temperatura y(t) em função do tempo t.
Qual será a temperatura da torta dez minutos após ser retirada do forno?

Solução Assuma que y indica a temperatura da torta de maçã. Uma vez que a tem-
peratura da torta cai a uma velocidade proporcional à diferença entre a temperatura
da torta e a temperatura da sala, vemos que y satisfaz a equação diferencial

 k1y  70 2
dy
dt
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Equações Diferenciais 651

onde o número positivo k é uma constante de proporcionalidade. Para resolver a equa-


ção diferencial, separamos as variáveis e integramos, obtendo

冮 y  70  冮 k dt
dy

ln 0 y  70 0  kt  d d, uma constante arbitrária


ktd kt
y  70  e  Ae A  ed, y  70
y  70  Aekt
A condição em que a torta está a 200 °F quando é retirada do forno se traduz na con-
dição inicial y(0)  200. Usando essa condição, temos
200  70  Ae0  70  A
ou A  130. Portanto,
y  70  130ekt
Para determinar o valor de k, utilizamos o fato de que y(5)  150, obtendo
150  70  130e5k
130e5k  80
80
e5k 
130
80
5k  ln
130
1 80
k   ln
5 130
⬇ 0,097
Portanto,
y1t2  70  130e0,097t
A temperatura da torta dez minutos após ter sido retirada do forno é
y110 2  70  130e0,0971102 ⬇ 119,28
ou cerca de 119,3 °F.

9.3 Teste de Conhecimento


Suponha que o dinheiro depositado em um banco cresce a uma concilie o seu resultado com a fórmula de juros compostos
velocidade que é proporcional à quantidade acumulada. Se o contínuos, A Pert.
montante em depósito inicialmente é P dólares, encontre uma
A solução do Teste de conhecimento 9.3 pode ser encontrada
expressão para a quantidade acumulada A após t anos. Re-
na página 655.

9.3 Questões conceituais


 kQ 1k  02 , que
dQ b. Relacione sua resposta do item (a) com a solução
1. Considere a equação diferencial Q(t)  Q0ekt da equação diferencial.
dt
descreve o crescimento irrestrito. Suponha que
 1k  0 2 ,
dR k
Q(0)  Q0  0. 2. Considere a equação diferencial
dS S
a. O que a equação diz sobre a taxa de crescimento de Q
em relação a t? O que acontece com a taxa de cresci- descrevendo a relação entre um estímulo S e o resul-
mento enquanto t se aproxima do infinito? tando de resposta R (lei de Weber-Fechner).
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652 Matemática Aplicada a Administração e Economia

a. O que você pode dizer sobre a taxa de variação de R b. Relacione suas respostas do item (a) com a solução
em relação a S? O que acontece com a taxa de mu- S
dança quando S se aproxima do infinito? R  k ln da equação diferencial. Suponha que
S0
S(0)  S0  0.

