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Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST

Doenças sexualmente transmissíveis, conhecidas também como doenças venéreas São doenças
causadas por vírus, bactérias ou outros micróbios que se transmitem, principalmente, através das
relações sexuais sem protecção com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente se
manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Estes também podem ser
transmitidos por via não-sexual.

Tipos de Doenças Sexualmente Transmissíveis

As doenças sexualmente transmissíveis são causadas por vírus, bactérias e protozoários sendo
eles diferenciáveis, isto é, o vírus ou bactéria e protozoário que causam cada doença são
diferentes em cada infecção. Assim sendo, podemos destacar:

 SIDA (Síndrome de imunodeficiência Adquirida);


 Cancro Mole;
 Clamídia e Gonorreia;
 Condiloma Acuminado (HPV);
 Doença inflamatória Pélvica (DIP);
 Donovanose;
 Hepatites Virais;
 Herpes;
 Infecção pelo Vírus T-linfotrópico Humano (HTLV)
 Sífilis
 Sífilis congénita
 Tricomoníase
 Linfogranuloma venéreo

HIV (Vírus de Imunodeficiência Humana)

O vírus HIV (em inglês, Human ImmunoDeficiency Virus), que significa Vírus da
Imunodeficiência Humana) É um vírus que ataca e destrói o sistema imunitário do nosso
organismo, isto é, destrói os mecanismos de defesa que nos protegem das doenças.
O HIV ataca as células do sistema imunitário (o sistema de defesa do organismo humano). Pouco
a pouco, essas células tornam-se incapazes de proteger o organismo humano contra infecções e
tumores. Por isso, as pessoas que têm SIDA apanham doenças que o seu organismo não
consegue combater.
Segundo (Andrade, Tomás, & Lourenço, 2003, p. 03) ´´O vírus da imunodeficiência humana
(HIV) é o agente causador da SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida) sendo um vírus
linfotrópico com afinidade preferencial para os linfócitos T CD4+ (responsáveis, em parte, pelo
controlo do sistema imunológico) ´´.
De maneira análoga a outras viroses, o HIV é um parasita que se replica dentro das células
hospedeiras (Weiss, R.A., 2001), sendo que o tipo mais comum do vírus é conhecido como HIV-
1 existindo outro tipo, o chamado HIV-2 que é, geralmente, menos virulento, produzindo, no
entanto os mesmo efeitos registados para o HIV-1.
Em 1983, o HIV-1 foi isolado de pacientes com AIDS pelos pesquisadores Luc Montaigner, no
Instituto Pasteur de Paris, na França, e Robert Gallo, nos EUA, recebendo os nomes de LAV
(Lymphadenopathy Associated Virus ou Virus Associado à Linfadenopatia) e HTLV-III (Human
T-Lymphotrophic Virus ou Vírus T-linfotrópico Humano tipo lll) respectivamente nos dois
países. Em 1986, foi identificado um segundo agente etiológico, também retrovírus, com
características semelhantes ao HIV-1, denominado HIV-2. Nesse mesmo ano, um comité
internacional recomendou o termo HIV (Human ImmunoDeficiency Virus ou Vírus da
Imunodeficiência Humana) para denominá-lo, reconhecendo-o como capaz de infectar seres
humanos. (J.D.Kuby, 2003)
Sendo este primeiro o principal serotipo em todo o mundo. O HIV-2 ocorre mais vulgarmente na
África Ocidental. Ambos causam AIDS e os canais de transmissão são os mesmos. No entanto, a
transmissão de HIV-2 é ligeiramente mais difícil e o HIV-2 causa uma progressão mais lenta das
infecções relacionadas com o HIV e com a AIDS.
O HIV é um retrovírus com genoma RNA, da Família Retroviridae (retrovírus) e subfamília
Lentivirinae. Pertence ao grupo dos retrovírus citopáticos e não-oncogênicos que necessitam,
para multiplicar-se, de uma enzima denominada transcriptase reversa, responsável pela
transcrição do RNA viral para uma cópia DNA, que pode, então, integrar-se ao genoma do
hospedeiro
Sindroma da Imunodeficiência Adquirida (SIDA)
O sindroma da imunodeficiência adquirida (SIDA) traduz-se numa desordem clínica que
representa a fase final de uma série de mudanças imunossupressivas. Estas resultam de um
complexo conjunto de fenómenos aos quais o organismo é sujeito, resultantes da infecção pelo
HIV (Andrade, Tomás, & Lourenço, 2003, p. 5)
A Sida (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é uma doença causada pelo VIH (Vírus da
Imunodeficiência Humana) e está relacionada com a degradação progressiva do sistema
imunitário, podendo ter vários anos de evolução. Uma vez instalado, o vírus invade e destrói um
certo tipo de células do sangue, que são responsáveis pela defesa do nosso organismo contra as
infecções.
Os primeiros casos de SIDA foram descritos inicialmente nos anos de 1981 nos EUA e de 1982
no Brasil.
Transmissão do HIV

