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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO

Faculdade de Direito – Fundamentos do Direito Público I


São Paulo, 21 de agosto de 2019
Profª. Dra. Helga Klug Doin Vieira
Manuela Francisca da Silva Pires – DIR – MA1

CAPÍTULO 1 – DA SOCIEDADE
(Dalmo de Abreu Dallari)
Para podermos entender a sociedade e como ela funciona devemos sempre olhar para a
estrutura de poder vigente, já que o poder é um fenômeno social e que não depende de uma
única pessoa. Logo, a relação e o processo do poder se tornam características importantes para
a Teoria Geral do Estado, levando à diversas considerações sobre a necessidade ou não do
poder social.
Alguns autores e algumas teorias, por mais que preguem comportamentos e
fundamentos diferentes, negam o poder social e são denominados de anarquistas. O
anarquismo se desdobra de diversas maneiras, podendo se encontrado em várias linhas de
pensamento, como na dos cínicos (filósofos gregos), estoicos, no epicurismo, no cristianismo
e no anarquismo de cátedra.
O anarquismo surgiu no início do século XIX, junto com o movimento socialista.
Tendo diversos teóricos que influenciaram o movimento, como William Godwim, Max
Stirner, Pierre Joseph Proudhon, Mikhail Bakunin e Piotr Kropotkin. As manifestações
teóricas desses autores tem em comum a negação da necessidade do poder social.
Ao contrário dos anarquistas, muitos autores reconhecem o poder como necessário à
vida social. Observando o comportamento humano ao longo do tempo, percebe-se que o
poder sempre existiu, sendo daqueles que o possuíam por serem mais fortes ou por ter maior
capacidade econômica, não havendo documentos que contestem esse fato. Como Dallari
afirma: “mesmo nas sociedades mais prósperas e bem ordenadas ocorrem conflitos entre
indivíduos ou grupos sociais, tornando necessária a intervenção de uma vontade
preponderante, para preservar a unidade ordenada em função dos fins sociais.”.
Logo, o poder e o direito devem ser vistos como coisas que caminham conjuntamente.
Dallari afirma: “embora o poder não chegue a ser puramente jurídico, ele age
concomitantemente com o direito, buscando uma coincidência entre os objetivos de ambos.”.
Quando o homem tem interesses em comum e buscam os mesmo fins tendem a se
agrupar, e quando promovem manifestações de conjunto ordenadas e se submetem a um
poder, são caracterizados como sociedade. Existindo duas espécies de sociedade, as
sociedades de fins gerais e as sociedades de fins particulares. As sociedades de fins gerais
também podem ser chamadas de sociedades políticas, já que não se limitam a um objetivo
determinado. Entre as sociedades políticas existentes, a que tem mais importância é o Estado.

CONCLUSÃO:
1. Para entender a estrutura da sociedade e como ela funciona é necessário olhar para a
sua estrutura de poder e como e funciona.
2. Por mais que existam teóricos que neguem, o poder social é de extrema importância
para a preservação da unidade social.

BIBLIOGRAFIA:
DALLARI, Dalmo de Abreu. Elementos de Teoria Geral do Estado. 30. ed. São Paulo:
Saraiva, 2011. 306 p.