9.3 Exercícios
1. Decomposição Química A taxa de decomposição de uma de- qualquer momento t. Qual é o valor presente após 2h?
terminada substância química é diretamente proporcional
8. Lei de Resfriamento de Newton A lei de resfriamento de New-
à quantidade presente em um instante t. Se y0 g do produto
ton afirma que a taxa de mudança na temperatura de um
químico está presente no tempo t  0, encontre uma fór-
objeto é diretamente proporcional à diferença entre a tem-
mula para exprimir a quantidade presente em qualquer
peratura do objeto e o meio circundante. Uma ferradura
momento t.
aquecida a uma temperatura de 100 °C é imersa num
2. Crescimento de Bactérias. Em condições ideais de laborató- grande tanque de água a uma temperatura (constante) de
rio, a taxa de crescimento de bactérias em uma cultura é 30 °C no momento t  0. Três minutos mais tarde, a tem-
proporcional ao seu tamanho em um instante t. Suponha- peratura da ferradura é reduzida para 70 °C. Deduza uma
-se que 2.000 bactérias estejam inicialmente presentes na fórmula que forneça a temperatura da ferradura em qual-
cultura e 5.000 delas 1 h mais tarde. Quantas bactérias quer momento t. Qual será a temperatura da ferradura 5
estarão presentes na cultura no final de 2 h? min depois de ter sido submersa em água?
3. Crescimento Populacional Mundial A população mundial no 9. Lei de Resfriamento de Newton A lei de resfriamento de New-
início de 1980 era de 4,5 bilhões. Considerando-se que a ton afirma que a taxa de mudança na temperatura de um
população continuou a crescer a uma taxa de cerca de 2% objeto é diretamente proporcional à diferença entre a tem-
ao ano, encontre a função Q que expressa a população peratura do objeto e a do ambiente circundante. Uma xí-
mundial (em bilhões) em função do tempo t (em anos). cara de café é preparada com água fervente (212 °F) e
Qual será a população mundial no início de 2015? deixada para esfriar no balcão de uma sala onde a tempe-
ratura é de 72 °F. Se a temperatura do café for de 140 °F
4. Crescimento Populacional A população de uma determinada após 2 min, determine quando o café vai estar frio o sufi-
comunidade está aumentando a uma taxa diretamente ciente para ser tomado (digamos, a 110 °F).
proporcional à população em um instante t. Nos últimos
três anos, a população duplicou. Quanto tempo vai de- 10. Decaimento Exponencial Um isótopo radioativo com uma
morar para que a população triplique? massa inicial de 100 mg decai a uma taxa que é propor-
cional à sua massa, a qual, cinco anos mais tarde, é de 60
5. Lei de Absorção de Lambert Segundo a lei de absorção de mg. Encontre uma fórmula que forneça a quantidade do
Lambert, a porcentagem de luz incidente L absorvida na isótopo restante em qualquer momento. Qual será a quan-
passagem através de uma fina camada de material x é pro- tidade remanescente após dez anos?
porcional à espessura do material. Se 12 polegada de um
certo material reduz a luz para metade da sua intensidade, 11. Decaimento Radioativo Se 4g de uma substância radioativa
quanto de material adicional será necessário para reduzir está presente no tempo t  1 (anos) e 1g está presente em
a intensidade para um quarto do seu valor inicial? t  6, qual era a quantidade inicial? Qual é a meia-vida
da substância?
6. Contas-Poupança Uma quantia em dinheiro depositada em Dica: Consulte o Exemplo 2, página 391.
uma conta-poupança cresce a uma taxa proporcional à
quantidade nela presente (Pode-se mostrar que uma quan- 12. Curvas de Aprendizagem O American Court Reporter Insti-
tidade de dinheiro cresce dessa forma ao render juros tute considera que um estudante comum, fazendo o curso
compostos continuamente). Suponha que US$ 10.000 de estenografia elementar, progride a uma taxa dada por
sejam depositados em uma conta que rende a uma taxa de
dQ
juros compostos continuamente de 4% ao ano.  k180  Q2
a. Qual será o valor acumulado após cinco anos? dt
b. Quanto tempo levará para que o depósito original em 20 semanas, onde Q(t) indica o número de palavras
dobre de valor? do ditado que um estudante pode anotar por minuto, após
t semanas do curso. Se um aluno comum pode anotar 50
7. Reações Químicas Em uma determinada reação química,
palavras do ditado por minuto, após dez semanas no
uma substância é convertida em outra a uma taxa pro-
curso, quantas palavras por minuto um aluno comum
porcional ao quadrado do valor da primeira substância
pode anotar após a conclusão do curso?
presente em um instante t. Inicialmente (t  0), 50g da
primeira substância estavam presentes; uma hora mais 13. Treinamento de Pessoal O gerente de pessoal da Companhia
tarde, restaram apenas 10 g dela. Encontre uma fórmula de Seguros Gibraltar estima que o número de pedidos de
que forneça o valor da primeira substância presente em seguros que um funcionário experiente pode processar
Tan09:Layout 1 5/28/14 4:56 PM Page 653

