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CENTRO DE ENSINO UNIFICADO DE TERESINA

Faculdade de ciências humanas e jurídicas de Teresina

Curso Bacharelado em Direito

Proº Newton Clark

Disciplina: Filosofia do Direito

Georg. F. Hegel: Razão, História e Direito

Alunos:

Ariadne Fontenele

Brendha Lee

Eulana Ferreira

Kemuel

Luis Alfredo

Mateus Lopes

Rodolfo

Teresina-Pi
SISTEMA HEGELIANO

Após Kant, o conjunto de ideias mais impactantes e que maior efeitos produziu sobre o espírito
moderno foi o hegeliano. É como filósofo que Hegel adentra à área do Direito, e não como jurista que seu
pensamento avança no sentido da filosofia. Hegel se dedicou às grandes questões do Direito. Ele
constituiu uma teoria que se centra no problema filosófico da transformação, da história, da mudança.É
nessa processualidade que se funda a base do pensamento hegeliano.

Para Hegel, a filosofia é ao mesmo tempo a visão das contradições de seu tempo histórico e o
apontamento de sua superação.Vários de seus textos notabilizaram-se e alcançaram aceitação universal
como, Fenomenologia do espírito, Introdução à história da filosofia, Ciência da lógica, entre outros. A obra
hegeliana possui um viés essencialmente racionalista, ou seja, toda a teoria do conhecimento vem
marcada pela ideia de que a realidade mora na racionalidade. Nada existe fora do pensamento, pois
tudo que é conhecido é já pensamento. Em Hegel a razão se movimenta na maré da intersubjetividade
das relações de recíproco reconhecimento em meio à historicidade do agir social. Onde está a razão, estão
seus objetos, e o que não pode ser conhecido não possui lugar lógico. O ser possui existência racional,
lógica. A isto alguns comentadores chamam de panlogismo, uma vez que tudo se logiciza na
dimensão da filosofia de Hegel.

Em Hegel se encontra uma filosofia racionalista, sendo necessário diferenciar a doutrina elaborada por
ele daquela elaborada por outros racionalistas.É comum tratar de modo indiferenciado,
equivocadamente,o pensamento de vários teóricos do racionalismo, esse tipo de tratamento desvenda
diferenças que não podem ser ocultadas. Por exemplo, como Kant e Hegel, existe uma diferença
substancial, que consiste em uma diferença no sentido da concreção dialética, onde empiria(ser) e
razão(dever ser) se unem de modo indiferente.

A concreção dialética no pensamento hegeliano é por meio de elemento histórico,pois para ele a
realização do espírito se dá na história, preocupação que falta da reflexão kantiana, outro dado
diferenciador é que do hegelianismo, surgiu a doutrina de Karl Marx e sua dialética materialista da história.
Isso não quer dizer que sejam doutrinas idênticas,pois a doutrina de Marx tomou rumo ainda mais
social,ideológico e político,identificando na práxs os usos transformadores da política em meio a
convulsões socias,num materialismo econômico.Matriz teórica de Hegel( Criticismo de Kant). Hegel foi
apontado como o primeiro pensador a ter consciência completa de que a modernidade tinha se tornado
objeto de reflexão e justificação.

DOUTRINA HEGELIANA

A doutrina hegeliana baseia-se no idealismo racional hegeliano, em que se expressa na seguinte frase: o
que é real é racional, e o que é racional é real. Para essa a afirmação, se baseia na seguinte explicação,
que todo real só é real porque existe um sujeito que lhe conhece como sendo real, sendo assim, aquilo que
já se foi conhecido se torna racional.

O sentido de organização, do ordenamento, de idealizado decorre exatamente da intervenção do homem


como ser racional sobre a realidade. Assim fala que nem tudo que é real é racional, porque se levarmos em
conta a relação com o caos, e o desordenamento, vemos que nisso não a há razão. Então dizer que o real
é racional, não quer dizer que todo real seja racional. Manifestações essas de Hegel que são essenciais
para a compreensão de suas idéias.

Há de se observar que a teoria do conhecimento hegeliana se reveste de um certo tom de teoria do ser,
encaminhando, naturalmente, o ser para dentro do mundo da lógica.

Observa também pelo estudo do espírito e sua doutrina, separando em 3 tipos, o espírito subjetivo, que é
a alma, consciência, razão, e o espírito objetivo, que é o direito, moralidade e os costumes, e por ultimo o
espirito absoluto, que é a arte, religião e a filosofia.

Para Hegel, o espírito torna-se um ser para si, à medida que se liberta e se distingue do ser em si, pois a
vida humana não é simplesmente existência, mas sobretudo existência consciente. Baseando-se assim
nos 3 tipos de espíritos, suas características e utilidades.