O VIH é transmitido por meio de fluidos corporais, como fluidos vaginais, sémen e sangue.
Qualquer pessoa que seja exposta ao vírus por contacto sexual ou sangue pode ficar infectada. O
VIH pode ser transmitido por meio de relações sexuais (vaginal, oral ou anal), uso de drogas
injectáveis e de mãe para filho durante a gravidez, parto ou amamentação. Em casos muito raros,
o VIH também pode ser transmitido por transfusões de sangue (processo de obtenção de
produtos derivados do sangue) ou transplante de órgãos (Comissão de Saúde Pública de Boston,
2015)

Os factores de risco para o HIV incluem:


 Sexo anal ou vaginal sem utilizar preservativo (de látex ou poliuretano)
 Sexo oral sem o uso de uma barreira dental (barreira oral)
 Ter vários parceiros sexuais
 Ter alguma outra Doença Transmitidas Sexualmente (DTS) como Clamídia, gonorreia ou
sífilis
 Compartilhar agulhas ou outros “equipamentos” ao injectar drogas
 Ter nascido de uma mulher infectada pelo VIH
1. Transmissão e prevenção
As principais formas de transmissão e prevenção do HIV
são:
1.1. Relações sexuais
A principal forma de transmissão é através da relação
sexual sem protecção.
Durante as relações sexuais sem protecção, o HIV contido no sémen (esperma), secreções
vaginais ou sangue duma pessoa infectada, pode passar directamente para outra pessoa.
Qualquer lesão ou ferida aumenta o risco de transmissão, porque facilita a entrada do HIV. É
pior se as lesões resultam duma violação, sexo forçado ou violento.
Uma pessoa com uma infecção de transmissão sexual (ITS) tem maior risco de apanhar o
HIV. Isto porque as ITS podem causar feridas ou inflamação nos órgãos genitais, servindo de
porta de entrada para o HIV.
O sexo anal é o mais perigoso, porque o ânus é mais frágil do que a vagina e pode rasgar e
sangrar facilmente.
“Sexo seco” aumenta o risco de contrair a infecção pelo HIV. Muitas mulheres introduzem
panos ou substâncias dentro da vagina que a deixam seca. Um dos objectivos é de aumentar a
fricção durante o acto sexual. Estas práticas são perigosas pois causam lesões na vagina que
podem facilitar a entrada do vírus HIV e outros micróbios que causam DTS.
O álcool e as drogas podem fazer com que a pessoa não pense claramente e levá-la à prática de
sexo não seguro.
Prevenção:
Para prevenir a transmissão sexual deve-se
a) Praticar sexo “seguro”, isto é:
Uso de preservativo (masculino ou feminino) durante o acto sexual.
Escolher actividades sexuais que não permitem a entrada de líquidos no organismo, por exemplo:
 Abraçar e beijar
 Acariciar com a boca
 Massajar
 Masturbar
 Lamber, chupar
 Esfregar o corpo contra o corpo de outra pessoa
b) Sexo sem penetração
c) Evitar “sexo seco”
d) Evitar consumir álcool em excesso e a utilização das drogas.
e) Fidelidade mútua e
f) Evitar relações sexuais com pessoas que têm muitos parceiros
sexuais.
1.2.Transmissão Mãe - filho
A transmissão do HIV de uma mãe infectada para o seu bebé pode
ocorrer durante a gravidez, o parto, ou a amamentação. A maior parte dos
casos ocorre durante o parto.
Prevenção
Para prevenir eficazmente a transmissão do HIV de uma mãe grávida
para seu filho em gestação é recomendada uma estratégia de três pontos:
 Prevenir a contaminação de futuros pais por HIV
 Evitar gravidez indesejada entre mulheres seropositivas
 Prevenir a transmissão do HIV de mulheres seropositivas para suas crianças durante a
gravidez, o parto e a amamentação (IFLA, 2006, p. 21).