Equações Diferenciais 653

em um dia é de 40. Além disso, a taxa que um funcioná- samente controlado (com um número limitado de espaço
rio pode processar pedidos de seguros por dia durante a e alimentação) é de 400. Suponha-se que a taxa de cres-
semana t de treinamento é proporcional à diferença entre cimento da população da colônia obedeça à regra
o número máximo possível (40) e o número que pode ser
dQ
processado por dia, na semana t. Se o número médio de  kQ1C  Q2
pedidos que os estagiários podem processar após duas se- dt
manas no cargo é de 10/dia, determine quantos pedidos onde C é a capacidade limite (400) e Q representa o número
um estagiário médio pode processar após seis semanas de moscas-das-frutas na colônia no instante t. Se a popula-
no trabalho. ção inicial de moscas-das-frutas no experimento é de 10,
14. Efeito da Imigração no Crescimento Populacional Suponha que aumentando para 45 após dez dias, determine a população
a população de um país em um instante t cresça de acordo da colônia de moscas-das-frutas no final do 20o dia.
com a fórmula 19. Vazão de Água de um Tanque Um recipiente com uma seção
dP transversal constante é enchido com água até a altura H.
 kP  I A água flui através de uma abertura da seção transversal
dt
B, na base do recipiente. Usando a lei de Torricelli, pode
em que P indica a população em qualquer instante t, k é ser demonstrado que a altura h da água no instante t sa-
uma constante positiva que reflete a taxa de crescimento tisfaz o problema de valor inicial
natural da população e I é uma constante que fornece a
dh B
taxa (constante) de imigração no país. Se a população   22th h102  H
total do país no momento t  0 é P0, encontre uma fór- dt A
mula para exprimir a população em qualquer instante t. a. Encontre a fórmula para h.
15. Efeito da Imigração no Crescimento Populacional Consulte o b. Encontre o tempo T necessário para que o tanque se
Exercício 14. A população dos Estados Unidos no ano de esvazie.
1980 (t  0) era de 226,5 milhões. Suponha que a taxa de c. Encontre T, se A  4 (pés2), B  1 (pol.2), H  16
crescimento natural seja de 0,8% ao ano (k  0,008), a (pés) e g 32 (pés/seg2).
imigração líquida seja permitida a uma taxa de 0,5 mi-
lhão de pessoas/ano (I  0,5) e P0  226,5. Qual será a
população dos EUA em 2015?
16. Fundos de Retiradas O proprietário da loja de ferragens Car-
son decidiu participar de um fundo, com a finalidade de A pés2
comprar um servidor para a área de TI daqui a dois anos.
H pés
Estima-se que a compra custará US$ 30.000 e que o
B pol.2
fundo cresce a uma taxa de
dA
 rA  P 20. Curvas de Crescimento de Gompertz Consulte o Exercício 28,
dt
Seção 9.1. Considere a equação diferencial
onde A denota o valor do fundo em um instante t, r é a
 kQ1C  ln Q 2
dQ
taxa de juros anuais, compostos continuamente, de ren-
dimento do fundo, e P é o valor (em dólares) depositado dt
anualmente no fundo pelo proprietário (suponha que os com a condição inicial Q(0)  Q0. A solução de Q(t) des-
depósitos sejam realizados com frequência, em pequenas creve um crescimento restrito e tem um gráfico conhe-
quantias, ao longo do ano, de modo que sejam essencial- cido como a curva de Gompertz. Usando a separação de
mente contínuos). Se o fundo rende 5% de juros com- variáveis, resolva essa equação diferencial.
postos continuamente ao ano, determine qual a quantia
que o proprietário deverá investir anualmente no fundo. 21. Curvas de Crescimento de Gompertz Considere a equação di-
ferencial de Gompertz
17. Propagação de um Rumor A taxa de propagação de um boato
 cP ln a b
através de uma aldeia alpina de 400 moradores é conjun- dP L
tamente proporcional ao número de moradores que o ou- dt P
viram e o número dos que não o ouviram. Inicialmente,
dez moradores ouviram o rumor, mas, dois dias depois, onde c é uma constante positiva e L é a capacidade limite
esse número tinha aumentado para 80. Encontre o número do ambiente.
de pessoas que irão ter ouvido o rumor após uma semana. a. Resolva a equação diferencial com a condição inicial
P(0)  P0.
18. Crescimento de uma Colônia de Moscas-das-Frutas Um biólogo b. Encontre lim P(t).
tS
determinou que o número máximo de moscas-das- c. Mostre que P(t) cresce mais rapidamente quando
-frutas que pode ser mantido em um ambiente cuidado- P  L>e.
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654 Matemática Aplicada a Administração e Economia

d. Mostre que P(t) cresce mais rapidamente quando dx


 k1L  x2
dt
ln ln a b
L
P0 onde x(t) é o comprimento do peixe no instante t, k é uma
t constante positiva chamada de taxa de crescimento de
c
von Bertalanffy e L é o comprimento máximo do peixe.
a. Encontre x(t), dado que o comprimento do peixe em
22. Concentração de uma Droga na Corrente Sanguínea Suponha- t  0 é x0.
-se que a taxa de redução da concentração de um medi- b. Na época em que as larvas eclodem, a arinca do Mar
camento na corrente sanguínea é proporcional à concen- do Norte têm cerca de 0,4 cm de comprimento, e a
tração no tempo t. Inicialmente, não há nenhum arinca média cresce a um comprimento de 10 cm após
medicamento na corrente sanguínea até o tempo t  0, um ano. Encontre uma expressão para o comprimento
quando é introduzido na concentração de C0 g/mL. da arinca do Mar do Norte no tempo t.
a. Qual é a concentração do medicamento na corrente c. Faça o gráfico de x, sendo L  100 (cm).
sanguínea no final de T h? d. As arincas que são apanhadas hoje estão, em média,
b. Se no tempo T outra dose com a concentração de C0 entre 40 cm e 60 cm de comprimento. Quais são as
g/mL for injetada na corrente sanguínea, qual é a con- idades das arincas que são pegas?
centração do medicamento no fim de 2T h?
c. Se o processo foi contínuo, qual seria a concentração 26. Taxas de Reações Químicas Duas soluções químicas, uma
do medicamento no final de NT h? contendo N moléculas do produto químico A e outra con-
d. Calcule a concentração do medicamento na corrente tendo M moléculas de produto químico B, são misturadas
sanguínea a longo prazo. em conjunto a um tempo t  0. As moléculas dos dois
Dica: Avaliar lim y(NT), onde y(NT) denota a concentração da produtos químicos combinam-se para formar outra solu-
NS
ção química que contém y moléculas do produto químico
droga ao final de NT h.
AB. A taxa a que as moléculas AB são formadas, dy/dt, é
23. Propagação de Doenças Um modelo matemático simples em chamada de taxa de reação e é conjuntamente propor-
epidemiologia, relativo à propagação de uma doença, cional a (N  y) e (M  y). Assim,
pressupõe que a taxa de propagação de uma doença é
 k1N  y2 1M  y2
dy
conjuntamente proporcional ao número de pessoas in- dt
fectadas e ao número de pessoas não infectadas. Supo-
nha-se que haja um total de N pessoas na população, das onde k é uma constante. (Assumimos que a temperatura
quais N0 são inicialmente infectadas. Demonstre que o da mistura química permanece constante durante a inte-
número de pessoas infectadas após t semanas, x(t), é dado ração.) Resolva essa equação diferencial com a condição
por inicial y(0)  0 assumindo que N  y  0 e M  y  0.
Dica: Use a identidade
N
x1t2 
N  N0 kNt a b
1 1 1 1
1 a be 1N  y2 1M  y2