Então se pode dizer que a parte jurídica seria uma reflexão que levaria em conta o espírito objetivo, como
um momento da realização do agente com a liberdade.

JUSTIÇA E DIREITO PARA HEGEL


As ideis de Hegel do âmbito dos problemas jurídicos se estrutura no sentido de construírem uma
totalidade, tanto explicativa de sua proposta como crítica das propostas do jusnaturalismo e da
escola histórica. Para ele o objeto da ciência filosófica do direito é o conceito do direito e sua
realização. A filosofia do direito é vista manifestação da lógica, pois é na lógica que está contida toda a
liberdade dos conceitos( encontra-se também a ideia de igualdade das pessoas).

Vale ressaltar que na área do direito o racionalismo também é notórico e indisfarçável. O sistema do direito
é o império da liberdade realizada . A justiça surgirá não somente como um conjunto de valores, mas como
a ideia que norteia a formação do próprio direito. O direito é o existir da vontade livre em sua essência.
A liberdade do querer que determina o direito não se esvai num querer arbitrário, há, no querer jurídico, a
ideia de que se realiza como uma manifestação do espírito objetivo,e, bem entendido, num querer racional.

Para HEGEL o código é a coletânea racional e sistematizada das leis produzidas por um povo.

“Quando os consuetudinários chegam a ser reunidos e codificados –o que um povo que atinge qualquer
grau de cultura não pode demorar a fazer- a coleção assim constituída é o código. A aproximação do direito
positivo da máxima racionalidade dá-se á medida que se alcança a noção de sistema, de harmonia racional ,de
todo orgânico, de mundo controlado e feito legislação.

O racionalismo do sistema jurídico há de imperar não somente quando se trata de pensar na lei, mas também quando
se trata de pensar na aplicação da lei. O que é puramente arbítrio de um indivíduo contra o outro, ou mesmo, o que é
pura imposição do mais forte sobre o mais fraco, não há de resistir num esquema em que a jurisdição funciona para a
aplicação da justiça.

A infringência á lei,ao direito, a lesão do direitos dos outros parece como uma forma de contrariedade à ordem
implantada racionalmente pelo sistema jurídico.

O CRIME é uma manifestação contrária aos anseios de ordem, controle e racionalidade inerentes ao
ordenamento jurídico. Pode-se sintetizar toda a doutrina filosófica acerca dos direitos e das leis construídas
por HEGEL num sintético e sábio ensinamento

DIREITO E ESTADO ÉTICO

O Estado aparece no contexto da Filosofia do Direito Hegeliana como um elemento primordial da


formação dos direitos. Nesse sentido, o Estado é a manifestação também do Espírito, nele estando
imersas as noções de moralidade e de liberdade, e é assim que pode cumprir sua missão racional. O
Estado também é um estágio evolutivo das corporações humanas que oferece aos cidadãos a ordem e
o império da razão. O Estado é o racional em si e para si,e agrupa sob seu manto toda a pujança de ser o
guardião das liberdade individuais, que se encontram fragilizadas frente à pulverização caótica do poder.

O que faz do Estado um aparelho ético é o fato de funcionalizar a compatibilização, pós-revolucionária,


entre ordem e liberdade. Se o indivíduo não pode relegada a marginalidade irracional da anarquia total, se
o indivíduo não pode ser oprimido pela exploração e pela opressão das classes mais privilegiadas, se o
Estado não pode simplesmente tragar toda liberdade dos indivíduos sem conceder-lhes vantagens ou
direitos, então deve haver uma solução medianeira a ser levada a efeito pelo estado.

O Estado,em suas dimensões de atuação,prioriza o bem estar interno(relação com o povo),sendo o


provedor das necessidades internas. Esse tipo de raciocínio é o regulador do comportamento dos Estados
entre si.

A guerra não aparece como uma manifestação legítima de revolução, no plano internacional, não só
por que contraria a racionalidade do diálogo,mas porque o espírito do mundo governa a ordem dos
Estados. Como forma de compatibilização das vontades internacionais é que surge o direito
internacional que resulta das relações entre estados independentes. Hegel depositou parte de sua
teoria a favor do governo,das intenções de seu Estado, projetando expectativa sobre seu povo.

Na primeira relação, o princípio do espírito é a forma do espírito substancial como identidade. O


segundo é o saber deste espírito substancial e deste modo ele é o conteúdo e efetivação positiva. O
terceiro é o ser consciente que se aprofunda em si até a universalidade abstrata e fica em contradição
infinita com a objetividade que o espírito também abandonou. E o quarto princípio é esta contradição
espiritual.