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João – capítulo 1

Posted by: Valor da Sabedoria on: janeiro 5, 2011

Em: João | Novo Testamento Deixe um comentário

Hoje vamos estudar o livro de JOÃO, capítulo 1, escrito pelo discípulo a quem Jesus amava e
inspirado pelo Espírito Santo.

“Toda a Escritura é divinamente inspirada” (2 Timóteo 3.16).

Antes de iniciarmos o estudo, eu gostaria de lembrar que lida sem revelação divina, a Bíblia se
torna um livro como outro qualquer, provavelmente tedioso e cansativo. A palavra em si é
morta, mas o Espírito Santo a torna viva e é aí que ela passa a pulsar dentro de nós.

Portanto, oro agora ao Senhor e peço que daí onde você está você faça o mesmo e que
façamos do mesmo modo cada vez que abrirmos a Bíblia buscando conhecimento de Deus.

Oração: Pai amado, nesse momento eu entro em Tua presença para pedir que o Senhor
abençoe a mim e a quem mais fará parte desse estudo bíblico. Que o Senhor possa nos
conduzir no conhecimento da Tua palavra, nos revelando aquilo que queres falar conosco.
Agradecemos, ó Deus, a oportunidade de utilizar esse recurso para difundir a Tua palavra a
todos aqueles que desejam conhecer mais de Ti. Amém.

– Caso você não tenha uma bíblia à mão, pode acompanhar a leitura dos versículos na página:
www.lagoinha.com/biblia/. Basta para isso selecionar o livro de JOÃO no primeiro quadro de
opções e clicar em buscar.

JOÃO, capítulo 1

O livro de JOÃO foi escolhido para abrir o estudo porque é uma espécie de resumo da Bíblia,
ou mais precisamente do Novo Testamento, considerando a vinda de Jesus Cristo e sua
passagem na terra.

O Verbo feito carne

Jesus Cristo: quem é este homem?

O capítulo começa esclarecendo a relação entre Deus e Jesus, o Verbo: “O Verbo estava com
Deus e era Deus” (versículo 1). Ou seja, eles eram, e continuam a ser, um. Assim como quando
dizemos que quando um homem e uma mulher se casam eles passam a ser um. Não um em
um único corpo, mas no sentimento, no modo de ser e pensar, como uma dupla totalmente
engajada. Por isso, Jesus, quando veio ao mundo revelou a Deus (v.18), porque mostrou o Seu
amor pela humanidade.

A descrição de Jesus continua: “Ele é o responsável por todas as coisas que foram feitas e sem
Ele nada seria feito” (v.3), por isso chamado de O Criador, alguns até o citam como O
Arquiteto, Àquele que construiu o mundo e tudo que nele há.

“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens” (v.4), compreende-se, portanto, que a vida
está em Jesus, que veio ao mundo, se fez carne, como nós, e como luz resplandeceu em meio
as trevas, mas as trevas não o compreenderam. Está aí o primeiro passo pra saber quando não
estamos andando na luz, em Jesus e na Sua vontade: não o compreender, não o conhecer.
E porque alguém não compreende a Jesus ou as coisas pertinentes a Ele? Porque não se
interessa por isso, porque não busca, não lê a Bíblia, não ouve a palavra de Deus. E é simples
assim reconhecer de que lado estamos, na luz ou nas trevas. Não há meio termo, se estamos
na luz não estamos nas trevas e vice-versa. Não há como estar de dois lados. De que lado você
está? Já parou pra pensar nisso?

A partir do v. 6 é relatada a história de João, retratado como um homem enviado de Deus.


João teve como missão testificar ou testemunhar da luz, Jesus. João teve como encargo
preparar o caminho para Jesus passar, para que quando Ele chegasse as pessoas pudessem
reconhecê-lo pelo que João havia testemunhado, falado Dele.

A Bíblia diz que Jesus “veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (v.11). Essa é uma
explícita referência ao povo judeu, conhecido como o povo de Deus.

Jesus nasceu numa família judia, o Seu pai, José, era descendente de Abraão, o primeiro
homem na terra a fazer uma aliança com Deus, a firmar um compromisso com o Senhor,
compromisso esse passado de pai para filho. Sendo assim, Jesus nasceu dentro de um lar que
adorava a Deus, no meio de um povo que conhecia a Deus, mas que não recebeu o filho Dele,
não O conheceu, não O compreendeu.