MN Ny

My
N0
onde k é uma constante positiva. 27. Problemas de Mistura Um tanque contém inicialmente 20
galões de água pura. A salmoura, que contém 2 libras de
24. Propagação de Doenças Consulte o Exercício 23. Suponha sal por galão, entra no tanque a uma taxa de 3 galões/mi-
que há 8.000 alunos de uma faculdade e 400 alunos te- nuto, e a mistura bem agitada sai do tanque à mesma taxa.
nham contraído gripe no início da semana. Quanto sal está presente no tanque em qualquer instante
a. Se 1.200 tinham contraído gripe no final da semana, t? Quanto sal está presente ao final de 20 minutos?
quantos terão contraído gripe no final de duas, três e Quanto sal está presente a longo prazo?
quatro semanas?
b. Quanto tempo levará para que 80% da população es- 28. Problemas de Mistura Um tanque contém inicialmente 50
tudantil seja infectada? galões de salmoura, no qual 10 libras de sal estão dissol-
c. Faça o gráfico da função de x(t). vidas. A salmoura, que contém 2 libras de sal dissolvido
por galão, flui para dentro do tanque à taxa de 2 ga-
25. Modelo de Crescimento de Von Bertalanffy O modelo de cres- lões/minuto, e a mistura bem agitada flui para fora do tan-
cimento de Von Bertalanffy é utilizado para prever o com- que à mesma taxa. Quanto sal está presente no tanque ao
primento dos peixes comerciais. O modelo é descrito pela final de dez minutos?
equação diferencial
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Equações Diferenciais 655

9.3 Solução do Teste de Conhecimento


Uma vez que a taxa de crescimento do dinheiro é proporcio- A1t2  Pekt
nal à quantidade atual, temos o problema de valor inicial
dólares.
dA Se compararmos esse resultado com a fórmula de A  Pert,
 kA
• dt vemos que as fórmulas são idênticas quando o crescimento
A102  P constante k é considerado como sendo igual a r, a taxa de ju-
Usando a Equação (8), temos ros nominal. Isso mostra que o dinheiro depositado em um
A1t2  A10 2ekt  Pekt
banco com juros compostos continuamente cresce de acordo
com a lei do crescimento natural.
Portanto, o valor acumulado após t anos é dado por

9.4 Soluções Aproximadas de Equações Diferenciais


Método de Euler
Como no caso de integrais definidas, existem muitas equações diferenciais cujas solu-
ções exatas não podem ser encontradas com a utilização de qualquer um dos métodos
disponíveis. Aqui, novamente, recorremos para aproximar as soluções.
Muitos métodos numéricos foram desenvolvidos para o cálculo eficiente de soluções
aproximadas de equações diferenciais. Nesta seção, vamos estudar um método para re-
solver o problema

y1x0 2  y0
dy
 F1x, y2 (12)
dx
O método de Euler, em homenagem a Leonhard Euler (1707-1783), descreve uma
forma de encontrar uma solução aproximada da Equação (12). Basicamente, a técnica
exige aproximação da solução real y  f(x) em determinados valores selecionados de
x. Os valores de f entre dois valores adjacentes de x são, então, encontrados por inter-
polação linear. Essa situação é representada geometricamente na Figura 13. Assim, no
método de Euler, a curva real da solução da equação diferencial é aproximada por uma
curva poligonal adequada.

Solução real
y = f (x)
Solução
aproximada

FIGURA 13
Usando o método de Euler, a real curva de
solução da equação diferencial é aproxi-
x
x0 x1 x2 x3 x4 mada por uma curva poligonal.

Para descrever o método, seja h um pequeno número positivo e xn  x0  nh, em que


n  1, 2, 3, . . . ; isto é,
x1  x0  h x2  x0  2h x3  x0  3h ...
Assim, os pontos x0, x1, x2, x3, . . . são espaçados uniformemente, e a distância entre quais-
quer dois pontos adjacentes é de h unidades.
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656 Matemática Aplicada a Administração e Economia