1.3.Agulhas, seringas, lâminas


Transmissão:
O HIV pode ser transmitido pelo uso de agulhas, seringas e
objectos perfurantes ou cortantes que não estejam esterilizados.
As injecções podem ser perigosas.
Os instrumentos utilizados para furar as orelhas, fazer tatuagens, ou circuncisão tradicional
podem transmitir o HIV. Nos ritos tradicionais, às vezes o curandeiro utiliza a mesma lâmina
para “vacinar” toda a família que está com algum mal; esta prática pode também transmitir o
HIV.
Os riscos no barbeiro e no cabeleireiro são mínimos, se os aparelhos que envolvem contacto com
o sangue forem desinfectados.
Injectar drogas e usar a mesma agulha ou seringa em mais duma pessoa também transmite o
HIV.
Prevenção
Evitar apanhar injecções quando não há a certeza de que as agulhas e seringas foram
adequadamente esterilizadas.
1.4. Sangue ou secreções duma pessoa infectada que entram através dum corte ou duma
ferida aberta de outra pessoa.
Qualquer pessoa que tem um pequeno corte ou ferida nos dedos,
especialmente o trabalhador de saúde, deve ter cuidado para evitar
que essas lesões entrem em contacto com sangue ou outros líquidos
duma pessoa infectada pelo HIV.
1.5.Transfusões de sangue
1.6.Transmissão Ocupacional
A transmissão ocupacional ocorre quando profissionais da área da saúde sofrem ferimentos com
instrumentos pérfuro-cortantes contaminados com sangue de paciente portadores do HIV.
Fases do HIV

Existem diferentes fases na infecção pelo HIV: infecção aguda, latência clínica e SIDA.
Infecção aguda:
 Esta fase ocorre entre 2 a 4 semanas depois de ter sido infectado pelo vírus.
 A maioria das pessoas infectadas desenvolve uma doença semelhante à gripe (febre,
dores musculares, erupção cutânea, dor nas articulações)
 Os sintomas podem ser leves o suficiente para passar despercebidos, mas o vírus está se
multiplicando e se espalhando por todo o corpo durante esse período.
 A capacidade de transmitir o HIV é mais elevada nesta fase porque a quantidade de vírus
no sangue é muito alta.

Latência clínica (inactividade ou dormência):


 Esta fase pode durar anos
 Existem sintomas limitados associados a este estágio da infecção pelo HIV. Muitos
indivíduos podem viver sem sintomas durante muitos anos.
 Durante esta fase, o vírus está presente no corpo, mas não está atacando o sistema
imunológico. No entanto, o tratamento durante esta fase é importante.
 Os indivíduos ainda podem transmitir o vírus durante este estágio.

SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida):