“Mas, a todos quanto o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que
creem no seu nome” (v.12). Os seus não o receberam, mas quem creu, e até hoje, quem crê
em Jesus e O recebe passa a ser reconhecido pelo próprio Deus não mais como criatura, mas
como filho de Deus. Pare para pensar no que isso representa: que pai não cuida do seu filho,
não mantém seu sustento, não arca com seus estudos? Ser reconhecido como filho de Deus
significa estar debaixo das bênçãos Dele.

O v.17 fala sobre a lei ter sido dada a Moisés, servo de Deus, que livrou o povo de Deus da
escravidão no Egito e recebeu de Deus no Monte Sinai as tábuas dos 10 mandamentos, mas a
graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. O povo judeu ficou tão apegado a lei que a
colocaram acima da graça, dos sinais e milagres e da verdade, dos ensinamentos de Jesus que
veio ao mundo como símbolo da nova aliança com Deus. Todo aquele que reconhecer Jesus
como seu Salvador, crendo Nele como filho de Deus, que entregou sua vida por nós em uma
cruz, para remição dos nossos pecados, será também reconhecido por Deus.

Testemunho de João o Batista

João Batista pregando ao povo

Do v. 19 a 34 vemos João sendo interrogado pelos judeus em Betânia sobre quem ele era e a
resposta: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse
o profeta Isaías” (v.23). Ou seja, se foi preciso endireitar o caminho do Senhor é porque algo
não estava correto. Jesus declarou isso ao seu povo mas eles não compreenderam.

Os sacerdotes e levitas que foram questioná-lo, e que faziam parte do grupo fariseu (havia
também outra classe de judeus, os saduceus; os fariseus foram os criadores das sinagogas e
precursores do judaísmo rabínico), também quiseram saber porque João batizava se não era o
Cristo. Ao que João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós
não conheceis. Este é aquele que vem após mim, que é antes de mim, do qual eu não sou
digno de desatar a correia da alparca” v.26 e 27.
E no dia seguinte João se encontra com Jesus e O anuncia como “O Cordeiro de Deus, que tira
o pecado do mundo”. O Cordeiro é uma referência a sacrifício, visto que no antigo testamento
os povos tinham por costume sacrificar animais não só a Deus, como a outros deuses, que
também “recebiam” como ofertas ou oferendas sacrifícios humanos. Portanto, João anunciava
que Jesus era o sacrifício para a purificação da humanidade.

João conta ainda que não conhecia a Jesus, mas teve certeza de que Ele era o filho de Deus
quando o batizou e sobre Ele viu descer o Espírito (v.33) em forma de pomba, reconhecendo
também que ele batizava com água mas Jesus o que batiza com o Espírito Santo, que completa
o trio com Deus e Jesus.

O Espírito Santo, responsável por inspirar os homens de Deus que escreveram a Bíblia, é como
o próprio nome fala, um espírito, ou melhor o Espírito (sempre citado na bíblia com letra
maiúscula) de Deus, que fala ao nosso espírito. Nós nunca vimos a Deus, mas o sentimos
através do Espírito Santo. Jesus veio ao mundo e quando retornou ao Pai nos deixou o Espírito
Santo como o Consolador, Àquele que intermedia nossa relação com Deus. Quando oramos a
Deus, o Espírito Santo leva essa oração ao Pai e a resposta Dele a Nós.

Nós somos formados por corpo, alma e espírito e não é a toa que Deus é trino, Deus Pai, Filho
e Espírito Santo, afinal de contas fomos criados a imagem e semelhança de Deus. “E disse
Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”, Gênesis 1.26.

Os primeiros discípulos

Dos v. 35 a 51, que encerra o capítulo, vimos como começam a aparecer os homens que se
tornam os 12 discípulos de Jesus e que com Ele aprendem, para depois transmitir aos outros, o
que Jesus os ensinou, para batizar e que recebem do Cristo poder para curar e expulsar
demônios.

Os primeiros a se unirem a Jesus são os irmãos André e Simão, a quem Jesus chamou de Pedro
(v.40-42). Jesus também escolheu a Filipe, que O anunciou a Natanael (v.43-45).

Natanael inicialmente duvidou de que o Messias, o Cristo, viesse de Nazaré (v.46) e depois se
maravilhou de Jesus o conhecer e saber o que ele fazia antes de se encontrarem (v.47-49), foi
quando Jesus anunciou que Natanael viria muitas maravilhas através Dele, porque o céu
estaria aberto para que o poder de Deus fosse expresso pelo Filho do homem, Jesus (v.51).

O nosso estudo de hoje fica por aqui. Espero que tenha sido proveitoso para todos. Qualquer
dúvida basta perguntarem e se eu não souber a resposta vou procurá-la.

Graça e paz do Senhor.

Mariana Torres