Começa-se por encontrar uma aproximação y1 para o valor da solução real, f(x1), em
x  x1. Observe que a condição inicial y(x0)  y0 de (12) nos diz que o ponto (x0, y0)
está na curva de solução. O método de Euler diz para aproximar a parte do gráfico de f
no intervalo [x0, x1] pelo segmento de reta que é tangente ao gráfico de f em (x0, y0). Para
encontrar uma equação desse segmento de reta, observa-se que a inclinação do segmento
de reta é igual a F(x0, y0). Então, usando a forma ponto-inclinação de uma equação de
uma reta, vemos que a equação necessária é
y  y0  F1x0, y0 2 1x  x0 2 (x2) Veja a página 36.

ou
y  y0  F1x0, y0 2 1x  x0 2
Portanto, a aproximação de y1 para f(x1) é obtida pela substituição de x por x1. Assim,
y1  y0  F1x0, y0 2 1x1  x0 2
 y0  F1x0, y0 2h Desde que x1  x0  h

Esta situação está ilustrada na Figura 14.

y
Solução real
y = f(x)

(x0, y0 ) (x1, f (x1))

(x1, y1)

FIGURA 14
y1  y0  hF(x0, y0) é o número usado para x
x0 x1 x2
aproximar f(x1).

A seguir, para encontrar uma aproximação y2 para o valor da solução real, f(x2), em
x  x2, repetimos o procedimento anterior, mas desta vez tendo o declive do segmento
de reta em [x1, x2] para ser F(x1, y1). Obtemos
y2  y1  F1x1, y1 2h
(Veja a Figura 15.)

y
Solução real
y = f(x)
(x2, f (x2 ))

(x1, f (x1)) (x2, y2 )

(x1, y1)

FIGURA 15
y2  y1  hF(x1, y1) é o número usado para x
x0 x1 x2
aproximar f(x2).

Continuando desta maneira, vemos que y1, y2, . . . , yn pode ser encontrada pela fór-
mula geral
yn  yn1  hF1xn1, yn1 2 1n  1, 2, . . . 2
Vamos agora resumir esse procedimento.
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Equações Diferenciais 657

Método de Euler
Suponha que nos é dada a equação diferencial
dy
 F1x, y2
dx
sujeita à condição inicial y(x0)  y0, e queremos encontrar uma aproximação de y(b),
em que b é um número maior do que x0 e n é um número inteiro positivo. Calcule
b  x0
h
n
x1  x0  h x2  x0  2h x3  x0  3h ... xn  x0  nh  b
e
y0  y1x0 2
y1  y0  hF1x0, y0 2
y2  y1  hF1x1, y1 2
o
yn  yn1  hF1xn1, yn1 2
Então, yn dá uma aproximação do verdadeiro valor y(b) da solução para o pro-
blema de valor inicial em x  b.

Resolução de Equações Diferenciais pelo Método de Euler

EXEMPLO 1 Utilize o método de Euler com n  8 para obter uma aproximação da so-
lução do problema de valor inicial
y  x  y y10 2  1
quando x  2.

Solução Aqui, x0  0 e b  2, então tendo n  8, encontramos


20 1
h 
8 4
e
1 1 3
x0  0 x1  x2  x3  x4  1
4 2 4

5 3 7
x5  x6  x7  x8  b  2
4 2 4

Além disso,
F 1 x, y 2  x  y e y0  y 1 0 2  1
Portanto, as aproximações da solução real nos pontos x0, x1, x2, . . . , xn  b são
y0  y10 2  1

y1  y0  hF1x0, y0 2  1 10  12 
1 3
4 4

y2  y1  hF1x1, y1 2   a  b 
3 1 1 3 5
4 4 4 4 8
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658 Matemática Aplicada a Administração e Economia

y3  y2  hF1x2, y2 2   a  b 
5 1 1 5 19
8 4 2 8 32

y4  y3  hF1x3, y3 2   a  b 
19 1 3 19 81
32 4 4 32 128

y5  y4  hF1x4, y4 2   a1  b 
81 1 81 371
128 4 128 512

y6  y5  hF1x5, y5 2   a  b 
371 1 5 371 1 753
512 4 4 512 2 048

y7  y6  hF1x6, y6 2   a  b 
1 753 1 3 1 753 8 331
2 048 4 2 2 048 8 192

y8  y7  hF1x7, y7 2   a  b 
8 331 1 7 8 331 39 329
8 192 4 4 8 192 32 768
Assim, o valor aproximado de y(2) é
39 329
⬇ 1,2002
32 768

EXEMPLO 2 Use o método de Euler, com (a), n  5 e (b) n  10, para aproximar a so-
lução do problema de valor inicial
y  2xy2 y10 2  1
no intervalo de [0, 0,5]. Encontre a solução real do problema de valor inicial. Finalmente,
esboce os gráficos das soluções aproximadas e a solução real para 0 x 0,5 no mesmo
conjunto de eixos.