 Esta fase geralmente ocorre muitos anos após o indivíduo ter sido infectado pelo HIV.
 Uma pessoa tem SIDA quando sua resposta imunológica é muito fraca e ela perde a
capacidade de combater as infecções.
 Os sintomas associados a essa fase variam bastante.
 Muitos medicamentos estão disponíveis para tratar a SIDA.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a HIV possui cinco (5) fases sendo elas:
Infecção primária por HIV
 Assintomático (sem sintomas)
 Síndroma retrovírus agudo (espécie de gripe, 2 a 4 semanas depois da infecção)
Estádio 1
 Assintomático
 Linfadenopatia persistente generalizada (gânglios linfáticos aumentados por todo o
corpo)
Estádio 2 (ligeiro)
 Perda de peso <10%
 Doenças da pele (comichões, infecções por fungos nas unhas, dermatite seborreica,
herpes zóster, etc.)
 Úlceras ou aftas recorrentes na boca, feridas nos cantos da boca
 Infecções do tracto respiratório (otite, faringite, bronquite, etc.) repetidas (> 3 episódios
por ano)
Estádio 3 Avançado
 Perda de peso> de 10%
 Diarreia persistente (> de 1 mês)
 Febre> de 1 mês (sem causa aparente)
 Candidíase, úlceras graves na boca
 Candidíase vulvo-vaginal> de 1 mês ou recorrente
 Tuberculose pulmonar diagnosticada nos últimos dois anos
 Infecções bacterianas graves (pneumonia, infecções ósseas ou articulares, meningite, etc.)
Estádio 4 Grave
 Na cama> de 50% do tempo
 Perda de peso progressiva, com fraqueza, febre e diarreia
 Pneumonia bacteriana recorrente grave
 Candidíase esofágica
 Tuberculose extrapulmonar
 Sarcoma de Kaposi
Sintomas do HIV
Muitas pessoas que estão infectadas pelo VIH não apresentam sintomas até muitos anos após a
infecção. Podem ser sinais de infecção avançada por VIH:
 Rápida perda de peso, tosse seca, febre recorrente ou suores nocturnos intensos
 Fadiga profunda e inexplicável, inchaço dos gânglios linfáticos nas axilas, virilha ou
pescoço
 Diarreia que dura mais de uma semana
 Manchas brancas ou marcas incomuns na língua, boca ou garganta
 Perda de memória, depressão e outros problemas neurológicos

Anatomia dos Órgãos Genitais

Etimologicamente a palavra anatomia deriva de dois termos gregos: Ana que significa em partes
e Tomein que significa cortar, assim a palavra anatomia etimologicamente significa cortar em
partes.

Anatomia é uma ciência biológica que se dedica no estudo da forma e da estrutura do corpo
humano.

A anatomia dos órgãos genitais se preocupa no estudo sistemático e estrutural dos órgãos
genitais dos seres organizados (seres Humanos).

Anatomia do órgão genital Masculino e suas funções


O sistema genital masculino consiste em:

 Dois testículos (Cavernoso e esponjoso), que produzem os espermatozóides e também o


harmónio sexual masculino testosterona; este fica alojado na bolsa escrotal ou escroto,
estes tem a função de produzir o espermatozóide.
 Dois epididimos são dois tubos enovelados que partem dos testículos, onde os
espermatozóides são armazenados.
Dois ductos (ou dutos) deferentes;

 Dois ductos (ou dutos) ejaculatórios;


 Uretra;
 Pénis;
 Glândulas anexas: próstata, duas glândulas vesiculosas (vesículas seminais) e duas
glândulas bulbo uretrais ou de Cowper: sua Secreção transparente É lançada dentro da
uretra para limpa-la em preparar a passagem dos espermatozóides. Também tem função
na lubrificação do pénis durante o ato sexual

Anatomia do órgão genital feminino e suas funções

O sistema genital feminino consiste em:

 Dois ovários, são responsáveis pela produção dos óvulos, gâmetas femininos que junto
com o esperma se fecundam em um zigoto resultando no processo de gravidez.
 Duas tubas uterinas (trompas de Falópio ou ovidutos), tem a função de transportar o
óvulo do ovário ao útero e também é o local onde o espermatozóide fertiliza o óvulo.
 Útero o óvulo que foi fertilizado se fixará e nele ocorrerá toda a gestação.

Vagina A vagina é o órgão que recebe o pénis no ato sexual, é por onde ocorre a saída do feto no
parto normal e também é por onde a menstruação é eliminada.
 Vulva estrutura externa do sistema genital feminino (genitália externo). É formado pelos
grandes e pequenos lábios (dobras adiposas da pele), pela abertura da vagina e da uretra e
pelo clítoris, um pequeno órgão eréctil importante para o estímulo sexual da mulher.