Solução
a. Aqui, x0  0 e b  0,5. Tomando n  5, encontramos
0,5  0
h  0,1
5
e x0  0; x1  0,1; x2  0,2; x3  0,3; x4  0,4; e x5  b  0,5. Além disso,
F 1 x, y 2  2xy2 e y0  y 1 0 2  1
Portanto,
y0  y10 2  1
y1  y0  hF1x0, y0 2  1  0,112 2 10 2 11 2 2  1
y2  y1  hF1x1, y1 2  1  0,112 2 10,1 2 11 2 2  0,98
y3  y2  hF1x2, y2 2  0,98  0,1122 10,2 2 10,98 2 2 ⬇ 0,9416
y4  y3  hF1x3, y3 2  0,9416  0,1122 10,3 2 10,9416 2 2 ⬇ 0,8884
y5  y4  hF1x4, y4 2  0,8884  0,1122 10,4 2 10,8884 2 2 ⬇ 0,8253
b. Aqui, x0  0 e b  0,5. Tomando n  10, encontramos
0,5  0
h
10
e x0  0; x1  0,05; x2  0,10; . . . , x9  0,45; e x10  0,5  b. Continuando como
na parte (a), obtemos as soluções aproximadas indicadas na tabela seguinte:

x 0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25

yn 1,0000 1,0000 0,9950 0,9851 0,9705 0,9517


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Equações Diferenciais 659

x 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50

yn 0,9291 0,9032 0,8746 0,8440 0,8119

Para obter a solução real da equação diferencial, separamos as variáveis, obtendo


dy
 2x dx
y2
Integrando cada lado da última equação com base na variável apropriada, temos

冮 冮
dy
  2x dx
y2
ou
1
  C1  x 2  C2
y
1
 x2  C C  C1  C2
y
1
y 2
x C
Usando a condição y(0)  1, temos
1
1 ou C  1
0C
Portanto, a solução necessária é dada por
1
y
x 1
2

Os gráficos das soluções aproximadas e a solução real são esboçados na Figura 16.
y

1,0

0,9

Solução n=5
0,8 n = 10
real
FIGURA 16
As soluções aproximadas e a solução real
x para um problema de valor inicial.
0,1 0,2 0,3 0,4 0,5

9.4 Teste de Conhecimento

Use o método de Euler com n  5 para obter aproximações A solução do Teste de Conhecimento 9.4 pode ser encontrada
para a solução do problema de valor inicial na página 660.
y  2x  y y10 2  1
quando x  1.
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660 Matemática Aplicada a Administração e Economia

9.4 Questões Conceituais


1. Descreva as ideias por trás do método de Euler para en- 2. Dê procedimento para o método de Euler.
contrar as aproximações para a solução do problema de
valor inicial

y1x0 2  y0
dy
 F1x, y2
dx

em suas próprias palavras.

9.4 Exercícios
A calculadora é recomendada para este conjunto de exercícios. sobre o intervalo indicado.

xy, y 1 0 2  1; 0 x 1
Nos exercícios 1 a 10, utilize o método de Euler, com (a) n  4 e 1
11. y¿ 
(b) n  6 para obter aproximações para a solução do problema 2
12. y  x2y, y 1 0 2  2; 0 x 0,6
de valor inicial quando x  b.
1. y  x  y, y 1 0 2  1; b  1
13. y  2x  y  1, y 1 0 2  2; 0 x 1
2. y  x  2y, y 1 0 2  1; b  2
14. y  x  y2, y 1 0 2  0; 0 x 0,5
3. y  2x  y  1, y 1 0 2  2; b  2
15. y  x2  y, y 1 0 2  1; 0 x 0,5
4. y  2xy, y 1 0 2  1; b  0,5
16. Crescimento das Indústrias de Serviços Estimou-se que as in-
5. y  2xy , y 1 0 2  1; b  0,5
2 dústrias de serviços, que atualmente compõem 30% da
força de trabalho não agrícola em um determinado país,
6. y  x2  y2, y 1 0 2  1; b  1,5 continuarão a crescer a uma taxa de
R 1 t 2  5e1/ 1 t12
7. y  1x  y, y 1 1 2  1; b  1,5
por cento por década t décadas a partir de agora. Estime
8. y  1 1  x2 2 1, y 1 0 2  0; b  1 a porcentagem da força de trabalho não agrícola nas in-
dústrias de serviços uma década a partir de agora.
9. y¿  , y 1 0 2  1; b  1
x Dica: (a) Mostre que a resposta desejada é P(1), onde P é a so-
y lução do problema de valor inicial
P  5e1/ 1 t12 P 1 0 2  30
10. y  xy1/3, y 1 0 2  1; b  1
(b) Use o método de Euler com n  10 para aproximar a solu-
Nos exercícios 11 a 15, use o método de Euler com n  5 para
ção.
obter aproximações para a solução do problema de valor inicial

9.4 Solução do Teste de Conhecimento


Aqui, x0  0 e b  1; assim, tendo n  5, encontramos y0  y102  1
y1  y0  hF1x0, y0 2  1  10  12 
10 1 1 6
h  5 5
5 5
e
y2  y1  hF1x1, y1 2   a  b 
6 1 2 6 38
1 2
x0  0 x1  x2  5 5 5 5 25
5 5
y3  y2  hF1x2, y2 2   a  b 
38 1 4 38 248
25 5 5 25 125
3 4
y4  y3  hF1x3, y3 2   a  b 
x3  x4  x5  b  1 248 1 6 248 1 638
5 5 125 5 5 125 625
y5  y4  hF1x4, y4 2   a  b 
Além disso, 1 638 1 8 1 638 10 828

F 1 x, y 2  2x  y y0  y 1 0 2  1
625 5 5 625 3 125
e
Assim, o valor aproximado de y(1) é
Portanto, as aproximações para a solução real nos pontos x0, 10 828
x1, x2, . . . , x5  1 são ⬇ 3,4650
3 125
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Equações Diferenciais 661

Capítulo 9 Resumo dos Principais Termos

TERMOS
equação diferencial (632) solução particular de uma equação dife- equação diferencial separável (638)
solução geral de uma equação diferen- rencial (635) método de separação de variáveis (638)
cial (634) equação diferencial de primeira ordem problema de valor inicial (641)
(638) método de Euler (655)

Capítulo 9 Questões Conceituais de Revisão

Preencha os espaços em branco. c. Para resolver uma equação separável, primeiro


1. a. Uma equação que envolve uma função desconhe- __________ as variáveis e, em seguida, integramos
cida e suas derivadas é denominada um/uma ___ cada termo em relação à/ao __________ apro-
_______. priada(o).
b. Uma solução de uma equação diferencial é qualquer
4. a. A equação diferencial que descreve um modelo de
função que __________ a equação diferencial. dQ
crescimento irrestrito é dada por __________.
2. a. A solução de uma equação diferencial que envolve dt
uma constante c é denominada ________ solução da b. O modelo de crescimento exponencial irrestrito com
equação diferencial. população inicial Q0 é dado por Q(t)  __________.
b. A solução obtida por meio da atribuição de um valor dQ dQ
c. As equações diferenciais  k1C  Q2 e 
específico para c é denominada um/uma solução dt dt
__________. kQ1C  Q 2 descrevem __________ crescimento ex-
3. a. A ordem de uma equação diferencial é a ordem da ponencial.
_________ derivada da função ________ na equação.
dy 5. O método de Euler é usado para encontrar uma solução
b. Uma equação diferencial separável tem a forma  de um ________ problema de valor inicial. A _________
xy dx
curva da solução de uma equação diferencial é aproxi-
_________, a equação y¿  é _______;
x  y2
2
mada por um/uma curva __________.
dy y
e
a equação  é __________.
dx 1  x2

Capítulo 9 Exercícios de Revisão

Nos exercícios 1 a 3, verifique que y é uma solução da equação y ln x


diferencial.
8. y¿ 
x
1. y  C1e2x  C2e3x; y
 y  6y  0
9. y  3x2y2  y2; y 1 0 2  2
2. y  2e2x  3x  2; y
 y  2y  6x  1
10. y  x2 1 1  y 2 ; y 1 0 2  2
3. y  Cx4/3; 4xy3 dx  3x2y2 dy  0
  x2y; y10 2  3
dy 3
Nos exercícios 4 e 5, verifique se y é uma solução geral da equa- 11.
dx 2
ção diferencial e encontre uma solução particular da equação
diferencial que satisfaça a condição inicial. 12. Encontre uma função f, dado que (1) a declividade da reta
 2xy2; y10 2  1
1 dy tangente ao gráfico de f em qualquer ponto P(x, y) é dada
4. y  2 ;
x  C dx por
4xy
5. y  19x  C2 1/3;  3y4; y10 2 
dy 1 y¿  
dx 2 x 1
2

Nos exercícios 6 a 11, resolva a equação diferencial. e (2) o gráfico de f passa através do ponto (1, 1).
x3  1 dy
6. y¿  7.  214  y2
y2 dt
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662 Matemática Aplicada a Administração e Economia

Nos exercícios 13 a 16, utilize o método de Euler, com (a) n  4 23. Demanda por uma Mercadoria Suponha que a demanda D por
e (b) n  6 para obter uma aproximação do problema de valor uma determinada mercadoria é constante e que a taxa de
inicial quando x  b. variação no fornecimento de S ao longo do tempo t é pro-
13. y  x  y2, y 1 0 2  0; b  1 porcional à diferença entre a procura e a oferta, de modo
14. y  x2  2y2, y 1 0 2  0; b  1
que

15. y  1  2xy2, y 1 0 2  0; b  1
dS
 k1D  S2
dt
16. y  ex  y2, y 1 0 2  0; b  1
Encontre uma expressão para a oferta em um instante t se
Nos exercícios 17 e 18, utilize o método de Euler com n  5 para o fornecimento a t  0 é S0.
obter uma solução aproximada para o problema de valor inicial
24. Lei de Resfriamento de Newton Bárbara colocou uma costela
sobre o intervalo indicado.
17. y  2xy, y 1 0 2  1; 0 x 1
assada de 11 libras, mantida à temperatura ambiente (68
°F), num forno a 350 °F às 16 h. Às 18 h a temperatura
18. y  x2  y2, y 1 0 2  1; 0 x 1 do assado era de 118 °F. Em que instante a temperatura
do assado era de 150 °F (ou seja, um pouco abaixo do
19. Valor de Revenda de uma Máquina O valor de revenda de uma ponto)?
certa máquina diminui a uma taxa proporcional ao valor Dica: Use a Lei de Resfriamento (ou de Aquecimento) de
atual da máquina. A máquina foi comprada por US$ Newton.
50.000 e, dois anos mais tarde, valia US$ 32.000.
a. Encontre uma expressão para o valor de revenda da 25. Pressão Atmosférica A pressão atmosférica P em relação a
máquina em qualquer instante t. h diminui a uma velocidade proporcional a P, contanto
b. Encontre o valor da máquina depois de cinco anos. que a temperatura seja constante.
a. Encontre uma expressão para a pressão atmosférica
20. Lei de Brentano-Stevens A Lei de Brentano-Stevens, que como uma função de altitude.
descreve a taxa da mudança de uma resposta R a um es- b. Se a pressão atmosférica é de 15 psi ao nível do solo,
tímulo S, é dada por e de 10 psi a uma altitude de 10.000 pés, qual é a pres-
dR R são atmosférica a 20.000 pés?
k#
dS S
onde k é uma constante positiva. Resolva essa equação 26. A Curva de Aprendizagem O American Court Reporting Ins-
diferencial. titute considera que o aluno médio do curso de Estenoti-
pia Avançada irá progredir a uma taxa dada por
21. Juros Continuamente Compostos A HAL Corporation investe
dQ
P dólares/ano (suponha que isso é feito em uma base fre-  k1120  Q2
quente em pequenos depósitos ao longo do ano, de modo dt
que é essencialmente contínua) em um fundo, com juros em um curso de 20 semanas, em que Q(t) indica o número
a uma taxa de r%/ano, compostos continuamente. Em se- de palavras do ditado que o aluno pode escrever por mi-
guida, o tamanho do fundo de A cresce a uma taxa dada nuto após t semanas do curso. [Suponha Q(0)  60.] Se o
por aluno médio pode escrever 90 palavras de ditado por mi-
dA nuto após 10 semanas do curso, quantas palavras por
 rA  P minuto o aluno médio pode fazer após a conclusão do
dt
Suponha que A  0 quando t  0. Determine o montante curso?
do fundo após t anos. Qual é o montante do fundo depois
27. Propagação de um Rumor Um rumor no sentido de que um
de cinco anos, se P  US$ 50.000 e r  6%/ano?
aumento de renda seria iminente foi ouvido pela primeira
22. Valor Futuro de uma Anuidade O valor futuro S de uma anui- vez por quatro moradores do Chatham West Condomi-
dade (um fluxo de pagamentos feitos continuamente) sa- nium Complex. O rumor se propagou pelo complexo de
tisfaz a equação 200 habitações unifamiliares a uma taxa conjuntamente
proporcional ao número de famílias que tinham ouvido e
dS
 rS  d o número que não tinha. Dois dias mais tarde, o número
dt de famílias que tinham ouvido o rumor havia aumentado
onde r denota a taxa de juros compostos continuamente
para 40. Determine quantas famílias tinham ouvido o
e d é uma constante positiva que dá o ritmo a que os pa-
rumor após cinco dias.
gamentos são feitos na conta.
a. Se o valor futuro de uma anuidade no tempo t  0 é 28. Um Problema de Mistura Um tanque contém inicialmente 40
de US$ S0, encontre uma expressão para o valor fu- galões de água pura. A salmoura, que contém 3 libras de
turo da anuidade a um instante t. sal por galão, entra no tanque a uma taxa de 4 galões/mi-
b. Se o valor futuro de uma anuidade de t  0 é de US$ nuto, e a mistura agitada flui para fora do tanque à mesma
10.000, a taxa de juros é de 6% compostos continua- taxa. Quanto sal existe no tanque em um instante t?
mente e um fluxo de pagamentos constante de US$ Quanto sal estará no tanque no longo prazo?
2.000/ano são feitos na conta, qual é o valor futuro da
anuidade após cinco anos?
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Equações Diferenciais 663

Capítulo 9 Antes de Prosseguir...

1. a. Mostre que y  2x2  cx é uma solução geral da equa- 3. A população de uma cidade cresce a uma velocidade pro-
ção diferencial xy – y  2x2. porcional à população atual. Suponha que a população
b. Encontre a solução particular da equação diferencial inicial era de 5.000 pessoas e que tinha dobrado de ta-
no item (a) que satisfaz y(1)  2. manho após 5 anos. Encontre uma expressão para a po-
pulação P no ano t. Quanto tempo seria necessário para
2. Encontre a solução da equação diferencial que a população chegasse a 12.000 pessoas?
11  x2y dx  x dy  0 4. Use o método de Euler, com n  5, para aproximar a so-
que satisfaz a condição y(1)  1. lução do problema de valor inicial
y¿  y2  x2, y102  1, em x  0,5.
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